proposta - soluções para particulares - banco santander ... · 53 proposta de aplicação de...

Click here to load reader

Post on 09-Nov-2018

223 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Banco Santander Totta, SA 1

    RELATRELATRELATRELATRIO RIO RIO RIO ANUALANUALANUALANUAL

    BANCO BANCO BANCO BANCO SANTANDER TOTTA, SANTANDER TOTTA, SANTANDER TOTTA, SANTANDER TOTTA, SASASASA

    2013

    Proposta

  • Banco Santander Totta, SA 2

    3 Principais Indicadores

    4 rgos Sociais

    6 Factos relevantes e prmios obtidos em 2013

    8 Informao Corporativa

    9 Responsabilidade Social Corporativa

    16 Enquadramento da Actividade

    25 reas de Negcio

    32 reas de Suporte ao Negcio

    37 Informao Econmica e Financeira

    46 Gesto de Risco

    53 Proposta de Aplicao de Resultados

    54 Informao Complementar e Anexos

    63 Governo Societrio

    86 Demonstraes Financeiras Consolidadas

    92 Notas s Demonstraes Financeiras Consolidadas

    236 Relatrios e Pareceres Consolidados

    242 Demonstraes Financeiras Individuais

    248 Notas s Demonstraes Financeiras Individuais

    373 Relatrios e Pareceres Individuais

    Relatrio Anual de 2013 NDICENDICENDICENDICE

  • Banco Santander Totta, SA 3

    BALANO E RESULTADOSBALANO E RESULTADOSBALANO E RESULTADOSBALANO E RESULTADOS (milhes de euros) dez-13dez-13dez-13dez-13 dez-12dez-12dez-12dez-12 %%%%

    Activo Lquido 38.811 38.811 38.811 38.811 38.527 +0,7%

    Crdito Lquido 26.108 26.108 26.108 26.108 26.980 -3,2%

    Recursos de Clientes 26.436 26.436 26.436 26.436 28.105 -5,9%

    Capital Prprio e Passivos Subordinados 2.735 2.735 2.735 2.735 2.329 +17,4%

    Margem Financeira Estrita 507,3 507,3 507,3 507,3 541,5 -6,3%

    Comisses Lquidas e Outros Res.Atividade Bancria 281,1 281,1 281,1 281,1 318,0 -11,6%

    Produto Bancrio 821,0 821,0 821,0 821,0 987,1 -16,8%

    Resultado de Explorao 354,5 354,5 354,5 354,5 528,1 -32,9%

    Resultado Antes de Impostos e I.M. 124,6 124,6 124,6 124,6 73,4 +69,9%

    Resultado Lquido 89,2 89,2 89,2 89,2 88,1 +1,2%

    RCIOSRCIOSRCIOSRCIOS dez-13dez-13dez-13dez-13 dez-12dez-12dez-12dez-12 %%%%

    ROE 5,1%5,1%5,1%5,1% 6,4% -1,3 p.p.

    ROA 0,2%0,2%0,2%0,2% 0,2% +0,0 p.p.

    Rcio de Eficincia 56,8%56,8%56,8%56,8% 46,5% +10,3 p.p.

    Rcio de Adequao de Fundos Prprios Base (Tier I) * 14,2%14,2%14,2%14,2% 11,4% +2,8 p.p.

    Core Capital * 12,4%12,4%12,4%12,4% 9,9% +2,5 p.p.

    Crdito com Incumprimento / Crdito Total 3,8%3,8%3,8%3,8% 3,5% +0,3 p.p.

    Crdito em Risco / Crdito Total 5,9%5,9%5,9%5,9% 4,3% +1,5 p.p.

    Crdito Reestruturado / Crdito Total 8,7%8,7%8,7%8,7%

    Crdito Reestruturado no includo no Crdito em Risco / Crdito Total 5,4%5,4%5,4%5,4%

    Cobertura de Crdito com Incumprimento 104,7%104,7%104,7%104,7% 97,4% +7,3 p.p.

    Cobertura de Crdito em Risco 67,7%67,7%67,7%67,7% 79,7% -12,0 p.p.

    Rcio de Transformao** 125,3%125,3%125,3%125,3% 126,6% -1,3 p.p.

    NOTAES DE RATINGNOTAES DE RATINGNOTAES DE RATINGNOTAES DE RATING dez-13dez-13dez-13dez-13 dez-12dez-12dez-12dez-12 %%%%

    FitchRatings

    curto prazo F3F3F3F3 F3

    longo prazo BBB-BBB-BBB-BBB- BBB-

    Moodys

    curto prazo NPNPNPNP NP

    longo prazo Ba1Ba1Ba1Ba1 Ba1

    Standard & Poors

    curto prazo BBBB B

    longo prazo BBBBBBBB BB

    DBRS

    curto prazo R-1LR-1LR-1LR-1L R-1L

    longo prazo BBBHBBBHBBBHBBBH BBBH

    OUTROS DADOSOUTROS DADOSOUTROS DADOSOUTROS DADOS dez-13dez-13dez-13dez-13 dez-12dez-12dez-12dez-12

    Colaboradores 5.5725.5725.5725.572 5.663 -91

    Colaboradores em Portugal 5.5235.5235.5235.523 5.613 -90

    Pontos de Atendimento 640640640640 667 -27

    Total de Agncias e Centros Empresa em Portugal 625625625625 652 -27

    * Com resultado lquido de dividendos a distribuir ** Calculado de acordo com a definio do Memorando de Entendimento

    Relatrio Anual de 2013 PRINCIPAIS INDICADORESPRINCIPAIS INDICADORESPRINCIPAIS INDICADORESPRINCIPAIS INDICADORES

  • Banco Santander Totta, SA 4

    BANCO SANTANDER TOTTA, S.A.BANCO SANTANDER TOTTA, S.A.BANCO SANTANDER TOTTA, S.A.BANCO SANTANDER TOTTA, S.A.

    Mesa da Assembleia GeralMesa da Assembleia GeralMesa da Assembleia GeralMesa da Assembleia Geral

    Presidente Jos Manuel Galvo Teles Vice Presidente Antnio Maria Pinto Leite

    Secretrio Lus Manuel Baptista Figueiredo

    Conselho de AdministraoConselho de AdministraoConselho de AdministraoConselho de Administrao

    Presidente Antnio Basagoiti Garcia-Tun Vice-Presidente Antnio Jos Sacadura Vieira Monteiro

    Vogais Carlos Manuel Amaral de Pinho Joo Baptista Leite Jos Carlos Brito Stima Jos Urgel Moura Leite Maia Jos Manuel Alves Elias da Costa Lus Filipe Ferreira Bento dos Santos Manuel Antnio Amaral Franco Preto Pedro Aires Coruche Castro e Almeida

    Conselho FiscalConselho FiscalConselho FiscalConselho Fiscal

    Presidente Lus Manuel Moreira de Campos e Cunha Vogais Mazars & Associados, S.R.O.C.

    Ricardo Manuel Duarte Vidal Castro Suplente Pedro Manuel Alves Ferreira Guerra

    Revisor Oficial de ContasRevisor Oficial de ContasRevisor Oficial de ContasRevisor Oficial de Contas

    Deloitte & Associados, S.R.O.C., S.A.

    Comisso ExecutivaComisso ExecutivaComisso ExecutivaComisso Executiva

    Presidente Antnio Jos Sacadura Vieira Monteiro Vogais Joo Baptista Leite

    Jos Carlos Brito Stima Jos Manuel Alves Elias da Costa Jos Urgel Moura Leite Maia Lus Filipe Ferreira Bento dos Santos Manuel Antnio Amaral Franco Preto Pedro Aires Coruche Castro e Almeida

    Secretrio da SociedadeSecretrio da SociedadeSecretrio da SociedadeSecretrio da Sociedade

    Efectivo Lus Manuel Baptista Figueiredo

    Suplente Raquel Joo Branquinho Nunes Garcia Nota: Eduardo Jos Stock da Cunha renunciou ao cargo de Administrador em 11/10/13

    Relatrio Anual de 2013 RGOS SOCIAISRGOS SOCIAISRGOS SOCIAISRGOS SOCIAIS

  • Banco Santander Totta, SA 5

    Organigrama Funcional da Comisso ExecutivaOrganigrama Funcional da Comisso ExecutivaOrganigrama Funcional da Comisso ExecutivaOrganigrama Funcional da Comisso Executiva

    (1) Na rea de Inteligncia Comercial, o Presidente coadjuvado pelo Dr. Manuel Preto

    (2) A gesto da rea de Contabilidade e Controlo de Gesto assegurada pelo Dr. Igncio Centenera, Director Agregado Comisso Executiva

    (3) A gesto da rea de Recursos Humanos, Organizao e Custos assegurada pelo Dr. Nuno Frias Costa, Director Agregado Comisso Executiva

    Presidente

    Riscos, Auditoria, Inteligncia Comercial(1), Contabilidade e Controlo de Gesto(2), Recursos Humanos, Organizao e Custos(3), Banco Caixa

    Geral Totta de Angola

    Antnio Vieira Monteiro

    Comunicao, Marketing Corporativo, Estudos, Accionistas, Universidades,

    Qualidade e Public Policy

    Lus Bento dos Santos

    Rede de Particulares e Negcios, Private,

    Promotores e Mediadores e Internacional

    Jos Leite Maia

    rea Jurdica, Preveno de Branqueamento de Capitais, Compliance, Inspeco,

    Secretaria Geral, Recuperaes e Desinvestimento

    Jos Carlos Stima

    Rede de Empresas,

    Fomento Construo,

    Institucionais, Crdito Especializado e Banca

    Global e Mercados

    Pedro Castro e Almeida

    Tecnologia e Operaes

    Joo Baptista Leite

    Financeira

    Manuel Preto

    Marketing, Produtos e Seguros

    Jos Elias da Costa

  • Banco Santander Totta, SA 6

    Prmios em 2013Prmios em 2013Prmios em 2013Prmios em 2013 Principais distines

    Outros reconhecimentos

    Outros factos relevantes em 2013Outros factos relevantes em 2013Outros factos relevantes em 2013Outros factos relevantes em 2013

    Janeiro Joo de Deus Ramos o vencedor do Prmio

    Universidade de Coimbra Fevereiro Lanamento do Prmio de Jornalismo Econmico

    2013 Santander Totta entre as Melhores Empresas para

    Trabalhar em Portugal Santander Totta como o melhor em Portugal Santander Totta assina compromisso para a igualdade

    de gnero Maro Prmio Universidade de Lisboa distingue Joo Lobo

    Antunes Santander Totta cria depsitos que do entrada para o

    Optimus Alive Santander Totta lana terminal de pagamento em

    multibanco que emite e gere facturas Investigao sobre cancro da mama recebe Prmio de

    Mrito Cientfico ST/NOVA Abril Santander Totta realiza 1 Leilo Internacional de

    Imveis Maio Santander Totta distingue estudantes de mobilidade

    na Universidade do Porto Santander Totta tem o Melhor Contact Center do

    Sector Banca Proximidade com colaboradores e clientes marcam

    Semana Santander s Tu Junho Relatrio de Sustentabilidade: Santander Totta

    intensifica apoio ao Ensino Superior Universidade Tcnica integra RedEmprendia Prmio Primus Inter Pares: Finalistas so estudantes de

    mestrado em Finanas Universidade de Coimbra patrimnio mundial da

    UNESCO, com patrocnio do Santander Totta

    Relatrio Anual de 2013 FACTOS RELEVANTES E PRMIOS OBTIDOS EM 2013FACTOS RELEVANTES E PRMIOS OBTIDOS EM 2013FACTOS RELEVANTES E PRMIOS OBTIDOS EM 2013FACTOS RELEVANTES E PRMIOS OBTIDOS EM 2013

