especificação técnica - pavimentação

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JAAKKO POYRY ENGENHARIA LTDA. GENERAL MOTORS DO BRASIL Blue Macaw Gravataí – RS ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PAVIMENTAÇÃO

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JAAKKO POYRY ENGENHARIA LTDA

28

JAAKKO POYRY ENGENHARIA LTDA.

GENERAL MOTORS DO BRASIL

Blue Macaw

Gravata RS

ESPECIFICAO TCNICA

PAVIMENTAO

SUMRIO

folha

1CONSIDERAES INICIAIS

3

2ESPECIFICAES

3

2.1Abertura de Caixa e Preparo do Subleito3

2.2Sub-base em Bica-Corrida5

2.3Base em Concreto-Pobre Rolando7

2.4Base em Macadame Betuminoso9

2.5Pintura Impermeabilizante Asfltica15

2.6Imprimao Ligante Asfltica17

2.7Revestimento em Pr-misturados a Quente Capa e Binder19

2.8Revestimentos em Placas de Concreto26

1CONSIDERAES INICIAIS

A presente especificao trata das normas e procedimentos executivos a serem utilizados na confeco das obras de pavimentao, necessrias implantao das instalaes da GMB - BLUE MACAW, a localizar-se no municpio de Gravata, RS.

As obras em questo, referem-se s vias de circulao internas e de acesso, ptios de estacionamento de veculos de passeio e nibus, bem como de estacionamento e de carga e descarga de caminhes.

Os diversos pavimentos projetados tm estruturas do tipo flexveis asflticas e rgidas em placas de concreto, de elevada resistncia a trao na flexo.

Todos os servios inerentes execuo dos pavimentos projetados, devero ser diariamente acompanhados, com elaborao de controles tecnolgicos e topogrficos, a serem processados por empresas especializadas, objetivando o atendimento s normas e procedimentos constantes nestas Especificaes.

As empresas citadas estaro subordinadas a Fiscalizao da obra.

Todos os servios, equipamentos, materiais e controles tecnolgicos devero estar compatveis com as normas: DNER e ABNT.

2ESPECIFICAES

2.1Abertura de Caixa e Preparo do Subleito

2.1.1Generalidades

Devero ser consideradas como abertura de caixa e preparo do sub-leito a todas as operaes, tais que se obtenham, simultaneamente, s seguintes condies:

a) Conformao final do sub-leito, compatvel com as cotas, declividades e espessuras das estruturas-tipo propostas no projeto.

b) Graus de compactao e ndice de suporte no mnimo iguais aos solicitados no projeto.

2.1.2Materiais

De qualquer forma, o sub-leito local dever apresentar, aps compactao, se necessria, ndice de suporte mnimo de 2% e expanso mxima de 8%.

2.1.3.Equipamentos

A Executante dever prever a utilizao dos seguintes equipamentos:

Trator leve de esteira

Motoniveladora com escarificador

Carro-pipa (eventual)

Rolo compactador tipo p-de-carneiro vibratrio

Placas vibratrias e/ou sapos-mecnicos

Ps-mecnicas

Caminhes basculantes

2.14Execuo

As cotas do sub-leito devero ser obtidas pela simples subtrao das cotas do pavimento acabado e das espessuras totais dos pavimentos projetados.

Caso seja necessria, a recompactao do sub-leito dever ser executada com escarificao de camada de 30 cm, compactando-se em seguida, at atingir-se grau de compactao mnimo de 100%, com relao energia normal.

Materiais que no apresentarem, aps compactao, ndice de suporte mnimo de 5% e expanso mxima de 2%, devero ser substitudos por solo com caractersticas no inferiores s indicadas com espessura mnima de 30cm.

De qualquer forma, quando da compactao do sub-leito, os materiais devero apresentar umidade local situada entre ( 2% em relao tima prevista no ensaio com energia normal.

Caso ocorra, ao nvel do sub-leito, solo inservvel ou material orgnico, o mesmo dever ser substitudo por solo adequado, na espessura mnima de 60cm, devendo atender s especificaes indicadas.

Todos os dispositivos de drenagem das guas pluviais, esgotos, eltrica, telefonia, gua potvel, e demais instalaes, devero estar previamente implantados, ou na impossibilidade de tal procedimento devero ser implantadas galerias de passagem sob as vias e/ou ptios, estrategicamente posicionadas.

A Executante dever prever a execuo de pintura impermeabilizante asfltica para proteo do sub-leito, na eminncia de chuvas e quando no for vivel a execuo imediata da chamada de reforo sobrejacente.

2.1.5Controles

2.1.5.1Geomtrico

Aps o trmino dos servios, proceder-se- relocao e ao nivelamento das vias e ptios, permitindo-se s seguintes tolerncias:

( 3 cm com relao s cotas de projeto;

at 20% em excesso para as atividades transversais e longitudinais, no se tolerando faltar.

2.1.5.2Tecnolgico

Sero efetuados os seguintes ensaios:

no mnimo uma determinao do teor de umidade, para cada 100m de sub-leito, imediatamente antes dos servios de compactao (se necessrios).

no mnimo uma determinao da densidade in situ, atravs do mtodo de Hilf, para cada 100m de sub-leito compactado.

Somente sero liberadas reas e/ou segmentos nos quais 80% dos resultados apresentarem graus de compactao iguais a 100% com relao a energia normal, devendo os restantes 20% revelarem valores mnimos de 97%.

2.2Sub-base em Bica-Corrida

2.2.1Generalidades

Compreendem o fornecimento, transporte, aplicao e compactao de materiais provenientes de produtos totais de britagem.

