excelÊncia em pavimentaÇÃo

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  • www.ciber.com.br

    JUNHO 2015Nmero 31

    EXCELNCIA EM PAVIMENTAO

    CHILE: infraestrutura para o crescimento

    BARREIRAS NEW JERSEY: execuo gil com qualidade e menos custos

    PERU: velocidade para aumentar estradas e rodovias pavimentadas

    Aplicaes, cuidados, tecnologias e equipamentos para um pavimento de alta qualidade

    BRASIL: testes comparativos em compactadores confirmam desempenho e economia

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    soluo para grandes projetos. De fato, oportunidades existem e outras mais surgem a cada dia, em menor e maior velocidade, mas elas existem.

    Em edies anteriores da Usina de Notcias falamos muito da qualidade em compactao, produo de massa asfltica e reciclagem de solos e pavimentos. Nesta edi-o nosso enfoque est na Excelncia em Pavimentao. Quais as tcnicas, as recomendaes e melhores prticas de uma boa aplicao, dicas de experts no assunto, o que h de mais avanado e inovador em termos de equipa-mentos para pavimentao, como a tecnologia e sistemas agregados esto auxiliando e assegurando vantagens e be-nefcios aos operadores e empresrios.

    Manter-se frente no mercado e atento a todas opor-tunidades sem dvida estar atualizado com novas tc-nicas e aplicaes, novos recursos e equipamentos, novas tecnologias, transpor barreiras. Ser resiliente e inovador.

    Bons negcios, boa leitura e um grande abrao.

    esilincia, a capacidade que um indivduo ou uma populao apresenta, aps momento de adversidade, conseguindo se adaptar ou evoluir

    positivamente diante da situao. assim que imaginamos que os empresrios, a inds-

    tria e o povo brasileiro precisaro manter-se constante-mente pelos prximos meses. Com extrema resilincia. notrio o cenrio atual da economia do pas, assim como nosso setor de roadbuilding, que foi fortemente impacta-do com diminuio de projetos e obras, de investimentos, atrasos, elevao de custos, e que resultaram em menor demanda em todos os setores. momento de continuar reivindicando direitos e crescimento para o pas, e tam-bm de buscar uma agenda positiva.

    Precisamos olhar para a frente, ver o que outros no veem em momentos de dificuldades, j descreveram mui-tos gurus. Buscar oportunidades onde antes nem imagi-nvamos adentrar, adaptar-se e evoluir. fato que houve atrasos de obras, que h uma demora excessiva por lan-ar novos projetos, que o Custo Brasil est cada vez mais alarmante. Mas fato tambm que muitas obras seguem adiante, que os jornais todos os dias anunciam obras em curso, novos projetos de manuteno e ampliao de pavi-mentao em centenas de municpios por todos os cantos do pas. E as PPPs aparecem cada vez mais na mdia como

    Luiz Marcelo Tegon, Presidente da Ciber

    Produo e execuo:

    Fone: (11) 3253-4542www.timbro.com.br

    Editor Executivo: Rodrigo Garcia AguiarDiretora de Redao: Celina M. M. Lopes Editora: Laiza CarneiroJornalista Responsvel: Helvnia Ferreira (Mtb/DRT/RS: 8166)Reportagem: Laiza Carneiro, Mrcio Jardim, Vinicius Mximo, Fbio CamargoPesquisa: Natalia Milani

    A revista Usina de Notcias uma publicao da Ciber Equipamentos Rodovirios Ltda. Empresa do Grupo Wirtgen

    Rua Senhor do Bom Fim, 177CEP 91140-380Por to Alegre RS Brasil Fone: (51) 3364-9200 / Fax: (51) [email protected] / www.ciber.com.br

    Reviso: Hebe Ester LucasReviso Tcnica: Marcelo Zubaran e Juliano GewehrDiretor de arte: Renato GottinariCapa: Vincius ZimmerTiragem: 8.600 exemplares (Por tugus)1.500 exemplares (Espanhol)1.500 exemplares (Ingls)Distribuio gratuita. permitida a reproduo de matrias, desde que citada a fonte.

    ENVIE INFORMAES SOBRE OBRAS, EQUIPAMENTOS DO GRUPO WIRTGEN, CRTICAS E SUGESTES. PARTICIPE!

    Coordenao Geral: Luiz Marcelo Tegon (Presidente) Jandrei Goldschmidt (Gerente de Marketing)Barbara Rossi

    [email protected]

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    REVENDEDORES, SUPORTE AO PRODUTO,

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    INOVA MQUINASFone: 31 2566 1717E-mail: [email protected]

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    34Tecnologia

    COMPARATIVOS DE COMPACTAOTestes conf irmam economia, performance e qualidade superior

    50 Peru

    Pas busca excelncia para melhoria da malha viria

    NO CAMINHO DOS INCAS

    1 ChilePAVIMENTANDO A ESTRADA DO CRESCIMENTO ECONMICOPas andino investe pesado para que infraestrutura no seja um entrave do desenvolvimento no futuro

    EXCELNCIA EM PAVIMENTAO

    Especial

    Variedade de produtos, solues e tcnicas avanadas so condio-chave para uma pavimentao de primeira linha

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    onforto, agilidade, segurana, desempenho, facilidade no manuseio e eficincia so carac-tersticas dignas de carros de luxo, mas esses

    atributos no se restringem apenas a eles. Assim como esses veculos, os equipamentos voltados para constru-o e manuteno de rodovias, alm de robustez, tam-bm agregam muita tecnologia e esto cada vez mais amigveis.

    Isso se deve ao fato de os equipamentos rodovirios, independentemente do tamanho e de sua funcionalida-de, passarem por diversos estudos antes de ir s obras estradas afora. A tecnologia est presente em tudo para que cada vez mais as mquinas auxiliem e facilitem, da melhor maneira, o trabalho do homem.

    E investir nessa evoluo tecnolgica quesito primordial para atender s demandas de mercado e s condies exigidas pelo setor. Pensando nisso, com o

    TECNOLOGIAS QUE CONFEREM SEGURANA, QUALIDADE E ECONOMIA

    intuito de atender s necessidades de seus clientes cada vez mais, novos sistemas e aplicativos presentes nos equipamentos esto sendo aperfeioados, de modo a fa-cilitar a utilizao pelos operadores e maximizar a pro-duo, resultando em agilidade, economia, segurana e comodidade.

    Seguem elencadas algumas das mais recentes tec-nologias incorporadas s fresadoras, recicladoras, pavi-mentadoras, compactadores e usinas de asfalto.

    Uma pavimentadora, que tem o papel de aplicar, nivelar e pr-compactar a mistura asfltica, um dos principais equipamentos em uma obra rodoviria e sua qualidade fundamental para o desempenho da cons-truo. Para isso, os sistemas desses equipamentos so desenvolvidos para auxiliar o trabalho do operador, evi-tando, assim, que cometam erros durante a pavimen-tao.

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    Imagem: Vincius Zimmer

    2Mercado

    Infraestrutura

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    As usinas de asfalto tambm oferecem aplicativos ao estilo high-tech. Trata-se do Sistema de Monitoramen-to Remoto, disponvel na Usina Ciber UACF iNOVA,

    que possibilita aos gesto-res da obra monitorarem remotamente a operao da usina, podendo aces-sar os histricos de pro-duo e de consumo de insumos, entre outros.

    Esse sistema de mo-nitoramento permite ve-

    rificar a operao da usina, em tempo real, 24 ho-ras por dia, em qualquer unidade remota. O ges-tor da obra pode visualizar a mesma tela que o operador, aproximando o escritrio da obra.Basta ter acesso internet, pois a empresa fornece um programa em que o proprietrio da usina pode acessar as informaes no seu computador. A Ciber disponibiliza um sistema no qual o cliente faz o do-wnload do programa e, a partir dele, com acesso internet, possvel monitorar em tempo real a pro-duo da usina, verificando desde temperaturas, gr-ficos de produo, entre outros recursos disponveis.

    Painel ErgoPlus, com smbolos de fcil compreenso, facilitam o comando pelo operador

    O sistema ErgoPlus gerao trao 3 um deles. Ele consiste em um painel que aperfeioa o sistema de comando das pavimentadoras. Conta com funes que facilitam a interatividade do trabalho realizado pelo operador com a mquina, alm de um painel de fcil compreenso, pois possui uma linguagem grfi-ca universal, podendo ser usado e lido por todos os

    operadores indepen-dentemente do pas e do idioma.

    Em uma operao de pavimentao, alm do operador principal h tambm um profissio-nal que monitora a mesa compactadora. Alguns

    comandos foram aprimorados de forma a facilitar a exe-cuo e permitir ao mesista acesso a alguns comandos que sobrecarregavam o operador. E o sistema de nivela-mento j est incluso no ErgoPlus, agregando todos os comandos necessrios para uma pavimentao produti-va e de qualidade.

    O display do ErgoPlus, que j est em sua tercei-ra gerao, proporciona melhor visibilidade e nitidez. Desta maneira, as teclas iluminadas so propcias para trabalhos realizados noite, reforando a exatido do comando no escuro. Para o trabalho diurno, os displays de informaes so visveis mesmo sob intensa clari-dade.

    Com o ErgoPlus 3, o operador pode comandar os sistemas: PaveDock Assistant que aumenta a seguran-a da entrega do material do caminho para a pavimen-tadora, efetivando a comunicao entre o motorista do caminho e o operador da mquina; e o AutoSet Plus

    Assim como as vibroacabadoras Vgele, as pavimen-tadoras de concreto Wirtgen SP 15 e SP 25 e a fresa-dora Wirtgem W200 tambm disponibilizam um plus

    tecnolgico aos opera-dores. So os sistemas de nivelamento, disponveis de forma padro, sendo um sensor de inclinao transversal, dois sensores de direo longitudinal e um conjunto 3D opcio-nal. Esses sistemas infor-

    mam a mquina sobre a direo que devem seguir, bem como a espessura da camada, variao de inclinao do terreno, entre outras informaes.

    Com um avanado sistema de comando tridimen-sional, os equipamentos contam com piloto automtico e uma unidade de comando econmica e de fcil ope-rao. No caso da SP 15 e 25, essa tecnologia permite uma pavimentao totalmente automtica e de alta qua-lidade, mesmo em raios estreitos de at 600 mm permitindo que a programao do traado seja realizada in situ.

    Com um computador integrado, tanto na pavimen-tadora como na fresadora, e com um painel de coman-do intuitivo, a mquina conta com dois receptores de GPS que se comunicam com outra estao localizada na obra.

    Com um rpido treinamento, qualquer profissional, mesmo com pouca experincia, consegue operar sem dificuldades, alm de possuir um processo autoexpli-cativo. As formas dos perfis, uma vez programadas, podem ser gravadas e assim voltarem a ser ativadas a qualquer momento.

    NIVELAMENTO EM COMANDO 3D

    ERGOPLUS EM USO NA DUPLICAO DA BR-163

    Em Rondonpolis, Mato Grosso, a empresa Ca-valca Construes e Minerao Ltda. operou em 22,7 quilmetros de extenso na obra de duplicao da BR 163 (do km 94,9 ao 117,6). Essa uma das principais rodovias do pas que liga o Rio Grande do Sul ao Par, cortando todo o Brasil verticalmente, e que nasceu du-rante o Processo de Integrao Nacional, no mandato do presidente Juscelino Kubitschek (1955 1960).

