a questão dos condomínios privados de alto padrão no sítio

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  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMO

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ARQUITETURA E URBANISMO

    REA 102132 TEORIA E HISTRIA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO

    PRODUO SOCIAL DA CIDADE CONTEMPORNEA:

    ANLISE DOS CONDOMNIOS URBANSTICOS E LOTEAMENTOS FECHADOS DE ALTO

    PADRO DO SUBSETOR SUL DE RIBEIRO PRETO SP

    DISSERTAO APRESENTADA AO PROGRAMA DE PS-

    GRADUAO EM ARQUITETURA E URBANISMO DO INSTITUTO

    DE ARQUITETURA E URBANISMO DE SO CARLOS DA

    UNIVERSIDADE DE SO PAULO, COMO PARTE DOS

    REQUISITOS PARA A OBTENO DO TTULO DE MESTRE EM

    ARQUITETURA E URBANISMO, REA DE CONCENTRAO EM

    TEORIA E HISTRIA DA ARQUITETURA E URBANISMO.

    VERSO FINAL

    TNIA MARIA BULHES FIGUEIRA

    ORIENTADOR:

    PROF. DR. MIGUEL ANTNIO BUZZAR

    SO CARLOS SO PAULO BRASIL

    JUNHO DE 2013

  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMO

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ARQUITETURA E URBANSMO

    REA 102132 TEORIA E HISTRIA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO

    PRODUO SOCIAL DA CIDADE CONTEMPORNEA:

    ANLISE DOS CONDOMNIOS URBANSTICOS E LOTEAMENTOS FECHADOS DE ALTO

    PADRO DO SUBSETOR SUL DE RIBEIRO PRETO SP

    DISSERTAO APRESENTADA AO PROGRAMA DE PS-

    GRADUAO EM ARQUITETURA E URBANISMO DO INSTITUTO

    DE ARQUITETURA E URBANISMO DE SO CARLOS DA

    UNIVERSIDADE DE SO PAULO, COMO PARTE DOS

    REQUISITOS PARA A OBTENO DO TTULO DE MESTRE EM

    ARQUITETURA E URBANISMO, REA DE CONCENTRAO EM

    TEORIA E HISTRIA DA ARQUITETURA E URBANISMO.

    COMISSO JULGADORA:

    PROF. DR. MIGUEL ANTNIO BUZZAR

    (ORIENTADOR)

    PROF. DR. MANOEL ANTNIO LOPES RODRIGUES ALVES

    (IAU USP)

    PROF. DR. WILSON RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR

    (PUCCAMP)

  • AGRADECIMENTOS

    Aos meus pais, Maria Amlia Ribeiro Bulhes e Geraldo Figueira, pelo amor incondicional, pelo

    incentivo, apoio e orientaes frente s escolhas por mim realizadas e pelo imenso carinho.

    Aos meus irmos, professor Dr. Lus Fernando Bulhes Figueira e Me. Ana Ceclia Bulhes Figueira, por

    serem os exemplos aos quais tendo a seguir, pelo amor, carinho, unio, cumplicidade, amizade, apoio,

    incentivo e por um ou outro puxo de orelha que j me deram sempre visando o melhor para mim.

  • minha tia-av, Maria Ceclia Ribeiro Monteiro, pelo amor dedicado, pelos ensinamentos de vida, por

    me mostrar [mesmo sem perceber] que a perseverana uma das mais belas capacidades humanas e

    por acreditar nas minhas potencialidades e apoiar as minhas decises.

    Ao meu querido sobrinho Vtor Watanuki Bulhes Figueira, simplesmente por irradiar os mais belos

    sentimentos a minha vida, pelos sorrisos e gargalhadas, pelas peripcias, brincadeiras e pelos beijos que

    ilustram as curtas despedidas. Amo voc!

    E, como no poderia faltar, Giselle M. Watanuki Figueira, minha querida cunhada; pelo

    companheirismo, troca de experincias e por ter trazido felicidade e unio a nossa famlia com o mais

    belo presente de todos: Vtor Watanuki Bulhes Figueira!

    A todos os meus familiares, pelo porto seguro, pelo apoio e incentivo fundamentais. Em especial ao

    primo Jos Renato Bulhes Vicente que sempre foi como um irmo, pela nossa amizade e cumplicidade.

    Amo muito cada um de vocs!

    Ao professor Dr. Miguel Antnio Buzzar, pelas constantes orientaes, pela amizade e pela confiana

    atribuda ao meu trabalho e a mim: voc parte fundamental da minha formao!

    Aos professores Dr. Manoel Antnio Lopes Rodrigues Alves e Dr. Wilson Ribeiro dos Santos Junior, pelas

    fundamentais orientaes junto banca de qualificao e anlises na banca de defesa.

    Ao professor Dr. Paulo Yasuhide Fujioka, pelo amor incondicional que demanda pesquisa da

    Arquitetura e Urbanismo, o qual me motivou e incentivou frente aos trabalhos acadmicos.

    s companheiras de mestrado, Me. Kelly Yumi Yamashita e Me. Anglica Irene da Costa, pela unio e

    apoio ao longo da elaborao deste trabalho.

    Aos professores, funcionrios e colaboradores do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade

    de So Paulo, pelo suporte minha formao acadmica: graduao e mestrado.

    Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior, pelo financiamento pesquisa.

    Ao amigo e companheiro (futuro Mestre) Joo Paulo Soares, pela amizade, pelo apoio e incentivo e por

    ter dividido as contas do apartamento de So Carlos comigo ao longo desses anos de mestrado. Voc

    sabe o quanto sua amizade importante!

    Aos queridos e misteriosos amigos de So Carlos: Marina de Holanda Souza, Vanessa Ramos Barbosa,

    (futura Mestre) Cinthia Tragante, Naiane Marcon da Silva, Fernanda Britto, Isabela Costa, Paula Garcia

    Monteiro, Rodrigo Schimidt Seminari e Camila Bortoluzzi Alves; por transformarem minha vida ao final

    da graduao e por serem, cada um a sua maneira, grandes companheiros.

    Aos queridos e just friends de Ribeiro Preto: Renata Shimomura Nanya, Guilherme Moreira Pecci,

    Ana Carolina Pires e Ricardo Gasparini Fantaccini; pelo divertido dia-a-dia, pelas histrias hilrias, pelo

  • compartilhamento de experincias e, no caso dos meninos, por trabalharem na Secretaria de

    Planejamento e Gesto Pblica da Prefeitura Municipal de Ribeiro Preto.

    Aos queridos amigos mais antigos de Ribeiro Preto: Cibele Camelo Teixeira e Artur Teixeira, por me

    ouvirem falar ininterruptamente deste trabalho e, mesmo no compreendendo muito, ainda terem me

    escolhido como madrinha de casamento; e Hencrer Gonalves da Silva, pelas longas conversas e pelo

    companheirismo.

    Ao querido Rafael Marchiore Mendes da Silva Madeira que, mesmo distante, sempre ofereceu seu

    apoio e incentivo, acreditando no meu potencial e no meu trabalho. Sem voc muitas das minhas

    qualidades no teriam aflorado.

    A todos, muito obrigada!

    RESUMO

    O trabalho analisa as dinmicas territoriais contemporneas e os fluxos de metropolizao promovidos

    em reas de expanso urbana, tendo como estudo Ribeiro Preto, cidade de mdio porte localizada no

    interior do estado de So Paulo Brasil.

    O municpio, com rea de 650,955 Km, apresenta 604.682 habitantes, conforme o censo de 2010

    promovido pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. um dos principais parques

    agroindustriais brasileiros compondo a terceira regio de maior relevncia econmica do estado de So

    Paulo principal regio econmica do pas , com um produto interno bruto per capita igual a 28.100,52

  • reais [sendo o produto interno bruto per capita brasileiro igual a 21.252,41 reais, segundo o mesmo

    censo].

    O perodo entre a dcada de 1980 e os anos 2000 foi marcado por um extraordinrio desenvolvimento

    econmico da regio de Ribeiro Preto com desdobramentos na urbanizao de seu territrio contguo.

    De forma semelhante ao que ocorreu nas principais metrpoles brasileiras, a cidade passou a produzir e

    experimentar situaes urbanas decorrentes das novas lgicas de organizao econmica e social, com

    particular articulao em relao aos interesses imobilirios.

    A lgica do mercado imobilirio, coligada ao modelo de acumulao vigente nos ltimos quarenta anos

    marcado pela financeirizao da economia , possui rebatimentos na configurao do espao urbano.

    A privatizao de fraes considerveis do territrio, principalmente em reas de expanso, apresenta-

    se como produto e preceito da conformao espacial atual, colaborando para o acirramento de

    processos de segregao morfolgica e social dos ambientes urbanos e de transformao dos valores

    pblicos e culturais.

    Este modelo de expanso, cindido da conformao histrica da cidade e alimentado pela flexibilizao

    da legislao urbana, cria condies para o surgimento de problemas que associam um desenho urbano

    tributrio da iniciativa privada a processos de gentrification. A resultante uma urbanizao dispersa,

    contudo, conectada estrutura urbana existente por um virio que estimula o transporte individual em

    detrimento de sistemas coletivos.

    O problema de tal constituio urbana no est no fato de responder s demandas provenientes do

    novo modelo de acumulao, mas sim de reduzir-se apenas a isso, voltando-se exclusivamente s

    dinmicas econmicas e, portanto, estando divorciada das dimenses polticas e de cidadania da

    sociedade.

    O trabalho busca compreender as novas produes em curso dos espaos urbanos, investigando as

    privatizaes de reas significativas do territrio de Ribeiro Preto: os condomnios urbansticos e

    loteamentos fechados de alto padro [de usos habitacionais e mistos] localizados em reas de expanso

    urbana, particularmente implantados em regies adjacentes Avenida Professor Joo Fisa e Rodovia

    Jos Fregonesi [SP-328], os quais parecem prescindir do conceito de cidade conformada historicamente,

    produzindo no limite [e contraditoriamente] um urbanismo sem cidade.

