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    RECADO DA EDITORA

    O s condomnios se multiplicam por todo o Estado de So Paulo, gerando demanda crescente por profissio-nais capacitados para atuar nesses empreendimentos. H, entretanto, um obstculo a ser transposto: falta mo de obra qualificada em diversos segmentos da economia, e os condomnios tambm enfrentam esse problema. Os sndicos vm tendo dificuldade para encontrar de auxiliares de limpeza a gerentes prediais.Na matria de capa desta edio, indicamos as principais caractersticas que os sndicos procuram em zeladores, porteiros e demais profissionais que atuam em condomnios, e mostramos de que modo esse pessoal pode se qua-lificar. Desde 2001, por exemplo, passaram pelos bancos da Universidade Secovi aproximadamente 16 mil alunos, sendo que 9 mil deles frequentaram cursos na rea de condomnios. A maioria de zeladores, profissionais que, alm dos tradicionais conhecimentos de eletricidade e hidrulica, hoje em dia devem buscar tambm boas noes de informtica e Relaes Pblicas e desenvolver a habilidade de administrar conflitos.

    Snia SalgueiroBoa leitura!

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    NDICE bom saber

    Espao do leitor

    Seu espao

    Vida de Sndico

    Sade

    Lazer

    Sustentabilidade

    Tira-dvidas

    Carta do Presidente

    Capa

    Legislao

    Dia a dia

    Manuteno

    Opinio

    Guia de produtos e servios

    DIRETORIAPREsIDENTE: Claudio BernardesVICE-PREsIDENTEs: Alberto Du Plessis Filho, Basilio Jafet, Caio Calfat, Caio Portugal, Carlos Borges, Ciro Scopel, Elbio Fernndez Mera, Emilio Kallas, Flavio Amary, Flvio Prando, Guilherme de Lucca, Hubert Gebara, Ricardo Yazbek e Walter CardosoCONsElhO EDITORIAl: Hubert Gebara, Sergio Mauad, Paulo Andr Jorge Germanos, Ricardo Yazbek e Sergio Ferrador

    PRODUO EDITORIAlAssesoria de Comunicao do Secovi-SPMarketing do Secovi-SP

    REPORTAGEM E REDAOREDAO: [email protected] REsPONsVEl: Snia Salgueiro (MTb 15.414)REPORTAGEM: Andressa Ferrer, Catarina Anderos, Larissa Gregorutti, Leandro Vieira, Maria do Carmo Gregrio, Mariana Dahrug, Rosana Pinto, Shirley Valentin, Silvia LakatosAssIsTENTE DE REDAO: Queli PeixotoFOTOs: Jos Carlos T. JorgeAPOIO: Carlos Alexandre Cabral, Joo Paulo Rossi Paschoal, Karina Zuanazi Negreli, Mareneide Alves Brock, Marta Cristina Pessoa, Rita de Cssia Guimares Bracale (Jurdico), Roberto Akazawa, Edson Kitamura, Fabrcio Pereira e Laryssa Baslio Kakuiti (Economia)

    MARKETING E COMERCIAlMrcio Valeriano, Rodolfo Teixeira eRosane Costa de Oliveira

    PRODUODIREO DE ARTE: Joo Paulo PalmieriDIAGRAMAO: Bruno Charneski e Rafael Videira

    PARA ANUNCIAR(11) 5591-1176 | [email protected]: 30.000 exemplaresIMPREssO: IBEP Grfica

    CONTATOs sECOVI-sPPABX (11) 5591-1300, DIsqUE sNDICO (11) 5591-1234, EVENTOs (11) 5591-1279, PQE (11) 5591-1198/1250, UNIVERsIDADE sECOVI (11) 5591-1221/1172/1284, CMARA DE MEDIAO (11) 5591-1214

    sECOVI NO INTERIORBAURU (14) 3227-2616, CAMPINAs (19) 3252-8505, GRANDE ABC (11) 4121-5335, JUNDIA E REGIO (11) 4523-0833, sANTOs (13) 33213823, sO JOs DO RIO PRETO (17) 3235-1138, sOROCABA (15) 3211-0730, VAlE DO PARABA (12) 3942-9975

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. Reproduo de matrias somente aps expressa autorizao da Redao.Os anncios publicitrios so de inteira responsabilidade dos anunciantes.

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    Agende-se para a Festa do sndico

    O 21 Encontro Secovi de Sn-dicos do Estado de So Paulo, conhecido na rea de condo-mnios como Festa do Sndico, pro-mete ainda mais animao na sua prxima edio. O grande evento, que todo ano rene sndicos e seus familiares para festejar o Dia do Sndico, ser embalado por show da Banda Nova Era.

    A festa ser realizada justamente em 30 de novembro, data em que

    comemorado o Dia do Sndico. Alm do show, haver jantar, dis-tribuio de brindes e sorteio de diversos prmios. No faltaro surpresas para o sndico. Queremos que ele tenha momentos de muita diverso e alegria. Nosso objetivo fazer uma justa homenagem quele que passa boa parte do seu tempo pensando no bem comum dos con-dminos, afirma Hubert Gebara, vice-presidente de Administrao

    Imobiliria e Condomnios do Se-covi-SP (Sindicato da Habitao), promotor do encontro.

    Com incio previsto para as 18 horas, o evento acontece no Expo Barra Funda (Rua Tagipuru, 1.000, prximo Estao Barra Funda do Metr, na Capital). O ingresso um brinquedo, que ser revertido Campanha do Ampliar.

    Informaes e reservas pelos tele-fones (11) 5591-1304 a 1308.

    No ano passado, muita diverso

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    Ciclo de Palestrasdiscute obras e segurana

    E vento integrante da Conveno Secovi, o Ciclo de Palestras para Sndicos reuniu, em meados de setembro, na sede do Secovi-SP, dezenas de sndicos e subsndicos, que puderam acompanhar as orien-taes de especialistas sobre obras e reformas em edificaes e ainda conhecer o programa de seguran-a De Olho na Rua, implantado em Pernambuco.

    Na primeira parte do evento, os engenheiros Marcos Velletri, dire-tor de Insumos da Vice-presidn-cia de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP, e Ricardo Gonalves, integrante da Vice-presidncia de Administrao Imobiliria e Con-

    domnios do Sindicato, falaram sobre os cuidados no planejamen-to e execuo de reformas, obras e manutenes em reas comuns e privativas, bem como da neces-sidade de atendimento s normas de manuteno.

    Velletri informou que j est em vigor a nova norma de manuteno (ABNT NBR 5674), que estabelece os requisitos para a gesto do siste-ma de manuteno de edificaes e seus requisitos, que incluem meios para preservar as caractersticas originais da edificao e prevenir a perda de desempenho decorren-te da degradao de seus sistemas, elementos ou componentes. Ele

    destacou que a norma descreve a obrigatoriedade de planejamento anual das atividades de manuten-o das edificaes e processos de controle e documentao, tanto por parte do prdio como da empresa que realiza o servio.

    Na sequncia, o consultor Sr-gio Wanderley Viana, coronel da Polcia Militar do Estado de Per-nambuco, apresentou o programa De Olho na Rua, fruto de parceria entre o Secovi-PE e a Secretaria de Defesa Social do Estado que re-duziu os ndices de criminalidade local. Hoje, 56 condomnios resi-denciais esto interligados entre si e com a polcia.

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    Campanha do Brinquedo do Ampliar

    J comeou a 10 edio da Campanha do Brinquedo do Ampliar, programa de educa-o e profissionalizao de jovens em situao de risco social que tem apoio logstico do Secovi-SP (Sindi-cato da Habitao). A meta supe-rar os 8 mil brinquedos arrecadados em 2011 e fazer a alegria do Natal de crianas atendidas por institui-es beneficentes cadastradas.

    Os condomnios e administra-doras so grandes parceiros da ini-ciativa. Vrios se transformam em postos de coleta, facilitando a par-ticipao de moradores e funcion-rios do local e do entorno na cam-

    panha. Sndicos e empresrios que queiram aderir podem entrar em contato conosco, pois providencia-remos todo o material, como car-tazes, folhetos e caixas, diz Maria Helena Mauad, presidente do Am-pliar. Brinquedos novos e usados, em bom estado de conservao, so muito bem-vindos.

    A Carreata do Brinquedo est mar-cada para dia 2/12, um domingo, a partir das 9 horas. Um caminho sai-r da sede do Secovi-SP e percorrer as ruas da regio dos Jardins, em So Paulo, recolhendo os donativos. J tradio que dezenas de voluntrios colaborem, e o evento acabe se trans-

    formando em uma grande festa.Informaes sobre a campanha e

    a carreata pelos telefones (11) 5591-1283/1246 ou pelo e-mail [email protected]

    Condminos doam brinquedos

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  • 8Universidade secovi Agende-se para os cursos sob medida que a UniSecovi preparou para sndicos e profissionais de administradoras de condomnios ReSponSAbilidAde Civil - Condomnio edilCio dATA 22/10 (segunda-feira) e 24/10 (quarta-feira), das 19 s 22 horas

    pRoGRAmAPreparar o participante para o exerccio das diferentes funes condominiais de forma moderna, correta e fundamentada. Durante as aulas, ser possvel identificar os diferentes pontos jurdicos polmicos referentes responsabilidade civil na admi-nistrao condominial, refletindo sobre as posies e solues que daro maior segurana para o desempenho das atividades.

    pbliCo-Alvo: Sndicos, subsndicos, conselheiros, profissionais da rea de administrao condominial e advogados.

    inSTRUToR: Joo Paulo Rossi Paschoal, assessor jurdico do Secovi-SP

    ATendimenTo A SndiCoS, CondminoS e moRAdoReS dATA Dias 23/10 (tera-feira) e 25/10 (quinta-feira), das 9 s 12 horas

    pRoGRAmAConceitos e tendncias do mercado de atendimento ao cliente na rea de condomnios, relacionamento entre cliente interno e externo, como lidar com diferentes perfis de sndicos e condminos e tcnicas de atendimento so alguns dos tpicos abordados.

    pbliCo-Alvo: O curso dirigido a todos os funcionrios de uma administradora de condomnios.

    AnliSe de bAlAnCeTeS e pASTAS de pReSTAo de ConTAS em CondomnioS dATA 20/11 (tera-feira) e 22/11 (quinta-feira), das 9 s 12 horas

    CompeTnCiA AlvoO curso ajuda a compreender as questes financeiras do condomnio (relatrios, por exemplo), a esclarecer dvidas dos condminos e do corpo diretivo, alm de identificar com antecedncia problemas de caixa que o condomnio possa vir a sofrer e tomar as aes corretivas.

