Relatório emile durkheim

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<ul><li> 1. TAMIRES GREGRIO MENESESVICTOR SAID DOS SANTOS SOUSAVICTRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALEMILE DURKHEIM: AS DUAS FACES DA MOEDAO HOMEM E O SOCIOLOGO Salvador 2012</li></ul><p> 2. TAMIRES GREGRIO MENESESVICTOR SAID DOS SANTOS SOUSA VICTRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALEMILE DURKHEIM: OS DOIS LADOS DA MOEDAO HOMEM E O SOCIOLOGORelatrio de Pesquisa solicitado como objeto deavaliao parcial da I Unidade pela professora ElianeNavarro da Disciplina de Sociologia no InstitutoFederal de Educao, Cincias e Tecnologia daBahia, Coordenao de Automao e ControleIndustrial. Sob orientao da professora ElianeNavarro.Salvador2012 3. TAMIRES GREGRIO MENESESVICTOR SAID DOS SANTOS SOUSAVICTRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALRelatrio de Pesquisa solicitado como objeto de avaliao parcial da I Unidade pelaprofessora Eliane Navarro da Disciplina de Sociologia no Instituto Federal deEducao, Cincias e Tecnologia da Bahia, Coordenao de Automao e ControleIndustrial. Sob orientao da professora Eliane Navarro.Comprovante de Veracidade e ParticipaoEliane Navarro Orientadora_____________________Estudante____________________________________Estudante____________________________________Estudante____________________________________ 4. Pois bem, verdade que estou a devanear sob este impuro mundo. Mas nada meimpede de prosseguir em minha jornada caminho a fora. um fato indiscutvel queexisto para tentar ser feliz, mas isso nada me impede de tentar buscar umaalternativa distinta para minha Jornada. Mas no fim sei que tudo que posso fazer to pouco, mas ainda assim insistirei at o ultimo momento, devaneante, eu sei.Mas nada posso fazer esta minha natureza, pois que para concluir valho-me deduas breves citaes, uma de Henry David Thoreau e outra, seguinte, do meuidolatrado, Doutor Gregory House. So elas: Nunca Tarde Para Abrirmos Mo dosNossos Preconceitos e Existem 3 opes nessa vida: ser bom em algo, ficar bomou desistir.Victor Said 5. RESUMOEsta obra expe a vida de David Emile Durkheim, o pai da sociologia, assim comoefetua um estudo de cada uma de suas obras, metodologia, teorias, importncia,influncia e o contexto histrico o qual vivia, tambm mostrando a influncia destepara a vida e obra de Durkheim. Sua histria influncia diretamente em suasprincipais obras e so elas que iro caracteriz-lo como o pai da sociologia, aomenos, um deles. A obra focada neste relatrio O Suicdio, esta obra expe ascaractersticas e circunstancias que ocorre um suicdio. Tal obra baseia-semetodologicamente em As Regras do Mtodo Sociolgico, primeira obra queexplica como deve-se efetuar um estudo sociolgico. Sendo que este relatrio,orientado pela professora Eliane Navarro, baseia-se nas normas da ABNT(Associao Brasileira de Normas Tcnicas), sendo objeto de avaliao parcial da 1unidade no Instituto Federal de Educao, Cincias e Tecnologia da Bahia,Coordenao de Automao e Controle Industrial.Palavras Chave: Durkheim, O Suicdio, metodologia e sociologia. 6. Lista de IlustraesFigura 1 Emile Durkheim08Figura 2 Da Diviso do Trabalho Social 15Figura 3 As Regras do Mtodo Sociolgico 17Figura 4 As Formas Elementares de Vida Religiosa 19Figura 5 A Estrutura da Sociedade para Durkheim21Figura 6 O Suicdio23 7. SUMRIO1. INTRODUO 072. A VIDA EMILE DURKHEIM082.1. CONTEXTO HISTRICO 093. AS PRINCIPAIS TEORIAS E A METOLOGIA134. PRINCIPAIS OBRAS 154.1. DA DIVISO SOCIAL DO TRABALHO154.2. AS REGRAS DO MTODO SOCIOLGICO174.3. AS FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA185. A SOCIEDADE PARA DURKHEIM206. INFLUNCIA E IMPORTNCIA DE DURKHEIM 227. O SUICDIO 237.1. LIVRO I237.2. LIVRO II 277.2.1. Captulo dois - O suicdio egosta 287.2.2. Captulo trs - O suicdio egosta (continuao) 297.2.3. Captulo quatro - O suicdio altrusta 317.2.4. Captulo cinco O suicdio anmico337.2.4.1. Formas individuais dos diferentes tipos de suicdios 347.3. LIVRO III357.3.1. Capitulo um - O elemento social do suicdio357.3.2. Capitulo dois - Relaes do suicdio com outros fenmenos sociais 367.3.3. Capitulo trs - Concluses prticas378. CONSIDERAES FINAIS 38REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS39ANEXOS41 8. 