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P01 FRATURA SUPRACONDILIANA DE ÚMERO DISTAL ASSOCIADA A FRATURA DE OSSOS DE ANTEBRAÇO EM CRIANÇA Autores Ana Raquel Nascimento Lawall 1 , Hugo Amando Rosado 1 , Wanessa Carvalho Pinto 1 , Gustavo Lima Almeida Pimpão 1 Instituição 1 HRC - HOSPITAL REGIONAL DE CEILÂNDIA (QNM 27, Área Especial n° 1 Ceilândia-DF) Resumo Introdução Fraturas de membros superiores são comuns em crianças sendo de uma forma geral o sexo masculino mais afetado. Fraturas supracondilares ocorrem principalmente entre 5 e 7 anos de vida. Fraturas de antebraço são as fraturas dos ossos longos mais comuns em crianças, representando cerca de 40%. O mecanismo de trauma mais comum é queda com extensão de punho e mão, sendo as fraturas metafisárias mais comuns, seguidas por fraturas fisárias. Objetivos O objetivo desse trabalho é abordar clinicamente fraturas supracondilianas e de antebraço de crianças e sua respectiva terapêutica Materiais e Métodos Realizou-se uma pesquisa bibliográfica em livros e artigos de revisão nas bases de dados: Scielo, LILACS, PubMed, MEDLINE e com as palavras-chave: “fraturas supracondilianas” e "fraturas de antebraço” associada a "criança" , "fise” e “tratamento” e seus correlatos em inglês, publicados nos últimos 12 anos. Período da pesquisa: abril de 2019. Resultados As opções de tratamento para maioria das fraturas incluem redução fechada e imobilização gessada ou fixação com fios e redução aberta. No caso do trabalho, foi optado por osteossíntese percutânea devido desvio e instabilidade de ambas as fraturas com ajuda de fluoroscopia e obtida redução e alinhamento satisfatórios. Conclusões O trauma sofrido pela cartilagem, tipo e gravidade da fratura, grau de deslocamento, exame físico neurológico e vascular são importantes para avaliação e instituição de terapêutica afim de evitar complicações e manter funcionalidade do membro. Palavras-chaves: FRATURA SUPRACONDILIANA, FRATURA ANTEBRAÇO, CRIANÇA

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    FRATURA SUPRACONDILIANA DE ÚMERO DISTAL ASSOCIADA A FRATURA DE OSSOS DE ANTEBRAÇO EM CRIANÇA

    Autores Ana Raquel Nascimento Lawall 1, Hugo Amando Rosado 1, Wanessa Carvalho Pinto 1, Gustavo Lima

    Almeida Pimpão 1

    Instituição 1 HRC - HOSPITAL REGIONAL DE CEILÂNDIA (QNM 27, Área Especial n° 1 – Ceilândia-DF)

    Resumo Introdução Fraturas de membros superiores são comuns em crianças sendo de uma forma geral o sexo masculino mais afetado. Fraturas supracondilares ocorrem principalmente entre 5 e 7 anos de vida. Fraturas de antebraço são as fraturas dos ossos longos mais comuns em crianças, representando cerca de 40%. O mecanismo de trauma mais comum é queda com extensão de punho e mão, sendo as fraturas metafisárias mais comuns, seguidas por fraturas fisárias. Objetivos O objetivo desse trabalho é abordar clinicamente fraturas supracondilianas e de antebraço de crianças e sua respectiva terapêutica Materiais e Métodos Realizou-se uma pesquisa bibliográfica em livros e artigos de revisão nas bases de dados: Scielo, LILACS, PubMed, MEDLINE e com as palavras-chave: “fraturas supracondilianas” e "fraturas de antebraço” associada a "criança" , "fise” e “tratamento” e seus correlatos em inglês, publicados nos últimos 12 anos. Período da pesquisa: abril de 2019. Resultados As opções de tratamento para maioria das fraturas incluem redução fechada e imobilização gessada ou fixação com fios e redução aberta. No caso do trabalho, foi optado por osteossíntese percutânea devido desvio e instabilidade de ambas as fraturas com ajuda de fluoroscopia e obtida redução e alinhamento satisfatórios. Conclusões O trauma sofrido pela cartilagem, tipo e gravidade da fratura, grau de deslocamento, exame físico neurológico e vascular são importantes para avaliação e instituição de terapêutica afim de evitar complicações e manter funcionalidade do membro.

    Palavras-chaves: FRATURA SUPRACONDILIANA, FRATURA ANTEBRAÇO, CRIANÇA

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    OSTEOTOMIA CORRETIVA DE DEFORMIDADE DIAFISÁRIA PROXIMAL DA TÍBIA E ARTRODESE TIBIOTALOCALCÂNEA FIXADAS COM UMA ÚNICA HASTE INTRAMEDULAR RETRÓGRADA LONGA

    Autores Dr. Antonio Guilherme Padovani Garofo 1,2, Dra. Karen Voltan Garofo 1

    Instituição 1 VITA - VITA: Ortopedia e Fisioterapia (Rua Mato Grosso, 306, 1º andar - 01.239-040 -

    Higienópolis - São Paulo - SP), 2 PARI - Hospital Nossa Senhora do Pari (Rua Hannemann, 234 -

    03.031-040 - Pari - São Paulo - SP)

    Resumo Introdução O objetivo do tratamento das fraturas diafisárias é restabelecer o comprimento e o alinhamento angular e rotacional do osso fraturado. A consolidação viciosa está relacionada a alterações degenerativas das articulações adjacentes. As deformidades angulares da diáfise da tíbia estão associadas à maior incidência de artrose do tornozelo. O tratamento cirúrgico mais comumente usado para os casos graves de artrose do tornozelo é a artrodese tíbio-társica, que pode ser realizada com diferentes técnica de fixação (parafusos de tração, placas, fixadores externos e haste intramedular). Na vigência de consolidação viciosa da diáfise da tíbia associada à artrose do tornozelo ipsilateral é fundamental a correção das deformidades para o sucesso do resultado funcional da artrodese. Objetivos Demonstrar o tratamento concomitante da consolidação viciosa da diáfise da tíbia e da artrose do tornozelo com um único implante intramedular. Materiais e Métodos Paciente masculino, 55 anos, vítima de acidente de moto há 8 anos com fratura segmentar da tíbia e fíbula esquerdas (AO 42.C2). Foi tratado em outro serviço conservadoramente com gesso inguinopodálico e evoluiu com consolidação viciosa da tíbia e dor progressiva na articulação do tornozelo associada a limitação da amplitude de seu movimento. As radiografias mostravam deformidade angular em varo do foco proximal da tíbia e valgo do foco distal com resultante em varo associado a recurvato e além de redução do espaço articular do tornozelo, cistos subcondrais e osteófitos. O paciente foi submetido a cruentação da superfície articular do tornozelo (tibiotársica e subtalar) por via ântero-lateral. Foi realizada a osteotomia valgizante da diáfise tibial ao nível do foco proximal. Tanto a artrodese quanto a osteotomia foram fixadas com a mesma haste intramedular retrógrada após a fresagem do canal medular a partir do ponto de entrada distal na região plantar do calcanhar. Proximalmente foram usados 2 parafusos “poller” passados de anterior para posterior, laterais ao trajeto da haste, visando manter a centralização da haste e evitar a perda da redução em varo. A haste foi bloqueada proximamente por um parafuso de medial para lateral e distalmente com um parafuso de bloqueio no tálus e outros 2 no calcâneo de lateral para medial. Tanto as articulações do tornozelo (tíbio-társica) e subtalar posterior quanto a osteotomia diafisária receberam enxerto de osso esponjoso retirado da crista ilíaca ipsilateral. Resultados O paciente foi acompanhado clínica e radiograficamente. Foi orientado a usar 2 muletas durante as primeiras 6 semanas, quando iniciou a progressão para carga total. Os sinais radiográficos de consolidação ao nível da osteotomia diafisária surgiram 4 meses após a cirurgia e depois do 6º mês ao nível da artrodese. O alinhamento foi mantido durante os 12 meses de seguimento e o paciente permaneceu sem dor e com o membro funcional. Conclusões A técnica da artrodese do tornozelo com haste retrógrada longa associada a osteotomia corretiva da consolidação viciosa da diáfise da tíbia fixadas com o mesmo tutor intramedular é uma alternativa viável para o tratamento destas lesões complexas sem a necessidade do uso do fixador externo.

    Palavras-chaves: Artrose de Tornozelo, Artrodese Tibiotalocalcánea, Haste Intramedular Retrógrada, Osteotomia, Consolidação Viciosa

  • P03

    Perfil epidemiológico das fraturas diafisárias de fêmur em hospital referência para trauma: estudo de 101 casos.

    Autores Ariele Barreto Haagsma 1, Kâue Sabião 2, Leonardo Maranhão Gubert 2, Felipe Santos Lima 2, Giana

    Silveira Giostri 2

    Instituição 1 PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná (R. Imac. Conceição, 1155 - Prado Velho,

    Curitiba), 2 HUC - Hospital Universitário Cajuru ( Av. São José, 300 - Cristo Rei, Curitiba - PR)

    Resumo Introdução A fratura diafisária de fêmur é uma das mais impactantes do ponto de vista socioeconômico devido a sua relação com trauma em pacientes jovens, assim como interferindo na expectativa de vida em pacientes idosos. Objetivos Determinar um perfil epidemiológico de risco para ações preventivas e terapêuticas adequadas. Materiais e Métodos Estudo retrospectivo de pacientes vítimas de fraturas diafisárias de fêmur entre março/2013 e junho/2014, analisando fatores como sexo, idade, mecanismo de trauma, presença de fraturas exposta, lesões associadas, tempo de atendimento, classificação das fraturas e tratamento inicial. Resultados 101 casos avaliados, identificando um perfil bimodal de pacientes: adultos jovens do sexo masculino, vítimas de trauma de alta energia e idosos do sexo feminino, vítimas de trauma de baixa energia. O principal mecanismo de trauma foi o acidente de trânsito (69% dos casos), houve fratura exposta em 9 casos (8,9%) e a principal lesão associada foi outras fraturas de membros. O tempo de atendimento foi, em média, 7,4 horas e o principal método de tratamento foi fixação interna com haste intramedular utilizada em 52,4% dos casos. Conclusões Foi identificado como principal mecanismo de trauma o acidente de trânsito, ressaltando a importância de medidas públicas preventivas. A prioridade na conduta inicial é a fixação definitiva com haste intramedular, sendo protelada em situações clínicas desfavoráveis ou por questões adversas inerentes a prática médica.

    Palavras-chaves: Fratura, Fêmur, Diáfise, Epidemiologia, Trauma

  • P04

    FRATURA DE ACETÁBULO: ESTUDO RETROSPECTIVO EM HOSPITAL REFERÊNCIA EM ATENDIMENTO DE TRAUMA

    Autores Renato Cesar Sahagoff Raad 1, Bruno Henrique Schuta Bodanese 2,1

    Instituição 1 HT - Hospital do Trabalhador (Av. República Argentina, 4406), 2 UP - Universidade Positivo (R.

    Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300)

    Resumo Introdução O conhecimento das frequências existentes dentro desse tema se faz necessária, tendo em vista que é de extrema relevância dentro da especialidade de Ortopedia e Traumatologia a tabulação de variáveis próprias do processo de saúde-doença existentes. Objetivos Essa pesquisa visa, por meio de um estudo transversal retrospectivo, baseado na analise de prontuários médicos, estabelecer uma noção baseada na epidemiologia sobre a frequência e sobre os fatores relacionados à fratura de acetábulo, possibilitando assim estabelecer uma caracterização do processo envolvido nesses casos. Materiais e Métodos Por meio de um estudo retrospectivo foram analisados prontuários médicos existentes em hospital referência no atendimento de traumas, o qual possui uma grande quantidade de pacientes atendidos. Foram incluídos na pesquisa os prontuários cadastrados com a Classificação Internacional de Doenças de “Fratura de acetábulo” (S32.4), no período entre 2009 à 2016. Resultados Foi observada uma média de idade de 41,3 anos, com 166 casos (84%) ocorrendo em pacientes do sexo masculino e 32 (16%) do feminino. Dentre os mecanismos de trauma relatados, 144 (73%) ocorreram dentro do campo de acidentes automobilísticos, sendo que dentro desses, 72 (49%) envolveram motos. A fratura de parede posterior, classificada com A1, foi a com mais casos (63 casos). As fraturas de membros inferiores e luxação coxo-femoral foram as lesões associadas com maior prevalência, tendo 29 (32% dos casos onde houve lesões associadas) e 15 casos (16%) respectivamente. Em 95 casos (48%) fora optado pelo tratamento conservador. O desfecho mais comum apresentado no decorrer do acompanhamento foi a evolução de coxartrose secundaria, estando presente em 19 casos (10%). Conclusões As fraturas de acetábulos acontecem, na sua grande maioria, em pacientes homens e idade economicamente ativa. Os acidentes automobilísticos, principalmente os que envolvem motocicletas, respondem por mais da metade dos casos. A avaliação primária devem contar com atenção ao exame neurovascular do membro inferior devido a possível presença de lesão do nervo ciático. A maior incidência é de fraturas da parede posterior do acetábulo. No acompanhamento a longo prazo do paciente deve-se sempre atentar para a evolução de coxartrose secundaria.

    Palavras-chaves: Fratura de acetábulo, Estudo epidemiológico ortopédico, Estudo retrospectivo ortopédico

  • P05

    LUXAÇÃO DE JOELHO: ESTUDO RETROSPECTIVO EM HOSPITAL REFERÊNCIA EM ATENDIMENTO DE TRAUMA

    Autores Bruno Henrique Schuta Bodanese 2,1, Renato Cesar Sahagoff Raad 1

    Instituição 1 HT - Hospital do Trabalhador (Av. República Argentina, 4406), 2 UP - Universidade Positivo (R.

    Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300)

    Resumo Introdução As lesões de joelhos detém um campo de atuação bastante extenso na prática médica diária. Dentro desse campo, existem uma margem de alterações decorrentes de traumas, as quais necessitam de tratamento imediato em centros especializados. Como todas as áreas médicas, o conhecimento das tendências e frequências das lesões é um ponto de grande relevância, tanto para a obtenção do conhecimento, assim como para a melhor prática no tratamento das lesões. Dentro dessas lesões traumáticas de joelhos encontra-se a luxação, lesão essa decorrente de traumas de grande energia, necessitando de tratamento imediato, devido a alta possibilidade de lesões associadas. Essa lesão especificamente ocorre do deslocamento do eixo de congruência entre o fêmur e a tíbia, impossibilitando a execução da função habitual do joelho. Objetivos Esta pesquisa busca estabelecer uma visão epidemiológica dentro de um serviço de trauma de referência sobre luxação de joelho. Busca-se assim, estabelecer o conhecimento necessário para a realização segura do tratamento, com menores danos para os pacientes e com um melhor eficácia médica. Materiais e Métodos A partir de um estudo retrospectivo observacional, dentro de um hospital referencia em trauma de Curitiba, Paraná, com analise de prontuários médicos eletronicos desenvolvidos desde a entrada no serviço de emergencia até a evolução final, no período de 2009 até 2016, com foco nos dados pertinentes à lesão, tais como classificação e presença de lesões neuro-vasculares associadas, totalizando 65 prontuários analisados. Foram analisados prontuários cadastrados com a Classificação Internacional das Doenças como “Luxação de Joelho” (S83.1). Resultados A idade média encontrada foi de 35,6 anos, com uma maior presença de casos do sexo masculino 77% (50 casos). O principal mecanismo de trauma foram os acidentes automobilisticos, representando 60% dos casos (39 casos), sendo que desses 86% envolveram motocicletas. A luxação classificada como KD-1, seguindo a classificação de Schenck-Kennedy, foi a mais vista, totalizando 21 casos (32%). Quanto as lesões associadas, as fraturas estavam presentes em 20 casos, seguido das lesões neuro-vasculares, existentes em 3 casos cada uma. A maioria dos pacientes acompanhados a longo prazo não apresentaram complicações, mas dentre os que tiveram alguma alteração a presença de gonartrose precoce esteve presente em 6% dos casos. Conclusões As luxações de joelho acontecem, na sua grande maioria, em pacientes homens e idade economicamente ativa. Os acidentes automobilísticos, principalmente os que envolvem motocicletas, respondem por 60% dos casos. A avaliação primária devem contar com atenção ao exame neurovascular e ao exame radiográfico, pela relação com fraturas. No acompanhamento a longo prazo do paciente deve-se sempre atentar para a evolução de gonartrose secundaria.

    Palavras-chaves: Luxação de Joelho, Estudo epidemiológico, Trauma ortopédico

  • P06

    ANÁLISE TOMOGRÁFICA DO FRAGMENTO EPIFISÁRIO NAS FRATURAS PROXIMAIS DO ÚMERO

    Autores Caio Zamboni 1, Pedro Gabriel Pelegrino do Val 1, Nasser Wienner Haddad Vasconcelos 1, José

    Octávio Soares Hungria 1, Marcelo Tomanik Mercadante 1, Ralph Walter Christian 1

    Instituição 1 Sta Casa SP - Santa Casa de São Paulo (Rua Cesário Mota Jr, 120)

    Resumo Introdução Sabemos que a tomografia pode ser útil tanto para aumentar a acurácia da compreensão do padrão dos fragmentos, e apresenta uma aplicabilidade prática na determinação da técnica e tática cirúrgica. Objetivos Buscamos neste trabalho identificar padrões de fraturas analizando os fragmentos epifisários correlacionando-os com o sexo e com a idade dos pacientes. Materiais e Métodos Trata-se de um estudo retrospectivo onde foram selecionados sequencialmente 61 ombros com fraturas em três ou quatro partes de Neer com imagens adequadas de tomografia. Avaliamos o tamanho dos fragmentos epifisários nos dois eixos (medidas Alfa e Beta), comprimento e largura. As medidas foram adquiridas na altura do processo coracóide e 4 mm abaixo deste como forma de padronização. Estes dados foram correlacionados com o sexo e com a idade dos pacientes utilizando ferramentas estatísticas. Os pacientes foram divididos em três grupos: Grupo A (menores que 40 anos), Grupo B (entre 40 e 70 anos) e Grupo C (maiores que 70 anos). Resultados Encontramos um valor médio para a medida Beta, entre os pacientes do Grupo A de 2,55 cm (1,7 - 2,8 cm), para os do Grupo B de 1,94 cm (0,8 - 3,2 cm) e para o Grupo C de 1,61 cm (1,1 - 2,7 cm). A medida Alfa obteve valor médio de 4,025 cm (3,7- 4,5 cm) para o Grupo A, 3,655 cm para o Grupo B (3 - 5 cm), e 3,479 cm para o Grupo C (3,2 - 2,8 cm). Observamos que esta diferença é estatisticamente significante em todas, com um p-valor < 0,05; com exceção da faixa etária menor que 40 anos (Grupo A) na medida β. Em relação ao sexo, concluímos que também existe diferença média estatisticamente significante entre os ambos, com um p < 0,001. Conclusões Existe uma relação direta e inversamente proporcional entre a idade e o tamanho do fragmento epifisário nas fraturas da extremidade superior do úmero, ou seja, quanto maior a idade, em média, é menor o tamanho do fragmento epifisário.

    Palavras-chaves: Fraturas do úmero, Fixação das fraturas, Tomografia

  • P07

    Cotovelo flutuante no esqueleto imaturo: Experiência em um hospital de referência em Trauma Pediatrico do Paraguai.

    Autores DANIEL NAVARRO VERGARA 1, ALBERTO NAVARRO FRETES 1

    Instituição 1 HTMG - HOSPITAL DEL TRAUMA "Manuel Giagni" (Avenida General Santos casi Teodoro S

    Mongelos)

    Resumo Introdução As lesões do cotovelo, tradicionalmente, têm sido as mais temidas pelos cirurgiões e não sem razão, uma vez que acarretam inúmeros problemas1. A área do cotovelo é freqüentemente afetada na série de fraturas dos membros superiores na faixa etária pediátrica. Aproximadamente 10% das fraturas supracondilianas do úmero podem ser acompanhadas por uma lesão no antebraço. Podemos assumir que o mecanismo de trauma é de alta energia, por isso pode ser observado fraturas concomitantemente abertos, lesão do nervo, lesão vascular síndrome compartimental. A abordagem cirúrgica a conduta atualmente alardeada nos centros de referência para evitar complicações. Objetivos Objetivo: Descrever nossa experiência no Trauma Hospital "Manuel Giagni" no tratamento de fraturas "cotovelo flutuante" e tipos de danos ósseos envolvidos, analisando as opções de tratamento e as complicações que possam surgir. Materiais e Métodos Métodos: De janeiro 2018 a janeiro 2019 são 12 casos consecutivos de "cotovelo flutuante" nenhuma diferença entre sexo, faixa etária de 2 a 10 anos, o lado predominantemente direita em 66,6% dos casos, também mecanismos de trauma, a classificação de lesões e o tratamento instituído com os seus resultados analisados. Resultados Resultados: mecanismo de torção no centrifugador (50%) e a altura de queda (41,6%) eram a causa de lesões, sendo o envolvimento da diáfise do úmero 5 (41,6%) a frequência mais elevada, seguido por 4 casos (33,3%) classificados como Gartland III e 3 lesões (25%) com úmero envolvimento da metáfise distai classificadas de acordo com a aO / ASIF6 como 13-H / 3.2IV lesões. Como lesões antebraço lesões ósseas tanto em 10 casos (83,3%) ocorreu em um caso (8,3%) houve apenas lesão do cúbito e o restante (8,3%) foi introduzida como lesão Monteggia. Dos 12 casos, todos foram levadas para a sala de operações, realizando a fixação em 11 casos (91,6%) e uma redução (8,3%) e gesso fazendo-palmar Brânquio realizada. Em algumas lesões associadas tivemos 8 casos (66,6%) com lesões em outras áreas. Em dois casos (16,6%) nós poderíamos encontrar infecções nível materiais de ponto de entrada tais como complicações do procedimento cirúrgico. Conclusões Conclusões: Apesar de ser uma lesão incomum, potenciais complicações nos obrigam a tratamento cirúrgico de, pelo menos, a lesão do úmero, a fim de alcançar uma melhor gestão dos tecidos moles. Limitação do trabalho pretendemos ter uma pista mais duradoura na hora de tirar melhores conclusões sobre as limitações residuais que podem causar este tipo de lesão.

