dinheiro - chico xavier

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FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER – EMMANUEL Caro amigo: Se você gostou d livro e tem condições de comprá-lo, faça-o pois assim ajudarás diversas instituições de caridade. Muita Paz Que Jesus o Ilumine.

Author: espiritismo-capixaba

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Para quantos procurem compreender o assunto em foco, trocando a moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém, reconhecerão todos eles que o dinheiro também é de Deus. EMMANUEL Uberaba, 15 de janeiro de 1986

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  • FRANCISCO CNDIDO XAVIER EMMANUEL Caro amigo: Se voc gostou d livro e tem condies de compr-lo, faa-o pois assim ajudars diversas instituies de caridade. Muita Paz Que Jesus o Ilumine.

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    PREFCIO ..........................................................................................................................3 1 - Dinheiro ..........................................................................................................................4 2 - ESTUDANDO O DINHEIRO...........................................................................................5 3 - ESTUDANDO A RIQUEZA.............................................................................................6 4 - OBSERVEMOS ..............................................................................................................7 5 - NO TEMPLO DO BEM ...................................................................................................9 6 - O TALENTO DE TODOS..............................................................................................11 7 - BENEFICNCIA E CARIDADE ....................................................................................13 8 - DIANTE DE DEUS E DE CSAR.................................................................................14 9 - ESTUDANDO A FELICIDADE......................................................................................16 10 - PENRIA E RIQUEZA ...............................................................................................18 11 - SEJAMOS RICOS EM JESUS ...................................................................................20 12 - ENTENDIMENTO .......................................................................................................22 13 - TALENTOS.................................................................................................................23 14 - A POBREZA FELIZ ...................................................................................................25 15 - AVAREZA...................................................................................................................26 16 - O VINTM .................................................................................................................27 17 - ELEVAO ................................................................................................................28 18 - ENTRE O CU E A TERRA ......................................................................................29 19 - OURO E PODER........................................................................................................30 20 - TRABALHO E RIQUEZA ............................................................................................31

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    PREFCIO Prezado Leitor, possvel consideres chocante o ttulo deste livro, escrito com a finalidade de satisfazer s solicitaes de numerosos amigos.

    * * * No temos, porm, aqui quaisquer indicaes para a conquista do dinheiro fcil, nem mapa capaz de localizar determinada maneira de fortuna.

    * * * Existem livros e livros, orientando os servios diversos, indispensveis administrao da moeda que surge, em todas as regies do mundo, por smbolo do poder aquisitivo, entretanto, o nosso volume despretensioso se refere unicamente aplicao dos recursos financeiros, no cmbio do amor ao prximo.

    * * * Pedimos vnia para reportar-nos ao dinheiro que se faz dnamo do trabalho e da beneficncia.

    * * * No desconhecemos que na base do dinheiro que se fazem os avies e os arranha-cus, no entanto, igualmente com ele que se consegue o lenol para o doente desamparado ou a xcara de leite para a criana desvalida.

    * * * Para quantos procurem compreender o assunto em foco, trocando a moeda pelo po destinado a socorrer as vtimas da penria ou permutando-a pelo frasco de remdio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ningum, reconhecero todos eles que o dinheiro tambm de Deus.

    EMMANUEL

    Uberaba, 15 de janeiro de 1986.

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    1 - Dinheiro O dinheiro no compra o Cu, mas pode gerar a simpatia na Terra, quando utilizado nas tarefas do Bem.

    * * * No paga a boa vontade, entretanto, semeia o benefcio e o contentamento de viver, se nossa alma permanece voltada para a Divina Inspirao.

    * * * No tem valor para o cmbio, depois da morte, contudo, sustentculo do progresso geral, se nosso esprito est centralizado nos objetivos de elevao.

    * * * No fator absoluto de alegria ou de felicidade, mas pode ser o remdio ao doente, a gota de leite criancinha desamparada, o teto ao velhinho relegado ao frio da noite, o socorro silencioso ao peregrino sem lar.

    * * * No gerador de luz, entretanto, pode estender a fonte de idias de consolao e de amor, em que muitas almas sequiosas de paz se dessedentam.

    * * * No a base da harmonia, mas, em muitas ocasies, consegue devolver a tranqilidade a coraes paternos desalentados e a ninhos domsticos infelizes, toda vez que os nossos sentimentos se inclinam parara a verdadeira solidariedade.

    * * * No permitas que o dinheiro te tome o corao, usando-te a vida, qual desptico senhor e sim conduzamo-lo, atravs da utilidade, do entendimento e da cooperao, sob os imperativos da lei de fraternidade que nos rene.

    * * * No nos esqueamos de que Jesus abenoou o vintm da viva, no tesouro pblico do Templo e, empregando o dinheiro para o bem, convertamo-lo em colaborador do Cu em todas as situaes e dificuldades da Terra.

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    2 - ESTUDANDO O DINHEIRO No a autoridade que solapa a elevao da alma . o abuso do poder

    * * * No a inteligncia que destila o veneno intelectual. a maldade com que a mobilizamos.

    * * * No o tesouro verbalstico que abre feridas naqueles que nos ouvem. o modo com que arremessamos o estilete da palavra.

