chico xavier

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Chico Xavier Chico Xavier Um Homem Chamado Amor Um Homem Chamado Amor

Author: grupo-espirita-cristao

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Conceição de Jacareí - RJwww.gespiritacristao.com

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  • 1. Chico XavierUm Homem Chamado Amor

2. A famlia de Chico XavierCasal humilde tpico dointerior do Brasil.Ambos de f catlica;viviam cheios defilhos, de pobreza deharmonia, numapequena casa trrea.Foi al, que em2/4/1910, nasceu ummenino, que recebeuo nome de Francisco. 3. O desencarne de D. Maria Joo deDeus Eu estava de p, no p dacama, e o queixo encostadona madeira. Na cabeceira doleito, minha me me olhava. Eeu lhe disse palavras muitoduras para um menino: Porque a senhora, mame, estdando seus filhos para osoutros? No quer mais seusfilhos, isso? Se qualquer pessoa falar queeu morri, mentira. Noacredite. Vou ficar quieta,dormindo, no responderei aningum, mas no voumorrer. 4. Para onde vai o pequeno Chico? Para casa da Madrinha, D. Rita de Cssia, velha amiga de sua me.Ali comeariam as atribulaes do menino, cuja infncia curtida com os mais atrozes castigos e humilhaes.Chico estava destinado a altos vos: tornar-se um professor de humildade, mas para chegar at l, precisava passar no vestibular do sofrimento. D. Rita seria uma professora intransigente. 5. A vida com Dona Ritinha Ao me levantar, pela manh, eu no me aninava em tomar caf; ficava esperando a primeira surra do dia. Depois, sim, tomava meu caf com aquela alegria de j haver pago uma parcela.Esse menino est com o diabo no corpo- refro constante a cada surra, e, obrigava o menino a longos jejuns.O sofrimento ia polindo o menimo. 6. Mas a capacidade de resistncia deuma criana limitadaUm dia, angustiado ecom o corpo cheio deverges, Chico correupara o fundo do quintal. Ia refugiar-se sombradas bananeiras ecomeou a orar. Pouco depois, viu D.Maria Joo a seu lado elembrou-se de suaspalavras de que no iamorrer. 7. Orientaes Maternas Quero ir embora daqui mame, s vivo apanhando A me recomendou-lhe pacincia: Quem no sofre no aprende. Minha madrinha diz que estou com o diabo no corpo No se importe. Tudo passa e, se tiver pacincia Jesus nos ajudar para ficarmos sempre juntos. 8. Depois desse dia, Chico nuncamais reclamou. E nem mais chorou. Suportava tudo calado, de olhos secos. Ante essa reo, D. Rita, mudou o refro: Chico to cnico que no chora nem mesmo a pescoo. Ele se defendia dizendo que toda vez que suportava a surra sem chorar, via sua me. A partir da comearam a cham-lo de menino aluado. 9. A ferida de Moacir Filho adotivo de D. Rita, nesta poca andava com 12 anos. H muito ele tinha uma ferida crnica na perna. No havia remdio capaz de sar- la. D. Rita recorreu a uma antiga curandeira que naquele caso s uma simpatia daria certo: uma criana deveria lamber a ferida por 3 sextas-feiras seguidas em jejum. 10. Durante trs sextas-feiras seguidas, em jejum, tive de fazer aquela coisa horrvel. Fecheva os olhos e pedia foras ao esprito de mame e comeava a lamber a perna do meninoFoi duro. Na hora, tive muita raiva da minha lngua no ser maior, para acabar com o suplcio. Felizmente, a danada da ferida comeou a sarar na terceira sexta-feira, e eu no precisei fazer mais aquilo. E pedi para minha me para dar um jeito de ningum mais ter ferida , pelo menos em Pedro Leopoldo. 11. Primeiro tratamento com carinho em dois anos Muito bem Chico. Voc obedeceu direitinho, louvado seja Deus! E durante uma semana o menino no apanhou. Mais alguns meses e ele estaria livre da tirania da madrinha. Seu pai se casaria novamente. Dona Rita foi minha educadora. 