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    COMO EU ENTENDO

    OS MENSAGEIROS

    Valentim Neto - 2014

    (Reviso de expresses e notas)

    vale.aga@hotmail.com

    FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    DITADO PELO ESPRITO ANDR LUIZ

    Srie Andr Luiz

    1 - Nosso Lar; 2 - Os Mensageiros; 3 - Missionrios da Luz; 4 - Obreiros da Vida Eterna; 5 - No Mundo Maior; 6 - Agenda Crist; 7 Libertao; 8 - Entre a Terra e o Cu; 9 - Nos Domnios da Mediunidade; 10 - Ao e Reao; 11 - Evoluo em Dois Mundos; 12 - Mecanismos da Mediunidade; 13 - Conduta Esprita; 14 - Sexo e Destino; 15 Desobsesso; 16 - E a Vi-da Continua...

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    NDICE

    Os Mensageiros 3 CAPTULO 1 = Renovao 5 CAPTULO 2 = Aniceto 8 CAPTULO 3 = No Centro de Mensageiros 10 CAPTULO 4 = O caso Vicente 13 CAPTULO 5 = Ouvindo instrues 16 CAPTULO 6 = Advertncias profundas 19 CAPTULO 7 = A queda de Otvio 22 CAPTULO 8 = O desastre de Acelino 25 CAPTULO 9 = Ouvindo impresses 28 CAPTULO 10 = A experincia de Joel 31 CAPTULO 11 = Belarmino, o doutrinador 34 CAPTULO 12 = A palavra de Monteiro 37 CAPTULO 13 = Ponderaes de Vicente 40 CAPTULO 14 = Preparativos 43 CAPTULO 15 = A viagem 46 CAPTULO 16 = No Posto de Socorro 48 CAPTULO 17 = O romance de Alfredo 51 CAPTULO 18 = Informaes e esclarecimentos 54 CAPTULO 19 = O sopro 57 CAPTULO 20 = Defesas contra o mal 60 CAPTULO 21 = Espritos dementados 63 CAPTULO 22 = Os que dormem 66 CAPTULO 23 = Pesadelos 69 CAPTULO 24 = A prece de Ismlia 71 CAPTULO 25 = Efeitos da orao 74 CAPTULO 26 = Ouvindo servidores 77 CAPTULO 27 = O caluniador 80 CAPTULO 28 = Vida social 83 CAPTULO 29 = Notcias interessantes 86 CAPTULO 30 = Em palestra afetuosa 89 CAPTULO 31 = Ceclia ao rgo 91 CAPTULO 32 = Melodia sublime 94 CAPTULO 33 = A caminho da Crosta 97 CAPTULO 34 = Oficina de Nosso Lar 100 CAPTULO 35 = Culto domstico 103 CAPTULO 36 = Me e filhos 106 CAPTULO 37 = No santurio domstico 109 CAPTULO 38 = Atividade plena 112 CAPTULO 39 = Trabalho incessante 115 CAPTULO 40 = Rumo ao campo 118 CAPTULO 41 = Entre rvores 121 CAPTULO 42 = Evangelho no ambiente rural 124 CAPTULO 43 = Antes da reunio 127 CAPTULO 44 = Assistncia 130 CAPTULO 45 = Mente enferma 133 CAPTULO 46 = Aprendendo sempre 136 CAPTULO 47 = No trabalho ativo 138 CAPTULO 48 = Pavor da morte 141 CAPTULO 49 = Mquina divina 144 CAPTULO 50 = A desencarnao de Fernando 146 CAPTULO 51 = Nas despedidas 149

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    Os Mensageiros

    Lendo este livro, que relaciona algumas experincias de mensageiros espirituais, certamente muitos leitores concluiro, com os velhos conceitos da filosofia, que tudo est no crebro do humano, em virtude da materialidade relativa das paisagens, ob-servaes, servios e acontecimentos.

    Foroso reconhecer, todavia, que o crebro o aparelho da razo e que o huma-no desencarnado, pela simples circunstncia da morte fsica, no penetrou os domnios anglicos, permanecendo diante da prpria conscincia, lutando por Iluminar o racioc-nio e preparando-se para a continuidade do aperfeioamento noutro campo vibratrio.

    Ningum pode trair as leis evolutivas. Se um chimpanz, guindado a um palcio, encontrasse recursos para escrever aos

    seus irmos de fase evolucionria, quase no encontraria diferenas fundamentais pa-ra relacionar, ante o senso dos semelhantes. Daria notcias de uma vida animal aper-feioada e talvez a nica zona inacessvel s suas possibilidades de definio estives-se justamente na aurola da razo que envolve o Esprito humano. Quanto s formas de vida, a mudana no seria profundamente sensvel. Os pelos rsticos encontram sucesso nas casimiras e sedas modernas. A Natureza que cerca o ninho agreste a mesma que fornece estabilidade moradia do humano. A furna ter-se-ia transformado na edificao de pedra. O prado verde liga-se ao jardim civilizado. A continuao da espcie apresenta fenmenos quase idnticos. A lei da herana continua, com ligeiras modificaes. A nutrio demonstra os mesmos trmites. A unio de famlia consan-gunea revela os mesmos traos fortes. O chimpanz, desse modo, somente encontra-ria dificuldade para enumerar os problemas do trabalho, da responsabilidade, da me-mria enobrecida, do sentimento purificado, da edificao espiritual, enfim, relativa conquista da razo.

