pavimentação com betão betuminosa

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Condições técnicas

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  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 1/28

    I EXECUO DOS TRABALHOS

    PAVIMENTAO COM BETO BETUMINOSO 1. SANEAMENTO DO LEITO DO PAVIMENTO

    Sempre que depois de estabelecido o leito do pavimento, se observe que este no se apresenta

    convenientemente estabilizado devido existncia de manchas de maus solos que possam

    comprometer a conservao do pavimento, devero os mesmos ser removidos na extenso e

    profundidade necessrias e substitudos por solos com caractersticas de sub-base, suficientemente

    compactos, de modo a no permitirem o armazenamento de guas e por forma a ser dada

    continuidade capacidade de suporte dos terrenos de fundao.

    2. SUB-BASE 2.1. Espalhamento

    a) Deve utilizar-se, no espalhamento do material, motoniveladora ou outro equipamento similar,

    de modo que a superfcie da camada se mantenha aproximadamente com a forma

    definitiva. O espalhamento deve ser feito regularmente e de modo a que toda a camada seja

    perfeitamente homognea.

    b) Se, durante o espalhamento, se formarem rodeiras, vincos ou qualquer outro tipo de marca

    inconveniente que no possa ser facilmente eliminada por cilindramento, deve proceder-se

    escarificao e homogeneizao da mistura e regularizao da superfcie.

    2.2. Compactao

    A compactao relativa, referida ao ensaio Proctor Modificado, no deve ser inferior a 95% em

    toda a rea e espessura tratadas. Se na operao de compactao o material no tiver a

    humidade necessria, ter de proceder-se a uma distribuio uniforme de gua empregando-

    se carros-tanque de presso, cujo jacto dever, se possvel, cobrir a largura total da rea

    tratada.

    A distribuio de gua organizar-se- de modo a que no se faa de forma rpida e contnua.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 2/28

    2.3. Regularidade

    A superfcie da camada deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas, ondulaes ou material

    solto, no podendo em qualquer ponto, apresentar diferenas superiores a 0.025m, em relao

    aos perfis transversais e longitudinal estabelecidos.

    2.4. Espessura da Sub-base

    A espessura total da sub-base, depois de compactada, ser a prevista no caderno de encargos

    e nas medies.

    No caso de se obterem espessuras inferiores s fixadas, no ser permitida a construo de

    camadas delgadas. A fim de se obter a espessura projectada proceder-se- escarificao da

    camada.

    No entanto, se a Fiscalizao o entender poder aceitar que a compensao da espessura

    desta camada, seja feita pelo igual aumento de espessura na seguinte.

    3. Camada de Sub-base Granular Britada 3.1. Espalhamento

    a) Deve utilizar-se, no espalhamento do material, motoniveladora ou outro equipamento similar,

    de modo que a superfcie da camada se mantenha aproximadamente com a forma

    definitiva. O espalhamento deve ser feito regularmente e de modo a que toda a camada seja

    perfeitamente homognea.

    b) Se, durante o espalhamento, se formarem rodeiras, vincos ou qualquer outro tipo de marca

    inconveniente que no possa ser facilmente eliminada por cilindramento, deve proceder-se

    escarificao e homogeneizao da mistura e regularizao da superfcie.

    3.2. Compactao

    A compactao relativa, referida ao ensaio Proctor Modificado, no deve ser inferior a 95% em

    toda a rea e espessura tratadas. Se na operao de compactao o material no tiver a

    humidade necessria, ter de proceder-se a uma distribuio uniforme de gua empregando-

    se carros-tanque de presso, cujo jacto dever, se possvel, cobrir a largura total da rea

    tratada.

    A distribuio de gua organizar-se- de modo a que no se faa de forma rpida e contnua.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 3/28

    3.3. Regularidade

    A superfcie da camada deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas, ondulaes ou material

    solto, no podendo em qualquer ponto, apresentar diferenas superiores a 0.025m, em relao

    aos perfis transversais e longitudinal estabelecidos.

    3.4. Espessura da Sub-base granular britada

    A espessura total da sub-base granular britada, depois de compactada, ser a prevista no

    caderno de encargos e nas medies.

    No caso de se obterem espessuras inferiores s fixadas, no ser permitida a construo de

    camadas delgadas. A fim de se obter a espessura projectada proceder-se- escarificao da

    camada.

    No entanto, se a Fiscalizao o entender poder aceitar que a compensao da espessura

    desta camada, seja feita pelo igual aumento de espessura na seguinte.

    4. Camadas de Base em Material de Granulometria Extensa

    4.1. Compactao e regularidade

    A execuo da base deve ser tal que sejam satisfeitas as seguintes caractersticas:

    - ndice de vazios, cujo valor ter de ser, pelo menos, equivalente a uma baridade seca igual a

    95% Proctor Modificado, no inferior a 15%, a no ser que devidamente justificado;

    - a camada deve apresentar-se perfeitamente estvel e bem compactada;

    - a superfcie da camada deve ser lisa, uniforme, isenta de fendas, ondulaes ou material

    solto, no podendo, em qualquer ponto, apresentar diferenas superiores a 0.015m em

    relao aos perfis longitudinal e transversal estabelecidos.

    No processo construtivo deve ser observado o seguinte:

    - deve utilizar-se no espalhamento do agregado motoniveladoras ou outro equipamento similar,

    de forma a que a superfcie de cada camada se mantenha com a forma definitiva;

    - o espalhamento deve ser feito regularmente e de forma a evitar-se a segregao dos

    materiais, no sendo de forma alguma permitidas bolsadas de material fino ou grosso. Ser

    feita, em princpio, a prvia humidificao dos agregados na central de produo, justamente

    para que a segregao no transporte e espalhamento seja reduzida. Se na operao de

    compactao o agregado no tiver a humidade necessria (cerca de 4.5%) ter de proceder-se

    a uma distribuio uniforme de gua;

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 4/28

    - se durante o espalhamento se formarem rodeiras, vincos ou qualquer outro tipo de marca

    inconveniente que no possa facilmente ser eliminada por cilindramento, deve proceder-se

    escarificao e homogeneizao da mistura e consequente regularizao da superfcie.