    TCniCAS de ConTRole de ACeSSo em poRTARiA dATA Dias 26/11 (segunda-feira) e 28/11 (quarta-feira), das 19 s 22 horas

    obJeTivoPreparar os participantes para a mudana e uniformizao do comportamento profissional, padronizando suas atitudes naquilo que diz respeito a tcnicas especficas de qualidade de atendimento e proteo das portarias de condomnios.

    eiXo TemTiCo: Controle de entrada de pedestres e veculos, segurana fsica em condomnios e noes de relaes hu-manas no trabalho.

    pbliCo-Alvo: Zeladores, vigias, porteiros, recepcionistas e controladores de acesso, entre outros.

    local: Universidade Secovi (Avenida brigadeiro luiz Antonio, 2.344 9 andar So paulo, Sp)

    para mais informaes, acesse www.universidadesecovi.com.br ou ligue para (11) 5591-1304 a 1308

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  • 9Espao do leitor

    Ana Maria Gomes, sndica do Edifcio Evoluo (So Paulo, SP)

    Jos Claudio, sndico do Residencial Vila Barcelona (Birigui, SP)

    Quero cumpriment-los pelo encarte que traz assuntos relevantes para o condomnio. Gostaria de dar uma sugesto: os encartes poderiam ser menores, do tamanho de uma folha de papel ofcio. Explico o porqu: a maioria dos prdios possui em seus elevadores aquele porta-recados acrlico e seu tamanho no comporta o encarte produzido.

    Recebemos mensalmente a Revista Secovi-SP Condomnios. Neste ms foi-nos enviado o Boletim Informativo Mensal. Gostaria de passar as informaes desse boletim para todos os condminos e funcionrios de nosso Residencial. Para tanto, solicito autorizao para reproduzir os assuntos do encarte.

    Atendendo sugesto da sndica e de outros leitores, a partir desta edio estamos produzindo o encarte no formato A4

    Informamos ao leitor que o pblico-alvo do boletim o condmino. Se, em vez de colocar o encarte no quadro de avisos, o sndico transcrever os dados em circulares, e-mails etc., basta que ele credite as informaes ao Secovi-SP.

    Este espao reservado para voc se comunicar conosco. Envie seu comentrio, crtica ou sugesto para o e-mail [email protected] Voc tambm pode escrever para Revista Secovi-SP Condomnios - Rua Doutor Bacelar, 1.043 - CEP 04026-002 - So Paulo - SP. Os e-mails e cartas podem ser publicados resumidamente.Aguardamos seu contato!

  • 10

    F enmeno recente no mercado imobilirio brasileiro, as varan-das gourmet tm sido o grande atrativo de muitos empreendimentos para captar potenciais compradores de apartamentos. Com a novidade, tambm vm alguns problemas, com os quais condminos, sndicos e ad-ministradoras esto aprendendo a li-dar homeopaticamente.

    O barulho um dos principais problemas, pois os condminos trazem para dentro de casa eventos que deveriam acontecer em espaos externos, como no salo de festas e

    nas churrasqueiras da rea comum, diz Vania Dalmaso, gerente geral de Condomnios do Grupo Itamb. Por ser uma rea de convvio social onde os moradores recebem visitas, natural que as pessoas fumem, ouam msica, conversem e se en-tretenham de diversas maneiras. A razo do conflito, segundo Mrcia Romo, gerente de Relacionamento com o Cliente da Lello Condom-nios, que as pessoas acham que esto dentro de casa e esto mes-mo , por isso no suavizam a voz.

    Tambm h reclamaes sobre al-

    teraes de fachada. Como os mo-radores acabam decorando e mobi-liando essas varandas colocando armrios, colorindo as paredes ou

    Excesso de barulho, odores de churrasco e cigarro e descaracterizao das fachadas esto entre os principais problemas

    O outro lado da varanda gourmet

    Mrcia: Hoje em dia as pessoas compram os apartamentos pensando em ter na varanda uma rea social

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    mudando sua textura , quase sem-pre h a descaracterizao do visual do edifcio. Os condomnios esta-belecem por meio de assembleia o padro esttico do edifcio, e isso no pode ser desrespeitado, alerta a assessora jurdica do Secovi-SP (Sindicato da Habitao) Marta Cristina Pessoa.

    Regulamento interno

    As normas que disciplinam o uso das varandas gourmet devem constar do Regulamento Interno do condomnio: regras quanto ao limite de barulho, horrio ideal para uso das churrasqueiras, o que pode ou no ser feito nas varandas no tocante decorao etc. Esse o instrumento ao qual o sndico pode recorrer para penalizar o con-dmino, diz Marta.

    J a fim de mitigar o conflito en-tre moradores em razo de odores, recomendvel que todas as unida-des mantenham o dumper fechado, devendo ser aberto somente quan-do a churrasqueira for utilizada, aconselha Vania, da Itamb. Ler o memorial descritivo e o manual do proprietrio tambm importante, pois eles trazem informaes neces-srias que, para o bem de todos, de-

    vem ser seguidas risca, completa. Com relao displicncia de

    condminos, a regra aquela que vale para outras derrapadas: dar duas advertncias e, se no fun-cionar, multar, afirma Mrcia, da Lello. Ela conta que h moradores com mais de dez multas e adver-tncias relacionadas ao uso da rea gourmet. Hoje em dia, as pessoas compram esses apartamentos pen-sado em ter na varanda uma rea social. E a fazem festas ou reunies todos os finais de semana. Fica di-fcil para o corpo diretivo controlar esse tipo de coisa, diz.

    Uma forma de educar os moradores sobre o uso adequado das varandas gourmet o sndico reforar as normas por meio de informativos peridicos.

    Cuidados com o gs

    H moradores que, por conta pr-pria, instalam cooktop na varanda, um equipamento a gs. Se o espao for fechado, h risco de exploso em caso de vazamento. No condomnio Ecolife Tatuap, localizado na Zona Leste da cidade de So Paulo, no qual as churrasqueiras so movidas a gs e a maioria dos moradores optou por fechar a varanda, foi ne-cessrio fazer algumas adaptaes

    para dar mais segurana a todos. Obtivemos um laudo da Comgs e, a partir da, as sacadas ganharam duas aberturas para respiro, conta o ex-sndico Odimar Mauri.

    Marta, do Secovi-SP, lembra que na cidade de So Paulo proibida por lei a instalao de botijo de gs de 13 qui-los em apartamentos. Se numa visto-ria alguma unidade do condomnio for flagrada com um, o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) do edifcio pode ser cassado, alerta a advogada.

    Leandro Vieira

    Quem paga uma fortuna para morar na cobertura nem sempre vive sob um cu de brigadeiro. Isso porque

    o sistema de exausto libera no ltimo andar o odor captado das varandas gourmets. Soma-se a isso o

    fato de o exaustor, quando ligado, produzir rudo. Quem compra esses apartamentos na cobertura, em

    tese, deve estar ciente que coisas desse tipo podem acontecer, diz Marta Pessoa, assessora jurdica do

    Secovi-SP.

    O que pode ser feito contratar uma empresa para mitigar esses efeitos.

    o morador da cobertura

    Marta: O Regulamento Interno o instrumento ao qual o sndico pode recorrer para penalizar o condmino

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    Vida de Sndico

    Em 2005, o advogado Alex-sandro Peixe Campos, 37 anos, se candidatou a sndi-co do Condomnio Top Square,

    situado na Vila Mascote (zona

    Sul de So Paulo), e venceu por

    maioria expressiva. Desde en-

    to, tem sido reeleito para man-

    datos consecutivos, o ltimo ini-

    ciado no ano passado.

    Ele nunca havia exercido a fun-

    o, mas diz que gosta do que

    faz, principalmente de ouvir e

    orientar as pessoas. Prefiro sa-

    ber o que est acontecendo e,

    na medida do possvel, ter uma

    resposta para dar.

    Na entrevista a seguir, ele con-

    ta um pouco de sua trajetria

    na gesto do condomnio, ins-

    talado em uma rea de 6.400

    metros quadrados, com duas

    torres, 136 apartamentos e cir-

    culao mdia de 500 pessoas

    por dia. Costumo dizer que, no

    condomnio, moramos todos na

    mesma casa, mas em quartos se-

    parados. preciso muita tolern-

    cia, afirma.

    _____________________________

    Qual o ponto forte de sua gesto?O atendimento aos moradores. Meus telefones, interfone, e-mail e outras formas de contato esto disposi-o 24 horas. Prefiro que o problema

    chegue ao meu conhecimento para tentar resolv-lo da melhor maneira. Gosto de ouvir as pessoas, de orien-tar e tenho um bom relacionamento com todos._____________________________

    por falar em problema, h muitos no condomnio?Costumo dizer que, no condomnio, moramos na mesma casa, mas em quartos separados. Administrar egos uma grande dificuldade. Cada um quer saber apenas de si, e preciso muita tolerncia. Mas o principal alvo de reclamaes o barulho, seja de ces, msica alta, salto de cala-dos, entre outros.

    Advogado conta a experincia de administrar condomnio instalado em6.400 metros quadrados, com duas torres e 136 apartamentos

    Disposiopara ouvir e orientar

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    Vida de Sndico

    Como trata essas questes?Procuro manter conversas individuais com os envolvidos para saber o que est ocorrendo. Depois, tento aproxi-mar as partes e deixo que resolvam a questo da melhor forma possvel._____________________________

    Fora o barulho, h outras dificul-dades no Top Square?Sim. Por exemplo, h moradores que insistem em levar seus cachorros para fazer suas necessidades na grama do jardim externo do condomnio. O fato que, alm do cheiro desagra-dvel que fica no ar, a urina tambm estraga a grama. Tambm enfrenta-mos problemas com atos de vanda-lismo de adolescentes que picham o condomnio, quebram equipamentos e danificam a rea comum. _____________________________

    Como lida com esses casos?Geralmente, por meio das cmeras de segurana, identificamos o infrator e aplicamos advertncia e multa, quan-do o caso. Alm disso, o responsvel obrigado a arcar com as despesas para reparar o dano causado._____________________________

    A segurana merece especial aten-o no seu condomnio?Alm das medidas internas, nosso condomnio e outro se juntaram e passaram a dividir os custos com se-gurana externa. Isso porque os rou-bos a veculos estacionados na rua vinham sendo comuns, assim como os assaltos. Eu mesmo fui assaltado vrias vezes._____________________________

    H outras aes?Quando as pessoas se mudam para o condomnio, sejam inquilinos ou

    proprietrios, costumamos entregar uma espcie de kit boas vindas, com informaes importantes sobre tudo o que o local oferece em termos de servio, conforto, lazer. O kit traz ainda o Regimento Interno e a rela-o de todas as empresas prestadoras de servios e de fornecedores. _____________________________

    _____________________________

    o condomnio conta com infraes-trutura de lazer?Sim. Possui quadras de tnis, pista de skate, piscinas infantil e adulto, bou-levard, jardins, salo de festas, den-tre outros equipamentos disposio

    dos moradores. So 6.400 metros quadrados de rea._____________________________

    Quantos funcionrios cuidam dessa estrutura?So 14 funcionrios, incluindo o pes-soal da limpeza, porteiros e vigias. A limpeza e a manuteno do muito trabalho. Para se ter uma ideia, cir-culam pelo local, em mdia, 500 pes-soas por dia._____________________________

    voc conta com a ajuda de uma administradora?Sim. Eu s me preocupo com as questes do dia a dia, com a ajuda do conselho e do subsndico. A em-presa cuida dos aspectos financeiros, tributrios e outras questes que en-volvem a administrao do condo-mnio. Divide a responsabilidade, o que muito importante._____________________________

    H casos de inadimplncia?So poucos e comearam a surgir este ano. Como a multa muito baixa, as pessoas preferem priorizar outras contas e atrasar o pagamento da taxa condominial. Por isso, ado-tamos o critrio de recorrer Justia a partir do terceiro boleto em atraso. _____________________________

    Quais so os prximos passos?Vamos renovar a pintura do prdio pela primeira vez. A medida j est aprovada e o servio deve comear em breve. Tambm estamos programando a reforma do salo de festas e da chur-rasqueira. E vamos continuar buscan-do inovaes em produtos e servios, alm de me atualizar constantemente.

