revista portal dos condomínios - mai/jun

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Edição de maio junho da revista Portal dos Condomínios, distribuida via mala direta para condomínios residenciais de Jundiaí-SP.

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  • Distribuio gratuitaAno 09 . N 90Mai/Jun de 2011

    O seu condomnio em revista

    Mais de 100 pessoas participam do Portal Debate, evento que marcou os oito anos da revista Portal dos Condomnios

    DEBATE PROVOCA, VALORIZA E INTEGRA CONDOMNIOS DE JUNDIA E REGIO

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  • 3Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Dvidas em comumAo final de maro ltimo recebemos uma

    carta, escrita a prprio punho, de um morador que tinha uma dvida sobre determinado as-sunto em seu condomnio. Para nossa equi-pe, a surpresa foi grande, pois, com a era da tecnologia, esse contato, via Correios, cada vez mais raro. Por outro lado, a satisfao foi maior ainda, ao refletir sobre a importncia da revista Portal dos Condomnios, para os mora-dores de condomnios e loteamentos residen-ciais de Jundia e regio.

    Essa importncia foi reforada no ltimo dia 21 de maio, quando mais de 100 pessoas (entre moradores, sndicos, subsndicos, con-selheiros, zeladores e presidentes de Associa-o de Moradores) participaram do 1 Portal Debate, um evento organizado por esta pu-blicao e que teve como objetivo a troca de conhecimento atravs de trs palestras.

    A formatao do evento foi preparada mi-nuciosamente para oferecer a oportunidade de interatividade entre os participantes. Du-rante 30 minutos de cada palestra, o pblico podia fazer perguntas aos ministradores. O mais importante que seguimos uma orga-nizao impecvel, desde a recepo at a me-diao com os palestrantes.

    O que podemos perceber a ligao dire-ta entre o morador que nos enviou a carta de prprio punho e os participantes do evento: a

    Redao: Rua Bela Vista, 650 - Bela VistaCEP.13207-780 - Jundia / - Tel: 4522-2142

    [email protected]

    A revista um produto da io! comunica

    CNPJ: 06.539.018/0001-42

    www.iocomunica.com.br

    Jornalista Responsvel: Rodrigo Ges. MTB: 41.654Designer Grfico: Paloma CremonesiArte Final: Paloma CremonesiReportagens: Rodrigo Ges Estagiros: Rafael Godoy e Tamara Franco LimaColaboradores: Mrcio Lestingi e Talita RoccaTiragem: 7.000 exemplares.Entrega: Mala direta e direto em caixa de correio,

    Ateno sndico e administra-dor. Mantenha o cadastro do seu condomnio atualizado.Entre em contato com nosso canal direto exclusivo para voc: [email protected]

    mediante protocolo para moradores de condom-

    nios constantes em cadastro do Portal dos Condo-

    mnios. Caso ainda no receba e queira o exemplar

    em seu condomnio, ligue para 11. 4522-2142.

    Site: www.condominioemrevista.com.br

    Twitter: @pcondominios

    Blog: http://portaldoscondominios.wordpress.com

    Os artigos assinados so de inteira responsabilidade

    do autor e no representam o pensamento a revista.

    EXPEDIENTE

    NA WEB

    imensa quantidade de dvidas que pairam no ar. Independentemente se a pessoa , hoje, sndico ou morador, muitos no tm conhecimento de regras bsicas de con-domnios. E o Portal Debate pode suprir essa necessidade.

    Porm, para que esse trabalho no seja deixado de lado, a partir da prxima edio montaremos uma nova editoria de perguntas e respostas exclusiva para voc, morador de condomnio. A cada edio, responderemos a perguntas suas que, com certeza, ser a mesma dvida do seu vizinho, seja ele vizinho de andar, condomnio, rua, bairro ou cidade. Envie sua dvida para [email protected] ou ento ligue: 11 4522-2142.

    Nesta edio, cumprindo o acordado, esta-mos respondendo todos os questionamentos deixados em aberto no Portal Debate. E agrade-cemos a participao de todos. O prximo ser em 2012.

    O evento Portal Debate foi promovido pela re-vista Portal dos Condomnios, com patrocnio ouro da Piacentini Administrao, prata, da Jupiter De-sentupidora e bronze, da Impacto Administrao de Condomnios, da LGM e da Espel Elevadores. A Associao das Empresas e Profissionais do Setor Imobilirio de Jundia e Regio (Proempi) e a As-sociao dos Corretores de Imveis de Jundia e Regio (ACIJUN) apoiaram institucionalmente.

    EDITORIAL NDICE

    CADASTRO

    *Feira de Milo

    *Itu Casa Decor

    *As perguntas do

    Portal Debate

    *Capa: tudo o que acon-

    teceu no Portal Debate

    *Convivncia com

    os vizinhos

    * UD: porta-chaves

    * A mais doce das

    orqudeas

    *Crnica: a viva

    PARA ANUNCIAR11 4522.214211 4521.3670

    4

    6

    8

    10

    21

    22

    25

    26

  • 4 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    DECORAO & DESIGN

    Direto de A

    rqui

    vo p

    esso

    al

    Por Talita Rocca

    Nos ltimos anos, quando o assunto de-

    sign de interiores, o que mais se escuta falar

    sobre uma forte tendncia em releituras aos

    clssicos. E o que muito se viu na Feira Inter-

    nacional de Milo foi exatamente isto. A troca

    de matrias, acabamento e cores foram assun-

    tos chaves no evento.

    O arquiteto, Fabrcio Novaes, esteve pre-

    sente na feira e contou que no encontrou va-

    riedades de novidade, mas ressaltou o modelo

    de poltrona que mais lhe chamou ateno.

    Em destaque falo da releitura de poltrona

    O acrlico, presente na dcada de 70,

    Poltro

  • 5Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    desenhada por Phillippe Starck, em plstico e

    com muitas cores vibrantes, destaca.

    O trabalho dos decoradores e arquitetos

    transformar aqueles mveis antigos que as

    pessoas guardam das dcadas de XIV a XVIII.

    Ao laquear estes mveis com cores vibrantes,

    dando brilho e vida, fazem ressurgir e desta-

    cam os ambientes.

    Depois de virar sinnimo de peas chama-

    tivas e de cores vibrantes, o policarbonato, ou

    PMMA, mais conhecido como acrlico volta

    decorao em pequenos detalhes que trazem

    charme e que fazem a diferena em qualquer

    ambiente a que se tem o objetivo de dar um

    toque de modernidade. Basta um empurrozi-

    nho de tecnologia e os objetos ganham for-

    mas mais orgnicas, que as distanciam das

    chapas transparentes e de tons vibrantes que

    fizeram sucesso nos anos 70 e 90.

    Para o arquiteto, no h restrio na hora

    de escolher o ambiente adequado para colo-

    car o mvel. Podemos utilizar em qualquer

    lugar da casa, isso fica a gosto do morador,

    completa Fabrcio.

    O acrlico possibilita ter uma transparncia

    pura, diferente do vidro, alm de fazer com

    que a pea ganhe movimento e textura, sem

    perder a leveza.

    A Kartell, referncia mundial em mobili-

    rio de acrlico, fez uma parceria com o de-

    signer francs Philippe Starck, o qual lanou

    o prottipo da cadeira Mister Impossible, que

    une dois tipos de plsticos sem o uso de pa-

    rafusos.

    Os valores dos produtos variam de

    R$ 500,00 R$ 15.000,00, e o que define

    essa diferena o tamanho, a forma e os de-

    talhes das peas. Para fazer a compra online

    das peas, acesse o site http://lojakartell.com.br/

    na Plsticavolta decorao com mais elegncia

    Milo:

  • 6 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Foto

    div

    ulga

    o

    +DECORAO & DESING

    Itu abre as portas para o designPor Rodrigo Ges

    A cidade conhecida pelos seus exageros

    est sediando o Itu Casa Decor que, neste ano,

    tem como tema Uma Casa Inteligente como

    Voc. O objetivo da mostra oferecer solu-

    es criativas e referncias para quem quer de-

    corar, reformar ou mesmo construir a casa dos

    sonhos.

    Esta a segunda edio do evento e con-

    ta com 55 ambientes internos e externos. Um

    dos destaques o Terrao dos Sentidos, das

    profissionais Ana Luisa Colin Talavera e Jane de

    Cssia Sorio. Segundo elas, o espao foi ins-

    pirado na concepo da vivncia do dia a dia

    aliado sustentabilidade. O jardim foi planeja-

    do para promover o bem-estar das pessoas que

    por nele se renem e transitam, informam.

    O ambiente reservado para entrada de

    deficientes fsicos e idosos e dedicado para de-

    ficientes visuais. Ainda traz a ideia de desenvol-

    vimento dos sentidos, que podem ser aprecia-

    dos de diversas formas naturais, planejadas e

    sustentveis.

    O Terrao dos Sentidos possui interativida-

    de com os visitantes, pois a recepo realiza-

    da pelos deficientes visuais da Instituio Esco-

    la de Cegos Santa Luzia, a qual parte da renda

    do evento ser destinada.

    Informaes:

    Quando: at 19 de junho,

    quarta a sexta-feira,

    das 14h s 22h e sbados, domin-

    gos e feriados, das 12h s 22h.

    Onde: Rua Madre Maria Clemente

    da Divina Providncia, 152, Jardim

    Faculdade. Telefones: (11)

    2715.0045 e

    2715.0047

    Para completar, voc pode visitar a cho-

    peria Giovannetti, que montou um espao de

    110 metros quadrados com cozinha completa,

    acompanhada do ambiente MPB e Poesia

    que funcionar aos finais de semana.

    A cidade de Jundia est representada pe-

    los seguintes profissionais: Flavia Medina, com

    o ambiente Escada Interna e Lounge da Sa-

    da, Ellen Moraes e Andre Camargo, com os

    ambientes Calada da entrada e Jardim da

    Harmonia.

    Para quem pretende vi-

    sitar o Itu Casa Decor

    o ingresso custa

    R$ 20,00,

    sendo que

    e s t u -

    dantes, idosos e crianas at 12 anos pagam

    R$15,00, porm possvel retornar ao evento

    (at o ltimo dia, 19 de junho), sem custo adi-

    cional.

  • 7Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 8 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Questionamentos em comum

    VIVER EM CONDOMNIO

    Cumprindo o acordado durante o evento Portal

    Debate 2011, realizado no ltimo dia 21 de maio,

    a equipe da revista Portal dos Condomnios solicitou

    aos palestrantes para que respondessem as pergun-

    tas que no puderam ser solucionadas no dia.

    Em consequncia da grande de demanda por

    pedidos deste tipo de servio, a partir da prxima

    edio criaremos uma nova editoria na revista para

    voc solucionar as dvidas do seu condomnio. Envie

    j sua pergunta para: [email protected]

    ta.com.br ou ligue para 11 4522-2142.

