Dor - Guia Orientador de Boa Prática

Download Dor - Guia Orientador de Boa Prática

Post on 01-Jan-2017

281 views

Category:

Documents

64 download

TRANSCRIPT

EdioOrdem dos EnfermeirosDor G u i a O r i E n t a d O r d E b O a p r t i c ac a d E r n O s O E | s r i E i | n m E r O 1cadErnOs OEsriE i nmErO 1a Editar Em brEvEsriE iG u i a d E b O a p r t i c a d E c u i d a d O s d E E n f E r m a G E m p E s s O a c O m t r a u m a t i s m O v E r t E b r O - m E d u l a rGuia OriEntadOr dE bOa prticaDor Guia orientaDor De boa prticaOrdem dos Enfermeiros, 2008Ficha tcnicaTtulo: DOR - Guia Orientador de Boa PrticaTrabalho desenvolvido por: Ordem dos Enfermeiros Conselho de Enfermagem Redactores: Grupo de Trabalho O Enfermeiro na Preveno e Controlo da Dor activo entre Fevereiro de 2005 a Dezembro de 2007 Enfermeiras: Ana Maria Lopes Mateus (coordenadora do grupo) Bebiana Maria Antunes Ferreira Elizabete Maria Murcho Monforte Filomena Maria Bravo Ferreira Margarida Isabel Cardoso dos Santos Freitas Alvarenga Maria de Ftima Vieira Silva Maria Jlia Trigo da Ponte Tavares Leite Colaborao dos peritos: Enfermeiros Ana Leonor Alves Ribeiro Ananda Maria Fernandes Henrique Jos de Oliveira Dias Jos Manuel Rodrigues Paulo Lus Manuel Cunha BatalhaEdio: Ordem dos Enfermeiros Junho de 2008Reviso: Ordem dos EnfermeirosCapa, paginao e impresso: DPI CromotipoDepsito Legal: 277637/08ISBN: 978-972-99646-9-5SUMRIOMenSageM ..................................................................................................................................................................................... 5preFcio ........................................................................................................................................................................................... 7introDuo .............................................................................................................................................................................. 91. FUnDaMenTaO ......................................................................................................................................................... 112.PRInCPIOSDaaVaLIaOeCOnTROLODaDOR ................................................................. 133.ReCOMenDaeSPaRaaPRTICaPROFISSIOnaL .............................................................. 15 3.1 prestao de cuidados ......................................................................................................................................... 15 3.1.1 Avaliao da dor ............................................................................................................................................... 15 3.1.2 Controlo da dor ............................................................................................................................................... 17 3.1.3 Ensino pessoa / cuidador principal / famlia ........................................................................ 18 3.1.4 Documentao ................................................................................................................................................. 18 3.2 Formao .......................................................................................................................................................................... 19 3.3 polticas organizacionais ................................................................................................................................. 204.aLgORITMOPaRaOCOnTROLODaDOR ......................................................................................... 23 gLOSSRIO ..................................................................................................................................................................................... 25ReFeRnCIaSBIBLIOgRFICaS .............................................................................................................................. 27aneXOS ............................................................................................................................................................................................... 29 anexo i histria de Dor ........................................................................................................................................... 31 anexo ii instrumentos de avaliao da Dor ....................................................................................... 35 anexo iii caractersticas e efeitos colaterais da teraputica analgsica ............ 41 anexo iV intervenes no-Farmacolgicas ..................................................................................... 47 anexo V Mitos, crenas e preconceitos.................................................................................................. 51dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica5MenSageMCaros leitores, com muita satisfao e especial orgulho que a Ordem dos Enfermeiros (OE) d incio I srie de cadernos oe com a publicao da primeira obra DOR Guia Orientador de Boa Prtica. Ao lanar esta iniciativa, o Conselho Directivo da OE tem como objectivo divulgar, junto dos membros e de todos aqueles que se interessam por temas de Sade e por cuidados de Enfermagem, trabalhos que se entendam como instru-mentos de suporte promoo da qualidade dos cuidados de Enfermagem e que a OE vai produzindo, no quadro das suas atribuies.Assim, e na perspectiva da diversidade das matrias, decorrente da sua natu-reza e finalidade, a divulgao do cadernos oe tomar a forma de sries, o que facilitar a identificao por parte dos seus utilizadores.A que agora se inicia Srie I corresponder sempre a guias orientadores de boas prticas. Estou certa de que esta obra, como outras que se seguiro, se tornaro supor-tes para que, no seu quotidiano, os enfermeiros reforcem a sua capacidade de deciso clnica nas respostas em cuidados de Enfermagem queles que nos confiam o seu cuidado, dando sentido imprescindibilidade da sua interveno nos cuida-dos de sade.Por isso, acredito que este novo instrumento que a OE disponibiliza tambm um meio de suporte ao desenvolvimento cientfico da profisso, gesto dos cuidados e das organizaes.A concretizao desta linha de interveno da OE s possvel porque colegas disponibilizam o seu saber e o seu tempo, para com dedicao e esforo, podermos todos usufruir do trabalho construdo.Assim sendo, aqui expresso, em nome do Conselho Directivo da OE, o nosso muito obrigada queles que, no mandato anterior Conselho de Enfermagem e Grupo de Trabalho O Enfermeiro na Preveno e Controlo da Dor , souberam, com persistncia e rigor, tornar possvel a publicao deste guia. Para todos e cada um, o maior agradecimento vir, seguramente, da utilizao que cada um de ns far do que agora est ao nosso dispor.Maria Augusta SousaBastonria da Ordem EnfermeirosdOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica7PReFCIOA publicao deste Guia de Boas Prticas tornou-se possvel pela iniciativa do Conselho de