jornal da vila - n07 - abril de 2006

Download Jornal da Vila - n07 - abril de 2006

Post on 28-Mar-2016

215 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Jornal da Vila Tibério, bairro da zona oeste de Ribeirão Preto, tiragem de 10 mil exemplares com circulação também na Vila Amélia, Jardim Santa Luzia, Jardim Antártica, e parte do Sumarezinho e do Monte Alegre

TRANSCRIPT

  • Ribeiro Preto, abril de 2006 - ano I - n 7

  • 2 Abril de 2006

    Informativo mensal com circu-lao na Vila Tibrio.

    Tiragem: 5 mil exemplaresjornaldavila@gmail.com

    Fones: 3610-4890Jornalista responsvel: Fernan-

    do Braga - MTb 11.575Colaboradores: Ins Zaparolli e

    Iri Falleiros BragaImpresso na Grfica Verdade

    Editora Ltda.- Rua Coronel Ca-miso, 1184 - Ribeiro Preto

    OpiniO

    Maria Cleuza Garcia Naldi

    E a pessoal, terminando nossas memrias....

    ... Temos o sr. Pedro Antoniazzi, ali da Confeces Pedro que recentemente encerrou suas atividades... Morvamos ainda em Brodsqui, e meu pai que sempre queria andar na linha, vinha a Ribeiro Preto, de trem, para fazer seus ternos com o Sr. Pedro, que ento tinha a alfaiataria em sua prpria resi-dncia, ali na Rua Conselheiro Saraiva. Ah! Impossvel esquecer do Paulinho Ziotti, que consertava calados e como consertava ali na Rua Luiz da Cunha, em frente a Antarctica, do lado de uma loja de Presentes. Hoje aposentado, fcil encontr-lo por ai... E ainda bem que neste ramo, podemos contar com o sr. Pedro, da Rua Santos Dumont, e j temos despontando uma nova gerao, na pessoa do Mauro, ali na Rua lvares de Azevedo.

    Houve uma poca em que eu fiquei fora da Vila por 13 anos, pois ao me casar, fui morar em Poos de Caldas, e voltando para Ribeiro Preto, morei no Ipiranga, Jardim Santana (ao lado do Iguatemi), Jardim Paulista e Jardim Iraj, mas nunca deixei de freqentar a Vila, porque vir nos finais das tardes de domingo, na casa de minha irm, que ainda hoje mora na Rua Martinico Prado, era fatal. Eu costumava dizer, que quando se adentrava pela Rua Luiz da Cunha, respirava-se melhor, o ar era mais puro, mais leve, era diferente ... o sol era mais brilhante... ali tinha a vida que faltava em outro canto qualquer. E foi ali na Rua Martinico Prado, onde moravam minha me, irm e meu so-brinho, que minha filha nasceu, apesar de na poca morarmos no sul de Minas Gerais. Eu quis que ela nascesse aqui. Hoje, depois de muitos anos pagando aluguel, realizei meu sonho, e moro em minha prpria casa na Rua 21 de Abril. Casa Prpria?... S se fosse na VILA... E aqui quero morrer, embora esperando que demore um bom tempo,

    Paixo pela Vila (final)

    Nesta edio sai o final do artigo da leitora Cleuza Naldi, um artigo do dr. Jos Ernesto dos Santos, professor da Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto e na pgina 7, a farmacutica Ana Maria Pavanelli Bezzon fala sobre a depresso

    Saudade e boas lembranas da VilaRecebi, trazido pelo colega Dr.

    Fernando Nobre, renomado cardiolo-gista em nossa cidade, o nmero 6 do Jornal da Vila. Sua leitura me trouxe muita alegria e saudade. Sou nascido na Rua Capito Salomo (onde hoje a Coonai) e minha famlia mudou-se para a Vila Tibrio em 1947 quando eu tinha 2 anos. Tive a sorte crescer na Vila e nela ter tido uma infncia maravilhosa. Morei durante cerca de 20 anos na Rua lvares de Azevedo, perto do Estdio Luiz Pereira onde ainda vivem meus tios e primos.

