o centro - n.º 66 – 21.01.2009

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Versão integral da edição n.º 66 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. Director: Jorge Castilho. 21.01.2009. Visite-nos em www.ismt.pt, www.youtube.com/youtorga, http://torgaemsms.blogspot.com, http://diarioxii.blogspot.com, http://torgaemsms2.blogspot.com, http://mapastorga.blogspot.com/ ~~~~~~~~~ Site oficial de Dinis Manuel Alves: www.mediatico.com.pt Encontre-nos no twitter (www.witter.com/dmpa) e no facebook (www.facebook.com/dinis.alves). Outros sítios de DMA: www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/camarafixa, http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2, http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/3 e em www.mogulus.com/otalcanal Ainda: www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , www.mediatico.com.pt/redor/ , www.mediatico.com.pt/fe/ , www.mediatico.com.pt/fitas/ , www.mediatico.com.pt/redor2/, www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm, www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm , www.mediatico.com.pt/nimas/ www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , www.mediatico.com.pt/luanda/, www.slideshare.net/dmpa , www.panoramio.com/user/765637

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  • 1. DIRECTORJORGE CASTILHO | Taxa Paga | Devesas 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invlucro de plstico fechado (DE53742006MPC) Rua da Sofia, 95 - 3. - 3000-390 COIMBRA Telef.: 309 801 277 ANO III N. 66 (II srie)21 de Janeiro de 20091 euro (iva includo)ESCRITORA E HISTORIADORA ESPANHOLAEM ENTREVISTA AO CENTRO Livro sobrea Rainha Santa Isabelcom nova versosobre o Milagredas RosasPG. 13 e 14AFIRMA CORREIA DE CAMPOSCoimbra caso nico na SadePG. 17 a nvel mundialCASA MIGUEL TORGA AMANH EM COIMBRA15. ANIVERSRIOCOM MUNDO A VERAlzira Seixo UniversidadeSade em Obamaproferedivulga Portugusj confernciaquem venceu lana livro Presidenteno dia 30o seu Prmiode E. Castela dos EUA PG. 3PG. 11PG. 16PG. 4 e 5

2. 2 ANIMAL21 DE JANEIRO DE 2009 CAMPANHA COIMBRA ADOPCOA troco de nada ganhe um grande amigoO Canil/Gatil Municipal de Coimbra pros-damente se adaptam aos seus novos apenas custam uns minutos na deslocao, Podem tambm enviar um e-mail para segue uma campanha intitulada Adop- donos (que, para alm do mais, os esta- para escolher um companheiro (ou [email protected] Co, com o seguinte lema: Adoptemro a poupar a um fim muito triste e tre- nheira) para a vida, que ser sempre fiel e de ou consultar o site um animal no Canil Municipal. mendamente injusto).uma enorme dedicao e em troca apenas www.cm-coimbra.pt/741.htmTrata-se de uma iniciativa muito me- Um co ou um gato sempre um pre- pede um pouco de ateno e de carinho. Os dias e horas especificamente desti- ritria, que permite que pessoas que gos-sente bem recebido, desde que a pessoa a O Canil/Gatil Municipal fica no Campo nados s adopes so os seguintes: tam de animais ali possam ir buscar um quem ele se oferece goste de animais, no do Bolo, Mata do Choupal, onde os ani-- segundas-feiras, das 14h30 s 16h30; fiel companheiro, sem nada pagarem os encare como um brinquedo ou um ob- mais esperam, ansiosos, por uma nova casa- quintas-feiras, das 10 s 12 horas. por isso.jecto e tenha condies mnimas para delese uma nova famlia.So muitos os ces (e tambm alguns tratar convenientemente. Os interessados em obter mais informa- Abaixo publicamos imagens de alguns gatos) que esperam que gente com bomSe for o caso, no hesite em ir buscar es podem ligar para o telemvel 927 441dos bons aamigos de 4 patas que esto corao os v adoptar, tendo como re-um destes amigos muito valiosos em ter- 888 (a qualquer hora), ou para o Canil/Gatlespera de que algum queira aproveitar todo compensa conquistarem um amigo paramos materiais (basta ver os preos nas lo-(das 9 s 17h30 dos dias teis) atravs do o carinho que tm para dar. e no se toda a vida, j que estes animais rapi-jas de animais!...), mas que no Canil/Gatil telefone 239 493 200.arrepender!Aos Assinantes do Centro Director: Jorge Castilho Como tem sido bem evidente nas notcias vindas a pblico, o sector da comunicao social (Carteira Profissional n. 99) um dos mais afectados pela crise que se abateu sobre toda a sociedade, sobretudo pelo brutal Propriedade: Audimprensa decrscimo nos investimentos publicitrios.NIF: 501 863 109Perante isto, at os grandes grupos de comunicao social esto a fazer despedimentos Scios: Jorge Castilho e Irene Castilhoem massa, para alm de haver muitos jornais reguionais que se viram obrigadosa suspender a publicao. ISSN: 1647-0540Aqui no Centro estamos a fazer um enorme esforo para superar as dificuldades. Inscrito na DGCS sob o n. 120 930 Mas esse esforo s ser bem sucedido se conseguirmos receitas de publicidade e se os nossos Composio e montagem: AudimprensaAssinantes tiverem a gentileza de proceder ao pagamento da respectiva assinatura anual Rua da Sofia, 95, 2. e 3. - 3000-390 Coimbra - que se mantm em 20 euros desde o incio do jornal.Se quer que esta tribuna livre possa manter-se, muito agradecemos que nos envie o pagamento Telefone: 309 801 277 - Fax: 309 819 913da sua assinatura - uma verba que representa apenas o equivalente a cerca de 5 cntimos por dia, e-mail: [email protected] de 40 cntimos por semana! Impresso: CORAZEOutra forma de ajudar este projecto independente conseguir-nos novos Assinantes,Oliveira de Azemis por exemplo entre os seus fSamiliares e amigos (veja a pgina ao lado). Depsito legal n. 250930/06Tiragem: 10.000 exemplaresContamos consigo! 3. 21 DE JANEIRO DE 2009 NACIONAL 3 PROSSEGUE CICLO DE CONFERNCIAS NA CASA-MUSEU MIGUEL TORGAMaria Alzira Seixo no prximo dia 30 vem falar sobre O Senhor VenturaProssegue no prximo dia 30 (sexta-Professora Catedrtica da Faculdade de feira da prxima semana), o Ciclo deLetras da Universidade de Lisboa, que se desloca a Coimbra para falar sobre O Senhor Ventura, uma das mais apre- ciadas obras de Miguel Torga.A conferncia inicia-se s 17 horas, na Casa-Museu Miguel Torga, e aber- ta a todos os interessados.Recorde-se que a primeira confern- cia deste Ciclo foi proferida por Clara Rocha, Professora Catedrtica da Facul- dade de Letras da Universidade Nova de Lisboa, e filha do Escritor, que abor- dou o tema A Casa de meus Pais.Est j confirmada a presena de di- versos outros conferencistas, entre os quais Mrio Soares, em datas que opor- tunamente sero divulgadas. Miguel Torga Maria Alzira SeixoEVOCAO EM LISBOApassada sexta-feira, por iniciativa da Es- Conferncias que est a ser promovido cola Superior de Educao Almeida Gar-bra, sob o ttulo genrico de Identidades. Entretanto, tambm em Lisboa a fi-rett, e com a participao de Maria Bar- na Casa-Museu Miguel Torga, em Coim-Desta feita ser Maria Alzira Seixo,gura de Miguel Torga foi evocada na roso e Carlos Carranca, entre outros. ORIGINAL PRESENTE POR APENAS 20 EUROS AUDIMPRENSA Jornal CentroOferea uma assinatura do CentroRua da Sofia. 95 - 3.3000390 COIMBRA e ganhe valiosa obra de artePoder tambm dirigir-nos o seu pe- dido de assinatura atravs de:telefone 309 801 277 Temos uma excelente sugesto ma to original, est a desabrochar, sua casa (ou no local que nos indicar),fax 309 819 913para uma oferta a um Amigo, a umsimbolizando o crescente desenvolvi- o jornal Centro, que o manter ou para o seguinte endereoFamiliar ou mesmo para si prprio:mento desta Regio Centro de Portu-sempre bem informado sobre o que dede e-mail:uma assinatura anual do jornalgal, to rica de potencialidades, de His-mais importante vai acontecendo nes- [email protected], de Cultura, de patrimnio arqui-ta Regio, no Pas e no Mundo.Para alm da obra de arte que des- Custa apenas 20 euros e ainda re-tectnico, de deslumbrantes paisagens Tudo isto, voltamos a sublinh-lo, de j lhe oferecemos, estamos a pre-cebe de imediato, completamente (desde as praias magnficas at s ser-por APENAS 20 EUROS! parar muitas outras regalias para osgrtis, uma valiosa obra de arte. ras imponentes) e, ainda, de gente hos- No perca esta campanha promo- nossos assinantes, pelo que os 20 eu- Trata-se de um belssimo trabalhopitaleira e trabalhadora.cional e ASSINE J o Centro. ros da assinatura sero um excelenteda autoria de Z Penicheiro, expres- No perca, pois, a oportunidade de Para tanto, basta cortar e preen- investimento.samente concebido para o jornal receber j, GRATUITAMENTE, cher o cupo que abaixo publicamos,O seu apoio imprescindvel paraCentro, com o cunho bem carac-esta magnfica obra de arte (cujas di- e envi-lo, acompanhado do valor de que o Centro cresa e se desen-terstico deste artista plstico um menses so 50 cm x 34 cm).20 euros (de preferncia em cheque volva, dando voz a esta Regio.dos mais prestigiados pintores portu-Para alm desta oferta, o benefici-passado em nome de AUDIMPREN-gueses, com reconhecimento mesmorio passar a receber directamente emSA), para a seguinte morada:CONTAMOS CONSIGO!a nvel internacional, estando repre-sentado em coleces espalhadas porvrios pontos do Mundo. Neste trabalho, Z Penicheiro, Desejo oferecer/subscrever uma assinatura anual do CENTROcom o seu trao peculiar e a incon-fundvel utilizao de uma invulgarpaleta de cores, criou uma obra quealia grande qualidade artstica a umprofundo simbolismo. De facto, o artista, para represen-tar a Regio Centro, concebeu umaflor, composta pelos seis distritos queintegram esta zona do Pas: Aveiro,Castelo Branco, Coimbra, Guarda,Leiria e Viseu. Cada um destes distritos repre-sentado por um elemento (remeten-do para o respectivo patrimnio his-trico, arquitectnico ou natural). A flor, assim composta desta for- 4. 4 OBAMA PRESIDENTE 21 DE JANEIRO DE 2009ACTO DE POSSE PROVOCOU ENTUSIASMO EM TODO O MUNDOPresidente Obama pede nova era de responsabilidade do pasO novo presidente dos Estados Uni- No seu discurso aps o juramento como ponsabilidade por parte de alguns, mas tam- Estados Unidos a nao que : o traba- dos, Barack Obama, pediu ontem (tera-Presidente dos Estados Unidos, Obamabm pelo fracasso colectivo em tomar as lho duro, a honestidade, a coragem, a jus- feira) uma nova era de responsabilida- apelou aos valores fundamentais do seu pas decises difceis e preparar a nao para tia, a tolerncia e o patriotismo. de dos norte-americanos nas suas vidas comear um novo captulo na sua histria. uma nova era, disse Obama.O que nos pedido agora uma nova e para o seu pas no mundo, como foraA nossa economia est enfraquecida,Perante esses erros, Obama instou osera de responsabilidade, o reconhecimen- de cooperao e dilogo.como consequncia da avidez e da irres- norte-americanos a retomar o que fez dosto, por parte de cada norte-americano de Antigos Presidentes Carter, George W. Bush e Clinton na cerimnia de posse (imagem acima), que foi acompanhada com entusiasmo em todo o Mundo (como exemplo a foto ao lado) 5. 