1115 - edição desta sexta-feira (06)

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  • serra (es) | 6 a 13 de maro de 2015 | n 1.115 - ano XXXi | Fundado em deZembro de 1984

    Audifax mais prximo de Hartung e mais distante do PT [4]

    tEmpo novo o J o r n a l m a i s i n F l u e n t e d a m a i o r C i d a d e d o e s ta

    d o

    Na esteira da fama a serrana Lion Jump vai lanar 4 CD [9]

    Ministrio Pblico investiga se Cesan cobra pelo ar nos canos [7]

    Gasto com sade pode atingirum salrio mnimo por pessoa

    Atleta de Nova Almeida artilheiro no campeonato Catarinense [19]

    Comrcio de Laranjeiras est perdendo fora [17]

    [3]

    Centro Odontolgico gratuito j est em funcionamento [6]

    Bombeiros tambm so heris para a natureza [14]

    Mulheres vencem

    barreiras e vo ganhando o

    mundo [6]

    Estudantes sofrem

    com escola improvisada e

    Transcol [7]

    POLUIO POR P PRETO

  • P2 | TN | SERRA (ES), 6 a 13 de maro de 2015 | opinio

    tempo novowww.portaltemponovo.com.brEdio finalizada Em 05 dE maro dE 2015, s 18h

    jornal tEmpo novo ltda mE | cnpj: 01.543.441/0001-00 | insc. Estadual: isento | insc. municipal: 017.199-0 | Registro n 200.707.86.283 na Junta Comercial do Estado do Esprito Santo, em 25 de setembro de 2007.| EndErEo: Rua Euclides da Cunha, 394 - Sl. 104 - P. R. Laranjeiras, Serra - ES. CEP 29165-310 | tElEfonE: 27- 3082-0242 | Email: jornaltemponovo@gmail.com | dirEtor GEral: Eci Scardini | Editor-chEfE: Bruno Lyra - brunolyra.jtn@gmail.com | Editor adjunto: Conceio Nascimento e Ana Paula Bonelli | dirEtor dE markEtinG: Yuri Scardini | GErEntE comErcial: Karla Alvarenga | imprEsso: Grfica Metro | tiraGEm: 8000 exemplares

    EmprEsa filiada ao

    Sonho reduzido a pO sonho de Gilson Lopes (PR) de compor a CPI

    do p preto pode ficar ainda mais impossvel. Segundo o presidente da CPI, o deputado Rafael Favato (PEN), o motivo do republicano no ser encaixado uma questo de Regimento. Pela lgica, quem deve indicar so os partidos com maior bancada na Assembleia Legislativa e o partido de Gilsinho s tem ele como compo-nente dentro da Casa. Ao que parece, Gilson Lopes se conformou. Ele entregou a Favato do-cumentos que juntou sobre a temtica na Casa.

    Cadeira cobiadaEnquanto o secretrio Everaldo Colodetti no liberado

    pelo Banco Central para ocupar uma diretoria no Banco de Desenvolvimento do Esprito Santo (Bandes), a Secretaria de Desenvolvimento Econmico (Sedec) segue como alvo de cobia e especulao do mercado poltico. Em princpio, a indicao do secretrio caberia ao deputado estadual Bruno Lamas (PSB); depois, para o no eleito deputado federal Vandinho Leite (PSB), mas o novo secretrio deve passar pelo crivo do governador Paulo Hartung (PMDB).

    Crescimento econmico no limbo A falta de uma poltica agressiva de desenvolvimento

    econmico, dentre a falta de captao de novos empre-endimentos, est levando a Serra a sucessivas perdas de receita e comprometendo a sua capacidade de investi-mentos. A consequncia disso que, em mdio prazo, o municpio ser um mero pagador de contas.

    Viajando um pouco na histria recente fcil verificar que foram trs os projetos de desenvolvimento econmico implantados na cidade. A CST - hoje Arcelor Mital - implan-tada pelo Governo federal, e os Civits I e II, pelo Governo do Estado, na dcada de 1970, para repor perdas causadas pela destruio das lavouras cafeeiras. Foi um projeto con-junto dos dois governos que beneficiou a Serra.

    O segundo indutor do crescimento foi o Terminal Industrial Multimodal da Ser-ra Tims, na gesto de Adalto Martinelli, com a participao da Vale do Rio Doce. Uma ideia do ex-procurador Romulo Lo-pes, abraada por Martinelli e que se tor-nou referncia nacional e um modelo de negcio que funciona, gerando desenvol-vimento, postos de trabalho e renda.

    O terceiro foi na gesto do ex-prefei-

    to Joo Baptista da Motta, que foi um misto de doaes de reas para atrair empreendimentos, apostando na criao de sistemas virios que pudessem atrair a iniciativa privada. Tambm deu certo.

    H 20 anos no aparece nenhum outro projeto de de-senvolvimento econmico da magnitude dos anteriores, com uma atuao forte do secretrio da pasta e do chefe do Executivo na captao de novos empreendimentos para a cidade. A exploso econmica que aconteceu na Serra de 2000 a 2010 foi fruto do que se fez no passado e da expan-so imobiliria de Vitria para a Serra.

    O que Srgio Vidigal (PDT) e Audifax Barcelos (ex-PDT e hoje PSB) fizeram nos 18 anos em que administraram a cidade foi importan-te, mas consiste em pegar a receita viabilizada no passado e pulverizar a Serra de pequenas obras de pavimen-tao e drenagem, unidades de sade, escolas, creches, praas e uma forte poltica de assistncia social.

