chico xavier À sombra do abacateiro (carlos a. bacelli - chico xavier)

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8/6/2019 CHICO XAVIER À SOMBRA DO ABACATEIRO (Carlos A. Bacelli - Chico Xavier) http://slidepdf.com/reader/full/chico-xavier-a-sombra-do-abacateiro-carlos-a-bacelli-chico-xavier 1/151 www.autoresespiritasclassicos.com C HICO X AVIER, À S OMBRA D O A BACATEIRO F RANCISCO C ÂNDIDO X AVIER E MMANUE C ARLOS A NTÔNIO B ACELL EDITORA IDEAL (Resumos de palestras pronunciadas pelo Médium Francisco C Xavier, nos cultos de evangelho e de assistências, aos sábado Uberaba, Minas Gerais, sobe inspiração e supervisão de Emmanue 1

Author: juan-lyons

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    www.autoresespiritasclassicos.com

    C HICOX AVIER, S OMBRAD O A BACATEIRO

    F RANCISCOC NDIDOX AVIERE MMANUEC ARLOSA NTNIOB ACELL

    EDITORA IDEAL

    (Resumos de palestras pronunciadas pelo Mdium Francisco CXavier, nos cultos de evangelho e de assistncias, aos sbadoUberaba, Minas Gerais, sobe inspirao e superviso de Emmanue

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    http://www.autoresespiritasclassicos.com/http://www.autoresespiritasclassicos.com/
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    Introduo/ 03 Num sbado de 1980/ 05 Num sbado de 1981/ 07

    Outro sbado de 1981/ 10

    28 de maro de 1981/ 1211 de abril de 1981/ 1518 de abril de 1981/ 1813 de junho de 1981/ 2029 de agosto de 1981/ 2219 de setembro de 1981/ 259 de janeiro de 1982/ 27 Num sbado de 1982/ 31Fevereiro de 1982/ 3313 de fevereiro de 1982/ 3613 de maro de 1982/ 3927 de maro de 1982/ 4317 de abril de 1982/ 4605 de maio de 1982/ 49

    22 de maio de 1982/ 5229 de maio de 1982/ 5531 de julho de 1982/ 5721 de agosto de 1982/ 6011 de setembro de 1982/ 6220 de novembro de 1982/ 6530 de novembro de 1982/ 6715 de janeiro de 1983/ 70

    22 de janeiro de 1983/ 735 de fevereiro de 1983/ 7626 de maro de 1983/ 78

    30 de abril de 1983/ 82

    9 de julho de 1983/ 853 de outubro de 1983/ 8712 de novembro de 1983/ 9124 de dezembro de 1983/ 9428 de janeiro de 1984/ 9618 de fevereiro de 1984/ 10125 de fevereiro de 1984/ 10531 de maro de 1984/ 10714 de abril de 1984/ 11128 de abril de 1984/ 1132 de Junho de 1984/ 11516 de junho de 1984/ 12030 de junho de 1984/ 12314 de julho de 1984/ 125

    13 de agosto 1984/ 12915 de setembro de 1984/ 13220 de outubro de 1984/ 13612 de janeiro de 1985/ 1389 de fevereiro de 1985/ 1419 de maro de 1985/ 143 Num sbado de 1985/ 1457 de setembro de 1985/ 147

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    Introduo

    Chico Xavier, Sombra do Abacateiro

    Este livro foi escrito semana aps semana, no espao de seis a1980 a 1985. Aqui esto reunidos 51 captulos que selecionamomuitos outros que nos foi possvel registrar ao longo desse temnossos inesquecveis encontros com Chico Xavier, sombabacateiro.

    Desejamos esclarecer que as prelees do nosso querido Chicosendo anotadas por ns enquanto ele as proferia, sob a inspiraEmmanuel, sem que nos valssemos de gravador. Assumimos ovoluntrio de um simples "secretrio", interessado em passar pamigos os temas de nossos dilogos, para que essas prolas doutrgeradas pelo fiel medianeiro do Cristo no se perdessem, o qu profundamente lamentvel.

    Lendo os captulos deste volume os irmos havero de compree

    nossos esforos e perdoar as nossas muitas falhas.Estas anotaes, reconhecemos, poderiam ser melhores ecompletas, mas fizemos o que estava ao nosso alcance e, de certaeste pensamento nos tranqiliza.

    Esclarecemos ainda que, cerca de quarenta captulos aqui apreseforam publicados originariamente na revista "Presena Esprita", pela Livraria Esprita "Alvorada", Salvador, Bahia, a cujos diagradecemos sensibilizadamente.

    Durante esses seis anos recebemos inmeras cartas de todo o Brconfrades e confreiras, que nos solicitavam transformar em linossas despretensiosas crnicas; outros nos escreviam contando assuntos de nossas reunies em Uberaba lhes serviam de rote palestras e cultos no lar.

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    Um trabalho to importante quanto ao que o nosso Chico reaAbacateiro, que tem inspirado a formao de dezenas de nsemelhantes, at mesmo no Exterior, no poderia, digamos, fic

    registro em livro, incorporando-se em definitivo aos anais da Dout No vamos nos deter em maiores explicaes, porquanto, eindependentes uns dos outros, os 51 captulos deste livro se encarde nortear o leitor que nos der a honra e a alegria de correr os olhestas pginas.

    Aqui ento fazemos ponto final, para deix-los na companhia deXavier e Emmanuel, mas no sem antes agradecer a Jesus por moportunidade que conferiu ao menor de seus servos.

    Carlos A. BacceUberaba, 10 de janeiro de 1986, no 59 ano do mandato medin

    Chico Xavier.

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    Num sbado de 1980

    Recordamo-nos bem.Foi num sbado do ano passado.Como sempre, uma multido aguardava-o sombra do abacateirAlguns amigos estavam ocupados preparando os vveres que

    repartidos a instantes.Ao chegar, Chico recebido com aplausos.Desconcerta-se...A reunio tem incio.Os companheiros so convidados aos comentrios. Algu

    entanto, toma a palavra e comea a falar.Identifica-se como sendo representante da Cmara Municipal d

    Branca, Estado de So Paulo.Ali estava para entregar ao Sr. Francisco Cndido Xavier, o tt

    cidado daquela cidade.De fato, Casa Branca h muito conferira ao Chico o referido

    porm, devido a problemas de sade, ele no fixara a data e pudesse ir simptica cidade para receber, em nome dos esphomenagem.

    E o vereador falava, empolgado: "como o nosso Chico no poCasa Branca, vimos at ele".

    Tecia elogios e mais elogios. Exaltava, diga-se de passagem com justia, a figura de Chico Xavier, afirmando ter sido ele, em outraa jovem Flvia, filha do senador Pblio Lentulus...

    Chico permanecia calado, olhos fixos no cho, movimentando acomo se estivesse a dizer para si mesmo: "no, no".

    Inflamado, o vereador continuava... Colocou o Chico no mesmde Emmanuel... Neste momento, Chico cochicha algo com o sr. Weaker e este

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    discreto sinal para que o companheiro que falava encerrasse pronunciamento.

    Tomando, agora, a palavra, Chico comea a falar e a chorar.

    Pena que, naquela oportunidade, no tivssemos um graacionado.Chico fala, muito emocionado, de suas imperfeies, de seus de

    de suas lutas. Diz que queria deixar bem claro para a posteridade, no era a reencarnao de Flvia, a filha de Emmanuel em outraque ele nem mesmo pertencia a faixa evolutiva de Emmanuel...

    Todos choram, at mesmo o bailado das folhas do abacateiro, sdo vento cessa.

    Chico, enxugando as lgrimas, falou que Emmanuel nunc permitira qualquer intimidade, que ele agradecia aos Espritos A por terem-no permitido servir na mediunidade, atravs da qual resas suas dvidas e que se felicitava apenas dos muitos amigosEspiritismo lhe proporcionava.

    Agradecendo aos amigos de Casa Branca, pedia permissorecusar, ali, a entrega do ttulo, pois seria uma falta de respeito

    comunidade daquela cidade, e que, quando pudesse, iria pessoareceb-lo, a fim de agradecer a generosidade dos coraes amabnegados que homenagearam a Doutrina Esprita em sua pessoa. Num clima de grande emotividade que cada um de ns avali

    melhor a grandeza de Chico Xavier, encerrou-se a reunio com prece.

    ...E o Chico foi distribuir com necessitados o po e o sorriso, a a esperana, em nosso do Senhor.

    Ele cumprimentava, um por um os filhos do Calvrio chamandnome, perguntando-lhes pela famlia, beijando as mos.

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    Nossa capa: Um aspecto da reunio vespertina do "Abacateiro", dos Pssaros, onde as atividades foram iniciadas.

    Num sbado de 1981

    A lio que passaremos hoje para o papel, no ocorreu propriamsombra do frondoso abacateiro onde, habitualmente, Chico Xaviero culto evanglico, em pleno corao da Natureza.

    O que iremos narrar, to fielmente quanto possvel, ouvimosbado noite no "Grupo Esprita da Prece", logo aps o contato fcom os irmos que residem nas imediaes da "Mata do Carrinnovo local onde as nossas reunies vespertinas esto sendo realiza

    Um casal aproximou-se do Chico; o pai sustentando uma crianano e meio nos braos, acompanhado por distinto mdico espUberaba.

    A me permaneceu a meia distncia, em mutismo total, emboalguma aflio no semblante.O mdico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criana

    que nasceu, sofre sucessivas convulses, tendo que ficar sob o cde medicamentos, permanecendo dormindo a maior parte do tem

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    conseqncia, mal consegue engatinhar e no fala.Aps dialogarem durante alguns minutos, o Chico perguntou ao

    confrade a que diagnstico havia chegado.

    Para mim, trata-se de um caso de "autismo" respondeu eleO Chico disse que o diagnstico lhe parecia bastante acertado, mconvinha diminuir os anticonvulsivos mesmo que tal medida, a printensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra-inddo medicamento no organismo infantil. Recomendou passes. Vamos orar - concluiu.O casal saiu, visivelmente mais confortado, mas, segurando o b

    mdico nosso confrade, Chico explicou a todos que estvamos a prximos:

    O "autismo" um caso muito srio, podendo ser consideradverdadeira calamidade. Tanto envolve crianas quanto adultomdiuns tambm, por vezes, principalmente os solteiros, sofremmal, pois que vivem sintonizados com o Mundo Espidesinteressando-se da Terra...

    " preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque,

    perdemos a vontade de permanecer no corpo..."E Chico Xavier exemplificou com ele mesmo:- Vejam bem: o que mais me interessa na Ter? A no ser a

    medinica, nada mais. Dinheiro, eu s quero o necessriosobreviver; casa, eu no tenho o que fazer com mais uma... En procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quanadoece ou morre, eu choro muito, porque se eu no me ligar em coisa eu deixo vocs.

    Ele ainda considerou que muitos casos de suicdios, tem as suano autismo, porque a pessoa vai perdendo o interesse pelainconscientemente deseja retornar a ptria Espiritual, e para se libcorpo, que considera uma verdadeira priso, forando as portas da

    E o Chico falou ao mdico:

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    preciso que os pais dessa criana conversem muito co principalmente a me. E necessrio chamar o Esprito para o corno agirmos assim, muitos Espritos no permanecero na carne,

    a reencarnao para eles muito dolorosa...Evidentemente que no conseguimos registrar tudo, mas a essassunto o que esta exposto aqui.

