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<p>DEPARTAMENTO DE CIRURGIA PLVICA</p> <p>PADRONIZAO DE CONDUTAS E ROTINAS TERAPUTICASDr. Gustavo Cardoso Guimares Dr. Fabio de Oliveira Ferreira Dr. Ademar Lopes</p> <p>FICHA CATALOGRFICAPreparada pela Biblioteca da Fundao Antnio Prudente</p> <p>Padronizao de condutas e rotinas teraputicas Hospital A.C.Camargo, Departamento de Cirurgia Plvica. 2 ed.- So Paulo: 156p. Vrios colaboradores Descritores: 1. Cncer - diagnstico. 2. Cncer - tratamento. 3. Oncologia - diagnstico. 4. Fundao Antnio Prudente ISBN (ON-LINE) 978-85-88433-08-3 ISBN (impresso) 978-85-88433-07-6 .NLM QZ 200</p> <p>Capa, projeto grfico e diagramao: Leoart Design</p> <p>PADRONIZAO DE CONDUTAS E ROTINAS TERAPUTICAS</p> <p>Dr. Gustavo Cardoso Guimares Dr. Fabio de Oliveira Ferreira Dr. Ademar Lopes</p> <p>DEPARTAMENTO DE CIRURGIA PLVICA</p> <p>PADRONIZAO DE CONDUTAS E ROTINAS TERAPUTICAS TUMORES DE CLON, RETO E NUS TUMORES COLORRETAIS HEREDITRIOS TUMORES UROLGICOS SARCOMAS DE PARTES MOLES TUMORES SSEOS DISSEMINAO PERITONEAL DAS NEOPLASIAS - CIRURGIA CITORREDUTORA E QUIMIOTERAPIA INTRAPERITONEAL HIPERTRMICA</p> <p>8</p> <p>DEPARTAMENTO DE CIRURGIA PLVICA</p> <p>Padronizao de Condutas e Rotinas Teraputicas COORDENAO Dr. Ademar Lopes - CRM 21092 ORGANIZAO Dr. Gustavo Cardoso Guimares - CRM 80506 Dr. Fbio de Oliveira Ferreira - CRM 72794 REVISO Departamento de Cirurgia Plvica Dr. Ademar Lopes - CRM 21092 Dr. Adriano Carneiro da Costa - CRM 126790 Dr. Alexsander Koroiwa Bressan - CRM 109915 Dr. Carlos Alberto Ricetto Sacomani - CRM 72398 Dr. Fbio de Oliveira Ferreira - CRM 72794 Dr. Francisco Paulo da Fonseca - CRM 44006 Dr. Gustavo Cardoso Guimares - CRM 80506 Dra. Luciola Assuno Alves - CRM 80668 Dr. Rodrigo Souza Madeira Campos - CRM 84397 Dr. Samuel Aguiar Jr. - CRM 84495 Dr. Stnio de Cssio Zequi - CRM 69358 Dra. Sueli Akiko Nakagawa - CRM 82918 Dr. Wilson Bachega Jr. - CRM 53560 Dr. Wilson Toshihiko Nakagawa - CRM 59519 Dr. Wu Tu Chung - CRM 53732 Departamento de Oncologia Clnica Dr. Celso Abdon Lopes de Mello - CRM 100667 Dr. Jose Augusto Rinck Junior - CRM 94128 Departamento de Radioterapia Dra. Maria Leticia Gobo Silva - CRM 107075</p> <p>9</p> <p>NDICE</p> <p>Prefcio........................................................................................................... 11 Deveres dos mdicos residentes...................................................................... 12 Direitos dos mdicos residentes....................................................................... 13 Critrios de avaliao dos mdicos residentes................................................. 15 Preparo intestinal............................................................................................ 17 Uso de antibiticos......................................................................................... 19 Cuidados com pacientes cirrgicos.................................................................. 22 Avaliao pr-anestsica................................................................................. 23 Plipos e cncer colorretal: rastreamento e vigilncia ..................................... 24 Adenocarcinoma do clon.............................................................................. 28 Adenocarcinoma do reto ................................................................................ 36 Tumores colorretais hereditrios...................................................................... 48 Carcinoma do canal anal................................................................................. 58 Sarcomas de Partes Moles............................................................................... 65 Cirurgia citorredutora e Quimioterapia intraperitone hipertrmica.................. 