    Banco do Ano em PortugalBanco do Ano em PortugalBanco do Ano em PortugalBanco do Ano em Portugal -The Banker

    Melhor Banco em PortugalMelhor Banco em PortugalMelhor Banco em PortugalMelhor Banco em Portugal - Euromoney

    Melhor Banco em PortugalMelhor Banco em PortugalMelhor Banco em PortugalMelhor Banco em Portugal ----Global Finance

    Grande Banco que Mais Cresceu Grande Banco que Mais Cresceu Grande Banco que Mais Cresceu Grande Banco que Mais Cresceu Exame

    Melhor Melhor Melhor Melhor Private BankingPrivate BankingPrivate BankingPrivate Banking - Euromoney

    Em seis categorias de servios: Privacidade e Segurana, Gama

    de Produtos e Servios, Servios de Family Office, Melhor Banco

    no segmento Super Affluent ($ 500.000- $1.000.000 Dlares) ,

    Melhor Banco no segmento High Net Worth I ($1.000.000 -

    $10.000.000 Dlares) e Melhor Banco no segmento High Net

    Worth II ($10.000.000 - $30.000.000 Dlares)

    Best Foreign Exchange ProviderBest Foreign Exchange ProviderBest Foreign Exchange ProviderBest Foreign Exchange Provider 2013 em Portugal - Global Finance

    Melhor Empresa para Trabalhar no sector Banca e Melhor Empresa para Trabalhar no sector Banca e Melhor Empresa para Trabalhar no sector Banca e Melhor Empresa para Trabalhar no sector Banca e Seguros Seguros Seguros Seguros ---- Accenture e Exame

    Prmio Igualdade QualPrmio Igualdade QualPrmio Igualdade QualPrmio Igualdade Qualiiiidadadadade de de de - CITE e CIG

    Melhor Contact Center do Sector BancaMelhor Contact Center do Sector BancaMelhor Contact Center do Sector BancaMelhor Contact Center do Sector Banca 2013 - APCC

    Melhor Contact Center Melhor Contact Center Melhor Contact Center Melhor Contact Center - IFE

    Na categoria Qualidade de Atendimento Telefnico Operaes

    com mais de 50 posies

  • Banco Santander Totta, SA 7

    Julho Santander Totta o Melhor Banco em Portugal,

    segundo a revista Euromoney Santander Totta oferece cabazes de produtos

    tradicionais a clientes no estrangeiro Estudante do ISCTE vence 10 Edio do Prmio

    Primus Inter Pares Setembro Portugal recebe 5 edio da Corrida Santander Outubro Santander Totta premiado pela Igualdade de Gnero

    no Trabalho BEI e Banco Santander Totta assinam acordo para

    apoiar as PME e as empresas de mdia capitalizao Global Finance elege Santander Totta como o Melhor

    Banco em Portugal Colaboradores do Banco ajudam a reflorestar o

    concelho de Cascais

    Novembro 1100 Universidades iro assistir ao III Encontro

    Internacional de Reitores Universia que decorrer no Rio de Janeiro

    Santander lana plataforma de negcio internacional para empresas

    Santander Totta aposta na retoma econmica com forte campanha publicitria dirigida s PMEs

    Dezembro Mais de 350 voluntrios do Santander Totta celebram

    a 10 Edio do Po de Todos, distribuindo po nas cidades de Lisboa e Porto

    Santander lana campanha Ajude-nos a multiplicar este po, no Facebook para ajudar a Associao Cais

    Prmio Casa da Amrica Latina/Santander Totta distingue doutorados portugueses e brasileiros

    Renovao do acordo de colaborao com a Universidade da Madeira

  • Banco Santander Totta, SA 8

    VISOVISOVISOVISO O Santander um grande grupo financeiro internacional, cujo principal negcio a banca comercial que satisfaz de modo integral as necessidades financeiras dos seus clientes e proporciona um elevado valor aos seus accionistas. Para o conseguir, conta com uma presena muito relevante em dez mercados principais, onde opera com filiais autnomas em capital e liquidez, s quais faculta polticas globais de negcio e capacidades corporativas de organizao e tecnologia. VALORESVALORESVALORESVALORES

    DinamismoDinamismoDinamismoDinamismo Tomamos a iniciativa, temos agilidade para descobrir e explorar as oportunidades de negcio antes dos nossos concorrentes, e somos flexveis para nos adaptarmos s mudanas de mercado

    SolidezSolidezSolidezSolidez A solidez do nosso balano e a prudncia na gesto do risco so as melhores garantias da nossa capacidade de crescimento e de gerao de valor para os nossos accionistas a longo prazo

    InovaoInovaoInovaoInovao Procuramos permanentemente produtos e servios que cubram as novas necessidades do cliente e nos permitam obter aumentos de rentabilidade superiores aos dos nossos concorrentes

    LideranaLideranaLideranaLiderana A nossa vocao a liderana em todos os mercados onde estamos presentes, contando com as melhores equipas humanas, e estando orientados para o cliente e para os resultados

    Qualidade de servio e Qualidade de servio e Qualidade de servio e Qualidade de servio e satisfao dos clientessatisfao dos clientessatisfao dos clientessatisfao dos clientes

    O cliente est no centro do modelo de negcio do Banco Santander, somos um banco para as suas ideias. Queremos compreender as suas necessidades, responder com solues inovadoras e construir relaes de confiana a longo prazo

    tica profissional e tica profissional e tica profissional e tica profissional e sustentabilidadesustentabilidadesustentabilidadesustentabilidade

    Para alm do estrito cumprimento das leis, cdigos de conduta e normas internas, todos os profissionais do Santander trabalham com a mxima transparncia e honestidade, integrando no desempenho da sua actividade o compromisso do Banco com o progresso econmico, social e ambiental das comunidades onde est presente

    INTEGRAO NUM GRUPO FINANCEIRO GLOBALINTEGRAO NUM GRUPO FINANCEIRO GLOBALINTEGRAO NUM GRUPO FINANCEIRO GLOBALINTEGRAO NUM GRUPO FINANCEIRO GLOBAL A diversificao geogrfica entre mercados maduros e mercados emergentes garantem a sustentabilidade do Banco Santander. O Santander o primeiro Banco da zona euro por capitalizao bolsista. Fundado em 1857, tem 1,24 mil milhes de fundos geridos, 103 milhes de clientes, 13.927 balces mais que qualquer outro banco internacional e 182.958 empregados, no final de 2013. o principal Grupo financeiro em Espanha e na Amrica Latina, com posies relevantes no Reino Unido, Portugal, Alemanha, Polnia e nordeste dos Estados Unidos da Amrica. O Santander obteve um resultado lquido de 4.370 milhes de euros em 2013, mais 90% que no ano anterior.

    Relatrio Anual de 2013 INFORMAO CORPORATIVAINFORMAO CORPORATIVAINFORMAO CORPORATIVAINFORMAO CORPORATIVA

  • Banco Santander Totta, SA 9

    Poltica de Responsabilidade Social Corporativa O Santander Totta desenvolve uma poltica de responsabilidade social, alinhada com a poltica do Grupo Santander, tendo como eixo principal o apoio ao ensino, promoo do conhecimento, mrito e empreendedorismo, especialmente no Ensino Superior, atravs dos acordos de colaborao que mantm com as Universidades e Politcnicos portugueses. O Banco mantm tambm uma actuao dinmica: (1) na rea de solidariedade social, atravs de apoios a vrios projectos sociais e da participao de colaboradores voluntrios em iniciativas de cariz social; (2) na rea ambiental, atravs da adopo e promoo de medidas de combate s alteraes climticas, de reduo de consumos e de desenvolvimento sustentvel; e (3) na rea cultural, atravs do apoio a iniciativas e mecenato cultural. A promoo da sade e bem-estar e do desporto so tambm reas importantes na poltica de responsabilidade social. Em 2013, o investimento total em Portugal em actividades directamente relacionadas com a responsabilidade social corporativa ascendeu a cerca de 5,5 milhes de euros, um ligeiro aumento em relao ao ano anterior. Universidades Actualmente, o Santander Totta tem 46 acordos de colaborao com Instituies do Ensino Superior em Portugal. Em 2013, o Banco continuou a estreitar as relaes com as Universidades e Politcnicos portugueses, com a consolidao das parcerias existentes e o incio de novos acordos de colaborao. Ao longo dos anos foram realizadas vrias iniciativas de entregas de prmios de mrito cientfico e acadmico, bolsas de estudo e mobilidade, que permitiram a mais de 200 estudantes, professores e investigadores terem uma experincia de mobilidade. Universidade de Coimbra reconhecida como Universidade de Coimbra reconhecida como Universidade de Coimbra reconhecida como Universidade de Coimbra reconhecida como

    Patrimnio Mundial da UNESCOPatrimnio Mundial da UNESCOPatrimnio Mundial da UNESCOPatrimnio Mundial da UNESCO O Santander Totta apoiou desde o nicio, em 2004, o projecto de candidatura da Universidade de Coimbra a Patrimnio Mundial da Humanidade, atravs do finaciamento do projecto. Patrocinou ainda o restauro da Torre da Universidade, principal smbolo da Instituio.

    Distino de estudantes de mobilidade na Distino de estudantes de mobilidade na Distino de estudantes de mobilidade na Distino de estudantes de mobilidade na

    Universidade do PortoUniversidade do PortoUniversidade do PortoUniversidade do Porto

    O Santander Totta homenageou os estudantes que participaram, este ano lectivo, no Programa de Mobilidade Internacional entre a Universidade do Porto (UP) e as Universidades Ibero-americanas. Ao todo, participaram no programa 90 estudantes portugueses e estrangeiros. Ao longo dos 6 anos do programa, foram mais de 500 estudantes, no mbito da UP, a participarem. Renovao do Protocolo com a Universidade do PortoRenovao do Protocolo com a Universidade do PortoRenovao do Protocolo com a Universidade do PortoRenovao do Protocolo com a Universidade do Porto

    O Santander Totta e a Universidade do Porto (UP) renovaram a parceria iniciada em 2008. Esta parceria teve como face mais visvel o lanamento do Carto UP, um carto que serve para identificar os mais de 30 mil membros da Universidade, bem como o apoio do Banco para a realizao da melhoria das suas instalaes, no incentivo ao empreendedorismo e investigao jovem e na promoo da mobilidade estudantil. Renovao do Protocolo com a Universidade da Renovao do Protocolo com a Universidade da Renovao do Protocolo com a Universidade da Renovao do Protocolo com a Universidade da

    MadeiraMadeiraMadeiraMadeira A Universidade da Madeira (UMa) e o Santander Totta assinaram a renovao ao seu convnio de cooperao. Esta parceria, que foi iniciada no ano de 2002, tem permitido e continuar a permitir a realizao de projectos cientficos, desportivos e acadmicos organizados pela Universidade da Madeira, nos prximos quatro anos, nomeadamente as actividades de ensino e investigao, podendo a UMa destinar os fundos para a

    Relatrio Anual de 2013 RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVARESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVARESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVARESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA

  • Banco Santander Totta, SA 10

    ctedra de Nanotecnologias e para a constituio de uma ctedra associada de Turismo.

