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Relatório Anual 2005 Banco Santander Totta, S.A. 1 Relatório e Contas 2005

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  • Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    1

    Relatório e Contas

    2005

  • Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

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    Índice

    O Banco Santander Totta Principais Indicadores 4Organigrama Funcional 5Órgãos Sociais 6Práticas de Governo do Santander Totta 7Responsabilidade Social Corporativa 7Reorganização Societária e Estrutura Accionista 11Rating 12

    Enquadramento da Actividade Economia Internacional 13Economia da UEM 15Economia Portuguesa 16Mercados Cambiais 17Mercados Monetários 18Mercados Obrigacionistas 19Mercados Accionistas 21

    Áreas de Negócio Particulares e Negócios 22Private Banking 25Empresas 25Fomento à Construção 26Promotores e Mediadores 26Banca Transaccional 26Canais Complementares 27Grandes Empresas 27Actividade Internacional 27

    Áreas de Suporte ao Negócio Recursos Humanos 29Tecnologia e Sistemas 30Auditoria 30Qualidade 31

    Desempenho Económico – Financeiro Actividade Consolidada 32Actividade Individual 39

    Gestão de Risco Risco de Crédito 42Risco de Crédito Contraparte 44Risco de Mercado 45Risco de Balanço 46Risco Operacional 47

  • Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

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    Proposta de Aplicação de Resultados 48

    Informação Complementar Prevenção de Branqueamento de Capitais 49Estrutura Orgânica por Pelouros 50Funções que os Membros do Conselho de Administração do Santander Totta exercem noutras sociedades

    54

    Movimentos de Acções e Obrigações dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização

    58

    Demonstrações Financeiras Consolidadas 63

    Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas 68

    Relatório e Parecer Consolidado 160

    Demonstrações Financeiras Individuais 164

    Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais 169

    Relatório e Parecer Individual 251

  • Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

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    O Santander Totta

    Principais Indicadores Var. %

    2004(Prof) / 2005

    Balanço Proforma Activo Líquido 33.462 28.623 28.623 +16,9% Crédito Líquido 25.356 22.363 22.363 +13,4% Recursos Totais de Clientes (em, e fora, de Balanço) 23.737 22.100 22.100 +7,4% Cap. Próp. + Int. Min. + Pas. Subordinados 2.391 1.920 1.920 +24,5%

    Resultados Margem Financeira Estrita 594,8 558,5 558,5 +6,5% Margem de Serviços (Comissões + Out. Proveitos) 262,3 219,3 219,3 +19,6% Produto Bancário 893,5 816,1 816,1 +9,5% Resultado de Exploração 433,0 245,2 348,4 +24,3% Resultados Antes de Imposto 363,4 63,3 260,9 +39,3% Resultado Líquido Consolidado 297,0 41,6 210,6 +41,0%

    Racios ROE 25,6% 3,8% 19,2% +6,4 p.p. ROA 0,9% 0,1% 0,7% +0,2 p.p. Rácio de Eficiência 44,9% 62,5% 49,8% -4,9 p.p. Rácio de Adequação de Fundos Próprios Banco de Portugal 10,8% 9,5% 9,5% +1,3 p.p. Core Capital (Tier I) 5,2% 6,1% 6,1% -0,9 p.p. Racio BIS 9,2% 9,4% 9,4% -0,2 p.p.

    Colaboradores 6.011 6.211 6.211 -200Colaboradores em Portugal 5.775 5.986 5.986 -211Postos de Atendimento 692 670 670 22Total de Agências e Centros Empresa em Portugal 662 639 639 23

    (milhões de euros) 2005 2004

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    Organigrama Funcional

    Notas: Este Organigrama funcional resultou de uma reestruturação organizativa efectuada em 31/12/05. A situação anterior era a seguinte: - Meios e Custos – Carlos Amaral - Seguros, Promotores Externos, Mediadores e Internacional – Eduardo Stock da Cunha

    Presidente

    António Horta Osório

    Vice-Presidente Redes Particulares e Negócios

    e Empresas

    Nuno Amado

    Área Jurídica, Prevenção de Branqueamento de Capitais, Inspecção e

    Secretaria-Geral

    José Carlos Sítima

    Meios, Custos e Seguros

    Eduardo Stock da Cunha Carlos Amaral

    Grandes Empresas, Gestão de Activos e Banca de

    Investimento

    Elias da Costa

    Riscos, Recuperações, Universidades,

    Desinvestimento e Banco Totta de Angola

    António Vieira Monteiro

    Comunicação Institucional, Imagem Corporativa e

    Qualidade

    Luis Bento dos Santos

    Financeira e Marketing

    Miguel Bragança

    José Eduardo Bettencourt

    Recursos Humanos e Gabinete da Presidência

    Promotores Externos, Mediadores, Internacional, B.

    Institucional e Canais Complementares

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    Órgão Sociais Mesa da Assembleia Geral

    Presidente António Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino Vice – Presidente Alberto Fernando de Paiva Amorim Pereira

    Secretário António Miguel Leonetti Terra da Motta Conselho de Administração

    Presidente Eurico Silva Teixeira de Melo Vice – Presidentes Matias Pedro Rodriguez Inciarte

    António Mota de Sousa Horta Osório Vogais Nuno Manuel da Silva Amado

    Miguel de Campos Pereira de Bragança António José Sacadura Vieira Monteiro José Manuel Alves Elias da Costa Carlos Manuel Amaral de Pinho Eduardo José Stock da Cunha Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos José Eduardo Fragoso Tavares de Bettencourt José Carlos Brito Sítima José Manuel Galvão Teles

    Fiscal Único

    Efectivo Deloitte & Associados, S.R.O.C., representada por Luís Augusto Magalhães

    Suplente Carlos Luís Oliveira de Melo Loureiro, R.O.C. Secretário da Sociedade

    Efectivo António Miguel Leonetti Terra da Motta Suplente João Manuel da Mota Branquinho e Crespo

    Comissão Executiva

    Presidente António Mota de Sousa Horta Osório Vice – Presidente Nuno Manuel da Silva Amado

    Vogais Miguel de Campos Pereira de Bragança António José Sacadura Vieira Monteiro José Manuel Alves Elias da Costa Carlos Manuel Amaral de Pinho Eduardo José Stock da Cunha Luís Filipe Ferreira Bento dos Santos José Eduardo Fragoso Tavares de Bettencourt José Carlos Brito Sítima

    BANCO SANTANDER TOTTA, S.A.

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    Banco Santander Totta, S.A.

    Práticas de Governo do Santander Totta A actuação do Conselho de Administração e de cada um dos seus membros é regida pelos princípios da legalidade, transparência e responsabilidade, com vista a maximizar a rendibilidade e a optimizar os interesses dos Accionistas, Clientes e Colaboradores. Constitui preocupação constante a satisfação escrupulosa das normas legais e regulamentares vigentes. De modo a dar expressão prática a esse desiderato, dispõe o Santander Totta da Direcção de Coordenação de Assuntos Institucionais e Cumprimento, à qual compete, precisamente, entre outras funções, promover e zelar pelo cumprimento das disposições vigentes, nomeadamente através do estabelecimento de orientações e procedimentos, divulgação das alterações normativas verificadas, definição de regras de conduta e controlo das práticas instituídas. As competências e actuação da referida Direcção estão ajustadas ao enquadramento regulatório da função de Cumprimento definido pela Instrução nº 20/2005 do BP e complementado pela Carta-Circular da mesma Instituição com o nº 41/2005/DSB, bem como com os princípios e recomendações definidas para a função Cumprimento pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia mandado aplicar pela identificada instrução. As regras respeitantes ao governo do Santander Totta têm tradução, não só nos próprios estatutos, como também nas normas e procedimentos internos, aprovados pelo Conselho ou pela Comissão Executiva, e contém um conjunto de medidas práticas relativas à actuação destes órgãos e de todos os outros integrantes da estrutura da sociedade. Destaca-se o facto de o estatuto não conter qualquer norma de blindagem, estando excluídas quaisquer disposições susceptíveis de conduzir a idêntico resultado. Por outro lado, estão em vigor códigos de conduta especialmente aplicáveis aos Membros do Conselho de Administração, Quadros Dirigentes e Colaboradores directamente envolvidos nas actividades de intermediação financeira que, sem prejuízo dos deveres gerais, determinam um conjunto acrescido de obrigações destinadas a garantir a confidencialidade, isenção e transparência na actuação, assegurar a prevenção de conflitos de interesses e a sua adequada solução na eventualidade de poderem ocorrer e, bem assim, a protecção e reserva de informação privilegiada, de acordo com os imperativos legais e os mais elevados padrões de ética. Responsabilidade Social Corporativa O Santander Totta, alinhado com a política do Grupo a nível mundial, elegeu a promoção do Conhecimento e do Ensino, com especial incidência nas Universidades, como prioridade em termos de Responsabilidade Social Corporativa. Convicto de que uma das características das sociedades desenvolvidas é a participação e o compromisso do mundo empresarial com a sociedade civil, nomeadamente, no apoio ao Conhecimento e Ensino, o Santander Totta dedicou mais de 70% do seu orçamento de Responsabilidade Social Corporativa a esta área. Por outro lado, desenvolveu uma política activa de patrocínios, apoios e mecenato em outros dois vectores de actuação que definiu como estratégicos, a solidariedade social e a protecção do meio ambiente, não descurando o apoio a outras áreas relevantes, como por exemplo a cultura e a promoção da saúde e desporto, ciente que esta diversidade na intervenção é determinante para o aprofundamento da consciência social e corporativa dos actores económicos.

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    O Conhecimento e o Ensino superior

    Portal Universia A presença do portal Universia no mundo universitário tornou-se uma referência como agregador da comunidade académica em Portugal e no mundo Ibero-Americano. Em 2005 o Universia consolidou-se e posicionou-se como portal líder no segmento universitário português. No final de 2005 existiam 46 Salas Universia em pleno funcionamento nas universidades portuguesas, 1.000 máquinas com ligação à Internet, 5 espaços wireless e 46 impressoras. A média de visitas diárias foi de 4.000 alunos e cerca de 3.200 utilizadores únicos acediam, por dia, ao portal.

