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MEMORIAL DESCRITIVO OBRA: PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA E DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS LOCAL: DIVERSAS RUAS DA CIDADE DE AQUIDAUANA/MS. DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS 1. ELABORAÇÃO 2.1. A elaboração do projeto foi baseada nas seguintes informações: 2. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO 3.1. Topografia Executou-se levantamento planialtimétrico de toda a área do projeto, O serviço de campo abrangeu todas as ruas do bairro, possibilitando o mapeamento completo e conseqüentemente a direção do escoamento natural das águas pluviais. 3.2. Pluviometria As observações pluviométricas dos postos existentes evidenciaram uma relativa homogeneidade de valores, podendo-se notar que a distribuição das precipitações não é uniforme ao longo do ano, apresentando maiores alturas na primavera e verão, e menor no outono e inverno. As médias anuais das precipitações e do número de dias chuvosos encontrados para a região, com base na monografia de Schettini, são de 1.368,8 mm e 81dias, respectivamente. Sendo dezembro, janeiro e fevereiro o trimestre mais chuvoso, e junho, julho e agosto, o mais seco. a) Planta altimétrica com curvas de nível; b) Traçado viário da área a ser drenada; c) Boletim agrometereológico da região. I = 1.228,72 Tr°>161 + (t + 11)0.803 Onde: I = intensidade pluviométrica, em mm/h; Tr = tempo de recorrência, em anos; (5 anos) t = tempo de concentração, em minutos. (40 minutos)

Author: vucong

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  • MEMORIAL DESCRITIVO

    OBRA: PAVIMENTAO ASFLTICA E DRENAGEM DE GUAS PLUVIAIS LOCAL: DIVERSAS RUAS DA CIDADE DE AQUIDAUANA/MS.

    DRENAGEM DE GUAS PLUVIAIS

    1. ELABORAO

    2.1. A elaborao do projeto foi baseada nas seguintes informaes:

    2. CRITRIOS DE DIMENSIONAMENTO

    3.1. Topografia

    Executou-se levantamento planialtimtrico de toda a rea do projeto, O servio de campo abrangeu todas as ruas do bairro, possibilitando o mapeamento completo e conseqentemente a direo do escoamento natural das guas pluviais.

    3.2. Pluviometria

    As observaes pluviomtricas dos postos existentes evidenciaram uma relativa homogeneidade de valores, podendo-se notar que a distribuio das precipitaes no uniforme ao longo do ano, apresentando maiores alturas na primavera e vero, e menor no outono e inverno. As mdias anuais das precipitaes e do nmero de dias chuvosos encontrados para a regio, com base na monografia de Schettini, so de 1.368,8 mm e 81dias, respectivamente. Sendo dezembro, janeiro e fevereiro o trimestre mais chuvoso, e junho, julho e agosto, o mais seco.

    a) Planta altimtrica com curvas de nvel;b) Traado virio da rea a ser drenada;c) Boletim agrometereolgico da regio.

    I = 1.228,72 Tr>161 + (t + 11)0.803

    Onde:I = intensidade pluviomtrica, em mm/h;Tr = tempo de recorrncia, em anos; (5 anos) t = tempo de concentrao, em minutos. (40 minutos)

  • 4. DIM ENSIONAM ENTO DAS ESTRUTURAS DE DRENAGEM

    Tempo de percurso / Tempo de concentrao

    tp = (e (v . 60 + t

    Onde:tp = tempo de percurso, em minutos; e = extenso do trecho, em metros; t = tempo de concentrao, em minutos; v = velocidade, em m/s;

    Intensidade pluviomtrica

    I = 1.228,72 Tr>161 * (t + II)0803

    Onde:I = intensidade pluviomtrica, em mm/h;Tr = tempo de recorrncia, em anos; t = tempo de concentrao, em minutos.

