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Livros Poeticos

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  • SUMRIO 1 - A POESIA HEBRAICA BBLICA...............................................................................2

    1.1. ESTRUTURA DE UMA POESIA HEBRAICA ........................................................................2 1.2. PARALELISMOS ..........................................................................................................2 1.3. PROCEDIMENTOS PARA INTERPRETAR OS SALMOS...........................................................3 1.4. FIGURAS DE LINGUAGEM ............................................................................................3 1.5. FIGURAS SIMPLES......................................................................................................3 1.6. FIGURAS COMPOSTAS.................................................................................................4

    2 - J.........................................................................................................................4 2.1. CONTEDO DO LIVRO .................................................................................................6 2.2. IMPORTNCIA DO LIVRO DE J PARA OS NOSSOS DIAS....................................................9 2.3. COMPARANDO J COM OUTROS LIVROS DA BBLIA .......................................................10

    3 - SALMOS..............................................................................................................11 3.1. MAIS DO QUE APENAS BELA POESIA ...........................................................................14 3.2. DESTAQUES DOS SALMOS .........................................................................................16 3.3. EXPRESSES DE AGRADECIMENTO E DE LOUVOR A DEUS .............................................16 3.4. PETIES DE MISERICRDIA E AJUDA DIRIGIDAS A DEUS .............................................16 3.5. PROFECIAS CUMPRIDAS NO MESSIAS ..........................................................................16 3.6. DOUTRINAS BBLICAS QUE CONSTAM NO LIVRO DOS SALMOS.........................................17 3.7. CONSELHO INSPIRADO PARA NOS AJUDAR A OBTER A APROVAO DE DEUS ....................17

    4 - PROVRBIOS ......................................................................................................17 4.1. O REINADO DE SALOMO ERA UMA POCA PROPCIA PARA DEUS GUIAR SEU POVO ..........18 4.2. O LIVRO NO DIZ QUE SALOMO ESCREVEU OS PROVRBIOS.........................................18 4.3. QUANDO SE ESCREVEU E COMPILOU O LIVRO DE PROVRBIOS?.....................................18 4.4. CONTEDO DO LIVRO ...............................................................................................19 4.5. IMPORTNCIA DO LIVRO DE PROVRBIOS PARA OS NOSSOS DIAS....................................21

    5 - ECLESIASTES .....................................................................................................24 5.1. CONTEDO DO LIVRO ...............................................................................................25 5.2. IMPORTNCIA DO LIVRO DE ECLESIASTES PARA OS NOSSOS DIAS ...................................26

    6 - CANTARES DE SALOMO....................................................................................27 6.1. CONTEDO DO LIVRO ...............................................................................................28 6.2. IMPORTNCIA DO LIVRO DE CANTARES DE SALOMO PARA OS NOSSOS DIAS ....................29

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    1 - A POESIA HEBRAICA BBLICA Tem-se que se um tero do Antigo Testamento composto de Narrativas, outro tero

    composto por Poesia. A poesia consta em sua maioria nos livros conhecidos com Poticos(J, Salmos, Provrbios[Sabedoria], Eclesiastes, Cantares). Somente sete livros do Antigo Testamento no contm qualquer poesia: Levtico, Rute, Esdras, Neemias, ster, Ageu e Malaquias. Portanto se faz necessrio compreender este gnero literrio to rico no AT.

    1.1. Estrutura de Uma Poesia Hebraica

    A poesia hebraica cheia do uso de linguagem figura, com abundncia de smiles e metforas. A Poesia Hebraica no se preocupa com a rima ou a mtrica, pois o ritmo se manifesta nas idias e acha sua expresso ma formulao de frases paralelas. por isso que Cssio pode dizer que a essncia da poesia na Bblia encontra-se na densidade ou no uso intenso de conotaes, de comparaes e de metforas, mais do que em caractersticas formais(rima, mtrica, etc). Deve-se notar, ento, que o principal recurso ou estrutura de uma poesia hebraica o Paralelismo.

    1.2. Paralelismos

    Entre os recursos literrios da poesia hebraica o Paralelismo considerado por muitos como a caracterstica principal. Segundo Robert Lowth, considerado maior autoridade em poesia do Antigo Testamento, correspondncia de um verso ou linha com outro, chamo de paralelismo. Quando uma proposio emitida, e uma segunda juntada a ela, ou feita com base nela, equivalente ou contrastante com ela em sentido ou semelhante a ela na forma de construo gramatical, a estas chamo de linhas paralelas; e s palavras ou expresses que respondem uma outra nas linhas correspondentes, termos paralelos. Como isso classificou-se os Paralelismo nos seguintes tipos:

    A. Sinonmico. A segunda linha repete a idia da primeira linha sem fazer qualquer adio ou subtrao significativa. Exemplo: Salmo 103.10 e ISm 2.6:

    No agiu conosco conforme os nossos pecados / e no nos retribuiu conformenossas iniqidades (Sl 103.3).

    O Senhor mata e d a vida / faz descer ao Sheol e dele faz subir (1 Sm 2.6).

    B. Antittico. A segunda linha da poesia contrasta ou nega o pensamento e o sentido da primeira linha. Exemplo: Prov. 10. 1:

    O filho sbio alegra a seu pai / mas o filho tolo a tristeza de sua me

    C. Sinttico. Este no tem sido considerado um paralelismo real, pois, embora os significados se sigam, o equilbrio de pensamento se perde6. Lowth enfatiza apenas a progressividade de pensamento. Um exemplo dado por Lowth foi o Salmo 148. 7

    D. Emblemtico. A forma de pensamento expressa de forma figura e depois literal ou vice-versa. Exemplo deste o Sl 42.1; 1.4:

    Como a corsa anseia pelas correntes de guas [literal] / assim minha alma anseiapor ti, Deus [figurado ou abstrato]

    E. Quiasmo. outra forma de paralelismo onde os temas so apresentados de forma invertidas, mas o pensamento pode ser sinonmicos ou no. Exemplo o Sl 107.16:

    Pois, ele quebrou as portas de bronze / e os trancas de ferro despedaou.

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    1.3. Procedimentos para Interpretar os Salmos

    Note de que tipo o Salmo (Louvor, Splica, Lamentao, etc). Por exemplo, oSalmo 103 um salmo de gratido, sendo assim, as bnos mencionadas (perdo,santidade, bens, etc) adquirem a plenitude de seus significados.

    Veja se h conexo histrica, pois as circunstncias certamente ajudaro acompreender melhor o Salmo;

    Observe o estado psicolgico do autor, pois em muitas poesias o autor estavaabatido, temeroso, esperanoso, suplicante, etc. neste sentido que Calvino chamao saltrio de anatomia de todas as partes da alma.

    Busque o Sitz im Leben (vivencial ou teolgico) do Salmo. A teologia do tempo doSalmo indicativo para esclarecer o texto.

    Os Salmos imprecatrios devem ser interpretados dentro de sua natureza econtexto teolgico. O pedido de destruio dos inimigos equivalia pedir a justia deDeus sobre eles.

    1.4. Figuras de Linguagem

    O Estudo das Figuras de Linguagem diz respeito a parte da gramtica conhecida com Estilstica. Na Hermenutica recai na Anlise Lingstica. Temos uma Figura de Linguagem quando uma palavra expressa uma idia diferente de seu sentido literal. Desta forma as Figuras de Linguagem so, tambm, uma forma de expressar os pensamentos. um fenmeno lingstico que deve ser levando em conta na Exegese, pois, do contrrio pode-se cometer equvocos e at heresias em no distinguir quando o autor desejou expressar um sentido literal ou metafrico. Estudar as Figuras de Linguagem na literatura bblica algo interessante e bastante proveitoso, verificando as expresses artsticas de cada autor, o que demonstra que na Inspirao Deus preservou a personalidade de cada escritor. Consideremos agora as figuras de linguagem mais usuais classificadas em dois grupos: Figuras Simples e Compostas.

    1.5. Figuras Simples

    Figuras de Comparao A. Smile. a figura mais simples e consiste em uma comparao formal, geralmente

    precedida, no hebraico pela partcula K.(como), entre duas coisas ou aes, entre duas coisas ou aes, mantendo-as distintas. Exemplos:

    Ento ele ser como uma rvore plantada junto as correntes de guas Sl 1. 3.

    A comparao que os que meditam na Lei do Senhor esto seguro, protegido e fortes, da maneira como uma rvore que est plantada onde existe gua. Ambos, o homem e a rvore, so beneficiados e produzem frutos.

    No , pois, a minha palavra como fogo, dito de Yahweh, e como martelo que esmia a penha Jr 23. 29.

    B. Metfora. outra figura de comparao, mas que no se expressa formalmente onde a idia de um objeto transmitida para outro sem que se diga que so semelhantes. Bullinger diz que na Metfora no h aviso prvio na transferncia de significados entre os elementos. Por exemplo, Is 40. 6 diz que toda carne erva.

    Ainda sobre a Figura de Comparao temos as Parbolas (Is 5.17) e as Alegorias (Sl 80.816).

    Figuras de Dico A. Pleonasmo. Consiste na redundncia de expresso com o objetivo de enfatizar o

    argumento ou dar vivacidade a linguagem. Por exemplo, em Gn 40. 23 o pleonasmo se pela

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    repetio de dele se esqueceu. Em Gn 9. 5 a repetio do substantivo mo enfatiza que Deus requereria o sangue de quem derramasse o sangue do homem (vv. 5, 6).

    B. Hiprbole. Consiste em um exagero consciente ou um tipo de exagero para aumentar o efeito do que se disse. Por exemplo, diz o salmista cansei em meus gemidos; fao nadar todas as noite a minha cama, em lgrimas a fao alagar (Sl 6.6). S um leitor desatento no perceber o exagero do escritor.

    Figuras de Relao A. Sindoque. Consiste na substituio de todo pela parte onde existem associaes

    de idias. Em Gn 3.19 temos esta figura, pois, diz o texto: no suor de teu rosto comers o teu po. Temos rosto por todo corpo e po por alimento.

    B. Metonmia. a substituio de um nome por outro em que o primeiro guarda alguma relao com o segundo. Por exemplo, diz ISm 7. 16 que a casa de Davi e o seu trono durariam para sempre. Ser que uma construo fsica e um trono fsico? certo que no, pois, neste caso, casa substitudo por dinastia e trono por reinado.

    Figuras de Contraste A. Ironia. Quando um escritor utiliza palavras para transmitir o oposto de seu sentido

    literal. Por exemplo, em IIRs 18 temos o que, talvez, seja a mais perfeita ironia. Elias dizia aos profetas de Baal: Clamai em altas vozes, porque ele um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertar (v. 27). bvio que Baal no era deus. Outro exemplo a palavra de Deus a J, no captulo 38. Ao fazer uma srie de perguntas a J (vv. 420) Deus pede que J responda, pois, como diz o Senhor, De certo tu o sabes, porque j ento eras nascido, e por ser grande o nmero dos teus dias! (v. 21).

    B. Eufemismo. a substituio de uma forma mais rspida ou indelicada, por uma mais branda e agradvel. Por exemplo em Gn 15. 15 diz de Abro que tu irs a teus pais para dizer morrers; outro exemplo quando Davi perguntou a Cusi: Vai bem com o jovem, com Absalo? a resposta de Cusi foi: Sejam como aquele jovem os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para mal (IISm 18. 32). Observe o eufemismo de Cusi. Cusi disse que a todos os inimigos de Davi acontea o mesmo que aconteceu com Absalo, ou seja, sejam mortos.

    1.6. Figuras Compostas

    A. Alegoria. uma sucesso de Metforas onde h uma pluralidade de pontos de comparao. No AT as mais importantes esto nos Sl 80; Pv. 5. 15 18.

    B. Fbulas. Aqui seres inanimados atuam e falam como se fossem pessoas. Por exemplo, a excelente alegoria em Jz 9. 7 15 e IIRs 19. 4. Ser demonstrado pelo prprio texto se uma Fbula.

