edição impressa desta sexta-feira (08)

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  • Dicas para economizar na conta de luz e no guarda roupa [17]

    serra (es) | 8 a 15 de Maio de 2015 | n 1.124 - ano XXXi | fundado eM deZeMBro de 1984

    tempo novo o J o r n a l M a i s i n f l u e n t e d a M a i o r c i d a d e d o e s ta

    d o

    A escola ainda no sabe aproveitar a internet para a educao [3]

    Obra de supercenter em Barcelona comea em outubro [14]

    Rapaziada malha para virar objetode desejo [6]

    FOTO

    : FB

    IO B

    ARCE

    LOS

    Guarda municipal poder atuar tambm com meio ambiente [16]

    FOTO: DIVULGAO

    Duplicao da BR 101 na Serra deve comear no 2 semestre [13]

    reajuste de servidorj agita vereadores

    Artilheiro serrano mira no Brasileiro e no futebol portugus [19]

    [5]

    restaurantes apostam em diferenciais para atrair a clientela [15]

    FOTO: FBIO

    BARCELOS

  • P2 | TN | SERRA (ES), 8 a 15 de maio de 2015 | opinio

    jornal tempo novo ltda me | cnpj: 01.543.441/0001-00 | insc. estadual: isento | insc. municipal: 017.199-0 | Registro n 200.707.86.283 na Junta Comercial do Estado do Esprito Santo, em 25 de setembro de 2007.| endereo: Rua Euclides da Cunha, 394 - Sl. 104 - P. R. Laranjeiras, Serra - ES. CEP 29165-310 | telefone: 27- 3082-0242 | email: jornaltemponovo@gmail.com | diretor Geral: Eci Scardini | editor-chefe: Bruno Lyra - brunolyra.jtn@gmail.com | editor adjunto: Conceio Nascimento e Ana Paula Bonelli | diretor de marketinG: Yuri Scardini | Gerente comercial: Karla Alvarenga | impresso: Grfica Metro | tiraGem: 8000 exemplares

    empresa filiada ao

    Cachimbo da pazA presidente da Cmara de Vereadores, Nei-

    dia Maura (sem partido) e o prefeito podem es-tar ensaiando uma aproximao que deve por fim s rusgas que tm marcado a relao entre os poderes. Neidia e Audifax teriam inclusive se encontrado para um almoo na ltima tera (05). Apesar das especulaes sobre o encontro, ambos negam que tenha ocorrido.

    Mais vagas para carrosO estreante na Cmara de Vereadores Sebastio Sabino (PT)

    defende uma proposta inusitada na Casa. Por meio de requeri-mento ao Executivo, prope que sejam criadas vagas de esta-cionamento nos finais de semana, feriados e perodos notur-nos, entre 19h e 7h, na Av. Paulo Pereira Gomes, em Morada de Laranjeiras. O parlamentar alega que moradores possuem mais de um veculo ou recebem visitas, mas no tm vagas de estacio-namento suficientes, sendo obrigados a usar caladas e ciclovias para estacionar seus veculos.

    A trajetria de dois tits da SerraUm dia. Somente um dia separa o aniversrio dos dois

    principais protagonistas dos ltimos 20 anos da poltica da Serra. Srgio Vidigal (PDT) aniversaria hoje, dia 8 e Au-difax Barcelos (PSB) aniversaria amanh, dia 9. O primei-ro completa 58 anos e o segundo 52.

    Eles tm histrias distintas. Mas quis o destino que elas se cruzassem e, a partir da, surgisse um novo captulo na histria poltica da Serra. No incio, a relao parecia que seria duradoura; mas o tempo e os objetivos os levaram para campos opostos. Desse antagonismo surgiram lan-ces espetaculares na poltica da cidade.

    Vidigal nasceu e cresceu em Vitria, l pelas cercanias de Santo Antnio, fi-lho de pai comerciante, fez faculdade de medicina na Emescam, se especiali-zando em psiquiatria. Prestou concur-so para o Iesp (Instituto Estadual de Sade Pblica) e se tornou mdico do Estado e tambm da Prefeitura, uma vez que fora aprovado em concurso pblico no final da primeira gesto do falecido prefeito Jos Maria Feu Rosa.

    Ao lado de Vidigal est sua esposa, Sueli, hoje secre-tria estadual de Assistncia Social; tm dois filhos e um neto.

    A maioria dos amigos de faculdade de Vidigal optou por se tornar mdico empresrio. Tornaram-se donos dos seus prprios consultrios, clnicas e at scios em hospi-tal, escolhendo Capital como local de moradia. Vidigal fez um caminho inverso: escolheu fixar residncia na Serra, abriu mo de ser dono de clnica e scio de hospital para praticar a medicina humanitria e messinica.

    Na prtica abriu mo de ganhar dinheiro como mdi-co para ganhar prestgio, que o levou para a poltica, de onde no saiu mais. Os mandatos conquistados concede-ram-lhe um grande poder.

    Vidigal est na poltica desde 1987, quando se filiou ao PDT para ser can-didato a vereador em 1988. So 28 anos de atividade poltica, ora exer-cendo mandatos no Executivo, ora no parlamento e em ocasies em cargos nos Governos do Estado e Federal.

    o n da Gravatacolunanodagravata@gmail.comMestre lvaro

    No incio, a relao entre Vidigal e Audifax parecia duradoura; mas o tempo e os objetivos os levaram para campos opostos.

    J Audifax nasceu e cresceu na Ser-ra, l no centro, na gema. Filho de ser-vidor pblico estadual, desceu para fazer faculdade de economia na Ufes e por Vitria ficou. Passou em concur-so para a prefeitura da Capital e, da em diante, foi ocupando cargos re-levantes naquela prefeitura, em Vila Velha e na Ufes.

