doença de gaucher

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Health & Medicine

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  • Uma mutao no SCARB2 um modificador na doena de Gaucher

    Universidade Federal do Maranho UFMA

    Laboratrio de Gentica e Biologia Molecular LabGeM

    Liga Acadmica de Gentica Mdica LAGeM

    Poena Pereira da Silva/ Cincias Biolgicas Bacharelado

    Doena de Gaucher

  • - O que Doena de Gaucher?

    Doena de Gaucher

    - Erro inato do metabolismo, autossmica recessiva;

    - Deficincia da enzima glicocerebrosidase ->

    glicocerebrosdeo;

    - Acmulo progressivo de gordura nos lisossomos;

    - Clulas de Gaucher;

    - Bao, fgado e medula ssea.

  • - O que Doena de Gaucher? - Clulas de Gaucher

  • - O que Doena de Gaucher? - Via metablica

  • - O que Doena de Gaucher? - Via metablica

  • - O que Doena de Gaucher? - Base Gentica

    Gene GBA;

    Cromossomo 1;

    Mais de 240 mutaes;

    L444P, N370S.

  • - O que Doena de Gaucher? - Base gentica - Sinais e sintomas

    Equimose e sangramentos fceis;

    Fadiga excessiva;

    Anemia;

    Fraturas ssea constantes;

    Dores no ossos e articulaes;

    Aumento do abdmen e bao.

  • - O que Doena de Gaucher? - Base gentica - Sinais e sintomas - Tipos da Doena de Gaucher

    Tipo I - Aumento do bao, fgado;

    - Deformidades sseas.

    Tipo II - Aparecimento precoce, 3 meses de vida;

    - Mltiplas convulses, hipertonia, apnia e progressivo retardo mental;

    - Mais grave, compromete o pulmo.

    Tipo III - Compromete os ossos;

    - Quadro neurolgico menos grave;

    - Aparecimento tardio dos sintomas.

    No neuroptica

    Neuroptica

  • - O que Doena de Gaucher? - Base gentica - Sinais e sintomas - Tipos da Doena de Gaucher

  • - O que Doena de Gaucher? - Base gentica - Sinais e sintomas - Tipos da Doena de Gaucher

    - Diagnstico

    Exame de sangue - Atividade da enzima glicocerebrosidase.

    Amostra de tecido da pele

  • - O que Doena de Gaucher? - Base gentica - Sinais e sintomas - Tipos da Doena de Gaucher - Diagnstico - Tratamento

  • Introduo

    Grande parte da nfase na era da gentica molecular tem sido

    identificar genes e mutaes;

    Irmos com fentipos diferentes mostram que outros fatores

    alm do gentico podem influenciar;

    A DG uma deficincia hereditria recessiva que causa a um

    erro ou falta de produo da glicocerebrosidase, Gcase;

    Dividida em 3 grupos;

    Gcase levada ao lisossomo atravs do LIMP-2;

    Mutao do SCARB2 (que codifica a LIMP-2) pode levar ao

    quadro clnico de DG;

  • Introduo

    Irmos possurem o mesmo gentipo com as seguinte alteraes

    no GBA c.535G>C (p.Asp140His) e c.10936G>A (p.Glu326Lys),

    herdadas da me, e c.586A>C (p.Lys157Gln) herdada do pai;

    Possuam as mesmas alteraes, porm o probando (P1)

    apresentava um quadro mais grave e o seu irmo (P2) no

    apresentava sinais clnicos da doena.

  • - Objetivo

    Relacionar a mutao do SCARB2 com a doena de Gaucher e epilepsia mioclnica;

    Mostrar os mecanismos envolvidos na enzima Gcase nesses pacientes.

  • Metodologia

    Relato de Caso

    Probando (P1): O paciente teve uma infncia normal, com bom desempenho escolar. Aos 13 anos, iniciou um quadro de convulses acompanhado de febre e sintomas semelhantes a gripe. Devido a alteraes na EEG, iniciou-se tratamento com Hidantona e Fenobarbital. Devido sonolncia excessiva, associou-se Primidona, melhorando o estado do paciente. Ficou bem at os 14 anos, quando sofreu um acidente que rompeu o seu bao, tendo que ser submetido a esplenectomia de urgncia.

    Meses aps o acidente, convulses generalizadas tornaram-se mais graves e frequentes, acompanhadas de escotomas visuais e ataques mioclnicos. Dosagem de cobre e CT de crnio normais. Aos 18 anos, sua funo intelectual estava bem abaixo de acordo com a idade cronolgica, com fraca memorizao e conhecimento. Estava disrtrico, com movimentos lentos, mioclonia e escotomas visuais. Aos 19 anos, exames revelaram uma queda da GCase e presena de clulas de Gaucher na medula ssea e no fgado. Funo renal e auditiva normais. Paciente submetido a plasmafrese para diminuir o acmulo de glicocerebrosdeo no crebro, o que diminuiu a frequncia das convulses, mas continuaram as mioclonias e os escotomas visuais. Aos 20 anos, paciente apresentava fraco conhecimento, com dificuldade de nomear objetos comuns. Reflexos tendneos profundos ausentes nos tornozelos, preservados nos outros locais.

    Aos 21 anos, comeou a depender de cadeira de rodas. Iniciou tratamento com apomorfina, o que diminuiu bastante a mioclonia e as fotoconvulses. Tratamentos com bromocriptina e ltio foram iniciados, porm, foram suspensos por ineficcia ou efeitos colaterais. Com 26 anos, as mioclonias eram capazes de interromper a fala do paciente, e era totalmente desatento durante as crises. Tnus muscular bastante aumentado, nveis de vitamina B12 normais. Contraiu ITU, sendo tratada, sem presena de protena nas EAS de controle.

