exodo - moody

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ÊXODO Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 11 Capítulo 21 Capítulo 31 Capítulo 2 Capítulo 12 Capítulo 22 Capítulo 32 Capítulo 3 Capítulo 13 Capítulo 23 Capítulo 33 Capítulo 4 Capítulo 14 Capítulo 24 Capítulo 34 Capítulo 5 Capítulo 15 Capítulo 25 Capítulo 35 Capítulo 6 Capítulo 16 Capítulo 26 Capítulo 36 Capítulo 7 Capítulo 17 Capítulo 27 Capítulo 37 Capítulo 8 Capítulo 18 Capítulo 28 Capítulo 38 Capítulo 9 Capítulo 19 Capítulo 29 Capítulo 39 Capítulo 10 Capítulo 20 Capítulo 30 Capítulo 40 INTRODUÇÃO Título. O nome Êxodo, uma transliteração do título Exodos da Septuaginta (LXX), veio até nós através da Vulgata Latina. A palavra em grego significa "partida" ou "saída". O nome hebraico para o livro é apenas a primeira frase, "São Estes os Nomes", ou mais comumente, "Os Nomes". Como título descritivo de todo o livro, Êxodo não é satisfatório, pois a saída do Egito propriamente dita só ocupa menos que a metade do volume. Data e Autoria. As Escrituras atribuem a Moisés a autoria do Êxodo, com os outros quatro livros do Pentateuco. A alta crítica tem considerado estes livros como uma compilação de manuscritos escritos por diversos autores desde o século nove até o século cinco A.C. A posição radical que negava qualquer participação de Moisés na autoria destes livros já não é mantida tão largamente como há uma geração atrás. Embora muitos mestres liberais continuem duvidando da autoria mosaico do Pentateuco, descobertas arqueológicas têm proporcionado

Author: herbert-de-carvalho

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COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY

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  • XODO Introduo Esboo Captulo 1 Captulo 11 Captulo 21 Captulo 31 Captulo 2 Captulo 12 Captulo 22 Captulo 32 Captulo 3 Captulo 13 Captulo 23 Captulo 33 Captulo 4 Captulo 14 Captulo 24 Captulo 34 Captulo 5 Captulo 15 Captulo 25 Captulo 35 Captulo 6 Captulo 16 Captulo 26 Captulo 36 Captulo 7 Captulo 17 Captulo 27 Captulo 37 Captulo 8 Captulo 18 Captulo 28 Captulo 38 Captulo 9 Captulo 19 Captulo 29 Captulo 39 Captulo 10 Captulo 20 Captulo 30 Captulo 40

    INTRODUO

    Ttulo. O nome xodo, uma transliterao do ttulo Exodos da

    Septuaginta (LXX), veio at ns atravs da Vulgata Latina. A palavra em grego significa "partida" ou "sada". O nome hebraico para o livro apenas a primeira frase, "So Estes os Nomes", ou mais comumente, "Os Nomes". Como ttulo descritivo de todo o livro, xodo no satisfatrio, pois a sada do Egito propriamente dita s ocupa menos que a metade do volume.

    Data e Autoria. As Escrituras atribuem a Moiss a autoria do xodo, com os outros quatro livros do Pentateuco. A alta crtica tem considerado estes livros como uma compilao de manuscritos escritos por diversos autores desde o sculo nove at o sculo cinco A.C. A posio radical que negava qualquer participao de Moiss na autoria destes livros j no mantida to largamente como h uma gerao atrs. Embora muitos mestres liberais continuem duvidando da autoria mosaico do Pentateuco, descobertas arqueolgicas tm proporcionado

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 2 aos mestres de cada formao teolgica um mais elevado respeito pela historicidade dos acontecimentos que descreve.

    Antecedentes Histricos. O xodo recomea a histria dos israelitas onde o Gnesis a abandonou. O longo perodo entre Jos e Moiss fica coberto por dois resumidos versculos, 1:6, 7, e ento descreve-se a situao inteiramente nova dos descendentes de Jac. Os hspedes protegidos por Fara e Jos tornaram-se uma nao de escravos, objeto de medo e dio de seus superiores. Enquanto Fara procura controlar os hebreus por meio de brutal opresso, Deus age no sentido de libert-los. Moiss, o libertador, primeiro preparado e, ento, no poder de Deus, o grande livramento acontece.

    Redeno do poder do Egito , entretanto, mais que uma simples libertao da escravido. Deus retirou os israelitas do Egito para que pudesse introduzi-los na Terra Prometida, como o Seu prprio povo preparado. O grande tema do xodo , ento, no simplesmente o grande ato redentor de Deus, mas tambm a Sua adoo e constituio de Israel como o povo de Deus. E.E. Flack diz: "O xodo sem dvida o mais significativo livro j compilado sobre o nascimento de uma nao" ("Interpretation of Exodus", Interpretation, Jan., 1949).

    "Toda a subseqente histria dos hebreus ou filosofia da histria, relembra o xodo como o ato criador de Deus que constituiu os hebreus em nao" (Alleman e Flack, Old Testament Commentary, pg. 207).

    A poca em que o xodo foi escrito tem constitudo um problema para os mestres durante sculos, e com as descobertas da arqueologia moderna, o calor da discusso tem-se intensificado, embora a luz do fato histrico continue bastante obscurecida. A data tem sido colocada entre 1580 A.C. at 1230 A.C. Uma vez que as Escrituras pouco informam sobre cronologia, pode-se ter em mente que a data do xodo no questo de doutrina, mas simplesmente um fato histrico elucidativo. Pensa-se de um modo geral que os israelitas foram para o Egito quando seus primos semitas, os hicsos, estavam governando, possivelmente em cerca de 1700 A.C. Se a sua estada no Egito durou 430 anos (x. 12:40),

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 3 ento a data de sua partida deve ser fixada em cerca de 1270 A.C. A maior parte das provas arqueolgicas que temos parecem apontar para uma data dentro do sculo treze. O construtor de Pitom e Ramesss (x. 1:11), o Grande Ramesss, era quem governava naquele tempo. A data determinada por escavaes para a queda de numerosas cidades cananitas, desde Laquis at Hazor, novamente o sculo treze. A investigao de Nelson Glueck na Transjordnia e no Neguebe estabeleceu o fato de que as naes de Moabe, Amom, Edom e os amoritas no se estabeleceram ali, prontas para se oporem ao avano de Israel, antes do sculo treze (cons. The Other Side of Jordan e Rivers in the Desert).

    A dificuldade principal em se datar o xodo no sculo treze encontra-se em I Reis 6:1. Lemos ali que o Templo foi comeado 480 anos depois do xodo, no quarto ano de Salomo. Uma vez que o quarto ano de Salomo foi em cerca de 960 A.C., este fato parece colocar o xodo no ano de 1440 A.C.; e esta data alm de entrar em conflito com as evidncias arqueolgicas, tambm o faz com a data obtida em xodo 12:40. Uma soluo pala o problema tem sido sugerida tornando-se os anos de I Reis 6 como significando 12 geraes, com no mais de trezentos anos na realidade. O fato de no se poder determinar a data exata para o xodo, entretanto, no diminui o valor histrico do livro nem a sua grande mensagem da redeno de Deus.

    ESBOO

    I. A libertao de Israel. 1:1 - 18:27. A. Introduo. 1:1-7. B. Escravido no Egito. 1:8-22. C. Preparao do libertador. 2:1 - 4: 31. 1. Nascimento e preservao de Moiss. 2:1-25. 2. Chamada e incumbncia de Moiss. 3:1 - 4:31. D. A misso de Moiss diante de Fara. 5:1 - 7:7. 1. Moiss se apresenta a Fara pela primeira vez. 5:1-23.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 4 2. A promessa renovada e a ordem de Jeov. 6:1-13. 3. Genealogia de Moiss e Aro, 6:14-27. 4. Moiss enviado de volta a Fara. 6:28 - 7:7. E. Maravilhas de Deus na terra do Egito. 7:8 - 11:10. 1. Deus confirma a incumbncia de Moiss e Aro. 7:8-13. 2. A primeira praga - o Nilo transformado em sangue. 7:14 -25. 3. A segunda praga - rs. 8:1-15. 4. A terceira praga - piolhos. 8:16-19. 5. A quarta praga - moscas. 8:20-3 2. 6. A quinta praga - peste. 9:1-7. 7. A sexta praga - lceras. 9:8.12. 8. A stima praga - chuva de pedras. 9:13-35. 9. A oitava praga - gafanhotos. 10:1-20. 10. A nona praga - trevas. 10:21-29. 11. Aviso da ltima praga. 11:1-10. F. A Pscoa, e a partida de Israel. 12:1 - 15: 21. 1. Consagrao de Israel. 12: 1-28. 2. A dcima praga - juzo de Deus sobre o Egito. 12:29-36. 3. O xodo do Egito. 12:37 - 15:21. a. A partida. 12 : 37-42. b. Mais regulamentos para a Pscoa. 12:43-51. c. Santificao dos primognitos. 13:1-16. d. Travessia do Mar Vermelho. 13:17 - 14: 31. e. O cntico de Moiss. 15:1-21. G. Israel no deserto. 15: 22 - 18:27.

    II. Israel no Sinai. 19:1 - 40:38. A. Estabelecimento da aliana no Sinai. 19:1 - 24:11. B. Orientao para o santurio e sacerdcio. 24:12 - 31:18. C. A aliana quebrada e restabelecida. 32:1 - 34:35. D. Edificao do santurio. 35:1 - 39 :43. E. Construo e consagrao do santurio. 40:1-38.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 5 COMENTRIO

    I. A Libertao de Israel. 1:1 - 18:27.

    xodo 1 A. Introduo. 1:1-7. Estes poucos versculos servem de ligao entre o xodo e a

    narrativa do Gnesis. Depois de fazer uma lista daqueles que vieram ao Egito com Jac, a passagem narra rapidamente o que aconteceu nos muitos anos intermedirios e resume o fio da histria no versculo 7.

    B. Escravido no Egito. 1:8-22. O perodo aps a morte de Jos trouxe uma mudana completa nas

    condies dos israelitas. De protegidos dos governantes semitas hicsos, tornaram-se os temidos escravos de uma nova dinastia de reis egpcios nativos. Oprimidos por seus senhores egpcios, os israelitas alcanaram um estado de absoluto desamparo e desespero, quando Deus, fiel a Sua aliana, redimiu-os com grande poder.

    8. Novo rei. Os invasores hicsos controlavam o Egito desde 1720 A.C. at 1570. Foram expulsos da terra por Amosis I, o fundador da Dinastia XVIII, talvez a mais brilhante era da histria egpcia. Depois da expulso dos odiados reis estrangeiros, a inimizade dos egpcios voltou-se contra todos que tivessem qualquer associao com eles, particularmente os hebreus, que se relacionavam com os hicsos pela raa e pela posio. Nas prximas geraes a condio dos hebreus declinou rapidamente, at chegarmos aos tempos aqui descritos, exatamente antes da redeno.

    9. Mais numeroso e mais forte. Excessivamente numeroso e excessivamente forte.

    10. Usemos de astcia. Tomemos precaues contra eles; ou vamos tomar cuidado com eles (Moffatt). Havia um verdadeiro e real perigo que os hebreus, habitando em Gsen, na fronteira nordeste da

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 6 terra, pudessem se unir a quaisquer invasores que viessem pala atacar o Egito.

    11. Pitom e Ramesss. Estas cidades esto agora localizadas com um considervel grau de certeza em Tell er-Retabeh e em Tanis, ambas na regio do Deita. Nas Escrituras Tanis tambm conhecida como Zo (Nm. 13:22), e era chamada Avaris pelos hicsos. Ramesss-Tanis, que foi a capital dos hicsos, foi abandonada depois de sua expulso. Na Dinastia XIX (1310-1200 A.C.) foi restaurada e tornou-se novamente a capital do Egito. Na providncia divina, a nica ocasio em que na longa histria do Egito a capital esteve to perto da fronteira foi quando Israel teve de entrar e sair.