Enfermagem do mandato 2004-2007 e pelo investimento por parte dos enfermeiros do Grupo de Trabalho O Enfermeiro na Preveno e Controlo da Dor que, generosamente, disponibilizaram o seu tempo, pesqui-saram e construram o Guia e para ele congregaram as opinies dos peritos consultados. Em 2008, apresentar o Guia no Dia Nacional de Luta Contra a Dor (14 de Junho), pretende assinalar a importncia da valorizao, da avaliao e do alvio da dor como elementos vitais no contributo para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Partindo da premissa que a prestao de cuidados de Enfermagem s pes-soas e em concreto s pessoas com sofrimento, como o caso particular das pessoas com dor , tem como finalidade a promoo do bem-estar, cabe ao enfermeiro avaliar, diagnosticar, planear e executar as intervenes necessrias, ajuizando dos resultados. Trata-se, ento, de conhecer e seguir os princpios cientficos que relevam hoje o envolvimento da pessoa na avaliao e no tra-tamento da sua dor, bem como a finalidade do cuidado. Sendo claro que as intervenes de Enfermagem podem ter carcter autnomo ou interdepen-dente, destacamos as autnomas, prescritas pelo enfermeiro, e, das interde-pendentes, a existncia de protocolos cuja execuo fica ligada tomada de deciso casustica e concreta, adequada pessoa singular, pelo enfermeiro.A relao da dor com o sofrimento merece uma referncia particular. Sabemos que a negao ou a desvalorizao da dor do Outro um erro tico no confronto com o sofrimento e a dor, bem como uma falha na excelncia do exerccio profissional. Sendo sintoma subjectivo, a dor corre o risco de estar colocada num quadro de anlise que a considera necessria ou inevitvel e se sofrimento o consentimento humano finitude, a dor pode e deve ser avaliada, atenuada, mitigada. Ademais, seja o que for que se diga do sofrimento, ficar ainda muito distante do sofrimento vivido e da sua experincia, pois que indizvel. Assim, e com o que hoje sabemos do fenmeno da dor e dos fac-tores que a influenciam, ao longo do ciclo vital, na diversidade de cada um, seja neonato ou idoso, em processo agudo, crnico ou paliativo, o que mais releva 8cadErnOs OE e realmente importante, valorizar a dor, tom-la verdadeiramente como 5. sinal vital, avaliar e respeitar a avaliao que o Outro faz quando pode (pois que a intensidade da dor a que a pessoa diz que ) e a que enfermeiro realiza por ele, quando o prprio no pode. Votos que este Guia seja usado, apropriado, discutido, e que o desenvolvi-mento do conhecimento e da praxis conduzam melhoria da qualidade dos cuidados de Enfermagem prestados.Luclia NunesPresidente do Conselho de EnfermagemcadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica9InTRODUOA Ordem dos Enfermeiros tem como desgnio fundamental promover a defesa da qualidade dos cuidados prestados populao, bem como desen-volver, controlar e regular o exerccio profissional1. Neste mbito, reconhece que os Guias Orientadores de Boa Prtica de Cuidados de Enfermagem cons-tituem um contributo importante para a melhoria contnua da qualidade do exerccio profissional dos enfermeiros2.As boas prticas advm da aplicao de linhas orientadoras baseadas na evidncia cientfica disponvel e na opinio de peritos. O objectivo obter as melhores respostas na resoluo de problemas de sade especficos dos clien-tes, reflectindo um compromisso para partilhar a excelncia a nvel local e nacional3. Este Guia Orientador de Boa Prtica toma como foco de ateno a dor, apresentando recomendaes transversais para os cuidados pessoa, cuidador principal e famlia, nas diversas fases do ciclo vital, qualquer que seja o ambiente em que esto inseridos. Cuidados especficos para o controlo da dor em funo da idade, do tipo de dor, da situao clnica e do contexto de cuidados devem ser acrescentados a estas recomendaes.O controlo da dor um direito das pessoas e um dever dos profissionais de sade. Por esta razo, a Direco-Geral da Sade institui a dor como 5. sinal vital, determinando como norma de boa prtica que a presena de dor e a sua intensidade sejam sistematicamente valorizadas, diagnosticadas, avaliadas e registadas. O sucesso da estratgia teraputica depende da monitorizao regular da dor em todas as suas vertentes4.A Ordem dos Enfermeiros reconhece a necessidade de ampliar as boas prticas e uniformizar os cuidados pessoa com dor, estabelecendo em 2005 uma parceria com a Associao Portuguesa para o Estudo da Dor no mbito da formao. Com a misso de promover a interveno do enfermeiro no controlo da dor, constitudo o grupo de trabalho O Enfermeiro na Preveno e Controlo da Dor que, entre outras iniciativas, realiza em Dezembro de 2006 um workshop nacional reunindo 45 enfermeiros de diferentes regies do pas, com experincia reconhecida na rea da dor ao nvel do ensino, investigao e prtica. 10cadErnOs OE O grupo de trabalho, em colaborao com um conjunto de peritos, fez uma anlise das concluses do workshop, suportada por pesquisa bibliogrfica, da qual resulta o presente documento. As recomendaes nele contidas baseiam-se em estudos descritivos no experimentais, na opinio consensual de peritos e nas evidncias apresentadas em documentos nacionais e inter-nacionais publicados por diversas autoridades de sade e associaes profis-sionais. Este documento pretende contribuir para a qualidade do desempenho profissional dos enfermeiros atravs de uma prtica orientada e sistemtica e est organizado em quatro captulos. Neles consta uma abordagem ao conceito de dor e ao papel do enfermeiro, os princpios centrais orientadores da prtica de cuidados pessoa com dor, cuidador principal e famlia, as recomendaes para a prtica profissional na rea da prestao de cuidados, da formao e das polticas organizacionais e um algoritmo de actuao de Enfermagem no con-trolo da dor. Informao complementar til para a compreenso das recomen-daes encontra-se em anexo.cadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica111.FUnDaMenTaODor uma experincia sensorial e emocional desagradvel associada a leso tecidual real ou potencial, ou descrita em termos de tal leso5. Nos ltimos anos, a dor tem sido contextualizada como uma experincia individual subjectiva e multidimensional. Factores fisiolgicos, sensoriais, afec-tivos, cognitivos, comportamentais e socioculturais intervm e contribuem para a sua subjectividade.O interesse da comunidade cientfica por esta rea crescente, permitindo avanos na sua preveno e tratamento, que colocam novos desafios prtica de cuidados.A dor, sensao corporal desconfortvel, referncia subjectiva de sofrimento, expresso facial caracterstica, alterao do tnus muscular, comportamento de autoproteco, limitao do foco de ateno, alterao da percepo do tempo, fuga do contacto social, comportamento de distraco, inquietao e perda de apetite, compromisso do processo de pensamento6, perturba e interfere na qualidade de vida da pessoa, pelo que o seu controlo um objectivo priorit-rio. So mltiplas as barreiras ao controlo da dor que se colocam pessoa ao longo do ciclo vital, em particular aos grupos mais