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O informativo que todo mineiro gosta de ler

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  • BH NOTCIAS Jornal Notcias l Edio Jornalstica l Edio 1 l Dia 09 de junho de 2016

    O perigo dirio de quem utiliza fones de ouvido

    Trabalho apresentado disciplinaEdio Jornalstica do curso de Jornalismo

    Projeto Ammor de BH

    SolidariedadeO gosto pela cidade

    acompanhe o nosso contedo pelo smartphone

    O uso dos fones de ouvido faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Ele o companheiro e aliado do dia a dia de quem vive na correria. Andar pelas ruas da cidade parece uma coisa comum, mas existem riscos a vida da pessoa quando h falta de ateno. Leia na reportagem. Pgina 2

    Foto: FreePick

    Os to famosos bolinhos espalhados pela cidade do m a i s c o r a o s e s p a o s acinzentados da rotina urbana de Belo Horizonte. A artista Maria Raquel Bolinho responsvel pelo sucesso dessa arte na cidade. Pgina 5

    Flores e dedicao vida. Conhea a parceria entre o estilista Ronaldo Fraga e Irene Adams da ONG Projeto Ammor de BH. Pgina 4

    De assistncia a sade alimentao. O Movimento Sopo Mineiro desenvolve projetos sociais para pessoas carentes e em situaes de risco. Pgina 4 Fo

    to: A

    cerv

    o P

    esso

    al

    Foto: Acervo pessoal

    Foto: Acervo pessoal

  • s fones de ouvido esto cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas que Ovivem nas grandes cidades. Ouvir a

    playlist favorita, acompanhar as notcias e se divertir com programas de rdio acabam tornando-se o motivo de distrao da intensa movimentao urbana. No transporte pblico, em filas e salas de espera e at ao andar pelas ruas, o fone de ouvido se torna um grande aliado para quem vive na correria do dia a dia. Entretanto, ele pode significar um perigo quando traz uma disperso excessiva.

    OS PERIGOS DO USO FONE DE OUVIDO

    Jeniffer Borges

    O fone de ouvido pode se tornar um inimigo de quem anda pelas ruas das cidades

    Existem riscos para a pessoa que utiliza o fone de ouvido ao andar na rua? Quais? Sim. O ato de caminhar exige ateno, por mais simples que parea. Ao ouvir msica pelo fone de ouvido enquanto caminha, o pedestre direciona sua ateno para a msica e, consequentemente, seu crebro deixa de receber outras informaes acerca do ambiente. Logo, a falta de concentrao pode levar a acidentes graves, como atropelamentos, quedas e, at mesmo, acidentes de trabalho.

    Alm da concentrao da pessoa, o que mais o uso do fone ouvido pode afetar?O uso indiscriminado de fone de ouvido com msica em volume alto pode causar perda auditiva e zumbido, alm de falta de ateno e dificuldades de concentrao. Observa-se que a populao jovem a que mais utiliza os fones, logo, como consequncia, poder apresentar alteraes auditivas precoces. Segundo dados da Organizao Mundial de Sade (OMS) cerca de 50% dos adolescentes e jovens adultos entre 12 e 35 anos de idade so expostos a nveis sonoros inseguros pelo uso de dispositivos pessoais de udio. Cerca de 40% so expostos a nveis sonoros potencialmente prejudiciais em locais de entretenimento.

    Segundo estudo levantado pela revista britnica Injury Prevention, os atropelamentos envolvendo pedestres utilizando fones de ouvido cresceram cerca de trs vezes mais nos ltimos dez anos.

    Apesar da queda de 4% na venda de Smartphones no Brasil, em 2015, se comparado ao ano anterior, o uso desses aparelhos continua sendo em grande escala, pois em contra partida, houve uma elevao na acessibilidade internet. Desta forma, as pessoas tendem a incorporar essas ferramentas ao seu cotidiano e acabam se dispersando com maior facilidade.

    A fonoaudiloga Paula Garibaldi Santos membro da Comisso de Sade do sexto colegiado do Conselho Regional de Fonoaudiologia 6 Regio e especialista em Audiologia alerta, em entrevista, sobre o uso do fone de ouvido. Ela aponta as principais causas e resultados decorrentes do uso indiscriminado da ferramenta.

    Quais os sons ambientais a pessoa deixa de ouvir quando utiliza o fone de ouvido?Ao utilizar o fone de ouvido, a ateno do indivduo est voltada para a msica e no para o ambiente ao seu redor. Logo, o risco de acidentes aumenta consideravelmente. Sons de alerta como buzina de carros, sirenes e sinais sonoros deixariam de ser percebidos facilmente. Alm disso, esses usurios podem tambm comear a apresentar dificuldades em ouvir o som da televiso, falar ao telefone e manter conversao com outras pessoas.

    Apresenta equivalncia a qual grau de perda de auditiva? Ainda no existem pesquisas cientficas que comprovem a relao entre o grau de perda auditiva e o uso do fone de ouvido. O que se sabe que os usurios de fone de ouvido apresentam uma tendncia maior a desenvolver alteraes auditivas precocemente. Como medida de preveno de perdas auditivas, recomenda-se no utilizar o dispositivo durante o dia todo e manter seu volume em 50% da capacidade mxima. O tempo mximo de utilizao no deve ultrapassar 2 horas por dia.