    Coeficiente de distribuio

    N = A"0178

    Onde:N = coeficiente de distribuio (critrio de Burkli-Ziegler); A = rea da bacia, em ha;

    Coeficiente de deflvio

    f = m x (I x t )^ 3

    Onde:f = coeficiente de deflvio (critrio de Fantol); m = fator em funo do coeficiente de impermeabilidade;I = intensidade pluviomtrica, em mm/h; t = tempo de concentrao, em minutos;

    Deflvio local

    Q = 2,778 x N x A x f x I Onde:Q = deflvio local, em 1/s;N = coeficiente de distribuio (critrio de Burkli-Ziegler); A = rea da bacia, em ha; f = coeficiente de deflvio (critrio de Fantoli);1 = intensidade pluviomtrica, em mm/h;

    Vazo a escoar

    Ve = Ve + Q Onde:Ve = Vazo a escoar, em 1/s;Q = deflvio local, em 1/s;

  • Velocidade

    V = Q x A Onde:V = velosidade, em m/s;A = rea molhada, em m2;Q = vazo, em m3/s;

    4.1. Tempo de ConcentraoAdotou-se tempo de concentrao na primeira captao de 23,17 minutos

    adicionando-se aos tempos de percurso no interior das galerias.

    4.2. Coeficiente de Escoamento Superficial

    Adotou-se o critrio de Fantolli

    /= m x (i x t) 1/3sendo:m = 0,043 - zona urbana medianamente urbanizada i - mm/h t = min.

    4.3. Vazo do Projeto

    Para a avaliao das descargas adotou-se a metodologia j consagrada e exposta pelo Eng Ulisses M. A. de Alcntara, na separata da SURSAN, do antigo Estado da Guanabara.

    O clculo das vazes de contribuio foi efetuado pelo mtodo racional, levando-se em considerao os diversos parmetros regionais j definidos nos Estudos Hidrolgicos. A frmula adotada foi:

    Q = 2,778 x N x A x f x IOnde:Q = deflvio local, em 1/s;N = coeficiente de distribuio (critrio de Burkli-Ziegler);A = rea da bacia, em ha; f = coeficiente de deflvio (critrio de Fantoli);I = intensidade pluviomtrica, em mm/h;

    Os valores do RUN OFF correspondem ao tipo de terreno ao qual ser considerado segundo caractersticas da regio da bacia, conforme relacionado na tabela:

    Valor de RUN OFF Utilizao0,80 Zona central da cidade0,60 Zona residencial urbana0,40 Zona suburbana0,25 Zona rural

    Mediante os fatores de impermeabilidade, os valores de m foram determinados por Fantoli, como se segue:

  • Valor de RUN OFF Valores de m0,80 0,0530,60 0,0430,40 0,0290,25 0,018

    4.4. Frm ula adotada para dimensionamento das GaleriasA metodologia a seguir apresentada foi empregada para a determinao da seo de vazo das galenas de guas pluviais, associando a formulao de Manning com a Equao da Continuidade, como segue:

    V = (1-En) x R2/3 x i1/2

    Q = V x A

    Onde:V = Velocidade mdia do escoamento, em m/s;Q = Capacidade de vazo, em m3/s;n = Coeficiente de rugosidade, sendo 0,015 para concreto e 0,022 para metlico;A = rea molhada, em m2; i = Gradiente hidrulico, em m/m;R = Raio hidrulico = A-^P;P - Permetro molhado, em m.

    Adotou-se como limites para o dimensionamento a velocidade mdia de escoamento de5,00m/s.

    4.5. Sarjetas

    O clculo da capacidade de escoamento das sarjetas foi estabelecido utilizando-se a frmula de Izzard que traduz a expresso de Manning Strickler:

    0,375 x Y0S/I x Z x I1'2Q = .............................................................

    nsendo:Yo = altura da lmina mxima de inundao em m Z = inverso de declividade transversal I = declividade longitudinal em m/m n = rugosidade do pavimento, adotado em 0,016 Q = vazo em m3/s

    Foi adotado, para efeito de dimensionamento, uma rua de seco transversal tipo, com largura de 10,00 m para as ruas, com declividade transversal de 2% (dois por cento).

    4.6. Bocas de Lobo Simples

    Foi adotada uma capacidade de engolimento mdio de 110 1/s.

  • 4.7. Tubos de Ligao

    Adotou-se o dimetro de 40 cm, conforme baco da publicao Drenagem Urbana da CETESB. O tubo opera com controle de entrada e regime livre, com declividade de 2% (dois por cento) produzindo carga hidrulica mxima de 60cm para a condio mais desfavorvel.