    E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanosabedoria de Chico Xavier.

    Quando ele falava de si, ilustrando a questo do "autismo", sencomo um pssaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunc paz da grande floresta para entoar canes de imortalidade acaram invigilantes, no visgo do orgulho ou no alapo da perturba Nesta noite, sem dvida, compreendemos melhor Chico Xav

    admiramos ainda mais.De fato, pensando bem, o que que pode interessar na Terra, a

    o trabalho missionrio em nome do Senhor, ao Esprito que pertence mais sua faixa evolutiva?!

    O esprito daquela criana sacudia o corpo que convulsionava, n

    de libertar-se...Sem dvida era preciso convencer o Esprito a ficar... Tentar dique a Terra no to cruel assim... Que precisamos trabalhamelhoria do homem.

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    Outro sbado de 1981

    A tarde mostrava-se fria e chuvosa.Todos estvamos bem agasalhados, contrastando com a fila imenirmos necessitados que estavam expostos s intempries, dizen palavras do quanto ainda h por fazer.

    As crianas se reuniam em torno de fogueiras improvisadas... Mtodos os semblantes existia alegria. Chico, como sempre, contagicom o seu bom humor.

    Uma senhora j bastante idosa, moradora do bairro, varou a m para beijar aquelas abenoadas mos. Chico chamou-a pelo perguntou se tudo ia bem. Ela se retirou feliz, falando baixinhoum pai pra mim. Quando meu marido morreu foi ele quem cuitudo..."

    Cremos que a nossa crnica poderia encerrar-se por aqui, tal o mde reflexo que o depoimento espontneo daquela irm nos ofereconvm que avancemos.

    Feita a prece inicial, o "Evangelho" no seu Cap. V aventurados os aflitos", nos chamou a ateno para o item "MotResignao".

    Companheiros vrios, so convidados palavra, pelo tempo dequatro minutos.

    Esse sistema de comentrios, j tivemos oportunidade de analisque melhor funciona, pois, alm de prender ateno dos ouvintquatro minutos -nos possvel sintetizar a mensagem que desetransmitir e, depois cada um aborda o tema por prisma diferente.

    Aps os primeiros comentrios, um confrade mencionou a residos primitivos cristos, testemunhando, nas arenas do sacrifcio, a palavras do Senhor. Citou o romance de Emmanuel "H Dois Milmostrando a vitria da resignao de Lvia ante o orgulho do s

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    Pblio Lentulus...Outro exaltou a excelncia da Doutrina Esprita, que nos enseja

    motivos de resignao.

    A palavra de Chico Xavier, aguardada com expectativa, fez-seagora naquele ambiente de paz.E ele contou uma lenda hindu, em que dois irmos dese

    conquistar a pureza, seguir a trilha dos "mahatmas"...Combinaram que, depois de vinte anos, ambos deveriam encon

    naquele mesmo local.Cada qual seguiu o seu caminho.Um se isolou do mundo, mergulhando na meditao e na prece.O outro voltou para casa, lutando com as dificuldades natur

    famlia.O tempo correu.Vinte anos haviam se passado, quando os dois irmos, fiis p

    empenhada, reuniram-se no mesmo lugar.O primeiro, o que se havia isolado, no reconheceu o segundo

    estado deplorvel de imundcie em que se encontrava, estava

    rasgado, seguido por um grande sqito de necessitados...O primeiro exibia uma tnica muito alva e refletia grande seguraDepois de se identificarem, foram presena de um Anjo do S

    que somaria as dvidas quanto ao aproveitamento de ambos, nas Vida.

    A escolha recaiu sobre o segundo, o que havia voltado para o cofamiliar, expondo-se s tentaes.

    "Mas, Anjo Bom disse o primeiro eu alcancei a pureza mao passo que o meu irmo traz o joelho ralado pelas sucessivas qEu consegui atravessar o Ganges sem sequer tocar os ps na gua.

    O Esprito iluminado, depois de ouvi-lo, falou, melancolicamentmeu irmo, para atravessar o Ganges sem molhar os ps, bastavoc construsse uma pinguela..."

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    A lio nos tocou bem fundo a alma.Com a prece final, fomos todos dar o nosso abrao de amiza

    irmos que nos aguardavam, na certeza de que o melhor proce

    avanar ser sempre trabalhar e esperar.

    Sob a proteo do frondoso abacateiro, o nosso Chico distribuauxlio do Senhor com os irmos da Vila.

    28 de maro de 1981

    Na tarde de 28 de maro do ano em curso, chovia muito em UbePacientemente, Chico esperava que o aguaceiro cessasse.A copa frondosa do abacateiro oferecia precrio abrigo para to

    que ali nos reunamos vidos por aprender.A reportagem do programa "Fantstico", da TV Globo, do

    Janeiro, filmava tudo de dentro de um carro de aluguel.Como sempre, vrias caravanas de diversos Estados, es

    presentes, notadamente de Curitiba, Paran.A chuva amaina e o Sr. Weaker convida-nos ao incio da reunVila dos "Pssaros-Pretos".

    A prece, como de hbito, proferida pelo Prof. Thomaz.Chico toma a palavra e explica que o culto se divide em duas p

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    primeira, dos comentrios em torno de uma pgina do Evangsegunda, "o encontro com os amigos que nos hospedam. "

    "O Evangelho Segundo o Espiritismo" convida-nos a examinar

    XXV "Buscai e Achareis".Cada companheiro convidado aos comentrios por orientaChico, no deve exceder ao tempo de quatro minutos, para que teum maior nmero de opinies em torno do texto lido".

    Uma confreira, fazendo uso da palavra, observa que " pelo trque caminhamos rumo conquista do Amor"; algum assinalatrabalho, conjugado orao, constitui excelente antdoto cotentao; por nossa vez, acentuamos que o trabalho longe de sexpiao uma bno de Deus; Gasparetto, tambm presente destaca o trabalho como terapia: D. Zbia Gasparetto, mdiu psicografia que todos admiramos, adverte-nos para o trabalho conhecermos intimamente: Langerton, o amigo de Peirpolis. diztrabalho a nossa ncora"; Mrcia comenta que o "ajuda-te" me para que tenhamos iniciativa prpria e que "o Cu te ajudar" tconfiana que devemos depositar na Providncia Divina...

    Apesar da chuva, os nossos irmos carentes, entre eles muitas ce velhinhos, no arredaram o p da fila que da a instantes beneficiada com os bolos da fraternidade, numa demoneloqente de que ali esto por necessidade e no por ociosidadedivulgam alguns adversrios da Caridade.

    Agora, era chegado o grande momento: Chico Xavier, inspiraEmmanuel, ia falar.

    Apesar de completamente ensopados, inclusive o Chico molhara pouco, procuramos colocar-nos na mxima condio de recept para ouvir.

    Aos beijos do Sol, um arco-ris emoldura o templo da Natureza.Chico fala: "Estamos aqui reunidos, sob a chuva, para nos conhecer co

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    segurana."Estamos numa hora de confrontao. (...)"Quantos no gostariam de estar trabalhando sob a chuva? Q

    enfrentam o problema da terra ressequida?..."A calamidade da seca comparvel a dos terremotos..."H mais de dois anos no chovia em sete Estados da Federao"Em Joo Monlevade, Minas Gerais, centenas de operrios lida

    o ao em fogo, nas grutas..."Eu conheo moas que trabalham em boates para sustentar m

    esto em Sanatrios..."... os que trabalham no clima da calnia, em busca do numerr

    obteno do po de cada dia..."Ns no vamos esquecer essa chuva como lio-advertncia."Hoje vamos retornar aos nossos lares com um conheciment

    amplo de uns para com os outros. (...)"A facilidade, ao que nos parece, nunca ensinou nada a ningum

    "Pela primeira vez, h quinze dias, aconteceu um desastralgumas companheiras nossas quando retornavam a So Paulo

    orarmos no "Grupo Esprita da Prece"."Muitos, certamente, iro falar..."Mas estaro se esquecendo de agradecer os milhares de reuni

    dias em que no houve nada..."A chuva uma amiga que tambm veio enfeitar o nosso cult

    termos a sensao dos que esto debaixo das pontes, dos casebrandarilhos... Esta, ao meu ver encerrou o Chico a nossalio desta tarde."

    Sim, no havia o que reclamar.E a chuva, na voz de Chico Xavier, transformara-se em lio.A gua das nuvens lavara-nos o exterior, mas a gua dos Cus ca

    com o enxurro, mais alguns dos detritos que enodoam as nossas al

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    11 de abril de 1981

    Estvamos todos reunidos sob a copa amiga do abacateiro, na t11 de abril.A paisagem, em torno, um tanto agreste.O local do culto evanglico ao ar livre fica perto do Aeropor

    quando em vez, possantes aeroplanos fazem manobras, alguns choutros partindo.

    Antes da reunio fomos apresentados a duas simpticas americanas, me e filha que, estando no Brasil, aproveitaram pChico Xavier, o maior paranormal do mundo.

    Sim, ele, Chico, e o alvo de todas as atenes e aguardado c presena da prpria paz.

    O sr. Weaker toma as iniciativas derradeiras, observando se tudem ordem.

    De repente algum exclama. "O Chico est chegando!"Todos nos voltamos para a cerca de entrada e o aplauso

    espontneo. E maneira do corao manifestar sua alegria a que proporcionadoalegria a incontveis coraes.Chico agradece e meneia negativamente a cabea...Recordamos de que no dia 2 daquele ms ele completara 71 a

    abenoada existncia fsica. Naquela semana, como sempre ocvsperas de seu natalcio, ele no atendera, fugindo s inevhomenagens.

    Agora, o culto vai comear.Chico escolhe a lio que servir de tema para tarde. Observ

    bem, vejo-o movimentar discretamente os lbios. Para muitos, momas, para ns, j habituados ao fato, ele dialoga com os Espritos..

    O Prof. Thomaz convidado prece inicial.O "Evangelho" oferta-nos meditao o Cap. V - "Bem-avent

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    os aflitos", no item "O suicdio e a loucura"Certa vez, o Chico explicou-nos que o tema escolhido obede

    indicao dos Espritos, medida das necessidades dos prese

    reunio.Aps ele ter feito a leitura, embora com a voz um pouco baixa mtem melhorado com as aplicaes da acupuntura, o sr. Weaker coconvidar alguns amigos ao exame do texto lido.

    O Doutor Caio Ramacciotti, filho do nosso inesquecvel compaRolando de So Bernardo do Campo, lembra Alphonsus Guimaramensagem, quando considera que "a dor talha a perfeio".

    Usando tambm da palavra, lembramos que a misso precpEspiritismo combater o materialismo.

    D. Zilda Rosin, tambm ali conosco, enfocou o assunto pelo priobsesso, ressaltando o valor da vida.

    Agora, a palavra concedida D. Altiva Noronha, nossa confrUberaba, que se refere data natalcia do Chico. Comovidaagradece em nome de todas as mes, as bnos nascidas das mChico Xavier pelo consolo, pela esperana...