    C. Enigma. O sentido est encoberto artificialmente com o propsito de intrigar e despertar o desejo de descobrir o que se quer dizer e demonstrar, assim, a destreza do investigador. Alguns enigmas encontram-se em Jz 14. 14, 18; Is 21. 11, 12; Dn 5. 25 -28.

    Sem dvidas que estudar as Figuras de Linguagem ser de grande ajuda na interpretao das Escrituras, por sua beleza e esclarecimento do pensamento do autor, evitando cometer interpretaes fantasiosas como fazem as seitas.

    2 - J Escritor: Desconhecido

    Data: cerca de 2000 a.C. (?)

    Tema: Por que sofre o justo?

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    Um dos mais antigos livros das Escrituras inspiradas! Um livro tido na mais alta estima e muitas vezes citado, todavia muito pouco entendido pela humanidade. Por que foi escrito este livro, e de que valor para ns hoje? A resposta indicada no significado do nome de J: Objeto de Hostilidade Sim, este livro trata de duas importantes perguntas: Por que sofrem os inocentes? Por que permite Deus a iniqidade na terra? Temos o registro do sofrimento de J e de sua grande perseverana para considerarmos ao responder a essas perguntas. Tudo foi registrado por escrito, precisamente como J pediu (19:23, 24).

    J se tornou sinnimo de pacincia e perseverana. Mas, ser que existiu mesmo uma pessoa chamada J? Apesar de todos os esforos do Diabo de remover este excelente exemplo de integridade das pginas da histria, a resposta clara. J foi personagem real! Deus o menciona junto com Suas testemunhas No e Daniel, cuja existncia foi aceita por Jesus Cristo (Ez 14:14, 20; compare com Mt 24:15, 37.). A antiga nao hebria encarava a J como pessoa real. O escritor cristo Tiago menciona o exemplo de perseverana de J (Tg 5:11) Somente um exemplo da vida real, e no um fictcio, teria peso para convencer os adoradores de Deus de que possvel manter a integridade sob todas as circunstncias. Ademais, a intensidade e o sentimento dos discursos registrados em J testificam a realidade da situao.

    A autenticidade e a inspirao do livro de J so tambm provadas por os antigos hebreus sempre o terem includo em seu cnon da Bblia, um fato notvel visto que o prprio J no era israelita. Alm das referncias feitas por Ezequiel e por Tiago, o livro citado pelo apstolo Paulo (J 5:13; I Co 3:19). Prova poderosa da inspirao do livro sua surpreendente harmonia com os fatos provados das cincias. Como se poderia saber que Deus suspende a terra sobre o nada, quando os antigos tinham os conceitos mais fantsticos sobre como a terra era sustentada? (J 26:7) Um conceito que se tinha na antigidade era que a terra se apoiava em elefantes que estavam em p sobre uma grande tartaruga-marinha. Por que no reflete o livro de J tal tolice? Obviamente porque Deus, o Criador, forneceu a verdade mediante inspirao. As muitas outras descries da terra e suas maravilhas, bem como dos animais selvagens e das aves nos seus habitats, so to exatas que s mesmo o Senhor Deus poderia ser o Autor e Inspirador do livro de J

    J morava em Uz, localizada, segundo alguns gegrafos, no Norte da Arbia, perto da terra ocupada pelos edomitas, e a leste da terra prometida descendncia de Abrao. Os sabeus ficavam ao sul, os caldeus, ao leste (1:1, 3, 15, 17). A poca da provao de J foi muito depois dos dias de Abrao. Foi num tempo em que no havia ningum igual a [J] na terra, homem inculpe e reto (1:8). Este parece ser o perodo transcorrido entre a morte de Jos, um homem de notvel f, e o tempo em que Moiss iniciou seu proceder de integridade. J se distinguia na adorao pura durante este perodo em que Israel estava contaminado com a adorao demonaca do Egito. Ademais, as prticas mencionadas no primeiro captulo de J, e aceitar Deus a J como verdadeiro adorador, indicam os tempos patriarcais (1:8; 42:16, 17).

    O vigoroso estilo autntico da poesia hebraica, empregado no livro de J, torna evidente que era composio original em hebraico. No poderia ter sido traduo de outro idioma como o rabe. Tambm, os trechos em prosa tm mais forte semelhana com o Pentateuco do que com quaisquer outros escritos da Bblia. O escritor deve ter sido israelita, porque os judeus foram incumbidos das proclamaes sagradas de Deus (Rm 3:1, 2).

    De acordo com The New Encyclopdia Britannica (A Nova Enciclopdia Britnica), o livro de J muitas vezes contado entre as obras-primas da literatura mundial. Entretanto, o livro muito mais do que uma obra-prima literria. J se destaca entre os livros da Bblia em exaltar o poder, a justia, a sabedoria e o amor de Deus. Revela com a mxima clareza a questo primria colocada diante do universo. Esclarece muito do que dito em outros livros da Bblia, especialmente Gnesis, xodo, Eclesiastes, Lucas, Romanos e Apocalipse (compare J 1:6-12; 2:1-7 com Gn 3:15; Ex 9:16; Lc 22:31,32; Rm 9:16-19 e Ap 12:9; tambm J 1:21; 24:15; 21:23-26; 28:28 com Ec 5:15; 8:11; 9:2, 3; 12:13, respectivamente). Fornece as respostas a muitas perguntas da vida. seguramente parte integrante da inspirada Palavra de Deus, qual contribui muito no sentido de entendimento proveitoso.

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    2.1. Contedo do Livro

    A. Prlogo do livro de J (1:1-5). Este nos apresenta J, homem inculpe e reto, que teme a Deus e desvia-se do mal. J feliz, tendo sete filhos e trs filhas. um proprietrio de terras rico em sentido material, possuindo numerosos rebanhos e manadas. Tem muitos servos e o maior de todos os orientais (1:1, 3). Todavia, no materialista, pois no se fia em seus bens materiais. tambm rico em sentido espiritual, rico em boas obras, sempre disposto a ajudar algum aflito ou angustiado, ou a dar uma vestimenta a algum necessitado (29:12-16; 31:19, 20). Todos o respeitam. J adora o verdadeiro Deus. Recusa-se a prostrar-se diante do sol, da lua e das estrelas, como fazem as naes pags, mas fiel a Deus, mantendo a integridade a seu Deus e desfrutando uma relao ntima com Ele (29:7, 21-25; 31:26, 27; 29:4). J serve qual sacerdote para sua famlia, oferecendo regularmente sacrifcios queimados, para o caso de terem pecado.

    B. O diabo desafia a Deus (1:62:13). Abre-se de modo maravilhoso a cortina da invisibilidade, de modo que podemos visualizar coisas celestiais. Deus visto presidindo uma assemblia dos filhos de Deus. o diabo tambm comparece. Deus traz ateno seu fiel servo J, mas o diabo desafia a integridade de J, acusando J de servir a Deus por causa dos benefcios materiais recebidos. Se Deus permitir que o diabo lhe tire tais coisas, J se desviar da sua integridade. Deus aceita o desafio, com a restrio de que o diabo no toque no prprio J

    Muitas calamidades comeam a sobrevir ao insuspeitoso J ataques-surpresa dos sabeus e dos caldeus levam suas grandes riquezas. Uma tempestade mata seus filhos e suas filhas. Esta prova severa fracassa em fazer com que J amaldioe a Deus ou se desvie dele. Em vez disso, ele diz: Continue a ser abenoado o nome do Senhor (1:21). o diabo, derrotado e provado mentiroso nesta questo, comparece outra vez perante Deus e acusa: Pele por pele, e tudo o que o homem tem dar pela sua alma (2:4). o diabo afirma que, se lhe fosse permitido tocar no corpo de J, poderia fazer com que J amaldioasse a Deus na sua face. Com a permisso de fazer tudo menos tirar a vida de J, o diabo fere J com uma terrvel doena. Sua carne fica revestida de gusanos e de p incrustado, e seu corpo e seu hlito tornam-se fedorentos para sua esposa e seus parentes (7:5; 19:13-20). Como indcio de que J no violou sua integridade, a esposa insta com ele: Ainda te aferras tua integridade? Amaldioa a Deus e morre! J a censura e no peca com os seus lbios (2:9, 10).

    O diabo suscita ento trs companheiros, que vm consolar2:11 a J So Elifaz, Bildade e Zofar. De longe, no reconhecem a J, mas ento passam a erguer a voz e a chorar e a lanar p sobre a cabea. A seguir, sentam-se diante dele em terra sem falar uma palavra sequer. Aps sete dias e sete noites de tal consolo silencioso, J finalmente rompe o silncio ao iniciar um longo debate com seus pretensos consoladores. 2:11.

    C. O debate: primeira fase (3:114:22). Deste ponto em diante, o drama se desenrola em sublime poesia hebraica. J amaldioa o dia do seu nascimento e se pergunta por que Deus permite que ele continue vivendo.

    Em resposta, Elifaz acusa J de falta de integridade. Os retos nunca pereceram, afirma. Lembra uma viso noturna em que uma voz lhe disse que Deus no tem f nos seus servos, especialmente nos que so de mero barro, o p da terra. Indica que o sofrimento de J uma disciplina da parte do Deus Todo-Poderoso.

    J replica vigorosamente a Elifaz. Lamenta-se como qualquer criatura perseguida e angustiada se lamentaria. A morte seria um alvio. Censura seus companheiros por tramarem contra ele e protesta: Instru-me, e eu, da minha parte, ficarei calado; e fazei-me entender que engano cometi. (6:24) J contende pela sua prpria justia perante Deus, o Observador da humanidade (7:20).

    Bildade externa ento seu argumento, dando a entender que os filhos de J pecaram e que o prprio J no reto, do contrrio seria ouvido por Deus. Instrui J a olhar para as geraes anteriores e para as coisas esquadrinhadas (8:8) por seus antepassados como orientao.

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    J replica, sustentando que Deus no injusto. Tampouco precisa Deus prestar contas ao homem, pois Ele est fazendo grandes coisas inescrutveis, e inmeras coisas maravilhosas (9:10). J no pode ganhar de Deus como seu adversrio em juzo. Pode apenas implorar o favor de Deus. No obstante, h algum proveito em procurar fazer o que correto? Ao inculpe, tambm ao inquo, ele leva ao seu fim (9:22). No h julgamento justo na terra. J teme perder a causa mesmo com Deus. Necessita de um mediador. Pergunta por que est sendo julgado e implora a Deus que se lembre de que ele feito de barro (10:9). Aprecia as benevolncias que Deus lhe demonstrou no passado, mas diz que Deus s ficar mais agastado se ele argumentar, embora esteja certo. Se to-somente pudesse expirar!

    Zofar entra ento no debate. Na realidade, ele diz: Somos por acaso crianas para ouvir conversa v? Voc afirma ser realmente puro, mas se Deus to-somente falasse, revelaria a sua culpa. Pergunta a J: Acaso podes descobrir as coisas profundas de Deus? (11:7) Aconselha J a largar as prticas nocivas, pois adviro bnos aos que assim fizerem, ao passo que falharo os prprios olhos dos inquos (11:20).

    J clama com forte sarcasmo: De fato, vs sois o povo, e a sabedoria morrer convosco! (12:2). Ele pode ser objeto de riso, mas no inferior. Se seus companheiros olhassem para as criaes de Deus, at mesmo elas lhes ensinariam algo. Fora e sabedoria prtica pertencem a Deus, que controla todas as coisas, at fazendo as naes tornar-se grandes, para as destruir (12:23). J se deleita em argumentar sua causa com Deus, mas, quanto aos seus trs consoladores - vs sois homens que besuntam com falsidade; todos vs sois mdicos sem valor algum (13:4). Seria sbio da parte deles manter-se calados! Expressa confiana na retido de sua causa e invoca a Deus para que o oua. Passa idia de que o homem, nascido de mulher, de vida curta e est empanturrado de agitao (14:1). O homem passa logo, como a flor ou a sombra. No se pode produzir algum puro de algum impuro. Ao orar para que Deus o esconda em secreto no SHeol at que Sua ira se recue, J pergunta: Morrendo o varo vigoroso, pode ele viver novamente? Em resposta, expressa forte esperana: Esperarei at vir a minha substituio (14:13, 14).

