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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O TRATAMENTO COSMÉTICO DA ACNE VULGAR Luíza Hochheim 1 Priscila Caron Dalcin 2 Fátima Cecília Poleto Piazza 3 Resumo: A acne é a mais comum das doenças crônicas do folículo pilossebáceo da pele humana, causada por múltiplos fatores e que leva ao aparecimento de algumas lesões características. Podem ser apontados quatro pontos fundamentais como responsáveis para o desenvolvimento da acne: hipersecreção sebácea; hiperqueratinização folicular; colonização bacteriana e a conseqüente inflamação folicular e dérmica subjacente. Há uma variedade de tipos de acne, mas a mais comum é a acne vulgar. Do ponto de vista clínico a acne classifica-se em não- inflamatória e inflamatória, de acordo com o tipo de lesão predominante. As lesões clínicas da acne não inflamatória se subdividem em microcomedões, comedões abertos e fechados; já as lesões da acne inflamatória são as pápulas, pústulas, e as lesões mais graves são os cistos e nódulos. Classificar a acne é importante, pois determina a escolha do protocolo estético personalizado ideal que atue nas diversas formas de apresentação das lesões e em todas as fases do desenvolvimento das mesmas. Nesse sentido, este artigo científico tem por objetivo destacar os princípios básicos para o tratamento cosmético da acne vulgar numa perspectiva direcionada aos profissionais da estética facial. Caracteriza-se por ser uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva com caráter qualitativo, com base em referências teóricas já publicadas: artigos científicos e livros. Diante do exposto percebe-se a necessidade de identificar as lesões presentes na pele do portador da acne e a fase do desenvolvimento da mesma para, a partir dessas informações, fazer a escolha de princípios ativos mais indicados que atue controlando as alterações fisiopatológicas da acne personalizando assim o tratamento para que se alcance o resultado desejado. Palavras-chaves: Acne. Lesões de acne. Princípio Ativo. Tratamento da acne. 1 INTRODUÇÃO A acne é a mais comum das doenças crônicas do folículo pilossebáceo da pele humana, causada por múltiplos fatores e que leva ao aparecimento de vários tipos de lesões. No entanto, Ribeiro (2010) sugere que apenas 10% a 20% dos portadores de acne precisam de tratamento medicamentoso, que divide-se em interno (via oral) e externo (via tópica). 1 Acadêmica do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Balneário Camboriú, Santa Catarina. E-mail: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Balneário Camboriú, Santa Catarina. E-mail: [email protected] 3 Orientadora, Professora do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Balneário Camboriú, Santa Catarina. E-mail: [email protected]li.br

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  • PRINCPIOS BSICOS PARA O TRATAMENTO COSMTICO DA ACNE VULGAR

    Luza Hochheim1 Priscila Caron Dalcin2

    Ftima Ceclia Poleto Piazza3

    Resumo: A acne a mais comum das doenas crnicas do folculo pilossebceo da pele humana, causada por mltiplos fatores e que leva ao aparecimento de algumas leses caractersticas. Podem ser apontados quatro pontos fundamentais como responsveis para o desenvolvimento da acne: hipersecreo sebcea; hiperqueratinizao folicular; colonizao bacteriana e a conseqente inflamao folicular e drmica subjacente. H uma variedade de tipos de acne, mas a mais comum a acne vulgar. Do ponto de vista clnico a acne classifica-se em no-inflamatria e inflamatria, de acordo com o tipo de leso predominante. As leses clnicas da acne no inflamatria se subdividem em microcomedes, comedes abertos e fechados; j as leses da acne inflamatria so as ppulas, pstulas, e as leses mais graves so os cistos e ndulos. Classificar a acne importante, pois determina a escolha do protocolo esttico personalizado ideal que atue nas diversas formas de apresentao das leses e em todas as fases do desenvolvimento das mesmas. Nesse sentido, este artigo cientfico tem por objetivo destacar os princpios bsicos para o tratamento cosmtico da acne vulgar numa perspectiva direcionada aos profissionais da esttica facial. Caracteriza-se por ser uma pesquisa bibliogrfica do tipo descritiva com carter qualitativo, com base em referncias tericas j publicadas: artigos cientficos e livros. Diante do exposto percebe-se a necessidade de identificar as leses presentes na pele do portador da acne e a fase do desenvolvimento da mesma para, a partir dessas informaes, fazer a escolha de princpios ativos mais indicados que atue controlando as alteraes fisiopatolgicas da acne personalizando assim o tratamento para que se alcance o resultado desejado. Palavras-chaves: Acne. Leses de acne. Princpio Ativo. Tratamento da acne.

    1 INTRODUO

    A acne a mais comum das doenas crnicas do folculo pilossebceo da pele

    humana, causada por mltiplos fatores e que leva ao aparecimento de vrios tipos

    de leses. No entanto, Ribeiro (2010) sugere que apenas 10% a 20% dos

    portadores de acne precisam de tratamento medicamentoso, que divide-se em

    interno (via oral) e externo (via tpica).