    Chico desconcertou-se, mas todos estvamos felizes por D. Altido a "coragem" de, queima-roupa, enderear-lhe palavras tcolocadas e, sobretudo, to justas.

    Depois que alguns mais usaram a palavra, inclusive D. Aurorsimptica espanhola de cabelos brancos, e Mrcia, minha esposa pede para falar.

    Fala, agradecendo a bondade de todos. "As palavras de nossa iAltiva disse, comovido valem como um convite para que eua ser aquilo que preciso ser."

    E prossegue: "Sei que devo trabalhar... H mais de cem anos,Kardec ajudou-nos a superar os problemas humanos..."

    Exaltando o valor da Doutrina Esprita ponderou que, quase toddiariamente, sofremos pequenos traumatismos, e que, somados, no

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    semana representam uma carga muito grande, exigindo que "a tem que mostrar no apenas estrutura, mas tambm infra-estrutura

    Com os olhos fitos no Alto, Chico continua: "A infra-estrutu

    confiana em Deus. Devermos ter o nosso ntimo iluminado peloSupremo que nos governa. Precisamos criar o fator esperan pacincia; a pacincia que descobre caminhos, sem alarde, para ajoutros e a ns mesmos..."

    Todos estvamos embevecidos com a sua dissertao que, segun prpria expresso, reflete o pensamento de Emmanuel.

    Criar o fator esperana!...Sim, a esperana uma fora, um fator de vitria...Chico fornecera-nos excelente material para a meditao.

    palavras, carregadas de magnetismo, atingiam-nos os coraecaminhos da razo.

    Terminando, ele agradece uma vez mais a lembrana de D. Altnosso aniversrio no tem importncia nenhuma. Esta data j ficestranha.

    E, num gesto caracterstico seu, que levar a mo boca, sorr

    uma criana feliz.

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    18 de abril de 1981

    No dia 18 de abril do ano passado, comemoramos 124 anosLivro dos Espritos". Ali, sombra do abacateiro, em conversacom vrios confrades de outras cidades, aguardvamos a preseChico Xavier. Como sempre acontece, muitas caravanas es presentes. Algum tocava a inspirada melodia do poema "Alma gque Emmanuel fizera para Lvia...

    O ambiente era de muita paz.O "Lar da Caridade", ex-Hospital do Pnfigo, de Uberaba, envia

    camioneta carregada de sacos de macarro para repartir com "osmais pobres". Maravilhoso exemplo! Uma Instituio que amparde 500 pessoas, que luta com dificuldades, preocupando-se tambos que nem sequer tm onde morar, ajudando outros grupos.

    Em meio a esse clima de amor, Chico chega e recebido com pque agradece desconcertado.

    Com voz pausada, ele l o texto da mensagem evanglica da

    Cap. V "Bem-aventurados os aflitos", Bem e Mal Sofrer.Vrios companheiros so convidados pelo Sr. Weaker acomentrios sobre o assunto e, enquanto tal ocorre, percebo quedialoga baixinho com os Espritos; eu o vejo movimentando os como que a monologar.

    Perto de mim, ouo uma senhora dizendo. "Eu gostaria de cheg perto dele, mas de que jeito?"

    Do outro lado uma criana, sustentada no colo por sua me, ofChico um ramalhete de flores silvestres; ele sorri e agradece; ddiscretamente, guarda as flores no bolso de dentro do palet, pcorao...

    Quantos, ali, no daramos tudo por cinco minutos mais intimcom ele?!

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    Parece que, percebendo o anseio de cada um, Chico pede para faalguns minutos:

    "Eu gostaria de oferecer-lhes, pessoalmente, mais tempo. s v

    gente comete a falta da ingratido sem desejar. (...) Tenho procumprir com os meus deveres para com os Espritos Amigos e paos espritas amigos."

    E ele fala do seu estado de sade atual, do tempo reduzido quelhe resta no corpo: Eu me contento com a alegria de v-los agostaria de me sentar com cada um para conversar sobre as tarefas.

    E pede perdo por estar doente!...Emmanuel, presente ao culto, pede agora, ao Chico, que fale um

    sobre o tema do Evangelho:A medida que a Providncia Divina determina melhoras para n

    Terra, inventamos aflies. (...) Para cultivar o solo temos o auxtrator, antes s possuamos carros-de-boi... Hoje, temos vemotorizados encurtando distncias, mas no nos contentamos comkm/h: antes, andava-se a p... Hoje, a geladeira conserva quas

    antes, plantava-se canteiros..."Fala do conforto em que o homem vive e do seu comodismo esp" que precisamos de contentar-nos com o que temos; estamos

    sem saber aproveitar a nossa felicidade... Antes, as pessoas desencarnavam conosco, hoje as mandamos para os abrigos... Tnum pouco de prosa durante o dia, a orao noite... Agora invedificuldades e depois vem o complexo de culpa e vamos p psiquiatras. (...) Se estamos numa fila e uma senhora doente noslugar, precisamos ced-lo. Recordemo-nos da prece padro para ttempos que o Pai Nosso, quando Jesus nos diz: O po nosso ddia... Por que acumular tanto? Existem pessoas que possuem 35 psapatos; onde que iro arrumar 70 ps?! (...) Estamos sofrendo mexcesso de conforto do que por excesso de desconforto. Morre

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    mais gente de tanto comer e de tanto beber, do que por falta de co(...) A inflao existe, porque queremos o que demais..."

    E conclui: "Esta a opinio dos Espritos. Perdoem-me se eu fa

    mas se eu falei mal, falei, foi, de mim."Quando terminou a alocuo, podia-se ouvir uma mosca voaforte impresso que deixara em ns todos.

    Chico est coberto de razo; falou a pura verdade, verdade qusempre queremos ouvir...

    Sim, quando o Esprito silencia, Deus fala nele...Estvamos, agora, em silncio e o Verbo Divino que vibrara

    lbios de Chico ecoava dentro de ns...

    13 de junho de 1981

    Vamos, hoje, recordar uma reunio que se processou no dia junho de 1981.

    A tarde se fazia belssima. O Sol beijava as folhas do froabacateiro que, generosamente, nos protegia. Na estrada, ali pert boiada era tocada ao som de berrantes...

    O Evangelho Segundo o Espiritismo nos trouxe a lio: A PaciCada companheiro convidado aos comentrios vespertinos,

    tema um colorido prprio, evidenciando a fonte inesgotvel da insque verte, cristalina, das Alturas...

    Algum considerou que a pacincia uma forma legtima de caoutro acentuou que carecemos de perdoar, provando a nosrecordamos, tambm, o que nos dissera o Cristo quanto caminhdois mil passos...

    D. Marilene Paranhos Silva, distinta evangelizadora da infncUberaba, assinalou que, para ter paz, imprescindvel que a criatu

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    contente em tudo o que Deus lhe d...Formiga o poeta que todos admiramos nos arraiais doutrinrio

    uma trova para ilustrar o assunto:

    Pois foi a assim derrepente.Em meio a vida tombou.Era to impaciente.Que a prpria morte apressou!..Depois dos convidados a falar, Chico se preparou para, igual

    trazer a sua colaborao, ou melhor, a colaborao de Emmanucomentrios evanglicos.

    O silncio, ento, se fez maior, e todos deram um passo adaguando os ouvidos.

    Chico principiou afirmando que "durante trezentos anos quacristos se reuniam ao ar livre. (...) O Sermo da Montanha, o docmais importante da humanidade, no foi produzido entre quatro pmas sim, ao ar livre, junto daqueles que so os herdeiros do Evanque somos ns todos, atravs dos tempos..."

    Aps o luminoso prembulo. Chico considerou que se

    multiplicou os pes, ns repartimos as migalhas.. (...) A idia dnos une, embora sejamos aqui estranhos uns aos outros"Dizendo que a Doutrina Esprita , sobretudo, a orientao para

    ele aproveitou para se referir s reunies de carter elitista.Ultimamente, Chico tem se preocupado muito com o elitism

    grassa nas fileiras espritas, no deixando passar a oportunidade dequanto ao mesmo erro em que incorreu o Cristianismmetamorfosear-se em Catolicismo.

    Ele acrescentou que as reunies fechadas so tambm necessricarecemos ir de encontro aos mais simples para que todos saibamtambm, que somos irmos uns dos outros. (...) Quando desencarencontraremos com a famlia da idia, do corao.

    Repetindo que, na essncia somos todos irmos. Chico advert

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    em nome da Espiritualidade Superior "O cumprimento do estabelece a diferena, igualdade absoluta s existe na origemchegada. (...) Os mais fortes so chamados para ajudar os mais fra

    que tm mais sade podem ajudar os doentes..."E falou que as reunies "fora de nossas especificidades so necessrias...", pela aproximao real que promovem... pelo formque posto de lado...

    Distribuio de pes, num dia chuvoso.

    29 de agosto de 1981

    Como sempre, estamos reunidos no sbado, dia 29 de agosto,nosso habitual culto do Evangelho ao ar livre.

    O Evangelho oferta-nos meditao o item 7, do cap. IX

    Pacincia".Vrios companheiros comentam o tema com muita propriedtnica dos apontamentos verbais gira em torno da pacincia no lar

    Uma senhora lembra a palavra de Emmanuel, inserta em mensalivro "Pronto Socorro": "Ter pacincia saber esperar".

    Por nossa vez, tambm convidado a usar a palavra, recorda

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    mxima evanglica: "Na pacincia, tereis as vossas almas".Ouvindo os vrios amigos presentes, mais uma vez, chega

    concluso que, de fato, o Evangelho a chave de soluo para to

    problemas humanos.O sr. Weaker pede a Chico Xavier para que fale alguns minutos.Lembrando a presena de Emmanuel, Chico comea a discorrer

    magnetismo que lhe prprio: Vivemos com o tempo muito dividido; muitas atividad

    chamam a ateno... Levantamos sempre com um noticirio nos oapelos diversos nos desviam a ateno do que gostaramos de preserenidade.

    "A pacincia uma bno que podemos colher na meditaorao e, sobretudo, em sermos teis...

    "A cada momento somos testados em matria de pacincia, poos lados.

    "Precisamos de fazer um acordo ntimo: criarmos dentro de ntribunal ntimo que nos abenoe, nos preserve da clera, paraviolncia diminua no mundo..."

    E Chico prossegue, ante o silncio de todos os que ali estamoaprender com um homem que se fez "porta-voz" das Esferas Mais A cidade uma casa maior: se na casa somos chama

    tolerncia, dentro da cidade, igualmente..." muito importante que no venhamos a reagir; no passar reci

    ofensas, na rua ou no trabalho.Hoje (...) todas as pessoas esto com pressa. Quando algum bu

    lugar na fila, rebelamo-nos... No estamos endossando a desorde precisamos compreender; precisamos pensar na questo da p porque a soma vem no fim do dia: briga dentro de casa, delinqncia... No fim do ms, a soma j um cncer de primeiruma obsesso comeante....

    "Um trauma emocional se comunica ao corpo todo.