21 DE JANEIRO DE 2009OBAMA PRESIDENTE 5 que temos obrigaes face a ns prprios, amigo de cada nao e de cada homem, actuais requerem que os Estados Uni-te pelos problemas nas suas socieda- nossa nao e ao mundo, disse. mulher e criana que procura um futuro dos faam um esforo maior para pro-des - saibam que o vosso povo vos jul-No plano internacional, o novo Presiden- de paz e dignidade e que estamos prontos mover a cooperao e o entendimento gar pelo que conseguirem construir e te quis assinalar uma mudana em relaopara liderar uma vez mais, afimou.entre as naes, perante a ameaa nu- no pelo que destroem. Aos que se administrao anterior, apesar de terRecordou que os Estados Unidos der- clear e o aquecimento global. agarram ao poder atravs da corrup- agradecido seu antecessor pelo seu ser-rotaram o facismo e o comunismo comO presidente norte-americano ofe-o e do engano e silenciando a dis- vio aos Estados Unidos. alianas slidas e convices fortesreceu um novo caminho em direcoseno, saibam que esto do lado er-A todos os povos e governos que nosO nosso poder s no nos pode pro- ao futuro ao mundo muulmano.rado da histria, mas que estendere- vem hoje, desde as maiores capitais teger, nem nos d direito a fazer o que Aos lderes que procuram semear mos a mo se estiverem dispostos a pequena localidade onde nasceu o meu pai: nos apetece, disse. o conflito ou responsabilizam o Ociden- abrir o punho, declarou. saibam que os Estados Unidos so umObama assinalou que os desafiosBush j passou para segundo plano Samuel Jackson e Denzel Washington (imagem acima) foram dois dos milhares de famosos que estiveram presentes na cerimnia de posse 6. 6INTERNACIONAL21 DE JANEIRO DE 2009 Cimeira Ibria amanh em ZamoraOs ministros das Finanas de Portu-oramental, pelo menos em 2009. uvas dos dois lados da fronteira.ta-se de uma forma de colaborao im- gal e Espanha reuniram ontem (tera- A Comisso Europeia prev para 2009 O Duradero nasceu em 2005 quan- portante entre os dois lados da fronteira, feira), em Bruxelas, para preparar a Ci-uma contraco da economia portugue-do se decidiu reunir uvas da Quinta do potenciando ao mesmo tempo a imagem meira Ibrica que ter lugar amanh sa de 1,6 por cento, o dobro do estimadoPortal (Celeiros do Douro), no lado por- vitivincola do Douro. (quinta-feira, dia22) em Zamora, tendopor Lisboa (0,8 por cento), e um dfice tugus do Douro, com uvas das Caves um vinho de aurola negra, com reafirmado o objectivo de consolidaooramental de 4,6 por cento tambm su-Liberalia Enolgica (Zamora), do ladoaromas a fruta muito madura e com in- oramental. perior em 0,7 pontos s estimativas doespanhol do rio transfronteirio.dcios de chocolate. Vinho encorpadoSegundo fonte governamental, Fernan- Governo (menos 3,9 por cento). Especialmente bem acolhido pelo mer-com boa persistncia. Vale a pena guar- do Teixeira dos Santos e Pedro SolbesBruxelas tambm prev que o dfice cado, chegando a merecer 90 valores em dar umas garrafas para daqui a uns ani- trocaram impresses sobre os planos pblico espanhol atinja os 6,2 por centoalgumas das mais prestigiadas publica- tos. Bom vinho, l-se numa critica ao de recuperao econmica que os doiseste ano, reflectindo a aplicao de me-es enlogas de Portugal e Espanha, Duradero no site WineCellar pases esto a aplicar para contrariar adidas de combate crise, valor que cai-descrito com um vinho especial fabri- Para a revista Blue Wine o Dura- actual crise econmica. r para 5,7 por cento do PIB em 2010. cado com uvas Roriz portuguesa e uvasdero nasce de um casamento h muitoSegundo a mesma fonte, os dois minis- Teixeira dos Santos e Solbes encon-toro espanhol. desejado, assinado pelos enlogos Paulo tros reafirmaram que a consolidao traram-se margem da habitual reunio O nome do vinho foi retirado de ver-Coutinho e Slvia Garcia, e que repre- oramental continua a ser uma prioridademensal dos ministros das Finanas dasos do mais famoso poeta zamorano, senta uma unio transfronteiria que se e que, depois de se resolver a actual cri-Unio Europeia. Claudio Rodrguez, que sempre dedicoubaseia num legado histrico comum, de se, se retomar a trajectria que levarespecial ateno ao Douro. um rio que simbolicamente banha os dois ao equilbrio nas contas do Estado. BRINDE COM VINHO IBRICO O primeiro encontro entre responsveispases e os enlaa.Os Estados-membros da Unio Euro-das duas produtoras ocorreu no mbito um vinho que tem um rio a correr peia decidiram lanar planos nacionais Os participantes na 24 Cimeira luso-do encontro vitivincola Vinos Duri, que nas veias. Consegue o nobre feito de de recuperao econmica que implicam espanhola vo brindar com um vinho ib-decorreu na cidade de Zamora em 2005.casar dois pases dentro de uma garrafa um agravamento geral da sua posio rico que nasceu de um coupage dePara os responsveis da iniciativa tra- e galgar fronteiras, explica a revista. 2009: um ano de problemas globais obteve, em 1709, a vitria definitiva sobre UE, em primeiro lugar a Polnia e os to Europeu. Pensava-se que os novos Fiodor Lukyanov * o exrcito sueco do rei Carlos XII e um Estados Blticos, aproveitaro a mem- eurodeputados iriam representar uma corpo de cavalaria cossaca, comandado ria do passado para apresentar a sua vi- nova unio, com base no novo TratadoO mundo olha com medo para o ano pelo cabo de guerra ucraniano Mazepa. so da poltica europeia contempornea.de Lisboa e simbolizando uma maior in- recm-nascido, receando imprevisveis A data ser aproveitada para especula- O segundo evento far regressar ostegrao. A festa foi estragada pelos ir- consequncias econmicas e polticas da es polticas, envenenando ainda mais as debates sobre os vencedores e os venci-landeses, que declinaram o documento crise global que deflagrou em 2008. relaes entre Moscovo e Kiev.dos na guerra fria. No Ocidente temno referendo em 2008. Mesmo em casoEm Abril, em foco estar a segundaEm Abril, na cimeira da NATO (quesurgido um perigoso sentimento de triun- de vitria do sim num novo referendo cimeira dos Vinte Grandes. Nos me-ter lugar na fronteira franco-alem) fes-falismo, de absoluta supremacia moral ea realizar em 2009, durante a presidn- ses que faltam, os maiores pases no tejar-se- o 60. aniversrio da Aliana. poltica, de um sortido de ideias sem al-cia checa na UE, o Tratado de Lisboa sero capazes de implementar a Decla- Os promotores no querem ofuscar aternativa. Na Rssia, acaba de aparecervai entrar em vigor apenas em 2010. rao sobre os Mercados Financeiros e cimeira com temas capazes de pr a nu uma espcie de vontade de desforra. O ano de 2009 no ver resolvidos os a Economia Mundial, aprovada em No- as divergncias entre os pases membros,Naturalmente, ser difcil chegar a um problemas da UE, que continua a enfer- vembro de 2008 em Washington. O do- sendo pouco provvel que a Gergia e aentendimento sobre este assunto. mar da contradio entre poltica de alar- cumento prev uma srie de medidasUcrnia constem da agenda. Em Outubro, assinala-se o 60 aniver- gamento ou de maior integrao. A crise colectivas destinadas a elevar o nvelO evento tambm excelente pretexto srio da proclamao da Repblica Po-financeira apenas contribuir para agra- de transparncia e controlo. para a primeira viagem do Presidente dospular da China, que certamente servir var o processo de estratificao iniciadoVrios analistas e investigadores apon-EUA Europa onde ser recebido com para lembrar a todos o papel que estefaz algum tempo. A votao em 2009 tam, faz muito, a contradio existente euforia. O futuro discurso de Barackpas desempenha no mundo de hoje. Acapaz de estabelecer um novo recorde entre o carcter global dos processos noObama sobre a unidade transatlnticaChina tambm ter duas datas menos de absentismo que no pra de aumen- nosso planeta e o pensamento poltico a pode entrar, de antemo, nos anais de agradveis: em Maro, o 50 aniversriotar desde 1979. fluir por bitolas nacionais, entre a neces- Arte Oratria.da rebelio no Tibete, e em Junho, o 20As mais importantes eleies nacionais sidade de aces colectivas e a impre- No entanto, os problemas reais daaniversrio da sangrenta represso das tero lugar em Setembro, na Alemanha. parao para tal actuao.NATO permanecero. A Aliana no temmanifestaes estudantis na Praa da Mais uma campanha eleitoral, prenhe deUma confirmao disso ser a Confe-uma misso bem definida e a situaoPorta da Paz Celeste, em Pequim. trambolhes escala europeia, ter lugar rncia da ONU sobre Mudanas Clima- no Afeganisto continua a piorar.na Ucrnia, onde decorrero as presiden- tricas que abrir em Novembro em Co-As relaes com a Rssia continuaro UM ANO DE ELEIES ciais. Nem um possvel colapso econmi- penhaga. O seu objectivo consiste emno centro das atenes da NATO. E pelo co, nem a perspectiva de choques polti- acordar um documento em substituiomenos alguns pases membros tentaro As eleies que determinam em gran- cos so capazes de deter as elites ucrani- do Protocolo de Quioto que expira emaprsentar Moscovo como uma ameaa de parte a poltica em 2009 realizaram-anas de uma luta fratricida. 2012. Espera-se uma luta renhida, j quecapaz de consolidar a Organizao do Tra- se nos EUA no fim do ano passado. EmAs eleies gerais tero lugar na n- ecologia esto estreitamente ligadostado do Atlntico Norte. A propsito, em20 de Janeiro (ontem) tomou posse odia, onde a oposio nacionalista tem muitos interesses egostas, que os princi-Maro completam-se 10 anos sobre a pri- Presidente Barack Obama. As expecta- chance de vencer. A populao est des- pais jogadores os EUA, a UE e a China meira aco militar da NATO, nomeada- tivas com ele relacionadas so compa-contente com a actuao do governo tentaro impor sob a capa de preocu-mente a guerra contra a Jugoslvia. rveis apenas com as de representaodurante os recentes ataques terroristas pao pelo futuro da Humanidade. Duas datas o 70 aniversrio dode prestidigitador ou milagreiro. Barack em Bombaim. Finalmente, no Iro vo Pacto Molotov-Ribbentrop e do incio da Obama ter, sem dvida, um ano de escolher presidente. A derrota do actual UM ANO DE ANIVERSRIOSII Grande Guerra (Agosto-Setembro), e mel. Mas impossvel prever como serchefe de Estado (bem provvel devido o 20 aniversrio da queda do muro de a performance real do 44 presidente difcil situao econmica no pas) con-Em Julho, assinala-se o 300 anivers- Berlim vo esimular a discusso hist-norte-americano. tribuiria para diminuir a tenso em torno rio da Batalha de Poltava. Perto daquelarica que se transforma num factor dasEm Junho, os cidados dos 27 pases do problema nuclear iraniano. cidade ucraniana o czar Pedro, o Grande relaes internacionias. Os nefitos da da UE vo ter eleies para o Parlamen-* in revista A Rssia na Poltica Global 7. 