ux strategy: incompany course

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Material utilizado no treinamento para equipes de gesto digital da Welab Design and Innovation.

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  • WelabWelab uma consultoria que busca a inovao para seus

    clientes por meio da utilizao do design e dos estudos da

    experincia do usurio.

    Entendemos design como um processo projetual estratgico

    que emprega empatia para conhecer o ser humano, colaborao

    a partir de dinmicas de cocriao e experimentao com

    prottipos fsicos e de servios.

    A proposta de valor da Welab ajudar nossos clientes

    na criao de servios e produtos inovadores, com o olhar

    centrado nas pessoas, que sejam rentveis para os negcios e

    sustentveis para a sociedade.

  • Apresentao doWorkshop

    Com o objetivo de trazer mais ferramentas e recursos para o

    trabalho de sua equipe, a Welab preparou este workshop e mate-

    riais de estudo. Nosso objetivo que, aqui, voc encontre concei-

    tos estratgicos para melhor atuao em projetos.

    Organizado de forma a abordar os principais fundamentos da

    Experincia do Usurio, este material segue uma sequncia did-

    tica com o propsito de conduz-lo construo do seu conheci-

    mento. Contudo, sinta-se livre para folhear as pginas e navegar

    pelos assuntos da forma que melhor influenciar seu aprendizado!

    Como voc ver na prxima pgina, planejamos uma estrutura

    integrada de contedos, para que voc possa compreend-los

    de modo independente de sequncia, sempre considerando as

    influncias que um tem sobre o outro. Tambm como parte deste

    material, voc receber os slides que utilizamos em nossas ses-

    ses de cocriao, para lembrar-se visualmente dos momentos de

    aprendizado que tivemos juntos.

    No se esquea de registrar o projeto desenvolvido nesses

    dias, com fotos, anotaes e seus desenhos! Assim, voc pode-

    r voltar a esses materiais e conversar com sua equipe sobre os

    insights e aprendizados do curso.

    Desejamos a voc uma tima experincia de aprendizagem!

  • ndex

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    INTELIGNCIA COMPETITIVA ETENDNCIAS DE CANAIS DIGITAIS2COMPORTAMENTODO USURIO DIGITAL

    3 ESTRATGIA NAEXPERINCIA DO USURIO4 MODELAGEM DE NEGCIOS5 METODOLOGIAS GEIS NAEXPERINCIA DO USURIO6 MTRICAS, INDICADORESE PERFORMANCE

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    UX STRATEGYin-company course

    O trabalho UX Strategy de Welab Design and Innovation est licenciado com uma Licena Creative Commons - Atribuio-NoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

    Podem estar disponveis autorizaes adicionais s concedidas no mbito desta licena em welabdesign.com.br

    Redao: Alex Antnio, Alexandre Werner, Caroline Fileno, rico Fileno, Hilton Menezes, Israel Lessak, Michel Alcoforado e Vitor Perez. Diagramao: Israel Lessak. Reviso: Michelle Venturini

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    INTELIGNCIA COMPETITIVA ETENDNCIAS DE CANAIS DIGITAIS2COMPORTAMENTODO USURIO DIGITAL

    3 ESTRATGIA NAEXPERINCIA DO USURIO4 MODELAGEM DE NEGCIOS5 METODOLOGIAS GEIS NAEXPERINCIA DO USURIO6 MTRICAS, INDICADORESE PERFORMANCE

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    UX STRATEGYin-company course

    Este material foi construdo como uma forma de reunir as principais informa-

    es a respeito dos temas que so abordados no workshop sobre UX Strategy.

    Utilize-o consultivamente para seus estudos e aprofundamento dos conceitos

    fundamentados e cocriados no workshop.

    Note que, apesar de existir uma sequncia de introduo dos assuntos, sua

    compreenso no deve ser linear. O conhecimento cclico e cheio de intersec-

    es! Portanto, fique vontade para folhear este material e dialogar com suas

    palavras. Utilize os espaos de insights da forma como melhor para voc. J

    ampliamos seu espao e possibilitamos que voc possa anotar ou desenhar o

    que quiser, prximo daquilo que lhe despertou mais interesse!

  • Comportamentodo usuriodigital

    Michel AlcoforadoMestre em Antropologia Social e especialista em

    Antropologia do Consumo. michel@consumoteca.com.br

    rico Fileno Strategic Lead Designer com

    20 anos de experincia no mercado com nfase em inovao.

    erico@welabdesign.com.br

  • meus insights

    COMPORTAMENTO DO USURIO DIGITAL

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    Pesquisa QualitativaVamos estudar o contexto de entendimento do comportamento social no campo digital.

    Etnografia e a netnografia: mtodos

    Toda descoberta resultado de um caminho trilhado. E, quando o assunto pesquisa, esse caminho construdo se chama metodologia. O problema apresentado e os obje-tivos da investigao so funda-mentais na construo do caminho metodolgico. Enfim, cada pergunta pede uma trilha especfica para che-garmos s respostas.

    A grande contribuio da Antropologia para o pool de meto-dologias j existentes est nnas potencialidades da Etnografia: um mtodo que preza pelo contato direto com os consumidores, em um tipo de observao do Outro que sempre implica uma participao e um deslocamento do foco dos indiv-duos para as interaes.