    Renovao do Protocolo com a FCSHRenovao do Protocolo com a FCSHRenovao do Protocolo com a FCSHRenovao do Protocolo com a FCSH

    A Faculdade de Cincias Sociais e Humanas (FCSH) e o Santander Totta assinaram uma renovao ao seu convnio de cooperao, vlida durante cinco anos. Atravs desta renovao, o Banco continuar o seu apoio s iniciativas da Faculdade, como o Prmio Santander de Internacionalizao da Produo Cientfica da FCSH, os prmios aos melhores alunos ou o prmio de empreendedorismo. Paralelamente, iro alargar-se as funcionalidades associadas ao carto universitrio. Renovao do Protocolo com a Escola NavalRenovao do Protocolo com a Escola NavalRenovao do Protocolo com a Escola NavalRenovao do Protocolo com a Escola Naval

    O Banco Santander Totta renovou a sua parceria com a Escola Naval para o prximo trinio. Atravs desta parceria, o Banco refora o seu apoio Marinha em geral e Escola Naval em particular, sobretudo no apoio tecnolgico associado ao carto universitrio inteligente. Atravs deste protocolo fica tambm salvaguardado o apoio do Banco s Jornadas do Mar, um Colquio de Estudantes para Estudantes, bienal, que tem como objectivo dinamizar a comunidade universitria em torno dos saberes relacionados com o mar.

    Convnio com o ISMAIConvnio com o ISMAIConvnio com o ISMAIConvnio com o ISMAI

    O Santander Totta celebrou um convnio de parceria com o ISMAI (Instituto Superior da Maia). Atravs deste convnio o Banco ir apoiar iniciativas do ISMAI sobretudo no apoio investigao e realizao de congressos, na mobilidade internacional dos estudantes e a iniciativas de eventos na rea do desporto, bem como a emisso do TUI para todo o colectivo. Prmio de Mrito Cientfico Santander Prmio de Mrito Cientfico Santander Prmio de Mrito Cientfico Santander Prmio de Mrito Cientfico Santander

    Totta/Universidade Nova (6 Edio)Totta/Universidade Nova (6 Edio)Totta/Universidade Nova (6 Edio)Totta/Universidade Nova (6 Edio)

    O projecto Engenharia de anticorpos para tratamento de cancro de mama, liderado pela investigadora Paula Videira, da Faculdade de Cincias Mdicas da NOVA, foi o vencedor da 6 edio do Prmio de Mrito Cientfico Santander Totta/ Universidade NOVA de Lisboa. Com esta investigao, a equipa pretende desenvolver uma terapia inovadora, mais eficaz e com menor toxidade que as actuais solues teraputicas do cancro da mama. Prmio Universidade Lisboa/Santander Totta (7 Prmio Universidade Lisboa/Santander Totta (7 Prmio Universidade Lisboa/Santander Totta (7 Prmio Universidade Lisboa/Santander Totta (7

    edio)edio)edio)edio) O prmio tem um valor pecunirio de 25 mil euros e visa distinguir e premiar uma individualidade de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, a trabalhar em Portugal h pelo menos cinco anos, cujos trabalhos, de reconhecido mrito cientfico e/ou cultural, tenham contribudo de forma notvel para o progresso e o engrandecimento da cincia e/ou da cultura e para a projeco internacional do pas. O neurocirurgio Joo Lobo Antunes foi o distinguido nesta edio.

  • Banco Santander Totta, SA 11

    Prmio Universidade Coimbra/Santander TottaPrmio Universidade Coimbra/Santander TottaPrmio Universidade Coimbra/Santander TottaPrmio Universidade Coimbra/Santander Totta (10 (10 (10 (10 Edio)Edio)Edio)Edio)

    O antigo embaixador Joo de Deus Ramos foi o vencedor do Prmio Universidade de Coimbra 2013, um dos mais relevantes prmios nas reas da cincia e da cultura, no valor de 25 mil euros. Concurso de Ideias de Negcio da Universidade do Concurso de Ideias de Negcio da Universidade do Concurso de Ideias de Negcio da Universidade do Concurso de Ideias de Negcio da Universidade do

    PortPortPortPorto o o o ---- iUP25k iUP25k iUP25k iUP25k ---- (4 Edio)(4 Edio)(4 Edio)(4 Edio) Ao fim de quatro edies, o iUP25k j um dos mais importantes galardes nacionais ao nvel do incentivo ao empreendedorismo no contexto do Ensino Superior, que visa a inovao de projectos cientficos e tecnolgicos e que fomenta o empreendedorismo e a criao de novas empresas. Prmio de Empreendedorismo FCSH/NOVA Prmio de Empreendedorismo FCSH/NOVA Prmio de Empreendedorismo FCSH/NOVA Prmio de Empreendedorismo FCSH/NOVA ----

    Santander Totta Santander Totta Santander Totta Santander Totta Melhor Ideia de Negcio 2013 (2 Melhor Ideia de Negcio 2013 (2 Melhor Ideia de Negcio 2013 (2 Melhor Ideia de Negcio 2013 (2 Edio)Edio)Edio)Edio)

    O Prmio Empreendedorismo visa estimular o empreendedorismo inovador e promover a concepo de novas ideias de negcio em diversos domnios junto dos alunos e diplomados da FCSH e de outras unidades orgnicas da Uni. NOVA. PrmiosPrmiosPrmiosPrmios Santander de Internacionalizao da Santander de Internacionalizao da Santander de Internacionalizao da Santander de Internacionalizao da

    Produo CienProduo CienProduo CienProduo Cientfica da FCSHtfica da FCSHtfica da FCSHtfica da FCSH Os prmios Santander de Internacionalizao da Produo Cientfica da FCSH distinguem docentes, investigadores e a Unidade de Investigao da FCSH/NOVA que mais tenham contribudo para a notoriedade internacional da produo cientfica da Faculdade, atravs da publicao de artigos indexados na Web of Science em 2012. Nesta edio foram distinguidos 15 investigadores. Prmio de Mrito CientPrmio de Mrito CientPrmio de Mrito CientPrmio de Mrito Cientfico Universidade Beira fico Universidade Beira fico Universidade Beira fico Universidade Beira

    Interior/Santander Totta (3 edio)Interior/Santander Totta (3 edio)Interior/Santander Totta (3 edio)Interior/Santander Totta (3 edio) Os prmios foram criados com o objectivo de estimular o interesse e a dedicao dos docentes e investigadores que no mbito da sua actividade docente conjugam o ensino e a investigao e nesta ltima se distinguem pelo seu mrito cientfico e por uma interveno particularmente relevante e inovadora. Prmios aos melhores alunos da UBIPrmios aos melhores alunos da UBIPrmios aos melhores alunos da UBIPrmios aos melhores alunos da UBI O Santander Totta entregou 6 prmios de mrito acadmico aos melhores alunos das diferentes faculdades da UBI, que mais se destacaram no ano lectivo 2011/12. Nesta cerimnia foi tambm inaugurada a UbiMedical, uma nova estrutura de incubao de empresas que pretende dar apoio e ajudar a desenvolver empresas

    criadas no mbito da universidade cuja actividade esteja ligada rea da sade. Prmio de Inovao Pedaggica em Ensino a DistnciaPrmio de Inovao Pedaggica em Ensino a DistnciaPrmio de Inovao Pedaggica em Ensino a DistnciaPrmio de Inovao Pedaggica em Ensino a Distncia

    e Bolsas para o e Bolsas para o e Bolsas para o e Bolsas para o IIIInstituto Politcnico do Portonstituto Politcnico do Portonstituto Politcnico do Portonstituto Politcnico do Porto O prmio, resultante da parceria com o Instituto Politcnico do Porto tem por objectivo contribuir para o fomento da utilizao do ensino a distncia, ao mesmo tempo que d a conhecer projectos que valorizem mtodos de ensino e aprendizagem dinmicos e inovadores, com recurso a novas tecnologias, atravs de contedos online diferenciadores. No mbito do prmio, ficou tambm definida a entrega de 50 bolsas de integrao na investigao. Prmio de Jornalismo Econmico Universidade Nova Prmio de Jornalismo Econmico Universidade Nova Prmio de Jornalismo Econmico Universidade Nova Prmio de Jornalismo Econmico Universidade Nova

    de Lisboa/Santander Totta (7 edio)de Lisboa/Santander Totta (7 edio)de Lisboa/Santander Totta (7 edio)de Lisboa/Santander Totta (7 edio)

    O PJE uma iniciativa do Santander Totta, em colaborao com a Universidade Nova de Lisboa, que visa reconhecer a qualidade da criao jornalstica em 3 categorias: Gesto de Empresas e Negcios, Mercados Financeiros e Sustentabilidade Empresarial. 10 Edio do Prmio 10 Edio do Prmio 10 Edio do Prmio 10 Edio do Prmio Primus Inter ParesPrimus Inter ParesPrimus Inter ParesPrimus Inter Pares

    Ao longo de 10 anos de existncia, o Primus, lanado pelo Banco Santander Totta e pelo jornal Expresso, hoje um prmio de excelncia, que tem permitido distinguir e premiar os melhores estudantes de economia, gesto e engenharia, concedendo-lhes acesso a uma formao acadmica complementar de grande prestgio, atravs da oportunidade de frequentar um MBA numa Business School de prestgio nacional e internacional.

  • Banco Santander Totta, SA 12

    Prmio Cientfico Casa Amrica Latina / Santander Prmio Cientfico Casa Amrica Latina / Santander Prmio Cientfico Casa Amrica Latina / Santander Prmio Cientfico Casa Amrica Latina / Santander Totta Totta Totta Totta

    O prmio universitrio Santander Totta/Casa da Amrica Latina tem como objectivo premiar o mrito e estimular a formao de estudantes universitrios latino-americanos em Portugal, contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura de rigor e de excelncia. O prmio consiste na atribuio de um valor pecunirio de 5 mil euros. Universia Portugal A actividade da Rede Universia, enquadrada no seu Plano Director 2011-2013, est orientada pelas seguintes linhas estratgicas: a colaborao entre a universidade e a empresa, o emprego para universitrios, a difuso do conhecimento e o futuro do Ensino Superior. Aco de Aco de Aco de Aco de mmmmatrculas 2013/14 Santander Universidadesatrculas 2013/14 Santander Universidadesatrculas 2013/14 Santander Universidadesatrculas 2013/14 Santander Universidades A Universia apoiou a Diviso de Universidades do Santander Totta, na campanha de matrculas do ano lectivo 2013/2014, na emisso dos cartes universitrios a nvel nacional, na gesto operacional desta aco, que permitiu emitir mais de 14.000 cartes universitrios inteligentes (TUI). Seminrios 2013Seminrios 2013Seminrios 2013Seminrios 2013 Foram realizados, em 2013, trs seminrios em Miami, organizados pela rede Universia, dirigidos a vice-reitores, administradores, directores e outros cargos das Universidades pertencentes rede e contaram com o apoio de vrias instituies de prestgio internacional, com um total de 237 inscritos de mais de 13 pases. Universia e JoUniversia e JoUniversia e JoUniversia e Jornal Pblico lanam curso de Mandarim rnal Pblico lanam curso de Mandarim rnal Pblico lanam curso de Mandarim rnal Pblico lanam curso de Mandarim

    O Jornal Pblico editou em Maio, em parceria com a Universia, um curso de Mandarim, composto por dez mdulos com a durao aproximada de 60 horas.

