sala 2009 mimetismo no jardim

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  • TTULO DO PROGRAMA

    Mimetismo no Jardim Srie: O Mundo Secreto dos Jardins

    SINOPSE DO PROGRAMA

    Este episdio da srie O Mundo Secreto dos Jardins mostra os esquemas que insetos e animais utilizam para confundir seus inimigos ou suas presas. Camuflagens, disfarces e odores so utilizados para a defesa e tambm para o ataque. No trabalho interdisciplinar, as professoras sugerem que os alunos realizem uma exposio digital-interativa, onde mostraro os conceitos ticos, evolutivos e genticos envolvidos nos processos mimticos.

    CONSULTORES

    Marisa Almeida Cavalcante FSICA Maria Cristina de Araripe Sucupira BIOLOGIA Maria Elice Brzezinski Prestes BIOLOGIA

    TTULO DO PROJETO

    Exposio digital-interativa: Mimetismo e iluses

  • MATERIAL NECESSRIO PARA REALIZAO DA ATIVIDADE:

    Computador com acesso Internet. Softwares: Power point, flash ou dreamweaver (opcionais). Tinta para pintar pele, pincel, gua, sabo, esponja e lcool. Materiais para kit de seleo natural: 24 contas coloridas (8 de cada cor), um saquinho no

    transparente, um pedao de madeira (ou isopor) de cerca de 50cmX5cmX2cm, furadeira, 24 pedaos (4cm) de palitos de churrasco, 40 joaninhas (botes em forma de joaninha), sendo 10 verdes, 10 vermelhas, 10 amarelas e 10 de cor laranja, um roteiro de atividades e 2 tabelas impressas.

    Materiais para experimentos de iluso tica: Pedaos de cano de gua de PVC, rolims, pedaos de placa de Eucatex perfurada, transformador 110-220 V para 3 V, led bicolor, motor eltrico de baixa potncia (removido de brinquedo), fita adesiva, CDs (para suporte), figuras impressas, espelhos cncavos para iluso tica ou holograma 3-D.

    PRINCIPAIS CONCEITOS QUE SERO TRABALHADOS EM CADA DISCIPLINA

    FSICA Viso 3D; Difrao e interferncia; Iluso tica. BIOLOGIA Ecologia Dinmica das populaes biolgicas. Relaes ecolgicas entre seres vivos. BIOLOGIA Evoluo Genes, alelos mltiplos. Dominncia e dominncia incompleta. Homozigose e heterozigose. Gentipo e fentipo. Seleo natural.

  • DESCRIO DA ATIVIDADE

    FSICA Etapas e atividades na disciplina de Fsica que sero desenvolvidas

    Mimetismo:

    Mimetismo no dicionrio Michaeles [1]: 1 Capacidade que tm certos animais e plantas de adaptar-se cor do ambiente ou de outros seres ou objetos, para passarem despercebidos de seus inimigos

    ou vtimas. 2 Mania de imitao. 3 Disfarce. Podemos, portanto, considerar o mimetismo como um ato de enganar o observador.

    Em Fsica temos vrios exemplos que podem ser considerados enganos ou iluses, e esta uma

    excelente oportunidade para o professor de Fsica levar para a sala de aula diferentes exemplos em

    que a iluso est presente.

    Quem nunca se deparou com imagens como as que seguem abaixo:

    Fig.01: Piscam os pontinhos?

  • Fig.02: Tudo est se movendo?

  • Fig.03: E aqui, existe movimento?

  • Observe a foto abaixo

    Fig.04

    Agora veja esta mesma foto em outra perspectiva

    Fig.05

  • Estas pinturas foram realizadas por Julian Beever e produzem um efeito 3D quando fotografadas em uma determinada perspectiva.

    Veja no link http://oticageometricapucsp.blogspot.com/search/label/Julian%20Beever uma exibio

    das vrias pinturas de Julian Beever. Neste mesmo link voc poder ver todo o processo de produo

    deste incrvel artista.

    Reteno de imagem

    Outro exemplo interessante est relacionado reteno de imagem pelo nosso crebro. Quando

    fixamos o nosso olhar em uma determinada imagem repetitiva em movimento e rapidamente

    direcionamos nossa viso para um objeto, nosso crebro continua com a informao do movimento,

    levando alguns segundos at que a nova situao seja processada.

    Para que voc possa observar este efeito clique no link abaixo e siga as orientaes disponveis no

    blog:

    http://oticageometricapucsp.blogspot.com/2009/02/ilusao-de-optica-olhe-para-o-centro-dos.html

    Fig.06: Reteno de imagem clique no link e siga as orientaes.

    http://oticageometricapucsp.blogspot.com/2009/02/ilusao-de-optica-olhe-para-o-centro-dos.html

  • Dispositivo Experimental Algumas escolas ainda no dispem de mquinas conectadas a redes e o aplicativo acima no

    poder ser visualizado. Por esta razo vou fornecer abaixo uma montagem real de modo a que se

    possa observar o efeito de reteno de imagem.

    O professor poder escolher entre uma montagem que utiliza um motor eltrico ou uma montagem

    mecnica. Para os dois casos as imagens possveis de ser utilizadas podem ser obtidas no link

    abaixo e devem ser impressas. Estas imagens devem ter o tamanho aproximado de um CD.

