manual oficial contagem_carboidratos_2009

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  • 1. Manual Oficial de Contagem de Carboidratospara Profissionais da SadeDepartamento de Nutrio da Sociedade Brasileira de Diabetes

2. MANUAL OFICIAL DECONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARAPROFISSIONAIS DA SADE 3. Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)M251Manual oficial de contagem de carboidratos regional / Sociedade Brasileira de Diabetes, Departamento de Nutrio. Rio de Janeiro : Dois C: Sociedade Brasileira de Diabetes, 2009 il. ; Apndice Inclui bibliografia ISBN 8589718123 1. Diabetes Nutrio. 2. Diabetes Dietoterapia. 3. Alimentos Combinao. 4. Carboidratos Metabolismo. I. Sociedade Brasileira de Diabetes.042528.CDD 612.396 CDU 612.396Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta edio pode ser utilizada ou reproduzi-da em qualquer meio ou forma, seja mecnico ou eletrnico, fotocpia, gravao, etc. ,nem apropriada ou estocada em sistema de banco de dados, sem a expressa autorizao daEditora.2003.Proibida a reproduo total ou parcial.Os infratores sero processados na forma da lei.O Manual Oficial de Contagem de Carboidratos Para Profissionais de Sade umarealizao do Departamento de Nutrio da Sociedade Brasileira de DiabetesCopyright: Sociedade Brasileira de DiabetesEditor:Coordenadora editorial:Revisor-chefe:Revisoras: :Diretor de arte: Celso PupoProjeto grfico e editorao eletrnica: DoisC Editorao EletrnicaCapa: Celso Pupo; Foto:Impresso e acabamento: Reproarte 4. MANUAL OFICIAL DECONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARAPROFISSIONAIS DA SADERio de Janeiro2009 5. ApresentaoA Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) dentro de sua li-nha de atuao multidisciplinar tem a satisfao de anun-ciar a terceira edio do Manual de Contagem de Carboidra-tos. Esta nova edio dar continuidade a um importante tra-balho que teve em incio em 2003 e, que tem como objetivofacilitar o dia a dia dos profissionais de sade que lidam compacientes com diabetes. Este novo manual ir tambm melho-rar a qualidade de vida dos pacientes pela possibilidade demaior flexibilidade da dieta. Como caracterstica primordial,o manual apresenta as tabelas com alimentos tpicos de cadaregio do Brasil priorizando uma das aes da SBD que teruma maior abrangncia nacional. A SBD parabeniza todos os profissionais do Departamen-to de Nutrio da SBD pela brilhante iniciativa por terem de-senvolvido um trabalho de equipe que um dos motes maisimportantes de nossa Sociedade Ao leitor, profissional ou paciente, desejamos que estaseja uma ferramenta til, de cunho prtico, que, somada experincia de cada um, colabore de forma definitiva para apromoo de um melhor controle glicmico.Marlia de Brito GomesPresidente da Sociedade Brasileira de Diabetes 6. Autores da Reviso de 2009Revisor-chefe:Marlene Merino Alvarez.Revisoras: Anelena Socal Seyffarth, Deise Regina Baptista,Gisele Rossi, Kariane Krinas.AutoresAnita SachsNutricionista; professora-adjunta e chefe da disciplina de Nu-trio do Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP;especialista em Nutrio em Sade Pblica pela Escola Pau-lista de Medicina; mestre em Nutrio Humana pela LondonSchool of Hygiene and Tropical Medicine, Inglaterra; doutoraem Cincias pelo Centro de Reabilitao Pulmonar do De-partamento de Medicina da UNIFESP; coordenadora da dis-ciplina de Nutrio nos cursos de Medicina e Enfermagemda UNIFESP; coordenadora do curso de Especializao deNutrio em Sade Pblica da disciplina de Nutrio do De-partamento de Medicina Preventiva da UNIFESP; membro doComit de Comunicao do Conselho Regional de Nutricion-istas 3 regio; consultora tcnica do Conselho Federal deNutricionistas; membro do Departamento de Nutrio da So-ciedade Brasileira de Diabetes.Deise Regina BaptistaNutricionista; professora-adjunto do Departamento de Nutrioda Universidade Federal do Paran (UFPR); especialista em Ad-ministrao Hospitalar e em Sade Pblica; mestre em CinciasFarmacuticas; vice-coordenadora do Curso de Especializaoem Nutrio Clnica da UFPR; coordenadora do Ambulatriode Nutrio em Diabetes do Hospital de Clnicas da UFPR;Coordenadora do Curso de Nutrio/UFPR; membro do De-partamento de Nutrio da Sociedade Brasileira de Diabetes .6 MANUAL OFICIAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PROFISSIONAIS DE SADE 7. Gisele RossiNutricionista especialista em Nutrio Clnica pela AssociaoBrasileira de Nutrio (ASBRAN); scia da Preventa Consulto-ria e Ao em em Sade, SP; membro do Conselho Consultivoda Associao de Diabetes Juvenil (ADJ/SP); membro do con-selho editorial do site, da comisso de tica e do Departamen-to de Nutrio da Sociedade Brasileira de Diabetes 2008/2009Josefina Bressan R. MonteiroNutricionista; professora associada do Departamento de Nu-trio e Sade da Universidade Federal de Viosa (DNS/UFV);especialista em Nutrio Clnica pela Universidade Federal doRio de Janeiro (UFRJ); doutora em Fisiologia e Nutrio pelaUniversidad de Navarra, Espanha; ps-doutora pela LouisianaState University, EUA e pela Universidad de Navarra; coordena-dora do Programa de Ps-Graduao em Cincia da Nutriodo