    CRUP e a Universia organizam seminrio sobre CRUP e a Universia organizam seminrio sobre CRUP e a Universia organizam seminrio sobre CRUP e a Universia organizam seminrio sobre Visibilidade InternaciVisibilidade InternaciVisibilidade InternaciVisibilidade Internacional da Investigao das onal da Investigao das onal da Investigao das onal da Investigao das UniversidadesUniversidadesUniversidadesUniversidades

    Sob o tema Visibilidade Internacional da Investigao das Universidades, o seminrio organizado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e pela Universia Portugal teve como principal objectivo abordar o papel da investigao em instituies de ensino superior e o seu impacto na reputao institucional. Lanamento de Lanamento de Lanamento de Lanamento de pppportais na Rede Trabalhandoortais na Rede Trabalhandoortais na Rede Trabalhandoortais na Rede Trabalhando O ano de 2013 representou o arranque dos portais universitrios da Rede Trabalhando em Portugal, com o lanamento de treze portais em nove instituies, o lanamento do portal de emprego da RFM e a consolidao da seco de emprego do jornal Pblico, parceiros de comunicao desta rede profissional. 4 Edio 4 Edio 4 Edio 4 Edio ---- U>U>U>U>Rock UniversiaRock UniversiaRock UniversiaRock Universia A 4 edio do concurso de bandas universitrias U>Rock decorreu de Setembro a Dezembro e teve um total de 68 bandas inscritas, representantes de vrias instituies do ensino superior. Universia ajuda a desenvolver aplicaes mveis paraUniversia ajuda a desenvolver aplicaes mveis paraUniversia ajuda a desenvolver aplicaes mveis paraUniversia ajuda a desenvolver aplicaes mveis para

    as Universidadesas Universidadesas Universidadesas Universidades A Universia Portugal desenvolveu a plataforma UNI>COM atravs de uma parceria com a Mooestro - uma empresa norte-americana com experincia comprovada no mobile e responsvel pelo desenvolvimento das aplicaes mveis em Universidades nos Estados Unidos da Amrica e no Chile. Com esta parceria foi possvel desenvolver aplicaes mveis para as universidades portuguesas, como o caso da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e da Universidade Catlica Portuguesa, que desenvolveram aplicaes para os seus estudantes.

  • Banco Santander Totta, SA 13

    Aco Social e Cultura 10101010 Edio do Po de TodosEdio do Po de TodosEdio do Po de TodosEdio do Po de Todos

    Pelo 10 ano consecutivo, o Santander Totta associou-se CAIS na realizao do evento Po de Todos, com a colaborao de cerca de 350 colaboradores voluntrios do Banco. Ao longo de dez anos, milhares de voluntrios do Banco participaram nesta iniciativa e ajudaram a fazer do Po de Todos um grande sucesso. O Po de Todos acontece uma vez por ano, no ms de Dezembro, e visa promover o sentimento de partilha e entreajuda atravs da distribuio gratuita de po e chocolate quente a todos os que visitam a tenda montada para o efeito no centro de Lisboa e do Porto. Caixas Solidrias Caixas Solidrias Caixas Solidrias Caixas Solidrias

    Durante a Semana Santander s Tu, que em 2013 teve como tema: Mais Prximos, e que visou aproximar o Banco dos seus colaboradores, reforando o esprito de equipa e de relao com os clientes e com toda a comunidade envolvente, decorreu uma iniciativa solidria para ajudar famlias carenciadas. Um dos dias da semana foi dedicado solidariedade. Em todos os locais de trabalho foi feita uma recolha de alimentos, doados pelos colaboradores, angariando mais de 1.600 caixas solidrias com alimentos, que foram entregues a vrias instituies de solidariedade social.

    V Corrida SantanV Corrida SantanV Corrida SantanV Corrida Santander s Tu em Portugal der s Tu em Portugal der s Tu em Portugal der s Tu em Portugal

    Realizou-se em Portugal, a 5 Edio da Corrida Corporativa Santander s Tu, que juntou 57 participantes de todas as geografias do Grupo, que correram cerca de 200 quilmetros entre Lisboa e o Porto. Durante o evento, os participantes dedicaram um dia a reabilitar a zona de jogo da Casa do Caminho, uma instituio de acolhimento para crianas vtimas de abandono e maus tratos. A solidariedade um dos eixos deste evento corporativo que reflecte a dimenso global e os valores do Grupo. Apoio Casa do CamApoio Casa do CamApoio Casa do CamApoio Casa do Caminhoinhoinhoinho

    O Santander Totta apoiou a Associao Casa do Caminho, atravs de um donativo efectuado pelos colaboradores que aderiram iniciativa solidria promovida durante a Corrida Santander s Tu e durante a campanha de Clean Desk, na qual foram enviadas para reciclagem mais de 40 toneladas de papel revertendo o valor para a Associao.

    Feira de Natal BIPP 2013Feira de Natal BIPP 2013Feira de Natal BIPP 2013Feira de Natal BIPP 2013 O Santander Totta marcou presena com mais de 50 colaboradores voluntrios na Feira de Natal BIPP Banco de Informao de Pais para Pais, durante dois dias. A BIPP uma Instituio Particular de Solidariedade Social, que visa a plena incluso das pessoas com necessidades especiais na sociedade. Canto Solidrio Canto Solidrio Canto Solidrio Canto Solidrio Em 2013, manteve-se o espao Canto Solidrio, dedicado promoo e divulgao de projectos e

  • Banco Santander Totta, SA 14

    iniciativas de solidariedade social de instituies como a Acreditar, BIPP e Unicef. Mini Maratona Santander Totta Mini Maratona Santander Totta Mini Maratona Santander Totta Mini Maratona Santander Totta

    Cerca de 700 colaboradores do Santander Totta e seus familiares participaram na 7 edio da Meia e Mini Maratona do Porto, uma prova que conta com o apoio do Banco pelo quarto ano consecutivo. O Santander Totta aliou-se vertente solidria da prova, que todos os anos apoia um projecto de cariz social, com a comparticipao de 1 euro por cada inscrio na Mini Maratona, totalizando 6.105 euros. Este ano, a Associao eleita foi a GAS Porto, Grupo de Associao Social do Porto vocacionada para a ajuda e desenvolvimento humano em Portugal e nos pases em desenvolvimento. Campanha Campanha Campanha Campanha AjudeAjudeAjudeAjude----nos a multiplicar este Ponos a multiplicar este Ponos a multiplicar este Ponos a multiplicar este Po No mbito do 10 aniversrio do Po de Todos e da parceria com a Associao Cais, o Santander Totta lanou, na sua pgina de Facebook, uma campanha de solidariedade em que por cada novo f da sua pgina doou um po CAIS no valor de 0,20 cada. Fundao CEBIFundao CEBIFundao CEBIFundao CEBI Desde 1995 que o Santander Totta membro fundador da Fundao CEBI, uma instituio particular de solidariedade social cujo objectivo apoiar crianas, jovens, idosos e famlias mais desfavorecidas, participando na sua Assembleia de Fundadores e mantendo um representante no Conselho de Administrao. Seminrio de Seminrio de Seminrio de Seminrio de FundrFundrFundrFundraising aising aising aising O Santander Totta patrocinou a participao de cinco instituies do terceiro sector no 5 seminrio de fundraising organizado pela Call to Action. O principal objectivo do seminrio foi o de capacitar as empresas participantes a gerirem de forma sustentada e angariarem de forma adequada os seus recursos.

    Outros apoiosOutros apoiosOutros apoiosOutros apoios No mbito da sua poltica de responsabilidade social corporativa, o Banco mantm um apoio prximo ao terceiro sector atravs de apoios, patrocnios e donativos, a diferentes Instituies de solidariedade social, associaes e ONGs.

    Plano Nacional de Literacia Financeira Plano Nacional de Literacia Financeira Plano Nacional de Literacia Financeira Plano Nacional de Literacia Financeira

    Participao no Plano Nacional de Literacia Financeira, desenvolvido pela CMVM, BdP e ISP e que visa contribuir para elevar o nvel de conhecimentos financeiros da populao e promover a adopo de comportamentos financeiros adequados. Rubrica sobre literacia financeira nas redes sociaisRubrica sobre literacia financeira nas redes sociaisRubrica sobre literacia financeira nas redes sociaisRubrica sobre literacia financeira nas redes sociais

    Utilizao das redes sociais para divulgao de informao com o objectivo de explicar contedos econmicos e financeiros. Promoo de uma rubrica, atravs de vdeos feitos com alunos universitrios, na qual se explicam, de forma divertida, diversos conceitos econmicos e financeiros. Encontro PresentEncontro PresentEncontro PresentEncontro Presente no Futuro e no Futuro e no Futuro e no Futuro O Santander Totta apoiou o 2 Encontro Presente no Futuro, que decorreu sob o mote, Portugal Europeu. E agora? O evento, que decorreu durante 2 dias, reuniu mais de 1.200 pessoas, com a presena de mais de 100 oradores e moderadores, e teve por objectivo debater o futuro de Portugal e da Europa. Festival de MFestival de MFestival de MFestival de Msica de Sintrasica de Sintrasica de Sintrasica de Sintra O Santander Totta apoiou a 48 edio do Festival de Sintra, que se realizou sob o signo da juventude. As geraes do futuro foram assinaladas por um conjunto de jovens intrpretes, entre os quais diversos pianistas de elevado talento artstico e com carreiras internacionais de sucesso, tanto portugueses como estrangeiros. Ordem de S. Jernimos Ordem de S. Jernimos Ordem de S. Jernimos Ordem de S. Jernimos ---- Jornadas Jornadas Jornadas Jornadas ---- Mostra Espanha Mostra Espanha Mostra Espanha Mostra Espanha

    2013201320132013 O Santander Totta apoiou a iniciativa Ordem de S. Jernimo: Uma histria partilhada entre Portugal e Espanha, que decorreu no mbito da Mostra Espanha 2013. O evento incluiu dois concertos de abertura e encerramento das jornadas, o primeiro de msica antiga e barroca pelos Segris de Lisboa e o segundo de msica renascentista pelo grupo Camerata Ibria que contaram com a presena de clientes convidados do Banco.

  • Banco Santander Totta, SA 15

    Presena no Presena no Presena no Presena no Green FestGreen FestGreen FestGreen Fest O Santander Totta voltou a associar-se ao Green Fest, o maior evento de sustentabilidade do pas que, na 6 edio, teve como tema a Economia da Partilha. Durante o evento, o Banco organizou a conferncia Redes Cooperativas, seguida de um painel de debate, que contou com a presena de vrias personalidades das reas. O Banco patrocinou, tambm, o Networking Lounge, um espao dedicado a que empresas, organizaes e cidados empreendedores possam estabelecer contactos e partilhar conhecimentos de forma simples e eficaz. Compensao das emisses de carbonoCompensao das emisses de carbonoCompensao das emisses de carbonoCompensao das emisses de carbono Aquisio de crditos de carbono para benefcio de um projecto nas Honduras, na Amrica Central, que consiste na distribuio de fornos eficientes em 200 comunidades rurais, permitindo a reduo do tempo de cozimento e a diminuio da quantidade de biomassa necessria, reduzindo, assim, a presso sobre as florestas.

    Sensibilizao dos colaboradores para prticas e hbitos sustentveis Colaboradores do Banco ajudam a reflorestar a Serra Colaboradores do Banco ajudam a reflorestar a Serra Colaboradores do Banco ajudam a reflorestar a Serra Colaboradores do Banco ajudam a reflorestar a Serra

    de Sintrade Sintrade Sintrade Sintra

    Cerca de 20 colaboradores voluntrios participaram numa aco de plantao de rvores na serra de Sintra, no mbito do projecto Pronatura em parceria com a ANEFA Associao Nacional de Empresas Florestais, Agrcolas e do Ambiente e com o municpio de Cascais. Esta aco est enquadrada na campanha de sensibilizao que o Santander Totta lanou no final de 2011, com a denominao D uma pausa ao Planeta. Atravs desta campanha, o Banco pretende sensibilizar os seus colaboradores para a importncia da reduo de consumos, divulgando entre eles algumas pausas que todos podemos dar ao planeta, mediante a adopo de hbitos e prticas correctas.