    Segundo o engenheiro Dejanir Franch, respon-svel da Cavalca Construes na obra, e que contou com uma vibroacabadora Super 1800-3, da Vgele, as principais vantagens a serem destacadas do Ergo-Plus e que foram percebidas durante sua operao so: a confiabilidade da espessura e camada plana, oferecendo, assim, mais segurana de aplicao por parte do operador e economia de material devido homogeneidade da espessura.

    Ainda segundo Franch, a tecnologia levou a em-presa a adquirir uma pavimentadora. O sistema de aquecimento da mesa (gerador), o sistema de vi-brao com tampers e, principalmente, o ErgoPlus me levaram a perceber mais acertos do que erros, disse.

    que salva na memria todos os parmetros da mquina permitindo que, aps fechar e guardar o equipamento, ele seja reaberto apresentando os mesmos parmetros salvos, apertando apenas um boto.

    SISTEMA DE MONITORAMENTO

    Alm da visualizao grfica da produo, alarmes de operao e gerao de avisos de manuteno, o sis-tema isenta os operadores da produo constante de relatrios a respeito da produtividade do equipamento.

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    Os componentes do Hammtronic so:- Gesto do Motor que ajusta automaticamente a

    velocidade do motor, gerando economia de combust-vel, menor desgaste e rudo;

    - Controle da Trao controla o arranque e parada do cilindro, bem como a carga mxima, protegendo as-sim o motor de sobrecargas;

    - Controle Antipatinagem detecta automatica-mente condies e dados de operao, distribuindo uniformemente a fora pelo eixo do rolo, resultando em uma excelente trao;

    - Controle de Vibrao controla a vibrao hidros-ttica, compactando sempre a uma frequncia igual e predefinida;

    - Visualizao da Informao o operador infor-mado em tempo real sobre todas as funes do equipa-mento atravs do painel de operao.

    Tecnologia patenteada, os compactadores da marca Hamm possuem os rolos oscilatrios, que so cilindros desenvolvidos pela empresa que oscilam em contato permanente com a camada, compactando com baixo impacto, evitando assim eventuais danos ao pavimento, ao equipamento e em construes adjacentes.

    Essa tcnica otimiza o trabalho permitindo uma quantidade menor de passadas do que com os rolos ex-

    clusivamente vibratrios. A utilizao de dois eixos com pesos excntricos, que giram em sentidos opostos, gera movimen-tos oscilantes do cilin-dro, que alternam para a frente e para trs, sempre em contato permanente

    com o solo. Alm disso, tem como vantagem o sistema de regulagem automtica da amplitude, que se ajusta de acordo com o nvel de dureza do material.

    Uma das vantagens tcnicas do sistema oscilatrio obter maior grau de compactao com menor nmero de passadas. Combinando o cilindro dianteiro vibrat-rio com o cilindro traseiro oscilatrio, obtemos maior grau de compactao com menor nmero de passadas. Em locais onde no podemos utilizar a vibrao, como pontes e viadutos, operamos com o cilindro dianteiro esttico e o traseiro oscilando.

    Rolos compactadores tambm apresentam sistemas e aplicativos que auxiliam e modernizam as funes de maneira a garantir um trabalho gil e eficaz.

    Como o caso do Hammtronic, sistema de gesto operacional disponvel no compactador Hamm 3520, controlado por um microprocessador, que permite que o operador execute outras atividades enquanto o siste-ma liga, monitora e controla todas as funes impor-

    tantes do equipamento. E, com o fato de moni-torar e regular as funes centrais da mquina, o Hammtronic evita pos-sveis erros do operador, bem como reduz o con-sumo de combustvel.

    OSCILAO

    O compromisso com o desenvolvimento de novas tecnologias para a produo de mquinas e sistemas para permitir que seus clientes obte-nham uma alta qualida-de em compactao de solos e asfalto traz tam-

    bm a tecnologia de compactmetro HCQ (Qualidade de Compactao Hamm) para compactadores de solos de cilindros lisos, como o 3411, que detecta o preen-chimento dos vazios do solo, ampliando a garantia de qualidade do servio.

    Um sensor instalado junto ao cilindro faz a leitura do retorno do impacto vibratrio junto ao solo. Con-forme os vazios dos solos esto sendo preenchidos e a compactao vai sendo alcanada, h uma variao na leitura do sensor. O operador alertado quando o solo j est prximo de sua den-sidade mxima, com os vazios j preenchi-dos, evitando assim a sobrecompactao e a consequente frag-mentao do mate-rial.

    HCQ COMPACTMETRO

    No setor de compactao de asfalto, a tecnologia oscilatria reduz o impacto no entorno, minimizando efeitos colaterais de intervenes em reas urbanas. Isso acontece porque a oscilao realiza uma ao mais

    O mdulo HCQ oferece uma medio adequada e um sistema de avaliao que se adapta a cada aplicao. Por exemplo, os mdulos HCQ ajudam os operadores instantaneamente, indicando onde a compactao exi-gida foi atingida, ou quando mais passadas so neces-srias.

    De fcil utilizao, o sistema est pronto para co-mear sem nenhuma condio prvia complexa. A in-dicao mostrada no painel de operao do rolo de forma clara, por meio da oscilao de um ponteiro e do acendimento de uma luz de alerta.

    Cilindro de oscilao

    HAMMTRONIC local, concentrada, sem gerar ondas de choque vibra-trias para a redondeza. A tecnologia apropriada, por exemplo, para obras sobre pontes e viadutos, sobre pa-vimentos com canos e dutos enterrados prximos su-perfcie e junto a construes fragilizadas.

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    CONSIDERADA PELO FRUM ECONMICO MUNDIAL COMO A ECONOMIA

    MAIS COMPETITIVA DA AMRICA LATINA, O CHILE INVESTE NA

    INFRAESTRUTURA PARA QUE ISSO NO SEJA UM ENTRAVE

    CHILE: PAVIMENTANDO A ESTRADA DO CRESCIMENTO ECONMICO

    Se existe um pas na Amrica Latina que mostra um quadro otimista na economia o Chile. fato que as projees de cresci-

    mento j foram melhores, mas mesmo assim, a perspecti-va de ter um incremento no PIB de 2,5% a 3,5% para 2015 no uma realidade para os seus vizinhos de continente.

    O desempenho chileno no fruto de apenas um bom momento passageiro. O pas andino vem colhendo os fru-tos dos ltimos 15 anos, em que construram uma eco-nomia com desempenho equilibrado, crescimento cons-tante, inflao e juros baixos, alta taxa de investimento e boa conduo das contas pblicas. Despercebido perante outros pases do continente, como Brasil, Colmbia e Ar-gentina, o Chile ficou conhecido como a nao que mis-turou a poltica pblica socialista com a econmica liberal.

    Se o Chile para o mundo uma das meninas dos olhos na Amrica Latina, os chilenos sabem que no podem cair no mesmo erro de outros pases: travar o crescimento por causa da infraestrutura. O Chile tem apenas um quarto dos seus quase 90 mil quilmetros de estradas pavimen-tado, cenrio que fez a presidente Michelle Bachelet di-vulgar em 2014 um pacote de investimentos pblicos e

    A Usina Ciber Advanced tambm tem participado da produo de asfalto para vias na cidade de Concepcin, se-gunda maior cidade do Chile. Na regio, a usina pode de-monstrar a sua capacidade de flexibilidade para produo

    privados de quase 28 bilhes de dlares em projetos de infraestrutura nos prximos oito anos.

    O momento favorvel que o Chile atravessa gera oportunidades para que empresas competentes ajudem o governo nesta misso de ampliar a infraestrutura. Neste cenrio, quem surge como um dos principais players se-no o principal a Bitumix CVV, que conta com uma cartela de mais de 30 clientes no pas. Entre as principais obras est a rota 160, realizada pela Constructora Ruta 160 S.A., que possui 88 km e liga as provncias de Arauco e Concepcin.

    A Bitumix CVV foi responsvel pelas obras dos 20 km finais (ao Sul), nas quais contou com a tecnologia e de-sempenho de uma usina Ciber Advanced. Para o trecho foram desenvolvidos projetos de misturas com 4,6% de cimento asfltico para a camada de binder e capa asfltica com 5,3% de ligante, comenta Rafael Dowling, gerente Geral da BITUMIX CVV.

    de asfalto com diferentes misturas, atendendo s necessi-dades e demandas das obras na regio, com porcentagem de ligante que variaram de 5,3% at 3,9%.

    Em Concepcin, a usina da Ciber produziu asfalto para a ampliao do Porto Coronel, que tem capacidade para o transporte de cerca de 5 milhes de toneladas por ano; extenso da pista area do aeroporto de Concepcin; alm de diversas obras em ruas e avenidas da regio.

    Para uma empresa que atua em diversas obras em lo-cais distantes por todo o Chile, fundamental trabalhar com uma usina de asfalto mvel.

    Antes trabalhvamos apenas com usinas fixas e sentamos que necessitvamos de mobilidade. Quan-do samos para procurar no mercado, encontramos a Ciber, que nos chamava a ateno pela boa qualidade de produo, tecnologia e preo. Depois de adquiri--la ficamos ainda mais satisfeitos com o respaldo de ps-venda que tivemos da Ciber, alm do Grupo Wirtgen, e da SALFA (dealler no pas) com os quais j tnhamos uma boa relao devido s mquinas que j dispnhamos, revela Dowling.

    Se o Chile alcanar sua ambiciosa meta de ampliao de estradas pavimentadas, s o tempo poder dizer. Mas uma certeza existe: no ser por falta de usina de asfalto de qualidade.

    Usina em Valdvia

    Chile

    Fotos: Banco de imagens Bitumix CVV

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    gulares, responsveis pela drenagem da pista, em Porto Trombetas, Par, e as barreiras New Jersey na rodovia Raposo Tavares, no interior do estado de So Paulo, no trecho que liga as cidades de Presidente Prudente e Presi-dente Epitcio.

    A obra, executada pela Construtora OAS S.A, teve in-cio em setembro e trmino em dezembro de 2014. De acordo com o gerente comercial da Almaq SantAnna, seis vezes mais rpido que utilizando o mtodo tradicional de fabricao.

    Com nossa mquina podemos chegar at 350 metros por dia, com uma equipe de sete pessoas. Se fssemos produzir esta mesma quantidade por dia com o mtodo tradicional precisaramos, no mnimo, de umas 42 pessoas. Ou seja, seis vezes mais rpido utilizando a SP-25, explica.

    Segundo Ulisses, o primeiro contato com a SP-25 foi no final de 2012, perodo em que iriam iniciar o proje-to em Porto Trombetas. Conhecemos a pavimentadora Wirtgen SP-25 em 2012. Nessa poca, estvamos com um contrato que demandaria um nmero elevadssimo de mo de obra com custo muito alto, alm dos riscos inerentes a esta atividade se utilizssemos mo de obra braal. A grande mxima era executar o projeto com o menor tempo e custo possvel. Por esse motivo optamos pela compra da SP-25. Ela se encaixou perfeitamente em nossas necessidades, complementa.

