revista portal dos condomínios - edição mai/jun

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Edição especial da revista Portal dos Condomínios, com tudo sobre o melhor evento de condomínios do estado de São Paulo, Portal Debate.

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  • Distribuio gratuitaAno 09 . N 96Mai/Jun de 2012

    Entenda porque o Portal Debate o melhor evento para condomnios no interior do estado de So Paulo e o que isso influenciar no dia a dia do seu condomnio

    POSSO FALAR?

    O seu condomnio em revista

  • 3Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    SentimentoS em comumPassados 12 meses, a nova edio do Portal

    Debate aconteceu na cidade de Jundia-SP seguin-

    do a proposta inicial, com palestras de qualidade,

    participao ativa do pblico, organizao e pon-

    tualidade. Evelyn Gasparetto e Emerson Januzzi

    conduziram seus temas durante 30 minutos, cada,

    ao pblico formado por mais de 100 pessoas.

    A primeira, autora do livro Administrando Con-

    domnios, mostrou-se com capacidade tcnica e

    maestria para expor os temas inadimplncia e com-

    portamento. Januzzi, especialista em segurana

    pessoal, trouxe sua experincia em cursos no exte-

    rior ao pblico sedento por novidades e proteo.

    Para completar, dois dos grandes nomes do mer-

    cado condominial da regio de Jundia, o sndico

    profissional, Fernando Fernandes, e o advogado

    de condomnios, Carlos Eduardo Quadratti, soube-

    ram conduzir o debate entre pblico e palestrante

    com inteligncia e bom humor. Humor tambm

    foi presente no sorteio, com diversos brindes. O

    evento ficou ainda mais completo, neste ano, com

    a Mostra de Produtos e Servios: seis empresas ex-

    puseram suas vantagens e saram satisfeitas com as

    prospeces de negcios.

    Um breve resumo poderia colocar o Portal De-

    bate na lista de qualquer outro evento para con-

    domnios, mas este, promovido pela revista Portal

    dos Condomnios, tem seus diferenciais e quem

    Redao: Rua das Pitangueiras, 652 - Jd. Pitangueiras

    CEP.13206-716 - Jundia / - Tel: 4522-2142

    [email protected]

    A revista um produto da io! comunica

    CNPJ: 06.539.018/0001-42

    www.iocomunica.com.br

    Jornalista Responsvel: Rodrigo Ges. MTB: 41.654

    Designer Grfico: Paloma Cremonesi

    Arte Final: Paloma Cremonesi e Jonas Junqueira

    Reportagens: Vivian Loureno MTB: 57471

    Ilustrao e Redes Sociais: Rafael Godoy

    Estagiros: Thais Bueno e Paulo Toledo

    Ilustrao de Capa: ShutterStock

    Tiragem: 10.500 exemplares.

    Entrega: Mala direta e direto em caixa de correio,

    mediante protocolo para moradores de condomnios

    constantes em cadastro do Portal dos Condomnios.

    Caso ainda no receba e queira o exemplar em seu

    condomnio, ligue para 11. 4522-2142.

    Os artigos assinados so de inteira responsabilidade

    do autor e no representam o pensamento a revista.

    Site: www.condominioemrevista.com.br

    Twitter: @pcondominios

    Facebook: Portal dos Condominios

    Blog: http://portaldoscondominios.wordpress.com

    EXPEDIENTE

    NA WEB

    aponta so os prprios participantes. So

    comentrios feitos durante as apresentaes

    dos palestrantes ou em uma simples conversa

    no coffee break. A aprovao unnime pelo

    formato (com a possibilidade maior de inte-

    rao do pblico), pontualidade, organizao e

    qualidade das palestras.

    Percebemos que o desejo o mesmo para

    todos os presentes. A busca pela reciclagem do

    conhecimento, a luta por mais segurana e a as-

    pirao por um lar com mais sossego. Parafrase-

    ando o eterno sndico, Tim Maia, o que eu quero

    sossego!

    Vivenciamos nesta segunda edio do Portal

    Debate o sentimento de luta pela soluo dos pro-

    blemas que muitos sndicos tm em comum, seja

    ele de inadimplncia, comportamento ou seguran-

    a. E esses problemas refletem tambm para voc,

    morador, conselheiro ou profissional de condomnio.

    Todos precisam se unir para o bem estar desta ci-

    dade que se chama condomnio.

    A revista Portal dos Condomnios s tem a agra-

    decer a presena de todos neste evento, que pensa-

    do com muito carinho e responsabilidade, para que o

    mercado condominial e os lares das residncias, sejam

    elas casas ou apartamentos, tenham mais tranquili-

    dade em cada momento. Que venha 2013 e a terceira

    edio do Portal Debate.

    EDITORIAL NDICE

    * Cimento Queimado

    * Nova lei de vaga de garagem

    * Portal Debate: as dvidas

    do seu condomnio

    * Capa: Evento Portal Debate

    * UD: linha retr

    * Educao: Meus pais,

    meus amigos

    * Bem estar: Planta

    carnvora

    * Crnica: King e Kong

    PARA ANUNCIAR11 4522.214211 [email protected] condominioemrevista.com.br

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  • 4 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    PraticidadePor Vivian Loureno

    Cimento. Aquele material para construo usado somente para erguer paredes

    e fazer piso. Correto? No mais. Antigamente estas poderiam ser as nicas utili-

    dades do cimento, porm, atualmente, a tendncia us-lo como decorao e

    acabamento.

    Pode parecer estranho e at mesmo de difcil visualizao, mas sua pratici-

    dade e seu baixo custo tm atrado cada vez mais adeptos. Afinal, quem no

    gosta de seguir tendncias e ainda economizar?

    Para voc ter uma ideia, o valor mdio do cimento queimado sai por

    volta de R$ 20,00 o m, mais os custos da instalao. Segundo o arqui-

    teto, Vincius Ferrari Borges, o cimento queimado uma das tcnicas

    mais utilizadas nas obras residenciais e comerciais. Esse baixo custo

    um dos principais fatores que o faz to popular, visto que sua

    composio leva basicamente cimento e areia, e est entre as

    alternativas mais baratas para pisos do mercado, explica.

    Por sua flexibilidade e durabilidade, pelo aspecto final

    e pelas vrias alternativas de cores e acabamentos, o

    cimento queimado pode ser visto tanto em resi-

    dncias de baixo, mdio e alto padro, como

    tambm em galpes comerciais, fachadas,

    detalhes construtivos, etc., so inmeras

    as aplicaes que se pode fazer.

    A maior versatilidade do

    uso do cimento queimado

    est na decorao,

    DECORAO & DESIGNSh

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    nk.c

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  • 5Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    que proporciona muitas ideias de como usar essa

    tcnica. Porm, no adianta ter algo em mente

    se no tem criatividade e bom gosto. O material

    usado para revestir bem verstil, ou seja, pode

    ser usado para inovar o visual dos revestimentos

    verticais e horizontais. Escuro e sofisticado, o ci-

    mento cria uma camada fcil de ser limpa.

    Vincius explica que o cimento queimado nada

    mais do que um piso feito a partir de uma arga-

    massa com mistura de cimento, areia e gua. Essa

    argamassa deve ser aplicada com uma espessura

    mdia de 30 mm sobre o contra-piso ou sobre

    um lastro de concreto spero.Caso a base esteja

    muito lisa, sugere-se que seja feito um chapisco

    para aumentar a aderncia do cimento queimado.

    Aps a aplicao da argamassa, devemos conse-

    guir o mximo nivelamento do piso, preferencial-

    mente com rgua metlica.

    E apesar de o nome ser cimento queimado,

    o arquiteto lembra que queimar o cimento no

    tem nenhuma relao com fogo ou maaricos. Na

    verdade, este somente o nome do processo que

    consiste em jogar p de cimento sobre o piso de

    argamassa feito de cimento e areia, ainda mole e

    mido. Ento, a superfcie deve ser desempena-

    da com uma desempenadeira de ao, espalhando

    o p de cimento sobre a argamassa e deixando o

    conjunto bem liso. Aps a secagem est pronto o

    cimento queimado, com um aspecto bem liso e

    nivelado.

