ultimo exodo

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Mauro Fonseca O ÚLTIMO ÊXODO Final dos Tempos * Terceiro Milênio 1ª. edição 1998 Editado pela SOCIEDADE EDITORA ESPÍRITA F. V. LORENZ C.G.C. 42.515.452/0001-56 Caixa Postal 3133-20001-970 - Rio de Janeiro (RJ) Brasil

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Mauro Fonseca

O LTIMO XODOFinal dos Tempos*

Terceiro Milnio

1. edio 1998 Editado pela SOCIEDADE EDITORA ESPRITA F. V. LORENZ C.G.C. 42.515.452/0001-56 Caixa Postal 3133-20001-970 - Rio de Janeiro (RJ) Brasil

O LTIMO XODOUma coletnea de registros existentes na Bblia e tambm em livros espritas sobre a transio do segundo para o terceiro milnio da passagem de Jesus na face da Terra. assim este livro, O LTIMO XODO, que a Sociedade Editora Esprita F. V. Lorenz tem a honra de editar. Trata-se de um documentrio, resultante de pesquisas realizadas cuidadosamente pelo autor M.Fonseca. um livro de mensagem vigorosa e oportuna. Mas de mensagem fraterna, como tem salientado o autor, acerca da importncia de uma reencar-nao para a nossa evoluo espiritual. Sem fazer especulaes ou mesmo formular hipteses, M.Fonseca alinha to somente os registros do que disseram os profetas Isaas, Daniel, Zacarias e outros; o que disse o prprio Mestre Jesus; o que depois disseram os Mensageiros da Espiritualidade, atravs da mediunidade de Francisco Cndido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvonne A. Pereira e tambm Herccio Mes, alm de outros. Um livro que, estudado, h de contribuir para que nos aprimoremos mais ainda na busca de nossa reforma ntima, atravs da prtica do Bem e do Amor ao Prximo. 7 PREFACIO da la. Edio "A Terra feita em pedaos, estala, fende-se, sacudida; cambaleia como um homem embriagado. Seus crimes pesam sobre ela, e ela cair para no mais se levantar... os cus vo desvanecer-se como fumaa, como um vestido em farrapos ficar a Terra". Dentre outras previses assustadoras, h estas pronunciadas pelo maior profeta de Israel, Isaas, referindo-se ao final dos tempos (VelhoTestamento-Isaas24:19/20e51:6). No so poucos os alertas de que esse perodo de grande expurgo e de grande tribulao se aproxima. Marco necessrio para o desfecho mais importante nos caminhos da humanidade, iniciado com a presena humanizada de Jesus em nosso mundo: o to esperado REINO DE DEUS (reino de paz, de harmonia, de fraternidade). Essa era de paz, a ser estabelecida na Terra, ser destinada aos eleitos, aos salvos, isto , queles que entenderam as mensagens de amor do Mestre e as colocaram em prtica, conforme narrado pelo evangelista Mateus (Novo Testamento - 25:31 a 46): sero salvos, permanecero na Terra redimida, livre dos maus, aqueles que deram de comer a quem tinha fome, de beber a quem tinha sede, abrigo e roupas aos desvalidos e nus, aqueles que visitaram os enfermos e presos; sero afastados da Terra, expulsos para mundos inferiores, aqueles que no praticaram estas aes.

bom lembrar que Jesus no ensinou que seriam salvos (herdeiros da Terra) ou condenados (expulsos da Terra) os que muito ou pouco rezassem, os que pertencessem ou no a essa ou quela igreja ou seita, os que acreditassem ou no em Deus, louvando ou no o seu nome, os que aceitassem ou no a ele mesmo, Jesus, como o Enviado de Deus e Salvador da humanidade, os que professassem doutrinas espiritualistas ou materialistas. Jesus disse que os bons, os que colocassem o amor em ao atravs da caridade seriam salvos e os que no o fizessem, no o seriam. 9 Todos os ensinamentos, todas as prticas religiosas, todas as preces, meditaes, palestras, pregaes, leituras, aprendizados etc. destinam-se, precipuamente, a levar os homens prtica do bem, do amor, da caridade. Foi compreendendo o amor em ao ensinado e exemplificado por Jesus, que Tiago escreveu s doze tribos de Israel (1:27): "A religio pura e sem mcula, para com o nosso Deus e Pai, esta: visitar os rfos e as vivas nas suas tribulaes, e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo". Tambm Paulo, com o mesmo entendimento superior, coloca o "amor em ao" como o dom supremo, no inspiradssimo captulo 13 ile sua Primeira Carta aos Corintios, onde declara: "Ainda que eu fale as lnguas dos homens e dos anjos, se no tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o cmbalo que retine; ainda que eu tenha o dom de profetizar e conhea todos os mistrios e toda a cincia, ainda que eu tenha tamanha f ao ponto de transportar montes, se no tiver amor, nada serei; e ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que eu entregue o meu prprio corpo para ser queimado, se no tiver amor, nada disso me aproveitar". Como rpido comentrio dessa maravilhosa inspirao de Paulo, dizemos que uma distribuio de bens aos pobres, sempre ser de grande proveito aos necessitados; o doador, porm, somente tirar proveito moral, conquistar novas virtudes, ou ter assimilado vibraes de equilbrio em seu psiquismo, se o fizer com amor. As doutrinas religiosas, as crenas, as igrejas, desde que ensinem e exemplifiquem o bem e a moral, ajudam o homem a salvar-se, isto , a melhorar seu padro vibratrio, seu padro de virtudes, a ser bom, a herdar a Terra. preciso contudo que o ensino seja claro, sem mistrios, sem dogmas, racional, simples, direto. Com a mentalidade j bem amadurecida, o homem hodierno somente incorpora os ensinamentos que ele compreende, e cada um ter que salvar-se a si mesmo, pois compete a cada um o prprio burilamento e a prpria evoluo. Para todo e qualquer estudioso dos profetas e dos Evangelhos, no h dvida de que a separao entre "bons" e "maus" um dia ocorrer; a incerteza est no "como" e no "quando".

Neste trabalho, com base nos profetas, nos evangelistas e em informaes posteriores, inclusive medinicas, procuramos esse "quando" e esse "como". As repetidas citaes bibliogrficas, que antecedem as transcries, objetivam destacar e valorizar os autores dos trechos transcritos. Junho 1993 10

UM CORPO ESTRANHO NO SISTEMA SOLAROs evangelistas Mateus, Marcos e Lucas descreveram em seus Evangelhos as profecias de Jesus sobre o Final dos Tempos; Joo Evangelista, j no final de sua vida terrena, teve uma viso daqueles fatos, do que resultou o co-nhecedssimo e famoso "APOCALIPSE"; os profetas Isaas, Daniel, Joel, Jeremias, Amos, Zacarias, falam desse perodo, dos aspectos desse magno acontecimento, cada um a seu modo; encontramos, ainda, em Pedro e em Atos dos Apstolos, referncias ratificadoras dessas profecias; Nostradamus, em vrias centrias, aborda esse perodo; mais modernamente e sobre o mesmo tema, vrios Espritos nos tm trazido, em obras psicografadas, informaes mais detalhadas e diretas, dentre eles, conhecidos nos meios espritas, destacamos Emmanuel, Bezerra de Menezes, Ramatis, Miramez, Camilo Castelo Branco, ureo, Delfos, Joanna de Angelis; encontramos, na obra da codificao esprita, de Allan Kardec, comunicaes de Santo Agostinho e do Esprito da Verdade, alertando-nos sobre a grande transio que se aproxima; Pietro Ubaldi, em diversos pontos de sua vasta obra, e Jean Baptiste Rous-taing, em "Os Quatro Evangelhos", abordam o mesmo problema. No decorrer deste trabalho transcreveremos trechos de cada um dos autores citados, alm de outros, demonstrando a coerncia e o encadeamento das informaes.O QUE DIZEM OS ASTRNOMOS

Vamos comear nossa pesquisa, transcrevendo parte de algumas reportagens sobre um corpo estranho em nosso sistema solar (os grifos so nossos): Em 15.06.88 o Jornal "O GLOBO" publicou o artigo abaixo, de que extramos parte: 11 "SONDAS PIONEER REFORAM A TEORIA SOBRE DCIMO PLANETA Mountain View, Califrnia - Em funcionamento perfeito aps 15 anos de servio, as sondas espaciais americanas Pioneer 10 e 15 - as mesmas que j enviaram Terra as

primeiras fotos detalhadas de Jpiter e Saturno - esto procurando agora o misterioso "Planeta X", cuja suposta rbita se situaria alm de Pluto, informaram cientistas do laboratrio da Nasa em Mountain View. A existncia desse pfaneta, que seria o dcimo do Sistema Solar, indicada pelas anomalias observadas nas rbitas de Urano e Netuno, as quais poderiam ter sido provocadas pelas foras de gravitao do "X", disse um dos cientistas, o professor John Anderson. Estamos seguros, com 99 por cento de possibilidades de acerto, de i.:ue as rbitas de Urano e Netuno esto desestabilizadas, e que um dos possveis causadores de tal fenmeno esse planeta ainda desconhecido - acrescentou. Segundo Anderson, esse planeta, se de fato existe, tem no mnimo uma massa igual da Terra, e no mximo quatro vezes maior". A Revista "SUPER INTERESSANTE", em seu nmero de novembro de 1988, publica o seguinte artigo: "EM BUSCA DO PLANETA X - No apenas junto a estrelas distantes que os astrofsicos procuram planetas. Eles acreditam que existe um solitrio corpo celeste perdido no Sistema Solar, para l de Pluto, que fica a 5,9 bilhes de quilmetros do Sol. A massa desse dcimo planeta poderia ser cinco vezes maior que a da Terra; o tamanho, o dobro. Apropriadamente chamado Planeta X, demoraria nada menos de mil anos para dar uma volta completa em torno do Sol, de to longe que estaria dele. A procura desse planeta comeou no sculo passado, depois que o astrnomo americano Percival Lowell (1855-1916) previu sua existncia matematicamente, a partir das perturbaes nas rbitas de Urano e Netuno. Para Lowell, elas s podiam ser causadas pela atrao gravitacicnal de um planeta mais distante. A sonda Pioneer 10, que j quase alcanou o limite do sistema solar, ainda no viu sinal de X. Isso poderia ser explicado, segundo os especialistas da NASA, por sua estranha rbita, praticamente perpendicular da Terra". "JORNAL DO BRASIL", de 05.06.89: 12 "PIONEER 10 - UMA JORNADA INTERMINVEL - Este ms faz seis anos que a nave Pioneer 10 passou pela rbita de Pluto em busca das fronteiras exteriores do Sistema Solar, velocidade de 40 mil quilmetros por hora. Nessa viagem aos limites do nosso sistema planetrio, os cientistas da NASA esperam conseguir informaes sobre a possvel existncia de um dcimo planeta e,..." "O GLOBO", de 13.01.90: "ASTRNOMOS INTENSIFICAM BUSCA A DCIMO PLANETA DO SISTEMA SOLAR - WASHINGTON - Astrnomos do Observatrio Naval

