secovi-sp condomínios

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Edição 198 da "Secovi-SP Condomínios". A revista para síndicos, condôminos e administradoras.

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  • 1

  • 2

  • 3

  • 4ndice

    30 ManutenoIndependente da estao do ano, importante atentar manuteno do telhado, porque ele que protege a estrutura do edifcio

    14 Vida de SndicoMaria Ceclia Fonseca Genevcius restaurou o Condomnio Edifcio Residencial City Park e zerou a inadimplncia do prdio

    20 CapaDisponibilidade de terrenos, qualidade de vida e facilidade de acesso levam consumidor a voltar os olhos para o Interior

    06 bom saber08 Lazer12 Sade e bem-estar14 Vida de sndico20 Capa

    30 Manuteno34 Especial38 Dia a dia41 Opinio

    46 Tira-dvidas52 Coluna54 Carta do presidente55 Guia de produtos e servios

    Setembro 2009

    12Sade & bem-estarApesar do aumento no nmero de casos da Influenza A, os mdicos garantem que no h razo para pnico

  • 5interior paulista, tema de capa desta edio,

    se destaca no cenrio nacional como uma

    das mais prsperas regies do Pas. Com um

    Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 140 bilhes, atrai

    investimentos produtivos nacionais e internacionais e

    mltiplos empreendimentos imobilirios.

    A lgica simples: empresas que se instalaram no

    Interior comearam a atrair mo-de-obra especializada

    das reas urbanas. Esse pblico passou a demandar

    novas opes de servios, lazer e tambm de moradia.

    Incorporadoras e construtoras responderam altura,

    com empreendimentos modernos e ricos em servios.

    Estima-se que a regio j conte com aproximadamente

    8 mil condomnios.

    Qualidade de vida tambm tem atrado muita gente

    para a regio. Segundo Flavio Amary, vice-presidente

    interino do Interior do Secovi-SP e dirigente da unidade

    regional em Sorocaba, quase um tero dos clientes

    que compram imveis no Interior est em busca de

    tranquilidade e lazer. A proximidade com a Capital

    tambm conta pontos para vrios municpios, visto

    que a malha rodoviria do Estado figura entre as

    melhores do Pas.

    A expectativa de que novos negcios imobilirios

    surgiro nos prximos meses no Interior, na esteira do

    programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Nas

    cidades do Vale do Paraba, Litoral Norte e Serra da

    Mantiqueira, cerca de 14 mil novas unidades devem

    ser produzidas dentro do programa.

    Nesta edio, a Revista Secovi-SP Condom-

    nios publica ainda uma matria sobre Manuteno

    de Telhados.

    Snia SalgueiroCONTATOS SECOVI-SPPABX (11) 5591-1300Disque Sndico (11) 5591-1234Eventos (11) 5591-1279PQE (11) 5591-1250 / 1339Universidade Secovi (11) 5591-1284Cmara de Mediao (11) 5591-1214

    SECOVI NO INTERIORBauru (14) 3227-2616Campinas (19) 3252-8505Grande ABC (11) 4523-0833Jundia e regio (11) 4523-0833Santos (13) 3232-6086So Jos do Rio Preto (17) 3235-1138Sorocaba (15) 3211-0730Vale do Paraba (12) 3942-9975

    Recado da editora

    R. Dr. Bacelar, 1.043 - CEP 04026-002 - So Paulo/SP Tel. (11) 5591-1300 - Fax (11) 5591-1301

    e-mail: [email protected] - Portal: www.secovi.com.br

    DIRETORIAPresidente:

    Joo CrestanaVice-presidentes

    Cludio Bernardes, Lair Krhenbhl (licenciado), Ricardo Yazbek, Milton Bigucci, Hubert Gebara, Alberto Du Plessis Filho, Caio

    Portugal, Carlos Alberto Campilongo Camargo, Elbio Fernndez Mera, Ely Wertheim, Basilio Jafet e Jos Roberto Federighi

    Conselho editorial Hubert Gebara, Srgio Mauad, Paulo Andr Jorge Germanos,

    Ricardo Yazbek e Sergio Ferrador

    REPORTAGEM E REDAORedao

    [email protected] Editora responsvel

    Snia Salgueiro (MTb 15.414)Reportagem e redao

    Cristina Pupo, Marcos Fernando Queiroz, Maria do Carmo Gregrio, Nanci Moraes, Rosana Pinto, Shirley Valentin e Silvia Carneiro

    Fotos Jos Carlos T. Jorge

    Assistentes de redao Elaine Feitosa e Queli Peixoto

    Colaboradores Luana Garcia e Rafael Argemon (Fontpress Comunicao), Carlos Alexandre Cabral, Joo Paulo Rossi Paschoal, Karina

    Zuanazi Negreli, Maraneide Alves Brock, Marta Cristina Pessoa, Rita de Cssia Guimares Bracale (Jurdico), Roberto Akazawa,

    Edson Kitamura, Fabricio Pereira e Daniella Magnani (Economia), Marcelo Bruna (Financeiro), Simone de Souza Rocha (Suprimentos)

    e Laerte J. T. Temple (Universidade Secovi e Internacional)

    PRODuO E PubLICAOFontpress Comunicao

    [email protected] - Tel. (11) 5044-2557

    ARTE E DIAGRAMAODetonarts Criaes

    www.detonarts.com.br - Tel. (11) 2916-0645

    Para anunciar: (11) 5044-2557 / 5041-4715 ou [email protected]

    Tiragem: 35.000 exemplaresImpresso: IBEP Grfica

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. Reproduo de matrias somente aps expressa autorizao da Redao. Os anncios publicitrios so de inteira responsabilidade dos anunciantes.

    O

  • 6 bom saber

    Abaixo os arrastesO

    O

    s roubos e furtos a condomnios agora sero

    investigados por uma delegacia especializada.

    A 4 Delegacia da Diviso de Crimes Contra o

    Patrimnio, que conta atualmente com 35 policiais civis,

    passou a centralizar todas as ocorrncias com prises e

    demais investigaes sobre os crimes em condomnios

    residenciais. Nas ocorrncias sem

    prises em flagrante, a delegacia

    responsvel pelo registro geralmente

    a mais prxima do local da ocorrncia

    dever repassar as informaes

    unidade especializada do Deic, que

    realizar investigaes paralelas s

    da polcia territorial.

    A implantao dessa delegacia a

    primeira medida de um novo Grupo de

    Trabalho, composto por representantes

    do Secovi-SP (Sindicato da Habitao)

    e da Secretaria de Segurana Pblica

    (SSP). Criado em junho, sua meta ba-

    lizar as iniciativas para reduo, preven-

    o e represso aos roubos e assaltos em condomnios.

    Essa providncia vem ao encontro de uma antiga

    solicitao do Sindicato e o primeiro passo de uma

    srie de medidas que sero tomadas em conjunto pelo

    Secovi-SP e as polcias Civil e Militar, inclusive com a

    colaborao dos Consegs, diz Hubert Gebara, vice-

    presidente de Administrao Imobi-

    liria e Condomnios do Sindicato. O

    principal objetivo ajudar a combater

    uma das maiores preocupaes da-

    queles que moram ou trabalham em

    condomnios, que so os assaltos e

    arrastes.

    Segundo a SSP, este ano foram re-

    gistrados 32 assaltos em condomnios

    residenciais no Estado, seis deles j

    solucionados. Segundo Antonio Ferrei-

    ra Pinto, secretrio de Segurana P-

    blica, o atendimento especializado foi

    determinado justamente para aumentar

    esse ndice de esclarecimento.

    Programe-seSecovi-SP realiza, nas prximas semanas, vrios eventos para administradoras de condomnios, sndicos e ze-

    ladores. Abaixo voc tem as informaes bsicas sobre alguns. Mais informaes e reservas nos telefones (11)

    5591-1304 a 1308 ou pelo e-mail [email protected]

    O Condomnio Explicado para

    os Sndicos, dias 5/10 e 7/10 As

    aulas acontecem das 19 s 22 horas

    e prepararo os participantes para o

    exerccio das diferentes funes con-

    dominiais de forma moderna, correta e

    fundamentada. Entre os tpicos abor-

    dados na programao esto conceitos

    de administrao e gesto, estrutura ad-

    ministrativa do condomnio, assembleia

    geral, inadimplncia, garagem, controle

    disciplinar no condomnio, reas comuns

    e despesas condominiais.

    A Entrega e Implantao do Con-

    domnio, nos dias 13, 14, 20 e 21/10

    O curso, que acontece s teras e quar-

    tas-feiras, das 18 s 22 horas, destinado

    a profissionais das reas de pr-entrega,

    entrega e ps-entrega de empreendimento

    que atuam em construtoras; incorpora-

    doras e administradoras de condomnio,

    como engenheiros, funcionrios dos

    departamentos de assistncia tcnica,

    jurdico e de atendimento ao cliente; alm

    de profissionais da rea de cobrana,

    gerentes e supervisores de condomnios.

    Matemtica Financeira

    Aplicada ao Mercado Imo-

    bilirio, de 19 a 29/10 Com

    aulas nas noites de segunda

    a quinta-feira, o curso focar

    os conceitos fundamentais da

    matemtica financeira, falar

    sobre o funcionamento das

    calculadoras financeiras e

    mostrar como elas podem

    ser utilizadas para solucionar

    problemas tpicos do mercado

    imobilirio.

  • 7 bom saber

    espao do Leitor

    U

    Sou sndico do Condomnio Edi-

    fcio Spazio, em Guaratinguet (SP).

    Lendo o artigo Vida de Sndico da

    Revista Secovi Condomnios n 191,

    deparei com a entrevista da sndica

    Laura e queria contat-la para saber

    como ela conseguiu reduzir as horas

    extras. Hugo da Cruz Pires

    O telefone e o e-mail da sndica Laura Castellani foram

    encaminhados ao leitor.

    Notamos as interessantes repor-

    tagens da Revista. Somos a maior

    indstria de especialidades qumicas

    para manuteno industrial e predial

    e acreditamos que uma reportagem

    sobre nossos produtos seria de gran-

    de interesse para seus leitores. Jan

    Strebinger, da Tapmatic do Brasil

    Agradecemos sua disponibilidade para eventual matria.

    Entraremos em contato, oportunamente.

    Este espao reservado para voc se comunicar conosco. Envie seu comentrio, crtica ou sugesto para o e-mail [email protected] Voc tambm pode escrever para Revista Secovi-SP Condomnios Rua Doutor bacelar, 1.043 CEP 04026-002 So Paulo SP.

    Aguardamos seu contato!

    Gostaria de obter a repor-

    tagem completa sobre Segu-

    rana em Condomnios publi-

    cada na edio 195 da Revista

    Secovi-SP Condomnios. A

    ideia divulg-la no condo-

    mnio onde moro, o Tarum,

    de Santana do Parnaba (SP).

    Alessandra Nbrega Dias

    A reportagem em questo

    foi enviada leitora.

    m motivo a mais para o paulistano

    descartar adequadamente o leo de

    cozinha: muitas padarias da cidade de

    So Paulo, que j vinham reciclando seu prprio

    leo, funcionam, desde meados de julho, como

    pontos de coleta do produto. A iniciativa faz

    parte de um programa maior de responsabi-

    lidade socioambiental, iniciado em 2008 com

    o lanamento da nossa sacola retornvel, diz

    Antero Jos Pereira, presidente do Sindicato da

    Indstria de Panificao e Confeitaria de So

    Paulo (Sindipan) e da Associao dos Indus-

    triais de Panificao e Confeitaria de So Paulo (Aipan), que

    promovem a ao.