12. A nova madrasta de Chico Dona Cidlia Era uma mulher de grande corao, que escondia sob a sua simplicidade um esprito sagaz, carente apenas de instruo. Chico era uma criana estranha, vivia falando de suas vises, contava como em sonhos se deslocava at lugares de paisagens diferentes das de Pedro Leopoldo. Ela me disse que no entendia aquilo, mas que acreditava em mim. E disse uma coisa que de no esqueo : Olha , Chico, eu no entendo nada disso, ningum entende, mas voc um menino inocente e est dizendo a verdade. Um dia, quem sabe? Vai aparecer algum que entenda e explique as suas vises e as vozes que voc ouve. 13. Na escola Muitas vezes, durante as aulas, Chico ouvia vozes de espirtos, ou sentia mos sobre as suas, guiando-lhe os movimentos na escrita, sem que os demais alunos percebessem. Isso me criava muitos constrangimentos. 14. O encontro de Chico Xavier com a Doutrina EspritaEm 1927, Chico j era um rapazinho, sua irmmais nova, Maria da Conceio, caiugravamente doente. Tinha violentos acessos deloucura.Os espritas diziam que se tratava de um casode obsesso. Tratada por diversos mdicos, noapresentava nenhum sinal de melhora.E assim acabaram aceitando oferecimento deum casal de mdiuns, Hermnio e CarmenPercio.Graas a esta obsesso, a famlia Xaviercomeou a travar intimidade com o Espiritismo. 15. Novas diretrizes Na primeira sesso realizada na casa de Joo Cndido, reaparece a me de Chico, atravs da mediunidade de D. Carmen, dirigindo longa mensagem ao marido e aos filhos, em especial a Chico, comunicando-lhe os novos caminhos que deveria percorrer. 16. Os trs perodos na vida medinicaPrimeiro, de completaincompreenso para mim, aquele que com apenas 5anos via minha me;O segundo de 1928 a 31 noqual psicografei centenas demensagens que os benfeitoresmais tarde determinaram quefossem inutilizadas, pois eramapenas exerccios;Terceiro, comeou com apresena de Emmanuel queassumiu o encargo de direode todas atividadesmedinicas 17. Fundao de um Centro Aps um ms, os companheiros que estavam presentes na primeira reunio em casa da famlia Xavier decidiram fundar um Centro.Restava escolher um presidente. Pensaram em Percio, mas ele residia a 100 km de Pedro Leopoldo.Foi ento que um companheiro de faces avermelhadas, ofereceu-se para dirigir o Centro.Surgia o Centro Esprita Luiz Gonzaga. 18. A primeira psicografia Obedeci ao conselho recebido e , de imediato, um amigo espiritual, escreveu 17 pgs, usando minha mo, com grande surpresa de minha parte, conquanto registrasse fenmenos medincos em minha experincia pessoal desde a infncia. (08/07/1927). 19. Todo aprendizado um exercciode pacincia O exerccio era extenuante.O mdium tinha de se amoldar, digamos , s mos dos espritos. Pior que carregar pedra.Chico sentia como se se um cinto de ferro fosse lhe comprimindo a cabea aos poucos. O brao parecia se mineralizar, virar uma barra de ferro, pesado, mas arrastado por uma fora muito grande.O estado psicolgico oscilava entre extremos de bom e mau humor. 20. Haveria interferncia dosubconsciente do mdium nas mensagens recebidas? possvel. Tanto assim que, durante os quatro primeiros anos que durou a aprendizagem, os espritos no assinavam as mensagens. Durante estes anos, Chico trabalhou firme no Centro Luiz Gonzaga. 21. Viso simblica da misso Aos poucos, Chico foi aperfeioando sua faculdade de psicografia. Numa reunio de janeiro de 1929, dona Carmem Percio, teve uma viso: Afirmou nossa irm que vira muitos livros em torno de mim, trazidos por amigos desencarnados. Eu no tinha qualquer pensamento a respeito do assunto 22. Encontro com Emmanuel Em fins de 1931, o mdium descansava debaixo de uma rvore, quando viu um esprito se aproximar Vestia-se com uma tnica semelhante a dos padres e indagou se ele estaria resolvido a utilizar sua mediunidade na difuso do Evangelho de Jesus. 23. Como passou a sua mediunidade psicgrafa dessa fase de indesio para a segurana precisa? Quando Emmanuel assumiu o comando de minhas modestas faculdades, tudo ficou mais claro, mais firme. Ele apareceu em minha vida medinica assim como algum que viesse completar a minha real viso da vida. At a chegada de Emmanuel, minha tarefa medinica, era semelhante a uma cermica em fase de experincias, sem um tcnico eficiente na direo. 24. Qual a metodologia que Emmanuel tem seguido em seu desenvolvimento medinico? Estudo e trabalho, com disciplina e dever cumprido. 