4164 p34 2014-01-16

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  • Semanrio diocesano www.jornalpresente.pt | Diretor: Carlos Magalhes de Carvalho | Ano LXXXI n 4164 P34 16 de janeiro de 2014 0,50

    Primeira reunio com o tema da famlia no centro da agenda

    Conselho Pastoral diocesano rgo de comunho e corresponsabilidade

    pg 3

    Padre Jos Martins Alves, proco de Alcaria e Porto de Ms Desejo mais felicidade,

    tranquilidade e paz comunidade

    notcias de...Ourm, Pousos, Mira de Aire, Milagres, Ftima, Aljubarrota...Pg. 4 a 6

    31 Janeiro, 21h00

    Seminrio de Leiria

    (Aula Magna)

    por D. Antnio Marto

    sesso de apresentao

    da exortao apostlica

    Evangelii Gaudium

    com encenao

    da exortao apostlica

    pela comunidade formativa da

    Aliana de Santa Maria:

    Uma questo de alegria

    Parquias de Porto de Ms e AlcariaGente de fortes tradies pg. 7 a 9

  • PAINEL Que diria ao Bispo diocesano se participasse no Conselho

    Pastoral, a propsito do trabalho da igreja com as famlias?

    PRESENTE LEIRIA-FTIMA Semanrio Diocesano; Registo na ERC: 102262; Diretor: Carlos Magalhes de Carvalho (TE 945) [diretor@jornalpresente.pt]; Redao [reda-cao@jornalpresente.pt]: Ana Vala (CP 8867), Joaquim Santos (CP 7731), Lus Miguel Ferraz (CP 5023), Sandrina Faustino (TP 1859); Projeto grfico e paginao: Paulo Adria-no; Publicidade e Assinaturas: 09h00-13h00 e 14h00-18h00; Tel. +351 244 821 100 Email: presente@jornalpresente.pt; Propriedade e editor: Fundao Signis Diretor: Vitor Coutinho 100% do Capital: Diocese de Leiria-Ftima; NIF 510504639; Sede da Redao/Editor: R. Joaquim Ribeiro Carvalho, n. 60, Seminrio Diocesano, 2414-011 Leiria; Impresso e expedio: Empresa do Dirio do Minho, Lda Braga Tel. 253303170 Fax 253303171; Depsito Legal: 1672/83; Periodicidade: Semanrio; sai quin-ta-feira; Tiragem desta edio: 5.000 exemplares.

    ficha tcnica

    Primeira escola de virtudes sociaisPor tudo o que j expusemos, compreen-

    demos que a famlia a primeira e vital clula da sociedade onde os cidados en-contram a primeira escola daquelas virtu-des sociais que so a alma da vida e do de-senvolvimento da mesma sociedade (FC 42), a saber: respeito pela dignidade pessoal de cada um, acolhimento cordial, encontro e dilogo, disponibilidade desinteressada, servio generoso, fraternidade e solidarie-dade profunda (cf FC 43). Eis o primeiro e insubstituvel ambiente em que se constri a justia e a paz.

    Assim, cada famlia chamada a colo-car, em cada dia, a sua prpria pedra na construo de uma civilizao do amor.

    Em sntese, a famlia um grande tesou-ro para os esposos durante toda a sua vida e um bem insubstituvel para os filhos que de-vem ser fruto do amor dos pais; um funda-mento indispensvel para a Igreja e para a so-ciedade e um bem necessrio para os povos (Bento XVI).

    Ver pais e mes a passear com os filhos

    pequenos algo de encantador, que enche de ternura, comove e abre o sorriso, como j disse. Sem estes ncleos familiares, seio de amor que gera novas vidas, escola de hu-manidade e de f, que seria o nosso mundo? Seria um mundo triste, frio, inumano. De-vemos ento valorizar a cultura dos laos familiares: so uma face do amor, entendi-do no s como sentimento, mas como en-trega pelo bem das pessoas amadas, mes-mo com o prprio sacrifcio. A sociedade, o Estado e a Igreja devem, por sua vez, dar todo o apoio necessrio para o bem da fa-mlia e da sua misso insubstituvel.

    Os avs na famliaDesejo dirigir uma palavra aos avs, que

    tm uma presena e uma funo to im-portantes nas famlias, como lembra o Papa Bento XVI: Os avs podem ser e so mui-tas vezes os garantes do afeto e da ternu-ra que todo o ser humano tem necessidade de dar e receber. Eles oferecem aos peque-nos a perspetiva do tempo, so memria e riqueza da famlia. Nunca, por qualquer

    razo, devem ser excludos do mbito fami-liar. So um tesouro que no podemos tirar s novas geraes, sobretudo quando do testemunho de f. Tantas vezes, so eles os que fazem a primeira iniciao f aos seus netinhos.

    As comunidades paroquiais, as novas co-munidades e associaes eclesiais, os mo-vimentos apostlicos, as escolas catlicas e outras instituies ofeream aos casais e s famlias oportunas propostas formativas e outras iniciativas que os ajudem na sua vida e misso prprias. Merecero especial ajuda as famlias em crise, as que passam por ca-rncias ou vrias formas de pobreza e as que tm pessoas com deficincia, idosos ou ou-tras situaes difceis. Por seu lado, os pais e as famlias associem-se e colaborem em ini-ciativas, quer para alcanarem uma boa edu-cao para os seus filhos, quer para parti-lharem com outros o testemunho dos bens e valores cristos que animam e enriquecem as suas vidas.

    (continua no prximo nmero)

    (continuao)

    (13)

    PERGUNTA DA SEMANA Quem manda em cada parquia?