    Maria do Carmo Gregrio

    A administradoracuida dos aspectosfinanceiros, tributriose de outras questes.Ela divide aresponsabilidade, o que muito importante.

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    P or mais que negue, todo fu-mante j pensou em abandonar o vcio uma vez na vida. No fcil, todo mundo sabe, e as recadas so frequentes. Se o desejo de parar maior que a vontade de dar uma tragada, o fumante conta com trata-mentos gratuitos que o ajudaro a di-zer adeus ao vcio. Em So Paulo, por exemplo, h vrios desses programas. Realizados por profissionais da rea de sade e com durao de um ano, eles so ajustados s necessidades e ao estado de sade do paciente.

    Um deles o Ncleo de Preveno e Cessao do Tabagismo PrevFumo, ligado disciplina de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de So Paulo). O tratamento feito com medicao e por terapia cog-nitiva comportamental, isto , com acompanhamento de mdicos, psi-

    clogos e fisioterapeutas. Para ser atendido, o fumante no precisa de encaminhamento. Basta ligar para o Ncleo e agendar uma avaliao inicial, que indicar o grau de de-pendncia do paciente e mostrar se ele tem alguma doena psicolgi-ca. O fumante tambm far a espi-rometria, exame que detecta se ele tem ou no enfisema pulmonar.

    Segundo a coordenadora do pro-grama, Rosangela Vicente, o expec-tro de pessoas que procuram o pro-grama bem amplo: de 20 a 80 anos de idade. Aps a nova lei que probe o uso do cigarro em ambientes fecha-dos, houve um aumento na procura pelo tratamento, ampliando a mar-gem na idade, anteriormente a partir dos 45 anos, diz ela.

    O ndice de sucesso do programa de 80% no curto prazo, no pero-

    do de dois a trs meses, e de 50% no longo prazo, que so as pessoas que participam efetivamente do grupo de manuteno.

    Alto risco

    Outro trabalho de destaque na Capital o Programa Ambulatorial de Tratamento ao Tabagismo, do Incor (Instituto do Corao). Pio-neiro no Brasil no uso de medica-mentos com monxido de carbono para parar de fumar, voltado para pacientes de alto risco, com alto grau de dependncia e doenas car-diovasculares. Como trabalhamos com esse grupo especfico, a idade mdia dos pacientes de 50 anos, sendo que h mais mulheres do que

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    hora de parar de fumar

    Conhea programas antitabagistas gratuitos oferecidos por entidades mdicas na cidade de So paulo

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    homens, informa a doutora Jaque-line Scholz Issa, diretora do progra-ma. A faixa de sucesso atinge 40% na fase farmacolgica, que de trs a quatro meses.

    O ambulatrio funciona desde 1996 e possui um sistema de atendi-mento conhecido como PAF (Pro-grama de Assistncia ao Fumante), software que apresenta inmeras

    possibilidades de estudar o pacien-te. Como o tratamento feito exclu-sivamente por mdicos com a pres-crio de medicamentos contra o tabagismo, o software d condies de avaliar se a dose bastou para o paciente. Para isso, ele deve aderir ao programa, isto , completar efeti-vamente todas as etapas estabeleci-das: cinco consultas durante os seis primeiros meses e o acompanha-mento at o programa completar um ano, conta a mdica. Aps um ano sem fumar, o paciente consi-derado curado, diminuindo efetiva-mente o risco de recada. Alm dis-so, ele pode fazer acompanhamento por telefone ou e-mail.

    Larissa Gregorutti

    Programa Ambulatorial de Tratamento ao Tabagismo

    Promotor: Incor (Instituto do Corao).

    Horrio de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8 s 17 horas.

    Telefone: (11) 2661-5592.

    Endereo: Av. Dr. Enas de Carvalho Aguiar, 44 - So Paulo - SP

    Ncleo de Preveno e Cessao do Tabagismo PrevFumo

    Promotor: Unifesp (Universidade Federal de So Paulo).

    Horrio de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8 s 17 horas.

    Telefones: (11) 5904-8052/8011.

    Endereo: Rua dos Aores, 310 - Jardim Luzitnia - So Paulo - SP.

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    Lazer

    Turismo s margens do rio Tiet

    S e o cenrio oferecido pelo rio Tiet na cidade de So Paulo no inspira lazer e turismo, a realidade em Barra Bonita, a 280 quilmetros da Capital, bem di-ferente. O municpio abriga 42 qui-lmetros de rio e um timo lugar para relaxar, aproveitar as belezas naturais, pescar e praticar diversos esportes nuticos.

    Referncia no setor sucroalcoolei-ro pela maior produo de acar e lcool do Pas, a Cidade Simpatia, como chamada, tem ganhado cada vez mais espao tambm no turis-mo, de acordo com Ivan Franco Pi-nheiro Machado, diretor de Turismo

    Em Barra Bonita, possvel pescar e praticar diversos esportes nuticos.A principal atrao o passeio de barco eclusa

    do municpio. A atividade vem se destacando com o aumento da rede hoteleira, empresas de navegao fluvial, gastronomia, passeios, arte-sanato e comrcio em geral, conta.

    Atualmente, Barra Bonita recebe cerca de 250 mil turistas por ano. Pelo clima aconchegante do Inte-rior e pela hospitalidade do povo, a cidade oferece atrativos durante todo o ano para quem procura lazer e des-canso, ressalta o diretor de Turismo.

    Segundo Machado, boa parte dos frequentadores de famlias com fi-lhos. O ponto alto para esse pessoal, que busca esportes nuticos, qua-dras, pista de skate, feiras de artesa-

    nato, telefrico e pista de kart, o passeio de barco com eclusagem pe-las calmas guas do rio Tiet. um entretenimento para toda a famlia, em meio a uma paisagem verde, ao som tranquilo dos pssaros, sob um por do sol encantador nos arcos da Ponte Campos Salles.

    Localizada a 3 quilmetros do centro da cidade, a eclusa a primei-ra na Amrica do Sul a ser explorada turisticamente. A bordo de confort-veis navios, o turista tem a oportu-nidade de transpor uma barreira de 26 metros de desnvel de gua entre a vazante do rio Tiet e a Bacia de Acumulao da Hidroeltrica.

    Servio

    Departamento Municipal de Turismo

    Tel. (14) 3604-4060

    E-mail: [email protected]

    Site: www.barrabonita.sp.gov.br

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  • Lazer

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    Pontos tursticos

    EclusaOs passeios so realizados pelo rio

    Tiet, com direito a passagem pela eclusa. Para transpor o desvio das barragens, as embarcaes fazem a eclusagem, que, em mdia, dura 12 minutos para subir e 12 minutos para descer. Guichs de venda das passa-gens em frente Praa Dr. Tatinho.

    Ponte Campos SallesMaior patrimnio municipal, a

    ponte possui estrutura inteiramente metlica, que foi importada da Alema-nha durante o governo do presidente Campos Salles. Com comprimento total de 148,40 metros, interliga a ci-dade de Barra Bonita com Igarau do Tiet. Acesso pela Av. Pedro Ometto.

    Igreja Matriz de So JosComo de costume em cidades do

    interior, est localizada na praa principal. Com decorao arrojada e cores fortes, valorizada por ricos altares e vitrais. Est localizada na Praa So Jos.

    Centro de Recreaoe Lazer da Juventuderea que margeia o rio Tiet, com

    quadras para prticas esportivas, pista de skate, rea para caminhadas e um playground. Orla Turstica.

    Praa do Telefricoe Minicidade da Crianarea de lazer que abriga um lago

    artificial com pedalinhos em forma de gansos, um telefrico com aproxi-madamente 640 metros de extenso, pista de kart, alm de miniatura da Igreja Matriz, Casa do Arteso, mini-castelo e playground. Orla Turstica.

    Museu Histrico Luiz Saffi Grande acervo de fotos, objetos e

    histrias datadas do incio de Barra Bonita. Praa Dr. Tatinho, 79, Cen-tro. Tel. (14) 3641-2888.

    Memorial do rio TietIdealizado pela ONG MAE Na-

    tureza, possui rico acervo biblio-grfico e imagens contendo in-formaes sobre meio ambiente, fauna, flora, recursos hdricos, ba-cias hidrogrficas, esculturas, ma-quetes, equipamentos e psteres, em especial sobre o rio Tiet. Ave-nida Pedro Ometto, 425 (piso su-perior do Barra Bonita Shopping). Tel. (14) 3641-3425.

    Praa Dr. Tatinho A praa, com formato de um gi-

    gantesco navio, abriga um espao com diversas barracas de artesana-to, souvenires e artigos importados. Est localizada na Orla Turstica de Barra Bonita

    Mariana Dahrug

    Praa do Telefrico

    Eventos aquticos

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    S eparar os resduos gerados nas residncias e no ambiente de trabalho uma rotina cada vez mais comum entre os brasileiros. Fe-lizmente, j reaproveitamos volumes expressivos de alumnio, papel, pls-tico, vidro, ferro e outros materiais. Contudo, reciclar pilhas e baterias ainda no um costume arraigado.

    Segundo dados da Abinee (Asso-ciao Brasileira da Indstria El-trica e Eletrnica), atualmente, so comercializadas mais de 1 bilho de pilhas e baterias por ms. Estatsti-cas de rgos ambientais indicam que menos de 1% desse volume descartado corretamente no Pas.

    A maior parte desses materiais

    acaba indo para o lixo comum, sem nenhum tratamento tcnico especfico, o que representa grave risco ambiental. Se depositadas em lixes e aterros sanitrios, pilhas e baterias podem contaminar o len-ol fretico, solo, rios e, por conse-quncia, os alimentos.

    As pilhas e baterias so compostas por pelo menos trs metais pesados e nocivos sade: zinco, chumbo e mangans. Tambm fazem parte de sua composio elementos qumi-cos perigosos, como o cdmio, clo-reto de amnia e negro de acetileno.