    D. O debate: segunda fase (15:121:34). Ao iniciar o segundo debate, Elifaz zomba do conhecimento de J, dizendo que este encheu seu ventre com o vento oriental (15:2). Novamente, desacredita a afirmao de J de ser ntegro, sustentando que nem o homem mortal, nem os santos nos cus podem reter f aos olhos de Deus. Acusa indiretamente a J de procurar mostrar-se superior a Deus e de praticar apostasia, suborno e engano.

    J retruca que seus companheiros so consoladores funestos, com palavras ventosas (16:2, 3). Se estivessem no seu lugar, ele no os insultaria. Deseja muito ser justificado, e olha para Deus, que tem seu registro e decidir sua causa. J no encontra sabedoria nos seus companheiros. Tiram-lhe toda a esperana. O consolo deles como dizer que a noite dia. A nica esperana descer ao Sheol (17:15, 16).

    A discusso fica acalorada. Bildade est agora ressentido, pois acha que J comparou seus amigos a animais sem entendimento. Pergunta a J: Ser abandonada a terra por tua causa? (18:4). Adverte que J cair num terrvel lao, como exemplo para outros. J no ter descendncia que viva aps ele.

    J responde: At quando ficareis irritando a minha alma e esmigalhando-me com palavras? (19:2). Perdeu a famlia e os amigos, a esposa e os de sua casa se afastaram dele, e ele prprio escapou s com a pele dos seus dentes (19:20). Confia no aparecimento de um redentor para resolver a questo em seu favor, para que finalmente observe a Deus (19:25, 26).

    Zofar, igual a Bildade, fica ressentido por ter de ouvir a exortao insultante de J (20:3). Repete que os pecados de J lhe trouxeram retribuio. Os inquos sempre recebem o castigo de Deus, e no tm descanso, diz Zofar, mesmo enquanto gozam de prosperidade.

    J replica com um argumento fulminante: Se Deus sempre castiga assim os inquos, por que que os inquos continuam vivendo, envelhecem, e se tornam superiores em riquezas? Passam seus dias desfrutando a vida. Quantas vezes lhes sobrevm a calamidade? Mostra que o rico e o pobre morrem da mesma forma. De fato, o inquo com

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    freqncia morre despreocupado e tranqilo, ao passo que o justo talvez morra com alma amargurada (21:23, 25).

    E. O debate: terceira fase (22:125:6). Elifaz volta a atacar ferozmente, zombando da afirmao de J de ser inculpe diante do Todo-Poderoso. Levanta calnia mentirosa contra J, declarando que este mau, explorou os pobres, negou po ao faminto e maltratou vivas e rfos de pai. Elifaz diz que a vida particular de J no to pura como afirma e que isso explica a situao calamitosa de J Mas, se retornares ao Todo-Poderoso, entoa Elifaz, ele te ouvir (22:23, 27).

    J, em resposta, refuta a ultrajante acusao de Elifaz dizendo que deseja uma audincia perante Deus, o qual est ciente do seu proceder justo. H aqueles que oprimem os rfos de pai, as vivas e os pobres, e que cometem homicdio, roubo e adultrio. Talvez paream prosperar por algum tempo, mas recebero sua recompensa. Sero reduzidos a nada. Por conseguinte, quem me far de mentiroso?, desafia J (24:25).

    Bildade redargi brevemente a isto, sustentando seu argumento de que nenhum homem pode ser puro perante Deus. Zofar deixa de participar nesta terceira fase. No tem nada a dizer.

    F. O argumento concludente de J (26:1 31:40). Numa dissertao final, J silencia completamente seus companheiros (32:12, 15, 16). Com grande sarcasmo, diz: Oh! de quanta ajuda foste quele que no tem poder! (...) Quanto aconselhaste aquele que no tem sabedoria! (26:2, 3). Nada, porm, nem mesmo o Sheol, pode encobrir algo da vista de Deus. J descreve a sabedoria de Deus no espao sideral, na terra, nas nuvens, no mar e no vento os quais o homem tem visto. Estes so apenas as beiradas dos caminhos do Todo-Poderoso. Mal chegam a ser um sussurro da grandeza do Todo-Poderoso.

    Convencido de sua inocncia, declara: At eu expirar no removerei de mim a minha integridade! (27:5). No, J no fez nada para merecer o que lhe sobreveio. Contrrio s acusaes deles, Deus recompensar a integridade, cuidando de que as coisas armazenadas pelos inquos na sua prosperidade sejam herdadas pelos justos.

    O homem sabe donde vm os tesouros da terra (prata, ouro, cobre), mas a prpria sabedoria donde vem? (28:20) Ele a tem procurado entre os viventes; vasculhou o mar; no pode ser comprada com ouro ou prata. Deus aquele que entende a sabedoria. Ele enxerga at as extremidades da terra e dos cus, proporciona o vento e as guas, e controla a chuva e a nuvem de temporal. J conclui: Eis o temor do Senhor Deus isso sabedoria, e desviar-se do mal compreenso (28:28).

    O angustiado J apresenta, a seguir, a histria de sua vida. Deseja ser restabelecido sua anterior posio achegada com Deus, quando era respeitado at mesmo pelos lderes da cidade. Socorria os afligidos e servia de olhos para os cegos. Seu conselho era bom, e as pessoas esperavam suas palavras. Mas, agora, em vez de ter uma posio honrosa, escarnecido at mesmo pelos mais jovens, cujos pais nem eram dignos de estar com os ces do seu rebanho. Cospem nele e se lhe opem. Agora, na sua maior aflio, no lhe do descanso.

    J descreve a si mesmo como homem dedicado, e pede para ser julgado por Deus. Ele me pesar em balana exata, e Deus chegar a saber a minha integridade (31:6). J defende suas aes no passado. No foi adltero, nem tramou contra outros. No negligenciou a ajuda aos necessitados. Embora fosse rico, no confiava nas riquezas materiais. No adorou o sol, a lua e as estrelas, pois isto tambm seria um erro a receber a ateno dos magistrados, pois eu teria renegado o verdadeiro Deus de cima (31:28). J convida seu adversrio em juzo a levantar acusaes contra o registro verdico da sua vida.

    G. Eli fala (32:137:24). Nesse nterim, Eli, descendente de Buz, filho de Naor, e, por conseguinte, parente distante de Abrao, estava escutando o debate. Esperou porque achava que os de mais idade teriam maior conhecimento. Entretanto, no a idade, mas o Esprito de Deus que d entendimento. A ira de Eli se acende contra J, por este declarar justa a sua prpria alma em vez de a Deus, mas fica ainda mais irado com os trs companheiros de J, por sua deplorvel falta de sabedoria ao pronunciarem Deus inquo. Eli fica cheio de palavras, e o Esprito de Deus o compele a dar vazo a elas, mas sem parcialidade e sem dar ttulos ao homem terreno (J 32:2, 3, 18-22; Gn 22:20, 21).

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    Eli fala com sinceridade, reconhecendo a Deus como seu Criador. Salienta que J tem estado mais preocupado com sua prpria vindicao do que com a de Deus. No era necessrio Deus responder a todas as palavras de J, como se precisasse justificar suas aes, no obstante, J havia contendido com Deus. Entretanto, ao passo que a alma de J se aproxima da morte, Deus o favorece com um mensageiro, dizendo: Isenta-o de descer cova! Achei um resgate! Torne-se a sua carne mais fresca do que na infncia; volte ele aos dias do seu vigor juvenil (33:24, 25). Os justos sero restabelecidos!

    Eli convoca os sbios a ouvir. Censura a J por dizer que no h proveito em manter a integridade: Longe est do verdadeiro Deus agir iniquamente, e do Todo-Poderoso agir injustamente! Pois segundo a atuao do homem terreno que ele o recompensar (34:10, 11). Ele pode remover o flego de vida, e toda carne expirar. Deus julga sem parcialidade. J tem destacado demais sua prpria justia. Tem sido precipitado, no deliberadamente, mas sem conhecimento; e Deus tem sido longnime com ele (34:35). H mais coisas que precisam ser ditas para a vindicao de Deus. Deus no tirar seus olhos dos justos, mas os repreender. No preservar vivo a algum inquo, mas dar o julgamento dos atribulados (36:6). Visto que Deus o Instrutor supremo, J devia magnificar Sua atividade.

    Numa atmosfera de inspirar temor, de uma tempestade em formao, Eli fala das grandes coisas feitas por Deus e de Seu controle sobre as foras naturais. A J ele diz: Fica parado e mostra-te atento s obras maravilhosas de Deus (37:14). Considere o esplendor dourado de Deus e a dignidade dele, que inspira temor, muito alm do escrutnio humano. Ele sublime em poder, e no depreciar o juzo e a abundncia da justia. Sim, Deus considerar aqueles que o temem, no os que so sbios no seu prprio corao (37:23, 24).

    H. Deus responde a J (38:142:6). J havia pedido que Deus falasse com ele. Agora Deus responde majestosamente de dentro do vendaval. Prope a J uma srie de perguntas que so em si mesmas uma lio objetiva da pequenez do homem e da grandeza de Deus. Onde vieste a estar quando fundei a terra? (...) Quem lanou a sua pedra angular, quando as estrelas da manh juntas gritavam de jbilo e todos os filhos de Deus comearam a bradar em aplauso? (38:4, 6, 7). Isso foi muito antes do tempo de J! Suscitam-se perguntas, uma aps a outra, e J no consegue responder a elas, ao passo que Deus aponta para o mar da terra, sua vestimenta de nuvens, a alva, os portes da morte, e a luz e a escurido. Acaso o sabes por que nasceste naquele tempo, e porque os teus dias so muitos em nmero? (38:21). E que dizer dos depsitos de neve e de saraiva, o temporal e a chuva e as gotas de orvalho, o gelo e a geada, as poderosas constelaes celestes, os relmpagos e as camadas de nuvens, os animais e as aves?

    J admite humildemente: Eis que me tornei de pouca importncia. Que te replicarei? Pus a minha mo sobre a boca (40:4). Deus ordena J a enfrentar a questo. Prope mais uma srie de perguntas desafiadoras que exaltam Sua dignidade, superioridade e fora, conforme evidenciadas em suas criaes naturais. At mesmo o beemote e o leviat so muito mais poderosos do que J! Completamente humilhado, J admite que seu ponto de vista fosse errado, e que falou sem conhecimento. Vendo agora a Deus, no por ouvir falar dele, mas com entendimento, retrata-se e arrepende-se em p e cinzas (42:6).

    I. O julgamento e a bno de Deus (42:7-17). A seguir, Deus acusa Elifaz e seus dois companheiros de no terem falado coisas verdicas sobre Ele. Precisam providenciar sacrifcios e preciso que J ore por eles. Depois disso, Deus reverte a condio cativa de J, abenoando-o com o dobro do que tinha. Seus irmos, suas irms e seus anteriores amigos retornam a ele com presentes, e ele abenoado com o dobro do que possua antes em matria de ovelhas, camelos, gado e jumentas. Tem novamente dez filhos, sendo suas trs filhas as mais belas mulheres de todo o pas. Sua vida milagrosamente prolongada em 140 anos, de modo que chega a ver quatro geraes da sua descendncia. Morre velho e saciado de dias (42:17).