    * * * No a beleza da forma que gera o fel do desencanto. a vaidade com que malbaratamos no desequilbrio.

    * * * Assim tambm no o dinheiro que nos condena aos processos da angstia. a nossa maneira de empreg-lo, quando nos esquecemos de facilitar a corrente do progresso, atravs da ao diligente na fraternidade e do devotamento ao bem, com que nos cabe colaborar no engrandecimento do trabalho e da vida.

    * * * O ouro com Jesus blsamo na lcera do enfermo, gota de leite criana desvalida, remdio ao doente, agasalho aos que tremem de frio, socorro no lar sitiado pelo infortnio, assistncia aos braos que suplicam atividade digna, amparo aos animais e proteo natureza.

    * * * O cofre forte nas garras da sovinice metal enferrujado, suscitando a penria, mas um vintm no servio de Jesus pode converter-se em promissora sementeira de paz e felicidade.

    * * *

    No amaldioes o dinheiro, instrumento passivo em tuas mos. Faze-o servir contigo, sob a inspirao do Cristo, e todas as tuas possibilidades financeiras sero valiosos talentos em teu caminho, cooperando com teu esforo, na edificao do Reino de Deus.

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    3 - ESTUDANDO A RIQUEZA No somente o Rico da Parbola o grande devedor diante da vida. A fortuna amoedada , por vezes, simples crcere. H outros avarentos que devemos recordar em nossa viagem para a Luz Maior.

    * * * Temos conosco, os sovinas da inteligncia, que se ocultam nas floridas trincheiras da inrcia; os abastados da sade que desamparam os aflitos e os doentes; os privilegiados da alegria que cerram as portas aos tristes, isolando-se no osis de prazer; os felizes da f que procuram a solido, a pretexto de se preservarem contra o pecado; os expoentes da mocidade que menosprezam a velhice; os favorecidos da famlia terrestre, que olvidam os andarilhos da penria que vagueiam sem lar. Todos esses ricos da experincia comum contraem pesados dbitos para com a Humanidade.

    * * * Lembremo-nos de que o Tesouro Real da Vida est em nosso corao.

    * * * Quem no pode doar algo de si mesmo, na boa vontade, no sorriso fraterno ou na palavra sincera de bondade e encorajamento, debalde estender as mos recheadas de ouro, porque s o amor abre as portas da plenitude espiritual e semeia na Terra a luz da verdadeira caridade, que extingue o mal e dissipa as trevas.

    * * * A pobreza mera fico. Todos temos algo. Todos podemos auxiliar. Todos podemos servir. E, consoante a palavra do Mestre, o maior na vida ser sempre aquele que se fizer o devotado servidor de todos.

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    4 - OBSERVEMOS No te detenhas no poder aquisitivo do ouro terrestre para fazer o bem.

    * * * Anota a riqueza dos teus conhecimentos e no menosprezes o companheiro ainda enleado no espinheiro da ignorncia. Considera o tesouro da f que te enriquece o entendimento e aprende a desculpar o irmo em dificuldade que talvez se encontre no precipcio da negao.

    * * * Medite sobre a luz que te brilha na compreenso e no reproves o infeliz que ainda tateia nas trevas.

    * * * Analisa o patrimnio de amor que te vivifica a existncia e auxilia as vtimas do dio que no souberam edificar para si mesmas seno o reduto do sofrimento.

    * * * Examina tuas conquistas de segurana pessoal e no passes de largo, frente dos cados em desnimo ou desesperao.

    * * * Relaciona os valores da sade que te consolidam o relativo equilbrio na Terra e no perca a serenidade e a pacincia com os enfermos que te reclamam devotamento e carinho.

    * * * Mentaliza a riqueza de tuas horas, de tuas palavras, de teus movimentos livres.

    * * * Reflete no acervo de bnos amontoadas em teus olhos que vm, em teus ouvidos que ouvem, em teus ps que andam e em tuas mos que trabalham.

    * * * Quem ser mais rico de verdadeira felicidade, o homem que agoniza sobre um monte de ouro ou aquele que pode respirar os perfumes do vale, entre a paz do trabalho e a misericrdia da luz?

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    No admitas que a caridade seja tarefa exclusiva dos que acumularam o dinheiro do mundo. Ao invs disso, compadece-te do irmo que se faz sovina, aferrolhando o prprio corao, entre as duras paredes de um cofre forte.

    * * * Recordemos o Divino Doador de Vida Imperecvel. Cristo, sem monumentalizar o amor em obras de metal ou de pedra, com um simples bero de palha e com uma cruz de sacrifcio a lhe emoldurarem o ministrio de fraternidade, espalhou a beleza e a paz, o otimismo e a compreenso em todos os escaninhos do mundo, a benefcio de todas as geraes.

    * * * Em matria de auxiliar, dividamos a nossa prpria alma, na prestao do servio infatigvel da boa vontade para com todos. E, com semelhante investimento, estejamos convencidos de que toda a penria do nosso passado no nos subtrair o tesouro de bnos que acumularemos, nos altos caminhos da vida, a brilhar perenemente em nosso grande futuro.