    As alcalinas no contm metais pesados em sua composio. Po-rm, tambm devem ser devolvidas

    ao fabricante. importante estar atento s pilhas piratas. De proce-dncia duvidosa, podem conter ma-teriais muito mais txicos do que as regularizadas.

    Todo cuidado pouco ao man-ter esse material em casa. Realizar o descarte incorreto tambm extre-mamente perigoso, alerta Geraldo Bernardes, diretor de Sustentabi-lidade da Vice-presidncia de Ad-ministrao Imobiliria e Condo-mnios do Secovi-SP (Sindicato da Habitao). Por isso, orientamos sndicos, funcionrios e condmi-nos a recolher e encaminhar ade-quadamente esses produtos, adi-ciona o dirigente.

    depositadas em lixes e aterros sanitrios, pilhas e baterias podem contaminar o lenol fretico, o solo e os rios

    Na lixeira no!

    Sustentabilidade

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  • 19

    Sustentabilidade

    Na lei

    No Brasil, o descarte e o geren-ciamento ambiental de pilhas e baterias usadas so disciplinados pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente). Em 2010 foi sancionada a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS), que esta-belece as bases de uma prtica que promete marcar a ao das empre-sas e a gesto do lixo no Pas, a cha-mada logstica reversa.

    O termo, cada vez mais presente no vocabulrio da reciclagem, sig-nifica a recuperao de materiais aps o consumo. Espero que, com a consolidao da PNRS, continue-mos a cumprir nosso papel de ino-vao e engajamento empresarial

    nos compromissos de destinao adequada dos resduos gerados pelo setor privado na fabricao e comercializao de seus produtos, destaca Victor Bicca, presidente do Cempre (Compromisso Empresa-rial para Reciclagem).

    Embora a responsabilidade por re-colher e encaminhar adequadamen-te as pilhas aps o uso caiba aos fa-bricantes, esses materiais podem ser entregues aos estabelecimentos que os comercializam ou s assistncias tcnicas autorizadas. Nesse contexto, surge a responsabilidade do consu-midor, que deve se conscientizar da importncia do descarte adequado.

    Para facilitar a coleta e garantir a destinao correta, o sndico pode incentivar os moradores a depositar

    em local especfico as pilhas e bate-rias. Para isso, pode ser colocada uma caixa na portaria ou no hall dos elevadores. Uma vez por ms ou quando necessrio, esse mate-rial pode ser encaminhado a algum posto de coleta instalado em lojas, farmcias e supermercados, exem-plifica Bernardes, do Secovi-SP.

    Boas prticas

    Vrias empresas possuem esta-es de coleta de materiais recicl-veis, onde qualquer pessoa pode deixar suas pilhas e baterias. Entre as iniciativas, esto as das redes de supermercados Walmart e Po de

  • 20

    Acar, da Drogaria So Paulo, do Santander, Nokia, Vivo e Duracell, entre outras.

    A Drogaria So Paulo recolhe pilhas e baterias usadas em todas as suas unidades do Estado de So Paulo. Para participar, basta ir at uma loja e depositar os resduos nos Cata-Pilhas. possvel, ainda, reti-rar um miniCata-Pilhas e devolv-lo quando estiver cheio. Desde 2004, a rede coletou mais de 150 mil tonela-das do produto.

    O Santander mantm o programa Papa-Pilhas, que recolhe e recicla pilhas e baterias em mais de 2,8 mil postos de coleta instalados em todo

    Abinee - Recebe Pilhas: Tel. 0800 779 4500; www.gmcons.com.br

    Santander - Papa-Pilhas: [email protected]

    Drogaria So Paulo - Cata-Pilhas: www.drogariasaopaulo.com.br/campanhas-sociais/reciclar/

    Walmart: www.walmartbrasil.com.br/sustentabilidade/estacoes-de-reciclagem/

    Rede Po de Acar: 0800 7732 732; http://www.grupopaodeacu-car.com.br/responsabilidade-socioambiental/ambiental

    Suzaquim - (11) 3159-2929; www.suzaquim.com.br

    POsTOs DE COlETA

    Colocar pilhas na geladeira

    no aumenta a carga; ao contr-

    rio, quando expostas ao frio ou

    calor, seu desempenho pode

    piorar.

    Na hora de troc-las em um

    equipamento, substitua todas ao

    mesmo tempo.

    Retire-as se o aparelho for ficar

    um longo tempo sem uso, pois

    podem vazar.

    Para no prejudicar o desem-

    penho e a durabilidade, no

    misture pilhas diferentes (alcali-

    nas e comuns, novas e usadas).

    Prefira as pilhas e baterias re-

    carregveis ou alcalinas. Apesar

    de custarem um pouco mais,

    tm maior durabilidade.

    Nunca guarde pilhas e baterias

    junto com brinquedos, alimen-

    tos ou remdios.

    No exponha pilhas e bate-

    rias ao calor excessivo ou

    umidade. Elas podem vazar ou

    explodir.

    Pelas mesmas razes, no as

    incinere e, em hiptese alguma,

    tente abri-las.

    Nunca descarte pilhas e ba-

    terias no meio ambiente e no

    deixe que elas se transformem

    em brinquedo para as crianas.

    Evite comprar aparelhos port-

    teis com baterias embutidas no

    removveis.

    Compre sempre produtos ori-

    ginais. No use pilhas e baterias

    piratas.

    Fonte: Santander

    FIqUE ATENTOo territrio nacional, 1,5 mil deles em So Paulo. Neste ano, j foram recolhidos 58.259 quilos.

    Em agosto de 2010, o Grupo Po de Acar e a Nokia do Brasil uni-ram esforos para lanar o Programa Al Recicle, para a reciclagem de celulares, acessrios e baterias. Cerca de 275 lojas participam do progra-ma, que j encaminhou mais de 2 to-neladas de material para reciclagem.

    Em uma iniciativa conjunta de fabricantes e importadores de pi-lhas e baterias portteis, a Abinee mantm o programa Recebe Pilhas. So quase mil postos de coleta, que em um ano de atividade receberam cerca de 120 toneladas de pilhas e de baterias usadas.

    O material encaminhado para a recicladora Suzaquim, que cobra para reciclar os resduos. L, as pi-lhas e baterias so desencapadas. Os metais so queimados em fornos in-dustriais. Por fim, o reprocessamen-to desse material resulta na produ-o de xidos e sais metlicos, que viram matria-prima para a criao de outros produtos, em geral fora do Pas. A empresa recicla cerca de 6 milhes de pilhas e baterias por ano.

    Rosana Pinto

    Sustentabilidade

  • Tira-Dvidas

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    rea CvelJoo Paulo Rossi PaschoalOAB/SP 153.841

    Como o condomnio deve lidar com a poda e remoo de rvores? Empregados com a mesma funo podem ter sa-lrios diferentes? Estas e outras questes so respondidas pelo Departamento Jurdico do Secovi-SP

    A demora no conserto de uma infiltrao pode redundar na condenao ao pagamento de indenizao por dano moral?

    Sim. Recente julgado do Superior Tribunal de Justia aborda a questo de modo exemplar:

    Dano Moral-Direito de Vizinhana-Infiltrao. devido o pagamento de indenizao por dano moral pelo responsvel por apartamento de que se origina infiltrao no reparada por longo tempo por desdia, a qual provocou constante e intenso sofrimento psicolgico ao vizinho, configurando mais do que mero transtorno ou aborrecimento. Salientou-se que a casa , em princpio, lugar de sos-sego e descanso, no podendo, portanto, considerar de somenos importncia os constrangimentos e aborrecimentos experimentados pela recorrente em razo do prolongado distrbio da tranquilidade nesse ambiente ainda mais quando foi claramente provocado por conduta culposa da recorrida e perpetuado por sua inrcia e negligncia em adotar providncia simples, como a substituio do rejunte do piso de seu apartamento. De modo que tal situao no caracterizou um mero aborrecimento ou dissabor comum das relaes cotidianas, mas, sim, situao excepcional de ofensa dignidade, passvel de reparao por dano moral. Com essas e outras consideraes, a Turma deu provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos origem a fim de que, includa indenizao por danos morais, prossiga o julgamento da apelao da recorrente. Precedentes citados: REsp 157.580-AM, DJ 21/2/2000, e REsp 168.073-RJ, DJ 25/10/1999 (STJ - 3 Turma - REsp 1.313.641-RJ - Rel. Min. Sidnei Beneti - Julgado em 26/6/2012 - Informativo do STJ n 500 de junho de 2012).

    3

    Como o condomnio deve lidar com a poda e remoo de rvores?

    A poda ou remoo de rvores assunto de interesse local, sendo da alada de cada municpio detalhar as formalidades a ser observadas para que a medida tenha resguardo jurdico.Usualmente, h exigncia de protocolo de requerimento para a poda ou remoo, mediante preenchimento de formulrio padro, acompanhado de certos documentos.A partir da entrega dos documentos exigidos, a municipalidade determina a vistoria por engenheiro agrnomo, que dar parecer tcnico. O parecer ser decisivo para o deferimento da poda ou remoo, sendo tal deciso publi-cada no Dirio Oficial do municpio.

    1

    Quais leis, atualmente, restringem o consumo de produtos fumgenos nos condomnios?

    Por fora da Lei Federal n 9.294/96 (com as alteraes conferidas pela Lei n 12.546/11) e Lei Estadual Paulista n 13.541/09, vedado o consumo de produtos fumgenos em geral em recintos coletivos fechados (ainda que parcialmente), privados (condomnios edilcios inclusive) ou pblicos. Admite-se o consumo de produtos fumgenos em reas comuns ao ar livre, bem como nas unidades autnomas residenciais.Ademais, pela vontade democrtica dos condminos, entende-se que o Regimento Interno poder banir o consu-mo de produtos fumgenos em todas as reas comuns, mesmo as que estejam ao ar livre.

    2

  • Tira-Dvidas

    23

    rea TrabalhistaCarlos Alexandre CabralOAB/SP 97.378

    O empregado que atua na jornada de 12 horas por 36 de descanso deve receber em dobro quando trabalha no domingo ou feriado?

    Diferentemente da escala 6 x 1, a escala de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso (escala 12 x 36) se caracteriza como um sistema de compensao, isto , o trabalho que recair em domingo ou feriado j se encontra automaticamente compensado pelos intervalos interjor-nadas de 36 horas, no ensejando pagamento dobrado ou concesso de folga compensatria.

    2

    possvel conceder reajustes diferenciados por ocasio da data-base?

    Conceder reajustes diferenciados em data-base no vivel, excetuados os previstos na prpria conveno cole-tiva firmada, como os casos da tabela de reajuste proporcional de acordo com a data de admisso (tabela de multiplicador direto).

    4

    Empregados com a mesma funo podem ter salrios diferentes?

