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    3. Encaminhamento metodolgico e sugestes de atividades complementaresNo podemos esquecer que o primeiro contato das crianas com o

    livro didtico muito delicado e especial. Dessa experincia depender, em grande parte, o sucesso de suas relaes no espao escolar.

    nessas relaes que os elementos do processo educativo conheci-mento, aluno e professor vo se articular, fundir-se e dar origem ao ato humano e por vezes mgico de ensinar e de aprender.

    Nesse processo dispomos de um grande recurso, que o nosso en-volvimento emocional, aquilo que demonstramos com as expresses fa-ciais, os gestos, o tom de voz, a curiosidade e o entusiasmo que revelamos diante de algo novo, a nossa capacidade de olhar as coisas mais bvias e rotineiras como se fosse pela primeira vez, num ato de estranhamento e, ao mesmo tempo, de reconhecimento.

    Como j dissemos, o fazer acontecer est nas mos do professor. fundamental criar no dia-a-dia um clima que anuncie aos alunos que algo muito bom e desafi ador est por vir. com esse esprito que voc dever possibilitar a vivncia e a interpretao das atividades propostas em cada pgina deste volume.

    Bom trabalho!

    UNIDADE 1 Gente e mais gente! O tema dessa unidade a

    personagem Gabriela, sua fa-mlia, seus amigos, suas prefe-rncias, lugares em que gosta de brincar e o modo como se relaciona com as pessoas e com o ambiente. Em cada si-tuao proposta, buscamos mostrar o mundo em que ela vive e no qual vivemos, para

    que as crianas comecem a perceber a interdependncia existente entre as pessoas que vivem prximo de ns e as outras, que, mesmo no estan-do presentes, possibilitam que realizemos as mais diversas aes no coti-diano.

    p. 4 (pgina de abertura)Troque idias com as crianas, possibilitando que elas percebam

    que convivem com muita gente e que a presena dessas pessoas mui-to importante para a sua vida. Deixe claro quanto elas tambm so im-portantes para as outras pessoas. Lembre-se sempre de trabalhar a di-versidade como uma coisa muito positiva. Nessa faixa etria, interes-sante comear pela diversidade fsica: J pensaram se todo mundo fosse igual? Da mesma cor, com os mesmos cabelos, de olhos iguaizi-nhos? Todo mundo do mesmo tamanho, todo mundo magro ou todo mundo gordo?. Depois, passando pelo vis do gosto, comece a traba-lhar coisas mais internas, mais sutis: J pensaram se todo mundo s gostasse de vermelho? E s quisesse comer macarro? E se todo mundo s quisesse ser dentista?.

    Nas mais diferentes situaes, crie condies para que elas percebam que por meio das relaes, do convvio, do afeto, da gentileza, do res-peito e das trocas que vamos encontrando formas melhores de pensar, de ser e de agir. Em geral, crianas dessa idade ainda no tm preconceitos, mas primeira vista podem estranhar o que lhes diferente. Se necess-rio, trabalhe com elas a noo de preconceito sentimentos e idias que as pessoas adultas vo repetindo sem parar para pensar se vale a pena ou no, atitudes que nascem em mentalidades fechadas, que no se abrem para conhecer o novo, o diferente, e que no sabem quanto esto perden-do de beleza e de afeto quando afastam de si o que no igual a elas.

    Trabalhe com seus alunos a idia de quantidade representada pela palavra mais e tambm o signifi cado da palavra gente, que aparecem no ttulo da unidade.

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    p. 5 e 6Com os livros ainda fechados, desperte a curiosidade das crianas so-

    bre a personagem Gabriela fazendo perguntas: Quem adivinha o nome dela? Quantos anos ser que ela tem? Com quem ela mora?. Estabelea em seguida relaes entre a personagem e suas crianas: E voc, como o seu nome? Ser que a gente adivinha o nome daquele menino ali? Ser que aqui na classe tem uma menina chamada Gabriela? E um menino chamado Gabriel?.

    Com os livros abertos, proponha que observem a personagem e con-versem sobre algumas de suas caractersticas, como a cor dos cabelos e dos olhos, o tipo de roupa que est usando, etc. Ento, passe para as ca-ractersticas internas por meio de novas perguntas: Vocs acham que a Gabriela uma criana triste ou alegre? Por qu? Ser que ela sempre alegre? s vezes a gente fi ca um pouco triste, no fi ca? E voc, Paulinho, alegre como a Gabi? Voc curioso? Gosta de saber das coisas? Quem aqui na classe curioso? Nossa, que legal! Ser que a Gabi curiosa tam-bm?.

    Fale sobre o Pedro, o irmo mais novo de Gabriela, que a acompanha em suas atividades fora da escola. Mostrando os bales de fala da Gabi e do Pe-dro, diga s crianas que eles esto falando alguma coisa. O que ser? Como podemos saber? Algumas das coisas escritas podem ser lidas? O que pre-ciso fazer para saber o que est escrito? Quem pode ler para ns? Algum sabe? Depois de pedir que faam tentativas de leitura, leia para elas, apon-tando com o dedo as palavras que esto sendo lidas. Assim, elas gradativa-mente vo perceber a leitura e a escrita como formas de comunicao, assim como a escrita a representao dos sons da fala.