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    5 - NO TEMPLO DO BEM Elogivel se te far a beneficncia nas atitudes, despendendo somas considerveis, em favor dos necessitados, mas se buscares pessoalmente os irmos infelizes, oferecendo-lhes o abrao de solidariedade e bom nimo, brilhar-te- no corao a bondade pura.

    * * * Cooperars com expressiva parcela amoedada na obra assistencial aos doentes e sers, com isso, o credor de alegria e reconhecimento de muitos beneficirios na Terra, entretanto, se alm disso, te confiares ao esforo de auxiliar ao enfermo e ao desvalido, com as prprias mos, contars com a ternura e com o agradecimento de outras muitas criaturas na Vida Maior.

    * * *

    Sers estimado por muita gente ao ceder as sobras de tua casa no socorro aos famintos e aos nus, no entanto, se renunciares um tanto, satisfao dos prprios desejos, procurando os filhos do infortnio, para reconforta-los, sers louvado alm do mundo.

    * * * Ensinars o bem, escalando os galarins da popularidade, pelo verbo fcil que te fulgura na boca e sers, em razo disso, o favorito das multides, durante algum tempo, mas se praticares a virtude que apregoas, sacrificando-te com sinceridade e devotamento, em auxlio dos que te rodeiam, iluminars o caminho terrestre e vivers em longas filas de coraes agradecidos.

    * * * Procuremos o bem, difundindo-o, exaltando-o e destacando-o, atravs de todas as oportunidades ao nosso dispor, entretanto, diligenciemos honr-lo, com a nossa integrao em seus fundamentos e apelos.

    * * * Caridade ensinada melhora os ouvidos. Caridade praticada aprimora os coraes. Dividir conscienciosamente os bens que retemos sustentar a respeitabilidade humana. Renunciar, a benefcio do prximo, ser sempre elevar-se. Derramando os valores da prpria alma, Jesus legou ao mundo os tesouros da Compreenso e da Paz.

    * * *

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    Alm de espalhar as possibilidades com que a Providncia Divina nos abenoa a vida, forneamos, no auxlio aos outros, algo de nosso tempo, de nosso suor, de nosso carinho e de nossos braos, na mobilizao de ns mesmos, e estaremos transformando a prpria existncia num poema de luz e amor que possa acrescentar amor e a luz sobre os quais Cristo, entre os homens, vem construindo o Reino de Deus.

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    6 - O TALENTO DE TODOS Na abastana ou na carncia, na direo ou na subalternidade, no menosprezes agir e servir, porque o trabalho, nas concesses do espao e do tempo, o talento comum a todos, pelo uso do qual o esprito se engrandece, no rumo das Esferas Superiores a que se destina. Por ele, as foras mais simples da natureza se movimentam na senda evolutiva, escalando os degraus do progresso para a subida aos cimos da experincia. Com ele, o verme se agita e fecunda o seio da terra. Atravs dele, esfora-se a semente e transforma-se na planta til, a erigir-se em abenoada garantia do po. Aproveitando-o, a abelha se faz operria laboriosa, fabricando a excelncia do mel. Atendendo-lhe a inspirao, o manancial se desloca e, crescendo em possibilidades sempre mais vastas, converte-se no grande rio que apia a civilizao em torno do prprio sulco.

    * * * Tudo na paisagem que nos cerca a exaltao desse talento realmente divino.

    * * * por isso que dinheiro e sade, cultura e inteligncia, tanto quanto os nmeros recursos que rodeiam o homem na Terra, subordinam-se ao trabalho, a fim de se agigantarem na produo e na multiplicao dos benefcios que lhes dizem respeito.

    * * * No te deixes vencer pelas consideraes negativas da tristeza, da revolta, do pessimismo ou da indisciplina, que esto sempre condicionando a ao que lhes prpria exigncia de remunerao.

    * * * Responde ao Senhor que te serve por intermdio do trabalho incessante da natureza com o trabalho infatigvel de teu pensamento e de teus braos, de teu crebro e de teu corao, para que te eleves comunho com o Amor Infinito.

    * * * Sem trabalho, a f se resume adorao sem proveito, a esperana no passa de flor incapaz de frutescncia e a prpria caridade se circunscreve a um jogo de palavras

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    brilhantes, em torno do qual, os nus e os famintos, os necessitados e os enfermos costumam parecer, pronunciando maldies.

    * * * Trabalhe e vive.

    * * *

    No admitas que a fortuna do tempo, emprestada a todos pela Bondade de Deus se dissipe em tuas mos congelada no ideal inoperante.

    * * * Realmente, muitos desastres nos perseguem o caminho das experincias necessrias, em forma de falhas e fraquezas de nossas almas, frente das Leis de Deus, mas de todos eles, o maior de todos a preguia, porque a preguia a protetora da ignorncia e da penria e, atravs da penria e da ignorncia, poderemos descer aos mais estranhos desequilbrios do mal.

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    7 - BENEFICNCIA E CARIDADE A beneficncia alivia a provao. A caridade extingue o mal. A beneficncia auxilia. A caridade soluciona.