    Qualquer obra estruturante de porte mdio e grande que se faz necessria hoje na Serra, s sai se tiver recursos externos, do Governo do Estado ou Federal.

    o n da Gravatajornalistacnascimento@gmail.commestre lvaro

    H 20 anos no aparece nenhum outro projeto de desenvolvimento econmico da magnitude dos anteriores

    Diminuiu a fumaa vinda da queima da turfa na regio da baixada do Mestre lvaro. Mesmo 0 que ela seja apagada nos prximos dias vai ficar marcado o perodo que ela maltratou milhares de pessoas, inclusive em Vitria, mas prin-cipalmente os moradores dos bairros no entorno, que so Jos de Anchieta II, Solar de Anchieta, Central Carapina e at a regio de Laranjeiras.

    Os moradores desses bairros convi-veram nesse perodo diuturnamente com a fumaa e gases txicos. S eles podem relatar com propriedade o dra-ma que viveram nesses dias. So pesso-as de todas as idades, mas quem mais sofreu foram as crianas, gestantes e idosos. No foram poucos os relatos de

    casos de internaes, nuseas, vmitos, desmaios, crises asmticas, sinusites e outras doenas respiratrias.

    O caso serviu para mostrar que a natureza no sabe se defender das agresses que o homem pratica con-tra ela; mas sabe vingar. E a vingana vem de forma impiedosa, sem olhar classe social e nada, quem estiver no seu caminho vai sofrer as consequn-cias. Est mais do que claro que rea de preservao rea de preservao e que a sua ocupao tem que ser pla-nejada e executada de forma a no co-meter crime ambiental.

    Serviu tambm para as autorida-des pblicas repensarem o modelo de ocupao que tem predominado

    na Serra ao longo de dcadas nes-sas regies que deveriam ser de pre-servao, que so reas de baixadas, fundos de vale, encostas de morros, beiras de rios, crregos e lagoas e re-as de mata nativa.

    Via de regra essas ocupaes so ir-regulares e tm o olhar complacente de quem deveria coibir essas ocupa-es. Mais cedo ou mais tarde a conta dessa complacncia vem e no pe-quena no, e quem paga quem no tem nada com isso.

    A vigilncia agora deve ser para no permitir que as reas queimadas se-jam frutos de invases e piorar ainda mais uma situao que j degradan-te e catica.

    No colo de Esmeraldo

    Quem anda contando as horas para reassumir uma cadeira na Assembleia Legislativa o ex-de-putado Jos Esmeraldo (PMDB). Ele deve retornar Casa, com a nomeao de Guerino Zanon (PMDB), cotado para a Secretaria de Estado de Esporte. Esmeraldo est to convicto do retorno que j anunciou aos quatro ventos que pretende voltar a ocupar o mesmo Gabinete que utilizava at 31 de dezembro. O at ento ex-deputado foi derrotado nas urnas com 23.243 votos.

    Tons de Esmeraldo Aps projetar a pintura do seu

    gabinete na cor rosa, a estreante deputada estadual Eliana Da-dalto (PTC) precisou recuar para no entrar em rota de coliso com Jos Esmeraldo, prestes a voltar para a Assembleia Legis-lativa e com perfil intempestivo. que ela ocupa o gabinete antes utilizado pelo peemedebista e ele j avisou que deve retornar para o mesmo local.

    Rede travada, fuso adiada

    A deciso do Congresso de dificultar a fuso e a criao de novos partidos foi um balde de gua fria na criao da Rede

    Pagando a conta da complacncia

    Sustentabilidade, uma vez que para assinar requerimentos para criao de novos partidos, as pessoas no podem estar filiadas a nenhum ou-tro. Isso aumenta o grau de dificul-dade para a captao de assinaturas e pode postergar a criao da Rede ou at mesmo inviabiliz-la. No caso da fuso, o PSD intencionava fundir com o PL, mas ter que aguardar no mnimo mais dois anos, completan-do os cinco que a lei exige.

    Balde de gua fria Essa movimentao joga um balde de gua fria no prefeito Audifax Barcelos, cogitado para se filiar ao Rede. Atrapalha tambm o governador Paulo Hartung de ir para o PSD do Gilberto Kassab e Vandinho Leite de correr para o novo PL

  • | SERRA (ES), 6 a 13 de maro de 2015 | TN | P3

    entrevista | Cileia martins | presidente da soCiedade de pneumologia do esprito santo e mdiCa do hospital metropolitano e da rede pbliCa de sade da serra

    Se diminusse o p preto reduziriam os problemas alrgicos, os gastos na sade

    BRUNO LYRA

    Cileia Martins presidente da Sociedade de Pneumologia do Esprito Santo. Atua como m-dica no hospital Metropolitano e na rede pblica de sade da Serra. Nesta entrevista ela revela as graves conse-quncias da poluio do ar notada-mente o p preto das siderrgicas de Tubaro na sade e no bolso dos moradores da Grande Vitria.

    [TN] Que tipo de problema o p preto causa ao sistema respiratrio? [CILEIA MARTINS O problema todo es-t na deposio das partculas finas e pequenas que a pessoa vai inalando. E isso vai chegando no pulmo. E vai jun-tando at o pulmo do paciente ficar igual a de um fumante. A consequn-cia a diminuio da subestrutura pul-monar e irritao dos brnquios. Com o passar dos anos, se a exposio ao p for permanente, isso passa a ser como um enfisema pulmonar.

    Sinusite, asmas, bronquite po-dem se agravar com esse tipo de po-luio vinda das pilhas de minrio de ferro e carvo da Vale e Arcelor?

    Com certeza. Ns sabemos