    Palavras-chaves: cotovelo flutuante, humerus fratura, Sindrome Compartimental

  • P08

    LESÕES TRAUMÁTICAS CIRÚRGICAS NO MEMBRO SUPERIOR RELACIONADAS AO ESPORTE VAQUEJADA NO ANO DE 2018 EM NOSSA PRÁTICA CLÍNICA

    Autores DANIEL SOARES 1, DANIEL SOARES FILHO 1, JOSÉ HENRIQUE SAMPAIO JUCÁ 1,

    MARCOS ALBERTO BEZERRA FILHO 1

    Instituição 1 CMA - CENTRO MÉDICO DO AGRESTE (RUA ARTUR ANTÔNIO DA SILVA 625,SALA

    302,UNIVERSITÁRIO CARUARU PERNAMBUCO)

    Resumo Introdução A vaquejada é em esporte bastante popular no interior do nordeste brasileiro,e sua prática pode acarretar em lesões no membro superior.Atualmente,este esporte é praticado sem a utilização de equipamentos de proteção levando ao aparecimento de de patologias traumáticas passíveis de cirurgia. Objetivos O objetivo do nosso trabalho é apresentar a casuística de lesões traumáticas no membro superior de atletas de vaquejada,em Caruaru e Garanhuns,onde foi necessária a intervenção cirúrgica.Todas estas lesões ocorreram durante a prática esportiva e sem a devida proteção. Materiais e Métodos Tivemos no ano de 2018,oito casos de lesões no membro superior que foram submetidos ao tratamento cirúrgico.Todos do sexo masculino.Cinco casos aconteceram no lado direito e três casos do lado esquerdo.Foram dois casos de luxação traumática,todos do lado direito.Um caso de luxação acrômioclavicular,do lado direito.Dois casos de fratura de clavícula,seno uma do lado direito e uma do lado esquerdo.A fratura de clavícula do lado esquerdo teve associado uma lesão do manguito rotador.Tivemos ainda duas fraturas de úmero proximal sendo uma à direita e outra à esquerda.Ainda houve um caso de fratura supracondiliana do úmero esquerdo. Resultados Ocorreu um caso de infecção de ferida operatória e um retardo de consolidação de fratura de clavícula.Cinco atletas já retornaram às práticas esportivas.Todos estão satisfeitos com o resultado cirúrgico. Conclusões Concluímos que a vaquejada é um esporte onde o risco de lesões no membro superior é elevado.O uso de equipamentos de segurança é fundamental na prevenção de traumatismos,principalmente os mais graves,passíveis de tratamento cirúrgico.

    Palavras-chaves: LESÕES TRAUMÁTICAS CIRÚRGICAS NO OMBRO, TRAUMAS RELACIONADOS A VAQUEJADA, VAQUEJADA E LESÕES NO MEMBRO SUPERIOR

  • P09

    “Avaliação clínica e radiográfica da fratura do platô tibial Shatzker V e VI tratadas com fixador externo circular (Ilizarov).”

    Autores Dimas Soares Junior 1,2, Daniel Durante Ferreira Braga 1, Ana Flávia Caleffi Schulz 1, Lara Rodrigues

    da Matta Calegari 1, Loyse Bohn 1

    Instituição 1 HUEC - Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (Alameda Augusto Stelfeld, 1908, Bigorilho,

    Curitiba-PR), 2 HMA - Hospital Municipal de araucária (Rua Pedro Duszcz, 111, Araucária - PR)

    Resumo Introdução A complexidade do padrão da fratura relaciona-se com a força exercida sobre o membro, sendo que quando provindas de traumas de alta energia, as fraturas envolvendo os côndilos tibiais ou em “Y invertido” - Schatzker V - e as fraturas envolvendo além dos côndilos, a metáfise tibial - Schatzker VI - estão associadas a dano articular severo. Objetivos O objetivo do estudo será determinar os resultados clínicos, funcionais e radiográficos dos pacientes com diagnóstico de fratura do platô tibial decorrente de trauma de alta energia, Schatzker V e VI, e tratados com fixador externo circular - Ilizarov. Materiais e Métodos Vinte pacientes admitidos entre 2014 e 2018 foram incluídos neste estudo retrospectivo transversal analítico. Foram incluídos no estudos todos pacientes vítimas de fratura do platô tibial, classificadas como Schatzker V ou VI, atendidos no Hospital Evangélico de Curitiba e Hospital Municipal de Araucária em um período compreendido entre 2014 e 2018 sob os cuidados da equipe da ortopedia e traumatologia, submetidos à tratamento cirúrgico com fixador externo circular e que possuíssem dados de pontuários, a saber, exame físico, anamnese e radiografias descritas por completo. Resultados Todas as fraturas se uniram em média 18 semanas (mediana = 16 semanas). A união foi avaliada clinica e radiologicamente. Uma vez que a união radiológica foi considerada suficiente, o fixador externo foi dinamizado e o paciente encorajado a suportar mais peso. O fixador externo foi removido uma vez que o suporte de peso indolor sobre um fixador externo dinamizado foi alcançado. Conclusões A técnica de Ilizarov é um método que apresenta boa segurança e eficiência associado à baixas taxas de complicações nas fraturas do platô tibial. Nosso estudo mostrou 90% dos casos com resultados bons/excelentes e consolidação dentro de 20 semanas da aplicação do Ilizarov, sendo este um método de tratamento altamente recomendado.

    Palavras-chaves: Platô tibial, Ilizarov, Schatzker

  • P10

    TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURAS ÚMERO PROXIMAL DE 3 E 4 PARTES COM SUTURA TRANSÓSSEA

    Autores Leonardo José Winkelmann Londero 1, Elemar da Silva Resch 1, Jorge Moyses Schreiner 1, Douglas

    Backes Schreiner 1

    Instituição 1 HCR - Hospital Cristo Redentor (Rua Domingos Rubbo, 20)

    Resumo Introdução O melhor tratamento para fraturas desviadas do úmero proximal ainda é controverso. As possibilidades terapêuticas incluem placas bloqueadas, hastes intramedulares, síntese percutânea e artroplastia. A técnica de suturas transósseas vem apresentando resultados satisfatórios em estudos prévios, e deve ser uma opção a ser considerada. Objetivos Avaliar os resultados funcionais e radiográficos de pacientes submetidos a osteossíntese com suturas transósseas para o tratamento de fraturas do úmero proximal em 3 e 4 partes. Materiais e Métodos Estudo prospectivo realizado de janeiro de 2010 a janeiro de 2014, em hospital terciário do Sul do Brasil, com inclusão de 20 pacientes com fraturas do úmero proximal de 3 e 4 partes segundo a classificação de Neer. Todos os pacientes foram operados pelo mesmo cirurgião, através de técnica de suturas transósseas. Do total, 12 fraturas foram classificadas como 3 partes e 8 como 4 partes. O follow up médio foi de 22,5 meses. O desfecho primário foi o escore funcional de UCLA, e os secundários a amplitude de movimento, qualidade da redução, taxa de consolidação e complicações. Resultados A avaliação funcional pelo escore de UCLA mostrou 75% e 62,5% de resultados bom e excelente nos grupos de 3 e 4 partes, respectivamente. Todos os pacientes apresentaram consolidação radiológica e clínica, com tempo médio de 10,6 semanas. A redução obtida no transoperatório foi considerada excelente ou boa em 75% dos casos, e não houve perda de redução. Apenas 1 caso evoluiu com sinais radiológicos de osteonecrose da cabeça umeral. Conclusões A técnica de sutura transóssea para fraturas complexas do úmero proximal representa uma alternativa interessante de tratamento. Apresenta bons resultados funcionais, menor custo cirúrgico e baixas taxas de complicações.

    Palavras-chaves: Neer, Sutura transóssea, Úmero proximal

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    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS FRATURAS SUPRACONDILIANAS EM CRIANÇAS

    Autores Douglas Backes Schreiner 1, Sergio Roberto Canarim Danesi 1, João Ricardo Carvalho Medeiros 1,

    Rafaela Dias Barbosa 1, Tiago Zimerman 1, Murilo Tiecher 1

    Instituição 1 HCR - Hospital Cristo Redentor (Rua Domingos Rubbo, 20)

    Resumo Introdução As fraturas supracondilianas do úmero são as fraturas mais comuns no cotovelo em crianças. Por apresentar potenciais complicações, como a síndrome compartimental e alteração do ângulo de carreamento fisiológico, é motivo de interesse mundialmente. Objetivos Analisar o perfil demográfico dos pacientes com fraturas supracondilianas tratados cirurgicamente durante o período de um ano, em hospital de atenção terciária referência em trauma infantil no sul do Brasil. Materiais e Métodos Estudo prospectivo realizado no Hospital Cristo Redentor, com inclusão pacientes com fraturas supracondilianas tratadas cirurgicamente de 01 março de 2018 até 20 fevereiro de 2019. Foram usados números absolutos e médias aritméticas para confecção dos dados. Resultados Ao todo, 50 crianças foram internadas e submetidas a tratamento cirúrgico. A idade média dos pacientes foi de 6 anos e 5 meses, sendo 70% do sexo masculino. O mecanismo de trauma mais frequente foi a queda - 46 (92%), tendo como local o próprio domicílio - 29 (61,7%), durante o turno da noite - 18 (48,6%). Segundo a classificação de Gartland, o tipo mais incidente foi o III - 29 (58%), seguido pelo tipo II - 20 (40%) e pelo I - 1 (2%). Fraturas em extensão representaram 86% do total, as em flexão 14%. Dos pacientes operados, 18 eram de Porto Alegre, 29 da Grande Porto Alegre, e 3 do Interior do Rio Grande do Sul. As cirurgias foram realizadas predominantemente no turno da manhã - 30 (60%), sendo respeitado período de jejum pré anestésico em 91,8% dos casos. O método de fixação mais utilizado foi os fios cruzados (77,1%), seguindo pelos fios paralelos (12,5%), e três fios (10,4%). Conclusões A fratura supracondiliana em crianças representa um risco real de complicações a curto e longo prazo. A compreensão da população a ser atendida faz parte da busca pelo tratamento mais adequado.

    Palavras-chaves: Criança, Epidemiologia, Gartland, Supracondiliana

  • P12

    Lesão ligamentar do joelho associada à fratura diafisária do fêmur ipsilateral.

    Autores Eduardo Axer Avelino 1, Marco Tulio Lopes Caldas 2, Dorotea Starling Malheiros 2, Angelo Paulo

    Lazzaroni 1, Anderson Jose Santos 1

    Instituição 1 FHEMIG - Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais' (Rua dos Otoni, 772, Belo Horizonte), 2 HMAL - Hospital Maria Amelia Lins (Rua dos Otoni, 772, Belo Horizonte)

    Resumo Introdução As fraturas do fêmur são graves lesões que rapidamente atraem a atencão do médico e é frequente a associação com outras fraturas. Além dessas, podem estar associadas lesões ligamentares do joelho ipsilateral, que na sua grande maioria são diagnosticadas tardiamente. O paciente politraumatizado que apresenta fratura diafisária de fêmur tem a lesão ligamentar do joelho como um desafio diagnóstico pela dificuldade criada no exame físico, que é fundamental para a definição de tratamento e prognóstico. Objetivos Determinar a incidência de lesão ligamentar do joelho em pacientes com fratura diafisária de fêmur ipsilateral. Materiais e Métodos Foram avaliados 36 pacientes. Todos foram submetidos a exame físico e radiológico sob anestesia no momento da osteossíntese do fêmur. Resultados O mecanismo de trauma mais comum foi o acidente com motociclistas. Apresentaram lesão ligamentar do joelho 11 (30,5%) pacientes e foram encontradas lesões centrais (64%) e periféricas (36%). Nenhuma das lesões foi tratada no momento da fixação da fratura. Conclusões Ressalta-se a dificuldade do diagnóstico no ato da admissão e a necessidade de exame físico sistematizado antes e após o tratamento cirúrgico da fratura femoral.