    PALAVRAS-CHAVE

    Produo Social da Cidade Contempornea; Intervenes Urbanas Contemporneas; Lgica Econmico-

    Cultural; Condomnios Urbansticos de Alto Padro; Loteamentos Fechados de Alto Padro; Ribeiro

    Preto.

  • ABSTRACT

    The work analyzes the current territorial dynamics and its metropolization flows at urban growth areas.

    The city chosen as the object of study was Ribeiro Preto, a So Paulo state inner city, which is classified

    as a medium-sized one. It has a population of 604.682 inhabitants in a 650,955 Km area according to

    the 2010 census.

    Well known as one of the main agribusiness centers in the country, Ribeiro Preto represents the third

    most important economy of So Paulo state and plays a major role in the Brazilian economy. Contrasting

    with Brazil GDP of R$21.252,41, Ribeiro Preto has a GDP of R$28.100,52, both values per capita.

  • Between 1980 and 2000 decades a remarkable economic development and urbanization improvement

    were noticed at Ribeiro Preto. As other major Brazilian metropolis, the city began to produce and

    experience urban situations derived from novel economic and social logics of organization with a

    particular articulation connected to real estate interests.

    The property market logic linked to an accumulation model marked by economy financialisation ,

    which has been applied in the last forty years, has reverberated on urban space structural configuration.

    The privatization of significant fractions of the urban territory is presented as a product and provision of

    current spaces conformation, especially in their expansion areas. It contributes to worsening some

    urban processes with regards to morphological and social segregation and the transformation of public

    and cultural values.

    This urban expansion model is interpreted as one whose historical values are diminished or even not

    existent. It is fueled by the easing of urban legislation and increases problems involving an urban design

    derived from private initiatives to the gentrification process. The result is an urban sprawl which is

    connected to the urban sites through highways systems that stimulates individualities rather than a

    sense of collectiveness.

    The problem highlighted by this urban constitution is not only related to its response of economical

    demands, but it is reduced exclusively to that. This urban model has been accumulating several negative

    critiques, particularly concerning the divorce between the political and social dimensions of society.

    Based on it, the work aims the understanding of the redefinition of urban spaces. Hence, some urban

    private areas that exemplify this dynamic were selected: the high level private condominiums located at

    expansion areas, especially around Professor Joo Fisa Avenue and Jos Fregonesi Highway, which

    seems to abstract the whole concept of a city shaped historically, producing at most [and

    contradictorily] urban spaces without an actual city.

    KEYWORDS

    Social Production of the Contemporary City; Contemporary Urban Interventions; Economic and Cultural

    Logic; High Level Private Condominiums; Ribeiro Preto.

  • LISTA DE ILUSTRAES

    FIGURA 1: Mapa do municpio de Ribeiro Preto So Paulo Brasil; com destaque para a localizao de seu Permetro Urbano, da Avenida Professor Joo Fisa, da Rodovia Jos Fregonesi [SP-328] e dos subsetores: CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 2: Mapa do subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

  • FIGURA 3: Vista de um trecho da Avenida Professor Joo Fisa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-7 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 11 condomnios urbansticos horizontais e a 38 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2010.

    FIGURA 4: Comparativo de valores do metro quadrado [m] de localidades de Ribeiro Preto entre os anos 2001 e 2013. A saber, a Rua do Professor encontra-se nos subsetores SUL-3 e SUL-7 vide FIGURA 1 e 5 paralela Avenida Professor Joo Fisa. As outras vias localizam-se nos seguintes subsetores: Avenida Dom Pedro I NORTE-2 e OESTE-2; Rua Jnio Quadros LESTE-8; Rua Joo Bim LESTE-4; Avenida Treze de Maio LESTE-2; Rua Saldanha Marinho CENTRAL. FONTE: ALCNTARA, W. Valor do metro quadrado varia de R$10 a R$3 mil em Ribeiro Preto. In: Portal da Empresa Jornalstica A Cidade S.A. 13 de dezembro de 2012. Disponvel em: . Acesso em: dez/2012.

    FIGURA 5: Perspectivas da Rua do Professor, localizada nos subsetores SUL-3 e SUL-7 de Ribeiro Preto. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2011.

    FIGURA 6: Mapa do municpio de Ribeiro Preto, com destaque para a distribuio da populao local segundo a renda mensal predominante. Esta foi calculada em salrios mnimos recebidos pelos moradores da cidade, cuja mdia, na poca, era de R$300,00 [trezentos reais]. Atualmente, este valor elevou-se para R$678,00 [seiscentos e setenta e oito reais]. Merecem especial ateno os subsetores SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10: na maioria deles h o predomnio de renda mensal de mais de 20 salrios mnimos [identificada na cor rosa], de 15 a 20 salrios mnimos [na cor vermelha] e de 10 a 15 salrios mnimos [na cor bege]. Apenas o SUL-9 e o SUL-10 possuem uma parte considervel de reas com moradores cuja renda mensal permanece entre 03 a 10 salrios mnimos [cores azul clara e azul escura], a qual se refere aos bairros localizados no distrito de Bomfim Paulista e no nos locais de implantao de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro. A mancha marrom, que indica uma renda mensal entre 01 e 03 salrios mnimos, pertence s zonas rurais ainda existentes nesses subsetores. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre a pesquisa referente renda mensal predominante da populao, realizada em 2005, e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 7: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 25 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto. FONTE: JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    FIGURA 8: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 25 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto. FONTE: JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    FIGURA 9: Vista da Alameda Adolfo Serra que fornece acesso aos condomnios urbansticos Monterey Condo Park e Carmel Condo Park, localizados no subsetor SUL-4 de Ribeiro Preto. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2010.

    FIGURA 10: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso 02 condomnios urbansticos [Carmel Condo Park e Monterey Condo Park], localizados no subsetor SUL-4 de Ribeiro Preto. FONTE: JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    FIGURA 11: Vista da Rua Luciana Mara Igncio que fornece acesso ao condomnio urbanstico Village Monet, localizado no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2010.

    FIGURA 12: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-7 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 01 loteamento fechado, 11 condomnios urbansticos horizontais e 38 condomnios urbansticos verticais, localizados no Subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. FONTE: JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    FIGURA 13: Vista area dos subsetores SUL-10 e SUL-9 de Ribeiro Preto. Ao fundo, mostram-se as conformaes urbanas internas ao permetro urbano da cidade. FONTE: ALPHAVILLE EMPREENDIMENTOS S.A. AlphaVille Ribeiro Preto: Fases 1 e 2. Ribeiro Preto. 2013. Disponvel em: e . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 14: Vista area do subsetor SUL-10 empreendimento Vila do Golfe. Ao fundo, tm-se as conformaes do SUL-9. FONTE: JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

  • FIGURA 15: Vista area do subsetor SUL-10 Loteamento Privado AlphaVille Ribeiro Preto [Fases 1 e 2]. FONTE: ALPHAVILLE EMPREENDIMENTOS S.A. AlphaVille Ribeiro Preto: Fases 1 e 2. Ribeiro Preto. 2013. Disponvel em: e . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 16: Mapa do Ncleo Urbano do municpio de Ribeiro Preto ou AQC - rea Especial do Quadriltero Central. Segundo Ozrio Calil Junior [2003], esta regio apresenta uma setorizao funcional uso de solo relacionada aos processos de expanso do ncleo urbano original da cidade, que conformaram os seguintes setores: 1. Praa XV de Novembro; 2. Antiga Estao Ferroviria Mogiana Atual Terminal Rodovirio; 3. Bairro Higienpolis. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto, na foto area do municpio disponibilizada pelo Google Earth e na Dissertao de Mestrado de Ozrio Calil Junior, de 2003. Respectivamente, disponveis em: . Acesso em: 2011 e 2012; e CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos.

    FIGURA 17: Foto area do Ncleo Urbano do municpio de Ribeiro Preto ou AQC - rea Especial do Quadriltero Central, na atualidade. No primeiro plano, em laranja, observa-se o atual Terminal Rodovirio da cidade, local onde se encontrava o complexo ferrovirio da Mogiana, antes de 1967. Em amarelo, tm-se as praas XV de Novembro e Carlos Gomes. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em imagem de JR STUDIO FOTOGRFICO. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    FIGURA 18: Representao do Ncleo Urbano Original da cidade de Ribeiro Preto, em 1874. A igreja matriz e seu largo conformavam a praa XV de Novembro. FONTE: MIGLIORINI, V. L. B. Os Padres de Desempenho do Uso e Ocupao do Solo na Previso e Controle de Adensamento de reas Intra-Urbanas. 1997. Tese. [Doutorado em Engenharia de Construo Civil e Urbana]. Escola Politcnica de So Paulo da Universidade de So Paulo. So Paulo. p.65.

    FIGURA 19: Representao da cidade de Ribeiro Preto, em 1935. Alm do ncleo urbano original, verificam-se os bairros Campos Elsios e Barraco [ao norte e noroeste], Vila Tibrio e Vila Virgnia [a oeste e sudoeste] e Vila Paulista [a leste], destinados s moradias dos extratos sociais baixos, e o bairro Higienpolis [ao sul], ocupado pela elite local. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1935.

    FIGURA 20: Representao da cidade de Ribeiro Preto, em 1949. Verifica-se por este mapa uma expanso urbana da cidade, sobretudo nas direes nordeste, norte, noroeste, oeste e sul. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1949.

    FIGURA 21: Vista area do Ribeiro Shopping, cujas obras foram concludas em 1981, constituindo-se como o primeiro shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio trreo de grande dimenso, localizado na zona Sul do municpio, [vide FIGURA 1]. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Conhea Ribeiro. Disponvel em: . Acesso em 2010.

