História do Terrorismo no Brasil - ?RIA-DO... · História do Terrorismo no Brasil Ternuma - Terrorismo…

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Histria do Terrorismo no Brasil Ternuma - Terrorismo nunca mais

Edio Ed. Supervirtual

www.alexandriavirtual.com

Fonte Digital www.ternuma.com.br

2005 TERNUMA

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1 - APRESENTAO 2- INTENTONA E MEMORIAL 35 3- ASSASSINATO DE ELZA FERNANDES 4- ALGUNS CRIMES DO PCB 5- LIGAS CAMPONESAS 6- CONTRA-REVOLUO DE 31 DE MARO DE 1964: 6.1- A NAO QUE SE SALVOU A SI MESMA 6.2- FOTOS DAS MARCHAS E MANCHETES DOS JORNAIS 6.3- ARTIGO DO ROBERTO MARINHO 6.4- O QUE AS ESQUERDAS NO DEIXAM O JOVEM SABER - PARTES 1 e 2 O INCIO DA LUTA ARMADA OS NORTE-AMERICANOS NO TRAMARAM A CONTRA REVOLUO DE 31 DE MARO DE 1964. 7- BRIZOLA OS INCRVEIS EXRCITOS BRIZOLEONE 7.1- OS GRUPOS DOS ONZE E O EXRCITO POPULAR DE LIBERTAO 7.2- OPERAO PINTASSILGO 7.3- O PACTO DE MONTEVIDU E A FRENTE POPULAR DE LIBERTAO (FPL) 7.4- JEFFERSON CARDIM E AS ESCARAMUAS DAS FORAS ARMADAS DE LIBERTAO NACIONAL 7.5- O MOVIMENTO DE RESISTNCIA MILITAR NACIONALISTA (MRMN) E A RESISTNCIA

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ARMADA NACIONALISTA (RAN) 7.6- O MOVIMENTO NACIONALISTA REVOLUCIONRIO (MNR) E AS GUERILHAS DE CAPARA E DO TRINGULO MINEIRO 8- IRMOS METRALHA-PARTES 1 e 2 8.1 - PARTE 1 8.2 - PARTE 2 9- ATENTADO NO AEROPORTO DE GUARARAPES 10- ATENTADO AO QG DO II EXRCITO 11- ASSASSINATO DO MAJOR ALEMO 12- O ASSASSINATO DO CAP. CHARLES RODNEY CHANDLER 13- ROUBO DO COFRE DO ADEMAR 14- SEQESTRO DO EMBAIXADOR DOS EUA 15- SEQESTRO DO CNSUL DO JAPO 16- ASSASSINATO DO TEN MATHEUS LEVINO DOS SANTOS 17- SEQESTRO DO EMBAIXADOR DA SUA 18- ASSASSINATO DE MRCIO LEITE TOLEDO 19- ASSASSINATO DE HENNING ALBERTO BOILESSEN 20- A GUERRILHA DO ARAGUAIA 20.1- CAPTULO 1- A GUERRA POPULAR PROLONGADA DO PC DO B 20.2 - CAPTULO 2 AS CAMPANHAS DAS FORAS LEGAIS 20.3- CAPTULO 3 OS RESSENTIMENTOS E A GUERRA DAS REDAES 20.4- CAPTULO 4 CONCLUSES 21- ASSASSINATO DO Dr OCTVIO GONALVES MOREIRA JUNIOR

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22- ASSASSINATO DO PROF. FRANCISCO JACQUES MOREIRA DE ALVARENGA 23- MEMORIAL 64 24- O DIGENES DO PT 25- LAMARCA - A TRAJETRIA DE UM TRAIDOR 25.1- O FIM E O COMEO 25.2- O 1 ASSASSINATO 25.3- A REA DE REGISTRO 25.4- O ASSASSINATO DO TEM MENDES 25.5- O SEQUESTRO DO EMBAIXADOR DA SUA 25.6- A SADA DA VPR E O INGRESSO DO MR-8 25.7- A MORTE NO SERTO DA BAHIA 25.8-TRAIDOR DO EXRCITO BRASILEIRO 26- RECORDAR E VIGIAR

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O incio da dcada de 60 caracterizou-se, no Brasil,

pelo agressivo ressurgimento do movimento comunista, que j havia sido debelado nos idos de 1935.