    Palavras-chaves: Fratura, Femur, Ligamentos, Joelho, Trauma

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    Diagnóstico diferencial de acidentes e violência doméstica em crianças: uma revisão de literatura

    Autores ELOISA GABRIELA LINKE 1, LETÍCIA EMANUELLE MACHADO 1, ELAINE ROSSI RIBEIRO 1

    Instituição 1 FPP - FACULDADES PEQUENO PRÍNCIPE (Avenida Iguaçu, 333 - Rebouças, Curitiba - PR)

    Resumo Introdução O diagnóstico de maus-tratos tem um impacto importante na vida da criança, da família e também do profissional de saúde. Um passo importante para o enfrentamento desse problema é a identificação e denúncia dos casos de violência doméstica pelo médico, visto que podem tornar-se um risco de vida para a criança. Objetivos Reunir e integrar informações sobre o diagnóstico diferencial de violência e acidentes domésticos para a suspeição e avaliação precisa de casos de abuso físico infantil. Materiais e Métodos Este trabalho trata-se de uma revisão integrativa de literatura a partir da busca de artigos na base de dados MEDLINE. Foram utilizadas as palavras-chaves "violência doméstica" e "acidentes domésticos" com o booleano "and" para a busca de artigos entre 2008 e 2018. Resultados Foram selecionados cinco artigos em inglês condizentes com o tema. Um dos artigos destaca que fraturas são a segunda lesão mais comum em casos de maus-tratos infantis. Além disso, outro artigo aponta que cerca de 20% das crianças com fraturas abusivas passaram por uma avaliação médica prévia onde o diagnóstico de violência foi perdido. Por fim, todos os artigos concordam quanto a grande importância do preparo do profissional para a investigação e da utilização de técnicas corretas de avaliação, principalmente a radiografia associada à clínica. Conclusões Conclui-se que fraturas ósseas são grande parte do diagnóstico de maus-tratos. Por isso, na avaliação diferencia de acidente e violência doméstica contra crianças é preciso que a história relatada seja condizente com a avaliação médica, incluindo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mecanismo de trauma e achados radiológicos. Assim, é necessário que os profissionais estejam habilitados para a avaliação de violência doméstica em casos suspeitos, evitando diagnóstico errôneos e a perda da janela de oportunidade para prevenir novos episódios.

    Palavras-chaves: Acidentes domésticos, Violência doméstica, Diagnóstico, Criança, Fraturas ósseas

  • P14

    Contratura isquemica de Volkman em crianca apos fratura supracondiliana. Relato de caso.

    Autores Évelyn de Medeiros Costa 1, Rafael Almeida Maciel 1, Talita Virgínia Pinto de Sousa 1, Fellipe da

    Silveira Rodrigues 1

    Instituição 1 IHBDF - Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (SMHS - Área Especial, Q. 101 - Asa Sul,

    Brasília - DF, 70330-150)

    Resumo Introdução A fratura supracondiliana do umero representa lesao pediatrica mais frequente no cotovelo. São classificadas de acordo com o sistema descrito por Gartland em variantes conforme acomentimento em colunas, deformidade e atulamente desvio rotacional. Os métodos mais usados de tratamento são a redução fechada e gesso, tração, redução fechada e fixação percutânea com fio Kirschner (fio K) e redução aberta com fixação interna. Pode determinar complicacoes imediatas (lesões vasculonervosas e síndrome compartimental) ou tardias (desvios angulares e/ou rotacionais, neurite ulnal). Objetivos Expor um caso de contratura isquemica de Volkmann apos fratura supracondiliana com reabordagem ortopedica e intervenção vascular. Materiais e Métodos Relato de caso com revisão bibliografica. Resultados Paciente sexo masculino, 5 anos, queda da propria altura diagnostico de fratura supracondiliana Gartland IV com suspeita de lesao do nervo interosseo anterior. Abordagem cirurgica ortopedica com reducao incruenta e fixacao percutanea com fios K com reducao satisfatoria. Evolucao com dor desproprorcional e deficit motor global distal, revisado com exploracao aberta sem evidencia de lesao neurovascular, reposicionado fios K. Apos 48 horas feito tromboembolectomia braquial pela vascular por quadro de hipotermina no membro e perfusao lenta. Em 72 horas reabordagem vascular. Ausencia de melhora clinica. Ultrassom evidenciando oclusao da arteria braquial recidivada. Mantido perfusao parcial compensada por circulacao braquial profunda e colateral com deficit motor global. Conclusões O manejo do membro apos fratura supracondiliana deve envolver supervisao rigorosa e seriada. Complicacoes graves se associam com padrao de fratura. Correlacao existe entre deficit neurologico e lesao vascular reparavel. A melhor conduta terapeutica permanece controversa.

    Palavras-chaves: fratura supracondiliana, contratura isquemica de volkmann, pediatrica

  • P15

    Fratura femur proximal em idosa com mecanismo de alta energia, relato de caso.

    Autores

    Évelyn de Medeiros Costa 1, Bruno da Rocha Moreira Rezende 1, Talita Virgínia Pinto de Sousa 1,

    Jorge Henrique Carlos Aires 1, Italo Aurelio Fernandes Leite 1, Fernando Aurelio de Sá Aquino 1,

    Fellipe da Silveira Rodrigues 1

    Instituição 1 IHBDF - Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (SMHS Área Especial Q101 Asa Sul

    Brasília DF 70330-150)

    Resumo Introdução As fraturas do fêmur proximal apresentam pico bimodal entre pacientes jovens envoltos em acidente de grande energia e pacientes idosos associados a queda da propria altura. Em idosos representam grave problema de saúde pública devido aos elevados custos econômicos para o tratamento e as suas consequências, assim como pela alta taxa de morbidade e mortalidade. O tratamento de eleição é cirúrgico destes traumas tem o propósito de reduzir e estabilizar a fratura, utilizando-se de vários métodos de osteossíntese. Objetivos Explanar o caso de paciente idosa politrauma com fratura em fêmur proximal após trauma de alta energia. Materiais e Métodos Relato de caso de paciente vítima de acidente conduzida em centro hospitalar terciário universitário. Realizado revisão bibliográfica. Resultados Paciente 59 anos, sexo feminino, vítima de acidente carro versus caminhão com ejeção do veículo. Admitida em protocolo trauma com diagnostico de pneumotorax, fratura de femur proximal, desenluvamento de antebraco todos a direita. Avaliada conjuntamente com equipe cirurgica e ortopedica. Apos melhora clínica abordada cirurgicamente quanto a fratura. Fratura basocervical com fratura do grande trocanter. Realizado procedimento cirurgico apos estabilização de artroplastia total de quadril com amarrilha do grande trocanter associado a placa anticisalhante em parede posterolateral. Evolucao favoravel com mobilização em leito e deambulação com carga parcial. Radiografias disponíveis. Conclusões O resultado do tratamento cirúrgico depende do padrão da fratura, da qualidade óssea, da qualidade da redução e do método de fixação. Desta forma demonstrado opção terapêutca para fixação de fratura com padrão não habitual nesta faixa etaria.

    Palavras-chaves: fratura quadril, femur proximal, idosos

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    ASSOCIAÇÃO ENTRE FRATURA DIAFISÁRIA DE FÊMUR E FRATURA DO COLO FEMORAL IPSILATERAL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM TRAUMA

    Autores EDUARDO DIAS DE SOUZA 1, FABIANA DE SOUZA BEBBER 3, GUSTAVO LUZIA

    VIZZOTTO AUGUSTO 1, KAUÊ SABIÃO 1, LEONARDO MARANHÃO GUBERT 1

    Instituição 1 HUC - Hospital Universitário Cajuru, Curitiba - Paraná (Av. São José, 300 - Cristo Rei, Curitiba -

    PR, 80050-350), 3 PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Câmpus Curitiba (R. Imac.

    Conceição, 1155 - Prado Velho, Curitiba - PR, 80215-901)

    Resumo Introdução O mecanismo da fratura diafisária de fêmur associada à fratura ipsilateral do colo femoral é geralmente trauma de alta energia. Tendo em vista que cerca de 30% das fraturas do colo femoral são negligenciadas no atendimento inicial ou têm seu diagnóstico retardado podendo, em ambos os casos, levar a consequências graves, é indispensável avaliar cuidadosamente o colo do fêmur em todos os pacientes com fratura diafisária após trauma de alta energia. Afinal, cada fratura apresenta desafios próprios no seu tratamento e, quando associadas, a conduta se torna mais complexa. Contudo, apesar das adversidades, a taxa de sucesso no tratamento das fraturas associadas, quando reconhecidas precocemente, é alta (64%-94%). Objetivos Analisar o perfil epidemiológico dessas fraturas associadas no trauma, buscando ações preventivas que possam reduzir sua incidência, assim como métodos diagnósticos que facilitem a identificação da fratura de colo associada à diafisária no atendimento ao trauma inicial. Materiais e Métodos trata-se de um estudo transversal observacional, no qual foram analisados 343 prontuários de pacientes admitidos em um centro de referência em trauma com fratura de fêmur, destes 20 sofreram fratura diafisária de fêmur associada à fratura ipsilateral do colo femoral entre Janeiro de 2016 e Julho de 2018. Foram coletados os seguintes dados: idade, sexo, lado acometido; mecanismo de trauma, exames complementares, lesões associadas, classificação das fraturas, presença de exposição óssea e métodos cirúrgicos Resultados A análise demonstrou uma incidência de, aproximadamente, 6% de fraturas diafisárias de fêmur associadas a fraturas ipsilaterais do colo femoral, corroborando os achados bibliográficos. Entretanto, enquanto a bibliografia indicava uma negligência diagnóstica em até 30% dos casos, o presente estudo comprovou que a conduta adequada reduz a 5% o índice de sub-diagnósticos. Conclusões O índice significativo de sub-diagnósticos das fraturas associadas motivou a presente pesquisa a analisar a epidemiologia das fraturas de diáfise de fêmur associadas a fraturas ipsilaterais de colo femoral. Tendo em vista que a análise minuciosa reduz significativamente esse índice, faz-se extremamente necessária a implementação de investigação do colo femoral nos pacientes com fraturas diafisárias de fêmur vítimas de trauma de alta energia.

    Palavras-chaves: diaphyses, femoral fracture, femur neck

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    ANÁLISE RADIOGRÁFICA DE LUXAÇÕES DE OSSOS DO CARPO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE O DIAGNÓSTICO DE LUXAÇÕES PERILUNARES NO ATENDIMENTO PRIMÁRIO AO TRAUMA.

    Autores FABIANA DE SOUZA BEBBER 1, CAINÃ MATUCHESKI 3, GIANA SILVEIRA GIOSTRI 2,

    KAUÊ SABIÃO 2

    Instituição 1 PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Câmpus Curitiba (R. Imac. Conceição, 1155 -

    Prado Velho, Curitiba - PR, 80215-901), 2 HUC - Hospital Universitário Cajuru, Curitiba - Paraná

    (Av. São José, 300 - Cristo Rei, Curitiba - PR, 80050-350), 3 FPP - Faculdade Pequeno Príncipe (Av.

