obras pavimentaÇÃo

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  • V O L U M E I

    ESPECIFICAES DE SERVIO (ES)

    EDIO REVISTA

    Fevereiro - 2002Fevereiro - 2002Fevereiro - 2002Fevereiro - 2002Fevereiro - 2002

    ESTADO DE GOISSECRETARIA DE TRANSPORTES E OBRAS PBLICAS

    ESPECIFICAES GERAIS PARA OBRAS RODOVIRIAS

    AGETOPAgncia Goiana de Transportes e Obras

    ESPECIFICAES GERAIS

    PARA OBRAS RODOVIRIAS

  • DIRETORIA DA AGETOP

    PRESIDENTE

    - Carlos Rosemberg -

    DIRETOR DE OBRAS RODOVIRIAS

    - Livianos Craveiro de S -

    DIRETOR DE PLANEJAMENTO E CONTROLE

    - Delano Cavalcanti Calixto -

    DIRETOR DE OBRAS CIVIS- Luiz Antnio de Paula -

    DIRETOR DE OPERAO E MANUTENO- Rogrio de Medona Lima -

    DIRETOR FINANCEIRO- Hlio Rodrigues Pinto -

    DIRETOR ADMINISTRATIVO- Nelson Henrique de Castro Ribeiro -

  • APRESENTAO

    As condies atuais de nosso planeta, com uma poltica intensa de globalizao, a capacidade

    de comunicao do homem moderno, que encurtou as distncias, concede gradativamente uma

    importncia maior ao meio ambiente.

    O ambiente em que vivemos, nosso contato com a natureza, a valorizao da preservao

    da flora e da fauna silvestre, coloca cada um de ns, cidados do mundo, no papel de co-

    responsvel pela qualidade ambiental e por extenso pela qualidade de vida de todos.

    Importncia maior, dentro deste contexto, assumem os tcnicos que, por sua formao e

    posio funcional, tm a responsabilidade de gerenciar empreendimentos que por sua extenso,

    tipo e configurao produzem ou podem produzir impactos ambientais significativos. A obra de

    engenharia rodoviria enquadra-se, como uma interveno no meio ambiente capaz de gerar

    profundas transformaes fsicas, biticas e scio-econmicas.

    Esta nova viso, exige uma adaptao do setor como um todo, com extenses ao corpo

    tcnico, aos procedimentos e s normas tcnicas em vigor. Sensvel ao fato e num efetivo esforo

    para se adaptar a nova situao, a AGETOP est reeditando o presente trabalho: Especificaes

    Gerais Para Obras Rodovirias, internalizando as recomendaes ambientais, atravs do item

    Manejo Ambiental, que inserido dentro das normas tcnicas, procura determinar as medidas

    que, para cada servio analisado, possam mitigar os provveis impactos causados.

    No mbito tcnico foram includas as especificaes relativas s atividades de restauraes,

    atualizado o escopo e inserindo as obras de fresagem e reciclagem de pavimentos.

    Ampliando o horizonte das especificaes e objetivando orientar os executores, foram

    ainda includas algumas medidas gerais, aonde so contemplados os aspectos no diretamente

    afetos aos servios, porm de importncia para a sua realizao, envolvendo os canteiros e

    acampamentos, oficinas e equipamentos em geral.

    Goinia, fevereiro 2002.

    V

  • APRESENTAO DO VOLUME ORIGINAL

    Dentro das Metas do Governo Henrique Santillo, no que se refere ao aprimoramento da

    tecnologia rodoviria do DERGO, programamos, entre outros itens:

    a elaborao e publicao de Documentos Tcnicos, onde se destacam asESPECIFICAES GERAIS PARA OBRAS RODOVIRIAS DO DERGO

    Volume 1 Especificaes de Servio e Volume 2 Especificaes de Materiais; treinamento de engenheiros e tcnicos de nvel mdio do DERGO nas tcnicas

    laboratoriais rodovirias e na fiscalizao de projetos e de construes rodovirias;

    a renovao e a complementao de instalaes e equipamentos do LaboratrioCentral do DERGO.

    Apresentamos nesta publicao o Volume 1 Especificaes de Servio das

    ESPECIFICAES GERAIS PARA OBRAS RODOVIRIAS do DERGO, em sua Edio

    Preliminar, que ficar em estgio probatrio durante o ano, devendo sua Primeira Edio, con-

    venientemente corrigida e modificada, ser publicada em dezembro de 1989.

    Saliente-se, que, no nosso entender, os controles de uma obra rodoviria, com seus critrios

    de aceitao, tm por fim ltimo a obteno de uma obra bem executada e dentro de sua

    previso oramentria, e no a punio de construtoras e fornecedoras.

    Essas Especificaes foram redigidas por uma equipe de tcnicos dirigida pelo Prof.

    Humberto Santana auxiliado pelos Engenheiros Bento S. L. Pamplona e Hermano Zenaide Filho,

    com o acompanhamento de uma Comisso composta por seis engenheiros do DERGO e um

    experimentado construtor e consultor goiano:

    VI

  • Waldo Borges (Presidente) (DEP) Joaci Afonso Vieira (DCO) Glaucia Pereira da Fonseca (DCO) Klecius Souza Vaz (DEP) Geraldo Lopes de Souza (DCO) Srgio Marcos da Silva (DPC) Otton Nascimento (Convidado especial)

    Agradecemos aos ilustres tcnicos acima citados e a todos aqueles que colaboraram em

    to rduo trabalho, com nfase especial aos renomados tcnicos Dr. Paulo R. A. Gontijo e

    Eng. Saul Birman pela intensa, profcua e desinteressada colaborao.

    Goinia, novembro de 1988.

    Eng. Joo Batista Alves,

    Diretor Geral.

    VII

  • INTRODUO

    Coloquialmente, entende-se por NORMA Aquilo que se estabelece como base ou

    medio para a realizao ou avaliao de alguma coisa.

    De acordo com a Norma NBR 6822 Maro/1980 da ABNT, uma NORMA pode ser

    de um dos seguintes tipos:

    a) Procedimento

    b) Especificao

    c) Padronizao

    d) Mtodo de ensaio

    e) Terminologia

    f) Simbologia

    g) Classificao, de onde destacamos as seguintes definies:

    Especificao Tipo de Norma que se destina a fixar condies exigveis para

    aceitao e/ou recebimento de matrias-primas, produtos semi-acabados e produtos

    acabados.

    Terminologia Tipo de Norma que se destina a definir, relacionar e/ou dar a equivalncia

    em diversas lnguas de termos tcnicos empregados em determinado setor de atividade, visando

    ao estabelecimento de uma linguagem uniforme.

    Mtodo de Ensaio Tipo de Norma que se destina a prescrever a maneira de verificar

    ou determinar caractersticas, condies ou requisitos exigidos:

    a) de um material ou produto, de acordo com a respectiva especificao;

    b) de uma obra ou de uma instalao, de acordo com o respectivo projeto.VIII

  • Procedimento Tipo de Norma que se destina a fixar condies para:

    a) execuo de clculos, projetos, obras, servios e instalaes;

    b) emprego de materiais e produtos industriais;

    c) certos aspectos das transaes comerciais (P. ex.: reajustamento de preos);

    d) a elaborao de documentos em geral, inclusive desenhos;

    e) a segurana na execuo ou na utilizao de uma obra, equipamento, instalao, de

    acordo com o respectivo projeto.

    muito desejado que as ESPECIFICAES GERAIS PARA OBRAS RODOVIRI-AS fossem precedidas por um MANUAL DE OBRAS RODOVIRIAS, que apresentassede modo sucinto e didtico, as noes bsicas e os detalhes tcnicos pertinentes; nele estariainserido a TERMINOLOGIA dos principais termos rodovirios. Por outro lado, elas devem serseguidas dos MTODOS DE ENSAIOS ali citados.

    A introduo do Item 1. CONCEITOS BSICOS nas Especificaes de Servio daAGETOP , por ns considerado, um ponto alto dessas Especificaes.

    As Especificaes aqui apresentadas foram elaboradas, partindo-se dasESPECIFICAES GERAIS PARA OBRAS RODOVIRIAS do DNER.

    Para facilitar comparaes e para evitar atropelos desnecessrios, resolveu-se manter,o mais possvel, a seqncia e a terminologia das Especificaes do DNER. Ou seja, como se estivssemos tentando aperfeioar essas Especificaes, adaptando-as s

    necessidades e tradies rodovirias goianas.

    IX

  • oportuno recordar que:

    Especificaes Particulares So aquelas restritas a um determinado Projeto, fugin-

    do das Especificaes Gerais, geralmente para atenderem a peculiaridades da regio:

    clima, trfego, materiais locais, etc.

    Especificaes Complementares So aquelas no previstas nas Especificaes

    Gerais.

    X

  • MEDIDAS GERAIS DE PROTEO AMBIENTAL

    Medidas Sanitrias e de Segurana Ambiental

    Devido ocorrncia comum de epidemias de doenas infecto-contagiosas, em especial

    aquelas de transmisso venrea, que costumam estar presentes nas populaes prximas aos

    acampamentos de construo de estradas e em geral de projetos de engenharia, assim como

    aquelas que se produzem por ingesto de guas e alimentos contaminados, apresentamos as

    seguintes normas de carter sanitrio e de segurana, as quais devero obrigatoriamente ser

    seguidas pelas empreiteiras de obras em geral.

    Para serem admitidos na empreiteira, todos os trabalhadores devero se submeter a

    um exame mdico, o qual deve incluir exames de laboratrio, afim de prevenir epidemias.

    Devero ser realizados periodicamente exames mdicos dos trabalhadores na obra.

    Realizar uma camapnha educativa por meio de reunies e cartazes informativos sobre

    as normas elementares de higiene e de comportamento.

    Haver cuidado especial em ferver as guas e em lavar os alimentos que so

    consumidos crus, com gua igualmente fervida e filtrada, quando estes so preparados

    nos acampamentos dos construtores.

    A alimentao diria do pessoal, dever ser suficientemente balanceada e variada,

    afim de eliminar a necessidade de caa e a pesca predatria, sendo os infratores punidos

    com suspenso temporria ou permanente.

    Acampamento de Pessoal

    Os acampamentos devero sempre que possvel estar localizados em reas j

    XI

  • antropizadas. A opo pela cidade, assumidas algumas restries adiante descritas,

    recomendvel. Algumas normas entretanto devem ser seguidas contemplando-se neste caso as

    diversas hipteses de localizao:

    Evitar a instalao de acampamentos e ptios de servios junto a cursos dgua,

    respectivas matas ciliares e veredas.

    Os acampamentos aps sua desativao e remoo, devero ter suas reas recompostas

    fisicamente e de acordo com a vegetao caracterstica antes da instalao do

    acampamento.

    Os acampamentos devem ser distantes de pequenos ncleos habitacionais, afim de

    evitar problemas sociais nas mesmas, no caso de um acampamento urbano, este ser

    localizado unicamente em ncleos municipais que possam absorver mais facilmente um

    nmero maior de pessoas.

    O projeto de construo de acampamentos ter o mximo cuidado em evitar cortes e

    aterros, assim como remoo de vegetao arbrea.

    Em nenhum caso, os acampamentos sero localizados acima de nascentes de

    abastecimento de gua de ncleos povoados, pelos riscos sanitrios que isto implica.

