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Cartilha de Segurança Condominal Cel. PM Roberson Luiz Bondaruk Nossos Condomínios mais seguros

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  • Cartilha de Segurana CondominalCel. PM Roberson Luiz Bondaruk

    Nossos Condomnios mais seguros

  • 3 Nossos Condomnios mais seguros

    Nossos condomnios mais seguros

    Por uma cultura de preveno

    Esta pequena cartilha fruto de anos de pesquisas e estudos e visa desenvolver em cada pessoa que mora ou trabalha em um con-domnio, seja vertical ou horizontal, uma cultura de preveno.

    Ela traz sugestes e dicas, desde pequenos cuidados do dia a dia, at informaes sobre a estrutura do ambiente condominial, para que tudo que puder ser melhorado no aspecto segurana o seja, contribuindo para uma qualidade de vida melhor, para todos que ali vivem e trabalham.

    Pensando nisso, com o apoio do SECOVI/PR e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paran, Crea-PR, elaboramos este trabalho, que traz informaes bsicas necessrias para uma boa preveno por parte de cada um, para melhorar a segurana de todos. A maior parte das me-didas aqui propostas so simples e no requerem gastos, pois se sugere acima de tudo mudanas de atitudes que oportunizam a ocorrncia do delito.

    Por isso, importante lembrar:

    QUEM NO PREVINE O CRIME COLABORA COM ELE !

    Roberson Luiz BondarukCel. PM - Autor

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    1. Orientaes gerais 2. Orientaes bsicas para os sndicos

    a. A segurana de um a segurana de todos;b. Em caso de assalto nunca reaja. Isto aumenta o risco para voc, de

    ferimento grave ou morte;

    c. Armas aumentam o fator de risco, no de segurana: medidas pre-ventivas de segurana so mais efetivas;

    d. Sempre coopere com o pessoal de portaria.e. O maior risco para os condminos o seu prprio comportamento,

    quando oportunizam delitos, pois pem em risco eles mesmos, suas famlias e seus vizinhos de condomnio;

    f. Todo sistema de segurana, por melhor que seja, vale o seu ponto mais fraco, pois todo o criminoso analisa o sistema como um todo e escolhe a sua maior deficincia antes de agir: descubra qual este ponto e o reforce.

    As regras de funcionamento do condomnio em geral, principalmente nos aspectos de segurana devem ser claramente estabelecidas (com a partici-pao de todos) e repetidamente lembradas a condminos e funcionrios, preferencialmente por escrito e afixadas vista de todos que vivem e trabalham ali;

    Pacincia e persistncia so fundamentais para que se alcancem os obje-tivos pretendidos para a segurana do local;

    Um sistema de segurana precisa de constante manuteno, assim as ve-rificaes devem ser o mais freqentes possvel;

    O seu empenho por criar um esprito de colaborao e de comunidade entre os condminos fundamental;

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    Registre todos os fatos que envolvam problemas de segurana no con-domnio, em livro prprio, na delegacia da Polcia Civil quando lhe cou-ber, bem como no site do SECOVI/PR (www.secovipr.com.br);

    Faa vistorias de inopino em todos os locais de interesse para a segu-rana, a fim de detectar comportamentos inadequados de funcionrios e condminos;

    A famosa falta de colaborao de alguns condminos, sua relutncia em cumprir normas e obrigaes, no deve ser motivo para que o sndico desanime ou deixe de ter o empenho necessrio para que as coisas fun-cionem dentro do condomnio, principalmente o sistema de segurana.

    O nvel de colaborao que voc presta na vida em condomnio melhora a qualidade de vida e de segurana que voc e sua famlia desfrutam ali;

    Comodismo, desleixo e omisso, so palavras que no combinam com segurana;

    Minutos gastos diariamente com segurana, rendem dias, horas e at anos de paz, para voc e sua famlia;

    Nos momentos de chegada e de sada procure observar at o completo fechamento do porto, antes de se afastar, para impedir entradas furti-vas, principalmente quando a entrada (seja de pedestre ou de veculos) ficar fora das vistas da portaria ou guarita.

    Em caso de situaes de emergncia que ocorram defronte ao condo-mnio, faa o que est ao seu alcance sem expor o condomnio, pelo risco de ser uma simulao: acionar a polcia, os bombeiros, o SIATE, mas sem abrir as portas do condomnio.

    As regras para funcionrios, principalmente da portaria, devem ser reiteradamente explicadas e verificado o seu entendimento por quem deva execut-las. Pea para que o funcionrio lhe explique o que deve fazer aps voc ter-lhe explicado.