    So inmeras as boas lembranas da Vila, entre elas, uma marcante: quando tinha 6 anos uma jovem recm-formada normalista bateu palmas no porto de minha casa e pediu autorizao para minha me para eu freqentar uma sala de aulas que estava organizando na rua Bar-tolomeu de Gusmo (trs quadras de minha casa). Vejam que curioso, o professor procurava alunos, bem diferente das filas para matrcula em escolas que vemos ainda em nossos tempos. Nessa escola, simples, que funcionava em condies bem pre-crias, mas onde com carinho e a dedicao da professora Dna Maria Apparecida Corra (com dois pes mesmo) e com o auxlio da Carti-lha Sodr (quem no se lembra da primeira lio: a pata nada, pata pa, nada na...) iniciei uma atividade que suponho tenha me dado muito prazer, pois a desenvolvo desde ento, estu-dar. Foram dois anos de escola mista com Dna Maria Apparecida e ento a transferncia para o Terceiro Gru-po Escolar (hoje Sinh Junqueira). Vrios professores transmitiram o mesmo carinho, amor e respeito nesta nova escola, entre elas me lembro com carinho especial das professoras Dna Maria Leal (terceiro ano) e a Dna Marlia Azevedo Barbante (quarto ano) e do Grupo Diretor Professor Alberto Ferriani. Vale a pena des-tacar que nessa poca nas grandes cerimnias os professores ocupavam posies de destaque nas mesas oficiais juntamente com o Prefeito e o Vigrio (ento o Padre Mateus). Voltei recentemente para visitar o Terceiro Grupo Escolar e embora a

    imagem da magnitude do prdio e da escada que leva ao segundo andar tenha mudado, pois aparentemente se tornaram menores, as boas lembranas renasceram como num passe de mgi-ca. Das outras lembranas da infncia desfrutadas com liberdade destaco o futebol no campinho carpido por nos mesmos e grandes ferimentos nos ps, o tempo de papagaio, da bolinha de gude, de rodar peo. Lembro-me tambm da Cruzada Eucarstica com as aulas de Catecismo s quartas feiras da Dna Marcelina e da Dna Ceclia Ferrioli, a missa das 8h aos Domingos (com a fita amarela no peito), as quermesses, com coelhos que entravam em casinhas numeradas, filmes no Salo Paroquial, filmes que sempre queimavam durante a proje-o ... e que originavam assovios e reclamaes. Lembro-me tambm dos fins de tarde com os vizinhos batendo papo no porto, perodo que precedia invariavelmente alguma novela da Radio Nacional (O Direito de Nascer durou alguns anos e quanto se falou do Albertinho Limonta e da mame Dolores). Depois, outros caminhos, longos e alguns penosos, Ginsio, Colgio, Faculdade e a lembrana sempre viva de colegas como os Drs. Jos ngelo (mdico em Araraquara), Mrio Portela (mdico em Franca), e outros amigos como o J.Loureno (asa negra do grupo, pois se tornou goleiro do Comercial), o lvaro, o Z Tobias, o Marinho, o J. Antnio, meu primo Pedro e outros tantos, que no tenho tido contato, e que aos s-bados, andavam em sentido contrrio ao das meninas na Praa Corao de Maria. Muitos namoros e casamentos a comearam.

    As caractersticas especiais da Vila Tibrio de ento, como bairro de gente ordeira e trabalhadora fe-lizmente se mantm e sempre uma grande emoo retornar aos domin-gos a feira livre e l encontrar, entre outros, o Alemo (amigo de infncia e especialista no melhor abacaxi e mamo das feiras) e lembrar de ou-tros que se foram. Enfim, a Vila no somente um bairro de Ribeiro Preto, um estado de esprito, pacato, aco-lhedor e inesquecvel que conservo

    COMPRE NO COMRCIO DA VILA. VALORIZE O QUE NOSSO!

    pois tenho ainda muita coisa pendente para realizar.