    1Acadmica do Curso de Cosmetologia e Esttica da Universidade do Vale do Itaja UNIVALI, Balnerio Cambori, Santa Catarina. E-mail: [email protected] 2Acadmica do Curso de Cosmetologia e Esttica da Universidade do Vale do Itaja UNIVALI,

    Balnerio Cambori, Santa Catarina. E-mail: [email protected] 3Orientadora, Professora do Curso de Cosmetologia e Esttica da Universidade do Vale do Itaja

    UNIVALI, Balnerio Cambori, Santa Catarina. E-mail: [email protected]

  • So vrios os tipos de acne, entre elas destaca-se a acne da mulher adulta (tardia),

    acne cosmtica, acne medicamentosa, mas a mais comum a acne vulgar, que

    acomete jovens na fase da puberdade (BORELLI, 2004).

    Para Baumann (2004), a puberdade caracterizada por ser uma fase em que

    ocorrem picos hormonais intensos, com isso o corpo muda significativamente,

    podendo surgir leses de acne em algumas regies do corpo, especialmente na

    face. Essas alteraes causam impacto expressivo na qualidade de vida dos

    adolescentes, uma vez que afeta o bem-estar emocional e as relaes sociais. O

    autor ainda afirma que, sua natureza altamente visvel torna-se uma queixa muito

    comum em adolescentes, os quais esto, por definio, preocupados com a sua

    aparncia e com a esttica.

    Classificar a acne importante, pois determina a escolha do protocolo esttico

    personalizado que atue nas diversas formas de apresentao das leses, visto que

    em cada leso ou fase necessita de tcnicas e/ou princpios ativos (PA) especficos.

    A combinao de tcnica utilizadas no tratamento depender do quo grave se

    manifesta a doena e de quais as leses mais aparentes. Vrios so os PA

    disponveis no mercado cosmtico veiculados em formulaes destinadas ao

    tratamento da acne, alm da possibilidade do uso associado de recursos manuais

    como a drenagem linftica e uma gama enorme de tcnicas eletroterpicas.

    Nesse sentido, os tratamentos estticos indicados para a acne podem ser

    associados teraputica mdica, com combinaes que utilizam princpios ativos,

    manobras manuais, e tambm o uso de equipamentos eletroterpicos atuando nas

    diferentes leses, contribuindo assim para uma melhora significativa do quadro.

    Em vista dos fatores apresentados acima, este artigo cientfico tem por objetivo

    destacar os princpios bsicos para o tratamento cosmtico da acne vulgar numa

    perspectiva direcionada aos profissionais da esttica facial, facilitando desta forma a

    elaborao e aplicao de protocolos para o tratamento da acne.

  • 2 FUNDAMENTAO TERICA

    A acne uma dermatose crnica comum em adolescentes e de acordo com Gomes;

    Damazio (2009) uma afeco crnica, universal, multifatorial, inflamatria, ou no

    inflamatria, que surge na puberdade.

    2.1 Etiologia da acne

    A acne uma afeco da pele que ocorre por um transtorno da unidade

    pilossebcea e dentre os fatores desencadeantes, alm do fator gentico, o fator

    hormonal contribui para que ocorra a hipersecreo sebcea que leva a obstruo

    do folculo piloso e conseqente proliferao de microrganismos (GOMES;

    DAMAZIO, 2009).

    A evoluo etiopatognica um processo definido por quatro pontos fundamentais

    como responsveis para o desenvolvimento da acne: excessiva produo de sebo,

    hiperqueratinizao folicular, presena da bacttia Propionibacterium acnes e a

    produo subseqente de cidos graxos livres no folculo que causam a inflamao

    (SOUZA; ANTUNES JUNIOR, 2006).

    A evoluo do quadro da acne pode ser dividida em quatro principais fatores

    interligados:

    1. Hipersecreo sebcea: um fator fundamental para o desenvolvimento da acne

    associado produo excessiva de queratina do folculo. As glndulas sebceas

    so glndulas holcrinas, ou seja, a clula inteira morre e se destaca, participando

    da constituio da prpria secreo da glndula, e os sebcitos so continuamente

    repostos pela atividade mittica da camada basal. Quando explodem, seu contedo

    liberado para o canal do folculo piloso. Este processo da mitose at a ruptura

    pode levar aproximadamente duas a trs semanas, e o sebo produzido na glndula

    pode levar at uma semana para atingir a superfcie da pele (HARRIS, 2003).

    As glndulas sebceas no entendimento de Du Vivier (2004) sofrem influencia direta

    dos hormnios estrgenos e andrgenos que passam por desequilbrio na fase da

    http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula

  • puberdade, tanto nos homens quanto nas mulheres. Os hormnios produzidos pelas

    glndulas adrenais ocasionam o mau funcionamento da glndula sebcea, que por

    conseqncia produz maior quantidade de sebo ocasionando a formao de

    comedes (GOMES; DAMAZIO, 2009).