    2.2. Importncia do Livro de J Para os Nossos Dias

    O livro de J exalta a Deus e testifica Sua sabedoria e poder insondveis (12:12, 13; 37:23). S neste livro, Deus chamado de Todo-Poderoso 31 vezes, o que mais do que em

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    todo o restante das Escrituras. O relato exalta a Sua eternidade e posio enaltecida (10:5; 36:4, 22, 26; 40:2; 42:2), bem como sua justia, benevolncia e misericrdia (36:5-7; 10:12; 42:12). Salienta a vindicao de Deus acima da salvao do homem (33:12; 34:10, 12; 35:2; 36:24; 40:8). O Senhor, Deus de Israel, indicado como sendo tambm o Deus de J

    O registro de J magnfica e explica a obra criativa de Deus (38:439:30; 40:15, 19; 41:1; 35:10). Harmoniza-se com a declarao de Gnesis, de que o homem feito do p e ao p retorna (J 10:8, 9; Gn 2:7; 3:19). Emprega os termos redentor, resgate e viver novamente, fornecendo assim um vislumbre de destacados ensinamentos das Escrituras Gregas Crists (J 19:25; 33:24; 14:13, 14). Muitas das expresses no livro foram empregadas ou usadas como paralelo pelos profetas e por escritores cristos. Compare por exemplo, J 7:17 com Salmo.8:4; J 9:24 com 1Joo.5:19; J 10:8 com Salmo.119:73; J 12:25 com Deuteronmio.28:29; J 24:23 com Provrbios.15:3; J 26:8 com Provrbios.30:4; J 28:12, 13, 15-19 com Provrbios.3:13-15; J 39:30 com Mateus.24:28.

    As normas justas de vida estabelecidas por Deus so delineadas em muitas passagens. O livro condena fortemente o materialismo (31:24, 25), a idolatria (31:26-28), o adultrio (31:9-12), alegrar-se com a desgraa de outros (31:29), a injustia e a parcialidade (31:13; 32:21), o egosmo (31:16-21), a desonestidade e a mentira (31:5), indicando que quem pratica tais coisas no pode ganhar o favor de Deus e a vida eterna. Eli um excelente exemplo de profundo respeito e modstia, junto com denodo, coragem e exaltao de Deus (32:2, 6, 7, 9, 10, 18-20; 33:6, 33). O prprio exerccio de liderana por parte de J, a considerao que tinha pela famlia, e sua hospitalidade tambm fornecem excelente lio (1:5; 2:9, 10; 31:32). Entretanto, J principalmente lembrado por manter a integridade e perseverar com pacincia, dando um exemplo que provou ser um baluarte fortalecedor da f para os servos de Deus no decorrer das eras, e especialmente nestes tempos que pem prova a nossa f. Ouvistes falar da perseverana de J e vistes o resultado que Deus deu, que Deus mui terno em afeio e misericordioso (Tg 5:11).

    J no fazia parte da semente de Abrao, a quem foram dadas as promessas do Reino, contudo o registro de sua integridade contribui muito para tornar claro o entendimento dos propsitos referentes ao Reino de Deus. O livro parte essencial do registro divino, pois revela a questo fundamental entre Deus e o diabo, que envolve a integridade do homem para com Deus como seu Soberano. Mostra que os anjos, criados antes da terra e do homem, tambm so espectadores e esto muito interessados nesta terra e no desfecho da controvrsia (1:6-12; 2:1-5; 38:6,7) Indica que essa controvrsia j existia antes dos dias de J, e que o diabo uma pessoa espiritual real. Se o livro de J foi escrito por Moiss, trata-se da primeira ocorrncia da expresso hasSatn no texto hebraico da Bblia, fornecendo uma identidade adicional para a serpente original (J 1:6, nota; Ap.12:9). O livro prova tambm que Deus no o causador do sofrimento, das doenas e da morte dos humanos, e explica por que os justos so perseguidos, ao passo que se permite que os inquos e a iniqidade continuem. Mostra que Deus est interessado em levar a questo em litgio sua soluo final.

    Agora o tempo em que todos os que desejam viver sob o governo do Reino de Deus precisam responder ao diabo, o acusador, por manterem a integridade (Ap 12:10, 11). Mesmo enfrentando provaes intrigantes, os que mantm a integridade precisam continuar orando para que o nome de Deus seja santificado, e para que Seu Reino venha e destrua ao diabo e a toda a sua zombeteira prole. Esse ser o dia de peleja e de guerra de Deus, seguido pelo alvio e pelas bnos das quais J esperava compartilhar (I Pd 4:12; Mt 6:9,10; J 38:23; 14:13-15).

    2.3. Comparando J com Outros Livros da Bblia

    Livro de J Ponto de comparao (referncias bblicas) 3:17-19 Os mortos no sabem nada, mas esto como os adormecidos (Ec 9:5,

    10; Jo1:11-14; I Co 15:20).

    10:4 Deus no julga com base no ponto de vista humano (I Sm 16:7).

    10:8-12 O grande cuidado de Deus em criar o homem (Sl 139:13-16).

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    12:23 Deus deixa as naes ficarem poderosas e at mesmo unidas contra ele, para que possa com justia destru-las de um s golpe (Re 17:13, 14, 17).

    14:1-5 Homem nasce em pecado e em servido morte (Sl 51:5; Rm 5:12).

    14:13-15 Ressurreio dos mortos (I Co 15:21-23).

    17:9 O justo no tropea, no importa o que outros faam (Sl 119:165).

    19:25 O propsito de Deus remir (resgatar, livrar) a humanidade fiel (Rm 3:24; I Co 1:30).

    21:23-26 Todos os homens esto sujeitos ao mesmo evento conseqente; todos so iguais na morte (Ec 9:2, 3).

    24:3-12 Aflio causada pelos inquos; cristos so tratados assim (II Co 6:4-10; 11:24-27).

    24:13-17 Os inquos amam a escurido, em vez de a luz; a luz os aterroriza (Jo 3:19).

    26:6 Todas as coisas esto expostas aos olhos de Deus (Hb 4:13).

    27:12 Os que tm vises do seu prprio corao, no de Deus, proferem coisas vs (Jr 23:16).

    27:8-10 O apstata no invocar genuinamente a Deus, nem ser ouvido por Ele (Hb 6:4-6).

    27:16, 17 O justo herdar a riqueza acumulada pelo inquo (Dt 6:10, 11; Pv 13:22).

    Cap. 28 O homem no pode encontrar verdadeira sabedoria do livro da criao divina, mas s de Deus e pelo temor Dele (Ec.12:13; 1Co.2:11-16).

    30:1, 2, 8, 12 Vadios imprestveis, insensatos, so usados para perseguir os servos de Deus (At 17:5).

    32:22 Conferir ttulos antibblicos errado (Mt 23:8-12).

    34:14, 15 A vida de toda a carne est na mo de Deus (Sl 104:29, 30; Is 64:8; At 17:25, 28).

    34:19 Deus no parcial (At 10:34).

    34:24, 25 Deus derruba e estabelece governantes a seu bel-prazer (Dn 2:21; 4:25).

    36:24; 40:8 O importante declarar a justia de Deus (Rm 3:23-26).

    42:2 Para Deus, todas as coisas so possveis (Mt 19:26).

    42:3 A sabedoria de Deus inescrutvel (Is 55:9; Rm 11:33).

    Outras comparaes dignas de nota: J 7:17 e Sl 8:4; J 9:24 e I Jo 5:19; J 10:8 e Sl 119:73; J 26:8 e Pv .30:4; J 28:12, 13, 15-19 e Pv 3:13-15; J 39:30 e Mt 24:28.

    3 - SALMOS Livro que parece consistir em cinco colees de cnticos sagrados: (1) 1-41; - (2) 42-

    72; - (3) 73-89; - (4) 90-106; - (5) 107-150. Cada coleo terminando com uma bno proferida sobre Deus. Segundo o seu lugar no livro, os respectivos salmos, desde tempos antigos, evidentemente eram conhecidos por nmero. Por exemplo, o que agora chamado de segundo salmo tambm era chamado assim no primeiro sculo a.C. (At 13:33).

    A. Estilo. A poesia do livro dos Salmos consiste em idias ou expresses paralelas. Caractersticos so os salmos acrsticos, ou alfabticos (9, 10, 25, 34, 37, 111, 112, 119,

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    145). Nestes salmos, o versculo ou versculos iniciais da primeira estrofe comeam com a letra hebraica lef (lefe), o(s) versculo(s) seguinte(s) com behth (bete), e assim por diante, passando por todas ou quase todas as letras do alfabeto hebraico. Este arranjo talvez servisse de auxlio para a memria. Sobre a terminologia encontrada no livro dos Salmos,

    B. Cabealhos. Os cabealhos, ou epgrafes, que se encontram no incio de muitos dos salmos identificam o escritor, fornecem matria de fundo, do instrues musicais, ou indicam o uso ou o objetivo do salmo (veja os cabealhos dos captulos 3, 4, 5, 6, 7, 30, 38, 60, 92, 102). Ocasionalmente, os cabealhos fornecem as informaes necessrias para se acharem outros textos que esclarecem determinado salmo (compare Sl 51 com II Sm 11:2-15; 12:1-14.). Visto que outras partes poticas da Bblia muitas vezes so introduzidas de modo similar (Ex 15:1; Dt 31:30; 33:1; Jz 5:1; compare II Sm 22:1 com o cabealho de Sl 18), isto sugere que os cabealhos foram originados quer pelos escritores, quer pelos colecionadores dos salmos. O que d apoio a isso que, j no tempo da escrita dos Rolos do Mar Morto dos Salmos (entre 30 e 50 a.C.), os cabealhos faziam parte do texto principal.

    C. Escritores. Dentre os 150 salmos, os cabealhos atribuem 73 a Davi, 11 aos filhos de Cor (um deles [88] tambm menciona Hem), 12 a Asafe (evidentemente referindo-se famlia de Asafe), um a Moiss, um a Salomo e um a Et, o ezrata. Alm disso, o Salmo 72 referente a Salomo e parece ter sido escrito por Davi (veja 72:20). base de Atos 4:25 e Hebreus 4:7, evidente que os Salmos 2 e 95 foram escritos por Davi. Os Salmos 10, 43, 71 e 91 parecem ser continuaes dos Salmos 9, 42, 70 e 90 respectivamente. Portanto, os Salmos 10 e 71 podem ser atribudos a Davi, o Salmo 43, aos filhos de Cor, e o Salmo 91, a Moiss. H indcios de que o Salmo 119 talvez fosse escrito pelo jovem prncipe Ezequias (note 119:9, 10, 23, 46, 99, 100). Isto deixa mais de 40 salmos sem meno ou indicao dum compositor especfico.

    Os salmos individuais foram escritos durante um perodo de cerca de 1.000 anos, desde o tempo de Moiss at depois do retorno do exlio babilnico (90; 126:1, 2; 137:1, 8).

    D. Compilao. Visto que Davi comps muito deles e organizou os msicos levitas em 24 grupos de servio, razovel concluir que ele tenha comeado uma coleo desses cnticos a serem usados no santurio (II Sm 23:1; I Cr 25:1-31; II Cr 29:25-30). Depois disso, devem ter sido feitas outras colees, conforme se pode deduzir das repeties encontradas no livro (compare 14 com 53; 40:13-17 com 70; 57:7-11 com 108:1-5). Diversos peritos acreditam que Esdras foi responsvel pelo arranjo do livro dos Salmos na forma final.

    H evidncia de que o contedo do livro dos Salmos j estava estabelecido bem cedo. A ordem e o contedo do livro na Septuaginta grega concordam basicamente com o texto hebraico. Portanto, razovel que o livro dos Salmos j estivesse completo no terceiro sculo a.C., quando se iniciou o trabalho nesta traduo grega. Um fragmento do texto hebraico,em uso no terceiro quarto do primeiro sculo a.C., que contm o Salmo 150:1-6, logo seguido por uma coluna em branco. Isto parece indicar que este antigo manuscrito hebraico terminava o livro dos Salmos neste ponto, e assim tambm corresponde ao texto massortico.