    12. Se inquietavam. Antes, temiam ou estavam apreensivos. Para os egpcios havia um elemento de admirao como tambm de averso na multiplicao dos hebreus, no apenas por causa do perigo mencionado no versculo 10, mas tambm por causa da evidncia da bno divina em sua grande proliferao.

    15. Parteiras hebrias. Isto pode significar "mulheres hebrias" ou "parteiras das mulheres hebrias", isto , mulheres egpcias encarregadas do trabalho de porteiras para os hebreus. Em qualquer um dos casos, eram provavelmente as supervisoras, no apenas as parteiras.

    16. Bancos. Bancos de parto (lit. pedras). Eram duas pedras, tijolos, ou bancos baixos, sobre os quais era costume as mulheres se ajoelharem ou sentarem durante o parto. Filha. As filtras foram poupadas, uma vez que podiam se casar com egpcios, perdendo assim sua identidade nacional. Esta distino era freqente no V.T. no apenas entre os hebreus mas tambm em outras naes.

    19. A explicao dada a Fara era apenas parcialmente verdade. Est evidente na recompensa da bno divina dada s parteiras que elas mesmas no tomaram precaues para evitar a preservao dos meninos.

    22. A todos os filhos que nascerem. A LXX, os Targuns, e a E.R.A. acrescentam as palavras obviamente explicativas, "aos hebreus".

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 7 C. Preparao do Libertador. 2:1 4:31. Na plenitude dos tempos, quando o opressor fazia o mximo para

    destruir Israel, Deus preparou os meios da salvao. xodo 2 1) O Nascimento e a Preservao de Moiss. 2:1-25. A data exata do nascimento de Moiss, e a identificao de Fara e

    sua filha so discutveis, mas a evidncia da fidelidade divina inconfundvel. Com base no fato de que existem vagos paralelos a esta narrativa em outras histrias antigas, a IB chama-a de "narrativa lendria". Nessa base quase tudo poderia ser considerado anti-histrico.

    1. Um homem da casa de Levi. De acordo com 6:20, este era Anro, que se casou com a irm de seu pai, Joquebede.

    2. Formoso. Hebreus 11:23 atribui este ato dos pais de Moiss f deles "porque viram que era uma criana peculiar". Tomaram a aparncia robusta e agradvel da criana como evidncia de que Deus o dera para um grande propsito.

    3. Carrial. Provavelmente os canios dos papiros to abundantes no Nilo. Betume e piche, ou asfalto. beira do rio. Muito provavelmente a criana foi colocada onde a me sabia que a filha do rei costumava tomar banho (KD). Tudo o que aconteceu, inclusive o colocar-se da irm para vigiar, toma evidente que no foi um ato de simplesmente abandonar a criana merc do rio com a tnue esperana de que pudesse ser salva.

    5. O banho deveria ter sido uru ato de adorao e o salvamento deve ter sido uru ritual religioso mais do que simples piedade (Alleman e Flack, op. cit. ).

    9. Havia uma ironia divina nesta situao na qual o destinado libertador no foi apenas preservado mas tambm sustentado por aqueles que uru dia ele derrotaria.

    10. Moiss. O hebraico significa tirado ou arrancado. Muitos crticos crem que a palavra hebraica para Moiss (Mosheh) deriva-se do

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 8 egpcio mesi que significa "dar luz". No processo do nascimento, a criana tirada; neste exemplo a criana foi chamada Moiss porque foi tirada das guas. Alguns mestres, entretanto, duvidam de que haja alguma ligao com o egpcio mesi.

    11. Viu. "Contemplou com simpatia" (Cambridge Bible). 12. Por meio deste ato Moiss estava irrevogavelmente lanando a

    sua sorte ao lado dos seus irmos (cons. Hb. 11:24-26). 14. Moiss apresentou-se ao seu povo como o seu paladino, mas os

    israelitas ainda no estavam prontos para a redeno, nem ele mesmo. "Seria por meio do cajado e no da espada pela brandura e no pela ira de Moiss que Deus realizaria a Sua grande obra de libertao" (JFB). Atos 7:25 expressa este pattico pensamento, "Ele cuidava que seus irmos entenderiam".

    15. Desse caso. No foi tanto o homicdio como a rebelio implcita nele que despertou a ira de Fara (cons. Hb. 11:27). Midi. Os midianitas eram um grupo de tribos que descendiam de Quetura e Abrao (Gn. 25:1-4), Embora seu lar parea ter sido a leste do Golfo de caba, eram um povo nmade que peregrinou pela Palestina, Neguebe e Pennsula do Sinai. De acordo com x. 3:1, aqueles que Moiss encontrou deviam estar habitando nas vizinhanas do Monte Sinai. A tentativa de confinar os midianitas a uma s rea e localizar o Monte Sinai a leste de caba (T. Meek, Hebrew Origins; et al.) no concorda com as Escrituras e parece sem fundamentos.

    16. O sacerdote de Midi. As Escrituras no indicam que deus ele servia. Pode realmente ter sido Jeov, como alguns defendem, mas as palavras de Jetro em x. 18:11 soam mais como o testemunho de um convertido. No h absolutamente nenhuma razo pala supormos, como alguns escritores tm feito, que Moiss ficou conhecendo Jeov atravs dos midianitas (cons. Meek, et al.).

    17. A compaixo pelos oprimidos fazia parte do carter de Moiss. 18. Reuel. O nome significa amigo de Deus (veja tambm Nm.

    10:29). Ele tambm chamado de Jetro (3:1; 4:18).

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 9 22. Grson. O nome significa um estrangeiro aqui. O segundo

    filho, Elzer, Deus meu auxlio, aparece em 18:3. 23. Decorridos muitos dias. De acordo com Atos 7:30, o perodo

    foi de quarenta anos, ou uma gerao inteira. Se aceitarmos o sculo treze para o xodo, ento o rei que morreu deveria ter sido Seti I (1319-1301), ou possivelmente Ramesss I, o fundador da Dinastia XIX. O novo rei teria sido Ramesss II, um dos maiores de todos os Faras (1301-1234).

    24,25. Deus estava demorando e estava calado, mas Ele nunca esqueceu nem abandonou o Seu povo. Ouvindo Deus o seu gemido. . . viu . . . atentou e tomou conhecimento de sua condio.

    2) Chamada e Incumbncia de Moiss. 3:1 4:31. Tentando redimir Israel sua maneira e na sua hora, Moiss

    fracassou. Mas na hora de Deus ele foi chamado para libertar maneira de Deus e pelo poder de Deus.

    xodo 3 1. Horebe. Horebe chamada de monte de Deus por antecipao.

    No V.T., o Horebe e o Sinai so usados como termos equivalentes, embora o primeiro nome possa se referir cadeia de montanhas e o Sinai a um cume em particular. impossvel sabermos com certeza qual dos muitos picos, o mais alto atingindo cerca de 2.461,54 ms, o lugar onde Moiss se encontrou com Deus. A tradio, de 1800 anos pelo menos, que localiza o stio em Jebel Musa, "Monte de Moiss", deve ter algum tipo de fundamento, e o pico chamado Horebe certamente fica perto daquele "monte".

    O mosteiro de Sta. Catarina supe-se esteja no exato lugar da sara ardente! (Cons. 19:1).

    2. Assim como Israel no foi consumida na fornalha da aflio, assim a sara ardia e no se consumia, pois Deus estava l. Anjo do

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 10 Senhor. No era simplesmente um anjo, mas a manifestao do prprio Jeov (v. 4; cons. Gn. 16:7; 22:11; 31:11-13; 48:15, 16).

    7,8. Vi . . . ouvi . . . conheo . . . desci a fim de livr-lo. No Moiss mas Deus seria o Redentor. Leite e Mel. Uma expresso proverbial para grande fertilidade e abundncia. O lugar do cananeu. Deus aguardara mais de quatrocentos anos por uru sinal de arrependimento. Agora a iniqidade das naes amoritas alcanara o seu ponto mximo (cons. Gn. 15:16).

    11,12. Quem sou eu. O Moiss confiante e impulsivo aprendera a humildade; agora tinha de aprender a ter f. Cada uma das dificuldades de Moiss foi resolvida com palavras de afirmao de Deus. Quem sou eu no era importante, mas, sina, Eu serei contigo.

    14. Eu sou o que sou. Outras tradues desta difcil frase incluem: Eu sou quem sou; Eu serei o que serei (Moffatt; Lutero); Eu sou Aquele que existe (Catholic Commentary); Eu fao acontecer aquilo que vai acontecer (Meek, op. cit., pg. 107; e Wm. F. Albright, From the Stone Age to Christianity, pg. 260). O nome expressa "no existncia abstrata, mas manifestao ativa de existncia. .. no o que Deus ser em Si mesmo. . . mas o que Ele demonstrar de Si mesmo aos outros . . . Ele ser para Moiss e Seu povo o que Ele ser algo indefinido, mas o que, ao descobrir-se mais completamente o todo de Sua natureza, pelas lies da histria e ensinamentos dos profetas, provar ser mais do que as palavras podem expressar" (Cambridge Bible).

    Um pensamento semelhante est expresso por Keil e Delitzsch: "A pergunta (v. 13) . . . pressupunha que o nome expressava a natureza e as operaes de Deus e que Deus manifestaria em feitos a natureza expressa no nome... (Ele) designou-se por este nome como o Deus absoluto ... agindo com capacidade desagrilhoada e com auto-independncia". Comentando o nome de Jeov em Gn. 2:4, os mesmos mestres dizem: "Ele o Deus pessoal em Sua manifestao histrica na qual a plenitude do Ser Divino revela-se ao mundo ... o Deus da histria da salvao. Isto no se mostra na etimologia do nome, mas na expanso histrica". Deus,

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 11 ento, revelou-se a Moiss no como o Deus Criador de poder Elohim, mas como o Deus pessoal da salvao, e tudo o que o "Eu sou" contm ser manifesto atravs dos sculos vindouros, culminando naquele em cujo "Eu sou" ilumina as palavras do N.T.

    15. E assim serei lembrado. 16,17. Em verdade vos tenho visitado. O tempo do cumprimento

    da promessa feita a Jos j chegara (Gn. 50: 25). 18. Nos encontrou. Literalmente, encontrou-nos por acaso, sbita

    e inesperadamente. Caminho de trs dias. Provavelmente uma expresso comum para uma considervel distncia. "Deus conhecia o duro corao de Fara, e por isso orientou que no se pedisse mais a princpio do que o necessrio, para Ele comprovar ou demonstrar a dureza do seu corao . . . Foi um ato de misericrdia para com Fara, portanto, que no se exigisse a partida imediata dos israelitas logo na primeira audincia de Moiss...pois, se isto fosse exigido, teria sido muito mais difcil para ele inclinar o seu corao em obedincia vontade divina, do que quando o pedido apresentado foi to insignificante quanto razovel. E se ele tivesse se submetido vontade de Deus no pouco, Deus lhe teria dado foras para ser fiel no muito" (KD).

    19. Se no for obrigado por mo forte. 22. Pedir. A ordem no foi para pedir emprestado, mas para

    apenas pedir, um pedido que, sob as circunstncias, era uma exigncia. Assim os israelitas receberam uma recompensa pelos anos que trabalharam, "despojando" os egpcios.

    xodo 4 4:1. Eis que no crero. A terceira dificuldade de Moiss, como as

    outras, centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus no s seriam um testemunho a Israel e ao Egito, da presena de Deus com o seu

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 12 mensageiro, mas teriam tambm a finalidade de infundir confiana e fortalecer a f de Moiss.

    2-4. O primeiro sinal. A vara do pastor, entregue a Deus, tomou-se um sinal de poder e vitria sobre o inimigo.

    6,7. O segundo sinal. A mo de Moiss manchada pela lepra simbolizava o estado de aflio do prprio Israel, sua necessidade do poder purificador de Deus.

    9. O terceiro sinal. Rio. Literalmente, o Nilo. Como o Nilo, a fonte da vida do Egito, estava no poder dos mensageiros de Deus, tambm Fara e todo o seu povo estava na mo de Moiss.