    Ser evitada a captao de guas em fontes suscetveis de secar ou que apresentem

    conflitos com os usos por parte das comunidades locais.

    Todos os acampamentos contaro com fossas spticas, tecnicamente projetadas, em

    nenhuma hiptese sero jogadas guas servidas nos corpos de gua.

    No sero atirados s correntes ou em barrancos os dejetos slidos dos acampamentos.

    Estes sero depositados adequadamente em uma vala, devidamente recoberta. Caso

    o acampamento situe-se em rea urbana devero ser adotadas caixas metlicas para

    acumulao dos resduos slidos e posterior retirada e destinao em comum acordo

    com a administrao municipal local.

    XII

  • A fossa sptica e a vala de resduos slidos devero cumprir com os requisitos

    ambientais de impermeabilizao e tubulao de infiltrao.

    Os acampamentos contero equipamentos de combate a incndios e um pequeno

    ambulatrio dotado de materiais de primeiros socorros.

    Os acampamentos sero pr-fabricados ou sero utilizadas casas existentes, afim de

    evitar o corte de rvores para sua construo.

    Os acampamentos sero desmontados uma vez que estejam j desocupados, exceto

    no caso de poderem ser doados s comunidades prximas para beneficio comum,

    como por exemplo escolas ou centros de sade.

    No caso de desmontar os equipamentos, os resduos resultantes devero ser retirados

    e dispostos adequadamente. Os materiais reciclveis devero ser utilizados ou doados

    s comunidades.

    Oficinas

    As oficinas e depsitos de combustvel devero estar localizados adequadamente,

    seguindo as normas que se apresentaram para os acampamentos de pessoal, atendendo ainda

    as seguintes determinaes especficas:

    Possuiro um tanque sptico e nos ptios sero construdas canalizaes que recolhero

    as guas pluviais e entregaro a um tanque de graxas antes de sua disposio final. Esta

    caixa dever ter uma manuteno adequada de limpeza.

    Nestas oficinas contar-se- com equipamento adequado para o controle de incndios.

    As trocas de leo das mquinas devero ser cuidadosas, colocando-se o leo queimado

    em vasilhames, para ser destinados a locais adequados. Por nenhum motivo estes

    leos sero lanados s correntes de gua ou ao solo.

    XIII

  • Equipamentos

    Como muitos efeitos ambientais so produzidos por consequncia da operao das

    mquinas e equipamentos, so apresentadas as seguintes recomendaes:

    A construtora contratada ou qualquer de seus subcontratantes no poder lavar seus

    veculos ou equipamentos em rios ou riachos, nem atirar restos aos cursos dgua.

    O equipamento mvel, incluindo maquinrio pesado, dever estar em bom estado

    mecnico e de carburao, de forma a queimar o mnimo necessrio de combustvel,

    minimizando assim as emisses atmosfricas. Assim mesmo, o estado dos silenciosos

    dos motores deve ser bom, para evitar o excesso de rudos. Igualmente sero prevenidos

    os vazamentos de combustveis ou lubrificantes que possam afetar os solos ou cursos

    dgua.

    O abastecimento de combustveis e a manuteno do equipamento mvel e maquinrio,

    dever realizar-se de forma a que estas atividades no contaminem os solos ou as guas. Os

    locais ou ptios para lavagem e troca de leo devero estar localizados longe de qualquer curso

    dgua.

    XIV

  • CAPTULOS

    T TERRAPLENAGEM

    P PAVIMENTAO

    D DRENAGEM

    OA OBRAS-DE-ARTE

    OC OBRAS COMPLEMENTARES

    CE PROTEO DO CORPO ESTRADAL

    NDICE

    TERRAPLENAGEM

    AGETOP-ES-T 01/01 Servios Preliminares ................................................................ 17AGETOP-ES-T 02/01 Caminhos de Servio ................................................................ 23AGETOP-ES-T 03/01 Cortes ...................................................................................... 27AGETOP-ES-T 04/01 Emprstimos ............................................................................. 35AGETOP-ES-T 05/01 Aterros ..................................................................................... 39

    PAVIMENTAO

    AGETOP-ES-P 01/01 Regularizao do Subleito ......................................................... 49AGETOP-ES-P 02/01 Reforo Estabilizado Granulometricamente ................................ 63AGETOP-ES-P 03/01 Sub-Base Estabilizada Granulometricamente ............................. 81AGETOP-ES-P 04/01 Base Estabilizada Granulometricamente ................................... 103AGETOP-ES-P 05/01 Base de Solo Melhorado com Cimento ................................... 129AGETOP-ES-P 06/01 Acostamento .......................................................................... 147AGETOP-ES-P 07/01 Imprimao ............................................................................ 167AGETOP-ES-P 08/01 Pintura de Ligao .................................................................. 177AGETOP-ES-P 09/01 Tratamento Superficial Simples ................................................ 189

  • AGETOP-ES-P 10/01 Tratamento Superficial Duplo .................................................. 229AGETOP-ES-P 11/01 Concreto Asfltico .................................................................. 263AGETOP-ES-P 12/01 Pr-Misturado a Quente ......................................................... 295AGETOP-ES-P 13/01 Areia-Asfalto a Quente ........................................................... 321AGETOP-ES-P 14/01 Pr-Misturado a Frio Semi-Denso .......................................... 345AGETOP-ES-P 15/01 Pr-Misturado Tipo Macadame .............................................. 371AGETOP-ES-P 16/01 Lama Asfltica ........................................................................ 387AGETOP-ES-P 17/01 Fresagem do Pavimento .......................................................... 409AGETOP-ES-P 18/01 Concreto Betuminoso Reciclado a Frio ................................... 413AGETOP-ES-P 19/01 Concreto Betuminoso Reciclado Quente no Local ................ 445AGETOP-ES-P 20/01 Concreto Betuminoso Reciclado Quente na Usina ................ 477

    DRENAGEM

    AGETOP-ES-D 01/01 Sarjetas e Valetas ................................................................... 515AGETOP-ES-D 02/01 Meio-Fio (Banquetas) ............................................................ 521AGETOP-ES-D 03/01 Entradas e Sadas Dgua em Taludes (Calhas Entradas) ........... 527AGETOP-ES-D 04/01 Dissipadores de Energia (Sadas Dgua) ............................... 533AGETOP-ES-D 05/01 Bueiros de Greide (Bueiros Tubulares) .................................... 539AGETOP-ES-D 06/01 Galerias ................................................................................. 547AGETOP-ES-D 07/01 Drenos Profundos (Longitudinais) ........................................... 555

    OBRAS DE ARTE

    AGETOP-ES-OA 01/01 Servios Preliminares .......................................................... 569AGETOP-ES-OA 02/01 Bueiros de Grota ................................................................. 573AGETOP-ES-OA 03/01 Concretos de Argamassa .................................................... 581AGETOP-ES-OA 04/01 Armaduras para Concreto ................................................... 595AGETOP-ES-OA 05/01 Frmas e Cimbres ............................................................... 603AGETOP-ES-OA 06/01 Estruturas de Concreto Armado .......................................... 607

    OBRAS COMPLEMENTARES

    AGETOP-ES-OC 01/01 Cercas ................................................................................ 615AGETOP-ES-OC 02/01 Defensas ............................................................................. 619AGETOP-ES-OC 03/01 Sinalizao .......................................................................... 625

    PROTEO DO CORPO ESTRADAL

    AGETOP-ES-CE 01/01 Proteo Vegetal .................................................................. 633AGETOP-ES-CE 02/01 Impermeabilizao Asfltica de Taludes ................................ 639

  • T E R R A P L E N AT E R R A P L E N AT E R R A P L E N AT E R R A P L E N AT E R R A P L E N A G E MG E MG E MG E MG E M

  • 17

    1. CONCEITOS BSICOS

    1.1 Os Servios Preliminares compreendem todas operaes necessrias queobjetivem limpar a rea a ser ocupada pelo corpo estradal, locais de emprstimos e ocorrn-cias de materiais de construo, de vegetao de qualquer porte, obstrues naturais ouartificiais, resguardando aquelas para preservao ambiental (natureza) ou mesmo histrica.

    1.2 O preparo das reas a serem utilizadas na execuo de obras rodovirias pode, emcasos excepcionais, exigir o emprego intermitente ou contnuo de explosivos.

    1.3 Aps a concluso dos servios preliminares, cabe a CONSULTORA/FISCALI-ZAO, a total execuo e controle dos servios topogrficos, tais como, locao do eixo doTraado, nivelamento, seccionamento transversal e emisso de Notas de Servio. Aimplantao dos off-sets e conservao de todas referncias fornecidas nas Notas de Servios

    cabem unicamente ao CONSULTOR.

    2. EQUIPAMENTO

    As operaes de desmatamento, destocamento e limpeza sero executadas mediante autilizao de equipamentos adequados, complementados com o emprego de servios manuais e

    eventualmente de explosivos.

    3. EXECUO

    a) Aps o recebimento da Nota de Servio, o executante dar incio s operaes dedesmatamento, destocamento e limpeza.

    b) O desmatamento compreende o corte e a remoo de toda a vegetao, qual-quer que seja a sua densidade.

    TERRAPLENAGEM ESPECIFICAO DE SERVIOSERVIOS PRELIMINARES - AGETOP - ES-T 01/01 PG. 01/05

  • 18

    c) O destocamento compreende a operao de corte e remoo de tocos de rvorese razes aps o servio de desmatamento.

    d) A limpeza compreende a operao de remoo de camada de solo ou materialorgnico, na profundidade de 20cm, bem como de quaisquer outros objetos emateriais indesejveis que ainda subexistam.

    e) O material proveniente do desmatamento, destocamento e limpeza ser queima-do, removido ou estocado, obedecidos os critrios definidos nas especificaes depreservao ambiental. A remoo ou a estocagem depender de eventualutilizao, a critrio da Fiscalizao e como indicado em EspecificaesComplementares, no sendo permitida a permanncia de entulhos nas adjacnciasdo Corpo Estradal e em locais ou regies, que possam provocar a obstruo dosistema de drenagem natural da obra.

    f) As operaes correspondentes aos servios de desmatamento, destocamentoe limpeza, para os casos de corte e aterro, tero lugar no interior da faixa dedomnio.

    g) A rea mnima, na qual as referidas operaes sero executadas em sua plenitude,ser compreendida entre os off-sets de cortes ou aterros com acrscimo de 2mpara cada lado. No caso de emprstimos a rea mnima ser indispensvel suaexplorao.

    h) Nos cortes exigir-se- que a camada de 60cm abaixo do greide de terraplenagem,fique isenta de tocos e razes.

    i) Nas reas destinadas a aterros de cota vermelha superior a 2m, o desmatamentodever ser executado de modo que o corte das rvores fique ao nvel do terrenonatural. Para aterros de cota vermelha abaixo de 2m, exigir-se- a remoo da

    capa do terreno contendo razes e restos vegetais.

    j) Devero ser preservados os elementos de composio paisagstica devidamenteassinalados no projeto, bem como pela Fiscalizao.