    * * * Distribuirs a mancheias algo do ouro que se te derrama da bolsa, entretanto, se nesse algo no puseres a luz de teu amor, em forma de respeito e carinho, ante as chagas do semelhante, no ters construdo nele a compreenso que o far reconciliar-se consigo prprio.

    * * * Oferecers de tua inteligncia preciosos recursos aos que desesperam na ignorncia, mas, se furtas lio a beno da simpatia, no estenders ao companheiro que o sofrimento enceguece a claridade precisa.

    * * * No ddiva de tua abastana ou o valor de tua cultura que importam no servio de elevao e aprimoramento da paisagem que te rodeia. o modo com que passas a exprimi-los, cedendo de ti mesmo naquilo que o Senhor te emprestou para distribuir, porquanto a atitude o fator de fixao desse ou daquele sentimento no vasto caminho humano.

    * * * Vale mais o exemplo vivo de compaixo que a frase adornada de exaltao virtude pronunciada to-somente com a boca e aparece com mais beleza o gesto de fraternidade que a esmola reconfortante suscetvel de ser espalhada por ti simplesmente com o esforo mecnico do brao.

    * * * Isso, porque todos precisamos de renovao interior para o acesso aos tesouros do esprito e, fazendo o bem, com o impulso de nossas prprias almas, valorizaremos a palavra com que venhamos a emiti-lo, edificando a vida em ns e junto de ns, com o prximo e conosco, realizando sempre o melhor.

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    8 - DIANTE DE DEUS E DE CSAR Em nosso relacionamento habitual com Csar simbolizando o governo poltico no nos esqueamos de que o mundo de Deus e no de Csar, a fim de que no sejamos parasitas na organizao social em que fomos chamados a viver.

    * * * Muitos se acreditam plenamente exonerados de quaisquer obrigaes para com o poder administrativo da Terra, simplesmente porque, certo dia, pagaram mquina governamental que os dirige os impostos de estilo, exigindo-lhes em troca servios sacrificiais por longo tempo.

    * * * justo no olvidar que somos de Deus e no de Csar e que Csar no dispe de meios para substituir junto de ns a assistncia de Deus. Por isso mesmo, a Lei, expressando as determinaes do Alto, conta com a nossa participao constante no bem, se nos propomos alcanar a vitria com progresso real.

    * * * Examinando o assunto nestes termos, ouamos a voz do Senhor que nos fala na acstica da prpria conscincia e procuremos a execuo de nossos deveres sem esperar que Csar nos visite com exigncias ou aguilhes.

    * * * O trabalho regulamento da vida e cultivemo-lo com diligncia, utilizando os recursos de que dispomos na consolidao do melhor para todos os que nos cercam.

    * * * Auxiliar aos outros recomendao do Cu e em razo disso, auxiliemos sempre, seja amparando a um companheiro infeliz, protegendo uma fonte ameaada pela secura ou plantando uma rvore benfeitora que amanh falar por ns margem do caminho.

    * * * Todos prestaremos contas Divina Providncia quanto aos bens que nos so temporariamente emprestados e, sem qualquer constrangimento da autoridade humana, exercitemos a compreenso e a bondade, a pacincia e a tolerncia, o otimismo e a f, apagando os incndios da rebelio ou da crtica onde estiverem e estimulando, em toda parte, a plantao de valores suscetveis de estabelecer a harmonia e a prosperidade em torno de ns.

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    * * * No vale dar a Csar algumas moedas por ano, cobrindo-o de acusaes e reprovaes, todos os dias.

    * * * Doemos a Deus o que de Deus, oferecendo o melhor de ns mesmos, em favor dos outros e, desse modo, Csar estar realmente habilitado a amparar-nos e a servir-nos, hoje e sempre, em nome do Senhor.

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    9 - ESTUDANDO A FELICIDADE Observa o que desejas e o que fazes, a fim de que ajuzes, com segurana, sobre a felicidade que procuras.

    * * * Certifiquemo-nos de que a alegria possui igualmente diversos nveis e de que nos compete, acima de tudo, cultivar a devoo aos valores amplos e substanciais que possam sobreviver conosco na Vida Maior.

    * * * No mundo, a felicidade varia com a posio das criaturas e se buscamos o Cristo por nosso mestre indispensvel saibamos conquistar o nosso estmulo de viver no clima do Sumo Bem.

    * * * H pessoas que se contentam com o exclusivo reconforto de comer, dormir e procriar, guardando assim to somente a felicidade que os seres mais simples cultuam nas linhas inferiores da natureza.

    * * * Vemos espritos atilados no clculo que apenas se comprazem, amontoando ouro ou utilidades, com desvantagem para os semelhantes, estabelecendo, desse modo, para si mesmos a felicidade dos loucos.

    * * * Anotamos companheiros da Humanidade que somente se rejubilam com a exibio de ttulos sunturios, na ordem social ou econmica, cristalizando-se na vaidade ou no orgulho que lhes facilitam a espetacular descida para a morte, forjando, dessa maneira, em prejuzo deles prprios, a felicidade dos tolos.

    * * * Identificamos irmos que apenas se honram na crueldade, sorrindo com o alheio infortnio e alardeando compaixo que no sentem, construindo para si mesmos a felicidade dos que se instalam no purgatrio da prpria conscincia.