    Um ms aps o lanamento oficial da campanha, cerca

    de 70 padarias j tinham aderido ideia. Pereira acredita

    que esse nmero crescer rapidamente. Em

    torno de 80% das 2.300 padarias associadas

    ao Sindipan e Aipan j reciclam seu leo

    e tendem a transformar-se em postos de

    coleta.

    A mecnica da campanha simples. O

    consumidor adquire, na prpria padaria, um

    pote plstico ida-e-volta para colocar o leo

    o recipiente, de 1,5 litro, possui boca larga,

    suporta altas temperaturas e vendido por

    R$ 1,50. Se preferir, o cliente pode colocar

    o produto em invlucros PET. O leo levado

    padaria pelo cliente despejado em bombonas, que so

    recolhidas por duas empresas recicladoras.

    A lista atualizada das padarias que recebem o leo est

    disponvel no site www.sindipan.org.br.

    proibido jogar leo no ralo

  • 8LazerPor Rafael Argemon

    A Holanda fica aqui pertinhoInstitudo em 2008, o Caminho das Flores e Frutas, no Distrito de Campos de Holambra, em Paranapanema (SP), traz as maravilhas dos campos holandeses para bem perto da cidade de So Paulo

    Tamancos gigantes de madeira, moinhos de vento, casas de tijolos,

    campos floridos, aroma dos pssegos no ar... Essa a descrio

    de uma vila holandesa, situada, porm, no corao do Estado

    de So Paulo, mais precisamente no Distrito de Campos de Holambra,

    em Paranapanema a apenas 250 km da capital paulista. l que se

    encontra o Caminho das Flores e Frutas.

    Idealizado pela estncia de turismo de Paranapanema, o roteiro

    voltado para caminhadas, pelas quais o turista observar canteiros, es-

    tufas e plantaes. So sete caminhos diferentes, com diversos nveis

    de dificuldade e extenso. Variam de 4 a 14 quilmetros e podem ser

    combinados, passando por campos de flores ou por dentro de estufas

    de violetas, informa Petrus Wagemaker, da Saty Turismo, uma das em-

    presas participantes do projeto.

    Opes de roteirosCaminho Primavera e Cabanha Passa

    por produo de flores a cu aberto e cria-

    o de ovelhas e cavalos, com percurso

    de aproximadamente 10 quilmetros.

    Caminho das Azaleias Com cerca de

    9 quilmetros, o atrativo principal so as

    azaleias.

    Caminho Fruti-Flor Visita plantao

    de frutas de clima temperado: pssegos,

    ameixas, nectarinas e mas. O caminho

    (com distncia de 7 quilmetros) tambm

    atravessa a produo de grberas de

    corte.

    Caminho de Quay O forte so as fru-

    tas: caqui, goiaba, pssego, nectarina,

    alm das instalaes de classificao e

    embalagem de frutas. Esse roteiro uma

    continuao do Caminho Fruti-Flor e do

    Caminho das Violetas.

    Caminho Serra da Prata Flores, cereais,

    algodo, frutas como lixia e goiaba. Tem

    aproximadamente 14 quilmetros.

    Caminho Sap Produo de frutas e

    flores. Pode ser feito em continuao aos

    Caminhos Fruti-Flor e das Violetas.

    Caminho das Violetas Passa por produ-

    o de flores com cerca de 80 mil metros

    quadrados de rea coberta (estufas) e

    outros tantos de produo a cu aberto.

    Percurso de 12 quilmetros.

  • 9

  • 10

    Por Rafael ArgemonLazer

    Calendrio das floresA Expoflora, principal evento

    de flores e plantas ornamentais

    da Amrica Latina, ter sua 28

    edio realizada entre os dias

    3 e 27 de setembro, de quinta a

    domingo, em Holambra, interior

    de So Paulo. O municpio tem

    apenas 10 mil habitantes, mas

    responde por 40% do comrcio

    brasileiro de flores e plantas

    ornamentais e cerca de 80% das

    exportaes do Pas.

    Durante a feira, o pblico ter

    oportunidade de conhecer os

    famosos campos de flores de Ho-

    lambra. Estagirios do curso de

    turismo da PUC de Campinas so

    especialmente preparados para

    monitorar os passeios, contando

    a histria do municpio e da Coo-

    perativa Holambra. Eles tambm

    transmitiro aos visitantes noes

    sobre o cultivo de flores e plantas

    em uma das fazendas.

    Mais informaes: www.caminhodasfloresefrutas.com.br

    www.expoflora.com.br

    O visitante pode realizar apenas um

    caminho, se estiver s de passagem,

    ou estender o prazo por alguns dias,

    j que o roteiro oferece estrutura de

    hotis e permite acampamento. Alm

    das trilhas, destacam-se o sotaque e

    a hospitalidade dos imigrantes holan-

    deses e seus descendentes, que se

    deslocaram para a regio logo aps a

    Segunda Guerra Mundial.

    Alm da variedade de flores que os

    visitantes podem ver e comprar em uma

    enorme estufa de 90 mil metros qua-

    drados, os pssegos so saboreados

    direto do p, conta Wagemaker, para

    completar: Entre as espcies poss-

    veis de serem colhidas pelos turistas,

    destaco as violetas, grberas, azaleias,

    begnias e crisntemos.

    possvel percorrer os caminhos

    a p, de bicicleta (novidade lanada

    neste ano), com carro particular ou

    nibus de excurso.

    H trs maneiras de chegar a

    Paranapanema, partindo da capital

    paulista. Pela Rodovia Raposo Tavares,

    quilmetro 245, interligando a Rodovia

    Municipal Fernando Lima de Oliveira;

    pela Rodovia Castello Branco, qui-

    lmetro 216 (Itatinga), interligando a

    Rodovia Municipal, que d acesso

    balsa; ou pela Rodovia Mrio Covas

    (Itapeva), que d acesso Rodovia

    Raposo Tavares.

  • 11

  • 12

    Por Rafael Argemonsade e bem-estar

    D etectado pela primeira vez em abril de 2009, o vrus causador da Influenza A (H1N1) popu-larmente conhecida como gripe suna

    vem causando alarde na populao

    brasileira. No Pas, o primeiro caso foi

    descoberto em maio. S em So Paulo,

    um dos estados mais atingidos pela

    doena, eram 223 mortes confirmadas

    no fechamento desta edio. Em todo

    o Brasil, elas totalizavam 557.

    Mesmo que estejamos passando

    por um perodo em que o novo vrus age

    com frequncia, a letalidade da Influenza

    A a mesma que a da gripe comum.

    Portanto, temos sim de enfrentar esse

    novo problema, mas conscientes do

    que ele realmente representa, afirma

    o mdico David Uip, diretor do Instituto

    de Infectologia Emlio Ribas, na capital

    paulista.

    A nova gripe contrada por via

    area, de pessoa para pessoa, princi-

    palmente por meio de tosse ou espirro e

    de contato com secrees respiratrias

    de pessoas infectadas, e em locais

    fechados. Por isso, muita gente adiou

    comemoraes no salo de festas do

    condomnio. Em alguns prdios, como o

    Conjunto Nacional, na Avenida Paulista,

    foram providenciados dispensers com

    soluo antissptica para as mos.

    O Secovi-SP, alm de seguir essa

    orientao, internamente, e instalar re-

    cipientes com lcool gel nas portas de

    entrada, emitiu circular para os sndicos

    sobre os cuidados bsicos para prevenir-

    se contra a doena. Nos condomnios, o

    sndico deve reforar, com os moradores,

    as recomendaes do Ministrio da Sa-

    de, diz Hubert Gebara, vice-presidente

    de Administrao Imobiliria e Condom-

    nios do Sindicato.

    Os sintomas da nova gripe so

    similares aos da tradicional, porm

    mais agudos. Segundo o Ministrio da

    Sade, comum o paciente apresentar

    uma febre repentina acima de 38 graus,

    acompanhada de problemas como tos-

    se, dor de cabea, dor nos msculos e

    nas articulaes, alm de dificuldade

    de respirao. Os sintomas podem ter

    incio no perodo de trs a sete dias aps

    contato com o vrus Influenza A.

    PnicoCom as mortes causadas pelo novo

    vrus, um certo estado de pnico se

    instaurou, a ponto de as aulas da rede

    pblica e privada terem sido suspensas.

    Porm, especialistas como David Uip

    discordam dessa ao. Isso (suspenso

    das aulas) deveria ser bem discutido. H

    um aumento de transmissibilidade, mas

    preciso estudar bem quais as faixas

    mais envolvidas e avaliar os tipos de

    medida a tomar, sem exageros, explica.

    Temos de ter cuidado em traar o que

    possvel e necessrio em uma situao

    como a que enfrentamos hoje.

    O falecimento de mulheres grvidas

    outro fator que preocupa. Elas tm um

    grau de defesa um pouco menos com-

    petente que uma mulher que no est

    grvida. Por isso, maiores chances de

    pegar o vrus. Mas falar em fator de risco

    no tem nada a ver com fator exclusivo

    de doena, que muito diferente.

    Um dos artifcios mais utilizados pela

    populao para se defender da doena

    so as mscaras cirrgicas. Entretanto,

    segundo Uip, essa proteo ineficaz.

    Condomnios na luta contra a nova gripe Evitar ambientes fechados com alta concentrao de pessoas, como o salo de festas, pode ser uma boa sada. Alguns condomnios aderiam ao lcool gel

  • 13

    Elas tm uma sobrevida mdia de duas horas, porque as

    pessoas espirram, tossem e falam, o que umidifica as ms-

    caras. No h sentido em utiliz-las, a no ser que a situao

    se agrave muito. Agora, no h por que a populao usar.

    A procura pelo Tamiflu medicamento antiviral que contm

    oseltamivir, substncia j usada contra a gripe aviria

    tambm crescente. Indicado pela Organizao Mundial

    de Sade (OMS), ele est disponvel na rede pblica. Deve

    ser ministrado apenas sob orientao mdica, seguindo

    protocolo definido pelo Ministrio da Sade.

    O rgo oficial, por sua vez, controla o remdio cujo

    estoque afirma ser suficiente para o Pas para evitar a auto-

    medicao. De acordo com o Ministrio, a prtica levaria ao

    mascaramento de sintomas, ao retardamento do diagnstico

    e at vitria do vrus.

    Por isso, simples cuidados, como higienizar as mos

    com frequncia e evitar aglomeraes, so atitudes mais

    acertadas no combate ao vrus. Temos de colocar os pingos

    nos is. Precisamos nos preocupar, sim, com a doena, mas

    sem pnico, conclui Uip.

    Cuidados importantes4 Cubra sempre o nariz e a boca

    quando espirrar

    ou tossir. Utilize

    lenos descart-

    veis;

    4 No leve as mos boca ou

    aos olhos;

    4 Se ficar doente, evite sair de casa por pelo menos sete dias. Mantenha

    os locais de uso comum arejados e limpos;

    4 Evite o contato com pessoas infectadas;4 Lave as mos aps tossir, espirrar ou limpar o nariz;4 Higienize com lcool gel as mos, mesas, cadeiras, brinquedos e demais objetos.