    . So Paulo

    Quando se pensa em segurana do trfego nas rodovias, uma das primeiras medidas que vem cabea de um engenheiro a

    instalao de barreiras de concreto, tambm chamadas de barreiras New Jersey, pois possuem a funo de evitar que veculos desgovernados atravessem a rodovia, em decor-rncia de acidentes. tamanha a importncia deste dispo-sitivo nas estradas que o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) criou algumas regras, em que fixa as condies que devem ser seguidas para a cons-truo de barreiras de segurana, como a Norma DNER--PRO 176/94.

    Mas, em se tratando de rodovias, agilidade e eficcia so quesitos imprescindveis. O que incompatvel com

    COM CAPACIDADE DE PRODUO MUITO SUPERIOR AO MTODO

    TRADICIONAL, EQUIPAMENTOS OTIMIZAM MO DE OBRA E TEMPO

    o mtodo tradicional de fabricao dessas barreiras, que moroso e pouco funcional. O processo consiste na cons-truo de um molde de madeira, onde o concreto des-pejado e h a necessidade de aguardar a secagem, at o molde ser desmontado e, s ento, transportado at a via, onde instalado.

    BARREIRAS NEW JERSEY COM MAIOR AGILIDADE E MENOR CUSTO

    EM CAMPO

    Isso se deve ao fato de os moldes serem acoplados diretamente na mquina, montada sobre esteiras, onde o concreto moldado no formato da barreira por meio do equipamento, que despeja o material diretamente na frma, que vai adaptando as dimenses por meio de um sistema de vibrao, assentando o material. Conforme a mquina vai se locomovendo, o molde vai se deslocando junto, produzindo aproximadamente 1,5 metro por mi-nuto.

    Entre as obras em que a Almaq SantAnna utilizou o equipamento, destaque para a produo de sarjetas trian-

    Ulisses Andrade, gerente comercial da Almaq SantAnna

    Buscando essa praticidade e economia, a Almaq SantAnna, empresa do Grupo SantAnna, que atua no segmento de locao de mquinas para asfalto e comboios para lubrificao e abastecimento, adquiriu a pavimenta-dora de concreto Wirtgen SP-25.

    De acordo com o gerente comercial, Ulisses Andrade, a escolha desse equipamento foi motivada pela versatili-dade e preciso.

    Optamos em primeiro lugar pela marca Wirtgen por nos trazer segurana, melhor suporte e qualidade intrnseca do produto. A opo pelo modelo SP-25 veio em funo da qualidade, confiabilidade e versa-tilidade que este equipamento oferece, trabalhando com pavimento de concreto, mureta New Jersey e v-rios tipos de obras especiais de drenagem, alm de ser um equipamento produtivo e de extrema preciso na execuo do projeto, explicou.

    Foto: Ulisses Andrade

    FICHA TCNICA

    Obra: Corredor Raposo Tavares - Trecho IILocal: Ourinhos - SP a Presidente Epitcio - SPExtenso: 75 km + 7 kmInvestimento: Valor total da obra (desde 2009) R$ 1,8 bilho*Tcnica: Construo de barreiras de segurana New JerseyIncio: Setembro de 2014 | Trmino: Dezembro de 2014

    * Os 444 quilmetros do Corredor Raposo Tavares esto sob a administrao da CART desde 2009, depois que a empresa venceu a concorrncia internacional feita pelo Governo do Estado de So Paulo no ano anterior.

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    Lanamento HD 90.pdf 1 15/05/2015 11:57:53

    Mais verstil, a pavimentadora inset SP-25 permite uma gama maior de utilidades. Ao posicionar os moldes, tanto dentro quanto fora do chassi, pavimenta caladas e vias, chegando a 3,50 metros de largura e 400 mm de altu-ra. Com motor a diesel de seis cilindros, atinge uma velo-cidade de alcance de 35 m/min. Tambm com trs esteiras de srie (duas atrs e uma na frente), conta com quatro esteiras opcionais. Dessa forma, a pavimentadora pode se deslocar sempre na mesma direo que o fluxo do trfego, sem que a betoneira tenha que fazer manobras arriscadas.

    Para os sistemas de nivelamento esto disponveis, de forma padro, um sensor de inclinao transversal, dois sensores de direo e um conjunto 3D opcional. Outra opo uma sonda de altura e de direo para o desloca-mento em curvas estreitas.

    NO SOMENTE DE BARREIRAS VIVEM AS PAVIMENTADORAS

    Mas nem s de barreiras de segurana vivem as pa-vimentadoras de concreto. Devido ao design modular, a gama de aplicaes aumenta, possibilitando a utilizao de diferentes padres, produzindo, alm do meio-fio, bar-reiras de segurana, caneletas de gua, entre outros perfis monolticos, como caladas, pavimentos e vias rurais.

    Diferente do modelo utilizado pela Almaq SantAnna, a pavimentadora offset SP-15 uma opo vivel para quem deseja produzir apenas barreiras de proteo. Sendo a mquina com as menores dimenses entre os 12 mode-los de pavimentadoras de concreto disponveis pela Wirt-gen, ela se movimenta por meio de trs esteiras. Graas ao tamanho compacto, possibilita uma logstica de transporte mais simples.

    Foto: Ulisses Andrade

    Devido ao alto grau de automao e tecnologia, no h necessidade de uma equipe operacional volumosa, se comparado a outros mtodos. Com o mtodo conven-cional necessria a participao de aproximadamente 15 pessoas, desde a fabricao da forma at a instalao na pista. J com a pavimentadora de concreto, quatro profis-sionais so suficientes, resultando em ganhos de menor uso de mo de obra, reduo de desperdcio de material,

    ECONOMIA reduo de tempo de execuo da obra e eficincia no pro-cesso de produo das barreiras.

    Alm da equipe reduzida, o processo de utilizao requer uma nica passada, o que proporciona rapidez e economia. Essa aplicao de concretagem de barreira uti-lizando pavimentadora de concreto com molde permite aumentar em at 10 vezes a produo. No modo manual so feitos no mximo 50 metros por dia, enquanto que com o equipamento possvel fazer de 400 a 500 metros em um nico dia.

    O mercado nacional passa a contar com o mode-lo Hamm HD90 produzido a partir de junho na Ciber Equipamentos Rodovirios, subsidiria do Grupo Wirt-gen, com a mesma qualidade e padres de produo dos equipamentos produzidos na Alemanha. O lanamento acontece durante a M&T Expo 2015, no ms de junho.

    Entre as principais vantagens do Hamm HD 90, que faz parte da classe de 9 toneladas, est o rolo duplo vibra-trio liso, que permite uso em uma ampla gama de apli-caes em compactao asfltica e de camadas granulares de base. O equipamento apresenta ainda visibilidade total dos cilindros (dianteiro e traseiro), permitindo ao opera-dor manter esses componentes sempre limpos por meio do sistema de asperso de gua e raspadores.

    O Hamm HD90 tambm apresenta dupla frequn-cia e amplitude de vibrao, que garantem efetividade de compactao em diferentes materiais com diferentes espessuras; plataforma de operao giratria ergonmi-ca, permitindo visualizar as bordas de compactao em trabalhos junto a obstculos laterais, tais como caladas; deslocamento do cilindro traseiro em 10 cm ao lado, per-mitindo trabalho mais seguro junto a bordas e obstcu-los laterais, focando unicamente no cilindro dianteiro; e

    articulao em trs pontos, que possibilita a compactao mesmo em inclinaes transversais de maior grau.

    No quesito manuteno, o Hamm HD90 permite inspeo de limpeza dos bicos aspersores de gua e troca dos raspadores do cilindro, possibilitando uma compacta-o uniforme e sem falhas. No mais, os cilindros Hamm de toda a srie HD renem de forma precisa confiana e produtividade, garantindo menor nmero de passadas e economia no consumo de combustvel.

    Confira outros diferenciais do Hamm HD 90:> Assento ergonmico, com duas alavancas de aciona-

    mento multifuncionais.> Banco do motorista, incluindo volante e painel de

    instrumentos, que pode ser girado e rodado.> Motor diesel com alta potncia e baixo nvel de ru-

    do.> Peso operacional mximo: 11.840 kg.> Potncia ISO 14396, kW/PS/rpm: 100,0/136,0/2300.A partir de agora, voc pode adquirir o rolo compacta-

    dor Hamm HD90, produzido no Brasil, com disponibi-lidade imediata de peas e tcnicos altamente especializa-dos, e com FINAME.

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    ROLOS HAMM HD 90 PASSAM A SER PRODUZIDOS NO BRASIL

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 1918

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    Autoestradas so a principal aplica-o para este material em construo de estradas. Diferente de uma estrada de asfalto, um pavimento de concreto combina as funes de camada de re-vestimento, ligante e parte das camadas de base um fato que o torna resistente deformao plstica. Autoestradas de concreto consistem em uma camada de base de 18 cm, uma base tratada com ci-mento de 15 cm e uma camada de con-creto de 26 cm.

    Foto e ilustraes: Banco de imagens Ciber

    EXCELNCIA EM PAVIMENTAO

    Mais do que fabricar e fornecer equipamentos, preciso apre-sentar solues tcnicas para cada aplicao especfica. Atualmente existe um extenso portflio de produtos e solues tcnicas com-pletas para uma grande gama de aplicaes em construo, manu-teno e reabilitao de pavimentos, tanto em asfalto quanto em concreto.

    Em cada etapa construtiva a escolha do equipamento correto garante a produtividade e a qualidade total da obra. Inovaes tec-nolgicas agregam ainda mais eficincia e segurana na execuo, caminhando lado a lado com as novas tcnicas de engenharia civil, que so continuamente desenvolvidas para construir e manter ro-dovias com maior rapidez, menor custo e qualidade superior.

    Estradas que levam, por exemplo, a regies de pro-priedades residenciais so trafegadas por apenas alguns caminhes e devem lidar com um nmero relativamen-te pequeno de carros. A poro do pavimento ligado por agentes ligantes tem, portanto, uma espessura menor nes-sas vias urbanas. Uma camada de base de asfalto com es-pessura de 10 cm construda por cima de uma base no ligada de 45 cm. Por cima das camadas de asfalto superiores colocada uma camada de superfcie que, neste caso, tem uma espessura de 4 cm. Entre outras coisas, ela responsvel pela qualidade de rodagem. A camada mais superior deve atender a diversos requisitos: deve ser resistente a desgas-te e altamente estvel, alm de ter uma textura de superfcie homognea e resis-tente derrapagem. A camada de super-fcie a camada que exposta s cargas mais altas: ela diretamente afetada pelo trnsito, pelo clima e por outras influncias ambientais.

    COMO A INTENSIDADE DO TRFEGO INFLUENCIA A ESTRUTURA DA ESTRADA

    Exemplo de uma via urbana construda em asfalto

    Estradas entre cidades e municpios ou vias urbanas de trnsito intenso esto expostas a cargas mdias a altas. Essas estradas de ligao esto sobre 30 cm de camada base no ligada e uma base de asfalto de 16 cm de espessura. Acima disso, o pavimento estabilizado por uma camada de binder de 8 cm de asfalto. A terceira camada responsvel por garantir a fora de cisa-lhamento do pavimento, o que signifi-ca que ela deve evitar que o pavimento sofra cisalhamento como resultado das foras verticais e dinmicas geradas por veculos freando e acelerando. O pavi-mento completado por uma camada de superfcie de asfalto de 4 cm.