    4.2. Espessura da base

    A espessura de cada camada ser a prevista no caderno de encargos e nas medies. No

    caso de se obterem espessuras inferiores s fixadas no projecto, no ser permitida a

    construo de camadas delgadas, a fim de se obter a espessura projectada. Em princpio,

    proceder-se- escarificao da camada.

    No entanto se a Fiscalizao julgar conveniente, poder aceitar que a compensao de

    espessura seja realizada pelo aumento de espessura da camada seguinte.

    5. Impregnao Betuminosa 5.1. Limpeza

    A superfcie a revestir deve apresentar-se livre de material solto, sujidades, detritos e poeiras

    que devem ser retirados do pavimento para local onde no seja possvel voltarem a depositar-

    se sobre a superfcie a revestir.

    5.2. Impregnao Betuminosa

    Na execuo da impregnao betuminosa deve ser observado o seguinte:

    - O aglutinante a utilizar dever ser o betume fluidificado MC-70, taxa de 1.0 Kg/m2. Em sua

    substituio poder utilizar-se a emulso aninica lenta SS-1, diluda a 50% e com a mesma

    taxa de betume residual. O valor da taxa de espalhamento dever ser confirmado

    experimentalmente no incio dos trabalhos;

    - No momento de aplicao do aglutinante, a temperatura ambiente deve ser superior a 15C, e

    a temperatura do pavimento superior a 25C;

    - A distribuio do aglutinante no pode variar na largura efectiva mais do que 15%;

    - Quando o aglutinante no for completamente absorvido pela base no perodo de 24 horas,

    deve espalhar-se um agregado fino que permita fixar todo o aglutinante em excesso. Este

    agregado, ser rigorosamente isento de p ou outras matrias estranhas, devendo passar na

    totalidade pelo peneiro de 4.75 mm (n4) ASTM;

    - Independentemente desta clusula, se a Fiscalizao julgar conveniente por condies de

    trfego, ser a impregnao recoberta com agregado fino do tipo referido anteriormente;

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 5/28

    - O tempo que decorrer entre a impregnao e a construo da camada seguinte ser fixado

    pela Fiscalizao em face das condies climatricas, com o mnimo de 3 dias.

    6. Camadas de Misturas Betuminosas

    6.1. Limpeza

    A superfcie a revestir deve apresentar-se livre de sujidades, detritos e poeiras, que devem ser

    retirados do pavimento para local onde no seja possvel voltarem a depositar-se sobre a

    referida superfcie. A ltima operao de limpeza, a realizar imediatamente antes da rega de

    colagem, consistir obrigatoriamente na utilizao de jactos de ar comprimido para remover

    elementos finos, eventualmente retidos na superfcie a revestir.

    6.2. Rega de Colagem

    Dever ser realizada nas condies anteriormente expressas, porm a taxa de rega poder ser

    ajustada em conformidade com as particularidades de cada caso e com o critrio da

    Fiscalizao, sob condio de no exceder 0.5 Kg/m2, e sempre de acordo com o caderno de

    encargos e com as medies.

    6.3. Fabrico, transporte e espalhamento da mistura betuminosa

    As massas devero ser fabricadas em centrais adequadas e servidas por estaleiros

    localizados e estruturados com acordo da Fiscalizao, sendo obrigatria a observncia dos

    seguintes pontos:

    - O adjudicatrio dever submeter previamente aprovao da Fiscalizao o estudo

    das composies das misturas betuminosas, em funo dos materiais disponveis,

    estudo esse obrigatoriamente conduzido pelo mtodo Marshall.

    No podero ser executados quaisquer trabalhos de aplicao em obra, sem que tal

    aprovao tenha sido de facto ou tacitamente dada.

    - A aplicao em obra das misturas betuminosas ficar ainda condicionada

    ratificao, por parte da Fiscalizao, das condies de transposio do estudo

    aprovado para a central de fabrico (o que implica nomeadamente a concordncia

    com o sistema de crivos adoptado), cabendo ao adjudicatrio apresentar ensaios

    comprovativos da justeza da transposio realizada.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 6/28

    - Uma vez aprovada determinada transposio para a central misturadora, a mesma

    no poder em circunstncia alguma ser alterada sem o conhecimento da

    Fiscalizao, apreciao da qual dever ser submetida a proposta de alterao

    devidamente justificada, com base num conjunto significativo de ensaios de controlo

    laboratorial.

    - Para o pr-doseamento dos diversos materiais inertes que entrem na composio

    das misturas, com excepo do filer, dever o adjudicatrio dispor no estaleiro de

    tantas tremonhas quantos os referidos materiais, o que significa estar excludo

    qualquer processo mais grosseiro de pr-mistura, mesmo em relao apenas a uma

    parte dos componentes. Esta disposio circunscreve-se s centrais de produo

    contnua, aplicando-se tambm s de produo descontnua.

    - O teor em humidade das misturas betuminosas no ser superior a 0.5%, quer

    durante a operao de mistura, quer durante o espalhamento.

    - A temperatura dos agregados, antes da mistura destes com o betume, no deve ser

    inferior a 130C, nem superior a 170C.

    - O betume deve ser aquecido lenta e uniformemente, a uma temperatura

    compreendida entre 130C e 180C.

    - No devero ser aplicadas em obra as massas que, imediatamente aps a

    mistura, apresentem temperaturas iguais ou superiores a 175C. Em tal caso, sero

    de imediato conduzidas a vazadouro e no consideradas para efeitos de medio.

    - As massas devero ser fabricadas e transportadas por forma a que tenha lugar o

    seu rpido espalhamento. A sua temperatura nesta fase no poder ser inferior a

    110C e, se tal vier a suceder, mesmo que imediatamente aps a actuao da espalhadora, constituir motivo para rejeio. No mnimo, no sero consideradas

    para efeitos de medio.

    - O espalhamento dever ser feito de maneira contnua e executado com tempo seco

    e temperatura ambiente superior a 15C. O pavimento a recobrir dever tambm

    apresentar-se seco e a uma temperatura superior a 10C.

    - No caso de rampas acentuadas, com extenso significativa, o espalhamento deve

    realizar-se de preferncia, no sentido ascendente.