72 Osteosarcoma ................................................................................................. 79 Condrossarcoma............................................................................................. 85 Tumor de ewing.............................................................................................. 87 Metstases sseas......................................................................................... 92 Carcinoma espinocelular do Pnis................................................................... 96 Carcinoma de clulas Transicionais de Bexiga................................................. 107 Adenocarcinoma da Prstata .......................................................................... 118 Tumores do Testculo....................................................................................... 135 Tumores Renais............................................................................................... 146</p> <p>10</p> <p>PREFCIO</p> <p>O</p> <p>Centro de Tratamento e Pesquisa HOSPITAL DO CNCER A. C. Camargo tem como finalidades bsicas a assistncia mdica, o ensino e a pesquisa. Pela natureza da prpria oncologia, melhores resultados so obtidos com o tratamento integrado e multidisciplinar, diferenciando um hospital especializado de um hospital geral que trata cncer. A padronizao de procedimentos para diagnstico, estadiamento e seguimento de pacientes com cncer a nica forma de se acumular experincia, apresentar resultados e propor mudanas com a finalidade de beneficiar os pacientes, mesmo se considerando as rpidas mudanas que podem ocorrer em funo dos avanos cientficos. A padronizao teraputica seguramente o mtodo mais apropriado para o oncologista (cirurgio, clnico, radioteraputa) cumprir a sua responsabilidade nas reas de ensino e pesquisa, contribuindo para uma melhor assistncia. O oncologista deve ainda estar preparado para participar e/ou utilizar-se das descobertas do laboratrio de pesquisa bsica na prtica clnica diria. Com esses conhecimentos biolgicos e clnicos, padronizao de procedimentos e pronturios bem elaborados, somados aos compromissos dos profissionais da rea e de um Hospital que se prope a ensinar, pesquisar e dar assistncia mdica de boa qualidade, a produo cientfica se torna uma conseqncia natural. Dentro dessas premissas, o Departamento de Cirurgia Plvica edita periodicamente as padronizaes teraputicas relativas aos tumores de clon, reto, nus, colorretais hereditrios, urolgicos, sseos, sarcomas de partes moles e, a partir dessa edio, uma proposta para o tratamento da disseminao peritoneal das neoplasias atravs de cirurgia citorredutora associada quimioterapia intraperitoneal hipertrmica. Alm disso, informaes relativas organizao estrutural e funcional do departamento, critrios de avaliao dos residentes, cuidados com pacientes cirrgicos, uso de antibiticos e preparo intestinal, segundo as normas do departamento, fazem parte da edio. Agradacemos aos Departamentos do nosso Hospital que conosco participaram para a elaborao deste manual, com a certeza de que o beneficirio final ser o paciente com cncer. Dr. Ademar Lopes Diretor do Departamento de Cirurgia Plvica</p> <p>11</p> <p>DEVERES DOS MDICOS RESIDENTES</p> <p>Estar sempre de posse do BIP/telefone para atendimento das intercorrncias com pacientes internados e emergncias. Os pacientes devero ser vistos pelo residente do departamento e no pelo plantonista do hospital; Responder prontamente aos chamados; Medicar os pacientes internados antes do incio das atividades (cirurgias, atividades didticas, ambulatrio) durante a semana e antes das 9:00 horas aos sbados, domingos e feriados; Avaliar os pacientes que so internados em at 30 minutos aps a internao, exceo feita s urgncias, que devero ser atendidas de imediato; Visitar os pacientes internados pelo menos duas vezes ao dia (uma pela manh e outra