    Montagem Mecnica

    O vdeo que ilustra a montagem do sistema mecnico pode ser visualizado no endereo abaixo:

    http://oticageometricapucsp.blogspot.com/search/label/reteno de imagem

    Fig.07: Figuras para observar o atraso de resposta cerebral. Ao girar as imagens, na transio preta

    para branco, o crebro cria cores intermedirias, como por exemplo, azul e marrom.

  • BIOLOGIA Ecologia Etapas e Atividades na disciplina de Biologia - Ecologia que sero desenvolvidas

    As comunidades biolgicas so frutos diretos, mas no nicos, de uma interao entre as populaes. A sobrevivncia e a reproduo determinam as taxas de crescimento populacional e o ajustamento evolutivo de indivduos dentro das populaes, e dependem de quo bem o indivduo lida, tanto com os fatores biolgicos, quanto com os fatores fsicos do meio ambiente. Para se reproduzirem, os indivduos devem obter recursos suficientes para defender territrios, atrair parceiros, produzir ovos e acumularem descendentes. Para sobreviver, eles devem tolerar o estresse fsico do ambiente, evitar a deteco e captura pelos predadores e a infeco pelos organismos patognicos.

    As plantas e os animais utilizam diversas estruturas e comportamentos para obter comida e evitar que sejam comidos ou parasitados. De fato, essa diversidade uma das mais marcantes caractersticas da vida. Cada tipo de organismo tem seu lugar prprio na natureza. Muito dessa diversidade resultou da seleo natural, agindo nos caminhos atravs dos quais os vegetais e os animais procuram recursos e escapam da predao. Assim, por exemplo, a marca nas asas que fazem com que a mariposa se confunda com o fundo de seus locais de repouso durante o dia, as capacita a escapar de serem notadas pela maioria dos predadores. Por suas persistentes cores e fragrncias, as flores chamam a ateno para si e atraem os insetos e pssaros que carregam o plen de uma flor para outra, efetuando a fertilizao.

    Os agentes cuja influncia tem formado essas adaptaes so biolgicos, e seus efeitos diferem daqueles dos fatores fsicos de duas maneiras. Primeiro, os fatores biolgicos trazem tona atributos interativos: o predador forma a adaptao de sua presa para a fuga, mas a sua prpria adaptao para a perseguio e captura formada, exatamente como se esperaria, pela presa. Segundo, os fatores biolgicos tendem a diversificar as adaptaes mais do que promover similaridade. Em resposta ao estresse fsico do ambiente, muitos tipos de organismos chegam a solues semelhantes. Deste modo, a maioria das plantas do deserto reduziu ou dividiu finamente as folhas para minimizar o estresse por calor e a perda de gua. Mas, em resposta aos fatores biolgicos em seus ambientes, cada organismo se especializa, perseguindo um sortimento diferenciado de presas, esforando-se para evitar um conjunto de predadores e organismos patolgicos e engajam-se em arranjos cooperativos com um nico conjunto de polinizadores, dispersores de sementes, ou microorganismos intestinais.

    Tipos de interao entre espcies

    As relaes entre as espcies recaem em trs grandes categorias, definidas pelo efeito de interao em cada um dos grupos. Elas esto resumidas no quadro 1.

  • Quadro 1. Categorias de relacionamento entre espcies Efeito da interao

    Tipo de interao Espcie 1 Espcie 2 Competio Negativo (-) Negativo (-) Consumidor-recurso Positivo (+) p/ o consumidor Negativo (-) p/ o recurso Mutualismo Positivo (+) Positivo (+)

    A interao consumidor-recurso determina a mais fundamental das interaes na natureza, porque todos os seres vivos devem comer, e a maioria dos organismos arriscam-se a ser comida. As relaes predador-presa, herbvoro-planta e parasita-hospedeiro so casos especiais de relaes consumidor-recurso, que organizam as comunidades biolgicas numa srie de cadeias de consumidores. Em todas as interaes do tipo consumidor-recurso, h uma dinmica de regulao das populaes: por um lado, o consumidor se beneficia e sua populao pode aumentar, por outro lado, os recursos sofrem, tanto no nvel individual como no populacional. Ou seja, enquanto a energia e os nutrientes movem-se na cadeia alimentar para cima, os mecanismos de controle populacional e a seleo natural exercem sua influncia em ambas as direes.

    O mutualismo e a competio assemelham-se um ao outro somente pelo fato de que os efeitos de populaes que interagem so mais ou menos recprocos. Os mutualistas se beneficiam uns aos outros. O fungo do micorrizo extrai do solo nutrientes inorgnicos que a planta pode usar, e a planta supre o fungo com carboidratos para a energia do metabolismo; a flor proporciona abelha suprimento de nctar, e a abelha carrega o plen entre as plantas, executando a fertilizao. Na maioria dos casos, cada membro da associao mutualista especializado para executar uma funo complementar com o outro. Nos lquens, uma alga fotossinttica se junta a um fungo que pode obter nutrientes de substratos difceis, tais como cascas de rvores ou superfcies rochosas. Tais associaes ntimas, nas quais os membros formam uma entidade distinta, so denominadas simbioses (mutualismo, protocooperao e comensalismo), ou literalmente, "viver junto"