    - O espalhamento manual sobre a rega de colagem de uma ligeira camada de mistura

    betuminosa (ensaibramento) uma operao que dever, em princpio, ser evitada,

    ficando o recurso a essa tcnica confinado aos seguintes casos: impossibilidade de

    a espalhadora transmitir ao pavimento fora motriz suficiente por motivo de declive

    acentuado, em reas que tm forosamente de permanecer abertas ao trfego, e

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 7/28

    recobrimento da rega de colagem, por motivos de segurana, face a eventuais paragens

    do espalhamento derivadas de avarias no equipamento, a falhas de mistura betuminosa

    ao fim do dia de trabalho, ou a causas aleatrias.

    6.4. Cilindramento

    O processo de compactao e regularizao das misturas betuminosas deve ser tal que seja

    observado o seguinte:

    - A superfcie acabada deve ficar bem desempenada, com perfil transversal correcto e

    livre de depresses, alteamentos e vincos.

    No sero de admitir irregularidades superiores a 3mm, quando feita a verificao

    com a rgua de 3m.

    - Em circunstncia alguma, o cilindramento poder deixar iniciar-se enquanto a

    temperatura da mistura superior a 90C. O no cumprimento desta condio

    constituir motivo para rejeio.

    - Os cilindros de pneus tero uma carga/roda mnima de 1.5 ton. e s podero actuar

    enquanto a temperatura da mistura betuminosa no baixar dos 100C, a menos que

    se aplique nos pneus produto adequado para alterar as condies na interface

    borracha/betume. Os cilindros de rasto liso s podero ser aplicados com vista a

    regularizar a superfcie acabada.

    - Os cilindros s devero proceder a mudanas de direco quando se encontrarem

    em reas j cilindradas com, pelo menos, duas passagens.

    - A compactao relativa referida ao ensaio de Marshall, no ser inferior a 97%.

    Independentemente da exigncia anterior, obrigatria a aplicao de um cilindro

    de pneus enquanto a temperatura da mistura for superior a 60C, com, pelo menos,

    4 passagens completas. A presso dos pneus ser volta de 6 Kg/cm2, devendo

    ser ajustada em funo das caractersticas da mistura utilizada.

    - Em circunstncia alguma poder recorrer-se a solventes de betume ou a quaisquer

    substncias que de algum modo afectem as caractersticas bsicas, com o fim de

    evitar o arrancamento de gravilhas pela actuao dos cilindros.

    - No caso dos cilindros disponveis no possurem dispositivo para compactar

    lateralmente o bordo exterior da camada espalhada (que no ficar a constituir

    junta), dever proceder-se a essa operao por meios manuais, eventualmente com

    recurso a maos metlicos.

    - O trnsito nunca dever ser estabelecido sobre o beto betuminoso, nas duas horas

    posteriores ao fim do cilindramento, devendo no entanto, aquele prazo ser

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 8/28

    aumentado sempre que for possvel. Em casos pontuais, em que se torne

    indispensvel antecipar a abertura ao trnsito, dever espalhar-se filer sobre

    a camada recm executada em dosagem moderada, aps cilindramento, de

    modo a que toda a superfcie fique coberta o mais uniformemente possvel.

    6.5. Juntas de Trabalho

    Tanto as juntas longitudinais como as transversais, devero ser feitas de modo a assegurar a

    ligao perfeita das seces executadas em ocasies diferentes.

    Os topos do trecho executado anteriormente devero ser cortados e as superfcies obtidas

    pintadas levemente com betume (emulso catinica de rotura rpida), iniciando-se depois o

    espalhamento das massas betuminosas do novo troo. Igualmente devero ser pintadas

    levemente com betume todas as superfcies de contacto do tapete com caixas de visita, lancis,

    etc.

    6.6. Percentagem de filer

    As composies das misturas betuminosas devem incluir obrigatoriamente uma percentagem

    ponderada de filer controlado, no inferior a 4%, bem como garantir, em princpio, uma razo

    entre as percentagens de passados no peneiro n200 ASTM e de betume, compreendida entre

    1.2 e 1.5.

    6.7. Apresentao do estudo

    a) O estudo a apresentar incluir obrigatoriamente os boletins relativos aos seguintes ensaios:

    percentagens de desgaste na mquina de Los Angeles, para a granulometria B, relativamente s gravilhas (deve apresentar-se um ensaio por cada fonte de

    abastecimento).

    ensaio de adesividade para cada material componente, com excepo do filer. penetrao do betume, dispensvel no caso de anexao de um certificado de

    garantia correspondente ao lote de fabrico.

    composio granulomtrica de cada um dos materiais propostos. determinao dos pesos especficos que se tornem necessrios, incluindo o do

    betume.

    aplicao do mtodo Marshall: determinao da curva granulomtrica da(s) mistura(s), preparao dos provetes, determinao da baridade, clculo das

    baridades mximas tericas, da porosidade e do grau de saturao em

    betume, determinao da carga de rotura e deformao dos provetes, e ainda

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 9/28

    o traado do conjunto de curvas granulomtricas para seleco da percentagem

    ptima de betume.

    b) A Fiscalizao poder exigir, em aditamento, o resultado dos ensaios de polimento

    acelerado e de determinao dos ndices de alongamento e de lamelao.

    7. Estudo da composio da(s) Mistura(s) Betuminosas(s) 7.1.O adjudicatrio ter de submeter aprovao da Fiscalizao o estudo da composio de cada

    tipo a utilizar em obra, estudo esse obrigatoriamente conduzido pelo mtodo Marshall.

    No podero ser executados quaisquer trabalhos de aplicao em obra sem que tal aprovao

    tenha sido de facto ou tacitamente dada.

    7.2. O(s) estudo(s) a apresentar incluir obrigatoriamente os boletins relativos aos seguintes ensaios:

    composio granulomtrica de cada um dos materiais propostos; percentagem de desgaste na mquina de Los Angeles, relativamente s

    gravilhas (1 ensaio por cada fonte de abastecimento);

    ndices de alongamento para cada fraco granulomtrica componente, com excepo do filer;

    determinao dos pesos especficos de cada um dos componentes das misturas, incluindo betume;

    penetrao do betume (dispensvel no caso de anexao de um certificado de garantia correspondente ao lote de fabrico);

    equivalente de areia da(s) mistura(s); ensaio Marshall, compreendendo:

    - curva granulomtrica da(s) mistura(s);

    - equivalente de areia da(s) mistura(s) de agregado com filer;

    - preparao dos provetes;

    - determinao das baridades aparentes e mximas tericas,

    porosidades e grau de saturao em betume;

    - determinao das cargas de rotura e deformao;

    - traado conjunto de curvas caractersticas para seleco da

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 10/28

    percentagem ptima de betume;

    para, pelo menos cinco percentagens diferentes de betume.