    Quem pensa em utilizar esse tipo de decora-

    o pode ficar tranquilo que ele se adequa a qua-

    se todos os ambientes da residncia, alm de ser

    muito resistente, podendo ficar exposto as intem-

    pries. Porm, ele pode ficar muito liso em contato

    com a gua, por isso no deve ser usado em es-

    coamentos ou lugares midos. O nico local que

    no recomendado a sua utilizao nos banhei-

    ros, principalmente no interior dos boxes porque

    o material pode reagir com xampus, sabonetes e

    outros produtos.

    A limpeza tambm muito simples, tornan-

    do-se outro ponto positivo. Basta lavar com gua

    e sabo neutro. Em ambientes como salas de

    estar, que tem grande fluxo e movimentao de

    pessoas, fica bom aplicar cera lquida ou em pasta

    para a manuteno.

    Se bem aplicado, o cimento queimado ex-

    tremamente durvel. Entretanto, uma das caracte-

    rsticas mais comuns desse material so as trincas,

    que podem variar de pequenas fissuras, que no

    incomodam at mesmo grandes trincas que po-

    dem comprometer a resistncia e a durabilidade

    do piso.

    Para no ter dor de cabea com o produto,

    fundamental contratar aplicadores especializados.

    Juntas de dilatao de plstico, madeira, pedra

    ou metal devem ser utilizadas a cada dois metros,

    pelo menos, para que elas, e no o meio do piso,

    trabalhem, evitando trincas. Na prtica, cada

    junta nada mais do que uma trinca proposital

    criada pelo colocador, para que o meio dos pisos

    fique intacto ou o mais perto disso.

    A tonalidade outro aspecto que precisa ser

    observado com a devida ateno. Certa variao

    na colorao esperada e pode at mesmo pro-

    porcionar um belo aspecto natural do sistema,

    mas devem-se evitar variaes muito grandes de

    cor para o piso no parecer manchado.

    Uma opo barata, prtica, de fcil manuten-

    o e que se encaixa em qualquer cmodo da re-

    sidncia. por essas e outras que o cimento quei-

    mado vem se tornando sensao na decorao e

    uma opo para quem quer inovar, mas ainda no

    sabia como.

    com preo agradvel

  • 6 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    VIVER EM CONDOMNIO

    nova lei Probe venda e aluguel de vaga de garagem para quem no mora no prdio

    * Carlos Eduardo Quadratti, advogado especializado em direito condominial e de vizinhana, jornalista articulista inscrito no MTB 0062156SP.

    Entrou em vigor no ltimo dia 20 de maio a lei 12.607 que alterou o pargrafo primeiro do ar-tigo 1.331 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Cdigo Civil -, no que tange ao critrio de fixao da frao ideal e s disposies sobre alienao e locao de abrigos para veculos em condomnios edilcios. O projeto de lei foi proposto em 2003 pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), e sancionado pela presidente Dilma Rousseff no dia 4 de abril de 2012. Foi acrescentada uma vrgula no lugar do ponto final e adicionado o texto em destaque:

    Art. 1.331. Pode haver, em edificaes, partes que so propriedade exclusiva, e partes que so pro-priedade comum dos condminos.

    1o As partes suscetveis de utilizao indepen-dente, tais como apartamentos, escritrios, salas, lo-jas e sobrelojas, com as respectivas fraes ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a pro-priedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietrios, exceto os abrigos para veculos, que no podero ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomnio, salvo autorizao expressa na conveno de condomnio.

    Assim a citada legislao passou a estabelecer proibio venda ou aluguel de vagas de garagem a pessoas estranhas ao condomnio, a no ser que a permisso esteja expressa na conveno condominial. Por tanto, a partir da entrada em vigor da lei, contra-tos de compra e venda ou aluguel de vagas de ga-ragem a pessoas estranhas ao condomnio somente tero validade se estribados em autorizao expressa neste sentido na Conveno de Condomnio. Aqui devemos lembrar que a Conveno jamais poder contrariar a lei, exceto quando a prpria lei assim o permita.

    Em relao aos contratos hoje existentes, firma-dos anteriormente entrada em vigor da lei, de-vemos lembrar que estes so vlidos at seu termo final, tendo em vista que no momento de sua ce-lebrao a proibio legal no existia. Aplica-se a tal situao o dispositivo do ordenamento jurdico que protege o que se chama tecnicamente de ato jurdico perfeito, a proteo ao direito adquirido e irretroatividade da norma jurdica, ou seja, a lei somente pode alcanar fatos ocorridos a partir de seu vigor, no podendo atingir fatos ante-riores a sua criao.

    Neste momento surge uma dvida sobre a renovao deste contrato ou ainda como ficariam aqueles contratos que passam a vigorar por prazo indeterminado depois de superado o prazo inicial. Alguns podero entender que a renovao do contrato se trata de nova avena e, por tanto, no

    poderia coexistir com nova legislao. Nosso en-tendimento segue novamente a mesma justifica-tiva do ato jurdico perfeito, assim os contratos com prazo indeterminado e os renovados suces-sivamente mantendo as mesmas partes, finalidade e objeto devem perdurar at que esta situao se altere.

    Outra questo a se destacar que a partir des-tas modificaes, o desmembramento de qualquer outro espao que pertena ao morador continua livre, com exceo da rea da garagem.

    Assim, a nica opo que a nova lei traz sobre a possibilidade de o aluguel ou venda ser realizado a aprovao em assembleia da mudana na re-gra, com votos positivos de pelos menos dois ter-os dos condminos.

    A novidade est sendo bem vista por admi-nistradores e moradores, que acreditam que a medida trar mais segurana aos condomnios. Alguns sndicos j defendiam que no era correto colocar desconhecidos dentro dos condomnios mesmo quando se tratava de garagem em rea privativa, pois entendiam que a rea de circulao externa e a entrada do condomnio so de todos e o condmino que vende ou aluga sua vaga a es-tranhos ao condomnio coloca todos os vizinhos em risco.

    Podemos ento nos aventurar a citar algumas dicas para quando for alugar uma garagem em um condomnio:

    antes de vender ou alugar sua garagem, verifique se essas transaes so permitidas pela conveno de condomnio;

    faa um registro escrito do acordo. Apesar de acertos verbais serem considerados vlidos ju-dicialmente, muito mais fcil provar com o con-trato;

    caso a conveno do seu prdio autorize a venda ou aluguel para no condminos, verifique se ele deve pagar ou no a taxa condominial;

    por segurana, procure sempre uma forma de garantia de pagamento, seja fiador ou cauo;

    busque informaes com outros moradores ou porteiros sobre a mdia do valor do aluguel no condomnio.

    Com o noviciado da norma, algumas outras dvidas devem surgir, considerando os diferentes perfis dos condomnios e os negcios realizados nestas comunidades, desta forma poderemos vir a abordar o tema novamente assim que a demanda se faa presente.

    Envie sua sugestode tema jurdico para

    [email protected]

  • 7Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 8 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    PORTAL DEBATE

    A editoria que leva o nome do evento rea-

    lizado no ltimo dia 19 de maio completou um

    ano. A cada edio, novos participantes, sejam

    eles moradores ou sndicos. So dvidas em co-

    mum, solucionadas pela nossa equipe de con-

    sultores, formada por advogados condominiais,

    sndico profissional, tcnico de manuteno

    residencial e psicloga. A editoria Portal Debate

    quer a sua participao. Conhea agora as dvi-

    das que foram destaque:

    Victoria Furlan Chittenden, Res. 9 de Julho 2: Temos dois porteiros em nossa portaria. Tem alguma lei que fala sobre um ba-

    nheiro dentro da portaria. necessrio?