    Tenho uma unidade onde h duas prostitu-tas que trabalham em casa, ou seja, atendem os clientes. O que fazer para expulsa-las da casa onde so proprietrias?

    Portal Debate: Casos como esse so muito delicados, pois fragilizam a segurana e desvalori-

    zam o condomnio. O ideal em situaes como es-

    sas investir no constrangimento dos clientes das

    moas, isso pode ser feito tornando-se mais severas

    as normas de portaria. O sndico tem poderes para

    determinar que todos os visitantes sejam obrigados

    a apresentar o documento de identidade e sejam

    anotados no livro de entrada o nome, o RG e a uni-

    dade visitada. Ainda possvel instalar uma cmera

    a baixssimo custo e assim registrar as fotos dos visi-

    tantes. Essas medidas de controle mais exigente na

    portaria iro diminuir a clientela das moas e pos-

    sivelmente elas iro procurar um novo endereo para

    se estabelecerem. Importante lembrar que no

    possvel expuls-las, pois so proprietrias, e que as

    medidas de portaria devem valer para todos, sem ex-

    ceo.

    No final do ano os condminos solicitaram se podiam fazer comemoraes at 1h da manh. Atendi solicitao, porm teve um condmino que solicitou s 00h20 que parassem. Qual pro-cedimento eu deveria adotar?

    PD: Primeiramente necessrio verificar a Con-veno ou Regulamento Interno do Condomnio

    para saber se existe e qual o horrio determinado

    para guardar silncio. Exemplo: das 22h s 6h de

    segunda a sexta feira e das 23h s 8h aos sbados,

    domingos e feriados; deve-se verificar tambm se o

    sndico tem poderes para autorizar a mudana desse

    item da Conveno. O ideal seria a aprovao em as-

    sembleia de uma permisso para esticar os horrios

    em datas festivas como Natal e Ano Novo, sempre

    obedecendo legislao e o bom senso. Na cidade

    de Jundia ainda no temos uma lei especfica para

    o tema, porm perturbar o sossego alheio, mediante

    gritaria, algazarra, abuso de instrumentos musicais,

    sinais acsticos, dentre outras situaes, crime pre-

    visto no artigo 42 do Decreto Lei 3688/41, passvel

    de priso simples, de 15 dias a trs meses ou multa.

    O que fazer com um condmino que reclama de barulhos que no existem?

    PD: O ideal em caso de reclamaes que se-jam formalizadas por escrito, se possvel informando

    dia da semana e horrios em que estes acontecem.

    Desta forma o sndico e mais uma testemunha po-

    dem ficar no apartamento do reclamante e constatar

    a existncia ou no de tais barulhos.

    O poder legislativo do municpio de Jundia-SP aprovou a lei da coleta seletiva do leo de co-zinha (falta aprovao do poder executivo). Quais as normas e procedimentos para depsito e ar-mazenagem no condomnio?

    PD: Referida questo trata do Projeto de Lei 10.436 da Cmara Municipal de Jundia. Este Pro-

    jeto no especifica como os condomnios devero

    proceder para armazenagem do leo de cozinha,

    desta forma seria prudente que a administrao con-

    dominial discuta em assembleia sobre a inteno de

    aplicar um programa de coleta seletiva de leo, for-

    mando uma comisso de interessados para analisar,

    estudar e colocar em prtica esta coleta. possvel

    ainda esta comisso entrar em contato com a Pre-

    feitura Municipal de Jundia, atravs da Secretaria de

    Planejamento e Meio Ambiente, e requisitar informa-

    es para implantao deste programa de recicla-

    gem no seu condomnio.

    A Associao de Moradores pode assumir o lugar do sndico?

    PD: O Cdigo Civil em seu artigo 1348 2 de-termina que: o sndico pode transferir a outrem,

    total ou parcialmente, os poderes de representao

    ou as funes administrativas, mediante aprovao

    da assembleia, salvo disposio em contrrio da Con-

    veno. Baseados na interpretao deste artigo mui-

    tos entendimentos so favorveis a que uma pessoa

    jurdica possa assumir o lugar do sndico.

    Tenho no condomnio uma velocidade permi-tida por carro de 10km/hora. Isto no respeita-do e, quando notificado, o condmino alega que eu no posso provar tal atitude. Como devo agir?

    PD: Sim, seria difcil provar, aferir a velocidade trafegada pelo condmino, pois necessitaramos de

    um radar fixo ou mvel, porm, 10km/hora uma

    velocidade muito baixa, perceptvel ao olhar huma-

    no e qualquer excesso evidentemente. Trata-se de

    Fotos: Paloma Cremonesi / Tamara Franco Lima

  • 9Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    uma questo complexa e deve ser provada por teste-

    munhas que no sejam o vigilante, porteiro ou outro

    funcionrio do condomnio. Deve-se buscar o teste-

    munho de outro morador, pois o condmino pode

    alegar a perseguio deste ou daquele funcionrio

    do condomnio.

    Qual o qurum qualificado para se autorizar cobertura da garagem?

    PD: A cobertura de vagas de garagem em condomnios pode ser classificada como uma obra

    til, uma vez que ela aumenta ou facilita o uso do

    imvel. Dessa forma o Cdigo Civil em seu artigo

    1.341 inciso II determina que ela seja aprovada por

    maioria dos condminos, mas h que se observar a

    conveno do condomnio que pode exigir qurum

    maior.

    Telefone externo coletivo pode ser cortado por inadimplncia?

    PD: A utilizao das reas e equipamentos co-muns do condomnio no podem ser objeto de

    restrio de uso em razo do inadimplemento da

    contribuio condominial, embora quando se tratar

    de servios que possam ser individualizados e a ina-

    dimplncia se refira especificamente a estes, a juris-

    prudncia tem entendido pela possibilidade de corte.

    As novas regras que abordam o sistema de interfonia com sinal sonoro para incndio e os

    corrimes contnuos na caixa de escada sero itens de reprova para o AVCB agora ou no futuro?

    PD: As regras do sistema de interfonia com si-nal sonoro para incndio e os corrimes contnuos

    na caixa de escada tratam-se de medidas contidas

    nas Instrues Tcnicas determinadas pelo Corpo

    de Bombeiros e portando devem ser institudos pe-

    los condomnios como medidas para aprovao do

    AVCB.

    O ex-sndico retirou o porto tipo gaiola sem aprovao dos condminos. Isso pode ocor-rer?

    PD: Segundo a Lei, cabe ao sndico diligenciar a conservao e a guarda das partes comuns. As-

    sim o sndico teria o poder de promover pequenas

    alteraes visando o escopo descrito. Caso essa alter-

    ao tenha modificado a fachada do condomnio ou

    comprometido sua segurana a assembleia de con-

    domnio pode determinar que o porto seja reins-

    talado.

    Posso proibir o estacionamento na rua para condminos que superam suas respectivas quan-tidades de vagas?

    PD: Em condminos fechados a questo facil-mente resolvida com uma alterao no regulamento

    interno que pode ser aprovada por maioria simples

    dos presentes. Em se tratando de loteamento fecha-

    do a questo mais polmica, pois embora o lote-

    amento seja fechado, as ruas so pblicas e cabe ao

    poder pblico regulamentar o estacionamento dos

    veculos nestas vias.

    possvel aprovar em assembleia algumas normas e procedimentos sem que se precise al-terar a conveno, j que grande a dificuldade para se aprovar mudanas na conveno?

    PD: Para alterar a conveno preciso sempre observar os quruns determinados nesta, no entanto

    para assuntos no constantes na conveno e que

    possam ser passveis de incluso no regulamento in-

    terno, basta a aprovao em assembleia por maioria

    simples dos presentes em segunda chamada.

    Como aferir o barulho e saber se a reclama-o justa ou no?

    PD: A melhor maneira de aferir barulho utili-zando um aparelho eletrnico chamado decibelme-

    tro que mede os famosos decibis, mas isso poderia

    requerer um servio profissional e talvez no seja o

    ideal para o condomnio contratar um tcnico a cada

    vez que recebe uma reclamao de barulho. Melhor

    seria em caso de reclamaes que estas fossem for-

    malizadas por escrito, se possvel informando dia da

    semana e horrios em que os barulhos acontecem,

    desta forma o sndico e mais uma testemunha po-

    dem ficar no apartamento do reclamante e constatar

    a existncia ou no de tais barulhos e sua intensi-

    dade.

  • 10 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Capa

    Por Mrcio Lestingi

    A equipe da agora revista Portal dos Condo-

    mnios comemorou no ltimo 21 de maio oito

    anos de sua fundao dos quais sete como

    jornal - e presenteou seu pblico leitor formado

    por moradores de condomnios, sndicos, sub-

    sndicos, zeladores, presidente de Associao de

    Moradores e prestadores de servio com o evento

    Portal Debate: I Encontro Regional de Sndicos

    de Jundia e regio. O objetivo dos organizado-

    res foi trazer, atravs de um ciclo de trs palestras

    de uma hora de durao cada, a melhor infor-

    mao a quem luta pelas boas prticas de ad-

    ministrao de seu condomnio e se depara com

    problemas como a renovao do AVCB - Auto de

    Vistoria do Corpo de Bombeiros a fragilidade do

    nvel de segurana dos moradores e visitantes, ou

    as recorrentes questes polmicas que ressurgem

    das cinzas, como Fnix, para pautar as assem-

    bleias e causar alguma turbulncia nos bate-pa-

    pos de elevador.

    O Portal Debate foi o primeiro evento pro-

    movido pela revista Portal dos Condomnios e re-

    cebeu o patrocnio ouro da Piacentini Administra-

    o, prata da Jpiter Desentupidora e bronze, da

    Impacto Administrao de Condomnios, da LGM

    e da Espel Elevadores. A Associao das Empre-

    sas e Profissionais do Setor Imobilirio de Jundia

    e Regio (Proempi) e a Associao dos Corretores

    de Imveis de Jundia e Regio (ACIJUN) apoia-

    ram institucionalmente.

    Toda a organizao foi impecvel, com a pro-

    gramao para cada palestrante ministrar o seu

    tema durante 30 minutos, restando outros 30

    para perguntas e respostas. O objetivo foi deixar

    o evento dinmico e interativo. O nico momen-

    to de quebra de protocolo foi na ltima pales-

    tra, quando o pblico consentiu em receber mais

    informaes valiosas dos palestrantes.

