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NNOOTTAASS DDEE AAUULLAA DDAA DDIISSCCIIPPLLIINNAA PPAAVVIIMMEENNTTAAOO T TR RN N 0 03 32 2 V Ve er rs s o o: : 0 06 6. .2 2 AUTOR: Prof. GERALDO LUCIANO DE OLIVEIRA MARQUES FACULDADE DE ENGENHARIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAMPUS UNIVERSITRIO CEP 36036-330 CP 422 JUIZ DE FORA MG e-mail: geraldo.marques@ufjf.edu.br Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques SUMRIO Captulo 1 - O PAVIMENTO RODOVIRIO 1.1 - Funes do pavimento 1.2 - Aspectos funcionais do pavimento 1.3 - Classificao dos pavimentos 1.3.1- Pavimentos flexveis: 1.3.2 - Pavimentos rgidos: 1.3.3 - Pavimentos semi-rgidos (semi-flexveis): 1.4 - Nomenclatura da seo transversal 1.4.1 - Sub-leito: 1.4.2 - Leito: 1.4.3 - Regularizao do sub-leito (nivelamento): 1.4.4 - Reforo do sub-leito: 1.4.5 - Sub-base: 1.4.6 - Base: 1.4.7 - Revestimento: 1.4.8 - Acostamento: Captulo 2 - PROJETO DE PAVIMENTAO 2.1 - Estudos geotcnicos 2.1.1- Reconhecimento do subleito 2.1.2 - Estudo das ocorrncias de materiais para pavimentao 2.2 Dimensionamento do Pavimento 2.2.1 As cargas rodovirias 2.2.2 Dimensionamento de pavimentos flexveis (mtodo do DNIT) 1 1 2 3 3 4 4 6 6 6 6 6 6 7 7 7 8 9 9 18 26 26 41 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques Captulo 3 - BASES E SUB-BASES FLEXVEIS 3.1 - Terminologia das bases 3.2 - Construo das camadas do pavimento 3.2.1 Operaes preliminares 3.2.2 - Operao de construo de sub-bases e bases Captulo 4 - ESTABILIZAO DOS SOLOS PARA FINS DE PAVIMENTAO 4.1 - Conceito de estabilizao para rodovias e aeroportos 4.2 - Objetivo 4.3 - Importncia 4.4 - Estudos e anlises 4.5 - Mtodos de estabilizao 4.6 - Estabilizao solo-cimento 4.6.1 - Tipos de misturas de solos tratados com cimento 4.6.2 - Mecanismos de reao da mistura solo-cimento 4.6.3 - Fatores que influenciam na estabilizao solo-cimento 4.6.4 - A dosagem do solo-cimento 4.6.5 - A nova norma de dosagem solo-cimento (NBR 12253) 4.6.6 - Execuo na pista (Seno, 1972) 4.6.7 - Operaes bsicas para solo-cimento in-situ 4.7 - Estabilizao solo-cal: 4.7.1 - A mistura solo-cal 4.7.2 - Mecanismos de reao da mistura solo-cal 4.7.3 - Fatores que influenciam no processo de estabilizao dos solos com cal 4.7.4 - Tipos de estabilizao com cal 4.8 - Estabilizao solo-betume 4.8.1 - Tipos de misturas 4.8.2 - Principais funes do betume 4.8.3 - Teor de betume 4.8.4 - Mtodos de dosagem 4.9 Estabilizao granulomtrica 4.9.1 - Mtodos de misturas 4.9.2 - Mtodo analtico 4.9.3 - Mtodo das tentativas 50 50 57 57 57 64 64 64 64 64 65 66 66 67 68 69 71 76 78 81 82 82 83 83 83 83 84 84 84 84 85 85 86 88 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques Captulo 5 - AGREGADOS PARA PAVIMENTAO 5.1 - Produo de agregados 5.2 - Operao na pedreira 5.3 - Amostragem de agregados 5.4 - Propriedades qumicas e mineralgicas dos agregados 5.4.1 - Propriedades qumicas de agregados 5.4.2 - Propriedades mineralgicas 5.5 - Propriedades fsicas dos agregados 5.5.1 - Tenacidade, resistncia abrasiva e dureza 5.5.2 - Durabilidade e sanidade 5.5.3 - Forma da partcula e textura superficial 5.5.4 - Limpeza e materiais deletrios 5.5.5 - Afinidade ao asfalto 5.5.6 - Porosidade e absoro 5.5.7 - Caractersticas expansivas 5.5.8 - Polimento e caractersticas de atrito 5.5.9 - Densidade especfica / massa especfica 5.5.10 - Anlise granulomtrica Captulo 6 - MATERIAIS ASFLTICOS 6.1 - Definies 6.2 - Classificao quanto aplicao 6.3 Classificao quanto origem 6.4 Asfaltos para Pavimentao 6.4.1 - Cimento Asfltico do Petrleo (CAP) 6.4.2 - Asfaltos Diludos 6.4.3 - Emulses Asflticas 6.4.4 - Asfaltos Modificados (Asfaltos Polmeros) 6.5 - Asfaltos Industriais 6.6 - Principais funes do asfalto na pavimentao 6.7 Servios de imprimao / pintura de ligao 6.7.1 - Imprimao 6.7.2 - Pintura de ligao 90 91 92 93 94 95 96 100 102 104 105 106 108 109 109 109 110 114 122 122 123 123 123 123 129 131 132 132 133 133 133 136 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques Captulo 7 - ENSAIOS EM MATERIAIS ASFLTICOS 7.1 - Ensaios em Cimentos Asflticos do Petrleo (CAP) 7.1.1 - Determinao de gua 7.1.2 - Determinao do teor de betume em CAP 7.1.3 - Determinao da Consistncia de materiais asflticos 7.1.4 - Determinao da