    Portal Debate: No existe legislao especfica para este caso, no entanto poder

    existir previso na conveno coletiva da ca-

    tegoria, mesmo assim recomendvel que

    possa haver um banheiro dentro da guarita,

    quando o tamanho assim permitir, especial-

    mente quando se trabalha com poucos em-

    pregados. A existncia de um banheiro dentro

    guarita diminui a exposio do empregado ao

    ambiente externo, reduz as entradas e sadas

    da guarita que fragilizam a segurana. Impor-

    tante lembrar que a janela do banheiro deve

    ser pequena e de difcil acesso pelo lado ex-

    terno visando evitar invases.

    Sandro Ap. Rodrigues - Ed. Grande Avenida: : Proibio de horas extras, reduo dos salrios, dificuldade de achar mo de obra.

    O que as empresas esto fazendo para mudar

    esse quadro e para evitar tanta rotatividade nas

    portarias?

    PD: A sua dvida j mostra o que o mer-cado est precisando. Condminos no esto

    contentes com a alta rotatividade dos fun-

    cionrios terceirizados. As empresas precisaro

    criar campanhas de fidelizao e motivao com

    premiaes. Trata-se de um servio chamado en-

    domarketing, ou seja, o marketing voltado para

    os colaboradores. Com a constante chegada

    de novas empresas na regio de Jundia, muita

    gente ter de se movimentar para atender seus

    condomnios com mais qualidade.

    Marisa Romano Antonio - Pq. 9 de Julho: : Por causa de alguns animais que an-

    dam solto no cho, s pela coleira, foram en-

    contradas fezes dos mesmos. Posso pedir para

    que carreguem no colo, sendo que no regu-

    lamento no permitido ter animal no pr-

    dio, mas no fala nada de carregar no colo.

    O problema que tem morador com cachorro

    grande e no quer obedecer est norma porque

    o antigo sndico no falava nada.

    PD: Se o regulamento diz que no per-mitido ter animal no condomnio, por con-

    sequncia no iria regulamentar seu trnsito

    na rea comum. Evitar que o animal transite,

    levando-o no colo uma medida que visa man-

    ter a higiene e salubridade do ambiente. Cabe

    ao sndico cumprir e fazer cumprir as normas

    do condomnio, assim este deveria evitar que

    existisse animais no ambiente. Essa matria

    muito polmica visto que os tribunais j tem

    reconhecido o direito dos condminos em pos-

    suir um animal de estimao. Melhor soluo

    buscar argumentos e marcar uma assembleia

    geral visando adequar o regulamento interno

    situao real. Acreditamos que, por enquanto a

    solicitao de carregar o animal seria uma me-

    dida de bom senso para ambos, administrao

    e condmino, mas caso o condmino no cola-

    bore somente cabe o sndico a atitude no sen-

    tido de fazer cumprir o Regulamento Interno.

    A equipe Portal Debate: Fernando Fernandes (sndico profissional), Andr Schuler (tcnico),Melcia Geromini (psicloga), Carlos Eduardo Quadratti (advogado), e Reginaldo Moron (advogado).

    Dan

    iela

    Men

    des

    Dvidas de moradores e sndicos expostas aqui, para voc

    PORTALDEBATEPORTALDEBATELuciane Rodrigues - Morada da Ser-

    ra: Problemas de barulhos com o vizinho. Te-nho testemunhas que j notificaram por escrito

    o problema e isso se arrasta por um ano. O que

    fazer para solucionar de vez , pois os acusados

    j nem respeitam mais os prprios vigilantes no-

    turnos. Qual a soluo a tomar?

    PD: Primeiramente seria interessante uma conversa onde se renam o reclamante, o re-

    clamado, o sndico e o jurdico do condomnio

    visando atingir uma conciliao. Se constar na

    conveno/regimento interno regulamentao

    sobre barulho e houver penalizao, e caso a

    conciliao seja infrutfera, a administrao do

    condomnio pode tomar as medidas necessrias

    (advertncia e multa, multiplicar o valor da mul-

    ta).

    Caso nada disso surta o efeito desejado no

    resta outra alternativa a no ser lavrar boletim de

    ocorrncia por perturbao do sossego e ainda

    mais uma ao cvel de obrigao de fazer.

    PARTICIPE AGORA - Envie sua pergunta para [email protected] ou

    mande uma carta para Rua das Pitangueiras, 652

    Jd. Pitangueiras Jundia-SP CEP: 13206-716.

    Qualquer dvida, entre em contato atravs do

    tel.: 11 4522-2142.

  • 9Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 10 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    Capa

    Por Vivian Loureno

    Que a vida de sndico no moleza, isso to-

    dos eles j sabem. Alm do trabalho de admi-

    nistrar as contas do condomnio, ainda precisam

    conciliar o tempo entre o prprio trabalho e o de

    sndico, alm de pensar em como resolver todos

    os problemas que surgem pela frente. condmi-

    no que no paga em dia, criana que desobedece

    as normas, o barulho que incomoda o vizinho e a

    segurana dos moradores. Tudo isso parece fazer

    um n na cabea de quem tem a difcil tarefa de

    comandar o condomnio. Com tantas questes, as

    dvidas aparecem em maior quantidade do que as

    solues. E como resolver tudo isso, sozinho, sem

    ao menos contar com uma ajuda especializada

    para dar aquela luz que pode ser a soluo de to-

    dos os problemas?

    Por esse motivo que a segunda edio do

    Portal Debate, realizada na manh de sbado (19

    de maio), mostrou-se mais uma vez um sucesso

    de pblico. Olhando as expresses dos partici-

    pantes, deu para notar que o nvel de ateno era

    muito alto. As pessoas esto buscando novas in-

    formaes para ajudar a entender esse universo, o

    do condomnio, resumiu um dos mediadores do

    evento, o sndico profissional, Fernando Fernan-

    des.

    O modelo que o Portal Debate foi idealizado

    tambm chamou a ateno dos participantes.

    Cada palestrante teve 30 minutos para expor o

    seu tema, logo em seguida, os dois moderadores,

    o sndico profissional, Fernando Fernandes e o ad-

    vogado condominial, Carlos Eduardo Quadratti,

    selecionaram as perguntas do pblico e durante

    outros 30 minutos os palestrantes tiraram as d-

    vidas do pblico.

    No intervalo entre as duas palestras, que foi

    de 45 minutos, quem esteve presente ao evento

    tambm teve a oportunidade de conferir os pro-

    dutos que estavam em exposio. As empresas

    participantes Ezetec, Techem, Impacto, M. Duran,

    Relotec Pardini e LGM elogiaram o retorno que

    tiveram do evento. Falamos diretamente com

    nosso pblico alvo, assim podemos apresentar

    nosso produto, e eles tambm aproveitam para

    tirar dvidas, explica a consultora imobiliria, S-

    nia Ferreira da Silva. A empresa est lanando um

    novo empreendimento no bairro da Vila Arens e

    comemorou a oportunidade de ver interessados

    pelo projeto.

    E mesmo quem participou de um evento pela

    primeira vez na cidade, se surpreendeu com o p-

    blico. Oferecemos medidores individuais de gua

    e gs. Os condomnios atualmente procuram mui-

    to esse sistema, diz o representante comercial da

    Techem, Ronaldo Jos Spiandorim.

    O formato do Portal Debate tambm chamou

    a ateno. Muito interessante esse formato, j

    que o pblico conhece o produto antes do evento

    organizaoe qualidade.a marca

    DoFo

    tos:

    Jona

    s Ju

    nque

    ira e

    Rod

    rigo

    Pint

    o

  • 11Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    tem um problema de vazamento no apartamen-

    to e no est habitando o local. No pode, tem

    que contribuir de qualquer maneira. O problema

    do vazamento, o condmino que resolva de outra

    maneira, salienta Evelyn.