    A primeira palestra foi sobre a importncia

    do AVCB nos condomnios, ministrada pelo cabo

    da Polcia Militar do estado de So Paulo, Gho-

    ren Vedovelli, para os mais de 100 presentes no

    auditrio principal do Hotel Serra de Jundia. O

    grande interesse despertado por esse tema fez

    o bombeiro usar todo o tempo extra de debate,

    mais o chorinho do caf para responder as 22

    perguntas coletadas e matar a sede de conhe-

    cimento dos vorazes presentes. Segundo ele, o

    ndice de aprovao das vistorias em Jundia fi-

    cou abaixo de 20% em 2010, de forma que as

    explicaes de Ghoren trouxeram aos presentes a

    certeza de que os responsveis por construes e

    manutenes prediais em condomnios ainda tm

    um longo caminho a percorrer para que os sis-

    temas de combate a incndio sejam plenamente

    confiveis e para que sejam usadas a contento

    as boas prticas como formao de equipes de

    brigada de alta performance, uso do conceito de

    compartimentao e desobstruo das rotas de

    Vedovelli iniciou o evento e percebeu que muitas

    pessoas no tem conhecimento sobre o AVCB

    Foto

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  • 11Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    fuga. Abaixo seguem os principais pontos de im-

    portncia na consecuo e na renovao de uma

    AVCB:

    A importncia do Auto de Vistoria do Cor-po de Bombeiros (AVCB) nos condomnios Cabo da Polcia Militar do Estado de So Paulo, Ghoren Vedovelli

    AVCB Projeto, execuo e vistoria incrvel, mas muitos sndicos no sa-

    bem nem o que o AVCB, escancara em suas

    primeiras palavras o cabo Vedovelli. Por isso,

    caro leitor, mantenha a ateno s linhas se-

    guintes, pois o fogo camoniano que arde sem

    se ver comea a se propagar quando a desin-

    formao a principal barreira ao sucesso de

    uma gesto condominial.

    O primeiro passo para se obter o Auto

    aprovar junto rea tcnica do Corpo de Bom-

    beiros um projeto do sistema de preveno e

    combate a incndio, assinado por um enge-

    nheiro ou arquiteto especializado em seguran-

    a, de acordo com o disposto no novo decreto

    estadual 56819/2011 que entrar em vigor a

    partir de 15 de junho e institui o regulamento

    de segurana contra incndio das edificaes

    e reas de risco e substitui o decreto estadual

    46016 - e nas Instrues Tcnicas 01 a 38 de

    2004 (a Instruo Tcnica 01/04 a que trata

    dos procedimentos administrativos e a forma

    de apresentao de plantas arquitetnicas e

    memoriais descritivos que compem o projeto).

    O projeto deve apresentar todo o dimen-

    sionamento dos sistemas e equipamentos de

    combate a incndio, visando proteger a vida

    dos ocupantes das edificaes e permitir um

    acesso rpido e adequado dos bombeiros nas

    situaes de emergncia. O que todos esque-

    cem que o prdio ou condomnio deve ser

    seguro para o morador, mas tambm seguro

    e funcional para o bombeiro poder trabalhar

    numa emergncia, explica Ghoren acrescen-

    tando que em Jundia h dois prdios que

    atualmente no permitem o acesso das viatu-

    ras e que precisam urgentemente ser reforma-

    dos e adaptados s exigncias tcnicas e le-

    gais. Aprovado o projeto, o solicitante deve

    execut-lo e s ento entrar com o pedido

    da vistoria para fins de concesso do AVCB

    (em seu condomnio, somente o sndico ou

    a administradora condominial esto habi-

    litados para tal).

    O cabo do Corpo de Bombeiros expli-

    ca que os decretos estaduais que regula-

    mentam a atividade de fiscalizao dos

    sistemas de segurana e determinam

    seus requisitos mnimos dos sistemas

    tm sido atualizados a cada dez anos,

    desde o primeiro de 1983. O ltimo e

    recm lanado decreto teve uma inova-

    o em sua lgica, buscando o envolvi-

    mento de mais profissionais, a restrio

    a alguns riscos em funo de acidentes

    recentes no Estado de SP e foco maior

    na preveno, que a filosofia da insti-

    tuio, ensina Vedovelli.

    Um projeto padro deve conter

    como elementos bsicos a sinalizao

    das rotas de fuga, o dimensionamento

    das sadas de emergncia, do conjunto

    de extintores e de hidrantes (algumas

    edificaes so isentas desse sistema) e

    da iluminao de emergncia. Cada edi-

    ficao vai exigindo um critrio a mais,

    acrescenta o policial ao apontar que num

    condomnio comercial a aprovao do pro-

    jeto pode pedir uma escada pressurizada

    nas rotas de fuga. No havendo a concor-

    dncia com um ou mais itens do projeto, o

    Corpo de Bombeiros aponta a irregularidade

    e indica qual norma deve ser seguida para sua

    aprovao. A preveno fundamental para

    que haja o perfeito funcionamento do sistema

    e os responsveis pelas edificaes devem testar

    constantemente os equipamentos, afirma Ghoren

    relatando que essa a principal falha dos sndicos e

    administradores constatada na ocasio do pedido de

    renovao do AVCB.

    Todos ganharam uma sacola retornvel da revista com brindes, como Fernando Prado, do Alto di Felicit

    Network - encontro serviu para troca experincias durante recepo e coffee break

    A frente da mediao, Marcel Piacentini com Rodrigo Goes (Portal dos Condomnios)

    Aguardando o incio do evento, Toshio Ishikawa acompanha o contedo da revista Portal dos Condomnios

  • 12 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Extintores de incndioSo equipamentos para comba-

    ter princpios de incndio. Fugiu da

    capacidade do extintor, temos que

    usar o sistema hidrulico, o sistema

    de hidrantes. Se conseguirmos debe-

    lar as chamas no incio, apenas com

    os extintores, j teremos solucionado

    um grande problema. E pra que isso

    ocorra, ns temos que ter os extintores

    em perfeito estado de funcionamento,

    afirma o cabo.

    Os extintores que ficam em ambientes ex-

    ternos devem ser protegidos das intempries

    para que no se degrade rapidamente ou perca

    sua funcionalidade antes do trmino do prazo de

    validade. No corpo do cilindro deve-se observar

    a identificao da empresa responsvel e o selo

    do INMETRO, que significa que, pelo menos, por

    uma fiscalizao esse equipamento j passou.

    obrigatria a colocao de um anel de plstico

    com o ano da recarga junto ao gatilho do extin-

    tor, para evitar que o mesmo seja levado para a

    recarga e volte somente pintado. importante

    verificar se os dados da empresa descritos no selo

    do INMETRO batem com os que a mesma forne-

    ceu na contratao do servio e tambm deve

    inspecionar o manmetro com frequncia.

    Antes de entregar os extintores para a recar-

    ga, descarregue-os para que se no se perca a

    prtica no uso do equipamento. O extintor no

    pode se um tabu ou um mistrio para a pessoa

    que vai utiliza-lo, conclui Ghoren. Antigamen-

    te, muitas edificaes queimavam com seus ex-

    tintores e hidrantes intactos, sem serem utiliza-

    dos, completa. Por isso existem os treinamentos

    de brigada, que foram criados com o intuito de

    capacitar as pessoas para correto uso dos extin-

    tores, hidrantes e demais equipamentos de com-

    bate a incndio.

    Brigada de IncndioA brigada mais um artifcio de preveno

    dentro do condomnio e regulamentada pela

    Instruo Tcnica 17/2004, disponvel nos sites

    (www.ccb.polmil.sp.gov.br ou www.

    bombeiros.sp.gov.br). Antigamente

    quem fazia a inspeo de todos os equi-

    pamentos era o bombeiro, hoje o bri-

    gadista, explica Vedovelli.

    O curso de brigada inclui em sua

    parte prtica noes bsicas de combate

    a incndio e primeiros socorros, enquan-

    to que na parte terica so vistas matrias

    como teoria e propagao do fogo, classes

    de incndio, mtodos de extino, ventilao,

    agentes extintores, anlise de vtimas e reanima-

    o cardiopulmonar. Nos contedos desses trei-

    namentos o que importa no so s as tcnicas

    de uso e manuseio de equipamentos de combate

    a incndio, mas tambm medidas preventivas.

    O pessoal faz a instalao de vrios equipamen-

    tos sem planejar adequadamente a operao e

    sem dimensionar a fiao eltrica para receb-

    los, ensina Ghoren, para explicar que papel do

    brigadista fazer as inspees de rotina das insta-

    laes para que no haja risco de incndio por

    superaquecimento dos fios.

    Outra verificao importante a do nvel de

    ventilao dos equipamentos e a orientao para

    que os condminos no deixem panelas no fogo

    sem ningum por perto. Se a gente consegue

    eliminar esses problemas na preveno, a bri-

    gada nunca vai atuar efetivamente no combate

    a incndio, o que seria timo pra gente. Mas se

    Os presentes puderam conhecer um pouco mais da histria da revista

  • 13Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    houver a falha e o incndio por qualquer

    motivo, o brigadista deve ter o conhe-

    cimento para utilizar o equipamento

    correto para cada tipo de fogo, con-

    clui Vedovelli que ainda ensina que, nos

    condomnios, deve participar do grupo

    todos os funcionrios e uma pessoa por

    andar. O dono no precisa participar.

    Pode ser a empregada desde que fique

    constantemente no apartamento. Crianas

    e idosos podem participar como ouvintes e

    porteiros terceirizados tambm devem participar.

    Para condomnio horizontal no obrigatrio,

    mas recomendvel ter a brigada de incndio

    arremata Ghoren, para apagar todas as chamas

    de dvida sobre quem deve participar.

    O cabo da polcia tambm alerta que a vali-

    dade da brigada anual e que os condomnios

    s aparecem para renov-la quando o AVCB est

    para vencer. Por isso, uma obrigatoriedade legal

    e uma boa prtica reciclar a equipe da briga-

    da anualmente, para que um nmero cada vez

    maior de pessoas esteja capacitado nas tcnicas

    de preveno. Vedovelli ainda salienta que o

    atestado de formao de brigada de incndio,

    pelo texto da instruo tcnica 17/2004, deve ser

    retirado seis meses antes da data do protocolo de

    vistoria e que os sndicos e administradoras esto

    chegando atrasados e evidenciando falhas no

    planejamento e no conhecimento da legislao.

    Interfones com funo de alarmes

    Um prdio residencial, por legislao, fica

    isento do sistema de alarme de incndios, mas

    isso no quer dizer que ele no deva usar a cen-

    tral de interfones em substituio, que deve ser

    planejada e adequada. No correto, numa

    emergncia, o porteiro ficar ligando de aparta-

    mento em apartamento para avisar a todos para

    sarem. No funcionaria e no daria tempo para

    avisar a todos, explica Ghoren. O correto seria

    que o porteiro, atravs de um cdigo ou boto

    em sua central, pudesse disparar todos os inter-

    fones ao mesmo tempo, e que essa funo fos-

    se passada no treinamento da brigada. Por isso,

    ele adianta que os bombeiros j esto

    aprovando as atuais vistorias com a

    ressalva de que, na prxima, este sis-

    tema de alarmes nos interfones deva

    ser adotado.