    SERVIOS PRELIMINARES - AGETOP - ES-T 01/01 PG. 02/05

  • 19

    k) Nenhum movimento de terra poder ser iniciado enquanto as operaes dedesmatamento, destocamento e limpeza nas reas devidas, no tenham sidototalmente concludos.

    l) A critrio da Fiscalizao, no se permitir um avano acentuado entre os serviosde desmatamento, destocamento e limpeza e a execuo de cortes e aterros do

    corpo estradal.

    4. CONTROLE

    O controle das operaes de desmatamento, destocamento e limpeza ser feito por

    apreciao visual da qualidade dos servios.

    5. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental:

    a) desmatamento e destocamento devero obedecer rigorosamente os limites es-tabelecidos no projeto, ou pela Fiscalizao, evitando acrscimos desnecess-rios. O desmatamento deve ser amplo o suficiente para garantir a insolao daobra e restrito, ao mesmo tempo, s necessidades mnimas exigidas para asoperaes de construo e para visibilidade dos motoristas (segurana do tr-fego)

    b) material proveniente do desmatamento, destocamento e limpeza ser removido ouestocado. Os troncos de rvores derrubados devero ser enleirados a jusante darodovia e de forma a evitar obstruo do sistema de drenagem.

    c) No ser permitida a queima do material removido.

    SERVIOS PRELIMINARES - AGETOP - ES-T 01/01 PG. 03/05

  • 20

    d) No ser permitido o uso de explosivos para remoo de vegetao. Outrosobstculos, sempre que possvel, sero removidos por meio de equipamentoconvencional, mesmo que com certo grau de dificuldade, objeto de criteriosa anlisee metodologia adequada.

    e) solo orgnico removido dever ser estocado, sempre que possvel, visandorecomposio de reas desmatadas para emprstimos, taludes, etc.

    f) trfego de mquinas e funcionrios dever ser disciplinado de forma a evitar a aberturaindiscriminada de vias, o que acarretaria desmatamento desnecessrio.

    g) As obras de terraplenagem normalmente exigem o movimento de grandes volu-mes, gerando trfego intenso de veculos pesados, onde a produtividade associada velocidade, modo comum de medir recompensa pelo trabalho deoperadores de mquinas e motoristas de caambas (carreteiros). As nuvens depoeira e a lama, nos trechos rurais, e a interferncia com o pblico nas reas maispovoadas, preenchem o quadro necessrio e suficiente para a ocorrncia deacidentes.

    A asperso de gua nos trechos poeirentos, a remoo das camadas de lama e o controleda velocidade em trechos com movimento de pblico so prticas recomendadas, que devemser observadas rigorosamente em respeito vida humana.

    Nas construes em reas urbanas e semi-urbanizadas, deve-se exigir o respeito s normasde trnsito e de transporte de cargas (velocidades mximas e mnimas, cobertura das caambascom lonas, etc.).

    6. MEDIO E PAGAMENTO

    Os Servios Preliminares sero medidos e pagos de acordo com os PROCEDIMEN-TOS PARA MEDIO E PAGAMENTO DE SERVIO DE TERRAPLENAGEM DAAGETOP.

    SERVIOS PRELIMINARES - AGETOP - ES-T 01/01 PG. 04/05

  • 21

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5% (cincopor cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Este valor s poder

    ser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determinadas.

    SERVIOS PRELIMINARES - AGETOP - ES-T 01/01 PG. 05/05

  • 23

    1. CONCEITOS BSICOS

    1.1 Durante a construo de uma obra rodoviria so necessrias a execuo de viaspara atendimento ao trfego de servio, constitudo por veculos e equipamentos que operam naobra, e/ou desvios para o trfego normal de veculos, no caso de obras em rodovias j existentes.

    As vias construdas para o trfego de servio e os desvios para o trfego normal de umarodovia constituem os chamados Caminhos de Servio, os quais tem um carter temporrio deutilizao.

    Como exemplo de Caminhos de Servio, tem-se os acessos s frentes de desmatamentoe de terraplenagem, os acessos a fontes de materiais, os desvios de obras de arte correntes eespeciais, os desvios de trfego por necessidade de interdio da pista.

    Por serem obras provisrias, sem maiores requisitos estruturais, os caminhos de servio

    geralmente exigem um freqente trabalho de manuteno.

    2. DEFINIO

    Os Caminhos de Servio so vias construdas para permitir o trnsito de equipa-mentos e veculos vinculados obra ou para permitir o desvio temporrio do trfego, na

    fase de obra.

    3. EQUIPAMENTOS

    A implantao dos caminhos de servio ser executada mediante a utilizao de

    equipamento adequado, a par do emprego acessrio de servios manuais.

    TERRAPLENAGEM ESPECIFICAES DE SERVIOCAMINHOS DE SERVIO - AGETOP - ES-T 02/01 PG. 01/03

  • 24

    4. EXECUO

    Os Caminhos de Servio construdos para permitir o trnsito de equipamentos e veculosvinculados obra devero possuir condies geomtricas, de drenagem e de segurana tosomente necessrias utilizao racional. Os Caminhos de Servio para o desvio de trfego,devero possuir condies geomtricas, de revestimento, de drenagem e de seguranacompatveis com o trfego da via existente.

    A execuo se subordinar aos elementos tcnicos fornecidos aos executantes e constan-tes das notas de servio elaboradas em conformidade com o projeto.

    Devero ser tomadas as medidas preconizadas nas normas tcnicas de proteo ambientalconstantes das Especificaes Gerais.

    Os caminhos de servio somente sero executados mediante autorizao prvia da

    Fiscalizao.

    5. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental:

    a) Os caminhos de servios devero ser implantados preferencialmente nos limites dafaixa de domnio.

    b) Os caminhos de servio so abertos para uso provisrio durante as obras, sejapara permitir uma operao mais eficiente das mquinas e equipamentos deconstruo, seja para garantir o acesso a reas de explorao de materiais einsumos (gua, areia, pedra, etc.). Em sendo para uso provisrio, busca-seimplant-los com o menor dispndio possvel de recursos, economizando-sena abertura da vegetao, no movimento da terra, na transposio de talvegues,etc.

    CAMINHOS DE SERVIO - AGETOP - ES-T 02/01 PG. 02/03

  • 25

    c) Aps a utilizao dos caminhos de servio, os mesmos devero sofrer recomposi-o do terreno e da vegetao, para evitar eroses assoreamento ou o uso inade-

    quado.

    6. MEDIO E PAGAMENTO

    Os Caminhos de Servio sero medidos e pagos de acordo com os PROCEDIMEN-TOS PARA MEDIO E PAGAMENTO DE SERVIOS DE TERRAPLENAGEM DAAGETOP.

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5%(cinco por cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Estevalor s poder ser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determi-

    nadas.

    CAMINHOS DE SERVIO - AGETOP - ES-T 02/01 PG. 03/03

  • 27

    1. DEFINIO

    Os cortes so segmentos de rodovia, cuja implantao requer escavao do materialconstituinte do terreno natural, ao longo do eixo e no interior dos limites das sees do projeto(off-sets), que definem o corpo estradal.

    As operaes de cortes compreendem:

    a) Escavao dos materiais constituintes do terreno natural at o greide daterraplenagem, indicado no projeto.

    b) Escavao, em alguns casos, dos materiais constituintes do terreno natural, emespessuras abaixo do greide da terraplenagem, conforme indicaes do projeto,complementadas por observaes da Fiscalizao durante a execuo dos servios.

    c) Transporte dos materiais escavados para aterros ou bota-foras.

    d) Retirada das camadas de m qualidade visando ao preparo das fundaes de aterro.O volume a ser retirado constar do projeto. Esses materiais sero transportadospara locais previamente indicados de modo que no causem transtorno obra, emcarter temporrio ou definitivo.

    e) As escavaes destinadas alterao dos cursos dgua, objetivando eliminartravessias ou fazer com que as mesmas se processem em locais mais convenientes corta-rios devero ser executados em conformidade com o projeto e com estaEspecificao.

    f) As escavaes destinadas a degraus ou arrasamentos nos alargamentos de ater-ros.

    TERRAPLENAGEM ESPECIFICAO DE SERVIOCORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 01/07

  • 28

    2. MATERIAIS

    Os materiais ocorrentes nos cortes sero classificados de conformidade com as seguintesdefinies.

    2.1. Materiais de 1 Categoria:

    Compreendem solos em geral, residual ou sedimentar, seixos rolados ou no, comdimetro mximo inferior a 0,15m, qualquer que seja o teor de umidade que apresentem.

    2.2 Materiais de 2 Categoria:

    Compreendem os materiais com resistncia ao desmonte mecnico inferior da rochano alterada, cuja extrao se processe por combinao de mtodos que obriguem a utilizaodo maior equipamento de escarificao exigido contratualmente. A extrao eventualmente poderenvolver o uso de explosivos ou processos manuais adequados. Esto includos nesta classificaoos blocos ou pedras de rocha, de volume inferior a 2m e os mataces ou pedras de dimetromdio compreendido entre 0,15m e 1,00m.

    2.3. Materiais de 3 Categoria:

    Compreendem os materiais com resistncia ao desmonte mecnico equivalente da rochano alterada e blocos de rocha com dimetro superior a 1,00m, ou de volume igual ou superiora 2m cuja extrao e reduo, a fim de possibilitar o carregamento, se processem somente como emprego contnuo de explosivos.

    3. EQUIPAMENTO

    A escavao de cortes ser executada mediante a utilizao racional de equipamentoadequado, que possibilite a execuo dos servios sob as condies especificadas e produ-tividade requerida.

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 02/07

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    A seleo do equipamento obedecer s seguintes indicaes:

    a) Corte em Solo: Sero empregados tratores equipados com lminas, escavo-transportadores ou escavadores conjugados com transportadores diversos. Aoperao incluir, complementarmente a utilizao de tratores e motoniveladoras,para escarificao, manuteno de caminhos de servio e reas de trabalho, almde tratores para a operao de pusher.

    b) Corte em Rocha: - Sero utilizadas perfuratrizes automticas, manuais, pneumti-cas ou eltricas para o preparo das minas, tratores equipados com lmina para aoperao de limpeza da praa de trabalho e escavadores conjugados comtransportadores, para a carga e transporte do material extrado. Nesta operaosero utilizados explosivos e detonadores adequados natureza da rocha e scondies de canteiro de servio.

    c) Seus similares com seus aperfeioamentos.

    4. EXECUO

    a) Escavao de cortes subordinar-se- aos elementos tcnicos fornecidos aoExecutante e constantes das notas de servio elaboradas em conformidade como projeto.

    b) A escavao ser precedida da execuo dos servios de desmatamento,destocamento e limpeza.

    c) O desenvolvimento da escavao se processar mediante a previso da utilizaoadequada, ou rejeio dos materiais que, pela classificao e caracterizaoefetuadas nos cortes, sejam compatveis com as especificaes de execuo dosaterros, em conformidade com o projeto.