    A pergunta faz-me lembrar a dis-cusso entre os discpulos sobre qual deles era o maior. Jesus disse-lhes que os reis exercem o seu domnio sobre os seus povos, mas entre eles no de-veria ser assim. Pelo contrrio: o maior deve ser como o menor, e o que man-da como aquele que serve. E decla-ra que ele prprio est entre os dis-cpulos como aquele que serve (cf Lc 22, 25-27). Ensina que o amor e o ser-vio so o seu modo de exercer a au-toridade. Assim deveria ser tambm na Igreja.

    Na realidade, porm, observamos que, por vezes, cada um quer ter o seu nicho de poder: proco, conselho econmico, comisses das igrejas ou de festas, sacristo, conselho pastoral, catequistas... Nem sempre se obede-ce ao Bispo. Nota-se ento a falta de unidade, harmonia e esprito de servi-o indicados por Jesus.

    E entre o proco e o bispo, quem manda? Diria: um e outro, cada um com a autoridade que lhe compe-te, em relao, cooperao e respeito mtuos. certo que o bispo a auto-ridade a que o proco deve obedin-cia, cumprindo as determinaes co-muns para toda a diocese. Por outro lado, o bispo respeita a autoridade prpria do proco no mbito da sua competncia: aplicao das normas gerais s situaes concretas, progra-mao pastoral, organizao de gru-pos, escolha e formao de pessoas para a colaborao na parquia, etc.

    Uma parquia deve estar organi-zada segundo as normas da Igreja. Ao proco, que a ela preside, compe-te tomar as principais decises para o seu caminho. Dever faz-lo, no so-zinho, mas com a colaborao dos conselhos pastoral e para os assuntos econmicos, da direo da catequese e de outras pessoas com responsabi-lidades de servio comunidade. Nas decises que vinculam a Igreja, o p-roco precisa da aprovao especfica do bispo. Sem ela, so ilegais.

    Mas tanto o bispo como o proco e quem exerce alguma autoridade na Igreja devero agir segundo a vonta-de de Deus, discernida e identificada.

    P. Jorge GuardaVigrio Geral

    Envie a sua questo pararedacao@jornalpresente ou deixe-a em facebook.com/jornalpresente

    Lus LoureiroPousos

    Diria que ainda sinto que existe um trabalho significativo, longo e provavelmente rduo a realizar em relao s famlias. Hoje, mais que nunca, a famlia deve e dever ser o pilar da so-ciedade, na comunho plena do modelo cris-

    to e exemplar da Sagrada Famlia. Com ausncia de valores ti-cos e morais, no posso esquecer que compete a cada um de ns como Igreja viva ser testemunha deste modelo. Como marido e mai acredito em si (D. Antnio Marto) como farol desta mudana.

    Snia Amado VieiraLeiria

    Numa sociedade em que a famlia tradicio-nal est fora de moda, como convencer os jo-vens casais a construir a sua famlia na base do Amor na sade e na doena, na alegria e na tristeza? Nas famlias atuais o que faz com que cada membro familiar viva de forma indi-

    vidualista, por si e para si, tendo medo de assumir com autentici-dade e simplicidade os ensinamentos de Jesus?

    Lcia AbreuParceiros

    A Igreja deveria proporcionar a organizao e os meios para que o Evangelho de Jesus Cristo seja ensinado a todos os filhos de Deus. No entanto, nos tempos de hoje muitas famlias so diferentes das famlias clssicas, como se-

    jam as unies de facto e as famlias monoparentais, entre outras, e por isso, so afastadas das nossas comunidades. Mas Cristo amou incondicionalmente e a Igreja deveria ser o exemplo vivo de Cris-to. Estar a Igreja disposta a integrar estas famlias diferentes?

    Isabel Galamba de CastroMarinha Grande

    Diria que a Igreja tem que se recentrar no aco-lhimento e na assistncia a todo o tipo de fa-mlias, as tradicionais, constitudas a partir do sacramento do matrimnio, as que, sendo tradicionais, no optaram por receber o sa-cramento, e as chamadas novas famlias: as

    recombinadas, nascidas de segundos casamentos, e as monopa-rentais sadas ou no de um divrcio.

    2

  • Primeira reunio com o tema da famlia no centro da agenda

    Conselho Pastoral diocesano rgo de comunho e corresponsabilidade

    Lus Miguel Ferraz

    Decorrer na manh do pr-ximo sbado, 18 de janeiro, a pri-meira reunio do Conselho Pas-toral Diocesano (CPD) nomeado pelo Bispo de Leiria-Ftima, no passado dia 18 de dezembro, para o trinio de 2013 -2014 a 2015-2016.

    A primeira sesso comear pela leitura dos estatutos e elei-o do secretrio e do secretaria-do permanente. Depois, assumir como ponto central de anlise o programa pastoral para este ano, volta do tema Amor conjugal, dom e vocao. Os membros des-te novo Conselho sero convida-dos a partilhar a sua apreciao ao programa proposto pelo Bis-po a toda a Diocese e a apresentar experincias e ideias para a dina-mizao pastoral, l-se na agen-da.

    Comunho e corresponsabilidade

    A propsito desta reunio, o PRESENTE quis aprofundar nes-ta edio, para melhor esclareci-mento dos seus leitores, o que e para que serve o Conselho Pasto-

    ral Diocesano (CPD).Trata-se de um rgo consul-

    tivo auxiliar do Bispo, que a ele preside, como expresso da cor-responsabilidade apostlica de todos os batizados na comunho eclesial, como referem os

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