    E ainda hoje (29/1/06), lendo o Jornal A CIDADE, emocionei-me (sempre me emociono quando o as-sunto este... acho que o chamado Feitio da Vila...) diante do artigo do Dr. Divo Marino - que alis foi meu professor de Desenho no Magistrio do Otoniel Mota, - falando justamente sobre as tradies e o desenvolvimen-to de nossa Vila Tibrio, destacando a idia de engenheiro e polticos, que infelizmente ficou apenas no papel, de se fazer um viaduto saindo da Rua Bartolomeu de Gusmo, ligando a Vila ao Centro da cidade pela Rua Lafaiete. Isto seria timo. Ento aqui eu incremento a idia, sugerindo que se faa no tal viaduto uma bifurcao, ligando tambm a VILA ao Alto da Cidade, atravs da Rua Bernardino de Campos, Nove de Julho (qualquer coisa assim...). E o viaduto poderia se chamar Viaduto Botafogo, pois Botafogo a marca registrada da nossa Vila. Assim ficaria um projeto perfeito e muito bonito, alm de enri-quecer preciosamente a paisagem hoje to desgastada da chamada Baixada.

    Ah! Pessoal: no podemos nos esquecer que, daqui da nossa Vila saiu recentemente, o Vereador Capela - o Carlinhos, (irmo da minha grande amiga Bete a do Pepe), que eu tenho na memria em seus 8 ou 10 anos de idade, ali na casa da Rua Santos Du-mont, n 1126. Aproveitando o embalo, vai a um recadinho: Capela, a sua misso rdua. Que Deus o abenoe em todas suas idias, pretenses e decises.

    E por a afora, que turbilho de saudades vai invadindo nossa alma, fervilhando nossa mente, mexendo com nossos neurnios, trazendo mais uma, e mais uma, e mais uma recor-dao, quando desfiamos o carretel de emoes que acumulamos dentro de ns durante todos estes anos... E sim, uma emoo muito gostosa e gratificante, podermos reviver uma his-tria da qual ainda estamos ativamente participando...

    MUITA COISA MUDOU, mas as lembranas esto bem vivas e jamais se apagaro. importante que muitos apaixonados pelo nosso bairro como eu, tentem colaborar com a manuten-o e o crescimento deste JORNAL DA VILA. A idia foi maravilhosa, e com certeza partiu de algum que como ns ama, de paixo, esta VILA. E

    a semente plantada deve ser cultivada, pois germinando estar perpetuando e trazendo-nos as recordaes guardadas em nossos coraes e tantas histrias que temos para contar. No importa se estas sejam tristes ou alegres, se tive-ram ou no um final feliz. O importan-te que so histrias que fizeram e ainda fazem a nossa histria. Venha nos contar a sua.

    Ah!... E que tal se todos que tem um empreendimento, um comrcio, um servio, uma mo de obra para ofere-cer, anunciasse aqui no JORNAL DA VILA?... Isto seria de grande utilidade, propagando nossos prstimos, nossas habilidades, e por outro lado, o que de extrema importncia, estaremos colaborando para que o JORNAL DA VILA, obtenha condies financeiras de continuar sendo impresso e distribu-do para nosso deleite, ativando nossas emoes, trazendo tona nossas mais profundas lembranas, porque quem um dia morou na VILA, com certeza tem muito pra relembrar e sentir sau-dade... porque A VILA um paraso criado por DEUS, para nos encher de orgulho... O POUCO de cada um de ns, far com que cresa MUITO a fora do nosso JORNAL DA VILA... No podemos deixar escapar esta chan-ce maravilhosa de estarmos sempre em sintonia uns com os outros, porque lendo o jornal, apesar de sua simplici-dade, torna-se impossvel, no resgatar lembranas que ficaram escondidas... porque a VILA maravilhosa, seja pa