    10. A ltima dificuldade de Moiss. Deus no comete erros. Ele formara Moiss; Ele sabia do que era capaz.

    12. Eu serei com a tua boca. "O gaguejar de Moiss, na qualidade de servo fiel de Deus, ser o suficiente" (IB).

    13. Envia . . . menos a mim. Esta ltima declarao de Moiss indica o que estava por trs de todas as outras objees. Na fraqueza da carne, Moiss simplesmente no queria retomar ao Egito. Deus condescendeu diante dessa fraqueza e enviou Aro como "profeta" de Moiss. Mas no desenrolar da histria, entretanto, parece que Moiss, com coragem crescente, foi cada vez mais tomando o seu lugar de lder.

    18-31. A volta de Moiss ao Egito. 18. Uma vez que Moiss se encontrava a servio de Jetro, tinha de

    lhe pedir permisso para partir. Ele no podia contar ao seu sogro a incrvel histria da revelao e incumbncia divinas, mas disse simplesmente que queria voltar para ver como iam seus irmos.

    20. Na mo a vara de Deus. Por mais pobre que a sua aparncia possa ter sido, tinha em sua mo a vara diante da qual o orgulho e o poder do Fara de todo o Egito teria de se curvar.

    21-23. Esta a essncia e o ponto culminante das negociaes de Deus com Fara. O endurecimento do corao de Fara foi o juzo

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 13 divino sobre algum que j endurecera o seu prprio corao contra o Senhor.

    24-26. Esta passagem, ignorada pelos comentadores modernos como curiosa relquia do folclore e da superstio, na realidade uma ilustrao da lei espiritual que flui atravs das Escrituras e da histria: Aquele que proclama a vontade de Deus pala os outros, deve ele mesmo ser obediente expressa vontade de Deus. O sinal da circunciso, decretado por Deus (Gn. 17:9-14) fora negligenciado por Moiss at que Deus o lembrou violentamente da obrigao por meio deste golpe. Tu s para mim esposo sanguinrio (v. 26; Moffatt). Este ato de Zpora, evidentemente repugnante para ela e adiado at que quase custou a vida do seu marido, pode ter feito Moiss decidir em deixar que ela e seus filhos ficassem em Midi. Nada devia impedir o seu servio para o Senhor.

    D. A Misso de Moiss diante de Fara. 5:1 7:7. Moiss e Aro compareceram diante de Fara pala revelar a

    vontade de Deus. Seu pedido foi asperamente recusado, e a tribulao de Israel foi aumentada por ordem do rei. Assim os israelitas chegaram ao seu mais baixo nvel de desespero impotente e sortimento, para que a graa e o poder de Deus sozinhos pudessem se manifestar em sua redeno. A genealogia de Moiss e Aro foram inseridas nesta passagem para que se tomasse claro o seu relacionamento com Israel na qualidade de lideres credenciados.

    xodo 5 1) Moiss Aparece Diante de Fara pela Primeira Vez. 5:1-23. 1. Celebre uma festa. Ficaria melhor traduzido para faa uma

    peregrinao. O hebraico hag, "festa", era acompanhado de uma peregrinao (cons. 23:14-17). "O pedido apresentado a Fara da parte do Deus dos israelitas . . , parecia to natural e razovel que Fara no

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 14 poderia t-lo recusado se no seu corao houvesse um simples trao de temor de Deus" (KD).

    2. Quem o Senhor? A pergunta de Fara cheia de zombaria logo seria inteiramente respondida e de maneira terrvel.

    4. Fara considerava Moiss simplesmente um lder astucioso tentando obter melhores condies de trabalho para os israelitas. Ide s vossas tarefas. (Cuidem de sua vida, American Trans.)

    5. O povo da terra. Isto , os operrios. 6. Superintendentes . . . capatazes. Os superintendentes egpcios

    tratavam com os capatazes israelitas, shoterim, talvez escribas ou cronometristas.

    7. O uso de palha picada misturada com o barro aumentava de trs vezes a durabilidade dos tijolos, e os tijolos egpcios costumavam ser feitos assim (cons. BA, xiii, 2).

    14. Quando a tarefa impossvel no foi realizada, o castigo recaiu com maior severidade sobre os capatazes hebreus.

    16. O teu prprio povo que tem a culpa. "Pecaste contra o teu prprio povo" (LXX). A traduo e o significado exato deste texto so incertos, mas os hebreus sem dvida estavam se defendendo colocando a culpa do fracasso a quem de direito.

    19. Em aperto. A misso dos oficiais foi um fracasso em obter qualquer alvio pala o povo.

    20. Encontraram Moiss. Literalmente, colocaram-se de modo a encontrar Moiss.

    21. Odiosos. "Invocaram a Deus como juiz, enquanto por suas prprias queixas demonstraram que no tinham confiana em Deus e no Seu poder para salvar" (KD).

    22. Por que. Como deve ter sido incompreensvel para Moiss o fato de Deus, que o enviara para libertar Israel, t-lo levado, pelo contrrio, a ser a causa de maiores sofrimentos.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 15 xodo 6 2) A Promessa Renovada e a Ordem de Jeov. 6:1-13. Os crticos consideram esta passagem como paralela e no

    continuao narrativa de xodo 3-6. Sua suposio inteiramente desnecessria; a promessa apresenta-se de modo inteiramente diferente, e a necessidade de maior certeza da parte de Moiss est mais do que evidente.

    1. Por mo poderosa. Ele ser obrigado (Moffatt), obrigado pelo grande poder de Deus.

    3. Deus Todo-poderoso. No hebraico 'El Shadday. A derivao e o significado de Shadday so incertos. Provavelmente a traduo Deus Todo-poderoso est o mais prximo possvel do pensamento contido no nome. possvel que o nome "Jeov" no fosse conhecido dos patriarcas, mas este no necessariamente o significado da declarao aqui. Deus no Se revelara no Seu carter de "Jeov" a Abrao como agora ia faz-lo a Israel. Na qualidade de Jeov, Deus ia agora redimir o povo de Israel (v. 6), adot-lo como Seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida (v. 8). Por meio disto eles conheceriam a natureza do Deus que disse, Eu sou o Senhor (v. 2).

    4,5. A redeno de Israel baseava-se sobre a aliana feita com os antepassados e era o seu cumprimento. Terra em que habitaram como peregrinos. A terra na qual eles se estabeleceram como imigrantes (Moffatt).

    6. Resgatarei. A palavra hebraica significa "reclamar, reivindicar os direitos".

    7. Sabeis. Um dos grandes motivos para o Senhor fazer esta extraordinria demonstrao do Seu poder, que viria a seguir, era poder imprimir vivamente na mente e na conscincia de Israel o fato de que Ele, Jeov, era Deus.

    9. nsia de esprito. Seu sofrimento era grande demais para ser aliviado por meras palavras.

    10-13. Moiss foi novamente incumbido a apresentar a Fara o pedido do Deus de Israel. Antes da descrio desta incumbncia, temos a

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 16 genealogia de Moiss e Aro. E no sei falar bem (v. 12). Lbios cobertos com uma pelcula, de modo que se abrem e fecham com dificuldade (cons. 4: 10).

    3) Genealogia de Moiss e Aro. 6:14-27. 14. Chefes das famlias. As "casas" ou "famlias" descendiam de

    um s ancestral. "Casa" pode indicar toda uma tribo, mas geralmente indica a principal subdiviso ou cl. Assim, Enoque, Palu, Hezrom e Carmi so os ancestrais, chefes, das quatro cls da tribo de Rben.

    18. Anro o filho de Coate foi um ancestral de Anro, pai de Moiss (v. 20).

    27. Moiss e Aro. Como irmo mais velho (cons. 7:7), Aro aparece em primeiro lugar na genealogia (v. 26); mas como lder nomeado, Moiss tem precedncia quando a narrativa recomea.

    4) Moiss Torna a Ser Enviado a Fara. 6:28 - 7:7. xodo 7 Agora a narrativa recomea com o Senhor dando orientao

    especfica a Moiss quanto sua misso. 7:1. Te constitu como Deus, fiz de ti um deus. Moiss recebeu

    autoridade divina e poder sobre Fara, enquanto Aro foi comissionado a servir como profeta e porta-voz de Moiss. Este no seria uma repetio do primeiro encontro com Fara.

    3. Endurecerei. Tornarei obstinado (American); ou tornarei teimoso (Moffatt). Esta no a palavra geralmente usada para endurecer; tambm se encontra em Sl. 95:8.

    4. Minhas hostes, o meu povo. Melhor, meu povo em suas hostes (Moffatt).

    5. Sabero os egpcios. O segundo grande motivo para Deus exibir Seu grande poder. Israel devia saber (6: 7) pela redeno, o Egito pelo juzo, que Eu sou o Senhor.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 17 6. Este versculo resume e introduz a prxima seo mais extensa. E. Maravilhas de Deus na Terra do Egito. 7:8 11:10. As pragas atravs das quais Deus manifestou-se a Israel e ao Egito

    so chamadas de diversas maneiras na Bblia: maggepa, "um golpe severo" (9:14) usado em I Sm. 4:17 em relao a uma grande derrota na guerra; nega', "um toque ou golpe pesado" (x 11:1), usado em Levtico, captulos 13 e 1l4, falando-se do ataque de lepra; negep (x. 12:13), cognata de maggepa, "um golpe severo", usado apenas em relao declina praga, e geralmente se tratando de uma calamidade imposta por Deus em julgamento (Js. 22:17). Por meio desses golpes que inspiravam temor, e aplicados pela mo divina, o povo deveria tomar conscincia de que "Eu sou o Senhor".

    As nove primeiras pragas claramente se encaixam em trs grupos de trs cada. As de nmeros um e dois, quatro e cinco, sete e oito foram anunciadas a Fara, de antemo, mas a trs, seis e nove vieram sem advertncia. As trs primeiras assaltaram ambos, Israel e o Egito, pois ambas as naes tinham o que aprender. Os dois ltimos grupos s atacaram os egpcios, para que soubessem que o Deus que estava cuidando de Israel era tambm Deus no Egito (x. 8:22) e maior do que todos os outros deuses (9:14). As pragas eram progressivamente mais severas, as trs ltimas quase destruindo a terra (10:7). A dcima praga ser discutida na prxima diviso do texto. Foi assim destacada das outras no s porque o ponto culminante do julgamento e a base da redeno, mas tambm foi uma visitao direta de Deus, no um juzo atravs de causas secundrias. As nove primeiras pragas foram milagres naturais, no sentido de que foram intensificaes de catstrofes j conhecidas no curso normal da histria. Sua severidade e, mais do que isso, seu aparecimento e desaparecimento pela palavra de Moiss, foi o que as marcou como milagres. Fizeram efeito sobre os egpcios no apenas fsica e mentalmente, mas tambm espiritualmente. Cada praga foi dirigida contra algum fenmeno da natureza adorada pelos egpcios de alguma forma relacionado com os deuses.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 18 1) Deus Comprova o Comissionamento de Moiss e Aro. 7:8-13. 9. Fazei milagres que vos acreditem. 11. Os sbios e encantadores. No eram simples mgicos, mas

    altamente educados lderes sacerdotais do Egito, homens de vasta influncia e capacidade. Se eles realizaram sua faanha por meio de algum truque com rpteis treinados, ou por meio de "milagres mentirosos" com o poder de Satans, no pode ser determinado. Em qualquer um dos casos a supremacia de Jeov ficou demonstrada quando suas serpentes foram devoradas.

    13. Endureceu. Tornou forte, firme. Trs palavras foram usadas para o endurecimento do corao de Fara; heizaq, "ser ou tornar forte" (7:13, 22; 8;19); keibd, "ser ou tornar pesado, lento" (7; 14; 8: 15, 32); e qeisha, "endurecer" (s em 7:3). As tradues usuais escondem o fato de que est explicitamente declarado sempre quando foi Deus quem efetuou o endurecimento (9:12; 10:1, 20, 27, et al. ) e quando foi Fara mesmo que endureceu o seu prprio corao. Deus s endurece "aqueles que comeam a se endurecer . . . os meios pelos quais Deus endurece um homem no so necessariamente alguma interveno extraordinria de Sua parte; pode ser atravs das experincias comuns da vida, operando atravs de princpios e peculiaridades do carter humano que so decretados por Ele" (Cambridge Bible).