    8. Transposio do estudo laboratorial para a central betuminosa 8.1. A aplicao em obra da mistura betuminosa ficar ainda condicionada ratificao, por parte da

    Fiscalizao das condies de transposio do estudo aprovado para a central de fabrico (o

    que implica, nomeadamente, a concordncia com o sistema de crivos adoptado), cabendo ao

    adjudicatrio apresentar ensaios comprovativos da preciso com que a transposio foi

    realizada.

    8.2.Uma vez aprovada determinada transposio para a central betuminosa, a mesma no poder,

    em circunstncia alguma, ser alterada sem o conhecimento da Fiscalizao, apreciao da

    qual dever ser submetida a proposta de alterao devidamente justificada, com base num

    conjunto significativo de ensaios de controlo laboratorial.

    9. Equipamento para realizao dos trabalhos betuminosos

    9.1. Condies Gerais

    O adjudicatrio dever fornecer e manter em boas condies de servio o equipamento apropriado para o trabalho, o qual ser previamente submetido

    aprovao da Fiscalizao.

    O equipamento dever, quando for caso disso, ser montado no local

    previamente aceite pela Fiscalizao, com a suficiente antecipao sobre o

    incio da obra, de modo a permitir uma cuidadosa inspeco, calibragem dos

    dispositivos de medio, ajustamento de todas as peas e execuo de

    quaisquer trabalhos de conservao e/ou reparao, que se mostrem

    necessrios para a garantia do trabalho com qualidade satisfatria.

    Com aquele objectivo, e aps 30 ou 90 dias (consoante se trate de obras de conservao ou construo) o adjudicatrio fornecer Fiscalizao um

    dossier tcnico que incluir uma descrio to detalhada quanto possvel de:

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 11/28

    localizao da rea de implantao da central e plano de stockagem de agregados;

    tipo e capacidade da central betuminosa assim como componentes e dispositivos de controlo da mesma;

    meios de transporte, justificando o nmero de unidades; tipos e capacidades dos equipamentos a utilizar no

    espalhamento e compactao das misturas, incluindo

    justificao;

    dimensionamento dos meios humanos com indicao dos responsveis tcnicos pelas unidades de fabrico, transporte,

    espalhamento e compactao.

    A capacidade nominal de uma central betuminosa ser definida por dois

    valores:

    dbito horrio normalmente conseguido para o fabrico de uma mistura betuminosa com 40 a 45% de elementos

    grossos, 30 a 35% de elementos mdios e 18 a 20% de

    elementos finos, para teores de humidade natural da ordem

    dos 5%;

    dbito horrio quando o teor em humidade natural dos agregados da ordem dos 3%.

    9.2.Centrais betuminosas O fabrico das misturas betuminosas ser assegurado por centrais do tipo contnuo ou

    descontnuo. Sero constitudas pelos seguintes elementos:

    Tremonhas doseadoras

    Devero existir tantas tremonhas doseadoras quantas as fraces

    granulomtricas constituintes da mistura. A sua largura exceder sempre, em

    pelo menos 0.50 m, a largura do balde da p mecnica que as alimenta.

    Cada tremonha dispor de anteparos com dimenses convenientes por forma a

    evitar misturas de agregados, assim como os respectivos sistemas de

    dosagem individuais que podero ser volumtricos ou ponderais, estando

    excludo qualquer outro processo mais grosseiro de pr-mistura.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 12/28

    A tolerncia mxima admissvel para os sistemas de dosagem ser de +/- 10%,

    nas centrais descontnuas e +/- 5%, nas centrais contnuas.

    Tambor-secador As centrais disporo de meios mecnicos apropriados com vista introduo

    da mistura de agregados no tambor-secador de uma maneira uniforme, com

    vista a garantir o fabrico da mistura e temperatura constante.

    O tambor-secador dever permitir baixar o teor da humidade natural dos

    agregados a menos de 0.5%, sem ultrapassar a temperatura mxima fixada

    para o ligante betuminoso. Com este objectivo existir um termmetro entre a

    sada do tambor-secador e o misturador, que permita ao operador verificar a

    temperatura da mistura seca de agregados.

    Sempre que possvel, a central dever dispr, acoplada ao tambor-secador, de

    dispositivos de despoeiramento, no s com vista a uma recuperao dos

    elementos finos, como, sobretudo, evitar a poluio atmosfrica e das zonas

    adjacentes central.

    Armazenamento e crivagem da mistura de agregados secos Os agregados secos provenientes do tambor-secador sero introduzidos

    (atravs de um sistema de transporte convenientemente protegido) numa

    tremonha intermdia capaz de separar a mistura de agregados em vrias

    fraces granulomtricas e com capacidade superior do misturador. A central dever dispor de um sistema de alarme ou segurana (luminoso ou

    acstico) sempre que o nvel de agregados seja igual ou inferior a 1/3 (em

    volume) da capacidade da tremonha.

    Armazenagem e dosagem do filer Se se tornar necessria a adio de filer comercial mistura, necessrio

    prever, pelo menos, um silo com dispositivos de alimentao e extraco

    apropriados.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 13/28

    A capacidade do silo de filer ser, pelo menos, correspondente a dois dias de

    fabrico e dever estar dotado de sistema de alarme (com dispositivo acstico

    ou luminoso) sempre que atinja 1/5 da sua capacidade mxima.

    No caso das centrais contnuas, existir um equipamento de dosagem

    intermdia, que poder ser volumtrico ou ponderal, enquanto que, nas

    descontnuas, o filer ser sempre pesado separadamente atravs de balana

    individual.

    Em qualquer dos casos a tolerncia mxima admissvel ser de +/- 10%.

