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"Compreendi, ento, que a vida no uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada at o fim. Dei-me conta, ao contrrio, de que a vida um lbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efmero que seja, uma experincia completa que est destinada eternidade. Um nico momento de beleza e amor justifica a vida inteira"(Rubem Alves)

Tanatologia o estudo do fenmeno da morte e dos processos emocionais e psicolgicos envolvidos na reao morte, incluindo luto, perda e lamentao. O psiclogo deve compreender a natureza das pessoas em relao morte, seus prprios sentimentos e atitudes, de forma a trabalhar eficazmente com os pacientes.

A reao morte depende do contexto. A morte pode ter muitos significados psicolgicos, podendo ter papel de uma metfora ou ser vista como castigo. importante identificar com o paciente qual o significado que ele atribui morte.

Morte oportuna: a pessoa morre quando tal deveria previsivelmente ocorrer, e os que devem suportar o luto no se surpreendem com a morte. Morte inoportuna: (1) morte prematura de pessoa muito jovem; (2) morte sbita, inesperada; (3) morte catastrfica, associada a acidentes ou atos de violncia, vista como absurda.

Desencadeada por fatores emocionais, por exemplo, ataques cardacos que ocorrem aps estresse psquico sbito. A morte por vudu, feitios ou bruxarias pode ser causada por pessoa que supostamente tem esse poder e o utiliza contra algum que acredita nesse poder. Causa-se uma disfuncionalidade no eixo hipotalmicoadrenal-hipofisrio e no sistema nervoso autnomo por estresse emocional, ocasionando paralisao das funes vitais.

De acordo com a lei, o mdico deve assinar um atestado de bito, no qual indica a causa da morte, bem como esclarece se a morte foi natural, acidental, por suicdio, homicdio ou causas desconhecidas.

Elisabeth Kbler-Ross, M.D. (8 de julho de 1926 24 de agosto de 2004) foi uma psiquiatra que nasceu na Sua e autora do inovador livro On Death and Dying, no qual ela primeiramente apresentou o agora conhecido Modelo de Kbler-Ross.

Prope uma descrio de cinco estgios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragdia. Segundo esse modelo, pacientes com doenas terminais passam por esses estgios. O modelo foi proposto por Elisabeth Kbler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estgios se popularizaram e so conhecidos como Os Cinco Estgios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

CHOQUE E NEGAO: O choque a reao inicial de uma pessoa que toma conhecimento de que vai morrer. Depois o paciente pode recusar-se a acreditar no diagnstico e procurar vrios mdicos. O mdico deve garantir ao paciente que no o abandonar, bem como esclarecer sobre a doena e as opes de tratamento. "Isso no pode estar acontecendo."

RAIVA: Os pacientes podem desenvolver frustrao, irritao ou raiva por estarem doentes. Enfurecem-se contra Deus, amigos, parentes e o prprio mdico. Nessa fase so difceis de tratar. O mdico deve responder raiva com empatia e de forma no-agressiva, de modo a aliviar a raiva do paciente. "Por que eu? No justo."

NEGOCIAO O paciente tenta negociar com Deus, amigos, mdicos em troca da cura. Eles acreditam que, sendo bons, o mdico far com que melhorem. Deve-se deixar claro que cuidar dele da melhor forma possvel e que far tudo o possvel para ajud-lo. "Me deixe viver apenas at meus filhos crescerem."

DEPRESSO: O paciente apresenta sinais clnicos de depresso, que pode ser uma reao aos efeitos da doena sobre a vida do paciente ou pode ocorrer em antecipao perda real da vida. Estou to triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"

ACEITAO: O paciente percebe que a morte inevitvel e aceita a universalidade da experincia.

Isto seria mesmo inevitvel!