    5. EXECUO DOS SERVIOS

    5.1. Discriminao

    Obra de drenagem de guas pluviais em diversas ruas da cidade da cidade.

    5.2. Servios Gerais

    5.2.1. Limpeza da O bra

    A empreiteira dever manter o local da obra limpo e desimpedido de entulhos durante a execuo dos servios e entregar a obra em perfeitas condies de utilizao e limpeza, sem qualquer nus adicional para a contratante.

    5.2.2. M ateriais e Equipam entos

    Todos os materiais e utilidades empregados na execuo dos servios devero ser de qualidade comprovada e estar em perfeito estado de funcionamento, reservando-se fiscalizao o direito de recusar aqueles que julgar de qualidade inferior, correndo por conta da empreiteira a devida substituio, sem qualquer nus adicional.

    5.2.3. Caminhos de Servio

    A empreiteira dever providenciar os desvios de ruas e acessos s moradias, que se fizerem necessrios e mant-los durante o tempo de execuo da obra.

    5.2.4. Sinalizao da O bra

    A empreiteira dever providenciar a sinalizao da obra durante a construo, assegurando proteo total aos trabalhadores e usurios do local de sua instalao e manuteno cabero empreiteira.

    5.2.5. Reconstituio dos Servios Demolidos

    A reconstituio dos eventuais, particulares e pblicos, demolidos por necessidade durante o decorrer dos servios sero pagos pelo preo de mo-de-obra, equipamentos e materiais usados, propostos pela empreiteira na planilha de preos.

    5.3. Escavaes Mecnicas

    5.3.1. Galerias

  • A escavao das valas para a execuo das galerias obedecer s dimenses, cotas, declividades e localizaes indicadas em projeto. A escavao dever ser executada em vala retangular, considerada sem talude.

    O material resultante da escavao ser depositado lateralmente, ao longo da vala, caso seja apropriado para o reaterro da mesma. Caso o material no seja considerado de Ia categoria, dever ser removido para fora da faixa e no reaterro ser utilizado material importado.

    5.3.2. Medio e Pagamento

    A medio ser feita em metros cbicos de vala aberta, conforme o item acima. O pagamento ser feito pelos preos unitrios contratados, constantes das planilhas de preos, por metro cbico escavado, aceito e medido como indicado no pargrafo anterior.

    5.4. R eaterro das Valas

    5.4.1. M aterial

    Para o reaterro das valas ser utilizado o prprio material da escavao, se o mesmo for de primeira categoria. Mediante solicitao da fiscalizao ser utilizado material importado, em substituio ou complementao do aterro a ser executado,

    5.4.2. Execuo

    Dever ser compactado em camadas sucessivas de 10 cm, utilizando compactador de placa vibratrias. O material dever estar na umidade tima necessria para adensamento do aterro.

    5.4.3. Medio e PagamentoSer feita em metros cbicos de material utilizado. O volume medido ser a diferena

    entre o volume escavado e o volume ocupado pela galeria.O pagamento ser feito pelo preo unitrio constante da planilha de preos.

    5.5. Galerias

    5.5.1. M aterial

    Sero utilizados tubos de concreto.Os tubos de dimetro igual a 0,40 m sero do tipo Cl e os demais do tipo CA 1.Os tubos sero rejuntados com argamassa de cimento e areia grossa no trao 1:3, interna

    e extemamente.

    5.5.2. Assentamento

    Ser assentado em cotas e alinhamentos indicados pelo projeto, sobre base de terreno natural, fortemente apiloada.

  • 5.5.3. Medio e Pagam ento

    Os tubos sero medidos pelo seu comprimento efetivo em metros lineares e pagos pelo preo unitrio contratual.

    5.6. Poos de Visita, Bocas de Lobo.

    5.6.1. M aterial

    5.6. .I . Cimento

    Ser usado o Portland comum, devendo satisfazer a E.B. 1 e E.B. 208 da ABNT.

    5.6.1.2. Agregado mido e areia natural Q uartzona

    Ser usado o de dimetro mximo igual a 4,8 mm. Dever ser limpo e isento de substncias estranhas, obedecendo as ES - M - 02.

    5.6.1.3. Agregado grado

    Constitudo de pedra britada de dimetro mximo superior a 4,8 mm e inferior a 19 mm, isento de partculas estranhas e obedecendo a ES - M - 01.