2.2.2Materiais

Os materiais a serem empregados devem apresentar um ndice de suporte Califrnia, igual ou superior a 40%, determinado segundo a energia do Proctor intermedirio, e expanso mxima de 2%.

O ndice de grupo dever ser igual a zero. O agregado retido na peneira n. 10 deve ser constitudo de partculas duras e durveis, isentas de fragmentos moles e de matria vegetal.

2.2.3Equipamentos

So indicados os seguintes equipamentos para a execuo da sub-base em bica-corrida:

a) Moto-niveladora com escarificador;

b) Carro-tanque distribuidor dgua;

c) Rolos-compactadores tipo lisos-vibratrios.

2.2.4Execuo

Tais servios compreendem as operaes de espalhamento, umidecimento ou secagem, compactao e acabamento do material britado, todas realizadas na rea, devidamente conformada, na espessura solta que permita, aps a compactao, atingir-se a espessura de projeto.

O grau de compactao a ser atingido dever ser no mnimo igual a 100%, com relao energia do Proctor intermedirio e o teor de umidade dever situar-se dentro da faixa de ( 1% com relao tima de referido ensaio.

O critrio da Fiscalizao, antes da execuo da sub-base, devero ser previstas sangrias para eventuais escoamentos dgua quando da ocorrncia de chuvas.

2.2.5Controles

2.2.5.1Geomtricos

Dever ser efetuado pela Executante, sob superviso direta da Fiscalizao.

Aps a execuo da sub-base, proceder-se- ao nivelamento das vias e ptios permitindo-se as seguintes tolerncias:

( 10 cm quanto a largura projetada;

at 20% em excesso para as declividades transversais e longitudinais, no se tolerando falta;

espessura mdia, representativa da camada total, no dever ser menor do que a espessura de projeto menos 1 cm, no se tolerando nenhum valor individual de espessura fora do intervalo de ( 2 cm, em relao a de projeto.

2.2.5.2Tecnolgico

Tal controle ser efetuado pela Fiscalizao, procedendo-se os seguintes ensaios:

determinao da densidade in-situ, atravs do mtodo do frasco-de-areia, no mnimo a cada 50 m2 de sub-base compactada;

no mnimo uma determinao do teor de umidade a cada ensaio de densidade in-situ, imediatamente antes da compactao;

no mnimo um ensaio de caracterizao completa a cada 150 m2 de base compactada;

um ensaio de ndice de suporte Califrnia, com energia do Proctor intermedirio, para cada 500 m2 de sub-base compactada.

2.3Base em Concreto-Pobre Rolando

Generalidades

Tem como funo bsica a de uniformizar a distribuio dos esforos sobre o subleito, evitando-se, desta forma, quaisquer eventuais bombeamentos deste ltimo, devido eventuais falhas de execuo.

Trata-se de concreto de baixa trabalhabilidade, tal que permita sua compactao atravs de rolos compressores e que apresente um teor de cimento muito menor do que o concreto convencional utilizado em pavimentao.

2.3.1Materiais

a) Os agregados grado e mido devero atender s seguintes condies:

dimetro mximo = 38 mm;

desgaste mximo de 50% no ensaio de abraso Los Angeles;

faixa granulomtrica da mistura:

Peneiras (mm)

% em Peso Passando

38,0

90 100

19,2

45 75

9,5

38 60

4,8

30 45

2,4

25 40

1,2

19 32

0,6

12 25

0,3

7 15

0,15

1 6

b) O consumo de cimento dever ser de 100 kgf/m3, aproximadamente;

c) O fator gua/cimento, em peso, previsto oscila entre 0,9 e 1,0;

d) A resistncia compresso simples (axial), aos 28 dias, dever estar entre 80 kgf/cm2 e 100 kgf/cm2;

e) A proporo recomendvel, entre o cimento e os agregados, em volume, dever estar entre 1:18 e 1:22.

2.3.2Equipamentos

Devem ser previstos os seguintes equipamentos:

Rolo-compressor liso (8 tf);

Caminhes basculantes;

Carros-pipa.

2.3.3Execuo

a) A compactao dever ser processada atravs de rolos lisos estticos de 8 tf, imediatamente aps o lanamento do concreto pobre, no permitindo execuo de trechos que no possam ser compactados logo em seguida;

b) A espessura da camada espalhada, antes da compactao, dever ser cerca de 25% maior do que a prevista em projeto.

2.3.4Controles

2.3.4.1Geomtrico

Aps a compactao, a base em questo, dever apresentar as seguintes conformaes:

largura igual projetada, no se tolerando falta;

declividades longitudinal e transversal no excedendo 20% em relao s projetadas;

espessura no inferior 1 (mm) cm, relativamente projetada.

2.3.4.2Tecnolgico

Ver ET-10 da Associao Brasileira de Cimento Portland.

2.4Base em Macadame Betuminoso

2.4.1Generalidades

Consiste em duas aplicaes alternadas de ligante betuminoso sobre agregados de tamanho e quantidades especificados, devidamente espalhados, nivelados e compactados, sobre a sub-base de bica corrida.

O processo descrito poder ser repetido at atingir-se a espessura final desejada.

2.4.2Materiais

Todos os materiais devem satisfazer s especificaes do DNER.

2.4.2.1Materiais Betuminosos

Podem ser empregados os seguintes materiais betuminosos:

a) Cimentos asflticos, de penetrao 85-100, 100-120, 120-150 e 150-200;

b) Alcatres, tipo AP-10, AP-11 e AP-12;

c) Emulses asflticas, tipo RR-1, RR-2, RR-1K e RR-2K.

2.4.2.2Melhoramentos da Adesividade

No havendo boa adesividade entre o agregado e o material betuminoso, dever ser empregado um melhorador de adesividade.