americano informaram ontem estar concentrando esforos na busca de um dcimo planeta numa regio especfica do Sistema Solar. As teorias sobre a existncia desse planeta surgiram devido ao "empurro" gravitacional que interrompe as rbitas de Urano e Netuno... Com o uso de computadores, cientistas simulam teorias sobre a possvel localizao do planeta... Harington diz que o planeta seria de trs a chico vezes maior que a Terra e se encontra numa rbita trs vezes mais distante do sol que as de Netuno e Pluto". "JORNAL DO BRASIL", de 07.08.90: "SISTEMA SOLAR SOFRE AMEAA DE BURACO NEGRO - O dcimo planeta do Sistema Solar pode ser um buraco negro. A concluso do cientista sovitico Vladimir Radziyevski, que vem estudanc'o as perturbaes provocadas na rbita dos cometas pela existncia de um corpo celeste obscuro, nas bordas do nosso sistema planetrio. Embora esse tipo de clculo apresente muitas incertezas, Radziyevski estima que a massa do dcimo planeta milhares de vezes maior que a terrestre. Um objeto to niassivo no poderia ser um planeta. Seria uma estrela fria, do tipo an marrom, ou ento um buraco negro... Baseado em seus clculos, Radziyevski acha que a humanidade assistir a grandes cataclismos dentro de 50 ou 100 anos, quando a estrela negra estiver mais prxima da Terra... Radziyevski tem trabalhado com o astrnomo americano John Anderson, que estuda as perturbaes que o astro desconhecido estaria causando na rbita dos Planetas Urano e Netuno". "O GLOBO", de 29.08.90: "COMETAS REVELAM O DCIMO PLANETA - Astrnomos de todo o Mundo j dispem de provas indiretas da existncia de um ou dois corpos 13 invisveis de grande massa situados alm de Pluto, o planeta mais afastado do sistema solar. As pesquisas mais adiantadas esto sendo feitas pelo professor Vladimir Radziyevst, da URSS, e pelo cientista John Anderson, dos EUA. As pesquisas de Anderson baseiam-se no clssico mtodo da teoria das perturbaes, pelo qual se descobre a rbita, massa e posio de um planeta desconhecido atravs das chamadas "discrepancias" no movimento de um planeta conhecido. Essa teoria mostrou ser correia na descoberta de Netuno, prximo de Urano, que provoca enormes discrepancias na rbita de seu vizinho. O cientista sovitico, no entanto, elaborou um mtodo diferente e, na sua opinio, o planeta desconhecido tem, no mnimo, massa dez vezes superior determinada pelo cientista americano. O astrnomo sovitico utiliza as estatsticas sobre cometas para "sondar" o espao distante, alm de Pluto. O mtodo considerado eficiente porque o

nmero de cometas muito grande, o que aumenta as possibilidades das estatsticas, e porque eles se afastam do Sol durante muito tempo e a grande distncia. Os planetas ainda no descobertos agem como um corpo perturbador rbita elptica dos cometas. O deslocamento do ponto de cruzamento da rbita dos chamados cometas diretos ocorre, segundo os astrnomos, em sentido inverso, ou seja no sentido dos ponteiros do relgio. De acordo com os clculos do professor Radziyevski, a velocidade do deslocamento dos pontos de cruzamento de todos os cometas de curto perodo inferior s previses tericas. Baseado nesta discrepncia, ele calculou a massa do corpo perturbador e verificou que deveria ser enorme, milhares de vezes superior terrestre. Como uma massr dessa magnitude no pode pertencer a um planeta com rbita circular, quc;stiona-se a possibilidade de este corpo ser um ano negro (estrela fria) ou at um buraco negro".O QUE DISSERAM OS PROFETAS

Como pudemos verificar nestas reportagens, os cientistas preocupam-se com algo estranho em nosso Sistema Solar. Se levarmos em considerao as profecias existentes bem como is informaes de mais recentes obras psico-gnuadas, es >a preocupao ser muito mais sria. Os Profetas, veladamente, e os modernos autores espirituais, mais ostensivamente, falam de um astro que cruzar nosso sistema, passando, no final deste, scalo, relativamente prximo da Terra, causando sua desestabilizao temporria. Vrios explorar essas informaes profticas. 14 Em Mateus (24:15 a 18) encontramos a seguinte recomendao de Jesus: "Quando, pois, virdes o abominvel da desolao de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem l entenda), ento, os que estiverem na Judia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado no desa a tirar de casa alguma coisa; c quem estiver no campo, no volte atrs para buscar sua capa." Essa mesma recomendao foi assim registrada por Marcos(13:14 e 13:29): "Quando, pois, virdes o abominvel da desolao situado onde no deve estar (quem l, entenda), ento os que estiverem na Judia fujam para os montes; assim tambm vs: quando virdes acontecer estas cousas, sabei que est prximo, s portas." A profecia de Daniel, que Jesus destaca, segundo Mateus, para alertar sobre os acontecimentos futuros, encontra-se no cap. 12:11 de seu Livro, assim grafada: "Depois do tempo em que o costumeiro sacrifcio for tirado, e posta a abominao desoladora, haver ainda mil duzentos e noventa dias". Casando as informaes de Mateus, Marcos e Daniel, temos o seguinte enunciado:

"Quando, pois, virdes o abominvel da desolao, de que falou o profeta Daniel, situado onde no deve estar, haver ainda mil duzentos e noventa dias". (Esse prazo de 1290 dias ser focalizado mais frente, ao tratarmos da poca desses acontecimentos). Observemos que Jesus recomendou-nos fugssemos para os montes; se estivssemos nos campos, no voltssemos para pegar coisa alguma; permanecssemos nos lugares altos, no eirado, quando o abominvel da desolao fosse "visto". Com essas recomendaes Jesus avisa-nos que, quando isso acontecesse, nada mais haveria a fazer, a no ser aguardar os acontecimentos com a bagagem adquirida durante as inmeras existncias preparatrias para o magno acontecimento. O enunciado bblico diz que o "abominvel" estar num local que no seu, num espao que lhe no pertence, maculando o altar do sacrifcio dirio, 15 costumeiro, isto , o cu onde diariamente contemplamos o astro rei, o Sol que nos d luz e calor. Ele ser capaz de devastar nosso mundo. Vejamos algumas centrias de Nostradamus: Cent.3-34 - Quando o Sol ficar completamente eclipsado, passar em nosso cu um novo corpo celeste, o "monstro", que ser visto em pleno dia; os astrnomos interpretaro os efeitos deste corpo, de outro modo; por isso ningum ter provises em face da penria. Cent.2-41 - A grande estrela por 7 dias abrasar; nuvem far aparecer dois sis. Cent. 10-72- No ano de 1999, no stimo ms, do cu vir um grande rei do terror. Cent, l-17 - Por 40 anos o novo corpo celeste ser invisvel a olho nu; por 40 anos, visto todos os dias; a Terra ficar rida; haver grandes dilvios, quando for visto a olho nu. Um comentrio de Ramatis no livro "MENSAGENS DO ASTRAL", 5a. edio da Freitas Bastos, pginas 218/219, psicografado por Hercilio Mes: "Na Centria 3-34, o vidente francs deixou registrado claramente que "em seguida ao eclipse do Sol, no fim do sculo, passar junto Terra um novo corpo celeste volumoso, grande, um monstro, visto em pleno dia". As Centrias 4-30 e 1-17 previnem-nos de que "a cincia no far caso da predio, e dessa imprudncia faltaro provises humanidade; haver penria e a Terra ficar rida, ocorrendo grandes dilvios". Certamente os cientistas ridicularizaro o evento do astro intruso, por consider-lo aberrativo. Isso ter como consequncia a negligncia, por parte de todo o mundo, em acumular provises, quando a fome os cercar". Nessas informaes de Ramatis e Nostradamus esto, a nosso ver, a chave para esclarecer a profecia de Daniel, ratificada e ampliada por Jesus, relativamente ao "abominvel da devastao". Trata-se de um grande corpo celeste, de um astro,

possivelmente do "Planeta X", que tanto tem preocupado os astrnomos mais respeitveis da atualidade. 16 AINDA RAMATIS EM "MENSAGENS DO ASTRAL" "PERGUNTA: (Pag. 120/121) - H, no Apocalipse, aluso presena de algum astro ou planeta, nas proximidades da Terra, que comprova as notificaes profticas feitas por vs quanto ao "astro intruso"? "RAMATIS: - A presena do "astro intruso" (sob certo teor cabalstico), que deve elevar o eixo da Terra, est explcita na linguagem do profeta Joo, quando diz: "E tocou o terceiro anjo uma trombeta e caiu do cu uma grande estrela ardente como um facho, e caiu sobre a tera parte dos rios, e sobre as fontes das guas". Na sua viso extra-corprea, que a tcnica sideral preparou num fabuloso resumo ideoplstico, que anulava a ideia de movimentos gradativos, o evangelista viu "uma estrela cair", mas a queda, que lhe pareceu rapidssima, abrange todo o espao de tempo ocupado pelo astro intruso, na sua lenta aproximao da Terra. Em virtude de Joo apreciar, em poucos minutos, a sucesso de acontecimentos que ocupariam sculos, tudo lhe pareceu rpido, presente, com os seus movimentos aceleradssimos, devido ausncia de noo gradual de tempo." "PERGUNTA: (Pag. 168/169) - Por que motivo designais esse astro umas vezes como "intruso" e outras vezes como planeta "higieni-zador"? "RAMATIS: - Denominamo-lo de astro "intruso" porque no faz parte do vosso sistema solar, e realmente se intromete no movimento da Terra, com a sua influncia, ao completar o ciclo de 6.666 anos. "Em virtude de seu magnetismo primitivo, denso e agressivo, ele se assemelha a um poderoso im planetrio, absorvendo da atmosfera do vosso globo as energias deletrias, por cujo motivo o figuramos tambm como um planeta "higienizador". "PERGUNTA: (Pag. 121) - Em vossas comunicaes, tendes descrito o magnetismo desse astro intruso como primitivo, agressivo, super-excitante das paixes inferiores. Ser-nos-ia possvel, porventura, perceber esse detalhe importante na profecia apocalptica?" "RAMATIS: - O teor opressivo, adstringente - que lembra o magnetismo de um fel eterizado --, prprio do planeta purificador que se aproxima da Terra, tambm foi assinalado pelo profeta, e de modo satisfatrio, no versculo VJJI - 11, quando diz: - "E o nome da estrela era Absintio; e a tera parte 17 das guas se converteu em absintio, e muitos homens morreram das guas, porque elas se tornaram amorgosas". a identificao perfeita do magnetismo deletrio, com o amargor da losna, interpretao que se estende, na alegoria apocalptica, prpria ideia

de horas de amargura por parte dos seres, por ocasio dos acontecimentos. O evangelista Joo acentua, ainda, o efeito sensual desse magnetismo que, embora indesejvel, como o o do prprio absintio, tambm vicia at as mais altas inteligncias do mundo! Realmente o campo magntico do astro intruso um profundo excitador das paixes animais porque, sendo seu magnetismo de natureza primria, oriundo de um orbe de energias superativadas, torna-se um multiplicador de frequncia lasciva e egocntrica nas criaturas invigilantes. Conforme temos explicado alhures, a presena do planeta produzir, em determinadas latitudes geogrficas, um clima excessivamente equatorial, avivando o flagelo das secas e perturbando o mecanismo da produo normal. Joo confirma esta assero, quando prediz que "caiu do cu uma grande estrela ardente como um facho" (cap.vnl-10) ou assegura que "foi abrasada a tera parte da Terra". Repetindo sempre a mesma ideia, sob outras figuras alegricas, a fim de despertar vigorosamente o campo mental dos seus interpretadores, diz mais: - "a tera parte das guas converteu-se em absintio (VIII-11) ou seja tornou-se imprestvel, imprpria para mitigar a sede, evocando novamente o estado de aridez e de secura causado pela presena do planeta." "PERGUNTA: - (Pag. 170) Muitos que tm lido as vossas comunicaes avulsas alegam que um absurdo o volume de 3.200 vezes maior do que a Terra, que atribustes ao planeta intruso. A passagem desse astro junto ao nosso planeta, e com tal volume, acarretaria talvez uma catstrofe em todo o sistema solar?" "RAMATIS: - que ao captardes o nosso pensamento confundistes o volume urico do planeta com o seu volume material. Esse volume de 3.200 vezes maior do que a Terra no referente massa rgida daquele orbe, cujo ncleo resfriado um pouco maior que a crosta terrquea. Estamos tratando de sua natureza etreo-astral, do seu campo radiante a radioativo, que o fundamento principal de todos os acontecimentos no "fim dos tempos". VOLTEMOS A NOSTRADAMUS A Centria 1-17 esclarece que o "astro" no seria visvel por 40 anos, com isso afirmando que sua influncia sobre a humanidade antecederia em 40 anos a sua apario. Esse predomnio, em escala ascendente, medida de sua 18 aproximao, seria o acirramento das paixes, dos desregramentos, dos desequilbrios, das angstias, das depresses, em vista das baixas vibraes de que o astro visitante portador e irradiador. Aps sua passagem ele seria visto a olho nu por mais 40 anos, dizendo com isso que sua influncia sobre o comportamento humano poderia ainda continuar por igual perodo, agora em escala descendente, medida de seu afastamento, completando, assim, a higienizao de nosso planeta Terra. A Centria 2-41 ("A grande estrela por 7 dias abrasar"), d-nos uma interessante "chave" para compreendermos parte da profecia de Daniel, ratificada por Jesus.