    J as despesas extraordinrias, devero ser

    aprovadas em assembleia geral extraordinria.

    tudo o que est fora daquilo programado, como

    um vazamento, demisso de funcionrio e pintu-

    ra, entre outros. Se for aprovado na assembleia,

    no tem jeito, tem que contribuir tambm.

    A inadimplncia se d com o no cumprimen-

    to das obrigaes dentre o prazo estipulado. Se o

    condomnio vence todo o dia 5 e a pessoa pagou

    no dia 6, inadimplncia. Passou do dia, no tem

    jeito. Para a inadimplncia, precisa ter uma pena-

    lidade. Antes de 2002, havia uma multa de 20%,

    mas depois caiu para 2%. Para os moradores que

    no tm a inteno de pagar, vale muito mais a

    pena pagar o carto de crdito do que pagar o

    condomnio.

    Alm da multa de 2%, o sndico pode aplicar

    juros de mora de at 1%. Pode ser menos? Pode,

    mas todo mundo pega pelo bsico e, com a multa

    sendo to baixa, o mnimo que a gente tem so

    os juros.

    Quando um morador no pagou o condom-

    nio, o sndico ou a administradora faz uma carta

    de cobrana. Se ele no comparecer, h duas op-

    es: a ao de cobrana e o protesto de boleto

    em nome do morador. Para entrar com ao de

    cobrana, preciso alguns documentos como a

    certido de propriedade do imvel, a conveno

    do condomnio e a ata da eleio do sndico, j

    que ele quem vai assinar uma procurao para o

    advogado. Alm disso, precisa dos boletos e a pre-

    viso oramentria, que a planilha de dbito.

    Quando se d entrada na ao, o ru cita-

    do para comparecer na audincia, para fazer sua

    defesa e explicar os motivos que o levaram ao

    no pagamento. Se ali, na hora, ele no efetuar

    o pagamento ou no fizer o acordo, o juiz d a

    sentena. Depois de 15 dias comea a execuo,

    que quando a justia comea a investigar todos

    os bens do morador, como casa, carro, conta ban-

    cria, etc.. Se ele no tiver nada, o juiz vai l e

    penhora o apartamento.

    Para o protesto de boleto de condomnio

    preciso ter a certeza do ttulo, saber o valor (li-

    quidez) e exigir a data. Os documentos necess-

    rios para protestar so a conveno, o boleto em

    dbito, a ata de eleio de sndico e a aprovao

    oramentria. No caso do protesto o morador,

    o inquilino. No precisa ser o proprietrio, e sim

    aquele que habita o local.

    Evelyn deixa claro que, nesses casos, no pode

    haver privilgio em nenhuma das partes. O mo-

    rador pagou condomnio durante 20 anos, ficou

    devendo um ms, no pode ter essa de ai, coi-

    e no intervalo tambm. um espao direcionado

    s para ns, ressalta o diretor da Impacto Admi-

    nistrao de Condomnios, Srgio Souza.

    A possibilidade de conversar diretamente com

    o pblico alvo tambm foi comemorada pelos ex-

    positores. a primeira vez que exponho nesse

    tipo de evento. Estou surpreso. Foi muito mais do

    que eu esperava. Esse pblico direcionado foi um

    dos motivos que me mais me agradou, comemo-

    ra o diretor da Relotec Pardini, Wagner Pardini.

    Quando se fala em pblico final, esse o

    melhor modelo, j que eles vm at a gente.

    um bate papo interessante, por isso escolhi ex-

    por aqui, ressalta o tcnico responsvel da M.

    Duran, Milton Vieira. A mesma opinio da em-

    presa LGM, expositora e tambm patrocinadora

    do evento. Segundo a diretora da empresa, Odete

    Amato, esse um dos eventos mais importantes

    da cidade, por conta da enorme gama de condo-

    mnios. Acabamos sendo beneficiados, j que eles

    buscam a informao diretamente conosco, de-

    talha Odete.

    A pontualidade marcou novamente o Portal

    Debate. A primeira palestrante do dia foi da advo-

    gada formada pela Universidade Mackenzie e es-

    pecializada em condomnios, Evelyn Roberta Gas-

    paretto. Ela ps-graduada em Direito Processual

    pela Universidade de So Paulo, atuante em Direi-

    to Imobilirio, tendo cursado Direito Imobilirio

    Material e Processual pelas Faculdades Metro-

    politanas Unidas. Mediadora e Conciliadora pela

    Escola Paulista de Magistratura junto ao Frum

    Joo Mendes Junior. Atuante na rea Trabalhista, e

    participante das Palestras Nova Lei de Execuo

    Junto a CAASP Jabaquara e Provas no Direito

    Previdencirio junto CAASP Jabaquara.

    Evelyn falou com os participantes sobre dois

    temas que ainda causam dor de cabea em mui-

    tos sndicos, a inadimplncia e o comportamento.

    Sem usar a linguagem complicada dos advogados,

    ela conseguiu levar at o pblico algumas solu-

    es simples e eficazes para os problemas.

    A palestrante, que autora do livro Adminis-

    trando Condomnios, iniciou a palestra falando

    sobre inadimplncia. O condmino no apenas

    o morador, ele dono de uma parte do condo-

    mnio, um possuidor dessa parte. A inadimpln-

    cia tem sua origem na cobrana condominial. O

    condomnio, para funcionar, precisa de vrios pa-

    gamentos, como funcionrios, limpeza, gua, luz,

    etc., por isso preciso pensar na arrecadao.

    feita uma previso mensal de tudo o que o condo-

    mnio gasta e reparte-se nas fraes ideais e repas-

    sasse entre os moradores, explica Evelyn.

    So duas as formas de cobranas do condo-

    mnio, as ordinrias, que so as despesas mensais,

    nas quais todos tm que contribuir, sem exceo,

    mesmo sem estar habitando o local. Mas tem

    aqueles que falam que no vo contribuir, pois

  • 12 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    tado. Se optou pela opo de protestar, proteste

    todos. Porque se um for protestado e outro no

    porque tem histrico melhor, o outro pode entrar

    com ao de danos morais. E por mais que seja

    lei, a advogada acredita que a melhor soluo

    ser aprovado em assembleia, dizendo que a partir

    daquela data, haver o protesto dos condomnios

    inadimplentes. Na minha opinio uma medi-

    da muito eficaz, j que a inadimplncia vai cair e

    muito. Porm eu acho muito severo, pois temos

    aquelas pessoas que realmente passam por dificul-

    dades, como desemprego, por exemplo.

    Na opinio da advogada, a inadimplncia o

    maior prejuzo para o condomnio, e a soluo

    sempre o acordo. Por mais que parcele um ms

    em seis meses, melhor pingar do que secar,

    pelo menos o condomnio recebe alguma coisa.

    Por isso importante conversar e sempre buscar

    uma soluo na base do bate papo. Deixe o protesto

    como ltima alternativa. As vezes ele s quer ser es-

    cutado. Converse com ele.

    O outro tpico tratado pela advogada Evelyn

    o comportamento. E qual sndico nunca teve pro-

    blema com isso? uma chuva de reclamaes. Viver

    em condomnio no fcil, mas responsabilidade

    do sndico, como prefeito dessa cidade, de fazer

    com que o local seja agradvel para todos.

    Comportamento trata do vandalismo e do con-

    dmino antissocial. Os condomnios esto ficando

    cada vez maiores, com grandes reas de lazer, pisci-

    na, cinema e isso faz com que todo mundo conviva

    mais, tenha uma relacionamento mais intenso. E

    justamente esse relacionamento intenso que trs es-

    ses transtornos. Por isso preciso solues primrias

    antes que o problema aparea.

    Existem diversos tipos de vandalismo que po-

    dem acontecer em condomnios, como lixo ar-

    -remessado pela janela (e no jogar bituca de

    cigarro, mas sim virar o saco de lixo pela janela),

    barulho excessivo, festas, furtos, pichaes, uso de

    drogas, depredaes e aes escatolgicas. Essas

    aes so urina dentro do elevador ou jogar fezes na

    parede do condomnio. Isso ocorre muito. O sndico

    precisa estar preparado para tudo isso.

