Página miúdos educação especial 130610

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<ul><li><p>midos</p><p>Texto Rita Pimenta </p><p>Tm mais dificuldades de aprendizagem e de socializao do que as outras crianas. Por isso precisam de uma ateno diferente e de uma educao especial. Em casa e na escola.</p><p>Ningum se desenvolve exactamente como aparece nos livros. Por isso, quando </p><p>um adulto se apercebe de que uma criana no se enquadra numa ou noutra estimativa padronizada, no deve concluir imediatamente que esse factor por si s representa algum tipo de perturbao de desenvolvimento. Mas deve ficar alerta, observar com ateno o comportamento do mido e at tirar algumas notas. Se verificar que h repetio prolongada, informe o mdico de famlia, pea ajuda e aceite a criana como ela . So sugestes do terapeuta de psicomotricidade Francisco Lontro.</p><p>Como que se pode detectar precocemente que se est perante uma criana diferente e que esta vai precisar de uma ateno especial? Os pais </p><p>desde muito cedo percebem que se passa qualquer coisa. Mas pensam: Se calhar no nada. Eu no quero que seja nada Quero que o meu filho seja perfeitinho, muito feliz, que tenha tudo de bom na vida e s vezes o sinal recusado. </p><p>Medos e dvidasA ansiedade prpria de quem tem um beb, com muitas dvidas e medos, levam o terapeuta, ex-professor universitrio, a dizer nas conferncias em que participa: O primeiro aspecto a ter em conta o corao dos pais. O primeiro sinal o mais difcil de expressar porque mexe com as ansiedades e com as dvidas.</p><p>Mas imperioso estar atento desde os primeiros dias. Nos casos de surdez, por exemplo, que forem detectados at aos seis meses de idade e imediatamente intervencionados, a criana ir ter oralidade. Ou seja, poder </p><p>comunicar com a voz. Quem fala agora Ana Pereira, docente de Educao Especial, com formao em comunicao, linguagem e deficincias auditivas. H pais que acham normal que as crianas no reajam a um som que possam emitir e no vo ligando. Ou no querem ligar. Quando vo fazer o rastreio, j tarde.</p><p>Iniciar a aprendizagem da linguagem gestual bastante cedo tambm ir facilitar o percurso escolar. Tenho ex-alunos que esto agora no 12. ano e tm ptimos resultados. Estes meninos s tm a falta do sentido de audio. No h problemas cognitivos, motores ou outros. Nenhum repetiu um ano, apesar de a partir do 10. ano terem deixado de ter apoio. Aqui [em Setbal] mais ningum tem esta especialidade. </p><p>Como se pode definir ento uma criana com necessidades educativas especiais? uma </p><p>Crianas especiais, educao especial</p><p>c</p><p>MIC</p><p>HA</p><p>EL</p><p> PO</p><p>LE</p><p>/CO</p><p>RB</p><p>IS/V</p><p>MI</p></li><li><p>midos</p><p>um saco muito grande. Cabe l o dfice de ateno, a depresso infantil e perturbaes de vinculao (desorganizao familiar). </p><p>O autismo, assim como a sndrome de Asperger so alguns dos problemas que por vezes so acompanhados de dfice na coordenao motora ou na comunicao, mas em termos cognitivos as crianas podem ter uma inteligncia normal ou acima da mdia dirigida para assuntos especficos. Ser extraordinariamente competentes numas reas, mas ter grandes lacunas noutros sectores do conhecimento. Midos com hiperactividade e dfice de ateno tm tendencialmente uma inteligncia normal, mas a aprendizagem ressente-se devido aos outros problemas, da a necessidade de diferentes ritmos e adaptaes. </p><p>Incluso com sucessoOs jogos so uma boa via para trabalhar com estes midos. A brincadeira associada ao jogo uma maneira fcil de de promover processos de interaco e desenvolvimento.Numa das turmas a que Ana </p><p>especial. Embora pretendendo ser uma linguagem unificada, perceptvel em qualquer parte do mundo, na definio de parmetros para a sade e para a educao, no de aceitao pacfica. Um relatrio divulgado no final da semana passada pelo Instituto de Educao da Universidade do Minho dava conta disso mesmo.</p><p>Formar docentes e mdicosEm Portugal, houve pouca formao da classe docente em CIF. Tambm os profissionais da sade, principalmente os que esto em hospitais e centros, deveriam ter sido formados nesta classificao universal. Eles tm de certificar a diferena que a criana tem e no o sabem fazer, diz a professora. </p><p>Francisco Lontro divide os casos que necessitam de ajuda em comportamentais e de aprendizagem. Nos primeiros, entra a hiperactividade: Comea a ser preocupante quando o mido no consegue prestar ateno a nada, quando reage impulsivamente a qualquer coisa que lhe peam ou tem grande incapacidade de atrasar a recompensa. Mas lembra que a hiperactividade </p><p>pergunta cada vez mais difcil de responder, sobretudo com a mudana de paradigma e da lei. As necessidades educativas especiais definem-se dentro do percurso que seria esperado de uma criana no ensino regular. Acontece quando a resposta da criana no se adequa a determinado nvel de competncias, diz Francisco Lontro.</p><p>So crianas que no podem utilizar todos os sentidos da mesma forma que ns, os ditos normais. Mas no quer dizer que no consigam atingir os mesmos objectivos, desde que trabalhados e bem acompanhados, que a maioria das outras crianas. S que a outro ritmo, responde Ana Pereira, que trabalha com midos h mais de 30 anos. Uma criana numa cadeira de rodas tambm se enquadra aqui porque tem problemas de mobilidade, mas pode no ter qualquer outro problema. </p><p>A Classificao Internacional de Funcionalidade (CIF), adoptada pela Organizao Mundial de Sade, foi criada por Rune J. Simeonsson e permite avaliar se as crianas necessitam de educao </p><p>Bubber para moldar Facilita os movimentos e nunca seca. De utilizao recreativa e teraputica. 9,5</p><p>Oops Para crianas com limitaes motoras. Exercita o planeamento e a estratgia. 50,75</p><p>Loto de imagens e palavras Desenvolvimento da linguagem, leitura e escrita. Pode ser jogado at 12 crianas ao mesmo tempo. 27,50</p><p>Memolo Jogo de memria e raciocnio. Desenvolve a concentrao. 60,75</p><p>Ovos mexidos Desenvolve a ateno e coordenao motora. De dois a quatro jgadores. 29,45</p><p>Todos os brinquedos em: www.pimpumplay.pt</p><p>Pereira d apoio (8. A, na Escola Bsica 2/3 de Aranguez, Setbal), h uma criana surda, um aluno com muito baixa viso, uma criana com trissomia 18 e outra com esquizofrenia e crises psicticas. Por norma, s est na sala um professor de Educao Especial, independentemente da especialidade. No era possvel nem desejvel ter um professor por cada tipo de problema (seria demasiada gente e perturbao) nem concentrar os problemas do mesmo tipo na mesma turma ( juntar todos os invisuais, por exemplo), diz a professora. </p><p>E este um bom exemplo de incluso. Esta turma exemplar at em termos de comportamento. H preocupao com os colegas. E os professores colaboram a 100 por cento. Funcionamos como par pedaggico. O mesmo acontece com o 9.A e o 6.C. Mas, conta Ana Pereira, h professores que no autorizam que os colegas da Educao Especial ajudem os alunos durantes as suas aulas. Nesses casos, no podendo fazer o meu trabalho, saio da sala. a</p><p> rpimenta@publico.pt</p></li></ul>

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