    E. Preservao Exata do Texto. O Rolo do Mar Morto dos Salmos oferece evidncia da preservao exata do texto hebraico. Embora seja uns 900 anos mais antigo do que o geralmente aceito texto massortico, o contedo deste rolo (41 salmos cannicos, inteiros ou em parte) corresponde basicamente ao texto em que se baseia a maioria das tradues. O Professor J. A. Sanders observou: A maioria [das variaes] so ortogrficas, e s importam para os peritos interessados em indcios quanto pronncia do hebraico na antigidade, e em assuntos deste tipo .... Algumas variaes se recomendam, de imediato, como aprimoramentos do texto, em especial as que oferecem um texto hebraico mais claro, porm, fazem pouca ou nenhuma diferena quanto traduo ou interpretao (The Dead Sea Psalms Scroll - O Rolo do Mar Morto dos Salmos, 1967, p. 15).

    F. Inspirado por Deus. No pode haver dvida de que o livro dos Salmos faz parte da Palavra inspirada de Deus. Est em plena harmonia com o restante das Escrituras. Idias comparveis so muitas vezes encontradas em outras partes da Bblia (compare Sl 1 com Jr 17:5-8; Sl 49:12 com Ec3:19 e; II Pd 2:12; Sl 49:17 com Lc 12:20, 21). Tambm, muitas so as citaes dos Salmos encontradas nas Escrituras Gregas Crists. Compare:

  • 5:9 com Rm 3:13;

    8:6 com I Co 15:27 e Ef 1:22;

    10:7 com Ro 3:14;

    14:1-3 e 53:1-3 com Rm 3:10-12;

    19:4 com Rm 10:18;

    24:1 com I Co 10:26;

    32:1, 2 com Ro 4:7,8;

    36:1 com Rm 3:18;

    44:22 com Rm 8:36;

    50:14 com Mt 5:33;

    51:4 com Ro 3:4;

    56:4,11 e 118:6 com Hb 13:6;

    62:12 com Rm 2:6;

    69:22,23 com Rm 11:9,10;

    78:24 com Jo 6:31;

    94:11 com I Co 3:20;

    95:7-11 com Hb 3:7-11,15,4:3-7;

    102:25-27 com Hb 1:10-12;

    104:4 com Hb1:7;

    112:9 com II Co 9:9;

    116:10 com II Co 4:13;

    144:3 Hb 2:6, e outros

    Davi escreveu a respeito de si mesmo: Foi o Esprito de Deus que falou por meu intermdio, e a sua palavra estava na minha lngua (II Sm 23:2). Esta inspirao confirmada pelo apstolo Pedro (At 1:15, 16), pelo escritor da carta aos hebreus (Hb 3:7,8; 4:7) e por outros cristos do primeiro sculo (At 4:23-25). O mais notvel testemunho o do Filho de Deus (Lc 20:41-44) Depois da sua ressurreio, ele disse aos seus discpulos: Estas so as minhas palavras que vos falei enquanto ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moiss, e nos Profetas, e nos Salmos [o primeiro livro dos Hagigrafos, ou Escritos Sagrados, que assim d seu nome a toda esta seo], a respeito de mim, tm de se cumprir (Lc 24:44).

    Preditas as experincias e atividades do Messias: um exame das Escrituras Gregas Crists revela que grande parte das atividades e experincias do Messias foi predita nos Salmos, conforme os seguintes exemplos demonstraro:

    Quando Jesus se apresentou para o batismo, ele indicou que viera para fazer a vontade do seu Pai relacionada com o sacrifcio do seu prprio corpo preparado e com respeito eliminao dos sacrifcios de animais oferecidos segundo a Lei, conforme est escrito no Salmo 40:6-8 (Hb 10:5-10). Deus aceitou a apresentao que Jesus fez de si mesmo, derramando sobre ele Seu Esprito e reconhecendo-o como Seu Filho, conforme predito no Salmo 2:7 (Mc 1:9-11; Hb 1:5; 5:5). Tambm, conforme predito no Salmo 8:4-6, o homem Jesus era um pouco menor que os anjos (Hb 2:6-8).

    No decorrer do seu ministrio, ele ajuntou e treinou discpulos. No se envergonhava de cham-los de irmos, conforme se escrevera no Salmo 22:22. (Hb 2:11, 12; compare isso com Mt 12:46-50 e Jo 20:17.) De acordo com o que se predissera nos Salmos, Jesus falava com ilustraes (Sl 78:2; Mt 13:35), mostrou ter zelo pela casa de Deus por limp-la do comercialismo, e no agradou a si mesmo (Sl 69:9; Jo 2:13-17; Rm 15:3). No entanto, foi odiado sem causa (Sl 35:19; 69:4; Jo 15:25) O ministrio de Cristo Jesus a favor dos judeus circuncisos serviu para confirmar as promessas feitas aos antepassados deles, e, mais tarde, induziu pessoas das naes a glorificar e louvar a Deus. Isto tambm fora predito (Sl 18:49; 117:1; Rm 15:9, 11).

    Quando Jesus entrou em Jerusalm montado num jumentinho, multides o aclamaram com as palavras do Salmo.118:26 (Mt 21:9). Quando os principais sacerdotes e os escribas objetaram ao que meninos no templo diziam em reconhecimento de Jesus como o Filho de Davi, Jesus silenciou os opositores religiosos por citar o Salmo 8:2 (Mt 21:15,16).

    O livro dos Salmos indicava que Jesus seria trado por um associado ntimo (Sl 41:9; Jo 13:18), o qual, conforme predito, seria substitudo (Sl 69:25; 109:8; At 1:20). At mesmo fora predito que os governantes (Herodes e Pncio Pilatos) se alinhariam contra Jesus com homens das naes (tais como os soldados romanos), e com povos de Israel (Sl 2:1, 2; At 4:24-28), assim como tambm fora predito que ele seria rejeitado pelos construtores

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    religiosos, judeus. (Sl 118:22, 23; Mt 21:42; Mc 12:10,11; At 4:11) E testemunhas falsas testificaram contra ele, conforme predisse o Salmo.27:12 (Mt 26:59-61).

    Ao chegar ao lugar em que seria pregado na estaca, ofereceram a Jesus vinho misturado com fel (Sl 69:21; Mt 27:34). Fazendo uma aluso proftica ao prprio ato de Jesus ser pregado na estaca, o salmista escreveu: Cercaram-me ces; rodeou-me a assemblia dos prprios malfeitores. Iguais a um leo atacam as minhas mos e os meus ps (Sl 22:16). Os soldados romanos repartiram a roupa de Jesus por lanar sortes (Sl 22:18; Mt 27:35; Lc 23:34; Jo 19:24). Seus inimigos religiosos caoaram dele com as palavras registradas pelo salmista (Sl 22:8; Mt 27:41-43). Sofrendo sede intensa, Jesus pediu algo para beber (Sl 2:15; Jo 19:28). Novamente ofereceram-lhe vinho acre (Sl 69:21; Mt 27:48; Jo 19:29, 30). Pouco antes de morrer, Jesus clamou, citando o Salmo.22:1; (Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? (Mt 27:46; Mc 15:34). Com o ltimo suspiro, ele usou o Salmo.31:5 ao dizer: Pai, s tuas mos confio o meu esprito (Lc 23:46). Conforme o salmista predissera adicionalmente, no se lhe quebrou nenhum osso (Sl 34:20; Jo 19:33, 36).

    Embora fosse deitado num tmulo, Jesus no foi abandonado no Hades, nem viu a sua carne a corrupo, mas ele foi levantado dentre os mortos (16:8-10; At 2:25-31; 13:35-37). Quando ascendeu ao cu, foi assentado mo direita de Deus, aguardando que seus inimigos fossem postos como escabelo para os seus ps (Sl 110:1; At 2:34, 35). Ele tornou-se tambm sacerdote maneira de Melquisedeque (Sl 110:4; Hb 5:6, 10; 6:20; 7:17, 21) e deu ddivas em forma de homens (68:18; Ef 4:8-11). Todos estes pormenores foram profetizados nos Salmos. Ainda futura a vinda de Jesus no papel de executor da parte de Deus para espatifar as naes (Sl 2:9; I Re 2:27; 19:14, 15). Depois disso, Cristo, como Rei, trar bnos eternas para os seus sditos leais. Embora o Salmo 72 fosse originalmente escrito referente a Salomo, a descrio do seu governo ali se aplica em grau ainda maior ao Messias. Isto atestado pela profecia de Zacarias (9:9, 10), que ecoa o Salmo.72:8 e aplicada a Cristo Jesus (Mt 21:5).

    Quanto a outros cumprimentos do livro dos Salmos, compare o Salmo 45 com Hebreus 1:8, 9; Apocalipse 19:7-9, 11-15; 21:2, 9-11.

    3.1. Mais do que Apenas Bela Poesia

    Alm de indicar eventos futuros, os Salmos contm muita coisa de que a pessoa pode derivar encorajamento e que lhe pode servir de guia. Os Salmos so mais do que apenas bela poesia. Retratam a vida como ela realmente as alegrias, as tristezas, os temores e os desapontamentos. Em todos eles h evidncia da relao ntima dos salmistas com Deus. E as atividades e as qualidades de Deus so postas em ntido foco, motivando expresses de louvor e de agradecimento.

    A. Mostra-se que a verdadeira felicidade deriva de se evitar a associao com os inquos, de se agradar da lei de Deus (1:1, 2), de se refugiar no Seu ungido (2:11,12), de confiar em Deus (40:4), de ter considerao com os de condio humilde (41:1,2), de receber correo de Deus (94:12,13), de obedecer s Suas ordens (112:1; 119:1,2), e de t-lo como Deus e Ajudador (146:5,6).

    B. Admoesta-se a ter confiana em Deus. Lana teu fardo sobre o prprio Deus, e ele mesmo te suster. Nunca permitir que o justo seja abalado (55:22; 37:5). Tal confiana exclui o temor de homem (56:4, 11).

    C. Incentiva-se a esperar por Deus (42:5,11; 43:5), bem como recorrer a palavras e aes corretas, para se obter a aprovao divina. (1:1-6; 15:1-5; 24:3-5; 34:13, 14; 37:3, 4, 8,27; 39:1; 100:2) D-se nfase no valor das boas associaes. (18:25, 26; 26:4, 5) E aconselha-se a no invejar a prosperidade ou o sucesso dos inquos, porque eles perecero (37:1,2,7-11).

    Os Salmos indicam que os servos de Deus podem orar corretamente por coisas tais como a salvao ou a libertao (3:7, 8; 6:4; 35:1-8; 71:1-6), favor (4:1; 9:13), orientao (5:8; 19:12-14; 25:4, 5; 27:11; 43:3), proteo (17:8), perdo de pecados (25:7, 11, 18; 32:5, 6; 41:4; 51:1-9), um corao puro, um esprito novo e firme (51:10), e a glorificao do nome

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    de Deus (115:1). Podem tambm orar para ser examinados, refinados (26:2) e julgados (35:24; 43:1), bem como para que se lhes ensine bondade, sensatez, conhecimento e regulamentos de Deus (119:66, 68, 73, 124, 125, 135).

    D. Destacam as atividades e as qualidades de Deus. Os Salmos realam o apreo por Deus, cuja existncia apenas o insensato negaria (14:1;19:7-11; 53:1). Deus revelado como Aquele que ama a justia e o juzo (33:5), que para ns refgio e fora, uma ajuda encontrada prontamente durante aflies (46:1). Ele justo Juiz (7:11; 9:4,8), o Criador (8:3; 19:1; 33:6), Rei (10:16; 24:8-10), Pastor (23:1-6) e Instrutor (25:9,12), o Provisor tanto para os homens como para os animais (34:10; 147:9), o Salvador ou Libertador (35:10; 37:39, 40; 40:17; 54:7), e a Fonte da vida (36:9) e de consolo (86:17), bno e fora (29:11).

    Deus no se esquece do clamor dos atribulados (9:12; 10:14), mas responde s oraes dos seus servos (3:4; 30:1, 2; 34:4, 6, 17, 18), recompensando-os e protegendo-os (3:3, 5, 6; 4:3, 8; 9:9, 10; 10:17, 18; 18:2, 20-24; 33:18-20; 34:22; veja 34:7 a respeito de proteo anglica). Ele odeia a iniqidade e toma ao contra os transgressores (5:4-6, 9, 10; 9:5, 6, 17, 18; 21:8-12; 99:8).