    Salrios diferenciados para funes iguais s sero possveis nos casos pre-vistos no artigo 461 da CLT, que so: 1) Para funes idnticas, os salrios devero ser iguais se a diferena de tempo de servio no mesmo local de trabalho no for superior a dois anos, ou seja, poder ter salrio su-perior o empregado que contar com diferena de mais de dois anos no exerccio do cargo em relao ao co-lega de mesmo cargo;

    2) Quando houver quadro de car-reira no local de trabalho. Referi-do quadro dever ser homologado junto Delegacia Regional do Tra-balho para ter validade (Portaria n 2/2006 do Secretrio das Rel. do Trabalho do MTE). O pedido de homologao encaminhado DRT dever conter: a) discriminao ocupacional de cada cargo, com de-nominao de carreiras e suas sub-divises; b) critrios de promoo alternadamente por merecimento e antiguidade; e c) critrios de avalia-o e desempate.

    1

    O adicional noturno reflete nos descansos semanais remunerados? Como calcular o reflexo de horas extras nas folgas?

    O adicional noturno, sendo calculado sobre o salrio do empregado mensalista, incidir automaticamente nos descansos semanais remu-nerados (DSRs), folgas e feriados. Para fazer o reflexo das horas extras habituais nos DSRs, necessrio efetuar o clculo (veja abaixo), pois, elas no refletem automatica-mente nos dias de descanso do empregado. Para calcular o reflexo, necessrio, tomando por base o ms trabalhado, somar todas as ho-ras extras efetuadas pelo empregado e dividi-las pelo nmero de dias teis, multiplicando o resultado pelo nmero de folgas e feriados do perodo e, em seguida, pelo valor atual de uma hora extra, resultando na quantia a ser paga a ttulo de reflexo de horas extras ao empregado.

    3

    Este espao um canal permanente para que sndicos e administradoras esclaream questes relacionadas ao dia a dia da gesto condominial.Envie suas dvidas para o e-mail [email protected]

  • 24

    Foco nas pessoas

    N a ltima Conveno Secovi, realizada em setembro, tivemos acesso a muitas ideias voltadas melhoria do meio ambiente ur-bano. Algumas propostas so inspiradas em ex-perincias vividas em outros pases, o que impe a necessidade de adapt-las nossa realidade. Po-rm, fcil identificar alguns pontos em comum.

    Ficou claro que uma cidade agradvel para se viver aquela que prioriza as pessoas. Isso signi-fica, por exemplo, cuidar das fachadas dos im-veis, para que o transeunte e o ciclista possam apreciar sua beleza, e ter passeios bem cuidados, poupando de riscos e trepidaes o carrinho de beb, o pedestre desavisado, o cadeirante...

    A questo da mobilidade foi abordada inme-ras vezes. E, ao que tudo indica, o caminho a ser seguido o do desestmulo ao uso de autom-veis. Mas, para que seja possvel ter menos carros nas ruas, urgente providenciar mais transporte pblico de qualidade, alm de infraestrutura ade-quada para quem quer recorrer a meios de loco-moo alternativos, principalmente bicicletas.

    E no basta facilitar os deslocamentos: pre-ciso torn-los cada vez mais curtos e menos necessrios. Isso significa apostar no adensa-mento inteligente, na verticalizao respon-svel, na urbanizao que otimiza o espao pblico, em vez de empurrar as moradias das pessoas para reas cada vez mais distantes de

    seus locais de trabalho e estudo.Houve tambm a exibio de cases bem-su-

    cedidos de recuperao de reas degradadas, e at de rios poludos ou canalizados, que, graas a obras planejadas e conduzidas com sensibili-dade e inteligncia, no apenas foram revitaliza-dos como tiveram suas margens convertidas em autnticos espaos de lazer e integrao. Ima-ginem como seria ver pessoas lendo um livro e lanchando, num dia de calor, sob o guarda-sol ao lado do Rio Pinheiros... Em Paris, Amsterd e at Seul, cenas como esta so comuns.

    Ficou evidente, portanto, que as cidades preci-sam ser repensadas sem limitaes ou preconcei-tos. Devemos deixar de lado a palavra imposs-vel e perseguir, com afinco, os cenrios ideais.

    As ideias debatidas na Conveno foram en-riquecedoras e permitiram, aos presentes, re-fletir profundamente sobre o que bem-estar e qualidade de vida. E, se transportarmos a lgica das propostas apresentadas para o contexto dos condomnios, ficar claro que o administrador desses espaos deve estar atento, sempre, s ne-cessidades dos moradores e boa manuteno e conservao de toda a estrutura.

    Seja no planejamento de uma cidade, seja na gesto condominial, o foco de todo trabalho deve ser um s: o ser humano. Com essa viso, o sucesso estar garantido.

    Claudio Bernardes

    Claudio Bernardes presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitao) e reitor da Universidade Secovi

    Carta do presidente

  • Lazer

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  • 26

    Capa

    N a esteira da recuperao por que vem passando o merca-do imobilirio nos ltimos anos, a cidade de So Paulo deve encerrar 2012 com 30 mil unidades residenciais ofertadas, segundo da-dos da ltima Pesquisa do Mercado Imobilirio realizada pelo Departa-mento de Economia e Estatstica do Secovi-SP (Sindicato da Habitao). Desse volume todo, 70% devem ser lanados neste semestre.

    Frente a esse cenrio, uma ques-to se sobrepe: como conseguir mo de obra qualificada para esses novos condomnios? H falta de mo de obra especializada em to-

    dos os nveis, desde auxiliares de limpeza a gerentes prediais. Isso pode ser atribudo ao fato de esses trabalhadores terem sido atrados para outros setores da economia em franco crescimento e com salrios atraentes, como a construo civil. De acordo com dados disponveis na Catho Online, site de classifica-dos de currculos e vagas de empre-go, o salrio oferecido a um porteiro varia, em mdia, entre R$ 900 e R$ 1.200. Um pedreiro, por sua vez, chega a ganhar R$ 1.435.

    Esse gargalo no atinge somente o setor imobilirio. Segundo dados da OIT (Organizao Internacio-

    nal do Trabalho), entre os anos de 2001 e 2010, o Brasil criou quase 18 milhes de empregos com car-teira assinada, o que representa um crescimento de 68% comparado ao nmero de empregos gerados em dcadas anteriores. Essa massiva ex-panso do emprego esbarrou num velho problema brasileiro: o nvel de nossa educao.

    Se por um lado as empresas crescem e ampliam suas ofertas de emprego, de outro, a qualidade do que se ensina nas escolas no acompanha o ritmo de exigncia do mercado. Ainda segundo dados da OIT, 90% dos novos empregos

    o zelador o profissional mais difcil de encontrar, mas h problemas tambm para achar porteiros e outros funcionrios. Secovi-Sp oferece cursos sob medida para garantir o aperfeioamento desse pessoal

    lanamentos de condomnios demandam mais mo de obra qualificada

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  • 27

    Capa

    Temple: Cursos de zelador esto entre os que mais formam gente

    Entre 2004 e 2009, aumentou de

    7,3 para 8,2 anos a mdia de tem-

    po de estudo dos trabalhadores

    brasileiros. Entretanto, apenas

    no Distrito Federal essa mdia

    ultrapassa o patamar de 10 anos.

    Em 15 dos 27 estados, a mdia

    no alcanava sequer oito anos

    de estudo ou seja, os trabalha-

    dores no completaram o ensino

    fundamental completo.

    Fonte: Organizao Internacional do Trabalho

    formais ofertados recentemente no Pas exigem pelo menos o ensino mdio completo. No entanto, 40% dos trabalhadores que compem a populao economicamente ativa no possuem sequer o ensino fun-damental completo e 16% so anal-fabetos funcionais conseguem ler um texto, mas no tm capacidade para interpret-lo.

    Novos zeladores

    O profissional mais difcil de en-contrar atualmente so os novos zeladores. Segundo Hubert Geba-ra, vice-presidente de Administra-o Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP, temos hoje em dia dois tipos de zeladores: o mais antigo, aquele que faz as operaes bsicas de um prdio, e o mais especializa-do, cujos conhecimentos so mais abrangentes. Enquanto o primeiro se limita basicamente a tomar conta do prdio e atender os condminos, o segundo mais preparado. So os gerentes prediais. Precisam ter noes de informtica e de Relaes Pblicas, saber lidar com um gran-de nmero de pessoas, ter capaci-dade de comando e saber adminis-trar conflitos, explica Gebara. Esse perfil de zelador mais comum em condomnios comerciais ou nos re-sidenciais parque, que tm mais de 70 funcionrios.

    Independentemente do perfil do zelador moda antiga ou gerente predial , exige-se dele noes de hidrulica, eletricidade e conheci-mentos sobre direitos e obrigaes dos condminos. fundamental que ele domine o Regimento Inter-no do condomnio, para saber o que pode ou no exigir dos moradores, diz Gebara. Para o dirigente do Seco-vi-SP, o zelador integra um trip cuja importncia essencial para a ges-to de um condomnio. Fazem par-te desse trip a administradora do condomnio, o sndico e o zelador. Se um desses tomba, caem a quali-dade e o atendimento aos morado-res e do prprio funcionamento do edifcio, alerta.

    Desses dois perfis de zelador, o mais antigo ainda predomina no

    mercado. A maior parte compos-ta por porteiros que, ao longo dos anos, acumularam experincia e acabaram sendo convidados pelo sndico para virarem zeladores. H tambm o fato de a maioria dos fun-cionrios de condomnios no Es-tado de So Paulo trabalharem em empreendimentos tambm antigos. Temos no estado cerca de 50 mil prdios, e a maioria deles tem mais de dez anos de existncia, explica o vice-presidente do Secovi-SP.

    A mdia de idade desse profis-sional est entre 40 e 50 anos. Dele, exige-se pelo menos o ensino m-dio. Mais: tambm imprescindvel que tenha noes de informtica.

    Se as aptides mudam, as grati-ficaes tambm variam ao sabor das exigncias de mercado. O m-nimo que um zelador ganha R$ 1.500. Conforme o condomnio, essa cifra pode chegar a R$ 5.000. A variao acompanha as competn-

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    Capa

    Empresas clientes de condomnios tambm precisam serqualificadas

    Assim como os funcionrios de

    um condomnio precisam ser

    qualificados, as empresas que

    lhe prestam servios tambm ne-

    cessitam de qualificao. Desde

    1999, o Secovi-SP, por intermdio

    do Programa Qualificao Essen-

    cial (PQE), contribui com o cres-

    cimento e aprimoramento de

    empresas das reas de compra,

    venda, locao e administrao

    de condomnios e loteamentos.