    Exemplo de uma rodovia construda em asfalto

    Autoestradas so geralmente expos-tas a foras extremas. Tanto o nmero de veculos como a porcentagem de trnsi-to pesado so desafios permanentes. Por esse motivo, a estrutura do pavimento deve atender s mais altas exigncias, que so atingidas mediante camadas base mais grossas, um asfalto altamente viscoso e agregado mineral consistindo em rochas trituradas. A camada de base de asfalto tem 22 cm. A espessura das camadas de ligante e de superfcie idntica de rodovias.

    Exemplo de uma autoestrada construda em asfalto

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    Exemplo de uma autoestrada construda em concreto

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 2120

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    Agregado mido:umidade superficial + umidade absorvida

    Agregado mido:umidade superficial

    evaporando

    Agregado mido:umidade absorvida Agregado seco

    A funo do pavimento resistir s cargas impostas pelo trfego, de forma a garantir a segurana e o conforto aos usurios da via. Para isso, o primeiro passo estudar o trfego local, tanto em relao ao volume quanto ao peso dos veculos. Pois, por exemplo, um veculo com 30 to-neladas no aplica a mesma carga que 30 veculos de 1 to-nelada, mas sim uma intensidade maior. Portanto, quanto mais detalhada for a pesquisa em relao ao volume do trnsito da futura rodovia, melhor ser o dimensionamen-to da estrutura.

    O estudo do solo quanto a sua origem e condies fundamental para as corretas atribuies, pois alguns tipos, que apresentam baixa capacidade para resistir aos esforos verticais ou ao baixo mdulo de resilincia, necessitam de reforos, que podem ser atravs de uma estabilizao f-sica ou qumica, seja com o uso de agentes ligantes, tais como cal e cimento, ou at mesmo o betume em forma de emulso ou espuma asfltica. J solos com melhores caractersticas, basta que sejam compactados.

    Todas as rodovias tm em comum a diviso de sua estrutura em diferentes camadas granulares. Cada cama-da contm agregados minerais em diferentes tamanhos, conforme caractersticas requeridas. Em geral, as camadas mais prximas superfcie apresentam agregados mais fi-nos em relao s mais distantes. Na base, logo abaixo da camada asfltica ou concreto, agregados de maior granulo-metria garantem capacidade de suporte e estabilidade. Por outro lado, a capacidade elstica da camada no melhora, necessariamente, com o aumento da rigidez. O trfego es-timado que vai orientar a estruturao e espessuras des-sas camadas.

    PROJETO E DIMENSIONAMENTO DA ESTRUTURA DO PAVIMENTO

    DEFINIO DA FRMULA DA MISTURA ASFLTICA

    Assim como na definio da estrutura do pavimento, a frmula da mistura asfltica precisa levar em considera-o o volume e a intensidade do trfego da futura rodovia. Normalmente, os rgos contratantes possuem especifi-caes tcnicas que orientam a construo dos projetos, a partir de faixas de trabalho, para cada tipo de mistura.

    Dessa forma, o projeto de uma mistura asfltica desenvolvido a partir da construo de uma curva gra-nulomtrica (relao entre o tamanho dos agregados e a porcentagem que passa em peneiras preestabelecidas) e da definio da porcentagem de cimento asfltico, conforme requisitos volumtricos da mistura. As frmulas, de um ou mais projetos, so salvas na memria da usina e so utilizadas conforme a necessidade de produo.

    Pesquisas e testes com asfaltos modificados, fsica ou quimicamente, agregam ainda mais qualidade pavi-mentao. Entre os mais utilizados, destaque para o uso de asfalto borracha e asfalto polmero, que aumentam a flexibilidade do pavimento nas condies de servio e ten-dem a aumentar a vida til do revestimento. Novas pes-quisas, que visam baixar as temperaturas de usinagem e compactao, conhecidas como misturas mornas, tendem a reduzir o envelhecimento do material asfltico durante a fabricao na usina, e tambm apresentam benefcio ao pavimento em longo prazo.

    Atualmente, a introduo de material fresado co-nhecido como RAP (Reclaimed Asphalt Pavement) tem sido cada vez maior nas misturas asflticas. Essas misturas recicladas esto se transformando a partir da evoluo das

    Separao granulomtrica em RAP grosso e RAP f ino

    Foto e ilustrao: Banco de Imagens Ciber

    Toda estrada deve poder aguentar a carga de trnsito em todas as condies climticas. Uma camada base con-sistindo em rochas britadas ou areia com tamanhos de partculas de gros diferentes colocada sobre o solo com-pactado ou estabilizado. Esta camada de baixo da estrutura superior da estrada geralmente construda em material no ligado. A rocha, que chamada de agregado mineral, provm, geralmente, de pedreiras localizadas no entorno

    Camadas de base ligadas e no ligadas constituem a fundao

    da obra. Pedras naturais so chamadas de agregados no triturados. Um agregado mineral mecanicamente tritura-do consistindo em pedra britada, lascas e areia britada usado, muitas vezes, para melhorar a capacidade de carga.

    Estradas so expostas a tenses excepcionais em regi-es com ciclos de congelamento/descongelamento. gua existente ou entrando pode levar a danos por congela-mento que, mais cedo ou mais tarde, aparecem na su-perfcie tambm. Por esse motivo, uma camada anticon-gelante deve ser colocada sobre o solo, em regies onde ocorrem tais influncias climticas. Devido ao fato de que estes materiais tm um nmero de propriedades essen-ciais, um agregado graduado de rocha britada ou cascalho usado para este propsito no mundo todo. A proteo contra congelamento e entrada de gua garantida pelos altos volumes de vazio que drenam a gua. Quanto mais alto o intertravamento do agregado, maior ser a dureza da camada. Se especificada, a base no ligada ento seguida por uma base ligada. Os agentes ligantes usados para este propsito so principalmente os que tm um papel impor-tante nas prximas camadas: asfalto ou cimento. Tpico de uma camada de base ligada o agregado mineral com uma porcentagem relativamente alta de gros triturados.

    Misturas contendo asfalto como agente ligante so descritas como materiais de camada de base de asfalto dispostos a quente ou a frio, dependendo se uma mistura a frio ou a quente usada para a base. Camadas de base betuminosas usinadas a quente consistem em agregado mineral britado ou no britado bem graduado e asfalto conforme as propriedades necessrias.

    Se o agregado tratado com cimento, a base resultante dita como hidraulicamente ligada. Esses tipos de camada base so as chamadas rgidos. So usados, s vezes, como bases para camadas de asfalto, mas, em sua maioria, para pavimentos de concreto. O agregado mineral usado para tais camadas inclui cascalho no britado ou rocha tritura-da, lascas e areia britada e natural. Em crescente medida, bases hidraulicamente ligadas tambm incluem materiais de construo reciclados, como asfalto em gro ou britado e concreto antigo reprocessados.

    Camada base ligada com asfalto ou cimento

    Rodovias em pavimento asfltico so largamente uti-lizadas em todo o mundo. O concreto asfltico CA fabricado em usina a quente, que apresenta caractersticas adaptveis a qualquer tipo de topografia, clima e volume de trfego. A mistura entre agregados minerais e o Ci-mento Asfltico de Petrleo CAP produz um material coeso, estvel, com boa capacidade de suporte vertical e grande flexibilidade.

    Isso se deve ao fato de o asfalto ser uma mistura de agregados com ligante asfltico, em geral, em que a fr-mula do CA contempla aproximadamente 95% de agre-gados e 5% de CAP, sendo que o ltimo varia, principal-mente, em funo da quantidade de agregados finos na mistura e do volume de vazios requeridos pelo projeto. Os agregados contribuem, principalmente, com a resis-tncia mecnica quanto aos esforos verticais, enquanto o ligante asfltico proporciona a estabilidade da mistura, garantindo a flexibilidade, a durabilidade e a imperme-

    USINAGEM DA MISTURA ASFLTICA

    tcnicas de projeto e uso de novos materiais e com o avan-o tecnolgico das usinas de asfalto.

    Para isso, as usinas devem ser adaptadas e preparadas para produzir todos os tipos de misturas asflticas, confor-me necessidade especfica de cada obra, seja ela econmi-ca, tecnolgica, social ou ambiental. Mdulos opcionais configurveis podem ser acoplados aos equipamentos, caso tenha sido adquirido sem estas funcionalidades.

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 2322

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    TIPOS DE SOLOS E A COMPACTAO

    ESTABILIZAO DE SOLOS COM BAIXA CAPACIDADE DE SUPORTE

    A natureza nem sempre fornece as melhores condi-es para a construo de uma rodovia, que seria em for-ma de uma rocha macia natural. Na maioria dos casos, o solo se apresenta solto e com baixa capacidade de suporte

    A compactao de solos se mostra mais efetiva com o uso da vibrao, atravs de pesos excntricos girando em alta velocidade dentro do cilindro. A combinao da vi-brao com o peso do equipamento garante que a fora transmitida ao solo seja muito superior ao peso operacio-nal do rolo.

    A intensidade do efeito da vibrao influenciada por trs fatores: a altura que o cilindro atinge durante o modo vibratrio (chamado de amplitude), a frequncia dos gol-

    VIBRAO GARANTE IMPACTO MAIS PROFUNDO Em algumas regies o solo pode se apresentar de for-

    ma extremamente problemtica, com uma composio coesiva e mida como, por exemplo, em forma de lama. Este tipo de solo no pode ser compactado de maneira convencional. necessrio, primeiramente, estabiliz-lo removendo o excesso de umidade e melhorando sua capa-cidade de suporte para as camadas posteriores.

    A estabilizao um mtodo para melhorar essas pro-priedades, principalmente atravs da adio de cal ou ci-mento, ou a combinao de ambos, como agentes ligantes, e a utilizao de uma estabilizadora e recicladora.

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    Recicladora Wir tgen homogeneizandoGranulares (no coesivos) Coesivos

    Apresentam reteno de gua

    Apresentam drenagem livre

    Cascalho, Pedregulho, Areia...

    Argila, Lama, Silte...

    abilizao da camada de revestimento. J no Concreto Asfltico, o aquecimento dos materiais necessrio para que ocorra adesividade entre os materiais (capacidade do CAP aderir s superfcies dos agregados) e trabalha-bilidade necessria compactao da mistura em campo.

    A usina de asfalto produz a mistura de acordo com a formulao. Para cada aplicao pode ser exigido um tipo especfico de mistura asfltica. Por exemplo, em uma rea residencial de baixo trfego pode ser aplicada uma mis-tura com maior teor de areia natural. J em uma rodovia com trfego pesado, o ideal que haja maior percentual de agregados britados que forneam maior entrelaamen-to do esqueleto ptreo e, como consequncia, capacidade maior de suporte para a mistura.

    A fabricao do Concreto Asfltico em usina ocorre em trs etapas principais. So elas: dosagem de agregados e CAP; secagem de agregados e mistura com o ligante as-fltico. Todas essas etapas so importantes para obter uma mistura asfltica homognea, de qualidade e na tempera-tura correta. Uma quarta etapa, a filtragem de gases, im-portante para reter os poluentes contaminantes e manter a produo constante, sem interrupes.