21 DE JANEIRO DE 2009NACIONAL 7ponto . por . pontoa culpa solteira Por Sertrio Pinho Martins dos actos consonantes de quem privile- com apenas 1,5% de execuo? E de-ve! liquidou partida o interesse da coi-Num pas onde de repente todas asgia a estabilidade. Mas a dvida corroe: pois de 2013, de que vamos viver quan-sa, ao pr em praa apenas jornalistas da conscincias despertaram ao mesmo e os que ajudaram queda no abismo, do o oramento comunitrio estiver nascasa. Imagine-se um Miguel Sousa Ta- tempo para as impunidades que o regi- mesmo sabendo que estvamos beiri- encolhas e com 27 pases a sugar a mes- vares ou uma Constana Cunha e S tam- me tem consentido ao longo de muitosnha e que um passo a mais era a passa- ma teta magra e exausta? E quem ali-bm em palco, a deitar lume pelos olhos e anos, no podia haver duas sem trs:gem para a outra dimenso? O preo domenta a vaca senil? Nesse dia, e comchamas pela lngua! Por isso desde o in- depois do BPN e do BPP, tambm o BP petrleo s disparou para nveis caticosum intrito doloroso j em 2010, a dvi- cio que o desfecho era mais ou menos caiu na arena das suspeies (e sabe-se em 2008, enquanto que a nossa dvida da externa vai ser o garrote do nossoprevisvel, pese embora a lucidez poltica l o tamanho do laudatrio que a vem). externa saltou de 7,4% do PIB em 1996, futuro! E quando um pas chega a este (h que reconhec-lo) e a preparao que E s pena que esta sigla de BP diga para uns assustadores 90% no fim do anolimiar de inanio adivinhado, no acon-o entrevistado demonstrou relativamente respeito ao Banco Popular e no ao Ban- passado. Ah, mas o governo j prome- tece nada? A ningum? ao que o esperava. co de Portugal, por to simples quantoteu UE que actuar severamente se Tudo aponta para que, em termos deE voltando vaca-fria das culpas sol- isto: ningum acusa o seu governador de os preos dos combustveis no acom- recesso mundial, falte apenas um pe- teiras, recorde-se o que para a vai nos actos do foro criminal, mas tanta falha panharem os do crude no longo prazoqueno passo para algumas economiassectores da Agricultura (um ministro-fan- grave de superviso s tem um rosto e (???). Algum decifra esta promessa edarem o estoiro, com rplicas gigantes- toche, j questionado por deputados da esse o de Vtor Constncio. E Cadilhe a sua utilidade no longo prazo?cas no plano social (mais pobreza, aban-sua prpria bancada e fica tudo como foi apenas o ltimo a dizer que o rei vai que j nesses distantes anos 90, odono escolar, desemprego, delinqunciano reino dos anjos), Economia (milhares nu! Ora se um banqueiro (Tavares Mo-eng Guterres se via em palpos de ara- e fuga de quadros), com uma derrocada de empresas no fio da navalha, 150.000 reira foi exemplo), se um magistradonha para fazer contas sobre o PIB masdos modelos jurdico e policial, com a dis- novos empregos na legislatura por gua- (Fernando Negro idem), ou outro qual-l o castigaram exemplarmente dando- perso das famlias em busca de melhorabaixo, grupos-de-referncia a despedir quer alto responsvel pblico ou priva- lhe por penitncia a funo de alto-co-vida (e consequente desmembramentos centenas, projectos tursticos com bi- do, foram impedidos durante anos de missrio para os refugiados da ONU. Eda clula-base das sociedades humanas), lies-UE a ser comidos pela prioridade exercer funes em actividades onde sehoje? Algum assume a paternidade do e com um clima propcio a Estados mus-de refinarias em territrio espanhol), apontavam fortes indcios ou mesmo se monstrozinho? Quem levanta o dedo? O culados (Rssia, China, Iro, repblicasEducao (eleies, a quantos recuos e tiraram juridicamente concluses de senhor? Ou o senhor? Ou a senhora?!sul-americanas,). E but not the le-fugas retaguarda obrigas uma pobre desempenho gravoso, por que no pode um Ningum! ast pode at estar muito prximo um ministra, disposta j a dar todos os-ditos- governador do banco central ou um mem- E se em 2009 chegarmos aos 100%,desespero global conducente a confron-por-no-ditos), Obras Pblicas (afinal h bro do governo da Repblica, desatentos com o endividamento externo debruado tos militarizados, que comearo nas zo-dinheiro ou no para Alcochete, TGV, das suas funes, serem igualmente impe-com os respectivos juros (o que significanas do globo mais atingidas pela ressacanovas autoestradas, mais o supremo ri- didos de exercer cargos de responsabili-um pas inteiro hipotecado ao estrangei- e se alargaro depois na medida dos dculo de querer saber o calendrio de dade nacional por um perodo correspon- ro), algum pe a corda do Egas Monizgrandes interesses mundiais: domnio dasinauguraes e lanamento de primeiras- dente s falhas cometidas? Mud-los deao pescoo? O senhor a, no?... que fontes de energia, negcio de armas, for- pedras), Finanas (Oramento, impostos, cargo ou de pasta, no dignifica o regime aps os 100%, senhor ministro, o passo necimento alimentar a pases emergen- dfice, dvida pblica, troca de mos pe- nem redime a asneira. E s faltava a As-seguinte a escassez galopante daquilotes, e tudo o mais que os gnios huma-los ps a cada interveno pblica), Ad- sembleia da Repblica no deixar Vtorcom que se compram os meles e que nos sabem inventar para cavalgar a vida ministrao Interna (insegurana nas Constncio e Teixeira dos Santos seremtem alimentado o crdito s famlias (bens,s costas dos mais desfavorecidos. Por- ruas, criminalidade exponencial, salada livremente ouvidos em sede da Comissoservios, alguma alimentao), ao inves- que o fervor dos nacionalismos patriti-de polcias). E por muito esprito de bom- Parlamentar de Economia e Finanas! timento (PMEs, matrias-primas, imobili- cos, esse ficou amarrado ao cadver dobeiro que o primeiro-ministro tenha, e lheEstamos metidos numa camisa de rio), e por a fora. E o nosso derrapar aosculo XX!sobre vontade de apagar fogos, nem os onze varas, que veio para durar. E no longo de anos, filho nico da crise finan-E neste contexto de camisa de onze rigores polares que nos visitam se lhe s por causa dos salpicos da crise finan- ceira externa? Ou filho bastardo da vis- varas, a recente entrevista do primeiro-comparam: a gua das boas-intenes ceira mundial! Sabe-se que assim , e ta grossa que campeou sombra do regi-ministro na SIC exalou uma evidente pre-gela sada das mangueiras do discurso que a asneira nos entrou pela porta bem me? Ningum pergunta? Ningum respon-ocupao de no deixar instalar o pnico. poltico, por mais sedutor que ele seja! E mais cedo do que as pitonisas do poderde? Estamos amordaados?!Que se louva! Mas o pagode est dema- nem a lenga-lenga da nossa meninice querem fazer-nos crer. Mas tambm se Os tempos em que a Frana e a Ale-siado ansioso, para perder tempo a deci-nortenha se vislumbra no horizonte: era sabe que o tempo no de instalar pni-manha sustentavam uma CEE dos frar entrelinhas bem-intencionadas: queruma bez um vombeiro boluntrio que cos que podem acabar com multidesDoze, j foram: hoje cada um a sacu- saber se vai comer amanh e quantobinha da vandas de Velm com o vico espezinhadas sada de todos os tneis dir a chuvada que nos encharcou at aoslhe toca nos aumentos salariais de 2009.da vota a vater na varriga do vurro! por onde navegaram enganadas com aossos, e que apanhou toda a gente a pas- E nem se apercebeu, durante a entrevis-E neste pas esquecido por Deus, con- promessa de luzes ao fundo! O momen-sear de manga curta. Como vai ser atta, de eventuais lapsos de memria ou detinuar a haver filhos e enteados, en- to , antes de mais, de et pluribus unumao fim deste QREN, coxo e desperdia-perguntas-de-alhos com respostas-de-bu- quanto as culpas dos homens morrerem e, nesse aspecto, partilho da opinio e do desde o incio de 2007, e desde ento galhos. Mas um erro de base que o hou-solteiras!VENDE-SECasa com 3 pisos grande quintal e anexosnum dos melhores locais de Coimbra(Rua Pinheiro Chagas,junto Avenida Afonso Henriques) Informa telemvel 919 447 780 8. 8 OPINIO 21 DE JANEIRO DE 2009 A MAIOR RIQUEZA: OBAMA E O MUNDOtando suspensos ou adiados os projectosSEMELHANTES de construo de dez novos hospitais. S A lista das nomeaes da nova equi-entre 2006 e 2007, as taxas moderado- pa da Casa Branca no entusiasmouras nas Urgncias aumentaram cerca de(...) Como recordava recentemente, em aqueles que, durante o ltimo ano, fize- 23% e os processos de introduo noSanta Maria da Feira, num debate sobre o ram de Barack Obama uma espcie de mercado de medicamentos inovadoresdilogo intercultural, o filsofo Fernando bloquista com talento e ginstica, a chegam a demorar trs anos. O nmeroSavater, a semelhana entre os seres hu- vaticinarem uns Estados Unidos trans-de mdicos nos centros de sade dimi-manos que cria a riqueza e funda a huma- formados numa super-UNESCO ounuiu e o nmero de hospitais especiali-nidade. Reconhecemo-nos, porque somos ONG esquerdista, esgotada nas causas zados passou de 21 para 15; o nmerosemelhantes. S porque o fundamental a correctas do luso-utopismo.de camas foi reduzido, sendo certo quenossa semelhana que h igualdade deo nmero de atendimentos aumentou.direitos e s porque no h diferena de di- Estou mesmo a falar de Portugal.reitos fundamentais que h o direito di-Este. Onde a politizao frrea de car-ferena. Afinal, no h ningum to con- AMRICA, AMRICA vencido da diferena como um racista.gos na Sade e a violao das boas pol-ticas nos podem comprometer, muitasClaro que, no encontro com o outro, nun-No sei se o remorso curva a espinhavezes, a vida. (...)ca se pode esquecer que o outro um ou- e ensombra o gesto. Nem sei o que pe-tro eu e ao mesmo tempo um eu outro, de sou mais nos ltimos dias de George W. Paula Teixeira da Cruztal modo que nunca nenhum de ns saber Bush. Se a memria de como planeouCorreio da Manh 15/Janeiro/09o que e como ser outro enquanto outro, vingar-se do pai, parecendo querer vin-eu outro. Mas o que mais nos interessa a gar o pai; se o intuito de refazer a apa-semelhana, pois, nas diferenas, somos DESAFIOS DE UMA gada e vil imagem que a primeira meta- todos humanos, reconhecendo-nos.ESTRATGIA NACIONAL de da vida lhe traou; se a pulso da epo- Se me perguntam pelo fundamento lti- peia, s vozes e tambores dos evangli-mo da dignidade humana, digo que a nos-Para definir uma estratgia nacional cos; se o ter-se deslumbrado com a sim-sa comum capacidade de perguntar. O que realista e consequente, preciso que te- ples e prtica cupidez de Dick Cheeney.nos rene uma pergunta inconstruvel, sem nhamos conscincia da situao de que Estes so os condimentos principais que, limites, que tem na raiz o infinito e nele de-se parte, avaliando os pontos fortes e os num filme subestimado mas interessan-semboca, sendo as culturas tentativas depontos fracos. S com esta conscincia te, Oliver Stone nos prope para dosea-formul-la e perspectivar respostas.se pode potenciar as vantagens dos pri- mento su misura. Eu no tento o meu. E Aqui, assenta a convivncia fraterna emeiros e atenuar os inconvenientes dos no excluo uma abordagem mais singe- digna da Humanidade, reconhecendo to- O novo Presidente foi buscar a maio-segundos. S assim possvel valorizar la: o que verga Bush so as sondagensdos como humanos. Mas, como tambm ria dos seus colaboradores ltima Ad-o que bom e transformar o que est de aceitao popular, nesse momentolembrou Savater, inimigos maiores destaministrao democrtica - a de Bill Clin-mal. Acresce que num tempo de instabi- sem remdio que a passagem aos ar- convivncia so a pobreza e a ignorncia.ton. A comear pela secretria de Esta-lidade e pessimismo generalizados como quivos da histria americana. (...)Rejeitamos os pobres, porque metem medo: do, Hillary Clinton, a continuar na equipa o nosso, em que todos os dias somosnada nos do e obrigam-nos a dar. A igno-do Tesouro e a acabar no novo director dasurpreendidos por notcias quase sempre Nuno Brederode Santosrncia outra fonte de susto: quando se CIA, Leon Panetta. Quanto ao Conselhoms e de impacto negativo global, im- Dirio de Notcias 18/Janeiro/09 no reconhece a semelhana, teme-se oNacional de Segurana e ao Pentgono,porta conciliar os vrios tempos de con-diferente. Obama optou pela continuidade de Robertcepo e de actuao, o curto e o mdio PSD EM DIFICULDADESA est, pois, a urgncia da solidarie-Gates e foi buscar o general James, um prazo que o imprevisto e a emergnciadade, assente no reconhecimento da se- republicano, ex-comandante dos marines.exigem, com o longo prazo, no duplo pla-Manuela F. Leite parece queimar osmelhana. (...)Um almirante, Denis Blair, ex-responsvelno retrospectivo e prospectivo, que qual- ltimos cartuchos e, se houver engenho, pelo Comando Militar do Pacfico, com- quer viso estratgica pressupe. ser Passos Coelho o senhor que se se- Anselmo Borges pletou o elenco frente do NDI.Por isso, para reflectir sobre os desa- gue.Dirio de Notcias (17/Janeiro/09) Mas