revista secovi condomínios n 217

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Geradores terão de ser adaptados na Capital É época de cuidar das piscinas Os desafios da reciclagem

Author: secovi-sp

Post on 30-Mar-2016

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Revista Secovi Condomínios N 217

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  • Geradores tero de ser adaptados na Capital

    poca de cuidar das piscinas

    Os desafios da reciclagem

    A REVISTA PARA SNDICOS, CONDMINOS E ADMINISTRADORAS

    ANO 19 No 217 Junho/2011 R$ 8,90

  • A reciclagem atrai um nmero cada vez maior de condomnios e pode, com a Poltica Nacional de Resduos Slidos, transformar-se em artigo de primeira necessidade, no s para esse tipo de empreendimento, mas para toda a sociedade brasileira.

    Na matria de capa desta edio, traamos um panorama da reciclagem no

    Pas e nos condomnios, mostrando os problemas enfrentados por quem j ade-

    riu ao sistema. Na capital paulista, o Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura

    recolheu, no ano passado, mais de 41 mil toneladas de material reciclvel, quase

    oito vezes o volume de 2005. Apesar do avano, ainda h dificuldades. Existem

    regies que no so atendidas e outras onde a coleta irregular. Na reportagem,

    mostramos as vantagens da reciclagem para os condomnios e revelamos o ca-

    minho das pedras para os empreendimentos que pretendem comear a reciclar.

    Aproveitando que no inverno que comea oficialmente no dia 21 de junho as

    piscinas ficam fechadas no Centro-Sul do Brasil, publicamos uma reportagem que

    mostra como cuidar e eventualmente reformar esse equipamento to demandado

    nos meses de calor.

    Boa leitura!Snia Salgueiro

    24ManutenoO inverno o perodo ideal para fazer reparos nas piscinas

    14CapaReciclagem avana, mas condomnios ainda tm problemas

    06061012142224

    283233343638

    bom saber

    Espao do leitor

    Vida de Sndico

    Tecnologia

    Capa

    Especial

    Manuteno

    Legislao

    Dia a dia

    Opinio

    Tira-dvidas

    Carta do presidente

    Guia de produtos e servios

    Foto

    : EH

    S E

    ngen

    haria

    Recado da editoRa

    ndiceJunho/2011

    SECOVI NO INTERIORBauru (14) 3227-2616

    Campinas (19) 3252-8505Grande ABC (11) 4121-5335

    Jundia e regio (11) 4523-0833Santos (13) 3321-3823

    So Jos do Rio Preto (17) 3235-1138Sorocaba (15) 3211-0730

    Vale do Paraba (12) 3942-9975

    CONTATOS SECOVI-SPPABX (11) 5591-1300

    Disque Sndico (11) 5591-1234Eventos (11) 5591-1279

    PQE (11) 5591-1198 / 1250Universidade Secovi

    (11) 5591-1221 / 1172 / 1284Cmara de Mediao

    (11) 5591-1214

    R. Dr. Bacelar, 1.043 CEP 04026-002 So Paulo/SPTel. (11) 5591-1300 Fax (11) 5591-1301

    E-mail: [email protected]: www.secovi.com.br

    DiretoriaPresidente: Joo Crestana

    Vice-presidentes: Baslio Jafet, Caio Portugal, Carlos Alberto C. Camargo, Carlos Borges, Ciro Scopel, Cludio Bernardes,

    Elbio Fernndez Mera, Ely Wertheim, Flavio Amary, Flavio Prando, Hubert Gebara, Ricardo Yazbek

    Conselho editorial: Hubert Gebara, Sergio Mauad, Paulo Andr Jorge Germanos, Ricardo Yazbek e Sergio Ferrador

    proDuo eDitorialAssessoria de Comunicao do Secovi-SP

    reportagem e reDao Redao: [email protected]

    Editora responsvel: Snia Salgueiro (MTb 15.414)

    Reportagem e redao: Andressa Ferrer, Marcos Fernando Queiroz

    e Silvia Lakatos

    Fotos: Jos Carlos T. Jorge

    Capa: iStockphoto.com (Best Studio) / Wagner Ferreira

    Assistente de redao: Queli Peixoto

    Colaboradores: Luana Garcia, Mrcio Padula, e Paula Ignacio (Fontpress Comunicao)

    Apoio: Catarina Anderos, Maria do Carmo Gregrio, Mariana Dahrug, Rosana Pinto, Shirley Valentin e Silvia

    Carneiro (Comunicao), Carlos Alexandre Cabral, Joo Paulo Rossi Paschoal, Karina Zuanazi Negreli,

    Maraneide Alves Brock, Marta Cristina Pessoa, Rita de Cssia Guimares Bracale (Jurdico), Roberto Akazawa, Edson Kitamura e Fabricio Pereira (Economia)

    proDuo e publicao

    Fontpress Comunicao: E-mail: [email protected] Tel. (11) 5044-2557

    Arte e editorao eletrnica: Wagner Ferreira

    Para anunciar: (11) 5044-2557 / 5041-4715

    ou [email protected]

    Tiragem: 30.000 exemplares

    Impresso: IBEP Grfica

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. Reproduo de matrias somente aps expressa autorizao da Redao. Os anncios publicitrios so de inteira responsabilidade

    dos anunciantes.

  • A utorregulamentao, presta- o de contas, simplificao tributria para as empresas especializadas em administrao de

    condomnios. Estes so alguns dos

    temas que vo marcar as discusses

    da edio 2011 do Encontro das Ad-

    ministradoras de Condomnios (Ena-

    con). O evento acontece na sede do

    Secovi-SP (Rua Dr. Bacelar, 1.043 -

    Capital), nos dias 11 e 12 de agosto,

    a partir das 8h30.

    O vice-presidente de Administrao

    Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP,

    Hubert Gebara, prev que cerca de 400

    profissionais participaro do encontro,

    quase o dobro do pblico presente no

    Enacon do ano passado. Fizemos

    uma seleo de assuntos da maior

    importncia para as administradoras.

    Por isso temos certeza do sucesso do

    evento, diz o dirigente.

    Alm dos temas acima citados, ha-

    ver uma apresentao sobre Desafios

    da Globalizao para o Setor e a mesa

    redonda Tributao das Empresas.

    Um workshop civil discutir Despesas,

    Inadimplncia e Prestao de Contas e

    um workshop fiscal-tributrio explicar

    como corrigir erros nos recolhimentos,

    alm de sanar as dvidas mais comuns

    das administradoras.

    Mais informaes podem ser obti-

    das no portal Secovi (www.secovi.com.

    br), pelo telefone (11) 3062-1722 ou

    e-mail [email protected]

    No perca o principal evento

    das administradoras

    6

    Bom saBeR

    esPao do leitoR

    Este espao reservado para voc se comunicar conosco. Envie seu comentrio,

    crtica ou sugesto para o e-mail [email protected] Voc tambm

    pode escrever para Revista Secovi-SP Condomnios Rua Dr. Bacelar, 1.043

    CEP 04026-002 So Paulo SP. Os e-mails e cartas podem ser publicados

    resumidamente. Aguardamos seu contato!

    Hoje pela manh, fiz uma consulta ao Secovi-SP e quero parabeniz-los pelo excelente

    atendimento que recebi (coisa rara hoje em dia):

    objetivo, corts e esclarecedor. Queria, agora, con-

    tatar a D. Nelza Gava de Huerta (edio 213). No

    s achei muito interessante a entrevista, como verifi-

    quei que aquele condomnio passou por problemas

    com os quais hoje me deparo no meu condomnio:

    infiltraes e alta conta de consumo de gua.Paulo Cezar da Rocha Dias, do Condomnio

    Edifcio Maison Gardanne, So Paulo, SP.

    Fornecemos ao Sr. Paulo Cezar os telefones

    de D. Nelza.

    Gostaria de fazer um anncio na Revista Secovi-SP Condomnios e queria saber qual o preo

    ou para que telefone devo ligar para obter essas infor-

    maes. Desde j agradeo a ateno.Marcelo Winther, por e-mail

    Repassamos o e-mail do leitor Fontpress, empresa

    responsvel pela rea comercial da Revista. Tambm

    fornecemos os telefones da nossa parceira ao Sr.

    Fernando. Informamos a todos que, para anunciar, s

    ligar para (11) 5041-4715 e (11) 5044-2557 ou enviar

    e-mail para [email protected]

    Este espao reservado para voc se comunicar conosco. Envie seu comentrio,

    . Voc tambm

    Revista Secovi-SP Condomnios Rua Dr. Bacelar, 1.043

    . Os e-mails e cartas podem ser publicados

    Gostaria de fazer um anncio na Revista

  • Regional ABC discute reciclagem de leo

    Coleta de leo e os males cau-sados pelo descarte incorreto foram o foco do Encontro de Sndicos e Administradoras de Condo-

    mnios do Grande ABC, ocorrido no dia

    18/4, promoo conjunta do Secovi-SP

    e da Acigabc (Associao dos Cons-

    trutores, Imobilirias e Administradoras

    do Grande ABC), representante regio-

    nal do Sindicato.

    Clia Marcondes, presidente da

    Ecoleo - Associao Brasileira para

    Sensibilizao, Coleta e Reciclagem de

    Resduos de leo Comestvel, falou so-

    bre a importncia da conscientizao

    ambiental. Os recursos so limitados

    e, para manter o consumo que temos

    hoje, seriam necessrios trs planetas

    como o nosso, afirmou.

    Alm de ser uma atitude ecologi- Clia: leo recolhido pode ser utilizado na fabricao de biodiesel, rao animal, sabo etc.

    Foto

    : Cal

    o J

    orge

    camente sustentvel, Clia explicou

    que a reciclagem cria novos postos

    de trabalho. O leo recolhido pode ser

    utilizado na fabricao de biodiesel,

    rao animal, tintas e vernizes, sabo,

    cosmticos, velas, entre outros.

    Agende-seA programao da Universi- dade Secovi para o Interior inclui vrios cursos no ms de julho. Veja ao lado deta-

    lhes sobre um deles. Precisando

    informar-se sobre a programao

    na sua cidade, contate o escritrio do

    Secovi-SP de sua regio.

