herbert marcuse

Download Herbert marcuse

Post on 11-Jul-2015

259 views

Category:

Documents

3 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUI

    Disciplina:Cincia Poltica e Teoria do Estado

    Professor:Dejalma Cremonese

    Acadmica:Paola V. Czyzeski

    Conceito: Herbert Marcuse

    Iju/RS, 24 de Maro de 2008

  • "A arte s pode cumprir sua funo revolucionria se ela no fizer parte de nenhum sistema, inclusive o sistema revolucionrio"

    Herbert Marcuse

  • Pertencente Escola de Frankfurt

    Conjunto de empresas e instituies cuja principal atividade econmica a produo cultura, com fins lucrativos e mercantis.Indstria Cultural" Cultura de Massa"Herbert MarcuseNasceu em Berlim 19/07/1898Faleceu em 29/071979.Socilogo e filsofo alemo naturalizado norte-americano

    Grupo de Filsofos e cientistas sociais de tendncias marxistas Criao de conceitosManifestaes culturais produzidas para o conjunto das camadas mais numerosas da populao; o povo, o grande pblico.

  • 1922 defendeu sua tese O romance de Arte Alemo( Tese claramente inspirada na obra de Lukcs-pr Marxista- e na de Hegel;

    Lukcs Budapeste 13/04/1885-05/06/1971Hegel Estugarda 27/08/1770-Berlim 14/11/1831

  • Marconi, crtico de Heidegger desde o incio de seu contato com ele, parte para o estudo de filsofos como Dilthey e Hegel, na qual poderiam fornecer aspectos mais concretos aos contedos e conceitos filosficos;

    Messkirch 26/09/1889- Friburgo 26/05/1976 Briebrich 19/11/1833- Suisi 01/10/1911. DiltheyHeidegger

  • Sendo um dos primeiros a interpretar os Manuscritos economico-filosficos de Marx, "pensava encontrar neles um fundamento filosfico da economia poltica no sentido de uma teoria da revoluo." Na obra, Marx expe a discrepncia entre moral e economia, denunciando a radicalidade da explorao do homem pela empresa capitalista.Estudo das relaes de produo, especialmente entre as trs classes principais da sociedade capitalista ou burguesa: capitalistas, proletrios e latifundirios.

    05/05/1818-14/03/1883

  • Critica a sociedade capitalista (Eros e Civilizao, 1955 e "O homem unidimensional", 1964) e tanto os pases comunistas quanto os capitalistas, por suas falhas no processo democrtico: nenhum dos dois tipos de sociedade foi capaz de dar igualdade de condies para seus cidados; Segundo Marcuse, a sociedade industrial avanada acabava criando falsas necessidades que acabavam integrando o individuo no s ao sistema de consumo mas ao de produes;

    Para analisar a sociedade moderna, Marcuse reformulou e ampliou os conceitos de Freud de modo a analisar seus componentes histricos e sociais, chegando assim aos conceitos de mais-represso e princpio de desempenho;

  • FREUDPrincpio de prazerPrincpio de realidadeDiferena entre comportamento no-reprimido e reprimido.MARCUSEPrincpio de desempenhoAtual forma do princpio de realidade Sistema capitalistaExige uma mais variada forma de represso para manter a dominao.

    06/05/1856-23/09/1939

  • Mais-repressoRepresso bsicaDiferenaEquivale a uma quota a mais de represso para manter a dominao sob o princpio de desempenhosociedade livreexcesso de represso eliminadomantendo-se apenas um mnimo de controle necessrio para manter a coeso da sociedade.

  • A partir de leituras de obras de Freud, Marcuse permitiu a ele encontrar uma sada libertadora para a civilizao repressiva;

    "A concepo psicanaltica do homem, com sua crena na imutabilidade bsica da natureza humana, imps- se como reacionria; a teoria freudiana parecia implicar que os ideais humanitrios do socialismo eram humanamente inatingveis.( Marcuse, eplogo Crtica do Revisionismo Neofreudiano) .

  • Um dos principais objetivos de Marcuse unir no homem a razo e a sensibilidade, sujeito e objeto, sonho e realizao;

    Ele quer tornar o corpo humano um instrumento de prazer e no de trabalho;

    A liberdade individual, torna-se na sociedade tecnolgica, sobretudo, uma liberdade de morte, de ausncia de valores, alienao do indivduo e degradao social;

  • representam a realizao de todas as necessidades vitais, reais, como ao alimento, roupa, teto.