Impregnados de ideologias importadas, os comunistas brasileiros insuflavam a populao e arquitetavam um golpe de estado, buscando a tomada do poder por meio de lutas no campo (Ligas Camponesas e Grupos dos 11) e nas cidades (instabilizao da poltica, greves sindicais e subverso hierrquica nas Foras Armadas).

A sociedade brasileira, inquieta, exigiu uma resposta firme das Foras Armadas, que veio desaguar na Revoluo de 31 de Maro de 1964, desencadeada para dar um basta no caos social que se avizinhava

A partir de meados da dcada de 60, o Brasil passou a ser convulsionado por atentados diversos. Assassinatos, assaltos a quartis, bancos e casas comerciais, exploses de bombas e seqestros de embaixadores e de avies delinearam um ntido quadro de terrorismo e de violncia que surpreendeu as nossas autoridades, ferindo e matando inocentes e integrantes das foras legais, ainda no preparadas para tal tipo de luta suja.

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A manh de 25 de julho de 1966 pode ser considerada como o marco inicial da ao terrorista no Brasil, quando trs bombas explodiram no Recife, das quais a mais hedionda foi a do Aeroporto Internacional de Guararapes, que pretendia eliminar o candidato a Presidente da Repblica, General Costa e Silva, mesmo que, para isso, inocentes fossem sacrificados. No total das covardes exploses, 2 pessoas morreram um jornalista e um almirante reformado e 16 ficaram feridas, das quais 13 eram civis, entre jornalistas, estudantes, professores, advogados e funcionrios pblicos, alm de uma criana de 6 anos.

Foi somente em 1969 que as autoridades brasileiras decidiram dar uma resposta enrgica e profissional luta terrorista, criando os rgos de segurana que viriam, nos anos seguintes, dar um fim s aes armadas.

No entanto, a guerrilha rural do Sul do Par, inspirada nos livrinhos vermelhos de Mao Tse Tung, e a guerrilha urbana dos grandes centros, originada das tertlias intelectuais de Regis Debray e das aventuras de capa-e-espada de Ch Guevara, provocaram uma reao no prevista pelos comunistas em suas cartilhas doutrinrias. Desencadeando a luta armada sem o apoio da populao, as organizaes militaristas, na verdade, s distanciaram-se e se isolaram das massas que pretendiam empolgar.

Os rgos de segurana, integrados por militares e policiais que, patritica e conscientemente, cumpriam as determinaes dos seus chefes, infligiram uma contundente

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derrota nos terroristas que, covardemente, fugiram ou exilaram-se em outros pases.

A partir de 1979, com a Lei da Anistia, os comunistas regressaram e, gradativamente, passaram a ocupar posies nos diversos escales da Repblica e dos estados, transformando-se de criminosos em heris e de terroristas em idealistas polticos.

Hoje, enquanto o comunismo jaz destroado em quase todo o mundo inclusive em seu bero -, no Brasil, quintal das ideologias extremistas, seus seguidores posam, capciosamente, como defensores de uma democracia que tentaram e ainda tentam acabar. Continuam com suas mesmas idias retrgradas, buscando, mais uma vez, iludir o povo brasileiro. Ter agido como terrorista ou como comunista, no passado, passou a ser considerado, hoje, como um procedimento politicamente correto e como um importante ponto de referncia em seus currculos.

Facciosamente endeusados pela mdia e abrigados por algumas autoridades, deturpam e invertem a histria, arvoram-se em senhores da verdade e, quais patrulhlogos de planto, desenvolvem um revanchismo odioso, clere emperseguir e, mesmo, destruir todos aqueles que lutaram para impedir seus desgnios.