    2. Hiperqueratinizao folicular: na regio mais superficial do folculo ocorre uma

    queratinizao em excesso, que obstrui o orifcio folicular, dificultando a sada do

    sebo produzido pelas glndulas sebceas, formando o comedo. Inicialmente este

    microcomedo invisvel clinicamente, constitudo por cornecitos (clulas que

    produzem a queratina) acumulados nesta regio superficial. O contnuo aumento da

    produo de queratina leva formao do comedo fechado, ou cravo branco, com

    o orifcio central dificilmente visvel, a leso esbranquiada, ou cor da pele, e

    similar a um milium, sendo mais bem identificada quando a pele distendida. O

    aumento de cornecitos e sebo, e da colonizao da Propionibacterium acnes por

    hipersecreo sebcea ocasionam a formao do comedo aberto, ou cravo preto,

    com cor escura na extremidade (PIMENTEL, 2008; UDA, WANCZINSKI, 2008).

    3. Colonizao bacteriana infundibular: a presena de microrganismos um fator

    que contribui para a formao da acne. A Propionibacterium acnes uma bactria

    gram-positiva, anaerbia, do gnero Corynebacterium, que faz parte da biota normal

    residente da pele, sendo o principal microrganismo envolvido na etiopatogenia da

    acne vulgar. Quando h hiperproduo sebcea pela glndula, h proliferao dessa

    bactria, favorecendo o aparecimento de leses inflamatrias (COSTA; ALCHORNE;

    GOLDSCHMIDT, 2008).

    Na concepo de Gomes; Damazio (2009) o P. acnes a bactria mais comum,

    mas podemos encontrar em menor nmero a P. granulosum, e mais raramente a P.

    parvum. Com a reteno sebcea, esse microrganismo prolifera com facilidade na

    presena de material oleoso (triglicerdeos), hidrolisando e liberando cidos graxos

    livres, comedognicos que so irritantes para a parede folicular e que induzem a

    queratinizao desta. Uda; Wanczinski (2008) destacam que esta irritao leva a

    inflamao e ao extravasamento para a derme, desencadeando o processo

    inflamatrio local observado clinicamente como ppulas-eritematosas.

  • 4. Inflamao folicular e drmica subjacente: na fase inicial da reao inflamatria

    Pimentel (2008) afirma que ocorre uma reao metablica com a presena dos

    linfcitos T, macrfagos, neutrfilos e linfoquinas, nos quadros mais graves. A

    presso do sebo acumulado pode romper o epitlio folicular e os cidos graxos,

    resultando em leses caracterizadas como pstulas.

    Os fatores descritos acima desencadeiam o aparecimento de leses especficas,

    caracterizando desta forma clinicamente cada grau de acne.

    2.2 Morfologia das leses e classificao da acne

    Do ponto de vista clnico a acne classifica-se em no-inflamatria e inflamatria, de

    acordo com o tipo de leso predominante. As leses clnicas da acne se subdividem

    em: comedes, ppulas, pstulas, e as leses mais graves so os cistos e ndulos.

    Souza (2005) afirma que o comedo sempre a leso bsica inicial da acne no-

    inflamatria, que advm da hiperqueratinizao folicular e da diminuio dos

    grnulos que revestem a membrana. Essa queratinizao folicular alterada forma o

    comedo, manifestao mais caracterstica da acne. Conforme Pimentel (2008), os

    comedes podem ser de trs tipos: microcomedo, comedo fechado e comedo

    aberto.

    O microcomedo segundo Mezzomo (2007) o acmulo de clulas de queratina na

    superfcie do folculo, que produz uma dilatao folicular no visvel, mas encontrada

    histologicamente. A queratose folicular, que eventualmente se observa em jovens no

    incio da puberdade, na fronte ou dorso do nariz, pode ser considerada um fator que

    indica a presena do microcomedo.

    O comedo fechado caracterizado por elevao cutnea de cor esbranquiada ou

    amarelada, sendo mais bem identificado quando a pele distendida. Ocorre devido

    ao aumento de cornecitos no infundbulo folicular que adquire forma esfrica. O

    orifcio folicular , eventualmente, visvel no centro do comedo (CERQUEIRA;

    AZEVEDO, 2009).

  • Outro tipo de comedo o aberto, que segundo Vaz (2003) caracteriza-se por ser

    uma leso plana ou ligeiramente elevada visvel a superfcie da pele como ponto

    acastanhado ou negro que pode atingir 5 mm de dimetro. J Cerqueira e Azevedo

    (2009) destacam que este o resultado do acmulo de clulas queratinizadas e

    sebo no infundbulo folicular.

    Com a evoluo do quadro da acne surgem as leses inflamatrias como as ppulas

    e pstulas. A ppula ocorre quando os cidos graxos livres difundem-se pelo

    folculo pilossebceo e a inflamao gera uma ppula eritematosa que aumenta de

    volume, atingindo at 4 mm de tamanho, dolorida palpao e apresenta

    salincias rseas no-pustulosas. uma leso relativamente superficial, pois o incio

    do processo inflamatrio est prximo da superfcie da pele, podendo cicatrizar em

    alguns dias, normalmente sem deixar marcas (SOUZA; ANTUNES JUNIOR, 2006).