    5.6.1.4. Tijolo

    Do tipo macio e devero ser fabricados em argila comum e submetidos a temperatura adequada, formando um produto resistente, macio e de forma uniforme.

    5.6.1.5. Ao

    A qualidade a empregar ser a especificada no projeto e dever atender as prescries da EB-3-65 e EB-3A-65.

    5.6.1.6. gua

    Dever ser lmpida e isenta de impurezas.

    5.6.1.7. Frmas

    Para e execuo das bocas de bueiro em concreto armado sero utilizadas chapas de madeira compensada, plastificada e espessura de 20 mm.

    5.6.2. Execuo dos Servios

  • 5.6.2.I. Concreto E stru tu ral

    Ser executado nos traos adequados com o consumo de cimento de 330 Kg/m3, obedecendo a NB-1 da ABNT.

    5.6.2.2. Alvenaria

    Ser de uma vez, em tijolos macios assentados em argamassa de cimento e areia grossa, no trao 1:3, revestidos intemamente com argamassa de cimento e areia grossa, no trao 1:3, na espessura de 2,00 cm.

    5.6.2.3. Frm as

    Devero ser constitudas de forma que o concreto tenha as formas e dimenses do projeto, apresentando superfcie lisa e uniforme.

    5.6.2.4. A rm aduras

    O corte e dobramento das barras de ao devem ser executados a frio, de acordo com os detalhes do projeto estrutural. Devero ser colocados nos locais e nas posies indicadas no projeto.

    S.6.3.6. Medio e Pagamento

    Sero medidas por unidade acabada, pelo preo contratual, constante na planilha, determinadas pela fiscalizao.

    MEMORIAL DESCRITIVO PAVIMENTAO ASFLTICA

    1. NORMAS GERAIS DE TRABALHO

    l.L G eneralidades

    Estas normas so uma coletnea de procedimentos a que o construtor dever se ater durante a execuo da obra, cujos os custos de sua realizao j estaro na maioria dos casos diludos nos preos dos diversos itens de servios listados na planilha de quantitativos.

    1.2. Limpeza da O bra

  • Cabe ao construtor manter o local da obra em estado de limpeza durante a execuo dos diversos servios, e entregar a obra em perfeitas condies de limpeza, sem qualquer nus adicional para a Contratante.

    Os transportes de entulhos resultantes de demolies e de outras causas, sero efetuados o mais freqente possvel, de maneira a manter a obra em condies satisfatria de trabalho, organizao e limpeza, sem nus para a Contratante.

    1.3. M ateriais e Equipam ento

    Todos os materiais empregados devero ser de qualidade comprovada. A fiscalizao reserva-se o direito de recusar o equipamento que julgar de qualidade inferior, correndo por conta do construtor a substituio, sem qualquer nus adicional.

    1.4. Caminhos de Servio

    Os caminhos de servio necessrio ao deslocamento de mquinas at os pontos de abastecimento de materiais sero mantidos por conta do construtor, bem como todos os desvios das ruas e acesso as moradias que se fizerem necessrios.

    1.5. Sinalizao da O bra

    A sinalizao da obra, durante a construo dever assegurar a proteo total dos trabalhadores e usurios do local, e os custos de sua instalao e manuteno cabero ao construtor. Esta sinalizao dever ser aprovada pela fiscalizao anteriormente a execuo dos servios que interferiram com propriedades particulares e pblicas em utilizao.

    1.6. Danos a Propriedade

    Todos os danos, porventura provocados em propriedades particulares ou pblicas correro a conta exclusiva do construtor.

    1.7. Relacionamento com Concessionrios

    O construtor se obriga, anteriormente as operaes de remanejamento de utilidades pblicas, a solicitar autorizao as concessionrias respectivas, apresentando os croquis e projetos explanando o citado remanejamento, que s poder ser feito sem prejuzo do atendimento Pblico de acordo com as instrues da concessionria ou ento diretamente pela concessionria, correndo neste caso, os custos por conta da Contratante.