    Segurana Predial, dia 18/7

    em So Jos do Rio Preto

    Dirigido a gerentes pre-

    diais, sndicos, zeladores,

    porteiros, vigias e

    seguranas, o cur-

    so falar so-

    bre Organizao e Estrutura do Con-

    domnio; Segurana Patrimonial; e

    Situaes Contingenciais. As aulas,

    ministradas pelos coordenadores do

    Manual de Segurana Patrimonial do

    Secovi-SP, se estendero das 9 s

    16 horas, na Regional So Jos do

    Rio Preto. Informaes e reservas:

    (17) 3235-1138 e (17) 3222-7249

    ou e-mail [email protected]

    ms de julho. Veja ao lado deta-

    lhes sobre um deles. Precisando

    informar-se sobre a programao

    Segurana Predial, dia 18/7

    em So Jos do Rio Preto

    Dirigido a gerentes pre-

    diais, sndicos, zeladores,

    porteiros, vigias e

    seguranas, o cur-

    so falar so-

    8

    Bom saBeR

    inteRioR

  • 25

  • Em pouco mais de um ano, moradores do Edifcio Suzana perceberam que organizao e transparncia so fundamentais para uma administrao condominial adequada

    A ntnio Gleyton Alves da Silva, 30, aceitou um de- safio que poucos teriam coragem de encarar. Assumiu o posto de sndico de um prdio com mais de 40 anos de existncia, localizado no centro da Capital. Para complicar um pouco mais, tratava-se de um imvel de um

    Colocando ordem na casa

    nico proprietrio, com 68 kitche-nettes, que fora desmembrado e acabava de se transformar em con-domnio. Em sua segunda gesto no comando do Edifcio Suzana, Silva mostra que, com dedicao e cooperao dos moradores, possvel transformar ambientes e pessoas.

    Como se tornou sndico?

    O nosso prdio era um domnio, pois

    todos os apartamentos pertenciam ao

    mesmo dono. Em julho de 2008, ele

    vendeu as unidades e o Edifcio Suzana

    tornou-se um condomnio. A eleio para

    sndico aconteceu s em dezembro de

    2008 e eu, que j era morador h mais de

    quatro anos, fui eleito com 90% dos votos.

    Silva foi eleito com 90% dos votos

    Foto

    s: C

    alo

    Jor

    ge

    10

    Por Andressa Ferrer

    Vida de sndico

  • Qual era a situao do prdio na

    poca?

    Quando peguei as pastas do condo-

    mnio, levei um susto. O caixa estava

    negativo, a administradora era negli-

    gente, a inadimplncia estava enorme,

    extintores de incndio e limpeza da

    caixa d'gua vencidos. O prdio no

    era pintado h mais de 15 anos, havia

    lixo nos corredores e barulho fora de

    hora, no existia nenhum equipamento

    de segurana, a dedetizao havia

    sido feita h mais de um ano, o prdio

    sofria com enchentes e o condomnio

    de garagens estava atrasado.

    Como voc procedeu diante de

    tantos problemas?

    Minha primeira iniciativa foi fazer um

    curso para sndicos. Em seguida, con-

    tratei uma auditoria para identificar os

    principais problemas de caixa, montei

    um conselho e, em pouco tempo,

    troquei a administradora e todos os

    fornecedores.

    Quais foram os seus principais

    desafios?

    O meu maior desafio foi conquistar o

    apoio dos moradores e fazer com que

    eles entendessem e aceitassem algu-

    mas regras. Descobri que o motivo da

    inadimplncia era a insatisfao com

    a administrao do prdio. Hoje esse

    problema quase nulo. Em assem-

    bleias, conto com 80% de participao

    e, em um ano e quatro meses de man-

    dato, apliquei apenas cinco multas.

    E a questo do caixa, como voc

    resolveu?

    Revertemos a situao e hoje temos

    at dinheiro aplicado. Entramos com

    uma ao contra a situao irregular

    Meu maior desafio foi conquistar o apoio

    dos moradores e fazer com que

    eles entendessem e aceitassem

    algumas regras

    das garagens. Ganhamos e o dinheiro

    foi usado para recuperar o caixa. Alm

    disso, renegociei o valor de locao

    de antenas no prdio e consegui um

    aumento da receita superior a 100%.

    Devido a essas conquistas, consegui

    baixar duas vezes o valor do condo-

    mnio, alm de reavaliar os valores de

    acordo com o tamanho dos aparta-

    mentos, j que a metragem no a

    mesma para todos.

    Tambm temos

    uma iniciativa para

    conter os gastos

    com limpeza. Fa-

    zemos a coleta do

    leo de cozinha no

    prdio e encami-

    nhamos para uma

    ONG, que nos cede

    materiais de limpe-

    za gratuitamente.

    Pelo que voc descreveu, o prdio

    precisava de muitos reparos. Con-

    seguiu realizar algum?

    Sim. Todas as questes emergenciais

    foram resolvidas: limpeza da caixa

    d'gua, dedetizao e troca de extin-

    tores. J no sofremos mais com en-

    chentes, porque colocamos comportas

    no edifcio. Alm disso, conseguimos

    instalar o servio de portaria 24 horas,

    cmeras de segurana, interfones e lu-

    zes de emergncia nas reas comuns.

    Recentemente, fizemos a manuteno

    dos elevadores, montamos a rampa de

    acesso para deficientes e, finalmente,

    pintamos o prdio. Para conter gas-

    tos, eu e o zelador fizemos parte dos

    reparos.

    Quais os prxi-

    mos planos como

    sndico?

    Como no pode-

    mos modernizar os

    elevadores agora,

    vamos reform-los

    com adesivos e ta-

    petes. No gosto

    de trabalhar com

    rateios, mas estou finalizando um

    projeto para angariar verbas para os

    elevadores. Ser um quadro no qual

    os comerciantes pagaro aluguel para

    anunciar servios e os moradores se

    beneficiaro com descontos. Tambm

    estamos iniciando o processo para im-

    plantao da coleta seletiva do lixo. -

    Agora o prdio conta com servio de portaria 24 horas

    11

  • A s primeiras transmisses da TV digital no Brasil ocorreram em 2007. No ano passado, ficou estabelecida a obrigatorieda-

    de dos fabricantes de televisores

    instalarem conversores digitais nos

    aparelhos de 32 polegadas ou mais.

    Este ano, a norma foi estendida para

    modelos a partir de 26 polegadas.

    O momento de adaptao.

    Aos poucos, o sinal analgico ser

    integralmente substitudo pelo di-

    gital. Para os consumidores, so

    vrias as vantagens, da melhoria na

    qualidade das imagens at a possi-

    bilidade de captao de sinais em

    reas muito mais amplas, incluindo

    Com o fim do sinal analgico, previsto para 2016, condomnios devem comear a instalar antenas que captem o sinal digital

    de Promoo do SBTVD (Sistema

    Brasileiro de TV Digital).

    Durante o perodo de migrao,

    vale ressaltar, possvel distribuir os

    dois tipos de sinais. Em So Paulo,

    algumas empresas especializadas

    na instalao de antenas coletivas

    tm enviado, gratuitamente, uma

    circular aos sndicos interessados em

    compreender melhor como funciona a

    captao do sinal digital, bem como

    as vantagens do formato. O sinal di-

    gital envolve um custo de manuteno

    menor, j que o nmero de antenas di-

    minui e no h necessidade de ajustes

    constantes. Muitos condminos hoje

    optam pela TV paga, devido qualida-

    de da imagem ou pelo grande nmero

    de canais. Fica uma dica para quem

    preza pela qualidade: as imagens do

    sinal digital so muito melhores, pois

    so captadas em alta definio, e j

    existem mais de 20 canais gratuitos

    que transmitem sua programao por

    esse tipo de sinal, destaca Carlos

    localidades afastadas dos grandes

    centros urbanos.

    As empresas de telecomunica-

    es e transmisso de canais esto

    adiantadas nesse processo, mas

    ainda h muita gente que no adquiriu

    um conversor digital ou no possui o

    aparelho de TV com o equipamento

    embutido. Por conta disso, muitos

    sndicos no tm se preocupado

    em instalar antenas coletivas que

    captem o sinal digital. conveniente

    fazer agora a instalao desse tipo

    de antena, pois mais tarde o preo

    vai subir, visto que o sinal analgi-

    co tem de desaparecer at 2016,

    afirma Eduardo Bicudo, tcnico

    em Antenas e membro do Mdulo

    Bicudo: Em 2016, o sinal analgico ser definitivamente desligado

    reas muito mais amplas, incluindo captao do sinal digital, bem como

    as vantagens do formato. O sinal di-

    gital envolve um custo de manuteno

    menor, j que o nmero de antenas di-

    minui e no h necessidade de ajustes

    constantes. Muitos condminos hoje

    optam pela TV paga, devido qualida-

    de da imagem ou pelo grande nmero

    de canais. Fica uma dica para quem

    preza pela qualidade: as imagens do

    sinal digital so muito melhores, pois

    so captadas em alta definio, e j

    existem mais de 20 canais gratuitos

    que transmitem sua programao por

    esse tipo de sinal, destaca Carlos

    afirma Eduardo Bicudo, tcnico

    em Antenas e membro do Mdulo

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    Preparado para aTV digital?

    12

    Por Paula Ignacio

    tecnologia

  • Tesser, tcnico em Antenas Coletivas

    e scio da Unicatec Tecnologia.

    Ao contratar empresas ou fun-

    cionrios para a instalao, alerta o

    empresrio, preciso tomar alguns

    cuidados. fundamental que o

    trabalho seja feito de forma correta

    e que os materiais utilizados tenham

    boa qualidade, para evitar prejuzos e

    transtornos ao condomnio.

    O condomnio deve levantar in-

    formaes sobre os prestadores de

    servio e solicitar referncias a outros

    clientes. Uma antena mal instalada

    pode danificar a estrutura do prdio

    se a impermeabilizao da laje for

    furada durante a instalao, por exem-

    plo ou queimar todos os televisores

    ligados ao cabo de transmisso.

    Os sndicos precisam permanecer

    atentos manuteno das lajes e

    medio constante dos para-raios.

    Se este estiver instalado em um nvel

    inferior ao da antena, h o risco desta

    funcionar como para-raios durante

    uma tempestade. Isso danificar no

    somente a antena, forando a sua

    substituio, como tambm as televi-

    ses dos moradores, afirma Tesser.

    Mudando de antena

    Feita a averiguao das condi-

    es de infraestrutura do prdio, a

    instalao da nova antena relati-

    vamente simples. Se os cabos que

    chegam nos apartamentos estiverem

    em boas condies, o trabalho dos

    tcnicos ser rpido. Normalmente,

    os prdios tm estruturas especficas

    para a passagem de cabos coaxiais

    (cabo condutor para a transmisso

    de sinais). bom evitar a instalao

    junto aos cabos de energia, pois isso

    gera interferncias na distribuio dos

    sinais analgico e digital.

    Alm disso, nos condomnios em

    que a antena coletiva j est instala-

    da, h antena de VHF para os sinais

    analgicos e de UHF para os sinais

    analgicos e digitais. Quer dizer:

    ambos so captados, e a diferena

    est na recepo. Os aparelhos mais

    recentes (plasma, LCD e LED) que

    estiverem com o conversor embutido

    captaro o digital. Os televisores de

    MODELO SIMPLES DE DISTRIBUIO TV DIGITAL

    ANTENA UHF

    CABO Rg6

    CONECTORES Rg6

    CONVERSORDIGITAL

    DIVISOR DE SINAL

    CABO DE UDIO E VDEO

    TV COM CONVERSOR DIGITAL

    TV SEM CONVERSOR DIGITAL

    Modelo Simples de Captao e Distribuio do Sinal Digital

    Font

    e: U

    nica

    tec

    Tecn

    olog

    ia

    INfORME-SEFrum SBTVD Sistema Brasileiro de TV Digital

    www.forumsbtvd.org.br

    DTV Site oficial da TV Digital Brasileira

    www.dtv.org.br

    tubo, por sua vez, tambm podero

    receber o sinal digital se o condmino

    adquirir o conversor digital que ficar

    instalado junto TV, explica Bicudo.