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    "Talvez que 60 % a 80 % de nossas doenas ou dos donos das dforam adquiridas atravs dos choques, da intolerncia, das ofenfalta de perdo".

    E Chico observa o ensino de Jesus: "Perdoar no sete vezesetenta vezes sete... matematicamente, 490 vezes, e diz: L, pela centsima vez que estivermos perdoando, falaremo

    j est perdoado para sempre... Eu no vou ter o trabalho de pemais!"

    Todos sorrimos bastante. Chico assim: primeiro ensina, tofundo os coraes; depois, cria um ambiente de descontrao, emtenses se vejam aliviadas.

    E arrematando a lio da pacincia: O mais difcil no viver, conviver. (...) Existem pesso

    gostam muito de usar a franqueza, mas uma franqueza que jogmundo no cho".

    De fato, ficamos a meditar. s vezes, usamos o ltego da Verdadvergastar impiedosamente os que esto equivocados. um contra- Naquela tarde, ouvindo Chico Xavier discorrer sobre a pacin

    que h mais de meio sculo vem sustentando pacientemente a sua pensamos o quanto seria diferente a nossa vida na Teaprendssemos a "cincia da paz"

    Chico da incio a distribuio.

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    19 de setembro de 1981

    Consultando as nossas anotaes sobre as reunies vespertinaChico, sombra de rvores amigas e acolhedoras, deparamo-nosque foi levado a efeito no dia 19 de setembro de 1981, h quaanos, portanto.

    Aps tomadas as medidas de praxe, o culto tem o seu incio Evangelho trazendo-nos meditao o captulo XIV. Todos comeo tema, os que fomos convidados a falar, todavia a palavra agucom ansiedade era a do nosso Chico. E ele inicia dizendo que Emnos chamava a ateno para o seguinte trecho:

    As grandes provas, entendei-me bem, so sempre o indcio de ude sofrimento e depurao do Esprito, quando aceitas perante Deu

    Discorrendo agora sobre a pgina de Agostinho, transmitida emno ano de 1862, o Chico diz que estamos fazendo na Terra um vede promoo espiritual, para ver se obtemos sucesso ou ficamdeterminadas dependncias... As grandes provas so um indcio,

    fim... Para subir, o Esprito tem que estar ajustado s Leis de Deus"No estamos liberados, s porque sofremos; depende da nossaa vitria que desejamos alcanar."

    Tendo sempre a preocupao de dizer que est sendo intrprEmmanuel, ele prossegue: "Podemos estar sofrendo, estar fatigados, mas se estamos desesperados, criando problemas poutros com os nossos problemas, ns no estamos atravessando as provas com as almas ligadas s Leis de Deus."

    "Estejamos com o pensamento em Deus, com a nossa alma a doasem pensar em si."

    Fazendo breve pausa, o Chico assevera que precisamos posofrimento daqueles que Deus nos deu convivncia, para que elemais felizes, que importante calar as nossas prprias dores, pac

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    nosso esprito, quando tudo nos induz ao desespero, porquantoalgo que ns podemos dar sem ter: a felicidade.

    E Emmanuel nos convida, pelos seus lbios, a ajudar aqueles qu

    conosco, sem nunca desajud-los; no criar para os outros proafetivos, oriundos de um amor mal interpretado... E de grande sofrer sem mostrar sofrimento.

    Arrematando, ainda considera que estamos matriculados na provdepois da desencarnao que vamos ver a nota...

    J ouvimos, alhures, comentrios de que muitos espritas dcrdito excessivo s palavras de Chico Xavier, que isso endeusaque ele no passa de uma pessoa comum, falvel como qualquerns.

    Evidentemente, no comparecemos aqui nas pginas deste livdefender seja quem for de infalibilidade, principalmente quenecessita de qualquer defesa. Concordamos at que, se o permitisse, seramos mesmo capazes de endeus-lo, tal a admiranutrimos pelo mdium e pelo homem, contudo ele sabe madistncia devida...

    No podemos concordar, todavia, com os que alegam que crdito excessivo s suas palavras, que anotamos tudo o que ele isto por um motivo muito simples. H mais de 55 anos Chico Xmdium. "Eu gosto de ser mdium; eu sinto prazer em ser mdesabafou certa vez. Embora tenha ele mesmo muita coisa para oChico transfere todo o mrito para os Espritos Amigos, Emmanuel, Bezerra, Andr Luiz e tantos outros. Ningum pode dis conscincia, que um dia ele tenha dado uma opinio pessoaqualquer ponto da Doutrina. No, Chico o intrprete fiel, segutem provado a crentes e incrus o seu devotamento Causa, com pde tudo o que o homem mais simples tem direito; ele renuinclusive, a ele mesmo...

    por isso que prosseguiremos anotando as suas palavras, a

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    reaes, as suas impresses, porquanto, elas refletem as palavreaes e as impresses do Mundo Espiritual. Chico Xavier, comcolocou o Professor Herculano Pires interexistente; hoje ele m

    lado de l do que de c...Chico no brinca em servio; para mim, tudo o que ele importante, digno de anlise. Suas palavras no so repeties, shomeopticas de muito amor, carinho, abnegao, para os que ainarrastamos na poeira... Para os que j tm asas de borboleta e podecertamente a histria diferente.

    9 de janeiro de 1982

    No dia 9 de janeiro, tivemos a nossa primeira reunio do ano junto aos companheiros que nos hospedam, para orar em plena nat

    O Evangelho ofertou-nos a pgina do Cap. XI "Amar o prcomo a si mesmo."

    Vrios companheiros comentaram com muita propriedade o tetarde, contudo, para ganhar espao, reproduziremos a impressialocuo do nosso Chico, fazendo-se intrprete de Emmanuel.

    Em nossa modesta opinio, foi um dos mais srios alertas do MEspiritual a todos ns, em nossas reunies no "abacateiro".

    Chico comeou a contar que no Japo existia, h algum tempsurto muito grande de delinqncia. O prprio governo sentia-se de sofrear aquela expanso infeliz... Foi quando um grupo de sesugeriu que, nas cidades, as famlias se reunissem, em grupos de dez famlias, para debaterem o problema. A idia tomou vulto. Quo Japo inteiro comeou a reunir-se, semanalmente, discutindo o poderia fazer pela criana, pelos reeducandos, para que a idia ddiminusse. Em dois anos, o ndice de delinqncia juvenil dimin

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    80%...E ele continua, ante a forte expectativa geral:"Se pudssemos iniciar, sem distino de crenas, para ver as ab

    que precisamos de fazer hoje nos domnios da compreenso, temuito menos a lamentar..."Se pudssemos reunir quinzenalmente, no s os espritas

    somos privilegiados, Deus Pai de ns todos estabelecendo ude entendimento entre ns...

    "Tudo parece ainda distante, mas as idias so sementes e as pdisseminam...

    "Se pudssemos discutir com amor o problema, para saber podemos fazer junto aos reformatrios... Infelizmente, horeformatrios so escolas de banditismo, por mais queiramos nerealidade pura.

    "Certa vez, ouvi de um jovem: Eu no me importo com a idcrime; cada pessoa pode matar uma e, sendo uma vez s, perdoa

    "(...) No podemos adotar em nossas casas as crianas todas, pudssemos reuni-las para darmos um pouco do nosso amor,

    conhecimento, experincia; para inocular a nossa idia de libeespiritual atravs do Bem...E Chico fala que muitos tm uma vida que no desejaramos p

    co de nossa estima..."Delinqncia prossegue somos ns mesmos que criam

    muita gente boa que se dedica exclusivamente ao amparo do prmas a verdade que a maioria de ns outros conversa sobre o aacha-o extraordinrio, mas desfeita a reunio alega falta de teAssim, vamos destruindo o que temos de melhor, pela incapacidade de trabalho, no de conhecimento.

    "Somos o Pas de mais amplo conhecimento evanglico... O BrPas de maioria catlica, esprita... Tem mais afinidade com a fque os prprios africanos entre si. Aqui onde mais se aprofu

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    conhecimento vastssimo; se quisssemos, poderamos realizar mu"Ontem era 1981, hoje 1982, mas estamos com os m

    sentimentos. Precisamos alertar o nosso corao, no nutrir um d

    to grande e, s vezes, to calculado, pelos mesmos problemas so(...) Ns todos, camos pela inteligncia. Sentimo-nos falsasuperiores aos outros. Mas resolveremos o assunto pelo corasentimento, pelo Cristo aplicado em nossa vida. Temos muita pmenino que est com fome, mas, s vezes, temos um desprezo tomenino que se fez delinqente. Quem precisa mais? O menino datxicos ou que se entrega s ms influncias, poderia ser o Estamos na mesma embarcao e o naufrgio para ns todos...

    "Fulano prega mas no faz... O problema para que cada um meta as mos no servio. Do pouco de muitos que se faz aquilnecessrio legenda maravilhosa que j tem idade de quase danos.

    "Quantas guerras cultivamos em nome do Cristo!"Temos, agora, uma Doutrina que nasceu sem sangue, sem guer

    homem de vida apostolar, assessorado por muitos amigos e muita

    que lanaram a idia no mundo... Ser, talvez, a primeira, em mareligio, que nasceu num mundo sem sangue e sem lgrimas. Precdedicar mais amor s crianas, no s visitar cadeias uma vsemana. (...) Esto sendo desprezadas por ns, nas bases d psicologia materialista, sem Deus. O psiclogo obrigado a agirde instrues materialistas... Muitos j esto despertando. Se ofilho cria um problema, falamos: "Voc vai ao psiclogo" O psicmaterialista, e como no quer saber nada com Deus, o menino vo"monstrinho" para casa...

    "Precisamos pensar o que que vamos fazer desse pessoal toest crescendo. Crescendo para qu? Sem Deus, o que eles iro faz

    "Ns agradecemos tanto uma gentileza, por que que vamos neggentileza aos outros?! So perguntas que devemos fazer, porqu

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    enquanto, elas esto sem respostas.Sem comentrios.

    Chico Xavier e o Dr. Eurpedes Higino dos Reis, em sua residn

    momentos que precediam a sada para o Culto do Evangelho

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    Num sbado de 1982

    Nem sempre o nosso Chico est em condies de comentar as liEvangelho nas tardes de sbado. Muitas vezes, falta-lhe a voz. A da sexta-feira termina, normalmente, quando os primeiros raios tingem de rubro o Cu ainda esmaltado de estrelas.

    Quando nos possvel na reunio terminal do sbado, no "Esprita da Prece", buscamos ouvir o Chico, provocando algum asCompreendemos que estar com ele uma oportunidade rara e, dentro dos limites, fazemos-lhe perguntas que sejam de interesseAcontece tambm ele mesmo "puxar" conversa, contando interefatos de sua vida.

    A seguir, enfileiramos algo que nos foi possvel obter em oportunidades, na certeza de que todos se edificaro, como sempas preciosas lies de Chico Xavier.

    Algum comentava sobre a grande incidncia de crimes na atuafalando ainda do rigor necessrio por parte das autoridades.