  • 14

    Por Cristina Pupo

    Vida de sndico

    Dedicao integralMaria Ceclia Fonseca Genevcius restaurou e zerou a inadimplncia do Condomnio Edifcio Residencial City Park. Tambm nomeou sndicos mirins para ajud-la a gerenciar o prdio

    Maria Ceclia: Hoje no existe mais a figura do sndico de fim de semana

  • 15

    deteriorao do prdio onde mora h 28 anos incomodava profundamente a moradora Maria Ceclia Fonseca Genevcius. Mas sua atividade como assessora da construtora do marido, as aulas particulares que minis-trava, somadas s tarefas domsticas e os cuidados com a famlia, tomavam-lhe muito tempo para pensar

    em zelar, tambm, pelos quatro blocos do condomnio. Afinal, seriam mais 400 pessoas de 144 apartamentos. Os filhos cresceram, mudaram de casa e o marido passou a viajar frequentemente para o interior paulista por

    causa dos negcios. Era o momento certo para enveredar rumo transformao do seu local de residncia. Co-meava ali a modificao da sua vida e de todos os moradores do edifcio.

    Maria Ceclia j tinha ocupado os cargos de subsndica, conselheira e participado das comisses de Disciplina e Limpeza. Em junho de 2006, assumiu pela primeira vez como sndica do Condomnio Edifcio Residencial City Park, na Vila Mariana, e atualmente, cumpre o segundo mandato. Nesses trs anos, imprimiu uma nova identidade ao prdio, antes uma vergonhosa referncia do bairro.

    Demorou um tempo para que os transeuntes reconhecessem o novo edifcio, diz a sndica. Como nas histrias em quadrinhos, o patinho feio se transformou no bonito do pedao. A sndica, que virou modelo de gerencia-mento eficaz, d conselhos e presta consultoria informal aos colegas dos prdios vizinhos.

    A

    Qual era a situao do edifcio quando a senhora assumiu

    como sndica?

    No conhecia nada de Administrao Condominial e me vi

    diante de um caos. Eram 26 inadimplentes, alguns h mais de

    dez anos, e um dinheiro em caixa que nem dava para pagar

    as contas ordinrias. Alm disso, tinha um prdio de 30 anos

    completamente degradado.

    Diante de um edifcio com tantos problemas, quais foram as

    suas primeiras providncias ao assumir como sndica?

    Minha primeira providncia foi comprar o livro Revolucionando

    o Condomnio, da Roseli Benevides, e fazer o curso que ela

    administrava nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

    Pensei: para revolucionar? Ento o que farei. Tambm li

    toda a literatura recomendada para sndicos principiantes,

    desde o Manual de Sndicos do Secovi-SP at o Novo C-

    digo Civil.

    E como comeou a transformao?

    Renegociei todos os contratos dos fornecedores e prestadores

    de servios (elevadores, administradora, limpeza, segurana),

    o que gerou uma economia de mais de R$ 30 mil por ano.

    Reduzi o quadro de funcionrios e cortei todos os extras. Baixei

    a multa da inadimplncia de 20% para 2%, como prev a lei,

    e estabelecemos, por meio de assembleia, o enquadramento

    do devedor contumaz. A partir disso, condomnios em atraso

    foram regularizados. Hoje a inadimplncia zero.

    Qual o passo seguinte?

    Com a melhora do fluxo de caixa e reviso dos contratos de

    prestao de servios, foi possvel investir nas reformas. Mo-

    dificamos todos os acessos ao condomnio (entradas social,

    de servio e garagem) e reformamos a guarita para aumentar

    a segurana. Tambm construmos muros, lixeira, praa de

    leitura e fonte. Alm disso, ampliamos os halls dos quatro

    blocos que ganharam mobilirio novo , construmos cinco

    sales no andar trreo, sendo um para ginstica, outro para

    jogos e um terceiro virou brinquedoteca. Dos dois restantes,

    um abrigar o home-theater e o outro ser transformado em

    espao de leitura e convivncia para a terceira idade.

    A sua administrao parece contemplar todas as faixas

    etrias. Alm dessas obras, quais as demais realizadas?

    As crianas tambm foram beneficiadas, com a reforma da

    quadra de esportes, a criao de dois bicicletrios e dois quar-

    tos de depsito. Temos ainda dois sndicos mirins escolhidos

    pela nossa administrao. Eles nos ajudam a fiscalizar todo

    o condomnio e evitar atos de vandalismo.

    Rever ou negociar preos dos servios traz uma boa

    economia, no?

    Sim, isso viabilizou o congelamento da taxa condominial por

    quatro anos. A reforma geral est sendo feita em cinco etapas

    e as obras valorizaram tanto os imveis que hoje eles valem

    R$ 100 mil mais.

  • 16

    Por Cristina Pupo

    Vida de sndico

    Alm de todas as reformas, do que mais

    a senhora se orgulha em relao ao seu

    mandato?

    Implantamos a coleta seletiva e a Eco

    Urb retira 12 contineres de lixo reciclado

    limpo, por semana, pronto para ser sepa-

    rado. Instalamos cmeras de mediao

    interna, nas quais conseguimos resolver

    80% dos conflitos entre os moradores.

    Regularizamos todas as NBRs e estamos

    prestes a tirar o Auto de Vistoria do Corpo

    de Bombeiros (AVCB). Mas, certamente, a

    atualizao profissional dos funcionrios,

    por meio de cursos, palestras e sabatinas

    sobre o Regulamento Interno e a Conveno, foi minha maior

    conquista. Mais preparados, todos so mais respeitados

    pelos moradores.

    A senhora gosta de ser sndica?

    Sou perfeccionista e como tal fao o melhor. Gosto de ser

    sndica e fico imaginando a hora de sair. Espero que o prximo

    sndico faa ainda mais, pois ser difcil

    assistir de fora algum estragar todo o

    nosso trabalho.

    Qual sua meta at o final do man-

    dato?

    cumprir absolutamente tudo que ficou

    decidido em assembleia, porque a

    vontade dos condminos.

    Algum recado ou recomendao para

    quem pretende se tornar sndico?

    Ter lisura, seriedade, transparncia e

    muita dedicao. Hoje no existe mais

    a figura do sndico de fim de semana.

    Todos os condminos possuem meus telefones e estou

    sempre disposio, incluindo nas emergncias. preciso

    levar o trabalho a srio, seno voc pode ser enquadrado civil

    e criminalmente no Cdigo Civil por algum ato inadequado.

    Alm disso, importante ser amigo dos condminos e es-

    timular a participao nas reunies e assembleias. Sempre

    fao uma festa temtica nos encontros.

    Maria Ceclia com Fernando Grando de Nadai, um dos sndicos mirins: Eles nos ajudam a fiscalizar todo o condomnio e evitar atos de vandalismo

    Devo muito do meu conhecimento ao Secovi-SP, porque boa parte do meu

    aprendizado veio dos cursos, do contato

    com os profissionais do Sindicato e das

    experincias trocadas com os colegas

    sndicos

  • 17

  • 18

  • 19

  • 20

    Por Marcos Fernando Queiroz

    capa

    A hora e a vez do interior paulistaReconhecendo no imvel um negcio seguro, consumidor volta os olhos para municpios paulistas com espao, valorizao e qualidade de vida. O setor condominial responde altura, com produtos e servios de alto nvel

    J no de hoje que o mercado imobilirio do interior paulista ganha destaque, inclusive em mbito nacional. Cidades prximas s rodovias Anhanguera, Bandeiran-tes, Raposo Tavares e Castelo Branco, alm de municpios

    que margeiam a Dutra, no Vale do Paraba como So Jos

    dos Campos , se incorporam rapidamente ao aglomerado

    urbano do Estado, que j registra um Produto Interno Bruto

    (PIB) prximo dos US$ 140 bilhes, valor superior ao de

    pases como o Chile.

    As diretorias regionais do Secovi-SP revelam que as

    condies oferecidas nessas localidades so bastante

    similares, pois, na ltima dcada, passaram por um intenso

    processo de industrializao. Vrias empresas nacionais e

    multinacionais mudaram-se para o Interior. Alm disso, os

    centros educacionais e universitrios que ali se multiplicaram

    propiciam a permanncia dos cidados em suas cidades.

    Isso ajudou a fortalecer o desenvolvimento da regio, que

    passou a ter infraestrutura mais robusta, com identidade pr-

    pria, afirma Flavio Amary, vice-presidente interino do Interior

    do Sindicato e dirigente da unidade regional em Sorocaba.

    Esse desenvolvimento veio acompanhado de um cres-

    cimento demogrfico expressivo, at superior ao da Capital.

    Aqui em Sorocaba registramos em mdia um morador novo

    por hora. grande a quantidade de pessoas e mo de obra

    especializada que migram para c atradas pelas novas

    empresas, diz Amary.

    Sorocaba j contabiliza quase trs dezenas de loteamen-

    tos fechados, cadastrados, autorizados e regularizados pela

    Prefeitura. A cidade conta com cerca de 1,2 mil unidades

    condominiais, entre edificaes verticais e horizontais, e

  • 21

    dispe de preos competitivos e padres

    variados de casas e apartamentos, fator

    que amplia a oferta para todas as clas-

    ses, na concepo do diretor.

    Qualidade de vidaQuase um tero dos clientes que

    compram imveis no Interior de So

    Paulo est em busca de tranquilidade e

    lazer, de acordo com Amary. O interior

    paulista bem servido de vias expressas

    e rodovias, que permitem per-

    correr a distncia at a Capital

    levando em mdia 50 minutos,

    ilustra. Tambm a provvel im-

    plantao da linha ferroviria

    para o trem-bala, o Trem de

    Alta Velocidade (TAV) que ligar

    So Paulo com o Rio de Janeiro,

    deve aumentar o interesse por

    morar fora da Capital.

    A exemplo de Campinas,

    cidades como Itu, Vinhedo,

    Valinhos, Indaiatuba, Itatiba

    e Bragana Paulista paulatinamente

    transformaram-se em verdadeiras ilhas

    de investimento do setor imobilirio.

    Essa rota atrai grandes projetos de

    condomnios residenciais de alto pa-

    dro, informa Kelma Camargo, diretora

    do Sindicato em Campinas. Nessas

    regies, a maior oferta de condomnios

    horizontais de mdio e alto padro, com

    preos entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milho,

    em terrenos com uma mdia de 400

    metros quadrados, e casas de at 250

    metros quadrados.

    Esse progresso j alcana munic-

    pios menos aquecidos como Paulnia,

    Itupeva, Hortolndia e Sumar, cidades

    com localizao estratgica e que tm

    recebido empreendimentos residenciais

    por oferecerem grandes espaos por

    preos inferiores aos de Campinas, de

    acordo com Kelma.