    Campanha de Campanha de Campanha de Campanha de Clean DeskClean DeskClean DeskClean Desk A Direco de Risco Tecnolgico e Operacional, em colaborao com a Direco de Coordenao de Recursos Humanos, voltaram a desenvolver, em 2013, uma campanha de Clean Desk, com o objectivo de: (1) melhorar a produtividade e satisfao reduzindo o stress; (2) proteger a informao confidencial sobre os clientes ou sobre o negcio; (3) reduzir o risco de um incidente de segurana; e (4) preservar o meio ambiente reduzindo a quantidade de papel usado. Medidas de eficincia energtica e de reduo de consumos Em 2013, o Santander Totta continuou a desenvolver esforos na melhoria da eficincia das infra-estruturas e desenvolvimento de mecanismos para reduo de consumos, num investimento total de 1,7 milhes de euros. Balces: Instalao de detectores de presena, em salas de

    reunies, gabinetes, instalaes sanitrias, back-offices, arquivos e arrumos para desligar a iluminao quando os locais esto desocupados (200 balces);

    Substituio dos sistemas de climatizao obsoletos por outros de menor consumo (9 balces);

    Regulao do set point de equipamentos AVAC ( 50 balces);

    Regulao da iluminao de acordo com o ndice de luz natural (10 balces);

    Alterao de letreiros luminosos para sistemas LED (150 balces).

    Edifcios centrais:

    Instalao de sistema de free cooling para

    funcionamento com temperaturas exteriores inferiores a 20C desligando o sistema de climatizao;

    Automatizao do controlo da iluminao, instalao de luminrias com regulao de fluxo para aproveitamento da luz natural;

    Regulao do set point do AVAC.

  • Banco Santander Totta, SA 16

    Economia Internacional Em 2013, o crescimento econmico manteve-se moderado, em linha com o observado em 2012, mas com importantes diferenas de dinmica, quer entre regies, quer entre perodos: o crescimento evidenciou uma tendncia mais favorvel nas economias desenvolvidas, relativamente aos mercados emergentes, em especial no segundo semestre.

    No primeiro semestre, a actividade continuou a caracterizar-se por uma relativa debilidade, em linha com as tendncias iniciadas no final de 2012, com as sucessivas ondas de choque da crise da dvida soberana na zona euro. Fruto desta dinmica, as perspectivas, em meados do ano, quer para o ano de 2013, quer para 2014, eram menos favorveis, pelo que o FMI reviu em baixa as perspectivas de crescimento, em ambos os perodos. Essa reviso seria generalizada, no se limitando zona euro, mas estendendo-se aos mercados emergentes. A debilidade da procura nos mercados desenvolvidos afectou os seus principais fornecedores, como a China, onde as autoridades iniciaram um debate sobre o novo objectivo de crescimento, abaixo do referencial de cerca de 8%. No final do ano, os mercados emergentes foram afectados pelo debate e posterior incio da moderao dos estmulos quantitativos por parte da Reserva Federal dos EUA, que resultou numa sada massiva de fundos destes mercados, causando perturbaes cambiais e obrigando a intervenes, pelas

    autoridades, incluindo subidas das taxas de juro de referncia. frica do Sul, Turquia e mesmo o Brasil, j em 2014, adoptaram medidas, como a subida acentuada das taxas de juro de referncia, para travar a depreciao cambial que as suas divisas estavam a registar. Os EUA destacam-se, em termos de crescimento econmico. Apesar de alguma volatilidade, a economia tem crescido, com a recuperao da procura interna a compensar os efeitos negativos dos cortes automticos da despesa pblica. O consumo privado beneficia claramente da descida da taxa de desemprego para os nveis mais baixos desde 2008 e da valorizao dos mercados accionistas para mximos histricos. No final do ano, o impasse no Congresso quanto estratgia oramental a seguir e a elevao do limite da dvida resultaram no encerramento temporrio do Governo Federal, o que penalizou pontualmente o crescimento no final do ano, mas que ainda assim permaneceu slido. No Vero, fruto da melhoria econmica, a Reserva Federal anunciou estar a estudar a possibilidade de terminar a sua poltica monetria expansionista no convencional. Os investidores leram nestas declaraes a quase retirada imediata da liquidez excedentria injectada na economia, reagindo em conformidade (as yields a 10 anos subiram de forma acentuada), levando os responsveis pela definio da poltica monetria a vrias declaraes visando acalmar os receios e indiciando que a liquidez permanecer. No final do ano, a Reserva Federal comeou a reduzir o volume mensal de aquisies de ttulos de dvida pblica e securitizaes (tapering), para 75 mil milhes de dlares /ms, face aos anteriores 85 mil milhes, e em Janeiro de 2014 fez nova reduo, para 65 mil milhes. Em contrapartida, a autoridade monetria assumiu o compromisso explcito de manter as taxas de juro de referncia em nveis mais baixos por um perodo de tempo mais prolongado, mesmo que as condies econmicas recuperem mais rapidamente, em especial se o desemprego descer abaixo de 6%. No Reino Unido, as perspectivas econmicas foram sucessivamente revistas em alta, fruto da recuperao dos servios, mas tambm das actividades de construo e imobilirias. Apesar disso, o Banco de Inglaterra manteve a sua poltica expansionista, deixando uma eventual alterao das taxas de juro de referncia dependente de uma melhoria mais pronunciada da actividade econmica. No Japo, o Banco Central lanou um agressivo programa de "quantitative easing", no qual se prope duplicar a base monetria nos prximos dois anos, para elevar a

    Crescimento Econmico MundialCrescimento Econmico MundialCrescimento Econmico MundialCrescimento Econmico Mundial

    2011201120112011 2012201220122012 2013E2013E2013E2013E

    MundoMundoMundoMundo 3,93,93,93,9 3,13,13,13,1 3,03,03,03,0

    Pa ses AvanadosPa ses AvanadosPa ses AvanadosPa ses Avanados 1,71,71,71,7 1,41,41,41,4 1,31,31,31,3

    EUA 1,8 2,8 1,9

    UEM 1,5 -0,7 -0,4

    Reino Unido 1,1 0,3 1,7

    Japo -0,6 1,4 1,7

    Pa ses em Desenvolv imentoPa ses em Desenvolv imentoPa ses em Desenvolv imentoPa ses em Desenvolv imento 6,26,26,26,2 4,94,94,94,9 4,74,74,74,7

    frica 5,5 4,8 5,1

    sia 7,8 6,4 6,5

    China 9,3 7,7 7,7

    Europa de Leste 5,4 1,4 2,5

    Mdio Oriente 3,9 4,1 2,4

    Amrica Latina 4,6 3,0 2,6

    Brasil 2,7 1,0 2,3

    Fonte: FMI (Janeiro de 2014)

    Relatrio Anual de 2013 ENQUADRAMENTO DA ACTIVIDADEENQUADRAMENTO DA ACTIVIDADEENQUADRAMENTO DA ACTIVIDADEENQUADRAMENTO DA ACTIVIDADE

  • Banco Santander Totta, SA 17

    inflao at 2%. Em Dezembro de 2013, a inflao situava-se j em 1,6%, fruto de uma subida dos preos da energia e transportes. A inflao subjacente, que exclui alimentao e energia situou-se em 0,7%, assim retomando mximos de cerca de 5 anos. A deteriorao da confiana econmica foi agravada por outros dois factores de relevncia elevada. Em Itlia, as eleies gerais de Fevereiro resultaram num impasse, sem uma maioria clara, o que dificultou o processo de formao do novo Governo (que demorou mais de um ms). Apesar do acordo alcanado, o equilbrio parlamentar permanece ainda delicado. Em Chipre, o sector bancrio necessitou de um plano de recuperao, aps os impactos negativos, em termos de resultado e de capital, da exposio pelas instituies cipriotas Grcia. Os maiores bancos do pas no s tinham uma presena fsica de relevo na Grcia, como detinham elevados volumes de dvida pblica grega, sofrendo assim perdas macias com a reestruturao da dvida grega, ocorrida no ano transacto. O montante de apoio necessrio (cerca de 17 mil milhes de euros) equivale a cerca de 100% do PIB, o que conduziria a uma situao insustentvel das contas pblicas. Para minimizar o plano externo de apoio, foi decidido que os depositantes cipriotas incorreriam em perdas, assim quebrando um tabu inviolado desde o incio da crise: a defesa dos depositantes. Numa primeira verso, todos os depositantes, de todos os bancos, seriam taxados, sendo esse montante (at 7 mil milhes de euros) utilizado para a recapitalizao do sector. Em contrapartida, os depositantes receberiam aces do banco. As ondas de choque e os riscos de contgio a outros pases levaram a uma reviso do plano. O Banco Laiki, o segundo maior do pas, foi encerrado, com os depsitos at 100 mil euros transferidos para o Banco do Chipre (o maior do pas), enquanto os depsitos mais elevados foram transferidos para um "bad bank", e sero recuperados com a recuperao dos activos mais problemticos, igualmente transferidos para essa instituio. O Banco do Chipre foi intervencionado: os accionistas e detentores de dvida viram a sua posio virtualmente eliminada contra perdas, enquanto os depositantes com depsitos superiores a 100 mil euros sofreram uma converso forada dos seus depsitos em aces do banco, num montante equivalente a 47,5% do depsito. Deste modo, o banco cumpre o requisito de um rcio de capital core Tier I mnimo de 9%. Fruto desta evoluo econmica, o Banco Central Europeu desceu as taxas de juro de referncia, para o mnimo histrico de 0,5% e, j em Julho, alterou pronunciadamente a sua estratgia de comunicao: abandonou o tradicional discurso de no pr-

    compromisso, adoptando antes uma indicao clara de que as taxas de juro permanecero em mnimos histricos (os actuais ou mesmo nveis inferiores) durante um perodo de tempo prolongado, at que a recuperao econmica ganhe sustentao. A avaliao desta sustentabilidade ser efectuada com recurso a indicadores de preos, de actividade e de condies financeiras nos mercados monetrio e de crdito. Em Novembro, foi adoptada nova descida, para 0,25%, devido s perspectivas de que a inflao, que estava em desacelerao, permanecesse muito abaixo do referencial do BCE (de prximo, mas abaixo de 2%), e apesar dos dados econmicos mais favorveis, que o BCE considerou apenas validarem o seu cenrio central. No final do ano, a inesperada desacelerao da inflao, que caiu abaixo de 1,0%, comeou a alimentar expectativas de que o BCE poderia reagir, com uma nova descida das taxas de juro de referncia ou com medidas no convencionais.