    O Chico autografava, parecendo estar alheio a tudo.Um outro companheiro fez aluso pena de morte.E justamente a que o Chico aparteia: "Emmanuel costuma di

    o criminoso sempre um de ns que foi descoberto."Que profundo ensinamento. Atire a primeira pedra...A Dra. Marlene Severino Nobre, presente a uma das reunies,

    Chico duas perguntas que transcrevemos sem maiores comenevidentemente com as respectivas respostas. Chico, quando que ns vamos aprender a "transar" com o

    subconsciente? Isso vem com a evangelizao. fcil evangelizar, mas

    evangelizar-se!... O que voc acha desses "cursos" de Espiritismo? "Cur

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    mdium... Ah! minha filha, eu nasci xavante, morro xavante...Agora ele mesmo quem nos conta, pois, como bom mineiro, o

    tambm gosta de uma prosa: "Quando eu tinha 16, 17 anos, trabnuma casa de comrcio, em Pedro Leopoldo. Muitos joven procuravam, ento, para escrever cartas de amor para eles... Os Eme diziam que tudo aquilo era treino...

    E sorriu meio maroto como quem se admira com o que j lhe sna vida.

    O tema era Espiritismo e hostilidade. Comentvamos como os ada Doutrina so perseguidos ainda hoje. Embora o respeito de mainda encontramos os que, veladamente, atacam, humilham...

    Com os olhos contemplando o que no podamos ver, o Chico"Aqueles que caminham abrindo roteiro para o futuro deRevelao), tm que sangrar os ps."

    E retoma o servio dos autgrafos, como a nos dizer que o tempe preciso continuar...

    Perguntei ao Chico, como foi que escolheram o nome de Luiz G

    para o Centro de Pedro Leopoldo. Explicando, inicialmente, quGonzaga era italiano, enfermeiro, tendo morrido aos 23 anos de idsocorro aos bexigosos como um autntico mrtir da solidarhumana, acrescenta: "Aquela poca, eu tinha 16 anos e era o secdo grupo. Quando nos reunimos para fundar o Centro, era o dia junho, data consagrada pelo calendrio a So Luiz Gonzaga. TaLindemberg havia concludo a Travessia do Atlntico na aeronalevava o nome "Esprito So Luiz", s que esse havia sido Rei da o que foi ferido nas cruzadas e, ao que tudo indica, protetor dKardec. Ento, para homenagear um e outro, demos ao nosso Cnome de Luiz Gonzaga.

    A surpresa maior vem agora: "Sabe, Baccelli, um dia eu esta porto de casa, quando surgiu um mendigo perguntando se eu

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    Chico Xavier. Depois de conversar um pouco, ele tirou de um saimagem de So Luiz Gonzaga dizendo que havia ido ali s parentregar!"... (Esse fato se deu em Uberaba).

    De outra vez, tecendo comentrios sobre o valor da palavrcuidado que devemos ter em pronunciar qualquer uma, Chico arre"As palavras so uma rede de seda, atravs das quais nos esconmas quem nos conhece nos v."

    Sim, porquanto, h palavras que enganam e palavras que revelamE assim Chico Xavier. Numa conversa espontnea, aparente

    sem maior significado, surge o ensinamento, a preciosa lio, o mde reflexo de que carecemos para melhor compreender a vida e.mesmos.

    Fevereiro de 1982

    Faamos, desta vez, uma pausa nas nossas narrativas sobre as re

    evanglicas que reportamos para os amigos, levadas a efeito porno templo excelso da Natureza, para tentarmos compreender o posemelhantes tertlias ao ar livre.

    O primeiro templo do homem, sem dvida, foi e continua s Natureza.

    Em todas as antigas narrativas histricas, observamos que a c procurava dialogar com o Criador sob a paz das estrelas...

    Moiss subiu ao Sinai para receber o Declogo...Joo Batista clamava, em pleno deserto, preparando as veredas d

    que nos ensinaria a amar a Deus em Esprito e Verdade... Nas Glias, os Druidas se colocavam em comunicao com os

    no silncio das florestas...A ss, no colo da Natureza, o homem sente uma maior integra

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    a Vida...Longe dos santurios e dos templos de pedra, embora com

    chumbados no solo, mas de corao alado s Alturas, o homem-

    grita a sua independncia sobre o homem-matria...Chico Xavier um mstico, como o fora Joo Evangelista, comoFrancisco de Assis!

    Recordemo-nos de que ele, com apenas 5 anos de idade, convcom a sua mezinha sob a proteo de generosas rvores frutfequintal de sua casa...

    Emmanuel, Esprito Luminar que deveria acompanh-lo na tramissionria durante toda a vida, aparece-lhe num aude, fazevisvel dentro dos reflexos de uma cruz...

    Foi quando regava a horta de alhos de seu patro, que AugusAnjos e outros Espritos, vieram adestrar-lhe a mediunidade inicia

    Quantas vezes, sob o manto das estrelas, Chico visitava casebextrema penria ou socorria dezenas de irmos que se abrigavam dde uma ponte...

    Aqui em Uberaba, h muitos anos atrs, na antiga sede da E

    Crist, os passes eram aplicados ao redor de uma cisterna...A famosa peregrinao dos sbados era um longo percurso atratrilhas de terra, onde o cheiro do mato casava-se com a brisa notusoprava mansamente...

    Como Francisco de Assis, Chico nutre pela Natureza um amor qcomum s almas que se espiritualizam...

    semelhana do sublime "poverello", Chico ama os animais, cocom eles, parece entend-los... Chora quando um deles adoece... flores, a chuva, os pssaros... Neste mundo materialista, em que o homem cada vez mais se af

    conquistas da tecnologia, Chico ensina-nos tambm a cultivarnatural, estudando o Evangelho de Jesus, junto aos filhos do Calvtemplo da Me-Natureza!

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    Dentro de quatro paredes, de certa forma, nos isolamos do mundsob as sombras acolhedoras de rvores amigas, segundo Emmtemos sobre as cabeas a cpula azul do Cu, traduzindo paz, e, a

    o verde das folhas numa mensagem de esperana!S aqueles que j experimentaram a sensao de reunies assim,o que estamos querendo traduzir...

    As mais belas lies do Senhor foram dadas no palco da Natcujas foras se inclinavam ao influxo do Seu Amor o mar aquietou-se, os pssaros atendiam-no...

    inquestionvel que esse homem, Chico Xavier, em pleno scurevive a atmosfera mgica do Cristianismo, contagiando-nosimplicidade, pela humildade...

    Chico em conversa com amigos.

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    13 de fevereiro de 1982

    Na reunio da tarde de 13 de fevereiro, do ano passado, muitos de outras localidades estavam presentes, alguns represenInstituies que muito tm feito pelo Evangelho Redivivo no Bras

    Fazia muito calor, depois de dias de intensa chuva. O Sol beijavos seus causticantes raios aquele abenoado pedao de cho, onreunamos para orar.

    Pontual, como sempre, Chico chegou no automvel de um amicmeras da TV-Record (SBT) comeam a registrar os seus mgestos.

    Aps o Sr. Weaker convidar alguns companheiros para tomaremnos bancos rsticos, a reunio teve o seu incio com o Evanofertando-nos ao estudo a lio do Cap. IX item VII, "A Pacin

    Convidada a falar em primeiro lugar para nos dar uma iddimenso de tempo a ser utilizado por cada um dos comenconforme orientao do prprio Chico. Mrcia disse que, na

    ouvimos muitos lamentos, mas que tambm no saberemos quantas preces se elevam aos Cus em louvor de gratido...D. Maria Clia, do Rio de Janeiro, que ali estava com alguns am

    Fundao "Manieta Gaio", considerou que a maioria de ns outraceitamos o conselho bvio que os Espritos Amigos nos do, moos que se referem pacincia, mas que o caminho que careseguir em favor da prpria paz...

    D. Zilda Rosin, escritora de mritos, disse que precisamos daateno especial pacincia no lar...

    Um amigo da Venezuela, embora sendo convidado a colabointerpretao do texto evanglico, escusa-se dizendo que preferia o

    Chegando o nosso momento de falar, enfocamos o assunto saspecto de que nos precisamos conscientizar a respeito de um

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    fundamental para a nossa felicidade: algumas coisas na noss podemos mudar quase que instantaneamente, outras no; dsolicitam o concurso do tempo e precisamos de aprender a conviv

    elas...O nosso amigo Salvador Gentille, do IDE, de Araras, se refericomo uma mestra que pode educar o nosso orgulho e nos condequilbrio...

    O General Dulio Lena Brni, nosso conhecido pelo seu trabaRio Grande do Sul, principalmente pela sua colaborao doutrin jornal Desobsesso, faz uma colocao interessante dizendo que a pacincia constituem um binrio como a Terra e a Lua; ambas prcaminhar juntas... Ressalta que Jesus nos prometia alvio, mas no

    Bem, para no tomar mais espao, vamos transcrever a palanosso Chico, sob a coordenao espiritual de Emmanuel, embortenham abordado o tema com muita propriedade e matizes espEsclarecemos que ao transcrever as palavras do nosso Chico no fqualquer reviso, mesmo porque no temos autoridade para tal.algum ponto as idias parecem no concatenar, numa seqncia

    isso se deve a falhas nossas nas anotaes, de vez que no utilizgravador. Todavia, o que nos deve interessar o pensameensinamento primoroso que o seu verbo privilegiado nos transmite

    "... Apenas uma lembrana do nosso Benfeitor Emmanuel. Ele m para recordar um item sobre a lio da pacincia que nunca mocorrido antes: pacincia que nasce do verdadeiro amor pregaJesus, a pacincia com a felicidade dos outros! Felicidade dadversrio de nossas idias; s vezes, criamos dificuldades em to pessoa que se sente feliz num modo diferente do nosso... Efalando das pessoas operosas, que servem ao Bem.

    "Ento, muitas vezes um filho que queremos que seja advogadele se sente feliz sendo lavrador... Por que, ento, impor-lhe a obde estudar cincia, em livros, a pretexto de ser feliz como querem

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    outras vezes o casamento... Por que que procedemos dessa mao nosso filho ou nossa filha esto felizes com esse tipo de uDoutras vezes, um amigo que recebe uma casa... meu Deus, p

    fulano ganhou a casa e no eu?!"Devemos sentir a felicidade de ter os nosso amigos felizes."A felicidade deve reinar com todos e para todos."A felicidade um patrimnio que deve pertencer a todos."Quantas vezes teremos perdido grandes oportunidades para apr

    as lies da vida, quando nos deixamos perder pela inveja, pelo pelo esprito de antagonismo...

    "Todos podemos ser alegres dentro do nosso prprio lugar."Muitas vezes temos errado pela falta de pacincia com a feli

    dos outros, especialmente com aqueles que esto convivendo concotidiano.

    (...) "protesto dos jovens, protesto dos idosos, protesto dos operProtestos, por qu?!... E uma falta de respeito com a felicidaoutros... Se nos decidirmos a trabalhar, no teremos o que prottrabalhar como a abelha na colmia...

    "Se o nosso amigo est feliz, se o nosso irmo est felizdeterminado caminho, peamos a Deus alegria, ainda que ten pensamentos negativos a respeito da escolha deles, porque tqueremos respeito para as nossas escolhas.