2.4.2.3Agregados

os agregados devero ser constitudos de pedra britada;

devem consistir de partculas limpas, duras, durveis e isentas de torres de argila e outros materiais estranhos;

o desgaste Los Angeles no deve ser superior a 40%;

o ensaio de avaliao da durabilidade do agregado, pelo emprego de solues de sulfato de sdio ou de magnsio, no poder apresentar perda maior que 12%, quando submetido exposio de 5 ciclos;

a graduao dos agregados e faixas dos ligantes betuminosos devero estar de acordo com uma das faixas especificadas nos quadros que seguem:

PENEIRAS DE MALHAS QUADRADASFAIXAS GRANULOMTRICAS

PORCENTAGEM, EM PESO, PASSANDO

ABERTURASAGREGADO GRADOII

mmCDEA

2 69,5100

2 50,895-100100

1 38,155-7595-100100

1 25,425-4535-5595-100

19,110-3010-3035-55100

12,70-150-150-1590-100

3/8 9,50-50-50-540-70

no 44,8---0-15

no 102,0---0-3

no 400,42----

no 2000,0740-20-20-2-

Espessura da Camada Compactada (cm)5-6,54-52,5-4

QUANTIDADES ESPECIFICADAS

Agregados

(Kg/m2)110-13580-11055-8065-8

Ligante

Betuminoso (l/m2)

1a aplicao3,02,52,0

Ligante

Betuminoso (l/m2)

2a aplicao3,52,01,5

Nota:

A escolha do tipo de ligante betuminoso a ser empregado ser baseada na porosidade, textura superficial e natureza mineralgica do agregado. As condies climticas tambm devero ser levadas em conta.

2.4.3Equipamento

Todo equipamento, antes do incio da execuo da obra, dever ser examinado pela Fiscalizao, devendo estar de acordo com esta Especificao, sem o que no ser dada a ordem de servio.

2.4.3Equipamento de Limpeza

Para a limpeza das superfcies utilizam-se vassouras mecnicas ou jatos de ar comprimido.

2.4.3.2Equipamento para Distribuio do Material betuminoso

Os carros distribuidores de material betuminoso especialmente construdos para este fim devem ser providos de dispositivos de aquecimento, rodas pneumticas, tacmetros, calibradores e termmetros precisos e de fcil acesso e ainda de um espargidor manual para o tratamento de pequenas superfcies e correes localizadas.

2.4.3.3Equipamento para Espalhamento de Agregado

Os distribuidores de agregados, rebocveis ou automotrizes, devem possuir dispositivos que permitam uma distribuio homognea fixada no projeto.

2.4.3.4Equipamento para Compresso

Rolo de trs rodas, com um peso mnimo de 300 lbs por tonelada do largura na roda motriz traseira, ou rolo vibratrio, ou um rolo pneumtico, com uma largura de compactao de 60, no mnimo, e uma presso de contato de 40 lbs por polegada quadrada, no mnimo.

A presso de contato de operao ser fixada pela Fiscalizao. O rolo pneumtico, autopropulsor, dever ser de pneus que permitam a calibragem de 40 a 120 lbs por polegada quadrada

2.4.4Execuo

No ser permitida a execuo dos servios durante dias de chuva.

O material betuminoso, com exceo da emulso asfltica, no deve ser aplicado em superfcies molhadas. Nenhum material betuminoso ser aplicado quando a temperatura ambiente for inferior a 10C.

A temperatura de aplicao do material betuminoso dever ser determinada para cada tipo de ligante, em funo da relao temperatura-viscosidade. Ser escolhida a temperatura que proporcionar melhor viscosidade para espalhamento. As faixas de viscosidades recomendadas para o espalhamento so as seguintes:

a) para o cimento asfltico, 20 a 60 segundos, Saybolt-Furol;

b) para alcatro, 6 a 20 graus, Engler;

c) para a emulso asfltica, 25 a 100 segundos, Saybolt-Furol.

Procede-se a uma cuidadosa varredura da pista imprimada, eliminando-se todas as partculas de p.

O agregado especificado deve ser uniformemente espalhado, na quantidade indicada no projeto. Quando necessrio, para garantir uma cobertura uniforme, a distribuio poder ser complementada por processo manual adequado. Excesso de agregado deve ser removido antes da compresso.

A seguir, proceder-se- compresso do agregado, no sentido longitudinal, comeando pelos bordos e progredindo para o eixo, nos trechos em tangente e, nas curvas, a compresso progredir sempre do bordo mais baixo para o bordo mais alto. Cada passada ser recoberta, na vez subseqente de, pelo menos, a metade da largura da rea anteriormente compactada. A compresso deve ser interrompida quando do aparecimento de sinais de esmagamento do agregado.

A primeira aplicao do material betuminoso dever ser feita de modo uniforme, pelo carro distribuidor, na quantidade e temperatura especificadas. Nas juntas transversais dever ser empregada uma faixa de papel, para evitar a superposio de banhos adjacentes. As reas que no forem alcanadas pelo ligante devero ser completas com espalhamento manual.

Imediatamente aps a primeira aplicao do ligante betuminoso, d-se incio segunda camada, exatamente como a primeira.

A terceira aplicao de agregado (faixa II A) dever ser feita imediatamente aps a segunda aplicao do ligante betuminoso, na quantidade indicada no projeto, seguindo-se as instrues anteriormente descritas. A compresso nessa fase dever ser realizada de preferncia com rolo pneumtico.