    2) A Primeira Praga o Nilo Transformado em Sangue. 7:14-25. 15. Ele sair s guas. Um ato devocional? Se o propsito da visita

    de Fara era adorao, ele iria descobrir que justamente o seu deus tornou-se abominvel atravs de um poder maior.

    17. Nisto sabers. Agora Fara teria a resposta ao seu desdenhoso, "Quem o Senhor?" (5:2). E se tornaro em sangue. Todos os anos, l pelos fins de junho, quando as guas do Nilo comeavam a subir, elas ficam de um vermelho escuro por causa dos sedimentos que descem das cabeceiras do rio. Isto continua assim durante trs meses, at que as

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 19 guas comeam a descer, mas a gua, durante esse tempo, potvel. O milagre de 7:17-21 envolveu trs elementos que o diferenciaram do fenmeno costumeiro: as guas foram transformadas pelo golpe da vara de Moiss; as guas no podiam ser bebidas; e a condio durou exatamente sete dias (v. 25).

    19. Rios. O Nilo e os seus afluentes (lit., seus Nilos). Os canais do Nilo, valas de irrigao. Lagoas. guas paradas formadas pelos canais. Reservatrios (lit., qualquer ajuntamento). Cisternas. Vasos. Nenhuma gota seria tirada desses vasos sem que estivesse contaminada. A lista de todas as fontes de gua torna evidente at que ponto o Egito foi abatido pela praga.

    22,23. Os magos . . . fizeram tambm o mesmo. Por algum meio os mgicos mudaram a aparncia de alguma gua fazendo-a parecer sangue, e o corao de Fara, continuou endurecido (American), ou, no ligou nem para isto (Moffatt ).

    25. Sete dias. Tem-se pensado que a primeira praga aconteceu perto do perodo da inundao do Nilo em junho. Uma vez que a praga final ocorreu na primavera, parece-nos que os juzos sobre o Egito estenderam-se por todo um ano.

    xodo 8 3) A Segunda Praga Rs. 8:1-15. Sempre houveram rs enchendo os brejos beira do Nilo. No

    entanto, sob a ordem de Moiss, elas apareceram aos milhares e invadiram de tal maneira todos os lugares concebveis, que tomaram-se uma perturbao insuportvel.

    7. Ento os magos fizeram o mesmo. Embora de algum modo fizessem aparecer mais rs, foram completamente incapazes de as remover.

    8. Fara ficou to transtornado com esta situao repulsiva que estava pronto a prometer qualquer coisa. Ele j fora forado a reconhecer o Deus que desdenhara.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 20 9. Digna-te dizer-me. Tenha a honra de dizer (Moffatt). 15. Alvio (lit., espao livre). "Logo que ele pde respirar aliviado,

    endureceu o seu corao" (KD). 4) A Terceira Praga Piolhos. 8:16-19. Piolhos (E.R.A.), piuns (Moffatt), bicho-de-p (E.R.V.) e mosquitos

    (Moffatt), todos tm sido sugeridos como instrumentos desta praga. Embora o significado exato da palavra hebraica no seja conhecido, os mosquitos, que so muito comuns no Egito, parecem ser especialmente apropriados. Deve-se notar que esta foi novamente a intensificao de uma experincia natural. As pragas estavam tambm se intensificando de uma inconvenincia para uma aflio dolorosa.

    17. O p da terra. "Exatamente como as fertilizadoras guas do Egito tomaram-se uma praga duas vezes, assim, por meio do poder de Jeov, o solo to ricamente abenoado tomou-se uma praga para o rei e seu povo" (KD).

    19. O dedo de Deus. Os mgicos derrotados reconheceram que isto era um acontecimento sobrenatural. No o atriburam a Jeov, mas confessaram que estava alm dos seus poderes mortais. O fato de terem imitado de algum modo as pragas anteriores, torna a sua capitulao mais extraordinria. Uma vez que no h limite de tempo expresso para esta praga, podemos deduzir que prolongou-se por algum tempo.

    5) A Quarta Praga Enxames de Moscas. 8:20-32. A segunda trade de pragas fez distino entre Israel e os egpcios.

    A confisso dos mgicos de que "um deus" causara essas perturbaes, tinha agora de ser reforada e era preciso esclarecer o fato de que fora o Deus Jeov que as causara.

    21. Moscas. A palavra indica algum tipo de inseto particularmente irritante, ou moscas ou mosquitos. A palavra hebraica para "enxames"

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 21 significa "uma mistura" e pode ser que indique o desenvolvimento de todo o tipo de parasitas.

    22. Separarei. Porei de lado. Por causa do fato de Israel ser protegida de todas as futuras pragas, ficaria claro cujo Deus estava no poder.

    23. Distino (lit., redeno). A separao era uma libertao para Israel.

    24. Arruinada. Corrompida; destruda. As pragas continuavam aumentando em gravidade; j no eram um simples contratempo, mas um perigo. O povo sofria, o trabalho era prejudicado e toda a economia estava transtornada.

    26. Abominveis aos egpcios. Quer Moiss tenha se referido maneira do sacrifcio ou vitima, que os egpcios consideravam sagradas, o povo do Egito considerada o ato "como uma manifestao de desrespeito contra eles e seus deuses" (Calvin's Commentaries).

    28. Pela segunda vez Fara deu a sua permisso para os israelitas partirem; mas removida a praga, apesar da advertncia de Moiss (v. 29), e banido o medo, ele tornou a negar o pedido.

    xodo 9 6) A Quinta Praga Peste. 9:1-7. 3. Camelos. Esta meno de camelos tem sido considerada

    anacrnica; mas havia caravanas de camelos que vinham constantemente ao Egito e certamente alguns egpcios deveriam ter feito neles algum investimento. Pestilncia. Praga severa; peste mortal (Moffatt ). Que doena especfica teria sido, no sabemos, mas deve ter sido uma epidemia severa e mortal que atacou todo o tipo de gado.

    6. Todo o rebanho. Com muita freqncia o termo todo no hebraico indica um grande nmero. Dizemos que "todo mundo" est doente, mas queremos dizer que pessoas doentes so encontradas por

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 22 toda parte. Esta praga recaiu sobre os animais que estavam nos campos (v. 3).

    7) A Sexta Praga lceras. 9:8-12. Como a terceira praga, esta no foi anunciada, mas simplesmente

    veio conforme Moiss agiu. 8. Cinza. Literalmente, fuligem do forno. O forno era um smbolo

    da riqueza comercial e artstica do Egito. Assim como os problemas surgiram vindos dos recursos naturais do rio e da terra, agora a indstria forneceu a fonte para a nova perturbao.

    9. Tumores que se arrebentem em lceras. Um doloroso tumor inflamado ou abscesso, resultando em uma ferida supurada, excessivamente dolorosa e deprimente mas no fatal.

    10. Diante de Fara. Ele tomou posio diante do rei para que no houvesse dvida quanto fonte desta nova praga.

    11. Alm dos magos no serem capazes de imitar a praga, eles mesmos tambm foram miseravelmente atacados.

    12. Quando a ltima trade de juzos estava para vir, Deus endureceu o corao de Fara para que ele no se submetesse apenas por causa de mera fraqueza humana antes que Deus realizasse toda a Sua vontade.

    8) A Stima Praga Chuva de Pedras. 9:13-35. 14. Todas as minhas pragas sobre o teu corao. Estas ltimas

    pragas no seriam simplesmente advertncias e sofrimentos, como as outras. Elas "no atacariam simplesmente a cabea e os braos, mas penetrariam no prprio corao e infligiriam uma ferida mortal" (Calvino).

    15. Cortado da terra. Nunca mais o Egito alcanou as alturas do poder e da glria que teve nesta dinastia.

    16. Palra isso te hei mantido. Fara tinha de experimentar o poder e a fora de Jeov, e de suas experincias o mundo inteiro aprenderia

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 23 sobre o Senhor. "Como ambos, a rebeldia do homem natural contra a palavra e a vontade de Deus e a hostilidade do poder temporal contra o Senhor e o Seu povo estavam concentrados em Fara . . . (isto) tipificaria para todos os tempos e circunstncias, o reino de Deus em conflito com o mundo" (KD).

    17. Ainda te levantas. "Uma palavra peculiar s encontrada aqui... te levantas como uma barragem ou um obstculo contra o meu povo" (Cambridge Bible).

    19. Agora se oferecia uma oportunidade queles egpcios que vieram a crer na palavra de Jeov para se diferenciarem daqueles que no criam.

    23. Chuva de pedras, troves e relmpagos no so desconhecidos ao Egito, mas a fria terrvel de uma tempestade como esta nunca houve antes em toda a longa histria do Egito.

    27. Com que freqncia uma catstrofe natural leva o mais incrdulo dos homens a gritar de medo e desamparo! Tais confisses no so o resultado de verdadeira convico ntima de pecado, mas brotam apenas por causa do terror das circunstncias.

    29,30. Moiss manifestada novamente o supremo controle de Jeov, mas ele no tinha iluses quanto constncia do arrependimento de Fara. Fara temia a terrvel tempestade, no a Jeov.

    31. O linho e a cevada. Uma vez que estes amadurecem em fevereiro, sabemos qual a estao do ano fixada para esta praga.

    32. O trigo e o centeio. Espelta, uma qualidade inferior de trigo; o centeio no era conhecido no antigo Egito. Estes cereais amadurecem cerca de um ms depois do linho e da cevada.

    xodo 10 9) Oitava Praga Gafanhotos. 10:1-20. 2. As coisas que eu fiz. Como zombei dos egpcios. Como brinquei.

    Deus no estava se divertindo, mas havia uma ironia divina no fato de

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 24 que o antagonismo de Fara estava simplesmente levando a uma manifestao ainda maior da glria de Jeov.

    4-6. O fato dos gafanhotos serem conhecidos e temidos por causa da devastao que causavam s tomou esta advertncia mais terrvel. As pragas de gafanhotos sofridas antes pelos egpcios nada seriam comparadas com esta.

    7. Acaso no sabes ainda que o Egito est arruinado? S Fara parecia inconsciente da extenso dos prejuzos, ou talvez insensvel.

    8. Quais so (lit., quem e quem). Quem, exatamente ir? 10. A resposta de Fara diante da exigncia de que toda a nao

    devia partir foi a princpio cnica: "Seja o Senhor convosco, caso eu vos deixe ir". Ele tinha esperanas, sugere a IB, de "que a proteo divina para a viagem" fosse "to longnqua quanto a sua permisso". Depois os acusou, "Tendes conosco ms intenes".

    11. Vo, ento, vocs, os homens, pois o que na verdade me pediram. Se vocs so honestos, ento sabem que para sacrificar s h necessidade de homens. Expulsaram. A prolongada entre vista terminou com esta exploso da ira de Fara.

    13. "O fato do vento ter soprado um dia e uma noite antes de trazer os gafanhotos, mostra que vieram de muito longe, e portanto provaram aos egpcios que a onipotncia de Jeov ia muito alm das fronteiras do Egito e regia todas aS terras" (KD).

    16. O choque desta visitao tomou a pr Fara de joelhos, confessando seus pecados e implorando a remoo da praga.

    17. Esta morte. Os gafanhotos quase destruram completamente o que fora deixado da vegetao do Egito.

    10) A Nona Praga Trevas. 10: 21-29. A nona praga seguiu-se oitava sem introduo, pedido ou

    advertncia. 21. Trevas que se possam apalpar. A maior parte dos mestres

    concordam que as trevas foram provavelmente causadas pelo hamsin, a

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 25 violenta tempestade de areia to temida no Oriente. O vento seco e quente como o hlito de uma fornalha enche o ar com areia e p, de modo que o sol fica escondido. O calor, a poeira e a eletricidade esttica tornam as condies fsicas quase insuportveis. Alm disso h um efeito sobre a mente e o esprito proveniente da opressiva escurido. Esta praga concluiu a srie de milagres divinos e foi um preldio amedrontador para o ato final do juzo.

    23. Luz nas suas habitaes. Milagrosa e instrutiva foi a pronunciada demarcao entre Israel e o Egito.

    24. Quase Fara capitulou. Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado. Guardados como garantia do retorno deles.