    FIGURA 22: Vista area do Novo Shopping, cujas obras foram concludas em novembro de 1999, constituindo-se como o terceiro shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio trreo de grande dimenso, localizado na zona Sudeste do municpio, [vide FIGURA 1]. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Conhea Ribeiro. Disponvel em: . Acesso em 2010.

    FIGURA 23: Vista area do Shopping Santa rsula, cujas obras foram concludas em setembro de 1999, constituindo-se como o segundo shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio vertical de quatro pavimentos [mais subsolos], localizado no bairro Higienpolis, na AQC - rea Especial do Quadriltero Central, [vide FIGURA 1]. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Conhea Ribeiro. Disponvel em: . Acesso em 2010.

    FIGURA 24: Notcia divulgada pelo portal G1 Ribeiro e Franca, da Globo Comunicao e Participaes S.A. em 23 de maio de 2012, sobre a Feira Nacional do Livro de Ribeiro Preto. FONTE: G1 Ribeiro e Franca. Confira a programao da 12 Feira do Livro de Ribeiro Preto, SP. In: Portal da Globo Comunicao e Participaes S.A. 23 de maio de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 25: Perspectivas da Feira Nacional do Livro de Ribeiro Preto, na sua 12 edio, em maio/junho de 2012. A quarta imagem refere-se feira realizada e 2009. FONTES: Imagem 01 Editora Cuore. Stand da Editora Cuore na Feira do Livro de Ribeiro Preto. In: Blog da Editora Cuore. 25 de maio de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013. Imagem 02 Redao. Feira do Livro de Ribeiro Preto ter a participao de 110 autores. In: Mogiana Online. 25 de abril de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

  • Imagem 03 PITON, F. L. Pblico assistindo a um dos shows da programao na ltima edio do evento. In: MARTINS, R. Feira do Livro vai passar por srie de mudanas em 2013. In: Portal da Empresa Jornalstica A Cidade S.A. 19 de dezembro de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013. Imagem 04 WIERMANN, F. Feira do Livro Ribeiro Preto. In: Portal Flickr do Yahoo! Inc. 20 de junho de 2009. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 26: Notcia divulgada pelo portal G1 Ribeiro e Franca, da Globo Comunicao e Participaes S.A. em 15 de agosto de 2012, sobre o FAM-Festival de Msica da Alta Mogiana. FONTE: G1 Ribeiro e Franca. Funk Como Le Gusta e Fernanda Abreu encerram festival em Ribeiro. In: Portal da Globo Comunicao e Participaes S.A. 15 de agosto de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 27: Perspectivas do FAM-Festival de Msica da Alta Mogiana, na sua 4 edio, em agosto de 2012. FONTE: VASAN, G.; VOLPE, C.; YURI; V. FAM-Festival de Msica da Alta Mogiana. In: FAM - Portal Facebook. 17 e 19 de agosto de 2012. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 28: Marketing das obras do condomnio urbanstico vertical Saint Pierre, em 2010. Ele foi o ltimo empreendimento a ser construdo na Rua do Professor, no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto, e o apelo propagandstico da incorporadora e construtora Copema utiliza-se de tal fato para incentivar as vendas de suas unidades autnomas. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2010.

    FIGURA 29: Vista area do complexo Vila do Golfe, localizado no subsetor SUL-10. Ao fundo, observam-se os condomnios urbansticos verticais da Avenida Professor Joo Fisa. FONTE: VILA DO IP EMPREENDIMENTOS. Edimburgo Residencial Empreendimento Vila do Golfe. Disponvel em: . Acesso em: 2012.

    FIGURA 30: Vistas areas e ilustraes do Loteamento AlphaVille Ribeiro Preto Fases 1 e 2. As duas primeira imagens mostram a implantao da Fase 1 do empreendimento, bem como o clube de reas privadas comuns aos moradores do loteamento fechado. Ao fundo de ambas, observam-se os condomnios urbansticos verticais da Avenida Professor Joo Fisa. FONTE: ALPHAVILLE EMPREENDIMENTOS S.A. AlphaVille Ribeiro Preto: Fases 1 e 2. Ribeiro Preto. 2013. Disponvel em: e . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 31: Entradas oficiais de condomnios urbansticos localizados no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto, equipadas com placas de avisos/orientaes, portes eletrnicos, cmeras de vigilncia, cercas eltricas sobre muros, etc. Respectivamente, as imagens so dos condomnios dos Manacs, Citt di Positano e das Magnlias. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Julho de 2010.

    FIGURA 32: Vias pblicas no entorno dos condomnios urbansticos localizados no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. Respectivamente, as ruas Luciana Mara Igncio e Thomaz Nogueira Gaia, no entorno dos condomnios Village Monet, dos Manacs, e das Magnlias. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Julho de 2010.

    FIGURA 33: Entradas de garagem e de servios em condomnios urbansticos verticais localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto, equipadas com placas de avisos/orientaes, portes eletrnicos, cmeras de vigilncia, cercas eltricas sobre muros, etc. Respectivamente, as imagens so dos condomnios Atlanta e Place de Vosges. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2011.

    FIGURA 34: Avenida Professor Joo Fisa, entre o condomnio urbanstico horizontal Carmel Condo Park, localizado no subsetor SUL-4 [ esquerda da imagem], e os condomnios urbansticos verticais localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto [ direita da imagem]. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Junho de 2011.

    FIGURA 35: Rua Chile, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada nos subsetores SUL-3 e SUL-4, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se o Colgio Santa rsula, de ensinos infantil e fundamental, e uma rede de servios com padarias e drograrias. FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 36: Avenida Jos Adolfo Bianco Molina, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-4, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se o restaurante Duets Pasta & Burger , a praa Omilton Visconde [inaugurada em 17 de dezembro de 2008] e o restaurante Vapiano-Pasta, Pizza e Bar . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 37: Avenida Jos Adolfo Bianco Molina, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-4, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observa-se a praa Matheus Nader Nemer [inaugurada em 17 de dezembro de 2008].

  • FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 38: Avenida Jos Adolfo Bianco Molina, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-4, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se Hospital de Oftalmolgico de Ribeiro Preto , a loja Dot Shoes Calados e Acessrios e a loja Florense-Cozinha e Mveis Planejados . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 39: Avenida Jos Adolfo Bianco Molina, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-4, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se a loja Go Ahead , um centro comercial com salas ocupadas por lojas de vesturio feminino, academia, sorveteria, restaurante, tica, drograria, entre outros, e o banco Bradesco Prime . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 40: Cruzamento das Avenidas Professor Joo Fisa, Jos Adolfo Bianco Molina e Wladimir Meirelles Ferreira, localizadas entre os subsetores SUL-3, SUL-4 e SUL-7 {vide FIGURA 1], com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se o supermercado Po de Acar , o centro comercial j citado na ilustrao anterior e o Fisa Center Complexo Comercial . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 41: Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-7, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se o Fisa Center Complexo Comercial e a concessionria Eurobike, revendedora das marcas Audi, BMW, Chrysler, Dodge, Jaguar, Jeep, Land Rover, MINI, Porshe, RAM, Triumph, Volvo e Eurobike . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 42: Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-7, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se as concessionrias Hyundai e Eurobike . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 43: Avenida Professor Joo Fisa localizada entre os subsetores SUL-4 e SUL-7 [no local representado pela ilustrao], com uso de solo misto regulamentado pela Lei Complementar n 2.505. Pela imagem, observa-se a Clnica Basile-Cirurgia Plstica . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 44: Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, travessa da Avenida Professor Joo Fisa, localizada no subsetor SUL-7, com uso de solo misto definido pela Lei Complementar n 2.505. Pelas imagens, observam-se outro complexo comercial, as concessionrias Hyundai e Eurobike . FONTE: PRODUO DA PESQUISA. Arquivo pessoal da pesquisadora. Ribeiro Preto. Janeiro de 2013.

    FIGURA 45: Interveno Vale dos Rios, projeto realizado pelo arquiteto Joo Filgueiras Lima para a regio da Baixada de Ribeiro Preto. A elaborao do mesmo deu-se durante o governo do, ento, prefeito Antnio Palocci e seu vice Gilberto Magionni [PT], cujo mandato refere-se ao perodo de 2000 a 2003. A interveno no foi executada. FONTE: FARIA, R. S. de. Notas de uma indignao profissional: o PT e Oscar Niemeyer em Ribeiro Preto, duas faces da mesma irresponsabilidade social. Ribeiro Preto. Arquitextos Vitruvius. Ano 02. n.021.01. Abr/2002. Disponvel em: . Acesso em: jun/2009.

    FIGURA 46: Imagens da campanha publicitria de divulgao da cidade, realizada pela Prefeitura Municipal de Ribeiro Preto durante o governo do ento prefeito Welson Gasparini [PSDB], cujo mandato refere-se ao perodo de 2005 a 2008. FONTE: PREFEITURA MINICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Disponvel em: . Acesso em: 2010.

    FIGURA 47: Mapa da cidade de So Paulo, com destaque para a localizao de reas do Centro Antigo e do Vetor de Expanso Sudoeste Berrini-Marginal Pinheiros. FONTE: BEM, F. de; BEM, J.P. de; BEM, M. de. Projeto na Cidade Contempornea: Imediaes do Parque e Estao da Luz em So Paulo. Arquitextos Vitruvius. So Paulo. Ano 10. n.109.03. Jun/2009. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    FIGURA 48: Pea grfica elaborada pela arquiteta Adriana Capretz Borges da Silva, em 2002, na dissertao Imigrao e Urbanizao: o Ncleo Colonial Antnio Prado em Ribeiro Preto, com destaque para a demarcao das reas que correspondem Sede e s respectivas Sees do ncleo colonial Senador Antnio Prado, e do ncleo urbano principal da cidade de Ribeiro Preto. FONTE: SILVA, A. C. B. da. Imigrao e Urbanizao: o Ncleo Colonial Antnio Prado em Ribeiro Preto. 2004. Dissertao [Mestrado em Engenharia Urbana]. Universidade Federal de So Carlos. So Carlos.