    Tanto crescimento no anulou as

    caractersticas originais do In-

    terior: a velha e boa qualidade

    de vida, com preos menores,

    menos trnsito e rudo, mais

    segurana e possibilidade de

    contato com a natureza. A

    qualidade de vida somou-se

    a uma estrutura bem servida

    em termos de comrcio e

    servios, esclarece Clia

    Benassi, diretora da Associa-

    o das Empresas e Profis-

    sionais do Setor Imobilirio Amary, Kelma, Cesar e Bigucci: boa parte dos clientes que compram imveis no Interior est em busca de tranquilidade e lazer

    Bauru: cidade foi a primeira do Interior a ter um conselho de sndico

  • 22

    capaPor Marcos Fernando Queiroz

    de Jundia e Regio (Proempi), representante do Secovi-SP

    na localidade.

    Jundia est entre as primeiras do Pas em ndices sociais

    e educacionais, e um dos nomes mais convidativos no

    Estado, assegura Clia. A falta de terrenos adequados para

    a construo de novos empreendimentos na Capital tornou

    a macrorregio de Jundia um ponto de referncia para mo-

    radores de grandes centros urbanos e at de investidores

    internacionais. Aqui, o crescimento imobilirio deve se dar por

    meio das cidades circunvizinhas e a partir dos planos diretores,

    que estabelecem as devidas diretrizes para um crescimento

    ordenado, completa.

    Rodoanel como aliadoO mercado imobilirio do Grande ABC mantm resultados

    significativos, e parece no ter sofrido muito com a crise do

    ltimo trimestre de 2008, de acordo com informaes da As-

    sociao das Construtoras, Imobilirias e Administradoras do

    Grande ABC (Acigabc), representante regional do Sindicato.

    Segundo o presidente da entidade, Milton Bigucci, esse

    cenrio dever manter-se equilibrado, pois a regio ainda tem

    capacidade para receber muitos investimentos. O prprio

    advento do Rodoanel funciona como um facilitador para atrair

    clientes da Capital, Interior e litoral regio, considera.

    Essa situao se reflete nos municpios de Diadema e

    Mau, cujos lanamentos mantm certa proporcionalidade. J

    Ribeiro Pires e Rio Grande da Serra, por estarem inseridas na

    Lei de Proteo dos Mananciais, seguem regras especficas de

    uso e ocupao do solo. A obrigatoriedade de preservao dos

    mananciais e as peculiaridades dos dois municpios propiciam

    o surgimento de condomnios fechados, alguns s margens

    da Represa Billings.

    Mltiplas opes no litoral Alm de dispor de um parque

    industrial privilegiado (Cubato) e do

    Porto de Santos, a Baixada Santista se

    destaca pelo turismo e pelos comr-

    cios atacadista, varejista e de expor-

    tao, entre outros, que resultam na

    gerao de uma fatia de 3,7% do PIB

    do Estado. Hoje, a rea abriga imveis

    para todos os oramentos.

    Segundo a Associao dos Em-

    presrios da Construo Civil da Bai-

    xada Santista (Assecob), parceira do

    Secovi-SP na localidade, a tendncia

    na regio aponta para a construo

    Said, Clia, Ribeiro e Oliveira: regio tem infraestrutura privilegiada e identidade prpria

    Grande ABC: Rodoanel ajudar a atrair clientes da Capital, Interior e litoral

  • 23

  • 24

    capaPor Marcos Fernando Queiroz

    de imveis na faixa de R$ 200 mil, condomnios fechados e

    condomnios-clube, esta ltima modalidade mais especifica-

    mente no Guaruj. Em Santos, h alguns anos os projetos

    concentravam-se no alto padro. Agora, alm dos imveis acima

    de R$ 1 milho, tambm existem unidades de at R$ 150 mil e

    tambm entre R$ 200 mil e R$ 350 mil.

    Para o diretor geral do Sindicato na Baixada Santista, Do-

    mingos Augusto Nini de Oliveira, o setor aumentou o ritmo de

    negcios em maio e junho, dando sinais de que o pnico que

    paralisou o mercado em outubro do ano passado j est sendo

    superado. Com um filo considervel de receita advindo do

    turismo e comrcio, o municpio de So Vicente acompanha de

    perto os nmeros de Santos, e se prepara para receber cerca

    de 50 empreendimentos at o final de 2009. Na sua maioria

    com o perfil de pequenos edifcios comerciais particulares,

    conclui Nini de Oliveira.

    Aproximar-se cada vez mais das unidades regionais. Esta

    uma das grandes misses do momento do Secovi-SP, entidade

    com mais de seis dcadas de existncia e que tem um produto

    pronto no s para o segmento dos condomnios, mas para

    todos os elos da cadeia imobiliria.

    So cursos, eventos, palestras, workshops, material edito-

    rial, convnios, enfim, tudo para atender o setor com o melhor

    nvel de informao e qualidade, diz Joo Crestana, presidente

    reeleito da entidade, que continua a defender o atendimento da

    demanda nacional por habitao popular. O programa Minha

    Casa, Minha Vida, do governo federal, ser um polo gerador e

    desencadeador de produtos e servios para todas as classes.

    Teremos mais sndicos que atuaro em condomnios populares

    espalhados pelo Estado. E tambm uma seara enorme para

    a administrao e gesto condominial comprometida e profis-

    sional, analisa.

    Em So Jos do Rio Preto, Noroeste paulista, o diretor

    geral da unidade do Sindicato, Joaquim Ribeiro, confirma a

    tese de Crestana, declarando que atualmente a procura maior

    na cidade por imveis de at R$ 80 mil, fator que tende a

    garantir novos lanamentos nessa faixa de preo at o final do

    ano. Essa dinmica dever atender proposta do Minha Casa,

    Minha Vida e tambm aquecer o mercado local, inclusive com

    reflexos em outras faixas de preo, analisa Ribeiro.

    As empresas do setor espalhadas pelo Estado de So

    Paulo tero de criar novas, geis e permanentes estruturas de

    profissionais competentes para atender demanda gerada

    pelos cidados com renda de at 10 salrios mnimos, e isso

    tambm envolve a categoria de sndicos e administradoras,

    enfatiza o diretor do Sindicato no Vale do Paraba, Frederico

    Marcondes Cesar. Nas cidades do Vale, Litoral Norte e Serra

    da Mantiqueira, cerca de 14 mil novas unidades devem ser

    produzidas dentro do programa governamental, gerando mi-

    lhares de novos empregos diretos e indiretos, inclusive no setor

    condominial, como destaca Marcondes Cesar.

    Em So Jos dos Campos um dos mais importantes

    municpios da regio , o mercado continua bastante aquecido

    em funo principalmente dos investimentos em imveis de alto

    padro. Segundo dados da Associao das Construtoras do

    Taubat: cidade deve gerar muitos empregos diretos e indiretos, na esteira do programa Minha Casa, Minha Vida

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    O desafio para o mercado de condomnios

    Loteamentos so numerosos no interior paulista

  • 25

  • 26

    capaPor Marcos Fernando Queiroz

    Vale do Paraba (Aconvap), entidade parceira do Sindicato

    no Vale, a cidade registrou um movimento de R$ 2,9 bilhes

    em novos empreendimentos somente nos primeiros quatro

    meses do ano, o que representa quase 12 mil unidades

    habitacionais e comerciais.

    Conselhos de Sndicos Bauru foi a pioneira e Sorocaba veio em seguida, mas

    a idia expandir os conselhos de sndicos por toda a rea

    de representatividade do Secovi-SP. A presena dos Con-

    selhos importante para a categoria. Defendo, at mesmo,

    a participao fracionada de seus membros conforme a

    peculiaridade de cada regio nos dissdios coletivos e nas

    alianas firmadas entre Secovi e polcias (Consegs) para via-

    bilizar a segurana nos condomnios, afirma Hubert Gebara,

    vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condomnios

    do Secovi-SP. funo dos conselhos transmitir ao Secovi-

    SP todas as dificuldades e deficincias que vivenciam na

    busca de uma soluo comum, completa.

    Em Bauru, a palavra de ordem a segurana nos condo-

    mnios, segundo Leilane Strongren, diretora que representa

    o setor na cidade. Queremos combater essa investida dos

    arrastes, e isso se dar tambm por meio do Conselho de

    Sndicos, afirma. Alm da segurana, outra meta do Con-

    selho de Sndicos de Bauru promover reunies, palestras

    e cursos de capacitao para os sndicos locais.

    Segundo Riad Elia Said, diretor regional do Sindicato

    na cidade, o atendimento s necessidades do setor de

    condomnios comea j na concepo da planta do em-

    preendimento. Deve haver um trabalho conjunto e uma

    sintonia entre sndicos, administradoras e o arquiteto, para

    que todos os sistemas construtivos e conceituais da obra

    correspondam s expectativas do setor, e, consequente-

    mente, dos moradores.

    A unidade regional do Secovi-SP em Sorocaba tambm

    j instituiu seu Conselho de Sndicos, foro importante para

    conduzir e viabilizar idias do setor no mbito do Sindicato,

    segundo Cleusa Maria Bersi, diretora regional de Condom-

    nios da entidade no municpio. J realizamos uma primeira

    reunio, na qual tratamos de questes importantes, como

    segurana e manuteno predial. Tambm apresentamos

    e distribumos o Manual do Sndico e o folder Condomnio

    Vivo, explica.

    Outro importante objetivo do Conselho de Sndicos de

    Sorocaba agrupar informaes de empresas que prestam

    servios para o segmento que oferecem condies de se

    tornar referncia no atendimento dos condomnios locais, de

    acordo com Cleusa. Temos reunies agendadas para analisar

    a Lei Antifumo e outras recentes orientaes jurdicas.

    Levar conhecimento ao Interior. Essa uma das priori-

    dades do Sindicato atualmente, segundo seu diretor Laerte

    Temple, responsvel pela Universidade Secovi. Ele informa

    que a entidade viabiliza 18 convenes coletivas anuais

    no Estado, envolvendo algo em torno de 240 mil trabalha-

    dores. Temple tambm aponta a atuao da Universidade

    Secovi como elemento aglutinador dessa misso do setor

    condominial no Estado: ser um centro de formao e

    informao que j atende distncia. Esperamos contar

    no s com a categoria condominial, mas com todas os

    setores atuantes no mercado, para atividades da prxima

    Semana Imobiliria, diz.

    Semana Imobiliria 2009 rene grandes eventos do setor

    Oportunidade nica, com grande diversificao de

    produtos e servios para o mercado imobilirio nacional.

    Assim ser a Semana Imobiliria 2009, um evento de

    roupagem nova e de rica programao de palestras que

    acontece entre os dias 24 e 27/9, no Parque Anhembi (zona

    Norte de So Paulo).

    A iniciativa engloba quatro grandes aes: o Prmio

    Master, que abre a Semana na noite do dia 23/9 no Clube

    Monte Lbano (zona Sul da Capital); o Salo Imobilirio So

    Paulo (Sisp); a Conveno Secovi; a Expo Sndico Secovi

    Condomnio e a FiaFlora ExpoGarden. Outras informaes

    no portal do Sindicato: www.secovi.com.br).

    Mercado imobilirio do Interior, posiode destaque na economia do Pas

    O interior de So Paulo hoje uma das principais rotas

    de riqueza do mundo, onde a qualidade de vida somou-

    se a uma estrutura bem servida em termos de comrcio e

    servios. H tempos a regio imprime personalidade, dita

    tendncias e cresce a partir de suas prprias referncias e

    necessidades. nesse contexto que o mercado imobilirio

    do Interior participa e extrai conhecimento e informaes

    de todas as iniciativas da Semana Imobiliria Detalhes em

    www.convencaosecovi.com.br.