    Iguaçu, 333 - Rebouças, Curitiba - PR, 80230-020)

    Resumo Introdução A luxação perilunar é o evento em que o rádio distal e semilunar mantêm o alinhamento, enquanto o restante dos ossos do carpo são deslocados dorsalmente. São lesões graves que necessitam de intervenção emergencial. Acometem tipicamente jovens adultos, por traumas de alta energia. sendo uma lesão rara, com cerca de 25% dos casos despercebidos nos atendimentos iniciais. Objetivos Este estudo busca comprovar uma conduta a ser seguida por médicos do atendimento primário, para identificar luxações dos ossos do carpo, de maneira a otimizar o tratamento dessas lesões. Dessa forma, é necessário interpretar radiografias de mão e punho para reconhecer as principais diferenças entre uma radiografia normal e a patológica. Materiais e Métodos A metodologia foi baseada na análise bibliográfica de literaturas publicadas posteriores ao ano de 1999, com auxílio de livros e bancos de dados digitais, como PubMed e Medline. Analisou-se a epidemiologia, mecanismo do trauma, critérios diagnósticos clínicos e radiográficos, e tratamento das luxações perilunares. As informações coletadas buscaram encontrar facilitadores diagnósticos que agilizem o atendimento primário e otimizem o tratamento. Resultados Conforme os achados bibliográficos, é indicado a investigação minuciosa com exame físico e radiografia da mão. Sendo necessário, para tal, o conhecimento detalhado da anatomia carpal e das alterações radiográficas relacionadas a patologia em questão, como alguns achados radiológicos importantes para o diagnóstico: semilunar fletido ou desalinhado com o eixo do radio; a perda de congruência articular entre o capitato e o semilunar. Conclusões O conhecimento da anatomia, da clínica e das radiografias diante destas lesões graves e raras, diminui a negligência no diagnóstico das luxações perilunares, além de proporcionar o tratamento precoce adequado.

    Palavras-chaves: Lunate bones, Carpal Joints, Dislocation, Wrist injuries

  • P18

    Avaliação funcional dos pacientes com fratura do platô tibial após seguimento de 01 (um) ano submetidos ao tratamento cirúrgico com técnica de suporte subcondral em grelha.

    Autores Fabrício da Silva Saggiorato 1, Evandro Miele 1, Álvaro Sundin Foltran 1, Gustavo Henrique Pelinson 1

    Instituição 1 SORP - Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Ribeir (Av. da Saudade, nº 456 -

    Campos Elísios, CEP 14085-000, Ribeirão Preto - SP), 2 SORP - Serviço de Ortopedia e

    Traumatologia da Santa Casa de Ribeir (Av. da Saudade, nº 456 - Campos Elísios, CEP 14085-000,

    Ribeirão Preto - SP)

    Resumo Introdução As fraturas do platô tibial representam 1 a 2% de todas as fraturas e se distribuem em dois grupos: jovens vítimas de traumas de alta energia e, idosos com osteopenia e traumas de baixa energia. O tratamento destas fraturas objetiva conseguir uma redução articular anatômica e uma osteossíntese estável que permita a mobilização articular precoce e, a técnica de suporte subcondral em grelha, se torna uma arma a mais no arsenal do cirurgião do trauma ortopédico. Objetivos Avaliar a função e a manutenção da redução articular dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de fratura do platô tibial com técnica de suporte subcondral em grelha Materiais e Métodos Avaliação de prontuários em um total de 13 Aplicação de Questionário de avaliação funcional Comparações radiográficas do pós-operatório imediato e após 1 ano de seguimento Resultados A avaliação ADLS obteve uma variação de 17 a 77 pontos tendo correlação com a classificação de Schatzker de gravidade A redução articular obtida no pós-operatório imediato se manteve no seguimento de 01 ano Conclusões O uso da técnica de suporte subcondral em grelha nas fraturas do platô tibial apresentou uma avaliação satisfatória em 66% dos pacientes.

    Palavras-chaves: Fratura do Platô Tibial, Avaliação Funcional, Tratamento Cirúrgico

  • P19

    Reconstrução da coluna posteolateral do terço distal do úmero com o autoenxerto da cabeça do rádio.

    Autores Felipe Amaral 1, Leandro Altoe 1, Jose Garcia Jr 1

    Instituição 1 NAEON - Instituto NAEON (Av Ibirapuera, 2144, Moema, São Paulo), 2 NAEON - Instituto

    NAEON (av. ibirapuera, moema, 2144, sao paulo , sp.), 3 NAEON - Instituto NAEON (av. ibirapuera,

    moema, 2144, sao paulo , sp.)

    Resumo Introdução A reprodução de uma técnica descrita para reconstrução da coluna pósterolateral do cotovelo. Paciente de 30 anos, cabeleireiro, sofreu um acidente de moto, fazendo uma fratura exposta (c3)/ do úmero distal direito. Submetido à cirurgia de urgência de desbridamento e fixação externa controlando as partes moles. Uma semana após foi realizado nova abordagem com osteossíntese de 2 placas paralelas e banda de tensão pós osteotomia do olécrano, após uma semana apresentou falha da estabilização. Uma nova abordagem é realizada, agora com mais uma placa posterior para suprir a falha óssea da coluna pósterolateral e coleta de material para cultura (neg). 3 semanas após a nova montagem, ocorre nova falha da mantagem da fratura. Foi observado que a falha pósterolateral era de grande importância e necessitava de ser reconstruída para a recuperação da estabilidade estática do cotovelo. Então com base no artigo espanhol de Prado-Lopéz et al, realizamos a reconstrução da coluna pósterolateral do úmero distal com o autoenxerto da cabeça radial ipslateral em nova abordagem. Hoje, com 1 ano após a cirurgia de recontrução o paciente retornou ao trabalho , com arco de movimento funcional do cotovelo, estável, sem dor com rx mostrando osteointegração do autoenxerto. Objetivos Apresentar uma possível alternativa de recontrução da coluna pósterolateral do úmero distal nas fraturas altamente cominutas desta região. Sendo esta opção de baixo custo e considerada eficiência. Materiais e Métodos Um paciente com perda óssea da coluna pósterolateral da parte distal do úmero direito, submetido à reconstrução óssea da mesma utilizando como autoenxerto a cabeça do rádio ipslateral. Foi avaliado os escores MEPS e DASH e a avaliação do arco de movimento do cotovelo direito com goniometria manual. Resultados O paciente apresentou bom resultado funcional e total melhora da dor. Radiograficamente foi observado boa arquitetura da parte distal do úmero direito, com osteointegração do enxerto autólogo da cabeça do rádio. Com excelentes índices dos escores MEPS (100 pontos) e DASH (10/100), seu arco de movimento final do cotovelo direito foi de 3º de extensão, 115º de flexão, 80º de supinção e 50º de pronação. Conclusões Concluimos que a autoenxertia da cabeça do rádio na perda da coluna pósterolateral da parte distal do úmero pode ser uma útil ferramenta como preenchimento desta falha , principalmente nos casos de fratura dessa região sendo este tratamento em conjunto de uma osteossíntese estável.

    Palavras-chaves: enxerto, rádio, úmero, reconstrução, falha

  • P20

    Lesão de Morell-Lavallee em joelho em paciente jovem. Um relato de caso.

    Autores Julian Rodrigues Machado 1, Fernando Alves Rabello 1, Gustavo Mascarenhas Austregesilo Barbosa 1

    Instituição 1 HSLS - Hospital Santa Lúcia Sul - Brasilia (SHLS - Asa Sul, Brasília - DF, 70390-700)

    Resumo Introdução A lesão de Morel-Lavallee, inicialmente descrita pelo cirurgião francês Maurice Morel-Lavallee em 1853, é uma lesão de desenluvamento fechado pós-traumática, onde a pele é separada da fáscia profunda, criando um espaço morto. Está normalmente associado a traumas esportivos por uma força de cisalhamento. Objetivos Relatar um caso raro de lesão de Morell-Lavalle em joelho Materiais e Métodos As informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, entrevista com o paciente, registro fotográfico dos métodos diagnósticos, aos quais o paciente foi submetido e revisão da literatura. Resultados Paciente W.M.C, 34 anos, foi atendido em carater de urgencia devido a queda de moto e dor em joelho direito. Realizou radiografia do joelho sem alterações. Realizou RM inicial do joelho com visualização de hematoma circundando todo o aspecto anterior do joelho, sem acometimento de estruturas articulares. Retornou em 3 semanas devido a dor e flutuação em aspecto anterior, medial e lateral do joelho, sem sinais de infecção. Foi tentado o tratamento conservador com compressão local, medicações e fisioterapia, sem melhora. Foi submetido a ato cirúrgico após 8 semanas para retirada de tecido cicatricial, fibroso e encapsulado, produtor de secreção serossanguinolenta. Foram necessários outros dois atos cirurgicos para remoção completa da lesão. Conclusões A lesão de Morell-Lavallee é uma lesão rara, de ocorrência principalmente no quadril. Uma vez diagnosticada, deve ser abordada cirurgicamente para retirada da lesão devido ao risco de infecção de tecidos moles, fascia e musculatura.

    Palavras-chaves: Morell Lavallee, Joelho, Relato de caso, Paciente jovem Morell-Lavallee

  • P21

    QUAL A LOCALIZAÇÃO MAIS FREQUENTE DAS FRATURA EXPOSTAS NA TÍBIA?

    Autores Frederico Carlos Jana Neto 1,2, Rafaela Prestes Delgado 1

    Instituição 1 UNINOVE - Universidade Nove de Julho (Rua Vergueiro, 249 Liberdade 01504001 - São Paulo, SP

    - Brasil), 2 CHM - Conjunto Hospitalar do Mandaqui (Rua Voluntários da Pátria, 4301 São Paulo -

    SP)

    Resumo Introdução As fraturas expostas de tíbia no nosso meio representam um importante problema de saúde pública. O entendimento epidemiológico dessas lesões pode ajudar a traçar estratégias de prevenção, como uso de protetores anti-impacto nos locais onde estas fraturas são mais comuns ou mais graves. Objetivos Analisar características de indivíduos com fratura exposta de tíbia, tipo III de Gustillo, tratados em um hospital de nível terciário em São Paulo, no período de janeiro de 2013 a agosto de 2014. Materiais e Métodos Foram analisados prontuários eletrônicos de pacientes com fratura exposta de tíbia tipo III. Desfechos avaliados: idade, gênero, diagnóstico, mecanismo de trauma, comorbidades, fraturas associadas, classificações de acordo com Gustillo, Tscherne e AO, tratamento (inicial e definitivo), presença de síndrome compartimental, amputações primárias e secundárias, índice de MESS, índices de mortalidade e infeção. Resultados A fratura da diáfise da tíbia foi a mais prevalente, sendo diagnosticada em 78 pacientes (67% do total da amostra), seguida de 13 pacientes com fratura do planalto tibial (11%) . Em relação à classificação AO/OTA, 20% de todas as fraturas foram do tipo 42-A3 e 13% 42-B3. Do total da amostra (116), oito pacientes (7%) foram submetidos à amputação do membro acometido: uma amputação primária e sete secundárias. O paciente submetido à amputação primária sofreu fratura do planalto tibial 3C de Gustillo, III de Tscherne, índice de MESS 11 e lesão da artéria poplítea. Sete pacientes necessitaram de amputação secundária: três apresentaram fratura de planalto tibial, dois de diáfise da tíbia, um de tíbia proximal extra-articular e um de tíbia distal extra-articular. Houve predomínio das fraturas do tipo 3C (5) e tipo 3B (2). Índice de MESS: média de 9,5 pontos. Conclusões Diáfise da tibia foi o local mais acometido nas fraturas expostas da tíbia e as do planalto tibial as mais graves e associadas a amputação.

    Palavras-chaves: fratura exposta, fratura tíbia, amputação, lesões de partes moles

  • P22

    LESÃO TRAUMÁTICA EM MÃO DIREITA POR INSTRUMENTO DE TRABALHO: UM RELATO DE CASO

    Autores Gabriel Ifran Alves 1, Marcel Barbiéri de Freitas 1, Juliany Aguirre Carvalho 1, Jonas Rubin Facco 1,

    Luísa Cancia Stieler 1

    Instituição 1 UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (Avenida Roraima, nº 1000. Santa Maria-RS.)