    * * * A felicidade crist, no entanto, diferente. Nasce da alegria que venhamos a semear para os outros, desenvolve-se no bem infatigvel, frondeja no esprito de servio, floresce na esperana e frutifica no sacrifcio daquele que se oferece para a materializao da felicidade geral.

  • 17

    * * * No te demores no prazer que hoje te suscita gargalhadas para cerrar-se amanh em amargosa penitncia.

    * * * Procuremos a felicidade de Jesus, que ainda no est completamente neste mundo, para que este mundo se levante para a felicidade perfeita.

    * * * Para isso, no desdenhes a tua cruz, porque somente atravs do desempenho de nossas obrigaes na prtica do bem que encontraremos a nossa verdadeira vitria.

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    10 - PENRIA E RIQUEZA Penria e riqueza, na essncia, no constam dos elementos que possumos, mas do sentimento que nos possui.

    * * * A grandeza das concesses de Deus pontilha a rota do homem desde a hora primeira em que se lhe estrutura o bero no campo humano.

    * * * Tudo se conta, em derredor de seus passos, pelo diapaso da previdncia constante.

    * * * Ante a melodia silenciosa da renncia materna, todas as circunstncias se conjugam favorveis criatura para que se desenvolva e ocupe o lugar que a Misericrdia Divina lhe marcou.

    * * * O lar e o sol, a escola e o conhecimento, o trabalho e a amizade enriquecem-lhe todos os marcos, em demanda tarefa que lhe compete cumprir.

    * * * Entretanto, muitas vezes, pela vocao da sovinice impenitente, recolhe o ouro do mundo para erigir com ele o tmulo suntuoso em que se lhe sepulta a esperana e recebe a beno do amor para transforma-la na algema que o encarcera, por vezes, no purgatrio do sofrimento.

    * * * Reter para si somente os bens que a vida espalha gerar os males reais que nos sitiam a senda e valer-se dos males aparentes da jornada terrestre convertendo-os em valores de entendimento e de aprendizado criar em si prprio o bem justo que se far o bem de todos.

    * * *

    No nos fixemos na reprovao contra os irmos aprisionados nos enganos da fortuna passageira e sim auxiliemo-los, sem exigncia, a compreender a importncia do dinheiro e do tempo para a execuo das boas obras.

    * * *

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    Eleva a prpria alma ao trabalho constante suscetvel de gerar os patrimnios mais elevados da vida e estudando e aprendendo, auxiliando e amando, na abastana ou na carncia de recursos materiais, ters o corao a fulgir no caminho, por brilhar em ti mesmo qual estrela da bno.

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    11 - SEJAMOS RICOS EM JESUS Quem julga pelas aparncias, quase sempre esbarra na areia mvel das transformaes repentinas a lhe solaparem o edifcio das errneas concluses.

    * * *

    Existem criaturas altamente tituladas nas convenes do mundo, que trazem consigo uma fonte viva de humildade no corao, enquanto que h mendigos, de rosto desfigurado, que carreiam no ntimo a nvoa espessa do orgulho a empanar-lhes o entendimento.

    * * *

    H ricos que so maravilhosamente pobres de avareza e encontramos pobres lamentavelmente ricos de sovinice.

    * * * Somos defrontados, em toda a parte, por grandes almas que se fazem humildes, a servio do Senhor, na pessoa do prximo e, freqentemente, surpreendemos espritos rasteiros envergando tnicas de vaidade e dominao.

    * * * Jesus, louvando os pobres de esprito, no tecia encmios ignorncia, incultura, insipincia ou nulidade, e sim exaltava os coraes simples que descobrem na vida, em qualquer ngulo da existncia, um tesouro de bnos, com o qual possvel o enriquecimento efetivo da alma para as alegrias da elevao.

    * * * Pobres de esprito, na plataforma evanglica, significa to-somente pobres de fatuidade, de pretensos destaques intelectuais, de supostos cabedais da inteligncia. necessrio nos acautelemos contra a interpretao exagerada do texto, em suas expresses literais, para penetrarmos o verdadeiro sentido da lio.

    * * * A pobreza e a pequenez no existem na obra divina. Constituem apenas posies transitrias criadas por ns mesmos, na jornada evolutiva em que aprenderemos, pouco a pouco, sob o patrocnio da luta e da experincia, que tudo grande no Universo de Deus.

    * * *

  • 21

    Todos os seres, todas as tarefas e todas as cousas so peas preciosas na estruturao da vida.

    * * * Onde estiveres faze-te espontneo para recolher a luz da compreenso. Alijemos os farrapos dourados da iluso, que nos obscurecem a alma, estabelecendo a necessria receptividade no corao, e entenderemos que todos somos infinitamente ricos de oportunidades de trabalhar e servir, de aprender e aperfeioar, infatigavelmente.

    * * * O ouro ser, muitas vezes, difcil provao e os cimos sociais na Terra, quase sempre, so amargos purgatrios para a alma sensvel, tanto quanto a carncia de recursos materiais bendita escola de sofrimento, mas a simplicidade e o amor fraterno, brilhando, por dentro de nosso esprito, em qualquer situao no caminho da vida, so invariavelmente o nosso manancial de alegrias sem fim.

