karina anhezini [email protected] aula 13 e 14 (24/05) revue historique e o século da...

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  • Karina Anhezini [email protected]
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  • Aula 13 e 14 (24/05) Revue Historique e o sculo da histria MALATIAN, Teresa. Gabriel Monod. In: MALERBA, Jurandir (org.). Lies de histria: o caminho da cincia no longo sculo XIX. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 323-352. A Histria Metdica Francesa SILVA, Helenice Rodrigues da. Charles Seignobos. In: MALERBA, Jurandir (org.). Lies de histria: o caminho da cincia no longo sculo XIX. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 375-391. REIS, Jos Carlos. A Histria metdica, dita positivista. In: A Histria entre a Filosofia e a Cincia. 3 ed. Belo Horizonte: Autntica, 2004, p. 15-32. 31/05 ENTREGA DO TRABALHO (por e-mail)
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  • COMTE, Auguste. A filosofia positiva e o estudo da sociedade. In: GARDINER, Patrick. Teorias da Histria. 5 ed. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian, 2004, p. 88- 103. ARAUJO, Valdei. Henry Thomas Buckle (1822- 1862) In: MARTINS, Estevo de Rezende (org.). Histria Pensada: teoria e mtodo na historiografia europia do sculo XIX. So Paulo: Contexto, 2010, p. 217-245.
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  • ARON, Raymond. Auguste Comte. In: As etapas do pensamento sociolgico. 6. ed. So Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 83-183. (cpia disponvel na Internet) BARROS, Jos D Assuno. Teoria da Histria. Petrpolis, RJ: Vozes, 2011. (volume 2)
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  • Auguste Comte (1798-1857) Proposta Fsica social/ Filosofia positiva Teoria dos Trs Estados o Amor por princpio, a Ordem por base, o Progresso por fim - Auguste Comte Ao Progresso defendido pelo Iluminismo, Comte agregou a Ordem Ordem e Progresso Benjamim Constant (bandeira da Repblica do Brasil)-Teixeira Mendes e Miguel Lemos (seguidores do positivismo comteano no Brasil- fundadores da Igreja Positivista no Brasil)
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  • Auguste Comte nasceu em Montpellier, na Frana, em 1798. Era filho de um cobrador de impostos monrquico e catlico. esse tipo de sociedade a que pertenceram os seus antepassados estava em vias de desaparecer. Segundo Comte, a sociedade caracterizada pelos dois adjetivos, teolgico e militar, no cabia mais nas primeiras dcadas do sculo XIX.
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  • Comte se formou na Escola Politcnica de Paris e a partir dessa formao matemtica e pragmtica viu uma nova sociedade, cientfica e industrial, nascer. Segundo Comte, a sociedade que nasce cientfica, no sentido em que a sociedade que morre era teolgica: o modo de pensar dos tempos passados era o dos telogos e sacerdotes (ARON, 2003, p. 85). Os sacerdotes seriam substitudos pelos cientistas e os industriais (empreendedores, diretores de fbrica, banqueiros) substituiriam os militares, pois a partir do momento em que os homens pensassem cientificamente no precisariam mais de guerras de homens contra homens e poderiam utilizar essa energia na luta contra a natureza, ou seja, para a explorao racional dos recursos naturais e o desenvolvimento do capitalismo.
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  • necessria reforma social conduzida a partir de uma reforma intelectual. compreende a sua sociedade moderna como a crise da contradio entre uma sociedade teolgica-militar, que estava desaparecendo, e outra cientfica-industrial, nascente.
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  • Curso de Filosofia Positiva, principal obra do autor, elaborou a Lei dos Trs Estados: Estado Teolgico, Estado Metafsico e Estado Positivo.
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  • No estado teolgico, o esprito humano, dirigindo essencialmente as suas investigaes para a natureza ntima dos seres, para as causas primeiras e finais de todos os efeitos que o afetam, numa palavra, para os conhecimentos absolutos, imagina os fenmenos como um produto da ao direta e contnua de agentes sobrenaturais mais ou menos numerosos, cuja interveno arbitrria explica todas as anomalias aparentes do universo (COMTE apud GARDINER, 2004, p.91, grifo nosso)..
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  • No estado metafsico, que, no fundo, no mais do que uma simples modificao geral do primeiro, os agentes naturais so substitudos por foras abstratas, verdadeiras entidades (isto , abstraes personificadas) inerentes aos diversos seres do mundo, e concebidos como capazes de engendrar por eles mesmos todos os fenmenos observados, cuja explicao consiste, ento, em atribuir a cada um a entidade correspondente. (COMTE apud GARDINER, 2004, p.91, grifo nosso).