    Cimeira de talentos O Santander Totta marcou a abertura do ano lectivo 2005/06 com uma iniciativa denominada “Cimeira de Talentos” que teve lugar em Lisboa, no dia 17 de Outubro. Tratou-se de uma iniciativa inédita, que congregou vários eventos, nomeadamente uma Master Classroom para estudantes e uma conferência ao mais alto nível. Para esta cimeira foram convidados cinco grandes especialistas em assuntos económicos, os prémios Nobel Robert Mundell e Michael Spence, o prestigiado economista Robert Wescott (chief economist do presidente Clinton), e os conhecidos autores Michael Spendolini, especialista do conceito “Benchmarking”, e Edward de Bono, criador do conceito “Lateral Thinking”.

    Relação com as Universidades No âmbito do programa Universidades, o Santander Totta continuou a desenvolver uma política de estreitamento de relações com as Universidades Portuguesas em linha com a orientação da sua política global de responsabilidade social corporativa para o apoio ao conhecimento superior e à investigação científica, mantendo, no final do exercício, 36 convénios de colaboração em funcionamento com instituições de ensino superior. Foram lançadas algumas iniciativas, entre as quais se destacam: • Crédito Totta Bolsas – solução inovadora pensada e criada especificamente para

    financiamento de cursos do ensino superior, público ou privado, universitário ou politécnico que permite a estudantes, com independência dos seus rendimentos e do agregado familiar, ter meios para completar a sua formação.

    Trata-se de um sistema de crédito que tem como base uma parceria/compromisso entre o estudante e o Banco. O estudante compromete-se a manter o bom aproveitamento académico e o Santander Totta compromete-se a disponibilizar os fundos ao aluno até este terminar o curso, só exigindo o começo do reembolso um ano após o final dos estudos. Para esta iniciativa, o Santander Totta disponibilizará 130 milhões de euros em 5 anos, permitindo o financiamento dos estudos a 1.000 alunos por ano.

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    Banco Santander Totta, S.A.

    • Protocolo Comissão Fulbright – a Comissão Fulbright, organização com longa experiência na área do intercâmbio educacional e responsável pela administração do Programa Fulbright de Bolsas de Estudo e de Investigação em Portugal, e o Santander Totta, assinaram em 2005 um acordo de parceria que visa a criação de uma linha de financiamento especial para estudantes portugueses licenciados que estejam nos Estados Unidos da América em programas de mestrado, doutoramento ou de investigação com o estatuto de Bolseiro Fulbright.

    A linha de crédito Fulbright/Santander Totta permitirá complementar o financiamento que os cientistas recebem da Comissão Fulbright e das universidades norte-americanas que poderá cobrir a totalidade dos custos com os seus programas.

    • Prémio Santander Totta/Universidade de Coimbra – este prémio foi lançado em 2004 e visa

    premiar anualmente uma ou mais individualidades nacionais, que se tenham distinguido pela sua actividade em domínios da cultura e/ou ciência. Em 2005, este Prémio distinguiu o historiador António Hespanha e o actor e encenador Luis Miguel Cintra. O Prémio Santander Totta/Universidade de Coimbra insere-se no âmbito de um convénio entre ambas as instituições que prevê o desenvolvimento de projectos de mecenato. Para além do prémio, o convénio também prevê a atribuição anual das Bolsas de Estudo Santander Totta, bem como, outros projectos no domínio do apoio ao empreendedorismo, informatização e divulgação cientifica.

    • Primus Inter Pares - iniciativa do Santander Totta e do Jornal Expresso que tem como

    objectivo premiar os melhores alunos finalistas das licenciaturas em Economia e Gestão de Empresas, não só pelo seu desempenho académico, como também pelas suas qualidades humanas, valores éticos e inteligência emocional.

    Solidariedade Social

    Operação Nutrição

    Nos projectos de solidariedade promovidos, destacou-se a Operação Nutrição Totta/AMI, uma iniciativa surgida dum protocolo assinado pelo Banco e a AMI – Assistência Medica Internacional -, no âmbito da qual o Santander Totta comprometeu-se a doar a esta instituição de solidariedade social 50 euros por cada nova conta-ordenado aberta. Os donativos obtidos foram canalizados para ajuda a nível alimentar, médica ou outra, junto das crianças angolanas do município da Jamba, na província da Huíla. Na sequência desta acção, no dia 15 de Junho de 2005, uma delegação composta por representantes do Santander Totta e do Banco Totta de Angola, bem como por alguns jornalistas visitou a “Operação Nutrição”, a decorrer na Jamba Mineira, em Angola.

    O Natal: um período especial Nesta quadra tão significativa, o Santander Totta avançou com o apoio a duas iniciativas: • “Pão de Todos” - em conjunto com a associação CAIS, pelo 2º ano consecutivo,

    consubstanciado na entrega de um donativo e na participação de cerca de 30 Colaboradores que pertencem ao Núcleo de Voluntários do Santander Totta que auxiliaram na feitura e na distribuição do pão, para além da oferta de chocolate quente;

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    • “Natal Simpático” - numa acção inédita, o Santander Totta e a RTP, uniram-se às Câmaras Municipais das capitais de 20 distritos do País, para tornar o Natal de 2005 mais solidário. Durante 22 dias, percorreram o país, inaugurando um presépio em cada cidade e distribuindo presentes por crianças desfavorecidas, ligadas a instituições de solidariedade locais.

    Fundação CEBI

    O Santander Totta apoia também a CEBI – Fundação para o Desenvolvimento Comunitário de Alverca, entidade de que é membro fundador e que procura promover o desenvolvimento integrado da comunidade local, apoiando cerca de 3.000 famílias da região. Esta Fundação, que dispõe de instalações nos concelhos de Vila Franca de Xira e de Mafra, intervém fundamentalmente no âmbito da solidariedade social e da educação, privilegiando a criação de escolas, de clubes de jovens, de lares para idosos, bem como a integração de deficientes, o serviço de acolhimento familiar e o desenvolvimento de actividades de medicina física e reabilitação.

    Núcleo de Voluntariado Durante o ano de 2005 os voluntários do “Núcleo de Voluntariado Santander Totta” continuaram a manifestar o seu espírito de solidariedade respondendo com entusiasmo aos convites que lhes foram apresentados, de entre os quais se destacam a “Campanha do Pirilampo Mágico”, a “Angariação de filmes para o IPO”, a “Campanha de doação de medula” e a festa de Natal “Pão de Todos”.

    Arte e Cultura Na área cultural e artística, o Santander Totta canalizou a política de patrocínios, apoios e mecenato fundamentalmente para a promoção e preservação do património, a promoção e defesa da Língua Portuguesa num mundo crescentemente global, bem como a promoção da música. Em 2005 o Santander Totta apoiou o lançamento de dois livros históricos: o livro “De Goa a Pangim” da autoria do conceituado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, o Prof. Pedro Dias, cuja edição original foi apresentada, em Dezembro, no auditório da Sede do Banco, e o livro “D. Catarina de Bragança e o Paço da Rainha”, edição da Academia Militar, comemorativa do tricentenário da morte de D. Catarina de Bragança. No que respeita à defesa do património nacional patrocinou-se o restauro do quarto do Rei, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a Bienal de Antiguidades promovida pela APA – Associação Portuguesa de Antiquários e a Exposição de Antiguidades da Gare Marítima de Alcântara. No âmbito do apoio ao Museu da Presidência da República, o Santander Totta apoiou ainda o lançamento do seu primeiro livro. Este patrocínio foi dado com o intuito de contribuir para a preservação da nossa memória histórica sobre as instituições democráticas, dando continuidade ao patrocínio, concedido em 2004, para a criação do Museu da Presidência, no Palácio de Belém. Proprietário de um vasto acervo que inclui obras de artistas centrais da História da Arte em Portugal, e depois de um trabalho de inventariação e classificação da parte mais significativa do seu património arquitectónico, de artes plásticas e de tapeçaria, o Santander Totta prosseguiu, ao longo do ano de 2005, a sua política de empréstimo de obras para integrarem exposições organizadas por Fundações e Museus ou para exposição permanente.

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    Banco Santander Totta, S.A.

    No domínio da promoção da música salienta-se o patrocínio à Orquestra Metropolitana de Lisboa, como forma de apoiar um projecto que, para além da promoção de espectáculos de música clássica, tem uma vertente de recrutamento e valorização de distintos instrumentistas, criando oportunidades de evidenciar o mérito de cada um, valor este de primordial significado para o Santander Totta. O Santander Totta apoia ainda a Fundação da Casa de Mateus, entidade com vasta tradição e reconhecimento em Portugal pelo seu trabalho em prol da divulgação de valores musicais únicos.

    Saúde e Desporto O Santander Totta procurou em 2005 aprofundar as iniciativas nesta área não só através do apoio a Instituições como a desportistas de elevado potencial. O ténis continua a ser a prática desportiva de eleição. Foi prosseguido o apoio a várias instituições e organismos com escolas de ténis: Associação de Ténis de Lisboa (ATL), CIF, Academia Eduardo Beldade, Escola de Ténis de Oeiras, Lisboa Racket Center, Clube de Ténis Paço do Lumiar e Academia Quinta do Lago. No que se refere às escolas de ténis e a iniciativas de fomento do ténis juvenil, o número de jovens praticantes abrangidos ultrapassou os 1500 praticantes. Nesta modalidade foi dado ainda apoio a Luisa Gouveia, uma tenista com vasto curriculum, que se consagrou, em 2004, campeã da Europa. De realçar também que o Santander Totta mantém o apoio à Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD), continuando a ser o Banco Oficial do Movimento Paralímpico, Reorganização Societária e Estrutura Accionista Após a reorganização global da actividade do Grupo em 2004, o BTA foi, conjuntamente, com o BSP, incorporado no CPP (fusão por incorporação) remanescendo um único banco comercial, com a nova denominação de Banco Santander Totta, S.A.. Ficou assim consumado o objectivo de ser levada a cabo a actividade comercial por um banco cujo capital é directamente dominado por uma sociedade gestora, sedeada em Portugal e sujeita à lei portuguesa, permitindo uma organização adequada e concertada do Grupo, com os correspondentes reflexos e benefícios. As posições dos accionistas detentores de participações superiores a 2% do capital social do Banco Santander Totta, S.A., são a 31 de Dezembro de 2005, as seguintes:

    Accionista Nº de Acções %

    Santander Totta, S.G.P.S, S.A TaxaGest – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.