  • 27

  • 28

  • 29

  • 30

    uita gente s lembra que existe telhado quando

    chega a poca das chuvas e os estragos apare-

    cem. Mas, independente da estao do ano,

    fundamental estar atento manuteno do telhado, afinal

    ele que protege a estrutura do edifcio.

    O principal risco de telhados mal conservados so

    as infiltraes. Elas estragam paredes e comprometem a

    construo, alm de prejudicar o aspecto visual do prdio.

    A manuteno peridica fundamental. So pequenos de-

    talhes que, por falta de conservao, podem se transformar

    em grandes dores de cabea, afirma Sergio Meira, diretor

    de Condomnios do Secovi-SP.

    Um grande perigo pode ocorrer tambm nas estruturas

    de apoio de telhado, j que na maioria dos casos o forro no

    facilmente visualizado. Com isso, a falta de manuteno

    resulta em consequncias graves, como um colapso da

    estrutura. Indico que, se possvel, as estruturas fiquem apa-

    rentes, diz Marcos Velletri, diretor de Insumos e Tecnologia

    da vice-presidncia de Tecnologia e Relaes de Mercado

    do Secovi e tambm conselheiro da Associao Brasileira

    de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece).

    O sndico deve ter em mente que quanto antes puser a

    mo na massa, melhor. medida que o tempo passa, vai

    ficando mais caro consertar um telhado em mau estado.

    De acordo com o engenheiro Juvenal Rolim, diretor da TC

    Shingle do Brasil, o reparo pode sair at cinco vezes mais

    caro que a manuteno. A madeira apodrece com as infil-

    traes e necessrio troc-la, explica.

    Por Rafael Argemon

    manuteno

    M

    Tudo em cimaCuidados bsicos com telhados e coberturas podem evitar um dos grandes pesadelos dos condomnios residenciais: a infiltrao

    Velletri: Falta de manuteno pode resultar em consequncias graves

  • 31

  • 32

    As telhas podem ser quebradas por profissionais que

    pisam sobre elas ao fazerem algum tipo de limpeza ou

    manuteno. Porm, ao contrrio do que se pensa, esse

    no o problema mais comum inclusive porque d para

    resolv-lo facilmente, com telhas mais grossas, de 6 a 8

    milmetros , mas sim a inclinao delas. Essa questo

    importantssima e deve ser verificada. Dependendo do

    vento, a gua chega at a subir as telhas, diz Meira.

    Alm das telhas, recomendvel verificar o estado das

    calhas e rufos. O diretor do Secovi-SP lembra que, apesar

    de serem galvanizados, o que pressupe maior resistncia,

    pode haver desgaste. Com isso aparecem ferrugens, que

    furam as emendas e favorecem os vazamentos. Tambm

    preciso deixar as calhas sempre limpas, para impedir

    que o acmulo de sujeira entupa e

    prejudique a vazo da gua.

    LajesNos prdios com cobertura, onde

    h lajes, as ocorrncias so um pou-

    co mais complexas. Tudo comea

    com uma boa impermeabilizao,

    crucial para que no haja problemas

    no futuro. Se a base do trabalho no

    for bem feita, no h manuteno

    que d jeito, avisa Rolim, da TC

    Shingle.

    Outro cuidado muito importante

    a utilizao de uma boa proteo

    mecnica, uma cobertura de cimento e areia que protege

    a manta de impermeabilizao (chamada betuminosa),

    expandindo e contraindo de acordo com a temperatura

    do ambiente.

    Para evitar problema de infiltrao, o sndico precisa

    atentar para a instalao de antenas e para-raios, que deve

    ser feita em blocos de concreto e nunca diretamente na

    laje. Este um ponto delicado, porque as antenas podem

    at ser de uso individual, mas o bem coletivo tem de ser

    preservado.

    Nesse ponto, alis, os para-raios exercem papel fun-

    damental, pois descargas atmosfricas causam grandes

    problemas. Tudo deve ser interligado aos para-raios e com-

    plementado por uma gaiola de Faraday (tela de metal em

    formato cilndrico), onde as estruturas

    metlicas ficam interligadas, explica

    Sergio Meira.

    O telhado to importante quan-

    to o alicerce: quando mal conserva-

    do, ele tem a capacidade de demolir

    uma edificao de cima para baixo,

    danificando apartamentos e gerando

    gastos indenizatrios, deteriorao

    da estrutura, rebocos e pintura.

    Manter o telhado em dia agrega

    valor aos imveis, d segurana aos

    moradores, evita acidentes, gastos

    maiores e valoriza a vida e o bem-

    estar de todos.

    DICAS4 Vazamentos so geralmente causados por telhas quebradas ou que no tm a inclinao necessria, alm de calhas entupidas;

    4 A superposio lateral de telhas onduladas deve seguir a posio predominante do vento;4 As subcoberturas evitam vazamentos e auxiliam na proteo trmica e acstica da cobertura;4 Mantas de PVC preservam o telhado e tm garantia mdia de 20 anos;4 Calhas precisam de limpeza peridica para que folhas e fuligem no entupam a passagem da gua;4 A impermeabilizao de calhas deve ser refeita a cada dois anos; 4 Para melhorar o desempenho trmico, o beiral do telhado pode ser projetado de modo a provocar sombras nas paredes.

    Por Rafael Argemon

    manuteno

  • 33

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  • 34

    Por Shirley Valentin

    especiaL

    a noite de 28 de setembro de 2007, Joo Crestana

    anunciou em seu discurso de posse frente da pre-

    sidncia do Secovi-SP que enfrentaria, com compro-

    metimento, a misso de presidir um dos mais expressivos

    sindicatos patronais do Pas. No bastasse a grandeza do

    Sindicato, cabe-me a tarefa de substituir Romeu Chap Chap,

    ressaltou poca.

    Passados dois anos, Crestana no s cumpriu esse e

    outros compromissos assumidos publicamente como foi

    reeleito para mais dois anos binio 2009-2011 frente da

    presidncia do Sindicato, em 5 de agosto. O ndice de apro-

    vao foi um dos mais expressivos j registrados na histria

    da entidade: 98,8% dos votos vlidos dos associados.

    Para o futuro, o dirigente j traou novos desafios e metas,

    como colaborar intensamente no aperfeioamento do progra-

    ma Minha Casa, Minha Vida, para que ele tenha seus entraves

    corrigidos e seja transformado em uma poltica perene de

    Estado de habitao.

    Quatro vertentesPara atingir a meta audaciosa do governo de construir

    1 milho de novas moradias at 2011, Crestana fala da

    importncia de se estabelecer um acordo consensual entre

    bancos, administradores pblicos, urbanistas, legisladores,

    empresrios, acadmicos e movimentos populares. O desafio

    debelar o dficit habitacional de 8 milhes de moradias e,

    Novos desafios para o futuroCom uma das mais expressivas votaes dos ltimos anos, Joo Crestana foi reconduzido presidncia do Secovi-SP, binio 2009-2011

    Joo Crestana (ao centro) e os empresrios que fazem o mercado imobilirio paulista

    N

  • 35

    concomitantemente, produzir formalmente um adicional de 1,5

    milho de unidades por ano para atender demanda vegetativa,

    composta por pessoas que saem da casa dos pais, casam-se,

    separam, envivam, esclarece.

    Defensor de planos de longo prazo, o dirigente prope o

    debate de quatro aspectos fundamentais para se estabelecer

    essa poltica nacional de habitao, desatrelada de qualquer

    governo. O primeiro deles se refere aos recursos financeiros,

    subsdios ou financiamentos. O Oramento Geral da Unio e

    o Fundo de Garantia do Tempo de Servio (FGTS) sero sufi-

    cientes para destinar, em 15 anos, em torno de R$ 400 bilhes,

    ou R$ 27 bilhes por ano, para sanar o dficit habitacional?,

    questiona Crestana, acrescentando que a segunda vertente

    trata da atuao das empresas construtoras e dos bancos.

    Por um lado precisamos de tecnologia moderna e econmica,

    maior qualidade dos produtos e solidez empresarial. Por outro,

    diminuio da burocracia e estmulo concorrncia entre ban-

    cos pblicos e privados.

    Legislao urbanstica, procedimentos car-

    torrios e rotinas de aprovao de projetos nas

    prefeituras e em rgos ambientais devem ser

    aperfeioados de forma paradigmtica. Este

    o terceiro aspecto e sua importncia est em

    garantir segurana jurdica aos projetos aprova-

    dos, enfatiza Crestana.

    Por fim, as caractersticas urbansticas, arqui-

    tetnicas e de sustentabilidade dos conjuntos habitacionais e

    das cidades devem ser desenvolvidas por tcnicos multidisci-

    plinares, defende o presidente do Secovi-SP. A infraestrutura

    precisa acompanhar a implantao dos projetos, aproximando

    moradia do local de trabalho e de servios como hospitais,

    escolas e centros comerciais.

    Secovi do futuro No sentido de estabelecer objetivos de longo prazo, que

    modernizem a atividade sindical e acompanhem as mudanas

    globais, Crestana fala da importncia de reinventar a atividade

    imobiliria. Precisamos inovar produtos, marketing e financia-

    mento. O segmento gera empregos e renda e mais do que pro-

    duzir moradias, vender e administrar imveis, somos capazes

    de prevenir e auxiliar o Brasil na dinmica macroeconmica.

    O setor representa 11,3% do Produto Interno Bruto (PIB),

    mas ainda concorre diretamente com os mercados de telefonia

    mvel e automobilstico, de acordo com o vice-presidente de

    Comercializao e Marketing do Sindicato, Elbio Fernndez Mera.

    Queremos esclarecer esse novo consumidor das classes C e D

    que, com os mesmos valores gastos no uso do celular e no finan-

    ciamento de um carro, possvel comprar um imvel, enfatiza.

    A regio metropolitana de So Paulo ter de produzir 83

    mil unidades para atender demanda por imveis das famlias

    enquadradas no Minha Casa, Minha Vida. Esse nmero sobe

    para 183 mil unidades, se considerarmos as necessidades do

    Estado de So Paulo. Essa nova onda do mercado ir requerer

    empresas preparadas e profissionalizadas.

    Maior aproximaoPara Hubert Gebara, vice-presidente de Administrao

    Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP, o ideal que as

    administradoras participem da vida do edifcio desde o mo-

    mento do projeto. H muitas inovaes construtivas, como

    sistemas de reuso de gua e individualizao de hidrmetros,

    que vo interferir futuramente na vida dos moradores. As

    aes entre as empresas tm de ser simultneas e voltadas

    ao cliente, afirma.

    Para essa nova gesto, Gebara quer

    aproximar ainda mais os sndicos da entida-

    de. Gerenciar condomnio uma tarefa dif-

    cil, pois compreende o acompanhamento de

    aes complexas, como controle do fluxo de

    caixa, at as aparentemente simples, como

    problemas de vaga de garagem, animais e

    crianas. Tem ainda a questo dos prdios

    verdes. Mas h os edifcios nos quais podemos introduzir alguns

    itens de sustentabilidade.