    Quando h evoluo da ppula surge a pstula. Esta leso apresenta uma elevao

    cutnea com bolses de pus, dor e coceira. So formadas mais profundamente na

    derme, com liberao de grande quantidade de material queratinoso para os tecidos

    adjacentes. A pele apresenta uma inflamao intensa, podendo manter-se por vrias

    semanas, evoluindo para o rompimento dessas leses, com formao de crostas e

    possveis cicatrizes (CERQUEIRA; AZEVEDO, 2009).

    Conseqente grande intensidade do processo inflamatrio torna-se aparente na

    pele os ndulos e cistos. Os ndulos so formaes slidas (composta por pus e

    sebo), esfricas, muito dolorosas, causadas por espessamento epidrmico,

    infiltrao inflamatria drmica ou do tecido subcutneo com reao intensa,

    atingindo a profundidade do folculo pilossebceo e rompendo a parede folicular, tem

    a cor vermelho-violcea e em geral deixam cicatrizes (BARROS, 2009).

    O resultado da drenagem da secreo no interior dos ndulos, composto de clulas

    epiteliais e pus, caracteriza-se como cistos, leses ainda mais profundas que os

    ndulos, extremamente dolorosas, inflamadas, pustulosas e de tamanhos variados.

    Essas leses se no tratadas, ou, tratadas inadequadamente podem resultar em

    cicatrizes (CERQUEIRA; AZEVEDO, 2009). Essas cicatrizes esto associadas a um

  • aumento ou diminuio do colgeno, da destruio do mesmo e dos tecidos

    elsticos subjacentes devido inflamao drmica (PLEWIG; KLIGMAN, 2000).

    Baseado nos tipos de leses e na quantidade das mesmas, presente na pele do

    portador de acne, pode-se classificar seu grau. Diversas leses compem o quadro

    clnico da acne vulgar, conforme anteriormente citado. Lacrimanti (2008) e Menezes

    e Bouzas (2009) defendem que a acne pode ser classificada em 4 graus:

    Grau I tambm chamada de comedognica no inflamatria, a forma mais

    leve de acne, caracterizada pela predominncia de comedes abertos e

    fechados.

    Grau II acne ppulo-pustulosa, nesse grau identificam-se alm dos

    comedes, leses inflamatrias como ppulas e pstulas de contedo

    purulento.

    Grau III acne inflamatria nodular e cstica quando se somam ndulos

    mais exuberantes, cistos, e intensa inflamao.

    Grau IV acne severa ou conglobata presena de cicatrizes profundas,

    severa reao inflamatria e leses anteriormente citadas. Podem existir

    casos com leses queloidianas, inestticas e permanentes.

    O conhecimento dessa classificao de extrema importncia para o profissional de

    esttica facial na definio dos princpios bsicos para o tratamento cosmtico da

    acne vulgar. Destaca-se que em casos mais graves fundamental que o profissional

    indique ao cliente portador de acne um mdico dermatologista.

    2.3 Princpios ativos utilizados no tratamento da acne

    Princpios ativos so substncias qumicas ou biolgicas (sintticas ou naturais) que

    atuam sobre as clulas teciduais. Enquanto o veculo responsvel pelo transporte,

    pela forma cosmtica e finalmente por garantir a melhor penetrao na pele. O PA

    em uma formulao pode ter efeito cosmtico e possuir propriedades

    antiinflamatrias, anti-spticas, cicatrizantes, hidratantes entre outros (GOMES;

    GABRIEL, 2006).

  • Os PA juntamente com as formas veiculares, segundo Borges (2006), precisam

    apresentar uma afinidade e uma estabilidade qumica, ou seja, quando um tomo

    consegue ter a estabilidade eletrnica de um gs nobre, que no se liga a nenhum

    outro elemento, pois, tem sua camada de valncia completa, o que lhes garante

    estabilidade, para garantir a eficcia do produto e o sucesso do tratamento.

    Partindo da idia de Ribeiro (2010), aconselhvel para uma pele acneica a

    incluso de PA que atuem em todas as fases da formao das leses e controlem

    as alteraes fisiopatolgicas da acne. O tratamento da acne deve ser ajustado

    individualmente, de acordo com as caractersticas da pele do acometido, para que

    se alcance o resultado desejado.

    2.4 Seqncia para elaborao de protocolos de tratamento da acne

    O atendimento ao cliente portador de acne exige cuidados especficos e o primeiro

    passo, de acordo com Oliveira e Perez (2008) preencher a ficha de avaliao, que

    tem por objetivos coletar informaes sobre a sade do cliente, seus hbitos de vida,

    bem como saber se o mesmo faz uso de cosmticos ou medicamentos, caracterizar

    seu biotipo cutneo e possveis contra-indicaes ao tratamento que ser proposto.

    A avaliao clinica dever ser a mais completa possvel, pois as informaes

    colhidas nesta entrevista possibilitaro que o profissional da esttica efetue o

    diagnstico do problema a tratar, em funo da alterao verificada e suas

    manifestaes bsicas, estabelecendo dessa forma um plano de tratamento

    personalizado a partir da seleo da teraputica adequada (SORIANO et al, 2002).