    Durante todo o segundo semestre, os dados econmicos europeus sinalizaram uma recuperao, mais forte do que o inicialmente antecipado, destacando-se a melhoria do indicador de actividade industrial PMI para o nvel mais elevado em dois anos, que permitiu uma melhoria das perspectivas econmicas para 2014, o que se reflectiu numa reviso em alta das previses de crescimento. Nos pases dito perifricos as condies econmicas tambm melhoraram, de um modo quase generalizado, no decurso de 2013, do ponto de vista econmico e financeiro. Espanha e Irlanda concluram os seus programas de ajustamento, sem necessidade de apoios suplementares. Em Espanha, a reestruturao do sector bancrio prosseguiu, com uma menor utilizao de fundos pblicos face ao montante inicialmente estimado e disponibilizado. Na Irlanda, o programa de ajustamento concluiu em Dezembro, tendo o Governo j realizado o pr-financiamento para o ano de 2014, o que, juntamente com o facto de o rating soberano estar, por todas as

    PIBPIBPIBPIB InflaoInflaoInflaoInflao

    UEMUEMUEMUEM -0,4-0,4-0,4-0,4 1,31,31,31,3

    Alemanha 0,5 1,6

    Frana 0,2 1,0

    Espanha -1,2 1,5

    Itlia -1,8 1,3

    Fonte: FMI (Janeiro de 2014)

  • Banco Santander Totta, SA 18

    agncias de notao de risco, em investment grade1, lhe permitiu prescindir de um programa cautelar. Na Grcia, contudo, os riscos subsistem, apesar das perspectivas econmicas serem algo menos adversas. No final do Vero, aumentou o tom das discusses sobre a necessidade de um terceiro programa, sendo que o actual termina em 2014. J em 2014, o sentimento de mercado de que poder haver uma reviso das condies dos emprstimos internacionais, com uma nova extenso de maturidades. A Unio Europeia continuou a tomar medidas para avanar, ainda que mais lentamente, no sentido da criao de uma Unio Bancria2. Num primeiro passo, o BCE assumir, no final de 2014, a responsabilidade pela superviso bancria, sendo responsvel directo pelo acompanhamento de mais de uma centena dos maiores bancos europeus, e ficando os demais sob superviso conjunta do BCE com os bancos centrais nacionais. No final do ano, o Conselho Europeu chegou a um consenso sobre o Mecanismo nico de Resoluo (MUR) e sobre o Fundo de Garantia de Depsitos comum (FGD). O MUR estar totalmente em vigor dentro de 10 anos, sendo que no perodo transitrio os bancos devero contribuir para a criao de um fundo de resoluo, que assumir progressivamente os custos da reestruturao/resoluo das instituies. Numa fase inicial, estes custos sero responsabilidade das autoridades nacionais. A deciso quanto ao futuro das instituies com problemas ser decidido por uma comisso intergovernamental, criando uma estrutura operacional complexa. O FGD ter, ainda, uma base nacional, mas h regras claras para a recapitalizao dos respectivos fundos, que depender do perfil de risco de cada instituio. Durante o ano, os bancos europeus iniciaram o processo de amortizao antecipada dos emprstimos de muito longo prazo (LTROs) que tinham obtido junto do BCE em 2011 e 2012. A liquidez total cedida economia mantm-se em mximos, mas a liquidez excedentria, que estava ou em reservas excedentrias ou aplicada na facilidade de depsito reduziu-se marcadamente, o que influenciou a dinmica das taxas de juro de curto prazo. A taxa de juro Eonia, que reflecte a taxa mdia das operaes do overnight realizadas no mercado interbancrio europeu, subiu dos mnimos histricos, em

    1 A Moodys reviu o rating da Irlanda para Baa3, em 17 de Janeiro de 2014. 2 A Unio Bancria pressupe a quebra da relao entre o risco bancrio e o risco soberano, atravs da criao de trs mecanismos, simultneos: (i) mecanismo nico de superviso, atribudo ao BCE; (ii) mecanismo nico de resoluo bancria; e (iii) fundo de garantia de depsitos comum.

    redor de 0,07%, para mais de 0,3% no final do ano. Aps a descida da taxa refi pelo BCE, a taxa Euribor 3 meses, que tinha tocado um mnimo de 0,19%, subiu de forma sustentada, aproximando-se de 0,3%. A expectativa de que o BCE tinha fechado o ciclo monetrio contribuiu para esta evoluo.

    Nos EUA, as taxas de juro desceram gradualmente, para mnimos, fruto do compromisso explcito da Reserva Federal em manter as taxas de referncia em mnimos por um perodo de tempo mais prolongado. J no Reino Unido, o Banco de Inglaterra no alterou as taxas de juro de referncia nem o montante total de aquisio de dvida pblica, pelo que as taxas de juro 3 meses se mantiveram estveis durante todo o ano.

    As taxas de juro de longo prazo, na zona euro, desceram de forma sustentada durante o ano de 2013, incorporando em pleno o compromisso anunciado pelo Presidente do BCE de que faria o que estivesse dentro do seu mandato para defender o euro. O BCE anunciaria as grandes linhas do seu programa de Transaces Monetrias Directas (OMT Outright Monetary Transactions), mas sem nunca entrar em detalhes.

    Fonte: BCE

    Cedncia de liquidez pelo BCE Cedncia de liquidez pelo BCE Cedncia de liquidez pelo BCE Cedncia de liquidez pelo BCE (((( bn) bn) bn) bn)

    -1 000

    -500

    0

    500

    1 000

    1 500

    dez-07 dez-08 dez-09 dez-10 dez-11 dez-12 dez-13

    Reservas ExcedentriasFacilidade de DepsitoOperaes de Longo PrazoOperaes Regulares de FinanciamentoTotal

    Fonte: Bloomberg

    Taxas de Juro 3 MesesTaxas de Juro 3 MesesTaxas de Juro 3 MesesTaxas de Juro 3 Meses

    0,0%

    0,1%

    0,2%

    0,3%

    0,4%

    0,5%

    0,6%

    dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13

    UEM EUA Reino Unido

  • Banco Santander Totta, SA 19

    A execuo oramental, em linha com o esperado, nos principais pases, e os sinais de que a economia europeia estava a sair da recesso, deram um contributo de relevo para a descida das yields. A Irlanda, apesar de ter metas oramentais elevadas (um dfice previsto de 7,5% do PIB em 2013), continuou a beneficiar de taxas de juro muito mais baixas do que Espanha e Itlia, e no final do ano, realizaria uma emisso de dvida a 10 anos que lhe permitiu anunciar uma sada do programa de ajustamento sem necessidade de um programa cautelar ou de outra forma de apoio pelas instituies europeias.

    Portugal acompanhou a tendncia geral at Maio, quando a demisso do Ministro das Finanas e a subsequente crise poltica resultaram numa subida das taxas de juro de longo prazo: a yield a 10 anos, que tinha cado para cerca de 5%, retomaria nveis acima de 7%, apenas retomando a tendncia descendente no final do ano, com os melhores dados econmicos, que auxiliaram a execuo oramental, e com a apresentao da Proposta de Oramento do Estado para 2014. J em 2014, a yield a 10 anos caiu para 4%, assim recuperando nveis inferiores aos observados antes do perodo anterior ao pedido de auxlio econmico e financeiro, em 2011.

    As yields dos principais mercados desenvolvidos EUA e Alemanha subiram de forma sustentada a partir do segundo trimestre de 2013. Nos EUA, os melhores dados econmicos, em especial a descida da taxa de desemprego, levaram a Reserva Federal a publicamente anunciar que estava a avaliar a necessidade de manter os estmulos quantitativos. A subida demasiado pronunciada das yields a 10 anos, acima de 3% (uma subida de mais de 100pb face aos mnimos do ano) levou a um retrocesso pontual no discurso, mas que seria retomado no final do Vero. As yields alems subiram, acompanhando a tendncia dos EUA, e tambm devido dissipao dos principais riscos extremos na zona euro (em 2013, o risco percepcionado de possvel fractura na unio monetria reduziu-se significativamente). No mercado cambial, a volatilidade permaneceu elevada, com as principais divisas a reflectirem as expectativas quanto evoluo da poltica monetria, no caso do euro associada tambm percepo de risco sobre a viabilidade da UEM. Ainda assim, a generalidade das moedas (excepo face ao iene) oscilou num intervalo de +/- 5% face ao euro, em relao ao valor de incio do ano. O euro recuperou dos mnimos de 2012, quando cotou a 1,20 dlares, tendo oscilado entre 1,28 e 1,38 dlares. Os valores mnimos foram observados no incio do Vero, quando a Reserva Federal iniciou o debate sobre a reduo dos estmulos, mas, no final do ano, em vspera de descida das taxas pelo BCE, atingiu os mximos. O euro, em termos de taxa de cmbio efectivo (considerando as divisas dos doze principais parceiros comerciais da zona euro) apreciou, em linha com a dinmica das demais divisas. O iene depreciou cerca de 28% face ao euro, e quase 25% face ao dlar, fruto das medidas quantitativas que foram adoptadas pelo Banco Central nipnico.

    Fonte: Bloomberg

    Diferenciais de taxas de juro de longo prazo face Diferenciais de taxas de juro de longo prazo face Diferenciais de taxas de juro de longo prazo face Diferenciais de taxas de juro de longo prazo face Alemanha (pb)Alemanha (pb)Alemanha (pb)Alemanha (pb)

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13

    Frana Itlia Espanha Portugal Irlanda

    Fonte: Bloomberg

    Taxas de Juro 10 AnosTaxas de Juro 10 AnosTaxas de Juro 10 AnosTaxas de Juro 10 Anos

    0,0%

    1,0%

    2,0%

    3,0%

    4,0%

    5,0%

    6,0%

    7,0%

    8,0%

    dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13

    Alemanha EUA Portugal

    Fonte: BCE

    Princ ipais Taxas de Cmbio Princ ipais Taxas de Cmbio Princ ipais Taxas de Cmbio Princ ipais Taxas de Cmbio (Dez-2012 = 100)(Dez-2012 = 100)(Dez-2012 = 100)(Dez-2012 = 100)

    90

    95

    100

    105

    110

    115

    120

    125

    130

    dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13

    EUR/USDEUR/GBPEUR/JPYIndice de Taxa de Cmbio Efectivo

  • Banco Santander Totta, SA 20

    Os mercados accionistas globais caracterizaram-se por um movimento generalizado de valorizao, que seria mais pronunciado no segundo semestre do ano. As perspectivas de que as taxas de juro de referncia permanecero em mnimos, apesar dos progressivos sinais de recuperao da actividade econmica, juntamente com melhores resultados por parte das principais empresas cotadas, contriburam para esta dinmica, que conduziu os principais ndices para mximos de 5 anos (ou seja, para os mximos observados antes do agravamento da crise financeira, com a falncia da Lehman Bros, em Setembro de 2008).

    Portugal no foi excepo, com o ndice PSI-20 a registar uma valorizao de 16%, em grande medida apoiada pelo sector bancrio. A concluso do processo de recapitalizao dos principais bancos (com a recapitalizao do Banif), assim como dos acordos entre a DG Concorrncia da UE e os bancos que obtiveram fundos pblicos foi um factor chave para a recuperao das cotaes, apesar de os resultados, em 2013, terem sido ainda afectados pela diminuio da margem financeira e pelas elevadas provises para imparidade. A generalidade das matrias-primas caracterizou-se por uma relativa estabilidade de preos, em 2013, depois da maior volatilidade dos anos anteriores. O petrleo manteve-se no intervalo de 100-115 dlares para onde tinha convergido ainda em 2012, apesar de alguns picos pontuais prximo de 120 dlares. As perspectivas de procura permaneceram relativamente dbeis, j que a melhoria da actividade nas economias desenvolvidas foi insuficiente para compensar a desacelerao das economias emergentes. As demais matrias-primas caracterizaram-se por uma tendncia de depreciao, que foi mais acentuada no caso dos cereais, com destaque para o milho e trigo, fruto de uma melhor poca de colheitas. O preo dos metais de base caiu tambm, no contexto da desacelerao das economias emergentes.

    O ouro continuou a desvalorizar, caindo para mnimos de 2010, em redor dos 1.200 dlares por ona. A progressiva reduo da averso ao risco, que foi mais pronunciada no segundo semestre do ano, contribuiu em grande medida para esta dinmica. Economia Portuguesa A dinmica da economia portuguesa no diferiu da tendncia global observada na zona euro, com uma moderao do ritmo de contraco, no primeiro trimestre do ano (quando o PIB caiu 0,4% em cadeia, aps uma contraco de 1,9% no ltimo trimestre de 2012), que daria lugar a uma tendncia de recuperao logo no segundo trimestre, e que se manteria at final do ano. No ltimo trimestre, o PIB j cresceu, em termos homlogos, com um crescimento de 1,7%.