    O Sindicato est inserido em inmeras frentes de trabalho e

    a mais nova delas o grupo Novos Empreendedores (NE), que

    rene 160 jovens representantes do setor. A entidade tambm

    pretende atuar ainda com mais fora no Interior. Alm de ampliar

    a participao dos jovens empreendedores nas cidades do

    interior de So Paulo, h inteno de levar mais cursos, even-

    tos, palestras, workshops, material editorial, convnios, enfim,

    subsdios para atender o setor imobilirio com muita presteza

    e qualidade nessa regio.

    Chapa eleita para gesto 2009-2011

    teve 98,8% dos votos vlidos

    dos associados

    Anote A solenidade de posse da nova diretoria ser dia 24 de

    setembro, antes da abertura da Semana Imobiliria,

    que vai at 27 de setembro e compreende a

    realizao do 4 Salo Imobilirio So Paulo,

    no Parque Anhembi, da 6 Conveno Secovi

    e da Expo Sndico Secovi Condomnio.

  • 36

  • 37

    PINTAR CONDOMNIOS J FOI MENOS COMPLICADO, COM A HABITAR CONTINUA SENDO.

    3,1785$6,17(51$6

    (;7(51$6

    /$9$*(0'()$&+$'$6

    7UDWDPHQWRGHWULQFDV/LPSH]DGHSDVWLOKDVHUHMXQWDPHQWR

    [email protected]

    3287-1273

    3253-5377

    H 28 anos

    no mercado

    habita.indd 1 2/9/2009 10:35:50

  • 38

    dia a dia

    Dicas e indicadores que facilitam aadministrao do seu condomnio

    PER

    Total Geral Pessoal / Encargo Tarifas Manut. de Equipamentos Conservao e Limpeza Diversos

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    Ms Ano 12 meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses

    jul/08 163,643 0,68 2,67 7,83 157,880 0,00 0,30 5,87 161,945 1,34 2,65 5,52 188,454 1,76 8,70 15,11 173,805 1,69 7,93 13,03 163,649 1,76 8,70 15,11

    ago/08 163,527 -0,07 2,60 7,51 157,880 0,00 0,30 5,87 161,945 0,00 2,65 5,52 187,851 -0,32 8,35 13,63 173,495 -0,18 7,74 11,75 163,125 -0,32 8,35 13,63

    set/08 164,639 0,68 3,30 7,34 157,880 0,00 0,30 5,87 167,491 3,43 6,17 6,17 188,058 0,11 8,47 12,31 173,495 0,00 7,74 10,61 163,125 0,00 8,35 12,18

    out/08 172,679 4,88 8,34 8,92 171,048 8,34 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 189,901 0,98 9,53 12,23 175,195 0,98 8,79 10,82 164,724 0,98 9,41 12,11

    nov/08 172,833 0,09 8,44 8,86 171,048 0,00 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 190,623 0,38 9,95 11,88 175,861 0,38 9,21 10,79 165,350 0,38 9,83 11,76

    dez/08 172,780 -0,03 8,40 8,40 171,048 0,00 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 190,375 -0,13 9,81 9,81 175,632 -0,13 9,07 9,07 165,135 -0,13 9,68 9,68

    jan/09 172,618 -0,09 -0,09 8,04 171,048 0,00 0,00 8,67 167,491 0,00 0,00 6,17 189,537 -0,44 -0,44 8,14 175,197 -0,25 -0,25 7,86 164,408 -0,44 -0,44 8,02

    fev/09 172,898 0,16 0,07 7,91 171,365 0,19 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 190,030 0,26 -0,18 7,85 175,474 0,16 -0,09 7,65 164,835 0,26 -0,18 7,73

    mar/09 172,626 -0,16 -0,09 7,55 171,365 0,00 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 188,624 -0,74 -0,92 6,27 174,705 -0,44 -0,53 6,40 163,616 -0,74 -0,92 6,15

    abr/09 172,575 -0,03 -0,12 7,34 171,365 0,00 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 188,341 -0,15 -1,07 5,38 174,629 -0,04 -0,57 5,61 163,370 -0,15 -1,07 5,27

    mai/09 172,332 -0,14 -0,26 6,78 171,365 0,00 0,19 8,54 166,333 -0,69 -0,69 5,43 188,209 -0,07 -1,14 3,64 174,728 0,06 -0,51 4,01 163,256 -0,07 -1,14 3,53

    jun/09 172,066 -0,15 -0,41 5,86 171,365 0,00 0,19 8,54 165,192 -0,69 -1,37 3,37 188,021 -0,10 -1,24 1,53 174,524 -0,12 -0,63 2,11 163,093 -0,10 -1,24 1,41

    jul/09 172,641 0,33 -0,08 5,50 171,365 0,00 0,19 8,54 168,994 2,30 0,90 4,35 187,212 -0,43 -1,66 -0,66 173,841 -0,39 -1,02 0,02 162,391 -0,43 -1,66 -0,77

    Icon Secovi-SP ndice de Custos Condominiais MS: Julho / 2009 ndice Base Dez/01 = 100,000

    IndicadorVariao - em%

    Ms Ano 12 meses

    IGP-DI (0,64) (1,68) (1,00)

    IGP-M (0,43) (1,67) (0,67)

    IPC/FIPE 0,33 2,26 4,12

    INPC 0,26 2,69 6,40

    IPCA 0,24 2,81 4,50

    INCC-DI 0,26 2,69 6,40

    Pisos Salariais: Verificar a Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    ACMuLO DE CARGO: 20% ADICIONAL NOTuRNO: 20%

    HORAS EXTRAS: Cidade de So Paulo e demais municpios: 50%

    CESTA bSICA: Verificar Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    FGTS SETEMbRO/2009 (Data de recolhimento at 7/10/09): 8% sobre o total da remunerao recebida pelo empregado

    PIS SETEMbRO/2009 (Data de recolhimento at 23/10/09): 1% sobre o total da folha de pagamento

    INSS SETEMbRO/2009 (Data de recolhimento at 20/10/09) * SALRIO DE CONTRIbuIO (R$) ALQuOTAS: At 965,67 = 8,00 % De 965,68 a 1.609,45 = 9,00 % De 1.609,46 a 3.218,90 = 11,00 % Acima de 3.218,90 = R$ 354,07

    SALRIO-FAMLIA SETEMbRO/2009: Remunerao mensal at R$ 500,40 = R$ 25,66 Remunerao mensal acima de R$ 500,41 at R$ 752,12 = R$ 18,08

    * Esses valores correspondem ao ms de setembro/2009 e podero sofrer

    alteraes at a data do vencimento, conforme publicao no Dirio Oficial da Unio.

    FOLHA DE PAGAMENTO NDICES DE PREO

    Ateno: INSS

    Contribuio Riscos Ambientais

    do Trabalho - a partir da

    competncia junho/2007: 3%

    (Julho/2009)

    Fontes: FGV, IBGE e Fipe/USP

    Elaborao: Departamento de

    Economia e Estatstica do Secovi-SP

  • 39

  • 40

    Modelo Europeu -Recomendaes para Manuteno de Elevadores e Escadas Rolantes (parte I)

    Sede prpria: Rua Major Sertrio, 349 - 3 andar - C3 V. Buarque - So Paulo - SP - CEP 01222-001

    Tel./Fax: (11)3214-0201 / 3214-0352 E-mail: [email protected] das Empresas de Conservao, Manuteno e Instalao de Elevadores do Estado de So Paulo

    Os elevadores do Brasil seguem a tendncia

    europias, que o continente onde esto insta-

    lados cerca de 60% dos elevadores do mundo.

    At mesmos as norma tcnicas brasileiras e do

    mercosul so inspiradas nas equivalentes do

    velho continente.

    Verificando as recomendaes utilizadas na

    Unio Europia, vemos o cuidado que tm com

    a manuteno dos equipamentos de transporte

    vertical, especialmente quando comparamos a

    situao brasileira, onde muitas vezes prevalece o

    descaso de autoridades e o desprezo de sndicos

    e administradores com os servios de conservao

    e manuteno.

    12 Recomendaes para Manuteno de

    Elevadores e Escadas Rolantes, publicado

    pela Associao Europia de Elevadores (EEA),

    abrange os aspectos essenciais de manuteno

    de elevadores e escadas rolantes, permitindo

    assegurar que tais equipamentos mantenham a

    forma mais segura de transporte pblico, com

    o mais alto nvel de disponibilidade possvel aos

    usurios. Esta viso apoiada por vrios comits

    consultores europeus.

    1. Todos os elevadores e escadas rolantes devem ser conservados.

    obrigatrio para o cliente - proprietrio ter os

    elevadores e escadas rolantes sob manuteno.

    Esta manuteno precisa ser realizada por pesso-

    as competentes de empresa qualificada operando

    dentro das orientaes do estatuto da EEA.

    2. O proprietrio reconhece a necessidade de atualizar o equipamento.

    Esta uma obrigao do cliente proprietrio

    aceitar, no devido tempo, a atualizao progres-

    siva de elevadores e escadas rolantes, para

    cumprir com os requisitos essenciais de sade,

    segurana e meio ambiente, conforme definido

    nas recentes e importantes normas e diretivas da

    Unio Europia.

    Em cada caso, equipamento com mais de

    15 anos deve ser verificado por autoridades

    credenciadas pelo menos a cada 5 anos, para

    assegurar o cumprimento com as exigncias de

    segurana.

    3. Todas as chamadas de emergncia pre-cisam ser transmitidas imediatamente.

    A organizao de qualquer edifcio precisa ser

    capaz de efetivamente responder a uma situao de

    emergncia o tempo todo. Esta capacidade pode

    ser atingida pelo uso do sistema de comunicao

    automtica em elevadores e escadas rolantes.

    Explicao vital ser capaz de falar com

    uma pessoa presa em um elevador. As cabinas de

    elevadores devem ser providas com um meio de

    comunicao, permitindo contato permanente com

    um servio de resgate de emergncia 24 horas.

    Algum dentro do edifcio deveria ser treinado para

    responder a qualquer incidente sobre segurana

    em elevador e escada rolante.

    4. Todos os defeitos e falhas precisam ser comunicados.

    Um representante do cliente proprietrio ou

    usurios devem comunicar empresa de manu-

    teno qualquer defeito ou falhas no elevador ou

    escada rolante. Parte desta verificao pode ser

    feita por monitoramento remoto, que aumenta

    segurana atravs da melhoria de qualidade de

    manuteno.

    Explicao Garantir a correta operao do

    elevador ou escada rolante responsabilidade de

    todos. Qualquer mau funcionamento da unidade,

    em qualquer tempo, deve ser comunicado em-

    presa de manuteno, atravs de uma pessoa

    responsvel.

    Monitoramento remoto um sistema de co-

    municao automtico que capaz de registrar

    ocorrncias ou defeitos.

    5. A empresa de manuteno deve apre-sentar slidas credenciais.

    A empresa de manuteno deve:

    ser legalmente registrada; fornecer seguro adequado cobrindo riscos do

    pblico, servios e produtos (incluindo ferimen-

    tos e estrago de material); e

    ter procedimentos que atendam a requisitos eu-ropeus de sade, segurana e meio ambiente.