71. INTRODUOO presente relatrio solicitado pela professora Eliane Navarro da disciplina deSociologia docente no Instituto Federal de Educao, Cincias e Tecnologia daBahia IFBA, Coordenao de Automao e Controle Industrial. Trs como principalobjetivo a inseminao dos trabalhos tcnicos baseados na norma da ABNT(associao Brasileira de Normas Tcnicas) aos estudantes do 2 ano do curso deautomao e controle industrial. Assim como uma melhor compreenso do temaabordado, Emile Durkheim: Vida e Obra. Este relatrio baseia-se no mtodo da reviso bibliogrfica e tem comoprofessora Orientadora a professora Eliane Navarro. Para a elaborao da pesquisabibliogrfica foi utilizado os mais diversos tipos de fontes. Desde livros a apostilas,slides, artigos cientficos, resumos e as prprias obras do autor. Este relatrio ainda busca dar continuidade s prticas e exerccio dasnormas tcnicas regidas pela ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas)que estaro presentes ao longo do curso e de suas futuras profisses. Visandoexercitar e analisar os conhecimentos dos estudantes at aqui obtidos. 9. 82. A VIDA EMILE DURKHEIMDavid Emile Durkeim, figura 1, nasceu em Epinal, Noroeste da Frana noDepartamento de Voges, entre a Alscia e a Lorena, no dia 15 de Abril de 1858.Durkheim vinha de famlia humilde e judia, seu pai era rabino e devido a issorecebeu educao e formao religiosa voltadas para o judasmo, frequentou aescola rabina durante determinado tempo, porm aps uma viagem a Paris, em1877, proclamou-se agnstico (pessoa que acredita na incapacidade humana decompreender a Deus e comprovao da existncia dEle ou em qualquer divindade.Um agnstico pode acreditar em Deus ou no). Apesar de no tornar-se rabino, oshbitos da cultura judia mantiveram-se firmes, Emile era devoto ao trabalho,disciplinado e fiel ao que fazia (ensinamentos primordiais para tornar-se rabino).Figura 1 Emile DurkheimFonte: www.directoriodeartigos.com 10. 9 2.1. CONTEXTO HISTRICONaadolescncia, o jovem David mile presenciouuma srie deacontecimentos que marcaram decisivamente todos os franceses em geral e a eleprprio em particular: a 1 de setembro de 1870, a derrota de Sedan; a 28 de janeirode 1871, a capitulao diante das tropas alems; de 18 de maro a 28 de maio, ainsurreio da Comuna de Paris; a 4 de setembro, a proclamao da que ficouconhecida como III Repblica, com a formao do governo provisrio de Thiers at avotao da Constituio de 1875 e a eleio do seu primeiro presidente (Mac-Mahon). Thiers fora encarregado tanto de assinar o tratado de Frankfurt como dereprimir os communards, at liquidao dos ltimos remanescentes no "muro dosfederados". Por outro lado, a vida de David mile foi marcada pela disputa franco-alem: em 1871, com a perda de uma parte da Lorena, sua terra natal tornou-seuma cidade fronteiria; com o advento da Primeira Guerra Mundial, ele viu partirpara o f front numerosos discpulos seus, alguns dos quais no regressaram,inclusive seu filho Andrs, que parecia destinado a seguir a carreira paterna.No entretempo, Durkheim assistiu e participou de acontecimentos marcantese que se refletem diretamente nas suas obras, ou pelo menos nas suas aulas. Oambiente por vezes assinalado como sendo o vazio moral da III Repblica,marcado seja pelas conseqncias diretas da derrota francesa e das dvidashumilhantes da guerra, seja por uma srie de medidas de ordem poltica, dentre