vulnerveis. Apesar dos avanos, persistem mitos, falsos conceitos e informao desadequada em todos os intervenientes doentes, profissionais e instituies.Um compromisso de equipa na abordagem da dor fundamental para a sua avaliao, diagnstico, preveno e tratamento, devendo incluir a partici-pao da pessoa que sente dor, do cuidador principal e famlia enquanto parceiros de cuidados.Estratgias de educao, formao e ensino de todos os intervenientes so essenciais para o desenvolvimento de boas prticas nos diversos contextos de interveno profissional. No mbito das suas competncias nos domnios da prtica profissional, tica e legal e do desenvolvimento profissional7, o enfermeiro toma por foco de aten-o a dor contribuindo para a satisfao do cliente, o bemestar e o autocuidado2. Enquanto profissionais privilegiados pela proximidade e tempo de contacto, os enfermeiros encontram-se numa posio relevante para promover e intervir no controlo da dor. dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica132.PRInCPIOSDaaVaLIaOeCOnTROLODaDOR1. Toda a pessoa tem direito ao melhor controlo da dor8,9; 2. A dor uma experincia subjectiva, multidimensional, nica e dinmica5; 3. A dor pode existir mesmo na ausncia de causas identificadas5; 4. A percepo e a expresso da dor variam na mesma pessoa e de pessoa para pessoa, de acordo com as caractersticas individuais, a histria de vida, o processo de sade / doena e o contexto onde se encontra inserida5; 5. A competncia para avaliao e controlo da dor exige formao cont-nua9;6. A avaliao da dor pressupe a utilizao de instrumentos de avaliao4;7. O controlo da dor requer uma abordagem multidisciplinar coordenada10; 8. Os cuidadores principais e a famlia so parceiros activos no controlo da dor11; 9. A tomada de deciso sobre o controlo da dor requer a colaborao da pessoa, dos cuidadores e da famlia9;10. A dor no controlada tem consequncias imediatas e a longo prazo pelo que deve ser prevenida9;11. Os enfermeiros tm o dever tico e legal de advogar uma mudana do plano de tratamento quando o alvio da dor inadequado12;12. Os enfermeiros devem participar na avaliao formal do processo e dos resultados no controlo da dor ao nvel organizacional9,13;13. Os enfermeiros tm a responsabilidade de se articular com outros profis-sionais de sade na proposta de mudanas organizacionais que facilitem a melhoria das prticas de controlo da dor9,12;14. Os enfermeiros devem defender a mudana das polticas e alocao de recursos que sustentem o controlo efectivo da dor9.dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica153.ReCOMenDaeSPaRaaPRTICaPROFISSIOnaLAs recomendaes para a prtica profissional dos enfermeiros dizem res-peito prestao de cuidados, formao e s polticas organizacionais. 3.1 prestao de cuidadosA prestao de cuidados de Enfermagem engloba dois tipos de intervenes: autnomas e interdependentes. As intervenes autnomas so de exclusiva iniciativa e responsabilidade do enfermeiro14 isto , o enfermeiro assume a res-ponsabilidade pela sua prescrio, execuo e avaliao. As intervenes interde-pendentes so de complementaridade e iniciam-se na prescrio elaborada por outro tcnico da equipa de sade14. o caso das prescries farmacolgicas, em que a responsabilidade pela prescrio do mdico, cabendo ao enfermeiro a responsabilidade de assegurar a sua execuo e monitorizar os seus efeitos.A prestao de cuidados pessoa com dor inclui a avaliao, o controlo e o ensino, devendo todas as intervenes ser documentadas. 3.1.1 avaliao da dorA avaliao fundamental para o controlo da dor. Margo McCaffery15 salienta o caracter pessoal e subjectivo da experincia de dor dando relevncia ao auto-relato, ao afirmar que dor aquilo que a pessoa que a experiencia diz que , existindo sempre que ela diz que existe.Considerada como o 5. sinal vital4, a dor passou a ter expresso formal e regular nos padres de documentao de cuidados. Assim, recomenda-se:1. Reconhecer que a pessoa o melhor avaliador da sua prpria dor; 2. Acreditar sempre na pessoa que sente dor11;3. Privilegiar o auto-relato como fonte de informao da presena de dor na pessoa com capacidades de comunicao e com funes cognitivas mantidas16; 16cadErnOs OE 4. Avaliar a dor de forma regular e sistemtica, desde o primeiro contacto, pelo menos uma vez por turno e / ou de acordo com protocolos insti-tudos; 5. Colher dados sobre a histria de dor considerando os seguintes parme-tros (Anexo I): a) Exame fsico; b) Descrio das caractersticas da dor: Localizao / Qualidade / Intensidade / Durao / Frequncia c) Formas de comunicar a dor / expresses de dor; d) Factores de alvio e de agravamento; e) Estratgias de coping; f) Implicaes da dor nas actividades de vida; g) Conhecimento / entendimento acerca da doena; h) Impacto emocional, scio-econmico e espiritual da dor; i) Sintomas associados; j) Descrio do uso e efeito das medidas farmacolgicas e no farma- colgicas.6. Escolher os instrumentos de avaliao de dor atendendo a: tipo de dor; idade; situao clnica; propriedades psicomtricas; critrios de interpre-tao; escala de quantificao comparvel*; facilidade de aplicao; expe-rincia de utilizao em outros locais17;7. Avaliar a intensidade da dor privilegiando instrumentos de auto-avaliao, considerando a ordem de prioridade (Anexo II): Escala Visual Analgica (EVA); Escala Numrica (EN); Escala de Faces (EF); Escala Qualitativa (EQ).8. Assegurar a compreenso das escalas de auto-relato pela pessoa / cuida-dor principal / famlia, aps ensino;* No sentido de na mesma instituio se utilizarem preferencialmente escalas com o mesmo intervalo.cadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica179. Avaliar a dor nas crianas pr-verbais e nas pessoas com incapacidade de comunicao verbal e / ou com alteraes cognitivas, com base em indi-cadores fisiolgicos e comportamentais, utilizando escalas de hetero--avaliao;10. Manter a mesma escala de intensidade em todas as avaliaes, na mesma pessoa, excepto se a situao clnica justificar a sua mudana; 11. Ensinar a pessoa / cuidador principal / famlia sobre a utilizao de instru-mentos de avaliao da dor e sua documentao;12. Garantir a comunicao dos resultados da avaliao da dor aos membros da equipa multidisciplinar, mesmo que se verifique transferncia para outras reas de interveno.3.1.2 controlo da dorO controlo da dor compreende as intervenes destinadas sua preveno e tratamento. Sempre que se preveja a ocorrncia de dor ou a avaliao eviden-cie a sua presena, o enfermeiro tem o dever de agir na promoo de cuidados que a eliminem ou reduzam para nveis considerados aceitveis pela pessoa.Assim, recomenda-se:13. Colaborar com os restantes elementos da equipa multidisciplinar no esta-belecimento de um plano de interveno para o controlo da dor, coerente com os objectivos da pessoa;14. Contribuir com dados relevantes sobre a individualidade da pessoa para a seleco mais adequada dos analgsicos e das vias de administrao;15. Envolver a pessoa / cuidador principal / famlia / na definio e reajusta-mento do plano teraputico;16. Ajustar o plano teraputico de acordo