    FIGURA 49: Perspectiva da Catedral de Ribeiro Preto, em 1917, cujo projeto foi elaborado pelo arquiteto sueco Carlos Eckman. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1917.

    FIGURA 50: Mapa elaborado por Osrio Calil Jnior, em 2003, na dissertao O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao, intitulado Delimitao do Centro de Ribeiro Preto, fins do sculo XIX a 1920.

    http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/principal.php

  • FONTE: CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.66.

    FIGURA 51: Pea grfica com a representao dos loteamentos aprovados em Ribeiro Preto entre 1900 e 1929. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 52: Foto area do Quarteiro Paulista, em 1960. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1960.

    FIGURA 53: Elevao frontal do Projeto do Edifcio Diederichsen, de 1934. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1934.

    FIGURA 54: Foto area das residncias situadas na entorno da praa XV de Novembro, em 1930: modelo de ocupao do ncleo urbano principal nesta poca. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1930.

    FIGURA 55: Vista das casas situadas no entorno da avenida Nove de Julho, em 1940: modelo de ocupao dos bairros Higienpolis e Jardim Sumar. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1940.

    FIGURA 56: Mapa elaborado por Osrio Calil Jnior em sua dissertao O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao, intitulado Delimitao do Centro de Ribeiro Preto, de 1940 a fins de 1960. Foram realizadas modificaes da pesquisa no mesmo, que se utilizou dele para apresentar, em cinza escuro, as reas do entorno da avenida Nove de Julho e do Jardim Sumar, as quais foram ocupadas a partir da dcada de 1920 at os anos 1950. Em cinza claro esto destacados alguns equipamentos urbanos inaugurados paralelamente ocupao desta regio [o Estdio da Sociedade Recreativa e o Colgio Santa rsula atualmente local de implantao do Shopping Santa rsula], bem como a praa Lus de Cames [destacada em verde], construda no mesmo perodo. FONTE: CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.109.

    FIGURA 57: Regio Central do municpio de Ribeiro Preto e os seus trs subsetores. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto, na foto area do municpio disponibilizada pelo Google Earth e na Dissertao de Mestrado de Ozrio Calil Junior, de 2003. Respectivamente, disponveis em: . Acesso em: 2011 e 2012; e CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos.

    FIGURA 58: Mapa do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para a localizao do permetro dos subsetores CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10 e dos Loteamentos aprovados na cidade entre as dcadas de 1930 e 1959. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 59: Proposta Viria e de Zoneamento Urbano do Plano Diretor de Jos de Oliveira Reis, em 1945, para a cidade de Ribeiro Preto. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1945.

    FIGURA 60: Proposta do Plano de Vias, aprovado em 1960 para solucionar algumas problemticas de fluxos virios da cidade de Ribeiro Preto. FONTE: Arquivo Pblico e Histrico do Municpio de Ribeiro Preto. 1960.

    FIGURA 61: Mapa do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para a localizao do permetro dos subsetores CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10 e dos Loteamentos aprovados na cidade entre as dcadas de 1960 e 1979. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 62: Mapa do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para a localizao do permetro dos subsetores CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10 e dos Loteamentos aprovados na cidade entre as dcadas de 1980 e 2009. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 63: Mapa do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para a localizao do permetro dos subsetores CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10 e dos Loteamentos aprovados na cidade entre as dcadas de 1980 e 2009.

  • FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 64: Mapa da Regio Sul do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para os Loteamentos que a compem e que foram aprovados entre as dcadas de 190 e 2009. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 65: Pea grfica que representa as principais determinaes [e alteraes] no parcelamento, uso e ocupao do solo da zona Sul de Ribeiro Preto, vinculadas aprovao de Lei n 411, de 11 de maio de 1955, pelo pela Prefeitura Municipal. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei n 411, de 11 de maio de 1955, apud CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.167.

    FIGURA 66: Pea grfica que representa as principais determinaes [e alteraes] no parcelamento, uso e ocupao do solo da zona Sul de Ribeiro Preto, vinculadas aprovao da Lei n 3.349, de 07 de outubro de 1977, pela Prefeitura Municipal. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei n 3.349, de 07 de outubro de 1977, apud CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.168.

    FIGURA 67: Pea grfica que representa as principais determinaes [e alteraes] no parcelamento, uso e ocupao do solo da zona Sul de Ribeiro Preto, vinculadas aprovao da Lei n 4.709, de 05 de novembro de 1985, pela Prefeitura Municipal. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei n 4.709, de 05 de novembro de 1985, apud CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.170.

    FIGURA 68: Pea grfica que representa as principais determinaes [e alteraes] no parcelamento, uso e ocupao do solo da zona Sul de Ribeiro Preto, vinculadas aprovao da Lei 5.685, de 20 de fevereiro de 1990, pela Prefeitura Municipal. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei n 5.685, de 20 de fevereiro de 1990, apud CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos. p.172.

    FIGURA 69: Mapa do municpio de Ribeiro Preto|So Paulo|Brasil; com destaque para a localizao do permetro dos subsetores CENTRAL, SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10 e dos Loteamentos aprovados na cidade entre as dcadas de 1900 e 2009. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 70: Mapa do subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 71: Mapa do subsetor SUL-4 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 72: Mapa do subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 73: Mapa do subsetor SUL-9 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    FIGURA 74: Mapa do subsetor SUL-10 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor.

  • FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

    LISTA DE TABELAS

    TABELA 1: Comparativo de reas | populao | unidades habitacionais equivalente ao total de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro localizados na zona Sul da cidade, em relao ao total de reas | populao | unidades habitacionais do municpio de Ribeiro Preto.

    FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto. Disponvel em: . Acesso em: 2011 e 2012.

    TABELA 2: Valorizao monetria de terrenos e imveis localizados na Avenida Professor Joo Fisa, vinculada implantao contnua de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro na zona Sul da cidade, principalmente nos subsetores pesquisados [SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10]. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto. PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei Complementar n 1.279, de 28 de dezembro de 2001. Dispe sobre a Planta Genrica de Valores de Imveis Urbanos do Municpio, altera dispositivos do cdigo tributrio municipal, Lei n 2415, de 21 de dezembro de 1970, e d outras providncias. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei Complementar n 2.572, de 28 de dezembro de 2012. Dispe sobre a Planta Genrica de Valores de Imveis Urbanos do Municpio, altera dispositivos do cdigo tributrio municipal, Lei n 2415, de 21 de dezembro de 1970, e d outras providncias. Disponvel em: . Acesso em: jan/2013.

    LISTA DE GRFICOS

    GRFICO 1: Demonstrativo da participao dos setores da economia no total de empregos formais da Regio Administrativa [RA] de Ribeiro Preto, em 2008. FONTE: SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO REGIONAL. Caracterizao Socioeconmica das Regies do Estado de So Paulo: Regio Administrativa de Ribeiro Preto. So Paulo. Governo do Estado de So Paulo. 2012. p.24.

    GRFICO 2: Grfico representativo de uma espcie de modelo genrico sobre a organizao territorial da cidade latino-americana atual. FONTE: JANOSCHKA, M. El Nuevo Modelo de la Ciudad Latinoamericana: Fragmentacin y Privatizacin. Santiago. EURE. v.28.

    n.85. Dez/2002.

    Disponvel em: . Acesso em: set/2007.

    Grfico 3: Grfico que ilustra o nmero de reas [estimadas] dos loteamentos aprovados entre 1930 a 1959, respectivamente, para as regies Norte-Oeste, Leste e Sul de Ribeiro Preto. FONTE: PRODUO DA PESQUISA, baseada em dados da Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica de Ribeiro Preto sobre os loteamentos aprovados em Ribeiro Preto ao longo do sculo XX e os mapas produzidos como anexos ao Plano Diretor do municpio e suas leis complementares. Disponvel em: . Acesso em: 2010 e 2012.