    Segue na prxima edio as demais recomen-

    daes. (ou acesse texto integral em nosso site)

  • 41

    Por Hubert Gebaraopinio

    egurana, sustentabilidade, novas tecnologias e uma viso global do universo

    dos condomnios no Brasil e no exterior. a oportunidade de reciclagem,

    prospeco de clientes, formao de parcerias, de fazer novos e retomar

    velhos contatos. tudo o que se relaciona com o setor, que movimenta R$ 8 bilhes

    anualmente e responsvel por 240 mil empregos diretos, alm de 1 milho de

    indiretos, apenas no Estado de So Paulo.

    Estamos falando da Expo Sndico Secovi Condomnio, que acontece de 24 a 27

    de setembro no Parque Anhembi. Em sua 15 edio, o evento vai, mais uma vez,

    agitar o mercado, que espera h 12 meses por sua chegada. Para quem mora, tra-

    balha e exerce atividades ligadas aos condomnios, vai ser o evento mais importante

    do calendrio anual de atividades no segmento.

    A vice-presidncia de Administrao Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP

    aguarda a visita de 20 mil pessoas no recinto de 15 mil metros quadrados da mos-

    tra. Embora numeroso, um pblico altamente qualificado que vai conferir desde

    tendncias de gesto condominial at novas tecnologias de segurana e produtos

    em lanamento. Esse pblico tem interesse em saber tudo o que se passa nos con-

    domnios, desde rotinas administrativas at itens de lazer, arquitetura e decorao.

    Parece muito, mas a Expo Sndico Secovi Condomnio muito mais. Realizada

    dentro da Semana Imobiliria, a afirmao do setor como grande prioridade da

    sociedade brasileira. A mostra se realiza no exato momento em que a economia,

    puxada por esse mercado, retoma os nveis de expanso dos ltimos anos. Tudo

    no mesmo local e na hora certa, podemos dizer da exposio.

    Embora seja o ltimo elo da cadeia desse mercado que se torna novamente

    pujante, os condomnios esto no corao do sistema. No temos medo de repetir

    que condomnios so uma mquina a servio da economia do Pas.

    Tudo no mesmolocal, na

    hora certa

    Hubert Gebara vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP

    S

  • 42

  • 43

    Por Flvio Prando

    opinio

    ntre 24 e 27 de setembro

    ocorre na capital paulista o

    4 Salo Imobilirio de So

    Paulo (Sisp). Neste ano, o evento se

    reveste de dupla importncia. Ser

    a primeira vez que o setor apresen-

    tar, conjuntamente, no Pavilho

    de Exposies do Anhembi, as

    melhores oportunidades de lana-

    mentos imobilirios da Grande So

    Paulo e do Interior, lado a lado com

    as melhores solues para os con-

    domnios residenciais e comerciais

    j implantados, presentes na Expo

    Sndico Secovi Condomnio.

    O setor imobilirio, deixan-

    do rapidamente para trs alguns

    meses de baixa atividade em fun-

    o da crise mundial, retoma seu

    crescimento, agora turbinado pelo

    Programa Habitacional Minha Casa,

    Minha Vida. Dessa forma, inicia um

    novo estgio, no qual aos poucos

    sua presena na economia atingir

    ndices de participao no Produto

    Interno Bruto (PIB) compatveis com

    os registrados em pases semelhan-

    tes ao nosso. Assim, paulatinamen-

    te, reduziremos nossa defasagem

    na rea habitacional.

    O principal instrumento dessa

    mudana o crdito imobilirio,

    ferramenta j tradicional, mas que

    s agora tornou-se vivel para a

    grande massa das classes mdia e

    mdia-baixa.

    Numa estratgia ousada e inte-

    ligente do governo federal, a Caixa

    passou a oferecer, em 13 de abril

    ltimo, financiamentos com juros e

    prazos de Primeiro Mundo, aliados

    a um polpudo subsdio para quem

    ganha at seis salrios mnimos, o

    que tem permitido s famlias das

    classes C e D finalmente alcan-

    arem o legtimo sonho da casa

    prpria. A grande diferena est

    no simples fato de que o valor da

    prestao passou a ser igual ou,

    em alguns casos, inferior ao do

    respectivo aluguel.

    O mercado a ser atendido nas

    duas categorias ser imenso, con-

    siderando-se que estimativas cor-

    rentes indicam que h 12 milhes

    de famlias locatrias no Pas, alm

    do vergonhoso dficit habitacional

    de 8 milhes de moradias. fcil

    imaginar o fantstico impacto po-

    sitivo que a reduo consistente

    desse dficit poder causar na eco-

    nomia brasileira, o que realimentar

    significativamente o processo de

    crescimento, trazendo mais e mais

    famlias para a casa prpria.

    O Sisp ser, seguramente, a vi-

    trine desse futuro que j chegou, no

    qual as moradias para o segmento

    econmico se tornaro cada vez

    mais uma prioridade para as empre-

    sas incorporadoras, que, com esse

    foco, podero desenvolver sistemas

    construtivos mais racionais, econ-

    micos e sustentveis.

    E o setor de condomnios de-

    ver usar toda sua criatividade e

    eficincia para proporcionar valores

    condominiais acessveis aos futu-

    ros moradores, que nesses novos

    condomnios encontraro moradia,

    lazer e segurana unidos num s

    lugar. As administradoras tambm

    contribuiro, assim, para viabilizar

    o sonho da casa prpria.

    Salo imobilirio de So Paulo: a vitrine dos novos tempos

    Flvio Prando vice-presidente de Gesto do Secovi-SP

    E

  • 44

    Informe Publicitrio

    A segurana no controle de acesso primordial para os

    condomnios, por isso, so contratados os controladores

    de acesso (porteiros) para executarem a triagem de

    quem pode ou no adentrar as instalaes.

    Com a segurana reforada nos bancos, os meliantes

    acabaram migrando para lugares em que a segurana

    mais precria e encontram, em alguns condomnios,

    essa facilidade. Diante de tal fato os condomnios co-

    mearam a instalar sistemas de CFTV com gravao

    de imagens, cercas eltricas, boto de pnico, vigia

    eletrnico monitorado, dentre outros. Mas, como quem

    permite o acesso ao condomnio o porteiro, e por

    muitas vezes eles no esto atentos, toda a segurana

    fica comprometida.

    Diante de tais ocorrncias foram criados alguns

    sistemas de controle de acesso, tais como biometria

    da voz, da ris, da digital, etc. Porm, muitas vezes no

    funcionam, barrando as pessoas autorizadas e gerando

    tumulto. Por exemplo: se a pessoa estiver rouca, o sis-

    tema de biometria de voz no funciona. J o sistema de

    leitura da ris invasivo, se a pessoa anterior estiver com

    conjuntivite, o prximo usurio pode ser contaminado.

    Na biometria digital, se o usurio tiver suor excessivo,

    creme nas mos, corte no dedo e pele ressecada, o

    sistema no eficaz.

    O nico sistema de controle de acesso no-invasivo

    e totalmente seguro o sistema de biometria facial,

    que consiste de uma cmera que capta a imagem do

    usurio e faz um paralelo com a imagem gravada no

    computador.

    O sistema to seguro que os aeroportos dos EUA

    utilizam para busca e identificao de terroristas e al-

    guns rgos governamentais no Brasil j esto fazendo

    o mesmo.

    A Mundial Service System, ciente que esta tecnologia

    revolucionar o sistema de controle de acesso, disponi-

    biliza para seus condomnios mais esta ferramenta, cha-

    mada V.I.H.U. (verificador e identificador de humanos),

    que facilitar o dia-a-dia dos condminos, dando mais

    agilidade e segurana no controle de acesso.

    Fbio Gonalves da Silva presidente

    da Mundial Service System

    V.I.H.U. ou Biometria Facial, a nicano-invasiva

  • 45

    Especialista s confia em especialista.

    O Condomnio Dator buscava um fornecedor de Gs LP comprometido em facilitar o dia a dia dos moradores. Por isso, chamou a Ultragaz, que passou a controlar toda a logstica de abastecimento, reduzindo as despesas do edifcio. E a consultoria energtica foi alm: graas ao sistema de conta individual de consumo, o nmero de inadimplentes diminuiu. Se o seu condomnio tambm procura uma soluo energtica inovadora e sob medida, faa como os maiores especialistas do Brasil.

    Nereide Fontenelle, moradora e sndica do Edifcio Dator, especialista em administrao de condomnio

    Unidade de Apoio ao Cliente: Grande So Paulo (11) 2139 7000 | Santos (13) 3295 5900 | Ribeiro Preto e regio 0800 886 1616 / 4003 1616 | So Jos dos Campos e Vale do Paraba (12) 3946 8000 | Paulnia e regio 0800 886 1616 / 4003 1616 | Belo Horizonte (31) 3521 7000 | Pouso Alegre 0800 886 16164003 1616 | Regio NE, Gois e Distrito Federal 0800 70 10 124 | Rio de Janeiro (21) 2677 7600 | Esprito Santo (27) 3336 5769 | Paran e Santa Catarina (41) 3641 4141 | Rio Grande do Sul (51) 3462 2800

    w w w. u l t r a g a z . c o m . b r

  • 46

    2O inquilino pode candidatar-se ao cargo de subsndico?

    A Lei n 10.406/02 (novo Cdigo Civil) deixa ao crivo da Conveno de

    Condomnio a disposio mais detalhada a respeito do assunto.

    Portanto, se a Conveno no proibir expressamente, o inquilino poder

    candidatar-se ao cargo de subsndico.

    tira-dVidas

    1

    Marta Cristina PessoaOAB/SP108.073

    rea Cvel

    Tire suas dvidas

    permitida a instalao de cmeras de vdeo nos locais onde os empregados trabalham no condomnio? O inquilino pode candidatar-se ao cargo de subsndico? O condomnio est obrigado a contratar contador para assinar seus balancetes? Estas e outras questes so respondidas pelo Departamento Jurdico do Secovi-SP

    O condomnio est obrigado

    a contratar contador para as-

    sinar seus balancetes?

    Ainda que haja necessidade de

    um controle dos valores arreca-

    dados e administrados em nome

    dos condminos, e sua posterior

    divulgao, por meio da via escrita

    e da realizao de assembleia geral,

    no h obrigatoriedade de adoo do

    mtodo contbil, de livros contbeis

    ou mesmo contratao de um conta-

    dor para efetuar tal servio, que poder

    ser conduzido pelo prprio sndico ou por

    terceiro por ele designado, usualmente uma

    empresa prestadora de servios especializada

    na administrao condominial (artigo 1.348, 2,

    do novo Cdigo Civil).

    3Qual o qurum necessrio para aprovao da pintura da fachada?

    A mera conservao da fachada com a manuteno da cor primitiva carac-

    teriza uma obra necessria, nos termos dos artigos 96, 3, e 1.341, ambos

    do novo Cdigo Civil, de modo que seria aprovada mediante votao de

    praxe, a saber, maioria simples dos presentes em segunda chamada (artigo

    1.353 do novo Cdigo Civil).

  • 47

    4

    5A despesa com a pintura do prdio pode

    ser rateada em partes iguais?

    O critrio de diviso das despesas eleito pela

    Conveno de Condomnio deve ser seguido

    e observado por todos, obrigatoriamente, no

    importando a natureza do gasto. No h como

    ser descumprido ou modificado sem que, para

    tanto, seja observado o trmite competente,

    isto , a alterao da Conveno Condominial

    por assembleia geral, cujo qurum deve ser de

    unanimidade dos condminos. ponto de pri-

    mordial importncia: o direito de propriedade,

    que afeta a todos indistintamente.

