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Edição 198 (julho de 2009) A revista para síndicos, condôminos e administradoras

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  • 1

  • 2

  • 3

  • 4ndice

    18 CapaA Expo Sndico Secovi Condomnios, que acontece em setembro, apresentar as mais modernas tecnologias do mercado

    24 ManutenoPara que o prdio parea novo, obras de restaurao, lavagem e pintura de fachada devem ocorrer a cada cinco anos

    28Mercado regional

    Fcil acesso, boa infraestrutura e grande oferta de unidades espaosas fazem do ABC

    uma grande opo de moradia e investimento

    14 Vida de SndicoA sndica Suely Canella Cabral implantou a individualizao de gua e gs no Condomnio Edifcio Itamarac

    06 bom saber08 Qualificao social12 Sade e bem-estar14 Vida de Sndico18 Capa

    24 Manuteno28 Mercado regional32 Dia a dia34 Qualificao profissional37 Opinio

    40 Tira-dvidas44 Coluna46 Carta do presidente47 Guia de produtos e servios

    Agosto 2009

  • 5m setembro, sndicos, funcionrios de edifcios e pro-

    fissionais das administradoras de condomnios tero

    oportunidade de se inteirar sobre as mais modernas

    tcnicas de gesto e as tecnologias mais avanadas do mer-

    cado. Dos dias 24 a 27 acontece em So Paulo o maior evento

    do Pas voltado rea condominial, a Expo Sndico Secovi

    Condomnios, tema da matria de capa desta edio.

    A Expo Sndico Secovi Condomnios faz parte da Semana

    Imobiliria, iniciativa de porte que comea oficialmente na

    noite de 23 de setembro, com o Prmio Master Imobilirio,

    e tem continuidade nos dias posteriores, no Pavilho de

    Exposies do Anhembi, com vrios outros eventos: a Con-

    veno Secovi e o Salo Imobilirio So Paulo (Sisp), alm

    do Encontro de Administradoras de Condomnios (Enacon)

    e do Ciclo de Palestras para Sndicos.

    Neste ano, o Enacon focar em especial os temas organi-

    zao e capacitao. O Ciclo de Palestras abordar assuntos

    voltados segurana, individualizao de gua, sustentabi-

    lidade e ainda questes jurdicas de maior relevncia para o

    dia a dia de quem administra condomnios. A expectativa

    que a Semana atraia em torno de 80 mil visitantes.

    Outra matria da Revista Secovi-SP Condomnios orienta

    sndicos e administradoras sobre cuidados bsicos que de-

    vem ser tomados na hora de lavar, restaurar, impermeabilizar

    e pintar fachadas de edifcios.

    Para encerrar, queremos compartilhar com voc uma

    novidade que promete estreitar ainda mais o relacionamento

    da Revista com seus leitores. A partir de agora, a revista ga-

    nha um espao inteiramente dedicado ao leitor. Pelo e-mail

    [email protected], voc poder fazer crticas,

    sugerir temas e comentar as matrias da edio.

    Snia SalgueiroCONTATOS SECOVI-SPPABX (11) 5591-1300Disque Sndico (11) 5591-1234Eventos (11) 5591-1279PQE (11) 5591-1250 / 1339Universidade Secovi (11) 5591-1284Cmara de Mediao (11) 5591-1214

    SECOVI NO INTERIORBauru (14) 3227-2616Campinas (19) 3252-8505Grande ABC (11) 4523-0833Jundia e regio (11) 4523-0833Santos (13) 3232-6086So Jos do Rio Preto (17) 3235-1138Sorocaba (15) 3211-0730Vale do Paraba (12) 3942-9975

    Recado da editora

    R. Dr. Bacelar, 1.043 - CEP 04026-002 - So Paulo/SP Tel. (11) 5591-1300 - Fax (11) 5591-1301

    e-mail: [email protected] - Portal: www.secovi.com.br

    DIRETORIAPresidente:

    Joo CrestanaVice-presidentes

    Cludio Bernardes, Lair Krhenbhl (licenciado), Ricardo Yazbek, Milton Bigucci, Hubert Gebara, Alberto Du Plessis Filho, Caio

    Portugal, Carlos Alberto Campilongo Camargo, Elbio Fernndez Mera, Ely Wertheim, Basilio Jafet e Jos Roberto Federighi

    Conselho editorial Hubert Gebara, Srgio Mauad, Paulo Andr Jorge Germanos,

    Ricardo Yazbek e Sergio Ferrador

    REPORTAGEM E REDAORedao

    [email protected] Editora responsvel

    Snia Salgueiro (MTb 15.414)Reportagem e redao

    Cristina Pupo, Marcos Fernando Queiroz, Maria do Carmo Gregrio, Nanci Moraes, Rosana Pinto, Shirley Valentin e Silvia Carneiro

    Fotos Jos Carlos T. Jorge

    Assistentes de redao Elaine Feitosa e Queli Peixoto

    Colaboradores Luana Garcia (Fontpress Comunicao), Rafael Argemon (Fontpress Comunicao), Carlos Alexandre Cabral, Joo Paulo Rossi Paschoal, Karina Zuanazi Negreli, Maraneide Alves Brock, Marta Cristina Pessoa,

    Rita de Cssia Guimares Bracale (Jurdico), Roberto Akazawa, Edson Kitamura, Fabricio Pereira e Daniella Magnani (Economia),

    Marcelo Bruna (Financeiro), Simone de Souza Rocha (Suprimentos) e Laerte J. T. Temple (Universidade Secovi e Internacional)

    PRODuO E PublICAOFontpress Comunicao

    [email protected] - Tel. (11) 5044-2557

    ARTE E DIAGRAMAODetonarts Criaes

    www.detonarts.com.br - Tel. (11) 2916-0645

    Para anunciar: (11) 5044-2557 / 5041-4715 ou [email protected]

    Tiragem: 30.000 exemplaresImpresso: IBEP Grfica

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. Reproduo de matrias somente aps expressa autorizao da Redao. Os anncios publicitrios so de inteira responsabilidade dos anunciantes.

    E

  • 6 bom saber

    Os reis do pedaoT

    O

    rabalhadores da indstria da construo civil e seus

    familiares tero um dia inteiramente dedicado sa-

    de, cidadania e lazer. Em 22 de agosto, entre 9 e 17

    horas, eles sero os protagonistas da terceira edio do Dia

    Nacional da Construo Social, que acontece no Sesi AE

    Carvalho, zona leste da capital paulista.

    Alm de palestras sobre preveno de acidentes de tra-

    balho, drogas, doenas sexualmente transmissveis (DST),

    Aids e escovao dos dentes, os participantes podero fazer

    exames de sade presso arterial, acuidade visual e triagem

    odontolgica, entre outros. Haver distribuio de cartilhas

    socioeducativas, shows musicais, maquiagem artstica e

    muitas brincadeiras.

    O evento, promovido pela Cmara Brasileira da Indstria

    da Construo (CBIC), por meio do seu Frum de Ao

    Social e Cidadania (Fasc), faz parte do calendrio nacional

    do Servio Social da Indstria (Sesi). Em So Paulo, o Dia

    Nacional realizado pelo Secovi-SP, Seconci So Paulo, Sesi

    e Sintracon-SP, com apoio de Feticom-SP, SindusCon-SP e

    Fora Sindical.

    Em 2008, mais de 330 mil trabalhadores da indstria da

    construo e seus familiares participaram, em todo o Pas, do

    dia especial dedicado a eles. A estimativa que, neste ano,

    20 estados participem do evento, sendo que, somente na

    cidade de So Paulo, cerca de 5 mil pessoas devero utilizar

    os servios e atividades disponibilizados pelo Sesi.

    Compartilhar um dia como o da Construo Social

    significa fazer parte de uma corrente de alegria e unio pelo

    progresso do Brasil, com melhores condies de trabalho e

    cidadania, diz Maria Helena Mauad, presidente do Fasc e do

    Projeto Ampliar, instituio social que educa e profissionaliza

    jovens e adolescentes.

    Mais informaes podem ser obtidas no telefone (11)

    5591-1281.

    Agende-seSecovi-SP realiza, nos prximos dias, vrios cursos voltados a sndicos, zeladores e profissionais das adminis-

    tradoras de condomnios. Veja abaixo as informaes bsicas sobre cada um deles. Mais detalhes nos telefones

    (11) 5591-1304 a 1308.

    Segurana Predial 3 Turma

    Campinas, dia 18/8 O curso visa a

    conscientizar gerentes prediais, zeladores,

    porteiros, vigias e seguranas quanto a

    aspectos importantes para a segurana do

    prdio, como funcionamento administrativo

    do condomnio, equipamentos disponveis

    e a melhor forma de utiliz-los, alm de

    procedimentos operacionais. O curso ser

    realizado a partir das 9 horas, na Regional de

    Campinas do Secovi-SP (Rua Dr. Guilherme

    da Silva, 413).

    Reunies de Condomnio

    Produtivas Atravs do uso

    da Mediao, dias 3/9, 10/9

    e 17/9 Programado para

    acontecer das 19 s 22 horas,

    o curso capacitar o partici-

    pante a desenvolver tcnicas

    especficas para a obteno

    de consenso nas reunies de

    condomnio e ensinar como

    resolver situaes de conflito

    via mediao.

    Planejamento Estratgico para

    Administradoras de Condomnios,

    de 14/9 a 19/10 Empresrios, execu-

    tivos e profissionais das administrado-

    ras de condomnios so o pblico-alvo

    do curso, que acontece apenas s

    segundas-feiras, das 19 s 22 horas.

    O programa foi desenhado com o in-

    tuito de disponibilizar aos participantes

    instrumental tcnico, terico e prtico

    para o entendimento do planejamento

    estratgico das administradoras.

  • 7espao do Leitor bom saber

    Aps um ano da implantao da Lei Estadual

    n 13.160, de autoria da deputada estadual

    Maria Lcia Amary, que permite inscrever

    condminos em servios de proteo ao crdito, a

    inadimplncia no setor caiu cerca de 30% e aumentou o nmero

    de acordos para o pagamento da taxa condominial, segundo dados da vice-

    presidncia de Administrao Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP.

    Os sndicos esto preferindo realizar cobranas amigveis a encaminhar os

    boletos para protesto, diz o vice-presidente Hubert Gebara. A lei surtiu efeito,

    pois ajudou o sndico a reduzir a inadimplncia e, consequentemente, a equilibrar

    o caixa do condomnio.

    Outro benefcio da legislao, na opinio de Gebara, foi a reduo das aes

    de cobrana movidas no Judicirio. A nova regulamentao permite resolver

    essas questes com mais agilidade, nos cartrios. Segundo ele, desde que a lei

    entrou em vigor, a quantidade de aes desse gnero protocoladas no Frum de

    So Paulo caiu 21%. A lei do protesto est sendo de grande ajuda para sndicos,

    condomnios e administradoras, completa.

    Lei do protesto completa um ano

    Este espao reservado para voc se comunicar conosco. Envie seu comentrio, crt i-ca ou sugesto para o e-mail [email protected] Voc tambm pode escrever para Revista Secovi-SP Condo-mnios Rua Doutor bacelar, 1.043 CEP 04026-002 So Paulo SP.

    Aguardamos seu contato!