    1.8. Constituio dos Servios Particulares e Pblicos Demolidos por necessidade de servios.

  • A reconstituio desses servios eventuais e necessrios ser pago pelos servios de mo-de-obra, equipamento e materiais usados naquela reconstituio e proposto, pelo construtor na planilha de preo. O relacionamento com os proprietrios ser feito pela fiscalizao. O relacionamento com as concessionrias ser diretamente efetuado pelo construtor.

    As demolies e construes de obras no previstas no projeto e planilha, e necessrias, sero pagas por horas de mo de obra e equipamentos consumidos e quantitativos de materiais utilizados de acordo com preos propostos pelo construtor na planilha de preos. As produes apresentadas sero analisadas pela fiscalizao. Os percentuais de custo indireto (B.D.I) sero os mesmos utilizados pelo construtor na composio de preos unitrios da planilha.

    1.9. Desobstruo de Galerias e O bras de Drenagem em Geral

    A desobstruo de galerias e equipamentos de drenagem bloqueados por causas que no so falhas do construtor, sero pagos por conta de mo-de-obra e equipamentos, de acordo com os critrios anteriormente estabelecidos.

    1.10. A propriao de Servios

    Em qualquer caso, os servios que devem ser apropriados pela fiscalizao, somente sero iniciados aps a presena no local do elemento credenciado pela Contratante para proceder a citada apropriao..

    1.11. Diversos

    Os servios necessrios a manuteno de obras em execuo e j executados, sero por conta exclusivas do construtor. O construtor se obriga a findar o prazo de concluso da obra, entregar todos os servios que executou em perfeito funcionamento, e todas as obras complementares para atingir aquele objetivo correro por conta exclusiva. Todos os testes necessrios as tubulaes, anteriormente a entrega dos servios sero feitos pelo construtor sem qualquer indenizao por parte da Contratante.

    -Sub-Empreitada

    vedada a sub-empreitada integral das obras e servios contratados. A sub-empreitada parcial de servios que, por seu grau de especialidade requeiram o concurso de firmas ou profissionais especializados, dever ser submetida a prvia e expressas anuncia da Contratante E a empreiteira continuar respondendo direta e exclusivamente pelos servios realizados por tais sub-empreiteiros, no podendo transferir sua responsabilidade pelas obrigaes estabelecidas nestas especificaes, projetos e contratos.

    -Fiscalizao

  • A fiscalizao das obras caber a Contratante atravs do corpo tcnico da Mesma, com autoridade para exercer, toda e qualquer ao de orientao geral e controle. A fiscalizao fica assegurado o direito do veto a qualquer elemento que venha demonstrar conduta nociva ou incapacidade tcnica, no podendo tais providncias implicitarem modificaes de prazo ou de condies contratuais.

    2 ESPECIFICAO PARA PAVIMENTAO

    2.1. Remoo de Solos Moles

    -Generalidades

    Este item aplicar-se- quando ocorrer a necessidade de execuo de obras em zonas de materiais de baixa capacidade de suporte para fundao ou obras e qualquer outra ocorrncia de solos saturados, argila orgnica ou turfa sempre que indicadas.

    -Equipamento

    Trator com lmina, drago de arrasto e ou retro-escavadeiras.

    -Execuo

    As dimenses e os detalhes sero determinados, em cada caso, pela fiscalizao.

    2.2. Cam inhos de Servios

    -Generalidade

    Caminhos de servios so vias construdas para permitir o trnsito de equipamento e veculos em operao, com as finalidades de interligar cortes e aterros, assegurar aceso ao canteiro de servio, emprstimos, jazidas, obras de arte, fontes de abastecimento de gua e instalaes previstas no canteiro de obras.

    -Equipamento e Execuo

    A implantao dos caminhos de servio ser executada mediante utilizao de equipamento adequado. Somente sero executados mediante autorizao prvia da fiscalizao.

    2.3. Cortes

    -Generalidades

  • Os cortes so escavaes necessrias para a implantao do projeto. As operaes de cortes compreende: Escavao e transporte.

    -Troca de solo

    Escavao em alguns casos, em espessuras abaixo do greide da terraplanagem iguais ou maiores que 0,60m, quando se trata de solos de elevada expanso, baixa capacidade de suporte ou solos orgnicos conforme indicao do projeto, complementadas por observaes da fiscalizao durante a execuo dos servios.