  • 22

    12 - ENTENDIMENTO No olvides que a obra do entendimento, no edifcio da tranqilidade comum, assim qual alicerce nos fundamentos do instituto domstico, a erguer-se, acolhedor.

    * * * Efetivamente, no dispes de arcas repletas com que atender exigncia de todos os famintos da estrada, mas podes suportar com carinho o parente menos feliz que se socorre habitualmente em tua casa.

    * * * Em verdade, no conseguirs remdio bastante para todos os doentes da regio em que te situas, entretanto, no te faltam possibilidades de tolerar o vizinho enfermo que, muitas vezes, te incomoda entre a obsesso e a necessidade.

    * * * Indiscutivelmente no detns recursos para convencer aos amigos, enrijecidos na indiferena, quanto realidade da justia divina e da sobrevivncia da alma, no entanto, podes com teu exemplo silencioso de bondade e renncia, em favor deles, insuflar-lhes pensamentos de solidariedade e compreenso, preparando-lhes a futura sementeira de f.

    * * * Decerto, no contas com facilidades e privilgios para remover os obstculos ordem pblica, nem guardas contigo o poder de evitar as calamidades do quadro social em que o Senhor te conserva a existncia, no entanto, podes auxiliar a teu filho ou a teu pai, a teu irmo ou a teu companheiro com a palavra generosa, com o sorriso amistoso, com a atitude compreensiva ou com a prece oculta na extino de males iniciantes e imprevisveis, porquanto no ignoramos que o incndio, quase sempre, comea na fagulha imperceptvel.

    * * * Cultiva o entendimento, mobilizando a ti mesmo nessa jornada de amor, e acenders entre os homens aquela caridade que senda de luz para a Vida Maior.

    * * * Usa o dinheiro a teu servio, na beneficncia que te enriqueces o caminho, e movimenta o teu verbo inflamado de cultura, no esclarecimento das almas, todavia, no te esqueas de que somente compreendendo aos outros para melhor servi-los, segundo os padres do Cristo, nosso Mestre e Senhor, que estaremos realmente, no clima nutriente daqueles que se consagram construo da Humanidade Melhor.

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    13 - TALENTOS A pobreza no criao do Todo-Misericordioso. Ela existe somente em funo da ignorncia do homem que, por vezes, se arroja aos precipcios da inconformao ou da ociosidade, gerando o desequilbrio e a penria.

    * * * H talentos do Senhor distribudos por todas as criaturas, em toda a parte.

    * * * Observa os elementos de trabalho que a vida te conferiu e no te esqueas de que a nica fonte de origem e de sustentao da riqueza legtima sempre o trabalho.

    * * * O ouro talento com que se pode ampliar o progresso.

    * * * O apuro da inteligncia recurso de extenso da cultura.

    * * * A escassez o processo da aquisio de nobres qualidades para quem aprende a servir

    * * * A alegria fonte de estmulo.

    * * * A dor para quem se consagra aceitao construtiva, capaz de se transformar em manancial de humildade.

    * * * Cada qual de ns recebe na herana congnita do pretrito, as possibilidades de servio que nos caracterizam as tendncias no mundo, de acordo com os mritos e necessidades que apresentemos.

    * * * Em razo disso, indispensvel saibamos aproveitar o tempo, qual deve o tempo ser utilizado, de vez que os dias correm sobre os dias, at que o Senhor nos tome conta dos crditos, que generosamente nos emprestou.

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    * * * Usa a compreenso que se desmanda no egosmo e a provao que se perde na delinqncia encontram-se, desamparadas por si mesmas, nas veredas do mundo.

    * * * Derrama o tesouro de amor que o Pai Celestial te situou no corao, atravs das bnos de fraternidade e simpatia, bondade e esperana para com os semelhantes e, em qualquer grupo social no qual te vejas, sers, invariavelmente, a criatura realmente feliz, sob as bnos da Terra e dos Cus.

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    14 - A POBREZA FELIZ Quem se empobrece de ambies inferiores, adquire a luz que nasce da sede de perfeio espiritual.

    * * * Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa.

    * * * Quem se empobrece de exigncias da vida fsica, recebe os tesouros inapreciveis da alma.

    * * * Quem se empobrece de aflies inteis, em torno das posses efmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo.

    * * * Quem se empobrece de vaidade, amealha as bnos do servio.

    * * * Quem se empobrece de ignorncia, ilumina-se com a chama da sabedoria.

    * * * No vale amontoar iluses que nos enganam somente no transcurso de um dia.

    * * * No vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanh.

    * * * Ser grande, frente dos homens, sempre fcil. A astcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstculo. Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, trabalho de raros.

    * * * Bem aventurada ser sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo o esprito enobrecido das Esferas Superiores, que ser aproveitado na extenso da Obra de Deus.

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    15 - AVAREZA O avarento dos bens materiais credor de reprovao, mas o avarento do amor digno de lstima. O primeiro se esconde num poo dourado, o segundo mergulha-se nas sombras do corao.

    * * * O sovina da fortuna amoedada retm pedras, metais e papis de valor convencional, que a vida substitui na proviso de recursos comunidade, mas o sovina da alma retm a fonte da felicidade e da paz, da esperana e do bom nimo que constitui alimento indispensvel prpria vida.