  • 8Por Cristina Pupo

    QuaLificao sociaL

    saldo deste ano da Campanha P Quente So Paulo supe-

    rou todas as expectativas: 28 mil peas, entre agasalhos,

    cobertores, calados e outros acessrios, 133% mais do

    que na campanha passada. Colaborou para o recorde o fato

    de a arrecadao ter comeado antes do aparecimento do frio.

    Em 2008, quando chegamos com as doaes para um grupo

    de moradores de rua, j era tarde. Isso me deixou extremamente

    triste e frustrada, e decidimos antecipar a arrecadao neste ano,

    revela Maria Helena Mauad, presidente do Ampliar, programa que

    proporciona formao profissional para jovens e adolescentes em

    situao de risco e que organiza a campanha.

    O sucesso da iniciativa s foi possvel por causa do empe-

    nho e dedicao de voluntrios, parceiros, colaboradores do

    Secovi-SP e da populao de So Paulo. Apenas na tradicional

    carreata, que por mais de quatro horas percorreu, no dia 21 de

    junho, vrias ruas e alamedas dos Jardins, zona sul da Capital,

    foram recolhidas 6 mil peas.

    Bons exemplos de cidadania muito bom participar desse tipo de mobilizao do bem,

    porque o bicho da preguia ainda maior do que a solidariedade,

    diz Felipe Melo, do Canto Cidado, grupo que animou a carreata

    voluntariamente pela sexta vez consecutiva e, mesmo assim, se

    comoveu com cada gesto de solidariedade. Teve gente que parou

    o carro no meio da rua, tirou a jaqueta do corpo e doou para os

    mais necessitados, ressalta Felipe.

    Solidariedade em altaCampanha P Quente So Paulo 2009 arrecadou 28 mil peas, entregues a diversas entidades beneficentes da Capital e Grande So Paulo

    O

  • 9Especialista s confia em especialista.

    O Condomnio Dator buscava um fornecedor de Gs LP comprometido em facilitar o dia a dia dos moradores. Por isso, chamou a Ultragaz, que passou a controlar toda a logstica de abastecimento, reduzindo as despesas do edifcio. E a consultoria energtica foi alm: graas ao sistema de conta individual de consumo, o nmero de inadimplentes diminuiu. Se o seu condomnio tambm procura uma soluo energtica inovadora e sob medida, faa como os maiores especialistas do Brasil.

    Nereide Fontenelle, moradora e sndica do Edifcio Dator, especialista em administrao de condomnio

    Unidade de Apoio ao Cliente: Grande So Paulo (11) 2139 7000 | Santos (13) 3295 5900 | Ribeiro Preto e regio 0800 886 1616 / 4003 1616 | So Jos dos Campos e Vale do Paraba (12) 3946 8000 | Paulnia e regio 0800 886 1616 / 4003 1616 | Belo Horizonte (31) 3521 7000 | Pouso Alegre 0800 886 16164003 1616 | Regio NE, Gois e Distrito Federal 0800 70 10 124 | Rio de Janeiro (21) 2677 7600 | Esprito Santo (27) 3336 5769 | Paran e Santa Catarina (41) 3641 4141 | Rio Grande do Sul (51) 3462 2800

    w w w. u l t r a g a z . c o m . b r

  • 10

    Maria Helena: Antecipamos a arrecadao neste ano

    A exemplo de todas as outras edies da Campanha,

    um carro de som do Sindicato dos Trabalhadores nas

    Indstrias da Construo Civil de SP (Sintracon-SP), um

    caminho da Granero Transportes e outro da Eletropaulo

    engrossaram a carreata. Neste ano tambm a AES Ele-

    tropaulo levou voluntrios do seu projeto

    Energia do Bem, alm de funcionrios de

    apoio.

    H algum tempo observamos o tra-

    balho de dona Maria Helena e neste ano

    resolvemos Ampliar a nossa Energia do

    Bem, trazendo 22 voluntrios do nosso

    projeto, disse, durante a carreata, Ricardo

    Budim dos Reis, da gerncia de Responsabi-

    lidade Social da AES Eletropaulo. Para 2010,

    h possibilidade de a empresa de energia

    divulgar a carreata por meio das contas de

    luz. Apesar da ampla divulgao junto aos

    sndicos, zeladores e porteiros, alguns mora-

    dores reclamaram no saber do evento. Indo um lembrete

    junto com as contas, mais um reforo.

    Apoio geral e irrestrito Alm da captao de agasalhos por meio de eventos

    promovidos na sede do Secovi-SP e nas regionais do Sin-

    dicato, vrias administradoras de condomnios, empresas,

    edifcios e outros parceiros funcionaram como pontos de

    coleta da campanha. A Oma Condomnios, por exemplo,

    assdua colaboradora, entregou um caminho com milha-

    res de agasalhos. Fazemos questo de participar desde

    a primeira edio. Comeamos nossa mobilizao junto

    aos funcionrios da empresa, sndicos e condminos dos

    mais de 300 edifcios que administramos, cerca de dois

    meses antes do incio da campanha, comenta Juliana T.

    Cndido, diretora da Oma.

    Entidades como a SOS Carente, loca-

    lizada na Barra Funda, centro da cidade,

    que h 13 anos oferece atendimento

    populao de rua e h cinco recebe

    parte do que arrecadado na P Quente,

    agradecem. Atendemos 150 pessoas por

    dia, que tomam banho, so alimentadas e

    algumas encaminhadas s suas cidades

    de origem ou entidades de tratamento

    para viciados em drogas. Ficamos espe-

    rando as doaes do Ampliar todos os

    anos porque de muita valia para ns,

    diz Edivaldo Godoy, educador social da

    SOS Carente.

    A campanha P Quente So Paulo 2009 teve apoio

    da Canto Cidado, Companhia de Engenharia de Trfego

    (CET), Eletropaulo, Federao do Comrcio do Estado

    de So Paulo (Fecomercio), FL Administradora de Con-

    domnios, Granero Transportes, Grupo Hubert, Ibraphel

    Grfica, Iltda Propaganda & Marketing, Lello Condomnios,

    Rdio Trianon, Associao dos Jornais de Bairro (Ajorb),

    Oma Condomnios, Polcia Militar, Prol Editora Grfica, R.

    Yazbek, Rebouas Transporte e Locadora, Sindicato dos

    Trabalhadores nas Indstrias da Construo Civil de So

    Paulo (Sintracon-SP) e Villagua Negcios Imobilirios.

    Entidades beneficiadasOs agasalhos, cobertores, calados e demais itens doados esto sendo entregues a famlias de

    jovens atendidos nas duas unidades do Ampliar e a outras 23 entidades beneficentes: Abrigo Semeia,

    Fundao Francisca Franco, Ao Solidria contra o Cncer Infantil, Associao de Amparo ao Prximo

    Paz Amor, Casa Menina Me unidades I e II, Casa de Apoio Criana com Cncer, Casa de Apoio Raio

    de Luz, Casa de Repouso Farol, Casas Taiguara e Taiguarinha, Centro Nossa Senhora do Bom Parto,

    CMC Clube de Mes Amor s Crianas, Grupo Esprita Casa do Caminho, Creche e Ncleo Tiozinho,

    LAC Lar Amor s Crianas, Lar Ternura, Novo Lar Betnia, Projeto Casa de Acolhida Padre Batista,

    Projeto Quixote, SOS Carentes, Centro Social da Parquia Santa Luzia, Centro Assistencial Cruz de

    Malta e Associao Amiga do Povo de Paraispolis.

    Por Cristina Pupo

    QuaLificao sociaL

  • 11

  • 12

    Por Rafael Argemonsade e bem-estar

    A dura lei antifumo em So Paulo fecha cada vez mais o cerco aos tabagistas, que se veem forados a repensar seus

    hbitos devido s restries im-

    postas pelo governo paulista. Essa

    realidade fica ainda mais evidente

    agora, com a comemorao do Dia

    Nacional de Combate ao Fumo, em

    29 de agosto.

    Talvez essa seja a motivao que

    falta para muitos fumantes largarem de

    vez o cigarro. O prazo parece apertado,

    mas, com algumas orientaes e fora

    de vontade, qualquer pessoa pode dar

    adeus clssica tragadinha. Somente

    20% dos fumantes regulares precisam

    de medicao, diz a pneumologista

    Camille Rodrigues da Silva, da PrevFu-

    mo - Ncleo de Apoio Preveno e

    Cessao do Tabagismo, da Disciplina

    de Pneumologia, da Universidade Fe-

    deral de So Paulo (Unifesp) e autora

    do livro Apague o Cigarro de Sua Vida.

    Para parar de fumar preciso mudar

    de comportamento, e isso exige muita

    disciplina, diz Camille. Quando h

    dependncia fsica ou psicolgica as-

    sociadas, a dificuldade maior.

    Os problemas dos fumantes co-

    meam a aparecer depois de 30 anos

    de convvio com o cigarro, levando

    em conta a mdia de consumo de um

    mao por dia. Em duas semanas, o

    ex-fumante j percebe mais disposi-

    o para atividades fsicas. O sistema

    imunolgico de quem parou de fumar

    tambm melhora.

    A grande maioria das pessoas

    comea a fumar na adolescncia.

    Dificilmente algum se inicia no vcio

    aps os 20 anos e, por conta da

    juventude, o fumante no pensa nas

    doenas relacionadas ao tabagismo.

    Para os jovens os males esto muito

    distantes dos seus pensamentos e

    da curiosidade com o mundo que

    esto descobrindo.

    O x da questoJ na vida adulta, quando o fu-

    mante muda sua viso e reconhece os

    malefcios que o cigarro traz, o hbito

    j se infiltrou na rotina e a tolerncia

    nicotina aumentou. E na correria das

    tarefas dirias a pessoa deixa para

    depois o momento de enfrentar o vcio

    e abandonar em definitivo o cigarro.

    Fumar j faz parte dos rituais

    dirios e o cigarro passou a ser uma

    extenso da pessoa. Levantar e no

    acender um cigarro torna-se estranho.

    Falar ao telefone sem dar umas traga-

    das no tem graa. Entrar no carro e

    no ter um cigarro na mo, ento,

    impossvel, explica Camille.

    A boa notcia que parar de fumar

    sempre traz benefcios em qualquer

    idade ou situao. De acordo com a

    pneumologista do PrevFumo, o taba-

    gista deve investir na mudana de sua

    rotina de vida, marcar a data para jo-

    gar o cigarro fora e aproveitar tudo de

    bom que vir depois da mudana.

    Pessoas com maior dependn-

    cia fsica ou psicolgica nicotina

    apresentaro maior dificuldade em

    vencer o vcio, embora o principal

    fator de sucesso seja, sem dvida, a

    motivao pessoal. Repositores de

    nicotina, como os adesivos e gomas

    de mascar, podem ajudar, mas a

    descarga dos receptores de nicotina

    dura menos de um minuto. Tomar

    um copo dgua uma grande ajuda

    para superar a fissura da abstinncia,

    aconselha Camille.

    Ataque ao cigarroPara largar de vez o vcio, fundamental investir na mudana de hbitos e ter muita fora de vontade

  • 13

    Mitos e realidades

    Mito: Aps parar de fumar todos os meus proble-

    mas de sade e disposio fsica sero como nos

    meus 18 anos de idade.

    Realidade: A interrupo do tabagismo, sem

    dvida, ajuda a diminuir o risco de aparecimento

    de vrias doenas, mas certamente no exclui o

    cuidado com a prpria sade e uma rotina diria

    com atividades fsicas.