    Novidades do novo decreto Bombeiros agora reprovam insta-

    laes eltricas At maio desse ano, os bombeiros se

    utilizavam de 38 instrues tcnicas para

    ampar-los nas vistorias dos sistemas de pre-

    veno e combate a incndio. Com o advento do

    novo decreto, 10 novas instrues sero acresci-

    das e a novidade a que os bombeiros podero

    agora inspecionar as instalaes eltricas e repro-

    varem os condomnios que oferecerem risco por

    baixa qualidade ou irregularidade nessas instala-

    es. Por isso importante ter sempre a mo o

    projeto da instalao eltrica respeitando a NR 10

    norma regulamentadora de segurana em ins-

    talaes eltricas - com a ART feita por engenhei-

    ro responsvel e registrada no CREA.

    Sacadas e espaos gourmet Perigo por falta de compartimentao

    As sacadas gourmet a utilizao da sacada

    como extenso da sala bastante comum em

    So Paulo, j preocupam tambm o Corpo de

    Bombeiros de Jundia, porque ao se fazer a exten-

    Sebastio (Impacto) e Alpio (Espel) estreitam relacionamento

  • 14 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    so da sala at a sacada, envidraando a mesma

    e levando-se mveis e materiais de decorao,

    se perde o efeito de preveno por comparti-

    mentao as janelas devem distar, por norma,

    no mnimo, 1,20m, de um andar ao outro - ou

    seja, a propagao do fogo se d muito mais ra-

    pidamente em caso de incndio. Isso o Corpo de

    Bombeiros no est permitindo. O que se permite

    a construo do espao gourmet - geralmente

    uma rea comum do prdio e seu mobiliamen-

    to com materiais incombustveis, ou a sacada

    gourmet, legalmente envidraada, porm com al-

    guns cuidados. Em ambos os locais deve-se evitar

    cortinas e sofs, mesas e cadeiras de plstico ou

    de fibra natural ou piso de madeira, e permite-se

    o uso de materiais de classe 1, que no pegam

    ou propagam fogo, atesta Ghoren.

    Laudo de estanqueidade da central de gs renovao anual obrigatria

    Esse o item mais esquecido pelos condo-

    mnios. Pela legislao, cada edifcio deve apre-

    sentar anualmente um laudo tcnico de estan-

    queidade de sua central, seja de gs natural ou

    central predial, emitido atravs de ART do res-

    ponsvel tcnico do fornecedor ou de empresa

    com especialista devidamente capacitado para

    essa finalidade. Se o condomnio estiver com o

    AVCB em dia, mas no apresentar evidncias de

    que renovou anualmente sua brigada e o laudo

    de estanqueidade, ou no inspecionou anual-

    mente suas mangueiras e hidrantes, bem como

    no fez manuteno nas portas corta-fogo, ca-

    racterizar abandono do sistema de combate a

    incndio e, alm de ter colocado a vida dos mo-

    radores em risco, no atender as exigncias das

    seguradoras em caso de um grave sinistro.

    Condomnios de casas precisam de AVCB?

    Pela legislao, condomnios de casas ou com

    rea construda menor que 750 m2 no so obri-

    gados, mas Ghoren recomenda que se mantenha

    e se renove periodicamente a brigada, como uma

    boa prtica. Outra boa dica que, para qualquer

    reforma ou alterao na arquitetura do condom-

    nio horizontal ou vertical, seja uma mudana

    de layout nas garagens, seja a construo de uma

    nova rea comum, deve-se realizar uma consul-

    ta tcnica ao Corpo de Bombeiros, para que se

    providenciem as alteraes adequadas para ma-

    nuteno do AVCB.

    ConclusoEntre vistorias e revistorias, os bombeiros fa-

    zem em Jundia certa de 900 visitas por ano em

    empresas e prdios pblicos, industriais e comer-

    ciais, sem contar as dos condomnios residen-

    ciais. De maneira geral, os principais motivos de

    reprova dos AVCBs so a falta de brigada cons-

    tituda, falta de fiscalizao e inspeo anual das

    mangueiras e hidrantes o que inclui os testes

    hidrostticos - falta de manuteno nas portas

    corta-fogo, falta de recarga dos extintores, queda

    na sinalizao de emergncia, obstruo das ro-

    tas de fuga com lixeiras, bicicletas e outros itens

    que ali colocados como se fossem um depsi-

    to, e a falta de manuteno nos sistemas como

    uma etapa precedente vistoria. Recentemente

    cheguei num condomnio e todos os extintores

    tinham sido levados para recarga, sem rodzio e

    sem respeitar as especialidades do equipamento

    por risco associado. Nesse caso, j fizemos de

    cara a reprova da vistoria, conta Ghoren.

    Outro fator importante para eliminar ou

    mitigar os riscos de incndio o bom senso e a

    ateno redobrada, pois as duas ltimas ocor-

    rncias lembradas pelo cabo foram causadas

    por esquecimento de panela de presso no fogo

    e de ferro eltrico, tambm esquecido, ligado. A

    contrapartida positiva que, apesar do longo tra-

    balho a ser feito, Vedovelli denota que o nvel de

    conscientizao e informao dos sndicos sobre

    sistemas de combate a incndios melhorou mui-

    to com a parceria das administradoras e com a

    prpria experincia profissional dos mesmos, que

    quando assumem a posio de administrador de

    seu condomnio, j participaram de brigadas de

    incndio em suas empresas.

    Para os churrasqueiros de fim de semana que

    no querem ficar sem as sobrancelhas, Ghoren

    recomenda que se usem critrios mnimos de se-

    gurana, deixando os lquidos inflamveis tampa-

    dos e distantes do fogo e do calor este lquido

    que se vaporiza e incendeia - e que se acendam

    as churrasqueiras ou lareiras com o lcool gel ou

    com as pedras de acender. Evitem jogar o lco-

    ol direto no carvo e, especialmente, nas chur-

    rasqueiras a bafo, que so ambientes propcios

    a ocorrncia de pequenas exploses, finaliza o

    cabo.

    Segurana Condominial, com Paulo Srgio Martins, delegado de polcia, vereador pelo PV, e ps-graduado em segurana pblica e privada

    O que voc espera quando vai procurar

    um condomnio? O bsico a segurana, afir-

    ma Paulo Srgio Martins, delegado de polcia,

    vereador pelo PV e ps-graduado em segurana

    pblica e privada, ao iniciar sua palestra. a

    tranquilidade, o sossego, continua o dele-

    gado, chamando a ateno para o fato de que

    no h bem-estar condominial sem segurana,

    e emenda sem receio de polemizar: O que

    que a gente tem visto aqui? As construtoras e

    as empreendedoras esto mais preocupadas

    com o aspecto arquitetnico, que com o da se-

    gurana em si.

    Durante sua exposio, o delegado mostrou

    com fatos, nmeros e fotos que o momento

    de readequao das estruturas prediais e dos

    procedimentos de portaria e de vigilncia para

    atendimento aos requisitos mnimos de segu-

    rana. A boa notcia que muitas das aes

    custam pouco, podem ser implantadas ime-

    diatamente e lhes garantiro dezenas de horas

    de sono a mais no fim do ano. O problema

    da segurana dos condomnios em Jundia no

    est alarmante, est num nvel altamente con-

    trolvel, mas muita coisa tem que se feita em

    termo de preveno, explica antes de destacar

    os seguintes tpicos:

  • Distribuio gratuitaAno 01 . N 02Mai/Jun de 2011

    Por Talita Rocca

    Todos tm sonhos diferentes, mas o da casa

    prpria algo comum entre os brasileiros. An-

    tigamente era muito difcil adquirir um imvel,

    mas com tantos recursos existentes est cada

    vez mais acessvel. O governo lana inmeros

    projetos que facilitam o financiamento, como o

    Minha Casa Minha Vida.

    O crdito imobilirio uma modalidade

    de financiamento que

    viabiliza a compra de

    um imvel, o qual pode

    ser pronto, um lote ou

    terreno urbano ou at

    mesmo a construo de uma casa. Os ban-

    cos tm vrios planos de financiamento

    para atender a sua necessidade e um dos

    mais procurados a opo de utilizar o

    FGTS, o qual exige alguns pr-requisitos,

    sendo eles:

    - O adquirente no poder ser detentor de

    financiamento ativo do SFH Sistema Finan-

    ceiro da Habitao em qualquer parte do ter-

    ritrio nacional, na data de aquisio do imvel;

    - A cota de consrcio utilizada para a

    aquisio do imvel dever estar em nome do

    trabalhador, titular da conta vinculada a ser uti-

    lizada;

    - O adquirente no pode ser proprie-

    trio, promitente comprador, usufru-

    turio ou cessionrio de outro imvel

    na mesma localidade ou no local

    onde exerce a sua ocupao

    principal, incluindo os mu-

    nicpios limtrofes ou inte-

    grantes da mesma regio me-

    tropolitana, na data de aquisio

    do imvel;

    - O titular da conta dever con-

    tar com trs anos de trabalho sob

    o regime do FGTS na mesma em-

    presa ou em empresas diferentes;

    - O imvel adquirido por meio

    de consrcio dever ser residencial

    urbano e estar registrado no cartrio compe-

    tente em nome do trabalhador titular da conta

    vinculada;

    - O valor mximo de avaliao do imv-

    el, na data da aquisio, no pode exceder a

    R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) [valor vi-

    gente em maro de 2010].

    Segundo o economista e corretor de

    imveis, Fernando Pereira, existem vrios tipos

    de financiamento imobilirio. O financiamento

    depende do tempo que o comprador ir morar

    no imvel, diz.

    Dois exemplos de financiamento so:Financiamento com taxa de juros fixa: Finan-

    ciamento com taxa de juros que nunca se altera

    durante o perodo do pagamento do emprsti-

    mo. As nicas alteraes so os impostos sobre

    propriedade e o pagamento do seguro, ambos

    includos nas parcelas. A durao de financia-

    mento pode ser de 15, 20 ou 30 anos.

    Financiamento com taxa de seguro varivel:

    Um financiamento com taxa de juros varivel

    possui taxas que variam de acordo com o mer-

    cado. Geralmente no incio as taxas so mais

    baixas em relao a taxa de financiamento fixo,

    porm no oferece a estabilidade e nem a se-

    gurana de um financiamento com parcelas

    fixas.