    25. Tambm tu nos tens de dar . . . sacrifcios. Isto , tu tens de nos dar os meios para sacrificarmos, e portanto (v. 26), temos de levar todo o nosso gado.

    28. Deixar toda a nao partir, sem a certeza de que voltada, era demais para Fara. Ele no s declarou encerrada aquela entrevista, como tambm negou toda e qualquer entrevista futura com Moiss sob a ameaa de morte.

    29. Deus j informara a Moiss (11:1) de que este seria o ltimo apelo a Fara, por isso Moiss respondeu, Bem disseste. Antes que o profeta partisse, entretanto, havia uma ltima mensagem a transmitir (11:4-8).

    xodo 11 11) Aviso da ltima Praga. 11:1-10. A crtica tem feito uma confuso desnecessria na determinao da

    seqncia neste ponto. Parece-nos claro que 11:1-3 refere-se a instrues previamente transmitidas a Moiss, enquanto 11:4-8 a advertncia de despedida feita a Fara seguindo-se a 10:29.

    1. certo que vos expulsar totalmente. Os egpcios estariam to ansiosos pela partida dos israelitas que, longe de impedi-los, insistiriam a que partissem.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 26 2. Pea. Cons. 3:22. 4. Cerca de meia-noite. No meia-noite do dia no qual estava

    falando, mas meia-noite do dia designado por Deus (cons. 12:6). 5. Todo primognito. "O primognito representava toda a raa, da

    qual era a fora e vigor" (HD). 7. Nem mesmo o latir de um co hostil impedida a partida de Israel. 8. Sai tu. A certeza de Moiss se baseava na promessa de Deus

    (v.1). 9. Fara no vos ouvir. Se Fara o atendesse, mesmo tendo

    chegado a este ponto extremo, ainda teria encontrado uma porta da esperana aberta; mas ele no ouviu (cons. Mt. 23:37).

    F. A Pscoa e a Partida de Israel. 12:1 15:21. xodo 12 1) A Consagrao de Israel. 12:1-28. "A libertao de Israel da escravido do Egito estava para se

    realizar; tambm a sua adoo como nao de Jeov (6:6,7). Mas para tanto era necessria uma consagrao divina de mudo que a sua ruptura externa com a terra do Egito fosse acompanhada de uma separao interna de tudo aquilo que viesse de fonte egpcia ou pag. Esta consagrao devia ser conferida pela Pscoa" (KD).

    1. Na terra do Egito. A primeira ordenana dada no Egito seria repetida no Sinai (Lv. 23) e nas plancies de Moabe (Dt. 16).

    2. Este ms. O nome hebraico do ms Abibe, que significa "espigas verdes". Corresponde a Maro-Abril em nosso calendrio. Durante o Exlio foi substitudo pelo nome Nis que significa "comeo, abertura". O primeiro ms. O comeo de Israel como povo de Jeov devia ser assim anotado no seu calendrio. O ano civil comea, ainda hoje, no outono, com a Festa das Trombetas (Lv. 23:24; Nm. 29:1), hoje chamada Rosh Hashanah, Ponta do Ano, ou Ano Novo. O ano religioso

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 27 ou espiritual comea com o ms da Pscoa, o primeiro ms da nova vida de Israel na qualidade de povo redimido.

    3. Cordeiro. Um animal, cordeiro ou cabrito (cons. v.5). 4. Esta seria uma cerimnia familiar, a menos que a famlia fosse

    pequena demais. De acordo com a exegese rabnica, pequena demais significava com menos de dez pessoas. (Targum Jonathan). Conforme o que cada um puder comer. Deviam calcular quanto cada um poderia comer e assim determinar se deviam se reunir com alguma outra famlia.

    5. De um ano. Hebraico, filho de um ano. Os rabis tm interpretado isto como significando"como do primeiro ano", isto , de oito dias de idade. Os comentadores modernos geralmente aceitam como significando um ano de idade. Um cordeiro ou um cabrito. Mais tarde o costume restringiu a Pscoa aos cordeiros.

    6. Todo o ajuntamento da congregao, isto , todos ao mesmo tempo. No crepsculo. Hebraico, entre as tardes. Desde antigamente as opinies tm divergido quanto ao tempo exato do sacrifcio. Abn Ezra, os samaritanos e os coratas explicaram-no como o perodo compreendido entre o pr-do-sol e a escurido total. Os fariseus mantinham-se apegados explicao tradicional de que era entre o comeo da tarde at o pr-do-sol, aproximadamente das 3 s 5 hs. da tarde, e o Talmude concorda com isto (Pesahim 61a). Esta era a prtica geral, de acordo com Josefo (Wars of the Jews, VI, 9.3). Deuteronmio 16:6 diz simplesmente, "ao pr do sol".

    7. O sangue devia ser aspergido "em ambas as ombreiras, e na verga, onde pudesse ser visto, e no na soleira para ser pisado" (Jamieson, Fausset e Brown). Por meio deste ato todos, a casa e seus habitantes, seriam expiados (pelo uso do sangue e do hissopo; cons. Lv. 14:4-7; Nm. 19:1 e segs.) e consagrados a Deus.

    8. Assada. O animal inteiro tinha de ser espetado e assado sobre o fogo. "Por meio da unidade e integridade do cordeiro que lhes era dado a comer, os participantes seriam reunidos em uma unidade indivisvel e uma comunho com o Senhor que lhes fornecia o alimento" (KD). Pes

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 28 asmos. Um memorial pressa com a qual deviam partir (v. 34), mas tambm um smbolo de sua purificao e libertao do fermento do mundo. Ervas amargas. O Mishnah (Pesahim 2:6) menciona alface, escarola, chicria, serpentria, hortel e dente-de-leo como sendo as ervas amargas. Isto serviria para "chamar a ateno para a amargura da vida experimentada por Israel no Egito, e esta amargura devia ser sobrepujada pela doura da carne do cordeiro" (KD).

    9. A fressura, as partes internas, as vsceras (corao, fgado, etc.) 11. pressa. Com temor, unindo a pressa ao sinal de perigo.

    Lombos cingidos. Suas longas vestes flutuantes deviam ser amarradas para no lhes impedir os movimentos. A pscoa do Senhor. Uma pscoa (Hb. pesah, LXX pascha, e assim "pscoa" no portugus) a Jeov; ordenada por Ele e comemorada para Ele. A etimologia da palavra incerta, mas o significado ficou esclarecido com 12:13. Deus "passaria por cima", em Seu juzo, daqueles que tivessem dado evidncias de sua f nEle e se refugiassem sob o sangue.

    12. Sobre todos os deuses. Os deuses egpcios deviam ser denunciados como impotentes para defender e indignos de respeito. Mais ainda, os deuses eram adorados na forma de muitos dos animais e na pessoa do prprio Fara, e nesses representantes os deuses seriam golpeados.

    15-20. Regulamentos para a Festa dos Pes Asmos. Embora estas instrues possam ter sido dadas aps o xodo (cons. v.17, "tirei"), a ntima relao de significado e tempo entre esta festa e a Pscoa explica a incluso dos regulamentos aqui. Os pes asmos eram smbolos de uma vida nova purificada do fermento da natureza pecadora. . . Por causa disso os israelitas deviam abandonar todo o fermento da natureza egpcia, o fermento da malcia e maldade, e comer o po puro e santo, reunindo-se para a adorao a Deus a fim de demonstrar que estavam andando em novidade de vida... Comer po levedado nesta festa, seria uma negao do ato divino, pelo qual Israel foi introduzida na vida nova de comunho com Jeov" (KD).

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 29 15. Ao primeiro dia. Quinze de Abibe. Essa pessoa ser eliminada,

    isto , proscrita ou exilada da comunidade. 16. Assemblia; santa convocao (Moffatt). O trabalho necessrio

    seria feito; o dia no seria guardado to severamente como o sbado. 17. Hostes (Exrcitos). 18. Desde o dia catorze. O po asmo devia ser comido na Pscoa

    no dia catorze; a Festa dos Pes Asmos comeava no dia quinze. 19. Peregrino, estrangeiro, estrangeiro permanente (Moffatt). Uma

    pessoa pode habitar no meio do povo de Deus toda a sua vida e nunca chegar a ser parte integral do grupo (cons. v. 43 ).

    21-28. Instrues dadas aos ancios. Os regulamentos da Pscoa, dados por Deus a Moiss, deviam ser transmitidos aos representantes do povo.

    21. Escolhei, isto , no rebanho. 22. Hissopo. Embora a identidade desta planta seja discutida, a

    opinio geral que seja uma espcie de organo, talvez manjerona ou talvez tomilho silvestre. Bacia. O vaso no qual o sangue seria recolhido quando o animal fosse morto. Uma vez que o galhinho folhudo do hissopo era usado para asperso do sangue do sacrifcio para a purificao, veio a ser usado figurativamente para a prpria purificao (cons. Sl. 51:7).

    23. O destruidor. Anjo destruidor (Moffatt). 28. Por este ato de obedincia e f, o povo de Israel manifestava

    que confiava em Jeov; e assim o ato em si tornava-se a sua redeno. 2) A Dcima Praga o Juzo de Deus Sobre o Egito. 12:29-36. Esta praga foi como as outras, uma epidemia natural aumentada e

    sobrenaturalmente orientada, ou foi mais do que isto? A repetida nfase na declarao de que foi a operao do Senhor (12:12, 13, 23, 27, 29), parece indicar que foi um ato direto do prprio Deus.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 30 29. Os primognitos. Costuma-se concordar que isto significa o

    filho ms velho que ainda no era pai. Caso contrrio, o primognito de cada gerao teria morrido, inclusive, provavelmente, o prprio Fara.

    31. Chamou a Moiss. Aterrorizado e sofrendo, Fara ignorou suas prprias ameaas (10:28).

    32. A capitulao foi completa. Abenoai-me. Ao partir, orem por mim e por este povo ferido.

    34. Antes que levedasse. Isto nos d a explicao natural para o significado espiritual da Festa dos Pes Asmos. Amassadeiras. Literalmente, tabuleiros, isto , cumbucas rasas de madeira. Neste caso cada famlia levava a sua amassadeira enrolada no simla, uma parte da vestimenta constituda de um grande pedao de fazenda quadrado, muitas vezes usado como sacola para carregar coisas (cons. Rute 3:15).

    36. Estes lhes davam. A palavra hebraica para emprestar significa "concediam, deixavam que levassem". No significa "emprestar" no sentido comum mais do que a palavra hebraica em 12:35 (cons. 3:22; 11:2).

    3) O xodo do Egito. 12:37 - 15:21. a) A Partida. 12:37-42. O lugar exato da partida do Egito ainda uma controvrsia, mas a

    maior parte das autoridades bblicas concorda com as identificaes feitas nos versculos abaixo. Tendo reunido o povo em Sucote, Moiss e Aro tiveram de faz-los atravessar a barreira de brejos, lagos e o mar que atualmente o Canal de Suez. O caminho foi mais determinado pelo fato de Deus pretender desferir um golpe final no orgulho e no poder egpcio.

    37. Sucote. Foi identificado como Tell el-Maskhutah, 16 kms ao leste de Pitom. Isto significa que depois de Moiss despedir-se de Fara em Ramesss, foi para o sul na direo do centro de Gsen, para ali reunir o povo para a marcha. Seiscentos mil. Como determinar o nmero

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 31 exato dos que estavam envolvidos no xodo, h muito que constitui um problema. Tem-se destacado que, por exemplo, uma multido de 600.000 homens teria sobrepujado de muito o pequeno exrcito de Fara. A questo no se Deus poderia ter multiplicado os setenta do tempo de Jac at mais de dois milhes, mas se Ele o fez. Uma soluo seria que a palavra 'elep, traduzida para mil, fosse traduzida para cl ou famlia, como em outro lugar (Jz. 6:15 por exemplo). Neste caso o nmero total poderia muito bem ser de cinqenta ou sessenta mil indivduos. De uma coisa podemos ter certeza: Deus libertou uma grande multido do Egito, milagrosamente cuidou dela durante quarenta anos no deserto e a introduziu na Terra Prometida. O fato de desconhecerem o nmero exato daqueles que foram envolvidos no diminui o milagre.