    Os equipamentos atuais apresentam grande flexibili-dade de aplicaes, podendo se adaptar para a produo de asfaltos modificados e misturas especiais tal como o SMA, que exige a utilizao de fibras e uma rea para mistura a seco dos agregados, entre outros.

    de cargas. Consequentemente, a construo de uma ro-dovia inicia com a terraplenagem e compactao, que a etapa mais importante no trabalho de movimentao de solos. Sua funo reduzir os vazios internos do solo, que esto preenchidos com gua e ar. Assim, o solo adquire a densidade ideal para resistir s futuras cargas impostas pelo trfego.

    Cada solo tem diferentes propriedades, no entanto, fo-ram estabelecidos dois grandes grupos de solos de acordo com suas caractersticas granulomtricas: solos coesivos e solos no coesivos. Em solos coesivos, como argilas e siltes, mais de 35% das partculas so passantes na penei-ra 200 com abertura de malha de 0,075 mm. Estes mate-riais extremamente pequenos possuem a propriedade de se aglutinarem, aderindo s outras partculas de forma a reter umidade. J os solos granulares apresentam maior tamanho de material e no se aderem, encontram-se livre-mente um ao lado do outro, permitindo a permeabilidade da gua.

    Maior rea de pata trapezoidal do mercado garante otimizao da compactao, com maior rea de contato com o solo

    pes no solo por segundo (chamado de frequncia) e a ve-locidade de execuo, alm do tempo de execuo de todo o trabalho. Com as configuraes corretas, a densidade requerida por projeto pode ser alcanada com menor n-mero de passadas.

    Solos coesivos necessitam de um cilindro do tipo p de carneiro, com maior rea de contato e para atingir mais profundamente a camada, combinado com uma alta am-plitude de vibrao. J para solos granulares no coesivos, basta um cilindro do tipo liso e uma baixa amplitude de vibrao. Nos rolos de ltima gerao possvel aumentar e diminuir a frequncia e a amplitude de vibrao, adap-tando-se s condies da obra.

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 2524

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    Toda rodovia deve resistir aos esforos oriundos do trfego sob qualquer condio meteorolgica. A estrutura do pavimento tem que suportar essas foras e tambm re-sistir ao da gua. A primeira camada acima do solo na-tural formada por rochas de maior granulometria. Estes materiais se apresentam soltos e devem ser compactados de maneira a travarem entre si. J a segunda camada apre-senta uma granulometria mais reduzida e pode apresentar uma ligao atravs do uso de agente ligante ou agluti-nante, tal como o cimento ou emulso asfltica. Por estar mais prxima da camada de rolamento, esta ligao entre os materiais, de forma a no permanecerem soltos, im-portante para suportar os esforos vindos do trfego.

    Estas camadas estruturantes apresentam uma quanti-dade de gua, conhecida como teor timo, que resulta

    CAMADAS ESTRUTURAIS DO PAVIMENTO

    na maior densidade da mistura. A compactao deve ocor-rer quando o material estiver com excelente nvel de umi-dade, evitando assim o fluxo de gua entre as camadas, que apresentam diferentes porcentagens de gua.

    Os agregados minerais so fornecidos por pedreiras prximas da obra. O uso de britadores mveis garante maior flexibilidade dentro da jazida, reduzindo custos de produo e garantindo o contnuo fornecimento de insu-mos. Uma usina pr-misturadora a frio, tambm conheci-da como usina de solos, faz a mistura dos diferentes agre-gados minerais e pode reforar os mesmos com os agentes aglutinadores. O material ento transportado por cami-nho at a obra, onde a aplicao do mesmo em camadas realizada, geralmente, com o uso de motoniveladoras, mas tambm pode ser aplicado com vibroacabadoras de esteiras.

    Desta maneira, a camada granular fica mais homog-nea, com bordas regularizadas, nivelamento e com pr--compactao do material, alm de uma maior velocidade de execuo desta etapa.

    Vibroacabadora aplicando base granular

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    DOIS CONCEITOS DE ACIONAMENTO DE TRAO: RODAS OU ESTEIRAS

    Esteiras ajudam a vibroacabadora na transmisso da potncia de seus motores de alta performance para o solo.

    Vibroacabadoras sobre esteiras

    As vibroacabadoras da Vgele so oferecidas com dois sistemas opcionais de acionamento de trao: rodas ou esteiras. Cada sistema tem suas prprias vantagens distin-tivas.

    Vibroacabadoras sobre esteiras: > Alto esforo de trao;> Podem facilmente empurrar caminhes com carga pesada;> Podem operar em solo macio;> Podem operar em grandes larguras de trabalho;> Universalmente adequadas.

    Uma operao extremamente suave necessria para construir pavimentos de asfalto de alta qualidade. As vi-broacabadoras sobre rodas traduzem a trao consistente-mente em movimento constante. Para atingir isso, as duas rodas traseiras so alimentadas individualmente. Todos os modelos, a exemplo da Vgele, tm um acionamento de rodas dianteiras opcional. No centro desse conceito de trao inteligente se encontra o chamado sistema de Ge-renciamento de Trao (ou GT). Em combinao com

    Vibroacabadoras sobre rodas

    Com sua sus-penso oscilatria nas direes longi-tudinal e transver-sa, as rodas podem at passar por cima de irregularidades sem que a mquina perca o contato com o solo. Portanto, o esforo mximo de trao garantido.

    VANTAGENS DOS DOIS CONCEITOS DE TRAOVibroacabadoras sobre rodas: > Deslocam-se sob sua prpria fora em velocidades de at 20 km/h mesmo em rodovias pblicas;> Ideais para trocas rpidas e frequentes de obra;> Operao extremamente simples em pavimentos de asfalto;> Altamente manobrveis;> As rodas possuem contato permanente com o solo graas aos eixos oscilantes.

    Diferente das rodas, as esteiras tm uma superfcie de contato com o solo maior, permitindo que atinjam um es-foro de trao maior. Com vibroacabadoras sobre estei-ras, a potncia gerada onde necessrio: como potncia direta nas rodas dentadas.

    Este sistema de trao poderoso permite que a vibroa-cabadora opere mesmo em terreno difcil ou em grandes larguras de pavimentao de at 16 metros. Ambas as es-

    teiras so controladas eletronicamente para este propsi-to. As pavimentadoras sobre esteiras podem at mesmo se deslocar em raios curvos com velocidade constante de pavimentao.

    uma trava diferencial eletrnica, ele garante distribuio ideal da potncia de trao para as linhas separadas, resul-tando em alta acurcia de rastreamento. A velocidade de pavimentao mantida mesmo nas curvas, um fato que garante que o pavimento seguir a linha e nvel por toda a largura de pavimentao.

    EXECUO DA PAVIMENTAO E NIVELAMENTO A etapa de grande importncia na qualidade final da

    pavimentao a correta operao da vibroacabadora de asfalto. Primeiro verificado se a base encontra-se limpa e se a emulso asfltica, utilizada para aglutinar a mistu-ra com a camada granular abaixo, est aplicada de forma homognea. A logstica de fornecimento precisa ser bem planejada, de maneira a permitir uma pavimentao inin-terrupta, com o menor nmero possvel de paradas da mquina.

    Os comandos das pavimentadoras atuais foram plane-jados de forma a evitar que haja erros de operao que possam resultar em segregao do material e irregularida-des na aplicao. A alimentao do material asfltico deve ser constante, desde o silo de recebimento de caminhes at a mesa compactadora. Acionamentos intuitivos, dis-play informativo e viso desobstruda so caractersticas das pavimentadoras, permitindo assim um trabalho efi-ciente e sem falhas.

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 2726

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    A mesa realmente o corao do sistema de pavimen-tao. Ela acomoda os sistemas de compactao que for-necem resultados de alta compactao e durabilidade.

    TECNOLOGIA DA MESA

    Mesas extensveis

    mbolos hidrulicos para controle de largura

    Sistema de conteno de deslizamento

    PlataformaTubo telescpico

    nico

    Tmper com haste de aquecimento

    Chapa da mesa com haste de aquecimento

    Barras de presso com hastes de aquecimento Estrutura

    bsica da mesa Unidade

    hidraulicamente extensvel

    Mesas extensveis so ideais para todas as operaes que requeiram variabilidade e flexibilidade. Isso inclui, por exemplo, trechos com larguras de pavimentao va-riadas ou quando a pavimentadora deve ser reposicionada repetidamente e pavimentar em larguras diferentes. Os diferentes tipos de mesas extensveis cobrem uma gama de trabalho de 1,1 a 9 m e esto disponveis com sistemas para compactao padro ou alta.

    As unidades hidraulicamente variveis de todas as me-sas extensveis so estendidas e retratadas atravs de um nico tubo telescpico. Metade do tubo interno perma-nece presa, mesmo quando a mesa estendida em sua lar-gura de trabalho mxima. Dessa forma, o tubo telescpico pode garantir estabilidade suficiente da mesa. A largura da mesa ajustada automaticamente, sem a necessidade de pux-la, atravs de dois mbolos hidrulicos de operao precisa.

    Mesas de largura fixa

    Mesas de largura fixa possuem sua prpria performance conforme necessrio: ao pavimentar de acordo com o ali-nhamento e nvel por toda a largura de uma rodovia ou ao compactar materiais de construo de alta qualidade. Com seu design modular, as mesas de largura fixa podem ser aumentadas largura de pavimentao desejada at 16 m atravs de extenses parafusadas. A mesa pode ser cons-truda com extenses fixas e hidrulicas parafusadas.

    Mesas de largura fixa so disponibilizadas tanto com sistemas de compactao padro (tmper e vibrador) quanto com sistemas de alta compactao (1 ou 2 barras de presso).

    O conceito mesa flutuante

    Um princpio simples para pavi-mentao totalmente plana: a mesa conectada vibroacabadora por dois braos laterais e flutuadores na mistura. Isso permite que qualquer pequena irregularidade na base possa ser amplamente compensada na ra-zo de 1:5, desde que a mesa retenha sua posio e no seja levantada pela pavimentadora.

    Aquecimento eltrico da mesa

    O aquecimento eltrico garante a temperatura ideal para todos os com-ponentes de pavimentao e com-

    Ajuste de mesa

    Em certas situaes de pavimentao, pode ser neces-srio intervir, especificamente, no comportamento de flu-tuao da mesa. Para este fim, a mesa equipada com dois mbolos hidrulicos, que so usados para levantamento e rebaixamento.

    A funcionalidade assistncia de mesa, por exemplo, usada se o material de pavimentao tem capacidade de carga ruim e a mesa ameaa afundar em seu prprio peso. A funcionalidade assistente de mesa aumenta a elevao e mantm a elevao necessria da mesa.

    Caso a vibroacabadora tenha de parar, devido, por exemplo, falta de material, a trava da mesa hidrulica evita que a mesa afunde na mistura quente.

    Pavimentao tipo cunha

    Coroas positivas ou negativas

    Perfil unilateral

    Perfis M ou W

    pactao e evita a aderncia da mistura e efeitos adversos ao resultado de pavimentao.

    Perfis de pavimentao

    A pavimentao de asfalto nem sempre exige a construo de uma superfcie nivelada. Muitas ve-zes, perfis especiais tm de ser pavimentados, por exemplo, com a chamada coroa para promover o escoamento da gua da chuva.