A democracia que nos est sendo imposta no prima pelo imprio da lei, mas pela licenciosidade e pela impunidade que acobertam, sob o manto de uma falsa poltica de direitos humanos, as aes criminosas dos

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bandidos, dos sem-cidadania, dos sem-terra, dos sem-teto e dos sem-ptria.

Reunidos em 25 de julho de 1998, 32 anos passados das hediondas exploses do Recife, um punhado de democratas civis e militares, inconformados com a omisso das autoridades legais e indignados com a desfaatez dos esquerdistas revanchistas, organizou o grupo TERRORISMO NUNCA MAIS (TERNUMA), a fim de resgatar a verdadeira histria da Revoluo de 1964 e, mais uma vez, opor-se a todos aqueles que ainda teimam em defender os referenciais comunistas, travestidos como se fossem democrticos.

Este site, que, passo a passo, ir contar a verso daqueles que derrotaram a luta armada no Brasil, servir como um ponto de referncia para as novas geraes. Toda moeda tem duas faces. Est na hora de conhecerem a outra...

TUDO COMEOU EM 1935

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No dia 27 de Novembro de 1935, ocorreu o maior ato de traio e covardia j perpetrados na Histria do Brasil.

Um grupo de traidores, a soldo de Moscou, tentou implantar, no Brasil, uma sangrenta ditadura comunista. O levante armado irrompeu em Natal, Recife e Rio de Janeiro, financiado e determinado pelo Comintern.

Nos primeiros dias de maro de 1934 desembarcava no Rio de Janeiro, com passaporte americano, Harry Berger. Harry Berger era na realidade, o agente alemo do Comintern chamado Arthur Ernst Ewert. Ex-deputado, em seu pas, era fichado como espio e havia sido processado por alta traio. Foi enviado ao Brasil, com outros agitadores, como Rodolfo Ghioldi e Jules Vales, para assessorar o planejamento da rebelio comunista.

Pouco depois, desembarcava Luz Carlos Prestes com passaporte falso. O traidor vinha com a misso que lhe impusera o Comintern: chefiar o movimento armado que se preparava no Brasil.

Comearia ento o planejamento para a insurreio armada.

Enquanto, nas sombras das conspiraes e das combinaes clandestinas, os subversivos concertavam os planos para a ao violenta, tarefa a cargo dos elementos

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militares, a ANL (Ao Nacional Libertadora) e seus propagandistas procuravam ampliar o seu nmero de adeptos. Prestes fez apelos a antigos companheiros. Seus apelos foram, entretanto, recusados em sua maior parte.

Mas o Comintern exigia pressa e ao. Harry Berger orientava e dinamizava os planos. Em um de seus relatos ao Comintern ele escrevia:

A etapa atual da revoluo, no Brasil.

Est em franco desenvolvimento uma revoluo nacional antiimperialista. A finalidade da primeira etapa a criao de uma vasta frente popular operrios, camponeses, pequenos burgueses e burgueses que so contra o imperialismo depois, a ao propriamente dita, para a instituio de um governo popular nacional revolucionrio, com Prestes frente e representantes daquelas classes. Mas, como condio bsica, esse governo se apoiar nas partes infiltradas no Exrcito e depois, sobre os operrios e camponeses articulados em formaes armadas.

Nesta primeira fase, no sero organizados sovietes, porque isso reduziria, prematuramente, as hostes populares. No obstante, o poder verdadeiro estar em maior escala nas aldeias, nas mos das Ligas e Comits de camponeses que se formaro e que tambm articularo formao do povo em armas para a proteo do Governo Popular e para a defesa de seus interesses. Nessa primeira etapa, a ao ser,

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antes de tudo, desencadeada contra o imperialismo, os grandes latifundirios e contra os capitalistas que, traindo a Nao, agem de comum acordo com o