  • SUMRIO

    AGRADECIMENTOS

    RESUMO

    PALAVRAS-CHAVE

    ABSTRACT

    KEYWORDS

    LISTA DE ILUSTRAES

    LISTA DE TABELAS

    LISTA DE GRFICOS

  • SUMRIO

    1. INTRODUO | A PRODUO SOCIAL DA CIDADE CONTEMPORNEA: RIBEIRO PRETO 1

    2. A CIDADE CONTEMPORNEA E AS DINMICAS DE ACUMULAO DO CAPITALISMO FINANCEIRO 45

    2.1. INTERVENES URBANAS CONTEMPORNEAS SOB A TICA DE UMA LGICA ECONMICO-CULTURAL 51

    2.2. A MORFOLOGIA URBANA DA CIDADE CONTEMPORNEA A PARTIR DA DCADA DE 1970 63

    3. PROCESSOS DE EXPANSO E SETORIZAO DE CIDADES BRASILEIRAS: REBATIMENTOS DO MODELO DE

    ACUMULAO FLEXVEL DA ECONOMIA 77

    3.1. O CASO DAS METRPOLES 77

    3.2. O CASO DE RIBEIRO PRETO E A CONFORMAO DA ZONA SUL 89

    3.2.1. O DESENVOLVIMENTO ECONMICO DA CAFEICULTURA E A CONFORMAO URBANA DE RIBEIRO PRETO 89

    3.2.2. DO FINAL DO SCULO XIX A 1920 A CONSOLIDAO DE RIBEIRO PRETO COMO POLO ECONMICO REGIONAL E AS PRIMEIRAS

    EXPANSES URBANAS 93

    3.2.3. DE 1920 A 1940 A CRISE ECONMICA DO CAF, AS NOVAS DINMICAS URBANAS DAS REAS CENTRAIS E OS PRIMEIROS

    DESLOCAMENTOS DA ELITE PARA A REIGIO SUL 101

    3.2.4. DE 1940 A 1960 A REESTRUTURAO ECONMICA DO MUNICPIO, AS ALTERAES DAS DINMICAS URBANAS NA REGIO

    CENTRAL E A CONSTITUIO DA ZONA SUL 109

    3.2.5. ANO DE 1945 O PLANO DIRETOR DE JOS DE OLIVEIRA REIS 115

    3.2.6. ANO DE 1960 O PLANO DE VIAS 117

    3.2.7. DE 1960 A 1980 A ESTABILIDADE ECONMICA DA REGIO ADMINISTRATIVA DE RIBEIRO PRETO, A POPULARIZAO DAS

    ATIVIDADES NA REGIO CENTRAL E A PROLIFERAO DE LOTEAMENTOS PARA A ELITE NA ZONA SUL 119

    3.2.8. DE 1980 A 2000 O DESENVOLVIMENTO ECONMICO DA REGIO DE RIBEIRO PRETO EM MEIO CRISE NACIONAL, A

    PROLIFERAO DE FUNES URBANAS E EIXOS DE ATIVIDADE TERCIRIA NA CIDADE E O VETOR DE EXPANSO SUL-SUDESTE 125

    3.2.9. O HISTRICO DAS LEGISLAES URBANAS E AS DEFINIES DO PLANO DIRETOR DE 1995 PARA A ZONA SUL 143

    4. CONDOMNIOS URBANSTICOS E LOTEAMENTOS FECHADOS DE ALTO PADRO: CONSIDERAES FINAIS

    SOBRE A ZONA SUL DE RIBERO PRETO 151

    5. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 169

    6. ANEXOS 175

    6.1. ANEXO 1 175

    6.2. ANEXO 2 181

    6.3. ANEXO 3 181

    6.4. ANEXO 4 189

    6.5. ANEXO 5 191

  • 1

    Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    1. INTRODUO A PRODUO SOCIAL DA CIDADE CONTEMPORNEA: RIBEIRO PRETO |

    A lgica do mercado imobilirio coligada ao modelo econmico de acumulao flexvel possui

    rebatimentos na configurao do territrio urbano. A dinmica imobiliria recente implica em

    espacialidades que, em muitos casos, apresentam-se descoladas das morfologias espaciais pr-

    existentes do tecido urbano como atestam os condomnios urbansticos e loteamentos fechados,

    principalmente os de grande porte.

    Sobre o territrio parece ocorrer uma sucesso de empreendimentos e intervenes cujo objetivo

    nico o de estimular a especulao imobiliria a qual permanece em busca contnua por novas

    formas de reproduo do capital.

    Internos a tal contexto, os condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro

    apresentam-se como produtos desta lgica e, paralelamente, objetos que a estimulam; dado que

    colaboram para o acirramento dos processos de segregao morfolgica e social dos ambientes

    urbanos e de transformao de valores e dimenses da sociedade tais como a cultura, a histria, a

    sustentabilidade ambiental e a segurana em temas de promoo comercial.

    A produo de empreendimentos imobilirios a revelia de uma concepo urbana normatizada ou

    reconhecida publicamente atravs, por exemplo, de um Plano de Expanso Urbana socialmente

    debatido gera, em inmeras cidades, um mosaico de loteamentos desconexos, na maioria das vezes

    de implantao disforme e que acarretam uma forma urbana fragmentada, sendo uma prtica

    econmico-imobiliria, infelizmente, conhecida h mais de um sculo no Brasil.

    Entretanto, o lugar e a dimenso do mercado imobilirio no quadro do atual modelo econmico de

    acumulao flexvel em que todas as iniciativas do capital adquirem legitimidade absoluta, gozando

    de toda sorte de concesso pelo poder pblico parece estar alterando substancialmente as

    consequncias urbanas de sua atuao.

    As inquietaes que instigam a elaborao do presente trabalho tm por objetivo, portanto, analisar as

    espacialidades urbanas produzidas por esta configurao econmica-poltica na cidade de Ribeiro

    Preto So Paulo Brasil. Particularmente, na busca do entendimento de sua relao com o tecido

    urbano existente e, pensando de forma associada, como essas intervenes adquirem legitimidade em

    termos scio-urbanos, ganhando uma dimenso cultural prpria e que alardeia um modo de vida com

    segurana e tranquilidade.

    Para tanto, partiu-se da pesquisa sobre os processos de conformao e expanso da regio Sul de

    Ribeiro Preto na qual se localizam duas vias estruturais da cidade, a Avenida Professor Joo Fisa e a

    Rodovia Jos Fregonesi [SP-328] , ao redor das quais est implantada a maioria dos condomnios

  • Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP 2

    urbansticos e loteamentos fechados de alto padro, aprovados e edificados entre as dcadas de 1990

    e 2000.

    Mais precisamente, esses empreendimentos se localizam nos subsetores SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e

    SUL-101 do municpio, os quais foram assim nomeados e delimitados no momento da aprovao do

    Zoneamento Urbano contido no Plano Diretor da cidade, em 31 de outubro de 1995, [vide FIGURA 1].

    1 A Legislao Urbana que compete a cada um destes subsetores ser apresentada ao longo deste captulo e mais a frente, no subcaptulo 3.2. O CASO DE RIBEIRO PRETO E A CONFORMAO DA ZONA SUL.

  • 3 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

  • 4 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

  • 5 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    Vale destacar que, no Plano de Pesquisa, o estudo restringia-se aos empreendimentos de alto padro

    localizados s margens da Rodovia Jos Fregonesi condomnios urbansticos horizontais. Entretanto, ao

    longo do trabalho, decidiu-se por adicionar ao conjunto de empreendimentos pesquisados, os

    encontrados nas reas adjuntas Avenida Professor Joo Fisa, tanto os horizontais como os

    verticalizados.

    Tal adio justifica-se pelo fato de que, desde meados dos anos 1990 e mais intensamente a partir da

    dcada de 2000, esses empreendimentos proliferaram nas reas lindeiras a esta via, constituindo

    subsetores da cidade quase que inteiramente conformados por essa categoria habitacional como

    exemplo deste caso, tem-se o subsetor SUL-7, quase totalmente ocupado por esses condomnios [vide

    FIGURAS 2, 3, 11 e 12].

    FIGURA 1: Mapa do subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto. A listagem apresenta o total de loteamentos, loteamentos fechados e condomnios urbansticos de alto padro horizontais e verticais que compem esse subsetor.

    FIGURA 3: Vista de um trecho da Avenida Professor Joo Fisa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-7 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 11 condomnios urbansticos horizontais e a 38 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto.

  • 6 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    Alm disso, observou-se um aumento significativo dos preos dos lotes eou unidades habitacionais

    localizados margem dessa via pblica, compondo o vetor de crescimento urbano2 mais valorizado da

    cidade, [vide FIGURAS 4 e 5].

    FIGURA 4: Comparativo de valores do metro quadrado [m] de localidades de Ribeiro Preto entre os anos 2001 e 2013. A saber, a Rua do Professor encontra-se nos subsetores SUL-3 e SUL-7 vide FIGURAS 1 e 5 paralela Avenida Professor Joo Fisa. As outras vias localizam-se nos seguintes subsetores: Avenida Dom Pedro I NORTE-2 e OESTE-2; Rua Jnio Quadros LESTE-8; Rua Joo Bim LESTE-4; Avenida Treze de Maio LESTE-2; Rua Saldanha Marinho CENTRAL.

    FIGURA 5: Perspectivas da Rua do Professor, localizada nos subsetores SUL-3 e SUL-7 de Ribeiro Preto.

    Segundo dados de uma pesquisa realizada em 2005 pela Secretaria de Planejamento e Gesto Pblica

    da Prefeitura Municipal de Ribeiro Preto, ambas as vias Avenida Professor Joo Fisa e Rodovia Jos

    2 Conforme a Seo III dos Vetores de Crescimento, Captulo IV da Produo e da Organizao do Espao Fsico Municipal, da Lei Complementar no 501, de 31 de outubro de 1995: ARTIGO 8 - O setor sul, limitado pelo Vale do Ribeiro Preto, Vale do Retiro do Saudoso e pela Rodovia Antnio Machado Sant'Anna [SP-255], e parte do Setor Oeste limitado pelo Vale do Ribeiro Preto, pela Avenida dos Bandeirantes e pela divisa do Municpio a Oeste, constitui o vetor de crescimento da rea urbanizada de Ribeiro Preto. [...]. 2 - O eixo estruturado pelo prolongamento dos corredores comerciais formados pelas avenidas Independncia, Presidente Vargas e Adelmo Perdizza constitui o vetor principal da expanso urbana do Municpio. [...]. [PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Lei Complementar n501, de 31 de outubro de 1995. Dispe sobra a instituio do Plano Diretor do municpio de Ribeiro Preto e d outras providncias. Disponvel em: . Acesso em: mar/2009. Negritos da Pesquisa.]. Vale ressaltar que a Avenida Professor Joo Fisa e a Rodovia Jos Fregonesi [SP-328] so, ambas, prolongamentos da Avenida Presidente Vargas e, portanto, pertencem ao principal vetor de expanso urbana do municpio, [vide FIGURA 1].

  • 7 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    Fregonesi e suas reas adjacentes se encontram em uma regio cuja renda mensal dos residentes a

    mais elevada da cidade, superior a 20 salrios mnimos. Este fato, longe de caracterizar uma situao

    consolidada e estanqueizada, parece estimular uma demanda para a implantao contnua de

    empreendimentos de alto padro no local, [vide FIGURA 6].

    FIGURA 6: Mapa do municpio de Ribeiro Preto, com destaque para a distribuio da populao local segundo a renda mensal predominante. Esta foi calculada em salrios mnimos recebidos pelos moradores da cidade, cuja mdia, na poca, era de R$300,00 [trezentos reais]. Atualmente, este valor elevou-se para R$678,00 [seiscentos e setenta e oito reais]. Merecem especial ateno os subsetores SUL-3, SUL-4, SUL-7, SUL-9 e SUL-10: na maioria deles h o predomnio de renda mensal de mais de 20 salrios mnimos [identificada na cor rosa], de 15 a 20 salrios mnimos [na cor vermelha] e de 10 a 15 salrios mnimos [na cor bege]. Apenas o SUL-9 e o SUL-10 possuem uma parte considervel de reas com moradores cuja renda mensal permanece entre 03 a 10 salrios mnimos [cores azul clara e azul escura], a qual se refere aos bairros localizados no distrito de Bomfim Paulista e no nos locais de implantao de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro. A mancha marrom, que indica uma renda mensal entre 01 e 03 salrios mnimos, pertence s zonas rurais ainda existentes nesses subsetores.