mais que a questo da equipa, fios de uma estratgia nacional, precisa-Est em marcha o projecto de substi- importante olhar o mundo que essa equipa mos tambm de projectar num horizonte tuio de Manuela Ferreira Leite fren- A POLTICA DO MEDO vai encontrar. Que como sempre o mes-temporal suficientemente lato - de 10 ou te do PSD. Vrias personalidades de mo de ontem, mas tambm muito diferen- 15 anos - a ambio que se tem para topo do partido de S Carneiro tm-se (...) Hoje em dia, quer os magistradoste: em 2000, George W. Bush herdava aPortugal. (...) reunido com bastante frequncia para do Ministrio Pblico, quer os juzes, sen-continuidade do momento americano, no analisar a situao difcil em que o PSD tem receio na aplicao da priso pre- termo da primeira dcada do ps-Guerra Jorge Sampaio se encontra e os efeitos negativos que ventiva. Fria; os Estados Unidos eram a potncia, Dirio de Notcias 15/Janeiro/09 da resultaro caso este partido tenha nasE tudo acontece porque se trabalhaa Rssia estava de rastos, a China crescia prximas eleies um resultado catastr- com meros indcios e no com prova se- mas no incomodava muito, os europeusAS REFLEXES fico. consensual no seio do grupo quegura e porque o governo introduziu uma entretinham-se a discutir entre si projectos DE SAMPAIO se ps em movimento, h cerca de umautntica mudana de paradigma no qua- confederais e federais para a Unio. O ms, a ideia de que Manuela Ferreira dro da responsabilidade civil dos magis- Mdio Oriente vivia o velho conflito israe- O documento que Jorge Sampaio fez Leite no pode nem consegue protago- trados pelas suas decises, pretenden- lo-rabe e a frica subsariana continuavapublicar, anteontem, no DN, sob o ttulo nizar uma candidatura vitoriosa. do, com esta mudana, utilizar este ins- marginalizada. (...) de Cinco Reflexes sobre os DesafiosEssa leitura negativa ganhou cores mais trumento como uma arma de controlo ede uma Estratgia Nacional, comporta negras aps a entrevista de Manuela Fer- de presso sobre a actividade judicial. Maria Jos Nogueira Pinto uma forma de revolta delicada, uma cr- reira Leite a Judite de Sousa. A insegu- Sendo este o caminho, cedo chegar o Dirio de Notcias 15/Janeiro/09 tica mansa, e um pouco melanclica, aos rana da lder dos social-democratas, adia em que nos vo dizer como que egosmos corporativos, e o desejo de que dificuldade em dar respostas claras e con- devemos decidir. J existia um quadroDA FALTA DE SADEas fracturas sociais crescentes no atin- vincentes sobre reas fundamentais dade responsabilidade civil, criminal e dis-jam zonas irremediveis. O texto possui vida nacional, o pouco -vontade eviden- ciplinar dos magistrados, semelhante ao (...) No mais, para alm de cerca dea honestidade intelectual do autor e o ciado em sucessivas prestaes no meio que existe noutros pases europeus. Da600 mil doentes em listas de espera na sentido de um apelo que desemboca em televisivo, as incongruncias do discursoque a mudana foi para apertar o cerco rede hospitalar no 26 lugar numa listalargas inquietaes. e o ziguezague do seu trajecto foram, em e fazer crescer o medo em detrimento de 31 pases , no sistema de cuidadosComo se pode mobilizar um povo, con- sntese, as concluses a que chegaram os da razo, que vai ficando cada vez maisde sade, com indicadores equiparveis voc-lo para a causa comum, se a clas- bares desse grupo. (...)paralisada. (...) Romnia e Bulgria, tambm conti-se dirigente tem tripudiado sobre a cul- nuam os encerramentos dos SAP e atura de relao de que se compe a de- Emdio RangelRui Rangel extino de servios de urgncia hospi-mocracia avanada? Nada nesse senti- Correio da Manh 17/Janeiro/09Correio da Manh 14/Janeio/09 talar, sem alternativas assistenciais, es- do tem sido realizado, sequer tentado. O 9. 21 DE JANEIRO DE 2009OPINIO9 prprio Sampaio, quando Presidente, ao mam-se umas banalidades veementes eespao esperana de que as coisas nodaico, dos neoconservadores e, como rejeitar Ferro Rodrigues, e abrir as por-passa-se adiante, quando aquilo que elecorrero pior no ano novo, no foi ex- sempre, da corrupo dos lderes polti- tas a um intermezzo cmico, participou,constri uma mquina do mundo. (...) cepo encontrar registada a convico cos rabes, refns do petrleo e da aju- activamente, no retrocesso histrico quede que a nova Administrao americanada financeira norte-americana. A guerra fez aumentar a indiferena e o desen- Antnio Lobo Antunesreconhecer que, sem uma soluo jus-do Iraque foi uma antecipao de Gaza: canto portugueses. As desproporesVisota do conflito Israel-Palestina, ser im-a lgica a mesma, as operaes so as obscenas entre os sacrifcios impostos e O MEDO possvel conseguir uma estabilidade em mesmas, a desproporo da violncia as regalias generosamente distribudasqualquer dos pases onde cresce a acti-a mesma; at as imagens so as mes- por uma casta de privilegiados no soO silogismo mais picante das ltimasvidade dos movimentos islamitas. Pas-mas, sendo tambm de prever que o re- de molde a entusiasmar a populao. Osemanas o seguinte: o PS, com os seussados tantos anos sobre a criao do sultado seja o mesmo. E no se foi mais discurso oficial deslocase numa falsa porta-vozes a fazerem imensas vnias Estado de Israel, os mesmos anos dalonge porque Bush, entretanto, se debili- euforia e passa para a depresso maismui atentas, veneradoras e obrigadas,Declarao Universal dos Direitos Hu-tou. No pediram os israelitas autoriza- inquietante. Ningum, de boa f, acredi- mostrou-se absolutamente de acordo manos, parece difcil racionalizar as cau- o aos EUA para bombardear as insta- ta nestes polticos, cuja representaocom o severssimo diagnstico feito pelo sas que impedem a paz entre os doislaes nucleares do Iro? hoje evidente diariamente demolida pelas evidnciasPresidente da Repblica na sua mensa-povos, sendo que as premissas necess- que o verdadeiro objectivo de Israel, a dos factos. E Jorge Sampaio bem o sabe.gem de Ano Novo; o PR, nos pontos prin-rias esto definidas. Designadamente,soluo final, o extermnio do povo pa-As Reflexes no eliminam o senti-cipais da sua mensagem, reiterou posi- poucos observadores duvidam de que o lestiniano. do crucial dos problemas, mas tambm es crticas que j tinham sido clara-quarteto liderado por Tony Blair, envia-Tero os israelitas a noo de que a no indicam, ou sugerem, como seriamente assumidas por Manuela Ferreira do especial ao Prximo Oriente, esteja shoah com que o seu vice-ministro da natural, o combate ideolgico contra a Leite; logo, o PS est de acordo com consciente de que, sem a interveno Defesa ameaou os palestinianos pode- ideologia que intimida os governos e osManuela Ferreira Leite exactamente decidida dos Estados Unidos da Amri-r vir a vitim-los tambm? No teme- intima a praticar regras unilaterais. H,quanto a uma srie de pontos em queca, a soluo no ser encontrada. (...) ro que muitos dos que defenderam a em tudo isto, uma perverso moral quetinha tentado refut-la com as excitadascriao do Estado de Israel hoje se per- condiciona o comportamento tico. Oestridncias do costume...Adriano Moreira guntem se nestas condies e repito: texto de Sampaio omisso nestes aspec- Agora que o Banco de Portugal se viuDirio de Notcias 13/Janeiro/09 nestas condies o Estado de Israel tem tos, e percorre-se em generalidades. forado a traar o cenrio mais negro direito de existir?dos ltimos anos e a falar da entrada da REQUIEM POR ISRAEL?Baptista-Bastos economia portuguesa em recesso, aBoaventura Sousa Santos Dirio de Notcias 14/Janeiro/08 manobra consistiu em o primeiro-minis- (...) PRECISO RECUAR NO TEM- Visotro abordar esse tema de vspera, numa PO. No ao tempo longnquo da bblia he- EDUARDO LOURENO entrevista SIC Notcias, em que aca- breia, o mais violento e sangrento livro al- A CAIXAbou por confirmar o que a oposio jguma vez escrito. Basta recuar 60 anos, (...) Sbado jantei com Eduardo Lou-tinha dito. Tudo para que as palavras de data da criao do Estado de Israel. NasAo contrrio do que diz o anncio, reno. No fim disse que no queria bo- Constncio no fossem, como afinal fo- condies em que foi criado e depois apoi- banco no Caixa. Talvez seja o primei- leia, que o hotel era mesmo ali e vi-o atra- ram tambm, um desmentido terrvel das ado pelo Ocidente, o Estado de Israel oro caso de publicidade que peca por de- vessar a rua em baixo, sozinho, um pouco afirmaes que o chefe do Governo an-mais recente (certamente no o ltimo) actofeito a gabar o seu produto. Na verdade, curvado, no seu passo mido e comoveu- dava por a a fazer... colonial da Europa. De um dia para o ou- a Caixa muito mais do que um banco me v-lo caminhar noite fora, de cache- Depois de umas 150 sesses de des-tro, 750 mil palestinianos foram expulsos uma espcie de me de todas as insti- col ao pescoo, a ferver de vida entre ospacho com Scrates quinta-feira, o PRdas suas terras ancestrais e condenados atuies de crdito. Desde que a crise candeeiros. Eu passo o tempo a delirar,deve andar perfeitamente estarrecido uma ocupao sangrenta e racista paracomeou, a Caixa tem andado a salvar dizia ele, mas s deliro para dentro por-com o PM que nos saiu na rifa. que a Europa expiasse o crime hediondo tantos bancos que receio sinceramente que se delirar para fora internam-me. E do Holocausto contra o povo judeu. que, em breve, seja preciso salvar a Cai- fico a assistir, calado, enquanto fala. Lem- Vasco Graa MouraUma leitura atenta dos textos dos sio- xa. Directa ou indirectamente, a Caixa bro-me que h uns anos, em Bordus jul-Dirio de Notcias 14/Janeiro/09 nis- tas fundadores do Estado de Israelcontribuiu para ajudar primeiro o BPN e go eu, falmos a quatro mos de Litera- revela tudo aquilo que o Ocidente hipocri- depois o BPP. O que, sendo preocupan- tura sem nada preparado, nada pensado, PRISEStamente ainda hoje finge desconhecer: ate (menos para quem tem o dinheiro no assim de improviso, nos divertimos imen-criao de Israel um acto de ocupao eBPP), no surpreende. certo que o BPP so e deu-me ideia que a assistncia tam-(...) Nos 50 estabelecimentos prisio- como tal ter de enfrentar para sempre a um banco que gere grandes fortunas, bm. Na altura cochichei-lhe nais portugueses (28 regionais, 17 cen-resistncia dos ocupados; no haver nun-mas a Caixa um banco que gera gran- Devamos dar um curso de Teoria trais e 4 especiais) esto actualmente ca paz, qualquer apaziguamento ser sem- des fortunas. Sobretudo nas contas dos da Literatura a meiascerca de 10 800 detidos, sendo cerca depre aparente, uma armadilha a ser desar- seus administradores. A diferena subtile que o projecto nos fez rir: conver- 2000 preventivos e 7% mulheres. Aqui mada (da que a seguir a cada tratado de mas significativa. sarmos sem plano, ao sabor do que nostrabalham perto de 6000 funcionrios.paz se tenha de seguir um acto de violaoDe resto, no h dvida, a Caixa um vinha cabea. Somos to diferentes e,Segundo a dr Clara Albino, directora- que a desminta); para consolidar a ocupa-banco to bom que at promove altos no entanto, que maravilha de sintonia in-geral dos Servios Prisionais, no so o, o povo judeu tem de se afirmar como quadros de outros bancos. Ao que che- terior. Acho que das pessoas que me- fceis as reformas estruturais para darum povo superior condenado a viver rode- gou a concorrncia no mundo das insti- lhor compreendem o que fao e que coms prises instrumentos de reabilitao eado de povos racialmente inferiores, mes-tuies financeiras: o BCP convidou Ar- mais