    As empresas que se inscrevem

    no programa participam de

    eventos do Secovi-SP e assistem

    a uma srie de palestras e treina-

    mentos ao longo de um ano. No

    final do perodo, se cumpridas

    as exigncias e atingida a pon-

    tuao necessria, a empresa

    certificada pelo PQE, explica

    Solange Martins Barbosa, coor-

    denadora do programa. Para

    o sndico, a garantia de que a

    empresa que administra seu con-

    domnio investe em qualificao

    e inovao, completa. Em 12

    anos, o PQE treinou mais de 42

    mil profissionais e certificou cer-

    ca de 3 mil empresas.

    cias de cada um e a regra de oferta e demanda de mo de obra. Como est difcil encontrar gerentes pre-diais capacitados, os condomnios veem-se impelidos a oferecer sal-rios maiores, a fim de atrair a aten-o de potenciais candidatos.

    Uma sada recomendada por Ge-bara recorrer a empresas especia-lizadas em recrutamento e seleo

    ou, ainda, disponibilizar a vaga em portais de emprego. Nesta ltima hiptese, o sndico pode contar com o apoio da administradora. Ela far a pr-seleo dos candi-datos, avaliar os currculos, os entrevistar e, por fim, encaminha-r dois ou trs para que o sndico converse com eles, explica Gebara. Tambm merecem ser checadas as fichas criminal e financeira dos candidatos.

    Rotatividade

    De acordo com dados da Rais (Relao Anual de Informaes So-ciais), do Ministrio do Trabalho e Emprego, o tempo mdio de per-manncia de um zelador em um mesmo lugar de aproximadamente oito anos. um tempo bom. s ve-zes h bastante rotatividade porque a cada dois anos o condomnio pode trocar de sndico. Ao assumir o pos-to, o novo titular, por uma questo

    de autoafirmao, eventualmente manda o zelador embora, esclarece Gebara. Segundo ele, zeladores no ficam mais tempo no cargo, s vezes, por falta de entusiasmo ou quando comeam a se acomodar.

    J a funo de porteiro vem sen-do ocupada por profissionais cuja idade varia entre 25 e 40 anos, com salrio oscilando de R$ 1.000 e R$ 2.000. As aptides requeridas de quem se candidata a esse posto, em geral, so experincia na funo, ensino fundamental completo ou mdio incompleto e noes bsi-cas de digitao. Bom aspecto fsi-co imprescindvel. No muito simptico um porteiro sem dente, com unha suja e cumprida, barba por fazer, tatuagens extravagantes e, sendo homem, com cabelos com-pridos, diz o vice-presidente do Secovi-SP. Como as qualificaes exigidas so menores, encontrar porteiros para contratar mais fcil.

    Para a funo de segurana, a re-comendao terceirizar o servio. Como so exigidos treinamentos

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  • Gebara: Quanto mais cursos o profissional puder fazer e mais leitura e aprendizado tiver, melhor, pois ele valoriza a sua atividade

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    especficos e licenas especiais para porte de arma, o condomnio pode recorrer a empresas especializadas em fornecer essa soluo. Outro servio amplamente terceirizado o de faxina. s vezes o cenrio leva o sndico a procurar terceirizadas, o que no uma desvantagem, sus-tenta Gebara. No caso dos auxiliares de limpeza registrados pelo prprio

    condomnio, os ganhos giram em torno de 1,5 salrio mnimo mais benefcios vales transporte e ali-mentao e, s vezes, cesta bsica. Desse profissional no se exige mui-tas qualificaes. Diz Gebara: Ns somos ns mesmos e as circunstn-cias. s vezes precisamos contratar pessoas com baixssima instruo para no manter o prdio sujo.

    Cursos de qualificao

    A Universidade Secovi tem con-tribudo com o mercado imobilirio de maneira relevante ao qualificar desde funcionrios de condomnios e sndicos a empregados de admi-

    nistradoras de condomnios. Desde sua criao, em maio de

    2001, passaram pelas salas de aula da instituio mais de 460 turmas, 16 mil alunos, somando mais de 11 mil horas de aula. Dessa gama toda, cer-ca de 9 mil formandos fizeram cur-sos na rea de condomnios e, destes, um tero eram zeladores. um dos cursos que mais formam gente, diz Laerte Temple, diretor executivo da Universidade Secovi. Quem faz esse curso geralmente so zeladores que querem se aperfeioar e at mesmo outros empregados de condomnios, como porteiros, que querem ser pro-movidos, completa.

    Dentre os cursos oferecidos pela instituio a empregados de con-domnios esto: Aperfeioamento

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    Aula na Universidade Secovi

  • 30

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    AlGUNs CURsOs DA UNIVERsIDADE sECOVI-sP NA REA DE CONDOMNIOs

    Disciplina Descrio Carga horria

    Capacitar, mediante tcnicas e m-

    todos atualizados, profissionais para

    desempenhar funes de zelador.

    Proporciona conhecimentos tcnicos

    de limpeza e conservao prediais.

    Viso geral, manuteno e conser-

    vao de edificaes e de sistemas

    eltricos, hidrulicos e sanitrios.

    Tcnicas de atendimento e prote-

    o em portarias de condomnios

    residenciais e comerciais

    Aperfeioamento em

    Tcnicas de Zeladoria

    Limpeza e Conservao

    Predial

    Manuteno Predial

    para Edifcios Residenciais

    Tcnicas de Controle

    de Acesso em Portaria

    Segurana Predial

    Equipamentos disponveis para ope-

    rar a segurana de um condomnio e

    como utiliz-los.

    39 horas

    12 horas

    27 horas

    9 horas

    12 horas

    em tcnicas de zeladoria, Limpeza e conservao predial, Manuteno predial para edifcios residenciais, Tcnicas de controle de acesso em portarias e Segurana predial. As turmas normalmente so compostas por alunos com ensino mdio com-pleto. So funcionrios de condom-nios de todos os perfis prdios mais sofisticados, comerciais e de regies mais distantes, comenta Temple.

    Para outras reas, a Universida-de iniciar nas prximas semanas cursos de Atendimento a sndicos, condminos e moradores; Adver-tncia e multas em condomnios, Inadimplncia e cobrana judicial, Anlise de balancetes e Estrutura e financiamento de condomnios

    De acordo com Hubert Gebara, quanto mais cursos o profissional puder fazer, mais leitura e aprendi-

    zado ele tiver acesso, melhor, pois ele valoriza a sua atividade. A gente o que a gente oferece. Para Laer-te Temple, o emprego em condo-mnios hoje valorizado. Se voc trabalha direitinho, acaba adquirin-do confiana dos condminos e do sndico. Isso, aliado qualificao, torna-se um bom fator para todos: empregado e condomnio.

    Ensino distncia

    Uma das principais dificuldades para os alunos, segundo percep-o da Universidade, o fato de eles muitas vezes no conciliarem o horrio dos cursos com o do tra-balho. As aulas acabam s 22 horas, horrio considerado avanado para

    quem, por exemplo, precisa assumir o posto de porteiro, no dia seguin-te, s 6 da manh. Por isso vamos implantar o sistema de ensino distncia. No incio no sero con-templados todos os cursos, mas j um primeiro passo, comemora o diretor executivo da Universidade.

    A estimativa que o sistema es-teja disponvel para todos os cur-sos em trs ou quatro anos. Esse mecanismo j funciona com as regionais. Quem se interessa pelos cursos vai pessoalmente s unida-des do Secovi-SP nas cidades do interior do Estado e assiste s au-las via teleconferncia. Tem sido extremamente bem-sucedida essa iniciativa de atrair alunos de outras cidades, diz Temple.

    Leandro Vieira

  • 32

    A dministrar um condomnio no das tarefas mais fceis: so funcionrios para coor-denar, contas para pagar, manuten-es e reformas para orar e con-tratar, conflitos para administrar... Para auxiliar o sndico a dar conta do recado, existe o conselho, com-posto por trs pessoas, preferen-cialmente residentes no local.

    Esse board pode ser batizado de fiscal ou consultivo e a Con-veno do condomnio que define isso. Normalmente, condomnios tm conselho consultivo, com ou sem atribuio fiscal, mas tam-

    bm podem ter um conselho fiscal. Condomnios-clube ainda podem contar com outras comisses que deliberam e auxiliam o sndico em outros assuntos, como eventos sociais e sustentabilidade, explica Ira Sica de Azevedo, diretor da Campo Belo Administradora de Condomnios.

    Por definio, o conselho fiscal analisa todos os contratos do con-domnio, fiscaliza a gesto do sndi-co, revisa e emite parecer das pastas mensais de prestao de contas, que sero levadas assembleia, em sua reunio anual, para anlise e aprova-

    o de contas do sndico. J o con-selho consultivo auxilia o sndico em suas atribuies e decises, poden-do reunir-se com ele de tempos em tempos para, por exemplo, planejar o oramento e a realizao de obras.

    Azevedo lembra que o conselho, seja ele fiscal ou consultivo, no tem poder executivo, legislativo e nem de deciso no condomnio. Isso cabe ao sndico e assembleia, esclarece. A advogada Marta Pessoa, assessora jurdica do Secovi-SP (Sindicato da Habitao), refora essa tese: A fun-o bsica do conselho assessorar o sndico na administrao condomi-

    Auxiliar o sndico na administrao e fiscalizar as contas do empreendimento esto entre as principais funes do grupo, composto, em geral, por moradores

    O papel do conselhoem um condomnio

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    nial, quando solicitado por ele, e dar parecer sobre as contas. Funciona como um rgo auditor de contas. O seu parecer no vincula o conven-cimento da assembleia em relao aprovao ou no das contas, pois essa atribuio da assembleia geral.

    Bem comum

    A existncia de um conselho atu-ante essencial na gesto de um con-domnio. O respaldo desse grupo d maior segurana s decises tomadas pelo sndico, j que resolues coleti-vas so menos passveis de erros, diz Marta, do Secovi-SP. A fiscalizao do conselho oferece amparo ao sn-

    dico, no dando brechas para dvidas de sua gesto ou seu comportamento.

    Azevedo destaca o cuidado desse grupo com o patrimnio. So v-rias pessoas com o mesmo objetivo: cuidar bem do lugar onde moram. Surgem melhores ideias e solues para os problemas, afirma.

    Ele acha que os moradores no devem temer fazer parte do con-selho porque o empreendimento um bem comum. Um prdio bem gerido mais bem cuidado, orga-nizado. As obras so feitas na hora certa, os recursos so bem usados, h transparncia e tudo isso culmi-na em um imvel mais valorizado, enumera Azevedo.

    Com base na sua experincia de 26 anos na rea de administrao

    Legislao

    condominial, o diretor da Campo Belo garante que os prdios com conselhos ativos so tranquilos e tm poucos conflitos. As coisas so resolvidas de maneira simples, ao contrrio de quando o sndico cui-da de tudo, relata. J quando o sn-dico leva a carga sozinho, a situao outra. Por estar acostumado a to-mar decises isoladamente, ele corre o risco de ficar autoritrio, o famoso dono do prdio, alvo de crticas dos condminos, destaca. Seja na hora de realizar uma nova obra, contra-tar ou demitir um funcionrio, tudo vira conflito.