    Com 27 anos, o paciente se recusava a comer e perdeu peso, sendo submetido a Gastrostomia. Aos 28 anos, o paciente contraiu endocardite infecciosa, que evoluiu para bito. autopsia, foram encontrados: hepatomegalia, tecido esplnico acessrio, osteoporose e clulas de Gaucher na medula ssea e linfonodos. neuropatologia, fibrose menngea e degenerao das colunas laterais da medula espinhal, mas sem presena de clulas de Gaucher. Sem alteraes renais.

  • Metodologia

    Relato de caso

    Aps o diagnstico, os nveis de GCase foram medidos em seus pais e trs irmos;

    Seu irmo (P2) tambm foi deficiente na atividade da GCase e carrega o gentipo GBA idntico. Um exame completo aos 26 anos era normal, e um exame no bao e fgado mostrou o bao muito maior que seu limite normal. Ele manteve-se saudvel sem hepatosplenomegalia palpvel, dor ssea, episdios de hemorragia, convulses ou comprometimento cognitivo. Agora 60 anos de idade, ele tem seu prprio negcio e tem trabalhado em profisses fisicamente exigentes. Ele no recebeu terapia de reposio enzimtica;

    A me do probando, uma portadora em seus 80 anos, tambm no tem nenhum comprometimento cognitivo ou neurolgica. Sua gentipo GBA foi c.535G> C (p.Asp140His) + c.10936G> A (p.Glu326Lys) / WT.

  • Metodologia

    Amostra dos pacientes - Linfcitos, linfoblastos ou fibroblastos;

    - Irmos e me do probando;

    - 13 pacientes com DG epilepsia mioclnica;

    - 40 controles;

    - Protocolos aprovados pelo Institute NIH Review Board.

    Sequenciamento de DNA/cDNA - DNA isolado dos fibroblastos dos irmos, pacientes com

    DG e controles;

    - RNA -> cDNA.

    exon 1-1F: 5- GTCTTCGACGCCTCTGCGGC-3 exon 12-1R: 5-CAACTCATGGGTATTGCC-3 exon 12-8F: 5-GGTAGCTTCATCCAATATATC-3 exon 12-2R 5- GTGAACCAACTGTATAAGCTAC-3

  • Metodologia

    Os plasmdeos e a transfeco

    - Vetor de expresso neo-pCMV6;

    - Tipo selvagem LIMP-2 e a mutao c.1412A>G;

    - Os fibroblastos do irmo do probando (P2) foram transfectadas

    com SCARB2 selvagem e mutado.

    Anlise quantitativa de qPCR

    Ensaio de atividade da Gcase

    - Atividade de Gcase ensaiada em fibroblastos;

    - Irmos, me e controles;

    - Substrato 4-metilumbeliferil--D-glucopiransido;

    - 3 rplicas de cada amostra.

  • Metodologia

    SDS-PAGE and Western blotting;

    Imunofluorescncia e microscopia confocal;

    Anlise de secreo extra-celular.

  • Resultados

    Diferentes nveis de atividade GCase nos irmos refletiu diferenas na expresso GCase

    - P1 e P2 tem gentipos iguais para GBA;

    - Diminuio nos nveis de Gcase em ambos os irmos;

  • Resultados

    Diferentes nveis de atividade GCase nos irmos refletiu diferenas na expresso da GCase

  • Resultados

    A nova mutao SCARB2 interferiu na reduo dos nveis LIMP-2

    - Os fentipos discrepantes e diminuio na quantidade

    de LIMP-2 em P1 solicitou sequenciamento do SCARB2

    atravs do cDNA;

    - Uma mutao heterozigtica, c.1412A>G; resultando na

    alterao de um aminocido , p.Glu47Gly.

    - Tambm foi identificada na me e foi encontrada

    apenas em um dos alelos;

    - No foi detectada no outro irmo (P2), nem nos

    controles.

  • Resultados

    As clulas com a mutao p.Glu471Gly SCARB2 mostraram excreo extracelular de Gcase

  • Resultados

    SCARB2 em outros pacientes com doena de Gaucher e epilepsia mioclnica

    - Avaliao das mutaes de SCARB2 tinham associao com

    GD e epilepsia mioclnica;

    - Sequenciaram as regies intrnicas de SCARB2 de 13

    indivduos que tinham GD e epilepsia mioclnica, mais 40

    controles;

    - No detectaram diferenas que no fossem sinnimas;

    - Identificaram 3 SNPs diferentes em SCARB2;

    - Nenhum SNPs foi mais frequente entre os pacientes com

    epilepsia mioclnica.

  • Discusso

    A elucidao do mecanismo molecular pelo qual a Gcase submetido

    dentro do lisossomo fornece uma boa noo para triagem de

    modificadores genticos candidatos para DG;

    Produo adequada de LIMP-2 pode ser um pr-requisito para o bom

    funcionamento da Gcase principalmente em pacientes que possuem

    deficincia nessa enzima;

    O SCARB2 pode levar o paciente a desenvolver o tipo 3 de GD;

    Isto particularmente interessante luz dos recentes relatrios que

    identificam mutaes SCARB2 homozigotos e heterozigotos em

    pacientes com epilepsia mioclnica (Balreira et al. and Berko