com os resultados da reavaliao e com os recursos disponveis; 17. Conhecer as indicaes, as contra-indicaes e os efeitos colaterais dos frmacos utilizados no controlo da dor e as interaces medicamentosas;18. Prevenir e controlar os efeitos colaterais mais frequentes da teraputica analgsica (Anexo III);18cadErnOs OE 19. Vigiar a segurana da teraputica analgsica;20. Prevenir e tratar a dor decorrente de intervenes de Enfermagem e de procedimentos diagnsticos ou teraputicos;21. Conhecer as indicaes, as contra-indicaes e os efeitos colaterais das intervenes no farmacolgicas (Anexo IV);22. Utilizar intervenes no farmacolgicas em complementaridade e no em substituio da teraputica farmacolgica;23. Seleccionar as intervenes no farmacolgicas considerando as prefern-cias da pessoa, os objectivos do tratamento e a evidncia cientfica dispo-nvel.3.1.3 Ensino pessoa / cuidador principal / famliaO envolvimento da pessoa no controlo da dor respeita o princpio tico da autonomia.Assim, recomenda-se:24. Ensinar acerca da dor e das medidas de controlo;25. Instruir e treinar para o auto-controlo na utilizao de estratgias farma-colgicas e no farmacolgicas; 26. Ensinar acerca dos efeitos colaterais da teraputica analgsica;27. Instruir sobre as medidas de controlo dos efeitos colaterais dos opiides;28. Ensinar sobre os mitos que dificultam o controlo da dor (Anexo V); 29. Instruir sobre a necessidade de alertar precocemente os profissionais de sade para o agravamento da dor, as mudanas no seu padro, novas fontes e tipos de dor e efeitos colaterais da teraputica analgsica;30. Fornecer informao escrita que reforce o ensino.3.1.4 documentao De acordo com o Cdigo Deontolgico10 o enfermeiro deve assegurar a continuidade dos cuidados, registando fielmente as observaes e intervenes realizadas. Nas Competncias do Enfermeiro de Cuidados Gerais7 est definido cadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica19que o enfermeiro: comunica com consistncia informao relevante, correcta e compreensvel, sobre o estado de sade do cliente, de forma oral, escrita e electrnica, no respeito pela sua rea de competncia. A importncia de um sistema de registos est enunciada nos Padres de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem2. O sistema, deve incorporar as neces-sidades de cuidados, as intervenes de Enfermagem e os resultados sensveis a essas intervenes. A importncia dos registos decorre ainda da necessidade de obter dados para a avaliao da qualidade, anlise epidemiolgica e investigao.Assim, recomenda-se:31. Incluir informao da histria de dor no suporte de registo da apreciao inicial;32. Registar a intensidade da dor no suporte de registo dos sinais vitais em uso pelos servios prestadores de cuidados4; 33. Registar sistematicamente as intervenes farmacolgicas e no farmaco-lgicas, os seus efeitos, bem como as mudanas do plano teraputico;34. Fornecer pessoa / cuidador principal / famlia uma estratgia simples de documentar no domiclio o efeito da teraputica analgsica e seus efeitos colaterais;35. Promover a utilizao de um dirio de dor como facilitador do auto--controlo e da continuidade dos cuidados.3.2 Formao A aquisio e actualizao de conhecimentos sobre dor uma responsa-bilidade que deve ser partilhada pelas instituies de ensino, de prestao de cuidados e pelos enfermeiros individualmente.Assim, recomenda-se:36. Incluir nos currculos da formao, pr e ps-graduada em Enfermagem, as matrias recomendadas pela International Association for the Study of Pain (IASP) para a formao dos enfermeiros18;20cadErnOs OE 37. Planear a formao contnua de forma a garantir a actualizao dos conhe-cimentos, habilidades, atitudes e crenas acerca da avaliao e controlo da dor, e a incorporao de novas prticas;38. Incluir nos programas de integrao de enfermeiros nas instituies as polticas e as orientaes da organizao para a avaliao e controlo da dor;39. Incluir na formao em contexto de trabalho, a reflexo sobre as prticas de cuidados.3.3 polticas organizacionaisA efectividade do controlo da dor decorre do compromisso das institui-es de sade. Os enfermeiros com responsabilidade na gesto das organiza-es de sade devem promover polticas organizacionais de controlo da dor.Assim, recomenda-se:40. Explicitar na poltica organizacional o compromisso de promover o con-trolo da dor; 41. Definir indicadores de qualidade e implementar sistemas de auditoria para avaliao da qualidade no controlo da dor;42. Divulgar a existncia das unidades de dor e das condies de acesso junto das instituies de sade, seus profissionais e utilizadores; 43. Instituir a abordagem multidisciplinar no controlo da dor; 44. Adoptar guias de boa prtica e elaborar normas de orientao clnica para a avaliao e controlo da dor;45. Implementar sistemas de documentao que suportem uma abordagem padronizada de avaliao e controlo da dor;46. Garantir a articulao e a partilha de informao entre servios e nveis de cuidados de forma a assegurar a continuidade do controlo da dor; 47. Criar condies para o ensino e participao da pessoa / cuidador principal / famlia na avaliao e controlo da dor;48. Garantir a presena de enfermeiros com formao e treino adequado, a tempo completo nas unidades de dor;cadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica2149. Adoptar na metodologia de organizao de trabalho, o enfermeiro de referncia, para o efectivo controlo da dor; 50. Incluir os enfermeiros na elaborao e reviso das polticas, guias e normas de orientao clnica para a avaliao e controlo da dor;51. Proporcionar a todos os enfermeiros da organizao o acesso regular a programas de formao em servio acerca da avaliao e controlo da dor;52. Promover o acesso a programas de formao avanada sobre dor, em par-ticular aos enfermeiros que trabalham em unidades de dor crnica;53. Promover a realizao de estudos que conduzam inovao dos cuidados de Enfermagem na avaliao e controlo da dor.dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica234.aLgORITMOPaRaOCOnTROLODaDORinstrumentos de avaliao da dorDorControladaDiagnsticosdeenfermagemIntervenesdeenfermagemMonitorizarnOsiMnOsiMHistriadaDorDorDescriodousoeefeitosdasmedidasteraputicasSintomasassociadosImpactopsicossocialeespiritualImpactonasactividadesdevidaestratgiasdecopingFactoresdealvioeagravamentoFormasdecomunicaradorCaractersticasdadorConhecimento,percepoeexpectativassobreadoena,doretratamentoavaliarDorcomo5SinalVital Hetro-avaliaoauto-avaliaodOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica25gLOSSRIOauto-controlo da dor Processo dinmico de estratgias e / ou aces coordenadas, realizadas pelo prprio, que tm por objectivo eliminar, diminuir a intensidade ou aumentar a tolerncia dor, de modo a manter-se confortvel.auto-relato / auto--avaliaoRelato ou avaliao da dor efectuada pela pessoa que a experincia.avaliarProcesso contnuo de medir o progresso ou extenso em que os objectivos estabelecidos foram atingidos.controlo da dor Processo dinmico de estratgias e / ou aces coordenadas, que tm por objectivo prevenir, avaliar e tratar a