    Com o impacto da internet nas relaes sociais, a Antropologia foi obrigada a adaptar seus mtodos para o estudo e anlises das rela-es sociais e dos consumidores no mundo online. Nesse mdulo, vamos procurar explicitar os pilares que sustentam ambos os mtodos.

    Jogo de identidades no mundo digital

    A frase acima parece uma brin-cadeira, mas nos oferece grandes pistas sobre as interaes dos nos-sos consumidores no mundo digital. O nosso acesso a uma rede social, um pequeno comentrio em qual-quer site ou uma briga no twitter s possvel, na maioria das vezes, atravs do nosso perfil.

    Escolher a melhor foto, fazer parte das melhores comunidades, dar check-in no aeroporto nada mais so do que peas fundamentais que nos ajudam a construir nossas iden-tidades no mundo digital. Dada a

    importncia, vamos nos ater a esse tema durante o mdulo.

    Tem gente de todo jeito: classifi-caes dos usurios

    hora de colocar a mo na massa. Depois de problematizarmos o comportamento do consumidor digital e trabalharmos algumas ferramentas de pesquisa que nos ajudam a com-preend-lo, hora de partirmos para a construo de nossas prprias an-lises. Sendo assim, atravs de meto-dologias importantes, como o mapa de persona e de empatia, vamos cair dentro do mundo virtual para identi-ficarmos que os consumidores so muito mais complexos do que haters ou os lovers que nos rodeiam.

    Olhar, ouvir e escrever: a escrita visual do design e os tipos de leitores

    Leitor Contemplativo (medita-tivo): o leitor que surgiu com a linguagem expressa e procu-rou o isolamento para absor-o do contedo; que no se preocupa com quanto tempo faz que est lendo nem tem pressa pra terminar. Possui

    relao direta e ntima com o livro. Leitura de manuseio, num lugar privado.

    Leitor Movente (fragment-rio): o leitor que surge ps Revoluo Industrial, com o surgimento do cinema, TV e das narrativas visuais. Desenvolveu a capacidade de compilar imagens e novas for-mas de leitura.

    Leitor Imersivo (virtual): nada de ordem para ler. O leitor imersivo est todo tempo em prontido para receber e ler novas informaes. Traa seu

    Ningum to feio quanto na carteira de identidade, nem to bonito como no Facebook.

  • meus insights

    ITA + WELAB IN-COMPANY COURSE

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    prprio caminho em navega-es no lineares ou multiline-ares. o leitor que passeia por vrias dimenses de conte-dos atravs dos ns que as unem; que pode ter uma leitura que no tem fim; que entre-cruza os dados com outros textos, compara-os e gera um terceiro ou um quarto conte-do. Surge com os ambientes virtuais de comunicao ime-diata, faz a leitura da multiplici-dade de imagens sgnicas. Est em centros urbanos, tem sen-sibilidade perceptivo-cognitiva quase que instantnea.

    Relativizao: o lugar do outro.

    Uma das chaves fundamen-tais para a realizao de qualquer pesquisa est na relativizao: essa capacidade que precisamos ter de entender o comportamento dos nos-sos consumidores dentro dos seus contextos sempre procurando as lgicas que embasam sua viso de mundo e maneira de agir. Para inves-tigar o comportamento do consu-midor necessrio o abandono de nossas pr-noes, dos nossos pr-conceitos e das nossas certezas.

    olhar para um estranho e consider-lo uma pessoa igual a voc, mas que vive de uma outra forma. perceber que os costumes, tais como roupas, formas de comer, formas de dormir, de andar etc. podem ser diferentes da sua, mas fazem sentido no universo dela.

    A forma de encarar outras pes-soas, culturas ou prticas culturais a partir do contexto delas, tentando entender a lgica do outro, que diferente. Procura-se evitar a hierar-quia e noes de certo e errado. Apenas constata-se a diferena.

    Ouvir, ver e sentir: ns e o outro

    Para nos livrarmos de nossas pr-noes e iniciarmos o pro-cesso de conhecimento do Outro, preciso que se faa o exerccio de todos os sentidos. No se faz pes-quisa s com os ouvidos ou s com os olhos. Ao contrrio, se valendo da potencialidade de cada um dos

  • meus insights

    COMPORTAMENTO DO USURIO DIGITAL

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    nossos sentidos que conseguimos imergir no mundo dos consumido-res e entender, de maneira mais completa, o seu comportamento e, sobretudo, o conjunto de interaes entre os internautas.

    Curva de adoo tecnolgica

    Nativos Analgicos

    Os nativos analgicos so todos aqueles que eram adultos nos anos 90 do sculo passado. Sua formao absolutamente livresca. Estudaram por meio da lei-tura de textos durante toda a vida. Tiveram aulas na sua forma tradi-cional. Aprenderam o conhecimento basicamente por meio dos livros. O cinema, o teatro, a msica, a televi-so, o rdio, os jornais, as revistas e talvez at alguns videogames fizeram parte de sua formao. Mas ela foi magistralmente preenchida por leituras em livros ou apostilas na sua forma impressa.

    Nativos Analgicos Digitais

    O a