profundidade disso escreveu.organizar modos eficazes de reinsero mo que isso contradiga a evidncia de quemando Vara para um cargo importante;E depois a obra dele, inclassificvel,social.rabes e judeus so todos povos semitas; a Caixa, um ms e meio depois da sada nica: o homem que pensa Portugal, di-A grande mudana a operar decorre com raas inferiores s possvel um re-do seu antigo administrador, promoveu- zem, o ensasta, dizem, e para mim o de um processo interior, que o longo tem-lacionamento de tipo colonial, pelo que ao a um cargo ainda maior. A mensagem Eduardo no nada disso, ou antes cha-po de reflexo pode permitir. A dimen- soluo dos dois Estados impensvel; em clara: sim, o BCP oferece bons em- mar-lhe isso to redutor. Inventou uma so espiritual essencial para dar a vol- vez dela, a soluo a do apartheid, tantopregos aos seus funcionrios, mas a Cai- maneira de imaginar, uma meta-lingua-ta vida, partir da verdade, assumir ana regio como no interior de Israel (da os xa oferece empregos ainda melhores a gem irrepetvel que nos contm a todos,responsabilidade do mal, readquirir con- colonatos e o tratamento dos rabes israe- funcionrios que j no trabalham l. criou um universo verbal em perptua fiana, reorganizar-se, criar autonomia elitas como cidados de segunda classe); aMergulhados numa profunda crise, os expanso, um continente, antes dele, por independncia, gerar esperana. (...)guerra infinita e a soluo final poder bancos competem para aliciar os profis- achar. E, de vez em quando, disso nos implicar o extermnio de uma das partes, sionais mais qualificados. Eles sabem d notcia nos seus livros e quem tiver Bispo D. Carlos Azevedo certamente a mais fraca. que s os melhores tm a competncia ouvidos para ouvir que oia. Sempre me Correio da Manh 16/Janeiro/09 O QUE SE PASSOU NOS LTI-necessria para mergulhar os bancos que deu ideia de existirem equvocos sobreMOS 60 anos confirma tudo isto mas vai dirigem numa profunda crise. E assim equvocos na apreciao do que faz emuito para alm disto. Nas duas ltimassucessivamente. (...)O SANGUE DOS INOCENTES erros interpretativos de toda a ordem.dcadas, Israel procurou, com xito, se- Parece-me que o admiram sem o enten-questrar a poltica norte-americana na Ricardo Arajo PereiraNo balano do ano que findou, e que derem, cola-se-lhe uma etiqueta, afir-regio, servindo-se para isso do lbi ju- Visoos analistas desejariam elaborar dando 10. 10CRNICAarte em caf 21 DE JANEIRO DE 2009A OUTRA FACEDO ESPELHO Para variar, boas entradasJos Henrique Dias*[email protected] to escuro este poo! Escuro e hmido. Os amigos mandam cartes de Feliz Ano Novo. Augrios. Talvez seja noite. Amanh iro celebrar o nascer do dia, haver crianas a rir a caminho da escola, as mes vo preparar as merendas e fazer recomendaes, nas missas as pes- soas vo pensar que saem mais limpas porque comunga- ram, o rapaz do supermercado arrumar caixas nas prate- leiras, na rdio canes de outras paragens, nas ruas e nas lojas restos de Silent night, holy night, All is calm, all is bright.tudo paz, tudo luz, sininhos e sorrisos, cho- colates e tempestades, uma rapariga dir sim s palavras de um colega enamorado, mudam o tempo, como nos ver- bos, ele fica de olhos cor de manhs claras e ela sorri, no hospital acaba de nascer um rapazinho a que vo chamar Gonalo, as notas correram bem ao filho do senhor Adal- berto que sempre sonhou ver o filho advogado, quem sabe mos ns e por muito que me esforce no consigo aturar anda coitado num triste desassossego. Fiquemos preo- ministro, a mulher que passa ao volante de um utilitrioeste ns em que nos vamos atolando. E no parece quecupados porque morreu afogado um rouxinol no Monde- leva os olhos molhados porque o marido foi de um egos- possa haver gente capaz para governar tal gente que diz go e o passarinho da ribeira que no seja inimigo. O Zeca mo que ela diz que no perdoa, s at mais logo quandoeste pas como se fossem doutro e o pas so eles e ose o Adriano no passam. O Goes no se ouve. tempo chegar a casa e ele lhe disser no sabes que tudo por filhos deles ou os primos, os companheiros de escola ou de tonis qualquer coisa, marcos isto, mnicas aquilo, con- amor, tudo vai funcionar, at a panela que ficou esquecidaos vizinhos que comeam a viver e transformam definiti- cursos gordos e morangos com acar. tempo de dizer sobre o fogo e o arroz esturrado, porque ficaram a amar- vamente a vida em vidinha, de que falava o ONeill, euque os grandes escritores so insuportveis. tempo de se na carpete, no faz mal, querida, um bom pretextobem gostava de arranjar maneira de no me preocupar promover a mediocridade e de autismo governativo. para mandarmos vir uma pizza, a vizinha do sexto andarmas a verdade que acredito que possvel mudar muitaO Alfa demora menos de duas horas a chegar a Coim- parece que tem uma doena esquisita, dizem, se calhar coisa, justia social e tica, liberdade e participao, como bra. Estao de Coimbra B. O comboio que deu entra- sida, no tm cuidado, coitado do namorado que se calhardizer, as pessoas sentirem-se mais felizes, no terem o arda na linha um o Alfa Pendular proveniente de Lis- j foi infectado, ou se calhar foi ao contrrio, todos os dias, bisonho e o rosrio do queixume sempre que lhes pergun- boa Santa Apolnia com destino a Braga. S admite a todas as horas, sempre igual, uma bica bem quente faz tam como vai o negcio, vai sempre mal, nunca se ouve passageiros com bilhete vlido para comboios Rou- favor, curta, bem sabe que sempre curta, sem acar,ningum dizer vai bem, estou bem, isto est a correr bem, fenhas, as palavras perdem-se. Logo regressam. Na li- bebo sempre sem acar, senhor Flvio, com acar o sempre o precisamos que o Governo olhe por ns, a culpa nha nmaro cinco encontra-se uma composio com meu irmo gmeo, j viu o que aqui est no jornal?, estes foi do rbitro, quando muito tambm do guarda-redes,destino a Coimbra. De Coimbra para Coimbra. O vento gajos s l esto para gamar, e a malta que se lixe, aindacoitado, paga sempre as favas, ningum culpa o avana-cala a desgraa/ o vento nada me diz. h pouco tempo era o que era e j est rico, j leu, senhor do que falhou o penalti ou o golo boca da baliza, foi azar,Que desolao e desconforto. H quanto tempo as- Flvio?, andamos a trabalhar para esta malta se governarmas no guarda-redes frango, piu, piu, dizem os comen- sim? Mas a gente o que quer ir, estar na sala de nossa custa, para mim votar j era. tadores que no comentam nada, falam do que estamos a espera ou caminhar na plataforma, que pena no se So oito e meia. Tenho de seguir para Coimbra. De-ver e at conseguem no ver o que estamos a ver e dizem conseguir viajar de borla, estudar de borla, ter carro de moro menos de duas horas a chegar, se tudo correr bem.outra coisa, as manifestaes enchem avenidas da gran-borla, tudo pela Nao, nada contra a Nao, outra Estou cansado. No s destas conversas. No que elasdeza de tecer insultos e abrir brechas para os meninosvez, em tom menor, quem o alheio veste na praa o no tenham importncia. Reflectem, obviamente, no digo serem insolentes, tomates e ovos e guinchos e cadeadosdespe, mas isso era dantes. o estado do pas mas as caractersticas do que somos. nas portas e pistolas de plstico e telemveis que filmam, Quem o alheio despe que bem se veste. Figurinos e Confesso que no tenho muita considerao pelo que so-quem semeia ventos colhe tempestades, brincadeiras de figures. Montras e montes e vales e azevedos exportam- mos. No gosto. Tenho mesmo vergonha. Dizem-me commau gosto, dizem, irresponsveis que irresponsabilizam, se e importam-se, para que se veja, um que seja, para que azedume que sou elitista, mas qual o problema? No senhoras professoras de repente na ribalta sabe-se l por-se saiba, parar a raiva, afinal a justia funciona, os reitores verdade que as pessoas esto ao mesmo tempo bem com qu, a protestarem em conflito com a Lngua Portuguesa, no servem para gerir as universidades, preciso gesto- tudo ou mal com tudo? Paspalham diante das televises a sindicalistas sem espao a quererem sobreviver, engas-res, como se viu nos bancos, os gestores que sabem, um ver umas senhoras apresentadoras que guincham, salti- gados com dois raciocnios seguidos, diria o Joaquim Na-ou dois, para exemplo, vo dentro pela imprudncia de tam, insuflam rugas, injectam silicone, publicam livros ile-morado, um dia destes vem a uma coisa mais ou menosroubarem ricos, se roubassem pobres no passava nada, gveis que as pessoas compram, pessoas que no sabemdos subrbios de Paris ou das ruas gregas e depois onde de fora outros com direito a excelncia e conselhos de porque que votam mas votam, s s vezes, naquele par- est a autoridade, perguntam, a polcia que lhes carregue,administrao. bom ter espao para dar conselhos. E tido, sempre no mesmo, como se paixo ou talvez maisdizem, mas ento o que queremos mesmo a polcia que quem seja capaz de os ouvir. Os conselhos valem mais do agncia de futuro, futebol, futebol, futebol, o futebol pre-carregue? Para o diabo que os carregue. Esto sempreque os exemplos. Embalados. Como serenatas. enche a vida dos homens e de algumas mulheres que pre-de conscincia tranquila. Fazem tudo de conscincia tran-Estas guitarras, senhoras e senhores, vm falar-vos enchem por sua vez o futebol para uns senhores poucoquila. Adiam julgamentos com advogados caros. Todos de amor e de saudade, dum luar que deixa sombras so- recomendveis terem protagonismo e serem ouvidos nasde conscincia tranquila. No h patife bem falante que bre coisas impossveis. Toda a Coimbra da lenda, de co- televises e nas primeiras pginas dos jornais desportivosno tenha a conscincia tranquila. No h pedfilo querao e de feitio, Coimbra antiga e ntima, feita de fili- com fotografia a duas colunas, a minha poltica o traba-no tenha a conscincia tranquila. Todos inocentes. Asgranas e de poentes, pedao romntico a recordar bo- lho, ficou do outro tempo, um milho de analfabetos no criancinhas que so perversas. Transitam em julgado.mios e poetas. falando dos milhes dos funcionais, aos domingos e feria- Ainda ho-de pedir indemnizaes aos nossos impostos.Era mais ou menos assim que eu apresentava as sere- dos passeios nos centros comerciais a dizerem vamos aoPor causa da conscincia tranquila. natas. Palavras minhas e de outros. H quanto tempo foi? shopping, ver montras e marcar viagens a prestaes para Farrapos de conversas a caminho da estao em trans- Se calhar foi ontem, chegada do Alfa Pendular. todas as puntascanas que lhes impingem, esta a ditosa portes pblicos. Eu aqui de p, todo o dia a trabalhar, dizOu quando acordei estremunhado. No fundo do poo. ptria minha amada, como repetiam com salazares nauma mulher, para estes velhos andarem sem fazer nada aH sempre algum que resiste / h sempre algum que ponta da lngua, empresrios vo falncia com ferraris passear de autocarro e ocuparem os lugares de quem est diz no. Valham-nos os poetas. Que venham os poetas. porta da vivenda com santinhos de azulejo na fachada, cansado de trabalhar. Mau sinal. Os velhos para o ve- Um poeta em quem possamos depositar a fora de lutar. gritam no frum da TSF o que preciso que venham lho, j! Lembram-se como fizeram os Gato Fedorento?Que promova a Esperana. dois ou trs salazares depressa, endireitar isto, estes so-O Alfa Pendular est a passar na ponte. O Choupal* Professor universitrio 11. 