    Mito: Parar de fumar em idade avanada no traz benefcios.

    Realidade: Parar de fumar sempre traz benefcios, em qualquer idade, e mesmo

    que haja manifestao de uma doena grave. A interrupo do tabagismo melhora

    a disposio fsica, o paladar e a cicatrizao.

    Mito: O meio mais eficaz de largar o vcio utilizar medicamentos de auxlio.

    Realidade: A maioria dos fumantes no precisa de medicao para deixar de fumar.

    O remdio pode auxiliar, porm no resolve o mais importante, que a motivao

    pessoal e a mudana de hbitos.

    Mito: Fumar de dois a quatro cigarros ao dia no faz

    mal a ningum.

    Realidade: Alguns estudos cientficos j mostraram

    que h diferena na manifestao de doenas entre

    no fumantes e pessoas que consomem cigarros em

    pequena quantidade (at quatro cigarros por dia). Fu-

    mar pouco ou dividir o mesmo ambiente com fumantes

    prejudicial sade, sim.

  • 14

    Por Snia Salgueiro

    Vida de sndico

    Por que resolveu candidatar-se a sndica h

    quatro anos?

    Eu achava que o prdio precisava melhorar.

    Comecei como conselheira e depois passei a

    subsndica. Via que o antigo sndico ficava o dia

    todo fora, exercendo sua atividade profissional, e

    que sua esposa precisava contat-lo vrias vezes

    no dia para resolver pendncias do edifcio. Eu

    pensava que, com mais tempo disponvel e com

    a amizade que eu tinha com os condminos, teria

    mais facilidades. Depois que assumi, percebi o

    quanto difcil exercer essa atividade.

    O que mais a orgulha na sua gesto?

    Todas as mudanas me deram muita satisfao.

    Planejamos com cuidado cada uma das aes.

    Me orgulha muito ter implementado, h trs anos,

    a individualizao de gua. Dentro do complexo

    de nove prdios, o Itamarac o nico que conta

    com o sistema. At chegar no prdio, eu sempre

    tinha morado em casa e achava que as pessoas

    deviam usar a gua com mais conscincia.

    Medio individualizada com ela

    paulistana Suely Canella Cabral , h quatro anos, sndica do Condomnio Edifcio Itamarac, prdio de 44 apartamentos localizado na zona sul de So Paulo. Junto com outros oito edifcios, conhecido na regio como Chcara dos Patos. As pessoas acham que h um sndico para os nove prdios, que

    foram erguidos pela mesma construtora, mas eles so independentes, comenta Suely. O currculo da sndica, que mora h cerca de 25 anos no Itamarac, rico em realizaes. Nesses quatro

    anos, ela instalou a medio individualizada de gua e de gs natural, em substituio aos botijes de GLP, reduziu a inadimplncia e se prepara para reformar todo o trreo do edifcio: sales de festas e de jogos e hall de entrada. Me dedico mesmo ao prdio, diz Suely, que deve concorrer novamente ao cargo nas eleies que acontecem entre setembro e outubro.

    Suely Canella Cabral tambm reduziu a inadimplncia do Condomnio Edifcio Itamarac

    A

    Como foi o processo que levou individualizao de gua?

    Logo que entrei, agilizei ao mximo para implementar a medio

    individualizada, que j estava programada pelo sndico anterior. A

    conta de gua vinha subindo muito, chegando aos R$ 4,1 mil, e

    era preciso baix-la. Conversei com tcnicos da Sabesp e eles me

    falaram que um prdio do padro do nosso deveria pagar na faixa

    de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil.

    Quais foram os principais obstculos?

    Tivemos alguns problemas. Por se tratar de um prdio antigo, no

    havia lugar exato para colocarmos os relgios individuais: ficaram

    no ltimo andar e os canos tiveram que correr pela parte externa

    do edifcio. Todos reclamavam do visual e eu falava: Calma,

    pessoal. Uma coisa de cada vez. S depois de individualizar a

    gua e o gs, pintamos o prdio e tambm os canos, que ficaram

    da mesma cor das faixas que separam as lajes: cinza.

    Qual foi a reao dos moradores aps a primeira conta?

    No comeo eles acharam ruim, porque gastaram muito mais.

    Agora criaram responsabilidade. Parece que um outro prdio do

    conjunto seguir o nosso exemplo. A sndica de l me ligou para

    obter informaes.

  • 15

    Quais foram os ganhos da individualizao de gua

    para os condminos?

    O gasto caiu praticamente metade, no s porque as pes-

    soas passaram a consumir menos, mas tambm porque trata-

    ram de arrumar rapidinho os vazamentos de suas respectivas

    unidades. O boleto do condomnio baixou de R$ 362 para R$

    315, valor que estamos conseguindo manter at hoje.

    Que projetos tocou em seguida?

    Logo depois que aderimos medio individualizada de

    gua, comecei a movimentar os outros sndicos para ado-

    tarmos juntos o gs natural, afinal todos os prdios foram

    construdos para ter gs de rua. Descobri que havia apar-

    tamentos com cinco ou seis botijes de gs, o que muito

    perigoso. Ligamos para a Companhia de Gs de So Paulo

    (Comgs), que no cobrou nada para instalar a infraestrutura

    necessria individualizao, provavelmente porque ramos

    nove prdios. No Itamarac, o sndico anterior j tinha trocado

    os canos antigos pelos de cobre, mas os demais edifcios

    precisaram reformar os canos. Esse episdio foi positivo

    porque aproximou todos os sndicos. Hoje ns trocamos

    e-mails com certa frequncia.

    Qual foi o papel de sua administradora de condomnios

    nessas mudanas todas?

    Ela nos ajudou muito. Quando entrei, eu entendia muito

    pouco de condomnio e a orientao da administradora foi

    fundamental. Alis, ela nos orienta muito at hoje e seus

    funcionrios so excelentes. Enviam um relatrio mensal

    superdetalhado, que todos os condminos entendem.

    Eu pensava que, com mais tempo disponvel e com a amizade que eu

    tinha com os condminos, teria mais facilidades. Depois que assumi, percebi o quanto difcil exercer essa atividade

  • 16

    Por Snia Salgueiro

    Vida de sndico

    A inadimplncia um problema srio no Itamarac?

    Hoje em dia no. Quando entrei, eram sete inadimplentes.

    Hoje temos apenas um caso mais grave, que est na Justia e

    para o qual o juiz j deu sentena condenatria. O antigo sn-

    dico j vinha atacando o problema. Quando assumi, comecei

    a conversar com as pessoas, convencendo-as da importncia

    de manter as contas em ordem.

    Como seu relacionamento com

    os fornecedores de servios do

    condomnio?

    Hoje a lista de fornecedores do prdio

    relativamente pequena. H muito

    tempo cancelamos vrios contratos de

    manuteno. Tnhamos empresas para

    cuidar da antena, do porto e assim por

    diante. Mantivemos apenas os contratos

    com as empresas que cuidam do elevador, da bomba dgua

    e das cmeras. Chegamos concluso de que, em alguns

    casos, mais vantajoso dar noes bsicas ao zelador e aos

    demais funcionrios sobre como conservar os equipamentos

    e pagar o conserto quando eles quebram. Isso trouxe alguma

    economia ao condomnio.

    Quais so seus prximos passos?

    Agora pretendemos modernizar todo o

    trreo do edifcio, o que vai valorizar muito

    os apartamentos. Vamos reformar o hall

    de entrada, os sales de festas e de jo-

    gos. Desde fevereiro estamos colhendo

    oramentos e conversando com arquite-

    tos e pedreiros. Apesar da obrigao de

    apresentar trs oramentos, j temos dez

    cotaes para o servio.

    Cancelamos vrios contratos de manuteno.

    Conclumos que, em alguns casos, mais vantajoso dar noes

    bsicas ao zelador sobre como conservar

    os equipamentos

    Suely: Por se tratar de um prdio antigo, no havia lugar exato para os relgios individuais de gua. Eles foram colocados no ltimo andar

  • 17

    REALIZAO

    VALEPONTOS

    1

    0

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    \\Servidor\criao\CLIENTES\SECOVI\1075 - Anuncio Universidade 2008\Anuncio Universidade - Revista Secovi - Julho 2009.cdrsegunda-feira, 27 de julho de 2009 12:32:37

    Perfil de cores: DesativadoComposio 150 lpi a 45 graus

  • 18

    Por Maria do Carmo Gregrio

    capa

    mercado imobilirio ps-

    crise econmica mundial

    segue outros rumos, impul-

    sionado por uma realidade que re-

    quer novas posturas de empresrios

    e profissionais do setor. A unio e o

    fortalecimento dos elos que com-

    pem a extensa cadeia da indstria

    imobiliria so a chave para vencer os

    desafios e definir as estratgias mais

    adequadas para garantir o sucesso

    em qualquer iniciativa.

    nesse contexto que ser realiza-

    da a Semana Imobiliria, conjunto de

    eventos dirigido ao setor que dever

    reunir, de 24 a 27 de setembro, um

    total de 80 mil visitantes, ocupar 70

    mil metros quadrados e reunir cerca

    de 700 expositores no Pavilho de Ex-

    posies do Anhembi. importante

    salientar que a Semana Imobiliria

    no meramente um evento de ven-

    das de imveis, produtos e servios

    ou apresentao de palestras. Trata-

    se da afirmao do setor imobilirio

    como grande prioridade da socieda-

    de brasileira. por isso que empre-

    sas, empresrios e profissionais tm

    de estar l, destaca o presidente do

    Secovi-SP, Joo Crestana.

    Sinergia deresultadosA Expo Sndico Secovi Condomnio acontece de 24 a 27 de setembro, no Parque Anhembi, simultaneamente a eventos da Semana Imobiliria que interagem com seu pblico-alvo

    O

  • 19

    Um dos principais eventos da Semana Imobiliria

    a Expo Sndico Secovi Condomnio, promovida pelo

    Secovi-SP, que, a partir deste ano, ser realizada em

    parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado

    e apoio da G. Brazil. Dezenas de expositores estaro

    reunidos em uma rea de 15 mil metros quadrados,

    para oferecer extensa gama de produtos, servios,

    equipamentos e tecnologias para condomnios resi-

    denciais e comerciais, alm de loteamentos.

    Profissionais de administradoras de imveis,

    sndicos, funcionrios e at moradores de condo-

    mnios no podem perder as novidades que sero

    apresentadas durante a feira, diz Hubert Gebara,

    vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condo-

    mnios do Sindicato. Os condomnios movimentam

    diversos setores. So uma

    mquina a servio da eco-

    nomia do Pas, o que refora

    a importncia do evento,

    ressalta.

    Ele chama a ateno

    para o valor agregado da in-

    tegrao do evento ao Salo

    Imobilirio So Paulo (Sisp),

    FiaFlora e s demais inicia-

    tivas que acontecem parale-

    lamente, no Parque Anhembi,

    como o Ciclo de Palestras para Sndicos, o Encontro

    de Administradoras de Condomnios (Enacon) e a

    Conveno Secovi. Foi uma deciso estratgica,

    pela fantstica sinergia entre empresrios e clientes,

    que tero acesso, no mesmo local e a um s tempo,

    mais completa informao.