    Resumo Introdução Lesões traumáticas das mãos são principalmente causados por acidentes de trabalho, provenientes de traumas como fraturas, esmagamento e amputações. Esses casos representam de 40% dos acidentes laborais no Brasil. Objetivos O objetivo desse trabalho é apresentar um caso de um trauma em mão direita por moedor de carne. Materiais e Métodos A metodologia utilizada para a elaboração desse relato de caso foi revisão bibliográfica narrativa nas bases de dados digitais, além da revisão de prontuário no serviço de ortopedia e traumatologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Resultados Paciente 47 anos, masculino, procurou atendimento no serviço de emergência do HUSM após ser vítima de um trauma em mão direta, por moedor de carne. Ao exame físico apresentou dor em mão direita, trauma cortante, amputação traumática de falange proximal do segundo dedo e fratura de falanges proximal e média do terceiro dedo da mesma. Foi solicitado Rx que confirmou as fraturas e paciente foi encaminhado para tratamento de controle de danos com fixador externo e desbridamento de partes moles. Foi mantido curativo diário para tratamento das partes moles e após um mês de evolução foi realizada a cirurgia definitiva, na qual foi realizado um enxerto ósseo de ilíaco e um retalho local. Dessa forma, o princípio básico para o tratamento inicial destas lesões traumáticas abertas é o desbridamento. Conclusões Quando se trata da mão traumatizada, o máximo deve ser feito para preservar tendões, nervos e vasos sanguíneos e em algumas situações de maior complexidade, como neste caso acima, com exposição de tecidos ósseos e demais estruturas, devem ser realizados revestimento cutâneo através de retalho em um segundo momento.

    Palavras-chaves: Trauma na mão, ciurgia da mão, trauma ortopédico

  • P23

    Uso não convencional da placa de calcâneo para fixação das fraturas do acetábulo com acometimento da lâmina quadrilátera

    Autores Guilherme Boni 1, Robinson Esteves 2, Gustavo Sanchez 1, Fernando Baldy 1, Richard S. Yoon 3,

    Frank A. Liporace 3

    Instituição 1 UNIFESP - EPM - Universidade federal de São Paulo - Escola Paulista de Medic (Rua Napoleão de

    Barros, 715), 2 UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (Av. Alfredo Balena, 190, Belo

    Horizonte, MG, Brazil), 3 DOSJCMC - Department of Orthopedic Surgery, Jersey City Medical

    Center (RWJ Barnabas Health, Jersey City, NJ, USA)

    Resumo Introdução A anatomia complexa da infra-íntima, potencialmente colocando em perigo estruturas neurovasculares importantes, a dificuldade de manipular fragmentos para alcançar a redução perfeita da fratura e a disponibilidade limitada de placas especificamente projetadas para fixar a fratura contribuem para uma alta proporção de resultados insatisfatórios. Este estudo apresenta uma técnica útil e de baixo custo utilizando a placa do calcâneo para abordar os padrões de fratura cominutos da placa quadrilateral. Objetivos Nosso objetivo é demonstrar o uso não convencional da placa do calcâneo como um método de tratamento barato, útil e reprodutível para cobrir toda a placa quadrilátero, garantindo a fixação estável da fratura. Materiais e Métodos Demonstração de novo implante para as fraturas da lâmina qualdrilatera do acetábulo, 2 pacientes com fratura da coluna anterior do acetábulo com extensão para a lâmina quadrilátera, que foram submetidos a Osteossíntese com placa de calcâneo! Resultados Como resultado, conseguimos uma fixação estável da fratura da lâmina quadrilheira do acetábulo com a placa de calcâneo Conclusões Apesar do tamanho limitado da amostra, acreditamos que o uso não convencional de placas calcâneos para sustentar e cobrir toda a área da placa quadrilátero é um método de tratamento útil, reproduzível e barato, especialmente em países em desenvolvimento onde os implantes pré-contornados de placa quadrilateral estão frequentemente indisponíveis. Estudos biomecânicos e uma série maior de casos que mostram resultados em longo prazo são necessários para avaliar melhor a real segurança e eficiência dessa nova técnica.

    Palavras-chaves: Acetábulo , Fratura do acetábulo , Lâmina quadrilátera

  • P24

    Crise financeira e seu impacto nos acidentes de trânsito

    Autores Guilherme Chohfi de Miguel 1,2, Nilson Nonose 1,2, Ronaldo Parissi Buainain 1,2, Denise Gonçalves

    Priolli 1

    Instituição 1 USF - Universidade São Francisco (Rua São Francisco de Assis 218), 2 HUSF - Hospital

    Universitário São Francisco na Providência de Deus (Av São Francisco de Assis 260)

    Resumo Introdução De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, os acidentes de trânsito matam mais de 1,3 milhões de pessoas no mundo durante o período de 1 ano e caso não sejam tomadas atitudes corretas a respeito, no ano 2030 será a quinta causa de morte mais comum. Sabidamente a incidência dos acidentes tem uma relação muito íntima com o cenário econômico, pois quando há um aquecimento da economia baseada no Produto Interno Bruto per-capita, há um início da mortalidade em acidentes de trânsito. Ademais, a distribuição das fatalidades nos acidentes de trânsito, variam dramaticamente nas diferentes partes do mundo e nas classes econômicas envolvidas. Objetivos Avaliar a influência da economia na incidência de acidentes de trânsito. Materiais e Métodos Foi realizada uma ampla revisão de literatura, com os principais artigos e textos literários utilizando os descritores "Acidentes de trânsito", "Economia", "Mortalidade", nas bases de dados MEDLINE, PUBMED, LILACS e SciELO entre os anos de 2008 a 2018. Resultados Em análise feita correlacionando o número de acidentes com o número de desempregados foi observado que a cada ponto que aumentou o desemprego o número de acidentes fatais diminuiu 2,9 vezes, entre o ano de 2003 a 2013. Do mesmo modo que o número de fatalidades diminui com a crise econômica, é verdade que quando há sinais de aquecimento da economia e retomada das atividades financeiras ocorre um subsequente aumento do número de acidentes e óbitos relacionados com acidentes de trânsito, sendo identificado um efeito pro-cíclico. Referente a distribuição mundial dos acidentes há uma grande diferença na distribuição dos acidentes fatais nos países de acordo com a região do mundo, sendo que o fator que mais influencia é o econômico. Conclusões Há evidências científicas suficientes para podermos afirmar que há influencia direta da condição econômica que o país se encontra, baseado no Produto Interno Bruto per-capita, implica no número de acidentes e de vítimas fatais. Isso irá ocorrer tanto em tempos de recessão, quanto em tempo de aquecimento econômico. Isso é importante pois serve de alerta para que medidas de prevenção possam ser tomadas pelos devidos órgãos públicos com intuito de realizar campanhas para alertar e prevenir acidentes no momento correto.

    Palavras-chaves: Acidentes de trânsito, Economia, Mortalidade

  • P25

    Rotura do tendão de Aquiles associada a fratura do maléolo medial - Relato de caso

    Autores Julian Rodrigues Machado 1, Gustavo Mascarenhas Austregésilo Barbosa 1, Fernando Alves Rabello 1

    Instituição 1 HSLS - Hospital Santa Lúcia Asa Sul (shls 716, asa sul, Brasilia)

    Resumo Introdução Lesões isolados do tendão de Aquiles assim como fraturas isolados do tornozelo são comuns, porém a associação das duas lesões são evento raro e que comumente ocorre o diagnóstico tardio de uma das lesões, sendo o mais comum o diagnóstico tardio do tendão de Aquiles Objetivos Apresentar caso de lesão do tendão de Aquiles associada a fratura de maléolo medial em praticante de snowboard Materiais e Métodos Paciente 45 anos, vitima de queda de snowboard com trauma em hiperextensão do tornozelo, cursando com fratura de maléolo medial e lesão do tendão de Aquiles, inicialmente atendido em clinica ortopédica em Whistler Canadá. Foi atendido pelo autor principal 7 dias após trauma no Hospital Santa Lucia da Asa Sul quando foi solicitado radiografia e ressonância e submetido a cirurgia no mesmo dia. A técnica empregada na cirurgia foi colocação do paciente em decúbito ventral e feito a rafia do tendão de Aquiles com sutura de krakow e fios de alta resistência, depois colocado o paciente em decúbito dorsal e osteossintese de fratura do maléolo medical com 2 parafusos canulados 3,5mm de forma percutânea. Resultados Paciente evolui após 8 semanas deambulando sem muletas, sem dor (EVA - 1), com boa amplitude de movimento (50º de flexão plantar, 20º de flexão dorsal) Conclusões Fraturas de maléolo medial associada a lesão do tendão de Aquiles são raras e o diagnóstico tardio de uma das lesões pode ocorrer. A lesão mais comumente negligenciada é a do tendão de Aquiles, tendo relatos de até 8 semanas de atraso no tratamento dessa lesão. Demonstrando a importância do conhecimento dessa associação para evitar o atraso do diagnóstico e garantir o melhor tratamento.

    Palavras-chaves: Aquiles, maléolo, medial, tendão

  • P26

    Resultados preliminares da reconstrução de partes moles no terço distal da perna com o retalho sural reverso

    Autores GUSTAVO WALDOLATO 1, ROBINSON ESTEVES SANTOS PIRES 2, EGÍDIO SANTANA 2

    Instituição 2 HFR - Hospital Felício Rocho (Avenida do Contorno, n 9530. Barro Preto, Belo Horizonte.)

    Resumo Introdução O retalho de sural reverso foi descrito por Taylor e Daniel, em 1975. Em 1992, Masquelet introduziu o conceito de retalho em ilha neurocutânea como uma possível solução para cobertura do terço distal da perna, tornozelo e retropé. O retalho neuromiofasciocutâneo é suprido superficialmente pelo nervo sural, pela artéria sural e pela veia safena parva. Objetivos Apresentar uma série de casos com a utilização do retalho sural reverso para reconstrução de feridas no terço distal da perna em pacientes com fraturas e sequelas de fraturas nesta região. Materiais e Métodos O estudo foi realizado no Serviço de Ortopedia e Traumatologia de um hospital geral, referência regional em trauma ortopédico. De março de 2017 a dezembro de 2018, 7 pacientes com defeitos de cobertura no terço distal da perna e tornozelo foram submetidos ao retalho. Resultados Dos 7 pacientes incluídos no estudo, 6 eram do gênero masculino e um do feminino. A média de idade dos pacientes estudados foi de 49,9 anos. Em 5 foram decorrentes de traumas agudos, sendo 2 por queda altura e 3 por acidentes motociclísticos, todos apresentando fraturas expostas. Outros 2 casos foram decorrentes de tratamento cirúrgico de osteomielite crônica e o retalho foi realizado após controle do quadro infeccioso. Entre os pacientes, 4 eram tabagistas de longa data, sendo 2 deles portadores de diabetes mellitus insulino-dependentes. Em 6 pacientes, a zona de exposição óssea estava na região anteromedial e distal da perna. Em 1 paciente, na região do maléolo lateral. Dentre as complicações observadas, encontramos 2 casos de congestão venosa e em 1 caso necrose parcial do retalho. Conclusões Na presente série de casos, o retalho mostrou-se eficaz na cobertura de falhas de partes moles terço distal da perna, sejam elas pós-traumáticas e/ou pós-infecciosas. Em nosso estudo, 100% dos defeitos cobertos com retalho sural cicatrizaram, com boa resposta funcional e estética.