    573.915.574

    14.593.315

    97,3051

    2,4742

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    Rating O Banco Santander Totta S.A. é objecto de notação de rating por entidades independentes e de reconhecido prestígio – a Fitch Ratings, a Moody’s e a Standard and Poor´s. Na sequência da reestruturação do Grupo em Portugal, onde está integrado o BST, que teve lugar no inicio de 2005, as agências de rating, Standard & Poors, Moody’s Investors Service e Fitch Ratings, confirmaram a notação do Banco Santander Totta S.A., tendo mantido os níveis iguais aos que tinham atribuído ao anterior Banco Totta & Açores, S.A.. Reflexo da importância crescente da posição da instituição no Grupo Santander e na banca de retalho em Portugal, o Santander Totta continua a merecer uma avaliação que se reflecte em elevadas notações de rating, por parte das agências que o acompanham em Portugal. Segundo as mesmas, as notações de rating obtidas traduzem a performance consistente dos resultados em Portugal nos últimos anos, a sua rendibilidade, qualidade de activos e a forte solidez quer em termos de liquidez quer de capital. Apesar da conjuntura económica adversa, que persistiu durante o último ano, o Santander Totta manteve as notações de rating no ano de 2005. Em Julho de 2005, a Standard & Poor’s melhorou o outlook de estável para positivo, destacando a sua capacidade de gestão e rendibilidade. Notações de Rating:

    Fitch-IBCA Moody´s S & P’s Curto Prazo F1 P1 A1 Longo Prazo AA- A1 A+ Outlook Estável Estável Positivo

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    Relatório Anual 2005

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    Enquadramento da Actividade

    Economia Internacional A economia mundial manteve, em 2005, um forte dinamismo, registando apenas uma ligeira desaceleração face ao crescimento registado em 2004, apesar dos choques causados pela subida do preço do petróleo e, já no final do Verão, pelos furacões que assolaram a Costa do Golfo nos EUA. À semelhança do ocorrido no ano anterior, o padrão de crescimento voltou a revelar-se sustentado, com uma nova generalização entre sectores de actividade e regiões, sobretudo no segundo semestre, quando a Europa e o Japão iniciaram igualmente uma fase de crescimento mais visível e sustentado. Neste contexto de crescimento económico ligeiramente acima da tendência de longo prazo, o preço do petróleo voltou a atingir novos máximos históricos. A subida, na primeira metade do ano, esteve novamente associada a receios de que a oferta fosse insuficiente face a uma procura crescente. No entanto, os sinais de uma moderação das importações de crude pela China permitiram uma correcção em baixa dos preços. Já no final do Verão, o preço do petróleo atingiu novos máximos históricos, com o preço do barril a alcançar um máximo de 70 dólares, na sequência do furacão Katrina, que afectou de forma substancial uma parte importante da estrutura de produção e refinação de petróleo dos EUA, localizada na região.

    Preços do petróleo Brent, em dólares por barril

    0

    10

    20

    30

    40

    50

    60

    70

    Jan-00 Jan-01 Jan-02 Jan-03 Jan-04 Jan-05

    Fonte: Bloomberg A economia dos EUA voltou a revelar-se o principal motor da economia mundial, ainda que com alguns sinais pontuais de desaceleração da actividade, nomadamente no final do primeiro trimestre, quando houve receios de uma desaceleração mais profunda, na sequência da subida dos preços do petróleo. Um abrandamento ligeiro do consumo privado, juntamente com sinais ainda mistos de criação de emprego e com receios quanto ao impacto da subida das taxas de juro pela Reserva Federal, contribuiu para esse sentimento de novo “soft patch”. A Reserva Federal, de forma correcta, antecipou que a revisão dos dados económicos confirmaria um crescimento acima do potencial. No segundo semestre, os EUA foram particularmente afectados por dois furacões, com o furacão Katrina a revelar-se um dos mais devastadores de sempre, em termos de perdas materiais e também humanas. O cenário mais adverso não se materializou, com um rápido início dos trabalhos de reconstrução, cujos impactos positivos sobre o crescimento deverão ser visíveis até ao primeiro semestre de 2006.

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    O principal risco para a economia americana reside no mercado imobiliário. Após o forte dinamismo dos últimos anos, com as vendas de habitações em máximos históricos, o final do ano começou a revelar os primeiros sinais de correcção, com uma desaceleração das vendas e dos preços. Adicionalmente, os grandes desequilíbrios da economia americana voltaram a agravar-se. O défice externo alcançou novos máximos, acima de 6% do PIB, ainda que parte da deterioração estivesse associada à subida dos preços do petróleo. Por outro lado, o aumento dos apoios públicos às regiões afectadas pelos furacões contribuiu para travar a recuperação das contas públicas. Apesar da subida dos preços da energia, a inflação, excluindo alimentação e energia, não deu sinais de aceleração.

    Crescimento económico mundial 2005

    2001

    2002

    2003

    2004

    Out-05

    Abr-06

    Mundo 2,4 3,0 4,0 5,3 4,3 4,8 Países avançados 1,2 1,5 1,9 3,3 2,5 2,7 EUA 0,8 1,6 2,7 4,2 3,5 3,5 Japão 0,2 -0,3 1,4 2,3 2,0 2,7 UEM 1,7 0,9 0,7 2,1 1,2 1,3 Reino Unido 2,2 2,0 2,5 3,1 1,9 1,8 Países em desenvolvimento 4,1 4,8 6,5 7,6 6,4 7,2 África 4,1 3,6 4,6 5,5 4,5 5,2 Ásia 5,6 6,6 8,1 8,8 7,8 8,6 Europa de Leste 0,2 4,4 4,6 6,5 4,3 5,3 Médio Oriente 3,7 4,2 6,5 5,4 5,4 5,9 América Latina 0,5 0,0 2,2 5,6 4,1 4,3

    Fonte: FMI No Japão, só no segundo semestre foram visíveis sinais mais claros de recuperação da actividade, após o abrandamento iniciado no final de 2004. A depreciação do iene e o forte crescimento da Ásia permitiram a continuação do dinamismo do sector exportador acompanhado de sinais de melhoria da procura interna, com a confiança dos empresários a atingir máximos. A melhoria do investimento e consumo privados, juntamente com sinais de dissipação das pressões deflacionistas, permitiu mesmo ao Banco do Japão iniciar uma discussão sobre o fim da actual política de taxas de juro zero, seguida desde 2001. Na China, além da continuação de fortes ritmos de expansão da actividade, houve um conjunto de desenvolvimentos positivos. Em Julho, as autoridades alteraram o regime cambial, permitindo uma apreciação modesta da taxa de câmbio e passando a um regime de “crawling peg”, em que o yuan se poderá apreciar face ao dólar, de forma controlada. No final do ano, foi anunciada uma revisão do PIB de 2004, em 16%, com a alteração a ocorrer sobretudo ao nível de um maior crescimento da procura interna, em detrimento das exportações. Esta revisão, colocando maior ênfase no consumo privado, reduz os receios quanto a uma potencial desaceleração do crescimento económico na China. Nos restantes mercados emergentes, o crescimento económico manteve-se dinâmico, embora com sinais de desaceleração em alguns países. No Brasil, uma crise política teve impactos reduzidos sobre a popularidade do Presidente Lula, bem como sobre a actividade, mas a forte apreciação do real (em 12% face ao dólar) induziu uma desaceleração da actividade e uma queda da inflação, permitindo uma descida das taxas de juro pelo banco central. Os spreads de crédito reduziram-se para novos mínimos.

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    Economia da UEM O ano de 2005 iniciou-se com a continuação da desaceleração iniciada em 2004, o que gerou mesmo receios de recessão e, consequentemente, de descida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu. Ao nível global da UEM, esse cenário não ocorreu, mas a Alemanha, Holanda e Itália registaram uma recessão ligeira no início do ano. Os efeitos desfasados da apreciação do euro, ocorrida no final de 2004, e o ajustamento ao nível do emprego, desenvolvido pelas empresas europeias, contribuíram para a desaceleração das exportações e para os baixos níveis de confiança por parte dos consumidores. A não aprovação do Tratado de Constituição Europeia, nos referendos realizados em França e na Holanda, juntamente com a ausência de acordo, em Junho, quanto ao Orçamento da União Europeia (Perspectivas Financeiras 2007-2013), geraram dúvidas sobre o processo político europeu, que terão contribuído igualmente para uma deterioração da confiança dos agentes económicos no início do Verão. A recuperação da actividade ganhou relevo no decurso do segundo semestre. Inicialmente liderada pelo sector exportador, que beneficiou do forte dinamismo da economia mundial, bem como da depreciação do euro iniciada ainda no primeiro semestre, começaram a surgir sinais de reanimação da procura interna. No final do ano, os inquéritos de actividade, industrial e dos serviços, revelaram uma criação activa de emprego pela generalidade das empresas, para responder aos volumes mais elevados de novas encomendas. Em consequência, após uma estagnação prolongada, também a confiança dos consumidores recuperou, retomando a média de longo prazo. Esta indicação foi relativamente generalizada entre os vários participantes na União Monetária, sinalizando um processo de reanimação mais sustentado. A inflação voltou a permanecer acima do limite de 2%, sobretudo devido aos preços da energia, já que a inflação subjacente desacelerou, em linha com a continuação da moderação salarial. Contudo, o BCE focou no índice geral, vendo maiores riscos para a estabilidade dos preços no forte crescimento dos agregados monetários e de crédito. Um desenvolvimento positivo, revelador de uma melhoria da confiança, prende-se com o crescimento do crédito às empresas, associado a um aumento das operações de fusão e aquisição. Neste contexto, após três anos de inactividade, o Banco Central Europeu subiu as taxas de referência em 25 p.b., para 2,25%, deixando indicação de subidas adicionais, mas de forma gradual.

    Economia da UEM PIB Inflação 2004 2005 2004 2005 UEM 2,0 1,3 2,1 2,2 Alemanha 1,6 0,9 1,8 1,9 França 2,3 1,4 2,3 1,9 Itália 1,1 0,0 2,3 2,2 Espanha 3,1 3,4 3,1 3,4

    Fonte: CE, Mai-06

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    Relatório Anual 2005

    Banco Santander Totta, S.A.