    A mesa compactadora aquecida, alm de pr--compactar o material asfltico, tambm o nivela, determinando a espessura da camada e o caimento da pista. Controles de nivelamento eletrnico po-dem ser utilizados, de forma a eliminar qualquer irregularidade existente na camada de base que pos-sa interferir no nivelamento da camada asfltica. As pavimentadoras podem ser de esteiras ou de pneus, conforme a aplicao e a necessidade de obter fora de trao, como no caso das esteiras, ou velocidade de locomoo e facilidade de manobras, como no caso das mquinas de pneus.

    A OPINIO DE QUEM SABE O QUE FAZ

    A Cavalca Engenharia, empresa especializada no setor de engenharia rodoviria, minerao e construo indus-trial, que atua h mais de 45 anos no Brasil, possui em sua frota inmeros equipamentos. Entre as aquisies mais recentes da empresa est uma pavimentadora adqui-rida para os servios iniciais na obra da BR-163, em Mato Grosso.

    CAVALCA ENGENHARIA

    Responsvel pela execuo do revestimento asfltico do trecho do km 95 ao 117 da rodovia BR-163, bem como da construo da capa asfltica das praas de pedgio PP1, no km 35 (municpio de Itiquira), PP2, no km 135 (em Rondonpolis) e PP3, no km 235 (municpio de Santo Antnio de Leverger).

    Engenheiro Dejanir Franch

    Com mais de 10 anos no mercado, a Unibase Asfalto, empresa especializada em terraplenagem, pavimentao asfltica e locao de equipamentos tambm conta com as mquinas do Grupo Wirtgen em seu portflio. Recen-temente a empresa utilizou a Vgele S1800-3 na primeira etapa das obras na pista do Autdromo Jos Carlos Pace, conhecido como Autdromo de Interlagos. As interven-

    UNIBASE ASFALTO

    Para essa execuo, a empresa utilizou tambm duas usinas de asfalto Ciber, com produo total de 50.000 to-neladas de asfalto.

    Segundo Dejanir Franch de Oliveira, engenheiro da Cavalca, a escolha desses equipamentos se deu devido al-tssima produo e confiabilidade. Posso afirmar que no contexto geral de produo, desde a confeco do CBUQ at sua compactao, a pavimentadora Vgele o equipa-mento, se no o mais importante, dentre os necessrios para execuo da pavimentao. E, diante da tecnologia da Super 1800-3 equipada com sistema ErgoPlus3, traz uma confiabilidade que a produo e qualidade passam ser limitadas a outros motivos, explica.

    A tcnica utilizada na construo do revestimento foi de CBUQ com adio de polmero tipo SBS (borrachas sintticas elastomerico do tipo estireno-butadieno-estire-no). A empresa participou da obra de outubro de 2014 at 21 de maro deste ano.

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 2928

    capa

    A Installe Engenharia, empresa com 25 anos no setor de construo, recuperao e manuteno de rodovias, vias, aeroportos, ptios e estacionamentos, tambm tra-balha com locao de equipamentos. Entre as mquinas disponveis para locao e utilizao da empresa, h uma

    INSTALLE

    pavimentadora Vgele, entre outros equipamentos do Grupo Wirtgen, como fresadoras Wirtgen e rolos Hamm.

    Segundo Hamilton Reis, scio e diretor tcnico da Insttale, desde o processo de fabricao at a obra, todo o processo que envolve as pavimentadoras Vgele possui alta tecnologia. Conheci as fbricas do Grupo Wirtgen na Alemanha e tambm a Ciber, a qualidade das mquinas diferenciada. Ns percebemos nas pavimentadoras Vge-le, alm da alta qualidade, uma ampla gama de produtos para atender qualquer necessidade de pavimentao, in-cluindo bases, assim como uma estrutura de assistncia tcnica adequada s nossas necessidades, explica.

    Ainda segundo o diretor, para obter o mximo dos equipamentos, a Insttale capacita, treina e recicla seus pro-fissionais atravs de cursos e treinamentos ministrados na prpria empresa, alm de serem fiis ao manual de manu-teno dos equipamentos. Tambm os capacitamos atra-vs de convnios com instituies, como SENAI, onde conjuntamente montamos o primeiro curso de formao de profissionais na rea de pavimentao asfltica. E pelos fabricantes de equipamentos como a Ciber, que tem uma programao de cursos em diversos equipamentos de pa-vimentao asfltica, como usinas, fresadoras, reciclado-ras, rolos compactadores e pavimentadoras.

    Atualmente, a Vgele Super 1103-2 est operando em obras na regio metropolitana de Fortaleza, CE. Segundo Hamilton, essa mquina a melhor opo para obras ur-banas, tanto pelo tamanho compacto e agilidade, quanto pelo fato de ser de pneus, sendo mais prtica para usar na cidade.

    PRECISO NA COMPACTAO ASFLTICA

    A finalizao do trabalho de pavimentao a compac-tao da camada asfltica recm-aplicada. Muitas vezes, at mesmo um trabalho bem-feito nas etapas anteriores pode ser comprometido por falhas na compactao final. Os rolos compactadores para asfalto apresentam diferen-ciais tcnicos que podem evitar que haja erros nesta etapa, onde so utilizados rolos de duplo cilindro vibratrio, tan-dem e rolos de pneus lisos.

    Os rolos vibratrios do tipo tandem se caracterizam pela aderncia do material asfltico quente no cilindro. Raspadores e asperso de gua servem para desprender o material aderido. importante que haja total visualizao

    dos cilindros pelo operador, de modo a perceber quando os raspadores j esto gastos e os bicos aspersores obstru-dos com sujeira.

    A compactao junto a um obstculo lateral, tal como uma calada, deve ser feita com o deslocamento lateral do cilindro traseiro, mantendo a ateno do operador apenas no cilindro dianteiro. A vibrao potencializa a compacta-o e no deve ser utilizada com o material frio por causar fissuras, trincas e quebras de agregados.

    O rolo de pneu precisa ter uma boa condio de con-servao dos prprios pneus, como a correta calibrao de presso, para obter um contato homogneo e contnuo com a camada asfltica, de modo a executar um acaba-mento superficial de qualidade. O controle de presso verificado pelo operador, com a possibilidade de utilizar material especial de limpeza em um tanque especial para aplicao sobre os pneus.

    A Vgele fabrica pavimentadoras para todos os tipos de necessidades, desde mquinas pequenas e estreitas, para pequenos ptios e locais de difcil acesso, passando por todas as classes de pavimentadoras rodovirias, gran-des com mesas de pavimentao extremamente largas para aeroportos e at mesmo modelos com preparao e refor-os para aplicao de bases com ou sem cimento, finaliza.

    Hamilton Reis, da Installe Engenharia

    Adilson Souza, diretor da Unibase

    es realizadas foram de recapeamento da pista do circui-to oficial e do pitlane (rea pavimentada lateral pista de corrida usada para recepo dos carros), bem como a ade-quao dos boxes e a execuo de novos pavimentos do pitlane, incluindo a reviso e complementao de todo o sistema de drenagem.

    A tcnica utilizada foi de CBUQ (Concreto Betumi-noso Usinado a Quente) com adio de polmero e con-tou, alm da trao 3, com a pavimentadora Vgele 1800-2 e rolos compactadores Hamm.

    Para Adilson Souza, diretor da Unibase, importante para as empresas se manterem atentas s constantes evolu-es tecnolgicas e sempre investir em equipamentos para ampliar a capacidade de atuao. Ns adquirimos recen-temente algumas mquinas e, entre elas, a Vgele, que um excelente equipamento. Ela tem uma excelente pro-dutividade e diferenciada em relao s outras devido a sua praticidade operacional, com a memria de pavimen-tao, o controle direcional fcil e com grande volume de aplicao do material betuminoso, completa Adilson.

    Segundo o diretor, para manter a vida longa do equipa-mento, alguns cuidados so tomados. Alm de redobrar o cuidado na hora de transportar e operar a S.1800-3, ns mantemos em dia a manuteno preventiva e a capacita-o do operador, explica.

    Foto: Banco de imagens Ciber

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 3130

    Quanto maior o conhecimento e domnio na aplicao, bem como a tecnologia empregada no equipamento que ser utilizado para a construo e manuteno rodoviria, maior sero a qualidade e a durabilidade da capa asfltica e menor ser o tem-po despendido nas obras. Mas de nada adianta uma mquina moderna e excelentes tcnicas de aplicao sem profissionais qualificados e efetivamente capa-citados.

    Uma forma de solucionar esse problema inves-tir em qualificao, tanto prtica quanto terica. E, entre os responsveis por contribuir na qualificao desses profissionais ao redor do mundo, destaque

    Usina de Notcias - Quais so os objetivos dessas pa-lestras e a importncia para os profissionais do setor?

    Dave Collings - Disseminar o conhecimento tcni-co da Reciclagem de Pavimentos. Pois, para se adotar esse tipo de soluo, necessria uma mudana fundamental no pensamento dos tcnicos e engenheiros; os mtodos antigos no podem simplesmente ser adaptados para uma opo de reciclagem onde espessas camadas homogneas so a ordem do dia. Tal como a maioria das coisas na vida, a tecnologia precisa ser entendida para que ela possa ser aplicada de maneira correta.

    para o especialista em tecnologia e projetos de so-lues em reciclagem a frio de pavimentos e diretor de Projetos da Loudon International, Dave Collings.

    Formado em 1971 no curso de Engenharia Ci-vil na Universidade de Natal (atual Universidade de Kwazulu Natal), em Durban, frica do Sul, Dave possui mestrado em Administrao de Empresas na Universidade da frica do Sul. J trabalhou em locais como a Construtora LTA, onde desenvolveu inmeros projetos de rodovias, ferrovias e minerao no Sul da frica e na AA Loudon e Partners, empresa de engenheiros consultores com foco em projetos de design e implementao de recuperao de rodovias.

    Alm desses trabalhos, Dave Collings se envolveu no desenvolvimento de tecnologia de reciclagem, tornando-se, assim, o diretor responsvel por pro-jetos de rodovias off shore da Laudon International.

    No h um nico pas no mundo, hoje em dia, que possa alegar que tem uma rede rodoviria em perfeito estado. Todo mundo est no mesmo bar-co: aumento do volume de trfego, especialmente transportes pesados de mercadorias; infraestrutura envelhecida e graves limitaes de oramento, que resultam em uma espiral descendente na qualidade geral das estradas em todo o globo.

    Com o intuito de ajudar esses pases, o especia-lista da Loudon International consultoria interna-cional localizada na frica do Sul, que promove a tcnica de reciclagem com o apoio do Grupo Wir-tgen ministra palestras sobre reciclagem a frio em vrios locais no mundo com o objetivo de capacitar os engenheiros e melhorar as capacidades tcnicas de uso de recicladoras, visando resultados econmicos ainda mais positivos para as empresas e eficientes s obras.

    Os temas dos estudos de Dave Collings variam, indo desde a introduo tcnica de reciclagem, tec-nologia de espuma de asfalto at mtodos de recu-perao de rodovias, projetos de misturas de labora-trio e dimensionamento de pavimentos, entre uma gama variada de temas relacionados ao assunto.

    Em recente vinda ao Brasil, onde Dave Collins est frequentemente acompanhando diferentes obras e ministrando palestras, o especialista esteve na f-brica da Ciber Equipamentos Rodovirios, em Por-to Alegre, RS, durante o lanamento da recicladora Wirtgen WR200. Na ocasio, a Usina de Notcias teve a oportunidade de conversar com o especialista.