Vamos transcrever novamente o 12:11 de Daniel, mas agora complementado com o 12:12: "12.11-Depois do tempo em que o costumeiro sacrifcio for tirado e posta a abominao do desolador haver ainda mil duzentos e noventa dias; 12.12-Bemaventurado o que espera e chega at mil trezentos e trinta e cinco dias". No captulo 24:15 do Evangelho segundo Mateus, Jesus evoca a profecia de Daniel, dando-lhe autenticidade, e chega ao versculo 22, do mesmo captulo com a seguinte declarao proftica: "E se aqueles dias no fossem abreviados, nenhuma carne seria salva; mas por causa dos eleitos aqueles dias sero abreviados". O que Daniel afirma, que as grandes catstrofes do final dos tempos dar-se-o 1290 dias (ou trs anos e sete meses) aps o astro ser visto, e que, "bem-aventurado o que espera e chega a 1335 dias". Ora, se em 1290 dias comeam os abalos e feliz daquele que alcana 1335, significa que Daniel profetizava 5 dias de tribulaes e influncia fsica do astro intruso sobre nossa Terra. Foi nesse ponto que Jesus corrigiu Daniel (ou, por outro lado, pode ser que a rbita do astro intruso tenha sido corrigida pelos engenheiros siderais), pois que 45 dias de abalos, com a Terra sendo jogada de um para outro lado, fora de rbita, "nenhuma carne se salvaria" no dizer de Jesus. Por isso, disse o Mestre: "aqueles dias seriam abreviados por causa dos eleitos". Provavelmente esse perodo de tribulaes tenha sido reduzido a 7 dias; o que deve ter detectado Nostradamus, conforme consta da Cent. 2-41, que transcrevemos novamente: "A grande estrela por 7 dias abrasar; nuvem far aparecer dois sis". 19OUTRAS INFORMAES

Do livro "REENCARNAO E EMIGRAO PLANETRIA", de Din-kel Dias da Cunha, editora Ctedra, pgina 177, transcrevemos o seguinte trecho: "...O que preocupa, realmente, um grande corpo celeste, o astro intruso, ou o planeta chupo a que se referiu Chico Xavier, e cuja presena j foi detectada pelo telescpio de raios infravermelhos colocado no satlite IRAS. Esse mesmo astro, tambm foi descoberto pelo astrnomo chileno Carlos Mu-niz Ferrado, e encaminha-se na direo do nosso Sistema Solar, devendo passar a 11 milhes de quilmetros da Terra, nas proximidades do ano 2000. Os astrnomos no conseguiram traar a rota desse corpo celeste porque ele caminha diretamente na direo da Terra, vem de frente, no se desloca lateralmente. Quando ele aparecer no cu, brilhar como uma estrela de primeira grandeza. Alis, Nostradamus afirmou que, na ocasio em que estiver prximo o fim do mundo, sero vistos dois sis no firmamento."

Do livro "OS EXILADOS DA CAPELA", de Edgard Armond, pag. 165, 9a. edio da LAKE - Livraria Allan Kardec Editora Ltda., transcrevemos o trecho seguinte: "...Milhares de condenados j esto sentindo, na crosta e nos espaos, a atrao terrvel, o fascnio desse abismo que se aproxima (o astro), e suas almas j se tornam inquietas e aflitas. Por toda parte do mundo a paz, a serenidade, a confiana, a segurana, desapareceram, substitudos pela angstia, pelo temor, pelo dio e haver dias, muito prximos, em que verdadeiro pnico tomar conta das multides, como epidemias contagiantes e velozes." No Evangelho segundo Marcos (13:7), ainda sobre o final dos tempos, encontramos a seguinte profecia de Jesus: "Quando, porm, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, no vos assusteis; necessrio assim acontecer, mas no o fim;" Nestas palavras Jesus nos lembra que o final no seria decorrente de guerras; elas aconteceriam, como tem acontecido em toda a histria da humanidade; poderia, at mesmo, haver um acirramento de conflitos, ou sua generalizao; mas o "fim", a grande separao, a grande angstia, a grande tribulao, "como desde o princpio do mundo at agora no tem havido e nem haver jamais", teria outro causador. 20 Sob o ttulo "O DCIMO SEGUNDO PLANETA", Zecharia Sitchin, eminente pesquisador, historiador e arquelogo, publica um volumoso estudo de 386 pginas, resultado de vrias dcadas de pesquisas (ttulo original: The 12th Planet, 1976, traduo de Ana Paula Cunha, edio de PUBLICAES EUROPA-AMRICA). Seu estudo baseou-se em achados arqueolgicos e na decifrao de textos sumrios, babilnios, assrios, hititas, cananitas etc. importante notar, que os textos sumrios, de 6.000 anos atrs, j apresentavam, alm de muitas outras fantsticas informaes, nosso sistema solar com os nove planetas hoje conhecidos (nossa moderna astronomia s descobriu Pluto em 1930), mais Lua, Sol e o dcimo segundo astro, Marduk. Marduk, segundo os textos sumrios, decifrados por Z. Sitchin, percorre uma rbita em torno do Sol, passando entre Marte e Jpiter, alm do cinturo de asteroides, afastando-se numa imensa elptica que dura milhares de anos. Pelos documentos consultados, Z. Sitchin conclui que esse astro percorre cua rbita no sentido dos ponteiros do relgio - o movimento de translao dos demais planetas tem o sentido contrrio. Seria o Marduk dos sumrios o mesmo "abominvel da desolao" de Jesus, a "abominao desoladora" do profeta Daniel, "a grande estrela ardente como um facho, chamada Absintio", do Apocalipse de Joo, o "monstro", "a grande estrela", "o grande rei do terror" ou "o novo corpo celeste" de Nostradamus, o "astro intruso" ou "planeta

higienizador" de Ramatis, o "planeta chupo" citado por Chico Xavier, ou o "planeta X" procurado por nossos atuais astrnomos? muito grande a possibilidade de todas essas denominaes referirem-se ao mesmo instrumento que no deixar na Terra pedra sobre pedra, marcando profundamente, para os evos futuros, os graves momentos da grande separao entre justos e injustos, que j comeamos a vivenciar. Segundo, ainda, os textos sumrios, na interpretao do autor de "O Dcimo Segundo Planeta", foi Marduk o responsvel pelo dilvio bblico, cerca de 13.000 anos atrs, numa de suas passagens prximo da Terra. 13.000 anos tambm o tempo que nos separa, segundo nossa cincia oficial, da repentina interrupo da idade do gelo vivida ento pela Terra. Diante de fontes to distintas demonstrando fatos to coincidentes, temos mesmo qce reflexionar sobre a iminente possibilidade da existncia desse planeta "depurador". 21

ABALOS FSICOSIremos verificar que as profecias dos antigos profetas ou as de Jesus grafadas pelos evangelistas, ou ainda as de Joo em seu livro Apocalipse, tratam com muito mais intensidade e mais clareza dos abalos fsicos que sofrer a Terra do que propriamente do causador dos abalos. bvio que ao descrever os efeitos eles falavam, voladamente, da causa. Vamos verificar, tambm, que uma mesma ideia repetida por diversas personalidades, de vrias maneiras diferentes. Em Isaas (13:13) encontramos o seguinte: "Farei oscilar os cus, e a Terra abalada ser sacudida pela ira do Senhor no dia do seu furor ardente". Ora, os cus oscilando o mesmo que a Terra sendo sacudida. apenas uma questo de perspectiva. a Terra que estar sendo balanada. E para que ela seja balanada, necessrio que uma massa formidvel interfira em sua estabilidade. O "furor ardente" do Senhor significa, certamente, o calor trrido que provocar a presena do grande astro intruso em nosso cu. Em 24:18 o mesmo Profeta assinala: "O que fugir para escapar do terror cair na fossa, o que se livrar da fossa ser preso ao lao. Porque as comportas l do alto abrir-se-o e os fundamentos da Terra sero abalados." Mais uma vez a mesma ideia dos movimentos descoordenados de nosso planeta, quando declara o Profeta que "os fundamentos da Terra sero abalados". Imaginava-se

a Terra plana e suportada por pilares e a causa de seu balano seria o abalo de seus fundamentos, de seus suportes. Na realidade o 22 Profeta enunciou uma verdade, porque os "fundamentos" de qualquer astro a forca gravitacional existente, que, em nosso caso, ser abalada pela passagem do corpo estranho. Ainda Isaas: (24:19 e 24:20) "A Terra feita em pedaos, estala, fende-se, sacudida; cambaleia como um homem embriagado e balana como uma rede. Seus crimes pesam sobre ela, e ela cair para no mais se levantar." A mesma ideia da Terra cambaleando. No versculo 20 Isaas acrescenta que "ela cair para no mais se levantar". Pode tratar-se da nova e repentina mudana de eixo da Terra, que assumir posio definitiva. Provavelmente outra mudana de eixo no mais ocorrer. (13:9,13:10 e 51:6) "Eis que vir o dia do Senhor, dia implacvel e de clera ardente, para reduzir a Terra a um deserto, e dela exterminar os pecadores; nem as estrelas do cu, nem suas constelaes brilhantes faro resplandecer sua luz; o Sol se obscurecer desde o seu nascer, e a Lua no enviar sua luz; os cus vo desvanecer-se como fumaa, como um vestido em farrapos ficar a Terra..." A ideia de que haver grandes incndios, vulces e desabamentos, de to grandes propores que a fumaa e a poeira obscurecero os astros, est explcita na linguagem de todos os profetas de todas as pocas, como temos visto e ainda veremos no decorrer destas pesquisas. O profeta Joel, no captulo 3:16 de seu Livro (ou 4:16, conforme a traduo), quando trata do julgamento das naes, declara: "O Senhor rugir de Sio, trovejar de Jerusalm; os cus e a Terra sero abalados". Encontramos a mesma viso no profeta Jeremias (4:24): "Olho para as montanhas e as vejo vacilar, e as colinas todas estremeciam". Acrescenta Jeremias (4:27): "porque toda a Terra ser devastada, mas no a exterminarei completamente". 23 No Apocalipse de Joo (6:13) encontramos: "As estrelas do cu caram pela Terra, como a figueira, quando abalada por forte vento, deixa cair seus figos verdes". claro que as estrelas no caem do cu, mas a oscilao da Terra dar-nos- essa impresso. Sempre a mesma ideia dita de maneiras diferentes.

