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  • Coleo: A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL

    OS MENSAGEIROS

    Ditada pelo Esprito:

    ANDR LUIZ

    Psicografada por:

    FRANCISCO CNDIDO XAVIER

  • 2 Francisco Cndido Xavier (pelo Esprito Andr Luiz)

    OS MENSAGEIROS 2 livro da coleo A Vida no Mundo Espiritual

    Ditado pelo Esprito: Andr Luiz Psicografado por: Francisco Cndido Xavier

    Primeira edio lanada em 1944 Editora FEB Federao Esprita Brasileira www.febnet.org.br

    Verso digitalizada

    2011 Brasil

    www.luzespirita.org.br

  • 3 OS MENSAGEIROS

    OS MENSAGEIROS

    2 livro da coleo:

    A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL

    Ditada por:

    ANDR LUIZ

    Psicografada por:

    FRANCISCO CNDIDO XAVIER

  • 4 Francisco Cndido Xavier (pelo Esprito Andr Luiz)

    Coleo:

    A Vida no Mundo Espiritual

    01 Nosso Lar

    02 - Os Mensageiros

    03 - Missionrios da Luz

    04 - Obreiros da Vida Eterna

    05 - No Mundo Maior

    06 - Libertao

    07 - Entre a Terra e o Cu

    08 - Nos Domnios da Mediunidade

    09 - Ao e Reao

    10 Evoluo em Dois Mundos

    11 - Mecanismos da Mediunidade

    12 - Sexo e Destino

    13 - E a Vida Continua...

    Quando o servidor est pronto,

    o servio aparece.

  • 5 OS MENSAGEIROS

    CONVITE:

    Convidamos voc, que teve a oportunidade de ler

    livremente esta obra, a participar da nossa campanha

    de SEMEADURA DE LETRAS, que consiste em cada

    qual comprar um livro esprita, ler e depois

    presente-lo a outrem, colaborando assim na

    divulgao do Espiritismo e incentivando as pessoas

    boa leitura.

    Essa ao, certamente, render timos frutos.

    Abrao fraterno e muita LUZ para todos!

    www.luzespirita.org.br

  • 6 Francisco Cndido Xavier (pelo Esprito Andr Luiz)

    ndice

    Os Mensageiros pag. 8

    1 Renovao pag. 10 2 Aniceto pag. 13 3 No Centro de Mensageiros pag. 16 4 O caso Vicente pag. 19 5 Ouvindo instrues pag. 23 6 Advertncias profundas pag. 25 7 A queda de Otvio pag. 28 8 O desastre de Acelino pag. 32 9 Ouvindo impresses pag. 35 10 A experincia de Joel pag. 38 11 Belarmino, o doutrinador pag. 41 12 A palavra de Monteiro pag. 44 13 Ponderaes de Vicente pag. 47 14 Preparativos pag. 50 15 A viagem pag. 53 16 No Posto de Socorro pag. 56 17 O romance de Alfredo pag. 59 18 Informaes e esclarecimentos pag. 62 19 O sopro pag. 66 20 Defesas contra o mal pag. 69 21 Espritos dementados pag. 73 22 Os que dormem pag. 76 23 Pesadelos pag. 79 24 A prece de Ismlia pag. 82 25 Efeitos da orao pag. 85 26 Ouvindo servidores pag. 88 27 O caluniador pag. 91 28 Vida social pag. 95 29 Notcias interessantes pag. 99 30 Em palestra afetuosa pag. 102 31 Ceclia ao rgo pag. 105 32 Melodia sublime pag. 108 33 A caminho da Crosta pag. 112 34 Oficina de Nosso Lar pag. 115

  • 7 OS MENSAGEIROS

    35 Culto domstico pag. 118 36 Me e filhos pag. 121 37 No santurio domstico pag. 125 38 Atividade plena pag. 128 39 Trabalho incessante pag. 131 40 Rumo ao campo pag. 134 41 Entre rvores pag. 137 42 Evangelho no ambiente rural pag. 140 43 Antes da reunio pag. 1144 44 Assistncia pag. 1147 45 Mente enferma pag. 150 46 Aprendendo sempre pag. 153 47 No trabalho ativo pag. 156 48 Pavor da morte pag. 159 49 Mquina divina pag. 162 50 A desencarnao de Fernando pag. 165 51 Nas despedidas pag. 169

  • 8 Francisco Cndido Xavier (pelo Esprito Andr Luiz)

    Os Mensageiros

    Lendo este livro, que relaciona algumas experincias de mensageiros espirituais, certamente muitos leitores concluiro, com os velhos conceitos da Filosofia, que tudo est no crebro do homem, em virtude da materialidade relativa das paisagens, observaes, servios e acontecimentos.

    Foroso reconhecer, todavia, que o crebro o aparelho da razo e que o homem desencarnado, pela simples circunstncia da morte fsica, no penetrou os domnios anglicos, permanecendo diante da prpria conscincia, lutando por iluminar o raciocnio e preparando-se para a continuidade do aperfeioamento noutro campo vibratrio.

    Ningum pode trair as leis evolutivas. Se um chimpanz, guindado a um palcio, encontrasse recursos para

    escrever aos seus irmos de fase evolucionria, quase no encontraria diferenas fundamentais para relacionar, ante o senso dos semelhantes. Daria notcias de uma vida animal aperfeioada e talvez a nica zona inacessvel s suas possibilidades de definio estivesse justamente na aurola da razo que envolve o esprito humano.