    A verificao do sistema de segurana do condomnio deve ser diria, com as devidas reposies imediatas, principalmente no que tange luz.

    3. Orientaes bsicas para os condminos

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    Auxilie o pessoal de portaria, no controle de acesso de pessoas ao condomnio, principalmente se so pessoas estranhas a ele que voc convida para a sua residncia.

    Colabore com a administrao do condomnio, seguindo as nor-mas, bem como relatando prontamente qualquer irregularidade que constatar.

    Incentive a boa atuao do pessoal de portaria, destacando suas boas atuaes, compreendendo suas dificuldades e cooperando com seu trabalho. Porteiros assustados por condminos pouco cooperativos e at agressivos, so presena freqente em condomnios assaltados.

    4. O Condomnio e suas linhas de defesa: Como norma geral de segurana, deve-se pensar na segurana do

    condomnio como uma srie de permetros de proteo, que se co-locam entre o que se quer proteger e o delinqente, que aqui cha-mamos as trs linhas de defesa do condomnio;

    O Condomnio e suas Linhas de Defesa

    Gastar algum tempo indo at a portaria para receber um produto que voc solicitou, ao invs de autorizar que o entregador v at a sua casa ou apartamento, um investimento valido, para a sua segurana, da sua famlia e de seus vizinhos.

    Lembre que a sua residncia dever ter sua prpria segurana, inde-pendente da segurana que o condomnio fornece. Igualmente veri-fique o trancamento de portas e janelas, acione luzes e alarmes que a sua residncia possuir.

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    Evite a segurana de fachada: no pode haver um aparato de segu-rana apenas na parte frontal da edificao, deixando-se as laterais ou fundos dela desguarnecidos.

    A consistncia das linhas de defesa do condomnio tm que ser fre-qentemente vistoriada por todos que o vivem e trabalham nele.

    4.1 A primeira linha de defesa: a edificao (casa ou prdio)

    a. Portas: A porta um dos pontos mais importantes da primeira linha de

    defesa, sendo importante a sua resistncia contra tentativas de fora-mento. Alm disso lembre o seguinte:

    Deve-se sempre poder ver quem bate porta, seja atravs de janelas voltadas para a frente do imvel (no caso das casas) ou atravs de um olho mgico.

    Sistemas de engate de uma corrente que fica presa a um pequeno trilho, que permite uma abertura parcial da porta, deve ser evitado, pois so pouco resistentes e exigem a abertura da porta, o que ainda que feito de forma parcial, facilita muito a ao do delinqente;

    Portas de madeira so as mais comuns, mas deve-se fazer al-guns testes com ela:

    (1) Bater na porta e verificar se ela soa oca. Portas externas devem ser macias e o mais reforadas possvel;

    (2) importante verificar tambm se ela se ajusta perfeitamen-te na guarnio. Portas empenadas ou com frestas maiores sempre so mais fceis de serem arrombadas;

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    (3) No caso de portas metlicas com vidro, ou com janelas muito prximas porta, podem facilitar uma tentativa do invasor de alcanar a fechadura pelo lado de dentro aps quebrar o vidro, abrindo-a se estiver com a chave ali;

    c. AlarmesSistemas de alarme, embora mais custosos, so tambm uma for-

    ma de segurana. Porm cabe lembrar que a instalao de sistemas de alarme no elimina a necessidade de outras medidas de segurana como as aqui sugeridas:

    d. O quarto forteSe ter um cofre na residncia no for interessante, pode-se ter o que

    se chama de quarto forte que um cmodo da casa que tem sua estrutu-ra, portas (com trancas internas e externas) e janelas mais reforadas;

    Todo o patrimnio de maior valor guardado e trancado ali, nas sadas mais prolongada dos moradores;

    Pode-se usar tambm este espao como refgio pelos moradores em caso de invaso do domiclio;

    Deve-se ter sempre uma extenso de telefone no quarto. Isto permi-tir acionar a Polcia Militar mais facilmente e de forma silenciosa em caso de necessidade.

    b. Janelas As janelas bem estruturadas melhoram a visibilidade e a vigilncia

    natural;

    Embora o vidro da janela freqentemente seja uma barreira frgil, o barulho que a sua quebra provoca desestimula a ao do marginal.