Continua Joo (6:14): "E o cu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Ento todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares". Imaginemos a Terra em movimentos inusitados e desconcertantes; se olharmos a linha do horizonte teremos a sensao de que o cu se enrola como um pergaminho; e ainda montes e ilhas desmoronando-se ou afundando-se. Ainda Joo (Apocalipse 16:21): "Grandes pedras de gelo, que poderiam pesar um talento (cerca de 30 quilos), caram do cu sobre os homens. Os homens amaldioaram a Deus por causa do flagelo da saraiva, pois este foi terrvel." A desestabilizao temporria da fora gravitacional que sustenta a Terra, ensejar, provavelmente, a queda destes pesados blocos de gelo. O Sermo Proftico de Jesus, registrado por Mateus, Marcos e Lucas prdigo na descrio dos abalos que atingiro a Terra no final dos tempos. Repisando sempre na ideia de desestabilizao temporria de nosso planeta, expe-na de variada forma a fim de bem fix-la na mente dos leitores, estudiosos e aprendizes do Evangelho. Insiste, ainda, o Mestre Jesus, em prevenir a grande angstia que abater sobre a humanidade s vsperas da grande catstrofe, quando ela for evidente e inevitvel. Mateus (24:21 e 24:29): "Porque nesse tempo haver grande tribulao, como desde o princpio do mundo at agora no tem havido, e nem haver jamais. Logo em seguida tribulao daqueles dias, o Sol escurecer, a Lua no dar sua claridade, as estrelas cairo do firmamento e os poderes dos cus sero abalados". 24 Mais uma vez a informao de que as "estrelas cairo do firmamento", to um movimento brusco da Terra forma a imagem de que os astros esto caindo do cu; "Os poderes dos cus sero abalados", isto , a fora da atraao exercida Io Soj sobre a Terra (o poder dos cus) sofrer interferncia do poder gravitacional do astro intruso; "...grande tribulao, como desde o princpio do mundo at agora no tem havido, e nem haver jamais", dando-nos a ideia de que o acontecimento e ser nico na histria da humanidade, e a angstia e a expectativa de que sero tomados todos os povos no tm precedentes na vida do planeta, nem mais ocorrer em qualquer tempo futuro; "O Sol escurecer, a Lua no dar sua claridade", significando que o excesso de fumaa e poeira resultante dos incndios, vulces e desabamentos provocar o escurecimento do Sol e Lua, por algum tempo. Marcos e Lucas repetem, em seus Evangelhos, o que Mateus descreveu. Mesmo assim vamos transcrev-los, pois sempre h pequenas variaes e acrscimos.

Marcos (13:2,13:19,13:24 e 13:25): "Mas Jesus lhe disse: vs estas grandes construes? No ficar pedra sobre pedra que no seja derrubada; porque aqueles dias sero de tamanha tribulao como nunca houve desde o princpio do mundo que Deus criou, at agora e nunca jamais haver; mas naqueles dias, aps a referida tribulao, o Sol escurecer, a Lua no dar sua claridade; as estrelas cairo do firmamento e os poderes dos cus sero abalados" Lucas (21:11,21:25,21:26e 21:35): "Haver grande terremoto, epidemias e fome em vrios lugares, cousas espantosas e tambm grandes sinais no cu; haver sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; sobre a Terra, angstia entre as naes em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haver homens que desmaiaro de terror e pela expectativa das cousas que sobreviro ao mundo; pois os poderes dos cus sero abalados; pois h de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a Terra". Quando Jesus disse que "no ficaria pedra sobre pedra", ele estava, segundo os evangelistas, respondendo a uma observao sobre as construes que envolviam o Templo de Jerusalm; no entanto, ao continuar com a infor25 mao de que "aqueles dias sero de grande tribulao como nunca houve def le o principio do mundo que Deus criou, at agora e nunca haver jamais", o Mestre remeta os acontecimentos para um futuro mais distante, que envolveria todo o mundo e no somente a regio que, na poca, abrigava aquele povo que O haveria de julgar e condenar. E a reiterao de que o Sol, a Lua e as estrelas escureceriam, ou no dariam mais sua luz, numa possvel aluso, repetmos, de que a poeira e a fumaa das destruies, incndios e vulces, cobririam nossa atmosfera por algum tempo; tambm a de que os poderes dos cus sero abalados e as estrelas cairo do firmamento, o mesmo sentdo em duas maneiras diferentes de dizer que a Terra ser sacudida. Ainda das profecias de Joel, sobre o final dos tempos, podemos extrair as seguintes predies: (3:3 ou2:30, conforme a traduo) "Farei aparecer prodgios no cu e na Terra, sangue fogo e turbilho de fumo;" (3:4 ou2:31, conforme a traduo) "O Sol converter-se- em trevas e a Lua em sangue, ao se aproximar o grandioso e temvel dia do Senhor." (4:15 ou 3:15, conforme a traduo) "O Sol e a Lua se obscurecem, as estrelas empalidecem."

O profeta Joel v prodgios aparecendo no cu; na Terra, sangue, fogo e turbilho de fumo, numa clara aluso a desastres, incndios, vulces, de tal ordem que chegam a obscurecer o Sol, a Lua e as estrelas, at mesmo a con verter o Sol em trevas. Em Atos (2:19 e 2:20), a repetio das profecias de Joel: "Mostrarei prodgios em cima no cu e sinais embaixo na Terra; sangue, fogo e vapor de fumo. O Sol se converter em trevas e a Lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor." 26 Sempre a reiterao, em vrios pontos das Escrituras, dos alertas sobre os sombrios, porm gloriosos, dias que se aproximam. Na Segunda Carta de Pedro (3:10), encontramos: "Vir, entretanto, como ladro, o dia do Senhor, no qual os cus passaro com estrepitoso estrondo e os elementos se desfaro abrasados; tambm a Terra e as obras que nela existem sero consumidas." O calor ardente, ocasionado pela presena do astro intruso, abrasando os elementos, desfazendo-os; os cus passando com estrepitoso estrondo - podemos imaginar o barulho infernal da grande movimentao do mar e da prpria Terra em desconcertantes abalos, enquanto vemos os cus rodando sobre nossas cabeas; as obras que existem na Terra sero consumidas - nada ficar de p. Pedro, o Apstolo, deixou-nos estes alertas. Nostradamus (cent.4:30) aponta os movimentos desordenados da Terra, com o seguinte enunciado: "Por mais de onze vezes Lua e Sol desaparecero, tudo aumentando e diminuindo de grau: e colocado to embaixo que um escurecer o outro. Depois da fome e da peste, descoberto ser o segredo." O vidente francs chegou a contar em onze as vezes em que ele viu o grau de incidncia da Lua e do Sol, com relao Terra, aumentar e diminuir, de tal modo que esses astros desapareciam e reapareciam no horizonte; tudo em decorrncia dos movimentos caticos de nosso Planeta.

MAIS NOTCIAS DOS ABALOS

Do livro "H DOIS MIL ANOS", 20a. edio da Federao EspMta Brasileira, de Emmanuel, psicografia de Francisco Cndido Xavier, Cap. VI, pgina 354.

Neste captulo Emmanuel descreve uma passagem em que o prprio Jesus vai ao encontro, no mundo espiritual, de um grupo de mrtires cristos, que h poucos dias havia sido trucidado num circo romano. Transcrevemos pequeno trecho das palavras com que Emmanuel, no seu dizer, conseguira traduzir, mesmo imperfeitamente, a essncia sublime daquela lio inesquecvel (destaques nossos): "Sim! amados meus, porque o dia chegar no qual todas as mentiras humanas ho-de ser confundidas pela claridade das revelaes do cu. Um 27 sopro poderoso de verdade e vida varrer toda a Terra, que pagar, ento, evoluo dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos : de sangue... Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomnia e da iniquidade de seus habitantes, o prprio planeta protestar contra a impenitncia dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos... As impiedades terrestres formaro pesadas nuvens de dor que rebentaro, no instante oportuno, em tempestades de lgrimas na face escura da Terra e, ento, das claridades de minha misericrdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissrios: " Jerusalm, Jerusalm!..." Do livro "GRANDES MENSAGENS", de Pietro Ubaldi, traduo de Clvis Tavares, 4a. edio da Fundao Pietro Ubaldi, pag. 23, transcrevemos trecho da mensagem ditada ao mdium no Natal de 1931: "...Antigamente os cataclismos histricos, por viverem isolados os povos, podiam manter-se circunscritos; agora, no. Muitos, que esto nascendo, v-lo-o. "A destruio, porm, necessria. Haver destruio somente do que forma, incrustao, cristalizao, de tudo o que deve desaparecer, para que permanea apenas a ideia, que sintetiza o valor das coisas. Um grande batis-mo de dor necessrio, a fim de que a humanidade recupere o equilbrio, livremente violado: grande mal, condio de um bem maior." Pietro Ubaldi (1886-1972) foi um dos maiores mediais de nosso sculo, ligados cincia esprita. Transcrevemos, abaixo, pequeno trecho do que dele e de sua principal obra ' A GRANDE SNTESE", disse Emmanuel, pela psi-cografia de Francisco Cndido Xavier, por interessar, tambm, a este captulo de nossas pesquisas: "Quando todos os valores da civilizao do Ocidente desfalecem numa decadncia dolorosa, justo que saudemos uma luz como esta, que se desprende da grande voz silenciosa de A GRANDE SNTESE.

"...A palavra do Cristo projeta nesta hora as suas irradiaes enrgicas e suaves, movimentando todo um exrcito poderoso de mensageiros seus, dentro da oficina da evoluo universal. O momento psicolgico. "...A GRANDE SNTESE o Evangelho da Cincia, renovando todas as capacidades da religio e da filosofia, reunindo-as revelao espiritual e restaurando o messianismo do Cristo, em todos os institutos da evoluo terrestre. 28 "Curvemo-nos diante da misericrdia do Mestre e agradeamos de corao genuflexo a sua bondade. Acerquemo-nos deste altar da esperana e da sabedoria, onde a cincia e a f se irmanam para Deus. "E, enquanto o mundo velho se prepara para as grandes provaes cole-tivas, meditemos no campo infinito das revelaes da Providncia Divina, colocando acima de todas as preocupaes transitrias, as glrias sublimes e imperecveis do Esprito imortal." Do livro "OS QUATRO EVANGELHOS", de Jean Baptiste Roustaing, 5a. edio da Federao Esprita Brasileira, terceiro volume, pgina 329, onde o autor comenta os evangelhos 24:19 de Mateus, 13:17 de Marcos e 21:23 de Lucas (destaques nossos): "Estas palavras de Jesus: "Ai das mulheres ento grvidas e das que amamentarem", consideradas do ponto de vista das revolues fsicas, inevitveis para a renovao planetria, no objetivavam mais do que pr em destaque a grandeza dessas calamidades, que no pouparo nem a criancinha de peito, nem o nascituro, que feriro as mes nas suas mais caras esperanas." Do livro "OS EXILADOS DA CAPELA", de Edgard Armond, 9a. edio da LAKE-Livraria Allan Kardec Editora Ltda., pgina 164 (destaques nossos): "...Como sua rbita oblqua (a do astro) em relao ao eixo da Terra, quando se aproximar de mais perto e pela fora magntica de sua capacidade de atrao de massas, promover a verticalizao do eixo com todas as terrveis consequncias que este fenmeno produzir." "...Com a verticalizao do eixo da Terra profundas mudanas ocorrero: maremotos, terremotos, afundamento de terras, elevao de outras, erupes vulcnicas, degelos e inundaes de vastos territrios planetrios, profundas alteraes atmosfricas, fogo e cinzas, terror e morte por toda a parte." Alguns esclarecimentos teis encontrados em RAMATIS, em seu livro MENSAGENS DO ASTRAL, j citado: "PERGUNTA: - (Pag. 175) Porventura esse planeta j no se aproximou da Terra, h 6.666 anos, quando completou sua rbita, e no teria causado

perturbaes idnticas s que acabais de citar, ou mesmo perturbaes de outra espcie?" 29"RAMATIS: - Sim; avizinhou-se da Terra, mantendo-se porm um tanto afastado e sem influenci-la diretamente. No entanto, assim como o vosso sistema solar caminha em direo a um ponto chamado "apex", prximo da estrela Vega, na constelao de Lira, tambm o sistema de que faz parte esse astro move-se em direo a um alvo determinado. E como ambos os sistemas se transladam, e com velocidades diferentes, alm das alteraes produzidas pelas oscilaes constelatrias, justifica-se a maior aproximao atual e em seguida maior distanciamento nos sucessivos 6.666 anos futuros." 30