    Outra grande vantagem, segundo o show ma-

    nager da Reed Exhibitions, Ricardo Matrone, ser o

    nico evento com foco dirigido, reforado pelo peso

    da representatividade do Secovi-SP nos condomnios,

    aliado expertise da maior empresa do mundo em

    organizao de feiras. Para uma boa gesto, o sndi-

    co precisa conhecer fornecedores qualificados, o que

    vai encontrar l. Alm disso, no Sisp e na FiaFlora, h

    interlocutores que precisam conversar, interagir com

    o visitante da Expo Sndico, afirma. Acima de tudo,

    estamos num momento especial, em que a rea imo-

    biliria e o segmento de condomnios demonstram

    sua fora, avaliou Matrone.

    Novos temposAs tendncias do mercado refletem diretamente

    no segmento de condomnios, que representam a

    ponta, o elo final da cadeia imobiliria. Depois de

    projetado, construdo e pronto, o edifcio ocupa-

    do, equipado e ter de contar com gesto e fun-

    cionrios de acordo com suas caractersticas. Do

    mercado de alto padro aos condomnios-clube,

    passando pelos prdios sustentveis e o mercado

    de usados, e chegando s demandas que surgiro

    para atendimento dos imveis inseridos no progra-

    ma Minha Casa, Minha

    Vida, uma nova realidade

    se apresenta a sndicos

    e administradoras, que

    precisam conhecer os

    instrumentos disponveis

    para auxil i-los nesse

    processo.

    Na Expo Sndico, alm

    de ter acesso s ferramen-

    tas mais adequadas para

    melhorar a gesto condo-

    minial, os sndicos podero conhecer as novidades

    do mercado, encontrar parceiros, trocar informaes

    e experincias.

    Da mesma forma, as administradoras conhe-

    cero projetos, programas, produtos e tcnicas de

    administrao, bem como as expectativas de mer-

    cado para o posicionamento da empresa e dos pro-

    fissionais frente ao cenrio nacional e internacional

    que influencia negcios e oportunidades, observa

    Mariangela Iamondi Machado, diretora de Associa-

    es em Loteamentos Fechados do Sindicato.

    Valor agregado As mudanas ocorridas no mercado trazem no-

    vos conceitos, pedem posturas diferentes por parte

    das administradoras, conhecimento atualizado dos

    Gebara Os condomnios so uma mquina a servio da economia do Pas

  • 20

    capaPor Maria do Carmo Gregrio

    sndicos e aperfeioamento dos

    profissionais que atuam em em-

    presas e condomnios.

    Embora o setor deva continuar

    construindo para as classes A e B, a

    maior demanda dever se concen-

    trar nas classes populares. Diante

    desse fato inexorvel, necessrio

    que as administradoras de con-

    domnios e locaes procurem se

    adaptar, preparando-se para atuar

    junto s diversas classes sociais e

    aos mais variados tipos de edif-

    cios, acentua Hubert Gebara.

    Dois eventos simultneos

    feira preenchem essa lacuna: o

    Ciclo de Palestras, que discutir

    temas relevantes para melhoria da

    atuao dos sndicos; e o Enacon,

    nico evento do ano dirigido a

    empresrios, diretores e gerentes

    de administradoras de imveis e

    condomnios. Os visitantes que

    interessam ao segmento tero a

    oportunidade de receber infor-

    maes diferenciadas durante

    os eventos, o que agrega valor

    feira e a qualifica, observa o vice-

    presidente do Secovi-SP.

    Ciclo de PalestrasAlm de conhecer o que h

    de mais moderno no ramo, o

    interessado poder acompanhar

    o Ciclo de Palestras, que acon-

    tecer no mesmo ambiente da

    Expo Sndico, em salas especial-

    mente montadas no Pavilho de

    Exposies.

    Segundo Srgio Meira, dire-

    tor de Condomnios da Capital

    do Secovi-SP e coordenador

    do Ciclo, a grade focar quatro

    grandes temas, que esto fre-

    quentemente na ordem do dia:

    Segurana, Individualizao de

    gua, Sustentabilidade e Assun-

    tos Jurdicos.

    Infelizmente, por mais que se

    fale em segurana, essa questo

    ainda aflige muitos condomnios.

    Da a necessidade constante de

    atualizar as informaes, explica

    Meira, acrescentando que o Se-

    covi-SP busca estreitar a parceria

    com a Secretaria de Segurana

    Pblica do Estado de So Paulo

    (SSP) para intensificar as aes

    de preveno e combate a as-

    saltos a edifcios. A SSP tambm

    dever marcar presena no Ciclo,

    apresentando procedimentos e

    seus projetos na rea.

    A medio de gua outro

    assunto sempre atual, devido ao

    grande interesse na implantao

    do sistema pelo aspecto da eco-

    nomia e justia social. As novas

    tecnologias permitem a instala-

    o crescente de hidrmetros

    individuais nos prdios, inclusive

    em edifcios mais antigos. Essa

    tem sido uma tendncia que

    melhora o mercado e possibilita

    a reduo de preos, comenta

    Meira. Ele informa que, dentre

    outros especialistas, o painel

    sobre o tema contar com repre-

    sentantes da Sabesp, que iro

    explicar mais detalhes sobre o

    ProAcqua, programa de econo-

    mia de gua desenvolvido pela

    concessionria.

    Basta um conjunto de peque-

    nas aes e qualquer condomnio

    tem condies de manter uma

    gesto sustentvel, mesmo aque-

    les que no foram concebidos

    com esse perfil. No painel sobre

    sustentabilidade, este ser um

    dos assuntos em discusso. O

    tema bastante abrangente, mas

    o objetivo ampliar uma viso de

    gesto que j vem sendo adotada

    em muitos prdios, que contem-

    pla aes que vo desde o uso

    racional de energia e gua at a

    aquisio de materiais certifica-

    dos, adianta Meira.

    Mariangela: As administradoras conhecero projetos, programas, produtos e tcnicas de administrao

    Meira: Por mais que se fale em segurana, essa questo ainda aflige muitos condomnios

  • 21

    Temas jurdicosAs questes polmicas registradas no dia a

    dia do condomnio ganham destaque no Ciclo de

    Palestras e fornecem contedo ao painel sobre

    Assuntos Jurdicos. Renomados especialistas e

    profissionais do Departamento Jurdico do Secovi-

    SP prestaro importantes esclarecimentos e correta

    orientao para a soluo de conflitos, problemas

    enfrentados por sndicos, condminos e funcionrios

    dos edifcios.

    A grade foi elaborada de forma a garantir que

    os interessados possam acompanhar todas as

    palestras. So temas relevantes e as pessoas tm

    interesse em procurar informaes corretas, de

    fontes confiveis, para se reciclar e conhecer novas

    tendncias de produtos, servios e procedimentos,

    afirma Hubert Gebara, lembrando que um dia intei-

    ro sbado, 26 de setembro foi especialmente

    reservado para a iniciativa.

    Encontro de Administradoras de Condomnios (Enacon)Programao de painis

    4 Pesquisa - Panorama setorial4 Valorizao da atividade 4 Tributao em condomnios4 Administradoras: responsabilidades solidria e subsidiria. Prevenir ou remediar4 Especializao (local e internacional) ao alcance de todos4 Grandes condomnios, pequenas cidades inseridas na megalpole - Um desafio administrativo4 Administradora 2.04 Minha casa, meu condomnio

  • 22

    capaPor Maria do Carmo Gregrio

    As grandes tendncias do mercado de admi-

    nistrao, o que esto fazendo as empresas e o

    que esperam os clientes. Esses assuntos integram

    o temrio do Enacon 2009, que tambm abrir

    espao para discutir a valorizao da atividade,

    especializao, responsabilidade solidria e

    subsidiria, alm de outras questes pertinentes

    ao segmento.

    A organizao e a capacitao do setor so

    os focos centrais do evento, que acontece em dois

    dias e dar continuidade a algumas discusses ini-

    ciadas na verso anterior, em 2008, explica Juraci

    Baena Garcia, diretor de Condomnios do Interior e

    coordenador do Enacon.

    No primeiro dia, destinado organizao, sero

    realizados o painel Pesquisa - Panorama Setorial,

    com informaes estratgicas para a atividade, e

    Valorizao da Atividade, que apresentar os efei-

    tos prticos da primeira campanha de valorizao

    das empresas e dos profissionais de administrao

    de condomnios, bem como os prximos passos a

    serem seguidos.

    O segundo dia voltado s questes relacio-

    nadas capacitao. Um dos

    temas a importncia de co-

    nhecer as responsabilidades,

    bem como os prejuzos a que

    esto sujeitas as administrado-

    ras condominiais no desempe-

    nho de suas atividades.

    Tambm ser possvel sa-

    ber de que forma os cursos

    oferecidos pela Universidade

    Secovi, o Programa Quali-

    ficao Essencial (PQE) e

    o Institute of Real Estate of

    Management (Irem, instituio

    norte-americana que rene

    administradores de imveis)

    podem fazer a diferena para

    as empresas, em termos de

    eficincia, captao e fideliza-

    o de clientes.

    Quais os desafios administrativos de condo-

    mnios que so verdadeiros conglomerados de

    edifcios, compondo uso residencial e comercial,

    com multisservios, ruas asfaltadas, sinalizao e

    gesto interna semelhante de governos munici-

    pais? Essa forma moderna de morar ou trabalhar

    luz da necessria administrao profissional

    diferenciada ser abordada em mdulo especfico

    do Encontro.

    Administradora 2.0 (em aluso motorizao

    dos automveis) outro assunto em pauta no en-

    contro, que apresentar as novidades e tendncias

    que podem contribuir para o sucesso do negcio,

    com aplicaes prticas das novas tecnologias

    e todas as informaes necessrias para evitar

    problemas com eventuais descuidos. Especialistas

    explicaro como a Tecnologia da Informao pode

    aumentar a produtividade, potencializar o aten-

    dimento ao cliente e apoiar a gerao de novos

    negcios, conta Baena Garcia.

    O painel Minha Casa, Meu Condomnio uma

    aluso ao programa habitacional lanado este ano

    pelo governo, j que os em-

    preendimentos econmicos

    e populares constituem a

    grande tendncia do mer-

    cado imobilirio. Dentre ou-

    tros aspectos, estaro em

    debate os modelos de ges-

    to mais adequados para

    administrar Habitaes de

    Interesse Social e os tipos

    de servio que as adminis-

    tradoras tero de oferecer

    para esse pblico.

    A exemplo do Enacon

    2008, todos os painis sero

    gravados e transformados

    em publicao, registrando

    as tendncias das empresas

    do segmento.

    Capacitao e organizao so os motes do Enacon

    Garcia: A organizao e a capacitao do setor so os focos centrais do evento

  • 23

    0800 773 77 28

    Antes, para recuperar dvidas, os processos eram lentos, e os custos, nas nuvens.

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  • 24

    Por Snia Salgueiro

    manuteno

    Pintando o setePara que edifcio tenha aparncia de novo, ideal que manuteno da fachada ocorra a cada cinco ou seis anos

    Faa chuva ou faa sol, a manuteno das fachadas

    tem lugar de destaque na agenda do condomnio.

    O ideal, dizem os especialistas, que as obras de

    restaurao, lavagem, impermeabilizao e pintura das

    fachadas dos edifcios ocorram a cada cinco ou seis anos.

