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Prof. Michele Nunes Sacramento

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SUMRIO

PAGE 34

SUMRIORESUMO

I INTRODUO

02

II FUNDAMENTACAO TERICA

05

1 O QUE O TDAH?

05

1.1 CARACTERSTICAS E SINTOMAS DO TDAH

05

2. A CRIANA COM TDAH

082.1 OS OUTROS E A CRIANA COM TDAH

10

2.1.1 A FAMLIA E A CRIANA COM TDAH

11

2.1.2 OS AMIGOS E A CRIANA COM TDAH

13

2.1.3 A ESCOLA E A CRIANA COM TDAH

13

2.2 - A CRIANA COM TDAH E OS OUTROS

16

2.2.1- A CRIANA COM TDAH E A FAMLIA _______________ 16

2.2.2- A CRIANA COM TDAH E OS AMIGOS

17

2.2.3- A CRIANA COM TDAH E A ESCOLA

183. A AUTO-ESTIMA NAS PESSOAS COM TDAH

193.1- O PROFESSOR

203.1.1- CONTRIBUIES DO PROFESSOR PARA

A FAMLIA

233.1.2- CONTRIBUIES DO PROFESSOR PARA A CONVIVNCIA COM OS AMIGOS- CONVIVNCIA SOCIAL

24

3.1.3- CONTRIBUIES DO PROFESSOR PARA A EDUCAO DA CRIANA COM TDAH E A PRESERVAO DE SUA AUTO-ESTIMA24IV CONCLUSO

30

V REFERNCIA BIBLIOGRFICA

32

INTRODUO

Em um lugar onde a diversidade mais enfatizada a necessidade de mais questionamentos e mais buscas tambm se faz. Este lugar onde eu trabalho, a APAE de Lavras, instigante. Muitas so as buscas, j que trabalhamos com seres humanos que so por si s individuais e nicos e valorizao de suas potencialidades que os fazem especiais.

Como psicopedagoga e tambm como educadora encontrei e ainda encontro, muitas pessoas dizendo: _ Esse menino hiperativo! Da a preocupao em buscar definies para que saibamos definir realmente o que hiperatividade. A oportunidade de estar em um curso de ps-graduao, na Universidade Federal de Lavras, cuja nfase na educao permite-nos refletir sobre: Como ns devemos lidar com esta criana, j que educar um ato de responsabilidade e como educadores devemos estar cientes de quem realmente este aluno. Se ao contrrio, se no o conhecemos, corremos o risco de estar ressaltando no as potencialidades, mas o seu transtorno.

A inteno maior deste trabalho que possamos refletir sobre nossa prtica e pensar se realmente, estamos fazendo o mximo pelos alunos e em especial por aquele que tem o transtorno.

Garcia (1998), explica que o Transtorno do Dficit de Ateno e Hiperatividade no faz parte das dificuldades de aprendizagem (DSM-IV, 1984), embora os portadores apresentem, em geral, algum tipo de problema escolar, o qual normalmente no est associado baixa inteligncia, pelo contrrio, os portadores costumam ter inteligncia normal ou at acima da mdia. Hoje, sabe-se que o Transtorno do Dficit de Ateno uma sndrome neurolgica, de origem gentica, que afeta de 3% a 5% de todas as crianas em idade escolar.

O trduo (desateno, hiperatividade e impulsividade) que normalmente caracteriza o portador do TDAH, podem vir acompanhado de outros sintomas secundrios, porm, no obrigatrios, bastante comuns, como a baixa auto-estima, adquirida em razo de freqentes e sucessivos fracassos.

Alm disso, conforme PHELAN (2005) se voc maldosamente tentasse produzir um ambiente que deixasse uma criana com TDAH louca todos os dias, no conseguiria inventar nada pior que a escola. Ela exige que a criana fique parada e se concentre em temas que geralmente considera desinteressantes.

Em muitos casos os professores e as pessoas envolvidas no ambiente escolar, no esto preparados para lidar com esse tipo de criana somando a elas rtulos que so atribudos como preguiosas, teimosas, bagunceiras, avoadas e trazem grandes prejuzos a sua vida e, principalmente, sua auto-estima.

indispensvel, portanto, apesar de todas as dificuldades, que a pessoa que lida com essa criana conhea o transtorno e todas as suas implicaes. Para GOLDSTEIN (1994) o sucesso na escola essencial para a criana hiperativa.

Pesquisar sobre o tema nos permitir aprofundar neste assunto e encontrar meios que possibilite ao professor no gerar tantas frustraes, mas sim, que trabalhar com os potenciais desta criana, auxiliando-a na manuteno de sua auto-estima. Assim, a criana, seus pais, amigos e educadores podero aprender a conviver com as dificuldades.

Para o desenvolvimento desta pesquisa a autora optou pela pesquisa bibliogrfica. A pesquisa bibliogrfica procura explicar um problema a partir de referncias tericas publicadas, buscando conhecer e analisar as contribuies culturais ou cientficas do passado existente sobre determinado assunto, tema ou problema.

O presente estudo ser dividido em cinco etapas, a saber: a) levantamento de referencial terico; b) seleo do referencial terico apropriado a presente investigao; c) leitura crtico-analtica do referencial selecionado; d) organizao dos dados e; e) elaborao do relatrio final. Possibilitar uma abordagem frente criana com TDAH e os reflexos no meio e frente ao meio e seus reflexos sobre a criana.