    Em resultado, a contraco da actividade econmica no ano de 2013 foi menos pronunciado do que o previsto, -1,4% face a -2,3%, sendo assim o terceiro ano consecutivo de contraco da actividade econmica, e

    Fonte: Bloomberg

    Mercados Accionistas Mercados Accionistas Mercados Accionistas Mercados Accionistas (Dez-12 = 100)(Dez-12 = 100)(Dez-12 = 100)(Dez-12 = 100)

    80

    90

    100

    110

    120

    130

    140

    150

    160

    dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13

    Portugal Europa EUA Japo

    Fonte: Bloomberg

    Preos do petrleo Brent, em dlares por barril e Preos do petrleo Brent, em dlares por barril e Preos do petrleo Brent, em dlares por barril e Preos do petrleo Brent, em dlares por barril e ndice de matrias-primas (variao homloga)ndice de matrias-primas (variao homloga)ndice de matrias-primas (variao homloga)ndice de matrias-primas (variao homloga)

    -60

    -40

    -20

    0

    20

    40

    60

    0

    20

    40

    60

    80

    100

    120

    140

    160

    180

    00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13

    Brent (US$/barril, esq.)

    ndice Matrias-Primas (var. homloga, dir.)

    Fonte: INE

    Contributos para o Contributos para o Contributos para o Contributos para o Crescimento do PIB (tvh)Crescimento do PIB (tvh)Crescimento do PIB (tvh)Crescimento do PIB (tvh)

    -12,0%

    -10,0%

    -8,0%

    -6,0%

    -4,0%

    -2,0%

    0,0%

    2,0%

    4,0%

    6,0%

    8,0%

    10,0%

    1Q08 1Q09 1Q10 1Q11 1Q12 1Q13Consumo privado Consumo pblico Investimento

    Exportaes lquidas PIB

  • Banco Santander Totta, SA 21

    que conduziu a criao anual de riqueza para o nvel absoluto mais baixo desde o ano 2000. A melhoria da actividade resulta da conjugao da estabilizao progressiva da procura interna, em especial do consumo privado, mas tambm do investimento, com a continuao do dinamismo das exportaes.

    Ao nvel do consumo privado, a contraco anual resultou sobretudo da dinmica observada no final de 2012 e no primeiro trimestre de 2013. A discusso, ainda em 2012, sobre a subida da TSU para os trabalhadores, e a posterior subida dos impostos, para compensar a reposio dos subsdios funo pblica e pensionistas, resultou numa retraco profunda da despesa pelas famlias (acumulada de 2,6% nesse perodo). A partir do segundo trimestre do ano, quando as famlias ajustaram aos novos nveis de rendimento (porque se tornou ento perceptvel o verdadeiro impacto das alteraes em sede de IRS), a despesa comeou a recuperar gradualmente, sendo esse efeito mais visvel no terceiro trimestre do ano. Particularmente importante para a melhoria da despesa de consumo pelas famlias, contudo, foi a dinmica favorvel do mercado de trabalho. Aps um mximo histrico de 17,4% para a taxa de desemprego, no primeiro trimestre, houve uma descida, gradual, mas sustentada, at ao final do ano. No 4T2013, a taxa de desemprego foi de 15,3%, o que revelou mesmo uma reduo em termos homlogos. No conjunto do ano, a taxa de desemprego foi de 16,3%, que ficou abaixo das projeces mais adversas do incio do ano.

    Apesar da reduo da populao activa no ano de 2013 que, em parte, pode ser explicada por um aumento da emigrao, houve uma efectiva criao de emprego durante os trs ltimos trimestres do ano, que viria a ser mais distribuda entre sectores, ao nvel dos servios. Face ao 4T2012 foram criados 30 mil empregos, um nmero que passa a 128 mil se comparado com o 1T2013. O desemprego reduziu-se em cerca de 100 mil pessoas. A melhoria das condies no mercado laboral esteve tambm reflectida na avaliao das perspectivas de desemprego/emprego dos inquritos de confiana dos consumidores e dos empresrios. O investimento, apesar da contraco acumulada no ano, comeou a recuperar no segundo trimestre de 2013, ainda que em parte auxiliado pela aquisio de material aeronutico. No final do ano, o investimento ter continuado a expandir, apoiado pela renovao das frotas de transporte pesado e pelo incio de projectos associados ao incentivo fiscal ao investimento.

    A procura externa lquida continuou a ter um importante contributo para o crescimento do PIB. Em 2013, as

    Dados MacroeconmicosDados MacroeconmicosDados MacroeconmicosDados Macroeconmicos

    2011201120112011 2012201220122012 2013201320132013

    PIBP IBP IBP IB -1,3-1,3-1,3-1,3 -3,2-3,2-3,2-3,2 -1,4-1,4-1,4-1,4

    Consumo Privado -3,3 -5,3 -1,7

    Consumo Pblico -5,0 -4,7 -1,7

    Investimento -11,1 -13,4 -7,3

    Exportaes 6,9 3,2 6,1

    Importaes -5,3 -6,6 2,8

    Inflao mdia 3,7 2,8 0,3

    Desemprego 12,7 15,7 16,3

    Saldo Oramental (% do PIB) -4,3 -6,4 -4,9

    Dvida pblica (% do PIB) 108,2 124,1 129,0

    Bal. Corrente e Capital (% do PIB) -5,8 0,3 2,6

    Fonte: INE, Banco de Portugal, Ministrio das Finanas, Santander Totta, FMI

    Fonte: INE

    Taxa de DesempregoTaxa de DesempregoTaxa de DesempregoTaxa de Desemprego

    0

    2

    4

    6

    8

    10

    12

    14

    16

    18

    98 01 04 07 10 13

    Fonte: Banco de Portugal, INE

    Balana Corrente e de Capital Balana Corrente e de Capital Balana Corrente e de Capital Balana Corrente e de Capital (% PIB)(% PIB)(% PIB)(% PIB)

    -20,0

    -15,0

    -10,0

    -5,0

    0,0

    5,0

    10,0

    96 00 04 08 12Balana Comercial Bal. Capital

    Bal. Ser vios Bal. Rendimentos

    Transferncias Balana Corrente e de Capital

  • Banco Santander Totta, SA 22

    exportaes de bens e servios cresceram 5,7%, em termos nominais, enquanto as importaes cresceram 1,1%. Em resultado, o saldo positivo ampliou-se para 2,5 mil milhes de euros (que compara com um saldo global de 300 milhes no ano de 2012). A recuperao das exportaes foi generalizada, incluindo as vendas para a zona euro (as exportaes para Espanha, o principal parceiro comercial, cresceram 7,4% em 2013). Excluindo combustveis, as exportaes de bens cresceram 2,1%, em termos nominais, em 2013.

    A execuo oramental, numa ptica de caixa, evoluiu de forma positiva, com uma recuperao da receita fiscal, em especial em sede de IRS (reflectindo o aumento significativo da carga fiscal implementado em 2013, com a reduo do nmero de escales de imposto e reposio da sobretaxa extraordinria de 3,5%). No final do ano, comeou a ser visvel um crescimento homlogo da receita de IVA, em linha com a melhoria da procura interna. A receita fiscal beneficiou, igualmente, do regime de regularizao extraordinria de dvidas Autoridade Tributria e Segurana Social, que permitiu uma arrecadao adicional de 1,2 mil milhes de euros. No conjunto do ano, o dfice das Administraes Pblicas, no mbito do PAEF, foi de 7,2 mil milhes de euros, abaixo do limite definido (de 8,9 mil milhes). Em contabilidade nacional, de acordo com o Governo, o dfice foi de 4,9% do PIB, abaixo do inicialmente previsto. Contudo, quando corrigido de factores pontuais (a regularizao de dvidas, do lado da receita, e a recapitalizao do Banif, do lado da despesa), o dfice ter-se- situado em redor de 5,2% do PIB.

    Em Julho, a substituio, no Ministrio das Finanas, de Vtor Gaspar por Maria Lus Albuquerque gerou uma crise poltica, com divergncias na coligao PSD-CDS/PP, a qual seria sanada no final do ms, com uma remodelao governamental, na qual o CDS obteve maiores responsabilidades na coordenao das polticas econmicas e da relao com a Troika. Fruto do impasse vivido durante cerca de trs semanas, a oitava avaliao do PAEF foi adiada para o final de Agosto, sendo realizada conjuntamente com a 9 avaliao. Em resultado, a percepo do risco poltico deteriorou-se, levando agncias de notao de risco a rever as suas perspectivas de rating para a Repblica. No final do ano, e concluda a 10 avaliao, aps a apresentao da proposta de Oramento do Estado para 2014, a percepo de risco comeou a melhorar, com uma descida pronunciada dos spreads de crdito, o que permitiu Repblica retomar o financiamento nos mercados financeiros globais, que estava suspensa desde o incio do ano. Em Janeiro, o Tesouro realizou uma emisso de dvida a 5 anos, atravs de uma emisso sindicada, de 2,5 mil milhes de euros, da OT Outubro 2017, com a procura, contudo, ainda concentrada em investidores com perfis de investimento de mais curto prazo. Em Maio, realizou uma nova emisso, desta vez a 10 anos, com o novo benchmark a 10 anos (OT Fevereiro 2024), com um cupo de 5,65%. O Tesouro aproveitou a descida das yields abaixo de 6%, num contexto de procura forte por investidores estruturais (incluindo fundos de penses e companhias de seguros) no residentes. Em Dezembro, foi realizada uma operao de troca de dvida, num total de 6,6 mil milhes de euros, em que parte dos vencimentos de OTs de 2014 e 2015 foram substitudos por OTs com vencimentos em 2017 e 2018, assim aliviando uma parte da presso sobre as

    Fonte: Ministrio das Finanas

    Receita Corrente e Despesa Corrente Primria Receita Corrente e Despesa Corrente Primria Receita Corrente e Despesa Corrente Primria Receita Corrente e Despesa Corrente Primria (((( mn) mn) mn) mn)

    35 733

    40 474

    39 060

    40 386

    2012 2013 2012 2013

    Receita Corrente Despesa Corrente Primria

  • Banco Santander Totta, SA 23

    necessidades de financiamento aps o trmino do programa de ajustamento. J em 2014, o Tesouro realizou duas emisses, a 5 e a 10 anos, num total de 6,25 mil milhes de euros, assim cobrindo a totalidade das necessidades de financiamento para o corrente ano (o remanescente est coberto pelos fundos das instituies internacionais). A procura em ambas as emisses foi bastante significativa (11,2 e 9,8 mil milhes de euros, respectivamente), com uma diversidade geogrfica de investidores, mas sobretudo com a entrada de real money, em particular de investidores de longo prazo (bancos, seguradoras). Ao longo de todo o ano, a Repblica manteve a sua presena nos mercados de dvida de curto prazo, com a emisso de Bilhetes do Tesouro. A procura tem permanecido elevada e as taxas de juro tm vindo a diminuir de forma sistemtica. No leilo de Julho, realizado ainda durante o perodo de maior incerteza poltica, as taxas de juro subiram, mas apenas marginalmente, para corrigirem no final do ano. O sector bancrio, ainda no primeiro semestre de 2013, concluiu em grande medida o processo de ajustamento que lhe foi imposto no mbito do programa de assistncia econmica e financeira. A reduo do rcio crdito/depsitos ocorrida at ao final de 2012 (quando se situava j em 127,5%) levou a que o mesmo deixasse de ser obrigatrio, embora os bancos devam manter-se em redor desses nveis. Em Setembro, o rcio crdito/depsitos do sistema situava-se em 120,8%. Isso permitiu flexibilizar a poltica de captao de recursos, o que, num contexto de presso sobre a margem financeira, se reflectiu numa descida ligeira das taxas de juro praticadas. Ainda assim, a captao de depsitos permaneceu, com um crescimento de cerca de 2% nos depsitos de particulares. O inqurito mais recente s condies nos mercados de crdito revela uma moderao nas condies de concesso de crdito, por parte do sector bancrio, enquanto as empresas comeam a evidenciar alguns sinais tmidos de procura de crdito. No entanto, o stock de crdito continua a reduzir-se, com uma queda no crdito aos privados de cerca de 4% em 2013, especialmente ao nvel do crdito a empresas (uma reduo de quase 6%). O sector no financeiro continua a desalavancar e os vrios processos de anlise da carteira de crdito conduzidos pelo Banco de Portugal esto, tambm, a contribuir para a reduo do stock de crdito. A recapitalizao do Banif, com recurso a fundos pblicos, concluiu tambm o processo iniciado em 2012. No final do primeiro semestre, todos os bancos tinham rcios de capital Core Tier I acima dos 10% exigidos, enquanto BCP, BPI e CGD concluam as negociaes com

    a DGCom da UE para definir as medidas correctivas necessrias em contrapartida ao acesso ao fundo pblico de recapitalizao.