POCA DOS ACONTECIMENTOSVamos agora cata das informaes que falam da poca em que ocorrero as grandes catstrofes que marcaro o fim do perodo em que vivemos atualmente, procurando analis-las. Em primeiro lu^ar, vamos transcrever as palavras de Jesus, segundo Mateus (24:34 a 24:?9): "Em verdade vos digo que no passar esta gerao sem que tudo isto acontea. Passar o cu e a Terra, porm as minhas palavras no passaro. Mas a respeito daquele dia e hora ningum sabe, nem os anjos dos cus, nem o Filho, seno somente o Pai. Pois assim como foi nos dias de No, tambm ser a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, at o dia em que No entrou na Arca, e no o perceberam, seno quando veio o dilvio e os levou a todos, assim ser tambm a vinda do Filho do homem". Verifiquemos que no trecho acima, as palavras atribudas a Jesus por Mateus so diretas, sem parbolas nem subentendidos, como alis ocorre em quase todo o captulo 24. Desse trecho queremos pinar as relativas ao versculo 36: "Mas a respeito daquele dia e hora ningum sabe, nem os anjos dos cus, nem o Filho, seno somente o Pai", dizendo, taxativamente, que somente Deus conhecia o dia e a hora daqueles futuros acontecimentos. Mas so mesmo palavras taxativas, relativas a "dia" e "hora", no a perodo ou r,oca. Tanto assim que, em seguida, no versculo 37, Jesus compara a poca dos acontecimentos quela de No, que no sabia o dia e a

hora do dilvio, mas sabia que o tempo havia chegado e deveria entrar na arca e salvar o que pudesse. No nos parece, pelo visto, estar impedido por Deus, que algum saiba quando ocorrer o final dos tempos, o final de um perodo evolutivo da huma31 nidade, em que ms e ano isso se dar. Difcil seria antecipar o dia e a hora Jesus, no entanto, indiretamente, falou em "dia", conforme verificaremos a seguir. Vejamos o contido em Daniel (12:11 e 12:12), Mateus (24:15 a 18) e Marcos (13:14 e 13:29), casando as informaes, como o fizemos anteriormente: "Quando, pois, virdes o abominvel da desolao, de que falou o profeta Daniel, situado onde no deve estar, haver ainda mil duzentos e noventa dias; bem-aventurado o que espera e alcana at mil trezentos e trinta e cinco dias." Jesus, ao dar autenticidade s profecias de Daniel, confirma que os acontecimentos dar-se-o 1290 dias aps "ser visto" o abominvel da desolao, o astro intruso, o planeta higienizador, "situado onde no deve estar", em nosso cu, invadindo nosso sistema planetrio. Com isso j temos uma indicao de "dia": ser 1290 dias aps o astro ser visto. claro que a data dos acontecimentos muito mais previsvel do que a data em que "o abominvel da desolao", ou "astro intruso", possa ser visto no cu; isto porque, para ser visto, necessrio a atuao do homem, com previsibilidade apenas relativamente exata, enquanto que, a trajetria de um astro calculada com exatido. Ora, se o Profeta Daniel afirma que os acontecimentos dar-se-o 1290 dias aps ser "visto", porque, com muito mais razo, est disponvel para Entidades Superiores os dados sobre a trajetria do planeta higienizador. Voltando ao versculo 37 do Cap. 24 de Mateus, que vem na sequncia do 36, em que Jesus diz que somente o Pai sabe do dia e da hora, temos o enunciado: "Pois assim como foi nos dias de No, tambm ser a vinda do Filho do homem". Pode ser que Jesus tivesse dito sobre o "dia" e a "hora", tratando-se da "vindo do Filho do homem" e no do dia e da hora dos acontecimentos fsicos da Terra, que levaro separao dos bons e dos maus. A redao, da maneira que est colocada abre brecha a esta dvida. necessrio esclarecer que a expresso "Filho do homem", que aparece vrias vezes no Evangelho, tem dois sentidos primordiais: em um Jesus refere-se ao homem do futuro, aquele que habitar o planeta higienizado, o ho32 mem bom, fraterno, amoroso, capaz de viver em paz e equilbrio com os outros homens e com a natureza, isto , o filho do homem, tanto daquela poca quanto da atual, a personalidade virtuosa, decorrente do aprendizado, das lutas e dos entrechoques

da vida; no outro sentido, quando Jesus atribui a si mesmo essa expresso, coloca-se como paradigma, como prottipo do "Filho do homem", da humanidade, num futuro mais distante ainda, mas que todos alcanaremos. Jesus mesmo o disse: "Sois deuses; um dia fareis tudo o que fao e muito mais". O dia e a hora da chegada do Filho do homem, do estabelecimento definitivo e completo do Reino de Deus na Terra, somente o Pai o sabe, nem mesmo o Filho, nem os anjos dos cus podero sab-lo. Ainda em Daniel (12:7) encontramos o seguinte alerta: "Quando se acabar a disperso do povo santo, ento todas estas coisas cumprir-se-o". bastante evidente que Daniel referia-se disperso dos Judeus, que conseguiram reunir-se, novamente, nesta segunda metade do sculo XX. OS TEMPOS SO CHEGADOS Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cndido Xavier, no livro "A CAMINHO DA LUZ", cap. XXV, 13a. edio da Federao Esprita Brasileira, pginas 214/215, traz as seguintes informaes (grifos nossos): "...so chegados os tempos em que as foras do mal sero compelidas a abandonar as suas derradeiras posies de domnio nos ambientes terrestres... Ditadores, exrcitos, hegemonias, guerras inglrias, organizaes seculares, passaro com a vertigem de um pesadelo...O sculo que passa cfctuar a diviso das ovelhas do imenso rebanho. O cajado do pastor conduzir o sofrimento na tarefa penosa da escolha e a dor se incumbir de trabalho que os homens no aceitaram por amor... Vive-se agora, na Terra um crepsculo ao qual suceder profunda noite; e ao sculo XX compete a misso do desfecho desses acontecimentos espantosos." As palavn-s de Emmanuel no deixam qualquer dvida de que a separao "dos bodes e das ovelhas", "do joio e do trigo", "dos bons e dos maus", "dos que forem colocados sua esquerda e sua direita", a que se referiu Jesus, est prestes a ocorrer, pois "compete ao sculo XX o desfecho desses acontecimentos espantosos". 33

Os espritas, sobretudo no Brasil, conhecemos muito bem Emmanuel, o Guia Espiritual de Francisco Cndido Xavier, um dos mais importantes e srios mdiuns de nossos tempos. Toda obra de Chico Xavier superintendida pelo eminente Emmanuel. Nada psicografado pelo mdium, sem que passe pelo seu crivo, pela sua coordenao. E so hoje mais de 400 livros que consolam, instruem, desvendam o mundo espiritual, sempre enaltecendo a excelsa figura do Mestre Jesus.

E o que Emmanuel nos informa acima terrivelmente srio, pois que dito com todas as letras, diretamente, no cabendo qualquer interpretao diferente da que est escrita. Nostradamus, em um trecho de sua carta a Henrique II, diz o seguinte: "Em outubro de 1999: e a um eclipse do Sol suceder o mais escuro e o mais tenebroso vero, que jamais existiu, desde a criao at a paixo e morte de Jesus Cristo, e de l at esse dia, e isto ser no ms de outubro, quando uma grande translao se produzir de tal forma que julgaro a Terra fora de rbita e abismada em trevas eternas." Encontramos em "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kar-dec, 91a. edio da Federao Esprita Brasileira, Cap.III, item 19, ltimo pargrafo, pag. 86: "...Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao que hoje se acha e se alar sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele h chegado a um dos seus perodos de transformao, em que, de orbe expiatrio, mudar-se- em planeta de regenerao, onde os homens sc-o ditosos, porque nele imperar a lei de Deus.(Santo Agostinho, Paris 1862)". (grifos nossos) Um fato ocorrido com Bezerra de Menezes no mundo espiritual, presenciado por Divaldo Pereira Franco, em desdobramento, traz-nos uma forte evidncia de que o final dos tempos do desamor e o incio da nova era realmente se aproxima. Cedamos a palavra D. Ana Maria Splanger Luiz, em artigo intitulado "NAS TERRAS VERDE-AMARELAS", publicado pelo "SEI-Servio Esprita de Informaes" n.1277, de 19.09.92, primeira pgina (Boletim Semanal publicado pela CAPEJvI Peclio - Rua So Clemente n. 38, l l.andar-kio de Janeiro): "Corria o ano de 1950. Todos ncs. espritas, recordvamos a passage^1 do cinquentenrio da desencarnao do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, ocorrida em 11 de abril de 1900. 34 "Em Salvador, l em sua residncia na Manso do Caminho, Divaldo Pereira Franco envolvido pelas lembranas, inclusive por ser um dos mdiuns mais utilizados pelo Amoroso Mensageiro em suas generosas tarefas de amparo e orientao aos que, como todos ns, encontram-se ainda na retaguarda da evoluo. "Eram duas horas da madrugada quando Divaldo Pereira Franco interrompeu suas atividades. Sentia algo que no podia precisar. Viu-se, ento, desdobrado, com plena conscincia, levado a um grande edifcio com enormes colunas estilo grecoromano. Adentrando-se pelo imenso salo, sem entender bem o que ocorria, percebeu, logo depois, que se tratava de uma reunio em homenagem ao Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.

"Calculou que cinco mil pessoas, no mnimo, lotavam o anfiteatro. Havia tambm muitos encarnados, em desdobramento, como ele. Viu que o Dr. Bezerra entrou cercado de amigos. Dando incio homenagem, Lon Denis falou em nome dos espritas da Europa e de outros continentes. Aps, Manuel Vianna de Carvalho assumiu a tribuna, em nome dos espritas do Brasil. A seguir, falou Eurpedes Barsanulfo, em nome dos que estudam o Evangelho. "Uma luz magnfica surgiu das alturas. Corporificou-se, ento, um sublime Esprito. Era Celina, mensageira de Maria Santssima, conhecida pelas amorveis comunicaes que transmitia atravs do mdium Frederico Jnior. E Celina falou: "Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante. Pelos teus servios foi-te concedido que poders encarnar em qualquer planeta de nossa galxia prximo Terra." "Dr. Bezerra, sem poder conter, naturalmente, a emoo, tambm falou: - "Eu no mereo...Eu no mereo... Se algum crdito eu tenho, suplico a Maria Santssima continuar nas terras verde-amarelas do Brasil. Desejaria ali ficar enquanto houver uma pessoa chorando, um gemido dos meus irmos brasileiros..." "O celeste ser ouviu a petio e esvaneceu-se. Passaram poucos segundos. Um melodioso coro entoava divino cntico e uma alvinitente mo escreveu no ar: -"Teu pedido foi deferido. Ficars mais cincuenta anos nas terras do Brasil." "Divaldo Pereira Franco despertou alegre e encantado. E contou tudo isto quando, em 1991, proferiu uma de suas magnficas palestras no auditrio do Colgio Arte e Instruo, no bairro de Cascadura, no Rio de Janeiro. "Nunca mais apagou-se de minha memria, afigura sublime do Dr. Bezerra de Menezes, enquanto, sob forte emoo, aguardava a resposta de sua paternal splica." D. Ana Maria assim termina seu artigo: Obs: prximo no sentido de evoluo. 35 "Quarenta e dois anos j se passaram. No s ns, brasileiros, temos sido beneficiados pela presena sempre paternal do Dr. Bezerra de Menezes. Daqui a oito anos qual ser o seu rumo? "A indagao chega a angustiar. Mas, no faz muito tempo um Amigo Espiritual nos tranquilizou, dizendo: -"Esteja onde estiver, Bezerra de Meneies estar sempre nos amparando e orientando pelos caminhos do amor, estimulandonos a continuar aprendendo para servir melhor!". Nosso comentrio: Bezerra no pediu para ficar nas terras do Brasil por mais 50 anos. Ele suplicou Virgem Santssima que, se algum crdito tivesse, desejaria ali permanecer "...enquanto houver uma pessoa chorando, um gemido dos meus