O trnsito no ser permitido, quando da aplicao do material betuminoso ou do agregado. S dever ser aberto aps a compresso terminada. Entretanto, em caso de necessidade de abertura do trnsito antes de completar a compresso, dever ser feito um controle, para que os veculos no ultrapassem a velocidade de 10 km/h. Decorridas 24 horas do trmino da compresso, o trnsito deve ser controlado, com velocidade mxima de 40 km/h. No caso de emprego de asfalto diludo, o trecho no deve ser aberto ao trnsito at que o material betuminoso tenha secado e que os agregados no sejam mais arrancados pelos veculo. De 5 a 10 dias, aps a abertura ao trnsito, dever ser feita uma varredura dos agregados no fixados pelo ligante.

2.4.5Controle

Todos os materiais devero ser examinados em laboratrio, obedecendo metodologia indicada pelo DNER, e considerados de acordo com as especificaes em vigor.

2.4.5.1Controle de Qualidade do Material Betuminoso

O controle de qualidade do material betuminoso constar do seguinte:

a) Cimentos asflticos

1 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar obra;

1 ensaio de ponto de Fulgor, para cada 100 t;

1 ndice de Pfeiffer, para cada 500 t;

1 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar obra;

b) Alcatres

1 ensaio de flutuao, para todo carregamento que chegar obra;

1 ensaio de destilao, para cada 500 t;

c) Emulses asflticas

1 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar obra;

1 ensaio de resduo por evaporao, para todo carregamento que chegar obra;

1 ensaio de peneiramento, para todo carregamento que chegar obra;

1 ensaio de sedimentao, para cada 100 t.

2.4.5.2Controle de Qualidade dos Agregados

O controle de qualidade dos agregados constar do seguinte:

2 anlises granulomtricas, para cada dia de trabalho;

1 ensaio de ndice de forma, para cada 900 m3;

1 ensaio de desgaste Los Angeles, por ms, ou quando houver variao da natureza do material;

1 ensaio de densidade, para cada 900 m3;

1 ensaio de durabilidade, por ms, ou quando houver variao da natureza do material.

2.4.5.3Controle da Temperatura de Aplicao do Ligante Betuminoso

A temperatura do ligante betuminoso deve ser verificada no caminho distribuidor, imediatamente antes da aplicao.

2.4.5.4Controle da Quantidade de Ligante Betuminoso

O controle da quantidade do material betuminoso ser feito mediante a pesagem do carro distribuidor, antes e depois da aplicao do material betuminoso.

No sendo possvel a realizao do controle por esse mtodo, admitem-se as seguintes modalidades:

a) Coloca-se na pista uma bandeja de peso e rea conhecidos. Mediante uma pesagem, aps a passagem do carro distribuidor, tem-se a quantidade de material betuminoso usada;

b) utiliza-se uma rgua de madeira pintada e graduada de modo que fornea, diretamente, por diferena de alturas do material betuminoso no tanque do carro distribuidor, antes e depois da operao, a quantidade do material consumido.

2.4.5.5Controle de Quantidade e Uniformidade do Agregado

Devem ser feitos, para cada dia de operao, pelo menos dois controles da quantidade de agregado aplicada. Este controle feito colocando-se na pista tabuleiros de peso e rea conhecidos. Por simples pesadas, aps a passagem do distribuidor, ter-se- a quantidade de agregado realmente espalhada. Este mesmo agregado que servir para o ensaio de granulometria, que controlar a uniformidade do material utilizado.

2.4.5.6Controle de Uniformidade de Aplicao do Material Betuminos

Deve ser feita uma descarga de 15 a 30 segundos, para que se possa controlar a uniformidade de distribuio. Esta descarga pode ser efetuada fora da pista, ou na prpria pista, quando o carro distribuidor for dotado de uma calha, colocada abaixo da barra, para recolher o ligante betuminoso.

2.4.5.7Controle de Espessura

Ser medida a espessura fazendo-se o nivelamento do eixo e dos bordos antes e depois do espalhamento e compresso. Admitir-se- a variao de ( 10% da espessura de projeto, para pontos isolados, e at 5% de reduo de espessura, em 10 medidas sucessivas.

2.4.5.8Controle de Acabamento da Superfcie

Durante a execuo dever ser feito, diariamente, o controle de acabamento da superfcie do revestimento, com o auxlio de duas rguas: uma de 3,00 m e a outra de 0,90 m, colocadas em ngulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamente. A variao da superfcie entre dois pontos quaisquer de contato no deve exceder a 0,5 cm, quando verificada com qualquer das rguas.

2.5Pintura Impermeabilizante Asfltica

2.5.1Generalidades

Estes servios compreendem a todos aqueles necessrios em promover a impermeabilizao das bases constitudas por mistura de solo local, areia, escria e cal e eventualmente do subleito local, atravs da implantao de pelcula asfltica sobre a superfcie dos mesmos.

2.5.2Materiais

Basicamente podero ser utilizados asflticos diludos tipo CM-30 e CM-70 ou emulso asflticas tipo RR-1 e RR-2.

A taxa de aplicao dever ser da ordem de 1,0 l/m2, porm poder ser alterada em funo das condies locais.

No caso de utilizao de emulso asflticas a taxa em questo dever ser ordenada em funo do teor de asfalto das mesmas.

2.5.3Equipamentos

Devero ser previstos os seguintes equipamentos:

Vassouras mecnicas rotativas (e/ou manuais);

Jatos de ar comprimido;

Barras aspergidoras de asfalto.

2.5.3Execuo

a) Dever-se- aplicar o material betuminoso controlando-se a abertura da barra de maneira para garantir uma taxa de aplicao uniforme.

b) A temperatura do material betuminoso dever ser de tal sorte, a ser obtida viscosidade 20-60 segundos no ensaio de Saybolt-Furol.

c) Deve-se evitar o tanto quanto possvel superposies de pintura.

