lindenberg 60 anos

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  • 460anos de histria

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    Se me perguntassem se a construo de 600 prdios ao longo de 60 anos de trabalho significa para mim uma autossatisfao toda especial, eu responderia: em parte, sim, mas o que mais me deixa satisfeito, realizado, o fato de ter conseguido montar uma equipe de trabalho muito unida, cnscia de pertencer a um todo empresarial formado por pessoas e no

    por funcionrios burocrticos, annimos e interessados somente em ganhar bons salrios...

    Isso pode ser resumido numa frase: a CAL no simplesmente uma empresa que incorpora e cons-tri, ela uma famlia composta de diretores, engenheiros, secretrias e office-boys que almejam sentir-se bem, realizados, amigos entre si, dispostos a trabalhar em harmonia. J ia me esquecendo... a CAL tambm tem por objetivo incorporar e construir.

    E esse objetivo de no priorizar o lucro, mas o bem viver harmonioso, estende-se ao relacionamento com os moradores que vivem em apartamentos por ns construdos. Sempre foi uma de nossas caractersticas tratar cada condmino como se fosse nico, com direito ao contato pessoal com os engenheiros, alterar as plantas, indicar os acabamentos de suas unidades. o que denominamos acabamento personalizado, marca registrada da CAL. E mesmo depois de entregues os aparta-mentos a seus proprietrios, procuramos manter relacionamento com eles atravs de uma revista mensal que permanece aberta para eventuais anncios de venda de seus imveis.

    Grupo de trabalho com tnus familiar; acabamento personalizado; inovaes tecnolgicas; transfor-mao dos compradores em clientes e amigos; esses so os traos descritivos de nossa empresa que est completando 60 anos de vida.

    Adolpho Lindenberg

    Uma Grande Famlia de Amigos

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  • 9ndice1960Milton de Souza MeirelesDom Joo VPrincesa Imperial Fabio Prado

    1970Condomnio Parque dos CisnesEdfcio Casa Branca Casa do EngenhoImperatrizDom CristvoBaro de CapanemaGolden GatePao de Cintra Dom Eugenio e Rua Cristovo Diniz Town HouseCapanema 74Flat Service AugustaDom Luiz Bragana Pao de Queluz

    1980Campos ElyseosPao de Higienpolis, Dona Veridiana e M. AnglicaSt Louis e St PatrickQuinta da Boa Vista Studium Vogue Largo do Boticrio

    1990Pao de Gro ParVerde MarVicente de Azevedo Vila AmricaRio das ProlasOuteiro da Glria e Jardim da GlriaPlace de LEtoile

    2000Lindenberg Melo AlvesLindenberg GroenlndiaMuranoAdolpho Carlos LindenbergLindenberg Gironda Lindenberg LightLeopoldo 695Lindenberg Joaquim MacedoLe Grand ArtLindenberg PanambyLos AndesPtio Villa LobosLindenberg Tucum

    CorporativosCasa Grande HotelColgio Santo AmricoQuinta AvenidaBanco Real Eluma Parque IguatemiWilson Mendes Caldeira Cal Center II Mario Garnero Grande So PauloEd. Porto SeguroEd. Mauro Paes de AlmeidaWin Work PinheirosL Ermitage

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    2014. O mundo est mudado. E muito. O que antes era definitivo deixou de ser certeza; o que era inovador ficou fora de moda; o que era fico cientfica passou a ser realidade. Dcadas de turbulncias e calmarias polticas e econmicas abalaram o Pas e as estruturas de uma das mais conceituadas construtoras e incorporadoras do Brasil, mas no lhe roubaram o nimo para sempre se reinventar, como vem fazendo nas ltimas seis dcadas. Parte do grupo LDI, uma full service real estate developer, que atua em quatro reas de negcios: incorporao, urbanismo, centros comerciais e construo, a Construtora Adolpho Lindenberg a joia da coroa que a holding soube aproveitar como lastro de referncia em qualidade e tradio, em todas as suas marcas Lindencorp, REP e Lindenhouse.Constituda em 2004, a ento incorporadora Lindencorp alinhou-se grife Lindenberg, sinnimo de empreendimentos de alto luxo, alto padro de qualidade e dona de um invejvel portflio com cerca de 700 obras construdas, parceiros e investidores. E teve a sabedoria de respeitar e manter os valores da tradicional Construtora Adolpho Lindenberg (CAL), e valer-se das conquistas e de toda a experincia do fundador, Adolpho Lindenberg, engenheiro e arquiteto, formado pela Universidade Mackenzie que, em 1954, ano das comemoraes do IV Centenrio de So Paulo, decidiu montar um escritrio de engenharia em uma salinha na Rua Quintino Bocaiuva, no Centro de So Paulo, onde mal cabia uma prancheta. E comeava a desenhar os primeiros traos de uma histria de sucesso.O engenheiro, ento com 30 anos, resolveu investir a herana de seu pai na construo de trs casas de estilo colonial, no recm-projetado bairro do Ibirapuera, que circundava o grande parque inaugurado no mesmo ano. Eram residncias amplas, de dois andares, sendo que a rea social e copa e cozinha ocupavam o andar de baixo, e os quartos e um nico banheiro o de cima. As dependncias dos empregados ficavam no fundo do quintal, geralmente em cima da lavanderia, e contavam com dois quartos e um banheiro. A fachada de estilo barroco brasileiro tinha portas e janelas emolduradas com pedra ou pintadas com cores que contrastavam com as paredes e o verde ou azul das portas e janelas. O telhado de duas guas era feito com telhas coloniais e os portes ladeados por pilastras encimadas por um par de pinhas de porcelana vindas de Portugal. Essas casas lembravam o casario das Minas Gerais ou a arquitetura das sedes das fazendas paulistas de caf. O sucesso de venda foi imediato. E com o dinheiro arrecadado Adolpho Lindenberg construiu outras casas, e mais outras, que ele mesmo vendia, em plantes nos finais de semana passados no terreno das obras em companhia da esposa Thereza. Seu estilo e seu natural savoir-faire o levaram a conhecer muita gente, fazer muitos amigos, e ser convidado para reformar sedes de fazendas de caf na regio de Campinas.Era esse o cenrio da segunda metade da dcada de 1950, anos em que Lindenberg e os companhei-ros Alberto Du Plessis e Plnio Vidigal Xavier da Silveira passaram projetando e construindo centenas de residncias de estilo colonial, por achar que era muito mais adequado ao clima e cultura brasilei-ros do que a Bauhaus, que estava em plena moda naquela poca, relembra Lindenberg.