    A converso do sinal analgico

    para o digital no , portanto, um

    bicho de sete cabeas, e pode ser

    interessante adiantar o processo

    de instalao desse tipo de antena

    coletiva. Vale discutir o assunto nas

    reunies de condomnio para que

    todos fiquem cientes da novida-

    de e da proximidade da mudana

    no que diz respeito captao

    coletiva de sinais.

    Tesser, tcnico em Antenas Coletivas

    e scio da Unicatec Tecnologia.

    cionrios para a instalao, alerta o

    empresrio, preciso tomar alguns

    cuidados. fundamental que o

    13

  • O nmero de condomnios adeptos da reciclagem no para de crescer. Na Capital, o Programa de Coleta Seletiva da

    Prefeitura recolheu, no ano passado,

    mais de 41 mil toneladas de material

    reciclvel, quase oito vezes o volume

    de seis anos atrs. Segundo informa-

    es da Limpurb, rgo da Secretaria

    de Servios paulistana responsvel

    pelo programa e pela limpeza pblica

    na Capital, mais de 2.800 condom-

    nios participam da iniciativa. Mas

    essa apenas a ponta do iceberg,

    pois h condomnios que, em vez de

    recorrer Prefeitura, se aliam a outras

    cooperativas.

    Ainda h muito potencial a ser

    explorado. Na cidade de So Paulo,

    menos de 1% da coleta seletiva,

    segundo estima Victor Bicca Neto,

    presidente do Cempre (Compromisso

    Empresarial para a Reciclagem), as-

    sociao sem fins lucrativos voltada

    promoo da reciclagem dentro do

    conceito de gerenciamento integrado

    do lixo. Boa parte do que segue para

    reciclagem vem de catadores que

    recolhem lixo nos aterros, das coo-

    perativas e dos catadores que pegam

    lixo nas ruas, comenta o dirigente.

    Isso significa que o lixo recolhido para

    reciclagem vem, na maioria das vezes,

    de fonte no controlada.

    Vrios fatores movem os condo-

    mnios na direo da reciclagem. Em

    Reciclagem em alta nos condomniosprimeiro lugar, eles aderem recicla-

    gem em funo do volume de resdu-

    os gerados, pois preciso encontrar

    uma soluo para isso. Em segundo

    lugar, devido crescente conscienti-

    zao ambiental dos condminos,

    avalia a engenheira civil Clarice

    Degani, assessora tcnica da Vice-

    -presidncia de Sustentabilidade do

    Secovi-SP (Sindicato da Habitao) e

    consultora tcnica para a certificao

    ambiental Aqua de edificaes novas

    ou j existentes.

    Bicca Neto tambm v uma maior

    conscientizao ambiental. Com

    a Lei de Resduos Slidos, isso vai

    deixar de ser uma ao de um grupo

    conscientizado para ser uma obri-

    gao, frisa, lembrando que h, na

    nova legislao, um princpio de res-

    ponsabilidade compartilhada, isto ,

    todos so responsveis incluindo o

    consumidor pela gesto do produto,

    da fabricao at o descarte.

    No recomendo fazer coleta

    seletiva pensando em reduo da

    taxa condominial, diz o presidente

    do Cempre, opinando que o principal

    ganho mesmo de qualidade de vida.

    A vantagem monetria vem no longo

    prazo, porque a reciclagem tende a

    baratear o produto mais adiante.

    A questo financeira no existe

    mais, afirma Nathalie Gretillat, geren-

    te de Meio Ambiente do Grupo Hubert.

    Ela esclarece que tempos atrs os

    condomnios vendiam material reci-

    clvel a pequenas empresas, que por

    sua vez o revendiam a recicladoras

    maiores. H cerca de trs anos, com a

    crise internacional, os preos despen-

    caram e esses pequenos empresrios

    pararam de retirar o material. Com

    isso, alguns condomnios tambm en-

    cerraram a coleta seletiva, no apenas

    em virtude da perda de receita, mas

    principalmente pela falta de espao

    para armazenar o material.

    Empreendimentos residenciais aderem coleta seletiva, mas ainda h diversos obstculos a serem transpostos

    Clarice: Condomnios aderem reciclagem em funo do volume de resduos gerados

    maiores. H cerca de trs anos, com a

    crise internacional, os preos despen-

    caram e esses pequenos empresrios

    pararam de retirar o material. Com

    isso, alguns condomnios tambm en-

    cerraram a coleta seletiva, no apenas

    em virtude da perda de receita, mas

    principalmente pela falta de espao

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    Por Snia Salgueiro

    caPa

  • Reciclagem em alta nos condomniosProblemas na Capital

    Na cidade de So Paulo h duas

    formas para atuar com a recicla-

    gem: via cooperativas conveniadas

    Prefeitura (servio gratuito) ou, se

    a localidade no for atendida pelo

    programa oficial, contratando uma

    cooperativa independente. Se ela est

    muito prxima do condomnio, pode

    at buscar o material de graa, mas

    essa retirada normalmente cobrada,

    informa Nathalie.

    Bicca Neto, do Cempre, recomen-

    da procurar cooperativas de catado-

    res registradas, e no microempresas

    que fazem da coleta do lixo um

    negcio. H, segundo ele, sites que

    identificam as cooperativas srias,

    como os da Abipet e da Tetrapak. No

    portal do Cempre tambm possvel

    A partir de 1 de janeiro de 2012, o comrcio paulistano no poder

    mais distribuir ou vender sacolas plsticas. A exceo s vale para os

    alimentos vendidos a granel (legumes, frutas, etc.) ou que vertem gua

    (peixes, laticnios, carnes, entre outros). Tambm continua permitido

    usar plstico nas chamadas embalagens primrias dos produtos.

    A Lei n 15.374 foi aprovada no dia 17 de maio pela Cmara Muni-

    cipal da cidade de So Paulo e sancionada logo depois pelo prefeito

    Gilberto Kassab. O comrcio ter de se adaptar nova legislao at

    31 de dezembro prximo.

    A medida um alento para o meio ambiente, mas pode se cons-

    tituir em preocupao para o corpo diretivo dos condomnios. Como

    os moradores esto acostumados a descartar todo tipo de lixo or-

    gnico ou no usando as sacolinhas de supermercados, o sndico

    precisar orientar os condminos a continuarem descartando seu

    lixo de forma segura, usando invlucros de outros materiais, menos

    agressivos natureza.

    Abaixo as sacolas plsticas

    essa retirada normalmente cobrada,

    informa Nathalie.

    Bicca Neto, do Cempre, recomen-

    da procurar cooperativas de catado-

    res registradas, e no microempresas

    que fazem da coleta do lixo um

    negcio. H, segundo ele, sites que

    identificam as cooperativas srias,

    como os da Abipet e da Tetrapak. No

    portal do Cempre tambm possvel

    A Lei n 15.374 foi aprovada no dia 17 de maio pela Cmara Muni-

    cipal da cidade de So Paulo e sancionada logo depois pelo prefeito

    Gilberto Kassab. O comrcio ter de se adaptar nova legislao at

    31 de dezembro prximo.

    A medida um alento para o meio ambiente, mas pode se cons-

    tituir em preocupao para o corpo diretivo dos condomnios. Como

    os moradores esto acostumados a descartar todo tipo de lixo or-

    gnico ou no usando as sacolinhas de supermercados, o sndico

    precisar orientar os condminos a continuarem descartando seu

    lixo de forma segura, usando invlucros de outros materiais, menos

    agressivos natureza.

    15

  • plo, no so cobertas. Apesar dessa

    deficincia, 95% dos condomnios da

    carteira da Hubert que reciclam lixo

    utilizam a coleta da Prefeitura, que

    at o final do ano pretende implantar

    cinco novas centrais de triagem.

    Funcionrios engajados

    No h uma frmula mgica que

    garanta o sucesso da reciclagem.

    Mas Nathalie considera fundamental

    o condomnio escolher com cuidado

    a cooperativa parceira.

    Ela explica que, em alguns con-

    domnios, o sndico e o corpo diretivo

    aprovam o projeto. Em outros, o as-

    sunto ratificado pelos condminos.

    O modus operandi varivel. Em

    alguns locais, os moradores descem

    seu lixo reciclvel, enquanto em outros

    os faxineiros passam nos apartamen-

    tos para peg-lo em um horrio pre-

    estabelecido. O ideal, diz Nathalie,

    que haja uma estrutura na garagem ou

    no trreo, visto que, por determinao

    do Corpo de Bombeiros, nenhum lixo

    pode ser colocado nos andares.

    far a coleta do lixo de uma a duas ve-

    zes por semana. Nathalie observa que

    est difcil obter o continer. H uma

    longa fila e existem condomnios que

    esto espera desse equipamento h

    um ano, diz ela.

    O assunto reciclagem to impor-

    tante e a situao anda to compli-

    cada na Capital que o Secovi-SP, por

    meio do Conselho de Sndicos (grupo

    de trabalho da Vice-presidncia de

    Administrao Imobiliria e Condo-

    mnios, formado por 35 sndicos e co-

    ordenado por Sergio Meira de Castro

    Neto), escolheu esse tema como um

    dos carros-chefes deste ano. Isso sig-

    nifica que os integrantes do Conselho

    estudaro a fundo o problema, levan-

    tando as dificuldades de cada bairro,

    para ampla discusso nas reunies

    at dezembro. A inteno melhorar

    o servio de coleta seletiva realizado

    na cidade, estreitando as relaes do

    Sindicato com a Limpurb.

    Segundo Nathalie, do Grupo Hu-

    bert, o maior problema que muitos

    bairros no tm rota. Ela diz que al-

    gumas reas do Itaim Bibi, por exem-

    Bicca Neto: Perdemos muita oportunidade de reciclagem

    O SUCESSO DO MODELO BRASILEIRO

    O Brasil desempenha um papel

    importante na reciclagem no mundo.

    Apesar de no ter tido por muitos anos

    uma lei de resduos, criou um modelo

    de processos de reciclagem muito

    bem-sucedido, diz Victor Bicca Neto,

    presidente do Cempre (Compromisso

    Empresarial para a Reciclagem). Se-

    gundo ele, esse sistema faz sucesso

    porque, entre outras coisas, inclui

    os catadores, que renem o lixo

    que est difuso no meio ambiente, e

    setores industriais que vislumbraram

    na reciclagem uma oportunidade de

    economia, como bem ilustra a cadeia

    do alumnio.

