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Webzine sobre a sociedade, cultura, musica, cinema, poemas, prosa, tudo o que gostes e em portugus webzine about society, culture, music, movies, poems, prose, everything you like, in Portuguese

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  • Muro 1

    MURO07

    eventos prosa poesia entrevistas artigos BD

  • 2 Muro

    Andr Conscincia

    murenses

    Joo Diogo

    Pedro Miranda

    Miguel Simes

    Joana Sousa

  • Muro 3

    060810111420222427

    0504EditorialNotciasA morte dentro de mimLira insubmissaEstranha MagiaGrito de SilncioArtigo, Filosofia e CriatividadeEntrevista com... Guilherme ArajoMsica, Shhiu oiam! The GiftMsica-AnliseSe fosse eu...BD

    12

  • 4 Muro

    EditoriAlA Muro est de volta, aps uma ausncia noutros festivais.

    Vivem-se tempos de Luta, daqueles em que a malta est animada e no receia ir para a rua manifestar o

    descontentamento em relao s condies econmico-sociais dos nossos dias.

    sua maneira, a Muro tambm luta. Lutamos pela prosa, pela fotografia, pela msica, pela filosofia, pelo direito diferena e pela vontade de partilhar tudo isto convosco. A Muro luta para que o empreendorismo no d lugar inrcia, acolhendo as ideias daqueles que querem inscrever o seu nome neste muro. E por isso gostaramos de contar convosco para um prximo nmero. Enviem as vossas sugestes e participaes para webzinemuro@gmail.com.

    Acompanhem-nos no twitter e na pgina do facebook. Mas, para j, espreitem este #7.

    Joana SousaDesta vez, a Muro convida-vos a conhe cer o novo lbum dos portugueses The Gift, Explode. E a apreciarem os lbuns dos Hype e da Polly Jean.Apresenta-vos, tambm, o Guilherme Arajo, tatuador em Santo Tirso, bem como os porqus que sustentaram a realizao do I Encontro de Filosofia para Crianas e Criatividade. Tempo ainda para Olhar a Palavra e para conhecer a insubmisso da lira. A Rita brilha com os seus textos e o Biscaia tambm. J o Pedro Miranda faz questo de nos brindar com uma BD.

    A Muro assim: um produto (in)acabado, construdo com os contributos de homens e mulheres que acreditam que a Luta o caminho. DESenrascados, seguimos em frente, com a Liberdade que a avenida nos d. Com alegria, pah.

  • Muro 5

    notcias

    The GraveFest! Festival comemorativo dos 5 anos das Graveyard Sessions!

    De forma a comemorar de forma memorvel os cinco anos de existncia das Graveyard Sessions, a organizao decidiu realizar o GraveFest.Entre dia 18 e 19 de Maro, vamos dar palco aos projectos musicais que julga-mos poder proporcionar ao nosso pbli-co um fim-de-semana inesquecvel.Ir existir tambm espao para expo-sies de arte, projeces de filmes e performance teatral.

    Finalmente vamos realizar um sonho de j alguns anos!

    Esto todos convidados!

    Bilhetes venda na loja Two Tones em Almada, na Carbono de Lisboa e na de Amadora!O preo para os dois dias 30

    Mais informaes em:http://gravefest.graveyardsessions.net/

    Alquimia Nocturna - O Corvo e a Coruja por Kahina Spirit

    Apresentao de Gothic Bellydance por Kahina Spirit: Alquimia Nocturna - O Corvo e a Coruja no Castelo de Asgard em Sintra, 26 de Maro. Com Workshop de iniciao Dana Oriental. A no perder! Mais info: razikahina@gmail.com

    Workshop de Iniciao Dana Oriental - 17:00 s 19:00Lanche/Pausa - 19:00 s 20:00Apresentao: Alquimia Nocturna- O Corvo e a Coruja - 20:00 s 21:00Inscrio - 5 shimmies

    Reservas para:razikahina@gmail.com;abismohumano@gmail.com;castelodeasgard@gmail.com

    Pagamento no Castelo de Asgard.(Por favor, para as pre-incries indispensvel o envio dos vossos dados: nome e e-mail, para um dos contactos acima referidos. O workshop das 17:00 s 19:00 s facultado consoante reserva)

    * Todo o dinheiro das inscries reverte a favor do Projecto Gothic & Metal-Fusion Bellydance.

    Inscries limitadas!!Informao mais detalhada em:http://castelodeasgard.blogspot.com/2011/02/apresentacao-de-gothic-bellydance.html

    ASTARTE: A QUE CRIA Celebrao/ espectculo do Equincio da Primavera

    20 de Maro. Domingo, 15h-18hRIS E ALUNASConvidados especiais:Baltazar Molina, Marie Beatriz Lcio, Teresa Gabriel

    Deusa Branca,...Senhora das fontes e dos lagos,esquecida nas brumas do tempo,chamo-te do mais recndito do meu ser,em cada clula um apelo, no meu corpo,em cada tomo.No sei porque te envolve esse vu difano,que te esconde na penumbra dos meus sonhos,onde s vezes por piedade me sorrisou me tocas com teu manto que te esconde de mim .Outras vezes,afagas-me o rosto com uma pena das tuas asase foges para longe.Queria amar-te mais se eu pudessee trazer-te para bem perto ...Pedir-te Senhora, nunca me esqueas...Tu s a razo nica da minha vida,tu s a minha essncia e cada nervo.A carne, o sangue e o tecido,cada fibra do meu ser te pertence!

    in ANTES DO VERBO ERA O TERORosa Leonor Pedro

    BILHETES: 1025% da receita da bilheteira ser doada Associao Ajuda de Bero

    INFORMAES/ RESERVAS:www.malaposta .pt21 938 31 00 info@malaposta.pt

  • 6 Muro

    Descobrir que se traz a morte c dentro, num ponto especfico e de-vidamente assinalado. Com registos. A morte est aqui, pensei ao olhar para o exame que denunciou, finalmente, o porqu do meu can-sao e do meu mal com a vida.