Conscientizao acerca de suas prprias atitudes relativas morte e ao morrer. Proporcionar apoio solidrio e conforto contnuo; Visitas regulares ao paciente, manuteno do contato visual, contatos fsicos apropriados, ateno ao que o paciente tem a dizer e disposio de responder a todas as perguntas de modo respeitoso. O psiclogo deve incentivar a famlia e o paciente a conversar abertamente sobre o assunto.

Tristeza refere-se ao sentimento subjetivo, precipitado pela morte de algum querido. O luto o processo atravs do qual a tristeza resolvida. Perda significa ser privado de algum, pela morte.

O luto caracterizado como sendo uma sndrome, com sinais, sintomas, curso demonstrvel e resoluo previsvel. O luto pode ocorrer como resultado da perda de uma pessoa amada, mas tambm com relao perda de status, de uma figura nacional ou de um animal de estimao. O trabalho de luto um processo psicolgico complexo, de retirada do apego e elaborao da dor do luto.

1. fase inicial de desespero agudo, torpor e protesto, negao e acessos de raiva e aflio; 2. fase de desejo intenso pela presena do falecido e busca por esse; 3. fase de desorganizao e desespero, quando a realidade comea a ser assimilada, a pessoa parece retrada, aptica e inquieta, sente que a vida perdeu o sentido; 4. fase de reorganizao, os aspectos agudos dolorosos da perda comeam a desaparecer e a pessoa comea a se sentir voltando vida.

As diversas manifestaes de tristeza tendem a se tornar menos intensas, com o passar do tempo. A tristeza do luto estende-se, tradicionalmente, por 1 ou 2 anos, medida que a pessoa tem a oportunidade de experimentar todo um calendrio anual sem a presena da pessoa falecida.

Refere-se ausncia da expresso de tristeza poca da perda. Essa tristeza inibida potencialmente patognica, j que a pessoa evita enfrentar a realidade da perda, sendo caracterstica do luto patolgico. Essas reaes negadas ou inibidas de tristeza contm as sementes de conseqncias indesejadas como sintomas fsicos persistentes, similares queles da pessoa falecida ou reaes inexplicveis no aniversrio da perda do falecido ou em datas importantes para esse. Essa tristeza pode, tambm, ser deslocada para outras perdas.

Aplica-se tristeza expressada ante uma perda percebida como inevitvel, e termina com a ocorrncia da perda. Essa tristeza tende a aumentar em intensidade medida que a perda torna-se mais iminente.

Os dois podem ser manifestados por choro, tristeza e tenso, expressados tanto por lentificao como por agitao psicomotora. Outras expresses comuns so: diminuio do apetite e do desejo sexual, perda de peso e retraimento. medida que a perda torna-se mais remota, a pessoa sai da tristeza. A aparncia de uma pessoa enlutada pode gerar simpatia, apoio e consolo por parte dos outros, sentimentos aos quais o enlutado responde. J as queixas e lamentos da pessoa deprimida podem irritar e aborrecer o ouvinte. Na tristeza normal, a resposta aceita como apropriada e normal; j na depresso, a resposta transmite a noo de algo no est bem.

J que as reaes de luto podem evoluir para reaes depressivas ou luto patolgico, sesses de aconselhamento especfico para os enlutados possuem muito valor. Nessas sesses a pessoa encorajada a falar sobre os sentimentos de perda e sobre o falecido. Ocorre um apego ao terapeuta, que se torna um apoio temporrio at que um novo senso de confiana com relao ao futuro se desenvolva. O terapeuta deve estar preparado para lidar com os temas de morte e ser capaz de enfrentar as reaes emocionais do paciente, deve tambm ser ativo.

KBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. So Paulo, Martins Fontes, 1992. BOWLBY, J. Apego e perda: a natureza do vnculo. Traduo de lvaro Cabral. V. 1. So Paulo: Martins: Martins Fontes, 2002. BROMBERG, M.H. P.F. A Psicoterapia em situaes de perdas e luto, Campinas: Livro Pleno, 2000. KOVSC, M.J., Morte e desenvolvimento humano. So Paulo: Casa do Psiclogo, 1992.

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