    -Transporte dos materiais escavados para bota-foras.

    Esses materiais sero transportados para locais previamente indicados.

    -Equipamento

    A escavao ser executada mediante a utilizao racional de equipamento adequado, que possibilite a execuo dos servios sob as condies e produtividades requeridas. Sero empregados tratores equipamentos com lminas, escavadores conjugados com caminhes. A operao incluir, complementarmente, a utilizao de motoniveladoras para manuteno dos caminhos de servio de rea de trabalho.

    -Execuo

    A escavao ser de acordo com os elementos fornecidos pelas notas de servio. O desenvolvimento da escavao se processar mediante a previso da disposio adequada dos materiais extrados. Quando o nvel do subleito for verificada ocorrncia de rocha, s ou em decomposio, ou de solos de expanso maior que 2% baixa capacidade de suporte ou solos orgnicos, promover-se a rebaixamento, da ordem de 0,40cm a 0,60cm, ou maior respectivamente, procedendo-se a execuo de novas camadas, constitudas de materiais selecionados.

    - Controle

    O acabamento da plataforma de corte ser procedido mecanicamente de forma a alcanar-se a conformao da seo transversal do projeto admitindo-se uma tolerncia na variao da altura de 0,05m para qualquer ponto da plataforma.

    2,4. A terro

    - Generalidades

    Aterros so trechos cuja implantao exige depsito de material proveniente de cortes ou emprstimos, de acordo com o projeto. As operaes de aterro compreendem:

  • A .l- Descarga, espalhamento, conveniente umedecimento ou aerao, compactao dos materiais para a construo do corpo de aterro.

    A.2- Descarga e espalhamento conveniente umedecimento ou aerao e compactao dos materiais destinados a eventualmente substituir os materiais de qualidade inferior, previamente retirados a fim de melhorar as fundaes dos aterros.

    - Materiais

    Os materiais devero ser selecionados entre os de Io e 2o categorias, atendendo a qualidade e a destinao prevista no projeto. Os materiais para aterro proviro de cortes previstos no projeto. A substituio desses materiais por outros de qualidade inferior, somente poder ser processada aps prvia autorizao da fiscalizao. Os solos para os aterros devero ser isentos de materiais orgnicos, micceas e diatomcea. Turfas e argilas orgnicas no devem ser empregadas.

    Na execuo do corpo dos aterros no ser permitido o uso de solos que tenham baixa capacidade de suporte e expanso maior que 4%.

    - Execuo

    A execuo dos aterros ser de acordo com as notas de servio. Preliminares a execuo dos terrenos, devero estar concludas as obras de arte correntes necessrias a drenagem da bacia hidrogrfica interceptada pelos mesmos. aconselhvel que seja lanado uma camada de material granular permevel, a qual atuar como dreno para as guas de infiltrao no aterro.

    O lanamento do material para a construo dos aterros deve ser feito em camadas sucessivas, em toda a largura da seo transversal e em extenses tais que permitam seu umedecimento e compactao. A espessura mxima para cada camada ser de 0,30m. Todas as camadas devero ser convenientemente compactadas na umidade tima, mais ou menos 3%, at se obter a massa especfica aparente seca correspondente a 6% da massa especfica aparente mxima seca do ensaio DNIT-ME 47-64.

    Os trechos que no atingirem as condies mnimas de compactao e mxima de espessura dever ser escarificados, homogeneizados, levados a umidade adequada e novamente compactadas, de acordo com a massa especfica aparente seca exigida. A inclinao dos taludes ser fornecida pelo projeto.

    A fim de proteger os taludes contra os efeitos da eroso, dever ser procedido a sua conveniente drenagem e obras de proteo, mediante a plantao de grama. As sadas de gua em calha ou em degraus, sero convenientemente espaadas e ancoradas no meio-fio e na sada do aterro.

    2.5. Regularizao do Sub-Leito

    - Generalidades

  • Este servio consistir na execuo de operaes feitas com a finalidade preparar, numa superfcie de terraplanagem j constituda uma plataforma sobre a qual possam ser colocadas as camadas componentes do pavimento. Estas operaes podem ser em: Acrscimo ou Remoo de materiais, escarificao e conformao da plataforma na espessura mxima de 0,20m, umedecimento ou aerao da rea em obras, compactao e outras operaes complementares que resultarem necessrias.