    38. Um misto de gente. Egpcios e provavelmente pessoas de outras nacionalidades que se casaram com hebreus, queriam fugir escravido ou foram persuadidos de que havia alguma outra vantagem a ser obtida, se ficassem do lado de uma divindade to poderosa como Jeov.

    40. Quatrocentos e trinta anos. Gnesis 15:13 e Atos 7:6 do um nmero redondo, quatrocentos anos. Uma vez que no sabemos a data exata da entrada de Israel no Egito, s podemos fazer conjecturas quanto data da sada, mas parece-nos razovel uma data perto de 1300 A.C. (cons. Introd.). Alguns chegaram concluso de que a data foi em cerca de 1440 com base em I Reis 6:1.

    41. Nesse mesmo dia. Cons. 12:17. Esse foi o Dia de Israel para ser lembrado pelas geraes futuras at que um Dia maior e uma Salvao maior viesse.

    42. Esta noite se observar ao Senhor. Diversas tradues desta frase tm sido feitas: uma noite da preservao do Senhor para tir-los (KD); uma noite de viglia por Jeov t-los tirado (Cambridge Bible); esta mesma noite uma noite de viglia observada ao Senhor por todo o povo de Israel atravs das geraes (RSV). Talvez ambas as idias expressas nas diversas tradues esto implcitas: a noite na qual Jeov

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 32 vigiou os Seus, deveria ser uma noite de viglia para o povo de Israel atravs das geraes, como um memorial.

    b) Outros Regulamentos para a Pscoa. 12:43-51. Uma passagem como esta, dizem os crticos, est inteiramente fora

    de lugar aqui, mas, na verdade, parece-nos muito apropriada. Ela define, no momento exato da ao, as exigncias rigorosas que tornariam a ordenana espiritualmente significativa, como tambm fiel realidade nas geraes futuras.

    43-45. Estrangeiro . . . assalariado. S aquele que estivesse identificado com o povo de Deus participaria desta ordenana. Isto foi planejado no para repelir o estrangeiro mas, sim, o incrdulo. Se o estrangeiro quisesse se identificar pela f com Israel, seria bem recebido como algum que fosse "natural da terra" (v. 48).

    46. "Nesta refeio Israel preservaria e celebraria sua unidade e comunho com o Senhor" (KD). Por este motivo a unidade cerimonial no devia ser interrompida nem pela incluso de estranhos nem pela diviso do prprio alimento. Assim tambm a unidade de Cristo deve ser zelosamente guardada (cons. I Co. 1-3).

    49. A mesma lei. No bastava a descendncia natural nem a associao. Nenhum incircunciso comer dela (v. 48 ).

    xodo 13 c) Santificao dos Primognitos. 13:1-16. "Se os israelitas completaram sua comunho com Jeov na Pscoa,

    e celebraram o comeo de sua posio divina na festa dos pes asmos, as conseqncias ininterruptas da sua filiao divina, eles as transmitiram na santificao dos primognitos" (KD). Assim como o Egito foi ferido por Deus nas pessoas dos seus primognitos, Israel foi consagrado a Deus em seus primognitos.

    2. Todo que abre, isto , em primeiro lugar.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 33 3-10. A lei j transmitida a Moiss (12:15-20) foi agora proclamada

    ao povo. 7. Teu territrio. Fronteiras. 8. A dedicao dos primognitos teria de ser explicada gerao aps

    gerao, como tambm a Pscoa (12:26, 27). 9. E ser como sinal. Como outras raas usavam sinais, at mesmo

    cortes e tatuagens, para se lembrarem do seu Deus, esta festa seria para trazer lembrana de Israel a redeno operada por Jeov. "No era por meio de bilhetinhos mnemnicos sobre a mo ou a testa que uma lei seria colocada na boca, a ponto de se falar dela continuamente, mas por sua recepo no corao e seu contnuo cumprimento" (KD).

    11-16. A lei dos primognitos (cons. 22:29; Dt. 15:21, 22). 12. Apartars (lit., fars passar para o Senhor). Esta no a

    palavra costumeira para separar, mas a palavra usada para descrever a prtica pag de sacrificar os filhos aos seus deuses (II Reis 16:3; Ez. 20:3). Pode ser que o Senhor usou esta palavra propositadamente para tornar clara a diferena entre esta dedicao e a dos pagos,

    13. O jumento no era um animal usado no sacrifcio, por isso era preciso substitu-lo com um cordeiro. O primognito dos homens seria redimido com prata, como o povo seria mais tarde informado (Nm. 3:47; 18: 16). A responsabilidade do servio tendo sido transferida para os levitas como representantes do povo, fez com que a nica exigncia feita nao, fosse a de que reconhecesse os direitos divinos sobre ela.

    15. Deste modo tudo o que Israel era e tudo o que possua eram continuamente apresentados ao Senhor que a redimira.

    16. Frontais. O hebraico totapot, o "filactrio" do N.T. Mais tarde os judeus seguiram literalmente a esta exortao atando em suas testas e braos fitas s quais atavam pequenas caixas de couro contendo versculos das Escrituras escritos em pergaminhos. Era propsito de Deus que a festa e a consagrao (no pequenas caixinhas), servissem de lembrete para a mo e o corao.

    d) Passagem pelo Mar Vermelho. 13:17 14:31.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 34 A descrio da viagem, que comeou em 12:37, continua agora.

    Havia uma boa estrada diretamente para a Palestina, subindo pelo litoral e passando por Gaza, mas esta os levaria, a intervalos, pelas fortalezas egpcias, e exigiria que lutassem, para o que no estavam preparados nem fsica nem psicologicamente. Com bondade cheia de sabedoria, Deus os levou por outro caminho.

    18. Deserto perto do Mar Vermelho. Em hebraico, Mar de Suf, Mar dos Juncos. O erro de traduo, Mar Vermelho, deu uma viso totalmente errada da rota de Israel. Esta uma palavra inteiramente diferente daquela que designa o que chamamos de Mar Vermelho ou Golfo de Suez. O Mar dos Juncos ou dos Charcos encontra-se mencionado na literatura egpcia do sculo treze A.C., ficando perto de Ramesss. Ou o Lago Timsa ou a extenso meridional do Lago Menzale encaixa-se na descrio. Estes lagos fazem pane do canal que unia o Golfo de Suez com o Mar Mediterrneo e agora fazem parte do Canal. O Lago Timsa fica mais perto de Sucote. Arregimentados. O significado preciso incerto. A E.R.C. diz armados.

    19. A f de Jos foi justificada (Gn. 50:25). 20. Et. O local desconhecido. 21,22. No eram duas colunas, mas uma s, de nuvem de dia e de

    fogo de noite. As Escrituras desacreditam tentativas de explicar esses guias por meios naturais (cons. Cambridge Bible). A coluna era um sinal real da verdadeira presena de Jeov com o Seu povo.

    xodo 14 14:1-31. A passagem pelo Mar Vermelho. "O fato da passagem do

    Mar Vermelho s pode ser posto em dvida por um ceticismo extremo e sem base" (Cambridge Bible).

    2. Retrocedam. Voltem (E.R.C.); mudem de direo (Moffatt). Pi-Hairote e Migdol so mencionadas em inscries egpcias mas ainda no foram identificadas com certeza. Baal-Zefom. Uma carta fencia menciona "Baal-Zefom e todos os deuses de Tahpanhes". Tahpanhes

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 35 Dafne, a moderna Tel Dafne, localizada perto da extremidade sul do Lago Menzale, a meio caminho entre Sucote e Ramesss. Isto explica as palavras "retrocedam". Em vez de se dirigirem diretamente para o leste partindo de Sucote, os hebreus voltaram-se novamente para o norte e foram ento acampar junto ao lago pantanoso. Esta aparente incerteza no seu trajeto deve ter encorajado Fara a crer que os israelitas no estavam conseguindo encontrar um lugar para atravessar a barreira liquida e que estavam encurralados, "vagando sem destino" (American Transl.).

    4. Serei glorificado em Fara . . . e sabero os egpcios. O fato de que havia ainda uma lio final a ser dada ao Egito, explica por que Deus os conduziu desse jeito, aparentemente sem objetivo.

    5. Que isto que fizemos (Moffatt). A sada de Israel foi descrita a Fara como uma fuga, no uma peregrinao a um local de sacrifcio.

    7. Capites. O significado exato desconhecido; alguma espcie de oficial superior.

    8. Com a mo erguida (afoitamente). "A mo erguida de Jeov com o poder de que capaz" (KD).

    9. Cavalarianos. Alguns acham a declarao anacrnica, uma vez que os egpcios no tinham cavalaria naquele tempo; mas a palavra pode muito bem significar os homens que dirigiam os carros puxados por cavalos. Esta possibilidade se admite em conexo com 15.1 por aqueles que a negam aqui (cons. Cambridge Bible).

    12. Deixa-nos. Humanamente falando, eles estavam diante de destruio certa. Como caracterstico da natureza humana gritar, "deixa-nos". Ns preferimos jazer inertes na escravido do pecado do que, com a coragem da f, fazer um esforo para seguirmos a Deus em novidade de vida.

    13. Aquietai-vos. Antes, fiquem firmes (cons. I Co. 15:58 "Sede firmes").

    14. Vocs s tm de ficar firmes (cons. Is. 30:15; Sal. 46:10). 15. No uma reprimenda mas uma advertncia a que ajam,

    "Avanai!"

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 36 19,20. Por trs milagrosamente protegidos dos egpcios por uma

    espessa nuvem, ao mesmo tempo recebiam do Senhor um jato de luz para poderem atravessar.

    21. A fora natural usada por Deus para a realizao deste milagre foi o vento oriental, talvez em conexo com uma forte mar vazante, como alguns supem, talvez no. Basta que saibamos que Deus, precisamente no exato momento, fez a passagem ficar livre para o seu povo poder atravessar; e exatamente no momento exato trouxe as guas de volta, de modo que o inimigo foi destrudo.

    24. Alvorotou. Colocou-os em pnico (Moffatt). Na viglia da manh, entre 2 e 6 horas da madrugada.

    25. Emperrou-lhes as rodas dos carros. Embaraando, amarrando (RSV, seguindo a LXX, Verso Siraca e Samaritana, mais do que a Hebraica). As rodas dos carros afundaram na areia, que ficaram mais pantanosas no mesmo instante.

    27,28. As guas que ameaaram os israelitas em sua passagem, e que, a no ser pela divina mo que as refreou, os teriam destrudo, agora desabaram sobre os egpcios. "Desta manifestao da onipotncia de Jeov, os israelitas deviam discernir que Ele no era apenas o Libertador misericordioso, mas tambm o santo Juiz dos mpios, para que pudessem crescer no temor de Deus como tambm na f que tinham acabado de demonstrar" (KD).

    31. Confiaram. Mais do que simplesmente creram (E.R.C.), implica em "apropriar-se firme e moralmente de uma pessoa ou coisa" (Cambridge Bible).

    xodo 15 e) Cntico de Moiss. 15:1-21. Embora os crticos reconheam este hino de louvor como "um dos

    mais finos produtos da poesia hebraica" (Cambridge Bible), geralmente o relegam ao tempo da monarquia. Acham que poesia to grandiosa no poderia ter sido escrita no tempo de Moiss! As Escrituras ligam este

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 37 hino triunfal com a cano de uma redeno maior, quando nas praias do mar eterno, no final e glorioso triunfo sobre todos os inimigos, os redimidos cantam "o cntico de Moiss . . . e o cntico do Cordeiro" (Ap. 15:3).

    1. Lanou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. "Assim se descreve em poucas palavras, mas de maneira completa a runa do exrcito de Fara" (Cambridge Bible).

    2. Portanto lhe farei uma habitao. A E.R.C. segue o Targum. A clusula fica melhor traduzida assim, portanto eu o louvarei ou lhe agradecerei.

    3. Senhor o seu nome. Zombaria para com Fara, o qual perguntara, "Quem o Senhor?"

    7. Derribas. O hebraico mais forte "despedaas e jogas os escombros sobre a terra" (Cambridge Bible).

    9. O inimigo dizia: Perseguirei. Quantas vezes os presunosos propsitos do homem so frustrados pelo poder de Deus (cons. Is. 14:13,14). Destruir. Literalmente, desapropriar, desarraigar.