2.5.5Controles

a) A Executante dever apresentar Fiscalizao, certificado do Fabricante, indicativo de qualidade do material betuminoso.

b) A temperatura dever ser controlada em funo da viscosidade adequada de aplicao do material betuminoso.

c) O controle da taxa de aplicao dever ser processado pelo mtodo da bandeja, medindo-se a variao de peso da mesma, antes e aps a aplicao do material betuminoso.

2.6Imprimao Ligante Asfltico

2.6.1 Generalidades

Consiste na pintura de ligao atravs de aplicao de uma pelcula de material betuminoso sobre a superfcie do Binder, objetivando promover a aderncia entre esta e a camada de concreto betuminoso usinado a quente, a ser executada imediatamente aps a pintura em questo.

2.6.2 Materiais

Podero ser empregados os materiais betuminosos que se seguem:

a) Cimento asfltico de penetrao 150/200;

b) Emulses asflticas, tipos RR-1, RR-2, RR-1K e RR-2K.

A taxa de aplicao ser funo do tipo de material betuminoso empregado, devendo-se situar-se em torno de 0,51/m, caso se utilize cimentos asflticos. Para o uso de emulso tal taxa dever ser onerada na exata proporo do teor asfltico da mesma.

2.6.3 Equipamentos

a) Todo equipamento, antes do incio da execuo da obra, dever ser examinado pela Fiscalizao, devendo estar de acordo com esta especificao, sem o que no ser dada a ordem para o incio do servio.

b) Para a varredura da superfcie a receber a pintura de ligao usam-se, de preferncia, vassouras mecnicas rotativas, podendo entretanto, ser manual esta operao. O jato de ar comprimido poder tambm ser usado.

c) As barras de distribuio devem ser do tipo de circulao plena com dispositivo que possibilite ajustamentos verticais e larguras variveis de espalhamento do ligante.

d) A distribuio do ligante deve ser feita por carros equipados com bomba reguladora de presso e sistema completo de aquecimento que permitam aplicao do material betuminoso em quantidade uniforme.

e) Os carros distribuidores devem dispor de tacmetro, calibrados e termmetros.

f) O depsito de material betuminoso, quando necessrio, deve ser equipado com dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do contedo do recipiente. O depsito deve ter uma capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material betuminoso a ser aplicado em pelo menos um dia de trabalho.

2.6.4 Execuo

a) Aps a perfeita conformao geomtrica da camada que ir receber a pintura de ligao procede-se a varredura da sua superfcie de modo a eliminar o p e o material solto existente.

b) Aplica-se a seguir o material betuminoso adequado, na temperatura compatvel com seu tipo; na quantidade certa e da maneira a mais uniforme. O material betuminoso no deve ser distribudo quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 10C, ou em dias de chuva, ou quando esta estiver eminente. A temperatura da aplicao do material betuminoso deve ser fixada para cada tipo, em funo da relao temperatura-viscosidade. Deve ser escolhida a temperatura que proporcione a melhor viscosidade para espalhamento. As faixas de viscosidade recomendadas para o espalhamento so as seguintes:

Para cimento asfltico e asfalto diludo: 20 a 60 segundos, Saybolt-Furol.

Para emulses asflticas: 25 a 100 segundos, Saybolt-Furol.

c) A fim de evitar a superposio ou excesso de material nos pontos iniciais e finais das aplicaes, devem-se colocar faixas de papel, de modo que o material betuminoso comece e cesse de sair da barra de distribuio sobre essas faixas, as quais, a seguir, so retiradas.

Qualquer falha na aplicao do material betuminoso deve ser imediatamente corrigida.

2.6.5 Controles

Os controles que se seguem sero efetuados pela Fiscalizao.

2.6.5.1 Controle de Qualidade

Ser obrigatria a apresentao Fiscalizao, por parte da Executante, de relatrio do Fabricante contendo as caractersticas do material betuminoso, quanto a viscosidade, ponto de fulgor, etc.

2.6.5.2 Controle de Temperatura

A temperatura de aplicao deve ser estabelecida na obra para o tipo de material betuminoso em uso e em conformidade com suas caractersticas especficas.

2.6.5.3 Controle de Quantidade

Ser feito mediante a pesagem do carro distribuidor antes e depois da aplicao do material betuminoso.

No sendo possvel a realizao do controle por esse mtodo, admite-se que seja feito por um dos modos seguintes:

a) Coloca-se na pista uma bandeja de peso e rea conhecidos. Por uma simples pesada, aps a passagem do carro distribuidor, tem-se a quantidade do material betuminoso usado.

b) Utilizao de um rgua de madeira pintada e graduada, que possa diretamente, pela diferena de altura do material betuminoso no tanque do carro distribuidor, antes e depois da operao, a quantidade de material betuminoso.

2.6.5.4. Controle de Uniformidade de Aplicao

A uniformidade depende do equipamento empregado na distribuio. Ao se iniciar o servio deve ser realizada uma descarga de 15 a 30 segundos, para que se possa controlar a uniformidade de distribuio.

Esta descarga pode ser feita fora da pista, ou na prpria pista, quando o carro distribuidor estiver dotado de uma calha colocada abaixo da barra distribuidora, aps recolher o ligante betuminoso.

2.7 Revestimentos em Pr-misturados a Quente Capa e Binder

2.7.1 Generalidades

Tratam-se de revestimentos flexveis resultantes da mistura a quente, em usina apropriada, de agregado mineral graduado, material de enchimento (filler) e material betuminoso, espalhado e compactado a quente.