    Economia Portuguesa Portugal registou de novo um ano de crescimento inferior à média europeia, acentuando a divergência que tem sido observada ao longo dos últimos anos. No primeiro semestre, houve uma ligeira reanimação da actividade, após a recessão técnica verificada no final de 2004. O novo Governo, emanado das eleições legislativas antecipadas realizadas em Fevereiro, anunciou um conjunto de medidas, umas imediatas e outras de fundo, destinadas a corrigir o défice orçamental, que se estimava poder atingir 6,8% do PIB em 2005, na ausência de medidas correctivas. As medidas incluíram um aumento da taxa normal do IVA, para 21%, com efeitos a partir de Julho de 2005, o que levou a uma antecipação de aquisição de automóvel pelas famílias para o final do segundo trimestre e, consequentemente, a um forte dinamismo do consumo privado. A dissipação deste efeito resultou numa desaceleração do crescimento económico no segundo semestre do ano. Essa tendência ocorreu ao nível do consumo privado, mas também do investimento, que manteve uma evolução negativa. O sector de construção continua a evoluir negativamente, seja pela estagnação do ramo residencial, seja pela contracção do segmento de obras públicas, após o fim das obras relacionadas com as eleições locais. As restantes componentes do investimento tiveram igualmente uma tendência de desaceleração, com a confiança dos empresários a deteriorar-se, em função de perspectivas mais fracas para a economia portuguesa no futuro próximo. A procura externa teve um contributo para o crescimento inferior ao inicialmente estimado, sobretudo tendo em conta a reanimação da economia europeia. As exportações cresceram lentamente, com indicações de nova perda de quota de mercado dos produtos portugueses nos mercados internacionais, em sequência dos efeitos desfasados da apreciação do euro, e por uma concorrência acrescida dos produtores asiáticos (têxteis), com destaque para a China. As importações desaceleraram, em linha com o menor crescimento da procura interna, mas de forma insuficiente para travar uma nova deterioração do défice externo, que atingiu 8,2% do PIB.

    Indicadores sobre Portugal 2001 2002 2003 2004 2005 PIB 2,0 0,8 -1,1 1,1 0,3 Consumo privado 1,3 1,3 0,1 2,4 2,0 Consumo público 3,3 2,6 0,3 2,0 1,7 Investimento 1,2 -4,7 -9,7 1,8 -3,6 Exportações 1,8 1,5 3,7 4,5 0,9 Importações 0,9 -0,7 -0,4 6,8 1,8 Inflação média 4,4 3,6 2,6 2,4 2,3 Desemprego 4,1 5,1 6,3 6,7 7,6 Défice público (% do PIB) -4,3 -2,9 -2,9 -3,2 -6,0 Dívida pública (% do PIB) 53,6 55,5 57,0 58,7 63,9 BTC (% do PIB) -8,9 -6,4 -4,0 -5,7 -8,2

    Fonte: INE, Ministério das Finanças, Banco de Portugal As medidas de controlo do défice orçamental, apresentadas no âmbito do Programa de Estabilidade 2005-2009, destinadas a reduzir o défice orçamental abaixo de 3% do PIB em 2008, são mais abrangentes, incluindo a uniformização progressiva dos regimes de aposentação e de saúde da função pública com os regimes gerais da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde. As medidas mais estruturais prendem-se com a definição de um novo regime de carreiras e remunerações da Administração Pública, bem como de uma nova reestruturação dos serviços da Administração Central, os quais deverão ser apresentados em 2006.

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    Relatório Anual 2005

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    A inflação manteve-se estável, terminando o ano em 2,3%, em termos médios, apesar do aumento da taxa normal do IVA para 21%, em Junho. A debilidade da procura interna traduziu-se, tal como já tinha ocorrido em 2002, numa acomodação de parte do aumento do imposto na margem dos retalhistas. O aumento de desemprego, que atingiu um máximo de 7,7% no terceiro trimestre, reflectiu-se na continuação da moderação salarial, permitindo uma desaceleração dos preços dos serviços. Apesar da moderação da actividade económica, os agregados de crédito registaram um maior crescimento, sobretudo por via da dinamização do crédito às empresas, que acelerou após o mais lento crescimento registado em 2004. O crédito hipotecário manteve-se suportado, com taxas de crescimento homólogo em torno de 10%. No final do ano, e em antecipação ao início do ciclo de subida de taxas de juro pelo Banco Central Europeu, foram lançadas novas modalidades de crédito hipotecário, com taxa de juro fixa durante um período até 5 anos. Ao nível dos recursos, manteve-se a tendência iniciada em 2004, de maior crescimento das aplicações em fundos de investimento e seguros financeiros, em detrimento dos depósitos tradicionais. Mercados Cambiais Contrariando a tendência e o sentimento de mercado do final de 2004, o movimento mais marcante foi a forte correcção do euro face ao dólar. Partindo de máximos históricos, de quase 1,37 dólares no início do ano, assistiu-se a uma depreciação consistente do euro, que tocou no mínimo de 1,17 dólares em Outubro. No final do ano, as expectativas de que o ciclo de subida de taxas nos EUA termine em 2006 resultaram numa ligeira apreciação do euro, mas que não impediu a sua depreciação, ao longo do ano, de quase 15%. Este movimento de correcção foi a consequência de vários factores, com destaque para o maior dinamismo relativo da economia americana, subida de taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA e pelo crescimento económico europeu que decepcionou, no primeiro semestre, em simultâneo com algumas expectativas de corte de taxas pelo BCE. Em Julho, houve uma alteração importante do regime cambial na China, com uma apreciação cambial que, embora tímida, de 2,1%, para 8,11 yuan por dólar, pôs termo a quase 10 anos de taxa de câmbio fixa. Simultaneamente, as autoridades chinesas passaram a permitir que o fixing diário pudesse ter uma variação de ±0,3%, sendo que a taxa de câmbio passa a ser gerida com base num cabaz de moedas, composto por 10 divisas dos principais parceiros comerciais. A tendência de depreciação do euro foi quase generalizada, reflectindo a ligação que as moedas de alguns parceiros comerciais têm com o dólar norte-americano. Uma excepção foi o iene, que no segundo semestre se depreciou significativamente, face ao dólar e também face ao euro, mas terminando o ano quase inalterado face ao euro.

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    Reflectindo a correcção generalizada do euro, a taxa de câmbio efectiva registou uma depreciação de cerca de 7%, que mais que anulou a apreciação de 3,9% registada em 2004.

    Evolução das Principais Taxas de Câmbio (Dez 2004=100)

    85

    90

    95

    100

    105

    Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

    EUR/USDEUR/GBPEUR/JPYITCE

    Fonte: BCE

    Mercados Monetários Em Dezembro de 2005, e após dois anos e meio de inactividade, o Banco Central Europeu subiu as taxas de referência, em 25 pontos base, para 2,25%, marcando a primeira subida das taxas de referência desde Agosto de 2000. No entanto, ao longo do ano, as expectativas de actuação da autoridade monetária foram variadas. Se o cenário de consenso no início de 2005 era de que se poderia assistir a uma subida total de 50 p.b., em meados do ano, na sequência dos dados económicos mais fracos, o consenso era já de um corte de 25 p.b.. Nesse contexto, a curva de rendimentos do mercado monetário ficou negativamente inclinada. Os sinais de reanimação da actividade, bem como a aceleração da inflação, levaram o BCE, na reunião de Outubro, a alterar de forma significativa a linguagem e a deixar implícita uma subida das taxas de referência, mas que o mercado considerou dever ocorrer apenas em 2006. Em Novembro, o Presidente Trichet anunciou uma subida de taxas em Dezembro. Na data da alteração, o teor da conferência de imprensa foi orientado no sentido de sinalizar que, embora as taxas devam continuar a subir, não se deveria antecipar um ciclo de subidas regulares, como o que tem sido prosseguido pela Reserva Federal dos EUA. Com efeito, a autoridade monetária dos EUA subiu as taxas de referência em todas as oito reuniões de 2005, conduzindo a taxa dos Fed funds para 4,25%, uma subida de 325 p.b. desde que o ciclo se iniciou em Junho de 2004. Apesar de alguns sinais pontuais de abrandamento da actividade, e dos efeitos adversos dos dois furacões do final do Verão, o crescimento foi, de forma geral, caracterizado de sólido e a subida das taxas de juro de referência permanece uma condição necessária para controlar as pressões inflacionistas. Na última reunião do ano, a autoridade monetária começou a debater qual o nível onde o ciclo de subida deverá terminar, já em 2006. Não havendo um nível consensual, a condução da política monetária ficou mais dependente dos desenvolvimentos económicos, uma vez retirado o cariz acomodatício da política.

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    No Reino Unido, o Banco de Inglaterra, em Agosto, desceu as taxas de referência, após sinais de moderação do consumo privado, associados a uma desaceleração da actividade e preços do imobiliário. A descida das taxas surgiu, deste modo, como reacção destinada a evitar uma maior correcção deste mercado, que pudesse gerar uma maior desaceleração do crescimento. No Japão, a moderação das pressões deflacionistas levou o Banco Central a começar a discutir publicamente o fim do actual regime de injecção de liquidez e de taxas de juro zero. O novo Governo, saído de eleições antecipadas, tem revelado oposição a essa alteração, enquanto a economia não der sinais mais concretos de recuperação sustentada.

    Taxas de Juro de Curto Prazo (3 Meses)

    1.5%

    2.5%

    3.5%

    4.5%

    5.5%

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

    UEMEUAReino Unido

    Fonte: Reuters

    Mercados Obrigacionistas As taxas de juro de longo prazo permaneceram em níveis baixos, revelando uma reduzida volatilidade ao longo do ano. Se nos EUA as taxas de juro de longo prazo terminaram o ano muito próximo dos níveis iniciais, na Europa o movimento foi de descida, com as taxas de juro a terminarem o ano próximo dos mínimos históricos. Após um início de 2005 marcado por uma redução das taxas de juro de longo prazo, nos EUA e na Europa, os sinais de reanimação da actividade nos EUA, sobretudo em termos de criação de emprego, permitiram uma subida, para níveis que marcaram os máximos do ano (nomeadamente na Europa). Os sinais posteriores de alguma desaceleração, que alimentaram os receios de “soft patch” (uma desaceleração ligeira da actividade, na linguagem da Reserva Federal), induziram uma tendência de descida que teria, em Junho, o seu momento mais marcante, com vários dias em que as taxas desceram mais de 10 p.b. e a yield dos 10 anos cotou abaixo de 4% pela primeira vez desde 2003 (quando o tema deflação tinha dominado os mercados de rendimento fixo). Só a revisão em alta dos dados, juntamente com a moderação do preço do petróleo e a manutenção do ritmo de subida das taxas de referência pela Reserva Federal, já em pleno Verão, permitiu uma subida das taxas de mais longo prazo, em parte devido também a uma aceleração ligeira da inflação.