    Para o economista, a vantagem de cada fi-

    nanciamento est no tempo que o comprador

    pretende morar no imvel. O financiamento

    com taxa de juros fixa vantajosa quando a

    pessoa que adquire o imvel pretende ficar bas-

    tante tempo com esse imvel, caso contrrio, o

    financiamento com taxa de juros varivel mais

    vantajosa, explica.

    Para os imveis ainda em construo, os

    bancos financiam no mximo 80% do valor

    do imvel e os 20% restantes so feitos direta-

    mente com a construtora. A entrega das chaves

    geralmente realizada aps a quitao desses

    20%. Para imveis j prontos necessrio quitar

    os 20% com o banco e financiar os 80% restan-

    tes.

    shut

    ters

    tock

    - Se

    rgej

    Kha

    kim

    ullin

    O sonho daCASA PRPRIA est prximo de se realizar

    01 Portal de Imveis . Mai/Jun 2011

  • Por Mrcio Lestingi

    Esta pequena narrativa uma tentativa de

    descrever o que teria feito Celso Jos Coelho

    em sua nova casa, desde que descansou desse

    mundo, no ltimo 26 de julho. Sua obra como

    corretor de imveis, scio-fundador da Imveis

    Mediterrneo, associado, diretor e presidente

    em vrias gestes da ACIJUN Associao dos

    Corretores de Imveis de Jundia e Regio- pai,

    amigo, marido e av, bem como incentivador

    das boas ideias, dos sonhos e da unio da classe

    dos corretores, permanecer por geraes e ge-

    raes. O Celso deixava coisas da vida particular

    para cuidar de coisas do mercado, relata Mar-

    cel Piacentini, scio-fundador da Imveis Piacen-

    tini, relembrando do dia em que decidiu abrir o

    seu empreendimento e foi at a Mediterrneo

    para pedir algumas dicas ao Celso. Muito jovem

    e cheio de dvidas sobre o melhor caminho a

    seguir, Marcel foi surpreendido pela atitude gra-

    tuita de parceria e acolhimento: O Celso parou

    o que estava fazendo e pediu para sua secretria

    trazer toda a lista de documentos necessrios

    para se abrir uma imobiliria, explicando logo

    em seguida o que significava e como eu pro-

    cederia para melhor obter cada um deles. Mar-

    cel conclui destacando que as grandes bandeiras

    do renomado corretor foram a idealizao da

    Rede Imobiliria de Jundia, a luta pela profis-

    sionalizao do corretor de imveis e pela tica

    nas suas relaes com o mercado, e o empenho

    na exclusividade na captao dos imveis.

    Celso estava h 32 anos na profisso, dos

    quais 29 anos com a Mediterrneo e seu tra-

    balho de construo e formao da classe no

    parava nem por um dia sequer, podendo-se

    dizer que era quase um trabalho de brigada dos

    corretores. Thiago Zeita, seu filho que trabalha

    ativamente h um ano e meio na alta admi-

    nistrao da imobiliria lembra que seu legado

    era fruto de um carter agregador e coletivista:

    Meu pai sempre foi um idealizador e sem-

    pre gostou de capacitar pessoas pro meio. No

    comeo, quando no havia formao para cor-

    retores, fez muitos cursos no SECOVI e no CRECI

    e procurou traz-los para Jundia. Sem perder o

    flego, Thiago ainda emenda:(O Celso) sempre

    quis tornar a parte de corretagem algo visual-

    mente bom, deixando de lado a imagem de que

    o corretor era uma pessoa aposentada, folgada,

    que fazia um trabalho fcil.

    Na equipe da Mediterrneo, todos ali apren-

    deram muito com ele. Camila Forner, atual brao

    direito de Thiago e, coincidentemente, filha de

    Mal chegou, j alugara um pedacinho da por

    o azul do cu para fundar a associao dos co

    rretores de

    nuvens. Antes disso, pedira uma audincia com

    So Pedro - o primeiro papa da humanidade e

    atual sndico

    do condomnio Maison do Olimpo - para lhe a

    presentar seu projeto de regulamentao e des

    envolvimento da

    nova profisso e de como os tambm c

    hamados corretores nefelibatas poderia

    m melhorar o espao imobilirio

    dos cus. Na ocasio, nem precisou lem

    brar a Pedro de sua luta em Jundia p

    ara conseguir alugar casas para

    famlias carentes do So Camilo desabr

    igadas pelas terrveis chuvas de janeiro

    . Big Pedro j observara muitas

    vezes de seu castelo de algodo a forma como

    este homem de grande corao conduzia e con

    strua seus vnculos e

    relacionamentos, transformando qualquer caf

    informal no evento mximo da semana de qu

    em o procurasse. De

    tal forma que, sua simples presena e sua conv

    ersa conciliadora e, ao mesmo tempo empreen

    dedora, j tinha sido

    suficiente para incentivar o aparecimen

    to de vrias imobilirias, ticas e defen

    soras de seus mesmo valores.

    Sem perder tempo, Celso j transformara sua f

    rao alugada mas no por muito tempo d

    os cmulos-

    nimbo em um centro de excelncia do c

    u. Se o culto s cincias j o levara, em

    outras terras, a navegar soberano

    pelo Mediterrneo, no seria surpresa

    se, entre uma chuva e outra, dominass

    e ou rebatizasse uma das camadas

    da atmosfera de corretosfera ou imobil

    isfera, s para dar dois exemplos . Na r

    edao do jornal Dirio das Nu-

    vens, corre um boato de que o Olimpo

    e os acionistas da Ps de Feijo Joozi

    nho esto alvoroados com o novo

    mercado de venda e locao de nuvens que com

    ea a se formar.

    06Portal de Imveis . Mai/Jun 2011

  • Patrcia Forner, a grande assessora de Celso

    nos primeiros anos da imobiliria, conta que o

    saudoso chefe era muito detalhista: A gente

    sempre conferia e reconferia uma coisa mil vez-

    es antes de entregar para ele, e aprofunda: Ele

    sempre gostou muito de grficos e relatrios e

    ele batia os relatrios de todo mundo. Todo

    mundo dizia que ele era estourado, mas como

    sempre foi uma pessoa muito aberta, ele con-

    seguira tirar o melhor de cada um. Na ACIJUN

    no foi diferente. Andra Donofre, sua asses-

    sora direta na Associao durante o ltimo ano

    e meio conta com os olhos marejados que Celso

    era uma pessoa corretssima e ao mesmo tem-

    po exigente no trabalho: Ele me ensinou mui-

    ta coisa. Sempre me falava para eu levar meu

    caderninho, para anotar o que ocorreu nas re-

    unies e para ser mais organizada, e ainda

    revela: Ele sempre foi muito amigo. Na hora de

    servio era uma coisa. Seis horas da tarde, o Cel-

    so era o amigo. Se voc precisar de mim, estou

    aqui para te ajudar. Mas aqui na Mediterrneo,

    se ele percebia que algo no ia bem, a qualquer

    hora do dia, chamava voc pra conversar e para

    mostrar que tava do seu lado.

    Andrea conta que a retomada da presidn-

    cia na ACIJUN, em dezembro passado, no foi

    uma tarefa fcil. Ele at falou pra mim: - Vou

    desistir da ACIJUN porque um sozinho no faz

    nada. E a ele foi reeleito novamente no fim do

    ano. Desde ento, Celso trabalhou para colocar

    no ar o portal da entidade e buscar uma sede

    prpria. A ACIJUN era a menina dos olhos dele.

    Era tudo aqui. E ns tnhamos que sair para ter

    uma sede prpria, explica Andrea, arrematando

    que a entidade foi transferida para a imobiliria

    de um dos diretores atuais, em uma sala aluga-

    da: O projeto que ele tinha sempre foi montar

    o portal da ACIJUN, organizar a diretoria e mon-

    tar o baile dos corretores de imveis. Thiago

    lembra o papel importante da Associao na

    vida do pai: Celso sempre brigou muito pela

    tica da profisso, para tentar unir os corretores,

    para tentar fazer um segmento forte, trabalhan-

    do de graa na ACIJUN. De graa.

    Acreditando que os corretores devem fazer

    sempre um trabalho tico, honesto e assessorar

    o cliente at o final, Celso deixar saudades

    na famlia, na Mediterrneo, nos amigos da

    ACIJUN, no CRECI e em todo o mercado imobilirio

    que participou de seus bailes, sua reunies, seus

    eventos, que tomou um caf, um conselho ou

    que passou a dividir com o mesmo um grande

    sonho.

    07 Portal de Imveis . Mai/Jun 2011

  • 23Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    O cenrio dos roubos e furtos nos con-domnios em Jundia

    Segundo o delegado, ocorrem em Jundia

    de trs a quatro roubos e assaltos a condomnios

    por ms, o que representa cerca de um por se-

    mana. Participaram ativamente para a construo

    recente dessa estatstica duas quadrilhas de Cam-

    pinas que agiam premeditadamente em Jundia e

    a principal invasora das portarias da regio, co-

    nhecida como a gata do condomnio, uma bela

    moa que se fingia amiga dos porteiros para ob-

    ter livre acesso ao espao condominial. Felizmen-

    te, as duas quadrilhas foram desmanteladas e a

    gata est presa em Tup-SP, aps confessar a

    execuo com sucesso de mais de 30 roubos.

    Enquanto Paulo Srgio tranquilizava os pre-

    sentes ao dizer que a situao em Jundia al-

    tamente sob controle, sua assessora exibia um

    vdeo de uma reportagem exibida no ano pas-

    sando, no telejornal Bom Dia Brasil. Os apresen-

    tadores informavam que as grades e cmeras

    j no so suficientes para intimidar os ladres

    e que sua engenhosidade os levava a encontrar

    brechas na segurana, seja vigiando os morado-

    res, seja fazendo amizade com prestadores de

    servio externos ou mesmo com os prprios fun-

    cionrios do condomnio, e at mesmo obtendo

    e clonando um controle remoto, ou decorando

    os nomes dos diferentes porteiros, em cada tur-

    no. A mesma reportagem mostra que, segundo a

    polcia, os ladres esto migrando de outras pr-

    ticas criminosas para esse tipo de furto.

    Em um golpe recente, duas mulheres conven-

    ciam o porteiro de que eram amigas dos mora-

    dores e entravam facilmente no prdio. Em ou-

    tro, ambos na cidade de So Paulo, os bandidos

    aproveitavam os poucos segundos enquanto o

    porto fechava para render os moradores. Para

    mostrar o baixo preparo dos condomnios na pre-

    veno, nesse exato momento Paulo pergunta

    platia quem tem porto-baia ou eclusa em seu

    condomnio e descobre que apenas quatro dos

    mais de 100 presentes os possuem.

    A sua experincia de mais de 35 anos como

    delegado

    de polcia

    o levou a

    saber qual

    o custo

    do favore-

    cimento do

    estilo, da est-

    tica e da beleza

    em detrimento da

    segurana em con-

    domnios e residncias.