    Evelyn explica que necessrio que tenha um

    regimento muito claro, com regras bem definidas,

    para facilitar o trabalho do sndico. Tem que estar

    sempre atento, perguntando sempre. No adianta:

  • 13Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    tem que reservar o tempo de folga para cuidar

    desses assuntos.

    E a boa convivncia no condomnio no de-

    pende somente do sndico. Os pais tambm tem

    sua parcela de responsabilidade, j que tem pais

    que no aceitam ou no querem acreditar que os

    filhos tenham feito algo parecido.

    Outra arma que o sndico pode usar a seu

    favor ter um conselho presente, para ampa-

    rar o sndico nessas horas difceis. Precisa sempre

    de gente para ajudar nessas situaes. O zelador

    tambm se torna arma eficaz para o combate do

    vandalismo e mau comportamento. Ele tem que

    ser o brao direito e esquerdo do sndico. Ele tem

    que ser o amigo e no o fofoqueiro para avisar

    dos problemas.

    O que o condomnio pode fazer para ameni-

    zar esse problema? A advogada d como soluo

    as cmeras de segurana e a partir disso, a noti-

    ficao em forma de carta. Se o morador no se

    justificar ou no pagar pelos estragos, a multa

    pode ser aplicada. Se tudo isso ainda no for su-

    ficiente e a situao continuar, novamente a con-

    versa entra como aliada. Chame, converse, tente

    entender o que acontece, toda essa situao. Pri-

    meiro isso, depois a acusao. sempre a melhor

    opo.

    Agora, essa regra no se aplica a todos que

    moram em condomnios. preciso ter um cuidado

    especial quando forem as crianas que estiverem

    causando problemas de comportamento ou van-

    dalismo. Muito cuidado. S repreenda o menor

    de idade naquele momento que estiver executan-

    do a ao. Passou o momento, no fale mais com

    ele e procure se dirigir diretamente aos pais. Por-

    que se vocs forem atrs das crianas, vocs vo

    arrumar confuso, principalmente se os pais no

    forem conscientes.

    Em caso de negativa dos pais, a melhor solu-

    o que Evelyn passou aos participantes do Portal

    Debate foi a de procurar diretamente o Conselho

    Tutelar. Quando houver estragos, o sndico precisa

    estar de posse de trs oramentos. No chegue

    com uma possvel fatura. Mostre opes. O sndi-

    co tem que cuidar, no tem jeito; ele precisa estar

    presente em todos os momentos.

    A melhor opo para o sndico, nesses casos,

    trazer a criana, o adolescente para si. Traga

    a criana para ele, chame de sndico mirim, foi o

    nome que eu dei, mas pode ser qualquer outro

    nome. Isso faz com que as crianas e adolescen-

    tes comecem a se importar mais com o local onde

    moram. O sndico tambm pode pedir opinio e

    sugestes para eles. Escute, porque quando voc

    trs para o seu lado, voc tira essa viso chata,

    que no pode, que no deve. Trate como colabo-

    rador e assim voc faz com que ele tenha respon-

    sabilidade com o patrimnio.

    Outro problema comum dos condomnios so

    os doentes, que podem provocar gritos de dor,

    instabilidade no comportamento e que causa mui-

    ta dvida em como agir. Eles podem at ser ti-

    rados do apartamento se for comprovado judicial-

    mente que incomoda os moradores, mas eles no

    so moradores antissociais, e sim doentes.

    E para finalizar os tipos de moradores, tem o

    antissocial, que aquele que inverte valores so-

    ciais. Ele tem atitude desrespeitosa com os pr-

    prios moradores e com o patrimnio. As festas

    no so aquelas de crianas, barulhentas. So fes-

    tas, como por exemplo, o que aconteceu comigo,

    de um jogador de futebol: uma festa da madru-

    gada inteira, com msica alta, gente entrando,

    drogas rolando, etc. um horror, o morador no

    aguenta.

    Nesse ponto, o sndico pode se apegar a legis-

    lao para fazer valer o direito ao sossego. A lei

    te d amparo, demora pra resolver, mas ela te d

    um amparo. Evelyn lembra tambm que a mul-

    ta aplicada ao condmino antissocial no pode

    passar de cinco vezes o valor pago pelo condom-

    nio, porm isso deve ser decidido em assembleia,

    com qurum de no mnimo 2/3 dos condminos

    (os proprietrios, no as pessoas presentes). Co-

    loquem sempre no regimento interno as multas,

    porque se depender de qurum vai ser difcil mu-

    dar as regras somente atravs das assembleias.

    A excluso do antissocial s pode ser realizada

    por meio de ao judicial. Aqui a gente tem que

    explicar para o juiz, passar as atas, para ele ver se

    ele pode expulsar a pessoa de l. Mas tudo depen-

    de da deciso do juiz.

    Resumindo, para facilitar a vida, o sndico

    precisa ser atento, rpido, eficiente, com um zela-

    dor amigo e com um corpo diretivo que o auxilie.

    Acredito que todos unidos em um s propsito,

    de forma harmnica, sero a soluo do problema

    que se apresenta.

    E aps a explanao dos temas, Evelyn res-

    pondeu as perguntas dos participantes, que em

    sua maioria foram sobre problemas de garagem.

    Adorei, o pblico foi bem receptivo, respeitaram

    o formato de debate, explicou a advogada aps

    o trmino da apresentao.

    Dentre as questes, a que mais surpreendeu

    foi sobre o fundo de reserva e o rateio. A inadim-

    plncia ainda o maior problema, no tem jeito.

    Mas acredito que todos os condomnios tenham

    dificuldades em comum.

    Quem participou como ouvinte da palestra,

    revelou que o tema tratado ajudou a esclarecer as

    dvidas. A rapidez na ao evita a inadimplncia

    e faz toda a diferena. Aconteceu a primeira vez

    e j h a conversa, sempre resolve, explica a sn-

    dica do Condomnio Residencial Renata, Cristina

    Carner.

    E nem mesmo quem j sndica h sete anos

    deixa de participar desses eventos, como a sndica

  • 14 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    do Condomnio Residencial Ilhas Gregas, Elza Sou-

    za Vilar. Gostei muito da palestra, vamos apren-

    dendo muito, diz Elza. Ela conta que comeou a

    ser sndica ajudando o marido. Eu gosto de ser

    sndica. Sou aposentada, pra mim timo e essas

    palestras ajudam bastante, finaliza Elza.

    At mesmo fornecedores de servios parti-

    ciparam do evento, como o caso do represen-

    tante da Ultragaz, Luiz Fernando Coradin. uma

    excelente oportunidade para os sndicos tirarem

    as dvidas do dia a dia. Para o representante,

    tambm uma tima oportunidade de entrar em

    contato com os sndicos, diretamente e esclarecer

    as dvidas sobre a ligao de gs, servio que ele

    fornece. Atendemos cinco novos condomnios

    por ms. importante um evento como esse, para

    eles e para ns.

    Aps uma pausa de 45 minutos, foi a vez do

    palestrante Emerson Januzzi, que tem formao

    em Gesto e Segurana Patrimonial pela Univer-

    sidade Anhembi Morumbi e, alm disso, pales-

    trante nas reas de segurana e gesto de riscos

    para condomnios. Ele possui diversos cursos no

    exterior, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Is-

    rael. Tambm possui extenses em Anlise de Ris-

    cos (FECAP), Segurana Pessoal e Violncia Urbana

    (FECAP) e Poltica e Estratgia (ADESG/USP).

    A misso de Emerson foi expor, em 30 mi-

    nutos, uma questo delicada: a segurana. Sou

    especializado em segurana de pessoas. Se eu

    consigo proteger uma pessoa, o condomnio vai

    ser parte dessa segurana. Segundo Januzzi, a se-

    gurana baseada em um conjunto de medidas,

    no sendo somente equipamentos, pessoal espe-

    cializado ou procedimentos; tudo isso junto. A

    segurana um conjunto de medidas. No tem

    como discutir s falando em equipamentos. Preci-

    sa ter homem, equipamento, treinamento e proje-

    to de segurana.