    E. Mostra-se que Deus atemorizante (76:7) e grande (77:13), contudo, humilde (18:35); ele santo (99:5), e abundante em bondade (31:19) e em poder (147:5). Ele um Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolncia e veracidade (86:15). Seu entendimento est alm de ser narrado (147:5) e suas obras criativas atestam a sua sabedoria (104:24). Ele conta o nmero das estrelas e chama a todas elas por nome (147:4). capaz de ver at mesmo o embrio humano (139:16). Pode curar todas as enfermidades (103:3). Ele pode fazer cessar guerras por destroar o equipamento de guerra dos inimigos.(46:9). Tem estado ativamente envolvido em muitos eventos da histria na promoo do seu justo propsito (44:1-3; 78:1-72; 81:5-7; 105:8-45; 106:7-46; 114:1-8; 135:8-12; 136:4-26). Tal Deus, deveras, merece louvor e agradecimentos (92:1; 96:1-4; 146150). Confiar em homens (60:11; 62:9), riquezas (49:6-12,17) ou dolos (115:4-8; 135:15-18) seria tolice.

    F. Consideram o valor da palavra de Deus. Os Salmos tambm ensinam a ter apreo pela palavra de Deus. Mostram que as declaraes de Deus so puras (Sal 12:6) e refinadas (18:30). Sua lei preciosa (119:72) e verdade (119:142). Benefcios duradouros resultam de se observar a Sua lei perfeita, suas advertncias fidedignas, suas ordens retas, seus mandamentos limpos e suas decises judiciais justas (19:7-11). A palavra de Deus serve para iluminar a senda da pessoa (119:105), e seus mandamentos a tornam sbia, dando-lhe perspiccia e entendimento (119:98-100, 104).

    G. Esclarecem e suplementam outros textos. s vezes, o livro dos Salmos esclarece ou suplementa outras partes da Bblia. Mostra que atribular a alma, como os israelitas faziam no Dia da Expiao (Lv 16:29; 23:27; Nm 29:7), refere-se a jejuar (Sl 35:13). S o salmista relata o tratamento severo dado a Jos, pelo menos inicialmente, enquanto estava preso no Egito: Atribularam-lhe os ps com grilhetas, sua alma entrou em ferros. (105:18) Dos Salmos aprendemos que delegaes de anjos estavam envolvidas em causar as pragas no Egito (78:44-51) e que, no ermo, as guas milagrosamente providas foram atravs das regies ridas como um rio (105:41), fornecendo assim um amplo e prontamente acessvel suprimento de gua para a nao de Israel e seus muitos animais domsticos. Os Salmos fornecem evidncia de que o prprio Fara morreu no mar Vermelho (136:15).

    Os Salmos indicam que os israelitas sofreram reveses e grandes dificuldades antes da derrota dos edomitas no Vale do Sal (Sl 60:1, 3, 9) Isto sugere que os edomitas invadiram Jud enquanto a nao estava guerreando no norte com as foras de Ar-Naaraim e Ar-Zob.

    O Salmo 101 revela a maneira em que Davi administrava os assuntos de estado. Como seus servos, Davi escolhia apenas pessoas fiis. No suportava pessoas arrogantes e no tolerava calnias. Preocupava-se diariamente com levar os inquos s barras da justia.

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    3.2. Destaques dos Salmos

    Compilao de 150 cnticos sagrados, muitos deles baseados nas experinciaspessoais de Davi e de outros servos de Deus;

    Compostos durante um perodo de uns 1.000 anos, comeando no tempo de Moisse estendendo-se alm do retorno do exlio babilnico.

    3.3. Expresses de Agradecimento e de Louvor a Deus

    Pela grandiosidade do seu nome (99:3; 113; 148:13, 14);

    Por suas grandiosas obras criativas (33:1-9; 148:1-12);

    Por ele ser o Grandioso Pastor (23);

    Por ele atender oraes (21:1-7; 28; 116; 118:21);

    Por ele ser o que (50; 95:1-7; 96:4-13; 97; 150);

    Por libertar de inimigos e de circunstncias aflitivas (18; 30; 107; 140; 149);

    Por seus julgamentos justos (67:3, 4; 98);

    Por suas qualidades pessoais (57:9-11; 92; 100; 108:1-4; 117; 138:1, 2);

    Por suas abundantes provises (37:25; 67:5-7; 145:15, 16);

    Induzidas por seus tratos passados com o seu povo (66; 81; 105; 106; 126; 136:10-24; 147).

    3.4. Peties de Misericrdia e Ajuda Dirigidas a Deus

    De libertao de inimigos (3-5; 7; 12; 13; 17; 31; 59);

    De perdo de pecados (19:12, 13; 25:7,.11; 32; 51:1, 2, 7-15; 130);

    De orientao na conduta (119:124, 125; 143:8,.10;

    De amparo em doena e aflio (41:1-4);

    De favor ao sofrer aflio (6:2, 9; 9:13, 14; 123).

    3.5. Profecias Cumpridas no Messias

    Ele era da linhagem real de Davi (89:3, 4, 29, 36, 37; 132:11);

    Consumia-o o zelo pela casa de Deus (69:9);

    Falava usando ilustraes. (78:2);

    Foi trado por um associado ntimo (41:9; 55:12-14);

    Indicou-se a maneira em que seria executado (22:16);

    Foi vituperado e injuriado (22:6-8; 69:9);

    Lanaram-se sortes sobre a sua vestimenta (22:18);

    Deram-lhe vinagre para beber (69:21);

    Nenhum osso seu foi quebrado (34:20);

    Foi levantado do Sheol (16:10);

    A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a principal do ngulo (118:22);

    Ascendeu ao alto, provendo ddivas em forma de homens (68:18);

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    Foi glorificado e recebeu domnio sobre tudo (8:5-8);

    Recebeu o reinado (2:6; 110);

    Destruir as naes que se lhe opem (2:8, 9; 45:3-5);

    Tem um casamento real; designar prncipes na terra (45:2, 6-17);

    Seu domnio sobre a terra ser justo e compassivo (72).

    3.6. Doutrinas Bblicas que Constam no Livro dos Salmos

    Identidade e qualidades do verdadeiro Deus (78:38, 39; 83:18; 86:15; 90:1-4;102:24-27; 103; 139);

    Soberania de Deus (11:4-7; 24:1; 29; 44; 47; 48; 76; 93);

    Santificao do nome de Deus (79; 83);

    Todos os homens so pecadores (14:1-3; 51:5; 53:1-3);

    A tolice da idolatria (115:4-8; 135:15-18);

    A condio dos mortos (6:5; 88:10-12; 115:17; 146:4);

    A terra ser o lar duradouro dos justos (37:9-11, 29; 104:5; 115:16).

    3.7. Conselho Inspirado Para nos Ajudar a Obter a Aprovao de Deus

    Temer a Deus e obedecer a seus mandamentos (112:1-4; 128);

    Cultivar alta estima pelas pronunciaes de Deus, por sua lei (1:2; 19:7-11; 119);

    Confiar em Deus (9:10; 115:9-11;125; 146:5-7);

    Esperar pacientemente que ele aja (42; 43);

    Empenhar-se pela paz e pela justia (34:14, 15);

    Ter vivo apreo por estar com o povo de Deus, estar na Sua casa (84; 122; 133);

    Evitar ms associaes (1:1; 26:4, 5; 101:3-8);

    Ensinar aos filhos as maneiras de agir de Deus (78:3-8);

    Falar a verdade; evitar a calnia e os juramentos falsos (15:2, 3; 24:3-5; 34:13) ;

    Manter a palavra, mesmo quando isso mostra ser mau para a prpria pessoa(15:4);

    Evitar o mau uso do dinheiro (15:5);

    A generosidade resulta em bnos para o doador (112:5-10);

    Louvar a Deus publicamente (26:7, 12; 40:9).

    4 - PROVRBIOS Proferidos por: Salomo, Agur e Lemuel

    Lugar da escrita: Jerusalm

    Escrita completada: cerca de 717 a.C.

    Quando Salomo, filho de Davi, se tornou rei de Israel orou a Deus, pedindo-lhe sabedoria e conhecimento para julgar este grande povo. Em resposta, Deus lhe deu

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    conhecimento e sabedoria, e um corao entendido (II Cr 1:10-12; I Re 3:12;4:30, 31). Em resultado disso, Salomo chegou a falar trs mil provrbios (I Re 4:32). Parte dessas palavras de sabedoria foi assentada por escrito no livro bblico de Provrbios. Visto que a sua sabedoria era realmente a que Deus lhe pusera no corao, ento, ao estudarmos Provrbios, estamos estudando, com efeito, a sabedoria do Senhor Deus (I Re 10:23, 24). Esses provrbios englobam verdades eternas. Tm o mesmo valor hoje como quando foram proferidos pela primeira vez.

    4.1. O Reinado de Salomo era uma poca Propcia Para Deus Guiar seu Povo

    Dizia-se que Salomo se sentava no trono de Deus. O reino teocrtico de Israel estava no seu apogeu, e Salomo foi favorecido com superabundante dignidade real (I Cr 29:23, 25). Era poca de paz, fartura e segurana (I Re 4:20-25). Entretanto, mesmo sob aquele domnio teocrtico, o povo tinha seus problemas e suas dificuldades pessoais em virtude das imperfeies humanas. compreensvel que o povo se voltasse para o sbio Rei Salomo em busca de ajuda para solucionar seus problemas (I Re 3:16-28). Ao pronunciar julgamento nesses numerosos casos, ele proferiu ditos proverbiais que se adequavam a muitas circunstncias da vida do dia-a-dia. Esses ditos breves, mas cheios de significado, foram muito prezados por aqueles que desejavam harmonizar seu modo de vida com a vontade de Deus.

    4.2. O Livro no diz que Salomo Escreveu os Provrbios

    Todavia, diz que ele falou provrbios, tambm que fez uma investigao cabal, a fim de pr em ordem muitos provrbios, revelando assim que tinha interesse em preservar esses provrbios para uso futuro (I Re 4:32; Ec 12:9). Na poca de Davi e de Salomo, o nome dos secretrios oficiais figurava na lista dos oficiais da corte (II Sm 20:25; II Re 12:10). No sabemos se esses escribas da sua corte escreveram e compilaram os provrbios de Salomo, mas as expresses de um rei to importante seriam altamente consideradas e normalmente seriam assentadas por escrito. Admite-se em geral que o livro seja uma coleo compilada de outras colees.

    O livro de Provrbios pode ser dividido em cinco partes. Estas so: os captulos...

    1. 1-9: iniciando com as palavras: Os provrbios de Salomo, filho de Davi;

    2. 10-24: descritos como Provrbios de Salomo;

    3. 25-29: esta parte comea com as seguintes palavras: Tambm estes soprovrbios de Salomo transcritos pelos homens de Ezequias, rei de Jud;

    4. 30: inicia assim: Palavras de Agur, filho de Jaque, e

    5. 31: que abrange Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou sua me.Salomo foi, pois, o originador da maior parte dos provrbios. Quanto a Agur eLemuel, no h nenhuma informao precisa sobre a identidade deles. Algunscomentaristas sugerem que Lemuel talvez tenha sido outro nome de Salomo.

    4.3. Quando se Escreveu e Compilou o Livro de Provrbios?

    A maior parte foi assentada por escrito, sem dvida, durante o reinado de Salomo, antes de seu desvio. Em virtude da incerteza sobre a identidade de Agur e de Lemuel, no possvel determinar a data da matria deles. Visto que uma das colees foi feita durante o reinado de Ezequias (cerca de 700 a.C.), a coleo final no poderia ter sido feita antes de seu reinado.

