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  • 2SUMRIO / CONTENTSApresentao / Presentation ..........................................................................................................5Vnia Maria Lescano Guerra

    1. A variao lingstica no Brasil ....................................................................................................6Dercir Pedro de Oliveira

    2. Cruzando os fi os da histria com a historicidade do discurso ...................................................14Glucia Muniz Proena Lara

    3. O arsenal terico de Bakhtin: entre o estudo da linguagem e o ser social ...............................25Vnia M. Lescano Guerra & Jefferson Barbosa de Souza & Carlos Vinicius da S. Figueiredo & rica R. Dourado & Gislane P. Borges & Lorena A. da Cruz & Sandra R. Nia Mina

    4. A hora da estrela e o Brasil de 70 ...........................................................................................45Edgar Czar Nolasco & Carlos Vincius da S. Figueiredo

    5. A gramtica do confl ito numa perspectiva discursiva ................................................................52Marlon L. Rodrigues & Wedencley A. Santana

    6. O ritmo da palavra: questes sobre a oralidade ........................................................................63Joo Luis Pereira Ourique

    7. Representao social da voz do estado no discurso do desenvolvimento tecnolgico ............76Izabel E. de S. Oliveira dos Santos & Marlene Durigan & Vnia M. Lescano Guerra

    8. O lxico como brao da cultura regionalista sul-mato-grossense: Pouso Alto em questo ......88Maria Madalena da Silva Lebro

    9. A autobiografi a ps-modernista na literatura brasileira: uma anlise de A estratgia de Lilith, de Alex Aantunes ...........................................................................................................................95Rodolfo Rorato Londero

    10. Semitica e Rock: anlise de Palavras Erradas dO Bando do Velho Jack ........................105Vanessa Amin

    ENSAIOS / ESSAYS

    1. A viso eufrica do Brasil ........................................................................................................ 116Carlos Erivany Fantinati

    2. Vte! Existe produo literria em Mato Grosso! ....................................................................139Joo Mtzenberg & Franceli A. da Silva Mello

  • 3R G L, n. 5, jun. 2007.sumrio

    RESENHAS/REVIEWS

    1. MALDIDIER, Denise. A Inquietao do discurso: (Re) Ler Michel Pcheux hoje. Trad. Eni P. Orlandi. Campinas: Pontes, 2003. ...............................................................................................152Resenhado por Janaina Nicola

    2. FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Trad. Felipe B. Neves. 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitria, 2004. .....................................................................................................................155Resenhado por Jefferson Barbosa de Souza

    BIBLIOGRAFIAS COMENTADAS /COMMENTED BIBLIOGRAPHIES

    1. Bibliografi a comentada sobre Anlise de Discurso Francesa .................................................158Vnia M. Lescano Guerra

    2. Bibliografi a comentada sobre Literatura Brasileira ..................................................................164Antonio Rodrigues Belon

  • 4EXPEDIENTE

    GUAVIRA LETRAS, Revista do Programa de Ps-graduao Mestrado em Letras do campus de Trs Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Volume 1, nmero 5, junho de 2007. GUAVIRA LETRAS, editada pelo Programa de Ps-graduao Mestrado em Letras do campus de

    Trs Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, uma publicao tcnico-cientfi ca que se defi ne como um veculo de difuso e debate de idias, estudos e relatos de experincias sobre os estudos lingsticos e literrios. tambm um espao aberto comunidade acadmica para manifestar-se sobre temas relacionados com a formao de recursos humanos de alto nvel. Aceita a contribuio de professores e pesquisadores do Brasil e do exterior. Prope discusses de interesse da comunidade acadmica e cientfi ca.

    NOTA: Todos os artigos assinados so de responsabilidade exclusiva de seus autores, no refl etindo, necessariamente, a opinio do Programa. Permitida a reproduo total ou parcial, desde que citada a fonte.Arte e diagramao: Eduardo Lus Figueiredo de Lima

    ISSN - 1980-1858

  • 5R G L, n. 5, jun. 2007.

    APRESENTAO

    Considerando que GUAVIRA LETRAS visa, fundamentalmente, promover a di-vulgao de trabalhos nas reas de Literatura, Lingstica, Lngua Portuguesa, Lnguas e Literaturas Estrangeiras, Estudos Culturais e Artes, o Volume 5 traz trabalhos inseridos na temtica LNGUAS, LITERATURAS E CULTURAS. A proposio do tema teve como objetivo estimular, por meio de artigos completos, ensaios, bibliografi as comentadas e resenhas de obras relevantes, a elaborao de refl exes voltadas para implicaes e res-ponsabilidades ticas e sociais, resultados desses juzos e condies.

    medida que fomos preparando os textos para esta edio, fomos nos dando conta de que perpassa os textos uma dialtica de confl itos propcios ao debate. De um lado a aparente fora da inrcia, querendo que as coisas permaneam como esto: do outro, a aparente insatisfao com as coisas que precisam mudar. Evolumos para garantir nossa existncia como seres humanos? Ou estagnamos e negamos a essncia de nossa natureza?