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 03/07

  • 30

    d) Constatada a convenincia tcnica e econmica de reserva de materiais es-cavados nos cortes, para a confeco das camadas superficiais da platafor-ma, ser procedido o depsito dos referidos materiais, para sua oportunautilizao.

    e) Atendido o projeto e, desde que tcnica e economicamente aconselhvel, a Juzoda Fiscalizao, as massas em excesso que resultariam em bota-foras, podero serintegradas aos aterros, constituindo alargamentos da plataforma, adoamento dostaludes ou bermas de equilbrio. Referida operao dever ser efetuada desde aetapa inicial da construo do aterro.

    f) As massas excedentes que no se destinarem ao fim indicado no pargrafo anteriorser objeto de remoo, de modo a no constiturem ameaa estabilidade darodovia, e nem prejudicarem o aspecto paisagstico, normas de proteo ambiental.

    g) Quando, ao nvel da plataforma dos cortes, for verificada ocorrncia de rocha sou em decomposio, ou de solos de expanso maior que 2%, baixa capacidadede suporte ou solos orgnicos, promover-se- rebaixamento, respectivamente, daordem de 0,40m e 0,60m, procedendo-se a execuo de novas camadas,constitudas de materiais selecionados, os quais sero objeto de fixao nasEspecificaes Complementares.

    h) Os taludes dos cortes devero apresentar, aps a operao de terraplenagem, ainclinao indicada no projeto, para cuja definio foram consideradas as indica-es provenientes das investigaes geolgicas e geotcnicas. Qualquer alteraoposterior da inclinao, s ser efetivada, caso o controle tecnolgico, durante aexecuo, a fundamentar. Os taludes devero apresentar desempenada a superfcieobtida pela normal utilizao do equipamento de escavao. No ser permitida apresena de blocos de rocha nos taludes, que possam colocar em risco a seguranado trnsito.

    i) Nos pontos de passagem de corte para aterro, onde o terreno apresenta-se com

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 04/07

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    inclinaes acentuadas ( > 25 ), a Fiscalizao dever exigir a escavao dedegraus com a finalidade de assegurar a juno dos macios, evitando-se assimfuturos recalques diferenciais.

    j) Nos cortes em que vierem ocorrer instabilidade, no decorrer da execuo da obra,devero ser estudadas solues especficas.

    k) As valetas de proteo dos cortes sero executadas, independente de demaisobras de proteo projetadas e implantadas concomitantemente com a terraplenagemdo corte em execuo, sendo de 3,00m o afastamento mnimo do off-set para suaimplantao.

    l) As obras especficas de proteo de taludes, objetivando sua estabilidade, se-ro executadas em conformidade com estas Especificaes Gerais. As obrasde proteo recomendadas excepcionalmente sero objeto de projetos espe-cficos.

    m) Os sistemas de drenagem superficial e profunda dos cortes sero executados emconformidade com as indicaes constantes destas Especificaes Gerais.

    n) O alargamento de cortes existentes, devero ser projetados, considerando a larguramxima igual ao menor equipamento exigido contratualmente.

    o) Na eventual necessidade de alargamento de corte o projeto dever estabelecerseus parmetros de convenincia tcnico-econmica, a fim de propiciar a suaexecuo simultnea do corte.

    5. CONTROLE

    O acabamento da plataforma de corte ser procedido mecanicamente, de formaa alcanar-se a conformao da seo transversal de projeto, admitidas as seguintestolerncias:

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 05/07

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    a) Variao de altura mxima de (+ 0,05m para o eixo e bordos.

    b) Variao mxima de largura de + 0,20m para cada semi-plataforma, no se admitindovariao para menos.

    c) O acabamento do talude de corte dever obedecer ao descrito em 4h, s sendoadmitida a inclinao indicada no projeto.

    6. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental:

    a) Quando houver excesso de material de cortes e for impossvel incorporar este excessoao corpo de aterros, sero feitos bota-foras. As reas destinadas aos bota-forassero localizadas preferencialmente a jusante do terrapleno.

    b) Os taludes dos bota-foras devero ter inclinao suficiente para evitarescorregamentos.

    c) Os bota-foras devero ser executados de forma a evitar que escoamento de guaspluviais possam carregar o material depositado, transportando-o para os vales cau-sando assoreamento dos cursos dgua.

    d) Recomenda-se que, em havendo excesso de material de corte, procure-se execu-tar alargamentos de aterros (reduzindo a inclinao dos taludes, por exemplo) e atconstruindo plataformas contnuas estrada, que sirvam como reas deestacionamento e descanso para os usurios. No caso de bota fora com materiaisde 3. Categoria (rochoso) seu uso possvel e desejvel como dissipadores deenergia nas reas de descarga dos sistemas de drenagem.

    e) Quando economicamente vivel, dever ser feito revestimento vegetal dos bota-foras, aps sua conformao final, para serem incorporados paisagem local.

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 06/07

  • 33

    f) Evitar o quanto possvel o trnsito dos equipamentos e veculos de servio fora dasreas de trabalho, principalmente onde houver alguma rea com relevante interessepaisagstico e/ou ecolgico.

    g) revestimento vegetal dos taludes, quando previstos, dever ser executado imedia-tamente aps a execuo do corte.

    7. MEDIO E PAGAMENTO

    Os cortes sero medidos e pagos de acordo com os PROCEDIMENTOS PARAMEDIO E PAGAMENTO DE SERVIOS DE TERRAPLENAGEM DA AGETOP.

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5% (cincopor cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Este valor s poder

    ser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determinadas.

    CORTES - AGETOP - ES-T 03/01 PG. 07/07

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    1. DEFINIO

    Os emprstimos destinam-se a prover ou complementar o volume necessrio constitui-o dos aterros por insuficincia do volume dos cortes, por motivos de ordem tecnolgica deseleo de materiais ou razes de ordem econmica.

    2. MATERIAIS

    Os materiais sero de 1 categoria atendendo qualidade e destinao previstas noprojeto. Excepcionalmente podero ser utilizados 2 e 3 categorias desde que indicadasno projeto.

    3. EQUIPAMENTO

    A escavao em emprstimos dever prever a utilizao racional de equipamento apropri-ado, que atenda produtividade requerida. A operao inclui a utilizao complementar deequipamento destinado manuteno de caminhos de servio e reas de trabalho.

    4. EXECUO

    a) Atendidas as condies do projeto, os emprstimos tero seu aproveitamentodependente da ocorrncia de materiais adequados e respectiva explorao em con-dies econmicas, mediante autorizao da Fiscalizao.

    b) Sempre que possvel, devero ser executados emprstimos contguos ao corpoestradal, resultando sua escavao em alargamento dos cortes.

    c) Os emprstimos em alargamento de corte devero, preferencialmente, atingir acota do greide, no sendo permitida em qualquer fase da execuo a conduo deguas pluviais para a plataforma da rodovia.

    d) Nos trechos em curva, sempre que possvel, os emprstimos situar-se-o no ladointerno desta.

    TERRAPLENAGEM ESPECIFICAO DE SERVIO

    EMPRSTIMOS - AGETOP - ES-T 04/01 PG. 01/04

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    e) Os emprstimos no decorrentes de alargamento de cortes, quando no interior dafaixa de domnio, devem situar-se de modo a no interferir no aspecto paisagsticoda regio.

    f) Quando destinados a trechos construdos em greide elevado, os bordos internosdas caixas de emprstimos devero localizar-se distncia mnima de 5,00m do pdo aterro.

    g) Entre o bordo externo das caixas de emprstimos e o limite da faixa de domnio,dever ser mantida sem explorao uma faixa de 3,00m de largura, a fim de permitira implantao da vedao delimitadora. No caso de caixas de emprstimos defi-nidos como alargamento de cortes, esta faixa dever ter largura mnima de 3,00m,com a finalidade de permitir tambm a implantao da valeta de proteo.

    h) Constatada a convenincia tcnica e econmica da reserva de materiais es-cavados nos emprstimos para confeco das camadas superficiais da pla-taforma, ser procedido o depsito dos referidos materiais para sua oportu-na utilizao.

    i) A escavao ser procedida da execuo dos servios de desmatamento e limpezada rea do emprstimo.

    j) O acabamento dos bordos da caixa de emprstimos dever ser executado sobtaludes estveis.

    5. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental:

    a) a interligao das caixas de emprstimos que acumulam gua tem sido prticacomum na mitigao dos efeitos sobre a drenagem. Contudo, h que se ter ateno

    EMPRSTIMOS - AGETOP - ES-T 04/01 PG. 02/04

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    nos volumes dagua que acumulam e na velocidade que o escoamento pode atingirem trechos longos. A prtica pode, ao fim, apenas trocar o problema original poreroses e ravinamentos de grande porte.

    b) As caixas devem ter suas bordas afastadas do off-set, evitando que se somem asalturas dos taludes. Entre o p do aterro e o bordo dos emprstimos, deve sermantida a vegetao natural.

    c) Os emprstimos que no puderem ser obtidos por alargamento de cortes devemser localizados de preferncia em terrenos que possuam declividade suave, como fundo tambm em declive, facilitando o escoamento. No devem ser obtidosmateriais de emprstimo em talvegues, prejudicando o escoamento natural. Depreferncia, as caixas de emprstimo concentrado devem ter seus bordos afastadosdo talude da rodovia e de outras benfeitorias vizinhas. Em reas de solos muitosuscetveis eroso os emprstimos devem ser feitos longe da rodovia,conservando-se o terreno e a vegetao natural numa faixa de, pelo menos,cinqenta (50) metros de largura, separando a estrada e a caixa.

    d) Procurar evitar a obteno de emprstimos prximos a zonas urbanizadas, queterminam sendo usadas como depsitos de lixo, retendo a drenagem e causandoa proliferao de insetos, roedores e rpteis, alm de contribuir com mau cheiroe afetar o aspecto visual de toda a rea. Tornam-se, como conseqncia, a causada degradao de uso de toda rea, o foco de doenas infecciosas e, ainda,causam transtornos e custos adicionais aos servios de conservao rodoviria.

    e) desmatamento, destocamento e limpeza ser feito dentro dos limites da rea queser escavada e o material retirado dever ser estocado de forma que, aps aexplorao do emprstimo, o solo orgnico possa ser espalhado na rea esca-vada visando reintegr-la paisagem.

    f) No permitida a queima da vegetao removida.

    EMPRSTIMOS - AGETOP - ES-T 04/01 PG. 03/04

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    g) Deve ser evitada a localizao de emprstimo em reas de boa aptido agrcola.

    h) Evitar a localizao de emprstimos em reas de reservas florestais ou ecolgicas, oumesmo nas proximidades, quando houver perigo de danos a estas reas.

    i) As reas de emprstimos, aps a escavao, devero ser reconformadas comabrandamento de taludes, de modo a suavizar seus contornos e reincorpor-la aorelevo natural. Esta operao deve ser realizada antes do espalhamento do soloorgnico, conforme descrito no item e.

    j) Disciplinar o trnsito de equipamentos e veculos de servio para evitar a formaode trilhas desnecessrias e que acarretam a destruio da vegetao.

    k) As reas de emprstimos devero ser convenientemente drenadas de modo aevitar o acmulo de guas.

    6. MEDIO E PAGAMENTO

    Os emprstimos sero medidos e pagos de acordo com os PROCEDIMENTOS PARAMEDIO E PAGAMENTO DE SERVIOS DE TERRAPLENAGEM DA AGETOP.

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5% (cincopor cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Este valor s poderser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determinadas.

    EMPRSTIMOS - AGETOP - ES-T 04/01 PG. 04/04

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    1. DEFINIO

    Aterros so segmentos de rodovia, cuja implantao requer o depsito de materiais, querproveniente de cortes, quer de emprstimos, no interior dos limites das sees de projeto (off-sets), que definem o corpo estradal.