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    No final de Agosto, e em Setembro, as taxas de juro voltaram a descer fortemente, na sequência dos dois furacões, Katrina e Rita, e dos preços máximos do petróleo. Nesse momento, o foco do mercado foi de que a Reserva Federal iria responder ao abrandamento do consumo privado e não à aceleração da inflação. A continuação da divulgação de dados económicos débeis, ainda relativos ao segundo trimestre, na Europa, bem como os receios de que a economia europeia estaria mais sensível aos preços do petróleo, conduziu a yield alemã para o mínimo histórico de 3%. A dissipação dos efeitos dos furacões e novos sinais de reanimação da actividade, nos EUA, e finalmente na Europa, resultaram numa nova subida das taxas de juro de longo prazo. A yield americana fez o máximo do ano, em 4,65%, muito abaixo do crescimento nominal do PIB, de mais de 6%. No quarto trimestre assistiu-se a um novo movimento de descida das taxas de juro. Na Europa, a visão de que o Banco Central Europeu, ao iniciar o ciclo de subida das taxas de referência manterá a inflação controlada, associou-se à discussão, nos EUA, sobre o eventual fim do ciclo de subida das taxas de juro pela Reserva Federal. O posicionamento dos agentes económicos, em favor de um movimento de redução da inclinação da curva de rendimentos, nos EUA mas também na Europa, acentuou este processo. Nos EUA, o diferencial de taxas de juro entre os prazos dos 10 e dos 2 anos fechou o ano praticamente nulo.

    Taxa de Juro 10 Anos

    3.0%

    3.5%

    4.0%

    4.5%

    5.0%

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

    AlemanhaEUAPortugal

    Fonte: BSN Portugal, Reuters

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    Mercados Accionistas Os mercados accionistas, ao longo de 2005, tiveram uma evolução globalmente positiva, mas diferenciada entre regiões. Nos EUA, os mercados terminaram o ano praticamente nos níveis de Janeiro de 2005, muito devido à subida das taxas de juro pela Reserva Federal e consequentes receios de aumento dos custos financeiros pelas empresas. No Japão, os mercados accionistas bateram máximos de cinco anos, suportados pelos sinais progressivos de reanimação da procura interna e pelas indicações de que o ajustamento empresarial desenvolvido nos últimos anos começa a produzir resultados. Na Europa, a tendência foi similar, com os mercados accionistas a atingirem, igualmente, máximos de quase quatro anos. No entanto, a evolução dos mercados ao longo do ano não foi uniforme. Durante uma grande parte do primeiro semestre o comportamento pautou-se por uma relativa estagnação face aos níveis de início do ano. Fracos dados económicos na Europa e a subida das taxas de juro nos EUA contribuíram para esta evolução. No final do primeiro semestre os mercados europeus começam a dar sinais de reanimação, com as empresas cotadas a beneficiarem claramente da forte procura externa e igualmente de uma taxa de câmbio mais favorável, na sequência da depreciação do euro. Após o ajustamento empresarial dos últimos anos, assistiu-se a uma reanimação da actividade de fusões e aquisições, com destaque para o sector bancário e para instituições italianas.

    Mercados accionistas (Dez 2004 = 100)

    90

    95

    100

    105

    110

    115

    120

    125

    130

    135

    140

    Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

    PortugalEuropaEUAJapão

    Fonte: Reuters, Euronext Lisbon

    O mercado accionista português teve um primeiro trimestre mais dinâmico, mas a deterioração das perspectivas sobre a economia portuguesa induziram um movimento de correcção significativo, que só viria a ser invertido no segundo semestre.

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    Áreas de Negócio

    Particulares e Negócios O ano de 2005 foi um ano de consolidação da base de Clientes, em que se manteve uma aposta forte na fidelização e no incremento dos níveis de vinculação. Potenciaram-se as melhores práticas de cross-selling através da oferta de produtos de recursos e de crédito com um visível acréscimo do número de produtos por Cliente. O Volume de Negócio e o Produto Bancário registaram incrementos de 10,0% e 8,4% respectivamente.

    Particulares

    O crescimento dos recursos teve como suporte a gama alargada de soluções, competitiva e inovadora, nos Fundos de Investimento, Seguros de Capitalização e Fundos Estruturados, que, em 2005 e no seu conjunto, registaram um acréscimo de 18,3%. A estratégia de diversificação foi apoiada por um intenso esforço de lançamento de produtos de recursos, valorizando sempre as melhores oportunidades dos vários mercados e das tendências económicas. Nesta óptica destacam-se os produtos de seguros como os Unit-linked, para além de 4 Fundos Especiais de Investimento, lançados ao longo do ano, e que em conjunto totalizaram um valor de 341 milhões de euros. Foram, igualmente, comercializados cinco produtos estruturados, cujo montante colocado foi de 374 milhões de euros e que apostaram em diferentes activos e mercados oferecendo sempre garantia de capital e de remuneração mínima na sua maturidade. Em Fundos de Investimento, foram lançados 4 Fundos Especiais de Investimento, um por trimestre, abrangendo aplicações diversificadas: o Câmbio Invest, baseado em variações cambiais do dólar versus 5 moedas; o Hedge Fund Invest, com remuneração indexada aos índices de 5 cabazes de Hedge Funds; o Commodities Invest, dependente da evolução de 5 cabazes de commodities; e o Super Mix Invest, aplicação equilibrada e suportada pelas valorizações dos mercados monetários, obrigacionista, imobiliário, accionista e de hedge funds. A política de diversificação da oferta foi continuada, mantendo-se o foco nos Fundos de Gestão Dinâmica e em outras alternativas como os Seguros de Fundos, que permitem remunerar o Cliente ao mesmo nível dos Fundos equivalentes com vantagens fiscais se as aplicações forem mantidas por prazos superiores a 5 anos. Adicionalmente manteve-se o foco nas emissões de Certificados de Poupança, um produto com taxas de remuneração crescentes, com pagamento da totalidade dos juros no vencimento e com possibilidade de mobilização antecipada. Destacam-se também os Depósitos a Prazo Premium, com nível de especificidade comercial mais exigente. Na vertente creditícia registou-se um aumento de 11,5% na carteira de crédito, suportado pela evolução do crédito à habitação, que continuou a ser um dos principais focos estratégicos do Santander Totta, tendo alcançado 12,9 mil milhões de euros em 2005, o que traduz um crescimento de cerca de 12%. As condições da oferta dos produtos de crédito hipotecário foram sendo ajustados aos longo do ano de forma a responder competitivamente às necessidades do mercado, tendo o Santander Totta sido pioneiro no lançamento, no início de Outubro, da campanha Crédito à Habitação Super Tranquilo, com uma oferta, mais uma vez, inovadora. O Super Tranquilo conjuga uma prestação muito baixa, aliando a carência de capital com taxa fixa nos primeiros 5 anos.

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    Na continuidade do produto lançado em 2004, o Crédito Sinal, o Santander Totta disponibilizou o Crédito Terreno, produto destinado a Clientes particulares que pretendam adquirir o terreno para construção de habitação própria permanente ou secundária. Durante um período de 2 anos o Cliente pode tratar com tranquilidade de todos os aspectos relacionados com o início da construção da sua casa e as prestações mensais do empréstimo são apenas compostas por juros, com carência de capital e uma taxa de juro muito atractiva. A estratégia seguida no crédito ao consumo centrou-se no lançamento de campanhas e de produtos com condições diferenciadoras e fortemente concorrenciais, que permitiram reforçar a dinâmica de negócio e aumentar a carteira de crédito ao consumo em 13%. Salienta-se o lançamento do Crédito ao Consumo com Valor Residual, um produto com prazo até 5 anos e com valor residual até 35% do montante financiado devendo este ser pago em simultâneo com o valor da última prestação, o que permite prestações ainda mais baixas. A colocação de produtos não financeiros continuou a ser uma forte aposta no ano de 2005, tendo o Santander Totta comercializado produtos associados a marcas de prestígio, com impacto no crescimento da carteira de crédito ao consumo e no nível das comissões. No período que antecedeu as férias, foi realizada a Campanha Digital 2005, com o lançamento exclusivo em Portugal de uma câmara digital de uma prestigiada marca, nos balcões do Santander Totta, e no período do Natal foram lançadas duas campanhas: Serviços de Porcelana, com o exclusivo da comercialização em Portugal, e Relógios, com o lançamento mundial dos novos modelos de uma prestigiada marca. Prosseguiu-se ainda a estratégia de comercialização de computadores, com o lançamento do Crédito Login HP, disponibilizando o Santander Totta as últimas novidades tecnológicas em termos informáticos de modelos da marca Hewlett-Packard, que incluem portáteis, desktops e tablets PC. Merecem ainda referência as duas campanhas de Crédito Automóvel, no início do ano com o relançamento de uma parceria com duas marcas de grande prestígio e no final do ano com uma forte campanha de media, Crédito Automóvel Super Tranquilo, oferecendo várias modalidades de financiamento e com taxas de juros cerca de 30% mais baixas que as do mercado.

    Negócios Tal como tem sido característico nos últimos anos, a estratégia implementada procurou basear-se na criação e oferta de soluções inovadoras e de valor, anteriormente acessíveis apenas a Clientes de maior dimensão ou grau de sofisticação. Este esforço teve consequências ao nível da vinculação dos Clientes deste segmento e traduziu-se no crescimento do Volume de Negócios e do Produto Bancário em 17,4% e 12,3%, respectivamente. Para os resultados alcançados contribuíram um conjunto de iniciativas que resultaram de forma eficaz na consolidação da posição do Santander Totta neste segmento. Assim, a repetição da Campanha de Negócios assente em produtos como a Superconta Negócios ou o cartão Business, a oferta da Solução Global Connect, de forma sistemática, ou o lançamento de novas ofertas diferenciadas, destacaram-se pela notoriedade e pelos resultados que proporcionaram. Também as campanhas Trade Finance e a Campanha de Verão, que promoveram o negócio internacional e a colocação de novos POS, respectivamente, tiveram lugar de destaque na estratégia seguida. Ao nível dos meios electrónicos de pagamento é de realçar o investimento realizado na oferta de soluções técnicas, como sejam os POS Móveis ou com tecnologia GPRS.