    Audifax casado com a mdica Mara Rejane, com quem tem um ca-sal de filhos.

    O caminho trilhado por Audifax foi inverso ao de Vidigal. Foi da Serra para Vitria, onde se casou, fixou residn-cia, fez seus relacionamentos mais importantes.

    Mas Audifax no perdeu a relao com a Serra. Seus familiares e seus

    amigos de infncia continuaram aqui, bem como a residncia da famlia em Jacarape. Ele s no tinha vnculo profissional com sua terra natal, at ser convidado por Vidigal para ser se-cretrio de Administrao em 1998.

    Na prefeitura ajudou a organizar a casa. Depois foi para a Finanas e encerrou o seu ciclo como secretrio municipal na Educao, de onde saiu em 2004 para ser eleito prefeito pelo PDT, apoiado por Vidigal.

    Durante o mandato de Audifax, co-mea a ser desenhada a ruptura en-tre criatura e criador. Vidigal emitia sinais de que disputaria novamente a prefeitura em 2008 e Audifax deixava claro o desejo de ser reeleito.

    Algum tinha que ceder. E foi Au-

    difax quem cedeu, permanecendo no PDT e devolvendo a prefeitura a Vidi-gal em 2008, zerando a dvida.

    Da pra frente cada um seguiu seu caminho. Vidigal assumiu o seu ter-ceiro mandato e Audifax se tornou secretrio de Planejamento de Har-tung. Em 2010, o primeiro embate de forma indireta: Audifax X Sueli Vidi-gal para Cmara Federal. Ambos fo-ram eleitos, mas a votao de Audifax foi massacrante.

    Em 2012 o duelo foi frontal: Vidigal x Audifax pela Prefeitura. Mesmo na cadeira de prefeito e com a caneta na mo, Vidigal sucumbiu ao rival.

    E j est no ar um novo duelo en-tre os dois pelo mesmo trono: a Pre-feitura.

    Amizade e parceria que viraram rivalidade

    Piol de AudifaxTem chamado a ateno do

    mercado poltico a aproxima-o entre antigos aliados do ex-prefeito Srgio Vidigal (PDT) e o atual prefeito Audifax Barce-los (PSB). Joo Batista Piol, que durante anos militou ao lado do pedetista, foi nomeado re-centemente diretor de Cincia e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econmico (Sedec). Ele se justifica. Sou presidente do PPS, partido que deve fundir com o PSB. um compromisso com a atual ad-ministrao, desconversa.

    Vias aleatrias Quem tambm deve entrar no

    preo o corajoso e barulhento Oswaldino Luiz Marinho, presiden-te do Sindicato dos Servidores, que est em busca de partido.

    J o sindicalista e presidente da Nova Central Sindical, Lauro Ra-belo, anuncia que se o seu partido conceder a legenda, o PSD, ele sai candidato a prefeito. Por ltimo, quem garante que j tem partido disposio o corretor de imveis Gilson Mesquita.

    Samba do ManatoO deputado Carlos Manato (SD)

    tem utilizado as redes sociais pa-ra registrar sua indignao com o governo petista. Ele postou um vdeo-selfie no momento da vota-o da medida provisria 665, que endurece regras de pagamento de direitos trabalhistas. PT pagou com traio a quem sempre lhe deu a mo, foi a pardia impro-visada pelo parlamentar, em coro com seus pares em meio a um pa-nelao, para demonstrar insatisfa-o com as medidas adotadas pela presidente Dilma Roussef f (PT).

    Amiga oculta? Por falar em Dilma Roussef f,

    telespectadores ficaram surpresos na noite desta tera-feira (5) com a ausncia da presidenta, como prefere ser chamada, no programa do seu partido, o PT. A dvida do mercado poltico se a deciso foi para poupar a chefe do Executivo de crticas e hostilidades ou se ela foi banida do programa devido ao alto ndice de rejeio.

    teMpo novowww.portaltemponovo.com.bredio finalizada em 7 de maio de 2015, s 18h

    Vias petista e tucanaA to esperada terceira via

    na corrida rumo Prefeitura da Serra no ano que vem co-mea a ser desenhada, talvez no com a inspirao desejada, mas dentro do que o mercado poltico local possibilita. O PT sinaliza com a candidatura de Givaldo Vieira. E tudo indica que o PSDB deve apostar suas fichas em Vandinho Leite, o que no seria surpresa.

  • | SERRA (ES), 8 a 15 de maio de 2015 | TN | P3

    entrevista | evany lucas loyola | professora, pedagoga,adMinistradora e eMpresria

    Tem muita gente na educao que no tem condies de ser professor

    As cotas raciais no ensino estimulam o racismo no pasbruNo lyra

    Professora, pedagoga e admi-nistradora, Evany Lucas Loyo-la uma das precursoras da educao privada na Serra. Com sua famlia, fundou a escola Branca de Neve em Laranjeiras, que mais tar-de geraria os colgios Mundo Livre e Centro Educacional Valparaso (CEV). Este ltimo desdobrou na faculdade UCL. Aos 87 anos Evany revela como v os desafios atuais da educao.

    [TN] A senhora fundou uma das pri-meiras escolas particulares da Serra, a Branca de Neve. Como foi isso? [evANy luCAS loyolA] Foi quando me aposentei em 1983. Antes disso trabalhei em colgios pblicos em Vi-tria e Vila Velha, onde cheguei a diri-gir escolas. A Branca de Neve foi fun-dada na casa da minha filha Maria ngela, em Laranjeiras. Foi a 2 escola