25. Chico voc conhece um passarinho chamado sofr? A tentativa desaconselhvel e inoportuna, mas no desejamos que contraries teu pai. Ganhars experincias que muito necessitas.No abandones a prtica da orao. Estaremos contigo atravs da prece.Volte a P. Leopoldo e vamos trabalhar, vc um sofr, mas precisa sofrer para aprender.Janeiro de 1933, pouco aps o Lanamento de Parnaso alm Tmulo. 26. Chico Xavier e as crticas A princpio me afligi com essas crticas, mas o nosso Emmanuel acalmou-me dizendo que dar muita resposta sobre o caso, seria perder tempo. E acentuou que todos os inimigos do Espiritismo, quando sinceros, mudam de opinio depois de desencarnados.Isso tem acontecido muito nestes pobres quarenta anos de mediunidade. Muitos inimigos gratuitos de nossa Doutrina, que tantas vezes nos ridicularizaram,me visitam atualmente em esprito e me encorajam a servir na obra de Emmanuel, fazendo-me, muitas vezes, chorar de reconhecimento e emoo. 27. Nunca foram as suas faculdades medinicas experimentadas em efeitos fsicos? Sim,de 1952 a 1953, cooperei com alguns amigos ntimos em diversas reunies de efeitos fsicos, entretanto, aps 2 anos Emmanuel solicitou encerrcemos essa fase de meus pobres recursos psquicos, para no interromper os servios do livro medinico.Alegou o caro mentor que o nosso entusiasmo crescente pelos fenmenos, estava a ponto de descambar para a curiosidade improdutiva e que isso ameaava o trabalho j instalado por ele e outros benfeitores espirituais para a formao dos livros espritas. 28. E o trabalho de desobsesso aprovado por Emmanuel? Ensina-me que o melhor meio de harmonizar-me com irmos desencarnados que no simpatizam comigo e de obter a tolerncia daqueles espritos a quem ofendi em minhas existncias passadas e que naturalmente me abservam ou seguem do M. Esp. como adversrios aparentemente gratuitos. 29. Conseguiria voc dizer em que matria Emmanuel mais exigente com voc, comoeducador?No trato para com os outros, porque diz ele que,no trato com o prximo, a Luz do Evangelho deJesus, deve ser comunicada de quem fala paraquem ouve.Quando converso com qualquer pessoa em vozspera, com impacincia, com agressividade,com anotaes de malidicncia ou azedume,ele deixa passar os meus momentos infelizese, depois, principalmente quando entro emmeditaes e preces da noite, ele merepreende severamente, lamentando asminhas faltas. 30. Mdiuns e Privilgios O senhor quer dizer que embora eu seja mdium e veja o sr. ao meu lado com tanta bondade, no posso esperar a interveno do plano em meu benefcio prprio?Porque voc receberia privilgios por ser mdium? A interveno do plano est operando em vosso favor sustentando as suas foras, atravs do magnetismo curativo e orientando as aes dos oculistas que nos amparam.A condio de mdium no exonera voc da necessidade de lutar e sofrer, em seu benefcio prprio, como acontece s outras criaturas que esto no plano fsico.() se formos esperar pela sade perfeita a fim de trabalhar, quando aprenderemos a cumprir os nossos deveres() no estado de evoluo deficitrio em que nos encontramos() 31. O corao nosso, o rosto dosoutros Qual a postura esprita diante do sofrimento?O mdium experiente na arte de enfrentar as dores do mundo respondeu: sabemos que o sofrimento faz parte da existncia humana. Por isso, o esprita consciente chora escondido. Depois,lava o rosto e vai atender sorrindo a multido. 32. Qual a sua maior alegria em sua vida medinica? Se verificou ao trmino do livro Paulo e Estevo, em 1941, quando os benfeitores esp. permitiram contemplar quadros do mundo espiritual que ficaram para mim inesquecveis.Outra grande emoo foi a ida em esprito, em companhia de Emmanuel e Andr Luiz at regio de Nosso Lar, em 08/43, no por merecimento de minha parte, mas para que em minha ignorncia, eu no entravasse o trabalho de Andr Luiz, por meu intermdio, pois eu estava sentindo muita perplexidade, no incio da obra. 33. Um beijo de Amor Celeste na face do Brasil