    Palavras-chaves: Retalho Sural Reverso, Reconstrução de tecidos moles, Trauma em membro inferior

  • P27

    EVOLUÇÃO TEMPORAL DA OCORRÊNCIA DE FRATURA PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS NO BRASIL

    Autores GUSTAVO ZENI SCHUROFF 1, FLAVIO RICARDO LIBERALI MAGAJEWSKI 1, THIAGO

    MAMORU SAKAE 1, GUILHERME ZENI SCHUROFF 2

    Instituição 1 UNISUL - UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA (AV. JOSÉ ACÁCIO

    MOREIRA, 787 - CAIXA POSTAL 370 - DEHON, TUBARÃO - SC), 2 HOSPITAL SANTA CASA

    - HOSPITAL SANTA CASA DE CURITIBA (PRAÇA RUI BARBOSA, 694 - CENTRO,

    CURITIBA - PR)

    Resumo Introdução As fraturas do terço proximal do fêmur são um evento relativamente frequente e têm graves consequências quando ocorre em idosos. Objetivos O objetivo da pesquisa foi analisar a tendência temporal da incidência de 330.250 fraturas do fêmur proximal e as taxas de óbito intra-hospitalar em idosos (≥ 60 anos) internados por esta causa no Brasil, entre 2008 e 2017. Materiais e Métodos Os dados foram extraídos do SIH-SUS e os populacionais informados pelo IBGE. Resultados No estudo encontrou-se uma taxa de incidência média de 150,78 internações/100.000 idosos, bem como 4,93% de óbito intra-hospitalar nos pacientes com fratura proximal do fêmur. Quando comparados homens e mulheres com 60 anos ou mais, entre 2008 e 2017, o sexo feminino obteve um risco relativo 73% superior (p

  • P28

    RELATO DE CASO: Fratura exposta supracondiliana de úmero com acometimento vascular.

    Autores ITALO AURELIO 2, KALEU NERY 2, JORGE AIRES 2, EVELYN MEDEIROS 2, FERNANDO

    AQUINO 2, TALITA PINTO 2

    Instituição 2 HBDF - HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL (ST MEDICO HOSPITALAR SUL,

    ASA SUL, BRASILIA/DF), 3 HBDF - HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL (ST

    MEDICO HOSPITALAR SUL, ASA SUL, BRASILIA/DF)

    Resumo Introdução As fraturas supracondilianas são frequentes na infância com predomínio entre os 5 e 7 anos. Apresenta quadro clinico de dor, edema, deformidade, ADM doloroso e risco de lesão neurovascular. Sendo, o acometimento neurovascular associado ou não a síndrome compartimental a maior complicação neste padrão de fratura. Objetivos Este trabalho explora as experiências vividas em ambiente de pronto socorro de uma criança com fratura exposta supracondiliana de umero com possível comprometimento neurovascular, abordado de urgência em hospital referência em trauma ortopédico. Materiais e Métodos RSC, 7 anos, sexo masculino, natural de Unai / MG, relato de queda de cavalo há 10 horas, evoluindo com dor intensa, edema, deformidade e lesão sangrante associado a exposição óssea, GA IIA e gartland tipo IV. Apresenta avaliação neurológica do MIE incompleta devido quadro álgico. Avaliação vascular com presença de diminuição de pulso radial e boa perfusão tissular em dedos. Abordado de urgência com lavagem exaustiva com SF0,9%, incisão anterio-lateral e dissecção de nervo radial, mediano e artéria braquial, todos preservados, instrumentado fios de kirschner, sendo dois laterais e um medial com obtenção de redução satisfatória. Resultados Após redução, observado pulsos distais sem alterações. Realizado tala braquial em 90º de flexão e retorno ambulatorial semanal. Retirado fio de kirschner com quatro semanas. Evoluiu com bom padrão de consolidação óssea, flexo-extesão com melhora progressiva e sem sinais de infecção. Conclusões Por conseguinte, diversas condições clinicas devem ser avaliadas com foco no mecanismo de trauma e possíveis lesões neurovasculares que podem estar associadas. Sendo assim, a avaliação de comprometimento da arterial braquial, nervo radial, nervo mediano e síndrome compartimental devem ser priorizados no exame físico a fim de elevar a atenção e vigilância sobre possíveis sequelas em pacientes jovens.

    Palavras-chaves: FRATURA SUPRACONDILIANA, NEUROVASCULAR, SINDROME COMPARTIMENTAL

  • P29

    OSTEONECROSE DA CABEÇA FEMORAL APÓS MIGRAÇÃO INTRAPÉLVICA DO PARAFUSO CEFÁLICO DA HASTE INTRAMEDULAR LONGA PARA FÊMUR PROXIMAL: RELATO DE CASO.

    Autores

    JACKSON OLIVEIRA DA CRUZ JR 1, PAULO HENRIQUE PALADINI FILHO 1, RUBENS

    AZEVEDO RODRIGUES 1, JOSE EDUARDO GRANDI RIBEIRO FILHO 1, SAULO GOMES DE

    OLIVEIRA 1, NELSON ELIAS 1

    Instituição 1 VVH - VILA VELHA HOSPITAL (R Moema, - qd-41 lt-1 - - Divino Espírito Santo - Vila Velha,

    ES - CEP: 29107-2)

    Resumo Introdução Os dispositivos cefalomedulares ganharam popularidade no tratamento das fraturas do fêmur proximal. Apesar das vantagens biomecânicas, várias complicações são descritas, dentre as quais a migração medial do parafuso cefálico é pouco conhecida. Objetivos Relatar o caso de uma fratura do fêmur proximal, as complicações e os tratamentos apresentados. Materiais e Métodos Feminino, 70 anos, admitida (Outubro/2016) com história de queda. Radiografias evidenciaram fratura intertrocantérica (AO 31-A3) do fêmur direito. Submetida ao tratamento cirúrgico com redução indireta e osteossíntese com haste Gamma3 Stryker® longa. Após três meses da cirurgia foi observado retardo de consolidação associada à migração pélvica do parafuso cefálico da haste. Submetida a uma segunda cirurgia de laparoscopia exploratória e retirada de implantes por via de acesso lateral ao quadril. Após uma semana, nova osteossíntese (terceira cirurgia) com redução direta da fratura e fixação com placa bloqueada para fêmur proximal (DePuy Synthes®). Após oito semanas evidenciou-se a consolidação da fratura. Em Outubro de 2018, retornou com quadro de dor no quadril e claudicação há 3 meses. As radiografias demonstraram sinais de osteonecrose da cabeça femoral. Foi realizado tratamento cirúrgico com Artroplastia total do quadril cimentada mantendo a placa LCP como proteção perimplante. Resultados A paciente evoluiu com melhora da dor e padrão da marcha satisfatoriamente após a última cirurgia de substituição do quadril. Conclusões A migração medial do parafuso cefálico é uma complicação pouco frequente na literatura, sem descrição de casos encontrados que a associem à haste cefalomedular longa nem ao tratamento com placa bloqueada para fêmur proximal. Também não encontramos relatos de evolução para osteonecrose da cabeça femoral secundária à migração medial do parafuso cefálico, tampouco o desfecho com o tratamento com artroplastia do quadril.

    Palavras-chaves: COMPLICAÇÕES, FRATURA DO FÊMUR, ARTROPLASTIA DO QUADRIL, OSTEONECROSE

  • P30

    Relato de caso - Fratura de estresse por não consolidação de fratura na infância.

    Autores Joao antonio breda neto 2

    Instituição 1 HT - Hospital do Trabalhador (Curitiba - PR), 2 UFPR - universidade federal do parana

    (CURITIBA)

    Resumo Introdução Este relato tem como objetivo descrever uma fratura de estresse em diáfise tibial que, após um trauma de baixa energia, evoluiu para uma fratura completa, em um paciente com histórico de fratura prévia na infância. Objetivos Paciente masculino, 45 anos, não atleta, sem comorbidades. Deu entrada no Hospital do Trabalhador em 16/03/19 após trauma esportivo por contusão de perna esquerda. Relata quadro de fratura em diáfise de tíbia esquerda quando tinha 5 anos de idade, após queda de escada. Na ocasião, paciente foi tratado com gesso por cerca de 3 semanas, no entanto, após avaliação em outro serviço hospitalar, foi decidido a realização de redução incruenta para correção de desvio e gesso inguinopododálico por 6 semanas. No dia 17/03/2019 foi submetido a Haste Intramedular Bloqueada. Materiais e Métodos relato dr casos Resultados As fraturas diafisárias da infância apresentam um prognóstico melhor pois a consolidação é favorecida pelo aumento da vascularização óssea e atividade osteogênica aumentada do periósteo. A não consolidação da fratura é um processo raro, e está relacionada a fatores como: osteomielite, fratura exposta, grande perda de tecidos moles, estabilização inadequada e manipulações repetidas, como no caso do paciente do caso. Na opinião dos autores, o paciente evoluiu com uma deformidade axial em antecurvo, que cronicamente evoluiu para uma fratura de estresse em porção diafisária anterior da tíbia, representada pela “temida linha negra” na radiografia de entrada, o que desencadeou uma fratura de diáfise após um impacto de baixa energia, em um paciente previamente hígido. Conclusões

    Palavras-chaves: Deformidades axiais, Fraturas de estresse, Fraturas na infância

  • P31

    Avaliação funcional pós-operatória de fraturas de colo de fêmur tratadas com artroplastia de quadril

    Autores João Carlos dos Santo Dutra de Aquino Coelho 1, Rogério Buchmann 1, Silvio Luiz Borges Pereira 1

    Instituição 1 HAC - Hospital Ana Costa (Rua Pedro Américo, 60. Santos/SP)

    Resumo Introdução O aumento progressivo da sobrevida na população geriátrica das últimas décadas tem sido acompanhado de uma maior ocorrência de fraturas de colo femoral, inerentes a idade avançada. Tais pacientes geralmente tem indicação cirúrgica para artroplastia na maioria dos casos. Uma boa avaliação pós-operatória é imprescindível para determinar o prognóstico e a qualidade de vida destes pacientes submetidos a artroplastia. Objetivos Analisar a capacidade mecânico-funcional, em um ano de seguimento, dos pacientes com fratura de colo de fêmur submetidos a tratamento cirúrgico de artroplastia de quadril. Materiais e Métodos Foram revisados 67 prontuários de pacientes submetidos a artroplastia de quadril no período de janeiro a dezembro de 2016, sendo selecionados aqueles com diagnóstico inicial de fratura de colo de fêmur. Os pacientes selecionados foram então convocados e submetidos a avaliação radiológica e funcional nos moldes do método Merle d’Aubigné e Postel para quadril. Resultados Da amostra analisada, foram observados 55,5% dos pacientes com score funcional bom ou ótimo, 33,3% apresentaram score razoável e 11,1% apresentaram score considerado ruim. Dos resultados considerados como razoáveis ou ruins, observou-se presença de fatores e comorbidades limitantes de um bom prognóstico funcional, anteriores ao procedimento cirúrgico. Conclusões A opção pela artroplastia de quadril nos pacientes com quadro de fratura de colo de fêmur e de indicação cirúrgica demonstrou resultados satisfatórios de acordo com o método de avaliação funcional sugerido. Os pacientes, de forma geral, obtiveram bons resultados funcionais pós-operatórios até um ano após submetidos a prótese de quadril, mesmo com a presença de comorbidades inerentes a população mais idosa. A presença de resultados insatisfatórios correlacionou-se com fatores limitantes e de mau prognóstico anteriores ao procedimento cirúrgico, ou resultante de luxação protética pós-operatória.