21 DE JANEIRO DE 2009 COIMBRA11 PRMIO UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2009Nome do vencedor ser divulgado amanhO nome do vencedor da edio deste 2005, o Prmio foi atribudo, ex-aequo, sinalando assim os 100 anos do Mani-ministra da Cultura), Joo Pinharanda ano do Prmio Universidade de Coim- ao historiador Antnio M. Hespanha efesto Futurista, os 200 anos do nascimen- (historiador de arte, crtico de arte e cu- bra vai ser anunciado amanh (quinta- ao actor e encenador Lus Miguel Cin- to de Charles Darwin e os 40 anos dorador), Jos Andrade Campos (docente feira), em conferncia de imprensa, pelotra. A reconhecida classicista Mariamovimento estudantil de 1969. da Universidade de Coimbra), Jos de Reitor Fernando Seabra Santos.Helena da Rocha Pereira foi premiada O jri da edio deste ano do Prmio Miranda (ensasta e docente da Univer-O Prmio Universidade de Coimbra,em 2006 e o matemtico luso-brasileiroUniversidade de Coimbra integra, como sidade Nova de Lisboa), Maria de Fti- que vai na sua sexta edio, um dos Marcelo Viana em 2007. No ano passa-tem vindo a ser hbito, 10 nomes de re- ma Sousa e Silva (docente da Universi- mais valiosos galardes nacionais nos do, foi distinguido o investigador e em-conhecido mrito da cultura e da cinciadade de Coimbra) e Maria Filomena campos da cultura e da cincia, tendo jpreendedor Jos Epifnio da Franca. portuguesas: Alexandre Alves da Costa Molder (filsofa e docente da Universi- distinguido reas to distintas como asO Prmio Universidade de Coimbra (arquitecto e docente da Universidade dedade Nova de Lisboa). presidido pelo neurocincias, a histria das instituies, 2009, no valor de 25 000 Euros, ser en-Coimbra), Ana Tostes (arquitecta e do- Reitor Fernando Seabra Santos e tem as artes do palco, os estudos clssicos, atregue a 1 de Maro, durante a Sesso cente do Instituto Superior Tcnico), como vice-presidentes Antnio V. Mon- matemtica e a engenharia de sistemas.Solene comemorativa do 719. anivers-Carlos Robalo Cordeiro (docente dateiro, administrador do Banco Santander-Na primeira edio, relativa a 2004, rio da Universidade de Coimbra. EsteUniversidade de Coimbra), Guilherme deTotta, e Jos Leite Pereira, director do foi premiado o neurocientista Fernandoevento integra-se na XI Semana Cultu- Oliveira (docente da Universidade deJornal de Notcias. Lopes da Silva, considerado um dos 100ral da Universidade, que ser dedicadaCoimbra), Isabel Pires de Lima (docen- cientistas mais influentes do mundo. Em ao tema Velocidade e Movimento, as- te da Universidade do Porto e antiga Reitor debate Universidade e CidadeA relao entre a Universidade e a ci- da mudana permanente. ble e no Institut National Polytechnique dade de Coimbra ser o tema da prxima de Grenoble, onde defendeu a sua dis- sesso do ciclo Quintas na Quinta, orga-SNTESE BIOGRFICAsertao de Doutoramento em Enge- nizado pela Fundao Ins de Castro. O nharia Hidrulica. reitor da Universidade de Coimbra (UC),Fernando Seabra Santos nasceu emFoi vice-reitor da UC entre 1998 e Fernando Seabra Santos, o convidado doCoimbra em 1955. Licenciado em En-2003, ano em que foi eleito reitor da mes- jantar-conferncia, que ter lugar excep- genharia Civil pela Universidade de Co- ma universidade. Em 2007, voltou a ser cionalmente a uma sexta-feira, dia 30 deimbra (UC), desde logo assumiu fun- reconduzido no cargo, que desempenha Janeiro, s 20h, na Quinta das Lgrimas.es de docncia. Leccionou nas Fa- a par da presidncia do Conselho deFernando Seabra Santos, que o ac-culdades de Cincias e Tecnologia daReitores das Universidades Portuguesas tual Presidente do Conselho de Reitores Universidade de Coimbra (FCTUC) e (desde Fevereiro de 2007). ainda pro- das Universidades Portuguesas (CRUP), da Universidade de Lisboa, na Univer- fessor catedrtico no Departamento de far uma interveno subordinada ao sit Scientifique et Mdicale de Greno- Engenharia Civil da FCTUC. tema UNIVER(SC)IDADE: o sentido Fernando Seabra Santos A morte de Robert tienneFaleceu em Bordus, no passado dia urbano dessa sua pesquisa sobre a His- em que se incluem, entre outros, o volu- 4 de Janeiro, o Prof. Robert tienne, que,tria Antiga peninsular, veio o itiner-me sobre as inscries de Lugo (Paris, a 18, completaria 88 anos de idade. rio rural, com as campanhas na villa1979) e a coleco Inscriptions Roma-Para a maior parte dos nossos leitores,romana de So Cucufate (Vidigueira),ines de Catalogne (I 1984, V 2002), o nome do Prof. Robert tienne poucode que R. tienne nos legou, com J. a que lanaram ombros G. Fabre, Marc significar. Catedrtico de Histria Anti-Alarco e F. Mayet, dois volumes so-Mayer e I. Rod. ga e de Arqueologia da Universidade debre os trabalhos a realizados: Les Vi-Conimbriga esteve sempre, porm, Bordus III, foi doutorado honoris cau- llae Romaines de So Cucufate (Por- no centro das suas atenes e no livro sa pela Faculdade de Letras de Coimbra, tugal), Paris, 1990. E podemos dizer queHistoire et Archologie de la Pnin- a 17 de Abril de 1983, tendo sido seu pa-tambm essa pesquisa sistemtica de sule Ibrique (Vingt ans de recherches drinho o Prof. Jorge de Alarco. uma villa romana, que pela primeira vez 1968-1987) [Paris, 1993] so muitos osNa verdade, estavam estreitamentese levava a efeito entre ns, constituiutextos referentes a esta cidade. ligados na sua pesquisa estes dois do-um marco decisivo na investigao da Entre as inmeras condecoraes re- centes, pois foi com ambos que, depoisocupao do solo em tempo de Roma-cebidas, conta-se a de Comendador da da actividade a desenvolvida por Joonos na Lusitnia. Ordem do Infante D. Henrique o Nave- Manuel Bairro Oleiro, Conimbriga ga-Se um trao primordial podemos rele- gador. Ao Instituto de Arqueologia da nhou jus a um lugar de relevo no panora-var na personalidade de R. tienne aFaculdade de Letras legara j parte sig- ma arqueolgico internacional, mormen-sua disponibilidade para ensinar e formar nificativa das obras da sua biblioteca re- te aps a publicao e foi essa uma equipa. O Centre Pierre Paris, que criou,Robert tienne lativas Pennsula Ibrica. das primeiras publicaes do gnero nofoi, sem dvida, uma das primeiras uni-Na memria de quantos com ele pri- mundo da investigao arqueolgica dades de investigao a dedicar a sua mais de uma dezena de artigos sobre a varam fica a figura do trabalhador incan- dos 7 volumes das Fouilles de Conim-ateno especificamente Hispnia ro-Pennsula Ibrica com os seus parceiros svel, do investigador sagaz, do dirigen- briga (1974-1979), em que se deu con- mana e, com a sua rica biblioteca, aco- de investigao (e, geralmente, orientan- te que era capaz de mover montanhas ta dos relevantes aspectos dessa cidade lheu inmeros estagirios idos dos mais dos de doutoramento). para levar a gua ao seu moinho, mas romana, postos a descobertos no decor-diversos pases, designadamente de Co- De realar, ainda, o seu papel deter-tambm do alegre companheiro das ho- rer das campanhas luso-francesas, que imbra, muito antes de se ter pensado se-minante no desenvolvimento dos estudosras de convvio. ambos dirigiram nas dcadas de 60 e 70. quer em programas ERASMUS ou equi-epigrficos peninsulares, de que conce-Depois de Conimbriga, o itinerriovalentes!... E o Prof. tienne assinoubeu um plano sistemtico de publicaes Jos dEncarnao 12. 12 PUBLICIDADE 21 DE JANEIRO DE 2009 13. 21 DE JANEIRO DE 2009ENTREVISTA 13 MARIA PILAR DEL HIERRO AUTORA DE TRILOGIA SOBRE RAINHAS PORTUGUESASEscritora espanhola com nova interpretao do Milagre das Rosas da Rainha Santa Ins, Leonor, Isabel. Trs mulheres que em Espanha nasceram e em Portugal se fizeram rainhas. Maria Pilar del Hierro, escritora, fala-nos do que tiveram em comum estas personagens histricas, as quais lhe inspiraram trs obras. A mais recente, Memrias da Rainha Santa, vai ser lanada em Lisboa no incio de Fevereiro. Mas foi na Quinta das Lgrimas, em Coimbra (cidade pela qual a escritora confessa ter-se enamorado, e de que a Rainha Santa Padroeira), que o Centro a entrevistou, para que falasse da sua obraTexto de Filipa Carmo de Castro, um mito que tanto espa- Fotos de Gonalo Ermida nhol como portugus um mito uni- versal. Com ela descobri Coimbra, queOnde busca inspirao para asme levou a descobrir a Rainha Santa. suas obras? Acima de tudo quis fazer uma trilogiaFundamentalmente, no meu amordaquelas que me pareciam ser as trs pela Histria. Sou historiadora, a mi-mulheres-chave da Idade Mdia Portu- nha rea de formao apenas come-guesa. Ins de Castro, o mito romnti- cei a escrever romances no momentoco; Leonor Teles, a mulher poderosa; em que percebi que era uma excelenteRainha Santa, o misticismo e a genero- forma de ensinar a Histria aos demais. sidade. uma rea do conhecimento que se pode tornar pesada e dura; assim, o ro- RAINHA SANTA SOFREU mance vai-se entranhando pouco a pou- POR NO SER AMADA co e acaba por agradar muito mais.PELO REI Quanto a este meu universo femininoTrs mulheres diferentes mas que histrico e literrio, teve origem no meu apresentam alguns traos co-Maria Pilar del Hierro na Quinta das Lgrimas, quando falava desejo de contar a Histria do ponto de para o Centro sobra a sua obra literria muns vista das mulheres, pois creio que soSim alm da poca, a audcia, a grandes desconhecidas e necessrio determinao em fazerem o que achamdo da Poltica, coisa que muitas no ar- a andam) Pessoalmente, parece-me tir-las das sombras. ser seu dever, sacrificando, muitas ve-riscam fazer actualmente. A Rainha um elemento pedaggico idneo paraPorqu escrever sobre mulheres zes, a sua popularidade e a aprovaoSanta Isabel um exemplo de genero- que cada um possa conhecer o seu pas- que nascem em Espanha e se nota- dos outros. Leonor Teles e a Rainhasidade para com os outros; no mundosado. No temos por que deixar a His- bilizam em Portugal? Santa partilham, ainda, o facto de te- materialista e hedonista em que vive-tria circunscrita ao meio acadmico.Pela proximidade, interessam-me to- rem sido grandes figuras maternas, demos fazem falta mulheres como ela. Temos que explicar s pessoas de onde dos os temas relacionados com Espa- terem dado extrema importncia re- Isabel de Arago, quando fundou o Con- vimos, para que percebam para onde va- lao com os seus filhos. Para a Rai-vento de Santa Clara, f-lo para que asmos. nha Santa, Afonso IV, seu filho, foi a jovens mulheres pobres pudessem Como sabe, a Rainha Santa a sua vida e obra. Foram trs mulheres aprender um ofcio. Para mim a lio padroeira da cidade de Coimbra. muito coerentes e firmes.est clara uma mulher tem que ser Porqu a escolha desta personagemE o amor, acabou por ser o desti- auto-suficiente. para o seu mais recente livro? no de todas? Em primeiro lugar, porque se enqua-Sim, claro. Sabemos que a Ins de REALIDADE E FICO dra bem na minha Trilogia Portuguesa Castro, o amor levou-a morte Tam-Dada a sua formao em Histria,enquanto mulher mstica. Depois, ape- bm a Leonor Teles, o amor pelo ho- difcil escrever criativamente, li-sar de j ter ouvido falar da Rainha San- mem errado, foi a sua tradgia. A Rai- bertar-se do rigor dos factos? ta e ter visto um filme dos anos 40 so- nha Santa, sofreu por no ser amada e Eu escrevo em trs gneros; a fic-bre ela, foi aqui em Coimbra que co- respeitada pelo marido certo queo pura e dura, o romance histrico e nheci melhor a sua vida. Quando fui con- os casamentos eram estratgicos e ser- o ensaio histrico. verdade que quan-vidada a fazer parte da Fundao Ins viam o propsito de firmar alianas, ra- do escrevo o romance histrico, sobre- de Castro, sediada na Quinta das L- ramente aconteciam