Ductilidade de materiais asflticos 7.1.5 - Ensaio da mancha (ensaio Oliensis ou Spot Test) 7.1.6 - Determinao do Ponto de Fulgor 7.2 - Ensaios em Asfaltos Diludos e Emulses 7.2.1 - Determinao da destilao de asfaltos diludos 7.2.2 - Ensaio de Flutuao Captulo 8 - REVESTIMENTOS 8.1 - Principais funes 8.2 - Terminologia dos revestimentos 8.2.1 - Concreto de cimento 8.2.2 - Macadame cimentado 8.2.3 - Paraleleppedos rejuntados com cimento 8.2.4 - Em solo estabilizado 8.2.5 - Revestimento de alvenaria polidrica / paraleleppedos 8.2.6 - Blocos de concreto pr-moldados e articulados 8.2.7 - Macadame betuminoso 8.2.8 - Tratamentos superficiais 8.2.9 - Concreto asfltico (CBUQ) 8.2.10 - Pr-misturado quente (PMQ) 8.2.11 - Areia asfalto quente 8.2.12 - Camada porosa de atrito (CPA) 8.2.13 - Stone matrix asphalt (SMA) 8.2.14 - Pr-misturado a frio 8.2.15 - Areia asfalto a frio 8.2.16 - Lama asfltica 8.2.17 - Misturas graduadas 8.2.18 - Areia asfalto no leito 8.3 - Revestimentos flexveis por penetrao 8.3.1 - Tratamento superficial simples 8.3.2 - Tratamento superficial duplo 8.3.3 - Tratamento superficial triplo 137 137 138 138 138 143 144 145 145 146 146 147 147 149 149 149 149 149 149 149 150 150 150 150 150 151 151 151 151 152 152 152 152 152 157 158 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques 8.3.4 - Macadame betuminoso por penetrao direta. 8.4 - Revestimentos flexveis por mistura 8.4.1 - Concreto Asfltico (Concreto Betuminoso Usinado a Quente-CBUQ) 8.4.2 - Pr-Misturado a Quente (PMQ) 8.4.3 - Argamassas asflticas 8.4.4 - Pr-Misturado a Frio (PMF) 8.4.5 - Areia-asfalto a frio 8.4.6 - Lama-asfltica (no revestimento) 8.4.7 - Misturas graduadas 8.4.8 - Areia-asfalto no leito 8.5 - Revestimentos flexveis em solo estabilizado (revestimento primrio) 8.6 - Revestimentos de alvenaria polidrica / paraleleppedos Captulo 9 - CONCRETO ASFLTICO 9.1 - Equipamentos utilizados 9.2 - Distribuio e compresso da mistura 9.3 - Controles 9.4 - Propriedades bsicas 9.5 - Constituio da mistura 9.6- Parmetros de interesse 9.7 - Dosagem do concreto asfltico 9.8 - O Ensaio Marshall para misturas asflticas 9.9 - Controle do teor timo de ligante e granulometria Captulo 10 - A DEFORMABILIDADE EM MISTURAS ASFLTICAS 10.1 Introduo 10.2 - O comportamento dinmico de misturas asflticas 10.3 - O Ensaio de trao diametral indireta 10.4 - O Conceito de Mdulo de Resilincia de Misturas Asflticas 10.5 - O Conceito de Mdulo de Resilincia de Solos 10.6 - O equipamento para determinao do Mdulo de Resilincia de Misturas Asflticas 10.7 - O equipamento para determinao do MR de Solos 10.8 - Referncias Bibliogrficas 158 160 161 161 161 162 162 165 165 165 166 166 166 169 170 172 173 174 174 175 176 183 184 186 186 187 188 190 193 194 199 203 1 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Departamento de Transportes e Geotecnia TRN 032 - Pavimentao Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques Captulo 1 O PAVIMENTO RODOVIRIO Em obras de engenharia civil como construes de rodovias, aeroportos, ruas, etc, a superestrutura constituda por um sistema de camadas de espessuras finitas, assente sobre o terreno de fundao, considerado como semi-espao infinito e designado como sub-leito (SENO, 1997). Segundo SANTANA (1993), Pavimento uma estrutura construda sobre a superfcie obtida pelos servios de terraplanagem com a funo principal de fornecer ao usurio segurana e conforto, que devem ser conseguidos sob o ponto de vista da engenharia, isto , com a mxima qualidade e o mnimo custo. Para SOUZA (1980), Pavimento uma estrutura construda aps a terraplanagem por meio de camadas de vrios materiais de diferentes caractersticas de resistncia e deformabilidade. Esta estrutura assim constituda apresenta um elevado grau de complexidade no que se refere ao clculo das tenses e deformaes. 1.1 - Funes do pavimento Segundo a NBR-7207/82 da ABNT tem-se a seguinte definio: "O pavimento uma estrutura construda aps terraplenagem e destinada, econmica e simultaneamente, em seu conjunto, a: a) Resistir e distribuir ao subleito os esforos verticais produzidos pelo trfego; b) Melhorar as condies de rolamento quanto comodidade e segurana; c) Resistir aos esforos horizontais que nela atuam, tornando mais dur