    Do mesmo jeito que quando h um proble-

    ma na estrutura do condomnio, um especialista

    chamado, nada mais bvio do que tambm con-

    tratar um especialista para saber onde as cmeras

    de segurana devem ser fixadas. Tem que chamar

    uma pessoa para fazer um projeto de risco, at

    mesmo para mensurar e quantificar o gasto que

    voc vai ter.

    O que acontece muito condomnio gastan-

    do, por exemplo, R$ 1 milho em segurana e no

    funcionar. O equipamento funciona, mas quem

    opera, funciona? Como ele foi treinado, recruta-

    do? Quem est acompanhando, tem capacidade

    para isso?. Esse conjunto de perguntas devem ser

    realizadas antes de pensar em segurana.

    Segundo Emerson, em uma pesquisa realiza-

    da em So Paulo, capital, em 90% dos assaltos em

    condomnios a culpa do prprio morador. Ne-

    gligncia ou comodismo. Os meliantes costumam

    entrar pela porta da frente. Enquanto no colocar

    na cabea de todos que segurana um conjunto

  • Distribuio gratuitaAno 02 . N 08Mai/Jun de 2012

    registro de imveis: o que voc precisa saber

    residncia.

    Todas as vias do contrato devem conter a

    assinatura de todos, inclusive testemunhas. Se-

    gundo Flvio, existem duas maneiras de realizar

    o registro. Se for pelo Sistema Financeiro Imobi-

    lirio (SFI), h necessidade do reconhecimento

    das firmas (todas as assinaturas), enquanto, se

    for pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH),

    est dispensado o reconhecimento das firmas.

    H ainda a necessidade de recolher o Im-

    posto de Transmisso de Bens Imveis (ITBI).

    O futuro morador ainda precisa de uma cpia

    simples do Imposto de Propriedade Territo-

    rial e Urbano (IPTU). Se algumas das partes

    (vendedor e comprador) estiverem sendo re-

    presentados por um procurador, ser preciso

    juntar tambm uma cpia autenticada da pro-

    curao.

    Outros documentos podem ser pedidos du-

    rante o processo de registro, mas essa etapa

    vai depender da conferncia do contrato, que

    realizada no prprio cartrio. Quem no regis-

    tra, no dono. Ento, a melhor coisa a ser feita

    reunir os documentos e partir para o cartrio

    mais prximo.

    A lei d um prazo para o comprador de 15

    dias corridos para registrar o contrato depois

    da compra do imvel. J os custos, de acordo

    com Bressan, no tem nenhuma relao com o

    tempo de uso do imvel. Ou seja, no porque

    a residncia velha que o registro custar mais

    caro. Os custos variam, no conforme a idade

    do imvel, mas em relao ao seu valor. A ta-

    bela de custos progressiva por faixas de valores

    do imvel, e tambm se a aquisio deu-se pelo

    SFH. Neste caso, sobre a parte financiada h um

    desconto de 50%:

    Vamos citar um exemplo: em uma compra

    de R$ 300 mil, sendo R$ 100 mil de financiamen-

    to, o valor do SFI sair por R$ 2.713,33. O mes-

    mo tipo de registro, com as mesmas condies,

    mas pelo SFH, sairia na faixa de R$ 1.919,67.

    Para no ter dor de cabea, melhor colocar j

    nos custos de compra do imvel o que voc ir ga-

    star com o registro, para no sofrer com surpresas

    inconvenientes depois. O registro se torna impor-

    tante, pois quem no registra no dono, ou seja,

    a propriedade imvel s transmite com o registro do

    contrato. No seria condizente ver a sua residncia,

    sendo tomada de voc, por puro esquecimento.

    Por Vivian Loureno

    Voc pesquisou, analisou e finalmente deci-

    diu comprar a sua casa ou apartamento prprio.

    Escolheu o imvel que pudesse ter a melhor lo-

    calizao pos-

    svel, compa-

    rou todos os

    custos bene-

    fcios e tam-

    bm preo de

    mercado e as

    condies do financiamento. Porm, no basta

    somente pagar as prestaes, pegar as chaves e

    realizar a mudana.

    H um passo muito importante para que

    o morador possa chamar o imvel de seu:

    o registro. Quem no realiza essa etapa, no

    pode se considerar, legalmente, dono da

    residncia. Por isso, no adianta estar em dia

    com as prestaes e tambm com o con-

    domnio se voc no registrou o seu im-

    vel.

    De acordo com o Substituto do Ofi-

    cial do Cartrio do 2 Oficial de Registro

    de Imveis, Ttulos e Documentos Civil

    de Pessoa Jurdica, Flvio Luiz Bres-

    san, h diferenas entre o registro

    de imveis financiados e com-

    prados vista. Os imveis

    financiados, alm do re-

    gistro da compra e venda

    necessrio registrar

    tambm a garantia do

    financiamento, que nor-

    malmente a constitui-

    o fiduciria, explica

    Bressan. Isso, porm,

    no ocorre nos pagos

    vista, no qual s pre-

    ciso que se registre a

    compra ou a venda.

    No h nenhuma

    necessidade de o mora-

    dor procurar ajuda es-

    pecializada, j que o

    registro do imvel pode

    ser feito por qualquer

    um. Basta levar at o

    cartrio de registro de

    imveis o contrato da

  • 15Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    de medidas, e no somente equipamento, homem

    ou arma, no vai resolver nada.

    E inovaes tecnolgicas na segurana no

    faltam, at mesmo uma cmera que detecta mal-

    dade j foi inventada. Mas nada disso adianta se

    o projeto no tiver a colaborao dos moradores.

    Por isso que precisam ser realizados procedimen-

    tos de segurana. Achei muito interessante a pa-

    lestra da Evelyn, pois tudo baseado em leis, mas

    a segurana no . Porm, d sim para multar se

    a pessoa inflige a segurana, j que ela coloca em

    risco o condomnio inteiro.

    Um exemplo clssico que Emerson mostrou

    a do entregador de pizza. Segundo ele, muito

    mais fcil mandar o porteiro pedir para ele subir,

    do que descer para pegar a pizza de forma segu-

    ra. Hoje, qual a funo do porteiro, ele segu-

    rana? Ele fez curso de formao? Ele reconheci-

    do pela polcia? No, ele o porteiro.

    O porteiro um tipo de recepcionista do con-

    domnio. Porm, a recepcionista de qualquer lugar

    tem instruo, o porteiro, de acordo com Januzzi,

    fica sendo aquele que sobrou, ou a indicao de

    algum conhecido. O que pior, pois ele faz esca-

    la de 12x36, ento ou ele passa informao para

    os bandidos, ou bicos. E ento ele se confunde, e

    um dia ele pode no aparecer para trabalhar.

    Para exemplificar o que queria dizer, Emerson

    mostrou uma reportagem sobre a facilidade que

    uma pessoa tem para entrar em um condomnio.

    Mesmo aqueles que foram assaltados e investiu

    em equipamento, a produtora da reportagem no

    encontrou com dificuldade para entrar nos luga-

    res.

    O sndico precisa tomar pulso da segurana

    do condomnio. a segurana de todos; o mora-

    dor que no cumprir as normas de segurana deve

    receber multa. Pela falha de um, acontece o caso

    de todos pagarem, no pode acontecer. respon-

    sabilidade de todos.

    O sndico pode ser o prefeito do condomnio,

    mas no projeto de segurana, todos devem parti-

    cipar ativamente. O comodismo, nesses casos, no

    pode acontecer nunca, como explicou Emerson.

    No fazer o que voc quer, mas o que certo.

    Quando vocs colocam cmeras de segurana no

    condomnio, acabou a privacidade.