por amor. Contu-tudo quando h pouca documentao, grimas, descobri a Rainha Santa. Por do, D. Dinis, tendo sido um poeta mag- aproveito para dar asas criatividade.isso o livro tambm dedicado cida- nfico, no ter sido to bom esposoContudo, quando se trata de um temade de Coimbra. Contaram-me que a Isa- A rainha acabou por criar os filhos bas- bem documentado, por exemplo perso-bel de Arago, com vista ao abasteci- tardos do rei, uma situao bastante nagens histricas do sc. XIX em Es- mento de gua so Convento de SantaA capa da mais recente obradura.panha, a minha especialidade, sinto-me Clara, comprou aqueles terrenos parada escritora espanholaA vida destas mulheres faz sentidoatada, no me atrevo a fantasiar. Porir, vir e estar Pareceu-me, logo a,editada pela Esfera dos Livrosisso escrevo na primeira pessoa, penso para as de hoje, salvaguardadas as dis- uma mulher muito interessante. Por ou- tncias e o contexto histrico?que me garante uma narrao mais sub-tro lado, estou muito ligada a Saragoa, nha e Portugal, alm de que sempre meSem dvida. Ins de Castro desafiou jectiva, menos constrangido pela factu-cidade de origem da Rainha Santa, onde atraiu e agradou o vosso pas. Penso que as normas estabelecidas, tendo casadoalidade. verdade que muitos acad- j me haviam falado um pouco da sua acabamos por viver de costas voltados, em segredo. Enfrentou o mundo, algomicos e historiadores no vem com vida e de como foi uma mulher culta e quando deveramos olhar mais uns para que muitas mulheres deveriam fazer bons olhos o romance histrico (aquele preparada. os outros; se no somos irmos, no m- hoje, de forma a melhorar a sua situa- que escrito com uma boa base hist- nimo somos primos. Comecei com Ins o. Leonor Teles imiscuiu-se no mun-rica e no os Cdigos daVinci que por(continua na pgina seguinte) 14. 14 CULTURA21 DE JANEIRO DE 2009Espanhola escreve livro sobre a Rainha Santa Isabel (continuao da pgina anterior)dvel S por isso j mereceria ser San- NOVA INTERPRETAO ta. Por outro lado, o mito faz parte danatureza humana e transversal His- PARA O MILAGREtria da Humanidade; provvel que al- DAS ROSAS guns milagres sejam fruto da sugestoA Rainha Santa foi uma personagem e outros mitificao de actos que, por si que ficou nos anais da Histria pela sua s, j teriam alguma transcendcnia e compaixo e devoo a causas nobres. importncia suficiente para que a Rai- E os milagres, produziu-os?nha Santa chegasse aos nossos dias comDirei o mesmo que digo no livroeste apelativo. H muitos segredos na vida de uma mulher. Quanto a milagres, a Igreja COIMBRA E O SONHO que est habilitada a decidir se existemQue explicao encontra para que ou no. Eu acredito que possam acon- as vidas de reis e rainhas nos atrai- tecer milagres porque a mente muitoam, tendo em conta que os dados poderosa Claro que converter pes histricos atestam que foi um per- em rosas, enfim mas uma lenda to odo de fraca qualidade de vida? bonita, deixemo-la assim. As pessoas gostam de sonhar NoMuitos historiadores atribuem entanto verdade que as rainhas no este milagre no Rainha Santa, tinham uma vida to privilegiada quan- mas sua tia, Santa Isabel to poderamos pensar, a vida era muitoO tema dos milagres est muito liga-dura para todos. As mulheres morriam do f dos que querem acreditar ne- frequentemente de parto e sabemos que les No deixa de ser demasiada co-o papel das rainhas era gerar descen- incidncia darem o nome de Isabel Ra-Maria Pilar Queralt del Hierro uma escritora espanholadentes para o rei. A vida no era, de inha Santa, precisamente o nome da sua licenciada em Histria Moderna e Contempornea. todo, maravilhosa tia, Santa Isabel de Hungria. H algunsNa sua obra conta com vrios ttulos, incluindo a sua trilogia portuguesaPara alm de Ins de Castro e da paralelismos na vida destas mulheres,na rea do romance histrico, dedicada a rainhas coroadas no nosso pas.Rainha Santa, que mais a liga ci- nomeadamente as infidelidades dos ma-Ins de Castro (2003), Eu, Leonor Teles (2006)dade de Coimbra? ridos e o pretenso milagre de transfor-e o mais recente, Memrias da Rainha Santa (2009, que vai ser lanadoPara mim um local muito intimistano incio de Fevreiro pela editora Esfera dos Livros) mar po ou moedas de ouro em rosas.vim Quinta das Lgrimas e encontrei No livro, dou um sentido diferente aoamizade, reconhecimento e fontes de ins- milagre; a rosa que a Rainha Santa ti- cidade. que foi uma mulher de uma generosi-pirao. Acredito que so trs coisas que nha no regao era a sua filha, Constan- Ter sido o milagre uma mitifi- dade extrema, de inteligncia conside- um escritor no pode ignorar. a E o ttulo do livro em Espanha cao de uma mulher, a Rainha San- rvel e bondosa como poucas. Est com-E no futuro? A Rosa de Coimbra, porque me pa- ta, pela sua bondade?provado que ela prpria limpava doen- Tentarei manter-me com as mulhe- receu uma homenagem bonita a esta Creio que sim. O que indiscutvel tes, leprosos, o que no seria nada agra-res e com Portugal. como escritor), pois consegue tomar to-um filme recomendvel, com umcinemados os variados elementos (sejam estespersonagens, cenrios e eventos impro- argumento bastante engraado e um bom elenco de actores a consoli-vveis e por vezes comdicos, msicasd-lo.ou locais), baralh-los e voltar a dar as Igualmente recomendo um doscartas, deixando sempre um ou dois trun- melhores dramas peridicos dosfos surpresa para o final. Apesar de no ltimos anos: A Troca. O filmeter muitos dos actores tradicionais de Ri- retrata a histria de Christine Co-tchie, o filme conta com vrias interpre-llins, que, aps o seu filho ter sidotaes de peso, das quais destaco Idrisraptado e supostamente resgatadoPedro NoraElba, Toby Kebbell, Jeremy Piven e Markpela polcia, reagiu contra tal farsa,Strong (que volta a provar que est em afirmando que a criana que lhe foiGuy Ritchie, apesar de recentemente grande forma ultimamente). dada no era o seu filho. Clint Eas- se ter separado da cantora Madonna, Num registo diferente, recomendo otwood volta a triunfar como reali- mostra estar em grande forma cinema- filme Como Perder Amigos e Alienarzador, retratando fielmente a Am- togrfica no seu novo filme, intituladoOutros, uma comdia divertida que,rica dos finais da dcada de 1920, alturaButton, o ltimo trabalho de David Fin- RockNRolla A Quadrilha. De facto,apesar de comear como uma stira do em que decorre a trama do filme. Tam-cher. O filme uma adaptao de um o filme no desilude aos fs dos primei- jornalismo do Jet-Set, para o final aca- bm de se prezar o trabalho de Ange- conto de F. Scott Fitzgerald (com o ar- ros filmes de Ritchie (Snatch Porcosba por se virar um pouco para o campolina Jolie no papel principal, juntando-se gumento a cargo de Eric Roth, conheci- e Diamantes e Um Mal Nunca Vem da comdia romntica. Apesar disso, este filme a um curriculum j prestigiadodo pelo seu trabalho em Forrest Gump) S), na medida em que no tenta ser com filmes como Vida Inter-que retrata a vida de um homem que mais do que : um filme sobre crime e as rompida e Um Corao Po-nasce com um corpo de 80 anos e, pessoas que o cometem. Passado emderoso. Porm, o ponto domedida que o tempo vai avanando, vai Londres, o filme aborda um negcio que filme que merece maior des- rejuvenescendo. Fincher continua a es- se desenrola entre um dos maiores cri- taque o argumento, da au- pantar os espectadores com mais uma minosos da cidade e a mfia russa. Por toria de J. Michael Stra- grande obra, em que se destaca no s a sua vez, uma pequena quadrilha, numa czynski, que conseguiu pegarrealizao, mas tambm o protagonismo jogada que pensavam dar lucro fcil, numa histria verdica e trans- de Brad Pitt (que, depois de Seven e acaba por se envolver neste negcio... p-la para o ecr com grandeClube de Combate, volta a colaborarAssim como em Snatch, Ritchie pro-impacto, sem recorrer a dra-com Fincher) e, sobretudo, de Cate Blan- va aqui que, assim como Tarantino, emmatismos exagerados.chett. Um filme altamente recomend- termos narrativos um excelente joga-Tambm j estreou O vel, que abre da melhor maneira a corri- dor de cartas (ele tanto argumentista A TrocaEstranho Caso de Benjamin da aos prmios de filme do ano. 15. 21 DE JANEIRO DE 2009 EDUCAO/ENSINO 15 Alliance Franaise de Coimbra com oferta de cursos diversosDecorreu ontem (tera-feira), na francofonos como referiu o Direc- sede da Alliance Franaise de Coim- tor da Alliance Franaise de Coimbra, bra, a assinatura de um protocolo dePaul Zimerlin, acrescentando: colaborao entre a Associao dedesaleintar que, Estudantes da Faculdade de Econo- emboraexistindo h vrios anos cur- mia JEE FEUC e a referida Allian- sos de Francs ministrados pela Alli- ce Franaise. ance Franaise na FEUC, na verten-O Protocolo fomenta uma colabo-te das Relaes Internacionais (exis- rao na divulgao das actividades tindo at um curso franco-portugus, da cada entidade, no campo cultural com o Instituto Superior de Ciencias ou da formao, e oferece aos mem-Polticas de Bordus), esta a primei- bros da JEE FEUC uma oportuni-ra vez que a Alliance Franaise pro- dade muito interessante, a preos porciona um curso direccionado aos muito especiais, de ingressarem numaestudantes de Economia. turma direccionada para o Francs da Registe-se que a Alliance Franai- Economia, Gesto e Administrao de se de Coimbra (h 60 anos a desen- Empresas. volver uma notvel actividade nestaO percurso pedaggico ser nego- cidade), para alm dos cursos gerais, ciado com os prprios formandos, le-que habilitam com diplomas reconhe- vando em conta as suas especficascidos pelo Governo francs, tem ain-Paul Zimmerlin, Director necessidades lingusticas. da Alliance Franaise de Coimbra da uma vasta oferta de outros cursos,Outro ponto importante do Proto- direccionados para necessidades es- colo o de proporcionar a passagemfrancs, indispensveis hoje em diapecficas dos interessados e com pre- de certificaes oficiais do Governo para estudos superiores em pasesos acessveis.Faremos um ponto final.las, leccionar, erigindo como actividade no- aos professores sentido de humor parabre o exerccio de cargos administrativos, perceber que apontar uma pistola a um Isabel Dias *e resumindo a sete anos os percursos pro-professor uma brincadeira de mau gos-fissionais; dois mil e oito, o ano que saiuto, sim, senhora ministra e seus aclitos,H anos que so uma espcie de re-caro a todos os docentes, os que subiram hoje sei que quando um aluno me apontar daco da guidinha, apenas pontuados por e os que desceram, porque to gratuita e uma arma, devo perguntar-lhe se pode- vrgulas, nos quais no se consegue res- ridcula foi a promoo, como o foi a des- mos tambm jogar ao berlinde, jogo que pirar e os acontecimentos se sucedem sem promoo, e porque todos foram eleitos aprecio sobremaneira; hoje, todos nos ponto final, sem nunca se chegar; e assimcomo dois gumes da mesma faca a quesentimos mais tranquilos e se amanh, em foi dois mil e oito, uma travessia do deser- cortou na despesa, cega aos custos que vez de nos oferecerem flores, nos aponta- to para a quase totalidade dos professo- isso acarretar no futuro, se a desmotiva- rem uma pistola, vamos todos brincar; se res, um ano civil que cruzou dois suplici- o falar mais alto do que o brio profissi-for mesmo a srio, no resistimos, entre- antes anos lectivos, memorveis pela in-onal que vai prevalecendo; dois mil e oito gamos o Magalhes, que no vale a pena dita incomunicao com a senhora minis-foi o ano em que a