ao final do dia) e, em casos especiais, quantas vezes forem necessrias. Comunicar ao titular responsvel as intercorrncias; Estar presente no horrio nas atividades didticas complementares e no ambulatrio quando no houver atividade no centro cirrgico; Preparar adequadamente os casos para a visita; Comparecer s reunies de seminrios s 4as feiras (7:00 as 8:00hs); Organizar no livro de cirurgias o agendamento cirrgico; Chegar ao Centro Cirrgico 15 minutos antes da hora programada para o ato operatrio; Manter o pronturio em ordem e completo (anexar ao pronturio cpias dos exames feitos fora do hospital); No se ausentar das atividades do hospital sem aviso e consentimento da chefia imediata; Preencher corretamente os avisos de internao, avisos de cirurgia, guias de AIH, relatrios mdicos, pedidos de exames, resumo de admisso e resumo de alta, assim como outros formulrios que sejam necessrios; Tratar com respeito os colegas, paramdicos e, sobretudo, os pacientes; Usar o avental padronizado pelo hospital ou roupa branca e o crach de identificao; Orientar os pacientes na alta quanto ao retorno para curativos: data, local, horrio e nome do mdico. Deixar com o paciente o pedido de guia para curativos; Fazer a prova de avaliao cognitiva ao final do estgio.</p> <p>12</p> <p>DIREITOS DOS MDICOS RESIDENTES</p> <p>1.</p> <p>Ter o mdico titular a disposio para orientar no atendimento ambulatorial e junto aos pacientes internados (o residente no pode atender no ambulatrio sem a presena do titular); 2. Ter o titular localizvel para orientar no atendimento das emergncias ou intercorrncias clnicas, quando necessrio; 3. Ter o titular disponvel para participar do ato operatrio como cirurgio ou auxiliar, conforme escala pr-estabelecida; 4. Ter orientao para a produo de trabalhos cientficos, preparo de casos clnicos e outras atividades didticas; 5. Questionar, dentro de princpios ticos, as condutas do departamento; 6. Participar das atividades de atendimento ambulatorial, enfermaria e centro cirrgico; 7. Ter um programa pr-estabelecido das atividades didticas complementares: aulas, seminrios, cursos, congressos, discusso de casos clnicos; 8. Realizar atos cirrgicos assistidos pelo titular responsvel pelo paciente, quando demonstrar conhecimentos cognitivos e psicomotores para tal; 9. Ser tratado com respeito e princpios ticos pelos membros da equipe; 10. Ter um BIP/telefone para responder aos chamados dos membros da equipe, telefonista, enfermagem, emergncias e interconsultas.</p> <p>OUTRAS ATIVIDADES DIDTICAS Tambm so consideradas atividades didticas complementares, com presena obrigatria, as reunies cientficas do corpo clnico s quartas-feiras. Conta-se como atividade didtica complementar a participao em cursos, congressos e seminrios etc. Ao residente senior do 3 ano permitida a inscrio e freqncia, como aluno especial, nos cursos das disciplinas de ps-graduao da FAP para obteno de crditos para o , mestrado; aqueles que tiverem interesse em fazer ps-graduao devero, no incio do estgio, procurar elaborar e desenvolver um projeto de pesquisa, sob a orientao do Departamento.</p> <p>13</p> <p>LEMBRETES</p> <p>Os critrios de avaliao ao final do estgio esto na apostila de rotinas e programaes teraputicas do Departamento. A prova obrigatria para todos os residentes. Aqueles que no comparecerem no dia da avaliao, recebero nota zero neste item. Os residentes seniors devero dividir eqitativamente os pacientes internados com os residentes juniors, Assim, os casos operados por residentes seniors devero ser prescritos pelos mesmos (no funo do residente junior prescrever os casos operados por residentes seniors, inclusive nos finais de semana).</p> <p>Os casos devero ser apresentados nas visitas pelo residente que participou da cirurgia. Pedimos a colaborao dos residentes para comparecerem s visitas de final de semana (juniors e seniors). O horrio da visita ser estabelecido pelos titulares responsveis, conforme escala.