    O trecho ser liberado desde que esteja de acordo com os alinhamentos, cotas, sees transversais, tolerncias e caractersticas de compactao indicadas nos desenhos, especificaes e inscries da fiscalizao.

    - Materiais

    Os materiais empregados na regularizao do sub-leito sero os do prprio sub-leito. No caso de substituio ou de adio de material, estes dever ter procedncia de cortes ou de pedreira, conforme determinar a fiscalizao. O ISC determinado com a energia do mtodo DNIT-ME 47-67 deve ser igual ou superior ao do sub-leito e a expanso inferior a 2%.

    - Equipamento

    So indicados os seguintes tipos de equipamento:-Moto-niveladora pesada, com escarificador-Carro-tanque distribuidor de gua.-Rolos compactadores dos tipos:-P-de-cameiro, liso vibrador e pneumtico.-Grade de discos

    - Execuo

    Toda a vegetao e material orgnico sero removidos. Aps a execuo de cortes e adio de material necessrio para atingir o greide de projeto, segue-se uma escarificao geral de 0,20m, seguida de umedecimento ou secagem, compactao e acabamento. Os aterros alm dos 0,20m mximos previstos.

    Sero executados de acordo com as especificaes de terraplenagem. O grau de compactao dever ser de no mnimo 100% em relao a massa especfica aparente mxima seca, obtida no ensaio DNIT 47-64 e o teor da umidade dever ser a umidade tima do ensaio citado mais ou menos 2%,

    - Ensaios Gerais de Laboratrio

    Dever ser obedecido todos os ensaios que seguem em anexo que visam a controlar a qualidade e a quantidade dos materiais aplicados e dos servios executados.

    2.6. Base

  • A base ser executada com material lateritico da regio com granulometria especifica para que o grau de compactao seja prximo a ideal. Esta base dever ter a espessura de 15cm compactada.

    2.7. Concreto Betuminoso Usinado a Qnente - CBUQ

    1. GeneralidadesO concreto betuminoso usinado a quente uma mistura de agregados, material de

    enchimento e cimento asfltico de petrleo, executada em usina prpria para esse fim, espalhada e comprimida a quente.2. Materiais

    Todos os materiais devem satisfazer s especificaes aprovadas pelo DNIT.2.1. Materiais Betuminosos

    Nas misturas de concreto asfltios sero utilizados os cimentos asflticos do tipo CAP- 20 ou CAP-55. Outros cimentos asflticos podero ser admitidos, desde que tecnicamente justificados e aceitos pela fiscalizao.2.2. Melboradores de Adesividade

    No havendo boa adesividade entre o agregado e o material betuminoso, dever ser empregado um melhorador de adesividade, na quantidade fixada no projeto pelo fornecedor do material betuminoso.2 .3. Agregados- Agregado Grado

    O agregado ser constitudo por partculas ss, limpas e durveis de pedra britada, ou seixo rolado britado. O agregado dever, tambm, estar isento de torres de argila, matria orgnica ou outras substncias nocivas e atender as normas e padres definido pelo DNIT nos segintes requisitos: Abraso Los Angeles, adesividade, durabilidade e granulometria.- Agregado Grado

    O agregado mido dever ser constitudo de areia ou p-de-pedra, ou mistura de ambos, cujas partculas individuais devero ser ss, limpas, resistentes e isentas de matria orgnica ou torres de solos; apresentar para cada fiao componente um equivalente de areia superior a 55% e perdas inferior a 15% quando submetida ao ensaio de durabilidade, em cinco ciclos, com sulfato de sdio.

    2.4. Material de EnchimentoO material de enchimento dever ser constitudo por materiais minerais finamente

    pulverizados, tais como cimento portland, cal, p calcreo, com a composio granulomtrica apresentada a seguir:

  • PENEIRAS (mm) PORCENTAGEM QUE PASSA (em peso)

    0,42 100

    0,175 95 -100

    0,074 65 -100

    4. Execuo

    Se a execuo dos servios ocorrer em rodovia em uso, o trfego dever ser desviado. Admite-se, porm, o trabalho em meia pista. Nesse caso, o empreiteiro responder pela segurana do trfego, junto aos trechos em obra, os quais devero ser sinalizados adequadamente.