    * * * O primeiro teme gastar bagatelas e arroja-se enfermidade e fome. O segundo teme difundir os conhecimentos superiores de que se enriquece e suscita a incompreenso, ao redor dos prprios passos.

    * * * O sovina da riqueza fsica encarcera-se no egosmo. O sovina das bnos da alma gera a estagnao onde se encontra, envolvendo-se ele mesmo em nevoeiro perturbador.

    * * * Ainda que no possuas dinheiro com que atender s necessidades do prximo, no olvides o tesouro de dons espirituais que o Senhor te situou no cerne da prpria alma.

    * * * Auxilia sempre.

    * * * Mais se faz til quem mais se dedica aos semelhantes amparando-lhes a vida.

    * * * As casas bancrias e as bolsas repletas podem guardar a fria correo dos nmeros sem conscincia, mas o corao daquele que ama sol a benefcio das criaturas, convertendo a dificuldade e a dor, a desventura e a escassez em recursos prodigiosos, destinados humana sustentao.

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    16 - O VINTM O grande e luminoso templo da vida permanece de portas descerradas.

    * * * o mundo vasto... a Terra prodigiosa de bnos e dons, ostentando cidades que so templos do progresso, campos que so reas de luz, fontes que representam vasos de gua viva, flores que constituem adornos espalhados no Planeta, em que nossas almas se movimentam nas sendas da evoluo.

    * * * No orbe imenso, h quem oferea ao progresso e ao aperfeioamento da Humanidade as grandes misses da f religiosa, da poltica administrativa, da cincia e da filosofia, nos fulgores intelectuais da cultura e da inteligncia; h quem oferea ao aprimoramento do amor a graa do lar, o carinho afetivo, o brilho da arte e a grandeza do sentimento burilado em obras de benemerncia e ternura, que fixam novos captulos elevao da vida.

    * * * No podemos, no entanto, olvidar a excelsitude da colaborao aparentemente pequenina daqueles coraes dilacerados, aflitos e annimos, que trazem ao bem da comunidade o singelo concurso de que podem dispor.

    * * * o sorriso de compreenso e de estmulo ao companheiro desconhecido. a palavra oportuna que soergue o bom nimo de um amigo arrojado ao desalento. a bondade oculta que auxilia sem exigir compensao. a beno do concurso fraterno que apaga o fogo da maledicncia. a ddiva fraterna da amizade sem egosmo. a oferta do corao que ampara sem rudo.

    * * * Temos sempre nessas admirveis contribuies o precioso vintm do amor e se cada um de ns dispensar um s de semelhantes vintns, em cada dia da vida, estejamos convencidos de que, dentro em breve, teremos amontoado para a nossa felicidade um tesouro infinito na Espiritualidade Maior.

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    17 - ELEVAO No te esqueas de que h elevao, segundo o critrio das convenes humanas, e h elevao, de conformidade com as Leis Divinas.

    * * *

    Muitos se arrojam grande altura nos domnios da posse efmera, abusando da terra e do metal que a vida lhes oferece, por algum tempo, e acabam cados gritando por socorro nos escombros das prprias iluses. Muitos so guindados s eminncias da popularidade desfrutando largos valores da inteligncia, to-s para o culto vaidade que lhes prpria, e descem, inao cerebral, vitimados, s vezes, por inibies de longo curso. Muitos se supem acima dos semelhantes na prpria virtude, engodados pela sombra que lhes enceguece a viso, desmandando-se no falso julgamento do prximo e na superestimao de si mesmos, no entanto, caem, quase sempre, de improviso, nos braos da verdade, a fim de reconhecerem as prprias deficincias. Lembra-te de que todos os recursos e situaes do caminho so bnos de Deus, convidando-te ao trabalho por todos, no silncio do bem.

    * * * Ningum se elevar para Deus, humilhando ou perturbando, no campo infeliz da discrdia e da crueldade, ainda mesmo que o nome do Senhor lhes marque a visitao e lhes cintile na boca.

    * * * Cultivemos o amor e a humildade com incessante servio, em auxlio de todos os que nos cercam e o Senhor levantar-nos- o esprito para os cimos da vida, de vez que somente a Infinita Sabedoria pode determinar a verdadeira elevao de algum para a luz da imortalidade.

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    18 - ENTRE O CU E A TERRA Para saber pedir com segurana, imprescindvel saber dar. O homem no somente o filho de Deus no mundo, tambm o cooperador de Sua obra terrestre. por isso que, em toda parte vemo-lo em regime de sociedade com a Providncia Divina, no qual o Senhor, na condio de proprietrio da vida e o esprito humano na posio de usufruturio dela, se renem na concesso e no concurso, na administrao e na execuo, oferecendo ao trabalho quotas expressivas de recurso e de esforo, de suprimento e proveito.