dor.CopingAjustamento que consiste em esforos cognitivos e comportamentais destinados a gerir (reduzir, minimizar, controlar ou tolerar) as exigncias internas e externas de interaco entre o indivduo e o ambiente, que ameaam ou ultrapassam os recursos da pessoa. Dependncia fsicaOcorrncia de uma sndrome de abstinncia aquando da reduo abrupta da dose de opiides aps a sua administrao regular durante alguns dias. DorDor uma experincia sensorial e emocional desagradvel associada a leso tecidual real, ou potencial, ou descrita em termos de tal leso.Dor aguda Dor de incio recente e de provvel durao limitada, havendo normalmente uma definio temporal e / ou causal.Dor crnicaDor prolongada no tempo, normalmente com difcil identificao temporal e / ou causal, que causa sofrimento, podendo manifestar--se com vrias caractersticas e gerar diversas situaes patolgicas.Dor irruptivaExacerbao transitria da dor, que surge sobre uma dor crnica controlada.educar Transmitir conhecimentos sobre alguma coisa a algum.ensinarDar informao sistematizada a algum sobre temas relacionados com a sade.hetero-avaliaoObservao de indicadores comportamentais, fisiolgicos ou ambos, efectuada por outra pessoa que no a que experiencia a dor.informar Comunicar alguma coisa a algum.continua26cadErnOs OE instruirFornecer informao sistematizada a algum, sobre como fazer alguma coisa.intervenes farmacolgicas Administrao de frmacos para preveno e / ou tratamento da dor.intervenes no farmacolgicas Aplicao de mtodos ou tcnicas para preveno e / ou tratamento da dor que no envolvem a administrao de frmacos.Limiar de dorLimiar de dor o estmulo de menor intensidade necessrio para o indivduo perceber a dor. Refere o ponto no qual uma dada sensao fisicamente percebida como dolorosa. Os limiares de dor tambm variam de indivduo para indivduo, mas no variam segundo factores tnicos ou culturais. O que varia de acordo com factores culturais a resposta dor, porque um comportamento aprendido e reflecte a atitude da pessoa perante a dor.MonitorizarEscrutinar em ocasies repetidas ou regulares, algum ou alguma coisa.normaConjunto de critrios a aplicar na tomada de decises acerca dos cuidados de sade em situaes clnicas especficas.protocoloConjunto de regras que tornam possvel a execuo de um programa de modo eficiente e sem erros.registarFormular uma evidncia ou informao que constitui o testemunho do que ocorreu ou foi dito.tolerncia Necessidade crescente na utilizao de doses maiores para obter o mesmo grau de analgesia.tolerncia dorTolerncia dor a maior intensidade de estimulao dolorosa que um indivduo capaz de tolerar (IASP). Esta tolerncia diferente entre os indivduos, mas pode tambm variar no mesmo indivduo em diferentes situaes ou contextos.treinarDesenvolver as capacidades de algum ou o funcionamento de alguma coisa.VigiarAveriguar minuciosamente algum ou alguma coisa de forma repetida e regular ao longo do tempo.cadErnOs OE dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica27ReFeRnCIaSBIBLIOgRFICaS1. DECRETO-LEI n. 104/98. D.R. I Srie A. 93 (98-04-21) 1739-1757. 2. ORDEM DOS ENFERMEIROS padres de Qualidade dos cuidados de enfermagem. Conselho de Enfermagem, 2001, 16 p.3. NATIONAL HEALTH SYSTEM QUALITY IMPROVEMENT SCOTLAND urinary cathe-terisation & catheter care. Edinburgh: NHS Quality Improvement Scotland, 2004. ISBN 1-84404-284-5. 48p.4. CIRCULAR NORMATIVA n. 9/DGCG. 2003 a dor como 5 sinal vital. registo siste-mtico da intensidade da dor. Lisboa: DGS. 4 p.5. IASP Descriptions of chronic pain Syndromes and Definitions of pain terms. in classification of chronic pain. 2 ed. Editores: Harold Merskey, Nikolai Bogduk, 1994. ISBN 0-931092-05-1. p. 210-213. 6. CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS (CIPE/ICNP) classificao interna-cional para a prtica de enfermagem, verso 1.0. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros, 2006. ISBN 92-95040-36-8. 210 p.7. ORDEM DOS ENFERMEIROS competncias do enfermeiro de cuidados gerais. Lisboa: Conselho de Enfermagem, 2003, 24 p.8. TEXAS MEDICAL ASSOCIATION patient rights and organization ethics. JCAHO Stan-dards for Pain Management, 2001. Disponvel em: http://www.texmed.org/ Acedido em 19.09.2007.9. REGISTERED NURSES ASSOCIATION of ONTARIO assessment and Management of pain. Toronto: RNAO, 2002. ISBN 0-920166-34-2. 147 p.10. ORDEM DOS ENFERMEIROS cdigo Deontolgico dos enfermeiros: anotaes e comentrios. Lisboa: OE, 2003, 187 p.11. DIRECO-GERAL DA SADE plano nacional de Luta contra a Dor. Lisboa: DGS, 2001. ISBN 972-9425-95-7. 60 p.12. ORDEM DOS ENFERMEIROS, Conselho Jurisdicional parecer 120/2007 perante uma pessoa com dor, o enfermeiro tem o dever de prestar cuidados que a elimine ou diminua de intensidade, sempre que o cuidado apropriado implique prescrio de frmacos, seu dever, num agir em complementaridade, no respeito pelo direito ao cuidado em tempo til da pessoa que sofre, comunicar ao mdico a avaliao feita. Se a prescrio existir previamente formalizada atravs de um plano teraputico ou protocolo que se manifeste desadequada para a situao em concreto, deve o enfermeiro, igualmente comunicar ao mdico os novos dados de avaliao recolhidos, no sentido de uma eventual alterao, se for esse o seu entendimento, no mbito da sua responsabilidade de prescritor. Cf. igual-mente ROYAL COLLEGE of NURSING the recognition and assessment of acute pain in children: technical report. London: RCN, 2001. Disponvel em: http://www.rcn.org.uk/publications/pdf/guidelines/cpgcontents.pdf. Acedido em: 19.09.2007.13. THE PAIN SOCIETY recommendation for nursing pratice in pain Management. London: The Pain Society, 2002, 64 p.14. DECRETO-LEI n. 161/96. D.R. I Srie A. 205 (96-9-4) 2959-2962.15. MCCAFFERY Margo, PASERO Chris pain: clinical manual. 2 ed. St. Louis: Mosby, 1999. ISBN 0-8151-5609-X. 398 p.28cadErnOs OE 16. FRANCK LS [et.al.]. pain assessment in infants and children. Pediatr Clin North Am. ISSN 0031-3955. 47: 3 (2000) 487-512.17. BATALHA, Lus Manuel Cunha. as dificuldades na quantificao exacta da dor. Servir. ISSN 53:4 (2005) 166-174.18. INTERNATIONAL ASSOCIATION for THE STUDY of PAIN core curriculum for pro-fessional education in pain. 3 ed. Ed J. Edmond Charlton, 2005. ISBN 0-931092-65-5. Disponvel em: http://www.iasp-pain.org/. Acedido em: 19.09.2007.cadErnOs OE aneXOSanexo ihiStria De DordOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica33informao a obter exemploscaractersticas da dorevoluo: durao e padro h quanto tempo tem dor? uma dor contnua, intermitente, episdica? Localizao onde que di? Descreva o local da dor. irradia? (Pode ser til o uso de um diagrama corporal).Qualidadecomo descreve a sua dor? (Ajuda a identificar as caractersticas de um tipo especfico de dor. O cliente deve ser estimulado a utilizar palavras que melhor descrevem a sua dor como moedeira, tipo queimadura, facada, formigueiro, etc.)intensidadeQual a intensidade da dor? (Utilize instrumentos de avaliao da intensidade da dor)Formas habituais de comunicar / manifestar / expressar a dor De que forma que habitualmente a pessoa expressa dor? comunica habitualmente a sua dor e a quem? Ex.: silncio, linguagem prpria, choro, gemido, fcies, etc.Factores de alvio e agravamento o que que alivia e / ou agrava a sua dor?Ex.: mudana de posio, calor, frio, movimento, tosse, respirao, analgesia, repouso, etc.estratgias de Coping o que faz quando tem dor? impacto nas actividades de vidaDe que forma a presena de dor afecta a sua vida?Ex: interferncia no sono, repouso, trabalho, apetite, mobilidade, sexualidade, nas actividades sociais e de lazer, no humor, etc.conhecimento /percepo acerca da doena / expectativas acerca da dor e tratamentoa que atribui esta dor? o que espera do tratamento?