    Os princpios bsicos para montar um protocolo de tratamento da acne vulgar

    devem ser ajustados individualmente obedecendo alguns passos que sero

    destacadas a seguir.

    2.4.1 Higienizar

    A seqncia dos tratamentos estticos inicia com a aplicao do higienizante que

    devem atuar na superfcie para eliminar os produtos por arraste, mediante solues

    http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81tomo

  • que solubilizam os componentes aderidos, eliminar impurezas de origem externa,

    sem desengordurar excessivamente e sem alterar o pH cutneo. Utiliza-se

    tensoativos menos agressivos para a pele da face, evitando os sabonetes com pH

    muito alcalino. Quanto aos excipientes, necessrio evitar os corpos graxos

    comedognicos (leos minerais) (HERNANDEZ; MERCIER- FRESNEL, 1999).

    Aplica-se o higienizante com os dedos, em movimentos circulares, e retira-se com

    algodo embebido em gua, deslizando o algodo no sentido de baixo para cima

    (LACRIMANTI, 2008). Para Dal Gobbo (2010) a higienizao da face realizada

    com toques e movimentos suaves, sem frico para que no ocorra irritao.

    Os cosmticos higienizantes indicados para pele acneica devem possuir princpios

    ativos que atuem na hipersecreo sebcea, fator fundamental no desenvolvimento

    da acne, inibindo a secreo do sebo sem irritar a glndula consequentemente

    reduzindo a oleosidade. O valor do pH um fator a ser analisado, pois dependendo

    do tipo de higienizante, como exemplo o sabonete slido, que possui pH alcalino

    (9,0 -10,0) teoricamente altera-se o pH cutneo. J o sabonete lquido com pH cido

    (4,5 - 6,5), no altera o pH cutneo.

    Existe uma grande variedade de tensoativos, no quadro 1 apresentam-se alguns dos

    menos agressivos para a pele.

    Quadro 1 - Princpios ativos higienizantes

    CLASSE

    PROPRIEDADES ATIVOS COSMTICOS

    Higienizantes Devem atuar na superfcie para eliminar os produtos por arraste, mediante solues que solubilizam os componentes aderidos, eliminar impurezas de origem externa, sem desengordurar excessivamente e sem alterar o pH cutneo.

    Anfteros (Betanas de coco). No- Inicos, aquil poliglicosdeos, lauril poliglicosdeos.

    Fonte: Adaptado pelas autoras de Rebello (2005) e Fonseca; Prista (2000)

    Aps a higienizao, necessrio esfoliar a pele para refinar a camada crnea com

    o objetivo de reduzir a hiperqueratinizao e facilitar os procedimentos seguintes.

  • 2.4.2 Esfoliar

    Os esfoliantes cosmticos podem ser classificados em qumicos, fsicos/mecnicos e

    enzimticos. No entendimento de Ribeiro (2010) os produtos cosmticos esfoliantes

    atuam muito superficialmente, ou seja, na camada crnea sem atingir a epiderme e

    a derme.

    A esfoliao qumica consiste na aplicao de um ou mais agentes

    esfoliantes/queratolticos na pele, que podem ser substncias sintticas ou vegetais,

    geralmente cidos orgnicos. Dependendo do tipo de esfoliante qumico,

    concentrao do ativo e de seu pH, o procedimento pode deixar de ser muito

    superficial, que atinge apenas a camada crnea, e se tornar um peeling mdio ou

    profundo que pode atingir at a derme reticular (GOMES; GABRIEL, 2006).

    J a esfoliao fsica/mecnica utiliza substncias abrasivas para o refinamento da

    camada crnea. Age por atrito da ao mecnica provocada pela presso entre a

    pele e as mos. Neste caso o produto pode ser veiculado em creme, gel e gel-

    creme. Os esfoliantes que atuam nesse mecanismo podem ser naturais de origem

    vegetal, mineral, marinha, derivados orgnicos sintticos, formadores de filme e

    carboidratos (RIBEIRO, 2010; GOMES; GABRIEL, 2006). H ainda a esfoliao

    fsica/mecnica realizada por meio de equipamentos eletroterpicos.

    J a esfoliao enzimtica definida como uma esfoliao realizada pela ao de

    enzimas que hidrolisam protenas da camada crnea da pele (queratina), facilitando

    assim a remoo de camadas superficiais de cornecitos. As enzimas mais

    utilizadas so papanas, extrada do mamo, e a bromelina, extrada do abacaxi

    (RIBEIRO, 2010).

    Para cada grau de acne h indicaes especficas de esfoliao. Souza (2004),

    afirma que em casos de acne moderada a grave, deve-se evitar a esfoliao fsica

    para no agravar o quadro clnico, pois no ato da esfoliao pode ocorrer ruptura

    das ppulas e pstulas, havendo riscos de infectar glndulas sebceas e folculos

    no acometidos.

  • A seguir no quadro 2 apresentam-se os esfoliantes e sua propriedade e alguns

    ativos utilizados no tratamento da acne.