    Pea que observem a Gabi e o Pedro novamente e volte s hipteses sobre a idade de Gabi que foram levantadas antes que abrissem o livro. Se alguma criana adivinhar a idade da Gabi, pergunte como chegou a essa concluso. Caso contrrio, diga a idade dela e veja se conseguem perce-ber por que voc sabe. Em seguida trabalhe com a idade do Pedro. Pea que mostrem tambm com os dedos quantos anos eles tm. Depois use palitos de sorvete para representar a idade de Gabi e a de cada criana e

    pea que comparem as quantidades, para verifi car se Gabi tem mais, me-nos, ou a mesma idade das crianas. Se as quantidades forem iguais, eles e a Gabi tm a mesma idade. Elas podem observar tambm quem mais velho, algum da turma ou a Gabi. Crie situaes hipotticas que envol-vam a idade de crianas mais velhas e estimule comparaes. Proponha comparaes entre diferentes quantidades de palitos, chamando a aten-o para os conceitos de mais e menos. Repita as atividades propondo situaes que envolvam a idade de crianas mais novas usando como gan-cho a idade de Pedro.

    Ao pedir s crianas que observem o desenho da vinheta Tem presen-te pra voc!, crie um clima de suspense. Depois, veja se algum consegue descobrir o que a vinheta signifi ca por meio da leitura da ilustrao. De-pois leia com alegria Tem presente pra voc! e participe do entusias-mo das crianas.

    Incentive as crianas a vestir os bonecos de acordo com o clima do dia. Alis, que dia hoje? Estaro criadas as condies para que elas se expressem: Hoje quarta-feira. Est fazendo calor... Tem sol! Voc quer vestir esta roupa bem fresquinha?. interessante elaborar outros bone-cos, que possibilitem trabalhar os papis na famlia pai, me, avs, fi lhos. Crie situaes em que os papis fi quem bem fl exveis. Exemplos: um pai que toma conta dos fi lhos enquanto a me sai para trabalhar, um av que faz brigadeiro para os netos enquanto a av conserta uma torneira, etc.

    p. 7Para a confeco dos crachs, providencie retngulos de cartolina,

    fi tas ou cordes e perfurador de papis. No se esquea de providen-ciar tambm o material para fazer um cabide no qual as crianas dei-xaro os crachs no fi nal de cada dia. Pode ser uma corda de varal amarrada em duas extremidades de uma parede, a uma altura em que as prprias crianas possam apanhar ou pendurar os crachs. V mon-tando o seu crach, passo a passo, para que as crianas tenham um modelo para o delas. Incentive-as a desenhar ou fazer alguma outra marca no crach que facilite a sua identifi cao, para que cada criana possa pessoalmente tomar posse do seu. Isso tambm auxiliar no re-

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    conhecimento do prprio nome sem que a criana se sinta pressionada. Alguns jogos podem ser criados ao longo do tempo: procurar e juntar todos os nomes comeados com determinada letra, todos os nomes que tenham a mesma quantidade de letras, os nomes maiores ou os meno-res, orden-los em funo da maior ou da menor quantidade de letras, etc. Essa uma brincadeira que as crianas certamente vo adorar: uma vez por semana, por exemplo, cada criana usar o crach de um colega e ser chamada por esse nome. Incentive-as a cuidar do novo crach, aprender o novo nome, tentar agir como o colega costuma agir e agra-decer a ele, ao devolver o crach, depois do tempo que vocs estipula-rem. Alm de divertida, essa brincadeira ajudar na percepo do outro e no cuidado que ele merece. Antes de eles escreverem os nomes, mos-tre as letras que compem cada nome. Pea que passem os dedos e depois o giz de cera sobre o contorno das letras. Trabalhe a letra inicial de cada nome. Rena os nomes que tm a mesma letra inicial.

    Monte na sala um painel com todos os nomes, no esquecendo o seu, o de Pedro e o de Gabriela. Cada criana poder registrar a sua marca ao lado de seu nome, como fez no crach. Exposto na sala, esse cartaz poder ser explorado oralmente e tambm na escrita. Ao tomar posse de seus crachs ou na brincadeira de troc-los, incentive cada alu-no a encontrar no cartaz o nome correspondente ao do crach que est sendo usado. Com o tempo todos sabero ler o nome de todos.

    Incentive as crianas a observar se alguma letra se repete em seu nome.

    Escreva o nome de cada criana em seu material didtico, sendo acompanhado por ela. Depois, incentive-a a fazer o seu prprio registro da maneira que souber.

    Aproveite esse momento descontrado como motivao para que todos da classe falem seu nome e digam como so chamados pelas pes-soas de casa, pelos demais familiares, pelos amigos e pelos vizinhos. Se tiverem apelido, pea-lhes que falem sobre eles, contem qual a sua ori-gem, se gostam de ser chamados dessa forma ou se preferem ser cha-mados pelo nome. Pergunte se algum quer escrever tambm seu ape-

    lido no crach. Comente com eles que os apelidos so, em sua grande maioria, expresses carinhosas, mas que existem alguns que so de mau gosto e podem magoar as pessoas, e por isso devem ser evitados.

    p. 8Proponha que as crianas se renam em grupos segu