    Palavras-chaves: Fratura de Colo Femoral, Artroplastia do Quadril, Funcionalidade, Pós Operatório

  • P32

    Defeito ósseo tratado com Técnica de Masquelet: Relato de Caso

    Autores João Ricardo Carvalho Medeiros 1, Jorge Moyses Schreiner 1, Douglas Backes Schreiner 1, Rafaela

    Dias Barbosa 1, Murilo de Toledo Tiecher 1

    Instituição 1 HCR - HOSPITAL CRISTO REDENTOR (Rua Domingos Rubbo, 20 - Cristo Redentor, Porto

    Alegre - RS, 91040-000)

    Resumo Introdução As fraturas em ossos longos nas quais existe perda óssea segmentar significativa representam um desafio importante dentro da traumatologia quanto à terapêutica e a recuperação do membro afetado. Em 1986 A.C. Masquelet propôs uma técnica baseada na indução do crescimento de uma membrana de tecido de granulação a partir de um corpo estranho – cimento ósseo– colocado na falha óssea. Objetivos Apresentar a técnica proposta por A.C. Masquelet para correção de falhas ósseas em ossos longos através de um relato de caso. Materiais e Métodos Paciente masculino de 31 anos, previamente hígido, foi admitido no serviço de emergência do Hospital Cristo Redentor – POA, RS, devido a trauma por acidente automobilístico. Apresentava fratura em colo do fêmur esquerdo, fratura em diáfise de fêmur esquerdo fechadas. Foi tratado cirurgicamente na urgência, com síntese primária com DHS Longo em fêmur esquerdo. Paciente evoluiu com hematoma infectado em coxa esquerda. Realizado inúmeros curativos cirúrgicos com lavagem, debridamento de tecidos desvitalizados e de sequestros ósseos em diáfise de fêmur esquerdo. A análise radiológica evolutiva com 12 semanas, após o controle da infecção, revelou falha óssea de 3,54 cm de cortical a cortical, para a qual optou-se pela utilização da técnica da membrana induzida para tratamento definitivo. Resultados Paciente evoluiu sem intercorrências no pós operatório, recebeu alta no terceiro dia de pós-operatório, com restrição quanto ao apoio do membro. A liberação para apoio parcial do membro e deambulação com auxílio ocorreu 7 meses após o segundo tempo da técnica sendo observado ponte óssea no controle radiológico. Conclusões A criação de uma câmara biológica, delimitada pela membrana, é capaz de prover suporte físico e nutricional, evitando dessa maneira a reabsorção do enxerto e auxiliando na consolidação óssea como observado no caso apresentado.

    Palavras-chaves: Consolidação , Enxerto, Falha óssea , Masquelet, Trauma

  • P33

    Fratura de Platô tibial schatzker VI tratado com ilizarov: Relato de caso.

    Autores

    joao fornari 1, MARIO STERZO 1, HELDER OLIVEIRA 1, MARIO ELIAS 1, Joao Victor Fornari

    fornari 1, CAIO GOUVEIA 1, WEBY DELSIN MIZAEL 1, JOSE JULIO MUNNER 1, DAVI

    LEMOS 1, ALEXANDRE MOREIRA 1,1

    Instituição 1 HUSF - Hospital Universitario Sao Francisco (Rua Sao Francisco 286 )

    Resumo Introdução As fraturas do planalto tibial são lesões articulares cujos princípios de tratamento envolvem a redução anatômica da superfície articular e a restauração funcional do eixo mecânico do membro inferior. Para as fraturas de alta energia, o tratamento estagiado, seguindo o princípio do controle de danos, tem como prioridade a manutenção do alinhamento do membro enquanto se aguarda a resolução das más condições de tecidos moles. Objetivos Avaliar o tratamento de fratura de plato sck 6 com uso de fixador externo de ilizarov Materiais e Métodos relato de caso Resultados Trata-se de uma mulher 56 anos vitima de acidente de carro x caminhão com uma fratura de platô tibial SCK VI a mesma foi submetida ao uso do fixador de ilizarov por 12 semanas sendo retirado a porção proximal do femur com 6 semanas para manipulação do joelho e posteriormente por mais 6 semanas com resultado satisfaotrio. Conclusões apos tratamento com fixador externo paciente apresentou ganho de adm proximo dos valores fisiologicos pra uma paciente com aproximdamente 50 anos

    Palavras-chaves: fratura plato , fixador externo , ilizarov

  • P34

    Osteotomia periacetabular de Ganz associado a luxação controlada do quadril para tratamento de fratura do acetábulo: relato de caso

    Autores

    JORGE HENRIQUE CARLOS AIRES 1, Tiago Moraes Rocha 1, Talita Virginia Pinto de Sousa 1,

    Fernando Aurelio de Sa Aquino 1, Evelyn de Medeiros Costa 1, Italo Aurelio Fernandes Leite 1,

    Laercio Maciel Scalco 1

    Instituição 1 Ihb - instituto hospital de base (SMHS - Área Especial, Q. 101 - Asa Sul, Brasília - DF, )

    Resumo Introdução A luxação traumática do quadril e uma lesão ortopédica grave, geralmente consequente a trauma de alta energia e tem sua condição agravada quando associada a fratura do acetábulo ou da cabeça femoral As fraturas da parede posterior e transversa normalmente cursam com luxação posterior e representam 15 a 28% das lesões acetabulares Redução e fixação interna são os métodos de preferencia para o tratamento dessas fraturas, tendo como objetivo restaurar a superfície articular e dar estabilidade, permitindo a movimentação precoce do paciente Objetivos Descrever um paciente submetido a tratamento cirúrgico de fratura luxação do quadril por meio da técnica de osteotomia periacetabular de Ganz associado a luxação controlada do quadril para tratamento de fratura do acetábulo e avaliar os resultados pós operatórios Materiais e Métodos As informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário eletrônico, entrevista com o paciente, registro fotográfico do ato cirúrgico e das radiografias pré e pós operatórias, além de revisão da literatura. Resultados O caso observado apresentou bom nível de capacidade funcional nas avaliações pelo questionário de Harris Hip Score, após tratamento cirúrgico e fisioterapêutico de fratura do acetábulo associado à luxação de quadril. Após três meses de seguimento do paciente, foi reavaliado, cuja pontuação resultou em 79. Conclusões O tratamento das fraturas luxações do quadril é amplamente discutido devido seu alto grau de complexidade e diversidade nas possibilidades cirúrgicas com redução aberta e fixação interna. O tratamento descrito resultou em uma boa recuperação funcional pós cirúrgica e deve ser um procedimento elencado dentre as possibilidades terapêuticas quando há indicação para tal.

    Palavras-chaves: fratura do acetábulo, luxação do quadril, osteotomia periacetabular, osteotomia de ganz

  • P35

    TRATAMENTO COM TÉCNICA “AUGMENTATION” EM PSEUDARTROSE DE FRATURA FEMORAL ATÍPICA

    Autores

    José Fernando Flores Cunza 1, Daniel Oksman 1, Rafael Capobianco Maia e Silva 1, Gustavo

    Trigueiro 1, Hélio Jorge Alvachian Fernandez 1, Fernando Baldy de Sousa 1, Victor Otavio Moraes de

    Oliveira 1, Gustavo Arliani 1, Wellington Nepomuceno Magalhães 1

    Instituição 1 HSMM/IPS - Hospital Sancta Maggiore / Instituto Prevent Senior, São Pau (RUA DA FIGUEIRA

    831)

    Resumo Introdução A não união do eixo femoral pode ser mais difícil de manejar. Aqui, nós relatamos nossa técnica cirúrgica usada para tratar pseudartrose de fémur por fratura atípica que resultou em altas taxas de união através de uma combinação de placa de “AUGMENTATION” e Haste Céfalo medular Objetivos Descrever a técnica de “AUGMENTATION” no tratamento de pseudartrose por fratura atípica de fémur Materiais e Métodos Revisão bibliográfica em fonte de dados scielo, pubmed, uptodate. Dados do Hospital Sancta Maggiore, dados de 10 casos de pacientes com pseudoartrose de fêmur em fratura alendronatica, tratados previamente com haste cefalomedular PFN de 2013 a 2016, e sendo tratados finalmente com placa de “AUGMENTATION”. Resultados A técnica de “AUGMENTATION” com placa LYSS invertida, mantendo a haste Céfalo Medular, resultou em uma alta taxa de união. A Haste Céfalo Medular foi deixada in situ para manter o alinhamento da fratura, o que poderia ajudar a manter a estabilidade como um dispositivo de compartilhamento de carga. Assim, proporciona uma fixação extremamente rígida e fornece razões para acreditar que podemos permitir com confiança que os pacientes tenham carga parcial progressiva e treino de marcha no pos-operatorio imediato. Pacientes tratados com placa de “AUGMENTATION”, apresentaram um tempo de consolidação de 9 meses. Mostrou altas taxas de união de 78% a 96% em um total de 10 pacientes Conclusões A Técnica de “AUGMENTATION” com placa LISS invertida, mantendo a haste Céfalo Medular in situ para manter o alinhamento da fratura, mantendo a estabilidade como um dispositivo de compartilhamento de carga. Proporciona uma fixação extremamente rígida e fornece razões para acreditar que podemos permitir carga parcial no pós-operatório. Resultou em uma alta taxa de união. Mostrando assim sua alta efetividade no tratamento de pseudartrose de fratura atípica de fémur.

    Palavras-chaves: FRATURA FEMORAL ATÍPICA, TÉCNICA “AUGMENTATION”, PSEUDARTROSE

  • P36

    Análise estatística da concordância na avaliação radiológica das fraturas de rádio distal submetidas a tração

    Autores José Paulo Gabbi Rodrigo R. Pinho Rodarte 1, José Paulo Gabbi 1

    Instituição 1 HCPM-RJ - Hospital da Polícia Militar do RJ (Av. Lúcio Costa 3360 bl 7 apt 2303 Barra da Tijuca), 2 HCPM-RJ - Hospital da Polícia Militar do RJ (Av. Lúcio Costa 3360 bl 7 apt 2303 Barra da Tijuca)

    Resumo Introdução As classificacões feitas em radiografias tradicionais nas incidências posteroanterior e perfil têm sido questionadas quanto a sua reprodutibilidade e é sugerida pela literatura a necessidade de outras opões, como tomografia computadorizada.Entre as limitacões da tomografia computadorizada encontram-se o maior custo e maior radiação em relacão à radiografia. Entre outras opcões de menor custo,maior praticidade e que pode aumentar a confiabilidade da análise das fraturas articulares encontra-se a radiografia feitas sob tração Objetivos Avaliar as classificacões atuais da fratura da extremidade distal do rádio, pois as classificões feitas em radiografias tradicionais nas incidências anteroposterior e perfil têm sido questionadas quanto a sua reprodutibilidade e é sugerida pela literatura a necessidade de outras opcões, com o uso das radiografias pré-operatórias submetidas a tracão de fraturas de rádio distal, estratificados pelos avaliadores, com vistas a demonstrar quais lassificacões apresentam melhor confiabilidade estatística Materiais e Métodos MetodologiaFoi feito um estudo observacional retrospectivo em nossa instituicão com base em 30 radiografias dos pacientes admitidos no Servico de Ortopedia e Traumatologia e submetidos ao procedimento cirúrgico para o tratamento das fraturas da extremidade distal do rádio. Resultados Na classificação Universal os resultados dos grupos de R3 e Staff apresentaram uma ótima correlacão, com um p-valor estatisticamente significativo (p < 0,05). Quando avaliada a classificacão de Frykman, nenhum grupo apresentou um resultado estatisticamente significativo. Na classificacão AO, nos grupos R3 e Staff, a correlacão foi alta . Conclusões A tracão para feitura das radiografias se mostrou com uma boa concordância principalmente nos grupos avaliadores de maior experiência (Staff) e no residente de 3 anos é uma boa tática na avaliacão rad