    Nas Bblias hebraicas, esse livro era chamado originalmente pela primeira palavra do livro, mishlh, que significa provrbios. Mishlh o plural, em construto, do substantivo hebraico mashl, substantivo este que, segundo se cr, deriva duma raiz que significa ser parecido ou ser comparvel. Estes termos descrevem bem o contedo do

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    livro, pois provrbios so ditos sucintos que com freqncia empregam semelhana ou comparao destinada a fazer o ouvinte refletir. A forma breve dos provrbios faz com que seja fcil seguir a linha de pensamento e entend-los, e os torna interessantes, sendo desta forma facilmente ensinados, aprendidos e lembrados. A idia fica gravada na memria.

    tambm muito interessante examinar o estilo de expresso do livro. escrito em estilo potico hebraico. A estrutura da maior parte do livro em paralelismo potico. No se expressa com rima no fim dos versos, ou com som igual. Consiste em versos rtmicos com repetio de idias ou de pensamentos paralelos. A beleza e a fora didtica residem no ritmo de pensamento. Esses pensamentos podem ser sinnimos ou antteses, e h neles a fora do paralelismo que estende o pensamento, amplia a idia e assegura que seja transmitido o significado do pensamento. Encontramos exemplos de paralelismo sinnimo em 11:25; 16:18; e 18:15, e de paralelismo mais abundante de anttese em 10:7, 30; 12:25; 13:25; e 15:8. No fim do livro, aparece outro tipo de estrutura (31:10-31) Os 22 versculos ali esto dispostos de forma tal que, em hebraico, cada um comea com a letra sucessiva do alfabeto hebraico, sendo este o estilo acrstico, tambm usado em diversos salmos. Quanto beleza, este estilo sem igual nos escritos antigos.

    A autenticidade de Provrbios tambm provada pelo amplo uso que os cristos primitivos fizeram desse livro para estabelecer as regras de conduta. Parece que Tiago estava bem familiarizado com Provrbios, e empregou os princpios bsicos encontrados nesse livro para dar bons conselhos sobre a conduta crist (compare 14:29; 17:27 com Tg 1:19, 20; 3:34 com Tg 4:6; 27:1 com Tg 4:13, 14). Citaes diretas de Provrbios acham-se tambm nas seguintes passagens: Rm 12:20 e Pv 25:21, 22; Hb 12:5, 6 e Pv 3:11, 12; II Pd 2:22 e Pv 26:11.

    Alm disso, o livro de Provrbios revela estar em harmonia com o restante da Bblia, provando assim que faz parte de toda a Escritura. Quando o comparamos com a Lei de Moiss, com o ensinamento de Jesus e com os escritos de seus discpulos e apstolos, observamos uma notvel unio de pensamento (compare Pv 10:16 e I Co 15:58 e Gl 6:8, 9; Pv 12:25 e Mt 6:25; Pv 20:20 e Ex 20:12 e Mt 15:4.). Mesmo quando se trata de pontos tais como a preparao da terra para ser a habitao do homem, h harmonia de pensamento com outros escritores da Bblia Pv 3:19, 20; Gn 1:6, 7; J 38:4-11; Sl 104:5-9.

    A exatido cientfica, quer se trate de provrbios que envolvam princpios da qumica, da medicina, quer da sade, atesta tambm a inspirao divina do livro. Aparentemente, Provrbios 25:20 fala das reaes cido-alcalinas. Provrbios 31:4, 5 concorda com as ltimas descobertas cientficas de que o lcool inibe o raciocnio. Muitos mdicos e nutricionistas concordam que o mel alimento sadio, o que faz lembrar o provrbio: Filho meu, come mel, pois bom (24:13) As modernas observaes psicossomticas no so novidade para Provrbios. O corao alegre faz bem como o que cura (17:22; 15:17).

    Deveras, o livro de Provrbios abrange de modo to completo as necessidades do homem, bem como todas as situaes em que se pode encontrar, que certa autoridade declarou: No h nenhuma relao na vida que no tenha a sua instruo apropriada, no h tendncia boa ou m sem o seu devido incentivo ou correo. A percepo humana em toda a parte levada em relao imediata com a Divina, (...) e o homem caminha como na presena do seu Criador e Juiz (...) Todo o tipo de humanos se encontra neste livro antigo; e, embora esboado h trs mil anos, ainda to fiel natureza como se tivesse sido tirado agora do seu representante vivo (Dictionary of the Bible, de Smith, 1890, Vol. III, pgina 2616).

    4.4. Contedo do Livro

    A. Primeira Parte (1:19:18). um poema contnuo, composto de curtos discursos, como de um pai para seu filho, que recomenda a necessidade de sabedoria para guiar o corao, a pessoa inteira no seu ntimo, e para orientar seus desejos. Ensina o valor da sabedoria e as bnos decorrentes dela: a felicidade, o prazer, a paz e a vida (1:33; 3:13-18; 8:32-35). Contrasta isto com a falta de sabedoria e suas conseqncias: o sofrimento e por fim a morte (1:28-32; 7:24-27; 8:36). Considerando a infinidade de situaes e possibilidades que se apresentam na vida, fornece um estudo fundamental da conduta

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    humana e de suas conseqncias no presente e no futuro. As palavras contidas em Provrbios 1:7 constituem o tema do livro inteiro: O temor de Deus o princpio do conhecimento. Em todas as aes preciso levar em considerao a Deus. H constante repetio da necessidade de no esquecermos as leis de Deus, de nos conservarmos achegados aos mandamentos dele e de no os abandonarmos.

    Os fios destacados que tecem esta primeira parte so a sabedoria prtica, o conhecimento, o temor de Deus, a disciplina e o discernimento. H advertncias contra a m companhia, contra rejeitar a disciplina de Deus e contra as relaes ilcitas com mulheres estranhas (1:10-19; 3:11, 12; 5:3-14; 7:1-27). Duas vezes, a sabedoria descrita como estando em lugares pblicos, podendo ser assim obtida e estando disponvel (1:20, 21; 8:1-11). Ela personificada, fala solicitamente aos inexperientes e at d esclarecimentos sobre a criao da terra (1:22-33; 8:4-36). Que livro notvel ! Esta parte termina com o tema inicial, que o temor de Deus o incio da sabedoria (9:10). Do comeo ao fim, argumenta que o reconhecimento de Deus em todos os nossos caminhos, junto com nossa aderncia sua justia, o caminho da vida e pode resguardar-nos de tantas coisas indesejveis.

    B. Segunda Parte (10:124:34). Encontramos aqui uma variedade de mximas seletas, independentes, que aplicam sabedoria aos problemas complexos da vida. Ensinando-nos as aplicaes corretas, tem por objetivo promover maior felicidade e vida agradvel. As antteses nos paralelismos fazem com que esses ensinamentos se destaquem em nossa mente. Eis aqui uma lista parcial dos assuntos que so considerados s nos captulos 10, 11 e 12:

    amor em oposio ao dio;

    a sabedoria em oposio tolice;

    a honestidade em oposio fraudulncia;

    a fidelidade em oposio falsidade;

    a verdade em oposio mentira;

    a generosidade em oposio avareza;

    a diligncia em oposio indolncia;

    a integridade em oposio aos caminhos pervertidos;

    os bons conselhos em oposio falta de orientao.

    a esposa capaz em oposio esposa desavergonhada.

    a justia em oposio iniqidade, e

    a modstia em oposio presuno.

    Se considerarmos esta lista em relao com a vida do dia-a-dia, ns nos daremos conta da utilidade prtica de Provrbios.

    O restante desta parte (13:1-24:34) faz lembrar as normas de Deus, a fim de agirmos com perspiccia e discernimento. Uma enumerao da grande variedade de situaes que os humanos tm de enfrentar mostra o amplo alcance dos assuntos tratados nesse livro. So de mximo proveito os conselhos bblicos sobre: fingimento, presuno, manter a palavra, argcia, associaes, disciplina e educao dos filhos, o conceito do homem sobre o que reto, a necessidade de ser vagaroso em irar-se, mostrar favor aos atribulados, fraude, orao, zombaria, contentar-se com o necessrio para a vida, orgulho, lucro injusto, suborno, contendas, autodomnio, isolar-se, calar-se, parcialidade, altercaes, humildade, luxo, assistncia a pai e me, bebidas inebriantes, trapaa, qualidades de uma esposa, dar presentes, tomar emprstimo, emprestar, bondade, confiana, termos de propriedades, edificar a famlia, inveja, revide, vaidade, resposta branda, meditao e verdadeiro companheirismo. Que tesouro de conselhos a recorrer para orientao sadia sobre assuntos do dia-a-dia! Para alguns, diversos desses itens podem parecer sem importncia, mas

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    notamos aqui que a Bblia no negligencia as nossas necessidades mesmo nas coisas aparentemente pequenas. Nisto, o livro de Provrbios de valor inestimvel.

    C. Terceira Parte (25:129:27). Recebemos conselhos edificantes sobre assuntos tais como honra, pacincia, inimigos, como lidar com os estpidos, como divertir-se, lisonja, cime, ferimentos causados por um amigo, fome, calnia, cumprir responsabilidades, juros, confisso, conseqncias do domnio dum governo mau, arrogncia, bnos decorrentes dum governo justo, delinqncia juvenil, relacionamento com servos, perspiccia e viso.

    D. Quarta Parte (30:1-33). Trata-se da mensagem ponderosa atribuda a Agur. Depois de humilde reconhecimento de sua prpria pequenez, o escritor faz aluso incapacidade do homem de criar a terra e as coisas que h nela. Diz que a Palavra de Deus refinada e um escudo. Pede que seja afastada dele a palavra mentirosa e que no lhe sejam dadas nem riquezas nem pobreza. Descreve em seguida uma impura, orgulhosa e gananciosa gerao que amaldioa os prprios pais. Quatro coisas que no disseram Basta! so identificadas, bem como quatro coisas que so maravilhosas demais para compreender (30:15, 16). Fala-se da atitude impudente da mulher adltera que afirma no ter pecado. Da, h quatro coisas que a terra no pode suportar, quatro coisas pequenas, mas instintivamente sbias, e quatro coisas que sobressaem na sua locomoo. Mediante comparaes aptas, o escritor adverte que premer a ira o que produz a altercao (30:33).

    E. Quinta Parte (31:1-31). Eis outra mensagem ponderosa de Lemuel, o rei. composta em dois estilos diferentes de escrita. A primeira parte anuncia a runa qual se pode chegar por meio de uma mulher m, adverte como a bebida inebriante pode perverter o julgamento e exorta que se faa julgamento justo. Na parte final, o acrstico faz uma descrio clssica da esposa capaz. Descreve em pormenores as qualidades dela, falando que ela de grande valor e inspira confiana, e uma recompensa para seu dono. As qualidades dela incluem que trabalhadeira, levanta-se cedo, compra com discernimento, bondosa para com os pobres, precavida, fala com sabedoria. Tambm, ela atenta, seus filhos a respeitam e seu marido a louva. Acima de tudo, ela teme a Deus.

    4.5. Importncia do Livro de Provrbios Para os Nossos Dias

    O propsito benfico de Provrbios est declarado nos primeiros versculos: Para se conhecer sabedoria e disciplina, para se discernirem as declaraes de entendimento, para se receber a disciplina que d perspiccia, justia e juzo, e retido, para se dar argcia aos inexperientes, conhecimento e raciocnio ao moo (1:2-4). Em harmonia com tal propsito declarado, o livro salienta o conhecimento, a sabedoria e a compreenso, cada uma dessas qualidades sendo proveitosa do seu prprio modo.

    A. O conhecimento a maior necessidade do homem, pois no lhe salutar ficar na ignorncia. impossvel adquirir conhecimento exato sem o temor de Deus, pois tal temor o incio do conhecimento. O conhecimento prefervel ao ouro fino. Por qu? Porque,mediante o conhecimento, os justos so libertados; ele nos refreia de cair no pecado. Quo necessrio busc-lo, assimil-lo! precioso. Portanto: Inclina teu ouvido e ouve as palavras dos sbios, para que fixes teu prprio corao no meu conhecimento (22:17; 1:7; 8:10; 11:9; 18:15; 19:2; 20:15).