    Janelas do tipo vitr, quando possuem um vo mais largo, podem permitir a invaso de delinqentes de pequeno porte ou que tragam consigo crianas, os quais acessando o interior da casa, abrem portas ou janelas por dentro;

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    e. Iluminao: Reduz o medo, encorajando um sentimento de segurana para a re-

    sidncia, declarando a presena de intrusos;

    Reduz as sombras eliminando encobrimentos de eventuais invaso-res;

    Detm potenciais intrusos criando nestes um sentimento de incerte-za (melhora a vigilncia natural);

    Aumenta o campo visual noite. O gasto de energia eltrica com um ponto de luz aceso durante a

    noite (em garagens, jardins, quintais e entradas) irrisrio se com-parado ao aumento da segurana que proporciona.

    Pontos escuros em meio a um trajeto bem iluminado podem virar locais de emboscada;

    Lugares onde haja a necessidade permanente de luz e em maior in-tensidade, deveriam ser cobertos por dois pontos diferentes de luz, garantindo luz tambm no caso de uma das lmpadas se queimar.

    Iluminao externa ideal

    Todos os locais onde se pra ou passa, quando se chega em casa, devem estar iluminados, inclusive as reas de conexo entre a re-sidncia, corredores, sagues, vias internas do condomnio e a via pblica, conforme figura acima;

    4.2 As contenes: a 2 linha de defesa

    a. Muros e grades A altura, o formato e detalhes do muro, podem facilitar o acesso

    ao interior da residncia quando, possuem salincias, reentrncias e outras caractersticas que facilitem sua escalada e/ou transposio;

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    c. SacadasSacadas podem ser uma porta de entrada para criminosos, por isso:

    As sacadas mais baixas devem sempre que possvel ter o mesmo n-vel de segurana dos demais pavimentos. Se no andar trreo houver grades, nos pavimentos logo acima dever haver tambm;

    Se a sacada for construda junto da parede lateral limite do imvel, deve-se reforar sua segurana. Caminhando-se por sobre o muro ou vindo pelo lado do vizinho, um delinqente pode acess-la.

    d. rvores e arbustos rvores e arbustos volumosos no devem estar posicionados junto a jane-

    las e/ou portas de modo que reduzam a visibilidade ou projetem sombras que sirvam como esconderijo para um delinqente;

    Suportes de lixo, caixas de luz salientes e tudo que possa ser usado como degrau por estar junto ao muro ou grade facilita a ao do delinqente;

    O muro lateral, quando encosta na parede da casa, poder ser usado como rampa de acesso, como no caso de sobrados.

    Entre muros e grades h certa vantagem para as grades por no eli-minarem a visibilidade;

    Grades que possuam barras transversais a meia altura podem ser trans-postas mais facilmente, pois so usadas como degrau para pular por sobre elas.

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    Um galho de rvore mais robusto, capaz de suportar o peso de uma pessoa, que penda por sobre o muro ou a grade, facilitando a sua transposio, ou que permita acessar a sacada, deve ser removido;

    Jardins com bancos e outros aparatos para que os moradores pas-sem tempos de relaxamento ali acomodados, alm de melhora-rem a vigilncia natural costumam intimidar potenciais delin-qentes;

    Uma vegetao muito densa que impea uma boa visibilidade ou escurea o terreno, deve ser removida, ou pelo menos, desbasta-da;

    Se houver rvores muito frondosas defronte residncia que en-cubram a viso, importante podar seus galhos inferiores, bem como, se necessrio, posicionar um ponto de luz com o foco de baixo para cima, para eliminar sombras;

    e. Garagens (e/ou entrada de veculos)A garagem, principalmente a sua entrada, pode ser um ponto de

    vulnerabilidade no condomnio. Assim:

    a entrada da garagem deve estar vista da portaria e se poss-vel do maior nmero possvel de moradores. Se no for assim, a ateno dos moradores nas entradas e sadas deve ser redobra-da;

    se a garagem for do tipo aberto, dever ter sistema de iluminao que abranja todo o ambiente dela e permanecer ligado noite;

    se for do tipo fechada, importante sempre trancar a porta dela noite, mesmo que o muro ou grade seja de boa qualidade;

    Quando guardar seu carro na garagem, sempre acione os dispo-sitivos de segurana do veculo, como alarmes, travas de direo e de pedal, fechar os vidros e trancar as portas, no deixando em seu interior pertences de valor.

    f. Portaria (e/ou entrada para pedestres) A portaria deve ter a melhor visibilidade possvel da rua, da entrada

    de veculos e dos acessos a p, pois isto inibe no apenas a tentativa de invaso, mas tambm delitos na rua defronte contra os prprios condminos, quando chegam e saem.