    O financiamento obtido pelo sistema financeiro portugus junto do BCE era de 48 mil milhes de euros, no final do ano, em termos brutos. Durante o ano, e semelhana dos congneres europeus, os bancos nacionais iniciaram a amortizao dos financiamentos de mais longo prazo (LTROs). Ajustado dos depsitos no BCE, o financiamento lquido foi de 39,8 mil milhes, uma reduo face aos 44,4 mil milhes observados no final de 2012. Principais riscos e incertezas para 2014 Os riscos e incertezas que podem afectar a actividade no ano de 2014 so, em grande medida, as mesmas que condicionaram a actividade bancria, e econmica, nos ltimos anos.

    A nvel internacional, os factores de risco esto relacionados com a sustentabilidade da recuperao econmica na Europa e, em particular, na zona euro. Apesar dos dados econmicos mais fortes nos ltimos trimestres, a retoma econmica est ainda numa fase inicial, suportada pela procura externa, e com diferenas de ciclo entre pases core e perifricos. A nvel global, h riscos associados recente instabilidade nos mercados emergentes, tendo-se assistido a uma desacelerao do crescimento em algumas economias. Caso a incerteza permanea por um perodo de tempo prolongado, pode afectar a retoma nascente na economia europeia. As autoridades tambm dispem de um mais limitado arsenal de instrumentos para responder materializao de eventuais riscos, devido aos ainda elevados dfices oramentais e rcios de dvida pblica, e aos baixos nveis das taxas de juro de referncia.

    Fonte: Banco de Portugal

    Financiamento no BCE F inanciamento no BCE F inanciamento no BCE F inanciamento no BCE (((( bn) bn) bn) bn)

    -20,0

    -10,0

    0,0

    10,0

    20,0

    30,0

    40,0

    50,0

    60,0

    70,0

    mar-10 set-11 jan-13 jul-13

    At 1 ano De 1 a 5 anosDepsitos e equiparados Cedncias BCE (bruto)

  • Banco Santander Totta, SA 24

    O Asset Quality Review (AQR) a desenvolver pelo BCE em 2014 pode revelar-se um factor de risco adicional, pela incerteza que manter sobre as dinmicas do sector, a nvel europeu.

    A nvel domstico, um factor de incerteza prende-se com a concluso do Programa de Ajustamento Econmico e Financeiro, em Maio, no havendo ainda uma deciso quanto forma de sada: sem auxlios explcitos, como a Irlanda, ou se com alguma forma de programa cautelar. A melhor dinmica econmica, e o facto de a Repblica j ter coberto as necessidades de financiamento para o ano de 2014 reduzem alguns dos riscos que ainda estavam latentes h alguns meses.

    Do ponto de vista da execuo oramental, em 2014, uma importante medida de reduo da despesa, que a reduo mais profunda dos salrios dos funcionrios pblicos, est em avaliao pelo Tribunal Constitucional, o que poder, caso seja considerada inconstitucional, exigir medidas adicionais de consolidao, que podero afectar a confiana dos agentes econmicos e/ou a percepo de risco quanto economia portuguesa, com efeitos sobre a recuperao econmica em curso. Aps o Vero, a proposta de Oramento do Estado para 2015 um factor importante, com a materializao das medidas necessrias para reduzir o dfice oramental para 2,5% do PIB.

    Ao nvel do sector financeiro, os riscos esto agora menos associados ao ciclo econmico e qualidade da carteira de crdito, aps os vrios programas de avaliao dos activos desenvolvidos pelo regulador. No entanto, tambm o AQR ser um factor de incerteza, porque alguns dos critrios de avaliao no so ainda conhecidos. Os grandes desafios so o regresso sustentado aos mercados financeiros globais e a restaurao da rendibilidade.

  • Banco Santander Totta, SA 25

    Banca ComercialBanca ComercialBanca ComercialBanca Comercial Particulares e Negcios O ano de 2013 foi marcado por grande incerteza por efeito da crise econmica e financeira. No entanto, na segunda metade do ano comearam a surgir alguns sinais de recuperao a nvel nacional e internacional. A solidez de balano do Santander Totta permitiu continuar a poltica sustentada de concesso de crdito quer a particulares quer ao segmento de Negcios/PMEs. Em recursos, prosseguiu-se uma poltica de colocao de produtos de margem controlada, com uma gesto adequada entre o preo e os volumes para a captao de novos recursos, privilegiando a diversificao do patrimnio dos clientes. Foram lanados, nomeadamente, 12 depsitos estruturados de capital e rendimento mnimo garantidos com um total colocado de 1.019 milhes de euros, em moeda estrangeira (USD) foram colocados 98 milhes de euros em 8 emisses, em seguros de capitalizao 327 milhes de euros, no conjunto de 9 emisses e 2 Fundos Especiais de Investimento com 109 milhes de euros. No ano de 2013, a colocao de seguros de proteco dos clientes, nomeadamente nos seguros de sade, de vida e de proteco ordenado, superou as 107 mil aplices. Manteve-se, ao longo do ano, grande foco na captao de novas domiciliaes de ordenados e no controlo de todas as rubricas de risco, visando o crescimento da transaccionalidade. No crdito pessoal, foi lanada a campanha interna do Crdito Outono, destinada ao apoio das famlias atravs da concesso de crdito pessoal responsvel, prosseguiu ao longo de 2013, tendo resultado numa produo de 518,5 milhes de euros. O Crdito Pessoal Activao, uma linha de crdito com taxa promocional durante o 1 ano, foi tambm uma campanha essencial para captao de crdito. Para reteno de actuais clientes com crdito pessoal, o Banco continuou a disponibilizar o Crdito Mais, uma linha de crdito que permite renovao de emprstimos a decorrer e que possibilita a reduo da prestao e/ou incremento do financiamento em curso sem aumento dos encargos mensais. No final do ano, foram ainda lanados 2 novos produtos: o Crdito Certo, uma linha de crdito que permite adequar o valor da prestao do emprstimo ao valor mensal que o cliente indica ter

    disponvel para pagamento da prestao; e o Crdito Flexvel, uma linha de crdito que permite ao cliente beneficiar de prestaes mais baixas durante os primeiros meses do emprstimo, perodo durante o qual apenas h lugar ao pagamento de juros. Consolidou-se a poltica de implementao de novas solues de regularizao e renegociao de dvida, adaptadas capacidade de cumprimento de cada cliente, apoiando as famlias em funo das suas disponibilidades. Apesar da conjuntura difcil, foi possvel cumprir as metas, no que diz respeito ao controlo do crdito vencido. O Banco lanou, ainda, ao longo do ano, campanhas e solues direccionadas especificamente para outros segmentos de clientes, nomeadamente: i) Jniores/Jovens campanhas Conta a Crescer e J K Konta; ii) Universitrios packs especficos para o programa Erasmus e iii) Residentes no Estrangeiro dinamizao nas reas de transferncias e de captao de recursos, atravs de condies atractivas em diferentes moedas. Os cartes de crdito tambm tiveram um grande foco atravs da campanha interna, lanada no 2 trimestre, Crdito Vero, com o objectivo de colocao de cartes de crdito em clientes novos. Foi criada uma oferta especfica para os clientes com condies vantajosas. O nmero de novos clientes de carto de crdito, no ano, atingiu 58.610 novos clientes que passaram a privilegiar o Banco para as suas principais transaces. No que diz respeito aceitao, foi reforada a posio do Santander Totta como banco de referncia junto dos principais grandes comerciantes, nomeadamente nas principais cadeias de distribuio, alimentar, vesturio, transportes e gasolineiras, o que se traduziu numa quota de mercado de 17,8%. No segmento de Negcios foi mantida uma poltica comercial de grande foco na concesso de crdito a novos clientes, na vinculao dos actuais clientes e no aumento da transaccionalidade. A campanha interna designada de Crdito Primavera, destinada ao segmento de Negcios/PMEs, iniciada no 1 trimestre do ano, resultou no crescimento anual de 19% das produes de crdito. Em destaque o crescimento de 33% no montante contratado, no segmento de Negcios/PME's, na linha PME Crescimento, quando comparado com igual perodo de 2012.

    Relatrio Anual de 2013 REAS DE NEGCIOREAS DE NEGCIOREAS DE NEGCIOREAS DE NEGCIO

  • Banco Santander Totta, SA 26

    Private Banking e Premium No segmento Premium, o ano de 2013 revelou-se um ano importante para o reforo da quota de mercado neste segmento de clientes, tendo sido alcanados os principais objectivos de negcio. As campanhas lanadas para captao de clientes de rendimentos elevados assim como o trabalho desenvolvido no aproveitamento de acordos estabelecidos com colectivos de elevado potencial de rendimento, tiveram um contributo muito importante. Paralelamente, o investimento no acompanhamento na Experincia do Cliente deste segmento tem permitido ao Banco apresentar as solues mais adequadas para a satisfao crescente das necessidades detectadas. Na rea de Private Banking, e no obstante a contnua procura por activos de risco controlado e elevada liquidez, assistiu-se, principalmente no ltimo trimestre do ano, a um aumento da apetncia dos clientes por activos financeiros com maior risco, que por sua vez conferem um maior potencial de rentabilidade. Nesse sentido, o Private do Santander Totta disponibilizou uma nova ferramenta de assessoria, utilizada a nvel global no Santander, que permite fazer o aconselhamento financeiro de produtos e servios de acordo com o perfil e objectivos individuais de cada cliente, garantindo que em assessoria os produtos subscritos estaro de acordo com o seu nvel de experincia e conhecimentos em matria financeira. Esta nova metodologia, em conjunto com a contnua formao dos gestores Private, permitiu aumentar a rentabilidade das carteiras, crescer em nmero de clientes e alargar o porteflio de produtos e servios que o Santander Totta disponibiliza. Pelo terceiro ano consecutivo, o Santander Totta foi reconhecido com o prmio da Euromoney na categoria Best Private Banking in Portugal. Empresas Fruto da solidez, liquidez e capacidade de financiamento, o Santander Totta tem vindo a desempenhar um papel fundamental no apoio ao tecido empresarial P