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Sumriorgo Oficial do Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional da 2 Regio Rua Morais e Silva, 129 - Maracan Rio de Janeiro - RJ - CEP 20271-031 Tel. / Fax: (21)2169-2169 www.crefito2.org.br e-mail: crefito2@crefito2.org.br e-mail da revista: revista@crefito2.org.br SUBSEDE ESPRITO SANTO Rua Misael Pedreira da Silva, 48 sala 307 Edifcio Empire Center - Praia do Su Vitria - ES - CEP 29052-270 Tel.: (27) 3227-6616 DIRETORIA Presidente: Dra. Rita de Cassia Garcia Vereza; Vice-presidente: Dra. Sandra Regina Guedes Pacheco; Diretora Secretria: Dra. Denise Flvio de Carvalho Botelho Lima; Diretor Tesoureiro: Dr. Wilen Heil e Silva. MEMBROS EFETIVOS Dra. Rita de Cassia Garcia Vereza, Dra. Sandra Regina Guedes Pacheco, Dra. Denise Flvio de Carvalho Botelho Lima, Dr. Wilen Heil e Silva, Dr. Antnio Pimentel Reis, Dra. Elizabeth Carvalho Benj, Dr. Carlos Roberto Pinto Ferreira, Dr. Marcus Vincius Machado de Almeida, Dr. Joo Carlos Magalhes. MEMBROS SUPLENTES Dra. Adriana Archila da Costa Montillo, Dr. Bertolino Bernardes Santos, Dra. Cludia Regina da Silva Braz, Dr. Fabio Batalha Monteiro de Barros, Dra. Helena Beatriz Carvalho Ramos Rocha, Dra. Ins Maria da Silva, Dr. Ivan do Monti Ribeiro Nascimento, Dra. Marcia Cristina Garcia da Silva. CONSELHO EDITORIAL Dra. Denise Flvio de Carvalho Botelho Lima, Dra. Elizabeth Carvalho Benj, Dr. Fbio Batalha, Dra. Rita de Cassia Garcia Vereza, Dra. Marcia Cristina Garcia da Silva. EDIO E PRODUO Inventum Design e Contedo Editorial Tel./Fax: (21) 3866-8586 e-mail: inventum.design@gmail.com Editora e Jornalista Responsvel: Marisa Pimpa (Mtb 24.051/RJ) - mcpa@uol.com.br Design Grfico: vlen Bispo Marisa Pimpa Fotolitos e Impresso: Ediouro Tiragem: 30 mil exemplares As opinies emitidas nas reportagens, matrias, artigos e crnicas publicadas nesta revista so de inteira responsabilidade de seus autores. Os textos aqui publicados podero ser reproduzidos integralmente ou em parte desde que citada a fonte.

6 Entrevista Trabalhar com esporte fascinanteArtigos

10 A Fisioterapia e a construo de novos saberes e prticas a partir do Programa de Sade da Famlia (PSF) 11 Promoo de Sade no Ambiente Hospitalar 12 Contribuio da psicossomtica e da transdisciplinaridade na construo de um olhar teraputico mais cuidadoso 14 Capa Como est nosso mercado? Como podemos melhorar nossa remunerao? 26 Crnica Fisiofilosofias

Sees

3 Editorial 4 Notcias 5 Notas 8 Movimentos Sociais 9 Crefito-2 & voc 17 Comisses 20 Ncleos 23 Assessoria Jurdica 24 Entidades

CREFITO 2 - N 19 - Maio/Junho 2006

Voc em primeiro lugar!O CREFITO-2, investindo na melhoria de seu atendimento aos profissionais, informa que o seu sistema de telefonia foi substitudo, para sua maior comodidade.

Novo telefone: (21)2169-2169

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Leses Sociais ConexasPresidente Rita Vereza

A sociedade brasileira, legitimada por inmeras e variadas demandas de sade, est exigindo dos profissionais desta rea, intervenes diagnsticas e teraputicas capazes de efetivamente promover resolutividades teraputicas importantes para o seu bem estar bio-psico-social. No mbito de tais exigncias sociais, o Sistema nico de Sade (SUS) e seus profissionais tambm vivenciam momentos aflitivos, quando, desconsiderando a importncia de tais necessidades sociais somente superadas com um SUS funcionante e conduzido assistencialmente pela qualidade tcnico/ cientfica de seus profissionais viu-se diante de atos administrativos e legislativos com graves riscos de promover leso social. O primeiro momento diz respeito ao parecer CNE/ CES n 329/2004 que, intempestivamente e sem medir conseqncias dos danos que ir promover, pro-

pe a reduo da carga horria dos cursos superiores de graduao nas vrias reas de conhecimento em sade, inviabilizando o xito social das polticas pblicas de sade pela desqualificao acadmica dos seus atores. O segundo, se encontra na esfera legislativa face ao trmite do PLS 25/2002, conhecido como PL do Ato Mdico, discutido em audincia pblica ocorrida no senado federal em 28/07/2006, e que, se aprovado nos termos propostos, ofende a autonomia dos profissionais de sade, retirando suas competncias diagnsticas e teraputicas. uma afronta histrica evoluo cientfico/social das profisses de sade, que, neste contexto, tero dificuldades em perseverar, sob o risco de agregar s mesmas, novos agravos qualidade assistencial do SUS e um desfavorecimento ao xito social das polticas de estado para o setor sade.CREFITO 2 - N 19 - Maio/Junho 2006

Colegiado

Editorial3

Notcias

UNIVERSIDADE PBLICA: O SONHO VIRA REALIDADE!Foi realizado em junho de 2006 o primeiro concurso pblico para os cargos de professor de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional do CEFETEQ (Centro Federal Tecnolgico de Qumica). O incio dos cursos est previsto para o 2 semestre de 2007. O CEFETEQ est investindo na abertura de cursos na rea de sade e, para tal, ampliando seus campi. Um novo campus ser construdo em Realengo, atendendo uma demanda da populao da rea, para a criao dos cursos de GRADUAO em TERAPIA OCUPACIONAL, em FISIOTERAPIA e em Engenharia de Produo e o de Tcnico em Enfermagem. Ser o primeiro Curso de Terapia Ocupacional em Instituio Pblica no Rio de Janeiro e o segundo de Fisioterapia (o primeiro o da UFRJ).