    Assim o prdio mantm a aparncia de novo e o servio

    fica mais barato, afirma Miqueas Bergmann, diretor da

    M.Bergmann, empresa que h uma dcada atua ex-

    clusivamente com condomnios e realiza em torno

    de 100 obras de manuteno de fachada

    por ano. Ele explica que, quando o

    condomnio adia por muito tempo

    a obra, as trincas comeam a

    se multiplicar, inflacionando o oramento.

    Realizada a cada cinco ou seis anos, a manuteno

    preventiva. Quando ela demora a acontecer, se torna cor-

    retiva, resume Bergmann. Pelos seus clculos, uma ao

    corretiva pode custar mais que o dobro da preventiva. E tudo

    depender de como o prdio foi construdo, esclarece o di-

    retor, lembrando que acabamentos em pastilha cermica, por

    exemplo, so muito mais caros. Alm de precisar de rejunte,

    encontrar pastilhas idnticas s originais pode se tornar um

    trabalho digno de Sherlock Holmes.

    Nelson Ramalho, scio da Colorcryl Manuteno e Con-

    servao de Edifcios, empresa com 13 anos de mercado

    e mais de 500 condomnios pintados no portflio, lembra

    que um dos fatores que mais encarecem o

    oramento a restaurao. H prdios

    que no investem nisso durante anos.

    Na hora de contratar o servio,

    acaba ficando mais caro

    que do que um con-

    domnio zeloso,

    compara.

  • 25

    Obras complexas tambm so mais caras e demoradas.

    O tempo de execuo varia conforme o tamanho e as caractersticas

    do condomnio, explica Ramalho, da Colorcryl. Segundo ele, uma obra

    leva, em mdia, de 45 a 80 dias para ser concluda.

    Localizao influiUm dos fatores que abrevia ou estende a durao do servio a

    localizao. Um edifcio de calada, sem recuo, na regio central de

    So Paulo no pode ser lavado durante a semana, quando o trnsito de

    pessoas e veculos grande, exemplifica o scio da Colorcryl.

    A localizao tambm interfere na periodicidade da obra. Um imvel

    situado numa rua calma pode ser restaurado a cada sete anos. J um

    prdio que fica numa avenida por onde passam nibus e caminhes

    consequentemente mais poluda deve ser lavado e pintado a cada

    quatro anos.

    Tijolinhos vista, detalhes em concreto, sacadas e lambris de

    madeira impem maior dificuldade aos profissionais do segmento e

    custos extras tambm. Obviamente, quando o acabamento demanda

    algo alm de ltex, a obra exige mais tempo, comenta Ramalho. Saca-

    das, por exemplo, tm que ser pintadas uma a uma e, quando possuem

    lambris de madeira, estes precisam de verniz.

    Mltiplos oramentosDificilmente um condomnio contrata a pintura ou a lavagem separa-

    damente. A manuteno comea com a lavagem, segue com a restau-

    rao das trincas, com a colocao de um produto impermeabilizante

    e termina com a pintura.

    O Edifcio Villa Real, situado na zona sul da cidade de So Paulo,

    vive o processo. Aos 12 anos,

    passa pela sua segunda pintura.

    Quando notamos que h muita

    fuligem, contratamos o servio,

    diz o sndico do condomnio, Joo

    Nunes Assali. A obra comeou no

    final de junho e deve terminar em

    meados de setembro.

    Como o tempo de convivncia

    entre condomnio e prestadora

    do servio relativamente longo,

    convm que o sndico tenha al-

    guns cuidados, como recorrer a

    vrios oramentos antes de fechar

    contrato com uma empresa. O Villa

    Fim da sazonalidadeO inverno sempre foi sinni-

    mo de chuvas escassas no Su-

    deste do Pas, fazendo com que

    levas de condomnios progra-

    massem obras de manuteno

    de fachadas para essa estao

    do ano. Com a instabilidade cli-

    mtica que se instalou no Pas,

    porm, essa sazonalidade est

    desaparecendo. Hoje o clima

    varia muito. Por isso as pessoas

    no esperam mais o outono e

    o inverno para lavar ou pintar a

    fachada, diz Nelson Ramalho,

    scio da Colorcryl Manuteno

    e Conservao de Edifcios.

    Miqueas Bergmann, diretor

    da M.Bergmann, confirma que

    a distribuio do trabalho

    mais homognea hoje em dia.

    H cinco ou seis anos ainda

    existia essa sazonalidade, mas

    ela caiu bastante. Atualmente

    os negcios da empresa esto

    concentrados nos meses de

    maro a outubro.

    Sentimos um leve aumen-

    to da demanda no segundo

    semestre, relata Ramalho, da

    Colorcryl, contando que em

    torno de 60% dos contratos de

    sua empresa so assinados a

    partir de julho. A explicao:

    por saber que os moradores

    tm muitas despesas no incio

    do ano IPVA, IPTU, matrcula

    da escola dos filhos, etc. , o

    sndico costuma deixar a ma-

    nuteno das fachadas para o

    segundo semestre. Assali, do Villa Real: Quando notamos que h muita fuligem, contratamos o servio

  • 26

    Por Snia Salgueiro

    manuteno

    Real orou o servio em seis empresas.

    Dois preos estavam muito acima da

    mdia e foram desconsiderados. Anali-

    samos os quatro com valores similares

    e optamos pelo que nos pareceu mais

    seguro. A indicao de nossa admi-

    nistradora foi muito importante nesse

    processo, conta Assali.

    A advogada Marta Pessoa, do depar-

    tamento jurdico do Secovi-SP, recomen-

    da que, antes de contratar o prestador

    de servio, o sndico exija um dossi que

    comprove a regularidade da empresa

    perante o Fisco nas diferentes esferas

    governamentais e tambm perante o

    Instituto Nacional do Seguro Social

    (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de

    Servio (FGTS), etc. bom que o dossi

    tambm traga contatos de outros con-

    domnios que j contrataram a empresa

    postulante, bem como a informao de

    que ela atua coberta por seguro de res-

    ponsabilidade civil, aconselha.

    Janelas fechadasContrato assinado, importante que

    todos os condminos conheam com

    antecedncia o cronograma da obra.

    Trs ou quatro dias antes de iniciar o

    trabalho, a Colorcryl envia uma circular

    ao condomnio. So cinco ou seis

    cpias, informando sobre a data da

    lavagem e da pintura. A idia que elas

    sejam colocadas em local visvel, como

    o quadro de avisos e os elevadores,

    afirma Ramalho.

    A M.Bergmann tambm recorre a

    esse tipo de comunicao. Uma semana

    antes de comear o servio, envia uma

    circular protocolada para cada aparta-

    mento. Orientamos o morador a fechar

    janelas, arrumar vidros quebrados e tirar

    objetos das sacadas, explica o diretor

    Miqueas Bergmann. Durante as obras,

    a empresa restringe a circulao de

    pessoas nos trechos que esto sendo

    lavados ou pintados.

    No condomnio Villa Real, a comu-

    nicao fluiu com antecedncia ainda

    maior: 15 dias. Distribumos uma circu-

    lar para cada apartamento e o zelador

    tambm conversou com os moradores,

    conta Assali. Como se v, tambm na

    hora de lavar e pintar fachadas, comu-

    nicao fundamental.

    A deciso de lavar ou pin-

    tar o prdio deve ser tomada

    sempre mediante aprovao

    dos condminos em assem-

    bleia, bastando que a maioria

    simples dos presentes, em segunda

    chamada, aprove a obra.

    J a modificao da cor original mais trabalhosa, de

    acordo com a advogada Marta Pessoa, do departamento ju-

    rdico do Secovi-SP. Ela explica que, neste caso, necessria

    a totalidade dos votos (unanimidade dos condminos) em

    assembleia geral (artigo 1.336, III, do novo Cdigo Civil). Tal

    deciso decorre da necessidade de manuteno do conjunto

    esttico-arquitetnico que consubstancia patrimnio comum

    de todos os condminos, cuja descaracterizao poder

    ocasionar a perda do valor da propriedade imobiliria,

    destaca a advogada.

    Marta informa ainda que a pintura e a limpeza da fachada

    so consideradas despesas extraordinrias do condomnio,

    conforme o artigo 22 da Lei do Inquilinato.

    Embora pouca gente saiba, a advogada do Secovi-SP

    esclarece que na cidade de So Paulo existe uma lei que

    obriga a limpeza ou pintura peridica das fachadas a cada

    cinco anos. A Lei n 10.518/88 foi regulamentada pelo De-

    creto n 33.008/93, posteriormente alterado pelo Decreto n

    39.536/00, completa Marta.

    Marta, do Secovi-SP: Empresa tem de atuar coberta por seguro de responsabilidade civil

  • 27

  • 28

    Por Marcos Fernando Queirozmercado regionaL

    Grande ABC:um mercado forte e atrativoFcil acesso, alto nmero de lanamentos com unidades espaosas, infraestrutura arrojada e facilidades no financiamento tornam a regio uma grande opo para quem quer morar com qualidade de vida e perspectiva crescente de valorizao do imvel

  • 29

    uando se fala em fugir de So Paulo para viver me-

    lhor, a tendncia pensar em cidades relativamente

    distantes. Mas, bem pertinho da Capital, a rea co-

    nhecida como Grande ABC j demonstrou sua capacidade

    de atrair moradores, inclusive de bairros tradicionais, como

    Ipiranga e Vila Mariana.

    Embora nossa regio oferea diferenciais que acabam

    conquistando uma parcela da populao paulistana, esse

    movimento tambm acontece devido escassez de terrenos

    em So Paulo. Assim, as grandes empresas incorporadoras

    vieram para c e, de certa forma, ajudaram a provocar uma

    valorizao maior dessas reas, analisa Milton Bigucci,

    presidente da Associao dos Construtores, Imobilirias e

    Administradoras do Grande ABC (Acigabc) e vice-presidente

    do Interior do Secovi-SP.

    Mesmo com a crise no final de 2008, o desempenho

    do mercado imobilirio no ABC foi bastante satisfatrio no

    ano passado, em relao aos exerccios anteriores. A maior

    demanda, de acordo com Bigucci, ainda dos moradores

    locais. Embora at o momento o nmero de lanamentos

    em 2009 seja menor que o de 2008, a tendncia de cres-

    cimento, completa o vice-presidente do Sindicato.

    Segundo dados da Acigabc, parceira do Secovi-SP na

    regio, no final de 2008 algo em torno de 6,7 mil unidades

    lanadas estavam disponveis para venda no Grande ABC.

    Desse montante, cerca de 4,2 mil unidades na planta, 2,3

    mil em construo e 102 imveis prontos para venda.

    De acordo com informaes da Empresa Brasileira de

    Estudos do Patrimnio (Embraesp), o mercado imobilirio

    do Grande ABC deve voltar velocidade registrada antes do

    Q

  • 30

    Recursos para a regioEm 2009, a Caixa Econmica Federal disponibilizou R$ 550 milhes em recursos para financiamento habitacional

    s empresas do mercado imobilirio do Grande ABC, valor 30% superior ao do ano anterior. Desse montante total,

    R$ 450 milhes foram destinados a pessoas fsicas e R$ 100 milhes s empresas do ramo da construo civil.

    Segundo o gerente regional de Construo Civil da Caixa, Jos Antnio Lucas de Oliveira, tais medidas,

    aliadas s condies mais atraentes de financiamento, conduziro a um aumento no nmero de contratos,

    no ABC paulista, de cerca de 20% neste exerccio.

    pico ocorrido em 2007. Isso porque naquela rea os preos

    ainda eram mais atrativos do que em outras localidades,

    fator que, em alguns casos, permite a construo de imvel

    de mesmo padro por um valor final at 50% menor que o

    preo mdio praticado na Capital, por exemplo.