    "Quantos suicdios e quantas fichas de Sanatrio no existem pde pacincia com a felicidade dos familiares?! Ento, no terre profisses e das unies afetivas, perpetramos verdadeiras calamida

    "Deus no d xerox cada um um mundo por si."Vamos ser muito mais felizes quando respeitarmos os outros. N

    do sofrimento teremos algum a nos reconfortar, mas muito ficarmos sinceramente alegres por v-los contentes...

    (...) "Mas que alegria, meu Deus, por ver esse amigo feliz! Cosinto feliz por ver a felicidade daqueles que eu conheci como sof

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    e agora j encontraram uma parcela de esperana realizada..."No devemos permitir que essa perturbao aparea. Assim

    queremos ser felizes no caminho que escolhemos, os outros ta

    querem s-lo. Peamos a Deus para compreender os nossos irogando foras para nos sentir to felizes conforme eles so."A felicidade dos outros muito importante para ns, sejam

    pessoas que forem."

    O novo local das reunies do Abacateiro agora prximo cham"Mata do Carrinho"

    13 de maro de 1982

    Havia muita gente na reunio do dia 13 de maro, do ano paVrios nibus e carros promoviam grande movimento nas ruas estesburacadas da pequena vila.

    Chico abre o Evangelho e escolhe uma lio do Cap. V it"Motivos de Resignao".

    Aps a prece inicial, Mrcia convidada a proceder aos comentseguir, D. Maria Eunice de Souza Meirelles Luchesi, amiga de Cmais de trinta anos, oferta-nos a sua palavra na interpretao do te

    Muitos companheiros presentes comentam com brilhantismo o a

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    no entanto, vamos nos deter na palavra do confrade Djalvo, da ciFranca, Estado de So Paulo. O seu depoimento nos impres bastante, comovendo a todos os presentes:

    "Foi em Pedro Leopoldo, em 1955, que o Chico me convidou pela primeira vez. O tema era Bem-aventurados os Aflitos. H cdois meses, em Franca, uma famlia amiga me solicitou que falasepultamento do filho. Repeti, ento, no velrio, as palavras de La Na Natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma. Dins, os espritas, acreditamos nisto, referi-me s aflies do mPois bem, na 5 feira passada, dia 5 de maro, fui levado a dar o testemunho, s que agora o velrio era de minha prpria filha, ade casa... Com lgrimas nos olhos, embora, repeti que a vida conque eu como pai ali estava diante do corpo de minha filha, masEsprito no perece... E terminei: Minha filha, at amanh."

    Olhando fixamente para o Chico, disse-lhe: "Deus que te Chico!"

    Estvamos todos profundamente emocionados, sobretudoespontaneidade da f naquele corao sofredor de pai, mas radi

    esperana.Depois que mais alguns amigos falaram, Chico pede a palavra:"O nosso Emmanuel, aqui presente, nos pede para observar qu

    mensagem evanglica fala de que devemos considerar-nos felizes sofremos, porquanto o sofrimento de agora nos poupa scu padecimentos futuros...

    No uma expresso exagerada, muitas vezes recapitulammesmas falhas em muitas existncias. No caso do suicdio, qinstalamos em ns o propsito, voltamos Vida Espiritual cconseqncias de nossos atos nesse sentido, carregando, naturalmecorpo espiritual as marcas, porque no ferimos a Deus, ferimosmesmos...

    Passamos tempos no Alm amparados, mas sentindo a necessid

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    todos somos uns para os outros. Alcanar o corao daqueles quao nosso derredor, precisamos tambm coloca o nosso corao n ponto de compreenso, de pacincia.

    Para sermos tolerados, precisamos tolerar. Dar algo de bom decorao, nossas palavras, nossos pensamentos, estendendo, pesest no estado de angstia, a esperana...

    Algum instrumento de nossa prova, mas ns tambm instrumentos para algum. Aquela pessoa um problema para mimtambm somos um problema para aquela pessoa, porque trecproco. No podemos chegar porta dos nossos inimigos e pedir perdo

    assim porque estaremos humilhando a pessoa, colocando-nos na de bons. Devemos comear orando para que Deus nos d humil pacincia, e aquela criatura nos veja por um ngulo diferente.

    Muitas de nossas doenas so, unicamente, o produto de pensamentos desequilibrados.

    A violncia se alastra pelo mundo, mas ela comea em cada ns".

    Aps interpretar o pensamento de Emmanuel, Chico se posta datendimento fila dos irmos carentes que no sabemos estainteressados no bolo humilde ou em beijar aquelas abenoadas m Nota - noite, no "Grupo Esprita da Prece" Chico recebe

    mensagem de Jos Russo, companheiro de lides doutrinrias, nade Franca recentemente desencarnado, dando ao amigo Djalvo nda filhinha querida, confortando-o com palavras de indescritvel b

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    Pequena viso na recepo das crianas.

    27 de maro de 1982

    Vamos, na oportunidade, narrar o que aconteceu na reunio dode maro do ano passado.

    O Evangelho oferta-nos aos comentrios a preciosa pginrfos". Ao alcance dos nossos olhos, dezenas de crianas, eaguardam pes e balas... Todas tero pais?

    Companheiros vrios enriquecem a lio com os seus apontamcada qual falando da sua experincia, mas todos destacando o trinadivel de amparo infncia.

    Convidado pelo Sr. Weaker. Chico toma a palavra, inspiradEmmanuel: "Se todos nos unssemos atravs de recursos, do pouco

    pouco, e da disposio de servir com a disposio de servir, aseriam minimizadas...

    "Em Santa Rita do Passo Quatro, as senhoras espritas, por oriede Emmanuel, que solicitou fosse a distribuio do leite indiscrimfundaram uma cantina... As senhoras, a princpio, se sentiradificuldade, porque muitas crianas de lares abastados compatambm... Mas muitas professoras, mes, compareceram ao ser

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    pediram para cooperar pelo fato da cantina no sonegar um copo aos filhos; aos netos delas..."

    "A cantina cresceu muito, e hoje distribui o leite, a canjica, a co

    Com o auxlio das mes, consideradas felizes pelo lado material,ajuda delas, as senhoras espritas puderam desenvolver um trabalhamplo, porque a sovinice no imperou na Instituio.

    "Santa Rica tem uma Instituio modelar...""Conversando sobre isto com o nosso amigo Rolando Ramaccio

    nos disse que iria fazer o mesmo em So Bernardo do Campo. E lhoje uma cantina que atende a centenas de crianas. Todacomparecem so atendidas. um trabalho de beneficio as crian beneficio mesmo...

    (...) um problema todo nosso. No Estado de Santa Catarina, hanos, houve um inqurito pedindo sugestes sobre o problema da Todos os Estados sempre pediram muitas verbas... Mas o pcatarinense respondeu: 'O problema da criana no Estado deCatarina um problema da comunidade.'

    "Se ns todos nos dedicarmos um pouco, no recusan

    responsabilidade de servir, de administrar, de dar amor a umdessas, ela tende a prosperar, porque o corao humano no f pedra, e sim de amor.

    "Depois da luta da criana considerada em penria, apareceu parluta da criana demasiadamente livre nos primeiros anos da existH muitos desequilbrios, embora sejam descendentes de laresabastados. Estou lendo o texto de Kardec e estou pensando que esfoi escrito h cento e poucos anos, num pas to adiantado cFrana!... Essas outras crianas crescem revoltadas pela ausncarinho; s vezes, sofrem o abandono mesmo dos avs que interessam pelos netos...

    "De um lado, as crianas em penria; de outro lado, as que estou menos atendidas, ou s vezes altamente atendidas em

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    necessidades..."Hoje ouvimos falar de muitos crimes efetuados por meninos d

    14 anos... Deveramos tratar de cdigos que dessem a maioridade

    anos... A criana chamada a memorizar as suas vidas passadasdepressa, motivada pela televiso, etc. Precisvamos da criao que ajudem a criana a no se fazer delinqente e nem viciagoverno no pode ser responsvel por todas as nossas modalida penria; no podemos exigir que os ministros venham aintervenes em nossas vidas familiares. O problema da penria (...) No temos uma disposio muito ativa em torno da cconsiderada desvalida; ns fazemos distribuies anuais, maesquecemos que criana, tal qual nos acontece, almoa todo dia,todo dia, toma banho todo dia...

    "De um lado, a criana em penria; de outro, a criana aband pelos pais...

    "Vamos pedir a Deus para que nos inspire a trabalhar um pouco para dar mais um pouco do nosso tempo..."

    Ao terminar a sua alocuo abenoada, Chico dirige-se ao encon

    amigos do bairro, enquanto permanecemos a meditar na extengrave problema social que diz respeito a todos ns, ouvindo na ada alma as palavras imortais do Mestre Nazareno: "Deixai que vemim os pequeninos e no os embaraceis..."

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    17 de abril de 1982

    No dia 17 de abril passado, O Evangelho Segundo o Espirofertou-nos o item 12, do Cap. XVI - "No se pode servir a DeMamom", a meditao no culto do Abacateiro.

    Aps a prece inicial, o Prof Thomaz, convidado a palavra, dissobre a interessante experincia que um grupo universitriorealizando ultimamente em Uberaba. Ento desenvolvendo um denominado "Cu Aberto", que atende as necessidades artstic jovens... E ele faz um pararelo, dizendo que, pelo trabalho, carecemanter o nosso "cu aberto", ou seja: atentar para o imperat progresso espiritual.

    Ariston Santana Teles, nosso amigo de sobradinho, D.F., lembrCentenrio de nascimento de Francisco de Assis. Contou que cerquando estava o inolvidvel "poverello" a regar a as plantas, umaproximando-se, indagou-lhe: "Frei Francisco, se nesse momsenhor soubesse que iria morrer hoje mesmo, o que o senhor faria?

    continuaria regando minhas plantas..." respondeu Francisco de ATambm convidado a falar, lembrou os 125 anos de Doutrina Eressaltando a importncia de "O Livro dos Espritos", lanando emFrana, no dia 18 de abril de 1857.

    D. Terezinha Pousa falou tambm que o dia 18 e considerado o "Livro" e que este ano, ainda no dia 18 de abril comemora-se o Cende Monteiro Lobato.

    Mrcia, minha esposa, tece consideraes em torno do extraorlivro do Dr. George Ritchie, "Voltar do Amanh", uma experincrvel de "morte clnica".

    Vrios outros amigos tambm foram chamados a colaborinterpretao do texto evanglico, todos buscando conotaes problemtica dos bens terrenos, do desapego das posses materiais.

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    Chico ouvia os apontamentos com muita ateno, alias, como sEle aparentava estar cansado, pois a reunio da sexta feira termi06:00 horas do sbado.

    Antes da reunio, no abacateiro, algum comentou com ele queestava muito acanhado, sem o mnimo conforto para os visitanteque ele respondeu: "Quando eu desencarnar os companheirDoutrina Esprita podem fazer palcios por aqui, mas enquaestiver... O smbolo da doutrina o servio"...