    10. "Um nico sopro de Deus suficiente para afundar o orgulho inimigo nas ondas do mar" (KD; cons. Sl. 46:6).

    11. Terrvel em feitos gloriosos; espantoso em renome (American). 13. Habitao da tua santidade. Como um pastor que leva o seu

    rebanho ao aprisco, Deus levava Israel Sua habitao, a Terra Prometida.

    14. Palestina. Hebraico, Filstia. Ironicamente, o nome da Terra Santa mais freqentemente usado por ns tirado do nome dos piores inimigos de Israel e de Deus.

    16. Espanto e pavor. At que quarenta anos se passassem e Israel entrasse na terra, o temor do Senhor estaria sobre os cananeus (cons. Js. 5:1; 2: 9,10).

    17. No santurio. . . que as tuas mos estabeleceram. Esse o alvo, no o fato j estabelecido.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 38 20. Embora Miri fosse irm de ambos, ela est colocada sempre

    junto na linha com Aro, no com Moiss. Tamborim. Pandeiro. A dana era, e ainda continua sendo no Oriente, a expresso da religio.

    21. Respondia. Eles cantavam responsivamente, talvez as estrofes do cntico de Moiss (vs. 1-19).

    G. Israel no Deserto. 15:22 - 18:27. Liberto da escravido do Egito, Israel foi em seguida levado pelo

    Senhor ao Monte Sinai. A esta altura o povo de Deus era uma multido desorganizada, briguenta, sem f. Tinha de ser moldado em uma nao, capaz de servi-Lo. Por isso tudo, inclusive sua marcha ao Sinai, devia contribuir para o seu treinamento. A tradicional trajetria, margeando a pennsula pelo oeste, continua sendo a mais amplamente aceita pelos mestres da Bblia, e a mais razovel. Embora os lugares exatos mencionados nas Escrituras no possam ser identificados com certeza, os locais em geral foram muito bem estabelecidos. (Para tomar conhecimento de variantes da rota, cons. Rand McNally, Bible Atlas).

    22. Deserto de Sur. A leste do Suez, na parte setentrional da pennsula. Sur significa parede em hebraico. Em Nm. 33:8 o local chamado de "o deserto de Et", que o mesmo nome em egpcio. Possivelmente recebeu este nome por causa da linha de fortes construdos ali. Trs dias. Em trs dias a gua que levavam junto teria terminado, embora no tivessem andado mais de 24 kms.

    23. Mara. Este local identifica-se razoavelmente com Ain Hawarah, ainda uma pequena fonte de gua salobra, desagradvel.

    24. Murmurou. Esta era a quase automtica reao de Israel, como tem sido a reao de multides do povo de Deus desde ento, diante de qualquer e cada dificuldade.

    25,26. A busca para uma explicao natural deste milagre, com alguma espcie de rvore que transformasse gua ruim em boa, completamente intil. Por meio desta prova do cuidado e poder de Jeov,

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 39 estabeleceu-se uma ordenana para todos os tempos que, para os obedientes, Deus comprovaria ser Jeov Rop'ekei, "Jeov que te cura".

    27. Elim. A cerca de 9,6 kms de Ain Hawarah fica um lindo e grande osis com abundncia de gua, Wadi Gharandel, o qual corresponde descrio de Elim.

    xodo 16 16:1. Deserto de Sim. De acordo com Nm. 33:10-12, o povo de

    Israel viajou ao longo do litoral, possivelmente pela costumeira rota at as minas do Sinai. Em Dofc voltaram-se na direo do Deserto de Sim. Se Dofc pode ser identificada com Serabit el-Khadem, ento o Deserto de Sim a plancie ao longo da margem do plat, chamado Debbet er-Ramleh. As indicaes geogrficas so demasiadamente precrias para termos muita certeza.

    2. Novamente, as circunstncias da proviso divina combinadas para provar a f e a obedincia de Israel.

    7. A glria do Senhor. O olho da f v a glria do Senhor no po e na carne que Ele fornece. Que somos ns. Ns no somos ningum, por que vocs se queixam de ns? (Moffatt).

    10. E eis que a glria. A evidncia inequvoca da presena de Deus na coluna de fogo autenticou as palavras de Moiss e preparou o povo para a glria ainda mais velada do milagre seguinte.

    14. Uma coisa fina e semelhante a escamas. 15. Isto o po (man). De meinhu "que isto?" O nome man

    pode ter surgido da pergunta, ou ento a semelhana de sons pode ter relacionado as duas palavras.

    16. mer. Cerca de duas quartas (1 quarta - 1,13 litros). 23. Sbado. Isto indica que embora o sbado j fosse conhecido,

    no era guardado de uma maneira especial. 31. Man. H uma espcie de tamargueira que cresce na Pennsula,

    da qual poreja, talvez devido picada de um inseto, durante as noites de vero, um lquido que forma pequenas bolinhas brancas. Os rabes as

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 40 ajuntam, as quais depois de cozidas, so usadas como mel. Tem um sabor e um aroma adocicados. Podem ser guardadas durante muito tempo em um local fresco, mas derretem ao sol; no podem ser modas ou assadas. Parecem-se muito com o man da Bblia, mas tambm diferem bastante. As Escrituras, no apenas em sua descrio do man, mas em seu registro da maravilhosa proviso durante os quarenta anos (v. 35) tornam claro que o man no era um fenmeno natural, mas uma proviso especial da mo do Senhor. Coentro. Uma semente mida de um branco cinza, com um agradvel sabor, muito usada como condimento.

    33,34. Diante do Senhor . . . diante do Testemunho. Isto , diante das tbuas da Lei na arca. Esta orientao deve ter sido dada mais tarde, talvez quando o man estava para acabar.

    35. Isto no deve ser compreendido que os israelitas no tivessem nada mais para comer durante os quarenta anos. Durante a estada no Sinai, puderam muito bem semear e colher cereais, e tambm de tempos em tempos obter alimento com os mercadores.

    xodo 17 17:1-7. gua da rocha de Refidim. Do planalto do Deserto de Sim, uma srie de vales que levam

    diretamente ao Monte Sinai. Um destes, o Wadi Refavid, h quem diga ser o vale de Refidim.

    2. Contendeu. Criticou, Tentais, Experimentais. Era a incredulidade que os levava a duvidar da fidelidade de Deus (v. 7).

    6. Horebe. Usado nas Escrituras como termo intercambivel com Sinai. Pode ter uma referncia mais ampla, cadeia de montanhas da qual o Sinai um dos picos. Em Refidim, ento, Israel se aproximava do final de sua viagem imediata. Ferirs a rocha. Uma explicao natural deste milagre tem sido apresentado, dizendo-se que certas formaes rochosas nesta rea so simplesmente uma fina camada de calcrio que poderia se partir com o golpe de uma vara, permitindo a gua sair. O

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 41 apstolo Paulo nos diz que "a pedra era Cristo" (I Co. 10:4). Sejam quais forem os meios que Deus usou, o fato importante que ficou manifesto aos israelitas que o seu auxlio vinha do Senhor.

    7. Mass. Provando (tentaram), do verbo usado em 17:2. Merib, Desavena, traduzido para "contendeu" no versculo 2.

    8. Amaleque era uma tribo, ou grupo de nmades ferozes e vorazes, tal como os bedunos de hoje. Embora descendessem de Esa (Gn. 36:12), no faziam parte da nao de Edom. De acordo com Dt. 25:18, atacaram Israel por trs, assaltando covardemente os peregrinos "abatidos e afadigados". isto explica o severo juzo de x. 17:14.

    9. Esta a primeira vez que Josu aparece, destinado a ser o grande sucessor de Moiss.

    10. Hur. A tradio judia faz dele o marido de Miri (Jos. Antiq. III. 2:4).

    11. Comentadores, antigos e modernos consideram quase unanimemente este ato de Moiss como um ato de orao, Como tal, expressou uma atitude de dependncia de Deus que determinou o resultado da batalha, e serviu para demonstrar a realidade desta dependncia a todo o povo. "A batalha que Israel enfrentou contra este inimigo possua um significado tpico em relao a toda a futura histria de Israel. Ela (Israel) no conquistaria apenas pela espada, mas s alcanaria a vitria pelo poder de Deus, que viria do alto por meio da orao" (KD).

    13. Desbaratou. Dizimou, invalidou, prostrou. 15. Jeov-nissi. O Senhor a minha bandeira. 16. O Senhor jurou. Literalmente, uma mo sobre o trono de

    Jeov. Algumas autoridades bblicas preferem nes, "bandeira", em vez de kes, "trono" e traduzem assim, uma mo sobre a bandeira do Senhor (R.S.V.); ou, juramos lealdade bandeira do Eterno (Moffatt). Este deveria ter sido um voto feito por Moiss e, assim, uma advertncia ao povo de Israel de se empenhar em cumprir o propsito de Deus (v. 14).

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 42 xodo 18 18:1-27. A visita de Jetro e a designao de juzes. 2. Depois que este lha enviara. Cons. 4: 24-26. 3. Cons. 2:22. 5. Monte de Deus. A seqncia desta passagem tem sido posta em

    dvida porque at o captulo 19 no se menciona que Israel tenha chegado ao Sinai. Contudo, uma vez que mesmo em Refidim poderia se dizer que estivessem no monte de Deus - Horebe (17: 6), parece que no h nenhum problema aqui na seqncia da narrativa.

    7. Inclinou-se. A costumeira etiqueta oriental. 11. Jetro, na KD, foi chamado de "as primcias dentre os pagos que

    dali por diante buscariam o Deus vivo". O testemunho de Jetro e o subseqente ato de adorao parece indicar uma experincia de converso, e invalida a teoria de que foi de Jetro e dos midianitas que Moiss recebeu o conhecimento de Jeov.

    15. Consultar a Deus. As decises de Moiss e as ordenanas sobre as quais se baseavam vinham, em ltima anlise, de Jeov.

    18. Desfalecers. 21. Chefes de mil. melhor aceitar isto como significando "mil

    famlias" e no indivduos, seguindo assim a natural diviso tribal. Driver acha isto impraticvel, porque um homem ficaria sujeito a quatro juizes diferentes (Cambridge Bible). Mas presume-se que estas diferentes categorias funcionariam como tribunais superiores e inferiores. A maioria dos problemas seriam resolvidos, como em nosso prprio sistema, pelo tribunal inferior, pelos "chefes de dez".

    24. Moiss atendeu. Moiss tem sido criticado por esta atitude. Contudo, Jetro condicionou seu conselho com, "se assim Deus to mandar"; e podemos deduzir que Moiss consultou o Senhor. Alm disso, no h registro de que Deus tivesse repreendido Moiss. Em Dt. 1:15 Moiss explica como os juizes foram escolhidos dentre os lderes, sbios e conhecidos, nas diversas tribos.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 43 II. Israel no Sinai. 19:1 - 40:38. O ano da peregrinao ao Sinai teve dois resultados: 1) Israel

    recebeu a Lei de Deus e foi instruda nos caminhos de Deus; e 2) a multido que escapou do Egito foi unificada, dando comeo a uma nao. Este perodo da maior importncia para compreendermos a vontade e o propsito de Deus conforme revelado no restante do V.T. Este o ponto central do que to freqentemente as Escrituras chamam de "a Lei". O registro da viagem ao Sinai e a doao da Lei ali, ocupam no s o restante do xodo, mas tambm o livro do Levtico e os primeiros captulos de Nmeros.

    A hiptese de Graf-Wellhausen, promulgada no sculo dezenove, que negou at mesmo a existncia de um Tabernculo, fez destas leis um simples reflexo dos costumes de sculos posteriores. Na primeira metade deste sculo temos um reverso desta filosofia, de modo que agora praticamente todos os mestres esto prontos a admitir que a estrutura e o corao da Lei so mosaicos. Crticos ainda insistem que a Lei, como ns a conhecemos aqui, foi modificada a partir do original e consideravelmente criticada em sculos posteriores. Embora no seja de todo impossvel que conceitos e ordenanas fossem includos mais tarde, aqueles que consideram a Lei como uma revelao de Deus, aceitam-na na sua forma presente como sendo substancialmente aquilo que Moiss recebeu. Mesmo os crticos que negam isto teoricamente, acham que difcil decidir qual das ordenanas teriam sido posteriormente acrescentadas.