    Alguns nmeros do uma ideia

    desse sucesso: no Brasil, 98% das

    latas de alumnio so recicladas, o que

    nos d a liderana no mundo nesse

    quesito. O Pas tambm recicla 56%

    de suas embalagens PET (somos os

    segundos, atrs do Japo) e metade

    pesquisar cooperativas, sucateiros e

    recicladores (Veja quadro pgina 8).

    Para manter seu programa, a

    Limpurb conta com 21 cooperativas

    conveniadas. A Prefeitura respon-

    svel pela infraestrutura das centrais

    de triagem e instrumentos de trabalho

    (caminhes de coleta, equipamentos,

    galpes, pagamento de consumo de

    gua e luz). As cooperativas separam

    os materiais, gerando renda e inclu-

    so social a cerca de mil famlias que

    participam do programa e recebem

    uma renda mdia mensal de R$ 800.

    Segundo informa a Limpurb, 75 dos 96

    distritos da cidade so atendidos pelo

    programa, contemplando em torno de

    1,6 milho de domiclios mais os

    condomnios.

    Em alguns casos, a Prefeitura pau-

    listana por intermdio de suas con-

    cessionrias de coleta de lixo, Loga e

    Ecourbis fornece um continer para

    o condomnio colocar o lixo reciclvel.

    A solicitao pode ser feita via Central

    de Atendimento (156) ou pelo e-mail

    [email protected] Se a

    resposta for positiva, a concessionria

    Bicca Neto: Perdemos muita oportunidade de reciclagem

    O Brasil desempenha um papel

    importante na reciclagem no mundo.

    Apesar de no ter tido por muitos anos

    uma lei de resduos, criou um modelo

    de processos de reciclagem muito

    bem-sucedido, diz Victor Bicca Neto,

    presidente do Cempre (Compromisso

    Empresarial para a Reciclagem). Se-

    gundo ele, esse sistema faz sucesso

    porque, entre outras coisas, inclui

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    pre

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    Por Snia Salgueiro

    caPa

  • disponibilizar, na estao de coleta se-

    letiva, um cesto para no-reciclveis.

    incrvel como muitas vezes no h

    a opo do no-reciclvel, causando

    a contaminao dos reciclveis.

    Orientao o mais importante.

    Erros primrios podem comprometer

    As cooperativas s separam os materiais na esteira

    A gerente esclarece que no ne-

    cessrio ter uma lixeira para cada tipo

    de material. As cooperativas coletam

    tudo junto e s separam por material

    na esteira. Depois, tudo vai misturado

    no caminho que transporta o mate-

    rial. Ela ressalta que importante

    O SUCESSO DO MODELO BRASILEIRO

    de todo o papelo, segundo o dirigen-

    te do Cempre.

    H, no entanto, algumas dificulda-

    des a serem transpostas. Perdemos

    muita oportunidade de reciclagem,

    destaca Bicca Neto. Ele cita um estudo

    de 2010 do Ipea (Instituto de Pesquisa

    Econmica Avanada) segundo o qual

    o Brasil tem um potencial de recicla-

    gem, s no tocante a embalagens, de

    R$ 8 bilhes anuais. S reciclamos

    R$ 3 bilhes, porque praticamente

    no temos coleta seletiva, informa.

    Segundo ele, dos 5.565 municpios

    brasileiros, s 443 tm esse servio.

    Clarice Degani, integrante da

    Vice-presidncia de Sustentabili-

    dade do Secovi-SP (Sindicato da

    Habitao), tambm avalia que h

    problemas. Falta apoio dos muni-

    cpios disponibilizando reas para

    transbordo, nas quais os resduos

    gerados possam ser descartados,

    livres de contaminao, para serem

    utilizados posteriormente como sub-

    produtos, diz ela. Alm disso, no

    h disponibilidade de empresas de

    coleta de reciclveis suficientes, tanto

    em termos de oferta do servio a todos

    os interessados como de frequncia

    regular de coleta.

    No caso dos condomnios, com-

    pleta Clarice, as maiores dificuldades

    so a frequencia irregular de coleta, as

    incertezas quanto ao destino dado aos

    resduos coletados e a flutuao no va-

    lor de mercado dos resduos, gerando

    falhas e at interrupo de coleta por

    parte de cooperativas.

    Vantagens da reciclagem- Gerao de emprego para as classes mais baixas, que trabalham em centros e cooperativas de triagem de resduos reciclveis.- Menor volume de lixo nos aterros sanitrios.- No longo prazo, menor cus-to de alguns insumos pode baratear produtos.

    - Cidades mais limpas.

    baratear produtos.- Cidades mais limpas.

    Foto

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    17

  • todo o processo, como deixar passar

    restos de alimentos e de bebidas no

    material que seguir para reciclagem.

    A parte de baixo da caixa de pizza,

    por exemplo, no deve ser reciclada,

    porque ficou em contato com material

    orgnico.

    A conscientizao deve abranger

    todos os pblicos. Os condomnios

    tm errado principalmente a, ressalta

    Nathalie. Ela defende um trabalho

    especfico com as empregadas do-

    msticas, pois so elas que passam o

    dia no apartamento. No adianta res-

    tringir ao condmino e s crianas.

    fundamental envolver os funcionrios

    dos apartamentos e do condomnio,

    enfatiza.

    leo de cozinha

    Antes de implementar a coleta

    seletiva, os condomnios costumam

    chamar os moradores para reunies

    menos formais que as assembleias. O

    corpo diretivo do Condomnio Edifcio

    Rogrio fez vrias reunies e colocou

    avisos no elevador mostrando por que

    reciclar, as vantagens e os materiais

    que podem ser reciclados. No come-

    o tem de ter pacincia, para explicar

    que no todo tipo de material que

    pode ser reciclado, aconselha a sn-

    dica Claudia Rita Misevicius Soares.

    No empreendimento, o lixo

    recolhido nos andares duas vezes

    por dia, de manh e no final da tarde.

    Aos sbados, apenas s 13 horas.

    Temos um zelador que olha no lixo

    dos andares para ver se h algo reci-

    clvel que no foi separado, conta a

    sndica. Os reciclados so recolhidos

    pela concessionria da Prefeitura

    paulistana s teras e quintas-feiras

    de madrugada. Claudia estima que

    80% dos condminos aderiram.

    H um ano o condomnio tambm

    coleta leo. Estvamos com proble-

    mas de entupimento nas cozinhas e

    orientamos o pessoal a no jogar leo

    na pia, conta. Foi selado um acordo

    com uma ONG, para a qual o condo-

    mnio pagou R$ 30 por uma bombona

    e um funil. Quando enche, a gente

    liga e a ONG retira a bombona e deixa

    outra vazia. S houve pagamento da

    primeira vez.

    Tambm h cerca de um ano o

    Condomnio Monte Carlo, localizado

    em Santana, na Capital, recicla seu

    leo de cozinha. Para tanto foi fecha-

    do acordo com uma ONG que usa

    o leo para fazer sabo e a renda

    revertida para pessoas carentes.

    Nathalie: fundamental envolver os funcionrios dos apartamentos e do condomnio

    Eleger um grupo de moradores, que ser responsvel pela organizao e traar estratgias para estimular os demais condminos a aderirem campanha.

    Essa equipe estabelecer como e quando os reciclveis sero recolhidos e definir o destino do material coletado. Tambm checar junto ao poder municipal se existe

    algum tipo de coleta seletiva na regio.

    Mobilizar o maior nmero possvel de moradores, demonstrando a impor-tncia da iniciativa e infomando-os sobre como reciclar.

    Definir os tipos de materiais a serem coletados (jornais, papis, papelo, vidro, plstico, alumnio etc.), tendo sempre em vista a demanda de merca-

    do existente nas redondezas. Isso viabilizar um fluxo constante de sada,

    evitando o acmulo excessivo de materiais no condomnio.

    preciso definir a estrutura operacional do sistema, considerando trs fases: coleta, estocagem e venda (ou doao).

    Fontes: Cempre e Tetra Pak

    PASSO A PASSO PARA CONDOMNIOS QUE QUEREM COMEAR A RECICLAR

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    Por Snia Salgueiro

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  • So disponibilizados dois gales, de

    20 litros cada, para os moradores

    colocarem o produto. Nos ltimos 12

    meses, o condomnio forneceu cerca

    de 80 litros e outros 40 esto prontos

    para ser retirados pela ONG.

    A coleta seletiva de lixo mais

    antiga. Comeou h aproximada-

    mente quatro anos, depois que,

    numa assembleia, um condmino

    fez a sugesto. Antes, os moradores

    s separavam alumnio e papel. A

    surgiu a ideia de fazer uma coleta

    mais abrangente e foi chamada uma

    cooperativa.

    No comeo, com o dinheiro da

    venda do material, comprvamos o

    caf da manh dos funcionrios,

    conta o sndico. Mas, em 2008, o

    preo dos reciclveis caiu muito e

    vrias empresas que pagavam pelo

    lixo pararam de faz-lo, explica o

    sndico, ressaltando que os funcio-

    nrios continuam ganhando o lanche.

    Ainda que no recebamos nada, a

    iniciativa muito vlida, por causa

    da conscientizao e pela queda do

    volume de lixo que vai para o aterro,

    defende Bertelini.

    O Monte Carlo produz de 400 a

    Empresas e entidades de classe tambm esto en-

    gajadas na cruzada da reciclagem. A Abipet (Associao

    Brasileira da Indstria do PET) e a Tetra Pak lanaram re-

    centemente dois servios que podem ser uma mo na roda

    para os condomnios.

    A Tetra Pak criou o portal Rota da Reciclagem (www.

    rotadareciclagem.com.br), que permite encontrar coopera-

    tivas, pontos de entrega voluntria de materiais reciclveis

    e comrcios ligados cadeia de reciclagem, localizados

    em boa parte do territrio nacional, usando o Google Maps.

    Basta colocar o endereo do condomnio para ter acesso a

    telefone e endereo desses locais. O portal ainda d diversas

    informaes sobre o processo de separao e envio reci-

    clagem de embalagens longa vida (as tradicionais caixinhas

    de leite e embalagens assemelhadas) e vrias dicas sobre

    coleta seletiva.

    O LevPet (www.levpet.org.br), da Abipet, tambm utiliza

    o Google Maps para fornecer a localizao dos pontos de

    entrega voluntria, cooperativas, comerciantes de reciclveis,

    ONGs, entidades e recicladores que recebem o material

    reciclado de modo pulverizado nas cidades. Aqui, em vez

    do endereo, o interessado precisa digitar o nmero do CEP.

    mais uma demonstrao do comprometimento do setor

    com a preservao do meio ambiente. Alm disso, colabora

    para resolver o grande entrave que dificulta a ampliao

    da reciclagem em nossa indstria: a falta de um sistema

    pblico abrangente de coleta seletiva, afirma Auri Maron,

    presidente da Abipet.