(Explorar a percepo da pessoa, crenas acerca da dor e o que espera do seu controlo).impacto emocional, socioeconmico e espiritual da dor: trabalho actividades de lazer relaes pessoais estado emocionalcomo que a dor afecta o seu trabalho e a sua relao com os outros?a presena da dor afecta-o psicologicamente?a presena da dor afecta-o espiritualmente?Ex: interferncia no emprego, actividades sociais, relacionamento com os outros. Identificar preocupaes, atitudes, estados de humor. Significado da dor e sofrimento, razo de viver, mudana de papis na sociedade e famlia, confronto com as crenas acerca da vida e morte.continuaanexo i Histria de dorcadErnOs OE 34informao a obter exemplosSintomas associados Que outros sintomas acompanham a sua dor? Qual a sua intensidade?Identificar outros sintomas que acompanham a dor, tais como: obstipao, fadiga, nusea, insnia, perda de apetite.Descrio do uso e efeito das medidas farmacolgicas e no--farmacolgicasQue tratamento realizou? Qual a sua eficcia? teve efeitos secundrios teraputica?Histria detalhada da medicao. Registar efeitos secundrios. Consumo de analgsicos e sua eficcia. Tcnicas no-farmacolgicas e seus efeitos.bibliografiaAMERICAN PAIN SOCIETY QUALITY OF CARE COMMITTEE. Quality improvement guide-lines for the treatment of acute pain and cancer pain. JAMA, 1995, 23: 1874-80.BATALHA, Lus Manuel Cunha. as dificuldades na quantificao exacta da dor. Servir 2005, 53 :4(2005) 166-74.CARR DB, GOUDAS LC. acute pain. Lancet, 1999, 2051-8.DIRECO-GERAL DA SADE plano nacional de Luta contra a Dor. Lisboa: DGS, 2001. INSTITUTE FOR CLINICAL SYSTEMS IMPROVEMENT. health care Guideline: assessment and management of acute pain. Minnesota: ICSI, 2001. McCAFFERY M, PASERO C. pain: clinical manual. 2 ed. St. Louis: Mosby, 1999. NHS Quality Improvement Scotland. the management of pain in patients with cancer. Edinburgh: NHS Quality Improvement Scotland, 2004. SLEZAK J; HACOBIAN A. histria e exame clnico. In: Ballantyne J. Massachusetts General Hos-pital Manual de controle da dor. 2 ed. Rio de Janeiro: Guannabara Koogan, 2004, 41-51.cadErnOs OE 34anexo iiinStruMentoS De aVaLiao Da DordOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica37escalatipo de Dorpopulao alvocomentriosescala visual analgica (eVa)1 Todos os tipos 6 anos de idadeEscala de referncia na avaliao da dor.Utilizao descrita na Circular Normativa n. 9/DGCG, 2003.escala de avaliao numrica (ean)2Todos os tipos 6 anos de idade (saber contar com noo de grandeza numrica) Pode ser usada sem instrumento fsico.Sensvel ao efeito de memria.Utilizao descrita na Circular Normativa n. 9/DGCG, 2003.escala Qualitativa3Todos os tipos a 4 anos de idade Pode ser usada sem instrumento fsico.Sensvel ao efeito de memria.Ausncia de consenso dos adjectivos a usar.Utilizao descrita na Circular Normativa n. 9/DGCG, 2003.escala de Faces Wong baker4,5 (Wong Baker Faces Pain Scale)Todos os tipos a 3 anos de idade Pode predispor a avaliar mais a dimenso emocional que sensorial da dor.Utilizao descrita na Circular Normativa n. 9/DGCG, 2003.escala de Faces revista6(Faces Pain Scale Revised)Todos os tipos a 4 anos de idade Recomendada pela IASP.escala eDin7,8 (chelle Douleur et dInconfort du NouveauN) Todos os tiposRN ( 25 semanas de gestao) usada (em alguns locais) at ao 1 ano de idadeEscala de avaliao comportamental. Com reprodutibilidade para a populao portuguesa.escala nipS9 (Neonatal Infant Pain Scale)Dor aguda RN ( 24 semanas de gestao)No pode ser usada em RN com entubao traqueal. anexo ii instrumentos de avaliao da dorcontinuacadErnOs OE 38escalatipo de Dorpopulao alvocomentriosescala nFcS reduzida10(Neonatal Facial Coding System)Dor aguda 18 mesesRequer treino do profissional de sade para a sua utilizao. Dificuldades de implementao na prtica diria.escala opS11,12(Objective Pain Scale)Dor aguda 18 anosFacilidade de aplicao.De referncia na validao de outras escalas. Com reprodutibilidade para a populao portuguesa.A avaliao da TA pode interferir na sua aplicao.escala FLacc13 (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability)Dor aguda 19 anos Facilidade de aplicao.DoLopLuS 2 14,15 Dor crnica 65 anos com alteraes cognitivasEscala multidimensional que avalia as repercusses somticas, psicomotoras e psico-sociais. A pontuao obtida no subgrupo repercusses somticas a mais sugestiva de presena de dor. Validada para a populao portuguesa.escala painaD16(Pain Assessment in Advanced Dementia)Todos os tipos Idosos com demncia Sensvel e de aplicao rpida.Escala simples e fivel para medir a dor em doentes no comunicantes.escala DeSS17,18(Douleur Enfant San Salvador)Todos os tiposCrianas com deficincia motoraExige o preenchimento de um dossier de base.continuacadErnOs OE 38dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica39escalatipo de Dorpopulao alvocomentriosQuestionrio MpQ19 (McGill Pain Questionnaire)Dor crnicatambm aplicvel dor aguda a partir dos 10 anosIdentifica bem a dor neuroptica.Identifica as implicaes afectivas da dor.Requer pessoal treinado. de difcil compreenso.Tempo de aplicao longo.inventrio bpi20(Brief Pain Inventory)Dor crnica 10 anosSimples e de fcil interpretao.bibliografia1 SCOTT J, HUSKISSON EC. Graphic representation of pain. Pain. 1979, 2: 175-184. 2 DOWNIE WW, LEATHAM PA, RHIND VM, WRIGHT V, BRANCO JA, ANDERSON JA. Stu-dies with pain rating scales. Ann Rheum Dis. 1978,37(4): 378-81. 3 KEELE KD. the pain chart. Lancet 1948, 2: 68.4 WONG DL, BAKER CM. pain in children: comparison of assessment scales. Pediatr Nurs. 1988, 14: 9-17.5 KECK JF, GERKENSMEYER JE, JOYCE BA, SCHADE JG. reliabilty and validity of the Faces and Word Descriptor scales to measure procedural pain. J Pedoatr Nurs. 1996, 11(6): 368-374.6 HICKS CL, BAEYER CL, SPAFFORD PA, KORLAAR IV, GOODENOUGH B. the faces pain scale-revised: toward a common metric in pediatric pain measurement. Pain. 2001, 93: 173-183.7 DEBILLON T, SGAGGERO B, ZUPAN V, TRES F, MAGNY JF, BOUGUIN MA. Smeiologie de la douleur chez le prmatur. Arch Pediatr. 1994, 1: 1085-1092.8 BATALHA L, SANTOS LA, GUIMARES H. avaliao de dor e desconforto no recm--nascido. Acta Peditrica Portuguesa. 