</p> <p>O coordenador/orientador (mdico titular do Departamento) o responsvel pelo preparo das apresentaes junto aos residentes, assim como, pela coordenao da reunio.</p> <p>As reunies tero o seguinte formato: Apresentao de um caso previamente escolhido e preparado que representa o tema do dia, seguida da apresentao de um artigo cientfico relacionado. Aps a apresentao do artigo, sero apresentados os casos de pacientes internados e casos para deciso de conduta; Na apresentao dos casos, sempre que possvel, os exames de imagem devem ser mostrados.</p> <p>OBS: todos os residentes devero estudar previamente o assunto do dia, pois sero convidados a comentar o tema sob seus diferentes aspectos: etiologia, quadro clnico, diagnstico diferencial, histria natural da doena, estadiamento, conduta (tratamento), taxas de sobrevida, aspectos do seguimento e atualidades.</p> <p>14</p> <p>CRITRIOS DE AVALIAO DOS MDICOS RESIDENTES</p> <p>AVALIAO AFETIVA relacionamento com colegas, pacientes e pessoal paramdico; cuidados com o pronturio: anamnese, exame fsico, observao dos protocolos, horrio de prescrio; cuidados com pacientes no pr e ps-operatrio; pontualidade: ambulatrio, centro cirrgico, atividades didticas, atendimentos de emergncia, plantes.</p> <p>AVALIAO PSICOMOTORA exame dos pacientes; desempenho no ato cirrgico.</p> <p>AVALIAO COGNITIVA atividades didticas; desempenho na prova.</p> <p>OBS: Nota igual ou maior que 7 (sete) pr-requisito para o residente candidatar-se ao estgio anual da especialidade no departamento (R3). Todos os titulares daro nota.</p> <p>Avaliao Afetiva Psicomotora Cognitiva</p> <p>Peso 3 3 4</p> <p>15</p> <p>RESIDENTEMdico Titular Afetiva Psicomotora Atividades didticas Prova</p> <p>Mdia Notas parciais Mdia x 3</p> <p>Mdia</p> <p>Mdia</p> <p>Nota</p> <p>Mdia x 3</p> <p>(Mdia +Prova) /2 x4</p> <p>Notas parciais x pesos Nota Final Soma das notas parciais x pesos / 10</p> <p>16</p> <p>PRePARO InTesTInAL</p> <p>O Departamento de Cirurgia Plvica responsvel por um grande nmero de operaes sobre o trato gastrointestinal. Por esta razo, decidiu-se pela padronizao de uma forma de preparo intestinal de fcil execuo, curta durao e baixa morbidade, com pouco desconforto para o paciente, a pequeno custo e com alta confiabilidade. O objetivo desse informe no analisar as vrias controvrsias relativas ao tema, mas sim o de relatar a padronizao adotada no servio. A seguir, encontramos um modelo de prescrio que poder ser utilizado na maioria das vezes. A depender das condies clnicas e da patologia de cada paciente, as correes necessrias devero ser feitas no sentido de evitar distrbios volmicos e metablicos e garantir a eficcia do preparo. Modelo de prescrio - vspera da cirurgia: 1. Dieta lquida sem resduos. Jejum aps as 22h 2. SG 5% - 1000 ml } NaCl 20% KCl 19,1%4. Sintomticos 20 ml } EV 8/8 hs. Incio s 20h 10 ml }</p> <p>3. Medicaes de uso prvio (conforme orientaes da avaliao pr-anestsica)</p> <p>Observaes: 1. O tipo de preparo intestinal (com manitol ou enteroclisma de soluo glicerinada) dever ser discutido com o mdico titular do caso.</p> <p>17</p> <p>ReFeRnCIAs Hayashi MS, Wilson SE. Is there a current role for preoperative non-absorbable oral antimicrobial agents for prophylaxis of infection after colorectal surgery? Surg Infect (Larchmt). 2009 Jun;10(3):285-8. Review Pineda CE, Shelton AA, Hernandez-Boussard T, Morton JM, Welton ML. Mechanical bowel preparation in intestinal surgery: a meta-analysis and review of the literature. J Gastrointest Surg. 2008 Nov;12(11):203744. Epub 2008 Jul 12. Review , Wille-Jrgensen P Guenaga KF, Matos D, Castro AA. Pre-operative mechanical bowel cleansing...</p>

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