    Em vista disso, no se justifica a estranheza dos que leem as mensagens do teor das que Andr Luiz enderea aos estudiosos devotados construo espiritual de si mesmos.

    O humano vulgar costuma estimar as expectativas ansiosas, espera de aconteci-mentos espetaculares, esquecido de que a Natureza no se perturba para satisfazer a pontos de vista da criatura.

    A morte fsica no salto do desequilbrio, passo da evoluo, simplesmente. maneira do macaco, que encontra no ambiente humano uma vida animal enobre-

    cida, o humano que, aps a morte fsica, mereceu o ingresso nos crculos elevados do invisvel, encontra uma vida humana sublimada.

    Naturalmente, grande nmero de problemas, referentes Espiritualidade Superior, a espera a criatura, desafiando-lhe o conhecimento para a ascenso sublime aos do-mnios iluminados da vida, O progresso no sofre estacionamento e o Esprito cami-nha, incessantemente, atrado pela Luz Imortal.

    No entanto, o que nos leva a grafar este prefcio singelo, no a concluso filosfi-ca, mas a necessidade de evidenciar a santa oportunidade de trabalho do leitor amigo, nos dias que correm.

    Felizes os que buscarem na revelao nova o lugar de servio que lhes compete, na Terra, consoante a Vontade de Deus.

    O Espiritismo cristo no oferece ao humano to somente o campo de pesquisa e consulta, no qual raros estudiosos conseguem caminhar dignamente, mas, muito mais que isso, revela a oficina de renovao, onde cada conscincia de aprendiz deve pro-curar sua justa integrao com a vida mais alta, pelo esforo interior, pela disciplina de si mesma, pelo autoaperfeioamento.

    No falta concurso divino ao trabalhador de boa vontade. E quem observar o nobre servio de um Aniceto, reconhecer que no fcil prestar assistncia espiritual aos humanos. Trazer a colaborao fraterna dos planos superiores aos Espritos encarna-dos no obra mecnica, enquadrada em princpios de menor esforo. Claro, portanto,

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    que, para receb-la, no poder o humano fugir aos mesmos imperativos. in-dispensvel lavar o vaso do corao para receber a gua viva, abandonar envoltrios inferiores, para vestir os trajes nupciais da luz eterna.

    Entregamos, pois, ao leitor amigo, as novas pginas de Andr Luiz, satisfeitos por cumprir um dever. Constituem o relatrio incompleto de uma semana de trabalho espiri-tual dos mensageiros do Bem, junto aos humanos e, acima de tudo, mostram a figura de um emissrio consciente e benfeitor generoso em Aniceto, destacando as necessi-dades de ordem moral no quadro de servio dos que se consagram s atividades no-bres da f.

    Se procuras, amigo, a luz espiritual; se a animalidade j te cansou o corao, lembra-te de que, em Espiritualismo, a investigao conduzir sempre ao Infinito, tanto no que se refere ao campo infinitesimal, como esfera dos astros distantes, e que s a transformao de ti mesmo, luz da Espiritualidade Superior, te facultar acesso das fontes da Vida Divina. E, sobretudo, recorda que as mensagens edificantes do Alm no se destinam apenas expresso emocional, mas, acima de tudo, ao teu senso de filho de Deus, para que faas o inventrio de tuas prprias realizaes e te integres, de fato, na responsabilidade de viver diante do Senhor. EMMANUEL Pedro Leopoldo, 26 de fevereiro de 1944. (Minha opinio: Est, nesta introduo, apresentado o grande problema: Entender os valores dos dois mundos; o Espiri-tual e o corporal fsico. Os valores, na descrio de Andr Luiz, aparentemente so iguais, mas, como serem iguais os modelos para duas oficinas de trabalho to diferentes, embora interligadas? Em uma o-ficina trabalhamos os valores espirituais e, indo outra oficina, devemos trabalhar nos valores materi-ais. -nos apresentado o mundo espiritual o mais materializado possvel, para que possamos apreend-lo, para entendermos as orientaes. Enfim, este ensino tem a finalidade de nos fazer sair da crislida material, olhar um mundo novo e, gradativamente, alarmos voos, inicialmente rasteiros, para valores reais, em cu de brilho e luz lmpida.)

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    1 Renovao Desligando-me dos laos inferiores que me prendiam s atividades terrestres, ele-vado entendimento felicitou-me o Esprito. Semelhante libertao, contudo, no se fizera espontnea. Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem domstica, suportar a incompreenso da esposa e a divergncia dos filhos amados. Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me havi-am auxiliado o Esprito pobre e imperfeito, na grande transio. Antes, a inquietude relativa companheira torturava-me incessantemente o cora-o; mas, agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, no via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse. Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha prpria transforma-o, no curso dos acontecimentos. Experimentava o jbilo da descoberta de mim mesmo. Dantes, vivia feio do ca-ramujo, segregado na concha, impermevel aos grandiosos espetculos da Natureza, rastejando no lodo. Agora, entretanto, convencia-me de que a dor agira em minha construo mental, maneira de marreta pesada, cujos golpes eu no entendera de pronto. A marreta quebrara a concha de antigas viciaes do sentimento. Libertara-me. Expusera-me o organismo espiritual ao sol da Bondade Infinita. E comecei a ver mais alto, alcanando longa distncia.

    Pela primeira vez, cataloguei adversrios na categoria de benfeitores. Comecei a frequentar, de novo, o ninho da famlia terrestre, no mais como senhor do crculo do-mstico, mas como operrio que ama o trabalho da oficina que a vida lhe designou. No mais procurei, na esposa do mundo, a