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    1960

    Enquanto a Lindenberg construa seus primeiros edifcios al-tos, a cidade de So Paulo transformava-se a passos largos. Era o in-cio da dcada de 1960, e o dnamo paulistano encontrava-se em pleno vigor. A populao do municpio passou de pouco mais de 2 milhes em 1950 a 3,5 milhes de habitantes em 1960, um crescimento de 5% ao ano. A Regio Metropolitana ampliou ainda mais, cerca de 6% ao ano. Era o dobro do que crescia o Brasil como um todo.

    S o Paulo e o mercado imobilirio estavam em plena ebulio, oportunidades no faltavam na cidade que comeava a se tor-nar a locomotiva de um Brasil que se industrializava. Adolpho Lindenberg, agora em sociedade com Du Plessis e Plnio Vidigal, acre-ditou que era hora de transformar o pequeno escritrio de engenharia na Construtora Adolpho Lindenberg, cabendo a Lindenberg a rea co-mercial e de definio do produto, um prato cheio para um homem que tinha excelente intuio para novos negcios e apurado tino comercial. O ano era 1958. A nova empresa tinha uma concha vermelha como logotipo, e seguia construindo casas e, em um ato de ousadia, comeou a erguer prdios de apartamentos mudando sua meta.

    Casas sobrepostas

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    Edifcio D. Joo V, do comeo dos anos 1960

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    No espao urbano no cabiam mais empreendimentos horizontais, fossem eles casas ou predi-nhos de dois ou trs andares. Migrantes e imigrantes desembarcavam aos montes na capital cheia de promessas. Gente pobre ou endinheirada que precisava de um teto para morar. Novos bairros se formavam para alm dos Campos Elseos e de Higienpolis, e a cidade comeava a se estender para o lado de l da Paulista. A soluo era verticalizar a cidade.

    A sociedade paulistana era bastante conservadora e ainda provinciana. Com casares em bairros nobres em sinal de status social, at ento apenas a classe mdia vivia em edifcios. Como convencer aquela gente gr-fina e rica, por conta do ouro negro, o caf, que durante alguns sculos foi a maior riqueza do Brasil, que morar em um apartamento poderia no ser sinal de problemas financeiros? Construindo casas sobrepostas, solucionou o engenheiro. Ou seja: levar para os apartamentos o mes-mo espao, padro e luxo das manses.

    Vrios eram os motores daquele desenvolvi-mento todo. Em primeiro lugar, a industriali-zao. So Paulo se industrializava em todas as direes: permaneciam as antigas regies fabris, como o polivalente Brs, o ncleo de confec-es do Bom Retiro, que produzia todas as eta-pas da produo de vesturio, a Lapa, a Barra Funda. Mas no era s l. Os galpes das fbri-cas espalhavam-se por toda a cidade, mesmo em regies que posteriormente foram muito eliti-zadas: o bairro do Itaim cheirava a chocolate produzido pela Kopenhagen, as vitrolas Invic-tus eram produzidas na Rua da Consolao. O Lanche Mirabel era fabricado em Pinheiros, a uma quadra da Rua Oscar Freire.

    A indstria automobilstica operava com vigor cada vez maior no ABC paulista. A Volkswagen instalou-se em So Bernardo do Campo, em 1959, para montar Kombis e Fuscas. A Ford instalou-se, em 1967, na mesma cidade, para iniciar a produo de automveis, pois

    a sua produo j no cabia mais nas insta-laes apertadas do bairro do Ipiranga, que produziam apenas caminhes. Em 1968, a GM comeava a fazer automveis na fbrica que j existia em So Caetano.

    O governo emitia leis protecionistas que vi-savam nacionalizar