DNS/UFV; ex-coordenadora do Departamento de Nutrioda Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da ABESO; pro-fessora visitante e docente do Curso de Ps-Graduao Dis-tncia da Universidad de Navarra; pesquisadora do ConselhoNacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq);ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Nutrio Clni-ca; membro honorrion estrangeiro da Sociedad Argentina deObesidad y Trastornos Alimentarios; coordenadora das disci-plinas de graduao de Patologia da Nutrio e Dietoterapia,Terapia Nutricional Enteral e Parenteral e na ps-graduaoem Cincia da Nutrio do DNS/UFV, da disciplina Nutrionas Alteraes Endcrinas e Metablicas.Luciana BrunoNutricionista; especialista em Nutrio Materno-Infantil pelaUniversidade Federal de So Paulo (UNIFESP), com treina-mento na Joslin Diabetes Center, EUA; membro do ConselhoConsultivo da ADJ/SP, Membro do Departamento de Nutrio& Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.MANUAL OFICIAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PROFISSIONAIS DE SADE 7 8. Marlene Merino AlvarezNutricionista da equipe multiprofissional do grupo de diabetesdo Hospital Universitrio Antnio Pedro (HUAP) da Universi-dade Federal Fluminense (UFF); preceptora de alunos de Nu-trio na Pediatria no HUAP/UFF; especialista em Educaoe Sade pelo Ncleo de Tecnologia Educacional para Sadeda UFRJ; mestre em Nutrio Humana pelo Instituto de Nu-trio da UFRJ; doutora em Cincias da Nutrio pelo Institutode Nutrio da UFRJ; coordenadora do Departamento de Nu-trio da Sociedade Brasileira de Diabetes (gesto 2008-2009).Colaboradores regionaiscentro-oesteAnelena Soccal SeyffarthNutricionista da Secretaria de Estado de Sade do DistritoFederal(DF); especialista em Nutrio Clnica pela Universi-dade de Braslia (UnB); membro do Departamento de Nu-trio da SBD.Marlice Silva Marques 20%) no sorecomendadas para perda de peso (evidncia E).Lipdios (gorduras)O s lipdios so componentes orgnicos dos alimentos que,por conterem menos oxignio que os carboidratos e asprotenas, fornecem taxas maiores de energia. So tambmimportantes condutores de vitaminas lipossolveis (A, D, E eK) e possuem cidos graxos essenciais.Na prtica, recomenda-se a ingesto diria de at 30%do valor calrico total. Porm a ADA recomenda que os li-pdios sejam estabelecidos de acordo com as metas do trata-mento, distribuindo os 30% em at 7% de cidos graxos satu-rados (evidncia A), 10% ou mais de monoinsaturados e at10% de poliinsaturados. O Colesterol dever ser limitado emat 200mg/dL/dia (evidncia E). Incentivar o uso de pescado2 a 3 vezes por semana para provimento adequada de gordu-ra polinsaturada fonte mega 3 (evidncia B).EFEITOS DOS NUTRIENTES NA GLICEMIAO s macronutrientes, como geradores de energia, so asfontes exgenas de produo de glicose. Dessa forma,influenciam diretamente a elevao da glicemia. Contudo,eles no so todos absorvidos e utilizados em sua totalida-de ou na mesma velocidade. Entre 35% e 60% das protenasMANUAL OFICIAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PROFISSIONAIS DE SADE 19 20. so convertidas em glicose em trs a quatro horas e somente 10% das gorduras podem s-lo em aproximadamente cinco horas ou mais. Os carboidratos so os nutrientes que mais afetam a gli- cemia quase 100% so convertidos em glicose em um tem- po que pode variar de 15 minutos a duas horas. Os estudos mostram que os carboidratos simples no precisam ser to restringidos como no passado e podem fazer parte da inges- to total de carboidratos. Os no-refinados, com fibra natural intacta, tm distintas vantagens sobre as verses altamente re- finadas, em virtude dos seus outros benefcios, como menor ndice glicmico, maior saciedade e propriedades de ligao com o colesterol. Por volta de 1980, as Associaes Americana e Britnica de Diabetes finalmente abandonaram a antiquada estratgia de dietas restritas em carboidratos para os indivdu- os diabticos, visando, em lugar disso, uma dieta controlada em gorduras, porm mais rica em carboidratos complexos e fibras alimentares. Desta forma, os carboidratos, de todos os macronutrien- tes, so os maiores responsveis pela glicemia ps-prandial, evidenciando que a prioridade deve ser a quantidade total de carboidrato, embora mais recentemente j se verifique um be- nefcio modesto do uso de valores da carga glicmica (indice glicmico X quantidade de carboidratos/100) (evidncia B). Vale ressaltar que os macronutrientes podem estar presentes de maneira combinada em um nico alimento e/ou refeio e podem, desta forma, alterar a resposta glicmica. Onde encontrar carboidratos O s carboidratos so conhecidos como glicdios, hidratos de carbono, acares ou atravs de siglas como HC ou CHO. Podem ser encontrados adicionados ou naturalmente nos alimentos. Os alimentos que devem ser contabilizados quan- to quantidade de carboidratos so: pes, biscoitos e cereais; macarro, arroz e gros; vegetais tipo C; leite e iogurtes; frutas20 MANUAL OFICIAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PROFISSIONAIS DE SADE 21. e sucos; acar, mel e alimentos que contm acar. Outroscontm carboidrato e protena, como feijo, ervilha, lentilhae s