    Outro portal bem completo o do Cempre (Compromisso

    Empresarial para a Reciclagem), associao sem fins lucra-

    tivos que promove o tema reciclagem. No endereo www.

    cempre.org.br, possvel pesquisar cooperativas, sucateiros

    e recicladores, tanto por regio como material; consultar o

    preo de diversos materiais reciclveis; e conhecer o tama-

    nho do mercado de reciclagem, alm de tirar dvidas, por

    meio de uma seo de perguntas e respostas.

    INFORME-SE MAIS SOBRE O TEMA

    500 quilos de lixo reciclvel por sema-

    na. So retirados de dois a trs fardos

    semanais, fora jornais e revistas, que

    so separados mas no colocados

    nos fardos. Os moradores depositam

    o lixo em seis pontos espalhados pela

    garagem. Em cada um deles h um

    cesto para orgnicos e outro para

    reciclveis. Um faxineiro recolhe o

    material e o leva para um depsito,

    que acomoda ainda os gales de leo

    de cozinha.

    A reciclagem tambm realidade

    no Condomnio Piazza di Toscana,

    um complexo com cinco torres situ-

    ado na zona leste paulistana, desde

    que o complexo foi entregue, h

    seis anos e meio. Toda tera-feira

    uma cooperativa recolhe o material,

    que fica estocado em um depsito.

    D mais ou menos 200 quilos por

    semana, informa a sndica Ana

    Josefa Severino.

    Bertelini: A iniciativa muito vlida, por causa da conscientizao e pela queda do volume de lixo que vai para o aterro

    sndico, ressaltando que os funcio-

    nrios continuam ganhando o lanche.

    Ainda que no recebamos nada, a

    iniciativa muito vlida, por causa

    da conscientizao e pela queda do

    volume de lixo que vai para o aterro,

    defende Bertelini.

    O Monte Carlo produz de 400 a

    Bertelini: A iniciativa muito vlida, por causa da conscientizao e pela queda do volume de lixo que vai para o aterroFo

    to: C

    alo

    Jor

    ge

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    Por Snia Salgueiro

    caPa

  • Gerador de condomnio paulistano ter de ser adaptadoO prazo para a adequao bem apertado: 180 dias, contados a partir de 25 de maro ltimo

    Condomnios residenciais e comerciais que possuem geradores de energia de-vem ficar atentos para o que dizem

    os artigos do Decreto Municipal

    n 52.209/11, assinado no final de

    maro pelo prefeito de So Paulo,

    Gilberto Kassab, e que regulamenta

    legislaes anteriores sobre o tema.

    Em seu artigo 2, o decreto prev

    que todas as edificaes pblicas

    ou privadas que utilizam grupos

    Annunciato: Sndico deve pedir laudo empresa de manuteno para provar que tudo est em conformidade com a nova lei

    motogeradores (os geradores de

    energia) devero convert-los ou

    utilizar equipamentos movidos a

    combustvel menos poluente que o

    leo diesel ou, ainda, adaptar filtros

    ou outros acessrios que reduzam a

    poluio, observando o que venha a

    ser estabelecido pelo rgo ambien-

    tal competente.

    O Decreto encontra respaldo no

    Cdigo de Obras e Edificaes, isto

    , na Lei n 11.228/92 e justifica-se

    como um fator de diminuio da

    poluio ambiental, sendo uma das

    medidas incentivadas pela poltica

    de mudanas climticas, ilustra

    Joo Paulo Rossi Paschoal, asses-

    sor jurdico do Secovi-SP (Sindicato

    da Habitao). Ele faz referncia ao

    item 9.4 do Cdigo de Obras, que foi

    acrescido de itens especficos sobre

    a nova obrigatoriedade.

    Tal legislao atualmente se

    restringe ao municpio de So Paulo.

    Em breve, contudo, certamente ser-

    vir de parmetro e referncia para

    as demais regies do Estado e do

    Pas, analisa.

    O decreto se aplica tambm aos

    condomnios antigos, que possuem

    gerador h bastante tempo. Todos

    tero de se adaptar num prazo de

    180 dias a partir da data da publi-

    cao do documento, em 25 de

    maro de 2011, complementa

    Rossi Paschoal.

    Na opinio de Hubert Gebara,

    vice-presidente de Administrao

    Imobiliria e Condomnios do Seco-

    vi-SP, toda mudana que visa reduzir

    a poluio bem-vinda pelo setor e

    pelo Sindicato da Habitao. Esta-

    mos todos preocupados com o meio

    ambiente. Queremos garantir quali-

    dade de vida para a gerao atual e

    tambm para as futuras, mas o prazo

    muito exguo. Muitos condomnios

    com certeza tero dificuldade para

    cumprir esse cronograma, declara.

    Segundo Joo Luiz Annunciato,

    diretor de Administradoras da mes-

    ma vice-presidncia do Secovi-SP,

    de certo modo a legislao flexvel

    para os condomnios, principalmen-

    te ao abrir a possibilidade de insta-

    22

    esPecialPor Marcos Fernando Queiroz

  • lao de filtros nos equipamentos

    geradores dos edifcios. Se o con-

    domnio no tiver caixa para isso, o

    sndico dever convocar assembleia

    e apresentar trs oramentos para

    atender a essa obrigatoriedade, diz.

    De acordo com o di retor,

    prudente que o sndico cobre das

    administradoras uma declarao

    ou laudo das empresas de manu-

    teno dizendo que o sistema est

    em conformidade com as exigncias

    da nova lei.

  • Aproveite a chegada do inverno, poca de muito frio e pouca chuva, para fazer os reparos necessrios nessa concorrida rea do condomnio

    O inverno est se aproximando e a utilizao das piscinas tende a diminuir bastante. Vrios condomnios optam pelo seu

    fechamento, mas alguns decidem

    mant-las funcionando, investindo at

    mesmo na instalao de climatizado-

    res. Qualquer que seja o caso, este

    o momento ideal para programar

    reformas ou pequenos reparos, sem

    descuidar do tratamento da gua e

    da correta sinalizao do entorno, de

    forma a evitar acidentes. Alm do bai-

    xo movimento, o clima colabora para

    uma rpida concluso dos trabalhos,

    segundo representantes de empresas

    que fazem obras em piscinas. No

    Estado de So Paulo, o inverno a

    na execuo da reforma, afirma o

    engenheiro Eduardo Dealis, da EHS

    Engenharia.

    Em uma primeira avaliao, verifi-

    ca-se, em geral, se os filtros da piscina

    precisam ser substitudos por novos;

    se o revestimento do deck deve ser

    trocado (veja mais informaes na

    pgina ao lado); se h problemas de

    impermeabilizao e estanqueidade

    do leito; e se o local apresenta trincas

    e rachaduras ou ainda descolamento

    de pastilhas.

    Conforme Dealis, o descolamento

    de pastilhas ou do rejunte um pon-

    to preocupante, pois pode ser sinal

    de infiltrao. Caso o problema seja

    confirmado, preciso fazer uma nova

    melhor poca para a realizao de re-

    formas, porque chove menos, afirma

    a engenheira Cibele Neme, da Minuano

    Engenharia.

    O sndico responsvel pela con-

    tratao de uma empresa de engenha-

    ria capacitada para uma avaliao do

    local. Por segurana, recomenda-se

    exigir o ART (Certificado de Anotao

    de Responsabilidade Tcnica). A

    contratao de prestadores de ser-

    vio distintos para trabalharem em

    uma mesma obra demanda, por sua

    vez, ateno redobrada por parte do

    condomnio. fundamental verificar

    se uma determinada empresa presta

    o servio total ou se as outras com-

    panhias contratadas tero unidade

    Piscina em ordem

    Foto

    : Div

    ulga

    o

    24

    manutenoPor Paula Ignacio

  • Piscina em ordemimpermeabilizao da piscina e de seu

    entorno. H novos produtos, como a

    manta lquida, que no se desprendem

    das laterais das paredes e podem ser

    aplicados nos reservatrios, explica o

    engenheiro.

    Se a piscina for esvaziada para

    manuteno, as empresas e o prprio

    prdio devem providenciar obstculos

    e avisos, para prevenir acidentes. Re-

    comenda-se a colocao de cercas

    e avisos para que o acesso a essas

    reas fique restrito aos funcionrios,

    refora Srgio Meira de Castro Neto,

    diretor de Condomnios do Secovi-SP

    (Sindicato da Habitao). No caso de

    ficar decidido em assembleia que as

    piscinas permanecero fechadas no

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    DECKS DE MADEIRA

    Com relao aos decks de madeira, importante manter as vigas, pilares

    e barrotes envernizados e limpos para uma boa impermeabilizao. Caso as

    piscinas tenham decks que precisem ser substitudos, recomendo uma nova im-

    permeabilizao da rea e colocao do revestimento com pedras naturais, como

    a Pedra Mineira, Pedra Gois ou So Tom, alm de alguns tipos de mrmore e

    granito com acabamento menos liso, diz Eduardo Delis, da EHS.

    Segundo ele, as pedras naturais so mais higinicas e apresentam melhor

    acabamento. A manuteno tambm mais fcil e raramente h necessidade de

    substituio. Por causa de sua maior porosidade, h menor risco de acidentes em

    uma rea como o deck, que fica constantemente molhada.

    25

  • inverno, o condomnio fica responsvel

    por tomar as medidas cabveis para o

    isolamento da rea. Cabe ao condo-

    mnio cuidar para que crianas no en-

    trem desacompanhadas nesses locais,

    mesmo quando as piscinas estiverem

    fechadas. Alguns cuidados bsicos de

    restrio, bem como a publicao de

    avisos, so fundamentais, completa

    Srgio Meira.

    Temperatura agradvel

    Ao optar pela instalao de sistema

    de aquecimento, o condomnio deve

    atentar para a relao custo-benefcio

    do equipamento. H trs tipos de

    aquecedores: a gs, eltrico e solar.

    Todo aquecimento uma recirculao

    da gua, que passa pelo sistema de

    aquecedores e novamente lanada

    na piscina. H prs e contras na ins-

    talao desses sistemas. bom ter a

    temperatura constante para utilizao

    mais frequente da piscina, mas geral-

    mente o custo de manuteno alto,

    alerta Cibele, da Minuano.

    Mesmo tendo um custo de instala-

    o relativamente alto, o aquecimento

    solar uma alternativa interessante

    porque, alm de ambientalmente

    correto, apresenta valor mais baixo de

    manuteno.

    Os cuidados com o tratamento da

    gua aquecida so os mesmos, mas

    vale lembrar que as bactrias podem

    proliferar mais rapidamente nesse

    ambiente. Por isso importante que as

    piscinas climatizadas permaneam em

    uma rea coberta e isolada de vento

    e chuva, que podem trazer impurezas

    para a gua.

    No inverno, ainda que a piscina

    seja fechada, o tratamento da gua

    deve seguir com a mesma frequncia.