    Infelizmente, o que se observa nos condomnios, em geral, uma omisso por parte dos moradores em se voluntariar ao cargo de con-

  • 34

    A diferena entre os conselhos consultivo e fiscal est na esfera das leis. Segundo Marta Pessoa, assessora

    jurdica do Secovi-SP, no existia conselho fiscal pela legislao anterior (Lei n 4.591/64), e sim um conselho

    consultivo, que, alm de auxiliar o sndico, tambm fazia as vezes de fiscal. Embora o novo Cdigo Civil no

    cite o conselho consultivo, h, em compensao, um dispositivo que trata do conselho fiscal (artigo 1.356);

    porm, fica claro claro que sua existncia no obrigatria.

    Outra informao relevante do mesmo artigo que o conselho no tem de ser obrigatoriamente com-

    posto por condminos. Isso significa que qualquer pessoa pode ser eleita pela assembleia. Entenda-

    se por condmino proprietrio, compromissrio comprador (artigo n 1.334, pargrafo 2, do novo

    Cdigo Civil). Mas aconselhvel que o conselheiro seja, pelo menos, morador do condomnio,

    recomenda Marta.

    Pela legislao, o conselho deve ter trs membros, e o prazo de mandato no pode exceder dois anos. No

    h meno a suplentes e nem a remunerao (rarssima em caso de conselheiros). importante destacar que

    o novo Cdigo Civil suplanta a lei de 1964.

    Em resumo: a lei atual define nomenclatura, composio, prazo de mandato e eleio pela assembleia. Mas

    a Conveno do condomnio que faz o detalhamento: quantidade de integrantes, atribuies, se preciso

    ser condmino, remunerao, existncia de suplentes etc.

    Para evitar confuso de nomenclatura e sobre as atribuies do conselho, recomendvel atualizar a Con-

    veno do condomnio, alinhando-a ao novo Cdigo Civil. Importante lembrar ainda que, para haver altera-

    o na Conveno, necessria a sua aprovao por dois teros dos condminos.

    POR DENTRO DA LEI

    Legislao

    Azevedo: Em prdios comconselhos ativos, as coisas so resolvidas de maneira simples

    selheiro. Muitos se sentem empur-rados para o cargo porque ningum

    quer assumi-lo, diz Ira Azevedo. Falta de tempo, comodismo, ex-cesso de responsabilidade, desco-nhecimento tcnico sobre como se analisar balancetes e emitir parecer de uma pasta de prestao e muita dor de cabea so as principais ra-zes que desencorajam o morador a se candidatar ao cargo.

    Outro problema a permann-cia dos mesmos conselheiros por longos perodos. bom ter novas pessoas exercendo o cargo. salutar e saudvel para o prdio haver um rodzio, recomenda Marta.

    Outras comisses

    H condomnios que, por suas dimenses e elevadas demandas,

    necessitam de maior apoio e parti-cipao de moradores. Para alguns, a soluo formar comisses para tratar, pontualmente, de assuntos especficos. possvel criar uma comisso de obra para colher or-amentos e fazer sua fiscalizao, prestando contas sempre ao sndico. Pode ser um rgo transitrio, for-mado para essa finalidade. Quando a obra for concluda, o grupo se des-faz, exemplifica a assessora jurdica do Secovi-SP.

    Mas h condomnios que optam por ter comisses fixas para tra-tar de certos temas. O ideal que conste na Conveno a possibilida-de de criao de comisses, sejam elas transitrias ou permanentes, orienta Marta Pessoa.

    Catarina Anderos

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    Dicas e indicadores que facilitam a administrao do seu condomnio

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    7,50

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    8,03

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    188,390

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    189,773

    189,233

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    4,68

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    216,494

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    225,970

    229,196

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    193,452

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    196,567

    196,706

    197,331

    197,276

    197,958

    199,719

    201,545

    202,581

    205,083

    207,469

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    184,549

    185,748

    186,733

    187,660

    187,440

    187,906

    187,791

    188,594

    190,203

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    196,010

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    197,623

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    215,320

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    8,96

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    9,68

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    9,07

    ago/11

    set/11

    out/11

    nov/11

    dez/11

    jan/12

    fev/12

    mar/12

    abr/12

    mai/12

    jun/12

    jul/12

    ago/12

    ICONMs Ano 12 meses

    Var. %Total Geral

    Ms Ano 12 meses

    Var. %ICON

    Pessoal/Encargo

    ICONMs Ano 12 meses

    Var. %Tarifas

    ICONMs Ano 12 meses

    Var. %Manut. de Equipamentos

    ICONMs Ano 12 meses

    Var. %Conservao e limpeza

    ICONMs Ano 12 meses

    Var. %Diversos

    PER

    Icon Secovi-SP (ndice de Custos Condominiais)Ms: Agosto 2012 ndice Base Dez/01 = 100,000

    Agosto/2012

    ndices de preo

    Fonte: FGV, FIPE, IBGEElaborao: Departamento de Economia Secovi-SP

    IGP-DIIGP-MIPCINPCIPCAINCC-DI

    IndicadorVariao - em %

    1,291,430,270,450,410,26

    Ms6,526,072,203,463,186,13

    Ano8,047,724,105,395,247,41

    12 meses

    Obs.: Desconto por dependente: R$ 164,56. Ano-calendrio de 2012

    IR na fonteFaixas de contribuio

    At 1.637,11De 1.637,12 at 2.453,50De 2.453,51 at 3.271,38De 3.271,39 at 4.087,65 Acima de 4.087,65

    Base declculo em R$ Alquota em %

    Parcela a deduzir IR - em R$

    - 7,5 15,0 22,5 27,5

    - 122,78 306,80 552,10 756,53

    Folha de pagamento

    * Tabela de contribuio de empregados e valores das cotas de salrio-famlia definidos pela PortariaInterministerial MPS/MF 02/2012, publicada no DOU de 09/01/2012, para aplicao a partir de 1/01/2012.

    PIsOs sAlARIAIs:Verificar a Conveno Coletiva de Trabalho da Cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    ACMUlO DE CARGO: 20% ADICIONAl NOTURNO: 20%

    hORAs EXTRAs: Cidade de So Paulo e demais municpios: 50%

    CEsTA BsICA: Verificar Conveno Coletiva de Trabalho da Cidade do Condomnio no site www.secovi.com.br

    FGTs OUTUBRO/2012 (Data de recolhimento at 07/11/12) = 8% sobre o total da remu-nerao paga ao empregado

    PIs OUTUBRO/2012 (Data de recolhimento at 23/11/12) = 1% sobre a folha de salrios

    INss OUTUBRO/2012 (Data de recolhimento at 20/11/12 ou dia til imediatamente anterior se no houver expediente bancrio no dia 20)

    *TABElA DE sAlRIO DE CONTRIBUIO (R$) - A PARTIR DE 1/01/2012:At 1.174,86 = 8,00 % De 1.174,87 a1.958,10 = 9,00 % De 1.958,11 a 3.916,20 = 11,00 %Acima de 3.916,20 = R$ 430,78

    *sAlRIO-FAMlIA A PARTIR DE 1/01/2012Remunerao mensal at R$ 608,80 = R$ 31,22Remunerao mensal acima de R$ 608,80 at R$ 915,05 = R$ 22,00

    Dia a dia

  • 36

    Q uem nunca teve uma crise existencial? Difcil achar aque-le que no questionou os fatos da vida e, nesses momentos, com-partilhou suas dvidas com um psi-clogo ou um amigo. Contemplar a natureza pode ser uma alternativa valiosa na manuteno do equil-brio emocional.

    O psiquiatra e psicoterapeuta suo Medard Boss (1903-1990) uniu seus conhecimentos de filosofia com as tcnicas psicoteraputicas apren-didas com Freud para buscar uma maneira de humanizar os tratamen-tos. Desenvolveu o conceito Dasei-nanalysis ou Dasein , cujo sig-nificado "estar l". Na concepo do pesquisador, o existir humano assume significado a partir da com-

    preenso de sua interao com o mundo e com o outro.

    Para Christiane Ribeiro, arquiteta do escritrio Rodolfo Geiser Paisa-gismo e Meio Ambiente, um belo jardim local de aconchego, lazer ativo, quando usado para a prti-ca de esportes, e passivo, quando possibilita pessoa estar com as plantas e aquele meio natural o Dasein. A meditao contemplati-va leva o indivduo para longe dos problemas cotidianos e a beleza esttica das plantas e o acompanha-mento das suas alteraes conforme as mudanas de estao trazem paz e pertencimento, opina.

    Assim como fazemos visitas pe-ridicas a mdicos, as plantas de um jardim devem ter acompanhamento

    permanente de empresa especializa-da e de um responsvel tcnico, pre-ferencialmente engenheiro agrno-mo ou florestal. O zelador no ter condies de avaliar o crescimento das mudas e identificar os diversos ti-pos de problemas, afirma Christiane.

    Um profissional capacitado ana-lisa o desenvolvimento vegetativo das espcies do jardim, verifica o ritmo de crescimento e avalia se ramos, folhas, flores, frutos e se-mentes esto saudveis e vistosos. Raquitismo, clorose (manchas ama-reladas nas folhas), deficincias qu-micas, podrides e manchas pretas so sinais de que algo no vai bem.

    Sem contar que, no cuidado com as plantas, so necessrios o uso e a manipulao de adubos e pesticidas

    Jardins bem cuidados e harmoniosos podem ajudar a combater o estresse urbano

    Zen com a vida

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    venenosos ao homem e aos animais domsticos. Atualmente, h dispo-nveis diversas solues com base em produtos orgnicos, no txicos, mas que sempre devem ser indicados por responsveis tcnicos e manipulados por quem realmente entende do as-sunto, recomenda a arquiteta.

    Adubar um jardim incorreta-mente to ruim quanto no faz--lo, pois pode levar ao crescimento distorcido das plantas. A falta de controle de doenas e pragas e as podas incorretas tambm so da-nosas s reas verdes. Esses motivos reafirmam a necessidade de con-tratar empresas especializadas, de acordo com Christiane. O zelador pode fazer a limpeza das folhas se-cas, recolher o lixo dos jardins e cui-dar da rega, com ateno especial aos locais onde as plantas murcham com mais facilidade.

    Jardim perfeito

    reas verdes so cada vez mais comuns em condomnios e os proje-tistas dedicam ateno especial a esse espao comum de convivncia, as-sim como os paisagistas, que buscam escolher espcies nativas regionais. Chamamos esse cuidado de respeito ao ecossistema local, diz Christiane.

    Plantas certas nos locais certos trazem inmeras vantagens aos condomnios, como economia na irrigao, j que elas j esto aclima-tadas. Entretanto, ainda se percebe o uso de espcies exticas perten-centes a outros ecossistemas, o que torna a manuteno complicada, principalmente quanto ao volume de gua, conta a arquiteta.