    Se no for assim, a ateno com a segurana por todos os condmi-nos e funcionrios deve ser redobrada.

    Se for elevada em relao ao solo, ela no deve ser to alta que no permita ter viso plena dos ocupantes de um veculo que entra no condomnio.

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    Os sistemas de clulas onde o visitante fica retido dentro de uma cmara, enquanto se verifica sua identidade e interesse no condo-mnio podem ser mais onerosas, mas so muito interessantes para a segurana, pois criam uma sensao de risco maior na pessoa mal intencionada;

    Tambm um detalhe importante da estrutura do condomnio para a segurana, haver um espao de recepo onde moradores possam receber pessoas que no conheam vista do porteiro, bem como seja incentivado o seu uso. Isto evita que os condminos se obri-guem a receb-las diretamente em sua residncia. o caso de ven-dedores de planos de sade, de seguros e outros que necessitam de um certo tempo para apresentar seus produtos.

    g. Entradas para os prdios e residncias Dentro do condomnio, o acesso para os prdios e casas deve ter um

    controle prprio;

    Mantenha as entradas sempre bem limpas, conservadas e desobs-trudas;

    Mantenha um bom nvel de iluminao, reforando-o sempre que achar que insuficiente;

    Reponha prontamente vidros quebrados, principalmente em portas, evi-tando que criem facilidades para um acesso furtivo ou forado;

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    Quanto menor for o nmero de pessoas que entram por um determinado acesso, tanto mais fcil o seu controle. Embora isto seja mais uma ques-to de projeto do que de comportamento, restringir a presena de pessoas que desnecessariamente acessem o imvel sempre melhora a segurana.

    h. Corredores e vias internasOs corredores e vias internas de um condomnio, precisam ser um es-

    pao sob controle constante dos condminos e funcionrios. Por isso:

    Mantenha-os sempre limpos, bem conservados e desobstrudos. Isto pas-sa uma imagem de gente organizada, o que costuma inibir delinqentes;

    Como dito acima mantenha um bom nvel de iluminao, substituin-do prontamente lmpadas queimadas e reforando a iluminao, prin-cipalmente defronte s portas de acesso para cada residncia;

    i. Parquinho (play ground)O parquinho costuma ser um grande atrativo para crianas que vi-

    vem em condomnios. Para uma boa segurana importante que:

    No sejam situados em locais isolados e sem visibilidade dentro do condomnio. Se assim for, as crianas que ali brincarem devero estar, tanto quanto possvel, acompanhadas de pessoas responsveis por elas;

    Tambm noite as condies de visibilidade devem ser mantidas pelas mesmas razes, obviamente respeitando-se horrios de siln-cio a fim de evitar-se perturbao do sossgo;

    Sempre que possvel, o maior nmero possvel de janelas de apar-tamentos deveriam estar voltadas para o parquinho, para que o risco de se estar sendo observado, inibisse ali comportamentos in-desejados.

    Igualmente ao caso das entradas, quanto menos pessoas usam a via interna ou os corredores, tanto mais fcil se faz o controle de acesso s residncias e tanto mais se tem segurana.

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    j. Escadas de incndioEscadas de incndio em condomnios so palco de delitos e incivi-

    lidades, principalmente consumo e trfico de drogas, entradas e sadas furtivas pela pouca visibilidade do que ocorre em seu interior:

    Tanto quanto possvel a visibilidade deve ser preservada, como a pronta substituio de lmpadas queimadas, vistorias freqentes e de inopino feitas por sndicos, funcionrios, pessoal de segurana e at por moradores, limitando a possibilidade de fatos indesejveis ocorrerem ali;

    k. Acesso para pessoas com deficinciaO ideal seria que o projeto do condomnio j previsse os acessos para

    pessoas com deficincias, pois:

    as alteraes tardias s vezes criam vulnerabilidades no condomnio; Acessos para pessoas com deficncia feitos corretamente melhoram tam-

    bm a segurana geral do condomnio;

    Tambm a entrada e/ou sada da escada de incndio que d para a por-ta de sada do condomnio deveria estar vista do porteiro, para que no se transforme numa via de sadas e entradas furtivas, por pessoas mal intencionadas;

    Estes acessos tornam o espao interno do condomnio mais bem aproveitado por todos, eliminando segregaes de pessoas e forta-lecendo o sentimento de solidariedade e de comunidade entre os condminos, funcionrios e visitantes;