    Armazenagem e dosagem do ligante betuminoso A central dever dispor de cisternas para o armazenamento do ligante

    betuminoso, com uma capacidade total com vista a assegurar um fornecimento

    contnuo da central, possuindo cada uma delas dispositivo prprio de

    aquecimento com uma preciso de +/- 10%.

    Quando, numa mesma obra, forem utilizados diferentes tipos de ligantes

    betuminosos, cada um dispor de uma cisterna prpria, uma vez que a mistura

    de dois ligantes diferentes, ainda que em pequenas percentagens, modificar,

    notoriamente, as suas propriedades.

    De igual modo, os sistemas de alimentao existentes devero ser constitudos

    por um nmero mnimo de tubagens comuns, munidos do respectivo sistema

    de segurana. O fluxo contnuo do ligante no interior das cisternas, bem como a bomba

    doseadora, ser assegurado por um dispositivo prprio acoplado a um medidor

    de caudais com uma preciso de +/- 2%.

    Todas as tubagens da cisterna, bomba doseadora e sistema de pulverizao

    do misturador, sero devidamente aquecidas.

    O operador da central ter possibilidade de, em qualquer momento, verificar a

    temperatura do ligante sada da cisterna e antes de entrar no misturador,

    atravs de um termmetro com preciso de +/- 5C.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 14/28

    A dosagem do ligante ser efectuada atravs de um dispositivo ponderal ou

    volumtrico, com uma preciso da ordem dos +/- 2%. Esta preciso ser

    controlada atravs de uma amostragem correspondente a:

    10 ton. de mistura betuminosa, no caso das centrais contnuas;

    uma amassadura, no caso das centrais descontnuas.

    O sistema de doseamento dever ainda ser aferido temperatura especificada,

    dado que a viscosidade do betume varia com a temperatura.

    Misturador O misturador possuir o numero suficiente de ps ou lminas de forma a

    assegurar uma mistura homognea, sendo convenientemente tratado por

    forma a evitar a perda dos elementos finos da mistura.

    Estar dotado de equipamento eficaz de maneira a manter constante o tempo

    de amassadura especificado e contador automtico de nmero de

    amassaduras, no caso das centrais descontnuas.

    Para as centrais contnuas existir um registo automtico com as seguintes

    indicaes:

    designao do tipo de mistura; peso de cada amassadura e respectivos componentes; temperatura do ligante; hora de fabrico.

    Armazenamento da mistura betuminosa

    O armazenamento da mistura fabricada ser efectuado atravs de meios que

    limitem o mais possvel a segregao da mistura. A sua capacidade depender

    da produo horria da central, no entanto, ter que estar dotado de meios

    eficazes de aquecimento, se for superior a 100m3.

    9.3. Unidades de transporte

    O adjudicatrio dever dispor de uma frota de camies dimensionada de acordo com as

    distncias de transporte entre a central de fabrico e a obra a realizar.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 15/28

    Todas as viaturas utilizadas, quer pertenam ou no ao adjudicatrio, devero estar providas

    de:

    caixa de recepo com altura tal que no haja qualquer contacto com a tremonha da espalhadora;

    toldo plastificado capaz de evitar o arrefecimento das misturas.

    9.4. Espalhadora acabadora (Finisher)

    O equipamento de espalhamento deve ser capaz de repartir uniformemente as misturas

    betuminosas, sem produzir segregao e respeitando os alinhamentos, inclinaes

    transversais e espessuras projectadas.

    A espalhadora ter sempre que dispor de uma rgua vibradora capaz de produzir um grau de

    compactao mnimo de 85% e, sempre que possvel, estar munida de um termmetro

    colocado no tnel de alimentao do sem-fim.

    9.5. Compactadores

    Os cilindros a utilizar na compactao das misturas sero obrigatriamente auto-

    propulsionveis e dos seguintes tipos:

    estticos; pneus vibradores; mistos

    Os cilindros estticos disporo de sistema de rega adequado, e os cilindros de pneus sero

    equipados com saias de proteco e, sempre que possvel, de side-roll. A caracterizao de qualquer destes equipamentos far-se- atravs do seguinte conjunto de

    elementos, a fornecer Fiscalizao antes do incio dos trabalhos:

    Cilindros-estticos

    - peso total (mnimo e mximo)

    - largura e dimetro das rodas

    - gama de velocidades

    - tipo de transmisso (mecnica e hidrulica)

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 16/28

    - tipo de lastro utilizvel

    - autonomia do sistema de rega a que se adicionar, no caso dos cilindros

    vibradores:

    - carga por unidade de geratriz vibrante;

    - gama de variao das frequncias e amplitude de vibrao.

    E/ou no caso dos cilindros de pneus e mistos:

    - nmero de pneus por eixo;

    - nmero de pneus motrizes;

    - carga por pneu (mnima e mxima) e

    - presso de enchimento (mnima e mxima)

    10. Revestimento Superficial Betuminoso Simples 10.1. Limpeza

    A superfcie a revestir deve apresentar-se livre de material solto, sujidades, detritos e poeiras,

    que devem ser retirados do pavimento para local de onde no possam voltar a depositar-se

    sobre a superfcie a revestir.

    10.2. Revestimento Betuminoso

    A execuo da camada deve ser tal que sejam satisfeitas as seguintes caractersticas:

    - taxa de aglutinante do betume do tipo 180/200: 1.5 Kg/m2

    - taxa de agregado : 10/14 litros/m2

    - a distribuio do aglutinante no pode variar, longitudinalmente, mais do que

    15%.

    - a distribuio do aglutinante, na largura efectiva, no pode variar mais do que

    10%.

    - a temperatura de espalhamento do aglutinante deve ser compreendida entre 150

    e 180C.