    As operaes de aterro compreendem:

    a) Descarga, espalhamento, conveniente umedecimento ou aerao, e compactaodos materiais de cortes ou emprstimos, para a construo do corpo do aterro, ats cotas indicadas em projeto. As condies a serem obedecidas para a compactaosero objeto do item Execuo.

    b) Descarga, espalhamento, homogeneizao, conveniente umedecimento ou aerao,e compactao dos materiais selecionados oriundos de cortes ou emprstimos,para a construo da camada final do aterro at a cota correspondente ao greideda terraplenagem. As condies a serem obedecidas para a compactao seroobjeto do item Execuo.

    c) Descarga, espalhamento, conveniente umedecimento ou aerao, compactao dosmateriais oriundos de cortes ou emprstimos, destinados a substituir eventualmenteos materiais de qualidade inferior, previamente retirados, a fim de melhorar as

    fundaes dos aterros e/ou cortes.

    2. MATERIAIS

    Os materiais devero ser selecionados dentre os de 1 categoria e eventualmente os de 2categoria, atendendo a qualidade e a destinao prevista no projeto.

    Os solos para os aterros proviro de emprstimos ou de cortes existentes, devidamenteselecionados no projeto. A substituio desses materiais selecionados por outros, quer seja pornecessidade de servio ou interesse do Executante, somente poder ser processada aps prvia

    TERRAPLENAGEM ESPECIFICAO DE SERVIO

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 01/08

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    autorizao por escrito da Fiscalizao.

    Os solos para os aterros devero ser isentos de matrias orgnicas, miccea e diatomcea.Turfas e argilas orgnicas no devem ser empregadas.

    Na execuo do corpo dos aterros no ser permitido o uso de solos que tenham baixacapacidade de suporte (ISC 2% e expanso maior do que 4%.

    A camada final dos aterros dever ser constituda de solos selecionados na fase de projeto,dentre os melhores disponveis, os quais sero objeto de fixao nas EspecificaesComplementares. No ser permitido uso de solos com expanso maior do que 2%.

    3. EQUIPAMENTOS

    A execuo dos aterros dever prever a utilizao racional de equipamento apropriado,atendidas as condies locais e a produtividade exigida.

    Na construo dos aterros podero ser empregados tratores de lmina, escavo-transpor-tadores, moto-escavo-transportadores, caminhes basculantes, moto-niveladora, rolos lisos,de pneus, ps-de-carneiro, estticos ou vibratrios.

    4. EXECUO

    a) A execuo dos aterros subordinar-se- aos elementos tcnicos fornecidos aoExecutante e constantes das notas de servio elaboradas de conformidade com oprojeto.

    b) A operao ser precedida da execuo dos servios de desmatamento,destocamento e limpeza.

    c) Preliminarmente execuo dos aterros, devero estar concludas as obras-de-

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 02/08

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    arte correntes necessrias drenagem da bacia hidrogrfica interceptada pelosmesmos, salvo quando houver indicao contrria.

    d) sempre aconselhvel que, na construo de um aterro, seja lanada uma primeiracamada de material granular permevel, de espessura prevista em projeto, quefuncionar como dreno para as guas de infiltrao no aterro.

    e) No caso de aterros totalmente assentes sobre encostas com inclinao transversalacentuada, de acordo com o projeto, as encostas naturais devero ser escarificadascom um trator de lmina, produzindo ranhuras, acompanhando as curvas de nvel.

    f) Se a natureza do solo condicionar a adoo de medidas especiais, para asolidarizao de aterro ao terreno natural, a Fiscalizao poder exigir a execuode degraus ao longo da rea a ser aterrada.

    g) O lanamento do material para a construo dos aterros deve ser feito em camadassucessivas, em toda a largura da seo transversal, e, em extenses tais, que permi-tam seu umedecimento e compactao de acordo com o previsto nestasEspecificaes Gerais. Para o corpo dos aterros, a espessura da camada compactadano dever ultrapassar de 0,30m. Para as camadas finais essa espessura no deverultrapassar de 0,20m.

    h) Todas as camadas devero ser convenientemente compactadas. Para o corpo dosaterros, devero ser na umidade tima, at se obter a massa especfica aparenteseca correspondente a 95% da massa especfica aparente mxima seca, do ensaioDNER-ME 47-64. Para as camadas finais, aquela massa especfica aparente secadeve corresponder a 100% da massa especfica aparente mxima seca, do referidoensaio. Os trechos que no atingirem as condies mnimas de compactao emxima de espessura, devero ser escarificados, homogeneizados, levados umidadeadequada e novamente compactados, at atingir a massa especfica aparente secaexigida.

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 03/08

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    i) No caso de alargamento de aterros, sua execuo obrigatoriamente ser procedidade baixo para cima, acompanhada de degraus nos seus taludes. Desde que justifi-cado em projeto, poder a execuo ser feita por meio de arrasamento parcial doaterro existente, at que o material escavado preencha a nova seo transversal,complementando-se aps, com material importado, toda a largura da referida seotransversal. No caso de aterros em meia encosta, o terreno natural dever ser tambmescavado em degraus.

    j) A inclinao dos taludes de aterro, tendo em vista a natureza dos solos e as condi-es locais, ser fornecida pelo projeto.

    k) Para a construo de aterros assentes sobre terreno de fundao de baixa ca-pacidade de carga, o projeto dever prever a soluo e controle a ser seguido.No caso da consolidao por adensamento da camada mole, ser exigido ocontrole por medio de recalques e, quando prevista, a observao da varia-o das presses neutras. O preparo da fundao, onde o emprego de equipa-mento convencional de Terraplenagem no for possvel, ou que as caractersti-cas da fundao exijam solues especficas, tero obrigatoriamente Projetosdetalhados.

    l) Os aterros-barragens tero o seu projeto e construo fundamentados nas consi-deraes de problemas referentes compactao de solos, estabilidade do terrenode fundao, estabilidade dos taludes e percolao da gua nos meios permeveis.Constaro especificamente do projeto.

    m) Em regies onde houver ocorrncia predominante de areia admitir-se- execuode aterros com o emprego da mesma, desde que haja convenincia, e a critrio daFiscalizao. Devero ser atendidos requisitos visando ao dimensionamento daespessura de camadas, regularizao das mesmas, execuo de leivas de contenosobre material terroso e a compactao das camadas de material terrosossubseqentes ao aterro em areia.

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 04/08

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    n) A fim de proteger os taludes contra os efeitos da eroso, dever ser procedida asua conveniente drenagem e obras de proteo, com o objetivo de diminuir o efeitoerosivo da gua, tudo de conformidade com o estabelecido no projeto.

    o) Havendo a possibilidade de solapamento da saia do aterro, em pocas chuvosas,dever ser providenciada a construo de enrocamento, no p do aterro. Na exe-cuo de banquetas laterais ou meios-fios, conjugados com sarjetas revestidas,desde que previstas no projeto, as sadas de gua sero convenientemente espaadase ancoradas na banqueta e na saia do aterro. O detalhamento destas obras serapresentado no projeto.

    p) Nos locais de travessia de cursos dgua ou passagens superiores todas as medidasde precauo devero ser tomadas a fim de que o mtodo construtivo empregadona construo dos aterros de acesso no origine movimentos ou tenses no previstasnos clculos das obras-de-arte.

    q) Os aterros de acesso prximos dos encontros de pontes, o enchimento de cavas defundaes e das trincheiras de bueiros, bem como todas as reas de difcil acessoao equipamento usual de compactao, sero compactados mediante o uso deequipamento adequado, como soquetes manuais, sapos mecnicos, etc. A execuoser em camadas, nas mesmas condies de massa especfica aparente seca eumidade descritas para o corpo de aterros.

    r) Durante a construo, os servios j executados devero ser mantidos com boa

    conformao e permanente drenagem superficial.

    5. CONTROLE

    5.1. Controle Tecnolgico

    a) Um ensaio de compactao, segundo o mtodo DNER-ME 47-64, para no mnimo

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 05/08

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    cada 1.000m de um mesmo material do corpo de aterro.

    b) Um ensaio de compactao, segundo o mtodo DNER-ME 47-64, para cada200m de um mesmo material do corpo de aterro.

    c) Um ensaio para determinao da massa especfica aparente seca, in situ, para nomnimo cada 1.000m de material compactado do corpo do aterro, corresponden-te ao ensaio de compactao referido na alnea a e, no mnimo, duas determinaes,por camada.

    d) Um ensaio para determinao da massa especfica aparente seca, in situ, paracada 100m da camada final do aterro, alternadamente no eixo e bordos, corres-pondente ao ensaio de compactao referido na alnea b.

    e) Um ensaio de granulometria (DNER-ME 80-64), do limite de liquidez (DNER-ME-44-64) e do limite de plasticidade (DNER-ME 82-63), para o corpo do aterropara todo grupo de dez amostras submetidas ao ensaio de compactao, segundoa alnea a.

    f) Um ensaio de granulometria (DNER-ME 80-64), do limite de liquidez (DNER-ME 44-64) e do limite de plasticidade (DNER-ME 82-63) para camadas finais doaterro, para todo o grupo de quatro amostras submetidas ao ensaio de compactao,segundo a alnea b.

    g) Um ensaio do ndice de suporte califrnia, com a energia do mtodo DNER-ME47-64, para as camadas finais, para cada grupo de quatro amostras submetidas ao

    ensaio de compactao, segundo a alnea b.

    5.2. Controle Geomtrico

    O acabamento da plataforma de aterro ser procedido mecanicamente, de forma a

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 06/08

  • 45

    alcanar-se a conformao da seo transversal do projeto, admitidas as seguintes tolern-cias:

    a) Variao da altura mxima + 0,05m para o eixo e bordos.

    b) Variao mxima da largura de + 0,30m para a semi-plataforma, no se admitindovariao para menos.

    O controle ser efetuado por nivelamento de eixo e bordos.O acabamento, quanto a declividade transversal e inclinao dos taludes, ser verificado

    pela Fiscalizao, de acordo com o projeto.

    6. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental:

    As providncias a serem tomadas visando a preservao do meio ambiente referem-se aexecuo dos dispositivos de drenagem e da proteo vegetal dos taludes previstos no projeto,para evitar eroses e o conseqente carreamento de material que poder assorear os cursosdgua.

    Os bota-foras, em alargamento de aterros, devero ser compactados com a mesma energia

    utilizada nos aterros.

    ATERROS - AGETOP - ES-T 05/01 PG. 07/08

  • 46

    7. MEDIO E PAGAMENTO

    Os aterros sero medidos e pagos de acordo com os PROCEDIMENTOS PARAMEDIO E PAGAMENTO DE SERVIOS DE TERRAPLENAGEM DA AGETOP.

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5% (cincopor cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Este valor s poder

    ser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determinadas.

    ATERROS - DERGO - ES-T 05/98 PG. 08/08

  • PAVIMENTAO

  • 49

    1. CONCEITOS BSICOS

    1.1 Concludos os Servios de Terraplenagem obtm-se uma superfcie chamada leito,que limita superiormente o terreno de fundao do Pavimento, usualmente chamado Subleito.