    Quadro 2 - Princpios ativos esfoliantes e queratolticos

    CLASSE PROPRIEDADE ATIVO COSMTICO

    Esfoliantes qumicos (queratolticos)

    Substncias capazes de desorganizar quimicamente a molcula de queratina, promovendo uma descamao das clulas epidrmicas por meio de ao qumica.

    Alfahidroxicidos (AHA): cido gliclico, cido mandlico, cido ltico, cido mlico. Betahidroxicidos (BHA): cido saliclico. Polihidroxicidos (PHA): gluconolactona e cido lactobinico.

    Esfoliantes fsicos/mecnicos

    Substncias que promovem uma leve descamao das clulas epidrmicas por meio componentes fsicos e com ao mecnica.

    Origem vegetal: p de semente de frutas (damasco, franboesa, amndoas, oliva, uva e guaran) Origem mineral: pedras pomes em p, quartzo em p, areia e argilas. Origem marinha: p de ostras, cloreto de sdio, algas diatomceas e madreprola. Derivados orgnicos sintticos: esferas de polietileno coloridas ou braas e granulo poliamida. Formadores de filme: lcool polivinlico e polivinilpirrolidana (PVP) Carboidratos: acar mascavo e acar cristal.

    Esfoliantes enzimticos

    Substncias que promovem uma leve descamao das clulas epidrmicas por meio de ao enzimtica.

    Bromelina (extrada do abacaxi); Papana (extrada do mamo).

    Fonte: Adaptado pelas autoras de Rebello (2005) e Fonseca; Prista (2000)

    2.4.3 Emolincia

    Se o objetivo do procedimento fazer uma higienizao com retirada de comedes,

    aplica-se em seguida o emoliente, que em cosmetologia, so substncias alcalinas.

    O princpio ativo mais utilizado a trietanolamina, que descontrae, amolece e

    suaviza a camada superficial da epiderme (crnea), dilatando os poros e facilitando

    o processo de extrao, porm, podem ser associados outros emolientes como aloe

    vera, macadmia, calndula e extrato de camomila, com o intuito de diminuir a

    agresso pele. (BARATA,1995).

    Os cremes amolecedores ou a loo emoliente pode ser associado ao vapor de

    oznio, e/ou filme osmtico por aproximadamente 15 minutos (DAL GOBBO, 2010;

    LACRIMANTI, 2008).

  • Vale lembrar que a emolincia e extrao so etapas que podem ser necessrias ou

    no, depende de que forma a pele do cliente se apresenta.

    2.4.4 Extrao

    Aps a emolincia inicia-se o processo de extrao mecnica das leses,

    procedimento este exclusivo do profissional de esttica. Para cada tipo de leso h

    uma tcnica adequada. A extrao manual indicada para microcomedes e

    comedes abertos. O extrator s indicado em locais de difcil realizao de

    manobra manual.

    Para facilitar a retirada do contedo dos comedes fechados (massa

    esbranquiada), indicado o uso da agulha de insulina de forma superficial,

    somente para facilitar a retirada do contedo slido, impedindo desta forma, a

    evoluo para uma leso inflamatria (CERQUEIRA; AZEVEDO, 2009).

    Em casos de pstulas aconselhado exercer uma leve presso sobre o local,

    drenando o contedo purulento, facilitando o esvaziamento da leso. As leses

    internas como a ppula, ndulo e o cisto no deve ser manipuladas.

    importante frisar que aps a utilizao da agulha, esta deve ser descartada no

    coletor de perfuro-cortante evitando contgio. Incio et al (2010) ressaltam que os

    procedimentos de esttica facial devem ser executado por profissionais qualificados,

    seguindo as normas de Biossegurana, afim de minimizar os riscos biolgicos

    provenientes desta atividade.

    2.4.5 Equilbrio do pH cutneo

    A etapa seguinte compreende o equilbrio do pH da pele, o qual foi alterado pelo uso

    da substncia amolecedora e dos outros cosmticos. O produto cosmtico que tem

    essa capacidade o tnico, que alm de equilibrar o pH, complementa a limpeza e

    retira os ltimos vestgios de impurezas da pele. Conhecer o pH dos produtos a

    serem utilizados de extrema importncia, pois a partir da obteno dessa

    informao que poder ser feita a escolha apropriada do produto a ser utilizado,

  • assim variando de acordo com a funo e utilizao de cada cosmtico

    (GROSSKOPF; ALBRECHT, 2009 apud NOVICKI; SOUZA, 2009).

    Esse produto cosmtico veiculado em forma de tnicos deve promover a sensao

    de frescor e bem-estar, sem irritar a pele, nem sensibiliz-la. A propsito, importa

    salientar que a literatura no relata qual o pH ideal para os produtos cosmticos

    destinados tonificao (BOMBASSARO; FERNANDES, 2009), em contrapartida os

    autores descrevem que a maioria dos produtos cosmticos deve ter como pH ideal o

    mais prximo ao da pele, para que no ocorram modificaes nos mecanismos de

    defesa (KADUNC, 2009; REBELLO, 2005; GOMES, 2006; PERIOTO 2008).