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  • Por fim, no estado positivo, o esprito humano, reconhecendo a impossibilidade de obter noes absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo e a conhecer as causas ntimas dos fenmenos, para se consagrar unicamente descoberta, pelo uso bem combinado do raciocnio e da observao, das suas leis efetivas, isto , das suas relaes invariveis de sucesso e de semelhana. A explicao dos fatos, reduzida ento aos seus limites reais, nada mais , doravante, que a ligao os estabelecida entre os diversos fenmenos particulares e alguns fatos gerais cujo nmero tende, cada vez mais, a ser reduzido (COMTE apud GARDINER, 2004, p.91-92, grifo nosso).
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  • a passagem do esprito teolgico ao positivo no ocorreria ao mesmo tempo em todas as cincias. Era mais comum que ela ocorresse nas cincias de objeto mais simples primeiro. A combinao da lei dos trs estados com a classificao das cincias tem por objetivo provar que a maneira de pensar que triunfou na matemtica, na astronomia, na fsica, na qumica e na biologia, deve, por fim, se impor poltica, levando constituio de uma cincia positiva da sociedade, a sociologia (ARON, 2003, p. 88).
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  • no h liberdade de conscincia na matemtica ou na astronomia, no pode haver tambm em matria sociolgica. Como os cientistas impem seu veredicto aos ignorantes e aos amadores, em matemtica e astronomia, devem logicamente fazer o mesmo em sociologia e poltica. O que pressupe, evidentemente, que a sociologia possa determinar o que , o que ser e o que deve ser. A sociologia sinttica de Auguste Comte sugere, alis, tal competncia: cincia do todo histrico, ela determina no s o que foi e o que , mas tambm o que ser, no sentido da necessidade do determinismo.
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  • a Filosofia Positiva representa a evoluo da cincia que passou por seus estgios, teolgico e metafsico, e chegou ao momento da descoberta das leis naturais s quais esto submetidos os fenmenos sociais. descoberta das leis constantes que regem essa continuidade e cujo conjunto determina a marcha fundamental do desenvolvimento humano.
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  • deixa as especificidades, as particularidades para aqueles que ele chama de empreiteiros obscuros, perdidos em erudio medocre, e que so desprezados pelos que aprenderam de imediato a lei mais geral do devir (ARON, 2003, p. 93). a correta interpretao da sociedade deve ser necessariamente estendida a todos os domnios do conhecimento que por ventura ainda fossem dominados pela teologia ou pela metafsica. O modo de pensar positivo tem validade universal, tanto para a poltica quanto para a astronomia.
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  • o Positivismo a forma de pensar da experincia. Da observao, da experimentao e da anlise. As formas anteriores de desenvolvimento do esprito foram necessrias ao estabelecimento das leis que conduziram revelao do devir da sociedade. A prpria Sociologia uma cincia tardia surgida da mesma lgica que indicou a existncia necessria do esprito positivo.
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  • Esttica: O estudo do que Comte chama de consenso social. Para Comte a sociedade se assemelha a um corpo vivo. Cada rgo s pode ter utilidade e ser entendido se considerado em conjunto com todo o corpo. Da mesma maneira no possvel estudar a poltica e o Estado apartados do conjunto da sociedade.
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  • a esttica social comporta dois mbitos: a) O estudo da anatomia da sociedade, ou seja, de cada parte que a compe; b) o estudo do consenso social, ou seja, do que faz do grupo de indivduos ou famlias um mesmo grupo social. a esttica procura verificar quais so os rgos e o funcionamento da sociedade de maneira a ultrapassar as variantes e diversidades at descobrir os princpios que regem toda a ordem social. o estudo da ordem essencial de toda a coletividade humana. a esttica investiga as [leis] da coexistncia (COMTE apud GARDINER, 2004, p. 100).
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  • O estudo de todas as etapas sucessivas percorridas pela sociedade humana. A dinmica no como a histria dos historiadores, que para Comte, restringe-se uma coleo de fatos ocorridos no passado. A dinmica, baseada na descoberta de leis da sociedade, estuda as etapas necessrias do desenvolvimento do esprito humano e da sociedade humana rumo ao seu devir. a dinmica social estuda as leis da sucesso (COMTE apud GARDINER, 2004, p. 100).
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  • Comte acredita na unidade humana, na universalidade do humano que se desenvolve segunda as leis naturais descobertas pela filosofia positiva, portanto, possvel propor reformas definitivas.
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  • Comte no acredita em reformas diretamente no Estado. Ele s acredita na reforma do pensamento, balizada pelo objetivo de se atingir o raciocnio positivo, eliminando-se todos os resduos de formas de pensar feudais e teolgicas. Esta maneira de pensar, por si s levar reforma da sociedade e do Estado.
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  • a filosofia de Comte caminhou de cincia da sociedade para Religio da Humanidade; A Religio da Humanidade convida ao amor a um Grande Ser. Esse Grande Ser efetivamente no o Deus Cristo, mas sim o que de grande fizeram os nossos antepassados. A Humanidade seria o conjunto de todos os homens benfe