asquais duas merecem destaque especial, pelo rompimento com as tradies que elasrepresentam. A primeira e a chamada lei Naquet, que instituiu o divrcio na Franaaps acirrados debates parlamentares, que se prolongaram de 1882 a 84. Asegunda representada pela instruo laica, questo levantada na Assemblia em1879, por Jules Ferry, encarregado de implantar o novo sistema, como Ministro daInstruo Pblica, em 1882. Foi quando a escola se tornou gratuita para todos,obrigatria dos 6 aos 13 anos, alm de ficar proibido formalmente o ensino dareligio. O vazio correspondente ausncia do ensino de religio na escola pblicatenta-se preencher com uma pregao patritica representada pela que ficouconhecida como instruo moral e cvica. 11. 10Ao mesmo tempo que essas questes polticas e sociais balizavam o seutempo, uma outra questo de natureza econmica e social no deixava deapresentar continuadas repercusses polticas e o que se denominava questosocial, ou seja, as disputas e conflitos decorrentes da oposio entre o capital e otrabalho, vale dizer, entre patro e empregado, entre burguesia e proletariado. Ummarco dessa questo foi a criao, em 1895, da Confdration Gnrale du Travail(CGT). A bipolarizao social preocupava profundamente tanto a polticos como aintelectuais da poca, e sua intervenincia no quadro poltico e social do chamadotournant du sicle no deixava de ser perturbadora.Com efeito, apesar dos traumas polticos e sociais que assinalam o incio daIII Repblica, o final do sculo XIX e comeo do sculo XX correspondem a umacerta sensao de euforia, de progresso e de esperana no futuro. Se bem que osxitos econmicos no fossem de tal ordem que. pudessem fazer esquecer asucesso de crises (1900-01, 1907, 1912-13) e os problemas colocados pelaconcentrao, registrava-se uma srie de inovaes tecnolgicas que provocavamrepercusses imediatas no campo econmico. a era do ao e da eletricidade quese inaugura, junto com o incio do aproveitamento do petrleo como fonte de energiaao lado da eletricidade que se notabiliza por ser uma energia limpa, em contrastecom a negritude do carvo, cuja era declinava e que, ao lado da telegrafia, marcamo incio do que se convencionou chamar de segunda revoluo industrial, qualseja, a do motor de combusto interna e do dnamo.Alm dessas invenes, outras se sucediam. Embora menos importantes,eram sem dvida mais espetaculares, como o avio, o submarino, o cinema, oautomvel, alm das rotativas e do linotipo que tornaram as indstrias do jornal e dolivro capazes de produes baratas e de atingir um pblico cada vez maior. Tudoisso refletia um avano da cincia, marcada pelo advento da teoria dos quanta, darelatividade, da radioatividade, da teoria atmica, alm do progresso em outrossetores mais diretamente voltados aplicao, como a das ondas hertzianas, dasvitaminas, do bacilo de Koch, das vacinas de Pasteur etc.No pois de se admirar que vigorasse um estilo de vida belle poque, com aExposio Universal. comemorativa do centenrio da revoluo, seguida daexposio de Paris, simultnea com a inaugurao domtro em 1900. O ltimo 12. 11quartel do sculo fora marcado, alm da renovao da literatura, do teatro e damsica, pelo advento do impressionismo, que tirou a arte pictrica dos ambientesfechados, dos grandes acontecimentos e das grandes personalidades damonumentalidade, enfim para se voltar aos grandes espaos abertos, para as cenase os homens comuns para o cotidiano.Porque este homem comum que se v diante dos grandes problemasrepresentados pelo pauperismo, pelo desemprego, pelos grandes fluxos migratrios.Ele objeto de preocupao do movimento operrio, que inaugura, com a fundaoda CGT no Congresso de Limoges, uma nova era do sindicalismo, que usa a grevecomo instrumento de reivindicao econmica e no mais exclusivamente poltica. certo que algumas conquistas se sucedem, com os primeiros