2.7.2 Materiais

2.7.2.1 Material Betuminoso

Devero ser empregados basicamente cimentos asflticos, de penetrao 50/60, 85/100 a 100/120.

2.7.2.2 Agregados

a) Agregado Grado

O agregado grado dever ser constitudo de produtos finais de britagem. O agregado grado deve se constituir de fragmentos sos, durveis, livres de torres de argila e substncias nocivas. O valor mximo tolerado, no ensaio de desgaste Los Angeles, de 40%. Deve apresentar boa adesividade. Submetido ao ensaio de durabilidade, com sulfato de sdio, no deve apresentar perda superior a 12% em 5 ciclos. O ndice de forma no deve ser inferior a 0,5.

b) Agregado Mido

O agregado mido pode ser areia, p-de-pedra ou mistura de ambos. Suas partculas individuais devero ser resistentes, apresentar moderada angulosidade, livres de torres de argila e de substncias nocivas. Dever apresentar um equivalente de areia igual ou superior a 55%.

c) Material de Enchimento (filler)

Deve ser constitudo por materiais minerais finamente divididos, inertes em relao aos demais componentes da mistura, no plsticos, tais como: cimento Portland, cal extinta, ps calcrios, etc. e que atendam a seguinte granulometria:

PeneirasPorcentagem

Mnima, Passando

N. 40100

N. 8095

N. 20065

Quando da aplicao, dever estar seco e isento de grumos.

2.7.2.3Composio das Misturas

A composio da mistura em questo deve satisfazer os requisitos do quadro seguinte:

PeneirammPorcentagem Passando, em Peso

BinderCapa

250,8100-

1 38,195-100100

125,475-10095-100

19,1

60-9080-100

12,7--

3/89,535-6545-80

N. 44,825-5028-60

N. 102,020-4020-45

N. 400,4210-3010-32

N. 800,185-208-20

N. 2000,0741-83-8

Betume

solvel no CS2

(+) %-4,0-7,0

camada de

ligao (Binder)4,5-7,5

camada de ligao

e rolamento

As porcentagens de betume se referem a mistura de agregados, considera como 100%. Para todos os tipos, a frao retida entre duas peneiras consecutivas no dever ser inferior a 4% do total.

A curva granulomtrica, poder apresentar as seguintes tolerncias mximas:

PeneirammPorcentagem

Passando, em Peso

3/8-1 9,5-38,0( 7

N. 40 N. 40,42-4,8( 5

N. 800,13( 3

N. 2000,074( 2

Dever ser adotado o Mtodo Marshall para a verificao das condies de vazios, estabilidade e fluncia das misturas betuminosas, segundo os valores seguintes:

Porcentagem de vazios

3 a 5 (Capa) / 4 a 6 (Binder)

Relao Betume/Vazios

72 a 82 (Capa) / 65 a 72 (Binder)

Estabilidade, mnima

350 kg (75 golpes) ou 250 kg (50 golpes)

Fluncia, 1/100

8 18

Devero ser compactadas na energia modificada at grau de compactao 100%.

2.7.3Equipamentos

Devero ser previstos os seguintes equipamentos:

2.7.3.1Usinas para Misturas Betuminosas (Fornecedor)

As usinas fornecedoras devero estar equipadas com uma unidade classificadora de agregados, aps o secador, dispor de misturador tipo Pugmill, com duplo eixo conjugado, provido de palhetas reversveis, ou outro tipo capaz de produzir uma mistura uniforme.

Deve ainda, o misturador possuir dispositivo de descarga, de fundo ajustvel e dispositivo para controlar o ciclo completo de mistura. Um termmetro, com proteo metlica e escala de 90C a 210C, dever ser fixado na linha de alimentao do asfalto, em local adequado, prximo a descarga do misturador. A usina dever ser equipada, alm disso, com um termmetro de mercrio, com escala em dial, pirmetro eltrico, ou outros instrumentos termomtricos aprovados, colocados na descarga do secador, para registrar a temperatura dos agregados.

2.7.3.2Acabadora

O equipamento para espalhamento e acabamento dever ser constitudo de pavimentadoras automatizes, capazes de espalhar e conformar a mistura no alinhamento, cotas e abaulamento requeridos. As acabadoras devero ser equipadas com parafusos sem fim, para colocar a mistura exatamente nas faixas e possuir dispositivos rpidos e eficientes de direo, alm de marchas para a frente e para trs.

As acabadoras devero ser equipadas com alisadores e dispositivos para aquecimento dos mesmos, temperatura requerida, para colocao da mistura sem irregularidades.

2.7.3.3Equipamento para a Compresso

O equipamento para compresso ser constitudo por rolo pneumtico e rolo metlico liso, tipo tambm ou outro equipamento aprovado pela Fiscalizao. Os rolos compressores, tipo tandem, deve ter uma carga de 3 a 13 ton. Os rolos pneumticos, autopropulsores devem ser dotados de pneus que permitam a calibragem de 35 a 120 libras por polegada quadrada. O equipamento em operao deve ser suficiente em condies de trabalhabilidade.

2.7.3.4Caminhes para Transporte das Misturas

Os caminhes, tipo basculante para o transporte das misturas betuminosas, devero ter caambas metlicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificada com gua e sabo, leo cru fino, leo parafnico ou soluo de cal, de modo a evitar aderncia da mistura s chapas.