    Nas operaes de espalhamento do aglutinante e do agregado, e no cilindramento, devem

    ser observados os seguintes pontos:

    - o espalhamento do betume no pode ser feito antes da cura de impregnao

    betuminosa, caso esta exista, e a superfcie de aplicao deve encontrar-se

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 17/28

    seca. No momento da aplicao do aglutinante a temperatura ambiente deve ser

    superior a 15C e a temperatura do pavimento superior a 25C;

    - o espalhamento do agregado deve ser efectuado logo a seguir ao do aglutinante e

    por forma a obter-se uma superfcie perfeitamente regular, sem falhas e sem

    sobreposio dos elementos do agregado;

    - o cilindramento deve efectuar-se logo aps o espalhamento do agregado, de

    preferncia com cilindros de pneus, a uma velocidade no superior a 8 Km/h. Admite-

    se o emprego de cilindros de rasto liso, com peso no superior a 8 ton., mas neste

    caso a velocidade no deve ser superior a 4 Km/h;

    - o cilindramento deve prosseguir at que o agregado esteja convenientemente

    estabilizado, cessando, no entanto, logo que se comece a notar o esmagamento do

    mesmo;

    - deve haver o mximo cuidado na execuo das juntas de ligao do espalhamento,

    por forma a no haver falha nem sobreposio do aglutinante;

    - qualquer excesso de gravilha deve ser retirado da superfcie por forma a evitar a

    sua projeco contra os veculos que circulam na estrada.

    - quando a estrada tiver que ficar sujeita ao trnsito durante a operao de

    revestimento, a velocidade mxima dos veculos deve ser limitada a 30 Km/h, durante

    um perodo julgado suficiente para ser assegurado o encastramento das gravilhas.

    11. Revestimento Superficial Betuminoso Duplo 11.1. Limpeza

    A superfcie a revestir deve apresentar-se livre de material solto, sujidades, detritos e poeiras,

    que devem ser retiradas do pavimento para local de onde no seja possvel voltarem a

    depositar-se sobre a superfcie a revestir.

    11.2. Impregnao A superfcie da camada de base deve sofrer um tratamento de impregnao preliminar de

    betume fluidificado MC-70 (MC-1), a uma taxa de aglutinante de 1.2 Kg/m2. A temperatura de

    espalhamento deve estar compreendida entre os 50 e 85C.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 18/28

    Quando o aglutinante no for completamente absorvido pela base no perodo de 24 horas,

    deve espalhar-se um agregado fino que permita fixar todo o aglutinante em excesso.

    11.3. Revestimento betuminoso

    A execuo das camadas deve ser tal que sejam satisfeitas as seguintes caractersticas:

    - Taxa de betume asfltico 180/200:

    1 camada 1.3 Kg/m2 2 camada 1.1 Kg/m2

    - Taxa do agregado:

    1 camada 12/14 litros/m2 2 camada 10/12 litros/m2

    - A distribuio do aglutinante no pode variar longitudinalmente mais do que 10%;

    - A distribuio do aglutinante na largura efectiva no pode variar mais do que

    15% e

    - A temperatura do espalhamento do aglutinante deve estar compreendida entre

    150 a 180C.

    Nas operaes de espalhamento do aglutinante e do agregado, e no cilindramento, devem ser

    observados os seguintes pontos:

    - o espalhamento do betume no pode ser feito antes da cura de impregnao

    betuminosa, caso esta exista, e a superfcie de aplicao deve encontrar-se

    seca.

    No momento da aplicao do aglutinante a temperatura ambiente deve ser

    superior a 15C e a temperatura do pavimento superior a 25C;

    - O espalhamento do agregado deve ser efectuado logo a seguir ao do aglutinante

    e por forma a obter-se uma superfcie perfeitamente regularizada, sem falhas e

    sem sobreposio dos elementos do agregado;

    - o cilindramento deve efectuar-se logo aps o espalhamento do agregado, de

    preferncia com cilindros de pneus, a uma velocidade no superior a 8 Km/h.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 19/28

    Admite-se o emprego de cilindros de rasto liso, com peso no superior a 8/10 ton., mas

    neste caso, a velocidade no deve ser superior a 4 Km/h.

    - O cilindramento deve prosseguir at que o agregado esteja convenientemente

    estabilizado, cessando, no entanto, logo que se comece a notar o esmagamento do

    agregado;

    - Deve haver o mximo cuidado na execuo das juntas de ligao do espalhamento, por

    forma a no haver falha nem sobreposio do aglutinante;

    - Qualquer excesso de gravilha deve ser retirado da superfcie por forma a evitar a sua

    projeco contra os veculos que circulem na estrada e

    - Quando a estrada tiver que ficar sujeita ao trnsito durante a operao de revestimento, a

    velocidade mxima dos veculos deve ser limitada a 30 Km/h, durante um perodo julgado

    suficiente para ser assegurado o encastramento das gravilhas.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 20/28

    II MATERIAIS E ELEMENTOS DE CONSTRUO

    1 - GUA

    A gua no deve conter leos, cidos, matrias orgnicas ou outros produtos prejudiciais,

    devendo satisfazer as exigncias impostas pelos regulamentos de beto em vigor.

    2 - BETUME ASFLTICO PARA PAVIMENTAO

    O betume asfltico a empregar dever ser:

    - Camada de desgaste em beto betuminoso e camada de regularizao em mistura betuminosa

    densa ................................................................................................................................................ 60/70

    - Macadame betuminoso ................................................................................................................ 80/100

    - Revestimentos superficiais betuminosos ................................................................................... 180/200

    3 - ADITIVOS ESPECIAIS PARA MISTURAS BETUMINOSAS

    Sempre que o empreiteiro julgue conveniente incorporar s misturas betuminosas aditivos

    especiais para melhorar a adesividade betume-agregados, dever submeter a apreciao da

    Fiscalizao as caractersticas tcnicas e o modo de utilizao de tais aditivos.

    4 - EMULSO BETUMINOSA

    A emulso betuminosa a empregar em regas de colagem dever ser do tipo ECR-1 ou ECR-2

    e obedecer ao projecto de especificaro do LNEC E 344-1981.