    EM PALESTRAS REALIZADAS PELO MUNDO, O ENGENHEIRO E DIRETOR

    DA LOUDON INTERNATIONAL DAVE COLLINGS DISSEMINA TCNICAS E

    CONHECIMENTO AOS PROFISSIONAIS DO SETOR

    OS ESPECIALISTAS EM RECICLAGEM VM PROJETANDO PAVIMENTOS CADA VEZ MAIS EFICIENTES

    DAVE COLLINGS, diretor de Projetos da Loudon International

    Foto: Banco de imagens Ciber

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    Foto: Banco de imagens Dave Collings

    ESTABILIZAO DE CIMENTO

    FORA COMPRESSORA ABERTA

    CLASSIFICAOC3: 1.5 < UCS < 3.0 MPaC4: 0.75 < UCS < 1.5 MPa

    Foto:

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    co de

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    s

    Escavando buracos para testes

    UN - Quais so os contedos ministrados?DC - Mostramos como so realizadas as pesquisas de

    investigao dos materiais, projeto e execuo e alguns cases de sucesso de outros pases. Os temas variam, indo desde a introduo tcnica de reciclagem, tecnologia de espuma de asfalto, mtodos de recuperao de rodovias, projetos de misturas de laboratrio e dimensionamento de pavimentos, entre outros temas relacionados ao assun-to.

    UN - Como foi o desenvolvimento destas tecnologias e a forma com que foram disseminadas em outros pases?

    DC - A reciclagem de pavimentos ganhou popula-ridade ao longo dos ltimos 25 anos, como resultado da melhoria contnua nas mquinas necessrias para realizar esse trabalho. Os especialistas nesse setor tm seguido de

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 3332

    Com esse mtodo de reciclagem a frio muito mais rpido recuperar uma rodovia deteriorada, ainda com a possibilidade de reforar o pavimento. O reaproveitamento de 100% do material existente ecologicamente correto, alm de gerar uma boa economia

    Esses tratamentos so

    frequentemente considerados como insignificantes, como se fossem algo que pode ser deixado para os operadores de motoniveladoras e rolos. Este um grande erro, que muitas vezes resulta em um produto inferior

    MECANISMOS DE FALHAS

    Fora vertical equivalente presso dos pneus

    BASE

    SUB-BASE CIMENTADA

    SUPERFCIE

    SUBLEITO

    QUEBRA

    FADIGA

    FADIGA

    Ilustrao: Banco de imagens Dave Collings

    E h o fato de que recicladoras so como qualquer ou-tro equipamento de construo, ferramentas bsicas que precisam ser utilizados de forma adequada. Elas reciclam material, no constroem novas camadas de pavimentos. O produto final no determinado unicamente pela opera-o de reciclagem; o que acontece por trs da recicladora, aps o material ter sido recuperado e misturado, to im-portante quanto.

    Estes materiais tratados ainda tm que ser compactados, moldados e finalizados, a fim de atender aos requisitos es-pecificados para uma nova camada. Esses tratamentos so frequentemente considerados como insignificantes, como se fossem algo que pode ser deixado para os operadores de motoniveladoras e rolos. Este um grande erro, que muitas vezes resulta em um produto inferior. A ateno aos detalhes exigidos para outros processos de construo tambm necessria para uma operao de reciclagem.

    preciso que haja vontade por parte das instituies pblicas em adotar procedimentos e tecnologias que at ento no vinham sendo utilizadas

    perto essa evoluo e, como consequncia, engenheiros de pavimentao esto projetando os pavimentos que so significativamente mais eficientes (em termos de dinheiro investido) e durveis (em termos de custos do ciclo de vida). rgos contratantes fazem projetos experimentais e, a partir dos bons resultados, novos projetos vo sendo requisitados.

    UN Descreva, por favor, a parceria entre a Wirtgen e a Loudon International, no sentido de desenvolver a tec-nologia de reciclagem de asfalto.

    DC - Ao reconhecer que a reciclagem diferente de outras tcnicas de construo da pavimentao, a Wirtgen publicou um Manual de Reciclagem a Frio, que regular-mente atualizado de acordo com o desenvolvimento das tecnologias de aplicao relevantes. Alm disso, depois de ter colocado mais de 2 mil mquinas no mercado global, a Wirtgen est lanando um amplo programa de formao, destinado a melhorar a utilizao geral e a eficcia de suas mquinas. Essa formao inclui vrios mdulos, cada um deles visando uma aplicao especfica por tpico, como por exemplo, reabilitao, design, entre outros.

    Os cursos se concentram em aspectos mais prticos da pavimentao e reciclagem, estando disponveis em vrios centros ao redor do mundo, onde h demanda suficien-te, como a Loudon International. Com incio no segundo semestre de 2015, esses cursos sero um longo caminho para corrigir a aplicao e insuficincias j descritas.

    UN - Quais so os pontos favorveis e os desfavorveis desse setor no Brasil (levando em considerao seu vasto conhecimento, bem como os inmeros pases que visita)?

    DC - preciso que haja vontade por parte das institui-es pblicas em adotar procedimentos e tecnologias que at ento no vinham sendo utilizadas no pas.

    UN - Quais so as vantagens da reciclagem a frio em relao aos demais mtodos disponveis?

    DC Com esse mtodo de reciclagem a frio mui-to mais rpido recuperar uma rodovia deteriorada, com a possibilidade de reforar o pavimento com a adio de materiais, tais como o cimento. O reaproveitamento de 100% do material existente ecologicamente correto, alm de gerar uma boa economia.

    UN - Qual a sua opinio sobre estas palestras tcnicas?DC - Elas so importantes, pois oferecem a oportuni-

    dade aos clientes de falar diretamente com os especialistas e compartilhar experincias e conhecimento, enquanto ns tambm ficamos prximos aos clientes e conhecemos melhor as suas necessidades.

    UN - Qual a importncia da disseminao e instru-o, aos proprietrios e operadores desses equipamentos, da aplicao e tcnicas de reciclagem?

    DC Nosso cliente, quando participa desses encon-tros, olha e aprende todos os benefcios de nossos produ-tos e tem a chance de aprender mais sobre os detalhes da mquina, aplicaes e tecnologia. Pois todos os avanos so direcionados para se obter o melhor desempenho com o menor consumo de combustvel, o que vantajoso no s para eles, mas principalmente para o meio ambiente. Alm disso, ao demonstrar as mquinas ao vivo, todos estes detalhes podem ser vistos, e isto muito apreciado pelos clientes.

    UN - Como o desenvolvimento tcnico das novas re-cicladoras contribui para a melhoria constante da tcnica de reciclagem?

    DC Como comentei, ao longo dos ltimos 25 anos a reciclagem de pavimentos ganhou popularidade entre os engenheiros e empresas que fabricam equipamentos para essa finalidade. Entre elas a Wirtgen, que desde os anos 90 desenvolve as recicladoras a frio, que cortam o pavimento

    sem a necessidade de um pr-aquecimento da camada as-fltica. Em 1995 lanou a WR 2500, a primeira reciclado-ra com tecnologia de aplicao de espuma de asfalto. Em 1997 foi desenvolvido o laboratrio mvel WLB 10, que auxilia na investigao dos materiais existentes na rodovia e na formulao do projeto de reciclagem. um desafio para nossa equipe de engenharia na Alemanha, mas cada nova descoberta vista como contribuio e forma de me-lhorar o trabalho dos nossos clientes.

    UN Quais aspectos so mais importantes durante a aplicao? O que os engenheiros precisam levar sempre em considerao?

    DC Os engenheiros de Pavimentao precisam con-siderar o seguinte:

    O material de reciclagem existente no pavimento, de-pois de fresado, tem que ser, em seguida, cuidadosamente misturado (homogeneizado) na cmara de mistura. Nor-malmente, eles no alteram as propriedades bsicas do material recuperado (que no s misturar com gua, es-tabilizar os agentes e/ou material fresco espalhado sobre a superfcie da estrada existente antes da reciclagem). O produto ditado pela qualidade e uniformidade do ma-terial existente no pavimento. , por isso, essencial para efetuar uma investigao abrangente para determinar as caractersticas do material de reciclagem.

    Alm disso, sob condies de carga, camadas espessas de material estabilizado comportam-se diferentemente de vrias camadas finas (o princpio da plastificao). Mtodos de concepo emprica no reconhecem esses benefcios e, portanto, no so adequados. O comporta-mento sob diferentes tipos de material (natural e tratado), juntamente com seus respectivos mecanismos de falha, tambm devem ser completamente entendidos.

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 3534

    AVALIAES MOSTRAM PERFORMANCE NA COMPACTAO DE SOLO,

    ECONOMIA E EFICINCIA

    TESTES COMPARATIVOS DE COMPACTAO ATESTAM QUALIDADE SUPERIOR E ECONOMIA

    A compactao a etapa mais importante dentro do trabalho de movimentao de solos e terraplanagem. Sem a utilizao

    de um rolo compactador eficiente, que garanta a mxi-ma densidade do material, toda a qualidade da construo pode ser comprometida.

    Para avaliar o desempenho das opes de equipa-mentos disponveis no mercado, laboratrios de algumas

    Equipamentos

    Fechas Nmero de Passadas Grau de Compactao Consumo de CombustvelHoras trabalhadas

    Trs mquinas foram avaliadas em um trecho da obra de duplicao da rodovia GO-070, prximo cidade de Itabera. O solo do local era predominantemente argilo-so, compactado em camadas de 20 cm de espessura. Nele foi utilizado o rolo compactador Hamm 3520 P de 20 to-neladas, e trs rolos da MARCA B de 11 toneladas. Os equipamentos foram utilizados um aps o outro com o objetivo de reduzir o nmero de fechas (ida e volta do rolo na mesma faixa). Na utilizao dos rolos da MARCA B foram necessrias 7 ou 8 fechas. J com o rolo da marca Hamm 3520 P o nmero de idas e voltas foi reduzido para 5 fechas.

    O estudo concluiu que o rolo da marca Hamm 3520 P obteve sozinho um desempenho superior aos trs rolos da MARCA B da faixa de 11 toneladas, quando testados si-multaneamente em faixas laterais. O grau de compactao do solo necessrio foi atingido pelo Hamm em 5 fechas,

    Objetivo: Avaliar o desempenho do rolo Hamm 3520 P com os rolos concorrentes da MARCA B e orientar a equipe quanto melhor forma de utilizar o compactador, buscando atingir a mxima eficincia.Obra: Gois duplicao da rodovia GO-070 - trecho prximo ao municpio de Itabera-GOFiscalizao: Ensaio realizado pelos laboratoristas da construtora e fiscalizado pela AGETOP (Agncia Goiana de Transportes e Obras)Caractersticas do trecho em que o equipamento foi utilizado:Solo: base de solo argilosoMeta: compactao em camadasComprimento: 500 metrosLargura: 7,5 metrosEspessura da camada: 20 cmCliente: CCB ConstrutoraDatas: 25, 26 e 27 de agosto de 2014.Responsvel: Juliano Gewehr (Ciber)

    1 rolo Hamm 3520 P

    510

    acima de 100%16,5* litros

    1 hora

    3 rolos MARCA B em sequncia

    816

    acima de 100%13 litros1 hora

    IMPORTANTE: Considerando que o rolo HAMM modelo 3520 P executou a performance de trs rolos da MARCA B, a economia em consumo de combustvel chega ser de at 59%.