    Quem no tem nada a es-

    conder, no tem problema em

    deixar seu RG, seu CPF, para que

    todos saibam quem , explica o espe-

    cialista em segurana, ao ensinar que o primeiro

    passo na readequao dos atuais sistemas de se-

    gurana e preveno de roubos nos condomnios

    uma identificao total e irrestrita de todos que

    adentrarem no espao condominial. A preven-

    o, entretanto, vai alm das portarias. Antes de

    chegar ou sair de casa, recomenda-se observar os

    arredores e ver se no h pessoas estranhas. Na

    dvida, dem uma volta no quarteiro. Durante

    viagens, uma dica pedir para um vizinho reco-

    lher as cartas e jornais deixados no imvel e, em

    geral, no deixar que objetos de valor sejam vis-

    tos por quem est na rua. Isso chama a ateno

    dos criminosos.

    O papel da prevenoA reportagem do Bom Dia Brasil mal acaba-

    ra de informar que em mais de 90% dos assal-

    tos os ladres entram pela porta da frente, Paulo

    Srgio j emendou: Muitas vezes se investe no

    equipamento, mas se esquece do treinamento.

    No caso da gata houve a falha no preparo tc-

    nico dos profissionais, do porteiro e do vigilante.

    Ela cumprimentava o cara, chamava o porteiro

    pelo nome e usava sua beleza para atrair a aten-

    o do porteiro. Depois falava que ia no 52 ou

    em qualquer outro apartamento e facilmente pas-

    sava, conta o delegado e completa com a hist-

    ria por outro aspecto polmico: Aqui em Jundia

    tivemos em 90% dos casos a participao de um

    morador ou funcionrio. Em um deles, a cober-

    tura estava alugada para um traficante. Por isso

    importante saber quem nosso vizinho. O meu

    prdio no tem porto-baia na garagem, mas

    tem na entrada. Isso elimina 80% de qualquer

    tipo de ocorrncia. Paulo explica que preciso

    ser rigoroso com moradores que no querem se

    identificar. Uma vez que a pessoa adentra ao

    condomnio ela est colocando em risco o patri-

    mnio e principalmente a vida dos moradores,

    esclarece. A polcia no pode estar em todo os

    lugares ao mesmo tempo, por isso necessrio

    haver um sistema de preveno e as construtoras

    tambm tm que se adaptar a essa situao. Se

    todos se adequarem um pouquinho, acho que

    poderemos reduzir em 70% ou 80% o nvel de

    ocorrncias.

    A segurana fsicaMurosSegundo o que o delegado informa em uma

    de suas publicaes, os muros so um dos prin-

    cipais itens na segurana fsica externa do con-

    domnio. Eles devem ser de alvenaria ou concre-

    Mudana de cultura e treinamento foram

    destaques da palestra sobre segurana

    15Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 24 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    to, com altura mnima de 2,50m, de forma que

    quem est do lado de fora no consiga ver a

    parte interna do condomnio. Devem ser moni-

    torados atravs de cmeras de vigilncia locali-

    zadas externamente construo, de modo que

    quem est na portaria ou em um das unidades

    saiba o que est acontecendo do lado de fora. O

    muro sozinho, entretanto, no suficiente para

    adequao dos sistemas de segurana s neces-

    sidades de hoje. Como ento fazer para se ade-

    quarem os muros j existentes de alvenaria ou de

    tijolo baiano?, pergunta o vereador aps expli-

    car sua funo. Logo a seguir o mesmo detalha

    as possibilidades.

    Alambrados Os alambrados so cercas comuns constru-

    das com arame retorcido galvanizado, servindo

    como telas que protegem. Porm, no devem

    ser usados sozinhos, porque do lado de fora

    muito fcil ver o que tem dentro, ensina Paulo

    Srgio, explicando que, por outro lado, podem

    ser aplicados nos topos dos muros para aumentar

    sua altura, tornando-se, ento, uma ferramenta

    eficiente de segurana

    ConcertinasAs concertinas tm a forma de elipse e so

    parecidas com um rolo de arame farpado, con-

    tendo lminas confeccionadas para penetrar e

    agarrar. So fabricadas em ao inoxidvel ou em

    material galvanizado, e so utilizadas para di-

    ficultar o acesso, por cima do muro, ao interior

    do condomnio, podendo ser completadas com

    cercas vivas ou vegetao. A concertina o por-

    co-espinho. Como muitos muros so baixos, f-

    ceis de pular, necessrio usar essa concertina,

    afirma Paulo Srgio. Aplicada sobre muros ou

    cercas, ou mesmo compondo a prpria cerca, a

    concertina impede a entrada de invasores, sejam

    eles pessoas ou animais. Ah, mas esteticamen-

    te fica feio, afirma Paulo imitando um morador

    desinformado sobre o papel da ferramenta, para

    logo em seguida concluir que feio, mas resolve

    o problema da segurana.

    PortariasEm Jundia so muito vulnerveis, com

    acesso direto ao porteiro. Em quantos condo-

    mnios de vocs o acesso direto, s vezes at

    externo, entrada? Isso tem muito aqui e tem

    que ser inibido, afirma, enftico. A portaria

    deve ser construda de modo a limitar a viso

    de fora para dentro e evitando-se janelas e por-

    tas externas. Deve conter em seu interior inter-

    fone externo, equipamentos do sistema de mo-

    nitoramento e vigilncia e compartimentos de

    recepo de entregas, sem que haja contado

    direto do porteiro com um ator externo. Outra

    boa prtica importante citada pelo delegado

    o uso de mais de um porteiro fixo para se evitar

    distraes suficientes para se colocar em risco

    a vida e o patrimnio dos condminos. Paulo

    Srgio diz que comum encontrar nos prdios

    muitos moradores que no queiram identificar

    seus visitantes. Quando isso acontece, ele d o

    exemplo do acontece no prprio prdio: En-

    trou l tem que identificar. Se o cara passou e

    no identificou, eu ligo l perguntando quem

    esse cara. No mnimo tem que se fazer uma

    planilha. Quantos fazem? L, visitante s en-

    tra identificado. E no falar o RG, ver o RG,

    com os dados do apto, ok do morador, horrio

    de entrada e horrio de sada. D um trabalho,

    mas deixa todo mundo em paz.

    Porto-baia ou porto-eclusa Em Jundia difcil encontrar este equipa-

    mento de segurana, porm imperativo que os

    condomnios tenham portes duplos para con-

    trolar o acesso, de forma que os mesmos formem

    as eclusas intertravadas, em que um dos portes

    se abre quando o outro se fecha. De preferncia

    eles devem ser automticos para abertura a dis-

    tncia pelo porteiro ou por controle remoto por

    moradores. Paulo Srgio afirma que nesse mo-

    mento importante que o porteiro identifique

    quem so as pessoas que esto no veculo, seja

    usando uma lanterna, seja pela abertura dos vi-

    dros pelo prprio condomnio e que haja uma

    frase de segurana combinada com o porteiro se

    algo estiver errado.

    Garagens Um dos pontos mais frgeis na seguran-

    a, afirma logo de cara o vereador. A garagem

    considerada um dos pontos mais vulnerveis

    em condomnios pela indisciplina de seus mo-

    radores que no seguem as regras de seguran-

    a e, por exemplo, chegam a emprestar seus

    controles remotos para visitantes, permitindo

    sua clonagem. Outro ponto importante para

    proteo da garagem o uso dos portes-baia

    ou eclusas no acesso, para evitar que o melian-

    te pegue carona - usando um jargo policial.

    Em nossas visitas quase no encontramos

    porto-baia nos condomnios de Jundia, evi-

    dencia o especialista em segurana, acusando

    sinais de preocupao

    Equipamentos de seguranaCFTV Muitos ainda no utilizam. Uma cmera

    como a night and day, de gravao noturna, ou a

    de 360 tem custo baixssimo para o condomnio.

    O custo benefcio to baixo que irrita quando a

    gente vai registrar a ocorrncia (na delegacia de

    polcia) e a pessoa informa que no tem CFTV

    porque ia dar dois reais a mais no condomnio

    ou, pior, se tem, que no tava gravando nesse

    dia, assinala o delegado que tambm pede para

    que a filmagem no seja local, porque o bandido

    pode levar a cmera e os DVDs, recomendando

    ainda as cmaras IP cmaras que transmitem as

    imagens remotamente, via web - para resolver

    esse problema.

    O especialista explica que as filmagens so

    importantes ferramentas de auxlio nas investiga-

    es e que deve ser prtica nas delegacias anexar

    as mesmas aos BOs e, mesmo que o condomnio

    oferea ou traga prontas as imagens, o delegado

    deve pedi-las por ofcio, legitimando e registran-

    do a ao. Para loteamentos fechados possvel

    colocar as cmeras de monitoramento e vigilncia

    dentro das casas, em diversos pontos espalhados

    pelo local, sem que isso fira a legislao. Hoje

    vivemos na era dos BBBs. Quer se esconder, v

    para a Tanznia, brinca de maneira sria o vere-

    ador, acrescentando que o principal segredo do

    sucesso na construo do sistema de segurana

    a conversa com os condminos. A educao

    dos condminos tem que ser o principal, explica

    Paulo.

    Sensor de movimento e de presenaSensores que captam qualquer movimento,

    iluminando o local para iniciar a gravao. Podem

    ser acompanhados de alarmes sonoros.

    Sprinklers para seguranaUm tubinho de mercrio aquece aps a pas-

    sagem da fumaa e estoura liberando os borrifa-

    dores de gua;

    Iluminao e energia eltricaNeste caso, o especialista em segurana reco-

    menda que os equipamentos de segurana e de

    emergncia estejam sempre ligados a um gera-

    dor, quando acabar a energia eltrica da rede.

    Cerca eltricaSobre esse item Paulo no entra nos detalhes

    tcnicos, mas avisa que na casa de um conheci-

    do, as invases s cessaram quando foi posta cer-

    ca eltrica em cima do muro da residncia.

    Como Resolver questes polmicas em con-domnios, com o advogado Mrcio Rachkorsky (membro efetivo da equipe Chame o Sndico, do Fantstico, da Rede Globo), e Carlos Eduardo Quadratti e Newton Nery F. de Sousa Neto (ad-vogados especialistas em direito condominial e de vizinhana)

    A mais esperada das palestras do dia reuniu

    um trio de advogados especializado em polmi-

    cas condominiais com a rdua misso de dese-

    novelar os nove assuntos mais espinhosos para a

    16 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 25Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 26 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    gesto de um sndico. Sem mais rodeios, vamos

    s principais recomendaes do triunvirato jurdi-

    co:

    ContratosAssinar contrato coisa mais importante

    do mandato do sndico, sentencia Mrcio Ra-

    chkorsky, ao mesmo que tranquiliza seus pa-

    lestrados ao explicar que

    qualquer contrato assina-

    do est sob a proteo

    do cdigo de defesa

    do consumidor.