    Jos Luiz Fiorin (2005, p.01), em sua apresentao da Revista GUAVIRA LETRAS comunidade cientfi ca, por meio de um texto primoroso, afi rma que

    uma vez que inerente cincia a diversidade terica, o fazer cientfico implica necessariamente a polmica, o debate, a controvrsia, o questionamento, a dvida, a crtica. Por isso, em cincia, no existem dogmas, no h excluses, no existem verdades a que se adere pela crena, no h temas proibidos. Evidentemente, o fazer cientfi co regido pela tica, mas por uma tica que no se funda num programa de ao, como o apresentado pelo discurso religioso, mas se baseia no princpio da busca da verdade, o que signifi ca que a atividade cientfi ca no pode estar a servio da defesa de interesses comerciais, religiosos, polticos, etc., e sim na promoo do bem-estar, da igualdade e da liberdade dos seres humanos, o que implica, entre outras coisas, a preservao do meio ambiente e o respeito aos sujeitos da pesquisa.

    Esperamos que a diversidade de autores e a multiplicidade de pontos de vista articu-ladas aqui possam ser apreciadas como expresso da relevncia dos estudos de linguagem e do interesse que vm despertando na sociedade contempornea.

    Vnia M. L. Guerra(Responsvel pela organizao da Guavira Letras 5)

  • 6A VARIAO LINGSTICA NO BRASIL

    Dercir Pedro de OLIVEIRAa

    Resumen: El objetivo de este texto es ensear que la variacin en Brasil existe desde la formacin de la lengua y que las realizaciones lingsticas existentes actualmente tiene raices en la colonizacin del pas por los portugueses en el siglo XVI. Seala, igualmente, que la descripcin dialectolgica ha sido hecha desde la primera mitad del siglo XIX, y las anlisis sociolingsticas a partir de la dcada de 60 del siglo XX.

    Palabras-clave: Variacin, infl uencias, descripcin.

    Os estudos variacionistas no Brasil, com vestimentas diferentes, so resultados de pesquisas que datam da segunda metade do sculo XIX, j com alguma sistematicidade, pois, como afi rma Silva Neto (1976, p. 73), nossos fi llogos s se tm ocupado com pecu-liaridades regionais e comparaes entre as pronncias lusitana e brasileira.

    Este texto tem por objetivo mostrar que a diversidade lingstica est presente no portugus do Brasil desde a sua formao e que, h algum tempo, estudiosos se preocu-pavam em descrever as variaes, de forma genrica e, posteriormente, nos meados do sculo XX, as anlises j apareciam de modo sistemtico. Isto se d com a dialetologia e depois com a sociolingstica.

    A variao lingstica que foi, primeiramente, objeto de estudo da dialetologia e, muito mais tarde da sociolingstica, resultado de inmeras infl uncias de povos que para c vieram, e dos aqui habitam, aparece j na poca do descobrimento, pois os colonizado-res, segundo Silva Neto (1976, p.235), vinham de todas as partes de Portugal, de modo que refl etiam as vrias peculiaridades dialetais portuguesas, que no Brasil, em contato e interao se fundiram num denominador comum, de notvel unidade (...).

    A diversidade lingstica no fato de descoberta recente, embora haja, ainda, afi rmaes controvertidas com relao ao seu estudo. Alguns estudiosos, mesmo que com nfase no lxico j se preocupavam com aspectos dialetais no comeo do sculo XIX. Isto para voltar-se apenas para estudos da lngua portuguesa.

    De modo sistemtico, apesar de terem surgidos, no sculo XIX, os passos dos estudos dialetolgicos, a variao lingstica comea a ser objeto de investigao cient-fi ca com o advento da Dialetologia no Brasil com Rossi (1963) e seus colaboradores ao elaborarem o Atlas Prvios dos Falares Baianos. Posteriormente, na dcada de 60, surge a Sociolingstica. Ressalte-se que, j em 1958, Fischer discutia a correlao de variveis independentes para realizar pesquisas variacionais.

    Em afi rmao feita em 2003, p.73, o lingista Dermeval da Hora afi rma que:

    A variao lingstica agora ainda de interesse exclusivo dos sociolingstas, embora isto esteja rapidamente mudando. Outros campos da lingstica e particularmente da lingstica histrica tm-

  • 7R G L, n. 5, jun. 2007.

    se benefi ciado da aplicao sistemtica da noo de variao, ento, passa a ser vista no como algo aleatrio, mas como subsistemas em competio e heterogeneidade estruturada.

    Os estudos variacionistas, baseados na teoria laboviana, apesar de algumas crti-cas que tm recebido, o que tem permitido apresentar uma descrio mais estruturada da variao. O estudo tem sustentao na regra varivel em oposio categrica, nas variv