    No h possibilidade de ser feito rateio diferen-

    ciado, sob pena de ser ofendida e descumprida

    a Conveno Condominial, circunstncia veda-

    da expressamente pelo artigo 1.348, inciso IV,

    da Lei n 10.406/02.

    O sndico pode ser responsabilizado por atos danosos praticados durante

    sua gesto?

    A responsabilizao do sndico por atos danosos praticados na administrao do

    condomnio possvel, por intermdio de ao de indenizao, conforme dispe o

    artigo 186 do novo Cdigo Civil

    Quanto administrao contbil efetuada, deve ser verificado se o sndico obteve

    a aprovao das contas relativamente gesto questionada, pois, se a conseguiu,

    ele possuir uma verdadeira quitao conferida pelos condminos. A aprovao das

    contas consubstancia presuno em favor do sndico. Tal presuno s pode ser

    revertida se provada que a aprovao das contas foi resultante de vcio que afeta os

    atos jurdicos (dolo, erro, simulao, fraude, documentos falsos), obtida em meio a

    um processo judicial.

    Este espao um canal permanente para que

    sndicos e administradoras esclaream questes

    relacionadas ao dia a dia da gesto condominial. Envie suas dvidas para o e-mail

    [email protected]

  • 48

    2

    tira-dVidas

    1

    Carlos Alexandre Cabral OAB/SP 97.378

    Tire suas dvidasrea Trabalhista

    No caso de aviso prvio de 45

    dias, o condomnio obrigado a

    indenizar os 15 dias excedentes

    dos 30?

    O aviso prvio especial de 45 dias,

    previsto em Conveno Coletiva de

    Trabalho, poder ser trabalhado em

    sua totalidade (concedendo-se ao

    empregado a opo de duas horas

    a menos na jornada diria ou faltar

    uma semana seguida ao final do aviso)

    ou indenizado. No h previso legal de

    aviso prvio misto, com parte trabalhado

    e parte indenizado

    Aps o trabalho noturno, o empregado deve des-

    cansar quantas horas antes de iniciar uma nova

    jornada?

    O intervalo mnimo entre o fim de uma jornada e incio de outra,

    no mesmo local de trabalho, de 11 horas, conforme dispem os

    artigos 66 e 382 da CLT. A folga semanal de 24 horas consecutivas,

    de acordo com os artigos 67 e 385 do mesmo diploma legal, e ter, no

    mnimo, 35 horas: 24 horas somadas s 11 horas dos artigos supracitados.

    No existe na legislao trabalhista qualquer dispositivo estabelecendo que,

    aps a jornada noturna, o empregado deva desfrutar de folga de 35 horas. Por-

    tanto, em seguida a essa jornada, basta observar o disposto nos artigos 66 e 382

    da CLT, se no houver interesse em conceder a folga semanal na sequncia.

    3 permitida a instalao de cmeras de vdeo nos locais onde os empregados

    trabalham no condomnio? Existe alguma implicao legal?

    O empregador tem o poder de controle, ou poder de fiscalizar o trabalho dos empregados.

    Instalar cmaras de circuito interno nos locais onde o empregado exerce seu ofcio (no

    em banheiros) est dentro do poder fiscalizador do condomnio. Todavia, tal poder

    deve ser exercido com parcimnia, pois excessos podem ensejar uma indenizao

    por assdio moral. Por exemplo: se as imagens forem usadas para constranger

    ou ridicularizar o empregado de alguma forma.

  • 49

    rea Trabalhista

    5

    4

    Qual o peso mximo que o empregado pode carregar?

    Sobre o assunto, a CLT dispe, em seus artigos 198, 390 e 405:

    Art. 198 - de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso mximo que um

    empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposi-

    es especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.

    Pargrafo nico - No est compreendida na proibio deste artigo a

    remoo de material feita por impulso ou trao de vagonetes sobre

    trilhos, carros de mo ou quaisquer outros aparelhos mecnicos,

    podendo o Ministrio do Trabalho, em tais casos, fixar limites diver-

    sos, que evitem sejam exigidos do empregado servios superiores

    s suas foras.

    Art. 390 - Ao empregador vedado empregar mulher em

    servio que demande emprego de fora muscular superior

    a 20 (vinte) quilos, para o trabalho contnuo, ou 25 (vinte e

    cinco) quilos, para o trabalho ocasional.

    Pargrafo nico - No est compreendida na determi-

    nao deste artigo a remoo de material feita por im-

    pulso ou trao de vagonetes sobre trilhos, de carros

    de mo ou quaisquer aparelhos mecnicos.

    Art. 405 - Ao menor no ser permitido o trabalho:

    (...)

    5 Aplica-se ao menor o disposto no art. 390 e seu

    pargrafo nico.

    um condmino brigou com o porteiro, agrediu e foi agredido, sendo instaurado um

    procedimento penal. Agora o condmino quer que o porteiro seja dispensado por

    justa causa. O sndico est obrigado a proceder demisso?

    O sndico no est obrigado a demitir de forma motivada o empregado por solicitao de

    um condmino, mesmo que exista uma ao penal contra ele, pois at uma demisso por

    justa causa s ser vlida no caso de condenao criminal transitada em julgado que im-

    plique em privao da liberdade (artigo 482, d, da CLT). Assim, dispensar o funcionrio

    por justa causa, ainda na fase de investigao pela polcia, no recomendvel, pois seu

    comportamento pode ser atribudo legtima defesa. A resciso simples (imotivada) pode

    ser efetuada, a fim de evitar situaes (novas brigas com o morador) que comprometam a

    paz condominial. O empregado, por sua vez, pode tomar a iniciativa de rescindir o contrato

    com base no art. 483 da CLT (resciso indireta por falta grave do empregador).

  • 50

  • 51

  • 52

    Adalberto Cavalcanti Coelho diretor comercial da Sappel do Brasil

    Por Adalberto Cavalcanti Coelho

    coLuna

    medio individual uma metodologia dese-

    jada pela maioria das pessoas que vivem em

    condomnios. No entanto, existe o conceito

    errneo de que ela s possvel em novos edifcios.

    Hoje, desde que se use a tcnica adequada, qual-

    quer edifcio pode reformar as instalaes prediais

    de gua, adequando-a utilizao de hidrmetros

    individuais.

    Nossa experincia com adaptao de instalaes

    prediais em edifcios antigos comeou em 1991,

    e, naquela poca, por no conhecer uma tcnica

    adequada, realmente quebrvamos muitas paredes,

    causando transtornos aos moradores. Atualmente,

    aps dez anos de execuo de reformas, fazemos o

    servio com intervenes pontuais, o que representa,

    nos casos mais complicados, a quebra de trs ou

    quatro azulejos na cozinha e rea de servio e apenas

    um ou dois nos banheiros.

    Em edifcios mais antigos, cuja vida til da tubu-

    lao j expirou, a oportunidade de fazer a subs-

    tituio da tubulao, em paralelo com a reforma,

    direcionando para medio individual de gua nos

    apartamentos.

    Partindo da premissa de que os condminos dese-

    jam fazer a medio individual de gua, os principais

    passos para sua implantao num edifcio so:

    a) convocao de assembleia geral, nos termos da

    lei do condomnio, especificamente para aprovar

    a proposta;

    b) seleo da empresa instaladora que executar

    a obra;

    c) a empresa selecionada apresentar projeto com

    a proposta tcnica e o oramento;

    d) aprovao em assembleia geral da melhor alter-

    nativa;

    e) execuo da obra de reforma das instalaes

    prediais de gua e instalao dos hidrmetros

    nos apartamentos;

    f) desenvolvimento do modelo de faturamento das

    contas a ser utilizado;

    g) cadastramento dos hidrmetros individuais para

    o processo de faturamento;

    h) negociao de dbitos existentes nos edifcios;

    i) elaborao de normas de procedimentos relativos

    ao sistema de faturamento e arrecadao;

    j) modificao do regulamento de prestao de ser-

    vios pela empresa concessionria de gua.

    Em So Paulo essa metodologia tem sido exe-

    cutada com sucesso por diversas empresas como

    Techem, Martani, Metragem e Ista, que utilizam a

    tecnologia Sappel, com leitura distncia utilizando

    o sistema de radiofrequncia.

    A medio individual em edifcios antigos

    A

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  • 54

    Por Joo Crestana

    carta do presidente

    Poltica deEstadopara ahabitao

    Joo Crestana presidente do Secovi-SP e da Comisso da Indstria Imobiliria da Cmara Brasileira da Indstria da Construo (CBIC)

    P ara estabelecer um programa de Estado perene para a habitao, no basta cons-truir 1 milho de moradias populares em dois anos, como prev o programa Minha Casa,

    Minha Vida. Antes, devem ser analisados aspectos

    abrangentes e urge definir um acordo consensual

    entre bancos, administradores pblicos, urbanistas,

    legisladores, empresrios, acadmicos e movimen-

    tos populares.

    Mais ainda: deve-se pensar no longo prazo. A

    falta de metas futuras custa caro e induz a idas e

    vindas, redundncias e ciumeiras que no raro se

    manifestam pela destruio, por um executivo pbli-

    co, daquilo que seu antecessor construiu.

    Na busca de um programa de natureza perene,

    quatro vertentes devem ser debatidas, conforme

    ensinam o arquiteto Nabil Bonduk e o presidente

    da Companhia Metropolitana de Habitao de So

    Paulo (Cohab), Ricardo Pereira Leite.

    A primeira se refere aos recursos financeiros,

    subsdios ou financiamentos. O Oramento Geral da

    Unio e o Fundo de Garantia do Tempo de Servio

    (FGTS) sero suficientes para destinar, em 15 anos,

    em torno de R$ 400 bilhes, ou R$ 27 bilhes por

    ano, para sanar o dficit habitacional? razovel es-

    perar que os fundos de penso, as seguradoras e os

    investidores internacionais participem dessa equa-

    o? Como vincular os montantes necessrios?

    A segunda vertente trata da atuao das empre-

    sas construtoras e dos bancos. Tecnologia moderna

    e econmica, maior qualidade dos produtos e soli-

    dez empresarial so essenciais, assim como diminuir

    a burocracia para que mais famlias tenham acesso

    moradia e para que haja concorrncia entre agentes

    financeiros pblicos e privados.

    Em terceiro, instituies como legislao ur-

    banstica, procedimentos cartorrios e rotinas de

    aprovao de projetos nas prefeituras e em rgos

    ambientais devem ser aperfeioados de forma

    paradigmtica. imprescindvel garantir segurana

    jurdica aos projetos aprovados.

    Por fim e com importncia relevante, as caracte-

    rsticas urbansticas, arquiteturais e de sustentabilida-

    de dos conjuntos habitacionais e das cidades devem

    ser desenvolvidas por tcnicos multidisciplinares.

    Simultaneamente, a infraestrutura deve acompanhar

    a implantao dos projetos, aproximando moradia

    do local de trabalho e de servios.

    O setor imobilirio no quer mais adiar a discus-

    so desse assunto. No podemos permanecer com

    a viso mope daqueles que somente enxergam o