    NECESSIDADESfalsasverdicasDeterminadas por foras externas, a qual o indivduo no possui controle algumproduto de uma sociedade totalitriarepressora dos pensamentos e comportamentos humanos

  • Para Marcuse , toda libertao depende da conscincia de servido;

    Com o o surgimento desta conscincia acaba sendo impedido pela predominncia das necessidades falsas e das satisfaes repressivas do prprio indivduo;

    O ideal seria a substituio das necessidades falsas e o abandono da satisfao repressiva, mas isto parece ser uma utopia para Marcuse;

    . O que determinaria o grau de liberdade, o que pode ser e o que escolhido pelo indivduo.

  • Na sociedade tecnolgica, a produo e a distribuio em massa reivindicam o indivduo inteiro. Atravs da invaso no seu espao privado, na sua liberdade interior;

    H uma identificao imposta do indivduo com a sociedade e com a ela em seu todo. Herbert Marcuse denomina tal fenmeno de "mimese". Significa dizer que os controles tecnolgicos representam a prpria personificao da razo para a consecuo dos interesses de todos os grupos sociais.

  • Os meios de transporte e comunicao em massa, as mercadorias, casa, alimento, roupa, a produo irresistvel da indstria de diverso e informao, trazem consigo atitudes e hbitos prescritos, certas reaes intelectuais e emocionais, que prendem os consumidores aos produtos. Os produtos doutrinam, manipulam, promovem uma falsa conscincia. Estando tais produtos disposio de maior nmero de indivduos e classes sociais, a doutrinao deixa de ser publicidade para tornar-se um estilo de vida

    (Marcuse, 1982, p.31 e 32).

  • A sociedade industrial avanada acaba transformando o progresso cientfico e tcnico em instrumento de dominao;

    A racionalidade tecnolgica revela o seu carter poltico ao se tornar o melhor veculo de dominao, onde cria um universo, no qual a sociedade, a natureza, o corpo e a mente mantm-se num estado de permanente mobilizao para defesa desse universo.

    A dominao esta presente na vida pblica e privada;

  • A dominao do mundo capitalista globalizado nutre-se do comportamento do indivduo que, achando estar inserido num estilo de vida libertrio, acaba abdicando da capacidade de conduzir-se com autonomia;

    A produo em massa mecanizada acaba por preenchendo os espaos nos quais a individualidade poderia se afirmar.

  • Com o crescimento da conquista tecnolgica da natureza, cresce a conquista do homem pelo homem. E essa conquista reduz a liberdade, que um a priorinecessrio da libertao. Isso liberdade de pensamento no nico sentido em que o pensamento pode ser livre no mundo administrado, como a conscincia de sua produtividade repressiva e como a necessidade absoluta de romper para fora desse todo. (Marcuse 1973, p. 232)

  • Obras de Herbert Marcuse no Brasil Reason and Revolution, 1941 (Razo e revoluo, Paz e terra, RJ)

    Eros and Civilization, 1955 (Eros e Civilizao, Zahar Editores, Rio de Janeiro)

    Soviet Marxism, 1958 (Marxismo Sovitico, So Paulo, Saga, 1968)

    One-Dimensional Man, 1964(Ideologia na Sociedade Industrial, Editora Zahar, Rio de Janeiro)

    Das ende der Utopie, 1967 (O fim da Utopia, Editora Civilizao brasileira, RJ)

    Psychoanalyse und Politik, 1968 (Psicoanlises y politica, Ediciones, Pennsula, Barcelona)

    Towards a Critical Theory of Society, 1969Idias sobre uma Teoria Crtica da Sociedade, Zahar Editores, RJ)

    Counter-revolution and Revolt,1972 (Contra-revoluo e revolta, Zahar, RJ, 1973)]]

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Marcuse

    http://images.google.com.br/Herbert Marcuse

    http://www.holistica.com.br/artigo1/uploads/imagens/tecnologia.gifhttp://www.planetanews.com/produto/L/48983/manuscritos-economico-filosoficos-karl-marx.htmlBibliografia