    Trecho 1Trecho 2Trecho 3Trecho 4

    106,2%106%

    105,6%106,5%

    Fechas(idas e voltas)

    5555

    Compactao em quatro pontos do trecho executado pelo rolo Hamm 3520 P

    IMPORTANTE: O grau de compactao do rolo Hamm utilizado no teste ultrapassou com folga os 100%, tanto que os engenhei-ros responsveis recomendaram diminuir de 5 para 4 fechas, o que resultaria num ganho ainda maior de tempo e economia.

    construtoras testaram, juntamente com a fiscalizao dos rgos responsveis em cada estado, a performance dos compactadores de solos nas mais diversas obras em an-damento no Brasil, sob variadas condies de umidade. Foram testados, alm do rolo da marca Hamm modelo 3520 P, tambm outros rolos aqui identificados de Marca B, C, D e F.

    CARACTERSTICAS DO ESTUDO

    TESTES EM GOIS / GO RODOVIA GO-070

    . Gois

    COMPARATIVOS & RESULTADOS

    enquanto o comboio dos outros trs rolos necessitou de 7 a 8 fechas para atingi-lo. A economia de combustvel pro-piciada pelo rolo Hamm, no comparativo com a MARCA B, chegou a 59%.

    Outro grande diferencial apontado diz respeito rea de pata trapezoidal do rolo compactador Hamm 3520 P que 152 cm, enquanto a mquina da MARCA B de 137 cm, cerca de 10% de diferena. Para os solos coesi-vos (do tipo argiloso), quanto maior a rea da pata, mais profunda a compactao, alm de facilitar a remoo de umidade do terreno, favorecendo a compactao.

    Retirando uma amostra para ensaio in loco

    Fotos: Banco de imagens Ciber

    tecn

    olog

    ia

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 3736

    Objetivo: Teste comparativo entre rolos compactadores vibratrios de um cilindro da marca Hamm 3520 P e da MARCA D de 11 toneladas. Os equipamentos foram colocados em operao lado a lado. Obra: Via de Acesso UHOS (ultra heavy over size ultrapesados e grandes dimenses) COMPERJ (Complexo Petroqumico do Rio de Janeiro)Fiscalizao: Ensaio realizado pelos laboratoristas da TecnoInst Servios Tcnicos Ltda.Caractersticas do trecho em que o equipamento foi utilizado:Solo: tipo saibro, que produto proveniente de rochas quartzo feldspticas leucogranticas, como granitos e gnaisses, possuem caractersticas permeveis e desmontveis mecanicamente, extrado das jazidas prximas. Meta: compactao em camadas Comprimento: 60 mLargura: 12 mRampa: 0%Espessura da camada: 30 cmCliente: Carioca Engenharia Christiani - NielsenData: 10 de junho de 2014.Responsveis: Engs. Diogo, Davi e Lucas

    Obra de grande importncia, pois se trata de via res-ponsvel pelo trfego de suprimentos com destino ao COMPERJ (Complexo Petroqumico do Rio de Janeiro), um projeto de construo de refinaria com duas linhas de processamento de petrleo. No local, foi feito um teste comparativo entre o rolo compactador da marca Hamm e o da MARCA D.

    O solo do local tipo saibro, que produto prove-niente de rochas quartzo. O trecho onde foi realizado o teste tinha 60 metros de comprimento e 12 metros de lar-

    Nos testes realizados, o consumo de combustvel foi um dos grandes diferenciais do rolo de 20 toneladas da marca Hamm. Considerando que este rolo 3520 P possui um motor de 6 cilindros e ar condicionado, mesmo assim executou com eficincia o trabalho que com a MARCA D nescessitou de dois rolos para executar, com motores de 4 cilindros e cabine aberta, ou seja, mais potncia de mo-tor e ar condicionado na cabine, resultando mesmo assim num consumo menor de combustvel.

    TESTES NO CEAR / CEANEL VIRIO DE FORTALEZA

    Maior obra realizada nas rodovias federais que cortam o Cear nos ltimos 25 anos, o Anel Virio de Fortaleza ir desafogar o trnsito pesado da regio. Neste local, fo-ram feitos testes comparativos entre rolos compactadores vibratrios de um cilindro da marca Hamm 3520 P e os equipamentos das MARCAS C e E, e com rolos adaptados tipo tamping da MARCA F. Os equipamentos foram co-locados em operao lado a lado para realizao dos testes comparativos.

    Os trechos onde foram feitos os testes tinham solo tipo argila arenosa e 40 e 190 metros, cada um. O primeiro

    CARACTERSTICAS DO ESTUDO

    TESTES NO RIO DE JANEIRO / RJ VIA DE ACESSO UHOS COMPERJ

    .Rio de Janeiro

    gura, totalmente plano. A espessura da camada era de 30 cm e a sua umidade era de 10,5%.

    Como o rolo da marca Hamm possui 20 toneladas e o da MARCA D tem 11 toneladas, a proposta do teste foi realizar 6 passadas com o primeiro e 12 com o segundo, respectivamente, analisando posteriormente os resulta-dos. Os dois produziram graus de compactao do solo similares: 99% e 99%. Porm, o compactador da marca Hamm atingiu este resultado com metade das passadas do equipamento da MARCA D e na metade do tempo. Pode--se concluir que o rolo da marca Hamm ao final dos testes apresentou o dobro da eficincia do rolo da MARCA D.

    EquipamentosFechas Nmero de Passadas Grau de Compactao Umidade do Solo (%)Horas trabalhadasMdia de Consumo (l/h)

    Hamm 3520 P36

    99%12,2

    313

    MARCA D6

    1299%12,8

    413,2

    COMPARATIVOS & RESULTADOS

    . Cear

    Objetivo: Teste comparativo entre rolos compactadores vibratrios de um cilindro da marca Hamm 3520 P e da MARCA C, da MARCA E, e rolos adaptados tipo tamping da MARCA F. Obra: IV Anel Virio de Fortaleza Via de Ligao Distrito Industrial Cear.Fiscalizao: Ensaio realizado pelos laboratoristas da JBR Engenharia.Caractersticas do trecho em que o equipamento foi utilizado:Solo: Solo tipo argila arenosa, de procedncia da jazida J7 leucogranticas, como granitos e gnaisses, possuem caractersticas permeveis e desmontveis mecanicamente, extrado das jazidas prximas. Meta: compactao em camadas Comprimento: 40 m (estacas 284 a 286) / 190 m (estacas 319 a 328).Largura: 11 mRampa: 0% / 5%Espessura da camada: 20 cmCliente: Carioca Engenharia Christiani - NielsenData: 6 de agosto de 2014.

    CARACTERSTICAS DO ESTUDO

    trecho era plano e o segundo possua 5% de rampa, alm da espessura da camada de 20 cm.

    Com o mesmo nmero de passadas, o equipamento da marca Hamm apresentou grau de compactao de 97%, ante 84,6% do equipamento da MARCA E e 94,5% do rolo da MARCA C.

    EquipamentosFechas Nmero de Passadas Grau de Compactao Umidade do Solo (%) Horas trabalhadasMdia de Consumo (l/h)

    Hamm 3520 P5

    1097,0%10,0

    516,8

    MARCA E5

    1084,6%10,6

    616,5

    MARCA C5

    1094,5%11,0

    520,8

    EquipamentoFechas Passadas

    Hamm 3520 P6

    12

    MARCA E1224

    MARCA C9

    18

    Em sntese, para atingir 100% de compactao, o rolo da marca Hamm precisou da metade de fechas e passadas em relao ao rolo da MARCA E, e 33% menos fechas e passadas em relao ao rolo da MARCA C.

    O modelo de rolo testado da MARCA F um equi-pamento adaptado com rolo do tipo tamping, que utiliza mtodo esttico para atingir o grau de compactao dese-jado. O equipamento usa seu peso e velocidade (acima de 17 km/h) para criar fora de impacto por meio dos tambo-res p de carneiro.

    Este tipo de mquina possui algumas limitaes como, por exemplo, a necessidade de grandes reas para poder compactar, assim como de local de acelerao e desace-lerao para tingir os 17 km/h e conseguir frear. Tambm apresenta alto consumo de combustvel e emisso de ru-dos, acima de 100 decibis. Em muitos casos perceptvel que a emisso de poluentes est em desacordo com as nor-mas atuais e, alm disso, a forma como operado oferece alguns riscos de segurana para o operador.

    COMPARATIVOS & RESULTADOS

    Ensaio em laboratrio

    Compactao entre os rolos vibratrios para atingir 100%:

    Foto:

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    ens C

    iber

  • Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 Usina de Notcias / CIBER - N 31 - JUNHO 2015 3938

    O resultado final ficou muito evidente e superior para o rolo da marca Hamm 3520 P em relao ao rolo da MARCA F. O nmero de fechas e passadas necess-rias com o rolo Hamm foi de mais de duas vezes menos em relao ao rolo da MARCA F, sobressaindo um ganho

    EquipamentoPeso mximoMotor

    FrequnciaAmplitude

    Fora centrfuga

    Nmero de patasrea da pataImpacto dinmico

    HAMM 3520 P21.730 kg

    Deutz 207,7 hp

    27 Hz / 30 Hz1,93 mm // 1,15 mm331 kN // 243 kN

    150 patas152 cm

    45.790 kgf

    MARCA B11.350 kg

    Deutz BF4M 2012 C

    30 Hz / 36 Hz1,84 mm//0,92 mm310 kN / / 222 kN

    150 patas137 cm

    38.870 kgf

    MARCA D11.600 kgCummins

    110 hp33 Hz

    1,6 mm/ /0,8 mm300 kN / / 146 kN

    130 patas146 cm2

    30.591 kgf

    MARCA E11.950 kgCummins

    125 hp33 Hz

    1,8 mm/ /0,8 mm307 kN / / 150 kN

    140 patas137 cm

    29.200 kgf

    MARCA C12.300 kgCummins

    145 hp33 / 30 Hz1,95 mm/ /1,0 mm270 kN / / 150 kN

    132 patas114 cm

    -

    MARCA F24.000 kgCummins

    220 hp-

    ---

    EquipamentosFechas Nmero de Passadas Grau de Compactao Horas trabalhadasMdia de Consumo (l/h)

    Hamm 3520 P6

    12100,5%

    516,8

    MARCA F1530

    100%2

    37,0

    Equipamentos Horas trabalhadasPreo (R$)Mdia de Consumo (l/h)Total (R$)

    Hamm 3520 P15002,39

    16,8060.228,00

    MARCA F15002,39

    37,00132.645,00

    Equipamentos Custo horrio total (R$)Valor estimado de trabalho (h)Valor do projeto estimado (R$)

    Hamm 3520 P158,411500

    237.615,00

    MARCA F322,27 (*)

    1500483.405,00

    COMPARATIVO DOS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NOS TESTES

    COMPACTAO DINMICA Os sistemas dinmicos fornecem melhor penetrao

    e uma compactao mais eficiente do que os cilindros estticos. Atualmente, devido grande eficincia desta tecnologia, mais de 90% dos cilindros