    Na rota do Porto de SantosA regio do Grande ABC est conectada com um dos

    mais dinmicos complexos rodovirios brasileiros, o sistema

    Anchieta-Imigrantes. As estradas ligam So Paulo ao Porto

    de Santos, isto , a maior metrpole e o maior terminal por-

    turio do Pas. No momento, a EcoRodovias, gestora privada

    de quatro rodovias, investe em um negcio paralelo, um

    condomnio logstico de 420 mil metros quadrados no en-

    contro da Rodovia Imigrantes com o Trecho Sul do Rodoanel

    Mario Covas. O empreendimento representa um aporte de

    R$ 100 milhes, e deve servir de ponta de lana para outros

    terminais logsticos.

    Sem dvida, o Rodoanel desencadeou um notvel de-

    senvolvimento econmico na regio, no s para o mercado

    imobilirio, mas para praticamente todos os setores produti-

    vos, analisa Aparecido Viana, presidente da Aparecido Viana

    Imveis. Com sede em So Caetano, sua empresa atua em

    todo o Grande ABC e na Capital.

    Segundo o empresrio, em 2009 o mercado regional

    continua crescendo e atendendo a um pblico bastante se-

    leto. Tal diagnstico no se restringe apenas ao segmento

    residencial, completa.

    Por esse e outros fatores, o ABC, notadamente So

    Bernardo do Campo, tornou-se um verdadeiro manancial de

    oportunidades e negcios, relata Roberto Casari, diretor de

    Marketing da Casari Imveis, sediada na cidade. Para se

    ter uma idia, realizamos um megalanamento prximo ao

    Shopping Metrpole, sendo uma torre inteira s da Petrobras.

    Na regio central de So Bernardo, podemos contabilizar

    mais de 800 novas unidades que atendem a variados pa-

    dres, informa.

    As grandes empresas e grupos comerciais que se insta-

    lam na regio acabam por atrair um consumidor com padro

    de vida elevado, que demanda edifcios com unidades de

    perfil quase que exclusivo: apartamentos amplos de 100 ou

    150 metros quadrados, com trs ou mais vagas e preos

    entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, ocupando terrenos dos mais

    variados perfis. Tambm contamos com significativo pblico

    para empreendimentos menores, observa Casari. Viana: O Rodoanel desencadeou um notvel desenvolvimento econmico na regio

    Casari: Na regio central de So Bernardo, contabilizamosmais de 800 novas unidades que atendem a variados padres

    Por Marcos Fernando Queirozmercado regionaL

  • 31

  • 32

    dia a dia

    Dicas e indicadores que facilitam aadministrao do seu condomnio

    PER

    Total Geral Pessoal / Encargo Tarifas Manut. de Equipamentos Conservao e Limpeza Diversos

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    ICON

    Var. %

    Ms Ano 12 meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses Ms Ano12

    meses

    jun/08 162,535 0,71 1,98 6,67 157,880 0,00 0,30 5,87 159,808 1,30 1,30 1,75 185,195 1,98 6,82 13,44 170,924 1,74 6,14 11,33 160,818 1,98 6,82 13,44

    jul/08 163,643 0,68 2,67 7,83 157,880 0,00 0,30 5,87 161,945 1,34 2,65 5,52 188,454 1,76 8,70 15,11 173,805 1,69 7,93 13,03 163,649 1,76 8,70 15,11

    ago/08 163,527 -0,07 2,60 7,51 157,880 0,00 0,30 5,87 161,945 0,00 2,65 5,52 187,851 -0,32 8,35 13,63 173,495 -0,18 7,74 11,75 163,125 -0,32 8,35 13,63

    set/08 164,639 0,68 3,30 7,34 157,880 0,00 0,30 5,87 167,491 3,43 6,17 6,17 188,058 0,11 8,47 12,31 173,495 0,00 7,74 10,61 163,125 0,00 8,35 12,18

    out/08 172,679 4,88 8,34 8,92 171,048 8,34 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 189,901 0,98 9,53 12,23 175,195 0,98 8,79 10,82 164,724 0,98 9,41 12,11

    nov/08 172,833 0,09 8,44 8,86 171,048 0,00 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 190,623 0,38 9,95 11,88 175,861 0,38 9,21 10,79 165,350 0,38 9,83 11,76

    dez/08 172,780 -0,03 8,40 8,40 171,048 0,00 8,67 8,67 167,491 0,00 6,17 6,17 190,375 -0,13 9,81 9,81 175,632 -0,13 9,07 9,07 165,135 -0,13 9,68 9,68

    jan/09 172,618 -0,09 -0,09 8,04 171,048 0,00 0,00 8,67 167,491 0,00 0,00 6,17 189,537 -0,44 -0,44 8,14 175,197 -0,25 -0,25 7,86 164,408 -0,44 -0,44 8,02

    fev/09 172,898 0,16 0,07 7,91 171,365 0,19 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 190,030 0,26 -0,18 7,85 175,474 0,16 -0,09 7,65 164,835 0,26 -0,18 7,73

    mar/09 172,626 -0,16 -0,09 7,55 171,365 0,00 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 188,624 -0,74 -0,92 6,27 174,705 -0,44 -0,53 6,40 163,616 -0,74 -0,92 6,15

    abr/09 172,575 -0,03 -0,12 7,34 171,365 0,00 0,19 8,54 167,491 0,00 0,00 6,17 188,341 -0,15 -1,07 5,38 174,629 -0,04 -0,57 5,61 163,370 -0,15 -1,07 5,27

    mai/09 172,332 -0,14 -0,26 6,78 171,365 0,00 0,19 8,54 166,333 -0,69 -0,69 5,43 188,209 -0,07 -1,14 3,64 174,728 0,06 -0,51 4,01 163,256 -0,07 -1,14 3,53

    jun/09 172,066 -0,15 -0,41 5,86 171,365 0,00 0,19 8,54 165,192 -0,69 -1,37 3,37 188,021 -0,10 -1,24 1,53 174,524 -0,12 -0,63 2,11 163,093 -0,10 -1,24 1,41

    Icon Secovi-SP ndice de Custos Condominiais MS: Junho / 2009 ndice Base Dez/01 = 100,000

    IndicadorVariao - em%

    Ms Ano 12 meses

    IGP-DI (0,32) (1,04) 0,76

    IGP-M (0,10) (1,24) 1,52

    IPC/FIPE 0,13 1,92 4,24

    INPC 0,42 2,75 4,94

    IPCA 0,36 2,57 4,80

    INCC-DI 0,70 2,42 7,67

    Pisos Salariais: Verificar a Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    ACMulO DE CARGO: 20% ADICIONAl NOTuRNO: 20%

    HORAS EXTRAS: Cidade de So Paulo e demais municpios: 50%

    CESTA bSICA: Verificar Conveno Coletiva de Trabalho da cidade do condomnio no site www.secovi.com.br

    FGTS AGOSTO/2009 (Data de recolhimento at 4/9/09): 8% sobre o total da remunerao recebida pelo empregado

    PIS AGOSTO/2009 (Data de recolhimento at 25/9/09): 1% sobre o total da folha de pagamento

    INSS AGOSTO/2009 (Data de recolhimento at 21/9/09) * SAlRIO DE CONTRIbuIO (R$) AlQuOTAS: At 965,67 = 8,00 % De 965,68 a 1.609,45 = 9,00 % De 1.609,46 a 3.218,90 = 11,00 % Acima de 3.218,90 = R$ 354,07

    SAlRIO-FAMlIA AGOSTO/2009: Remunerao mensal at R$ 500,40 = R$ 25,66 Remunerao mensal acima de R$ 500,41 at R$ 752,12 = R$ 18,08

    * Esses valores correspondem ao ms de agosto/2009 e podero sofrer

    alteraes at a data do vencimento, conforme publicao no Dirio Oficial da Unio.

    FOLHA DE PAGAMENTO NDICES DE PREO

    Ateno: INSS

    Contribuio Riscos Ambientais

    do Trabalho - a partir da

    competncia junho/2007: 3%

    (Junho/2009)

    Fontes: FGV, IBGE e Fipe/USP

    Elaborao: Departamento de

    Economia e Estatstica do Secovi-SP

  • 33

  • 34

    Por Snia SalgueiroQuaLificao profissionaL

    Ficou mais fcilvender o apartamento

    P

    A Rede Secovi de Imveis permite ao proprietrio entregar suaunidade com exclusividade a uma imobiliria e ter dezenas delas trabalhando para vend-la ou alug-la

    oucos condomnios veem com bons olhos o entra-e-sai

    de corretores de mltiplas imobilirias quando uma de

    suas unidades est venda ou para alugar. O que mais

    incomoda sndicos e zeladores que essa movimentao toda

    pode dificultar o controle de acesso ao prdio, possibilitando a

    entrada de pessoas mal intencionadas no condomnio.

    Logicamente, cada proprietrio tem o direito de colocar seu

    apartamento em quantas imobilirias quiser, gostem ou no

    sndicos, zeladores e condminos. J existe no mercado, porm,

    um mecanismo moderno capaz de eliminar esse eterno ponto

    de atrito. Trata-se da Rede Secovi de Imveis, sistema que rene

    importantes imobilirias da Grande So Paulo (SP) e permite

    ao proprietrio entregar seu imvel com

    exclusividade a uma das associadas e ter

    dezenas delas trabalhando para vender ou

    alugar sua unidade.

    Isso significa que o dono do imvel ter

    diversos corretores sua disposio, mas

    s precisar se relacionar com o profissio-

    nal que contratou. ele que entrar e sair

    do prdio e centralizar os contatos com

    as outras imobilirias. Como a Rede s

    trabalha com exclusividade, o corretor

    que recebeu a incumbncia de vender o

    imvel que far todos os contatos, explica

    Elbio Fernndez Mera, vice-presidente de

    Comercializao e Marketing do Secovi-SP.

    A Rede opera com corretores que tm

    Creci, o registro profissional da categoria,

    e que esto vinculados a imobilirias de pri-

    meira linha. Por isso so bem preparados e

    treinados para levar ao condomnio apenas

    candidatos com perfil adequado ao imvel ofertado.

    A Rede Secovi de Imveis foi criada h pouco mais de dois

    anos por um grupo de 15 imobilirias da cidade de So Paulo,

    que seguiram por aqui um modelo j consolidado nos Estados

    Unidos, Europa e Japo. H trs meses, a Rede ganhou um novo

    modelo de gesto, que tende a ampliar consideravelmente seu

    nmero de componentes, hoje em 21 empresas. Em cinco anos,

    queremos ter 160 imobilirias na cidade de So Paulo, alm de

    uma rede estruturada em todo o Estado, planeja Marcos Kano,

    o gestor da Rede.

    Kano chegou ao Secovi-SP h seis meses, depois que uma

    consultoria diagnosticou que a Rede precisava de um gestor

    exclusivo e de uma equipe prpria. At

    ento eram os prprios dirigentes das

    imobilirias associadas que tocavam o

    negcio. Eles tm grande poder criativo,

    conhecimento e experincia para gerir

    o negcio, mas lhes faltavam tempo e

    equipe dedicada para implementar as

    diversas aes de melhorias que a Rede

    necessitava, diz o gestor.