    1.2 As tolerncias geomtricas para a formao do leito ao trmino da Terraplenagemno so compatveis com as exigncias para as Camadas do Pavimento, que so crescentes debaixo para cima (do Reforo para o Revestimento).

    Por exemplo, ao trmino de um corte, as exigncias usuais so:

    a) variao mxima de cota (eixo e bordos) + 10cm

    b) variao mxima de largura: + 20cm (no se admitindo falta)

    Para a Pavimentao, exige-se para o leito:

    a) variao de cota (eixo e bordos): + 3cm

    b) variao mxima de largura: + 10cm

    c) flecha de abaulamento: + 20% (no se admitindo falta, exigncia no feita naTerraplenagem).

    1.3 Regularizao do Subleito a denominao tradicional para as operaes (cortese aterros at 20cm) necessrias obteno de um leito conformado para receber um pavimento.Cortes e aterros acima de 20cm so considerados Servios de Terraplenagem, enquanto aRegularizao do Subleito, que tambm envolve a compactao dos 20cm superiores do Subleito, considerada um Servio de Pavimentao.

    1.4 Pode acontecer, numa Regularizao do Subleito, ser necessria a importao de

    PAVIMENTAO ESPECIFICAO DE SERVIO

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 01/14

  • 50

    solos, sendo a nica exigncia que suas caractersticas de suporte sejam iguais ou superiores sdo solo constituinte da camada superior do Subleito.

    2. DEFINIO

    A Regularizao do Subleito uma operao executada na camada final da Terraplenagemdestinada a conformar o leito estradal, transversal e longitudinalmente, de modo a torn-locompatvel com as exigncias geomtricas das camadas sobrejacentes do Pavimento. Essaoperao consta essencialmente de cortes e/ou aterros at 0,20m, de escarificao e compactaode modo a garantir uma densificao homognea nos 0,20m superiores do Subleito.

    3. MATERIAIS

    Os materiais empregados na regularizao do subleito sero os de caractersticas iguais ada camada superior da Terraplenagem. Quando for necessrio a adio de materiais, estesmateriais devero vir de ocorrncias previamente estudadas e obedecero aos seguintes limites:

    Dimetro mximo de partcula igual ou inferior a 76mm. CBR (ndice de Suporte Califrnia) para energia do Proctor Normal (DNER-ME

    47/64), igual ou superior ao do material considerado no dimensionamento do Pavi-mento, como representativo do intervalo (CBR de Projeto).

    Expanso, medida no ensaio de ndice de Suporte Califrnia (DNER-ME 50/64) para energia do Proctor Normal, inferior 2,0%.

    4. EQUIPAMENTO

    4.1 Todo o equipamento deve ser cuidadosamente examinado pela Fiscalizao, devendodela receber a aprovao, sem o que no ser dada ordem de servio.

    4.2 A Motoniveladora deve ser suficientemente potente para destorroar, misturar ehomegenizar massas, cuja espessura aps a compactao possa atingir o mnimo de 20,0cm e

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 02/14

  • 51

    de conformar a superfcie acabada dentro das exigncias da Especificao.

    4.3 A Grade de Discos, rebocada por um conveniente Trator de Pneus deve sercapaz de complementar os trabalhos de destorroamento, mistura e homogeneizao do teorde gua iniciados pela Motoniveladora.

    4.4 Os Caminhes Distribuidores dgua devero ter capacidade suficiente para evitaro transtorno ocasionado por um nmero excessivo de unidades. Em qualquer hiptese no seraceito uma unidade com capacidade menor que 4.000 litros.

    4.5 Podero ser, de um modo geral, usados isoladamente ou em combinao os trsseguintes tipos de Rolos Compactadores:

    rolo liso vibratrio autopropulsor ou rebocvel por Trator de Pneus, com controlede freqncia de vibrao, e com a relao peso/largura de roda no intervalo 21a 45 kgf/cm;

    rolo p-de-carneiro (pata curta) vibratrio autopropulsor ou rebocvel por Tratorde Pneus, com controle de freqncia de vibrao;

    e para solos mais arenosos: rolo liso pneumtico autopropulsor, com presso varivel (35 a 120 lib./pol, ou

    2,5 a 8,4 kgf/cm).

    5. EXECUO

    A execuo da Regularizao do Subleito envolve basicamente as seguintes operaes:

    Escarificao e Espalhamento dos Materiais Homogeneizao dos Materiais Secos Umedecimento (ou Aerao) e Homogeneizao da Umidade Compactao Acabamento Liberao ao Trfego

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 03/14

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    5.1. Escarificao e Espalhamento dos Materiais

    Aps a marcao topogrfica da Regularizao, proceder-se- a escarificao, at 0,20mabaixo da cota de projeto, e ao espalhamento do material escarificado at a cota estabelecidapara o material solto, de modo que aps a compactao e o acabamento atinja a cota doProjeto.

    Caso seja necessrio a importao de materiais, os mesmos sero lanados aps a escarificaoe espalhamento do material, efetuando-se ento uma nova operao de espalhamento. As razes eblocos de pedra ( > 76mm) porventura existentes sero removidos.

    Caso seja necessrio bota-fora, o mesmo poder ser feito lanando-se o excesso nos

    taludes de aterros ou nos PPs, sem prejuzo drenagem e s obras-de-arte.

    5.2. Homogeneizao dos Materiais Secos

    O material espalhado ser homogeneizado com o uso combinado de grade de disco emotoniveladora. A homogeneizao prosseguir at que visualmente no se distingaheterogeneidades. Nessa fase ser complementada a remoo de razes, blocos de pedra (> 76mm) e outros materiais estranhos.

    5.3. Umedecimento (ou Aerao) e Homogeneizao da Umidade

    Para atingir-se a faixa de umidade na qual o material ser compactado, sero utilizadoscarros tanques (para umedecimento), motoniveladora e grade de disco. A faixa de umidadepara compactao dever ser fixada atravs da curva de compactao, tomando-se o

    intervalo (hot -1,5)% a (hot + 1,5)%.

    5.4. Compactao

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 04/14

  • 53

    A compactao deve ser executada preferencialmente com rolo p-de-carneiro vibratrio(com controle de freqncia de vibrao) e se possvel de pata curta. Eventualmente os lisosvibratrios e os pneumticos autopropulsores ou rebocveis.

    Dever ser obtida, experimentalmente na pista, para um mesmo tipo de material, a relaoentre o nmero de coberturas do rolo versos grau de compactao para se determinar o

    nmero necessrio de coberturas (passadas num mesmo ponto).

    5.5. Acabamento

    A operao de acabamento envolve rolos compactadores e motoniveladora que dar aconformao geomtrica longitudinal e transversal da Superfcie.

    S permitido a conformao geomtrica por corte.

    As pequenas depresses e salincias, resultante do acabamento com uso de rolos p-de-carneiro (pata curta) vibratrios autopropulsores, ou rebocveis, no so problemas superfcie acabada.

    5.6. Liberao ao Trfego

    Aps a verificao e aceitao do intervalo pelos Controles Tecnolgico e Geomtrico amesma pode ser entregue ao trfego.

    O intervalo de tempo em que a Regularizao do Subleito pode ficar exposta ao trfego funo de vrias variveis, como:

    Caractersticas Fsicas e Suporte do Material. Umidade do Material, que pode ser mantida atravs de molhagem com car-

    ros tanques. Condies meteorolgicas, onde o excesso de umidade e condies de escoamen-

    to podem danificar rapidamente a camada.

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 05/14

  • 54

    Intensidade do Trfego.

    Em princpio, vantajoso expor a Regularizao do Subleito ao trfego usurio duranteo maior tempo possvel, quando se tem a oportunidade de aumentar seu grau de compactaoe de se observar seus defeitos.

    5.7. Dever ser mantido permanentemente um Fiscal de Pista para o acompanhamen-to dos Materiais, da Execuo e dos Controles Tecnolgico e Geomtrico referentes Regularizao do Subleito, que dever comunicar o Engenheiro Fiscal todas as irregularidadesporventura ocorridas que tomar as providncias julgadas cabveis.

    6. CONTROLE TECNOLGICO

    6.1. Materiais

    A condio essencial que os materiais empregados na Regulamentao do Subleitotenham caractersticas satisfazendo a esta Especificao e s Especificaes Complementares e

    Particulares adotadas no Projeto.

    6.1.1 Controle do Teor de Umidade de Compactao

    Para cada 100m de comprimento do pano a ser compactado, ser determinadoum teor de umidade, imediatamente antes da compactao pelo mtodo expedito dafrigideira (500g para os solos mais grados e 200g para os solos mais finos ensaioeste feito in situ).

    Para o controle da homogeneidade do teor de umidade, ser utilizado o aparelho Speedyque permite com rapidez a determinao de teores de umidade em pontos aleatrios dentro dopano a ser compactado. Deve-se procurar, se possvel, para cada tipo de solo, a correlao

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 06/14

  • 55

    entre o teor de umidade determinado pelo Speedy e o teor de umidade determinado pelomtodo da frigideira.

    S ser permitida a compactao do referido pano se praticamente todos os resultadosestiverem dentro da citada faixa de teor de umidade. Em caso contrrio, dever ser procedidoum umedecimento (ou aerao), acompanhado dos processos de homegeneizao, at se

    conseguir o enquadramento na faixa de teor de umidade de compactao.

    6.1.2 Controle de Outras Caractersticas dos Materiais

    a) Sero controladas as seguintes caractersticas:

    1 Granulometria (DNER-ME 80/64)2 Limite de Liquidez LL (DNER-ME 44/71)3 ndice de Plasticidade IP (DNER-ME 82/63)4 ndice de Suporte Califrnia CBR e Expanso (DNER-ME 50/64)

    b) Para os ensaios 1, 2, e 3 colhe-se uma amostra de cerca de 5kg, domaterial espalhado e homogeneizado, um pouco antes da compactao,a cada 250 metros. Esses ensaios no serviro para o critrio de acei-tao j que no foram especificados, mas constaro do REGISTRODO CONTROLE TECNOLGICO, pois so considerados teis parafuturas comprovaes e pesquisas.

    c) Para o ensaio 4 CBR colhe-se, uma amostra na pista, imediatamente antesda compactao, moldando-se um Corpo de Prova para o ensaio CBR coma energia do Proctor Normal (PN) (DNER-ME 50/64), a cada 250m, coin-cidindo com o local da amostra do item (b).

    d) Para cada N = 10 amostras assim colhidas e ensaiadas, correspondendo acerca de 2.500m de extenso de Regularizao, calcula-se os seguintes

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 07/14

  • 56

    valores estatsticos:

    Umx =

    Umn =

    onde ,

    s =

    Xmx = Umx + 0,68s

    Xmn = Umn - 0,68s

    Nota: so desprezados os valores individuais fora do intervalo X + 3 s.

    e) Sendo:

    t mn o valor mnimo para CBR (CBR de Projeto)

    t mx o valor para a expanso (CBR) = 2,0 %

    O material considerado aprovado (AP) se foram satisfeitas todas as seguintescondies:

    U mn > t mn

    X mx 2,0%

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 08/14

    NX /X i=

    1/)( 2 NXX i

    sXN

    sX mx 06829,1 +=+

    sXN

    sX mn 06829,1 +=

  • 57

    f) Se pelo menos uma das condies de (e) no for satisfeita, mas se os resul-tados satisfizerem a seguinte situao:

    U mn 0,9 t mn

    X mx 1,1 t mx

    Ento, o material considerado aprovado sob reserva (ASPR).

    g) Se o material no for considerado (AP) nem (APSR) passa a ser considera-do no aprovado (NAP).

    h) O servio de Regularizao do Subleito, quanto aos materiais, considera-do aceito, se verificar-se a condio (AP) ou (APSR).