    A descrio e a anlise especfica dessas reas sero efetuadas mais a frente no texto. Cabe neste ponto,

    todavia, explicar a adio que se fez com relao ao estudo da pesquisa.

    Assim, como dito anteriormente, todos esses subsetores foram delimitados no momento da aprovao

    do Plano Diretor do municpio, em 1995, [vide ANEXO 2]. No entanto, a Lei de Parcelamento, Uso e

    Ocupao do Solo somente foi aprovada anos mais tarde, em 08 de janeiro de 2007, sob a denominao

    de Lei Complementar n 2.157, [vide ANEXO 3]. Mais recentemente, em 17 de janeiro de 2012, ela foi

    readequada s novas demandas municipais [e do setor imobilirio], com a aprovao da Lei

    Complementar n 2.505, [vide ANEXO 5].

    Tais subsetores se localizam em reas internas [SUL-3, SUL-4 e SUL-7] e externas [SUL-9, SUL-10] ao

    contorno sul do Anel Virio [Rodovia Pref. Antnio Duarte Nogueira] que delimita a Zona Urbana da

    cidade. Este, por sua vez, um entroncamento virio composto pelas seguintes rodovias do estado de

  • 8 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    So Paulo: Antnio Machado SantAnna [SP-255: com destino Araraquara e So Carlos], Mrio Doneg

    [SP-291: com destino Dumont e Pradpolis], Anhanguera [SP-330: cujo percurso passa por So Paulo

    norte do estado Minas Gerais], Abro Assed [SP-333: com destino Serrana, Cajuru e leste do estado],

    Cndido Portinari [SP-334: com destino Brodowski, Batatais, Franca e nordeste do estado], Joaquim

    Ferreira [SP-338: com destino Jardinpolis], e Atlio Balbo [SP-322 com destino Sertozinho e

    sudoeste do estado], [vide FIGURA 1].

    Tal entroncamento foi definido no momento da aprovao do Plano de Vias da cidade, nos anos 1960, e

    conecta o municpio capital paulista. Quando da definio do Plano Diretor, a "linha" que forma o

    desenho do Anel Virio passou a ser o limite fsico da regio da cidade conhecida como Zona Urbana. As

    reas externas a esta delimitao esto, portanto, localizadas nas regies de Expanso Urbana e, mais

    adiante, na Zona Rural3.

    Os trs primeiros subsetores o SUL-3, SUL-4 e SUL-7 localizam-se, assim, na Zona de Urbanizao

    Preferencial [ZUP]4. Apresentam-se como locais de implantao de condomnios urbansticos e

    loteamentos fechados5 de alto padro, tanto horizontais como verticais.

    Destes, o SUL-3 engloba 04 Loteamentos, 01 Condomnio Urbanstico horizontal E mais 25 Condomnios

    Urbansticos verticais. composto, portanto, por 04 Loteamentos e 26 Condomnios Urbansticos, [vide

    FIGURAS 7 e 8].

    3 Conforme o Captulo II da Diviso Territorial, da Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012: Artigo 4 - O territrio do Municpio de Ribeiro Preto fica dividido em zona urbana, zona de expanso urbana e zona rural, sendo que: I - Zona Urbana aquela delimitada pelo permetro urbano, linha divisria entre a zona urbana e a zona de expanso urbana, [...]; II - Zona de Expanso Urbana aquela situada entre a zona urbana e zona rural, [...]; III - Zona Rural aquela situada entre a zona de expanso urbana e os limites territoriais do municpio. [...] [Idem. Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012. Dispe sobre o Parcelamento, Uso e Ocupao do solo no municpio de Ribeiro Preto. Disponvel em: . Acesso em: jan/2012. Negritos da Pesquisa.].

    4 Conforme a Seo I Do Macrozoneamento, Captulo II da Diviso Territorial, da Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012: Artigo 5 - As zonas urbana, de expanso urbana e rural ficam subdivididas nas macrozonas abaixo definidas: I - Zona de Urbanizao Preferencial [ZUP]: composta pelas reas internas ao anel virio formado pelas rodovias Anhanguera, Antonio Machado SantAnna, Antonio Duarte Nogueira e Alexandre Balbo, dotadas de infraestrutura e condies geomorfolgicas propcias para urbanizao [formao da Serra Geral], [...]. [Idem. Ibidem. Negritos da Pesquisa.].

    5 Conforme a Seo I das Disposies Gerais, Captulo V do Parcelamento do Solo para Fins Urbanos, da Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012: Artigo 61 - Para efeito de aplicao desta lei, sero adotadas as seguintes definies: I - loteamento a subdiviso de imvel destinado edificao, que implique em abertura de novas vias de circulao, de logradouros pblicos, ou prolongamento, modificao ou ampliao das vias existentes; II - loteamento fechado aquele que, apresentando as mesmas caractersticas do loteamento comum, tem seu permetro circundado no seu todo ou em parte por muro ou outro elemento de vedao de acesso; [...] VIII - condomnio urbanstico a diviso do imvel em reas de uso comum e de uso privativo, em fraes ideais para unidades autnomas em que a construo das edificaes feita pelo empreendedor, concomitante implantao das obras de urbanizao, admitindo-se vias de uso privado para circulao interna; [...]. [Idem. Ibidem. Negritos da Pesquisa.].

  • 9 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    FIGURA 7: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 25 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto.

    FIGURA 8: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 25 condomnios urbansticos verticais, localizados no subsetor SUL-3 de Ribeiro Preto.

    O SUL-4 formado por 01 Loteamento e por 02 Condomnios Urbansticos horizontais. composto,

    portanto, por 01 Loteamento e 02 Condomnios Urbansticos, [vide FIGURAS 9 e 10].

    FIGURA 9: Vista da Alameda Adolfo Serra que fornece acesso aos condomnios urbansticos Monterey Condo Park e Carmel Condo Park, localizados no subsetor SUL-4 de Ribeiro Preto.

  • 10 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    FIGURA 10: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-3 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso 02 condomnios urbansticos [Carmel Condo Park e Monterey Condo Park], localizados no subsetor SUL-4 de Ribeiro Preto.

    J o subsetor SUL-7 constitudo por 03 Loteamentos, por 01 Loteamento Fechado, por 11 Condomnios

    Urbansticos horizontais, e por 38 Condomnios Urbansticos verticais, sendo que 14 se encontram em

    construo e 02 em projeto. composto, portanto, por 03 Loteamentos, 01 Loteamento Fechado e 49

    Condomnios Urbansticos, [vide FIGURAS 2, 3, 11 e 12].

    FIGURA 11: Vista da Rua Luciana Mara Igncio que fornece acesso ao condomnio urbanstico Village Monet, localizado no subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto.

  • 11 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    FIGURA 12: Vista area de um trecho da Avenida Professor Joo Fiusa que, nesta rea [entre os subsetores SUL-7 e SUL-4 vide FIGURA 1], fornece acesso a 01 loteamento fechado, 11 condomnios urbansticos horizontais e 38 condomnios urbansticos verticais, localizados no Subsetor SUL-7 de Ribeiro Preto.

    Os subsetores SUL-9 e SUL-10 localizam-se na Zona de Urbanizao Controlada [ZUC]6, s margens do

    contorno sul do Anel Virio, isto , externos ao permetro urbano da cidade. Apresentam-se como locais

    de implantao de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro horizontais.

    O SUL-9 formado por 13 Loteamentos pertencentes ao distrito Bonfim Paulista, por 03 Loteamentos

    Fechados horizontais e por 26 Condomnios Urbansticos horizontais. composto, portanto, por 13

    Loteamentos, 03 Loteamentos Fechados e 26 Condomnios Urbansticos horizontais, [vide FIGURA 13].

    FIGURA 13: Vista area dos subsetores SUL-10 e SUL-9 de Ribeiro Preto. Ao fundo, mostram-se as conformaes urbanas internas ao permetro urbano da cidade.

    6 Conforme a Seo I Do Macrozoneamento, Captulo II da Diviso Territorial, da Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012: Artigo 5 - As zonas urbana, de expanso urbana e rural ficam subdivididas nas macrozonas abaixo definidas: II - Zona de Urbanizao Controlada [ZUC]: composta por reas externas ao Anel Virio Contorno Sul e Anel Virio Contorno Norte, com condies geomorfolgicas propcias para urbanizao [formao Serra Geral], [...]. [Idem. Ibidem. Negritos da Pesquisa.].

  • 12 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    O subsetor SUL-10 constitudo por 02 Loteamentos pertencentes a Bonfim Paulista, por 04

    Loteamentos Fechados horizontais, por 07 Condomnios Urbansticos horizontais e por 01 Loteamento

    Fechado para implantao de chcaras, horizontal. composto, portanto, por 02 Loteamentos, 04

    Loteamentos Fechados, 07 Condomnios Urbansticos e 01 Loteamento Fechado destinado ao uso

    residencial secundrio, [vide FIGURAS 14 e 15].

    FIGURA 14: Vista area do subsetor SUL-10 empreendimento Vila do Golfe. Ao fundo, tm-se as conformaes do SUL-9.

    FIGURA 15: Vista area do subsetor SUL-10 Loteamento Privado AlphaVille Ribeiro Preto [Fases 1 e 2].