2003, 34(3): 159-163.9 LAWRENCE J, ALCOCK D, MCGRATH P, KAY J, MACMURRAY SB, DULBERG C. the deve-lopment of a tool to assess neonatal pain. Neonatal Network 1993, 12: 59-66.10 LILLEY CM, CRAIG KD, GRUNAU RE. the expression of pain in infants and toddlers: developmental changes in facial action. Pain; 1997, 72:161-170.11 HANNALLAH RS, BROADMAN LM, BELMAN AB, ABRAMOWITZ MD, EPSTEIN BS. com-parison of caudal and ilioingual / iliohypogastric nerve blocks for control of post--orchiopexy pain paediatric ambulatory surgery. Anesthesiology. 1987, 66, 832-834.12 BATALHA L, SANTOS LA, GUIMARES H. avaliao da dor na criana pr-verbal. Sade Infantil. 2003, 25 (3):35-44.13 VOEPEL-LEWIS T, MALVIYA S, TAIT AR. Validity of parent ratings as proxy measures of pain in children with cognitive impairment. Pain Manag Nurs. 2005 Dec;6(4):168-7.cadErnOs OE 4014 LEFEBVRE-CHAPIRO S. the DoLopLuS 2 scale-evaluating pain in the elderly. European Journal of Palliative Care, 2001, 8(5): 191-194.15 GUARDA, H. avaliao da Dor na pessoa idosa no-comunicante Verbalmente Escala Doloplus 2. in Revista DOR, 2007, Vol.I , n. 15, pg. 42-47.16 WARDEN V, HURLEY AC, VOLICER L. Development and psychometric evaluation of the pain assessment in advanced dementia (painaD) scale. J Am Med Dir Assoc. 2003, 4:9-15.17 COLLIGNON, P.; GIUSIANO, B.; BOUTIN, A. M.; COMBE, J. C. utilisation dune chelle dhtro-valuation de la douleur chez le sujet svrement polyhandicap. Douleur et analgsie, 1997, 1 : 27-32.18 FONDATION CNP POUR LA SANTE. La douleur chez la personne polyhandicape. Guide pratique sur lutilisation de la grille D.e.S.S. (Douleur enfant San Salvadour): premire chelle valide dvaluation comportementale de la douleur chez la per-sonne polyhandicape. Disponvel em www: Acedido em Setembro de 2007.19 MELZACK R. the McGill pain Questionnaire: Major properties and Scoring Methods. Pain 1975, 1: 277-99.20 CLEELAND CS, RYAN KM. pain assessment: global use of the brief pain inventory. Ann Acad. Med. Singapore. 1994, 23(2): 129-38.cadErnOs OE 40anexo iiicaracterSticaS e eFeitoS coLateraiS Da teraputica anaLGSicadOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica43Grupo de Frmacos caractersticas principaisefeitos colaterais Mais Frequentesno opiiDeSPARACETAMOLInibe a sntese central das prostaglandinas;Intervm nos mecanismos de modulao descendente.Risco de hepatotoxicidade se ultrapassadas doses recomendadas.AINEs (AAS, Diclofenac, Ibuprofeno, Nimesulide, Tenoxican, Naproxeno, Clonixina, Ketorolac, etc)AINEs inibidores da COX2 (Celecoxib, Etoricoxibe, etc)Interferem nos mecanismos de transduo;Inibidores da sntese das prostaglandinas;Antiagregantes plaquetriosInibidores selectivos da Ciclooxigenase 2.Dispepsia;Riscos: hemorragia, lcera gstrica, insuficincia renal aguda, insuficincia heptica;Menos agressivos para o tubo digestivo;Riscos: insuficincia renal aguda menor risco para os inibidores selectivos da Cox2.opiiDeS FRACOS (Tramadol, Codena, etc)FORTES (Morfina, Fentanil, etc)Intervm nos mecanismos de modulao e de percepo;Analgesia a nvel: Supra espinal, por activao das vias inibitrias descendentes e inibio da actividade neuronal; Espinal, por inibio pr e ps sinptica da transmisso das fibras; predominantemente aferentes na medula espinal; Perifrico, por ligao aos receptores opiides em tecidos inflamados.Estase gstrica, nuseas, vmitos, obstipao,sedao, sonolncia, prurido, reteno urinria;Risco de hipotenso e depresso respiratria em doentes de maior sensibilidade ou com doses desajustadas.anexo iii caractersticas e Efeitos colaterais da teraputica analgsicacontinuacadErnOs OE 44Grupo de Frmacos caractersticas principaisefeitos colaterais Mais FrequentesaDJuVanteS ANTIDEPRESSIVOS TRICCLICOS (Amitriptilina, Nortriptilina, Imipramina, etc): Inibidores da recaptao da serotonina /noradrenalina Inibidores selectivos da recaptao da serotonina (Paroxetina, Escitalopram)O efeito analgsico independente do efeito antidepressivo.Sedao, efeitos anticolinrgicos (reteno urinria, quadros confusionais, aumento da presso intra--ocular, xerostomia, obstipao), hipotenso ortosttica, alteraes do ritmo cardaco, agravamento de diabetes pr-existente.ANTICONVULSIVANTES (Valproato de sdio, Carbamazepina, Gabapentina, Pregabalina, Topiramato, etc)Inibem a excitao neuronal e / ou a disseminao da excitao.Anemia aplstica e agranulocitose (Carbamazepina),sonolncia, fadiga, tonturas, ataxia, nistagmo, rinite, diplopia, ambliopia e tremor (Gabapentina), variao no peso.CORTICIDES (Prednisolona, Dexametasona, etc)Aco anti-inflamatria potente, resultante da inibio da sntese das prostaglandinas.Sintomatologia da sndrome de Cushing, miopatia, hiperglicemia, osteoporose, diminuio da resistncia a todos os agentes infecciosos, alteraes digestivas com aumento da incidncia de hemorragias ou perfurao.REGULADORES DO METABOLISMO DO CLCIO (Bifosfonatos Ac.Alendrnico, Ac. Ibandrnico, Ac. Zoledrnico, etc)Bloqueio da actividade dos osteoclastos.Pirexia, mialgias.continuacadErnOs OE 44dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica45Grupo de Frmacos caractersticas principaisefeitos colaterais Mais FrequentesRELAXANTES MUSCULARES (Diazepam, Flupirtina, Baclofeno, etc)Relaxamento da musculatura. Sonolncia e tonturas, tremor, insnia e convulses, alteraes gastrointestinais.ANSIOLTICOS (Diazepam, Alprazolam, Hidroxizina, etc)Actuam sobre os receptores GABA, modulando a sua aco.Sonolncia, ataxia.Risco de tolerncia e dependncia.ANTIESPASMDICOS (Butilescopolamina, etc)Actuam sobre a fibra lisa, relaxando-a.Efeitos antimuscarnicos perifricos.bibliografiaMINISTRIO DA SADE, Infarmed. pronturio teraputico online. Disponvel em: http://www.infarmed.pt/prontuario/index.php. Acedido em: 19.09.2007.TWYCROSS R. cuidados paliativos. 2 ed. Lisboa: Climepsi, 2003.BAJWA Z., WARFIELD C. pharmacologic therapy of cncer pain. UpTo Date, Inc; 2007. Disponvel em: http://utdol.com/utd. Acedido em 26.06.2007.DrugDex Drug Evaluations System. In: Micromedex healthcare Series [CD-ROM]. London: Micromedex, Inc., Englewood, 2007, actual. Sept. 2007. Disco A: Drug Information. Actual. Trimestral (acetaminopher).anexo iVinterVeneS noFarMacoLGicaSdOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica49interveno Definio objectivos coGnitiVo-coMportaMentaiSterapia cognitiva / comportamental (tcc) Combinao de tcnicas teraputicas cognitivas (ex: diverso, ateno) com tcnicas comportamentais (ex: relaxamento, treino da assertividade), reestruturao cognitiva e o treino de estratgias de coping.Ajudar a pessoa a alterar as suas percepes ou padres de dor (ex: diminuio de pensamentos negativos, emoes, e crenas), a aumentar a sensao de controlo e diminuir comportamentos no adaptativos.reestruturao cognitivaTipo de TCC na qual a pessoa instruda a monitorizar e avaliar pensamentos negativos.Gerar pensamentos adaptativos.treino de habilidades de coping Tipo de TCC que ajuda a pessoa a desenvolver estratgias de coping , que incluem relaxamento e tcnicas de imaginao, auto--estadiamento de coping adaptativo e psicoterapia de grupo.Ajudar a pessoa no desenvolvimento de habilidades para controlar /gerir a dor e o stress.relaxamento com imaginao Diminuio da tenso muscular atravs da imaginao, visualizao e meditao.Aumentar