    Agora ele se preparava para comentar o "Evangelho", contambm pelo Senhor Weaker Batista. Fez um apanhado do que tohavamos falado e foi alm... Vejamos:

    "No tenho mesmo nem condies fsicas para falar, mas oEmmanuel, aqui presente, me pede para dizer alguma coisa. (...) T precursor do "cu aberto" em Jesus Cristo, que ensinou nas pblicas e deixou o "Sermo da Montanha" em pleno ar livre, fmilhares de pessoas de todas as condies, ensinando o ammisericrdia, a brandura, a paz. O "Sermo da Montanha" represenmuitos dos estudiosos do progresso humano, o maior docume

    humanidade. Jesus nos ensinou, sobretudo, a despertar o nosso c para o amor, e Allan Kardec prosseguiu nessa tarefa doando-Livro dos Espritos," que contm os ensinamentos do amor...

    "Jesus ensinou em barcos emprestados, ensinou em bancos pnas praas em que comparecia, nos montes, nos lares de companhO Evangelho nos relata que muitas vezes Ele ensinou na casa deisto , na casa de Pedro, por emprstimo... A nica propriedade dofoi a cruz a Cruz do Cristo foi a nica propriedade de que Elnico dono. No se fala de uma casa do Cristo, de um territrio domas a cruz do Cristo muito recordada (Uma de nossas irms cona falar. D Marilene Paranhos da Silva, havia contado um episIrmo X sobre trs cruzes...).

    "Todos carregamos a cruz que nossa. Cruzes inventadas c

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    nossas preocupaes excessivas sobre a vida material. Nenhum por enquanto, soube se acomodar com o necessrio... libertaFrancisco de Assis que pode, com muita grandeza, ser pequenin

    esforo a que estamos sendo convidados. Temos a preocupao cdo ms, quando Jesus ensinou: "O po nosso de cada dia d-nos Acumulamos sem saber se vamos viver at amanh... desprend pessoal um pouco maior. Peamos a Deus para no estar guasobras desnecessrias, pois representa falta na casa do vizinho. Phavemos de ajuntar tanta coisa de que nos vamos cansar brevemTanta coisa que vai simplesmente definir conflitos, dissensfamlias... quando ns podemos ter apenas uma casa confortvel pe para nossa famlia?!

    "So preocupaes que precisamos deixar."Fazemos regime para emagrecer. Compramos livros, vamo

    especialistas. E natural: precisamos de sade, de corpo maisFazemos ginstica para ter elegncia fsica. Por que no podemoum pouco de regime de desprendimento? s vezes, o po apdentro da nossa casa. Um campeo de futebol treina todo o dia

    sem parar. E muito importante isto. O futebol e um tema de aproxentre ns neste mundo. Mas se no podemos ser campedesprendimento, porque que no podemos ser aprendizdesprendimento? Temos de liberar muita coisa que est sobinclusive at mesmo tempo. Temos muito tempo para visitar um para ajudar algum a compreender determinado trecho de leitura..

    "Falando de mim, no interpretando neste momento o pensameEmmanuel, tambm tenho muitos erros, desperdio muita coisa.

    "Precisamos desprender enquanto tempo, porque num futuro bremoto, teremos que deixar tudo... deixar tudo de roldo, podesencarnao no espera ningum. Vamos pedir a Deus que compreenso. E muito mais difcil ser-se sofisticados, no entantosofisticado quase que moda. "Eu preciso de 'Status' " dizemos

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    modo de estabelecer diferena de padro. (...)" o que o nosso Emmanuel nos pede para dizer."Enquanto refletamos sobre que acabramos de ouvir, o nosso

    Eurpedes era convidado prece final.

    Uma tomada interna do local das nossas abenoadas reunies Chico Xavier.

    05 de maio de 1982

    Na reunio do dia 5 de maio deste ano, a tarde se mostrava muTodos ali estvamos protegidos por grossos agasalhos, contrastana maioria dos irmos que residem no bairro. Muitas crianas pcom os ps desprotegidos a terra mida... Mas a alegria era tcomum a todos ns.

    Visivelmente cansado, mas firme, Chico desce do carro que o cMuitos companheiros disputam um seu aperto de mo, um sorriso

    Como de hbito, o Prof. Thomaz faz a prece.Tomando a palavra, Chico explica que ali estamos "hospedados

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    irmos que nos recebem para a confraternizao. Sua voz soa bamas ele no se preocupa em que o ouam. Muitos companheirosugeriram colocar algumas caixas de som no ambiente

    delicadamente, ele se esquivou.O "Evangelho" nos proporciona meditao o item 4 do Cap"Amar o prximo como a si mesmo."

    O Prof. Thomaz diz que "em torno do prximo gravitam tonossas decises, que precisamos, portanto, desejar para o prximoque desejamos para ns mesmos".

    D. Marilene, que sempre enriquece os seus comentrios comnarrativa do Irmo X ou Neio Lcio, afirma que "pertencemos toqueiramos ou no, mesma famlia".

    Por nossa vez, recordamos uma frase inserta na carta que nos um reeducando da Cadeia Pblica de Uberaba: "O corao seusofrer; o rosto do prximo, deve sorrir."

    D. Elba, de Goinia, desenvolve o tema a partir da colocao dquanto mais dermos na horizontal, mais receberemos na vertical.fala com a autoridade moral de quem vem sendo, h muitos ano

    benfeitora dos hansenianos...D. Teresinha Pousa afirma que "amar o prximo libertrecordando a pgina de Maria Dolores, pelo nosso Chico, intitulIrmo do Caminho"; D. Tnia diz estar provado que "tudo o que fide bom ou de mal ao nosso semelhante, vai repercutir em ns meD. Snia Barsante, distinta diretora do Departamento de Evangeda Criana da Aliana Municipal Esprita de Uberaba, considetodos reencarnamos com um s objetivo: reeducar os nossos EsAtravs do amor ao prximo temos lies que devem ser repetidaos dias.

    Agora, Sr. Weaker solicita ao Chico para falar um pouquinhonarra um caso que aparentemente no tem nada a ver com oevanglico, no entanto, nos faz meditar profundamente sobre a

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    conduta pessoal ante certos acontecimentos da vida, mormente somos chamados a aplicar as lies do Senhor em ns mesmos.

    A cena foi vista por ns ha muitos anos: vou descrev-la n

    esprito de crtica ou ironia. E s para sentirmos em ns, que o espcaridade no deve ter preveno. No podemos praticar a caatirando pontos para quem recebe e, tambm, no podemos ououtros crendo que os outros esto falando para ns. Devemos aboe compreender. De mim mesmo, eu devo ter todos os defeitos; modo ou de outro, todos temos imperfeies ainda a sanar. Os outesto falando para nos magoar ou nos ofender; precisamos receesportiva...

    "Dialogando comentando, vamos aprendendo e, pouco a podando aquilo que deve desaparecer da nossa prpria alma."

    E o Chico conta que numa cidade do Rio de Janeiro, o oradorfalando das imperfeies. Ele e mais dois amigos estavam sentalado de duas senhoras muito distintas. O orador discorria sobre osda humanidade; sobre a guerra, a tirania.. E foi descendo. Falou sque tm determinados hbitos, falou muito sobre os alcolatras, s

    txicos... Abordou uns quarenta pontos de fraquezas da personhumana.Ante a nossa expectativa pelo desfecho do caso, o Chico pros

    Creio que j era muita coisa que ele havia colecionado a respenossas imperfeies. Falava, agora, sobre o fumo, falou sobre o encondenou o cigarro, o charuto, o cachimbo, falou sobre o pulmo.duas senhoras, em tudo o que ele falava balanavam afirmativamcabea, em sinal de aprovao. Ento, continuou o orador dizendh, tambm, uma coisa: que muitas senhoras e alguns compantm o hbito estranho de mascar fumo. H mulheres que limpdentes com o fumo. uma coisa medonha..." Foi quando uma vira outra e disse: " A senhora est vendo, D. Maria, ele lar pregao para mexer com ns!..."

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    Quando o Chico encerrou, ningum conseguia conter o sorriso, nmesmo.

    Depois arrematou: Ns estamos sempre largando a prega

    mexer com os outros... Parecia que quem mais aprovava o que ofalava eram elas, no entanto quando ele disse que muitos masfumo at escondidos e que o cheiro era uma coisa horrorosa, levantaram e foram embora. Nesse clima de descontrao e alegria crist logo aps a prec

    profundamente edificados pela advertncia suave que chegara doEspiritual, fomos repartir os pes e as balas...

    22 de maio de 1982

    Vamos, hoje, recordar a reunio de 22 de maio de 1982.Um coral da cidade de Jundia, Estado de So Paulo, entoou bel

    canes doutrinrias.

    O Evangelho oferta-nos uma pgina do Cap. XXV, "BuAchareis". Aps a prece inicial, Chico passa a palavra aos irmenfocaro o tema da tarde.

    Inicialmente, D. Elenir esclarece que cada um est numaevolutiva, destacando a importncia do trabalho no progresso esp por nossa vez, recordamos Emmanuel, quando considera que antdotos imprescindveis no combate obsesso so justamente a pela qual nos lembramos de Deus e o trabalho atravs nos esquecemos...

    Presente reunio, o conhecido beletrista esprita, Roque Jaacrescenta que precisamos transformar as informaes em trabalque o trabalho transforme as informaes em conhecimentos...

    A nossa irm Dra. Marlene Rossi Severino Nobre se ref

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    multiplicao dos pes e dos peixes; o nosso confrade Lineu falies de trabalho que a Natureza nos oferece... E por ltimoMarcelo, de Curitiba, comenta Kardec com o clebre "Tra

    Solidariedade, Tolerncia", referindo-se carinhosamente ao exempChico nos vem legando... No sabemos se o Chico estava com inteno de falar algum

    neste sbado, ou mesmo se tinha condies, porm, sempre queum elogio, ele no perde ocasio de rebater... E assim solicitou a ao Sr. Weaker.

    "Agradecemos ao Dr. Marcelo... Eu no mereo, porque eu n para merecer essa considerao. Acho que o trabalho um devetenho tentado cumprir com o meu dever." (Aqui faz um parntes pedir ao pessoal de Jundia, e aos demais presentes, desculpas p poder receb-los como desejaria.)

    Sorrindo, ele prossegue: "J vivemos quase que suficientementer os maiores achaques; estamos apenas com alguns...

    "Sempre o nosso amigo Emmanuel nos ensina que algudesloca de casa para ir ao nosso grupo compartilhar de uma pre

    est dando muito, porque est dando corao e tempo."Temos aqui companheiros do Par, na pessoa de D. Slvia, doamigo Dr. Srgio... Representantes de Estados outros que no precnomear. Falamos nisso para mostrar o nosso profundo agradecime

    "Em se falando do trabalho, o nosso Emmanuel nos recorda um trabalho que habitualmente no vemos, apenas sentimos: o trabaservidores espirituais que nos ajudam de mil modos, atravs de prque ns no podemos abordar no momento.

    "Temos servidores no corpo como sendo o estmago, como setratos de filtragem aos quais entregamos a alimentao... (E ele dsobre os rgos que trabalham em silncio, sem pausa...)

    (...) "A nossa parte no cultivo do campo muito pequencomparao com o esforo das Entidades Espirituais... Tudo tr

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    29 de maio de 1982

    No dia 29 de maio, do ano em curso muitos amigos estavam prao culto no Abacateiro Chico mostrava alegre, bem disposto.Ali, antecedendo reunio propriamente dita, espritas de vrias

    do Brasil trocavam idias e impresses sobre a tarefa. Sem dviuma excelente oportunidade de confraternizao.