    Qualificao dos corretoresHoje a Rede conta, alm de Kano,

    com trs promotores de venda e um

    funcionrio que d suporte s atividades

    administrativas. Dois analistas de Tecno-

    logia da Informao (TI) trabalham exclu-

    sivamente para a rede. Agora a estrutura

    mais profissionalizada, pois conta com

    uma equipe voltada s necessidades da

    Rede, o que garante um atendimento mais Kano: Em cinco anos, queremos ter 160 imobilirias na cidade de So Paulo

  • 35

    gil s imobilirias participantes e ao

    pblico em geral, resume Kano.

    Os promotores tm papel especial

    no novo organograma da Rede Secovi

    de Imveis. Eles so o elo entre as imo-

    bilirias e a equipe de gesto. Uma de

    suas funes ministrar treinamentos

    aos corretores de imobilirias asso-

    ciadas, os chamados treinamentos

    express, que reunem vrias associa-

    das de uma mesma regio. O objetivo

    aprimorar o desenvolvimento desses

    profissionais. Embora o trabalho esteja

    no comeo, j est definido que cada

    promotor cuidar no mximo de dez

    imobilirias. Isso significa que, con-

    forme a lista de associadas aumentar,

    mais promotores sero contratados.

    Uma parceria firmada entre a Rede

    e a Universidade Secovi tambm colabora para a qualifica-

    o dos corretores das imobilirias participantes. O primeiro

    fruto dessa unio foi a realizao, em meados de abril, de

    um curso sobre Tcnicas de Vendas e Negociao, acom-

    panhado por cerca de 90 corretores. De l para c foram

    realizados tambm dois mdulos do curso de Avaliao

    de Imveis. Todos esses cursos so gratuitos e exclusivos

    para os associados.

    Lustre na imagemO compartilhamento do banco de imveis , na avaliao

    de Marcos Kano, o pulo do gato do modelo. Isso permite

    que, ao procurar uma imobiliria associada Rede, o cliente

    tenha acesso a todos os imveis exclusivos das associadas,

    de qualquer regio da cidade, garantindo maior comodidade

    e menos tempo com os deslocamentos, lembra.

    Outra vantagem que, do comeo ao fim do processo,

    o proprietrio do imvel a ser vendido ou alugado pode ser

    atendido pelo mesmo corretor. Fechando o crculo, h a se-

    gurana de que toda a documentao dos imveis ofertados

    est em ordem. Tudo analisado previamente para que o

    comprador no tenha dor de cabea, comenta o gestor.

    Para as imobilirias, o maior ganho mesmo o aumento dos

    negcios. Como elas tm um grande estoque de imveis,

    a chance de fechamento de negcios maior. Some-se a

    isso o aspecto da qualificao profissional dos corretores e

    o fato de o sistema ser 100% web,

    sem necessidade de instalao

    de qualquer software na empresa

    associada.

    InteriorizaoOs planos da Rede Secovi

    de Imveis so de expanso. No

    interior paulista, por exemplo, o

    modelo chegou s cidades de

    Bauru e So Jos do Rio Preto.

    Parcerias tambm foram firma-

    das com grupos j existentes

    nas cidades de Campinas, So

    Jos dos Campos, Sorocaba e

    Jundia, onde o Secovi-SP conta

    com regionais.

    Na cidade de So Paulo,

    atualmente 21 imobilirias com-

    pem o sistema. Temos aproximadamente 700 imveis

    exclusivos disponveis para venda ou locao na capital

    paulista e mais de 3.000 exclusivos nas redes conveniadas

    do interior de So Paulo, contabiliza o gestor da Rede

    Secovi de Imveis.

    A perspectiva de crescimento patente, na avaliao de

    Elbio Fernndez Mera. um modelo que est crescendo

    por intermdio da Rede Secovi de Imveis, Rede Brasil e

    de redes de franquias, da mesma forma que cresce nos

    Estados Unidos, Canad e Europa, conclui.

    Algumas vantagens para proprietrios e candidatos a dono de imveis4 Documentao previamente analisada

    4 Maior velocidade no fechamento de negcios

    4 Acesso a uma maior gama de imveis4 Menos tempo gasto com locomoes4 Contatos feitos com um nico corretor4 Profissionais mais treinados

    Fernndez Mera: um servio muito qualificadopara quem quer vender e comprar imveis

  • 36

    Seciesp oferece consultoria Independente em elevadores

    Devido ao grande nmero de consultas e solicitaes que recebemos,

    o SECIESP estar oferecendo mais este importante servio: a consultoria

    em elevadores.

    Muitos sndicos e administradores tm dvidas sobre o que est sendo

    proposto para os seus elevadores. Tm dificuldade para interpretar tecnica-

    mente os diferentes oramentos que so propostos e avaliar as empresas

    que os oferecem. Saber o que realmente imprescindvel em termos de

    segurana e aspectos legais.

    Para estas e outras questes o aconselhamento profissional feito por

    pessoal capacitado e independente, alm da segurana, um investimento

    que resulta em economia para o condomnio ao estar aplicando corretamente

    os recursos disponveis.

    Os principais servios so:

    1) Laudo Tcnico: atravs de visita ao edifcio e vistoria nos elevadores

    feita uma anlise completa, identificando os pontos crticos. Orientando o

    condomnio em relao aos itens que devem ser substitudos ajustados ou

    refeitos e quais as partes onde no so necessrios servios. emitido um

    laudo tcnico embasado inclusive por imagens fotogrficas.

    2) Equalizao de propostas: elaborao de um comparativo entre as

    propostas de servios existentes ou de um memorial descritivo dos itens a

    serem considerados nas propostas. Anlise das empresas proponentes ou

    sugesto de empresas participantes.

    O resultado apresentado atravs de uma planilha de equalizao tc-

    nica das propostas com orientaes e consideraes finais para a tomada

    de deciso pelo condomnio.

    3) Acompanhamento das instalaes: Muitas vezes difcil para os lei-

    gos acompanharem se os servios contratados foram realmente realizados

    conforme contratados. Neste caso realizada a conferncia e certificao

    dos equipamentos e uma avaliao final das instalaes, aprovao, testes

    e liberao final para uso.

    A consultoria do Seciesp realizada por engenheiros com mais de 15

    anos de experincia no ramo de elevadores e profundo conhecimento tcnico

    e prtico.

    Importante: IMPARCIALIDADE: Os servios oferecidos pelo SECIESP so

    realizados por profissionais capacitados que no tm vnculo com nenhuma

    empresa fabricante ou de manuteno.

    O elevador o bem mais importante de um condomnio vertical, na dvida

    consulte o SECIESP.

    Dvidas com seu elevador??

    Sede prpria: Rua Major Sertrio, 349 - 3 andar - C3 V. Buarque - So Paulo - SP - CEP 01222-001

    Tel./Fax: (11)3214-0201 / 3214-0352 E-mail: [email protected] das Empresas de Conservao, Manuteno e Instalao de Elevadores do Estado de So Paulo

  • 37

    Por Hubert Gebaraopinio

    pergunta, se j possvel construir o condom-

    nio sustentvel de nossos sonhos, est no ar. O

    prprio conceito de sustentabilidade de to

    recente em nossa cultura de consumo rpido e cresci-

    mento ilimitado ainda controverso. Fica difcil adotar

    e compreender um novo conceito que, de certo modo,

    contradiz o que sempre fizemos: consumir, descartar,

    substituir, desperdiar. Essas prticas esto no cerne

    da chamada vida civilizada.

    At h pouco tempo falava-se muito em obsoles-

    cncia planejada. As indstrias lanavam produtos de

    vida curta, destinados ao lixo prematuro. A propaganda

    encarregava-se de mostrar o design que de retilneo

    passava quele sem quinas, para logo em seguida

    retornar s linhas retas e o consumidor era obrigado

    a correr atrs. Pouco mudou e a eletrnica ajudou a

    tornar tudo ainda mais rpido.

    No olho do atual furaco tecnolgico, que torna

    obsoletos no apenas os produtos, mas tambm as

    pessoas, surge o ideal da sustentabilidade. A regra

    reaproveitar o que tem valor. A onda do ecologicamente

    correto tomou conta do mundo. No um modismo.

    vida ou morte. O primeiro mundo, como de hbito, saiu

    na frente, mas ele tambm depende do que ocorre em

    pases do terceiro mundo, abaixo e acima das linhas

    de pobreza.

    O condomnio sustentvel das cidades brasileiras

    um caminho de mo dupla: depende da vizinhana,

    dos bairros, das cidades onde foram construdos e

    da periferia.

    Convencer vizinhos, colegas, funcionrios do pr-

    dio, parentes e amigos a preservar recursos uma

    tarefa que apenas comea. O desperdcio aleatrio

    de gua e energia eltrica ainda est longe de ser re-

    solvido. O lixo e nosso to brasileiro e humilde entulho

    ainda esto longe de ser corretamente reciclados para

    uma nova rodada de consumo responsvel. Falta ainda

    aprender a lidar com uma mirade de materiais que

    entram na construo dos imveis e das cidades.

    Estamos impactando o meio ambiente para obter

    as preciosas commodities que, de alguma forma, no

    esto sendo recicladas e reaproveitadas na medida

    de nossa voracidade. Ocorre o mesmo com itens

    do chamado mobilirio urbano e da montagem e

    decorao de nossas residncias. Madeira, cimento,

    metais e muitas outras commodities ainda esto por

    ser reaproveitadas. Leva tempo, mas vamos aprender.

    um novo mundo.

    Mundo Novo

    Hubert Gebara vice-presidente de Administrao Imobiliria e Condomnios do Secovi-SP

    A

  • 38

  • 39

    Por Milton Bigucci

    opinio

    ue maravilha se fosse sem-

    pre assim. A populao que

    paga os impostos e taxas

    poder saber quanto ganham os fun-

    cionrios pblicos. Daria at para

    checar se realmente alguns deles

    trabalham ou s recebem.

    E foi o que fez o prefeito de

    So Paulo, Gilberto Kassab, com

    muita ousadia e coragem: mandou

    colocar na internet, em nome da

    transparncia, o nome de todos os

    funcionrios pblicos paulistanos

    (162 mil), seus cargos e salrios,

    bem como os gastos com forne-

    cedores.

    J pensou se a moda pega?

    Todas as prefeituras, estados e

    governo federal, as Cmaras, As-

    sembleias e o Congresso tornando

    tudo transparente. Que maravilha!

    A populao podendo ajudar na

    fiscalizao dos gastos pblicos.

    Com certeza, essas crises de

    moralidade, como a do Senado

    Federal, estariam longe. um dos

    melhores exerccios de cidadania.

    H muitos anos eu li que os

    gastos com a grfica do Senado

    eram absurdos. Hoje no sei a

    quantas andam. Apenas como

    comparativo, existe perto de 1

    milho de funcionrios pblicos

    federais que consomem R$ 160

    bilhes, enquanto o Bolsa Famlia

    atende 12 milhes de pessoas e

    demanda R$ 13 bilhes.

    Ser que a transparncia des-

    ses nomes e seus altos salrios no

    seria o incio da moralizao?

    A populao se alia aos polti-

    cos transparentes e a essas causas

    de moralizao. preciso dar apoio

    imprensa que denuncia e divulga.