    A falta de manuteno pode trazer

    consequncias desagradveis, como

    proliferao de insetos, microorganis-

    mos e parasitas e at o surgimento de

    algas. Mesmo no inverno, a piscina

    precisa de tratamento. Caso contrrio,

    faz-se necessrio o descarte de gua,

    processo caro e nem um pouco sus-

    tentvel. Devemos considerar tambm

    o aspecto sanitrio e a localizao da

    rea, que influencia na constncia

    do tratamento. Piscinas prximas a

    regies muito poludas, com queima-

    das e at com muita vegetao nas

    proximidades, exigem maiores cuida-

    dos, diz Marcos Gasparotto, da HTH

    Produtos para Piscina.

    O tratamento da gua geralmente

    feito pelos funcionrios do condomnio.

    Cabe ao sndico providenciar cursos

    (que so gratuitos e oferecidos pelas

    empresas fornecedoras dos produtos

    para o tratamento qumico da gua)

    e os equipamentos de proteo ne-

    cessrios para o manuseio destes,

    os chamados EPIs (Equipamentos de

    Proteo Industrial).

    importante observar os prazos de

    validade dos produtos e garantir que o

    funcionrio responsvel utilizar os vo-

    lumes adequados. Existem cloradores

    automticos que liberam a quantidade

    exata de produto na gua, evitando o

    contato do funcionrio com o cloro e

    possveis intoxicaes. Eles tambm

    ajudam a diminuir o desperdcio do

    produto e baratear o custo mensal de

    manuteno.

    Mesmo no inverno, a gua da piscina precisa de tratamento

    Meira: importante colocar cercas e avisos para que acesso piscina fique restrito aos funcionrios

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    manutenoPor Paula Ignacio

  • Reunio onlineAssembleia digital possibilita maior participao de moradores, agiliza decises e reduz chance de conflitos

    Em plena era da banda lar-ga e da certificao digital, condomnios e loteamentos comeam a lanar mo de um novo

    expediente na hora de aprovar contas,

    discutir problemas e avalizar oramen-

    tos de obras e servios: a assembleia

    virtual.

    Entre os principais atrativos desse

    tipo de assembleia esto a possibili-

    dade de aumento da participao de

    condminos, a agilizao das deci-

    ses e a menor chance de conflitos.

    Numa assembleia virtual, voc evita

    a poluio sonora, as agresses e os

    embates pessoais, porque as pessoas

    tendem a pensar mais antes de escre-

    ver. Nesse sentido, ela um inibidor

    de conflitos, afirma Marcos Davi

    Monezzi, integrante da Diretoria de

    Loteamentos da Vice-presidncia de

    Administrao Imobliria e Condom-

    nios do Secovi-SP e scio-fundador

    da Monezzi Advocacia.

    Alm de ser mais objetiva, a as-

    sembleia virtual ou mesmo a declara-

    o de voto por meio digital reduz dis-

    tncias e derruba barreiras. s vezes o

    condmino tem receio de se manifestar

    em pblico e opta por no participar

    do encontro. Tambm h quem tenha

    dificuldade de locomoo, comenta

    o advogado. Seja sozinha, seja em

    conjunto com a assembleia conven-

    cional, ela sempre incentiva a parti-

    cipao e aumenta o qurum. Ainda

    ser necessrio manter a assembleia

    convencional por um bom tempo, mas

    de suma importncia abrir novas pos-

    sibilidades de as pessoas participarem

    das decises em condomnio, como

    o caso do voto pela internet, opina.

    Como fazer

    A proliferao de sites de condom-

    nios e a instituio do certificado digital

    foram cruciais para o surgimento da

    assembleia virtual e da declarao de

    voto por meio digital. Por intermdio

    dos sites, por exemplo, possvel

    prestar contas, acessar a Conveno

    Monezzi: Numa assembleia virtual, voc evita a poluio sonora, as agresses e os embates pessoais

    Ter previso na Conveno do condomnio

    Possuir um site

    Ambiente seguro para a navegao, o envio e recepo de

    documentos eletrnicos

    Certificao digital

    Suporte de um tcnico em informtica ou da administradora

    http:// O que preciso para realizar assembleias virtuaishttp://

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    28

    Por Snia Salgueiro

    legislao

  • e as atas das assembleias. Por que,

    ento, no se manifestar via chat ou

    e-mail numa assembleia virtual?,

    indaga Monezzi.

    Para que a ideia vingasse, faltava

    um elemento de segurana, agora

    disponvel: a certificao digital. Ela

    garante que mesmo o condmino

    que est participando da discusso

    ou da votao. Era necessrio criar

    um ambiente seguro, com as mesmas

    garantias da assembleia presencial.

    Partir para a assembleia virtual

    exige, porm, alguns procedimentos.

    Em primeiro lugar, ela tem de estar

    prevista na Conveno. O artigo

    1.334, inciso 3, do Cdigo Civil esta-

    belece que a Conveno determinar

    a competncia da assembleia, a forma

    de sua convocao e o qurum para

    deliberaes, esclarece Monezzi.

    Cra: Usando a internet, possvel conseguir um ndice de presena de 60% a 70%

    Para reunir condies de realizar

    uma assembleia virtual, o condomnio

    deve contar com um tcnico em infor-

    mtica ou com o suporte de adminis-

    tradora que disponha dessa estrutura.

    Monezzi conta que as assembleias

    virtuais e as declaraes de voto por

    meio eletrnico surgiram h cerca de

    trs ou quatro anos, com os clubes de

    campo, que tm a mesma compo-

    sio de um condomnio, em termos

    estatutrios, e tambm nos condom-

    nios complexos (os que renem hotel,

    rea comercial e residencial). Como

    os proprietrios so de diversos luga-

    res, ou eles se renem numa poca

    especfica ou necessrio recorrer

    Presena maciaEm fevereiro, o Residencial dos Pinheiros, condomnio horizontal com 27

    sobrados localizado em So Bernardo do Campo, realizou sua primeira as-

    sembleia virtual. Contvamos com uma mdia de trs ou quatro moradores e

    nessa reunio registramos 80% de presena, conta a sndica Giovana Baradelli.

    Ela diz que a ferramenta permite ao morador que no est no condomnio na

    hora da assembleia emitir uma procurao e envi-la sindica ou, via assinatura

    digital, votar no prprio site. Isso possvel porque o Residencial dos Pinheiros

    est na web. Alm de agilizar as discusses, segundo Giovana, a assembleia

    virtual ameniza o clima no condomnio. Havia gente que esperava a assembleia

    para lavar roupa suja e isso no acontece via assembleia virtual, ilustra.

    Carlos Cra, diretor de Desenvolvimento de Produtos da Superlgica,

    fabricante do software adquirido pelo Residencial dos Pinheiros, explica que a

    assembleia fica agendada no sistema. Um dia antes da data marcada, gerada

    uma procurao, que possibilita ao condmino participar da assembleia sem

    estar presente. O qurum em uma assembleia sempre muito baixo. Usando

    a internet, possvel conseguir um ndice de presena de 60% a 70%, defende

    o executivo.

    Uma das maiores vantagens do sistema, conforme Cra, que ele hbrido.

    No daria para deixar de fora quem no tem internet ou no possui familiaridade

    com ela, justifica. Da a assembleia presencial continuar existindo.

    a uma alternativa tecnolgica com

    sustentao jurdica. Da a opo pela

    assembleia virtual, por teleconferncia

    ou mesmo a declarao de voto por

    meio eletrnico.

    Monezzi conta que as assembleias

    virtuais e as declaraes de voto por

    meio eletrnico surgiram h cerca de

    trs ou quatro anos, com os clubes de

    campo, que tm a mesma compo-

    sio de um condomnio, em termos

    estatutrios, e tambm nos condom-

    nios complexos (os que renem hotel,

    rea comercial e residencial). Como

    os proprietrios so de diversos luga-

    res, ou eles se renem numa poca

    especfica ou necessrio recorrer

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    29

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    A necessidade da construo dos edifcios cada vez se faz mais presente decorrente do aumento da populao, escassez e valori-zao dos terrenos alm da segu-rana pessoal.

    O equipamento que possibilitou a construo dos edifcios mais modestos at os chamados arra-nha cus foi o elevador. Portanto, podemos afirmar com certeza que esse equipamento foi a grande inveno dos ltimos tempos, pois sem ele no teramos a condio de verticalizar as edificaes, con-centrando e acomodando grande nmero de famlias e escritrios comerciais.

    A viabilizao do elevador foi possvel a partir de 1.853, com a inveno de um dispositivo que foi denominado de Limitador de Velocidade e Freio de Segurana, que tem como funo brecar a cabina do elevador caso sua velo-cidade nominal, exceda a pr-es-tabelecida. Com esse dispositivo acoplado, foi possvel transportar passageiros com total segurana.

    Cada vez mais a questo de segurana est presente no nosso cotidiano, e, em funo de alguns fatos e metodologia, o mercado de

    elevadores vm adotando como padro, efetuar a reviso desse dispositivo, em mdia a cada 02 (dois) anos independente do tem-po de uso do elevador, executando a aferio, testes e substituio de lacre. Como estes trabalhos no esto contemplados nos contratos de assistncia tcnica, devero ser objeto de proposta e negociao entre empresa e cliente.

    Em abril de 2010 foi publicado, na Revista Direcional a entrevista feita com o consultor Engenheiro Srgio Rodrigues, especializado em elevadores aonde diz que:

    LIMITADORES DE VELOCIDADE Esses componentes so os

    responsveis pela parada de emer-gncia da cabina, caso a velocida-de de descida seja alta (evita a sua queda). Eles apresentam desgaste natural e periodicamente devem ser calibrados e testados (normalmen-te a cada 2 anos). Mensalmente faz-se a verificao da lubrificao e da ausncia de rudos.

    Elevadores so absolutamente seguros desde que sua manuten-o seja feita de forma adequada, portanto no deixe de fazer as manutenes preventivas Evite Acidentes.