    Somadas as quantidades de empreendimentos nos 05 subsetores pesquisados, tem-se um quadro de

    120 complexos de alto padro compondo a zona Sul da cidade [47 Condomnios Urbansticos

    horizontais, 64 Condomnios Urbansticos verticais e 09 Loteamentos Fechados horizontais], na zona

    Urbana e de Expanso Urbana. Desse total, os Condomnios Urbansticos horizontais conformam

    aproximadamente 7,34 Km da rea desses subsetores, cujo total de 35,75 Km.

    Se compararmos tal valor de rea com a dimenso da Zona de Expanso Urbana, tem-se que tais

    Condomnios Urbansticos compem 4,26% da mesma, [vide TABELA 1].

    Elaborando, por fim, um comparativo com dados populacionais e domiciliares do municpio,

    respectivamente, tais Condomnios Urbansticos abrigam uma populao de 2,25% do total municipal e

    4,68% das unidades habitacionais municipais, [vide TABELA 1].

  • 13 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    CONDOMNIOS URBANSTICOS E LOTEAMENTOS

    FECHADOS DE ALTO PADRO

    SUBSETORES S-3, S-4, S-7, S-9 e S-10

    MUNICPIO DE RIBEIRO PRETO

    ZONA URBANA

    ZONA DE EXPANSO

    URBANA

    ZONA RURAL

    REA |Km| 7,34

    4,26%

    DENS. DEMOG. DOS

    CONDOMNIOS URBANSTICOS

    E LOTEAMENTOS FECHADOS DE ALTO PADRO: 1.850 Hab.|Km

    35,75

    20,76%

    DENS. DEMOG. DOS SUBSETORES S-3, S-4, S-7, S-9 e S-10:

    721 hab.|Km

    157,50

    91,47%

    172,18

    100,00%

    321,275

    186,60%

    POPULAO |Habitantes|

    13.577

    2,25%

    25.761

    4,26%

    604.682

    100,00%

    DOMICLIOS |Unid. Hab.|

    7.339

    4,68%

    13.556

    8,65%

    156.654

    100,00%

    TABELA 1: Comparativo de reas | populao | unidades habitacionais equivalente ao total de condomnios urbansticos e loteamentos fechados de alto padro localizados na zona Sul da cidade, em relao ao total de reas | populao | unidades habitacionais do municpio de Ribeiro Preto.

    Pelo panorama exposto, identificam-se em Ribeiro Preto situaes muito significativas relativas aos

    processos urbanos contemporneos. No entanto, antes de adentrarmos propriamente nas questes da

    atualidade, um breve histrico a respeito da constituio da economia do municpio apresentar seu

    desdobramento sobre a urbanizao da cidade e mostrar, tambm, como Ribeiro Preto compreende

    e, de certa forma, articula um circuito econmico que extrapola a economia regional.

    Sua dimenso [650,955 Km] e seu contingente populacional [604.682 habitantes] no a classificam

    como uma metrpole, no entanto, sua participao no mercado econmico e suas ligaes com o

    circuito externo ocorrem desde o sculo XIX como centro regional na produo e exportao de caf.

    Desde meados do sculo XIX, existiam, na RA [Regio Administrativa], fazendas de gado que formavam

    ncleos de povoamento. A ocupao econmica e populacional, no entanto, viria a ocorrer com a expanso da

    cultura cafeeira que, na regio, precedeu a chegada da estrada de ferro. Em 1886, quando chegou a Companhia

    Mogiana de Estrada de Ferro, Ribeiro Preto j concentrava mais de 10.000 habitantes. No incio do sculo XX, a

    regio se tornaria uma das mais importantes zonas de produo cafeeira do Estado, especialmente por volta de

    1920, com a chegada macia de mo de obra livre, em sua maioria de imigrantes italianos.7

    De forma simplificada, data do ltimo quartel do sculo XIX a chegada da economia cafeeira na regio

    de Ribeiro Preto, com seu auge ocorrendo nos anos 1920. Desta dcada at 1940 ocorreu a

    diversificao da produo agrcola na regio. Essa situao teve importantes desdobramentos na

    economia do municpio nos vinte anos subsequentes, entre as dcadas de 1940 e 1960, com o

    desenvolvimento da agroindstria uma das bases econmicas mais significativas da regio.

    Nas dcadas de 1930 a 1940, o caf em crise foi parcialmente substitudo por cana-de-acar, algodo, produtos

    alimentcios e pecuria. A RA de Ribeiro Preto se recuperou da crise de 1929 com base na produo agrcola

    diversificada, na rede urbana consolidada e em uma agricultura exportadora que gerava recursos para importar

    insumos bsicos e bens de capital necessrios ao desenvolvimento industrial e melhoria agrcola. Nos anos

    7 SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO REGIONAL. Caracterizao Socioeconmica das Regies do Estado de So Paulo: Regio Administrativa de Ribeiro Preto. So Paulo. Governo do Estado de So Paulo. 2012. p.10-11.

  • 14 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    1950, novos fatores dinamizaram, ainda mais, seu setor agropecurio dinmico: a cultura canavieira se expandiu,

    beneficiada pelas polticas do Instituto do Acar e lcool IAA; o caf teve aumento no preo externo, depois de

    1954; houve incentivo s exportaes de laranja, soja e pecuria de corte e leiteira; e ocorreram melhorias na

    rede de transportes rodovirios, em especial, o asfaltamento da Rodovia Anhanguera, em 1948.8

    A evoluo agroindustrial do municpio culminou no surgimento da indstria sucroalcoolera, implantada

    em Ribeiro Preto a partir dos anos 1960 e estruturalmente ligada indstria metal-mecnica, a qual se

    consolidou na regio na dcada de 1980.

    A partir da dcada de 1960, a poltica que orientou o desenvolvimento da agroindstria canavieira paulista tinha

    como objetivo a ampliao das lavouras de cana e do parque industrial aucareiro e o incremento das

    exportaes, tendo em vista o rompimento das relaes entre Estados Unidos e Cuba, ento o principal produtor

    mundial de acar, que abriu mercado para o produto brasileiro. O setor sucroalcooleiro se modernizou, sob o

    Plano de Expanso da Indstria Aucareira Nacional do IAA, alterando a base tcnica da produo agrcola,

    atravs da utilizao de tratores e insumos importados. A mecanizao se estendeu a todo o processo produtivo,

    ficando apenas a colheita dependente do trabalho manual, consolidando a ligao estrutural do setor

    sucroalcooleiro com a indstria metal-mecnica.9

    Atualmente, o municpio reconhecido pelo agronegcio e pelo extraordinrio desenvolvimento do

    setor tercirio [comrcios e servios], destacando-se a oferta de servios ligados educao [escolas de

    ensinos Mdio e Superior que atraem um considervel contingente populacional], e sade [hospitais,

    casas de sade e profissionais qualificados], [vide GRFICO 1].

    Alm de uma grande estrutura bancria e financeira, de intensa atividade comercial e modernos servios de

    apoio produo e exportao, destacam-se, em Ribeiro Preto, os servios de educao e de sade,

    predominantemente centralizados na Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo-USP e seu Hospital

    das Clnicas, de referncia nacional, responsveis pela formao de um dos mais importantes centros de sade do

    Estado de So Paulo. A grande quantidade de cursos universitrios, em Ribeiro Preto, atrai estudantes de outras

    regies, gerando um efeito multiplicador na economia municipal e regional e tornando-a uma das principais

    cidades paulistas em nmero de congressos e eventos culturais. [...].10

    GRFICO 1: Demonstrativo da participao dos setores da economia no total de empregos formais da Regio Administrativa [RA] de Ribeiro Preto, em 2008.

    8 Idem. Ibidem. p.11.

    9 Idem. Ibidem. p.11.

    10 Idem. Ibidem. p.13.

  • 15 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    De acordo com Ozrio Calil Junior [2003]11

    e Adriana Capretz Borges da Silva [2004]12

    , essas sucessivas

    modificaes econmicas associam-se expanso do ncleo urbano original da cidade e setorizao

    de atividades e usos do solo existentes neste local, [vide FIGURAS 16 e 17].

    FIGURA 16: Mapa da configurao atual do Ncleo Urbano do municpio de Ribeiro Preto ou AQC - rea Especial do Quadriltero Central13. Segundo Ozrio Calil Junior [2003], esta regio apresenta uma setorizao funcional uso de solo relacionada aos processos de expanso do ncleo urbano original da cidade, que conformaram os seguintes setores: 1. Praa XV de Novembro; 2. Antiga Estao Ferroviria Mogiana Atual Terminal Rodovirio; 3. Bairro Higienpolis.

    11 Para compreender melhor esta questo, ver: CALIL Jr., O. O Centro de Ribeiro Preto: Os Processos de Expanso e Setorizao. 2003. 209f. Dissertao [Mestrado em Arquitetura e Urbanismo]. Escola de Engenharia de So Carlos. Universidade de So Paulo. So Carlos.

    12 Para compreender melhor esta questo, ver: SILVA, A. C. B. da. Imigrao e Urbanizao: o Ncleo Colonial Antnio Prado em Ribeiro Preto. 2004. Dissertao [Mestrado em Engenharia Urbana]. Universidade Federal de So Carlos. So Carlos. SILVA, A. C. B. da. Cem Anos do Desenvolvimento Urbano de Ribeiro Preto. In: Associao Comercial e Industrial de Ribeiro Preto: Um Espelho de 100 Anos. Ribeiro Preto. Grfica So Francisco. 2004. p.259-272. SILVA, A. C. B. da. Expanso Urbana e Segregao Social: Efeitos da Implantao de um Ncleo Colonial em Ribeiro Preto. Artigo apresentado ao II Encontro da Associao Nacional de Ps-Graduao e Pesquisa em Ambiente e Sociedade [ANPPAS]. Indaiatuba. 2004. Disponvel em: . Acesso: mar/2010.