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    O reforço do foco em áreas de negócio que têm sido estratégicas nos últimos anos, em particular nos sectores de Farmácias e da Saúde, e o estabelecimento de novos protocolos e acordos de colaboração com Associações de Empresas e de Empresários de referência, continuou a ser um vector estratégico de actuação que permitiu o alargamento da base de Clientes.

    Cartões Na área de Cartões e com vista a reforçar o posicionamento do Santander Totta neste segmento de mercado, o ano de 2005 caracterizou-se essencialmente pela implementação de várias acções, com o objectivo de expandir o negócio, e que se materializou no lançamento de novos produtos, dos quais se destacam: • Cartão 10.10 Turbo simpático, com um programa de fidelização muito inovador, oferecendo

    10% de desconto em combustíveis de qualquer marca e 10% de desconto em portagens Via Verde;

    • Cartão Visa Platinum, para os Clientes Private. Com uma imagem sóbria e distinta, o Visa Platinum permite flexibilidade na utilização e oferece um dispositivo de segurança pensado para as necessidades do Cliente Private que poderá também beneficiar de uma série de acordos exclusivos com alguns parceiros, com tratamento ou descontos preferenciais;

    • Cartão Premium Travel, que oferece 1,5 milhas por cada 1 euro de compras a crédito. Foram, também, lançados produtos especiais, tanto para o segmento de Empresas - Cartão Corporate – como para o segmento de Negócios - Cartão Business Gold -, que para além de inúmeras parcerias, que se traduzem em descontos efectivos, proporcionam o desconto em combustível e um controlo sobre as compras efectuadas na conta negócios. O Cartão Light, cartão de crédito inovador e único no mercado, quer pelo seu design, quer pelas suas características próprias, foi o produto estrela que, alvo de diversas acções desenvolvidas, em parceria com várias entidades externas, nomeadamente os Hotéis Vila Galé, apresentou resultados muito positivos, quer no que respeita ao aumento do transaccional, quer na captação de novos Clientes.

    Rede de Distribuição O Santander Totta tem vindo a efectuar um forte investimento no crescimento da rede de balcões sendo que esta estratégia resulta, entre outras razões, do facto de se considerar que a proximidade do Banco ao Cliente é um dos factores mais importantes para a captação e manutenção de Clientes. Em 2005 continuou o processo de expansão da rede de balcões, com a abertura de 34 novos pontos de venda, que conjugado com o processo de racionalização resultou num crescimento líquido da rede em 15 balcões. Paralelamente 60 balcões foram objecto de remodelação com novo layout, mais moderno, focado no atendimento do Cliente e na conveniência dos serviços. De salientar também a abertura de 6 quiosques universitários. Definido do modelo funcional e operativo dos balcões com diferenciação das funções entre front-office, middle-office e back-office, este começou a ser implementado em 2005. No seguimento da conveniência dos serviços implementaram-se 275 novos equipamentos de SelfBanking, com novas funcionalidades, atingindo-se assim um total de 213 balcões com serviços alargados de SelfBanking e acompanhando a tendência de migração de transaccionalidade para estes canais.

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    Private Banking A actividade de Private Banking desenvolvida em 2005 caracterizou-se não só pelo crescimento de Volume de Negócio como também pelas boas rendibilidades proporcionadas aos investimentos dos Clientes. O crescimento de 35% no Volume de Negócio e de 26% em número de Clientes permitiu o reforço de posição no mercado nacional desta área. As sinergias obtidas com o Grupo Santander, com uma estrutura financeira muito sólida e a estreita relação com a rede comercial, foram factores relevantes para a angariação de novos Clientes. Com uma oferta de serviços em linha com o ano anterior, deu-se particular enfoque à inovação da gestão de carteira com vários perfis de risco. Os fundos de investimento, fundos de gestão alternativa e seguros de poupança a médio prazo foram os produtos mais seleccionados pelos Clientes. Como já foi referido, em Junho procedeu-se ao lançamento do cartão de crédito Platinum, um cartão especialmente dirigido aos clientes Private, que conseguiu associar um pacote muito interessante de seguros, alguns descontos, e um inovador programa de milhas, em que os gastos com o cartão podem ser convertidos em viagens em qualquer companhia de aviação. Empresas O ano de 2005 foi um ano de consolidação da actividade da Rede de Empresas como área comercial transversal às redes comerciais do Santander Totta. A Rede de Empresas fechou o ano de 2005 com uma performance muito positiva, face aos valores atingidos em 2004, conseguindo controlar os rácios de crédito vencido e sustentar uma subida dos volumes de negócio e de crédito vivo, claramente acima dos crescimentos de mercado, não obstante o ano em análise não ter sido favorável ao aumento do investimento por parte das empresas, devido não só a um enquadramento macroeconómico desfavorável como também à instabilidade política do país. No decorrer do ano e dando continuidade à política de expansão iniciada em 2004, a Rede de Empresas reforçou a sua presença junto dos Clientes com a abertura de seis novas Direcções Comerciais e dois back-office’s. Estas estruturas permitem uma maior proximidade com os Clientes, proporcionando não só um serviço integrado e com um interlocutor único para todas as questões comerciais e administrativas, como também uma maior rapidez na execução de operações. O segmento de Empresas Ibéricas deu um importante contributo para o reforço da quota de mercado neste negócio, que continua a ser estratégico para o Santander Totta, com um crescimento no crédito superior a 35%. Este nível de crescimento foi possível com uma melhor articulação com o Grupo Santander de forma a optimizar sinergias, com o desenvolvimento de novos produtos e serviços para empresas ibéricas e com uma maior dinâmica comercial de uma equipa de especialistas neste segmento. Em 2005 deu-se continuidade à estratégia de dinamização, através do desenvolvimento de um conjunto de produtos e serviços específicos para Clientes Empresa, apostando claramente na colocação de produtos de carácter inovador, com rendibilidades que se revelaram alternativas de investimento muito interessantes. Com o objectivo de facilitar a gestão do negócio diário foram igualmente dinamizados serviços fundamentais para uma maior fidelização e aproximação dos Clientes, nomeadamente uma aposta clara na colocação da plataforma de banca electrónica, o Netbanco Empresas, em todos os Clientes da Rede de Empresas.

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    Banco Santander Totta, S.A.

    De referir ainda que a estratégia de comunicação assentou no patrocínio e organização de diversos eventos realizados por todo o País, que permitem reforçar a ligação com os Clientes e simultaneamente iniciar uma ligação com os potenciais Clientes. Fomento à Construção No ano de 2005 registou-se um incremento muito significativo do produto de Fomento à Construção, apesar de o respectivo mercado continuar apático. A actividade centrou-se essencialmente na articulação com as restantes áreas de negócio, tendo em vista a entrada selectiva em projectos com qualidade e alguma dimensão, com promotores experientes e idóneos, o que permitiu a captação e formalização de operações importantes. Assim, foi possível fechar o ano com um aumento da carteira de crédito superior a 255 milhões de euros, em termos de saldo médio, o que corresponde a uma taxa de crescimento de 43%. Promotores e Mediadores A estratégia seguida no canal de Promotores Externos passou sobretudo pela captação de novos Clientes nas diversas redes comerciais, o que permitiu o incremento do negócio neste canal em mais de 30% comparativamente ao ano anterior. O Canal Mediador, por sua vez, contribuiu de forma significativa para a consecução dos objectivos das marcas, tendo aumentado em mais de 28% a produção de crédito à habitação do Santander Totta face ao período homólogo. Dos vários eventos desenvolvidos durante o ano, que contribuíram para promover a imagem de Grupo e os “produtos estrela”, nomeadamente o Crédito Habitação, destacam-se: • A realização de 9 acções de formação, a nível nacional, para 1.850 Mediadores Imobiliários e

    Promotores Externos ligados ao Crédito Habitação, em conjunto com as Direcções de Riscos, Produtos e Crédito Especializado;

    • A presença nos mais importantes eventos ligados ao sector, nomeadamente nos dois Salões Imobiliários de Lisboa e Porto, que contaram com fortes representações de Espanha e Brasil. No Imobitur – Salão Ibérico do Mercado Imobiliário e Turismo Residencial em Matosinhos e integrado na tomada de posse dos órgãos sociais da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), realizou-se uma apresentação para 900 profissionais do sector.

    • A participação activa nas convenções anuais dos maiores Masters Franquiados a operar em Portugal, Remax e Era, onde estiveram presentes 1.600 comerciais ligados ao mercado imobiliário, o que permitiu ao Santander Totta incrementar o Volume de Negócio com estas duas marcas de forma significativa.

    Banca Transaccional – Terminais de Pagamento Automático Forte crescimento tanto ao nível de comissões como de quota de mercado. As comissões cresceram 50% relativamente ao ano anterior, atingindo cerca de 5 milhões de euros no final do ano, tendo o número de TPA’s crescido 20,6%. Os resultados alcançados são o reflexo de um conjunto de acções empreendidas ao longo do ano, nomeadamente a criação de um extracto integrado, com a evolução do número e volume de transacções ao longo do ano e a evolução diária de cada mês, o lançamento de campanhas nas redes comerciais, a comercialização de novos POS inovadores no mercado português, como o terminal portátil DECT e o terminal móvel GPRS.