    Elevador a grande inveno. Cada vez mais atual e presente

    CIDADES E SOLUES

  • Dicas e indicadores que facilitam aadministrao do seu condomnio

    per

    total geral pessoal / encargo tarifas manut. de equipamentos conservao e limpeza Diversos

    icoN

    Var. %

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    Ms Ano 12 meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

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    abr/10 180,247 0,17 0,64 4,45 181,397 0,00 0,26 5,85 174,024 0,00 0,00 3,90 191,284 0,77 2,23 1,56 176,188 0,61 1,98 0,89 165,923 0,77 2,23 1,56

    mai/10 180,698 0,25 0,89 4,85 181,397 0,00 0,26 5,85 173,959 -0,04 -0,04 4,58 193,560 1,19 3,44 2,84 177,859 0,95 2,95 1,79 167,898 1,19 3,44 2,84

    jun/10 181,038 0,19 1,08 5,21 181,397 0,00 0,26 5,85 173,959 0,00 -0,04 5,31 195,205 0,85 4,32 3,82 179,150 0,73 3,70 2,65 169,325 0,85 4,32 3,82

    jul/10 181,184 0,08 1,16 4,95 181,397 0,00 0,26 5,85 174,397 0,25 0,21 3,20 195,498 0,15 4,48 4,43 179,387 0,13 3,83 3,19 169,579 0,15 4,48 4,43

    ago/10 181,502 0,18 1,34 5,23 181,397 0,00 0,26 5,85 174,397 0,00 0,21 3,20 197,004 0,77 5,28 5,61 180,696 0,73 4,59 4,45 170,885 0,77 5,28 5,61

    set/10 182,921 0,78 2,13 5,36 181,397 0,00 0,26 5,85 179,297 2,81 3,03 3,03 199,269 1,15 6,50 6,38 182,331 0,90 5,54 5,26 172,850 1,15 6,50 6,38

    out/10 192,001 4,96 7,20 7,16 196,322 8,23 8,51 8,51 179,297 0,00 3,03 3,03 201,282 1,01 7,57 7,40 183,880 0,85 6,44 6,23 174,595 1,01 7,57 7,40

    nov/10 192,596 0,31 7,53 7,47 196,322 0,00 8,51 8,51 179,297 0,00 3,03 3,03 204,200 1,45 9,13 8,85 186,029 1,17 7,68 7,39 177,127 1,45 9,13 8,85

    dez/10 192,882 0,15 7,69 7,69 196,322 0,00 8,51 8,51 179,297 0,00 3,03 3,03 205,609 0,69 9,88 9,88 187,034 0,54 8,26 8,26 178,349 0,69 9,88 9,88

    jan/11 193,615 0,38 0,38 8,09 197,008 0,35 0,35 8,61 179,297 0,00 0,00 3,03 207,234 0,79 0,79 11,50 188,309 0,68 0,68 9,49 179,758 0,79 0,79 11,50

    fev/11 194,405 0,41 0,79 8,26 197,623 0,31 0,66 8,94 179,297 0,00 0,00 3,03 209,306 1,00 1,80 11,30 190,024 0,91 1,60 9,55 181,556 1,00 1,80 11,30

    mar/11 194,683 0,14 0,93 8,19 197,623 0,00 0,66 8,94 179,297 0,00 0,00 3,03 210,604 0,62 2,43 10,95 191,242 0,64 2,25 9,20 182,681 0,62 2,43 10,95

    abr/11 194,891 0,11 1,04 8,12 197,623 0,00 0,66 8,94 179,297 0,00 0,00 3,03 211,551 0,45 2,89 10,60 192,216 0,51 2,77 9,10 183,504 0,45 2,89 10,60

    Icon Secovi-SP ndice de Custos CondominiaisMS: Abril/2011 ndice Base Dez/01 = 100,000

    IndicadorVariao - em%

    Ms Ano 12 meses

    IGP-DI 0,50 3,07 10,84

    IGP-M 0,45 2,89 10,60

    IPC 0,70 2,82 6,39

    INPC 0,72 2,89 6,30

    IPCA 0,77 3,23 6,51

    INCC-DI 1,06 2,20 7,33

    Pisos Salariais:Verificar a Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    ACMuLO DE CARGO: 20% ADICIONAL NOTuRNO: 20%

    HORAS EXTRAS: Cidade de So Paulo e demais municpios: 50%

    CESTA BSICA: Verificar Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    fGTS JuNHO/2011 (Data de recolhimento at 7/7/11) = 8% sobre o total da remunerao paga ao empregado

    PIS JuNHO/2011 (Data de recolhimento at 25/7/11) = 1% sobre o total da folha de pagamento

    INSS JuNHO/2011 (Data de recolhimento at 20/7/11)

    *TABELA DE SALRIO DE CONTRIBuIO (R$) a partir de 1/1/2011:At 1.106,90 = 8,00 %De 1.106,91 a 1.844,83 = 9,00 %De 1.844,84 a 3.689,66 = 11,00 %Acima de 3.689,66 = R$ 405,86

    *SALRIO-fAMLIA a partir de 1/1/2011Remunerao mensal at R$ 573,58 = R$ 29,41Remunerao mensal acima de R$ 573,58 at R$ 862,11 = R$ 20,73

    * Tabela de salrio de contribuio previdenciria e cotas de salrio-famlia vigentes a partir de 1/1/2011 Portaria Interministerial MPS/MF n 568/2010, publicada no DOU de 3/1/2011.

    FOLHA DE PAGAMENTO NDICESDE PREO(Abril/2011)

    fontes: FGV, IBGE e Fipe/USP

    Elaborao: Departamento de

    Economia e Estatstica do Secovi-SP

    32

    dia a dia

  • Hubert Gebara vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP

    (Sindicato da Habitao)

    Condomnios- clube

    O condomnio-clube a nova prola do mercado imobilirio brasileiro, na opinio de alguns especialistas. Para ns, ele um dado importante para avaliar nossa evoluo

    em termos de moradia. Achamos que essa estrela

    que sobe tem a ver com o novo astral que paira

    sobre a economia brasileira. Se a chamada classe

    C finalmente chegou ou est chegando ao paraso,

    a chamada classe A-B conquista por mrito prprio,

    de forma cada vez mais eloquente, esse novo tipo

    de moradia com amplas reas verdes, diversos

    itens de lazer e recreao e com os produtos

    e servios que as grandes cidades brasileiras j

    oferecem, mas a um preo ainda alto em razo da

    turbulncia e insegurana fora dos condomnios.

    Por conta de tantas benesses, um tipo de moradia

    barata, se formos analisar o custo-benefcio que

    resulta da comodidade, lazer e segurana. Para as

    famlias, sai mais em conta do que as mensalidades

    cobradas pelos clubes. O custo do deslocamento

    de txi ou do carro particular pode ser minimizado

    ao extremo.

    O condomnio-clube reflete a atual pujana da

    economia brasileira e do nosso cintilante mercado

    imobilirio. Ao que parece, no o que acontece no

    chamado primeiro mundo, que d sinais de estafa

    em alguns segmentos. Como fomos criados sob a

    sndrome terceiro-mundista, o que vem acontecen-

    do no Brasil uma grata surpresa. Resta saber se o

    crescimento da economia vai no longo prazo influir

    negativamente nos altos ndices atuais de violncia

    de nossas cidades. Achamos que vai.

    Enquanto a violncia no entra em curva des-

    cendente face ao bom momento e ao futuro de

    nossa economia, o condomnio-clube uma capa

    protetora para seus residentes. Esse novo tipo de

    moradia vale como uma sada que se torna gra-

    dativamente vivel para grupos cada vez maiores.

    Vale tambm como item de sustentabilidade em

    plena selva de pedra. Essas comunidades tm nor-

    malmente muitos metros quadrados de rea verde

    que respira. Valem como uma praa pblica arbori-

    zada. Este tambm um item do custo-benefcio.

    Funciona dentro e fora do condomnio.

    O quadro da economia mundial est mudando.

    Estamos assistindo surpresos troca de dinheiro e

    poder no planeta. O Brasil est chamando a aten-

    o internacional pelo seu desempenho. Ningum

    sabe o que vai acontecer no futuro, mas os sinais

    so promissores para os brasileiros.

    Falta agora investir e tornar viveis condom-

    nios-clube populares. Os chineses j comearam

    a investir nesse tipo de moradia. O novo e os

    prximos governos brasileiros deveriam imitar.

    33

    Por Hubert Gebara

    oPinio

  • reatrabalhistacarlos alexandre cabraloab/Sp 97.378

    O condomnio deve constituir uma Cipa? O condmino inadimplente pode ser impedido de participar do sorteio de vagas da garagem? Essas e outras questes so respondidas pelo

    Departamento Jurdico do Secovi-SP

    21Quando o empregado falta ao servio sem apresentar

    justificativa, possvel, por essa razo, no lhe fornecer

    cesta bsica no ms?

    O Decreto n 5, de 14 de janeiro de 1991, que regulamenta a

    Lei n 6.321/1976, referente ao PAT (Programa de Alimentao do

    Trabalhador), dispe em seu art. 6: Nos Programas de Alimen-

    tao do Trabalhador PAT, previamente aprovados pelo Minis-

    trio do Trabalho e Previdncia Social, a parcela paga in natura

    no tem natureza salarial, no se incorpora remunerao para

    quaisquer efeitos, no constitui base de incidncia de contribuio

    previdenciria ou de Fundo de Garantia do Tempo de Servio e

    nem se configura como rendimento tributvel do trabalhador.

    Assim, o benefcio da cesta bsica deve ser concedido dentro

    dos parmetros constantes da conveno coletiva de trabalho

    da categoria.

    A Portaria n 3, de 1 de maro de 2002, que baixa instrues

    sobre a execuo do PAT, em seu art. 6, dispe:

    Art. 6 vedado pessoa jurdica beneficiria:

    I suspender, reduzir ou suprimir o benefcio do Programa a

    ttulo de punio ao trabalhador;

    II utilizar o Programa, sob qualquer forma, como premiao;

    III utilizar o Programa em qualquer condio que desvirtue

    sua finalidade.

    Pelo exposto, vemos que a cesta bsica (parcela paga

    in natura) no tem natureza salarial e, desta forma, deixar de

    conced-la ao empregado por ele ter faltado injustificadamente

    ao trabalho, no nos parece aconselhvel (para este caso existem

    as punies permitidas em lei), haja vista ser vetado ao empre-

    gador suspender, reduzir ou suprimir o benefcio do Programa

    a ttulo de punio ao empregado, conforme dispe o art. 6 da

    Portaria n 3, acima transcrito.

    O condomnio deve constituir uma Cipa?

    Os condomnios so classificados com grau 2

    (risco mdio) na Relao de Atividades Preponderantes

    e Correspondentes Graus de Risco e, por essa razo, s

    esto obrigados a manter uma Cipa (Comisso Interna

    de Preveno de Acidentes) a partir de 51 empregados.

    Todavia, a Norma Regulamentadora n 5 dispe que

    as empresas (tambm os condomnios) que no estejam

    obrigadas a manter uma Cipa devero designar um de

    seus empregados (qualquer um deles e no necessa-

    riamente o zelador) e encaminh-lo a um treinamento

    (anual), para que fique como responsvel pela obser-

    vncia dos objetivos da Cipa no ambiente de trabalho.

    3Como evitar que o empregado venha a alegar ser

    vtima de assdio moral no condomnio?

    Pelos problemas que podem gerar certas atitudes no

    ambiente de trabalho, com o potencial de levar o condo-

    mnio a uma condenao na Justia por dano ou assdio

    moral (o dano moral gnero, sendo o assdio moral

    uma de suas espcies), recomenda-se que o sndico ou

    administrador as evite, como, por exemplo, repreender

    de forma excessivamente rspida o empregado, humi-

    lhando-o na frente dos demais colegas ou moradores

    do prdio, pois, se no atende a contento as tarefas que

    lhe so passadas, prefervel dispens-lo de maneira

    simples a atorment-lo diariamente, para que tome a

    iniciativa de pedir demisso, bem como abster-se de

    colocar apelidos nos empregados e no incentivar que

    os demais colegas de trabalho ou moradores o faam.