2.7.4Execuo

a) Temperatura da aplicao do cimento asfltico deve ser determinada para cada tipo de ligante, em funo da relao temperatura/viscosidade. A temperatura conveniente aquela na qual o asfalto apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 75 a 150 segundos, Saybolt-Furol, indicando-se preferencialmente, a viscosidade de 85 ( 10 segundos, Saybolt-Furol. Entretanto, no devem ser feitas misturas temperatura inferiores a 107C e nem superiores a 177C.

b) Os agregados devem ser aquecidos a temperatura de 10C a 15C, acima da temperatura do ligante betuminoso.

c) A mistura produzida dever ser transportada da usina ao ponto de aplicao, nos veculos basculantes antes especificados.

d) Quando necessrio, para que a mistura seja colocada na pista a temperatura especificada, cada carregamento dever ser coberto com lona ou outro material aceitvel, com tamanho suficiente para proteger a mistura.

e) As misturas betuminosas devem ser distribudas somente quando a temperatura ambiente se encontrar acima de 10C e com tempo no chuvoso.

f) A distribuio da mistura betuminosa deve ser feita por mquinas acabadoras, conforme j especificado.

g) Caso ocorram irregularidades na superfcie da camada, estas devero ser sanadas pela adio pela adio manual de mistura, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metlicos.

h) Imediatamente aps a distribuio da mistura ter incio a rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem a mais elevada que a mistura betuminosa possa suportar, temperatura essa fixada, experimentalmente para cada caso.

i) A temperatura recomendvel, para a compresso da mistura, aquela na qual o ligante apresenta uma viscosidade Saybolt-Furol, de 140 ( 15 segundos.

j) Caso sejam empregados rolos de pneus, de presso varivel, inicia-se a rolagem com baixa presso, a qual ser aumentada medida que a mistura for sendo compactada, e conseqentemente, suportando presses mais elevadas.

k) A compresso ser processada de tal sorte que a cada passada do rolo deve ser recoberta, na seguinte, de pelo mesmos, a metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operao de rolagem perdurar at o mesmo em que seja atingida a compactao especificada.

l) Durante a rolagem no sero permitidas mudanas de direo e inverses bruscas de marcha, nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recm-rolado. As rodas de rolo devero ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderncia da mistura.

m) Os revestimentos recm-acabados devero ser mantidos sem trnsito, at o seu completo resfriamento.

2.7.5Controles

2.7.5.1Controles Tecnolgicos

Sero efetuados pela Fiscalizao atravs de anlise das condies de execuo e apreciao do relatrio do fornecedor com relao as caractersticas da mistura. Tais relatrios devero ser obrigatoriamente entregues pela Executante.

- Controle das Caractersticas da Mistura

a) Qualidade do Material Betuminoso

Viscosidade, ponto de Fulgor, etc.

b) Qualidade dos Agregados

Faixas granulomtricas (2 p/ semana).

Abraso Los Angeles (2 ensaios no total).

ndice de forma (1 p/ semana).

Equivalente Areia (1 p/ semana).

c) Resistncia Marshall de Mistura

2 ensaios Marshalll com 3 corpos de prova cada, por dia de produo de mistura. As amostras devem ser retiradas aps passagem da acabadora e antes da compresso.

Controles da Temperatura

A serem efetuados sob superviso direta da Fiscalizao.

a) Controle da Temperatura

Sero efetuados, no mnimo quatro medidas de temperatura por dia, em conformidade com o critrio que se segue:

Da mistura, no momento do espalhamento e no incio da rolagem;

Em cada caminho, antes da descarga.

b) Controle de Compresso

O controle da compresso da mistura dever ser feito, preferencialmente, medindo-se a densidade aparente de corpos de prova extrados da mistura comprimida na pista, por meio de brocas rotativas.

Na impossibilidade de utilizao deste equipamento, admite-se o processo de anel de ao. Para tanto, colocam-se sobre a base antes do espalhamento da mistura, anis de ao de 10 cm de dimetro interno e de altura 5 mm inferior espessura da camada comprimida. Aps a compresso so retirados os anis e medida a densidade aparente dos corpos de prova neles moldados.

Deve ser realizada uma determinao, cada 500 m de meia pista, no sendo permitidas densidades inferiores a 100% da densidade do projeto.

O controle de compresso poder tambm ser feito, medindo-se as densidades aparentes dos corpos de prova extrados da pista e comparando-se com as densidades aparentes de corpos de prova moldado no local. As amostras para moldagem destes corpos de prova, devero ser colhidas bem prximo do local onde sero realizados os furos e antes da sua compresso. A relao entre estas duas densidades no dever ser inferior a 100%.

2.7.5.2 Controles Geomtricos

Sero processados sob superviso direta da Fiscalizao.

Controle das Espessuras

Ser medida a espessura, por ocasio da extrao dos corpos de prova. Admitir-se- a variao de ( 10% da espessura de projeto, para pontos isolados, e at 5% da reduo de espessura, em 10 medidas sucessivas.

Controle de Acabamento da Superfcie

Somente sero toleradas variaes de cota de ( 0,5 cm com relao as previstas no projeto, atendidas as condies de tolerncia de espessura previstas no item anterior.

2.8 Revestimentos em Placas de Concreto

2.8.1 Generalidades

O revestimento em questo dever ser implantado em atendimento s espessuras constantes nas espessuras tipo projetadas.

Tal camada tem como funo suportar diretamente as cargas solicitantes, de carter dinmico e esttico, e distribui-las s camadas de base e sub-leito, nveis compatveis com suas resistncias especficas.

Trata-se de concreto com trabalhabilidade tal, que permita seu adensamento atravs de vibradores de imerso e rguas vibratrias.

O teor de cimento adequado ser aquele que conferir ao concreto Mdulo de Ruptura Trao na Flexo (MRTF) maior ou igual a 45 kg/cm (4,5 MPa), bem como resistncia ao desgaste por abraso adequada as caractersticas de trfego previsto.