    * * * O Todo Misericordioso concede ao lavrador a gleba indicada produo do alimento, mas se o homem do campo, pretende a colheita justa retribuir-lhe- com o prprio suor; cede ao arquiteto o material de construo, mas a casa no se levanta sem braos que a sustentem; confere ao homem e mulher a alegria do templo familiar, enriquecendo-os de esperana e de amor, entretanto, se os detentores de semelhante ventura esperam no lar a edificao da felicidade, cabe-lhes empenhar o prprio corao ao apoio recproco, de modo a garantirem a beno conquistada.

    * * * No bastar converter a confiana em rogativas ao Cu, para que o Cu nos responda com simpatia e favor. necessrio consultar a nossa prpria atitude junto aos valores em mo, a fim de que no estejamos reformando debalde os emprstimos contrados. Muitos esperam que o fracasso lhes reacenda a vigilncia, no entanto, se cada um de ns permanece firme no trato de responsabilidades que a vida nos delegou, consoante as nossas prprias necessidades, sem deseres e sem dvidas, nossa prpria tarefa ser uma orao contnua ao Cu, na permanente comunho entre a nossa vida fragmentria e a Vida Total, transformando todas as nossas preces de exaltao ou de splica em cnticos silenciosos e vivos de reconhecimento e louvor.

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    19 - OURO E PODER Muita gente acredita encontrar na riqueza e no poder sinais de privilgios, quando ouro e influncia simplesmente no passam de recursos destinados aferio do valor que nos assinala.

    * * * Lembremo-nos de que um homem aprisionado sombra do crcere sempre algum constrangido a mostrar virtudes que raramente possui. Silencia por impossibilitado de gritar a desesperao que lhe vergasta o peito e revela quietao e tristeza, quais se fossem humildade e compreenso, porquanto, posto a ferros, compelido a guardar-se em reserva compulsria.

    * * * Assim tambm ocorre com a enfermidade e o pauperismo, a inibio e o desvalimento na maior parte das circunstncias. Segregada, dentro deles, a alma reencarnada no dispe de outros meios seno o de aceita-los como preo ao resgate das prprias dvidas.

    * * * Entretanto, qual o sentenciado que abandona a cadeia sob exata observao, assim a criatura que retm os talentos da fortuna e da autoridade, do equilbrio e da robustez. No se encontram aqueles que os desfrutam na Terra contemplados por favores especiais, mas semi-libertados pela beno do Cu, em regime de exame, nas escolas do mundo.

    * * * Dessa forma, nos momentos de paz, segurana e alegria, muitos de ns outros apenas respiramos, luz de experincias novas, nas quais demonstraremos se mais no precisamos da dor e do infortnio, na construo da estrada de elevao para Deus.

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    20 - TRABALHO E RIQUEZA O corpo terrestre valioso instrumento de formao da verdadeira riqueza. Mobiliza-o em teu prprio favor, no fecundo campo da vida.

    * * * Tens o primoroso equipamento do crebro. Aprende a produzir com ele pensamentos que te enobream a estrada, conquistando o apreo e a estima dos semelhantes, em teu prprio benefcio.

    * * * Possuis tesouro dos olhos. Movimenta-o no servio e no estudo, provendo o prprio esprito de mais amplos valores, no setor do conhecimento que te aprimore.

    * * * Dispes da felicidade dos ouvidos. Emprega-os na aquisio de ensinamentos edificantes que te possam clarear o futuro.

    * * * Contas com a beno da lngua. Usa-lhe as possibilidades, emitindo o verbo sadio e fraternal, que te assegure a confiana e a simpatia dos outros.

    * * * Retns contigo o patrimnio dos braos. Aplica-o na plantao do bem e surpreenders abundantes colheitas de prosperidade e alegria.

    * * * Guardas contigo o escrnio do corao. Estende-lhe os recursos para recolher da vida os jbilos do amor, alicerce da ventura sonhada.

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    * * * Nem sempre o corpo ser uma cruz a regenerao da alma. Na maioria das circunstncias, a ferramenta com que o esprito pode talhar os mais altos destinos.

    * * * No te preocupes com o problema da abastana ou da carncia de utilidades materiais, porque a riqueza e pobreza , frente da Lei Divina, muitas vezes, apenas significam oportunidades de aperfeioamento e elevao. Somente o trabalho sentido e vivido capaz de gerar a verdadeira fortuna e acrescent-la infinitamente e, por isso, amando a tarefa que o Senhor te confiou por mais inquietante ou singela, vale-te do tempo para enriquecer-te hoje de luz e amor, compreenso e merecimento, a fim de que o tempo no te encontre amanh de corao fatigado e de mos vazias.

    PREFCIO1 - Dinheiro2 - ESTUDANDO O DINHEIRO3 - ESTUDANDO A RIQUEZA4 - OBSERVEMOS5 - NO TEMPLO DO BEM6 - O TALENTO DE TODOS7 - BENEFICNCIA E CARIDADE8 - DIANTE DE DEUS E DE CSAR9 - ESTUDANDO A FELICIDADE10 - PENRIA E RIQUEZA11 - SEJAMOS RICOS EM JESUS12 - ENTENDIMENTO13 - TALENTOS14 - A POBREZA FELIZ15 - AVAREZA16 - O VINTM17 - ELEVAO18 - ENTRE O CU E A TERRA19 - OURO E PODER20 - TRABALHO E RIQUEZA