UNIVERSIDADE PBLICA EM NITERIFoi instalado um grupo de trabalho na Universidade Federal Fluminense a fim de viabilizar, nesta Instituio, a abertura do curso de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. O grupo de trabalho conta com a participao da Assessoria de Assuntos Educacionais e das Comisses de Educao de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional do CREFITO-2.

UNIVERSIDADE PBLICA NO ESPRITO SANTOAtravs de contato com a Universidade do Esprito Santo, o CREFITO-2 espera em breve trazer boas notcias aos Fisioterapeutas e aos Terapeutas Ocupacionais desse Estado.

COMISSO DE ACADMICOS DA TERAPIA OCUPACIONALA Comisso de acadmicos de Terapia Ocupacional ligada Comisso de Educao, vem realizando um grupo de estudos sobre Sade Pblica no CREFITO-2. Este grupo aberto a todos os estudantes de Terapia Ocupacional e de Fisioterapia do Rio de Janeiro e tem a inteno de discutir questes ligadas sade, ampliando o universo dos acadmicos e aproximando-os das polticas pblicas de sade. Os acadmicos de Terapia Ocupacional participaram ativamente do FRUM realizado no Rio de Janeiro e no Esprito Santo e se fizeram representar no FRUM da ReNETO em So Paulo.

COMISSO DE EDUCAO DA TERAPIA OCUPACIONALA comisso de Educao da Terapia Ocupacional, atravs do projeto Um dia na Escola, tem a inteno de apresentar a Terapia Ocupacional nas escolas de ensino mdio. Para tal vem solicitar aos profissionais Terapeutas Ocupacionais parceria para divulgao da profisso. Os interessados devero procurar a Comisso de Educao de Terapia Ocupacional do CREFITO-2 (comissaodeeducacao@crefito2.org.br), a fim de apoiar esta iniciativa.

CREFITO 2 - N 19 - Maio/Junho 2006

VISITANDO AS PREFEITURASO CREFITO-2, preocupado com o crescimento da demanda aos profissionais de sade e a necessidade do acesso da populao aos profissionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional em todos os municpios, vem investindo em visitas s Secretarias de Sade, de Desenvolvimento Social, Esporte e Lazer e de Educao, a fim de demonstrar ao gestor pblico a importncia e resolutividade destes profissionais. Recentemente foram feitos contatos com os Secretrios de Sade de Niteri e com a Sub-Secretaria de Sade de Vitria. Ambos demonstraram a necessidade de ampliar a insero do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional em seus municpios e apresentaram interesse da incluso destes em projetos especficos.

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O que o Mtodo MVS? um mtodo idealizado em 1999 pelo fisioterapeuta Michal Vieira dos Santos, visando atender o mais rpido possvel o fisioterapeuta em formao, pois compe-se das tcnicas mais recentes de tratamento das patologias osteo-musculares reunidas em um s mtodo, evitando assim longas especializaes e facilitando o progresso do atendimento da fisioterapia no mundo. do possvel para poder atender seus pacientes de forma mais eficiente e segura de resultado.

Notas

Existe um curso para este mtodo?Sim, h um curso livre de 480 h, em que 60% so prticas. Foi sistematizado, sintetizado e relacionado pelo Dr Michal. Um projeto de formao contnua para profissionais sem a inteno de colocar mais um mtodo em pauta, mas sim de estudar todas aquelas linhas de trabalho mostrando o quanto apresentam em comum, propondo uma sntese que no empobrea nenhuma delas, mas fazendoas se encaixarem como peas de um quebra-cabeas onde o excesso de uma preencha o vazio de outra, produzindo no final um quadro no completo, mas certamente mais rico. H duas grandes frentes: a Fisioterapia Esttica e o Movimento Integral. O curso algo vivo, aberto, cresce e se enriquece dos novos conhecimentos a cada ano e ocorre no pas inteiro os prprios profissionais formam seus grupos de estudo em suas cidades. Este semestre acontecer no Rio de Janeiro e So Paulo (veja na coluna Agenda).

Quais so estas tcnicas que compem o MVS?RPG, RPF GDS, RDM, Crnio-caudal, Maitland, , Acupuntura Postural a laser, Escoliose e Imagens.

Como so aplicadas essas tcnicas?Estas tcnicas, enquanto metodologia, seguem suas individualidades, ou seja, o MVS respeita cada mtodo em si. Na prtica clnica, em uma s manobra, ele pode se compor de todas elas, se for necessrio, ou individualiz-las.

Qual a vantagem para o paciente?At ento no existia uma tcnica, por mais eficiente que fosse, para abranger as diversas patologias. Com o MVS, o paciente recebe o mtodo mais indicado ao seu caso sem a necessidade de procurar por vrios profissionais.

Por que o profissional aplicaria este mtodo?Atualmente o profissional est sendo cada vez mais solicitado, ento precisa estar o mais qualifica-

MICHAL VIEIRA DOS SANTOS Fisioterapeuta, Crefito 1