    No era depresso. Era a morte que se fazia anunciar.

    Pensei sempre que quando ela che-gasse no fosse sentir nada. Chega-va e pronto. Mas a morte escolheu-me para que fosse uma das pessoas a sentir o processo de forma lenta e faseada. Sim, fases. O mdico j me explicou tudo. Ele sabe como gosto de saber, passo a passo, o que se vai passar. Mesmo que estejamos a fa-lar da morte.

    cancro. No estou a dizer-lhe que vai morrer por causa disto. disse o mdico.

    prosa

    A morte dentro de mim

    Prefiro chamar-lhe morte. Desculpe, mas mais fcil para mim.

    Reparei que o mdico me olhava com estranheza. Sim, j tinha diagnostica-do cancro a outros pacientes, mas nunca ningum tinha baptizado a do-ena com um nome cru e frio como morte.

    Descobrir que se traz a morte c den-tro, num ponto especfico e devi-damente assinalado. Com registos. Ol, morte. Bem-vinda a este meu mundo. Prometo no te desiludir. Vou agir em conformidade com aquilo que pretendes (e que no mais do que apreciar cada momento da sua irm gmea, a vida).

    Hoje sei que trago a morte dentro de mim. Aqui, neste ponto. Hoje sei que quero viver, mais do que nunca. E vou mostrar morte como que isso se faz.

  • Muro 7

    Site:

    autores:

    olhar de Marco A. Pirespalavras de Joana Sousa

    http://olharapalavra.com/

  • 8 Muro

    1 - No h nenhuma questo de imigra-o. Ns no crescemos onde nasce-mos. Ns no vivemos onde viveram os nossos antepassados. No somos de lado nenhum, embora gostemos de turismo. Ns somos um convida-do dentro das nossas famlias.

    2 - A maior prova do Imprio e, em contrapartida, da Mquina de Guerra, reside neste ponto: o poder decisivo no se encontra, j, em qualquer regio do mundo. Assim sendo, a Mquina de Guer-ra no pretende ocupar territrio, mas ser o territrio.

    3 - As organizaes dividiram o que somos na trindade: O que s? O que fazes? No que te transformars? Uma tentativa organizada (reforar pon-tos fracos) de impedir a organizao (eliminar pontos fracos) que nos dita que os trs so apenas um.

    4 - O indivduo uma fico. A Lira Insubmissa declara a revoluo como um ataque ideia do que o Homem. At l, distraiam-se sendo vs prprios (esse o objectivo do homem moderno). O vosso eu per-

    Lira insubmissa

    prosa

    tence-vos, o vosso corpo, a vossa mente, o vosso apartamento e os problemas pelos quais tiveram de passar para chegar at aqui, cabe-vos a vs o prmio e a recompensa por esses bens, porque o merecem e se comportaram como heris. Quan-to mais investirem, mais depois vo receber (no final dos tempos).

    5 - Seja auto-suficiente, encontre um patro.

    6 - A Lira Insubmissa aconselha as causas importantes a serem, em vez de trazidas ao pblico, oculta-das. Sermos, socialmente, um nada, termos a liberdade, e a liberdade de atacar com um golpe irreversvel e invulnervel.

    7 - A necessidade de ser-se a si mes-mo dita-nos, na verdade, e tradu-zindo, que temos de ser fortes, termos de ser fortes dita-nos que somos fracos, termos de ser ns prprios afirma-nos que ainda no somos ns prprios, e no fim, nun-ca seremos (o que s?, o que

  • Muro 9

    Site:

    autor

    Andr Conscincia

    http://radioabismohumano.blogspot.com/

    fazes?, no que te transformars?), o amor uma terapia para esta doena, a produo, a amizade, a conversa, o espectculo, em que somos todos pacientes e o mundo um hospital. Ser-se a si prprio estar constantemente beira do colapso: assim que se governa mantendo a crise e organizando-a, num sistema de dependncias.

    8 - Eis o bramido da Lira Insubmissa: o Homem, na realidade, tudo, excepto ele prprio (literalmente e salutarmente).

    9 - O leitor da Lira Insubmissa no diferente, no separado, no definido e etiquetado, qualificado nem controlado. sim algo de pri-mordial. No tem colegas, amigos cibernticos, contactos, namoradas, conhecidos, companheiros, amigos, e nem nenhum destes para nin-gum: um estranho movendo-se no meio de estranhos. Mas em cada gesto existe verdade. Tudo o mais so palavras de comando, como as das linguagens de programao.

    10 - A depresso uma virtude menosprezada, sendo que ela o primeiro sintoma de dissociao poltica e um passo to importan-te quanto o do parto. A liberdade passa primeiro pelo tempo-morto, ou seja, no o tempo em que no temos nada para fazer, ou aquele das frias, mas o tempo que nos revelou que no h nada para fazer, evocando uma actividade to poderosa que o tempo no a contenha nem a limite.

    11 Na sociedade do trabalho, dos desempregados, a Lira Insubmissa termina este fragmento (mas j se preparando para o prximo) com uma proposta em vigor: greve geral dos artistas a nvel nacional, de um de Junho de 2011 a um de Junho de 2013. Mediante a ausncia de arte, a presena da realidade.

  • 10 Muro

    Cada vez que apareces como se o sol entrasse dentro de