    Os servios de locao sero executados pelo empreiteiro e verificados pela fiscalizao.

    A superfcie que ir receber a camada de concreto asfltico dever estar limpa, isenta de p ou outras substncias prejudiciais. Esses materiais sero removidos por meio de vassouramento mecnico, manual ou, se necessrio por meio de jato de ar.

    Os defeitos, eventualmente existentes, devero ser adequadamente reparados, previamente aplicao da camada de mistura.

    A pintura de ligao dever apresentar uma pelcula homognea e promover as adequadas condies de aderncia, por ocasio da aplicao do concreto asfltico. Se necessrio, uma nova pintura de ligao dever ser aplicada antes da distribuio da mistura.

    No caso de haver mais de uma camada de concreto asfltico, a pintura de ligao poder ser dispensada, se a execuo da segunda camada ocorrer logo aps a execuo da primeira.5. Distribuio

    A distribuio do concreto asfltico somente ser permitida se:- A temperatura ambiente for superior a l OCe sem chuvas;- A temperatura co concreto asfltico, no momento da aplicao, for superior a 130 C.- Dever ser assegurada, na mesa alisadora e previamente ao incio dos trabalhos de

    distribuio, a temperatura compatvel com a temperatura da mistura a ser distribuda. Observar que o sistema de aquecimento destinar-se-, exclusivamente, mesa alisadora e no ao aquecimento de mistura asfltica que j tenha esfriado em demasia.Caso ocorra irregularidades na superfcie da camada acabada, as correes devero ser

    efetuadas de imediato, mediante a adio manual de massa asfltica com o seu espalhamento

  • feito atravs de ancinhos ou rodos de ao. Dem ser reduzidas, ao mnimo possvel, essas irregularidades pois as mesmas se tomam prejudiciais qualidade dos servios.

    6. MedioO concreto betuminoso usinado a quente ser medido atravs da rea executada, e

    transfornada em tonelada.7. Pagamento

    O concreto betuminoso usinado a quente ser pago aps a medio do servio executado. O preo unitrio remunera todas as operaes e encargos para execuo do concreto betuminoso usinado a quente.

    02.8 Meio-fio com Sarjeta, Tentos e Rampas:

    A - Generalidades

    Esta especificao trata de construo de guias e sarjetas para o escoamento de guas superficiais, dos Tentos que garantes a estabilidade do trecho final da pavimentao e das rampas de acessibilidade.

    02.8.1. Material

    02.8.1.1. Cimento

    Ser usado o Portland comum, devendo satisfazer a E.B. 1 e E.B. 208 da ABNT.

    02.8.1.2. Agregado mido e areia natural Quartzona

    Ser usado o de dimetro mximo igual a 4,8 mm. Dever ser limpo e isento de substncias estranhas, obedecendo as ES - M - 02.

    02.8.1.3. Agregado grado

    Constitudo de pedra britada de dimetro mximo superior a 4,8 mm e inferior a 19 mm, isento de partculas estranhas e obedecendo a ES - M - 01.

    02.8.1.4. gua

    Dever ser lmpida e isenta de impurezas.

    02.8.1.5. Frmas

    Para e execuo dos meio-fios, tentos e rampas de acessibilidade em concreto simples sero utilizadas chapas metlicas nas dimenses especificas para cada servio.

  • 02.8.2. Execuo dos Servios

    02.8.2.1. Concreto Estruturai

    Ser executado nos traos adequados com o consumo de cimento de 300 Kg/m3, obedecendo a NB-1 da ABNT.

    02.8.2 Jt. Frmas

    Devero ser constitudas de forma que o concreto tenha as formas e dimenses do projeto, apresentando superfcie lisa e uniforme.

    02.8.2.3. Medio e Pagamento

    Os meios-fios e tentos sero medidos por metro linear, pelo preo contratual, constante na planilha, determinadas pela fiscalizao. J as Rampas de acessibilidade sero por metroquadrado.

    OBS: quaisquer itens omissos do presente caderno de encargo, devero ser esclarecidos junto ao Departamento de Fiscalizao da Secretaria Municipal de Obras E Servios Urbanos.