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    l. Centrais de gsAs centrais de gs deveriam ser colocadas prximas ao limite do

    condomnio, para facilitar o acesso sem que os fornecedores tivessem que entrar em setores mais internos dele, pois:

    m. Central interna de coleta de lixoEstas centrais criam a facilidade de que o trabalho de coleta de lixo

    possa ser feito de forma mais prtica e segura:

    Uma central que fique no limite do imvel, que permita colocar o lixo sem sair do condomnio e que pelo lado de fora a empresa de remoo possa acess-lo, o ideal;

    Em segunda anlise, recolh-lo num determinado ponto do interior do condomnio, para que entre um caminho de lixo e o recolha ainda mais seguro do que o depsito individual de lixo pelos moradores de-fronte ao condomnio;

    A entrada de pessoas desconhecidas, catadores de papel ou carrinheiros, por exemplo para apanhar lixo deve ser evitada pelo risco que acarreta;

    4.3 A rua: terceira linha de defesa

    A rua defronte ao condomnio a terceira linha de defesa e en-tre todas a menos aproveitada. importante cuidar deste espao, pois passa a imagem de uma rea sob controle dos moradores o que desin-centiva aes delitivas ali.

    Mesmo quando a central for prxima ao limite do condomnio e houver entrada exclusiva para esta finalidade, deve haver ateno dos funcionrios no apenas com os entregadores, mas quanto a tentativas de invaso furtiva enquanto estiver o acesso estiver aberto;

    importante tambm que se evite horrios de entrega muito tarde da noite.

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    Qualquer tipo de obstruo viso da rua deve ser eliminada; Iluminao: falhas no sistema de iluminao pblica devem ser

    prontamente comunicadas e cobrado o seu reparo;

    Arborizao e paisagismo: valem aqui tambm as recomendaes da-das para a manuteno da arborizao no interior do condomnio;

    Um condomnio que preserva uma integrao mnima com a comuni-dade do entorno refora a sua segurana. Isto pode criar um sistema de ajuda mtua que beneficia a todos;

    Polcia: a presena da polcia principalmente nos condomnios maiores, em patrulhamentos solicitados pelo condomnio ou para verificar situaes de anormalidade igualmente solicitadas, refora a segurana.

    5. Fornecedores e prestadores de servioUma das maiores vulnerabilidades nos condomnios a simulao

    de ser entregador ou prestador de servios ao condomnio.

    Fornecedores deveriam ser retidos na portaria e chamado o morador ali para receber a entrega sempre que possvel.; Quando no fosse, um funcionrio receberia e levaria a encomenda ou acompanharia o entregador at o condmino;

    Prestadores de servio que precisem acessar o interior das residn-cias, como consertadores, instaladores e outros, devem ser rigorosa-mente verificados;

    Obviamente, na ausncia do morador tal acesso no deve ser per-mitido.

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    Seria importante haver um espao seguro e diferenciado para recep-o, triagem e espera destes trabalhadores para evitar que tenham que adentrar o condomnio.

    6. Truques mais usados e delitos mais freqentes

    a. Travar o porto automtico com um pedao de madeira. Soluo: sem-pre observar o porto at o seu completo fechamento;

    b. Simulao de pedido de socorro: dois ou mais delinqentes simu-lam uma situao de emergncia, gritando por socorro e pedindo para entrar no condomnio. Soluo: no permitir a entrada destas pessoas e acionar os rgos competentes: polcia, SIATE, bombei-ros e outros.

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    c. Falsos entregadores: simulam estar entregando um pedido feito por um condmino. Soluo: a) o morador vir apanhar o produto na portaria; b) o entregador deixar o produto ali para ser encaminhado pelo pessoal de portaria; c) o acompanhamento do entregador prelo funcionrio at o condmino.

    d. Falsos prestadores de servios: simulam estarem prestando servios a um condmino. Soluo: promover campanhas de orientao para os condminos a no aceitarem tais promoes, confirmar com o cond-mino a veracidade da situao, verificar e registrar dados do profissio-nal, procurando checar suas referncias atravs dos meios disponveis.

    e. Seqestro relmpago: a vtima abordada por criminosos arma-dos fora do condomnio, que a domina e adentram com ela. Solu-o: a) Jamais tentar reaes violentas ou hericas, pois isto tende a agravar a situao e no solucion-la. b) Procurar manter a calma tanto quanto possvel. c) Atender as exigncias do delinqente para que ele pegue o que quer e v embora logo. d) No momen-to de adentrar ao condomnio, seria fundamental que houvesse o hbito dos porteiros verificarem a identidade de pessoas estranhas que adentram junto com moradores. e) Assim que se constate estar acontecendo o seqestro, o pessoal de portaria, vizinhos ou ami-gos devem acionar a polcia, atravs do fone 190.