    Com a prece inicial proferida pelo Professor Thomaz, teve inreunio com "O Evangelho Segundo o Espiritismo" ofertando-nestudos Cap. VII - "Bem-aventurados os pobres de espritos".

    O prprio Professor Thomaz comeou os comentrios dadimenso de tempo a ser utilizada pela palavra de cada um, gerade dois a quatro minutos. O critrio adotado excelente, porquanttem oportunidades de falar alguma coisa.

    Um amigo, o Sr. Orlando do Grupo "Ideal" - Instituto de DivuEditora Andr Luiz considerou que, no raro, estamos a desagDeus atravs dos nossos atos...

    O Sr. Spartaco Ghilardi, do Centro Esprita Batura, em So mdium que muito prezamos pelo seu devotamento a Causa, pJesus inspirao para que o homem saiba usar a inteligncia...

    Tambm chamado a colaborar na palavra, lembrei que ocrucificaram Jesus foram os "doutos" e no os "pobres de esprito"

    D. Marilene disse que cada um responder pelo mal ou bom inteligncia; Dr. Delfino, Goinia, frisou que carecemos de aformcorao, aproximando-nos do Evangelho; Rubens Germinasi recoalerta "Amai-vos e Intruir-vos", do Esprito da Verdade; D. Elba,do professor Mcio, Goinia, considerou que apenas atravs dteremos condies de usar a inteligncia para a paz...

    Agora, convidado a falar pelo Sr. Weaker, o nosso Chico visuamediunizado por Emmanuel, assim se pronunciou numa

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    admirvel:"... observar a necessidade do discernimento e do sentimento, d

    e do ideal, do crebro e do corao.

    "Simbolicamente, o nosso crebro foi colocado acima de todemais faculdades... a razo deve inspirar todas as nossas atitconferir os nossos pensamentos do ponto de vista da conveninciaa vida, a vida em si comando de todos os fenmenos em derredor e dentro de ns, esta incorporada no corao.

    "Quando o nosso corpo se forma, no claustro materno, um primeiras manifestaes o corao palpitando... Nos casos de medicina se preocupa com a chamada parada cardaca; o corao ga vida... Parada cardaca pode afetar o crebro... O corao cotodos os fenmenos da vida, a ponto de, nas profecias mais aalgum ter dito: muito cuidado com o corao, porque onde colocnosso corao, ai estaro o nosso tesouro, a nossa vida.

    "Compreender a importncia da razo, mas a super-importncorao, para que sejamos mais irmos uns dos outros, comcompreenso recproca, para que a nossa vida possa melhorar..."

    Quando Chico terminou, ficamos a meditar tambm em dois ensinamentos semelhantes, que ele nos deu em outra oportunid primeiro, na atualidade, o homem na Terra carece de 90% de sente apenas 10% de intelecto; o segundo, de Emmanuel mais ouassim, "quando o homem cai pelo corao, a prpria queda e degrque ele se possa levantar; quando cai pela inteligncia e diferente.

    Aps a prece final, sempre feita por Eurpedes, o culto passegunda parte, que consta do nosso abrao de confraternizairmos que ali vo orar conosco.

    Ao longo, as rvores, acariciadas pelo vento suave, pareciam agaquela festa e, apesar do p vermelho que se levantava do chabundncia, filtrando os raios causticantes do Sol vespertino, tahavia alegria em todos os semblantes...

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    Nesse clima emocional, nos questionamos: como dever ter soMonte, h dois mil anos a palavra daquele Abenoado peregrino Aventurados os pobres de espritos, porque deles o reino dos cu

    31 de julho de 1982

    Na semana do dia 31 de julho de 1982, Chico esteve acamadomesmo assim compareceu a reunies da sexta-feira e do sbachegar ao Abacateiro, trazido pelo carro de Eurpedes, foi saudamsica, hinos entoados por confrades que viajaram centenas de para v-lo. Ali conosco, ele comenta: "No consigo entender o dessa multido que sempre est em nossas reunies..."

    Aps a prece inicial, o Evangelho nos ofertou um trecho do C"Bem-aventurados aqueles que so misericordiosos". Nos com proferidos por vrios companheiros, o perdo mereceu destaque es

    Sobre uma pequena mesa de madeira, um vaso com flores e dez

    garrafas com gua para ser fluidificada, nos falam da singeleza dencontro assim ao ar livre... A nica nota destoante naquele concsimplicidade somos ns mesmos...

    Embora um tanto abatido, Chico pede para falar. Ele faz quesfrisar que esta interpretando o pensamento de Emmanuel. Princidizer que qualquer pessoa, para obter um certificado de competescola, leva dez, quinze, vinte anos... "Cada um de ns vem a Teraprender, aprender a amar... No viemos para aprender a ser amadsim a amar. Na cincia do amor, o perdo como a misericrdia lugares mais importantes... Viemos para a Terra com os nossos dcom as nossas qualidades. A primeira oficina para aprendizamisericrdia o lar com a famlia. Dentro de casa ou no cconsanginidade, encontramos as ocasies mais excepcionais,

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    exerccio do verdadeiro perdo (...) esquecimento do mal de mmais autntica.

    "Consultei nos o nosso corao se j sabemos receber uma p

    mais alta, se nos comportamos dentro de casa como junto s autorTemos tanto que aprender no relacionamento com os pais, tios, iPerdo matria para todo dia, para toda hora. (Aqui ele tra paralelo entre o progresso da inteligncia e o do corao, dizendsentimento chamado a acompanhar o intelecto em seu crescimQualquer pessoa pode ir ao tribunal, disputar certos direitos, at aes de filhos contra pais, de pais contra filhos; tudo isso naVeio para ns tambm uma poca do perdo consciente, conhecmal, mas sabendo que o mal existe dentro de ns. (o grifo nosmal que algum nos haja feito vamos ver se somos capasilenciar e perdoar de corao. Perdoar os erros de um esposo, desposa, perdoar os erros de um pai, de determinada mezinha."

    Destacando a necessidade de combater o amor-prprio e questamos em famlia para exercer o ressentimento, ainda conEmmanuel, atravs do nosso Chico: Vamos pedir a Deus que nos

    perdoar dentro de casa, porque quem no v os defeitos (...facilidade para reencontrar os caminhos iluminados no amanh."Certa vez recebemos um pensamento de um Amigo Espiritu

    dizia que o mundo comearia a melhorar muito se tratssemos os parentes dentro de casa assim como tratamos as visitas. (o nosso...)

    (...) As Trevas vo entrando, as influncias perniciosas vo entranossa vida vai se tornando cada vez mais um purgatrio. Qvoltamos para "casa", pela desencarnao, voltamos com bestranhos, com dependncias em muitas matrias, com repe perfeitamente claras. Damos desgosto de ter perdido tempo e paos que nos amparam, que nos amam tanto que se ocultam...

    "Estamos cada vez mais livres para decidir sobre os nossos dest

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    maioridade talvez desa de vinte e um para quinze anos, porqueavano da inteligncia... E muito importante essa histria da f"Larguei minha casa, minha companheira, meu filho..." Vamos de

    as lies para trs; estamos caminhando para sair do colgio e vol"casa"..."O Chico, agora, para encerrar, conta:"Em Pedro Leopoldo, fomos procurado por uma senhora sofred

    era casada h dezoito anos... Tinha lies difceis para dar; seu esseus dois filhos eram complicados; era obrigada a pensar em perd bondade e em compaixo muitas vezes por dia.

    "Ela pedia a Emmanuel uma orientao. Ele respondeu que ela continuar perdoando sempre. Ela replicou que j estava cansada, ao que o nosso Benfeitor redargiu, lembrando que existiam milh pessoas no mundo, cansadas e doentes tambm... Emmanuel recoque disse Jesus a Pedro perdoars setenta vezes sete.

    "Aquela irm respondeu, ento: Olha, meu caro Amigo, eu jcontas e eu j ultrapassei, em dezoito anos, o nmero quatrocenoventa...

    "Depois de uma breve pausa. Emmanuel lhe falou, por fim: voc se esqueceu de uma coisa; perdoar setenta vezes seteofensa ..."

    Embevecidos com o ensinamento, e num clima de muita alereunio foi encerrada com uma prece.

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    se referiu exemplificao de Jesus; D. Tnia sentenciou que "qugente est bem com o prximo, a gente est bem com a gente mtodo caminho feito por aqueles que tm a coragem de caminh

    Terezinha Pousa citou um Esprito Amigo que escreveu: "Quando no vem frente, a dor vem andando atrs..." Naqueles instantes a inspirao do Mundo Espiritual parecia de

    se em todas as mentes e coraes... Se pudssemos ver o que se pna paisagem espiritual... Por mais de uma vez, reparamos que dode Chico Xavier, que contemplavam os Cus escorriam grossas lg

    Agora, para nossa alegria, Chico foi convidado aos comentriofalou com sua voz que nos cativa.

    Sinto-me ante o impositivo de pedir desculpas a tantos amigos ecompanheiros que nos visitam e aos quais eu no tenho pcorresponder com a minha presena, com a minha hospitalidade...

    "Sem qualquer idia de fazer humorismo, eu peo perdo a todo procuramos um meio de racionalizar o assunto...

    "Eu sempre dispus de um companheiro que me auxiliou nos modifcies da vida. Ele estava sempre pronto a me auxiliar, a me este

    mos... Eu estou espiritualmente na melhor sade e no meu melhohumor possvel, conquanto a minha indigncia. Mas esse amigo bastante e eu tive de lev-lo ao mdico. Tive de fazer exameexames vieram com algum comprometimento... Se eu quero senquer a cama, se eu me levanto, ele quer sentar; se quero ir a algumele tem dificuldade em me acompanhar... Esse amigo j ultrapasso janeiros... Ele quer a cadeira de balano... E eu lutando com esse No tenho podido estar com os meus amigos, como eu queria pedindo tolerncia, perdo, pacincia e bondade a todos, porqamigo est na condio de um obsessor pacfico ou amigo alteradamigo alterado o meu corpo...

    "Eu estou muito bem, mas o meu corpo tem me trazido requerimentos, tantos como se eu estivesse trabalhando no Minis

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    Trabalho. Lembro-me de uma narrativa... Um homem que numaestava montando um jumentinho. Ele esporeou o jumento e diVoc faa o favor de andar mais depressa, porque assim eu vou

    do General Fulano, com uma vantagem muito grande... En jumentinho perguntou: Sr. General, se o senhor ganhar a guevou deixar de ser jumento? No - respondeu o homem voc jumento a vida inteira..."

    Enquanto sorriamos, apreciando a psicologia do ensinamento,arrematou dizendo que como se ouvisse o corpo a lhe perguntarvoc andar depressa com essas mensagens, eu vou deixar de ir a T

    E concluiu, alegre: "Um patrcio foi a Roma, um dia desses, le jerico que ningum quis... Eu estou atrs de um jerico e no acho..

    11 de setembro de 1982

    No dia 11