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    Canais Complementares – [email protected], Call Center e Selfbanking O ano de 2005 foi um ano de inovação e forte crescimento dos canais Internet. O aumento do número de utilizadores foi superior a 20% em ambos os segmentos. Ao longo do ano foram sendo disponibilizadas novas funcionalidades no [email protected] Particulares, que permitiram reforçar a qualidade da oferta, sendo de destacar a visualização de imagem de cheques pagamentos à Segurança Social, Débitos Directos ou Via Verde. No segmento de Empresas efectuou-se o lançamento de um grande número de novas funcionalidades, sendo as mais importantes as Assinaturas em Destino, visualização da imagem de cheques, pagamento da Taxa Social Única e Segurança Social, Transferências Target e SPGT e acesso a informação da Dun & Bradstreet. O exercício em análise caracterizou-se fundamentalmente por um aumento de subscritores da Banca Telefónica (+15%), pelo desenvolvimento de um número significativo de novas funcionalidades e por uma optimização contínua do sistema automatizado de atendimento. No que respeita à área de Selfbanking, em 2005 verificou-se um grande aumento do parque de ATMs, baseado sobretudo nas instalações junto de Clientes e nos novos balcões abertos. O Santander Totta atingiu uma quota de mercado de 12,7% em número de equipamentos, o que corresponde a um crescimento de 9,6% face a 2004. Foi também consolidado o projecto de equipamentos de rede interna, assente em equipamentos de dispensação e depósito inteligente de cheques, depósito inteligente de notas e impressão de extractos. No final do ano o Santander Totta disponibilizava já aos seus Clientes 275 destes equipamentos, sendo a 3ª maior rede em número de máquinas instaladas em Portugal. Grandes Empresas O ano de 2005 ficou marcado por uma envolvente macroeconómica restritiva aos grandes projectos de investimento, condicionando assim a procura de operações de financiamento a prazos mais dilatados, privilegiando as empresas a redução da sua dívida líquida e o controlo de custos. Contudo, o Santander Totta notabilizou-se pelo apoio a projectos de investimento de expansão ou de aquisição de novos negócios cross-border ou nacionais, estruturando operações de médio e longo prazo de acordo com as características de cada transacção. Apesar da envolvente, o Volume de Negócio registou um crescimento de 9%. No decorrer do ano reorganizou-se a Direcção de Grandes Empresas. Com esta reorganização pretendeu-se criar uma maior proximidade com o Cliente que é acompanhado em distintos mercados onde a marca Santander se encontra presente, tanto na Europa como na América Latina. Consolidou-se a política de cross-selling dentro do Grupo, com especial destaque para o relacionamento com a Banca de Investimento em operações de fusões e aquisições, dívida estruturada e operações de tesouraria (cobertura de risco) e com o Crédito Especializado, onde se deverá salientar o significativo crescimento dos contratos de Confirming. Actividade Internacional Em 2005 consolidou-se a actividade do segmento da Emigração, expandiu-se a actividade de crédito hipotecário na sucursal de Londres, procedeu-se ao encerramento das sucursais em Cayman e em Nassau, substituídas por uma filial em Porto Rico. No que diz respeito aos escritórios de representação, o crescimento dos recursos excedeu os 7% ao longo do ano, com uma significativa contribuição da actividade creditícia, o que corresponde a uma aceleração face aos cerca de 3% registados no ano anterior, tendo o Produto Bancário aumentado cerca de 15%, consequência tanto do crescimento do Volume de Negócio como do ajustamento do mix de produtos oferecidos aos Clientes.

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    A evolução das transferências deste conjunto de Clientes também registou um comportamento muito positivo com um aumento de cerca de 15%. Esta performance deve-se, em larga medida, aos projectos de aproximação da rede com os Clientes, através de visitas regulares dos directores de balcão às principais comunidades emigradas, às acções promocionais e de marketing levadas a cabo e à proactividade comercial do pessoal dos escritórios de representação. Teve lugar durante o ano a implementação da Directiva da Poupança, que afecta sobremaneira a actividade deste segmento de mercado. Assim, os Clientes foram adequadamente informados do conteúdo da Directiva e das suas consequências e os sistemas informáticos e procedimentos foram alterados no sentido de cumprir com as obrigações impostas. No tocante às sucursais, os resultados operacionais das sucursais na Europa, Londres e Luxemburgo, registaram um crescimento de 21%, resultado do claro foco comercial dado às actividades principais e ao controlo dos custos. A performance da sucursal de Londres foi baseada no forte aumento da carteira de crédito hipotecário, no adequado pricing da oferta de banca de retalho local e no controlo dos custos. No Luxemburgo registou-se uma importante melhoria da qualidade da carteira de crédito e manteve-se o desenvolvimento da actividade de banca de retalho local, principalmente a nível de crédito hipotecário. O Banco Totta de Angola continuou a alargar a sua actividade, mantendo uma estratégia comercial focada maioritariamente no acompanhamento das empresas, conseguindo inclusivamente uma expressiva notoriedade em sectores chave da economia e na liderança de sindicatos financeiros locais. Simultaneamente, a correcta percepção da evolução dos indicadores cambiais e monetários permitiu uma gestão eficiente e equilibrada da tesouraria do banco. Fruto da dinamização da rede comercial e das boas perspectivas económicas do país, o Banco atingiu 197 milhões de dólares em recursos, valor 30% superior ao do ano anterior. A carteira de crédito teve também um aumento expressivo para 51 milhões de dólares, um crescimento de 89% em relação a 2004.

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    Áreas de Suporte ao Negócio

    Recursos Humanos A valorização do capital Humano, a criação de oportunidades de carreira, o reconhecimento pelos resultados alcançados e o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar foram os principais eixos das políticas de Recursos Humanos em 2005. O Santander Totta assume que a qualificação é um investimento essencial, com ganhos acrescidos para os Colaboradores que vêem o seu valor profissional aumentado, para os Clientes que beneficiam de uma equipa com um grau de profissionalismo de excelência e para o País que assim conta com pessoas mais aptas a contribuir para a modernização da sociedade. O modelo de formação concretizado em 2005 reflectiu o empenho dos Colaboradores e do Santander Totta na melhoria de competências, traduzido nos seguintes indicadores:

    % de Colaboradores com Licenciatura ou Ensino Superior 34% Nº Horas de Formação 186.686 Nº Horas de Formação por Colaborador 33,1 Investimento em Formação (milhões de euros) 1,84 Investimento em Formação / Massa Salarial 1,37%

    As parcerias com universidades reconhecidas (INSEAD e Universidade Nova), como entidades formadoras, representaram também um investimento importante que possibilitou a muitos dos Colaboradores terem acesso aos mais actuais modelos formativos. A par deste esforço continuado de qualificação, o Santander Totta privilegiou também a promoção dos talentos e do potencial interno. Merece destaque o Programa “JET – Jovens de Elevado Talento” – que envolveu Colaboradores dos Serviços Centrais com avaliações de desempenho superiores, durante 6 meses de formação, que lhes permitiu ter acesso real ao que se faz em múltiplas áreas: Tesouraria, Gestão de Activos, Riscos, Operações, Canais Complementares, e ainda a frequência de um estágio nos balcões e na área de Empresas. Este projecto contribuiu para o esforço contínuo de criação de oportunidades de carreira para os Quadros internos e estagiários. O reconhecimento do mérito foi também um dos eixos fundamentais de actuação da área de Recursos Humanos. A par dos acréscimos salariais da remuneração fixa, onde a Matriz de Mérito é o instrumento principal, a componente variável continuou a crescer em 2005. Entre 2000 e 2005 esta componente cresceu 74,1%, no Santander Totta, o que revela o esforço na aplicação de parte significativa dos resultados em políticas de reconhecimento das equipas. A preocupação com o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar dos Colaboradores teve, em 2005, uma atenção especial, materializada através de um conjunto de iniciativas das quais se destaca o lançamento do Programa Libra, que integra medidas no âmbito da protecção da maternidade, a implementação de um seguro de saúde complementar aos SAMS e o reforço das verbas disponibilizadas para o crédito à habitação à taxa ACTV.

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    Tecnologia e Sistemas A área de Tecnologia e Sistemas desenvolveu um conjunto de actividades que visam consolidar a integração corporativa, sustentando o alinhamento eficiente das tecnologias de informação com as necessidades de negócio, através da execução de projectos estruturais e da implementação de rigorosos modelos de gestão e controlo de custos, acautelando e sempre privilegiando as suas políticas de continuidade operacional e Compliance. Na sequência do Projecto Sintra (Sinergias Transversais), que suportou a fusão societária dos três bancos, destacam-se nas áreas de desenvolvimento de software, o início em pleno do Projecto Tagus/Partenon e toda a estrutura organizativa de suporte a esta iniciativa estratégica e decisiva para a área de tecnologias, e a respectiva melhoria contínua de processos, visando a eficiência e eficácia do serviço a Clientes. Assinalam-se ainda, pela sua importância e dimensão, a implementação de todo o software de suporte relacionado quer com a abertura da filial em Porto Rico, quer com os Projectos Strategiware/Triad e BIS II. No suporte ao negócio destacam-se os Projectos Basileia, SOX, IAS e, em produtos e serviços, os Projectos Crédito Totta Bolsa e Crédito Habitação, bem como as implementações que suportaram o lançamento do conjunto de novos produtos na área de Cartões. Do ponto de vista da estrutura organizativa, o ano de 2005 foi marcado pela consolidação do lançamento da empresa de software ISBAN Portugal em parceria com a ISBAN Espanha e pelo macro projecto de parceria e outsourcing com a IBM e com a Produban Espanha, que proporciona um novo enquadramento e perspectivas de desenvolvimento às competências técnicas nas áreas de sistemas e exploração, e inicia uma nova era na gestão, exploração e adequação tecnológica de toda a infra-estrutura técnica. No âmbito destas parcerias foram envolvidos mais de 100 Colaboradores oriundos das áreas de Tecnologias e Sistemas, aos quais lhes é agora proporcionado uma carreira enquadrada em empresas de tecnologia de ponta. Auditoria A missão da Auditoria Interna consiste em avaliar: o cumprimento, eficácia e eficiência dos sistemas de controlo interno do Grupo; a veracidade, fiabilidade e qualidade da informação financeira; o cumprimento das políticas de riscos, a saber, riscos identificados, quantificados e controlados, assim como os sistemas de valoração de capital e a adequada gestão e custódia dos activos.

    Face aos novos requisitos normativos a nível internacional, assumem papel relevante as revisões efectuadas ao projecto Basileia II (risco de crédito e risco operacional), ao Cumprimento do Código de Conduta do Mercado de Valores Mobiliários e ao Sistema de Prevenção e Controlo em Branqueamento de Capitais. Durante o ano de 2005 foram ainda efectuadas revisões à qualidade dos riscos de crédito do Santander Totta e efectuadas auditorias operativas às redes comerciais, com visitas a cerca de 24% dos balcões.