o foco nas sensaes de bem-estar, assim como na diminuio da tenso, ansiedade, depresso e dor relacionada com a inactividade.DistracoEstratgias para desviar a ateno da dor.Diminuir a ateno prestada dor.FSicaS aplicao de frio e aplicao de calorAplicao de frio; aplicao de calor.Diminuir a inflamao.Promover o relaxamento muscular.anexo iV intervenes no-farmacolgicascontinuacadErnOs OE 50interveno Definio objectivosFSicaSexerccio Movimentos que promovem o alongamento e a resistncia, o combate rigidez e debilidade associada com a dor e inactividade.Promover a recuperao muscular e o alongamento dos tendes, a amplitude de movimentos, a resistncia, o conforto e a funo. Minimizar a atrofia, desmineralizao.Alvio da dor com restabelecimento da postura e profilaxia de futuras dores.imobilizaoRestrio e limitao de movimentos. Manter o alinhamento apropriado para a reparao ps-leso.MassagemActo de massajar e pressionar partes do corpo. Facilitar o relaxamento e diminuir a tenso muscular.estimulao elctrica transcutnea tenSAplicao de corrente de baixa-intensidade atravs da colocao de elctrodos na pele, provocando estimulao selectiva dos receptores sensitivos cutneos a um estmulo mecnico. Libertar substncias analgsicas endgenas de alvio da dor. Promover a mobilidade fsica, pela interferncia na transmisso de impulsos nociceptivos das fibras nervosas.Suporte eMocionaLtoque teraputicoProcesso intencional de repadronizao do campo energtico durante o qual o terapeuta usa as mos para dirigir ou modular o campo energtico com fins teraputicos.Promover o apoio e a segurana atravs do contacto pele a pele. Promover relaxamento, reduzir a ansiedade e controlar a dor, entre outros sintomas que trazem desconforto.confortoSensao de tranquilidade fsica e bem-estar corporal.Adaptado de: PAIN: current understanding of assessment, Management, and treatments, 2005, p. 56 e 57. Disponvel em: http://www.ucp.pt/site/resources/documents/ICS/Toque-Terapeutico1.pdf.cadErnOs OE 50anexo VMitoS, crenaS e preconceitoSdOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica53Mitos, crenas e preconceitos evidncia cientficaos recm-nascidos so incapazes de experimentar dor devido imaturidade do seu Sistema nervoso central Os trs principais eixos da dor (perifricos e centrais) esto funcionais no incio do 3 trimestre de gestao. as crianas sentem menos dor que os adultosAs crianas so mais sensveis dor que os adultos.as crianas no se recordam das experincias de dorEmbora no verbalizem a dor, revelam alteraes comportamentais aps actos dolorosos que nos fazem concluir o inverso.as crianas no conseguem descrever e / ou localizar a sua dorDesde muito cedo podem identificar o local e intensidade da sua dor, desde que sejam encorajadas e lhes proporcionem os instrumentos de avaliao. estmulos comparveis produzem o mesmo nvel de dor em todas as pessoasTodas as pessoas tm um limiar de sensao uniforme, mas o limiar de percepo dolorosa influenciado por factores fsicos, psicossociais e culturais variando de pessoa para pessoa, ou na mesma pessoa conforme a situao.o comportamento das pessoas reflecte a sua dor Para alm do auto-relato, no existe nenhum indicador fisiolgico ou comportamental especfico de dor.as pessoas dizem quando tm dorAs pessoas podem negar a existncia de dor, se no conhecerem o profissional de sade, se tiverem medo, se recearem a via de administrao, para protegerem os familiares ou por razes scio econmicas.a dor s existe na presena de leso Toda a dor real independentemente da sua causa. as pessoas devem ser encorajadas a aguentarem a sua dorA dor no controlada aumenta o sofrimento e torna as pessoas mais vulnerveis.as experincias anteriores de dor ensinam a pessoa a ser mais toleranteAs experincias de dor aumentam a vulnerabilidade e a morbilidade dor.os profissionais de sade so os peritos na avaliao da dorOs profissionais de sade devem reconhecer a pessoa como o melhor avaliador da sua dor. A famlia e os cuidadores principais so parceiros activos no controlo da dor.anexo V Mitos, crenas e preconceitoscontinuacadErnOs OE 54Mitos, crenas e preconceitos evidncia cientficao uso de opiides causa depresso respiratria e dependnciaEm situao de dor, os estudos comprovam que raramente se desenvolve depresso respiratria e dependncia. os ansiolticos aliviam a dorOs ansiolticos diminuem a ansiedade mas no possuem aco analgsica.No posso fazer mais nada para o alvio da dorValorizar o auto-relato e manifestaes de dor, procurando as causas do no alvio e ajustar estratgias.a dor til para estabelecer um diagnsticoA funo da dor como sinal de alarme no perfeita nem fivel;A dor e a gravidade da doena nem sempre tm relao.os costumes e as crenas da pessoa no so importantes no controlo da dorOs valores socioculturais e as experincias pessoais influenciam a forma como a pessoa vivencia e expressa a dor.a morfina s deve ser utilizada em ltimo recursoA morfina um frmaco a ser utilizado consoante a necessidade teraputica e pela resposta, no segundo o prognstico.bibliografiaANAND KJS, ABU-SAAD HH, AYNSLEY-GREEN A, et al. consensus statement for the pre-vention and management of pain in the newborn. International Evidence-based Group for Neonatal Pain. Arch Pediatr adolesc Med. 2001; 155:173-180.ANAND KJS, CRAIG KD. Editorial: new perspectives on the definition of pain. Pain. 1996; 67:3-6.FRANCK LS [et.al.]. pain assessment in infants and children. Pediatr Clin North Am. ISSN 0031-3955. 47: 3 (2000) 487-512.GRUNAU RE. Long-term consequences of pain in human neonates. In: ANAND KSJ, STE-VENS SJ, MCGRATH PJ, ed. Pain in neonates 2nd revised and enlarged edition: pain research and clinical management. Vol 10. Amsterdam: Elsevier Science; 2000: 55-76.JACOX AK, CARR DB, CHAPMAN CR, et al. acute pain Management: operative or Medical procedures and trauma clinical practice Guideline No. 1. Rockville, MD: US Department of Health and Human Services, Agency for Health Care Policy and Research; 1992. AHCPR publication 92-0032.MCCAFFERY M, PASERO C. assessment: underlying complexities, misconceptions, and practical tools. In: MCCAFFERY M, PASERO C, eds. Pain Clinical Manual. 2nd ed. St. Louis, MO: Mosby Inc; 1999:35-102.cadErnOs OE 54dOr Guia OriEntadOr dE bOa prtica55MCCAFFERY M, WONG DL. nursing interventions for pain control in children. In: SCHE-CHTER NL, BERDE CB, YASTER M, ed. Pain in infants, children, and adolescents. Baltimore: Williams & Wilkins; 1993: 295-319.MCCAFFERY Margo, PASERO Chris pain: clinical manual. 2 ed. St. Louis: Mosby, 1999. ISBN 0-8151-5609-X. 398 p.NATIONAL PHARMACEUTICAL COUNCIL, JCAHO. pain: current understanding of asses-sment, Management, and treatments. editors Patricia H. Berry, et al; 2001. POKELA ML. pain relief can reduce hypoxemia in distressed neonates during routine treatment procedures. Pediatrics. 1994; 93: 379-383. UPPINGTON, Jefferey. opiides. In: BALLANTYNE, Jane. Massachusetts General Hospital Manual de controle da dor. 2 ed. Rio de Janeiro: Guannabara Koogan, 2004: 115-139. CapaDor_final.pdfguia_DorA5_final