    Nem todos os tipos de pele apresentam as mesmas caractersticas, motivo pelo qual

    a composio dos tnicos faciais se adapta variabilidade do substrato sobre os

    quais vai ser aplicado, o que inclui diferentes substncias em funo do tipo de pele

    a que se destinam. Dependendo dos constituintes poder ter funes especficas

    como hidratantes, adstringentes, calmantes, anti-spticos entre outros, depende dos

    princpios ativos que os compe (LACRIMANTI, 2008).

    Perioto (2008) afirma ainda que o tnico pode apresentar diversas atividades, que

    dependente de sua composio, geralmente so substncias aquosas ou

    hidroalcolicas que podem apresentar umectantes como os glicis (propilenoglicol,

    glicerina, butilenoglicol, sorbitol).

    Hernandez e Mercier-Fresnel (1999), afirmam que a loo equilibradora de pH tem

    por funo normalizar a secreo do sebo (tnicos adstringentes), equilibrar a flora

    microbiana cutnea e ajudar a contrao normal do stio folicular.

    A seguir no quadro 3 apresentem-se a classe, propriedade e ativos cosmticos

    encontrados nas formulaes de tnicos faciais

  • Quadro 3 - Princpios ativos reequilibradores de pH

    Classe Propriedade Ativo cosmtico

    Adstringente Substncias capazes de contrair, estreitar e apertaros tecidos orgnicosdiminuindo assim as secrees da glndula.

    Hortel pimenta, almen de potsseo, extrato de hamamelis, sulfatp de zinco,

    Hidratante Os PA hidratantes cumprem a funo de indutores no processo de reposio da gua. Destinam-se a diminuir a perda de gua transepidrmica deixando a pele macia, suave e com aparncia mais saudvel.

    Extrato de amora, manteiga de karit, uria, sorbitol, alantona, lactato de sdio.

    Calmante Tem por finalidade eliminar, ou pelo menos atenuar, o estado inflamatrio da pele, diminuir o eritema, devido a vasoconstrio e pela desidratao dos tecidos edemasiados.

    Azuleno, extrato de camomila, , leo essencial de lavanda.

    Refrescante Retirar o calor da pele e promover refrescncia. Extrato de aloe vera, alecrim, extrato de mentol.

    Fonte: Adaptado pelas autoras de Rebello (2005) e Fonseca; Prista (2000)

    2.4.6 Tratamento

    Os PA utilizados nessa etapa tero uma funo especfica e muito importante. Neste

    momento a apresentao do cosmtico mais utilizado em forma de mscara, que

    atuar na pele por um bom tempo e facilitar a permeao.

    As mscaras faciais segundo Zague, Velasco e Baby (2008), so definidas como

    formulaes cosmticas, destinadas a aplicao na face, em camada mais ou

    menos espessa, por perodo de tempo determinado, podendo variar de 10 a 30

    minutos, dependendo da composio qumica e as aes pretendidas.

    Os autores supracitados ainda afirmam que segundo a legislao brasileira,

    mscaras faciais so enquadradas na categoria de produtos cosmticos destinados

    a limpar, amaciar, estimular ou refrescar a pele, constitudas essencialmente de

    substncias coloidais ou argilosas que, aplicadas sobre o rosto, devem sofrer

    endurecimento para posterior remoo.

  • Para Ribeiro (2010), as mscaras adstringentes e redutoras de oleosidade so

    substncias que, temporariamente obstruem os poros e stios, reduzindo a

    produo exacerbada de sebo na pele.

    Na finalizao do procedimento para pele acneica, sero selecionadas mscaras

    especficas para acne no inflamatria e acne inflamatria, as mscaras mais

    utilizadas so as que contem princpios ativos cicatrizantes, antiinflamatrios,

    descongestionantes, anti-spticos, adstringentes, anti-seborricos, absorventes e/ou

    adsorventes.

    A seguir no quadro 4 os princpios ativos utilizados para o tratamento da acne.

    Quadro 4 - Princpios ativos utilizados para tratamento

    CLASSE

    PROPRIEDADES ATIVOS COSMTICOS

    Cicatrizantes Regeneradores do epitlio

    Alantona, Aloe Vera, Prpolis, Calndula.

    Antiinflamatrios e descongestionantes

    Tem por finalidade eliminar, ou pelo menos atenuar, o estado inflamatrio da pele, diminuir o eritema, devido a vasoconstrio e pela desidratao dos tecidos edemasiados.

    Alfa-bisabolol, azuleno, bardana, camomila

    Anti-spticos

    So formulaes destinadas a promover a assepsia da pele encontrando aplicao principalmente em peles acneicas.

    Ch verde, hortel e prpolis.

    Adstringentes So substancias capazes de contrair, estreitar e apertar os tecidos orgnicos, formando assim uma capa protetora de protena na pele. Inibindo o proliferamento de microorganismos na superfcie da pele.