    A adoo de regras simples de ma-

    nuteno, como anotar as necessida-des de rega, poda, adubao e contro-le de pragas, mantem os jardins vivos e saudveis. Quanto mais cedo uma praga for identificada, mais fcil ser o seu controle e menor o dano sade da planta, recomenda a arquiteta.

    As adubaes orgnicas devem ser feitas no inverno, estao indicada tambm para a poda de formao, diferentemente das podas de lim-peza, feitas sempre que necessrio. Adubaes qumicas, por sua vez, devem ser realizadas uma ou duas

    vezes durante a primavera e o vero. Caso o condomnio tenha grandes

    jardins e possa investir na rega au-tomatizada, melhor. O mecanismo mede o volume de gua, que regular e na medida certa, e o tempo de chu-va sobre as plantas. Usar a manguei-ra pode deixar alguns lugares muito midos e outros mais secos, o que no bom, informa Christiane.

    Graziela Lourensoni, gerente de Marketing das empresas de produ-tos de jardinagem Gardena e Mc-Culloch, elege a comodidade e a per-feio como as principais vantagens da rega automatizada. Ela conta que existe, inclusive, uma linha de com-putadores e controladores criados especialmente para viabilizar a pro-gramao automtica da irrigao dos jardins, seja em grandes reas ou em espaos reduzidos. Os com-putadores podem ser programados para irrigaes com diferentes dura-es e frequncia, garante.

    Independentemente do sistema adotado, o melhor horrio para mo-lhar as plantas durante o perodo da manh, bem cedo, ou ento ao anoitecer. Ao regar, preciso veri-

    ManutenoManuteno

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    ficar se a terra est afofada, para que assim a gua possa se infiltrar nos poros da terra a certa profundida-de. Muito cuidado com o excesso de gua. Se o tempo estiver chuvoso, talvez seja dispensvel molhar o jar-dim, recomenda Graziela.

    Existe tambm a possibilidade de usar a irrigao por gotejamento. De acordo com a gerente de Marketing, as plantas necessitam de diferentes quantidades de gua. Oferecemos o Sistema de Irrigao por Gotejamen-to, que permite regular o gotejador e o

    equalizador de presso, com escala de quantidades 1-8 litros/hora. O equa-lizador de presso permite tambm uma distribuio uniforme indepen-dente da presso da gua.

    Kit jardim

    No mercado, h inmeros equi-pamentos para manuteno de jar-dins e reas verdes em condomnios verticais e horizontais, bem como

    em loteamentos. A empresa Garde-na, por exemplo, oferece utenslios para jardinagem, como tesoura ex-clusiva para rosas, luvas e ferramen-tas manuais. Alm desses produtos, tem uma linha chamada Combisys-tem, que sobressai pela versatilida-de: com apenas um cabo e diversos acessrios, como vassouras, raste-los, apanhador de frutas e outros, possvel utiliz-lo. Sem contar que de fcil armazenamento, pois no requer grandes espaos. Porm, os condomnios devem ter reas reser-vadas para esse fim. Elas devem ser planas e secas, a fim de evitar danos e o enferrujamento das lminas, e ficar longe do alcance de crianas.

    Mangueiras, carros para manguei-ras, uma linha de aspersores para todos os tipos de jardins, sistema de irrigao por gotejamento e vrios tipos de tesouras de poda e tambm cortadores de cerca-viva constam da lista de produtos da marca.

    Para os usurios ocasionais, a McCulloch possui uma linha com-pleta de produtos de fcil manejo e que no requerem grande esforo. Eles so ergonmicos, com moto-res potentes e funes avanadas. H aparadores, roadeiras, poda-dores de cerca-viva, sopradores, cortadores de grama, alm de trato-res de cortar grama e motosserras, todos indicados para o uso doms-tico, declara Graziela.

    De acordo com a profissional, qualquer pessoa pode manusear es-sas ferramentas, mas, dependendo do produto, importante colocar lu-vas, capacetes, protetores auriculares e culos de proteo. Alm disso, o usurio precisa conhecer as tcnicas mnimas de acionar e desligar equi-pamentos que possuam motores, sempre com muita ateno quanto

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  • 39

    ao espao disponvel para que o pro-duto seja colocado em uso.

    Para a manuteno cotidiana dos jardins, recomendvel o con-domnio ter p, ancinho, forqui-lha, extrator, rastelo, tesoura para jardim e luva de jardinagem. Para cuidados mais sofisticados, alm da contratao de profissional espe-cializado, sero necessrios equipa-mentos com mais tecnologia e pro-dutividade para longas jornadas de trabalho, como cortador de grama, podador de cerca-viva, motosser-ras, roadeiras e sopradores. A boa notcia que no faltam solues para esses verdadeiros osis dentro dos condomnios.

    Shirley Valentin

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    Neocondomnios em so Paulo

    A quilo que chamamos segurana integrada dois ou mais pr-dios vizinhos monitorando-se via circuitos de TV acoplados uma ideia criativa que infelizmente ainda no realidade na maioria dos condomnios. No houve significati-vo progresso nem mesmo depois que o governador de So Paulo sugeriu o conceito da vizinhana solidria para conter a onda de arrastes que se abateu no apenas sobre condom-nios, mas tambm shoppings, restau-rantes e bares paulistanos.

    Ao que parece, condomnios tm perfil individualista. Mas a ideia da solidariedade est prosperando quando se trata de formar grupos de moradores com o fechamento de ruas nem sempre sem sada em bair-ros de classe mdia-alta na cidade de So Paulo.

    O motivo alegado para esse abuso urbano o mesmo: a necessidade cada vez mais premente de seguran-a em nossas cidades. Quem toca a ideia desses neocondomnios so as associaes de moradores que se formam com essa finalidade e ter-

    minam anexando espao pblico em torno de suas casas, at mesmo para estacionamento.

    H uma brecha na Lei Municipal n 15.002, de 2009, que surgiu para disci-plinar o fechamento de ruas sem sa-da em So Paulo. Teve efeito reverso. Algumas ruas fechadas tm sada para os dois lados. Segundo a Secretaria de Coordenao das Subprefeituras, alguns casos j esto em processo de anlise. Podem ser fechadas. Mas fe-char falsas ruas sem sada de classe mdia-alta pode ser trabalhoso.

    Esses bairros de casas e condom-nios que avanam no espao pblico so sintomas eloquentes do medo. E as casas situadas nessas ruas sem sa-da se beneficiam de uma valorizao diferenciada do metro quadrado em meio valorizao geral do mercado imobilirio nos ltimos anos.

    O medo no justifica. Mas ele vira um bom negcio para quem conse-gue ser proprietrio nesses neocon-domnios de moradores. Essa moda no pode pegar alm do atual estgio. Um problemo para os guardies da cidade de So Paulo. Eles existem?

    Hubert Gebara

    Hubert Gebara vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condomniosdo Secovi-SP (Sindicato da Habitao)

    Opinio

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    Guia de Produtos e serviosAcessibilidadeArpa................................

    AcessriosAlokapachos...................Novo Espao.....................Travema..........................

    AdministradoraADCIP...............................Bento Sampaio................F. Moraes.........................Prisma............................Souza Camargo.................Verti..................................Wimar.............................

    ArmriosDelta...............................

    ArquiteturaAngela Ambrozio...............

    BombasAtlntico..........................Semab..............................

    Caixa d'gua/LimpezaNo Rastro........................

    DedetizadoraDesintec...........................

    EltricaExclusiva........................

    ElevadoresAbriens...........................Alternativa........................Asselev............................CBE.................................Convert............................CSM.................................Delev................................Dr. Elevador.......................Ewic BrasilGrambell..........................Korman.............................M.D.E................................Mitson.............................

    Monciel.............................NewServs.........................Paulista.............................Santista.............................RC...................................SPL..................................Tecnew..............................Universal..........................

    EmpreiteiraMafiza..............................

    EngenhariaTAJ Engenharia................

    EnergiaFlammarion......................

    EquipamentosPCJ...................................Red Fire............................Sky North..........................

    FiltrosFiltrolar............................

    FitnessFit 4.................................

    ImpermeabilizaoBlock System....................CJT...................................Ki reforma.........................Landotek..........................Sipan...............................

    IndividualizaoEconomic Total..................

    Mobilirio e EquipamentosJR Equipamentos.............

    PinturaArth Cores.......................Converge...........................Fachadex..........................PGM................................Repinte...........................RPM...............................Restaurar........................

    Sipan................................Tecnobre...........................ZS.....................................

    Redes de ProteoCometa.............................

    Reformaskatec Engenharia..............

    SeguranaLumar............................

    ServiosGrappe..............................

    Sistemas EletrnicosSaidsom..........................

    TelefoniaTelexpanso....................

    TerceirizaoGrupo Alpha.....................Horus..............................Proerp............................Mollitec...........................Replace.............................Star Light..........................Treze Brasil.......................

    Toldos e CoberturasMais Coberturas................

    VlvulasBermad...........................

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  • 43

    Recursos Humanos

  • 44

    Administradora - Bento Sampaio

    Administradora - ADCIP

    Acessibilidade - Arpa

    Acessrios - Travema

    Acessrios - Novo Espao

    Acessrios - Alokapachos

  • 45

    Administradora - Verti

    Administradora - PrismaAdministradora - F. Moraes

    Armrios - Delta

    Administradora - Souza Camargo

    Administrao de condomnio personalizada, vistorias mensais, assessoria jurdica prpria, com responsabilidade, transparncia e eficincia, consulte-nos.

    Administradora - Wimar

  • 46

    Arquitetura - Angela Ambrozio

    Dedetizadora - Desintec

    Caixa d'gua/Limpeza - No Rastro

    Bombas - Atlntico

    Bombas - Semab

    Eltrica - Exclusiva

  • 47

    Elevadores - Dr. Elevador

    Elevadores - Grambell

    Elevadores - AlternativaElevadores - Abriens

    Elevadores - Asselev

  • 48

    Elevadores - CSM Elevadores

    Elevadores - Convert

    Elevadores - CBE Elevadores - Monciel

    Elevadores - Korman

    Elevadores - Ewic Brasil

  • 49

    Elevadores - NewServs Elevadores - Santista

    Elevadores - PaulistaElevadores - M.D.E.

    Elevadores - Mitson

    Elevadores - Delev

  • 50

    Empreiteira - Mafiza

    Elevadores - Universal

    Elevadores - SPL

    Engenharia - TAJ Engenharia

    Elevadores - Tecnew

    Elevadores - RC

  • 51

    Equipamentos - PCJ

    Energia - Flammarion

    Equipamentos - Red Fire

    Equipamentos- SKY NORTH

    Fitness - Fit 4

    Filtros - Filtrolar

  • 52

    Pintura - Arth Cores

    Pinturas - TecnobreImpermeabilizao - CJT

    Impermeabilizao - Blocksystem Impermeabilizao - Sipan

  • 53

    Pintura - Repinte