    Quanto s formas de vida, a mudana no seria profundamente sensvel. Os pelos rsticos encontram sucesso nas casimiras e sedas modernas. A Natureza que cerca o ninho agreste a mesma que fornece estabilidade moradia do homem. A fauna ter-se-ia transformado na edificao de pedra. O prado verde liga-se ao jardim civilizado. A continuao da espcie apresenta fenmenos quase idnticos. A lei da herana continua, com ligeiras modificaes. A nutrio demonstra os mesmos trmites. A unio de famlia consangunea revela os mesmos traos fortes. O chimpanz, desse modo, somente encontraria dificuldade para enumerar os problemas do trabalho, da responsabilidade, da memria enobrecida, do sentimento purificado, da edificao espiritual, enfim, relativa conquista da razo.

    Em vista disso, no se justifica a estranheza dos que leem as mensagens do teor das que Andr Luiz, endereadas aos estudiosos devotados construo espiritual de si mesmos.

    O homem vulgar costuma estimar as expectativas ansiosas, espera de acontecimentos espetaculares, esquecido de que a Natureza no se perturba para satisfazer a pontos de vista da criatura.

    A morte fsica no salto do desequilbrio, e passo da evoluo, simplesmente.

    maneira do macaco, que encontra no ambiente humano uma vida

  • 9 OS MENSAGEIROS

    animal enobrecida, o homem que, aps a morte fsica, mereceu o ingresso nos crculos elevados do invisvel, encontra uma vida humana sublimada.

    Naturalmente, grande nmero de problemas, referentes Espiritualidade Superior, a espera a criatura, desafiando-lhe o conhecimento para a ascenso sublime aos domnios iluminados da vida. O progresso no sofre estacionamento e a alma caminha, incessantemente, atrada pela Luz Imortal.

    No entanto, o que nos leva a grafar este prefcio singelo, no a concluso filosfica, mas a necessidade de evidenciar a santa oportunidade de trabalho do leitor amigo, nos dias que correm.

    Felizes os que buscarem na revelao nova o lugar de servio que lhes compete, na Terra, consoante a Vontade de Deus.

    O Espiritismo cristo no oferece ao homem to somente o campo de pesquisa e consulta, no qual raros estudiosos conseguem caminhar dignamente, mas, muito mais que isso, revela a oficina de renovao, onde cada conscincia de aprendiz deve procurar sua justa integrao com a vida mais alta, pelo esforo interior, pela disciplina de si mesma, pelo autoaperfeioamento.

    No falta concurso divino ao trabalhador de boa vontade. E quem observar o nobre servio de um Aniceto, reconhecer que no fcil prestar assistncia espiritual aos homens. Trazer a colaborao fraterna dos planos superiores aos Espritos encarnados no obra mecnica, enquadrada em princpios de menor esforo. Claro, portanto, que, para receb-la, no poder o homem fugir aos mesmos imperativos. indispensvel lavar o vaso do corao para receber a gua viva, abandonar envoltrios inferiores, para vestir os trajes nupciais da luz eterna.

    Entregamos, pois, ao leitor amigo, as novas pginas de Andr Luiz, satisfeitos por cumprir um dever. Constituem o relatrio incompleto de uma semana de trabalho espiritual dos mensageiros do bem, junto aos homens e, acima de tudo, mostram a figura de um emissrio consciente e benfeitor generoso em Aniceto, destacando as necessidades de ordem moral no quadro de servio dos que se consagram s atividades nobres da f.

    Se procuras, amigo, a luz espiritual se a animalidade j te cansou o corao, lembra-te de que, em Espiritualismo, a investigao conduz sempre ao Infinito, tanto no que se refere ao campo infinitesimal, como esfera dos astros distantes, e que s a transformao de ti mesmo, luz da Espiritualidade Superior, te facultar acesso as fontes da Vida Divina. E, sobretudo, recorda que as mensagens edificantes do Alm no se destinam apenas expresso emocional, mas, acima de tudo, ao teu senso de filho de Deus, para que faas o inventrio de tuas prprias realizaes e te integres, de fato, na responsabilidade de viver diante do Senhor.

    Em-manuel Pedro Leopoldo, 26 de fevereiro de 1944.

  • 10 Francisco Cndido Xavier (pelo Esprito Andr Luiz)

    1

    Renovao

    Desligando-me dos laos inferiores que me prendiam s atividades terrestres, elevado entendimento felicitou-me o esprito.

    Semelhante libertao, contudo, no se fizera espontnea. Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem domstica, suportar a incompreenso da esposa e a divergncia dos filhos amados. Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me haviam auxiliado a alma pobre e imperfeita, na grande transio. Antes, a inquietude relativa companheira torturava-me incessantemente o corao mas, agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, no via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse.

    Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha prpria transformao, no curso dos acontecimentos. Experimentava o jbilo da descoberta de mim mesmo. Dantes, vivia feio do caramujo, segregado na concha, impermevel aos grandiosos espetculos da Natureza, rastejando no lodo. Agora, entretanto, convencia-me de que a dor agira em minha construo mental, maneira do alvio pesado, cujos golpes eu no entendera de pronto. O alvio quebrara a concha de antigas viciaes do sentimento.

    Libe