    Taninos (hamamlis, gernio,alecrim). leo de melaleuca, sopholiance.Alume, xido de zinco

    Anti-seborricos, absorventes e adsorvedoras

    Remove pelas propriedades de adsoro e absoro a oleosidade excessiva. Geralmente so utilizados sob a forma de mscaras

    Tiolisina, Silicato de alumnio, Enxofre, Sebonormine. Kaolin, Argila, Bentonita,

    Fonte: Adaptado pelas autoras de Rebello (2005) e Fonseca; Prista (2000)

    As mscaras com propriedades hidratantes segundo Ribeiro (2010) tm por funo

    repor pele substncias fundamentais para manter a gua na camada crnea.

    Podem ser aditivas com substncias hidratantes ativas e/ou umectantes.

    Conforme o tratamento da acne for evoluindo, poder ser necessria a utilizao

    dessas mscaras. Lembrando que devero estar veiculadas em bases no oleosas.

  • 2.4.7 Finalizao

    A escolha do produto cosmtico finalizador depender de como a pele se apresenta

    no momento, sendo que este dever ser escolhido de forma correta para evitar

    reaes adversas, pois este produto permanecer na pele do cliente.

    H uma variedade de produtos cosmticos destinados a finalizao do procedimento

    de tratamento da acne, entre eles pode-se citar os que possuem propriedades

    secativas, cicatrizantes que complementaro o tratamento.

    Aps a aplicao do cosmtico finalizador, h sempre a necessidade do uso de

    protetor solar. Essas formulaes so usadas topicamente para proteger a pele,

    evitando ou retardando os efeitos nocivos do sol.

    No mercado cosmtico os protetores solares indicados para pele acneica so

    veiculados na forma de gis, loes livres de leo, solues contendo filtros solares

    que conferem proteo dos raios Ultravioleta A e B (LEONARDI, 2008).

    Leonardi (2008) orienta que o portador de acne reduza sua exposio s radiaes

    solares, pois essa em excesso causa um espessamento da camada crnea

    facilitando a obstruo do folculo pilosebceo, contribuindo assim, para o

    agravamento da acne.

    H a necessidade de conscientizar o cliente sobre a importncia de seu

    comprometimento ao tratamento e a utilizao de cosmticos diariamente (home

    care) para se obter um resultado satisfatrio.

    3 METODOLOGIA

    Esta pesquisa caracterizou-se como bibliogrfica do tipo descritiva e explicativa, com

    abordagem qualitativa. Uma pesquisa bibliogrfica segundo Gil (1991) elaborada a

    partir de referncias tericas j publicadas, artigos cientficos e sites a base de

    dados, j a pesquisa descritiva explicativa, segundo Cervo; Bervian (1996) observa,

    analisa, registra e correlaciona os fatos sem manipul-los.

  • Para Denzin e Lincoln (2006) a pesquisa qualitativa em si mesma, um campo de

    investigao. Ela envolve o estudo do uso e a coleta de uma variedade de materiais,

    experincia pessoal e introspeco.

    O presente estudo teve como objetivo destacar os princpios bsicos para o

    tratamento cosmtico da acne vulgar numa perspectiva direcionada aos profissionais

    da esttica facial, facilitando desta forma a elaborao e aplicao de protocolos

    para o tratamento da acne, explicando sua etiologia com base em livros e artigos

    cientficos, relacionando sua evoluo, para assim, identificar o tratamento mais

    adequado a cada cliente, auxiliando no atendimento do profissional de Esttica e

    suprindo a necessidade de material informativo no mercado de trabalho.

    4 CONSIDERAES FINAIS

    Considerando o levantamento bibliogrfico feito neste estudo pode-se constatar que

    a acne considerada uma dermatose que afeta principalmente os adolescentes pela

    alterao hormonal que ocorre nesse perodo da vida, levando ao surgimento de

    leses de acne na pele do portador. Essas alteraes causam impacto expressivo

    na qualidade de vida dos adolescentes, com isso comum a procura por

    tratamentos estticos.

    Para que o profissional de esttica facial possa montar um protocolo personalizado

    para o tratamento da acne preciso conhecer e identificar os tipos de leses

    presentes na pele do portador e a fase do desenvolvimento da mesma para que a

    partir dessas informaes, faa a escolha de princpios ativos indicados no controle

    dessas alteraes.

    Os princpios bsicos que compreendem o tratamento cosmtico da acne vulgar,

    numa perspectiva direcionada aos profissionais da esttica facial, tem por base a

    seqncia que inicia com a higienizao, em seguida a esfoliao, uso do tnico

    para equilibrar o pH, das mscaras de tratamento e para finalizar o procedimento,

    indicado o uso de produtos escolhidos a partir de como a pele se apresenta no

    momento e quais suas necessidades.

  • Com relao a esta patologia, o profissional de esttica facial dever orientar o

    cliente para a utilizao diria de produtos cosmticos adequados e especficos para

    cada uma das manifestaes apresentadas, sendo ele o responsvel por esta

    indicao.

    importante salientar ainda que, com base nos estudos realizados, em alguns

    casos o uso de teraputica medica necessrio, visto a gravidade das leses,

    nesse sentido o profissional deve ficar atento para indicar ao seu cliente a procura

    de um mdico dermatologista para acompanhamento.

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