    Outro ponto que Emerson tocou foi a dita ca-

    rona. Vocs gastam uma fortuna em eclusas, mas

    quando esto saindo, seguram o porto pra outra

    pessoa entrar, ou seja, para o ladro entrar. No

    raro, s ver no youtube, tem vdeo para o dia

    inteiro.

    Treinamento a maneira mais eficaz. Guarita

    blindada, porto com eclusa e controle de quem

    entra e sai. Guarita do porteiro, no lugar de

    zelador ou sndico. Tira a ateno de quem est

    trabalhando. Emerson trabalha com o trip da

    segurana, ou seja, homem, equipamento e trei-

    namento, sendo que sem esses trs pilares funcio-

  • 16 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    nando bem, o condomnio no estar seguro.

    Como o caso da cerca eltrica. Ela no serve

    para fritar o ladro. Mas, se houver rompimento

    dela e o sistema de segurana for montado direi-

    to, haver um aviso da rea rompida e ainda mais,

    dever haver uma cmera apontada para aquele

    lugar. De mdico, louco e segurana, todo mun-

    do tem um pouco.

    Ele cita o exemplo do prprio condomnio

    onde reside. Vai ter uma reunio para decidir se

    troca ou no as esteiras, enquanto as cmeras es-

    to todas viradas para a parede. Todo mundo pre-

    ocupado com outras coisas, menos com a segu-

    rana. O conforto anda vindo em primeiro lugar.

    A portaria o centro nervoso do condomnio e da

    segurana. A partir do momento que um assaltan-

    te domina a portaria, ele ter acesso a todas as ca-

    sas ou apartamentos.

    A falta de orientao o maior empecilho da

    segurana. Os baixos salrios tambm no ajudam

    na hora da seleo. Quem paga com banana,

    contrata macaco. H outros erros, como falta de

    gua e sanitrio dentro da guarita, o que faz com

    que faxineira ou zelador cumpram esse espao

    vago entre essas situaes.

    Outra coisa interessante: voc vai a guaritas

    e tem televiso, videocassete, DVD, tem tudo. En-

    to o cara est l, vendo o jogo e esquece-se da

    portaria. Se no local de trabalho no tem toda

    essa mordomia, no na guarita, o centro nervo-

    so, que vai ter. Isso gera distrao.

    Emerson exemplificou com outros dois vde-

    os, onde mostrou um porteiro despreparado que

    forneceu todas as informaes para os assaltantes,

    e aquele preparado, que soube agir quando uma

    pessoa suspeita se aproximou do condomnio e

    comeou a fazer perguntas demais.

    So nessas conversas que os assaltantes co-

    lhem todas as informaes para realizar os as-

    saltos depois. A funo do porteiro fiscalizar e

    guardar o patrimnio, inspecionando as depen-

    dncias para evitar incndios e outras normali-

    dades, alm de garantir o controle de entrada e

    sada de pessoas. Se o sndico o prefeito, o por-

    teiro o policial.

    Ao final da palestra, Januzzi tambm res-

    pondeu s questes dos participantes do Portal

    Debate. Dentre as questes a que mais surpre-

    endeu foi sobre como fazer os condomnios

    investirem em segurana. Segundo ele, no

    comum esse tipo de questo, mas pertinen-

    te, j que complicado explicar a necessidade

    desses gastos. Esse um evento bem orga-

    nizado, com um pblico diferenciado e com

    perguntas inteligentes.

    At mesmo quem no de Jundia se surpre-

    endeu com o Portal Debate, com o o caso do

    participante do conselho de sndicos do condo-

    mnio Beverly Hills, em So Paulo, Carlos Rogrio

    Costa. Um dos diretores da empresa onde traba-

    lho conhece o Januzzi e me falou dessa palestra.

    Minha nica sugesto que fosse um debate mais

    longo, com mais tempo de exposio do assunto,

    perguntas e respostas. Mas muito bom e gosta-

    ria de participar mais vezes.

    Para um dos mediadores, o advogado Carlos

    Eduardo Quadratti, o evento muito positivo para

    o mercado da cidade. uma data importante no

    calendrio dos sndicos e tem uma aceitao muito

    positiva. Segundo Quadratti, sempre importante

    abordar esses temas, pela reciclagem. Sempre h

    novas pessoas atuando como sndico. dentro do

    condomnio que nascem exemplos de cidadania,

    finaliza o advogado.

    Para o sndico profissional, Fernando Fernandes,

    o evento foi um sucesso, com temas positivos e atu-

    ais. As perguntas foram bem variadas, s tivemos

    duas repetidas. O pblico participou bastante, fi-

    naliza o sndico profissional. Aps o trmino das

    palestras, alguns prmios foram sorteados, inclusive

    o livro escrito por Evelyn Gasparetto, Administrando

    Condomnios.

    A segunda edio do Portal Debate se consoli-

    da como um evento de grande importncia para a

    vida do sndico e de quem vive em condomnio. Ao

    todo, 100 pessoas, entre sndicos, subsndicos, con-

    selheiros, administradores, presidente de associao

    de moradores e empresrios, estiveram presentes

    para prestigiar. O evento contou com apoios do Se-

    covi-SP, da Associao das Empresas e Profissionais

  • 17Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 18 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    do Setor Imobilirio de Jundia e Regio (Proempi),

    alm do Conselho de Sndicos e uma idealizao

    da Revista Portal dos Condomnios que completou

    no ms de maio nove anos de publicao.

    Ganhadores:Oferecidos pela LGM:Aparelho de Jantar: Lcia do Parque Residen-

    cial Nove de Julho

    Cafeteira: Ana Cludia do Condomnio Resi-

    dencial da Serra

    Panela de Arroz: Eleni Fachini que trabalha na

    Elicon

    Grill: Silvana Souza do Residencial Anchieta

    Evelyn Gasparetto:Livro Administrando Condomnios, da Evelyn

    Gasparetto: Arquiteto Roberto Franco Bueno

    Kits do Secovi:Luiz Roberto do Condomnio Cantabili

    Maria ngela do Condomnio Tiradentes

    Jos Nelson do Portal das Palmeiras

    Portal dos Condomnios:Grill: Laura do Condomnio Garden

    Lancheira: Luiz Macedo do Condomnio Tira-

    dentes

    Mixer: Jos Miguel Simo

    Liquidificador: Carlos Rogrio Costa do condo-

    mnio Beverly Hills, em So Paulo

    Forno Eltrico: Joo Claudio Rodrigues do

    Village Firenze.

  • 19Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 20 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    UTILIDADES DOMSTICAS

  • 21Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 22 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 23Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    EDUCAO

    Carlos Jos Silva Borges

    Comunicao

    Colgio Divino Salvador

    Recentemente, um vdeo muito divertido

    fez sucesso na internet, trazendo pai e filha

    danando juntos no aniversrio da menina,

    que aparenta perto de 10 anos de idade, uma

    mocinha pequena, com um belo vestido, bem

    delicada e at um pouco tmida. O pai, vestido

    de cala social, camisa e gravata, utilizando

    culos, cabelo comportado, tambm apa-

    rentando timidez. Com as amigas ao redor,

    parece at festa de 15 anos, mas, como disse,

    a menina claramente mais jovem ainda. Jun-

    tos, eles comeam danando o clssico My

    Girl, com toda a graciosidade do mundo.

    Em poucos segundos, eles alteram os passos

    para uma srie de msicas e ritmos, fazendo

    da apresentao um momento divertidssimo e

    inesquecvel, terminando novamente com My

    Girl e um delicioso abrao de pai e filha.

    As amiguinhas adoraram, a turma toda

    meus pais,meus amigos!

    aplaudiu e, com certeza, aquela festa entrou

    para a histria. Assistindo o vdeo, imediata-

    mente vem mente como bom ver a amizade

    de pais e filhos! H correntes que dizem que

    pai tem que ser pai, no amigo. Que pode e

    deve haver amizade, mas pai pai. H tam-

    bm quem aqueles que defendem a mistura

    dos papeis sim, principalmente em uma so-

    ciedade cada segundo mais invadida por esse

    furaco de comportamentos vindos dos meios

    de comunicao, cada vez mais presentes e

    insistentes. Dessa forma, dizem que melhor

    ser amigo deles do que perd-los para essas

    outras conexes.