irmos brasileiros..." No importava a Bezerra o tempo que fosse necessrio. Mas a resposta foi concisa: "Teu pedido foi deferido. Ficars mais cinquenta anos nas terras do Brasil." Ora, os 50 anos terminam neste final de milnio. Para que no haja mais nenhuma pessoa chorando ou um gemido sequer, como deferido foi o pedido de Bezerra, algo de extraordinrio dever ocorrer, para que a fome e a misria, a corrupo e os corruptores, a violncia e os criminosos, a explorao e os exploradores, as traies e os traidores, as drogas e os traficantes etc. etc. sejam definitivamente banidos, no s de nossas terras, mas de toda a Terra. Para os espritas, que conhecemos Divaldo Pereira Franco, sua palavra sobre assunto to sublime e srio da mais alta significao e credibilidade. Seu mandato medinico, colocado a servio da Seara de Jesus, dos mais significativos da atualidade no mundo. E contato com o mundo espiritual atravs da mediunidade de desdobramento, fato mais que rotineiro nos trabalhos medinicos de Divaldo Pereira Franco. O que seria capaz de realizar a fantstica proeza de enxugar a ltima lgrima, de lenir o ltimo gemido, at o final deste sculo, daqueles que permanecerem encarnados no Brasil? E para que no houvesse um choro e um gemido no Brasil seria necessrio tambm que no o houvesse no mundo! Somente a grande separao, a grande colheita, seria capaz de tal proeza. O mesmo Boletim Semanal "SEI-Servio Esprita de Informaes" n. 1275, de 05.09.92, transcreveu uma belssima mensagem de Bezerra de Menezes, recebida por Divaldo Pereira Franco, de onde extramos as seguintes paites: "Meus filhos, que Jesus nos abenoe. Estamos no limiar de uma nova era e no crepsculo da cultura e da civilizao do pas ado. Abrem-se-nos 36 perspectivas de um perodo novo que vem sendo anunciado atravs dos evos. Momento grave este que vivemos no Planeta, quando os valores ticos enobrecidos cedem lugar ao desequilbrio e s manifestaes do primitivismo, que devem desaparecer da estrutura psicolgica da criatura humana... Hoje ou nunca mais, neste momento grave, se repetir o chamamento do Senhor para ns. Esta oportunidade definir-nos- os rumos do futuro e vs prometestes seguir as pegadas de Jesus, fiis Revelao Esprita, conforme n-la ofereceu o discpulo fiel, que foi Allan Kardec. "No h mais tempo para as discusses estreis nem para as frivolidades das opinies personalistas em detrimento dos ldimos ideais da fraternidade, do amor e da caridade.

"Sede vs os lutadores autnticos, preparadores da era que comea, nesta noite histrica, precedendo a alvorada de luz, de liberdade e de paz..." (grifos nossos). De outra mensagem de Bezerra, esta psicografada por Julio Cesar Gran-di Ribeiro, em 05.08.91, publicada pelo "Reformador", revista da Federao Esprita Brasileira, nmero 1959, de junho/92, pgina 167, extramos o seguinte trecho: "Filhos: Nestes momentos de crise existencial por que passa nossa Humanidade, na transio para o milnio prximo, estejamos sempre vigilantes em nossa caminhada. So muitos os obstculos a transpor e os observadores espirituais, nossa volta, j impossibilitados de retornar ao Orbe pela reencarnaco, inquietos alguns, revoltados outros, vingativos outros mais, julgando-se, muitos deles, injustiados pela Providncia Divina, cobram de cada um de ns o necessrio aprumo moral-espiritual, a fim de merecermos a Terra do amanh..."(grifos nossos). O que nos alerta Bezerra que tenhamos o mximo de cuidado, porque muitos obsessores do mundo espiritual revoltam-se pois que no mais tero oportunidade de reencarnar na Terra; e de sua revolta nasce um recrudesci-mento das perseguies e tentativas de arrastar para os abismos que os esperam, suas antigas companhias, j a caminho da regenerao. E por que no mais tero tempo para reencarnar na Terra? Possivelmente porque a grande separao est iminente. Outra mensagem, psicografada em espanhol por Juan Antonio Durante, em Madrid, em 29.11.92, na sesso plenria do Congresso Mundial de Espiritismo, traduzida por Lauro S. Thiago, publicada no "Reformador" n. 1970, de 37 maio/93, pgina 133, desta feita assinada por Bezerra de Mene2es, Amalia D. Soler, F. Colavida e outros Espritos ligados Espanha, traz-nos o seguinte trecho: "...A necessidade de conduzir o homem s formas tco-morais que o induzam a pensar na vida imortal obriga a uma ao imediata, positiva, pois, j quase no existe tempo material a fim de poder prepar-lo para as grandes mudanas que se avizinham, como impositivo indispensvel que acompanha o advento do III Milnio, em que o homem deixar de ser inimigo do homem, e em que o sentimento de amor ao prximo, estabelecido como regra por Jesus, ser uma realidade inquestionvel..." (grifos nossos). Como pudemos observar, Bezerra, nessas mensagens como em inmeras outras, passa-nos o sentimento de que tem pressa em alertar-nos sobre os acontecimentos que se avizinham, a urgncia em modificarmos os comportamentos, a falta de tempo para querelas e discusses estreis, a necessidade

premente de trabalharmos no bem e pelo bem, para adquirirmos o padro vibratrio mnimo, a fim de no sermos sugados para mundos inferiores. Do livro "FRANCISCO DE ASSIS", pelo Esprito MIRAMEZ, psico-grafia de Joo Nunes Maia, 7a. edio da Editora Esprita Crist Fonte Viva, pag. 31 (grifos nossos): ". O Apocalipse representa a janela pela qual a humanidade restante poder passar para o terceiro milnio e sentir a vida nos moldes preceituados pelo Evangelho do Cristo. A felicidade para os eleitos da Terra hoje mesclada de grandes tormentos, pois as provaes coletivas induzem as criaturas a afogadilhas intenes, ao desespero, vingana e ao dio. Fugiu do mundo a serenidade, assim como dificilmente nela se encontra amor; o perodo de transio. Que Deus nos abenoe, pois ele temporrio... mas desnorteia aqueles que ainda so fracos na f". Alerta-nos Miramez que, para atingirmos o terceiro milnio, teremos de transpor uma "janela", o Apocalipse, e s a humanidade restante poder faz-lo. Entre ns, hoje, e o terceiro milnio, nossa frente, teremos, ainda, que passar pelo Apocalipse. Contnua Miramez no pargrafo seguinte: "Nos ltimos acontecimentos do orbe terrestre, que finalizaro os dois mil anos, nas grandes catstrofes fsicas e morais, quem no tiver f, dificil38

mente se salvar. A salvao a que nos referimos a estabilidade de conscincia, a paz interna no meio das tormentas que se aproximam. Parece, oara os cpticos, que a f sinnimo de fanatismo, e esse engano que vai lev-los ao caos do terrorismo e da depresso. A vida alegre a que se consubstancia na luz da F, porque ela eleva o esprito at plenitute do Amor. Queira Deus que despertemos cada vez mais para o Cristo, no resto de tempo que nos dado, que tambm representa resto de imprudncia. O Apocalipse um aviso com dois mil anos de antecedncia; O Evangelho, na sua retaguarda, nos fala do clima que poderemos formar em ns, a fim de que no soframos os desastres coletvos." Miramez, o mesmo Irmo Luiz que acompanhou Francisco de Assis, ou Joo Evangelista reencarnado, o autor do Apocalipse, tem, sem dvidas, acesso a informaes no mundo espiritual para afirmar, com segurana, que os acontecimentos preditos dar-se-iam dois mil anos aps seu enunciado. Tempo, este, que ora se esgota. Do livro "PROFECIAS", de Pietro Ubaldi, 4a. edio da Fundao Pie-tro Ubaldi, traduo de Carlos Torres Pastorino e Clvis Tavares, em que, dentre diversas profecias analisadas pelo autor, ressalta um pormenorizado e profundo estudo do Apocalipse de Joo Evangelista, transcrevemos, a seguir, diversos trechos que dizem respeito poca dos acontecimentos preditos para a humanidade (grifos nossos): "O momento histrico atual muito grave. Ele est se tornando cada dia mais grave. Somos chegados plenitude dos tempos. Pregaes foram feitas bastante, avisos

foram dados, mas o mundo continuou pelo seu caminho sem prestar ouvidos. Nesta hora, no mais tempo de palavras e avisos, mas de ao. Precisa-se enfrentar os acontecimentos." (Pag.162). "Investigando por caminhos intuitivos, racionalmente controlados, foi mister concluir que acontecer o que temos anunciado. Uma apocalptica destruio est aproximando-se dentro desta segunda metade do nosso sculo. Fazer uma tentativa para salvar o que possvel no pode ser condenvel e representa um dever daqueles que compreenderam o momento histrico." (Pag. 172). "O Apocalipse mostra-nos que chegamos plenitude dos tempos, hora da realizao daquela Boa Nova; diz-nos que o Reino de Deus, anunciado pelo Evroigelho, no ser sempre uma utopia e est verdadeiramente s portas. 39 "Chegamos hoje ao momento em que o determinismo da Lei toma em mos as rdeas da Histria e impe suas diretrizes. Estamos, pois, no momento em que se manifesta a vontade de Deus, que quer entrar diretamente em ao. Ainda que Sua existncia seja negada pelo mundo, Deus quer igualmente salv-lo, num momento em que se acumularam tantos erros dos homens em que tudo ameaa runa. Estamos, pois, na plenitude dos tempos." (Pags. 214/215). "Os bons esmagados, vilipendiados, atormentados, devem ser reerguidos sua dignidade de filhos de Deus, que lutaram e deram seu sangue para reacender e, portanto, mereceram o auxilio. E Deus lhes estende o brao de Seu poder e os reergue para o Alto. Esta a hora da justia. Fecham-se as portas da misericrdia, detm-se o porvir, pra e conclui o caminho da evoluo, e ento se fixam as posies conquistadas de cada um, no longo caminhar, e so feitas as contas, para cada um, segundo o que lhe cabe de direito, por suas obras. a hora do juzo. "O Apocalipse fala de plenitude dos tempos. Estamos hoje nessa plenitude dos tempos. ...Vivemos em tempos apocalpticos, em que a Lei deve cumprir-se. Por muitos sculos esperou Cristo a realizao de seu Evangelho. O Reino de Deus tem de chegar, custe o que custar. No concedido ao homem o poder de tornar v a vinda de Cristo sobre a Terra. O drama do Apocalipse nosso, deste nosso tempo." (Pags. 218/219). "A luta csmica entre o bem e o mal chega ao seu epflogo e se resolve na vitria de Deus sobre todas as foras, que assim so reconduzidas do caos Sua ordem. Os problemas primeiros e ltimos se resumem na mesma soluo." (Pag. 222). "Este ltimo salto para a espiritualizao, o grande acontecimento que nos aguarda no fim deste milnio e na alvorada do terceiro, o grande acontecimento da instaurao, na Terra, do Reino de Deus. isto, justamente, o que nos anuncia o Apocalipse." (Pags.226/227).