Considerar os reflexos que este transtorno causa sobre auto-estima dos portadores. E enfim, buscar nos autores consultados, dicas para uma melhor forma de atuao do professor em sala de aula no atendimento da criana com o TDAH tendo como nfase a preservao de uma boa auto-estima.

Fundamentao Terica

1. O QUE O TDAH?

Conforme MANSANERA e kajihara citado por MARQUEZINE et al (2003), o transtorno por dficit de ateno/ hiperatividade est sendo estudado h muitas dcadas, e a terminologia empregada para designar este distrbio j foi alterada vrias vezes. Entretanto, ao longo desse tempo o transtorno continuou sendo definido como um distrbio do desenvolvimento que se manifesta atravs das alteraes no comportamento.

Surge nas ltimas dcadas, devido a uma enorme demanda da sociedade, uma exploso de tratamentos, diagnsticos e pesquisas voltadas para o Transtorno do Dficit de Ateno /Hiperatividade. Afinal,

o TDAH pode no apenas interferir no aprendizado e no controle do comportamento da criana, mas tambm, como condio neurocomportamental crtica, comprometer profundamente o funcionamento de mltiplas reas, ao longo de toda a vida. A pesquisa e a experincia clnica sugerem que as dificuldades induzidas pelo TDAH podem levar a significativas disfunes educacionais, ocupacionais e familiares, e podem contribuir, significativamente, para diversos problemas de sade, sociais e econmicos. (Associao do Transtorno do Dficit citado por COSTA p.22.)

Segundo, GOLDSTEIN (1994, p.19), a criana hiperativa apresenta um enorme desafio para pais e professores. Principalmente porque segundo MANSANERA e kajihara citado por MARQUEZINE et al (2003), um aspecto das crianas ainda pouco estudado, principalmente no Brasil, so os problemas de aprendizagem desta populao. Isso, segundo os autores, tem impedido a elaborao de programas de atendimento educacional especfico para esses escolares.

1.1. CARACTERSTICAS E SINTOMAS DO TDAH.

Para PHELAN (2005), o nome Transtorno do Dficit de Ateno surge pela primeira vez em 1980, no assim chamado DSM-III (sigla em ingls para o Manual Diagnstico e Estatstico dos Distrbios Mentais, terceira edio). Essa nova definio deixava claro que o ponto central do problema era a dificuldade de se concentrar e manter a ateno. Segundo o DSM-III, citado pelo autor, havia dois tipos de TDA: o TDA com hiperatividade e o TDA sem hiperatividade.

O DSM III foi revisto em 1987 e os resultados da nova edio eram um tanto controversos. O nome do distrbio foi alterado para Transtorno de Dficit de Ateno e Hiperatividade. Por meio desta mudana, reconhecia-se que o fato de que tanto a desateno quanto a inquietao estavam freqentemente envolvidos no distrbio. Eliminado o subtipo TDA sem hiperatividade. (PHELAN, 2005, p.14),

GOLDSTEIN (1994), diz que na mesma poca, um grupo de profissionais decidiu que a maioria das crianas que experimenta problemas de desateno e impulsividade tambm experimenta problemas de agitao psicomotora. Segundo o autor, essa mudana no foi bem aceita pela comunidade profissional.

Mas, conforme PHELAN (2005, p.13), esse problema foi remediado no DSM IV, mas a desastrosa expresso TDAH foi mantida. O TDA sem hiperatividade reapareceu como Tipo Predominantemente Desatento.

Em 1994 DSM-IV (1995), foi dotada a expresso Transtorno de Dficit de Ateno/ Hiperatividade, e a seguinte classificao: tipo predominantemente desatento, tipo predominantemente hiperativo compulsivo e tipo combinado.

Abordaremos, neste estudo apenas o Transtorno do Dficit de Ateno com Hiperatividade, j diagnosticado. importante ressaltar este fato, pois hoje tornou-se habitual considerar a criana que no aceita limites ou com falta de limites, como crianas com o TDAH. Para que seja feito o diagnstico necessrio que se procure um profissional especializado que pesquise a histria de vida desta criana. Pois, segundo PHELAN (2005, p.80), comum mdicos descartarem a possibilidade de TDAH, simplesmente porque a criana tinha ficado o tempo todo quieta no consultrio.Embora muitos sintomas de TDAH sejam observveis desde muito cedo na infncia, SMITH (2001), afirma que, estes so mais bvios em situaes que exigem atividade mental prolongada. Por esse motivo, muitos casos no so percebidos at o incio da escola. A autora usa o seguinte quadro de caractersticas para verificao de caractersticas do TDAH:

Para SILVA (2003, P. 26-27), a hiperatividade divide-se em fsica e mental, onde:

muito fcil identificar a hiperatividade fsica de um DDA. Quando criana, eles se mostram agitados, movendo-se sem parar na sala de aula, em casa ou mesmo no playground. Por vezes chegam a andar aos pulos como se seus passos fossem lentos demais para acompanhar a energia contida em seus msculos. Em ambientes fechados mexem em vrios objetos ao mesmo tempo, derrubando grande parte deles.

A hiperatividade mental ou psquica apresenta-se de maneira mai