    AnimaisSegundo Ra-

    chkorsky, os animais

    eram o maior pro-

    blema das relaes

    condominiais at bem

    pouco tempo e agora

    so a segunda ou at

    terceira querela perma-

    nente da agenda do sndi-

    co, pois a justia tem entendi-

    do que a permanncia de animal

    de estimao em apartamentos

    permitida, independente do regulamen-

    to ou conveno. Para quem tem problemas

    com animais, basta aprovao de maioria sim-

    ples em assemblia (50% + um dos presentes)

    para um captulo especial sobre animais no re-

    gulamento interno, explica o falante advogado,

    para logo aps concluir: Se o regulamento in-

    terno j fizer parte da conveno, pode-se fazer

    assembleia simples para cancelar esse e implan-

    tar um novo.

    BarulhoPea a reclamao por escrito, para se ter um

    documento para juntar numa possvel ao judi-

    cial, orienta Newton Nery Ana Cludia Carneiro,

    sndica h cinco anos do residencial Janana. Para

    completar: depois de receber a reclamao de ba-

    rulho por escrito, o sndico deve pedir ao prprio

    reclamante que converse com seu vizinho. Se isso

    no funcionar, o sndico deve entrar na relao,

    sem esquecer que um dos papis do sndico bus-

    car harmonia nas relaes entre os condminos.

    CrianasA maioria das crianas perturba no limite res-

    ponsvel, afirma Carlos Quadratti para comear o

    debate, ao mesmo tempo em que orienta os sn-

    dicos a terem uma primeira conversa aberta com

    os pais, para qualquer tipo de situao, quando

    os menores comearem a passar dos limites. Se

    o problema gerado for mais grave como por

    exemplo, uso de drogas - chame a polcia, ensi-

    na Rachkorsky. Outra boa opo para acabar com

    reclamaes pelo comportamento das crianas

    eleger um sndico mirim, que gosta de ser lder, de

    distribuir tarefas entre os colegas, o que aplacaria

    sua rebeldia.

    ElevadorOs elevadores dos trs grandes fabricantes

    O trio de advogados deixou a palestra leve, sem perder o mrito da seriedade das questes discutidas

    18 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 27Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Atlas Schindler, Tyssen e OTIS que a campe

    de reclamaes no PROCON uma das princi-

    pais heranas das construtoras. O problema, de

    maneira geral, que o contrato de manuteno

    e peas de reposio exclui tudo o que quebra,

    explica Mrcio Rachkorsky, e ainda completa: Cer-

    ca de 77% das aes judiciais falam de multa. Se

    tiver multa pra rescindir, no serve. O contrato de

    prestao de servios feito com a empresa de ele-

    vadores do tipo bilateral, e no de adeso, que

    aquele em que no se pode mexer em nenhu-

    ma clusula. Portanto, no aceitem os que tiverem

    multa pra rescindir, ensina o advogado aos sn-

    dicos presentes. Uma dica dada por Mrcio ler

    o contrato de trs para frente e, em ltimo caso,

    lev-los para anlise do PROCON.

    GaragemEm cada quatro aes na justia sobre os

    condomnios, uma de garagem, afirma Mrcio

    e alerta aos sndicos que todo e qualquer amas-

    sadinho ou batida entre os carros, no de res-

    ponsabilidade do condomnio. Uma boa dica para

    quem tem problemas de garagem contratar uma

    empresa especializada em redesenhar as vagas dos

    estacionamentos, aproveitando melhor o espao

    e criando mais vagas, s para o caso do prdio

    ter vagas indeterminadas. H tambm quem use

    macacos hidrulicos, como os usados para troca

    de leo nos postos de

    combustvel ou pa-

    letes para dobrar as

    vagas disponveis.

    Se nenhuma dessas

    solues funciona-

    rem, contrate um

    garagista, atesta

    Mrcio, com co-

    nhecimento de so-

    bra e avisando que

    muitos condomnios

    em So Paulo esto

    adotando esse novo ser-

    vio.

    InadimplentesAt 2002, quando vigorava a lei

    4591/64, a multa para atrasos era de 20%.

    Com o novo cdigo civil, caiu para 2% e criou

    uma nova categoria de inadimplente: o que en-

    rola para pagar. esse inadimplente que onera o

    bom pagador. Se voc tiver inadimplentes em seu

    condomnio, mande uma cartinha pro devedor ou

    faa planto de cobrana, afirma com convico

    Newton, para o que considera a primeira medida

    oficial de cobrana da dvida que tanto impacta no

    fluxo de caixa dos sndicos. Se o pagamento, ainda

    assim, no for realizado, o sndico pode lanar uso

    de trs ferramentas:

    1) Protesto da dvida do condmino. Coloque

    tambm honorrios advocatcios e despesas de co-

    brana no protesto. Esse protesto gerar incluso

    do nome do devedor no SERASA e o mesmo per-

    der paulatinamente o carto de crdito e o che-

    que especial.

    2) Individualizao do consumo da gua e cor-

    te. A prpria empresa que instala o sistema faz o

    Mais de 100 pessoas lotaram o evento para a

    troca de informaes

    19Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 28 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    corte, de maneira que essa despesa pode ir para o

    boleto de cobrana. Os juzes esto concordando

    com o corte, por entender que o no pagamento

    do condomnio impacta na manuteno de um

    servio essencial a todos os moradores, afirma

    Newton.

    3) Tentar rotular o inadimplente como antis-

    social. Nesse caso, Mrcio explica que o no pa-

    gamento consecutivo da taxa condominial que-

    bra sistemtica do regulamento interno, o que

    justifica a ao e as medidas legais que o condo-

    mnio pode tomar

    4) Proibio do uso das reas comuns. O de-

    vedor no contribui para as despesas de manu-

    teno e conservao das reas comuns, por isso

    legal instituir a proibio como medida puniti-

    va.

    ObrasO qurum para aprovao de obras em as-

    sembleia varia com o tipo da obra. Obras volu-

    pturias pedem 2/3 da assembleia condominial.

    J obras teis pedem maioria simples, ou seja,

    50% mais um e, por ltimo, obras consideradas

    urgentes e necessrias podem ser executadas

    como prerrogativa do cargo de sndico, sem ne-

    cessidade de aprovao. Uma observao impor-

    tante para entender a maneira de se classificar e

    aplicar a regra do qurum mnimo para aprova-

    o que o qurum de 50% formado por 50%

    daqueles aptos a votarem (inadimplentes no es-

    to includos).

    PortariaAntes de contratar um novo servio de por-

    taria fale com um ex-cliente do prestador de ser-

    vios, afirma Mrcio na abertura do debate so-

    bre portarias. importante verificar a idoneidade

    e a reputao do possvel fornecedor no merca-

    do, porque se o fornecedor ou terceiro falir, a res-

    ponsabilidade do tomador de servios. Mrcio

    recomenda que o sndico exija que na nota fiscal

    de servio haja todo o recolhimento dos impos-

    tos e que a mesma venha acompanhada da cpia

    dos holerites dos porteiros e das guias de recolhi-

    mento do FGTS.

    ConclusoA palestra dos trs advogados foi a mais ex-

    tensa, mas s se tornou realidade aps a apro-

    vao do pblico presente no Portal Debate. Por

    este motivo, algumas perguntas no puderam ser

    respondidas no dia. Porm, nesta edio, todas

    esto respondidas nas pginas oito e nove.

    Concluso final Portal DebateMesmo contra a vontade dos palestrantes e

    de muitos dos presentes, o Portal Debate encer-

    rou por volta das 13h30 do sbado deixando um

    gostinho de quero

    mais. O evento

    ainda contou com

    alguns sorteios.

    A Impacto Admi-

    nistrao de Con-

    domnios ofere-

    ceu kits vinho,

    a Jpiter Desen-

    tupidora sorteou

    um liquidificador, a

    LGM, com cestas de

    frutas, e a revista Por-

    tal dos Condomnios

    retribuiu o apoio de to-

    dos os presentes no even-

    to, com o sorteio de uma TV

    LCD 32. A sorte grande caiu

    sobre Tiago Zeita, representante

    da ACIJUN. At 2012 com o 2 Portal

    Debate!

    Paloma Cremonesi e Rodrigo Ges (Portal dos Condomnios) com Tiago Zeita, que levou o grande prmio do dia

    Premiao da LGM

    Premiao da Jpiter Desentupidora

    Premiao da Impacto Administradora

    20 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 29Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Gostou deste artigo? Quer sugerir algum tema?Envie mensagem para [email protected] ter um atendimento exclusivo com o fisioterapeuta Neto Aillo

    SADE

    Convivncia com os vizinhos

    Por Neto Aiello - Fisioterapeuta

    Outro dia estava assistindo um telejornal, so-

    bre uma briga de vizinhos que acabou em morte.

    At onde pode chegar uma desavena entre vizi-

    nhos? Ser que no poderia ser evitado chegar a

    esse ponto? Pensando nisso, convidei a psicloga,

    Ana Cludia Diniz, para escrever sobre o assunto,

    que gentilmente me enviou o texto abaixo:

    Viver em condomnios ou edifcios pode ser

    seguro, mas tambm pode virar um problema

    quando as pessoas se esquecem das pequenas

    gentilezas e regras de convivncia. Devemos

    sempre lembrar que no estamos sozinhos e,

    por isso, bom avaliar se aquilo que estamos

    fazendo pode desagradar o outro. Uma forma

    nos colocarmos no lugar das pessoas sem-

    pre se perguntando: Isso me incomodaria?

    Como eu me sentiria passando por esta si-

    tuao?.

    Voc no precisa ser o melhor amigo

    do seu vizinho, mas educao e respeito

    so fundamentais para um relacionamen-

    to harmonioso. Cumprimente-o quando

    encontr-lo no elevador ou na rua; respei-

    te as vagas de garagem; evite barulhos de

    madrugada como os de descargas, salto

    alto, gritos e som. Para quem pretende ter uma re-

    lao mais prxima e harmoniosa com o vizinho, um

    bom comeo tentar uma aproximao oferecendo

    ajuda em caso de necessidade ou mesmo dialogar a

    respeito das regras e convivncia no condomnio se

    forem novos moradores.

    A perfeita convivncia entre moradores de um

    edifcio fato que dificilmente encontrada, sempre

    haver alguma questo que atrapalha o relaciona-

    mento entre todos. Dizem que no existe casamen-

    to perfeito, imaginem ento, um condomnio per-

    feito!

    Porm, se as pessoas tiverem boa vontade e fize-

    rem algum esforo, a convivncia fica bem mais fcil.