    B. A sabedoria, quer dizer, a habilidade de usar corretamente o conhecimento para o louvor do Senhor Deus, a coisa principal. Adquira-a. A Fonte dela Deus. A sabedoria vivificadora tem seu incio no conhecimento e no temor do Senhor Deus esse o grande segredo da sabedoria. Portanto, tema a Deus, no ao homem. A sabedoria personificada faz uma proclamao, instando com todos para que endireitem os seus caminhos. A sabedoria grita em voz alta nas prprias ruas. Deus chama a todos os inexperientes e os faltos de corao para que se voltem e se alimentem do po da sabedoria. Sero ento felizes com o temor de Deus, mesmo que possuam pouco. Muitas so as bnos da sabedoria; grandemente proveitosos so os seus efeitos. A sabedoria e o conhecimento os elementos fundamentais preliminares para se adquirir reflexo, que uma salvaguarda. Como o mel benfico e agradvel ao paladar, assim a sabedoria. mais preciosa do que o ouro; rvore de vida. Os que no possuem sabedoria perecem, pois a sabedoria preserva a vida;

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    ela significa vida (4:7; 1:7, 20-23; 2:6, 7, 10, 11; 3:13-18, 21-26; 8:1-36; 9:1-6, 10; 10:8; 13:14; 15:16, 24; 16:16, 20-24; 24:13, 14).

    C. Alm do conhecimento e da sabedoria, de suma importncia adquirir a compreenso; por conseguinte, com tudo o que adquirires, adquire compreenso. A compreenso a habilidade de ver uma coisa nos seus elementos e na sua relao; isto significa discernimento, tendo-se sempre em mente a Deus, pois o homem no pode estribar-se na sua prpria compreenso. absolutamente impossvel algum ter compreenso ou discernimento, se as suas obras estiverem em oposio a Deus! Precisamos buscar diligentemente a compreenso como um tesouro escondido, a fim de a possuirmos. Para adquirirmos compreenso, precisamos ter conhecimento. Quem se empenha em adquirir conhecimento recompensado, e a sabedoria se acha diante dele. Pode evitar as inumerveis armadilhas do mundo, tais como das incontveis pessoas ms que poderiam procurar enla-lo a andar com elas no caminho das trevas. Sejam dadas graas ao Senhor Deus a Fonte do vitalizador conhecimento, sabedoria e compreenso! (4:7; 2:3, 4; 3:5; 15:14; 17:24; 19:8; 21:30).

    D. Conforme o objetivo benfico de Provrbios, o livro apresenta uma abundncia de sbios conselhos inspirados, que nos ajudam a adquirir a compreenso, e resguardam nosso corao, pois dele procedem as fontes da vida (4:23). Segue-se uma seleo de conselhos sbios, acentuados do comeo ao fim do livro.

    Contraste entre os inquos e os justos: os inquos sero apanhados nos seus caminhos pervertidos, e seus tesouros no os salvaro no dia do furor. Os justos se colocam no caminho da vida e sero recompensados por Deus 2:21, 22; 10:6, 7, 9, 24, 25, 27-32; 11:3-7, 18-21, 23, 30, 31; 12:2, 3, 7, 28; 13:6, 9; 14:2, 11; 15:3, 8, 29; 29:16.

    A necessidade de retido moral: Salomo avisa constantemente contra a imoralidade. Os adlteros recebero uma praga, bem como desonra, e o seu vituprio no ser apagado. guas furtadas podem parecer doces para um jovem, mas a prostituta desce morte e arrasta consigo suas vtimas inexperientes. (Os que caem no profundo abismo da imoralidade so condenados por Deus 2:16-19; 5:1-23; 6:20-35; 7:4-27; 9:13-18; 22:14; 23:27,28).

    A necessidade de autodomnio: a bebedice e a glutonaria so condenadas. Todos os que desejam ter a aprovao de Deus precisam praticar moderao no comer e no beber (20:1; 21:17; 23:21, 29-35; 25:16; 31:4).

    E. Os que so vagarosos em se irar so abundantes em discernimento e maiores do que um homem poderoso que captura uma cidade (14:17, 29; 15:1, 18; 16:32; 19:11; 25:15, 28; 29:11, 22). O autodomnio necessrio tambm para se evitar a inveja e o cime, sendo este podrido para os ossos (14:30; 24:1; 27:4; 28:22).

    O uso sbio e o uso insensato da lngua: a fala pervertida, o caluniador, a testemunha falsa e o falsificador sero descobertos, pois so detestveis a Deus (4:24; 6:16-19; 11:13; 12:17, 22; 14:5, 25; 17:4; 19:5, 9; 20:17; 24:28; 25:18). Se a boca de algum fala coisas boas, fonte de vida; mas a boca do insensato o precipita runa. Morte e vida esto no poder da lngua, e quem a ama comer os seus frutos (18:21). A calnia, a fraude, a lisonja e as palavras irrefletidas so condenadas. Falar a verdade e honrar a Deus o caminho da sabedoria (10:11, 13, 14; 12:13, 14, 18, 19; 13:3; 14:3; 16:27-30; 17:27, 28; 18:6-8, 20; 26:28; 29:20; 31:26).

    A tolice do orgulho e a necessidade de humildade: o orgulhoso se eleva a uma posio que realmente no deve, de modo que sofre uma queda desastrosa. Deus detesta os que so de corao altivo, mas d aos humildes sabedoria, glria, riquezas e vida (3:7; 11:2; 12:9; 13:10; 15:33; 16:5, 18, 19; 18:12; 21:4; 22:4; 26:12; 28:25, 26; 29:23).

    Diligncia, no indolncia: muitas so as descries do preguioso. Ele devia ir ter com a formiga para aprender uma lio e se tornar sbio. Quanto ao diligente - este prosperar! (1:32; 6:6-11; 10:4, 5, 26; 12:24; 13:4; 15:19; 18:9; 19:15, 24; 20:4, 13; 21:25, 26; 22:13; 24:30-34; 26:13-16; 31:24, 25).

    A boa associao: loucura associar-se com os que no temem a Deus, com os inquos ou estpidos, com pessoas irascveis, com mexeriqueiros ou com glutes. Antes,

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    busque a companhia de pessoas sbias, e adquirir mais sabedoria (1:10-19; 4:14-19; 13:20; 14:7; 20:19; 22:24, 25; 28:7)

    A necessidade de repreenso e de correo: Deus repreende aquele a quem ama, e os que aceitam essa disciplina esto no caminho da glria e da vida. Quem odeia a repreenso chegar desonra (3:11, 12; 10:17; 12:1; 13:18; 15:5, 31-33; 17:10; 19:25; 29:1).

    Como ser boa esposa: repetidas vezes os Provrbios avisam contra a esposa ser contenciosa e agir vergonhosamente. A esposa discreta, capaz e que teme a Deus tem na lngua a lei da benevolncia; quem encontra tal esposa obtm a boa vontade da parte de Deus (12:4; 18:22; 19:13, 14; 21:9, 19; 27:15, 16; 31:10-31).

    Como criar os filhos: devem-se lhes ensinar os mandamentos de Deus regularmente para que no os esqueam. Devem ser criados desde a infncia na instruo de Deus. No se poupe a vara quando necessria; como expresso de amor, a vara e a repreenso do sabedoria ao menino. Os pais que criam seus filhos no caminho de Deus tero filhos sbios que lhes traro regozijo e muito prazer (4:1-9; 13:24; 17:21; 22:6, 15; 23:13, 14, 22, 24, 25; 29:15, 17).

    A obrigao de ajudar os outros: com freqncia, salienta-se isto em Provrbios. O sbio deve difundir conhecimento para o proveito dos outros. A pessoa precisa tambm ser generosa em mostrar favor aos de poucos meios, e, assim fazendo, est realmente emprestando a Deus que garante retribuir (11:24-26; 15:7; 19:17; 24:11, 12; 28:27).

    Confiana em Deus: o livro de Provrbios chega ao mago de nossos problemas ao aconselhar-nos a depositar plena confiana em Deus. Devemos levar em conta a Deus em todos os nossos caminhos. O homem pode fazer planos, mas Deus que deve dirigir seus passos. O nome de Deus torre forte, para a qual o justo corre e encontra proteo. Espere em Deus e deixe-se guiar pela sua Palavra (3:1, 5, 6; 16:1-9; 18:10; 20:22; 28:25, 26; 30:5, 6).

    Quo proveitoso o livro de Provrbios para ensinar e disciplinar tanto a ns como a outros! Parece que nenhum aspecto das relaes humanas ficou despercebido. H algum que se isola dos co-adoradores de Deus? (18:1) algum em posio de responsabilidade que tira concluses antes de ouvir ambos os lados da questo? (18:17). brincalho perigoso? (26:18, 19) Mostra-se parcial? (28:21). O comerciante na sua loja, o lavrador no campo, o marido, a esposa e o filho todos recebem instruo salutar. Os pais so ajudados de modo a poderem expor os muitos laos ocultos na vereda dos jovens. Os sbios podem ensinar os inexperientes. Os provrbios so prticos onde quer que vivamos; a instruo e o conselho do livro nunca ficam antiquados. O livro de Provrbios, disse certa vez o educador norte-americano William Lyon Phelps, mais atual do que o jornal desta manh. O livro de Provrbios atual, prtico e proveitoso para ensino, porque inspirado por Deus.

    Sendo proveitoso para endireitar as coisas, o livro de Provrbios, composto em grande parte de provrbios proferidos por Salomo, conduz os homens ao Todo-Poderoso Deus. Assim fez tambm Jesus Cristo, mencionado em Mateus 12:42 como sendo algo maior do que Salomo.

    Quo gratos podemos ser de que Este preeminentemente sbio a escolha de Deus para ser a Semente do Reino! Seu trono ser firmemente estabelecido pela prpria justia, ser um reinado pacfico muito mais glorioso do que o do Rei Salomo. Dir-se- a respeito da dominao desse Reino: Benevolncia e veracidade elas salvaguardam o rei; e ele amparou seu trono pela benevolncia. Isso abrir diante da humanidade uma eternidade de governo justo, a respeito do qual Provrbios tambm diz: Quando o rei julga em veracidade os de condio humilde, seu trono ficar firmemente estabelecido para todo o sempre. Assim, reconhecemos com prazer que os Provrbios iluminam a nossa vereda, dando-nos conhecimento, sabedoria e compreenso, bem como a vida eterna; mais importante, porm, magnificam a Deus como a Fonte da verdadeira sabedoria, que ele d por intermdio de Cristo Jesus, o Herdeiro do Reino. O livro de Provrbios aumenta o nosso apreo pelo Reino de Deus e pelos justos princpios segundo os quais governa agora (25:5; 16:12; 20:28; 29:14).

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    5 - ECLESIASTES Escritor: Salomo.

    Lugar da escrita: Jerusalm.

    Data: cerca de 935 a.C.

    O Livro de Eclesiastes foi escrito com um objetivo elevado. Na qualidade de lder de um povo dedicado a Deus, Salomo tinha a responsabilidade de manter este povo coeso em fidelidade sua dedicao. Ele procurou cumprir essa responsabilidade por meio dos conselhos sbios contidos em Eclesiastes.

    Em Eclesiastes 1:1, ele se refere a si mesmo como o congregante. No idioma hebraico, esta palavra Qohleth, e na Bblia hebraica o livro recebe esse nome. A Septuaginta grega d o ttulo de Ekklesiasts, que significa um membro de uma eclsia (congregao; assemblia), do qual deriva o nome portugus Eclesiastes. Entretanto, a traduo mais apropriada de Qohleth O Congregante, e esta designao tambm mais adequada para Salomo. Expressa o objetivo de Salomo ao escrever esse livro.

    Em que sentido foi o Rei Salomo um congregante, e a que congregou pessoas? Ele foi o congregante de seu povo, os israelitas, e dos companheiros destes, os r