    A. Estabelecimento da Aliana no Sinai. 19:1 24:11. A histria da chegada ao Sinai e apresentao divina da Sua

    aliana, segue-se o assim chamado Livro da Aliana (caps. 20.23), no qual se estipula o cdigo bsico. Depois segue-se a narrativa da ratificao da aliana pelo sacrifcio e asperso do sangue.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 44 xodo 19 1) Chegada ao Sinai e Preparao para a Aliana. 19:1-25. 19:1. No primeiro dia. A tradio judia acha que foi o dia do

    Pentecoste, e que o propsito da Festa do Pentecoste era celebrar a doao da Lei. Contudo, a expresso muito generalizada para indicar qualquer dia em particular. Deserto de Sinai. A cadeia de montanhas meridional, situada na ponta da pennsula triangular, tem trs pontos elevados. Os rabes chamam o pico central de Jebel Musa; o do sul, Jebel Hum; e o terceiro, Jebel Serbol. Cada um desses montes tem sido declarado como sendo o Sinai das Escrituras, mas desde o quarto sculo A.D., pelo menos, o Jebel Musa tem sido o mais ampla e consistentemente defendido. O deserto do Sinai deve ser uma plancie perto da montanha (v. 2), suficientemente grande para Israel acampar ali. Tal lugar foi encontrado em Er-Raha, ao norte do Jebel Musa, ou no Wadi es-Sebayeh, ao leste.

    O primeiro tem cerca de quatrocentos acres (1 acre - 4.047m2) de extenso, bastante amplo para qualquer nmero de hebreus. Partindo do er-Raha, o Wadi ed-Deir, "Vale da Aliana", leva a uma selada entre Jebel Musa e Jebel ed-Deir, onde se localiza o famoso mosteiro de Sta. Catarina. O mosteiro foi construdo por Justiniano em 527 a.C., em um local j anteriormente ocupado por uma igrejinha que identificava o lugar, onde se cria, que Deus tinha aparecido a Moiss em uma sara ardente. O Wadi es-Sebayeh um vale longo e estreito, no to cmodo como o Er-Raha, mas com melhor acesso montanha. difcil, se no impossvel, decidir qual destes picos e vales se encaixam na descrio dada nas Escrituras.

    3. Casa de Jac. O nome de Jac lembra as profundezas das quais Deus os tirou.

    4. Sobre asas de guias. Uma aluso a uma espcie de abutre, ave grande e majestosa, muito abundante na Palestina.

    5. A aliana se baseava sobre o fato realizado da redeno do Egito, uma redeno que Israel recebera pela f. "A teocracia estabelecida pela

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 45 concluso da aliana foi apenas o meio adotado por Jeov para fazer do Seu povo escolhido um corpo real de sacerdotes; e a guarda da aliana era a indispensvel condio subjetiva da qual dependia a consecuo deste destino e glria determinados" (KD). Devemos tambm nos lembrar que a Lei no anulou a aliana feita com Abrao (Gl. 3:17). "A aliana da lei levantou-se com base na aliana anterior da graa, e procurou execut-la na direo de suas conseqncias legitimas e devidos frutos" (Patrick Fairbaim, The Typology of Scripture, II, 143). Propriedade peculiar. Minha estimada possesso (Moffatt).

    6. Sacerdotes e nao santa. "Assim como o sacerdote um mediador entre Deus e o homem, Israel foi chamada para ser o veculo do conhecimento e da salvao de Deus s naes da terra. . . Ele escolheu Israel por Sua propriedade, para torn-la uma nao santa, se atendesse a Sua voz e guardasse a Sua aliana" (KD).

    8. Tudo o que o Senhor falou, faremos. O povo de Israel sem dvida no percebeu todas as implicaes do seu voto. Como tambm o cristo no compreende tudo o que est vinculado ao ato dele se apresentar como "um sacrifcio vivo" a Deus. Em ambos os casos h uma reao da f para a expresso da vontade de Deus, o Redentor.

    9. Creiam sempre. A apario do Senhor impressionaria o povo e ao mesmo tempo reforaria a autoridade de Moiss.

    13. Tocar. Um transgressor no devia ser seguido montanha, mas apedrejado ou flechado distncia. Buzina. Antes, chifre de carneiro (Moffatt); esta no a mesma palavra usada nos versculos 16, 19.

    16. A v tentativa de determinar que tipo de fenmeno foi descrito aqui terremoto, vulco, ou tempestade erra o alvo, pois fosse o que fosse, era simplesmente a manifestao da presena do Senhor. No foi um distrbio natural que convenceu um povo supersticioso da presena de Deus; foi o prprio Deus tomando conhecida a Sua presena.

    21. Desce, adverte. Esta no uma confuso de duas narrativas, mas uma repetio da ordem que j foi dada em 19:12.

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 46 22. Sacerdotes. "No os sacerdotes levticos, que ainda no tinham

    sido escolhidos, mas aqueles que at ento desempenhavam as obrigaes do ofcio sacerdotal de acordo com o direito e costume natural" (KD).

    xodo 20 2) Os Dez Mandamentos. 20:1-20. A Lei no foi dada como meio de salvao. Foi dada a um povo j

    salvo (19:4; 20:2) a fim de instru-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propsito de Deus como "um reino de sacerdotes e uma nao santa" (19:6). A revelao foi dada "no para dar, mas para orientar a vida" (Patrick Fairbaim, The Typology of Scripture, pg. 274).

    A diviso da Lei em Moral, Social ou Civil e Cerimonial ou Religiosa, enganosa embora seja conveniente. A Lei uma, e toda a Lei espiritual, quer trate de colheitas, criminosos ou adorao. O comentrio de Calvino examina todas as subseqentes leis sob um ou outro dos Dez Mandamentos. Isto altamente justificado e uma excelente ilustrao da unidade e do esprito da Lei. "O que se chama de lei cerimonial, portanto, era no seu aspecto mais imediato e primrio uma exibio por meio de rituais simblicos e instituies da justia prescritas no Declogo, e uma disciplina atravs da qual o corao deveria ser forjado de conformidade com a prpria justia" (Fairbaim, Typology, II, 157).

    O Declogo, ou as Dez Palavras (Dt. 4:13) foi diretamente transmitido a todo Israel por uma voz audvel e terrvel, a voz de Jeov, soando como uma trombeta sobre a multido (x. 19:16; 20:18). Aterrorizados com a experincia, o povo implorou que Deus no lhe falasse mais diretamente, mas atravs de Moiss. O restante da Lei, ento, foi dado a Moiss como mediador, mas o ponto central da Lei j tinha sido transmitido. Os Mandamentos foram repetidos, com pequenas mas irrelevantes variaes em Dt. 5:6-18. Isto fornece aos crticos material para um argumento quanto idade relativa e autenticidade dos

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 47 dois registros. Fez-se tambm uma tentativa de se descobrir um "declogo ritual" em xodo 34, mas no tem sido muito aceita. Embora alguns neguem que Moiss tivesse algo a ver com os Mandamentos ou que eles fossem conhecidos por Davi, Elias ou mesmo Jeremias, muitos mestres da atualidade tm aceito a declarao bblica e crido que os Mandamentos retrocedem aos dias de Moiss.

    H diferentes maneiras de dividirmos os Mandamentos. As Igrejas Luterana e Catlico Romana seguem Agostinho em fazer dos versos 2-6 o primeiro mandamento, e ento dividindo o versculo 17, sobre a cobia, em dois. O Judasmo moderno faz do versculo 2 o primeiro mandamento e dos versculos 3-6 o segundo. A mais antiga diviso, que remonta aos dias de Josefo, no primeiro sculo AD., toma 20:3 como sendo o primeiro mandamento e 20:4-6 o segundo. Esta diviso foi unanimemente aceita pela igreja primitiva e continua sendo hoje mantida pelas igrejas Ortodoxa Oriental e Protestantes.

    2. importante observar que a base para os mandamentos divinos e o fundamento para as obrigaes do povo era o fato de Jeov ser o seu Senhor e Deus que o redimiu. Estas injunes so dadas a um povo salvo para lhe ensinar como andar nos caminhos de Deus, mas notamos que "quase todos os mandamentos so expressos na forma negativa da proibio, porque pressupe a existncia do pecado e maus desejos no corao humano" (KD).

    3. O Primeiro Mandamento. Isto mais do que uma simples proclamao de monotesmo. Probe a adorao ou a venerao de qualquer outra coisa alm de Deus, em pensamento, palavra ou ato, "para que em tudo tenha a preeminncia" (Cl. 1:18).

    4-6. O Segundo Mandamento. Probe a criao e o uso de imagens esculpidas como objeto de adorao. Mas, de maneira mais essencial, um lembrete de que Deus Esprito, que no deve ser concebido imagem do homem ou de qualquer outra criatura. Visito a iniqidade (v. 5). Os resultados do pecado, v-se que afetam de trs a quatro geraes, mas a misericrdia de Deus estende-se a milhares. "Ele no diz

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 48 que ser fiel ou justo para com os guardadores de Sua lei, mas misericordioso" (Calvino). Aqueles que me amam (v. 6). "A fonte e origem da verdadeira justia est expressa, pois a eterna guarda da lei no teria valor se no flusse delas" (Calvino).

    7. O Terceiro Mandamento. Probe o uso do nome de Deus "a servio da incredulidade e mentira" (KD). Consubstanciar nossa falsidade apelando para Deus, provoca juzo certo. Aqui tambm se pode descobrir o poder moral para a injuno feita aos cristos, "que andeis como digno da vocao com que fostes chamados" (Ef. 4:1, isto , no tomar o nome de Cristo em vo.

    "O Primeiro Mandamento resguarda ento a unidade de Deus, o segundo a Sua espiritualidade, e o terceiro Sua divindade ou essncia. No primeiro somos proibidos de fazer que Deus seja um entre muitos quando Ele o nico; no segundo de O igualarmos a uma imagem corruptvel, quando Ele o Esprito incorruptvel; no terceiro de identific-Lo de qualquer modo com a criatura, quando Ele o Criador" (James Murphy, Commentary on Exodus, in loc. ).

    8-11. O Quarto Mandamento. A palavra sbado significa, no descanso ou repouso, mas interrupo do trabalho. Aqui se apresenta objetivamente a razo do sbado, pelo fato de Deus ter cessado a obra da criao no stimo dia. Subjetivamente, em Dt. 5:14,15, h uma razo apresentada no fato do homem precisar de descanso. Tambm os israelitas foram lembrados de que Deus os redimiu da escravido do Egito para desfrutarem do seu repouso. A guarda do stimo dia da semana como sendo o sbado no foi revogada no N.T., mas o sbado da Nova Criao mais naturalmente celebrado no dia quando Cristo, tendo terminado Sua obra consumada, levantou-se dos mortos. A igreja apostlica celebrava ambos, o primeiro e o stimo dias, mas logo interromperam o velho costume hebreu.

    12. O Quinto Mandamento. Este mandamento faz uma diviso entre os mandamentos que tratam do relacionamento do homem com Deus e aqueles que o relacionam com o seu prximo. Um homem est obrigado

  • xodo (Comentrio Bblico Moody) 49 a honrar seus pais como honra a Deus, e a assumir para com eles as mesmas responsabilidades que tem para com os seus prximos. Para que se prolonguem os teus dias. Isto pode ser entendido como referindo-se tanto estada de Israel na terra prometida, quanto vida do indivduo. No s em Israel, mas em todas as naes e vidas individuais, a destruio do lar marca o comeo do fim.

    13. O Sexto Mandamento. Defende a santidade da vida humana e probe o homicdio por qualquer motivo. Mas este mandamento tem sido erroneamente citado contra a pena capital administrada pelo estado. Tirar a vida judicialmente como castigo por crime est autorizado em xodo 21, como tambm em Romanos 13. Por outro lado, poucas vezes se enfatiza que este mandamento se aplica a qualquer coisa que degrade o homem e o prive da vida rica e plena que da vontade