    34

    tiRa-dVidas

  • 1O condmino inadimplente pode ser impedido de participar do sorteio de

    vagas da garagem?

    Alm das penas pecunirias previstas nos artigos 1.336, 1, e 1.337, caput,

    do novo Cdigo Civil, nenhuma outra que importe em privao de direitos con-

    dominiais pode ser estabelecida em Conveno ou aplicada pelo condomnio

    ao inadimplente. No ser lcito, assim, impor-lhe a privao do uso e gozo das

    coisas e reas comuns, tais como a supresso do fornecimento de gua, luz, gs

    ou mesmo segregao dos inadimplentes por oportunidade do sorteio de vagas

    na garagem, conforme menciona o julgado abaixo:

    Condomnio Regulamento Interno Desnecessidade de Registro Vedao,

    ao condmino inadimplente, da participao no sorteio de vagas na garagem em

    igualdade de condies com os demais condminos Inadmissibilidade Re-

    gulamento que desbordou, nesse passo, do contido na conveno Provimento

    parcial do recurso para que o sndico, no prazo de 20 dias a contar da citao, na

    fase de execuo, convoque assembleia para o sorteio, assegurada a participao

    do autor, em igualdade de condies, ainda que inadimplente, cominada a multa

    diria de R$ 50,00 para a violao do preceito, mantida a diviso da sucumbncia.

    Apel. Cvel 269.828-4/6 - TJSP- Rel. Waldemar Nogueira Filho.

    2O condmino pode se recusar a pagar multa e juros devidos pelo atraso

    no pagamento da quota condominial, sob a alegao de no ter recebido

    boleto de cobrana?

    As despesas de condomnio tm natureza de dvida portable, isto ,

    deve ser paga pelo devedor, no seu vencimento, no domiclio do credor. Assim,

    se eventualmente no lhe foram entregues os boletos de cobrana, cumpre ao

    condmino efetuar o pagamento diretamente ao sndico do condomnio ou

    administradora responsvel, como exemplifica a ementa abaixo:

    Condomnio Despesas Condominiais Cobrana Multa Moratria Inclu-

    so Recebimento do Boleto Bancrio Ausncia Providncia para Satisfao do

    Dbito Ausncia Admissibilidade. Sendo a contribuio condominial dvida de

    natureza portable, de seu pagamento no se exime o devedor, nem tampouco

    das verbas moratrias, pela alegao de no ter recebido boleto de cobrana. (Ap.

    s/ Ver. 615.765-00/2 2 TAC -12 Cm. Rel. Juiz Arantes Theodoro j. 28.6.2001.

    3A lei determina algum prazo espe-

    cifico para a entrega da documen-

    tao do condomnio, quando novo

    sndico eleito?

    Quando ocorre a posse de um

    novo sndico, em momento concomi-

    tantemente ao da eleio, salvo dis-

    posio em contrrio da Conveno,

    fica o ex-sndico obrigado a entregar

    todos os documentos condominiais

    que possui, bem como todos os bens

    que se valeu para conduzir a admi-

    nistrao, servindo de exemplo para

    tanto as chaves dos recintos comuns

    da edificao. Dessa forma, a entrega

    mencionada deve ocorrer imediata-

    mente posse do novo sndico.

    4 obrigatria a construo de ba-

    nheiro na portaria do condomnio?

    No obrigatria, tendo em vista

    a inexistncia de lei ou outro tipo de

    norma que regule o assunto. A Norma

    Regulamentadora do Ministrio do

    Trabalho n 24 - Condies Sanitrias

    e de Conforto nos Locais de Trabalho

    a que mais se aproxima do assunto.

    rea cvelmarta cristina pessoa

    oab/Sp 108.073

    Este espao um canal permanente para que sndicos e administradoras esclaream questes relacionadas ao dia a dia da gesto condominial. Envie suas dvidas para

    o e-mail [email protected]

    35

    tiRa-dVidas

  • O momento favorvel pode induzir a uma letargia, j que a situao da habitao foi resolvida para sempre pelo programa Minha Casa Minha Vida... Quanta miopia e distncia

    da realidade! Essa iniciativa somente um bom e

    corajoso passo inicial.

    O Pas continua a exibir falhas imobilirias e ur-

    bansticas notadamente a carncia habitacional ,

    que sero debeladas com persistncia na implanta-

    o de uma poltica habitacional perene de Estado.

    De incio, necessrio aprovar a vinculao

    oramentria de 2% das arrecadaes federais para

    moradias na baixa renda, onde resiste o deficit ha-

    bitacional de 6 milhes de unidades. H projetos de

    lei em tramitao para formalizar este compromisso

    de maneira permanente.

    E pouco se poder construir sem terrenos em

    volume. Para tornar disponvel esse insumo, deve-

    mos aprovar nova legislao que substitua a ultra-

    passada Lei n 6.766/79, de parcelamento do solo.

    Existem suficientes propostas com as autoridades,

    contemplando sustentabilidade, meio ambiente,

    responsabilidade social, dinmica ocupao urba-

    na e qualidade de vida. Contemporizar na anlise

    compromete a capacidade de produzir tetos dignos.

    Ademais, cumpre assegurar a continuidade do

    Minha Casa, Minha Vida para a baixa renda, e ajustar

    preos, mesmo com subsdios menores. Em certos

    casos, vivel diminuir um pouco os descontos e

    exigir uma parte maior de pagamento das famlias

    quando possvel.

    importante desenvolver um modo eficaz de

    entregar as unidades s famlias. A Caixa no pode

    se perenizar como administradora condominial de

    milhes de unidades, e a gesto de condomnios

    carece de adaptaes. Urge alocar equipes de

    assistentes sociais e urbanistas para estudar a

    boa ocupao urbana e a convivncia em grupos,

    transformando o desafio de alojar massas em

    oportunidade de convvio harmonioso. Com ajuda

    das empresas especializadas em administrao de

    condomnios, teremos qualidade de vida, salubrida-

    de e segurana nos novos espaos.

    A faixa de renda de R$ 1.395 a R$ 5.450

    deve ser analisada visando a adaptar benef-

    cios aos diversos substratos, tais como os de

    R$ 2.790 a R$ 3.270. Trata-se de redistribuir os

    subsdios nos juros e preos, evitando tirar do

    programa as famlias ligeiramente favorecidas

    pela macroeconomia.

    Joo Crestana presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitao) e da Comisso Nacional da

    Indstria Imobiliria da CBIC (Cmara Brasileira da Indstria da Construo)

    Sereno,mas no manso

    36

    Por Joo Crestana

    caRta do PResidente

  • 38

    ACESSRIOSABC Metal ...................................................... pg. 39Advento Comercial ......................................... pg. 39Confiana ....................................................... pg. 40Jetpump ......................................................... pg. 39Travema .......................................................... pg. 39Uruflex ............................................................ pg. 39

    ADMINISTRAO DE ESTACIONAMENTOSDoral Park Estacionamentos Ltda ................. pg. 40

    ADMINISTRADORASADCIP ............................................................. pg. 40Ativa ................................................................ pg. 40Damasco ........................................................ pg. 41Directa ............................................................ pg. 41F Moraes ........................................................ pg. 40Grupo Maxx Condomnios ............................. pg. 40Nunez Aldin Condomnios ............................. pg. 41Prisma Administrao .................................... pg. 41Sigecon Condomnios .................................... pg. 41Souza Camargo ............................................. pg. 40Verti ................................................................. pg. 41Winn ............................................................... pg. 41

    ARTIGOS PARA SALO DE JOGOSBilhares KidS Sport ...................................... pg. 41

    AuDITORIAConaudi .......................................................... pg. 41

    BENEfCIOSSodexo ........................................................... pg. 02

    BRIGADA DE INCNDIORed Fire .......................................................... pg. 42Tecnofire ......................................................... pg. 42

    CONSTRuO3D Contrues Ltda ....................................... pg. 60

    CONSuLTORIA DE ELEVADORESDr. Elevador .................................................... pg. 42

    CONTROLE DE PRAGASDesintec ......................................................... pg. 42

    DESENTuPIDORADesentupidora Imperio .................................. pg. 42Desentupidora Jupiter .................................... pg. 43Real Desentupidora ....................................... pg. 42

    ELTRICAExclusiva Engenharia Ltda ............................. pg. 43Hengeserv ...................................................... pg. 43

    ELEVADORESAlternativa ....................................................... pg. 44Asselev ........................................................... pg. 43Basic Elevadores.................................... pg. 30 e 44CBE ................................................................ pg. 44CSM................................................................ pg. 44Convert ........................................................... pg. 30

    Delev .............................................................. pg. 44Ewic ................................................................ pg. 45Grambell Elevadores ...................................... pg. 30Infolev ............................................................. pg. 31Korman ........................................................... pg. 45MDE ................................................................ pg. 44Mitson ............................................................. pg. 45Monciel ........................................................... pg. 46New Servs ...................................................... pg. 46Novart ............................................................. pg. 43Paulista ........................................................... pg. 45Primac ............................................................ pg. 30RC................................................................... pg. 47Santista ........................................................... pg. 45SPL ................................................................. pg. 46Tecnew............................................................ pg. 46Universal ......................................................... pg. 46Zapplift ........................................................... pg. 30

    EQuIPAMENTOS DE GINASTICAJohnson Fitness Store ........................... pg. 23 e 47

    fILTROSFiltrolar ............................................................ pg. 48

    fITNESSMundo Fit ....................................................... pg. 21

    IMPERMEABILIzAOAmadeu .......................................................... pg. 48Landotek ........................................................ pg. 48Lwart ............................................................... pg. 48Polican ............................................................ pg. 49Primer ............................................................. pg. 48

    INDIVIDuALIzAOAJ Martani ...................................................... pg. 37Sappel do Brasil Ltda ..................................... pg. 27

    MVEISSilton Flex Mveis e Objetos .......................... pg. 49Tidelli In & Out ................................................ pg. 19

    MVEIS PARA REA DE LAzERSolare ............................................................. pg. 49

    PAISAGISMOMonte Verde Jardinagem ............................... pg. 49

    PINTuRAAgilimp ........................................................... pg. 49Arco Iris Pinturas ............................................ pg. 49Arthcores ........................................................ pg. 50Colorcryl ......................................................... pg. 51Fachadex ........................................................ pg. 50Flaiban ............................................................ pg. 51Galli Servios Ltda ......................................... pg. 50Katec Engenharia Ltda................................... pg. 51M Bergmann ................................................... pg. 09PGM Pinturas Ltda. ........................................ pg. 51Pinturas Triunfo ............................................... pg. 51Projeto de Cores ............................................ pg. 51Repinte ........................................................... pg. 52

    Restaurar Engenharia .................................... pg. 52Sipan .............................................................. pg. 53Spectro Pinturas ............................................. pg. 52Taj Engenharia ................................................ pg. 53ZS Pinturas ..................................................... pg. 52

    PISCINASMob Piscinas Ltda .......................................