    13 Conforme a Seo II Das reas Espaciais, Captulo II da Diviso Territorial, da Lei Complementar n 2.505, de 17 de janeiro de 2012: Artigo 6 - So reas Especiais: I - rea Especial do Quadriltero Central [AQC] - que abrange a rea urbana situada entre as avenidas Nove de Julho, Independncia, Francisco Junqueira e Jernimo Gonalves, [...]. [vide FIGURAS 1, 16 e 17] [PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRO PRETO. Op. Cit. Negritos da Pesquisa.].

    http://www.anppas.org.br/encontro_anual/encontro2/GT/GT14/adriana_capretz.pdf

  • 16 Produo Social da Cidade Contempornea: Anlise dos Condomnios Urbansticos e Loteamentos Fechados de Alto Padro do Subsetor Sul de Ribeiro Preto SP

    FIGURA 17: Foto area do Ncleo Urbano do municpio de Ribeiro Preto ou AQC - rea Especial do Quadriltero Central, na atualidade. No primeiro plano, em laranja, observa-se o atual Terminal Rodovirio da cidade, local onde se encontrava o complexo ferrovirio da Mogiana, antes de 1967. Em amarelo, tm-se as praas XV de Novembro e Carlos Gomes.

    O ncleo urbano original abrangia um quadriltero de aproximadamente 200.000 m. Do final do sculo

    XIX aos anos 1920, ocorreu a primeira expanso desse ncleo que, anteriormente, conformava-se no

    entorno da praa XV de Novembro, cuja rea total era de 40.000 m, [vide FIGURA 18].

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    FIGURA 18: Representao do Ncleo Urbano Original da cidade de Ribeiro Preto, em 1874. A igreja matriz e seu largo conformavam a praa XV de Novembro.

    O que marcou esta ampliao foi a instalao, em 1886, do edifcio que abrigava a estao ferroviria

    Mogiana, na direo noroeste da cidade. O perodo que corresponde s duas primeiras dcadas do

    sculo XX:

    [...] remonta o cenrio de prosperidade formado pelo complexo de atividades ligadas produo cafeeira

    sobretudo a partir da data de fundao da ACI que possibilitou a construo das primeiras obras de infra-

    estrutura e dos palacetes de arquitetura ecltica para a elite local; [...].14

    Da dcada de 1920 aos anos 1940, ocorreu a segunda expanso do centro, com o incio dos

    deslocamentos dos segmentos de alta renda para regies de usos habitacionais localizadas ao sul do

    ncleo urbano original, constituindo o bairro Higienpolis. Nas outras regies da cidade conformaram-se

    os bairros Campos Elsios e Barraco [a norte e noroeste], Vila Tibrio e Vila Virgnia [a oeste e

    sudoeste], e Vila Paulista [a leste] ligados ao estabelecimento das classes menos favorecidas, [vide

    FIGURA 19]. Assim, esta poca:

    14 SILVA, A. C. B. da. Cem Anos do Desenvolvimento Urbano de Ribeiro Preto. In: Associao Comercial e Industrial de Ribeiro Preto: Um Espelho de 100 Anos. Ribeiro Preto. Grfica So Francisco. 2004. p.259.

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    [...], situada no perodo entre guerras, aborda a crise econmica de 1929 e posterior diversificao da economia,

    refletida em novos empreendimentos imobilirios com arquitetura art dec, juntamente com a consolidao dos

    eixos de expanso e segregao urbana; [...].15

    FIGURA 19: Representao da cidade de Ribeiro Preto, em 1935. Alm do ncleo urbano original, verificam-se os bairros Campos Elsios e Barraco [a norte e noroeste], Vila Tibrio e Vila Virgnia [a oeste e sudoeste] e Vila Paulista [a leste], destinados s moradias dos extratos sociais baixos, e o bairro Higienpolis [a sul], ocupado pela elite local.

    Dos anos 1940 dcada de 1960, ocorreu a setorizao das funes urbanas na regio central. No

    entorno da praa XV de Novembro e da estao ferroviria Mogiana se intensificou o uso do solo pelo

    comrcio popular e atacadista, principalmente aps a desativao do edifcio da estao e transferncia

    de seu complexo, em 1967, para a zona nordeste da cidade, nas proximidades da rodovia Anhanguera

    [SP-330]. Simultaneamente a esse processo, os deslocamentos dos segmentos de alta renda para a

    regio Sul continuaram a ocorrer, o que proporcionou um aumento das dimenses municipais, [vide

    FIGURA 20]. Alm de residirem em Higienpolis, a elite ocupava, na poca, os bairros Jardim Sumar e

    Alto da Boa Vista.

    15 Idem. Ibidem. p.259.

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    FIGURA 20: Representao da cidade de Ribeiro Preto, em 1949. Verifica-se por este mapa uma expanso urbana da cidade, sobretudo nas direes nordeste, norte, noroeste, oeste e sul.

    Os deslocamentos citados potencializaram uma dualidade existente em Ribeiro Preto desde sua

    constituio: partindo da AQC - rea Especial do Quadriltero Central em direo regio Norte,

    encontravam-se as moradias destinadas aos extratos de baixa renda. Por oposio, seguindo para a zona

    Sul, localizavam-se os bairros ocupados pelos segmentos de mdia e alta renda, constituindo, a exemplo

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    de outras cidades brasileiras, uma rea bem servida de infraestrutura urbana. Ainda hoje este quadro

    permanece o mesmo. Portanto, o perodo:

    [...], entre as dcadas de 1950 e 1970, mostra como a retomada da economia e a modernizao industrial na

    regio provocaram mudanas profundas no espao urbano, com o indito crescimento do mercado imobilirio,

    que contou com a ampliao da rede viria: no sentido sul, o chamado Movimento Moderno se fazia presente no

    desenho dos primeiros bairros planejados e na arquitetura das casas, bem como no processo de verticalizao do

    quadriltero central enquanto no sentido oposto, a classe operria acomodava-se nos inmeros loteamentos

    populares; [...].16

    Os movimentos migratrios da elite para reas externas e ao sul do centro se intensificaram no perodo

    que vai da dcada de 1960 aos anos 1980, estando consolidados em meados de 1990. Deste perodo em

    diante, implantaram-se na regio uma srie de condomnios urbansticos e loteamentos fechados

    primeiramente horizontais e, sobretudo na dcada de 2000, os verticalizados. Mais recentemente, a

    partir da aprovao da Lei Complementar n 2.462, de 13 de julho de 2011, [vide ANEXO 4], os

    loteamentos fechados at ento irregulares iniciaram processos de regularizao na Secretaria de

    Planejamento e Gesto Pblica do municpio.

    Os loteamentos fechados de forma irregular em Ribeiro Preto vo poder se regularizar dentro de dois anos. [...].

    Segundo a prefeitura, [...], muitas dessas reas, chamadas de loteamentos especiais enfrentam aes judiciais

    que questionam a legalidade dos muros. A maioria dos loteamentos beneficiados com a nova lei fica na zona Sul

    de Ribeiro. Entre eles o Royal Park, o San Gerard, o Nova Aliana Sul, parte da Nova Aliana e o Quinta da

    Alvorada.

    [...] O promotor da Habitao e Urbanismo, Antnio Alberto Machado, avisou que vai entrar com ao direta de

    inconstitucionalidade contra a lei. J o presidente da Comisso de Legislao, Justia e Redao, vereador Ccero

    Gomes da Silva [PMDB], disse que a proposta se baseia em medidas semelhantes adotadas em outras cidades que

    tiveram parecer favorvel do TJ-SP [Tribunal de Justia de So Paulo]. [...] Os loteamentos vo poder ser

    regularizados em um prazo mximo de dois anos. A manuteno das reas fechadas vai ser feita pelos

    proprietrios, sem nenhuma responsabilidade do poder pblico.17

    Dos anos 1960 atualidade, portanto, a movimentao dos segmentos de alta renda para a zona Sul

    tornou-se recorrente. Paralelamente a este processo ocorreu primeiramente na dcada de 1980 e,

    depois, ao final dos anos 1990 a implantao de equipamentos comerciais prximos aos novos bairros

    da elite, tais como o Ribeiro Shopping [de 1981] e o Novo Shopping [de 1999], [vide FIGURAS 21 e 22].

    O Shopping Santa rsula, tambm de 1999, localiza-se no bairro Higienpolis, o qual constituiu-se na

    poro Sul da AQC - rea Especial do Quadriltero Central, [vide FIGURA 23].

    16 Idem. Ibidem. p.259.

    17 RIBEIRO PRETO ONLINE. Loteamentos Fechados em Ribeiro vo poder se Regularizar. In: Portal Ribeiro Preto Online. 13 de julho de 2011. Disponvel em: . Acesso em: ago/2011.

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    FIGURA 21: Vista area do Ribeiro Shopping, cujas obras foram concludas em 1981, constituindo-se como o primeiro shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio trreo de grande dimenso, localizado na zona Sul do municpio, [vide FIGURA 1].

    FIGURA 22: Vista area do Novo Shopping, cujas obras foram concludas em novembro de 1999, constituindo-se como o terceiro shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio trreo de grande dimenso, localizado na zona Sudeste do municpio, [vide FIGURA 1].

    FIGURA 23: Vista area do Shopping Santa rsula, cujas obras foram concludas em setembro de 1999, constituindo-se como o segundo shopping center de Ribeiro Preto. Observa-se a implantao de um edifcio vertical de quatro pavimentos [mais subsolos], localizado no bairro Higienpolis, na AQC - rea Especial do Quadriltero Central, [vide FIGURA 1].

    De maneira semelhante ao que ocorreu em algumas metrpoles brasileiras, desencadearam-se

    processos de alteraes dos usos funcionais e das camadas socioeconmicas presentes no centro. Tais

    mudanas caracterizaram uma desfuncionalizao parcial da rea central de Ribeiro Preto a partir da

    dcada de 1970, culminando na pulverizao de funes urbanas em distintos locais da cidade.

    Vale salientar que, essa desfuncionalizao estava associada troca do perfil urbano do local, o qual de

    elitista passou a ser visto como popular fato que, para certos interesses, associado degradao

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