    No h indignao do povo, s h

    conversa de botequim e, talvez

    por isso, tudo acabe em pizza ou

    no ostracismo.

    Infelizmente, o povo no cobra

    seus direitos. Infelizmente, tambm,

    aqueles funcionrios que trabalham

    e se esforam ficam expostos.

    Muitos trabalham mais do que

    ganham e no tm oportunidade

    de crescer na carreira. E eles so a

    maioria. Mas at ficariam felizes de

    saber os que constam da folha de

    pagamento do seu departamento

    e nunca apareceram para traba-

    lhar ou recebem como marajs e

    produzem pouco. Com certeza, os

    funcionrios responsveis sero

    aliados dessa transparncia.

    Transparncia

    Milton bigucci vice-presidente do Interior do Secovi-SP e presidente da Associao

    dos Construtores, Imobilirias e Administradoras do Grande AbC (Acigabc)

    Q

  • 40

    2 obrigatria a existncia de sistema de interfonia

    no condomnio?

    Nenhuma norma exige expressamente que o condom-

    nio tenha interfone. notrio, porm, que a existncia

    do sistema de comunicao em pleno funcionamento

    necessria para garantir a segurana, tanto patrimonial

    e fsica de condminos e visitantes, por intermdio do

    controle de entrada e circulao de pessoas, como

    contra incndio da edificao.

    Com efeito, pelo interesse coletivo que o assunto

    evoca, deve o condomnio zelar pela instalao e

    conservao de todo o sistema de interfonia. O custo

    de tal servio ser repassado e dividido entre todos

    os condminos, pelo critrio de diviso das despesas

    comuns (art. 1.336, I, do Cdigo Civil).

    tira-dVidas

    1

    Joo Paulo Rossi PaschoalOAB 153.841

    rea Cvel

    Tire suas dvidas

    H obrigatoriedade de instalao de grades protetoras cercando a piscina do condomnio? Por quantos dias o empregado pode faltar ao trabalho quando se casa? Estas e outras questes so respondidas pelo Departamento Jurdico do Secovi-SP

    Multa disciplinar pode ser

    protestada?

    Sim. A Lei n 13.160/08 (Estado

    de So Paulo) tornou possvel o

    protesto dos crditos do condo-

    mnio, at mesmo o decorrente da

    aplicao de multa por infrao

    Conveno ou ao Regimento Interno.

    Portanto, sendo verdica a infrao

    condominial e tendo ocorrido a mora no

    pagamento da multa respectiva, esta poder

    ser protestada.

  • 41

    3

    4H obrigatoriedade de instalao de

    grades protetoras cercando a piscina do

    condomnio?

    O assunto depende da legislao local (muni-

    cipal). Como exemplo, no mbito do Municpio

    de So Paulo, por fora da Lei n 10.975/91 e

    da Resoluo Ceuso n 79/96, o nvel do deck

    da piscina pode estar localizado no mximo

    1 metro acima do nvel do pavimento trreo

    adotado, sendo obrigatrio manter condies

    de acessibilidade para pessoas portadoras

    de necessidades especiais e tambm a ins-

    talao de grades protetoras com porto em

    toda piscina de uso coletivo.

    O que arrematao judicial em hasta pblica? O arrematante responde

    pelos dbitos referentes unidade autnoma arrematada, mesmo que

    anteriores aquisio?

    A arrematao judicial em hasta pblica o ato pelo qual bens imveis so adqui-

    ridos, em leilo de praa pblica, por quem ofertar o maior preo.

    Nos termos do art. 1.345 do Cdigo Civil, o adquirente de unidade responde

    pelos dbitos do alienante, em relao ao condomnio, inclusive multas e juros

    moratrios, ou seja, a lei estabelece explicitamente a natureza propter rem das

    despesas condominiais.

    Procedimento sumrio de cobrana de cotas condominiais. Cotas referentes a

    despesas anteriores aquisio do imvel via arrematao do mesmo. Natureza

    propter rem das obrigaes decorrentes de cotas condominiais. Correm conta

    do adquirente, a qualquer ttulo, as dvidas que recaem sobre a unidade residencial

    arrematada, mesmo as referidas a perodos anteriores arrematao. (TJRJ, 1

    Cmara, Ap. Civ. 200200117833, Des. Maurcio Caldas Lopes, julg. 29.10.2002).

    O adquirente (arrematante) poder se voltar contra o alienante, por meio de ao

    regressiva, exigindo o reembolso.

    Este espao um canal permanente para que

    sndicos e administradoras esclaream questes

    relacionadas ao dia a dia da gesto condominial. Envie suas dvidas para o e-mail

    [email protected]

  • 42

    2

    tira-dVidas

    1

    Rita de Cassia Guimares Bracale OAB/SP 236.180

    Tire suas dvidasrea Trabalhista

    Tenho um empregado que se

    aposentou e, na ocasio, sacou

    o Fundo de Garantia do Tempo

    de Servio (FGTS). Caso o

    condomnio queira dispens-

    lo, a multa rescisria ser de-

    vida sobre todos os depsitos

    fundirios efetuados durante o

    contrato de trabalho ou somente

    sobre aqueles realizados aps a

    aposentadoria?

    Predomina atualmente o entendimento

    de que a multa rescisria devida em razo

    da dispensa imotivada do empregado ser

    calculada sobre todos os depsitos efetuados

    na conta vinculada do FGTS durante a vigncia

    do contrato de trabalho, atualizados monetariamente

    e acrescidos dos respectivos juros, sem deduo dos

    saques ocorridos por ocasio da aposentadoria.

    Nesse sentido dispe a Orientao Jurisprudencial SDI-1 n

    361 do Tribunal Superior do Trabalho:

    361.Aposentadoria espontnea. Unicidade do contrato de trabalho.

    Multa de 40% do FGTS sobre todo o perodo.

    A aposentadoria espontnea no causa de extino do contrato de

    trabalho se o empregado permanece prestando servios ao emprega-

    dor aps a jubilao. Assim, por ocasio da sua dispensa imotivada,

    o empregado tem direito multa de 40% do FGTS sobre a totalidade

    dos depsitos efetuados no curso do pacto laboral.

    Por quantos dias o empregado poder faltar ao trabalho em

    caso de casamento?

    Por ocasio de seu casamento, o empregado poder deixar de

    comparecer ao servio, sem prejuzo do salrio, por trs dias teis

    consecutivos, no computado o dia de folga e feriado (art. 473, II

    da CLT e clusula 36 da Conveno Coletiva de Trabalho).

  • 43

    rea Trabalhista

    5

    3

    4

    Concedida a folga semanal, aps quantas horas

    o empregado poder retornar ao trabalho?

    O artigo 67 da CLT assegura a todo empregado des-

    canso semanal remunerado (folga) de 24 horas con-

    secutivas. Alm disso, deve-se observar que o artigo

    66 consolidado determina que, entre o trmino de uma

    jornada e o incio de outra, deve haver um intervalo de,

    no mnimo, 11 horas consecutivas de descanso, no

    deduzido nem compensado do perodo de folga.

    Dessa forma, por ocasio da concesso do repouso

    semanal remunerado (folga), o incio de nova jornada

    de trabalho dever ocorrer aps, no mnimo, 35 horas

    consecutivas de descanso (soma das 24 horas da

    folga e das 11 horas de intervalo entre jornadas).

    No caso do aviso prvio especial de 45 dias, previsto na Conveno Coletiva de Tra-

    balho dos empregados em edifcios e condomnios, aplica-se a reduo de jornada

    na forma prevista pelo artigo 488 da ClT?

    Sim. A Conveno Coletiva de Trabalho aplicada aos empregados em edifcios e condomnios

    assegura aviso prvio de 45 dias nos casos de dispensa sem justa causa, por iniciativa do

    empregador, de empregados com mais de 36 meses de servios prestados e mais de 45

    anos de idade. Durante o prazo do aviso prvio trabalhado, o empregado poder optar por

    reduzir a jornada diria de trabalho em 2 horas ou faltar ao servio, sem prejuzo do salrio

    integral, por sete dias corridos, conforme disciplina o artigo 488 da CLT.

    obrigatria a concesso de folga ao empregado que exerce a funo de

    folguista logo em seguida ao trabalho em horrio noturno?

    Desde que assegurada a folga semanal na forma da lei, no obrigatrio que ela

    caia no dia seguinte ao trabalho em horrio noturno.

    O que deve ser garantido, independente do horrio em que o empregado trabalha,

    que o incio da prxima jornada se d, no mnimo, aps 11 horas consecutivas

    de descanso, conforme o artigo 66 da CLT, que dispe sobre intervalo entre jor-

    nadas de trabalho.

  • 44

    coLuna / recicLagem de Leo de cozinhaPor Fbio Gonalves da Silva

    Colabore com a

    preservao do planeta

    o longo da histria a Terra sempre

    se encarregou de se reinventar,

    independente das espcies que

    nela habitavam. S que est cientifica-

    mente comprovado que o aumento do

    aquecimento global tem influncia direta do

    homem. Com sua necessidade de crescer,

    desenvolver-se, mas sem o devido conheci-

    mento e com muita falta de responsabilida-

    de, causamos danos ambientais em larga

    escala natureza, no dando tempo ao

    planeta de recuperar-se em tempo hbil.

    Sem a educao e orientao adequa-

    das, a criana cresce e se torna um adulto

    alienado em termos de responsabilidade

    ambiental, no se importando com o des-

    tino do lixo produzido. At que um dia fica

    insustentvel jogar a sujeira para debaixo

    do tapete e tudo comea a aparecer, como

    o aumento do nvel dos mares, enchentes

    e furaces, que so apenas alguns pontos

    agravados pelas mudanas climticas

    geradas pelo aquecimento global.

    preciso, portanto, que o homem

    invista em aes rpidas e conscientes

    para criar condies para a sobrevivncia

    da nossa espcie.

    Os governantes, ao que parece, acor-

    daram e com a criao do Protocolo de

    Kyoto, em 1997, no Japo, foi dado o pon-

    tap inicial para uma srie de estudos mun-

    diais sobre o modelo de desenvolvimento

    limpo. O acordo internacional, que procura

    pressionar os pases industrializados para

    que se comprometam a reduzir emisses

    de gases de efeito estufa na atmosfera,

    prev que, entre 2008 e 2012, as naes

    desenvolvidas diminuam seus ndices de

    emisso de gases em 5,2% em relao aos

    nveis de 1990.

    Aes coletivas so importantes, mas

    iniciativas individuais tambm suscitam ex-

    trema urgncia. Se cada um fizer sua parte,

    com certeza teremos mais uma gerao

    podendo viver neste presente que Deus

    nos deu: o planeta Terra.

    Foi pensando de maneira ecolgica

    que, como presidente da Mundial Service

    System, empresa de terceirizao de ser-

    vios de portaria e limpeza de condomnio

    de So Paulo, criei a Mundial Ecolgica,

    focada na sustentabilidade. Seu objetivo

    essencial criar a cultura nos clientes e

    colaboradores para adotarem a responsa-

    bilidade ambiental.

    As estatsticas mostram que cada

    famlia despeja mensalmente, nos ralos de

    pias e vasos sanitrios, pelo menos um litro

    de leo de fritura, gerando consequncias

    terrveis para o condomnio e os esgotos.

    Com o tempo, o leo gruda nas pare-

    des das tubulaes e restos de comidas,

    dejetos, absorventes, dentre outros