"..."Este o sculo em que se estabelecer o Reino de Deus na Terra", escreveu BAH-IT LLH, o profeta filho do M (1817-1882). Teremos cinquenta anos de lutas e de esforos e em 2.000 surgir a aurora da nova civilizao do esprito, para o terceiro milnio." (Pag. 256 - o livro foi escrito em 1956).40

Huberto Ronden, brasileiro, foi, durante sua vida fsica, um brilhante filsofo espiritualista, com uma vasta obra de elevado cunho filosfico-moral. De volta Espiritualidade, adota o nome DELFOS e comea a ditar, a conhecido e respeitado mdium residente no Rio de Janeiro, Luiz Antnio Millec-co obras com informaes e conhecimentos mais avanados que seus anteriores trabalhos, corrigindo-os ou complementando-os em vrias oportunidades. Agora sua vivncia imensamente mais dilatada que a simples viso espiritual que o filsofo possua quando na vida fsica. Selecionamos alguns trechos de dois de seus livros medinicos, que abordam o final do perodo evolutivo em que nos situamos. Do livro "MEU ALM DE DENTRO E DE FORA", da Sociedade Editora Esprita F.V. Lorenz, 2a. edio, pag. 41, Delfos est narrando seu encontro com um Esprito que durante largo tempo cooperou com o trabalho das trevas e agora, convertido, mantm-se junto colnia trevosa, mas integrando uma sociedade secreta dedicada ao Bem, com o intuito de resgatar sofredores e ajudar antigos companheiros a reequilibrarem-se, enquanto aguarda nova oportunidade de reen-carnar-se. O objetivo da entrevista de Delfos exatamente transmiti-la aos encarnados, atravs da mediunidade, no desvendamento da problemtica que envolve o mundo espiritual e sua influncia no mundo fsico. Vamos transcrever um trecho da conversa, em que Delfos pergunta e o "experverso" responde (grifos nossos): "- Que faz atualmente? - Procuro retificar meus crimes, desfazendo antigos malefcios ou tentando, com atos bons, compensar os prejuzos que causei ao prximo. - Acredita que cumprir integralmente essa misso no plano em que est? - Sei que no. S conseguirei libertar-me de minhas mazelas quando mergulhar na carne. Por enquanto, porm, no mereo essa bno e no sei se terei tempo de receb-la na Terra. - Por que no? - Sabe o amigo que este planeta vive o fim de mais um ciclo de sua evoluo. Deve desembaraar-se de todos aqueles que possam obstar-lhe a marcha. Um rprobo, como eu, deve ser conduzido a mundo compatvel com o baixo grau de sua evoluo." O dilogo prossegue, altamente instrutivo e com informaes valiosssi-mas aos que se interessam pelo Espiritismo, sobretudo para os que trabalham na seara da mediunidade. Mas o trecho da entrevista que importa ao nosso trabalho 41

o acima. Delfos, tambm, passa-nos a informao de que o fim H atual ciclo evolutivo est prximo. Do mesmo livro e da pgina 62, transcrevemos pequeno trecho de uma palestra proferida por Teilhard de Chardin (1881-1955- paleontlogo, pensador e telogo jesuta francs), obviamente no mundo espiritual, assistida por Delfos. A palestra fora assistida, tambm, por vrios encarnados ligados a diversas correntes religiosas, para ali transportados durante o natural desdobramento do sono fsico: "...Quero que apressemos juntos o caminho de todos os seres, da divergncia para a convergncia, da sombra para a luz. Aproximam-se vertiginosamente os momentos mais tristes e angustiosos do nosso planeta. Esses momentos sero, porm, decisivos. depois deles que a Terra ser realmente o mundo constitudo de seres humanos... O planeta est cansado de lutas estreis; os homens so tragados pelos monstros que eles mesmos geraram. Mas vai passar o grande pesadelo e valer a pena despertar; por isso estou aqui para convidar-vos a trabalharmos juntos e juntos construiremos, durante esta noite sombria que nos envolve, a manh radiosa e sublime que nos espera." Mais uma vez o alerta de que uma grande transformao se aproxima vertiginosamente. Na pgina 72 do livro citado, Delfos comea a descrever, sob o ttulo de "Uma Reunio Solene", um encontro de governadores de diversas colnias espirituais, inclusive de "Nosso Lar", com o objetivo de se.-em traadas dire-trizes a esses lderes da Espiritualidade, "com vistas ao momento histrico atualmente vivido pelo planeta". A palestra fora proferida por um Esprito conhecido por Jernimo, de alta envergadura espiritual. Das figuras mais conhecidas entre os espritas brasileiros, presentes no evento, alm do Governador de "Nosso Lar", Delfos menciona Andr Luiz e Emmanuel. A reunio se deu na regio que correspondia, no plano fsico, ao planalto central, em Gois. Transcrevemos, abaixo, pequenos trechos da palestra que interessam a este trabalho. "- Irmos, o planetn vive uma hora angustiosa e sem precedentes em sua histria. Na esfera fsica, o papel e a moeda se sobrepujam a todos os valores. A vida humana, os direitos do homem, as necessidades bsicas de todos os seres vivos, pouco importam aos olhos da ganncia prepotente e desabrida. Vazios de paz, os homens cada vez mais se aprestam para a guerra. Inconscientemente sedentos de amor, eles se deixam envenenar e incendiar pelo dio. 42 Por outro lado, em nosso plano se amontoam nuvens e nuvens de pensa-entos deletrios, emitidos pelas prprias coletividades terrestres. E no s. A esse acmulo de energias degeneradoras, acrescentam-se outras nuvens, constitudas de irmos nossos que, desencarnados embora, mantm ainda a iluso do poder e das paixes desenfreadas. Dividem-se esses filhos da iluso eta dois grupos principais: o daqueles

que propugnam pelo caos absoluto, pela terra de ningum, onde vale mais quem mais forte, e o daqueles que se batem pela instituio daquilo a que chamam de uma nova ordem: um regime tirnico, no qual prevaleam os desejos de uma cpula inconsciente que se supe investida, junto aos homens, de verdadeiro messianato. No fundo, esses dois grupos tm um s objetivo: o mando ilusrio, o poder a qualquer custo. Para isto vampirizam, instilam ou cooperam para que se instile a guerra, provocam derrocada de instituies respeitveis, realizam, em suma, um trabalho de sapa que vai dos lares aos governos. Em virtude de tal situao, no excluindo, claro, fatores histricos e socioeconmicos, o planeta est cada vez mais prximo de uma verdadeira encruzilhada em sua senda evolutiva. Diramos, como os hindus, que a Terra dia a dia se acerca do que chamam a curva da Kali-Yuga - Idade Negra." "...Resta-nos a certeza de que o planeta no ser destrudo como um todo; as potncias csmicas no o permitiriam. Apagados os rescaldos do grande incndio, o homem renascer pelo esprito e reencontrar os seus verdadeiros e gloriosos destinos." Aps participar dessas e outras reunies sobre o mesmo tema, Delfos sentia-se "como se tivesse o mundo s costas". Declara num captulo seguinte: "Veio-me, ento, um desejo incoercvel de renascer de imediato. Queria expandir melhor minha obra, torn-la mais adequada aos tempos novos." Com essa deciso, procura o conselho de um Esprito de grande elevao e profundo conhecimento sobre o assunto, a quem Delfos chama de Raj. Vamos transcrever, a seguir, o final do captulo sob exame, a partir dos conselhos de Raj, que dispensa outros comentrios e anlises, para concluir-se que a grande preocupao do mundo espiritual, neste momento, a iminente transformao que ocorrer com a humanidade, antes que o sculo termine (os grifos so nossos): " - Delfos, so louvveis tuas intenes e tens o direito de obter o que desejas. Se insistires, estars na Terra, em novo corpo fsico, dentro de breve tempo. Eu, no entanto, te pergunto: j refletiste convenientemente sobre tua43

deciso? Pensa no esforo a ser exigido, por parte dos que te assistem aqui, para sustentar-te a tarefa. Sabes que, ainda quase na infncia, encontrars um mundo em runas. O que ouviste de Chardin e J.R., no te permite qualquer iluso acerca do futuro prximo da Humanidade. A menos que poderes superiores interfiram drasticamente, o homem no demorar muito a colher, no vasto celeiro dos milnios, o acmulo de joio que amontoou por descuido. Sofrers desnecessariamente se voltares agora. Espera pelo incio do terceiro milnio. De fato, recomears a tarefa e isso no te ser fcil; hs de enfrentar ainda algumas dificuldades, pois h arestas a aparar, dentro e fora de ti. Essas dificuldades, no entanto, seriam muito maiores se precipitasses as coisas."

Delfos continua sua narrativa: "Calou-se o Raj, mas seus olhos pousaram em mim, como que exigindo uma definio. "Calei-me tambm eu. Minha boca j havia silenciado desde que falara meu instrutor. Agora, porm, quem silenciava era minha mente inquieta. Percebi que me havia portado como um adolescente intempestivo e imediatista. "Submeti-me, ento, vontade do Absoluto. Que Ele dissesse a ltima palavra, e no eu. "Incontinenti, o Raj respondeu as minhas mudas reflexes:" "- Decidiste segundo os decretos das potncias csmicas, Delfos. Tens muito o que fazer aqui. Serve conosco e espera pelos dias da volta, quando passar a tempestade." Colhemos, ainda, mais dois alertas de Delfos em outra obra psicografa-da pelo mesmo mdium. Trata-se do livro "REFLEXES NO MEU ALM DE FORA", tambm da Sociedade Editora Esprita F. V. Lorenz, primeira edio/1989. Da pgina 30, sob o ttulo "Os Vendavais", tnuscrevemos o trecho abaixo (grifos nossos): "Aproximam-se os tempos dos vendavais. Eles no tero os romnticos nomes femininos com que se pretende atenuar o carter sinistro dos que aoitam os pases. "Os que se aproximam de toda a Humanidade no tm nome. Se quisssemos, poderamos cham-los "varredores", porque seu objetivo varrer para alm da psicosfera a poluio causada pelo "ego lucifrico" dos que habitam o planeta. "Estejamos firmes e vigilantes, porque depois desses vendavais outras auras sopraro no planeta de norte a sul, de leste a oeste. Outros ventos igualmente impetuosos mas no devastadores. Aqueles mesmos ventos que sacudiram os Apstolos na memorvel manh de Pentecostes. "Quem puder senti-los, viv-los e sabore-los, desde j ser capaz de enfrentar todos os vendavais da destruio. E mais, servir de ponte espiritual para quantos se beneficiem de sua presena." O outro alerta consta da pgina 92 do mesmo livro: "...Meus amigos, o mundo vive um momento nico de sua histria. Nunca mais o viver de novo. E devemos aproveitar este momento. "Quem quer se auto-realizar, esse receber poderosos impulsos do alto, porque mais do que ele as potncias csmicas desejam o seu crescimento. "Mas aqueles que decidirem dar voltas em torno de si mesmos, aqueles que esto contentes consigo mesmos, aqueles que esto adaptados, permanecero no labirinto de Maya, da iluso, e sero presas de seus prprios erros". Do livro "PARBOLAS EVANGLICAS LUZ DO ESPIRITISMO", de Rodolfo Calligaris, segunda edio/1969 da Federao Esprita Brasileira, nas pginas

15 e 16, recomemos o seguinte trecho, em que o autor discorre sobre a "parbola do joio e do trigo", do Evangelho segundo Mateus, cap. 13, vers. 24-30 (grifos nossos): "...O joio, ao brotar, muito parecido com o trigo e arranc-lo antes de estar bem crescido seria inconveniente, por motivos bvios. Na hora da produo dos frutos, em que ser perfeita a distino entre ambos, j no haver perigo de equvoco: ser ele, ento, atado em feixes para ser queimado. "Coisa semelhante ir ocorrer com a Humanidade. "Aproxima-se a poca em que a Terra deve passar por profundas modificaes, fsica e socialmente, a fim de transformar-se num mundo regenerador, mais pacfico e, conseqentemente, mais feliz. "Quando os tempos forem chegados, todos os sistemas religiosos, que se hajam revelado intolerantes e opressores, cairo reduzidos a nada, e todos quantos no se afinem, com a nova ordem de coisas, conhecero o "fogo" da expiao em mundos inferiores, mais de conformidade com o carter de cada um. "Por outro lado, as almas avessas guerra, maldade, ao despotismo, enfim a tudo quanto tem impedido o estabelecimento da fraternidade crist entre os homens de todas as ptrias e de todas as raas, estas ho-de merecer o 45 futuro lar terrestre, higienizado em sua aura astral e equilibrado em suas condies climticas, gozando, finalmente, a paz, a doce e alegre paz, de h muito prometida as criaturas de boa vontade." Do livro "MOMENTOS DE HARMONIA", de Joanna de Angelis, psi-cografia de Divaldo Pereira Franco, Ia. edio/1992 da Livraria Esprita Al-vorada-Editora, extramos da dissertao n. 11 - "Desafios e Vitria", pginas 72 a 76, os seguintes trechos (grifos nossos): "Respira-se, no planeta terrestre, uma atmosfera saturada de fluidos deletrios. "Uma imensa vaga de alucinao varre o orbe, de um a outro quadrante, sob os impulsos da insatisfao, que gera violncia; da frustrao, que fomenta desencanto; e dos desejos insaciados, que conduzem beligerncia, ao crime, ao desespero desenfreado. "As aspiraes espirituais parecem soterradas, sob os escombros das doutrinas falidas pela invigilncia dos que as predicavam..." "...Chegados, sim, os tempos da grande e inevitvel seleo natural. No mais a pequeno passo, porm de maneira abrupta, instalando na Terra que dentro de pouco tempo se encontrar exaurida pelo cansao das utopias o perodo do bem, da verdade e do amor. "...Poupa-te grande derrocada".