    5 - BETUME FLUIDIFICADO

    O betume fluidificado a empregar nas impregnaes deve ser do tipo MC-70 e obedecer s

    especificaes ASTM D 2027-72 e do LNEC E 80-1960.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 21/28

    6 - MATERIAIS PARA SUB-BASE 6.1. - Os materiais a aplicar devem ser constitudos por saibros de boa qualidade, isentos de

    detritos, matria orgnica ou quaisquer outras substncias nocivas, obedecendo s seguintes

    caractersticas:

    - Limite de liquidez mximo.......................................................................................................... 25

    - ndice de plasticidade mximo ..................................................................................................... 6

    - Equivalente de areia mnimo ..................................................................................................... 25

    - CBR mnimo a 95% de compactao relativa (Proctor Modificado) ...................................... > 25

    - % mxima passando no peneiro n 200 ASTM ......................................................................... 16

    6.2 - No caso de ser utilizado material aluvionar, este dever obedecer s seguintes

    caractersticas:

    Material aluvionar

    - Valores aconselhveis

    - A granulometria recomendvel, de tipo contnuo, a seguinte:

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    75 mm 63 mm

    4.75 mm 0.075 mm

    3" 2"1/4 n 4

    n 200

    100 90-100 35-70 0-15

    - Limite de liquidez ...................................................................................................................... NP

    - ndice de plasticidade ............................................................................................................... NP

    - Equivalente de areia ........................................................................................................... < 30%

    - % de desgaste na mquina de Los Angeles .......................................................................... < 35

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 22/28

    7 - MATERIAS PARA SUB-BASE GRANULAR BRITADA

    7.1 - Agregado

    O agregado deve ser constitudo pelo produto de britagem de material explorado em formaes

    homogneas e ser isento de argilas, matria orgnica ou quaisquer outras substncias nocivas.

    Dever obedecer s seguintes prescries: A sua composio granulomtrica, obtida, pelo menos, a partir de duas fraces distintas, ser

    recomposta na instalao ou em obra, por forma a obedecer ao seguinte fuso granulomtrico:

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    50 mm 9.5 mm

    4.75 mm 2.00 mm

    0.425 mm 0.075 mm

    3" 3/8" n 4 n 10 n 40 n 200

    100 30-65 25-55 15-40 8-20 2-8

    A curva granulomtrica, dentro dos limites especificados, apresentar ainda uma forma regular.

    Caractersticas especiais:

    - Limite de liquidez ..................................................................................................................... NP

    - ndice de plasticidade ............................................................................................................... NP

    - Equivalente de areia mnimo ................................................................................................. 5O%

    - % de desgaste na mquina de Los Angeles (Granulometria F) ............................................... 35

    8 - MATERIAIS PARA BASE DE GRANULOMETRIA EXTENSA

    8.1 - Agregado

    O agregado deve ser constitudo pelo prprio produto de britagem de material explorado em

    formaes homogneas e ser isento de argilas, matria orgnica ou quaisquer outras substncias

    nocivas. Dever obedecer s seguintes prescries:

    - A sua composio granulomtrica, obtida, pelo menos, a partir de duas fraces distintas,

    ser recomposta na instalao ou em obra, por forma a obedecer ao seguinte fuso granulomtrico:

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 23/28

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    50 mm 37.5 mm 19.0 mm 4.75 mm

    0.425 mm 0.075 mm

    3" 1"1/2 3/4" n 4 n 40 n 200

    100 85-95 50-85 30-45 8-22 2-9

    A curva granulomtrica, dentro dos limites especificados, apresentar ainda uma forma regular.

    Caractersticas especiais:

    - % mxima de desgaste na mquina de Los Angeles (Granulometria F) .................................. 30

    - ndice de plasticidade ............................................................................................................... NP

    - Equivalente de areia mnimo ................................................................................................. 50%

    8.2 - Material de preenchimento

    O material a aplicar deve ser apenas de preenchimento e regularizao superficial. Ser

    constitudo por produtos de britagem, obedecendo s seguintes caractersticas:

    - Granulometria de acordo com o quadro seguinte:

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    9.5 mm 4.75 mm

    0.075 mm

    3/8" n 4

    n 200

    100 85-100

    5-12

    - Limite de liquidez mximo......................................................................................................... NP

    - ndice de plasticidade ............................................................................................................... NP

    - Equivalente de areia mnimo ................................................................................................. 50%

    - % mxima passada no peneiro n 200 ASTM ........................................................................... 12

    9 - GRAVILHAS PARA REVESTIMENTOS SUPERFICIAIS BETUMINOSOS 9.1 - As gravilhas resultantes de material homogneo, devem ser constitudas por elementos

    rijos, durveis, com boa adesividade ao aglutinante, sem excesso de elementos lamelares ou

    alongados e isentos de argila ou outras substncias prejudiciais.

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 24/28

    9.2 - Para os revestimentos superficiais aplicados como camadas de desgaste em faixas de

    rodagem e bermas, so definidas, para as gravilhas, as seguintes caractersticas:

    Granulometria

    - Dimenses nominais: 6/10 mm

    - As percentagens passando nos peneiros n.20 e n.200 ASTM, no sero superiores,

    respectivamente, a 1 e a 0.5%.

    - Percentagem de desgaste na mquina de Los Angeles inferior a 20 e 25% no caso de

    bermas.

    - As dimenses mxima e mnima de cada elemento do agregado no podem ser,

    respectivamente, superiores a 1,8 e inferiores a 0,6 da sua dimenso mdia.

    No caso especial dos granitos de gro fino, a mesma percentagem pode ser ampliada para os

    28% e 35% no caso das bermas.

    No caso do revestimento superficial betuminoso duplo a gravilha a aplicar na primeira camada

    deve tem as dimenses nominais 10/14 mm.

    10 - FILER PARA MISTURAS BETUMINOSAS

    O filer deve obedecer s seguintes prescries:

    a) Ser constitudo por p calcrio, cimento Portland, cal hidrulica ou outro material adequado;

    b) Apresentar-se seco e isento de torres provenientes de agregao das partculas ou de

    outras substncias prejudiciais;

    c) Ter uma granulometria que satisfaa aos seguintes valores:

    - percentagem de partculas passando no peneiro de 0,425 mm (n 40) ASTM ...................... 100

    - Percentagem de partculas passando no peneiro de 0,180 mm (n 80) ASTM .................... > 95

    - Percentagem de partculas passando no peneiro de 0,075 mm (n 200) ASTM .................. > 65

    11 - AGREGADO GROSSO E FINO PARA MISTURAS BETUMINOSAS

    11.1 - Condies gerais

    As partculas, provenientes da explorao de formaes homogneas, devem ser limpas,

    duras, pouco alterveis sobre a aco dos agentes climatricos, com aceitvel adesividade ao

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 25/28

    ligante, de qualidade uniforme e isentas de materiais decompostos, de matria orgnica ou outras

    substncias prejudiciais.