2.8.2 Materiais

Os materiais a serem empregados na execuo deste revestimento devero atender s caractersticas abaixo descritas:

a) O cimento a ser utilizado poder ser de qualquer tipo referente ao Portland normalizado pela A.A.S.T.H.O. P.C.A. .

b) A gua dever se apresentar isenta de substncias nocivas ao cimento.

c) Agregado grado com dimetro mximo de 38 mm, dever apresentar desgaste no ensaio de Abraso Los Angeles 40%.

d) O agregado mido, constitudo de areia, dever atender as seguintes condies:

Dimetro mximo de 4,8 mm.

Faixa granulomtrica.

Peneiras% em Peso Passando

9,50100

4,8095-97

2,4057-71

1,2036-51

0,6017-32

0,306-17

0,152-17

e) O consumo mnimo de cimento previsto dever ser de 350 kgf/m.

f) O fator gua/cimento recomendvel de 0,53.

g) A plasticidade da mistura dever apresentar no ensaio correspondente Slumps entre 5 e 6 cm.

h) A resistncia de dosagem, refere-se ao Mdulo de Ruptura Trao na Flexo (MRTF), definido por norma atravs do ensaio dos dois cutelos, devendo atingir, no mnimo 45 kgf/cm, quando ensaiados corpos de prova com 28 (vinte e oito) dias de idade. Recomenda-se, para tanto, que a tenso de compresso aos 28 (vinte e oito) dias atinja, no mnimo 300 kgf/cm (30 MPa).

i) Devero ser previstas formas de madeira bem aparelhadas para execuo das juntas das placas. Tais formas devero ser munidas de inserts de formato trapezoidal de maneira a programar a adequada solidarizao entre as placas.

j) Selantes vasados frio, tipo Mastiques Asflticos ou similares, para vedao das juntas, 2 filme plstico (espessura = 2 mm), para isolamento da base.

k) Cordo de sisal ou nylon para obteno do ndice de forma adequada das juntas das placas.

l) Armaduras em barras de ao tipo CA-25, a serem utilizadas como barras de transferncia e ligao, nas juntas transversais e longitudinais, conforme desenhos de projeto.

2.8.3 Execuo/Equipamentos

a) As placas devero ser executadas em obedincia s dimenses, espessuras, declividades e cotas constantes dos desenhos de projeto.

b) O concreto a ser utilizado dever ser produzido em usinas gravimtricas, dentro do tempo de mistura preconizado pelo fabricante da usina e em atendimento s especificaes de resistncia e plasticidade anteriormente indicadas.

c) Antes do lanamento do concreto, a base dever ser isolada com filme plstico.

d) O pr-adensamento do concreto dever se processar atravs da utilizao de vibradores de imerso.

e) A vibrao e adensamento processar-se-o de rgua vibratria de alta freqncia, devendo abranger toda a largura da faixa de concretagem.

f) A cura do concreto ser processada utilizando-se, imediatamente aps a concretagem, aspersantes qumicos com capacidade de formao de pelcula plstica de proteo e, durante 6 a 12 hs aps a concretagem, atravs de areia mida, ou sacos de aniagem mantidos permanentemente midos durante todo o perodo de cura.

g) Dever ser vetado qualquer espcie de trfego sobre as placas durante o perodo de 7 (sete) dias aps a concretagem.

h) As barras de transferncia, constantes nas juntas transversais de retrao e planejadas, devero ser colocadas nas bitolas, posicionamento e espaamento previstos, conforme desenhos de projeto.

i) Nas juntas de retrao (transversais) ou de concretagem planejadas, as barras de transferncia devero ser lubrificadas na zona correspondente a placa anexa concretar e cerca de 3 (trs) cm dentro da placa em execuo.

j) As juntas de retrao devero ser efetuadas por meio de secagem das placas, aps o endurecimento inicial do concreto, dentro do perodo de 36 a 38 horas aps cura. Para tanto, a Executante dever utilizar serra com disco diamantado tipo Christensen Roder ou similar. A serragem dever ser processada no correto posicionamento e em obedincia a exata ortogonalidade s juntas longitudinais de construo.

k) A profundidade e largura da ranhura devem obedecer rigorosamente as dimenses nos padres de projeto.

l) Nas juntas transversais de retrao e planejadas e nas longitudinais de construo devero ser previstos os reservatrios selantes de acordo com detalhe especfico.

m) Junto s estruturas existentes e a construir (caixas de inspeo, poos de visita sarjetas e outros). As juntas e placas devero ser executadas conforme especificado nos desenhos de projeto.

n) Junto s estruturas flexveis asflticas, as placas devero ser espessadas e Ter conformao de acordo com detalhe especfico, para proporcionar adequada transio dos pavimentos.

o) Nas placas irregulares devero ser utilizadas malhas metlicas (tela) tipo Q-131 da Acindar ou similar no tero superior das mesmas.

2.8.4 Controles

2.8.4.1 Tecnolgico

a) Basicamente o controle em questo refere-se a verificao do Mdulo de Ruptura Trao na Flexo (MRTF), que dever atingir no mnimo 45 kgf/cm.

b) Tal controle dever se processar com a moldagem de corpos de prova convencionais e, decorridas 28 dias de cura, ensai-los trao na flexo atravs do ensaio dos dois cutelos.

c) Devero ser ensaiados, no mnimo 2 corpos de prova para cada 15 m de concreto executado.

2.8.4.2 Geomtrico

a) As espessuras das placas devero se situar dentro do intervalo de ( 0,5 cm, em relao s projetadas.

b) As declividades transversais e longitudinais no devero ser inferiores a 20%, relativamente aos valores de projeto.