    O fator barulho um grande gerador de conflitos

    entre vizinhos e este assunto, devido sua complexi-

    dade, deve ser tratado com muitas reservas.

    Construir uma relao boa entre vizinhos exige,

    em geral, dois ingredientes bsicos: dilogo e educa-

    o. A criatividade e a pacincia podem ser alternati-

    vas para um convvio coletivo saudvel. importante

    tentar acabar com o conflito logo no incio. Assim,

    evita-se um clima de tenso entre os moradores. O

    ideal uma conversa entre os prprios moradores

    sobre o problema, pois quando o sndico acionado

    e vai falar com o morador, sempre ouve a frase: mas

    por que ele no veio falar diretamente comigo?.

    Isso acaba incluindo mais um membro no conflito e

    aumentando o problema.

    Logo, a convivncia harmnica e saudvel entre

    vizinhos no algo simplrio, todavia absoluta-

    mente possvel e, se conquistada atravs de aspectos

    como educao, bom humor e pacincia, propor-

    ciona a todos os relacionados uma vizinhana mais

    agradvel, reduzindo o estresse dos problemas coti-

    dianos.

    Participao especial: Ana Claudia Diniz

    Psicloga e Psicanlise

    21Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 30 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    UTILIDADES DOMSTICAS

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  • 31Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 32 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    EDUCAO

    Dianir Clari Mariani - Coordenadora Pe-

    daggica - Colgio Divino Salvador.

    Feliz a escola que tem o seu fazer letivo

    alicerado na construo de conhecimentos

    geradores de ilimitadas possibilidades para

    o melhor viver da humanidade.

    o conhecimento que nos abre as por-

    tas para a compreenso de ns mesmos e

    do mundo que nos rodeia; ele o facilitador

    da construo de nossa autonomia diante

    de escolhas e discernimentos; o propul-

    sor do desenvolvimento de nossas capacid-

    ades para produzir, sobreviver, comunicar e

    amar. O no-conhecimento nos conduz aos

    pores escuros, solitrios e asfixiantes da

    ignorncia, pois nos fechamos dentro de ns

    mesmos, fechando-nos, consequentemente,

    para o mundo, para o outro e, com certeza,

    para Deus.

    Binmio inseparvel: conhecimentoe aprendizagem

    De que vale um conhecimento cientfico

    se for ele por ele mesmo?

    Conhecimento e aprendizagem deman-

    dam transformao e transcendncia. Quan-

    to o conhecimento tem tornado nossos lares

    mais felizes? Nosso ser melhor? Nossa so-

    ciedade mais tolerante? Nosso mundo mais

    sustentvel? A escola, em sua inteireza,

    tem a real compreenso de seu papel na

    construo dos conhecimentos? Como ela

    conduz a aquisio dos saberes para a vida?

    Que tipo de vida?

    E s se s conhec imentos e s t o dando

    suporte aos aprendizes para uma com-

    preenso e ao perante os desafios que

    caracterizam a sociedade atual: violncia,

    indiferena, normose, incertezas, poder,

    corrupo, excluses... e tantos outros?

    fundamental que as escolas tenham pro-

    gramas especficos que, atravs dos con-

    hecimentos cientficos trabalhados, possam

    minimizar os estragos permitidos

    pela nossa soc iedade

    e x t r e m a m e n t e

    excluden-

    te.

    Se por um lado, existe um mundo cruel

    em suas articulaes desumanas, por outro

    h um em que pessoas e ou instituies de

    coraes abertos, generosos e operantes

    lutam com todas as foras para produzirem

    saberes capazes de transformao. E es-

    ses saberes somente faro de ns agentes

    transformadores se estiverem a servio de

    uma educao que privi legia, na sua es-

    sncia, o ser humano em sua humanidade

    nobre e digna.

    Feliz tambm a escola que se permite

    ensinante-aprendente. Estudos, reflexes,

    encontros, dilogos, registros e, certamente,

    auxiliaro seus educadores na aprendizagem

    de uma melhor ensinagem.

    prec iso aprender a aprender, sem-

    pre! Aprender a converter o conhecimento

    cientfico em sabedoria compartilhada do

    bem-viver.

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  • 33Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    BEM-ESTAR

    A mais doce das orqudeasPor Talita RoccaAquele cheiro de chocolate em casa vindo

    da cozinha delicioso, porm de alguma so-

    bremesa que faz com que a gente engorde. Que

    tal sentir esse cheiro agradvel, mas que venha

    diretamente de um vaso no jardim? A orqudea

    Oncidium Sharry Baby, popularmente chamada

    por Orqudea Chocolate fruto de um cruza-

    mento de espcies realizado na sia e que exala

    um perfume doce.

    Com pequenas e delicadas flores em um tom

    marrom avermelhado e pontas brancas, esta es-

    pcie pode ser considerada uma perfeio da na-

    tureza. Por possuir um aroma adocicado, pode

    ser cultivada em um vaso dentro de casa, pois

    a planta espalha um cheiro gostoso para o am-

    biente e o tempo de permanncia do perfume e

    a durabilidade de at 30 dias se bem cuidada.

    A professora Angela Aparecida, morado-

    ra do condomnio Santa Isabel sempre gostou

    de flores, mas depois que conheceu a orqudea

    Chocolate se apaixonou. Eu costumo variar as

    flores de minha casa, mas prefiro a Orqudea

    Chocolate, por deixar um aroma agradvel no

    ambiente.

    Mas, como nem tudo so flores, as Oqu-

    dea mais comuns j necessitam de um cuidado

    especial e como se trata de uma espcie extica,

    o cuidado precisa ser ainda maior.

    Ventilao, iluminao, adubao, gua e

    temperatura so fundamentais para a durabili-

    dade da Orqudea Chocolate, por isso, se atente

    para escolher o lugar ideal para o seu arranjo.

    Segundo Talita Saab, proprietria da Keka

    Flores, como a maioria das plantas, a orqudea

    precisa de ventilao, por isso prefira um local

    mais arejado e prximo de uma janela. Outro

    fator que tambm conta a luz. A luminosi-

    dade ideal a meia sombra, por isso coloque

    o vaso no sol matinal, mas no esquea de re-

    colher, para no ficar exposto na luminosidade

    intensa e direta, completa Talita.

    As orqudeas, em geral, tm uma fase de

    crescimento - a qual se caracteriza pela apari-

    o de brotos e das razes - e uma de repouso.

    No perodo de crescimento, a planta precisa ser

    adubada e aguada com maior frequncia. J

    quando a planta entra na fase de repouso, ou

    seja, quando o crescimento comea a desacele-

    rar, a rega e a adubao pode ser diminuda.

    A frequencia da rega o que traz

    maior dvida entre as pessoas que pos-

    suem a Orqudea Chocolate em sua re-

    sidncia. A dica regar abundantemen-

    te at a gua escoar pelo vaso e secar o

    substrato. Mas como saber quanto tempo

    demora at sec-lo?

    A intensidade da luz e o material do vaso

    so fatores que aumentam ou diminuem o tem-

    po de secagem.

    Para quem no possui muito tempo dispo-

    nvel para cuidar de sua orqudea, prefira o vaso

    de plstico, pois por no ser poroso, vai secar

    mais lentamente, o que permite ficar mais tem-

    po sem regar. J o vaso de argila seca permi-

    te secar mais rapidamente, o que exige maior

    ateno rega.

    Ocidium Sharry Baby adequada tempe-

    ratura entre 15C E 28C, por isso, em dias em

    que a temperatura do ambiente mais eleva-

    da, o ideal borrifar gua na planta regular-

    mente.

    25Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

  • 34 Portal dos Condomnios . Mai/Jun 2011

    Desde que seu falecido marido foi

    dessa para melhor, aquela mulher se trans-

    formou. S usava preto, era da missa para casa, salvo

    a feira de tera, e o recebimento da penso uma vez por ms, deixada pelo

    falecido.As vizinhas de apartamento sempre convidavam para uma

    festinha de aniversrio ou mesmo um Baile, l no Clube dos Veteranos, mas era sempre a mesma desculpa: no tinha von-tade de nada. Os filhos moravam todos fora, sua nica irm morava em So Paulo e nunca viera sequer para uma visita.

    Certa noite parou na portaria do prdio um rapaz bem apessoado e com uma bolsa na mo dizendo ser sobrinho de Dona Jura, a viva do apartamento 64. Como ningum sabia da existncia do tal sobrinho, o porteiro interfonou e informou da presena do familiar na portaria do prdio. Esta pediu que encaminhasse seu sobrinho at o elevador para que ela o recebesse no hall de entrada de seu andar.

    Na manh seguinte, bem cedo, o sobrinho desceu, cumprimentou o porteiro e foi embora, com roupa trocada e banho tomado, deixando um perfume intrigante no elevador.

    Passadas mais duas semanas o mesmo sobrinho volta ao prdio e faz o mesmo ritual: cumprimenta o porteiro j com uma certa intimidade e aguarda ordem para subir. Porm, desta vez, Dona Gema, vizinha de Dona Jura, a viva, subiu junto com o sobrinho e parabenizou-o por seu ato de visitar a tia pois, aps a morte do marido, ela havia enclausurado e no saia para nada, era missa e feira, feira e missa. Quem sabe agora com a visita do sobrinho poderia sair mais de casa e abandonar o luto.

    Com o passar do tempo o sobrinho j era ntimo, subia no elevador sem ser anunciado e sua tia j havia abandonado o luto, visitava as amigas, mas sempre que lembrava do falecido, chorava copiosamente.

    Numa sexta-feira, quando o sobrinho j havia chegado, parou um txi em frente ao prdio e desceu uma freira com idade avanada e pediu para falar com Dona Jura, dizendo ser sua irm. O porteiro ponderou, avisando que a moradora estava com visita e que por sinal a freirinha deveria conhecer, pois tratava-se de seu sobrinho.

    A freirinha fechou a cara, empurrou o porteiro, perguntou qual era o andar e j foi subindo. Nesse meio de tempo o porteiro j havia acionado o sndico que descera correndo de seu apartamento e encontrou Dona Gema, a vizinha, plida amparada pelo porteiro e uma gritaria.

    O suposto sobrinho estava apenas de cueca algemado na cama do falecido e Dona Jura de mai preto, mscara de mulher gato e, com um chicote na mo, aoitava o pobre mocinho.

    O pobre mocinho nunca fora seu sobrinho e era um amante profissional, que cada semana cumpria uma fantasia de sua cliente. Dona Jura fora desmascarada, mudou-se de prdio, mas deixou uma lio: viva como lenha verde: chora, mas pega fogo!

    Por Dr. Jos Miguel Simo Advogado e cronista

    CRNICA

    A Viva

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