    Entretanto se verificar-se uma das seguintes situaes:

    mais de 2 (APSR) consecutivos se o nmero de (APSR), calculado cumulativamente, ultrapassar a 30% do

    nmero n correspondente soma (AP + APSR), calculado com n 10, ento,a partir da, o servio s ser considerado aceito com a condio (AP).

    i) Se o servio de Regularizao do Subleito no for considerado aceito quan-to ao material, o mesmo ser escarificado e, de acordo com o EngenheiroFiscal, poder o material:

    ser lanado fora ser corrigido com a adio de outros materiais granulares.

    6.2. Execuo

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 09/14

  • 58

    a) A condio essencial que o servio seja executado de modo a satisfazer ograu mnimo de compactao especificado.

    b) Grau de Compactao (GC) definido como a relao percentual entre amassa especfica aparente seca (Ds), geralmente chamada de densidadeaparente seca, e a massa especfica aparente seca mxima (Ds, mx).

    GC =

    Ds - obtida in situ (DNER-ME 92/64) sendo h teor de umidade obtidocom a frigideira).

    Ds, mx - obtida no ensaio de compactao (DNER-ME 48/64).

    c) A cada 100m de pista, na ordem: bordo direito, eixo, bordo esquerdo, bor-do direito, etc., a 60cm do bordo, colhe-se uma amostra do material napista, j homogeneizado, para a determinao de Ds, mx. Aproximada-mente no mesmo local realiza-se a determinao de Ds in situ, calculando-se, ento o GC.

    Aps N = 10 ensaios, calcula-se o valor Xmn estatstico correspondente a GC, repre-sentando uma extenso de 1.000m de regularizao.

    d) O servio ser considerado aprovado (AP), se

    Xmn 99% (sendo Xmn = Umn - 0,68s ver item 6.1.2.c)

    e aprovado sob reserva (APSR), se

    Xmn 98%.

    Se o servio no for (AP) nem (APSR) ser considerado no aprovado (NAP).

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 10/14

    100,

    xDs

    Dsmx

  • 59

    e) O servio ser considerado aceito, quanto a compactao, se for (AP) ou(APSR).

    Entretanto, se houver mais de 3 (APSR) consecutivos, ento, a partir da, o servio serconsiderado aceito com apenas (AP).

    f) Se o servio for (NAP), no ser aceito, devendo-se escarificar a Regularizao,e proceder-se a uma nova compactao.

    6.3. Registro do Controle Tecnolgico

    a) Antes do incio dos servios de Regularizao do Subleito, sero traadosgrficos, onde em abcissas constaro o estaqueamento (ou a quilometra-gem) e em ordenadas os seguintes itens, que devem, o mais possvel,corresponder aos intervalos de estaqueamento (ou de quilometragem):

    1) Granulometria2) Limite de Liquidez (LL)3) ndice de Plasticidade (IP)4) ndice de Suporte Califrnia (CBR) e Expanso (CBR)5) Grau de compactao (GC)

    b) A Fiscalizao, elaborar Relatrios Mensais obrigatoriamente assina-dos, e rubricados em todas as pginas, pelo Engenheiro Fiscal e peloEngenheiro da Construtora.

    c) Esses Relatrios Mensais devero conter:

    os grficos citados em (a); todos os elementos, fatos e acontecimentos relacionados com a qua-

    lidade da obra.

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/98 PG. 11/14

  • 60

    d) Os Relatrios Mensais sero arquivados em 2 vias; uma no Laboratrio Central

    e a outra na Diretoria de Obras da AGETOP.

    7. CONTROLE GEOMTRICO

    7.1. Controle de Cotas

    Aps a execuo da Regularizao do Subleito proceder-se- a relocao do eixo, emarcar-se- de 20 em 20m, a trena, os seguintes 4 pontos: 2 correspondentes aos bordos dofuturo Revestimento, e 2 correspondentes aos bordos da plataforma regularizada.

    Os 5 pontos (com o correspondente ao eixo) sero nivelados, e comparados com ascotas estabelecidas no Projeto.

    No ser tolerado nenhum valor individual de cota fora do intervalo (C + 2,0)cm a(C 3,5)cm sendo C a Cota de Projeto, para o ponto considerado.

    O servio ser aprovado (AP) se a Cota de cada ponto, comparada com a de projeto,ficar compreendida entre (C 3)cm a (C + 2)cm.

    Se a Cota de cada ponto, comparada com a de projeto, ficar compreendida entre(C 3,5)cm a (C + 2,0)cm o servio ser considerado aprovado sob reserva (APSR).

    Se o servio no for (AP) ou (APSR) ser considerado no aprovado (NAP).

    O servio de regularizao, quanto s cotas, considerado aceito se verificar-se acondio (AP) ou (APSR). Entretanto, se houver mais de 20 (APSR) consecutivos, ou se onmero de (APSR) calculado acumulativamente ultrapassar a 30% do nmero n corresponden-te soma (AP + APSR), calculado com n 100, ento a partir da, o servio s serconsiderado aceito com a condio (AP).

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 12/14

  • 61

    Se o servio de regularizao no for considerado aceito quanto s Cotas de Projeto,o mesmo dever ser completamente refeito.

    7.2. Controle da Largura e da Flecha de Abaulamento

    Para cada estaca (de 20 em 20m) ser determinada:

    a) a largura da Plataforma, com trena;

    b) a flecha de abaulamento, de acordo com o nivelamento dos 3 pontos (eixo e bordosdo futuro Revestimento).

    O servio ser aceito, quanto largura e flecha de abaulamento do Projeto, se, paracada valor individual, os seguintes limites de tolerncia no forem ultrapassados:

    + 10cm quanto largura at 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, no se tolerando falta.

    Se o servio no for aceito, a regularizao dever ser completamente refeita.

    8. MANEJO AMBIENTAL

    Nas operaes referentes a este servio devem ser adotadas as seguintes medidas deproteo ambiental.

    Como a maioria das operaes para execuo da regularizao acontecem sobre o corpoestradal, os cuidados destinados preservao ambiental, referem-se disciplina do trfego edo estacionamento dos equipamentos:

    a) Os cuidados para a preservao ambiental se referem disciplina do trfego e doestacionamento dos equipamentos.

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 13/14

  • 62

    b) Deve ser proibido o trfego desordenado dos equipamentos fora do corpo estradal,para evitar a destruio desnecessria da vegetao.

    c) As reas destinadas ao estacionamento e aos servios de manuteno dos equipa-mentos, devem ser localizados de forma a evitar que, resduos de lubrificantes e/oude combustvel sejam levados at os cursos dgua. Observar o perodo chuvoso.

    9. MEDIO E PAGAMENTO

    Um servio de Regularizao do Subleito ser medido e pago de acordo com osPROCEDIMENTOS PARA MEDIO E PAGAMENTO DE SERVIOS DE PAVIMEN-TAO DA AGETOP.

    Em cada medio especfica deste servio dever ser retido um percentual de 5% (cincopor cento), que representa a parte relativa execuo do manejo ambiental. Este valor s poder

    ser liberado e incluso na medio aps a efetivao das medidas determinadas.

    REGULARIZAO DO SUBLEITO - AGETOP - ES-P 01/01 PG. 14/14

  • 63

    1. CONCEITOS BSICOS

    1.1 Pavimento Rodovirio uma estrutura construda sobre o subleito, tambmchamado de Terreno de Fundao do Pavimento e obtido nos servios de terraplenagem,com a finalidade de propiciar ao usurio do transporte rodovirio Segurana e Con-forto.

    1.2 Em princpio, um Pavimento constitudo por duas camadas: o Revestimentoe a Base.

    O Revestimento, ficando diretamente sob a ao dos pneumticos dos veculos,deve apresentar qualidades especficas (maior resistncia aos esforos tangenciais, boascondies ao rolamento, etc.) alm das caractersticas usuais hidrulicas e de resistnciamecnica.

    1.3 No chamado Pavimento Asfltico pelo menos o Revestimento uma camadaasfltica , podendo a Base ser ou no de natureza asftica. O Pavimento Asfltico tambmchamado, alis sem muita propriedade, de Pavimento Flexvel.

    Por motivos econmicos, a Base pode ser decomposta em vrias camadas, geralmenteno mximo em trs camadas: a Base propriamente dita, a Sub-Base e o Reforo (s vezeschamado impropriamente de Reforo do Subleito). Como as tenses provenientes dascargas de roda dos veculos vo decrescendo de cima para baixo, as exigncias dasEspecificaes vo crescendo do Reforo para a Base.

    1.4 O chamado Pavimento de Concreto de Cimento Portland constitudo por umacamada de concreto de cimento portland tradicional (350 a 400kg de cimento por m), com 15a 25cm de espessura, funcionando simultaneamente como Revestimento e Base.

    O Pavimento de Concreto de Cimento Portland tambm chamado, aqui com maispropriedade, de Pavimento Rgido, e seu projeto e construo so objetos de Procedi-

    PAVIMENTAO ESPECIFICAES DE SERVIOREFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTE - AGETOP - ES-P 02/01 PG. 01/18

  • 64

    mentos e de Especificaes Especiais.

    O Pavimento de Concreto de Cimento Portland projetado e construdo em forma dePlacas devido s necessrias juntas (longitudinais e transversais), sendo essas Placasgeralmente assentes sobre uma Sub-Base.

    1.5 O Reforo a camada mais modesta de um Pavimento, sendo por isso geralmenteconstitudo por uma camada de solo convenientemente compactada, ou seja, por um soloestabilizado mecanicamente.

    1.6 Entende-se vulgarmente por camada estabilizada aquela capaz de suportar osesforos para a qual foi destinada. Evidentemente, qualquer camada de um pavimento deveser necessariamente estvel, usando-se a denominao estabilizada para indicar o principalprocesso usado, por exemplo: solo estabilizado com cal solo estabilizado com cimentoportland solo estabilizado com asfalto brita estabilizada com cimento portland, etc.

    Quando um solo estabilizado somente por compactao, sem necessidade de umaditivo, para a finalidade a que se destina, usualmente emprega-se o termo estabilizadomecanicamente, e como geralmente com uma boa granulometria se consegue um maior ndicede estabilidade (geralmente medido pelo CBR), usa-se o termo estabilizadogranulometricamente como sinnimo de estabilizado mecanicamente.