senhora ministra co-perder a vida por ele, nem que seja a brin- tra da educao, pelo absurdo desregra-meou a entalar entre a espada e a pare- car, e em ltima anlise, consola-nos a ideia mento das horas e da tipologia do serviode a casta que criou, sem direito a objec- de que a senhora ministra da educao docente, por violaes sucessivas da pr-o de conscincia, porque os titulares da achou muito tocante aquela criancinha que pria legislao, pelo antema pblico quesenhora ministra no devem dar provaslhe dizia que depois de receber o fantsti- se tentou adensar, em determinados dis-de conscincia, mas de absoluta obedin- co computador estava ansiosamente a con- cursos oficiais, ressuscitando dios prim-cia, cega, surda, muda, acfala; os titula-tar os anos para se poder filiar no ps, con- rios que muito lembram estratgias mile- res e os professores da senhora ministra sola-nos que, finalmente, algo toque a se- nares de dividir para reinar; este foi o ano s devem existir para cumprir aquilo que nhora ministra e que a mesma consiga des- da inveno, no do amor, mas de grelhas antes de ser j era, i.e., um modelo depertar tais vocaes, pois todos fomos avaliativas insofrveis; o ano do sacrifcio avaliao que sempre foi inegocivel, de-aprendendo, ao longo dos anos, que no dos titulares, essa casta de eleitos que tanto pois de um estatuto que foi inegociado,fcil tocar a senhora ministra; contudo, o jeito deu economia, no por ganharem ambos a transformarem-se em leis, con- que a tocar mesmo a srio, mas assim a mais, mas porque simbolizaram o empo-tra tudo e contra todos, numa poltica debater bem fundo, ser encontrar a crianci- brecimento de todos os outros, e que sequero, posso e mando; dois mil e oito foinha impoluta, a nica suficientemente in- viram promovidos a professores especi- o ano das reformas, no da educao, mas gnua para dizer quando eu for grande alssimos, a motores do absurdo, a nicosdos professores, porque s no vai quemquero ser professor; no dia em que a se- capazes de fazer hoje o que todos faziam no pode, tamanha a indignidade em que nhora ministra a encontrar, vai s lgrimas, ontem, numa iluso prpria de pera bufa,a senhora ministra da educao colocou no de comoo, mas de raiva, por ainda no porque se tivesse provado que unsos professores quando os tratou como seno ter conseguido acabar completamen- eram menos habilitados, menos capazes, fossem a galinha dos ovos de ouro, sem te com a raa dos professores; felizmente, mais incompetentes, mas porque se inven- perceber que nem os ovos eram de ouro, os anos, tal como os textos e os ministros, tou o incrvel concurso que descredibili-nem era conveniente matar a galinha; esteacabam sempre por ter um ponto final. zou essa coisa to irrisria que dar au- foi o ano que nos ensinou que o que falta* Professora e dirigente do SPRC 16. 16 SADE21 DE JANEIRO DE 200915. ANIVERSRIO DA ASSOCIAO SADE EM PORTUGUSLanamento de livro de Eduardo Castela a anteceder Jantar Solidrio PROGRAMA INCLUI EXPOSIO DE FOTOGRAFIA E MSICAA Associao Sade em Portugus,MacGuls (no mesmo edifcio do Hotel Ave- com sede em Coimbra, promove amanhnida) que reunir algumas das muitas pes- (quinta-feira, dia 22) uma srie de iniciati-soas que tm oferecido o seu tempo livre vas para encerramento das Comemoraes com todo o empenho e dedicao s cau- do seu 15 Aniversrio.sas desta organizao. Seguir-se- momentoSegundo os responsveis desta meritria de animao Msica, Tradio e Soli- Associao, 15 anos depois Sade em Por-dariedade, pela Seco de Fado da Asso- tugus continua... porque, infelizmente, ain-ciao Acadmica de Coimbra, e um Lei- da h demasiadas crianas, mulheres e ho-lo Solidrio. mens que precisam de tudo o que possa-Ao final da noite, pelas 22.30h, ser atri- mos fazer para tornar as suas vidas mais budo Tributo de Mrito a cinco persona- dignas, com direito a todos os direitos h lidades mdicas e na rea da sade. A justi- muito consagrados como tal, indispensveis ficar esta distino dizem os responsveis dignidade humana. da Sade em Portugus:O programa de amanh inclui, pelas Consideramos de extrema importncia 18h30, o lanamento do livro Coisas que o reconhecimento do mrito destas perso- no se esquecem..., da autoria de Eduar-nalidades, no mbito das aces desta do Castela, mdico e amigo da Associao.ONGD, nomeadamente na defesa e divul- O lanamento decorre na sala de confern-gao da Associao Sade em Portugus, cias da Casa Municipal de Cultura deEduardo Castelana promoo, divulgao e interveno na Coimbra. De registar que os lucros da vendarea dos cuidados de sade primrios, na do livro revertero para o projecto de Tele-co Eduardo Castela pioneiro na utilizao nida, ser inaugurada exposio de foto- cooperao, ajuda humanitria e solidarie- medicina que ligar o Hospital Peditrico deda telemedicina, a ele se devendo a concre- grafia comemorativa dos 15 anos de exis- dade, na Comunidade de Pases de Lngua Coimbra ao Hospital Dr. Baptista de Sousa,tizao de projectos muito meritrios nesta tncia da Sade em Portugus.Portuguesa e outros e na formao e inves- em Cabo Verde.rea). Pelas 20h00h realizar-se- Jantar So- tigao no mbito das aces da Sade em(Recorde-se que o cardiologista peditri- Pelas 19h45, no trio do Hotel Ave-lidrio, no Restaurante IndopaquistansPortugus.Delegados de alimentos, de vinhos de chs, de sapatos.... Massano bm corriam riscos de virem a sofrer medicinais tambm no iro no mesmo Cardoso doenas cardiovasculares. Passado unssentido, ensinando, esclarecendo ou mo- anos nova descida, desta feita para os tivando os mdicos a aconselhar a guaA medicalizao da sociedade uma 220 mg%. Argumento? O mesmo que j X ou Y com ou sem aditivos. Mas, j realidade altamente preocupante que descrevi para a primeira reduo. Comagora, tambm no de excluir a hip- poder acabar, mais tarde ou mais cedo, o tempo concluiu-se que deveria baixar-tese de aparecerem delegados de infor- por rotular cada um de ns como doentese ainda mais, desta feita para os 200 mao vincola para ensinar, esclarecer ou portador de uma ou mais anomalias. mg%. Razo? A j citada. Em seguidaou motivar os mdicos quanto s virtu- Logo, teremos que nos submeter, comopropuseram os 190 mg%, sempre com odes de um vinho de determinada colhei- quem diz, em muitos casos, ditadura mesmo argumento cientfico que in- ta, porque est cientificamente compro- das teraputicas e das medidas preven-questionavelmente correcto. H de fac- vado ter efeitos protectores cardiovas- tivas. H quem ganhe com isto? Ai no to um risco acrescido. Pode no serculares de forma muito superior a qual- que no h! E o negcio mesmo demuito por a alm, mas existe e no quer rival! Claro que as cervejeiras no muitos e muitos milhes!difcil de provar. Tudo leva a pensar quedeixariam de treinar pessoal com o mes-De tempos a tempos reduz-se o limiar qualquer dia baixem para os 175 ou 170 mo objectivo, o mesmo acontecendo com de anormalidade de alguns parmetros, mg% invocando sempre os mesmos ar- os industriais dos tomates, dos lacticni- porque se concluiu (cientificamente) quegumentos. O que certo que cada vez os, dos alhos e at das cebolas! desta maneira seria possvel prevenir com que baixam o limiar de anormalidade Assim, um dia destes, poderemos ou- mais alcance certas doenas. Parafra- apanham catrefadas crescentes de pes-vir a funcionria do servio a anunciar seando um reclame que aparecia h al- soas com anomalias. E depois? Depoisinformao mdica a ensinar, a esclare-que est na sala um senhor delegado. gum tempo na televiso com velhinhas a s puxar por meia dzia de neurnioscer e a motivar os mdicos a prescre- Ai est? delegado de qu? Frmacos, comentar: Eu ainda sou do tempo em para concluirmos que os rotulados ver ou a aconselhar, como preferirem, iogurtes, chs, vinhos, cervejas, tomates, que..., tambm eu sou do tempo em quecomo hipercolesterolmicos tero queos nutracuticos, alimentos que fazemchocolates ou guas? Nenhum desses! o colesterol, por exemplo, s era consi-fazer teraputicas farmacolgicas, die- bem sade, baixam o colesterol, me-No?! delegado de sapatos senhor derado elevado a partir dos 260 mg%.tticas ou exerccio. Teraputicas nolhoram o funcionamento digestivo, pro- doutor. De sapatos?! Sim senhor! Depois, o limiar da anormalidade baixou faltam. tegem os consumidores disto e daquilo, Parece que tem uns especiais que evi- para os 240 mg%, porque se concluiu queFoi anunciado que em breve podemos enfim uma interessante rea de negcio.tam calos e no atormentam os joane- os que estavam naquele intervalo tam- vir a ter profissionais idnticos aos da Pergunto, se os industriais das guas tes. Mande-o entrar j... 17. 21 DE JANEIRO DE 2009SADE 17 AFIRMOU EX-MINISTRO CORREIA DE CAMPOS NO ROTARY CLUBE DE COIMBRA / OLIVAISCoimbra caso nico no Mundo em termos de Sade Correia de Campo com Helena Goulo e Santos Cabral, na saudao s bandeiras O ex- Ministro da Sade proferindo a sua palestraO ex-Ministro da Sade, Correia decorrer de um jantar-debate em que iluo verificada no nosso Pas nasmuitos pensam, hoje h melhores cui- Campos, afirmou anteonetm (segun-participou a convite do Rotary Clubeltimas trs dcadas, depois do 25 dedados de sade no interior do que no da-feira), que Coimbra um cidade de Coimbra / Olivais, presidido por Abril e sobretudo com a criao do litoral do Pas. nica no Mundo em termos de Sade, Helena Goulo (ela prpria mdica e Servio Naciona l de Sade. Aps a palestra segui-se aniamdo nomeadamente no que respeita den-professora da Faculdade de Medici- Muito crtico para o numerus cla-debate, em que Correia de Campos sidade de camas hospitalares em hos- na).usus que em determinada altura im-reiterou o acerto das medidas que pitais pblicos relativamente respec- O ex-Ministro fez uma interessan-pediu o ingresso de estudantes emtomou enquanto responsvel pela tiva populao, mas tambm com umte exposio sobre o Servio Nacio- quantidade adequada nas Faculdades pasta da Sade do governo de S- pujante sector hospitalar privado. nal de Sade, citando dados estatsti-de Medicina, Correia de Campos re- crates, onde se manteve durante 3Correia de Campos falava no de- cos que mostram a extraordinria evo- feriu tambm que, ao contrrio do queanos.Recorde de dadores de medula sseaO Centro de Histocompatibilidade do familiares de doentes que, ao darem o ros- A transplantao de medula ssea umaO Centro de Histocompatibilidade do Centro contribuiu, em 2008, com perto de to, potenciaram o surgimento de novosprtica teraputica reconhecida, que permi-Centro teve o seu processo de certificao 10.800 novos dadores para o registo do potenciais dadores de medula ssea.te muitas vezes a cura de doenas graves e da qualidade concludo em 2008, de acordo Centro Nacional de Dadores de MedulaFizemos vrias iniciativas em Estarreja,que podem ser frequentemente mortais, l- com a norma ISO 9001:2000. ssea (CEDACE), revelou a directora da-em Viseu, na Faculdade de Medicina dese no stio na Internet do CHS. Para 2009, Maria Lusa Pais referiu quela estrutura regional.Coimbra, exemplificou a directora do Cen- O leque de utilizao das clulas proge- que, apesar de no plano de actividadesMaria Lusa Pais, directora do Centro detro de Histocompatibilidade do Centro, des-nitoras tem sido cada vez mais alargadoestar inscrita a meta de conseguir oito mil Histocompatibilidade do Centro, disse tacando igualmente a adeso elevada re-devido sua capacidade de se diferencia-novos dadores, provvel que se atinjam agncia Lusa que este organismo angariou,gistada no mbito de