    Relativamente s gravilhas, impe-se ainda que estas apresentem uma forma regular que

    possibilite ndices de lamelao e de alongamento inferiores a 35%.

    11.2 - Homogeneidade

    A homogeneidade de caractersticas deve ser considerada uma condio bsica para que

    qualquer dos inertes componentes das misturas betuminosas possam ser aplicados em obra

    continuamente.

    Assim, mesmo que inicialmente aprovada pela Fiscalizao, qualquer das fraces

    granulomtricas passar a reunir condies de rejeio, a partir do momento em que o nmero de 6

    (seis) ensaios laboratoriais para 5000 toneladas de produo central contnua, apontem para

    resultados com divergncias relativamente aos valores aprovados que no se coadunem com o

    sistema de tolerncias que se passa a indicar:

    Granulometria:

    + 5% - nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de malha igual ou superior

    ao n 40 (0,425 mm)

    + 3% - nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de malha igual ou superior

    ao n 80

    + 2% - nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de malha igual ou

    superior ao n 200.

    Percentagem de desgaste na mquina de Los Angeles: + 3%

    12 - MISTURA DE AGREGADOS PARA O MACADAME BETUMINOSO

    12.1 - A mistura de agregados deve obedecer s seguintes caractersticas:

    Granulometria - a granulometria da mistura deve estar de acordo com os valores indicados no

    quadro seguinte:

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 26/28

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    50 mm 9.5 mm

    4.75 mm 2.00 mm

    0.425 mm 0.075 mm

    3" 3/8" n 4 n 10 n 40 n 200

    100 30-65 25-55 15-40 8-20 2-8

    - Percentagem mnima de material britado ................................................................................. 60

    - % mxima de desgaste na mquina de Los Angeles (Granulometria G) ................................. 30

    - Equivalente de areia mnimo da mistura de agregados ........................................................ 50%

    - Limite de liquidez e ndice de elasticidade ............................................................................... NP

    12.2 - Os resultados dos ensaios sobre a mistura betuminosa, conduzidos pelo mtodo

    Marshall, devem estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:

    - Nmero de pancadas em cada extremo do provete ................................................................. 50

    - Fora de rotura ............................................................................................................... > 600 kgf

    - Grau de saturao em betume .......................................................................................... > 65 %

    - Porosidade ............................................................................................................................ < 8%

    - Deformao ....................................................................................................................... 3,5 mm

    Admitem-se valores de deformao rotura entre 3,5 e 4,0 mm, desde que se verifique a

    relao carga de rotura / deformao > 180 Kgf/mm.

    13 - MISTURA DE AGREGADOS PARA A CAMADA DE REGULARIZAO EM MISTURA BETUMINOSA DENSA

    13.1 - A mistura dos agregados para camada de regularizao betuminosa deve obedecer s

    seguintes caractersticas:

    - A granulometria da mistura, do tipo 0/20 mm, deve estar de acordo com os seguintes valores:

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 27/28

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    25.0 mm 19.0 mm 12.5 mm 4.75 mm 2.00 mm

    0.425 mm 0.180 mm 0.075 mm

    1" 3/4" 1/2" n4

    n10 n40 n80 n200

    100 85-100 73-87 45-60 32-46 16-27 9-18 5-10

    - % mnima de material britado .................................................................................................... 50

    - % mxima de desgaste na mquina de Los Angeles (Granulometria B) .................................. 30

    - Equivalente de areia mnimo da mistura de agregados ........................................................ 50%

    - % de filer comercial assegurada na fraco passada no peneiro n 200 ASTM ...................... 40

    13.2 - Os resultados dos ensaios sobre a mistura conduzidos pelo mtodo marshall, devem

    estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:

    - Nmero de pancadas em cada extremo do provete ................................................................. 50

    - Fora de rotura ............................................................................................................... > 600 kgf

    - Grau de saturao em betume ........................................................................................ 75~85%

    - Porosidade ............................................................................................................................ 3-6%

    - Deformao ................................................................................................................... < 3,5 mm

    - Fora de rotura (kgf) / Deformao (mm) .............................................................................> 200

    14 - MISTURA DE AGREGADOS PARA BETO BETUMINOSO (CAMADA DE DESGASTE)

    14.1 - Granulometria - a granulometria da mistura, do tipo 0/10 mm, deve estar de acordo com

    os seguintes valores:

    PENEIRO ASTM % ACUMULADA DE MATERIAL QUE PASSA

    12.5 mm 9.51 mm 4.75 mm 2.00 mm

    0.425 mm 0.180 mm 0.075 mm

    1/2" 3/8" n4

    n10 n40 n80 n200

    100 80-90 52-70 34-46 14-22 9-16 6-11

  • PAVIMENTAO A BETUMINOSO 28/28

    - % mnima de material britado ................................................................................................... 90

    - % mxima de desgaste na mquina de Los Angeles (Granulometria B) ............................... 60%

    - % de filer comercial assegurada na fraco que passa no peneiro n' 200 ASTM ................. >60

    - Coeficiente mnimo de polimento acelerado ........................................................................ >0,55

    14.2 - Os resultados dos ensaios sobre a mistura betuminosa, conduzidos pelo mtodo

    Marshall, devem estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:

    - Nmero de pancadas em cada extremo do provete ................................................................. 50

    - Fora de rotura ............................................................................................................... > 700 kgf

    - Grau de saturao em betume ......................................................................................... 72-82%

    - Porosidade ............................................................................................................................ 4-6%

    - Deformao .................................................................................................................... < 3,5 mm

    - Fora de rotura (kgf) / Deformao (mm) ............................................................................ > 250

    15 - TOLERCIAS NA COMPOSIO DAS MISTURAS BETUMINOSAS

    As tolerncias admitidas na composio aprovada so:

    - Na percentagem de material que passa no peneiro de 0,075 mm (n 200) ASTM ................. 1%

    - Nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de 0,180 mm (N 80), de 0,425

    mm (n 40) e de 2,00 mm (n 10). ........................................................................................... 2%

    - Na percentagem de material que passa no peneiro de 4,75 mm (n 4) ASTM ou de malha

    mais larga ................................................................................................................................ 5%

    - No teor em betume ............................................................................................................... 0,3%