passos do segurosocial e da legislao trabalhista, sobretudo na Alemanha de Bismarck.Mas se objetivam tambm medidas tendentes a aumentar a produtividade dotrabalho, como o taylorismo (1912). Tambm a Igreja se volta para o problema,com a encclica Rerum Novarum (1891), de Leo XIII, que difunde a idia de que oproletariado poderia deixar de ser revolucionrio na medida em que se tornasseproprietrio. a chamada desproletarizao que se objetiva, tentada atravs dealgumas "solues milagrosas", tais como o cooperativismo, corporativismo,,participao nos lucros etc. Pretende-se, por vrias maneiras, contornar a questosocial e eliminar a luta de classes, espantalhos do industrialismo.Enfim, estamos diante do esprito moderno. Na cole Normale Suprieure, ojovem David mile tivera oportunidade de assistir s aulas de Boutroux, que assinalaos principais traos caractersticos dessa poca: progresso da cincia (no maiscontemplativa, mas agora transformadora da realidade), progresso da democracia(resultante do voto secreto e da crescente participao popular nos negciospblicos), alm da generalizao e extraordinrio progresso da instruo e do bem-estar. Como corolrio desses traos, o mestre neokantiano ressalta as correntes deidias derivadas, cuja difuso viria encontrar eco na obra de Durkheim: aspira-se constituio de uma moral realmente cientfica (o progresso moral equiparando-seao progresso cientfico); a moral viria a ser considerada como um setor da cinciadas condies das sociedades humanas (a moral ela prpria um fato social) ; amoral se confunde enfim com civilizao o povo mais civilizado o que tem mais 13. 12direitos e o progresso moral consiste no domnio crescente dos povos cuja culturaseja a mais avanada. No pois de se admirar que essa poca viesse tambm a assistir a umanova vaga de colonialismo, no mais o colonialismo da caravela ou do barco avapor, mas agora o colonialismo do navio a diesel, da locomotiva, do aeroplano, doautomvel e de toda a tecnologia implcita e eficiente, alm das novasmanifestaes morais e culturais. Enfim, Durkheim foi um homem que assistiu aoadvento e expanso do neocapitalismo, ou do capitalismo monopolista. Ele noresistiu aos novos e marcantes acontecimentos polticos representados pelaPrimeira Guerra Mundial, com o aparecimento simultneo tanto do socialismo naRssia como da nova roupagem do neocapitalismo, representada pelo WelfareState. Tamanhas influncias levaram Durkheim, em 1879, a optar pelo curso deFilosofia na Escola Normal Superior de Paris. Aps sua formao em 1882 comoAgrg Philosophie, ainda neste ano Durkheim participa de concursos para docenteem filosofia e aprovado como professor em Sens e Saint-Quentin. Aps trs anosde docncia Durkheim parte para a Alemanha onde estuda cincias sociais e lpermanece mais um ano. Em 1893 defende sua Tese de Doutorado: Da diviso doTrabalho Social. Que so seguidas de: As Regras do mtodo sociolgico, em 1895;O suicdio, em 1897 e por fim, Formas Elementares da Vida Religiosa. Em 1915perde eu filho na 1 Guerra Mundial, morrendo dois anos depois, em 1917. 14. 133. AS PRINCIPAIS TEORIAS E A METOLOGIADurkheim possua vrias teorias, mas utilizava uma em especial quefundamentou os objetivos dos seus principais livros: Da Diviso do Trabalho Social,As Regras do Mtodo Sociolgico, O Suicdio e As Formas Elementares de VidaReligiosa. Tal teoria seria denominada por Durkheim como Fatos Sociais. Essateoria surge a partir de uma afirmao feita por ele, que dizia um seguinte: Os fatossociais devem ser tratados como coisas.A partir de tal afirmao Durkheim fundamenta o que viria a ser a formulaoda sociedade que este tanto idealizava. Nesta sociedade havia a questo do normale do patolgico. Tambm se tinha a questo da definio do fato social e atravs damesma obteve suas caractersticas e as regras que possibilitariam um...</p>