    1.7 Como para Base se exige que o solo se enquadre numa determinada faixa

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTE AGETOP - ES-P 02/01 PG. 02/18

    PLACA DE CONCRETO

    SUB-BASE

    SUB-LEITO

    PAVIMENTODE CCP

    REVESTIMENTO

    B A S E

    SUB-BASE

    REFORO

    SUB-LEITO

    PAVIMENTOASFLTICO

  • 65

    granulomtrica, usando-se para isso um solo ou uma mistura de solos, usa-se a denomina-o de Base Estabilizada Granulometricamente. Como para Sub-Base essa exigncia podeser ou no feita, e para Reforo geralmente no feita ficaria aqui melhor as denominaesde: Sub-Base Estabilizada Mecanicamente e Reforo Estabilizado Mecanicamente. Por outrolado, diz-se geralmente: Reforo ou Reforo do Subleito (impropriamente, pois a camadapertence ao Pavimento) subentendendo-se as palavras Estabilizado Mecanicamente ou Es-tabilizado Granulometricamente.

    Nestas Especificaes Gerais adotou-se a seguinte nomenclatura:

    Base Estabilizada Granulometricamente Sub-Base Estabilizada Granulometricamente Reforo Estabilizado Granulometricamente

    1.8 A nica exigncia que, de um modo geral, se faz para o Reforo que tenha CBR(ndice de Suporte Califrnia) razoavelmente superior ao do Subleito, com uma expanso nomximo de 1,0%. A compactao deve ser realizada na energia do chamado ProctorIntermedirio (ou AASHTO Intermedirio), a no ser que haja indicao explcita nasEspecificaes Particulares do Projeto.

    1.9 Usualmente, no se prev para o Reforo uma mistura de solos e muito menos ouso de aditivos (cal, cimento portland, etc.), mas apenas um nico solo no muito expansivoe com um valor suporte maior que o do Subleito. Entretanto, nada impede que as EspecificaesParticulares do Projeto indiquem a mistura de 2 solos, a utilizao de brita ou mesmo autilizao de um aditivo (cal, cimento portland, asfalto, etc.).

    1.10 A denominao de Reforo Estabilizado Granulometricamente serve, inclusive,para se diferenciar essa camada do pavimento das camadas asflticas utilizadas como Reforo

    dos Pavimentos Asflticos antigos.

    2. DEFINIO

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTE a camada do

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 03/18

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    Pavimento Asfltico situada imediatamente abaixo da camada de Sub-Base, usualmente constituda

    de solos, que obtm a necessria estabilidade para cumprir suas funes apenas devido a uma

    conveniente compactao, sem necessidade de nenhum aditivo.

    3. MATERIAIS

    Os materiais empregados em Reforo Estabilizado Granulometricamente (RFEG) sousualmente solos sem misturas e devem apresentar as seguintes caractersticas:

    CBR (ndice de Suporte Califrnia) superior ao do Subleito, o ensaio CBR sendorealizado segundo o DNER-ME 49/74 com a energia do DNER-ME 48/64 ououtra especificada no Projeto (no caso de misturas com produtos de britagem ouprodutos totais de britagem);

    Expanso medida no ensaio CBR no deve ser inferior a 1,0%.

    4. EQUIPAMENTO

    4.1 Todo o equipamento deve ser cuidadosamente examinado pela Fiscalizao, de-vendo dela receber a aprovao, sem o que no ser dada ordem de servio.

    4.2 A Motoniveladora deve ser suficientemente potente para destorroar, misturar ehomogeneizar massas, cujas espessuras aps a compactao possa atingir o mnimo de 20,0cm,e de conformar a superfcie acabada dentro das exigncias da Especificao.

    4.3 A Grade de Discos, rebocada por um conveniente Trator de Pneus deve ser capazde complementar os trabalhos de destorroamento, mistura e homogeneizao do teor degua iniciados pela Motoniveladora.

    4.4 Os Caminhes Distribuidores dgua devero ter capacidade suficiente para evitar

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 04/18

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    o transtorno ocasionado por um nmero excessivo de unidades. Em qualquer hiptese no seraceito uma unidade com capacidade menor que 4.000 litros.

    4.5 Podero ser usados isoladamente ou em combinao os dois seguintes tipos deRolos Compactadores:

    a) rolo p-de-carneiro vibratrio (pata curta) autopropulsor, com controle defreqncia de vibrao, com a relao peso/largura de roda no intervalo21 a 45 kgf/cm;

    b) rolo liso vibratrio autopropulsor, com controle de freqncia de vi-brao, e com a relao peso/largura de roda no intervalo 21 a 45kgf/cm.

    4.6 No caso de misturas o equipamento o previsto AGETOP-ES-P 03/01.

    5. EXECUO

    5.1 Quando houver mistura de mais de 2 componentes, essa mistura ter de ser neces-sariamente feita em Usina de Solos.

    A mistura de at 2 componentes pode ser opcionalmente feita na pista.

    Em ambos os casos a mistura seguir o que preconiza a AGETOP-ES-P 03/01.

    5.2 A execuo de Reforo Estabilizado Granulometricamente envolve basicamente asseguintes operaes:

    Espalhamento Homogeneizao dos Materiais Secos Umedecimento ou Aerao e Homogeneizao de Umidade

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 05/18

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    Compactao Acabamento Liberao ao Trfego

    5.2.1 Espalhamento

    O espalhamento do material depositado na plataforma se far com motoniveladora. Omaterial ser espalhado de modo que a camada fique com espessura constante. No poderoser confeccionadas camadas com espessuras compactadas superiores a 20,0cm nem inferiores

    a 10,0cm.

    5.2.2 Homogeneizao dos Materiais Secos

    O material espalhado ser homogeneizado com o uso combinado de grade de disco emotoniveladora. A homogeneizao prosseguir at que visualmente no se distingaheterogeneidades. Nessa fase sero retirados os materiais estranhos (blocos de pedra, razes,

    etc.). O destorroamento do material fundamental.

    5.2.3 Umedecimento ou Aerao e Homogeneizao da Umidade

    Para atingir-se a faixa do teor de umidade na qual o material ser compactado, seroutilizados carros tanques (para umedecimento), motoniveladora e grade de discos (para aerao).A faixa de umidade dever ser preferencialmente fixada atravs da curva CBR versus umidade,entrando-se com o valor do CBR fixado e determinando-se a faixa de teor de umidade decompactao.

    A curva CBR x h dever ser obtida simultaneamente com a curva de compactao (DNER-ME 49/74) utilizando a energia de compactao do DNER-ME 48/64 (ou a especificada noProjeto).

    Se por qualquer motivo no se poder traar a curva CBR x h, deve-se adotar a faixa:

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 06/18

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    (Hot -1,5)% a (Hot + 0,5)%

    muito importante uma perfeita homogeneizao da umidade.

    5.2.4 Compactao

    A compactao deve ser executada preferencialmente com rolo p-de-carneiro vibratrio(pata curta) autopropulsor em combinao com rolo liso vibratrio autopropulsor, podendo-seentretanto usar-se apenas um desses rolos, isoladamente.

    Dever ser elaborada para um mesmo tipo de material uma relao na pista entre o nmerode coberturas do rolo versus grau de compactao para se determinar o nmero necessrio decoberturas (passadas num mesmo ponto).

    No caso de misturas de solo com material de britagem ou produtos totais de britagem(solo brita, brita graduada), o Projeto indicar quais os procedimentos a serem adotados.

    5.2.5 Acabamento

    A operao de acabamento ser executada com rolos compactadores usados, que daroa conformao geomtrica longitudinal e transversal da plataforma, de acordo com o Projeto, ecom o auxlio de motoniveladora.

    S permitido a conformao geomtrica por corte.

    5.2.6 Liberao ao Trfego

    Aps a verificao e aceitao do intervalo trabalhado, o mesmo poder ser entregue aotrfego usurio.

    O intervalo de tempo que um Reforo Estabilizado Granulometricamente pode ficar expostoao trfego usurio funo de vrias variveis, tais como:

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 07/18

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    Umidade do material, que pode ser mantida atravs de molhagem com carrostanques.

    Coeso do material Condies meteorolgicas, onde o excesso de umidade e condies de escoa-

    mento podem danificar rapidamente a camada. A intensidade do trfego.Em princpio, vantajoso expor o Reforo Estabilizado Granulometricamente ao trfego

    usurio durante o maior tempo possvel, quando se tem oportunidade de aumentar seu grau decompactao e de se observar seus defeitos.

    6. CONTROLE TECNOLGICO

    6.1. Materiais

    A condio essencial que os materiais empregados no Reforo EstabilizadoGranulometricamente (RFEG) tenham caractersticas satisfazendo a esta Especificao e sEspecificaes Complementares e Particulares adotadas no Projeto.

    6.1.1 Explorao de Jazidas de Solos

    A Fiscalizao manter permanentemente na obra um Fiscal de Jazida que visitar, emtodos os dias teis, as Jazidas de Solos em explorao, observando o modo de explorao e anatureza dos materiais obtidos. Cuidados especiais sero dedicados a evitar que sejam cavadosfundos de jazidas com solos diferentes dos indicados no Projeto.

    O Fiscal de Jazida dever impedir que materiais suspeitos sejam transportados para aPista. Quaisquer fatos considerados graves devero ser comunicados ao Engenheiro Fiscal(do AGETOP ou da Consultora por ele contratado), que ajuizar sobre a necessidade ou node suspender os servios de explorao, e que tomar as providncias julgadas cabveis.

    6.1.2 Controle do Teor de Umidade de Compactao

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 08/18

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    Para cada 100m de comprimento do pano a ser compactado, ser determinado umteor de umidade, imediatamente antes da compactao, pelo mtodo expedito da frigidei-ra (500g para os solos mais grados e 200g para os solos mais finos ensaio este feito insitu).

    Para o controle da homogeneidade do teor de umidade, ser utilizado o aparelho Speedyque permite com rapidez a determinao de teores de umidade em pontos aleatrios dentro dopano a ser compactado. Deve-se procurar, se possvel, para cada tipo de solo, a correlaoentre o teor de umidade determinado pelo mtodo da frigideira.

    S ser permitida a compactao do referido pano se praticamente todos os resul-tados estiverem dentro da citada faixa de teor de umidade. Em caso contrrio, dever serprocedido um umedecimento (ou aerao), acompanhado dos processos dehomogeneizao, at se conseguir o enquadramento da faixa de teor de umidade de

    compactao.

    6.1.3 Controle de Outras Caractersticas dos Materiais

    a) Sero controladas as seguintes caractersticas:

    1 Granulometria (DNER-ME 80/64)2 Limite de Liquidez LL (DNER-ME 44/71)3 ndice de Plasticidade IP (DNER-ME 82/63)4 ndice de Suporte Califrnia CBR

    b) Colhe-se na Pista uma amostra de cerca de 5kg, a cada 250 metros, domaterial espalhado e homogeneizado, um pouco antes da compactao,para os ensaios 1, 2 e 3.

    c) Para o ensaio 4 CBR, colhe-se uma amostra na pista, aps a aprovaopara a compactao, moldando-se um Corpo de Prova para o ensaio CBRcom a energia especificada no Projeto (DNER-ME 48/64), a cada 250

    REFORO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTEAGETOP - ES-P 02/01 PG. 09/18

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    metros do RFEG, coincidindo com o local da amostra do item (b).

    d) Para cada N = 10 amostras assim colhidas e ensaiadas, correspondendoa cerca de 2.500 metros de extenso de RFEG, calcula-se os seguintesvalores estatsticos:

    Xmn =

    Xmx =

    Umx =

    Umn =

    onde =

    Nota: so desprezados os valores individuais fora do intervalo X 3 s.

    e) sendo:

    t mn o valor m