    Como, nesse caso, muito arriscado de-

    fender uma posio nica, j que cada famlia

    tem a sua personalidade e possibilidade, fica

    aqui uma simplificao de toda essa histria,

    bem mostrada nesse vdeo: pais e filhos, di-

    virtam-se, compartilhem, dancem, brinquem,

    sejam amigos!

    Filhos, no tenham vergonha dos seus pais!

    Vocs no imaginam o quanto eles amam

    vocs e parte da integrao com eles

    depende de vocs tambm! Por

    mais que haja algum receio

    de contar certos assun-

    tos, saibam que os

    seus pais, certa-

    mente, podem ser muito mais confiveis do

    que seus melhores amigos. E so mesmo, pois

    eles, facilmente, dariam a vida por vocs!

    Pais, encontrem tempo, abram-se s novi-

    dades que vm dos seus filhos! Com essas con-

    fuses da modernidade, pode parecer que no,

    mas certamente far uma diferena imensa no

    crescimento deles as lembranas dos bons mo-

    mentos vividos entre vocs! No precisa forar

    a barra... Quando os pais realmente se abrem a

    fazer uma amizade com seus filhos, esse novo

    lao acontece naturalmente.

    Se voc deseja ver esse vdeo, no site www.

    divino.com.br h o link... Assista e imagine a

    dedicao de ambos para construir esses mais

    de cinco minutos de danas variadas, passando

    a sensao da quebra dos preconceitos, da

    satisfao entre eles, e do amor incondicional.

    Fica uma vontade imensa de viver um momento

    igual...

  • 24 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    BEM-ESTAR

    com ela, no se brincaPor Vivian LourenoImagine aquela cena de filme de terror ou

    fico cientfica com uma planta carnvora gigan-

    te engolindo uma pessoa. Ou at mesmo vrios

    esqueletinhos dentro dela. H ainda a clssica

    cena de desenho animado, na qual a planta en-

    gole a pessoa, mastiga e acaba cuspindo o que

    sobrou.

    Cenas engraadas e at mesmo assustadoras

    com plantas carnvoras so o que no faltam. At

    por isso mesmo, essa planta tenha toda uma ms-

    tica em torno dela. E at mesmo no muito co-

    mum v-la como objeto de decorao, at porque

    provavelmente muitos tenham medo que a planta

    devore os membros da famlia, por exemplo.

    Mas no nada disso, como explica a pro-

    prietria da Flora Bem-Te-Vi, Maria Ins Macien-

    te Biazi. Muitos acreditam que se colocar o dedo

    perto da planta carnvora, ela ir certamen-

    te morder o dedo. No isso, ela vai fechar a

    boca, mas no que machuque, s vai pensar que

    um inseto. E isso no acontece s com o dedo

    de algum curioso que resolve experimentar para

    ver o que acontece, mas com qualquer material

    at mesmo um pedao de pau pequeno.

    Isso acontece, pois a planta carnvora vai se

    sentir enganada, ou at mesmo ameaada. Mas

    cuidado, essa brincadeira de colocar o dedo ou

    algum objeto para ela fechar a boca diversas

    vezes pode provocar at mesmo a morte delas,

    pois elas se sentem enganadas. Ou seja, no

    uma boa ideia enganar a sua planta s para ver

    o que acontece, j que voc pode acabar ficando

    com o dedo e sem a planta.

    Segundo Maria Ins, diferentes de outras

    plantas, elas preferem terra pobre em matria or-

    gnica. Elas devem ser plantadas em fibra coco

    ou musgos. Os vasos podem ser plsticos ou em

    cermica. A planta carnvora ainda gosta muito

    de sol, mesmo que indireto. Um bom lugar para

    cultiv-las so as varandas, sacadas e at mesmo

    lugares abertos, bem ventilados e com lumino-

    sidade natural. Quanto a rega, sempre bom

    molhar duas vezes por semana e, ao menos, uma

    vez ao ano colocar adubo e completar a fibra

    coco.

    E se a planta carnvora, o que ela come? Se

    voc quiser aliment-la com pequenos insetos,

    at pode, porm Ins no aconselha, j que para

    isso os insetos precisam estar vivos. O melhor

    mesmo deix-la caar o prprio alimento. Por

    isso, o dono de uma dessas plantas no precisa

    se preocupar se alguma mosca invadir o ambien-

    te que ela logo servir como alimento para sua

    planta.

    O melhor lugar para deix-la, at mesmo

    pela quantidade de alimento, em reas abertas.

    Pode-se deixar a meia sombra com muita clari-

    dade solar. Quando digo solar no artificial.

    Se for cultiv-la na rea interna da residncia, a

    dica revezar e colocar s no fim de semana na

    parte interna. Nos restantes dos dias fora, numa

    varanda, sacada ou at mesmo embaixo de uma

    rvore. No se esquea de regar duas vezes na

    semana e melhor se no colocar aquele prati-

    nho embaixo, j que isso retm gua embaixo,

    fazendo-a apodrecer.

    Para quem se interessou em ter essa planti-

    nha extica e at mesmo diferente, ela est

    venda em lojas especializadas, como floriculturas

    e floras. Porm, nunca se esquea de no ficar

    brincando com a planta carnvora, para que

    ela no morra to rapidamente. Com cuidados

    simples e alguns insetos, a planta poder virar o

    xod da residncia.

    Shut

    terS

    tock

    - Ch

    irasa

    k To

    lert

    mon

    gkol

  • 25Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

  • 26 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

    Essa aconteceu

    em um condomnio de

    chcaras na regio do

    Caxambu, Jundia-SP. Um

    morador no contente com a

    segurana apresentada, comprou dois

    dobermanns, irmos negros, de orelhas cortadas e

    muita cara de mau. Foram bem treinados para guardar a casa

    de seu dono, corriam, latiam forte e colocavam todos os gatos

    das redondezas para correr.

    Acreditando na dupla de seguranas que habitavam

    sua chcara, marcou sua primeira viagem. Tomou todas as

    providncias avisando a portaria que somente o adestrador

    teria autorizao para adentrar na propriedade, j que era o

    nico que tinha alguma intimidade com as feras. Alm de vrias

    vasilhas com gua, foram providenciadas algumas varas para

    que o adestrador pudesse, com toda segurana, completar a

    comida das feras.

    Os vizinhos ficaram apreensivos, pois sem seus donos,

    como deveriam proceder caso os ces sassem para rua? Quais

    as providncias deveriam tomar? E at o sndico foi avisado do

    medo dos moradores, pois em caso de fuga, todos estariam

    vulnerveis.

    Pois bem, passados cinco dias sem qualquer ocorrncia com

    os ces, nem latidos, nem fugas, chegou o morador. Na parte

    externa da casa no notou nada de anormal, porm quando

    adentrou em sua residncia percebeu que a mesma fora visitada

    por ladres. Estes reviraram toda a casa, levando eletrodomsti-

    cos, joias, roupas e at bebidas.

    Para sua maior surpresa os ladres limparam at a geladeira,

    fazendo um verdadeiro banquete, mas quando encontraram as

    duas feras, foi o fim: King e Kong estavam de gravata borboleta,

    faltando somente o fraque para completar o traje.

    Quem ficou uma fera foi o dono: vendeu a chcara, mu-

    douse para um apartamento e a ltima vez que King e Kong

    foram vistos estavam na gaiola do adestrador em uma viagem

    sem volta para alegria dos condminos.

    Por Dr. Jos Miguel Simo Advogado e cronista

    CRNICA

    King e Kong

    Ilustrao: Rafael Godoy.

  • 27Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2012

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