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    35 Nossos Condomnios mais seguros

    Dicas do CRECIO exerccio das atividades de Corretor de Imveis sem credencial

    no CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imveis do Para-n) caracteriza o exerccio ilegal da profisso, conforme artigo 47, da Lei das Contravenes Penais. Passvel de lavratura de TERMO CIRCUNSTANCIADO pela Polcia Civil (Lei n. 9099/95).

    Ateno: a intermediao de imveis por porteiros e sndicos caracteriza CONTRAVENO PENAL.

    O exerccio da profisso de Corretor de Imveis garantido s pessoas que possuem titulao em Tcnico em Transaes Imobi-lirias e inscrio no rgo de Fiscalizao Federal denominado CRECI.

    Questo de segurana1. antes de dar acesso ao condomnio exija a Carteira de Iden-

    tidade do Corretor de Imveis. Nela constar os seguintes dados: nome, nmero do CRECI, foto e assinatura.

    2. o Corretor de Imveis acompanhado de cliente interessado na compra de imveis traz segurana ao condomnio porque j foi previamente cadastrado.

    3. permitir a entrada no condomnio de pessoas que no se iden-tificaram como Corretores de Imveis falha de segurana. A identificao profissional a certeza do credenciamento e responsabilizao por qualquer ato lesivo ao condomnio (ex.: furto, roubo, dano).

    4. A entrada de pessoas inabilitadas no condomnio traz risco aos moradores pela falta de identificao profissional.

    5. Porteiros e sndicos que exercem a profisso de Corretor de Imveis alm de infringirem a lei, trazem risco ao condomnio por inabilitao tcnica e prejuzo por desvio de funo.

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    37 Nossos Condomnios mais seguros

    O profissional da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em obras e servios nos condomnios

    O CREA-PR Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agro-nomia do Estado do Paran realiza periodicamente nos condomnios ho-rizontais e verticais fiscalizaes orientativas por meio da FEF Fiscali-zao de Empreendimentos em Funcionamento.

    O objetivo assegurar a efetiva participao de profissionais devidamente habilitados em obras e servios de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

    Confira as atividades e servios realizados nos condomnios que con-tam com a participao dos profissionais ligados ao Conselho:

    Agronomia:- Desinsetizao, desratizao e similares

    Arquitetura- Paisagismo

    Engenharia Civil- Reforma em edificao sem acrscimo de rea- Preveno contra incndios instalao de sistemas- Impermeabilizaes

    Engenharia Eltrica- Portes eltricos portas automticas- Sistemas de Proteo contra Descargas Atmosfricas (SPDA)- Cercas Eletrificadas na rea urbana- Sistemas de Co-Gerao- Substao do Consumidor- Instalaes em Baixa Tenso- Centrais Telefnicas Privadas- Sistemas de Alarme de Incndios- Sistemas de Alarme Patrimonial- Sistema de CFTV Circuito Fechado de Televiso- Sistema de Controle de Acesso

    ConclusoPara que nossos condomnios sejam mais seguros, o mais impor-

    tante a colaborao e participao de todos. Sem elas mesmo altos investimentos em estruturas de segurana podem ser insuficientes para garantir a vida de paz que todos queremos.

  • Engenharia Qumica- Outras atividades de Engenharia Qumica / Engenharia de Alimentos /

    Petrleo / Eng. Txtil- Transporte de Cargas Perigosas

    Geologia e Engenharia de Minas- Poos Artesianos

    Engenharia Mecnica- Central de Gs- Ar-condicionado- Elevadores- Aquecedores de gua e geradores de gua quente

    Engenharia de Segurana do Trabalho- PPRA / PCMA / PGR (Plano e Implantao)* Mais informaes sobre a fiscalizao realizada nos diferentes servios

    podem ser obtidas nas diferentes regionais e inspetorias do CREA-PR em todo o estado.

    Antes de contratar uma obra ou servio na rea de En-genharia, Arquitetura e Agronomia, procure um profissional habilitado. Consulte o CREA-PR www.crea-pr.org.br ou 0800-410067.