Joanna de Angelis nos adverte que o perodo do bem, da verdade e do amor ser instalado na Terra "de maneira abrupta", repentina, "no mais a pequeno passo", no mais de maneira suave, no mais uma substituio paulatina dos homens voltados para o mal, medida de seu desencarne, pelos voltados ao bem, pela reencarnao, porque "os tempos da grande e inevitvel seleo natural" so chegados. Nada mais claro e direto. Tambm no dizer desse Esprito so chegados os tempos da grande separao. Lembramos que Joanna de Angelis a mentora espiritual de Divaldo Pereira Franco que tem mais de 100 livros espritas publicados e milhares de conferncias em todo o mundo. Da mesma maneira que acontece entre Emmanuel e Francisco Cndido Xavier, todas as mensagens psicografadas por Divaldo, todas suas conferncias, todos seus livros, so superintendidos por Joanna de Angelis. "PROGRESSO DE MEMRIA REVELA PLANETA EM CAOS"Em artigo publicado no "Jornal Esprita", de abril de 1992, pginas 6 e 7, sob o ttulo acima, Herminio Corra de Miranda, conhecido escritor espri46

ta, autor de dezenas de importantssimos livros e de centenas de outros artigos, analisa o livro "Mass Dreams of Future" (Sonhos Coletivos do Futuro), do dr. Chet B. Snow, americano, PhD em psicologia. O livro do dr. Snow baseou-se em pesquisa dirigida pela dra. Helen Wambach, psicloga americana, PhD, na qual ele, juntamente com outros colaboradores, como a sra. Beverly Lundell e o dr. R. Leo Sprinkle, psiclogo e professor da Universidade de Wyoming, trabalharam intensamente. A pesquisa empreendida pela dra.Wambach, consistiu em explorar o futuro na memria de pacientes sob hipnose. Transcrevemos, a seguir, trechos do artigo em questo: "...Chet B. Snow no apenas aderiu ao projeto da dra. Wambach, como acabou concordando, ele prprio, em submeter-se a uma experincia de progresso, no que, alis, revelou-se excelente "sujet". Foi assim, numa tarde de julho de 1983, no consultrio da dra. Wambach, na Califrnia, que, aps mergulhado no estado alterado de conscincia sugerido pela psicloga, Chet Snow viveu uma dramtica "lembrana do futuro", na qual se via, em 1998, em desolada regio do estado do Arizona, como integrante de pequena comunidade de pessoas que haviam sobrevivido a violentos cataclismas. As condies climticas locais mostravam-se profundamente alteradas em relao ao que so hoje, de vez que, no ms de julho, em pleno vero no hemisfrio norte, e em local onde a norma seriam as temperaturas elevadas, fazia frio e soprava um vento glacial. Alm do mais, a regio parecia despovoada e com escassas possibilidades de comunicao com o resto do pas. As condies de vida eram

primitivas, a alimentao constitua prioridade absoluta, a habitao (coletiva) no passava de um abrigo precrio para algumas dezenas de pessoas lideradas por uma mulher. "No de admirar-se, pois, que Chet Snow tenha regressado com enorme sensao de alvio, ao "aqui e agora", no consultrio da dra. Wambach, no luminoso vero californiano. Seja como for, a ser vlida a experincia, o terrvel cenrio em que se metera ele durante a progresso, estava sua espera dentro de quinze anos. Era uma ideia mais do que inquietante, aterradora. "Outras "viagens" ao futuro faria o dr. Snow sob a competente pilotagem da dra. Wambach, no apenas ao desolado territrio do Arizona, no fim deste sculo, como a outros tempos e locais, em futuro mais remoto. Desdobrava-se o projeto desenhado com a finalidade de investigar o que podero revelar sobre o futuro, "os sonhos coletivos" em que mergulhamos tantos de ns, seres vivos, nesta poca dominada por tenses e sombrios pressgios.47

"As primeiras imagens do contexto explorado nas progresses revelaram-se Io deprimentes que a doutora pensou, de incio, em suspender a pesquisa. A viso que se antecipava nela era a de um planeta devastado, desestruturado e poludo, cidades em runas e campos abandonados, sistemas de comunicao e transportes desarticulados e dramtica escassez de alimentos. Era um verdadeiro pesadelo, dentro do qual a prioridade maior era a de sobreviver, se possvel, mais um dia ou dois." "Entre 1980 e 1985, a dra. Wambach e sua equipe haviam realizado regresses e progresses em cerca de 2.500 americanos (Snow trabalhara tambm com alguns franceses). Inesperadamente, apenas cerca de cinco por cento das pessoas progredidas viam-se reencarnadas por volta do ano 2100, a umas poucas geraes adiante, portanto. A concluso era bvia, ainda que inquietante, dado que indicava um declnio de cerca de 95% na populao mundial, dizimada, por essa poca, por gigantescos cataclismas, em inmeras regies da terra. "Tais resultados foram encontrados, isoladamente, pelos pesquisadores em diferentes grupos de pessoas. Consistentemente, cerca de apenas cinco por cento viamse encarnadas por volta do ano 2100, ao passo que, mais a frente, em torno do ano 2300, a percentagem subia para 13% ou 15%, o que parece indicar uma retomada do crescimento populacional, aps o drstico decrscimo. "...Seja como for, o quadro que tais depoimentos desenham desolador. O cenrio o de um planeta devastado pela arrasadora ao combinada de erupes vulcnicas, enchentes e abalos ssmicos, quando regies inteiras desaparecem sob as guas dos oceanos, enquanto outras ressurgem do fundo dos mares.

"...No captulo 8-II - Operation Terra, o dr. Snow oferece ao leitor suas reflexes acerca das causas de todo o distrbio apocalptico que estaria programado para vitimar o planeta, no final do sculo vinte, ou, mais precisamente, a partir de 1998." Cabe-nos comentar apenas que o grupo de pesquisadores so cientistas, trabalhando pela cincia e em nome da cincia. 48

A GRANDE SEPARAOA grande separao entre bons e maus, do joio e do trigo, dos cabritos e das ovelhas, conforme a linguagem evanglica, dar-se- no mundo espiritual. A atrao que o planeta visitante exercer, com poder de arrastar aqueles que lhe partilharem as vibraes inferiores, ser, obviamente, sobre o Esprito, o homem desencarnado, aquele que tenha passado pelo fenmeno da morte. Como poder-se- inferir das profecias que passamos a descrever, dois teros da humanidade que estiver encarnada por ocasio dos acontecimentos finais, perecero nas grandes tragdias. Isso no quer dizer, contudo, que todos aqueles que desencamarem sero arrastados pelo astro higienizador, como, obviamente, nem todos aqueles que j antecipadamente estejam no mundo espiritual, iriam parar naquele mundo inferior. Dizem as predies que metade da populao hoje existente nos dois planos de vida, que ir expiar em mundos inferiores. E dizemos no plural "mundos inferiores", porque esse planeta "pesado" pode no ser o destino reencarnatrio de todos os exilados da Terra. Ele, sem dvida, ser o veculo que transportar pelos espaos infinitos todos os compelidos a deixar a Terra - saneada pelo sofrimento -, mas a reencamao desses poder ser distribuda entre outros mundos, bem mais inferiores que a Terra, mas de acordo com as necessidades e possibilidades de cada um. Vamos comear por Isaas, o que disse em sua linguagem dura, conforme consta, dentre outros, dos captulos 13:11,13:12,51:6 e 65:14: "Punirei o mundo por seus crimes, e os pecadores por suas maldades. Abaterei o orgulho dos arrogantes e humilharei a pretenso dos tiranos. Tornarei os homens mais raros que o ouro fino e os mortais mais raros que o metal de Ofir. Os habitantes da Terra morrero como moscas; mas minha salvao subsistir sempre, e minha vitria no ter fim. Meus servos cantaro na alegria de seu corao, e vs vos lamentareis com o corao angustiado, vs rugireis com a alma em desespero." Comea o profeta dizendo que Deus punir os pecadores por suas maldades, distinguindo-os do mundo, que ser punido por seus crimes, parecendo-nos 49

referir-se aos abalos fsicos que a Terra sofrer. Outra expresso muito forte, quando diz que os homens morrero como moscas, sem dvida para sacudir a mentalidade daqueles que o lerem, alertando sempre, para nossa impotncia diante dos desgnios d'Aquele que comanda os infindveis universos; reafirmando, frente, que tornar os "mortais", isto , os homens encarnados, mais raros que o metal de Ofir. Em Joel (4:14 ou 3:14, conforme a traduo), lemos: "Que multido, que multido no vale do julgamento! porque o dia do Senhor est prximo no vale do julgamento." O vale do julgamento a Terra e a multido somos ns mesmos, encarnados e desencarnados vivendo no mbito da Terra. De Amos (9:2) extramos: "Mesmo que desam morada dos mortos, minha mo os arrancar de l." Com essas palavras diz-nos o Profeta Amos, que no haver meios de esconder-se da seleo natural. No h como fugir, nem mesmo na morada dos mortos, nem mesmo no mundo espiritual haver esconderijo capaz de abrigar do arrastamento aqueles que vibrarem na mesma faixa do astro intruso. Profetiza Zacarias (13:8 e 13:9): "E sobre toda a Terra, diz o Senhor, duas partes da humanidade sero exterminadas e perecero, e a terceira parte restar nela. E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocar o meu nome, e eu a ouvirei. Direi: meu povo ; e elu dir: o Senhor meu Deus." Zacarias proclama que apenas uma tera parte dos homens sobreviver aos cataclismos, e essa tera parte restante ter que enfrentar toda sorte de dificuldades para reconstruir, sobre os escombros do velho mundo, daquele mundo de provas e expiaes, o novo mundo de regenerao. Os evangelistas registraram as palavras com que Jesus profetizou a grande separao. Mateus, Marcos, Lucas e Joo deram o seu testemunho das profecias do Mestre, confoi^ne consta de seus Evangelhos. 50 Em Marcos (13:27) encontramos: "E Ele enviar os anjos e reunir os Seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da Terra at extremidade do cu." Ningum ficar de fora ao julgamento, pois que, sem exceo, cada um julgar a si mesmo com extremo rigor. O posicionamento moral da criatura refletir seu teor vibratrio e este ser o "selo" que marcar os que partiro em demanda de novas e dolorosas experincias. Mateus, nos captulos 24 e 25 de seu Evangelho, minucioso na descrio da grande ceifa. Em 24:31,24:40 e 24:41 ele assim reproduz as predies de Jesus:

"E Ele enviar os Seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais reuniro os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos cus. Ento dois estaro no campo, um ser tomado, e deixado o outro; duas estaro trabalhando num moinho, uma ser tomada, e deixada a outra." Estas predies de Jesus informam-nos que a metade da populao da Terra, encarnada e desencarnada, constituda dos "escolhidos", pois o Pai envia Seus anjos, na linguagem evanglica, aos quatro cantos do mundo, tanto da Terra quanto dos cus, isto , tanto do mundo fsico quanto do mundo espiritual, e onde h dois no campo um recolhido e outro deixado; duas no moinho, uma recolhida e outra deixada. Passanos, assim, a ideia de que os anjos que saem procura dos "eleitos" recolhem a metade dos que en