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    Qualidade Depois de obtida a renovação da Certificação ISO 9001-2000, em Dezembro de 2004, o ano de 2005 foi um ano dedicado à “Melhoria Contínua”. Durante 2005, foram criados vários instrumentos de medição e afinados outros já existentes, no sentido de contribuir para a melhoria do serviço ao Cliente, bem como para o aumento da sua satisfação, de forma a cumprir com o objectivo corporativo de “Ser o Melhor Banco em Qualidade de Serviço”. Em linha com a política corporativa de Qualidade do Grupo Santander, fomentou-se a cultura do primado do Cliente. Tanto os serviços que lidam mais de perto com o Cliente final, como os serviços que estão mais afastados, têm aquele como foco único da sua actividade. Quer através da prática de medição da Satisfação de Clientes, quer através do Cliente Mistério, as áreas de front-office têm as métricas necessárias para poderem pautar a sua actividade tendo em conta as expectativas do Cliente. Por outro lado, os serviços de back-office, através da fixação de níveis de serviço definidos de acordo com os aspectos que os Clientes mais valorizam na actividade bancária, estão também vinculados a ir ao encontro das pretensões dos Clientes. Assim, todas as áreas do Santander Totta têm bem presente que “Qualidade é conseguir exceder e superar as expectativas do Cliente”. Na sequência do “Plano de Simpatia” desenvolvido durante 2004, em 2005 foi implementado um plano de acção denominado “Plano de Simpatia II” que privilegiou a atitude comercial nas redes comerciais. Esse plano teve por base a formação das redes, visitas mistério e inquéritos de satisfação a Clientes, tendo obtido resultados acima das expectativas. Foram realizadas cerca de 3.000 visitas mistério e cerca de 55.000 entrevistas telefónicas a Clientes, tendo o plano atingido os objectivos estipulados no seu início, ou seja, a manutenção dos valores de Satisfação e uma melhoria na atitude comercial que foi de 78,5%. Tendo sido lançado em 2004, o barómetro de Qualidade reforçou, durante 2005, a sua vocação como instrumento de seguimento e melhoria contínua, pela alta Direcção do Santander Totta. É ainda de salientar que, no decorrer do ano de 2005, foi desenvolvido um modelo que permite conhecer o grau de orientação ao Cliente e a sua evolução e permite melhorar significativamente os actuais níveis de vinculação, reduzir as taxas de rotação de Clientes e acelerar o seu ritmo de captação.

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    Desempenho Económico - Financeiro

    Actividade Consolidada

    Introdução A evolução positiva dos resultados consolidados do Banco Santander Totta no exercício foi fundamentalmente determinada pela capacidade de geração de receitas alicerçada na dinâmica comercial das redes de distribuição, consubstanciada na inovação dos produtos, indo ao encontro das necessidades dos Clientes e no aproveitamento das oportunidades de negócio, num enquadramento caracterizado por baixos níveis de taxas de juro aliado à manutenção dos esforços de controlo e racionalização dos custos operacionais. A fusão dos 3 bancos de retalho do Santander Totta ocorrida no final de 2004 com a consequente reorganização da rede comercial e racionalização de serviços centrais revelou-se importante para a melhoria do desempenho global de 2005, traduzida na evolução dos principais indicadores de actividade, designadamente o crescimento dos recursos e do crédito, em particular do crédito à habitação, bem como na trajectória positiva evidenciada pelos índices de rendibilidade, de qualidade dos activos e de solidez da estrutura patrimonial. O Banco Santander Totta reforçou a sua posição patrimonial, tendo o Activo consolidado alcançado os 33.461,9 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2005 (28.623,1 milhões de euros em 31 de Dezembro de 2004). O Crédito líquido ascendeu a 25.355,7 milhões de euros no final de Dezembro de 2005, que compara com os 22.363,0 milhões de euros do ano anterior, o que representa um crescimento de 13,4%. Os Recursos totais de Clientes que incluem depósitos, obrigações, seguros de capitalização e fundos de investimento ascenderam a 23.736,8 milhões de euros, face a 22.099,6 milhões de euros registados em Dezembro de 2004, crescendo 7,4%.

    Dezembro 2004

    Evolução do Resultado Líquido Consolidado (base comparável)

    -16,0+17,9 +7,1+77,4

    297,0

    210,6

    Milhões de euros

    Dezembro 2005

    Produto Bancário

    Imparidadee

    Outras Provisões

    CustosOperacionais Impostos

    eI M

    Dezembro 2004

    Evolução do Resultado Líquido Consolidado (base comparável)

    -16,0+17,9 +7,1+77,4

    297,0

    210,6

    Milhões de euros

    Dezembro 2005

    Produto Bancário

    Imparidadee

    Outras Provisões

    CustosOperacionais Impostos

    eI M

    Por forma a obter uma maior comparabilidade dos resultados recorrentes entre 2005 e 2004, e dos respectivos rácios de gestão, tendo em consideração a entrada em vigor das novas Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) a partir de 1 de Janeiro de 2005, esta análise financeira irá ser feita eliminando em 2004 o impacto dos encargos com reformas antecipadas no valor de 103,2 milhões de euros, outros custos de reestruturação e mais valias em alienação de participações estratégicas.

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    Demonstração de Resultados

    Milhões de euros

    Proforma* Dez05/04 (Prof.)Margem Financeira estrita 594,8 558,5 558,5 +6,5%Rendimentos de Instrumentos de Capital 15,7 18,4 18,4 -14,7%Margem Financeira 610,5 577,0 577,0 +5,8%Comissões Líquidas 255,9 211,7 211,7 +20,9%Outros Resultados da Actividade Bancária 6,3 7,6 7,6 -16,0%Resultados de Associadas (Equivalência Patrimonial) 2,3 2,4 2,4 -1,5%Margem Comercial 875,1 798,6 798,6 +9,6%Resultado de Operações Financeiras 18,4 17,4 17,4 +5,4%Produto Bancário e Actividade de Seguros 893,5 816,1 816,1 +9,5% Custos de Transformação (401,1) (509,6) (406,5) -1,3% Custos com Pessoal (258,0) (373,9) (270,7) -4,7% Outros Gastos Administrativos (143,1) (135,8) (135,8) +5,4% Amortizações (59,5) (61,2) (61,2) -2,8%Resultado de Exploração 433,0 245,2 348,4 +24,3%Imparidade líquida de Recuperações (67,5) (111,8) (111,8) -39,6%Provisões Líquidas de Anulações (1,4) (74,5) 25,5 -105%Resultados de Alienação de Outros Activos (0,7) 4,4 (1,2) -39,6%Resultados Antes de Imposto e I.M. 363,4 63,3 260,9 +39,3% Impostos (66,4) (4,7) (33,2) +99,6%Resultados Após Impostos 297,0 58,6 227,7 +30,5% Interesses Minoritários 0,0 (17,1) (17,1) -100,0%Resultado Consolidado do Exercício 297,0 41,6 210,6 +41,0%Taxa de Imposto 18,3% 7,4% 12,7% +5,5 p.p.(*) Result. não auditados, excluindo em 2004 o custo com reformas antecipadas de 100,3 MM€ (Custos com Pessoal) e custos de reestruturação,e valias em vendas de participações estratégicas.

    Dez 05 Var. %Dez 04

    O Resultado Líquido ascendeu a 297,0 milhões de euros em Dezembro de 2005, crescendo 41,0% face aos resultados de 210,6 milhões de euros apresentados em 2004, já expurgados, para efeitos de maior comparabilidade, dos resultados não recorrentes. Ao nível das receitas, o crescimento do Resultado Líquido foi impulsionado simultaneamente pelo bom desempenho ao nível da Margem Financeira e das Comissões líquidas. Em paralelo continuou a verificar-se um controlo efectivo dos Custos de Transformação, que permitiu a redução dos mesmos.

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    A Margem Financeira estrita, apesar da manutenção das taxas de juro de mercado a níveis muito baixos e da intensificação da concorrência no sector financeiro em Portugal, apresenta um crescimento no ano de 6,5% totalizando 594,8 milhões de euros (558,5 milhões de euros em 2004), influenciado pelo acréscimo do Volume de Negócio e pela melhoria do mix com um peso recorrente de Negócios e Empresas que permitiu registar, em paralelo com um crescimento de 11,8% na Habitação, um crescimento do Crédito a Empresas de 19,4%.

    MARGEM FINANCEIRA

    558,5

    594,8

    2004 2005

    6,5%

    As Comissões líquidas registaram uma evolução favorável aumentando de 211,7 milhões de euros em 2004 para 255,9 milhões de euros em 2005. A inovação e a oferta de níveis de serviço ajustados aos diferentes segmentos de mercado, indo ao encontro das necessidades dos Clientes, são factores de aposta que potenciam o relacionamento comercial, reflectindo-se na melhoria dos indicadores de fidelização e numa maior eficácia comercial. De salientar o desempenho positivo dos proveitos associados a crédito (incluindo Habitação) e à transaccionalidade (POS, Cartões, Contas), que reflectem a crescente vinculação dos Clientes.

    COMISSÕES

    255,9211,7

    2004 2005

    20,9%

    Os Resultados de Operações Financeiras subiram de 17,4 milhões de euros para 18,4 milhões de euros, mantendo praticamente inalterado o seu peso relativo no Produto Bancário, indiciando uma forte recorrência do mesmo. Reflexo conjunto de uma criteriosa gestão do risco de taxa de juro e do aumento do Volume de Negócio, o Produto Bancário atingiu os 893,5 milhões de euros, crescendo 9,5% no ano, apesar do efeito do cenário de manutenção das taxas de juro.

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    Os Custos de Estrutura (Custos com o Pessoal, Gastos Gerais e Amortizações) registaram um decréscimo de 1,5% situando-se nos 460,6 milhões de euros em 2005, estando de harmonia com os objectivos estabelecidos de melhoria da eficiência operacional em paralelo com a contenção e racionalização de custos.

    (milhões de euros) Dez 05 Dez 04 Var.%Custos com o Pessoal 258,0 270,7 (4,7)Gastos Gerais 143,1 135,8 5,4Custos de Funcionamento 401,1 406,5 (1,3)Amortizações 59,5 61,2 (2,8)Custos de Estrutura 460,6 467,7 (1,5)

    Rácio de eficiência 44,9% 49,8% -4,9 p.p.Custos de Estrutura/Produto Bancário 51,5% 57,3% -5,8 p.p.

    Os Custos com o Pessoal diminuíram 4,7% para 258,0 milhões de euros, ficando tal a dever-se essencialmente à redução do quadro de pessoal em 200 efectivos, reflectindo a prossecução de uma política que tem em vista o redimensionamento do quadro de Colaboradores, em paralelo com a renovação e formação do mesmo. Os Gastos Gerais registaram um incremento de 5,4% situando-se nos 143,1 milhões de euros em 2005 que comparam com os 135,8 milhões de euros de 2004, ao qual não é alheio a política de expansão da rede comercial, com a abertura de 22 novas agên