    Foto: Acervo Pessoal

    Wellington Paulo

    02

  • ExpedienteRedao: Ana Clara Sales Scavassa, Antnio Athanazzio, Dione Alves, Jeniffer Borges, Tiago Leo e Wellington Pereira Direo Geral: Terezinha Silva

    Arte/Diagramao: Jeniffer BorgesFotografia: Antnio Athanazzio e acervos pessoaisPlataforma de Acesso: www.issuu.com

    03

  • FLOR COM AMMOR

    Mdica dedica tempo livre e cria rede de amigas para produzir flores artesanais

    Mas, para elas, no existem sacrifcios quando h fora de vontade. Aqui a gente no s produz as flores. Fazemos amizades e tudo isso se torna uma terapia para cada uma. Queremos que mais pessoas conheam o nosso projeto e que essa iniciativa se estenda a todos, porque nada melhor que compartilhar amor, ressalta Irene.

    Tiago Leo Barbosa

    H seis meses era eu, uma caixa de papis coloridos e um basto de cola, assim descreve Irene Adams ao relembrar como tudo comeou no bairro Lagoinha, na Regio Central de Belo Horizonte.

    Ela doutora imunologista e fundadora de uma ONG que cuida de crianas portadoras do vrus da AIDS e HIV. Nas horas vagas ela deixa o jaleco e estetoscpio para virar artes e ensinar mulheres aposentadas a produzir flores artesanais.

    Atualmente, Irene j produziu centenas delas, mas no pense que ela faz tudo sozinha. Ela conta com a ajuda de 25 vizinhas, todas voluntrias, a maioria quase da mesma rua que aproveitam para apoiar a iniciativa criada pela mdica.

    A f ina l idade do pro jeto surg iu exatamente para angariar fundos para a ONG, que passa por um perodo de sustentabilidade financeira complicado. Elas vendem o que produzem e ajudam a fundao.

    Foto: Acervo pessoal

    Dione Alves

    SOLIDARIEDADE PELAS RUAS DA CAPITALAna Clara Sales Scavassa

    m ato de solidariedade e amor ao prximo. O Movimento de Promoo e Assistncia Social U

    Sopo Mineiro, surgiu em maio de 1980, na cidade de Belo Horizonte. A iniciativa partiu de um grupo de jovens que comearam a distribuir sopa moradores carentes ou em situao de rua. Para que pudessem atingir um nmero maior de pessoas e agilizar o trabalho voluntrio, um empresrio presenteou o grupo com uma Kombi, hoje chamada de Generosa.

    A o t o d o s o e n t r e g u e s mensalmente 2.500 pratos de sopa. "A gente j tem as pessoas que doam. Quem quer fazer a sopa para doar, s nos avisar. Passamos todas s sextas-feiras tarde, recolhendo a sopa na casa

    do doador, para distribuir a partir das 18h, disse Juliana Chades, voluntria do Sopo Mineiro.

    Com o passar do tempo, o projeto cresceu e teve o apoio da Pre fe i tu ra de Be lo Hor i zon te . Direcionado para gestantes que necessitam de ajuda, a Prefeitura realizou na sede do Sopo, localizada no bairro Carlos Prates, palestras de conscientizao para as futuras mes.

    Ao final, receberam um enxoval para os bebs. "Na sede existem costureiras voluntrias que fazem roupas para bebs, para ajudar essas gestantes", disse Chades. Alm disso, foi doada uma ambulncia pela Prefeitura de BH para recolher

    atendimento mdico. Juliana Chades diz que ser voluntria do projeto "gratificante". "Ajudar um ato to prazeroso que ajuda mais a quem serve. Quem faz o bem mais ajudado do que quem est recebendo esse bem. Ao final de um trabalho voc sai com a sensao de dever cumprido".

    Lorran Augusto Pereira morador em situao de rua e elogiou o projeto. "Sempre quando estamos numa situao difcil, chega o sopo e melhora nossas condies pra pensarmos no dia seguinte".

    Segundo o ltimo levantamento da ONU de 2012, 6,9% da populao brasileira subnutrida.

    04

  • A DOURA EM FORMA DE ARTE EM BEAG

    O universo do grafite deu vida aos Cup Cakes pelas mos da artista Maria Raquel Bolinho

    Raquel Bolinho nos conta que comum confundirem grafismo com pichao. O grafite uma arte que baseada em desenhos: todas as letras e figuras que so utilizadas na pintura so pensadas e elaboradas, para que representem aquilo que o artista quer mostrar. A pichao o ato de escrever ou rabiscar e por isso considerada vandalismo e contestada por muitas pessoas. Ela mesma nos conta que comum as pessoas passarem de carro, durante a realizao dos trabalhos e a chamarem de pichadora, ou ento realizar um trabalho durante o dia todo e no mesmo dia ter sua arte apagada pelo proprietrio.

    O grafite a forma mais recente de expresso cultural. Nasceu nos anos 70 em Nova Iorque e desde ento, muitos grafiteiros esto fazendo sucesso em vrios pases, e para muitos, isto j virou profisso. Ao contrrio das pichaes que esto trazendo muita dor de cabea para as autoridades, tendo suas famosas obras de arte pichadas por vrios pichadores com a inteno de marcar territrios, como tambm vem sendo um comportamento de subverso analisado por muitos antroplogos e artistas interessados nesse fenmeno de interao social.

    Antnio Athanazzio

    oi devido a sua paixo por doces, bolos, cupcakes que a artista de Itabira/Minas FGerais, Maria Raquel, resolveu colorir

    sua arte e